POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE SEGURANÇA. CAES Cel PM NELSON FREIRE TERRA CURSO SUPERIOR DE POLÍCIA I/2011

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1 POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE SEGURANÇA CAES Cel PM NELSON FREIRE TERRA CURSO SUPERIOR DE POLÍCIA I/2011 Maj PM Humberto Gouvêa Figueiredo A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E SUA INTERFACE COM AS REDES SOCIAIS NA INTERNET ANÁLISE CONTEXTUAL E PERSPECTIVAS São Paulo 2011

2 Major PM Humberto Gouvêa Figueiredo A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E SUA INTERFACE COM AS REDES SOCIAIS NA INTERNET ANÁLISE CONTEXTUAL E PERSPECTIVAS Monografia apresentada no Centro de Altos Estudos de Segurança, como parte dos requisitos para a aprovação no Curso Superior de Polícia. Nome do Orientador: Prof. Dr. José dos Reis Santos Filho São Paulo 2011

3 POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE SEGURANÇA CAES Cel PM NELSON FREIRE TERRA CURSO SUPERIOR DE POLÍCIA I/2011 Maj PM Humberto Gouvêa Figueiredo A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E SUA INTERFACE COM AS REDES SOCIAIS NA INTERNET ANÁLISE CONTEXTUAL E PERSPECTIVAS Monografia apresentada no Centro de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores, como parte dos requisitos para a aprovação no Curso de Superior de Polícia. ( ) Recomendamos disponibilizar para pesquisa ( ) Não recomendamos disponibilizar para pesquisa ( ) Recomendamos a publicação ( ) Não recomendamos a publicação São Paulo, 23 de novembro de Cel PM Maria Aparecida de Carvalho Yamamoto Ten Cel PM Silvio Tucci Maj PM Joaquim Rodrigues Júnior Dr. Roberto Meizi Agune Prof. Dr. José dos Reis Santos Filho

4 Este trabalho é dedicado: Aos meus pais, Alairce e Antonio, aos quais, por dever de gratidão, dedico tudo o que produzo em retribuição à educação e à formação que me deram, A minha amada esposa Fabiana, meu alicerce em muitas jornadas, Aos meus filhos Cairê e Ingrid, pela alegria da convivência, Aos meus irmãos, Roberta e Rogério, pelos exemplos de vida, À minha querida avó Olívia (in memorian) pela criação na infância, Aos Dirigentes Operacionais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Comandantes de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais, responsáveis por levar a Instituição a níveis cada vez mais reconhecidos de excelência, Aos Soldados, Cabos e Sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a quem cabe fazer a diferença na prestação de serviços à comunidade.

5 Agradecimento A Deus, a quem aprendi a chamar de Grande Arquiteto do Universo, desde o dia 19 de fevereiro de 2005, quando me foi dada a Luz, À Polícia Militar do Estado de São Paulo, por tudo o que me permitiu viver ao longo dos meus quase vinte e sete anos de carreira, Aos Mestres do Centro de Altos Estudos de Segurança da Polícia Militar do Estado de São Paulo, por dividirem comigo a sua sabedoria durante a realização do Programa de Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, Ao Major PM Nelson Brito dos Santos, pela valiosa colaboração dada na revisão de ortografia e gramática, Aos Oficiais e Praças do CAES, pelo apoio dado em todas as etapas de construção deste trabalho, Especialmente à Capitão PM Eliana e ao 1º Tenente PM Gil, da Seção de Coordenação do CAES, pelo tratamento carinhoso e respeitoso dedicado aos alunos do Programa de Doutorado, Também especial agradecimento à Soldado PM Seztak pela dedicação e colaboração prestada a mim e aos demais companheiros (as) do Programa de Doutorado, e, Aos meus amigos e amigas, Oficiais Superiores do Programa de Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, com os quais dividi muitas alegrias ao longo de todo o curso e dos quais guardarei as melhores lembranças para a eternidade.

6 O Sol nasce para todos, mas a sombra é privilégio de alguns! Ten Cel PM Marcos Suzuki, em 25 de Agosto de 2011

7 Resumo Este trabalho dedicou-se a investigar o uso das redes sociais na internet pela Polícia Militar do Estado de São Paulo em sua extensão, eficácia para a atividade operacional, efetividade na sua utilização e reflexos gerados na cultura da Instituição, tomando-se como referência a opinião dos Dirigentes Operacionais, aqui considerados os Comandantes de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais. A pesquisa teve como referência cinco redes sociais usadas na Instituição pelos seus integrantes, disponíveis na internet e na intranet: a Home Page da PMESP na internet, o Blog do Comandante Geral, a conta da PMESP no microblog Twitter, a (extinta) rede social nosgov-pm e a ferramenta de comunicação interna Spark. Partindo-se de uma contextualização do que sejam internet e redes sociais, foram apresentadas as principais, dando-se ênfase às utilizadas pela PMESP atualmente. Apresentaram-se Cases de sucesso (Blog PolicialBR) e outros em que o uso das redes sociais na internet. Também foram apresentados, no estudo realizado, aspectos relacionados com o uso das redes sociais pelos governos, pelas Forças Armadas, por outras Polícias Militares do Brasil e, finalmente, pela Polícia Inglesa. A pesquisa propiciou o levantamento de informações junto a 291 Dirigentes Operacionais (54 Comandantes de Batalhões, 77 Coordenadores Operacionais e 160 Comandantes de Companhias Territoriais) que demonstraram a importância do uso das redes sociais na internet pela PMESP, o que permitirá uma ampliação da capacidade de comunicação da Instituição para com a Sociedade, além de potencializar a prestação de serviços por este canal, atendendo também a uma demanda social existente. Finalmente, em capítulo que encerra a pesquisa, o autor apresenta um conjunto de propostas que sugere sejam consideradas pelo Comando da Instituição com vistas a implementar ações voltadas para aprimorar o uso das redes sociais na internet no âmbito da PMESP, gerando efeitos positivos em relação à prestação de melhores serviços à sociedade. Palavras-chave: Polícia Militar. Comunicação Social. Redes Sociais. Internet.

8 Abstract The focus of this study was to research the use of online social networks by the military police of the State of Sao Paulo (PMESP) and analyze its operational effectiveness, its applicability and overall impact in the organization's culture. This study considered the input from operation's directors, including, battalion commanders, operational coordinators and regional commanders. This research studied the five social networks used by the police organization available on the internet and intranet: PMESP's homepage, the General Commander's Blog, PMESP's Twitter page, nosgov-pm (now extinct) and the internal communications tool spark. Given the context of the internet and social networks, the research presented all major networks emphasizing the ones utilized currently by PMESP. Successful case studies such as Blog PolicialBR and others were also showcased. Also included in this study, research conducted on the use of social networks by other Brazilian local governments, armed forces as well as, the British Police. This research involves data from 291 Operation's Directors (54 battalion commanders, 77 operations coordinators and 160 regional commanders) and shows the importance of the use of social networks by the PMESP and how its expansion will allow a greater impact in public relations, communication and community outreach. In the final chapter of this study, the author presents a series of recommendations to be considered by the organizations senior command that include specific actions to enhance the use of social networks by PMESP and create a greater social impact through creating better communication channels with the public. Key Words: Military Police. Social Networks. Social Media. Internet.

9 Lista de Tabelas Tabela 1: Nível de conhecimento das redes sociais em que a PMESP participa por Faixa Etária Tabela 2: Nível da frequência às redes sociais por segmentos da PMESP Tabela 3: Avaliação da Participação da PMESP nas redes sociais segundo a Função dos entrevistados Tabela 4: Nível da Frequência às redes sociais objetos do estudo por Função dos entrevistados Tabela 5: Comparativo entre Nível de Funcionalidade das redes sociais estudadas e a geração de resultados positivos Tabela 6: Comparativo entre a geração de reflexo na cultura da Instituição pelas redes sociais avaliadas em função das Funções dos entrevistados.131 Tabela 7: Aspectos relacionados com a cultura da PMESP afetados em função do uso das redes sociais...131

10 Lista de Gráficos Gráfico 1: Distribuição da amostra da pesquisa por Postos Gráfico 2: Distribuição da amostra da pesquisa por Função Gráfico 3: Distribuição da amostra da pesquisa por Faixa Etária Gráfico 4: Distribuição da amostra da pesquisa por Tempo de Serviço Gráfico 5: Distribuição da amostra da pesquisa por nível de Conhecimento em Informática Gráfico 6: Distribuição da amostra da pesquisa por nível de Conhecimento em internet Gráfico 7: Distribuição da amostra da pesquisa por participação em redes sociais na internet Gráfico 8: Nível de conhecimento das redes sociais em que a PMESP participa Gráfico 9: Nível da Frequência por segmentos da PMESP Gráfico 10: Comparação entre a natureza dos assuntos que devem ser tratados nas redes sociais e Função Gráfico 11: Comparação entre a natureza dos assuntos que devem ser tratados nas redes sociais e Faixa Etária Gráfico 12: Comparação entre opinião sobre necessidade de normas regulamentadoras da participação da PMESP nas redes sociais e Função Gráfico 13: Comparação entre opinião sobre necessidade de normas regulamentadoras da participação da PMESP nas redes sociais e Faixa Etária Gráfico 14: Comparação entre opinião sobre a pertinência da participação da população em geral nas redes sociais em que a PMESP participe e Função Gráfico 15: Comparação entre opinião sobre o modelo de presença da PMESP nas redes sociais e Função Gráfico 16: Comparação entre abertura da participação da PMESP nas redes sociais e modelo de presença a ser observado Gráfico 17: Comparação entre a opinião sobre a coerência da participação nas redes sociais com a estratégia de comunicação social e a Função dos entrevistados...127

11 Lista de Quadros Quadro 1: Domicílios brasileiros com computadores...64 Quadro 2: Domicílios brasileiros com acesso à internet...65 Quadro 3: Domicílios brasileiros com aparelhos celulares...65 Quadro 4: Investimentos da PMESP em Tecnologia da Informação e Comunicação...71 Quadro 5: Aquisições de notebooks e netbooks pela PMESP de 2006 a Quadro 6: Perfil das Gerações na PMESP...81 Quadro 7: Gerações da PMESP considerando os Dirigentes Operacionais...82

12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ANATEL: Agência Nacional de Telecomunicações ARPA: Advanced Research Projets Agency CCOMSOC: Centro de Comunicação Social da Polícia Militar CCOMSEX: Centro de Comunicação Social do Exército Brasileiro CONSEG: Conselho Comunitário de Segurança CPD: Centro de Processamento de Dados CPTran: Comando de Policiamento de Trânsito CPSOP : Ciência Policial de Segurança e Ordem Pública DEC: Diretoria de Ensino e Cultura EAD: Ensino a Distância GATI: Grupo de Apoio Técnico à Inovação GESPOL: Sistema de Gestão da Polícia Militar do Estado de São Paulo IPTO: Information Processing Techniques Office NSF: National Science Foundation OPM: Organização Policial Militar PDG: Programa de Desenvolvimento Gerencial PMESP: Polícia Militar do Estado de São Paulo PM-4: Quarta Seção do Estado-Maior da Polícia Militar do Estado de São Paulo PNAD: Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios PPA: Plano Plurianual PROEDR: Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência TIC: Tecnologia de Informação e Comunicação SIPOM: Sistema Operacional da Polícia Militar SMS: Serviço de Mensagens IV COMAR: Quarto Comando Aeronáutico 8º DN: Oitavo Distrito Naval EB: Exército Brasileiro FAB: Força Aérea Brasileira USF: Universidade São Francisco WWW: World Wibe Web

13 Sumário Introdução Contextualização da Internet e das Redes Sociais Breve Panorama Histórico da Internet Conceitos Gerais sobre Redes Sociais As Principais Redes Sociais Existentes na Internet e suas Funcionalidades Facebook Twitter Youtube Orkut Blaving Um Case de Sucesso na Interação Entre Policiais e Bombeiros Militares do Brasil: o Blog PolicialBR Cases no Mundo e no Brasil Relacionados com Uso de Redes Sociais Case Barack Obama Case Mubarak Case Cão Pirata Case Estação de Metrô em Higienópolis As Redes Sociais e seu Uso pelos Governos e Instituições Públicas O Uso das Redes Sociais no Governo do Estado de São Paulo A Polícia Militar do Estado de São Paulo e sua Estratégia de Comunicação nas Redes Sociais A Polícia Militar na Rede Social Facebook O Uso das Redes Sociais como Apoio para o Policiamento nas Marginais da Cidade de São Paulo O Perfil das Gerações na Polícia Militar do Estado de São Paulo O Uso das Redes Sociais pelas Instituições Policiais e Militares O Uso das Redes Sociais pela Polícia da Inglaterra O Uso das Redes Sociais pelas Forças Armadas Brasileiras Marinha do Brasil Exército Brasileiro... 87

14 Força Aérea Brasileira O Uso das Redes Sociais pelas Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará Polícia Militar do Estado de Mato Grosso Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia Polícia Militar do Estado da Paraíba Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Tocantins Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe Polícia Militar do Estado de Goiás Polícia Militar do Estado de Tocantins Polícia Militar do Estado de Alagoas Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Bahia Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Mato Grosso do Sul Síntese dos Levantamentos Realizados nas Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares Pesquisados Contextualização do tema em face da revisão da literatura e dos levantamentos realizados Metodologia Descrição e Análise dos Resultados da Pesquisa Realizada Informações Preliminares Sobre os Resultados Apurados na Pesquisa Análise Sobre a Extensão do Uso das Redes Sociais pelos Dirigentes Operacionais Análise Sobre o Grau de Efetividade no Uso das Redes Sociais pelos Dirigentes Operacionais Pesquisados Análise do Nível de Eficácia no Uso das Redes Sociais pelos Dirigentes Operacionais Pesquisados Análise dos Efeitos Gerados pelas Redes Sociais Sobre a cultura da Instituição Análise Global dos Resultados

15 Análise considerando o perfil das Gerações na PMESP Validação da hipótese da pesquisa Apresentação de Propostas em Função do Resultado apurado na Pesquisa Realizada Considerações Finais Referência Apêndice A - Proposta de regras para a participação em rede social interna da PMESP Apêndice B - Entrevista com a Chefe da Seção de Comunicação Social do IV COMAR Apêndice C - Entrevista com o Chefe da Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste Apêndice D - Roteiro de quesitos referente à consulta realizada junto aos Comandos Gerais das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil por meio da Plataforma Google Docs Apêndice E - Roteiro de quesitos referente à consulta realizada junto ao Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil Apêndice F - Roteiro de quesitos referente à entrevista realizada com o Chefe da Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste Apêndice G - Roteiro de quesitos referente à entrevista realizada com a Chefe da Seção de Comunicação Social do IV Comando Militar da Aeronáutica Apêndice H - Roteiro de quesitos referente à pesquisa realizada junto aos Comandantes de Batalhão, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais pela Plataforma Google Docs Anexo A - Autorização do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade São Francisco (USF) para desenvolvimento da pesquisa Anexo B - Regras do Blog PolicialBR Anexo C - Consulta realizada junto ao Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil

16 16 Introdução Preliminarmente é de fundamental importância a apresentação do que se busca conceituar, modernamente, como Ciências Policiais, área em que se insere o presente trabalho científico, uma vez que se almeja sua aplicação prática em benefício da atividade policial e, indiretamente, em favor da sociedade, receptora dos serviços prestados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo no campo da segurança pública. A Ciência Policial de Segurança e Ordem Pública (CPSOP) se estabelece como novo ramo das ciências, tendo por objeto de estudo os fatos de natureza policial. Segundo Silva: As ciências policiais, além de possuírem métodos próprios e enunciados particulares, não estão apenas consolidados em uma lei, mas também são resultados dos processos de acúmulo de conhecimento da atividade estatal policial (SILVA, 2010, p.33). O mesmo autor entende que: Ciência Policial é uma ramificação pertencente à área das humanidades e que tem como objeto de estudo o fato policial, e se caracteriza como sendo uma ciência social aplicada, que estuda as atividades de preservação e restabelecimento da segurança pública, de modo que haja pacificação e o convívio social democrático por meio das atividades de policiamento ostensivo e investigativo (SILVA, 2010, p ). que: Em importante artigo científico, posiciona-se Miguel no sentido de A Ciência Policial de Segurança e Ordem Pública tem por objeto o estudo sistemático e metódico da polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, ou seja, a Polícia Militar, como Instituição e Estrutura, componente de um sistema denominado segurança pública (MIGUEL, 2011, p. 15). Feita esta abordagem inicial, fundamental para situar o estudo, passar-se-á a abordar o tema propriamente dito, ou seja, a interface entre as redes sociais na internet e a Polícia Militar do Estado de São Paulo. O século XXI se caracteriza, entre outros aspectos, pela globalização e pelo uso da internet como meio de comunicação e interação ou integração das pessoas entre si e destas com grupos, nas chamadas Redes Sociais, sejam considerados do ponto de vista de conglomerados humanos, empresas privadas ou governos.

17 17 Transações comerciais vultosas e acordos entre governos são elaborados e concebidos sem que necessariamente as pessoas precisem estar no mesmo ambiente físico. Pode-se dizer que o mundo se reinventou, e uma vertente virtual, sem fronteiras ou delimitações territoriais, passou a predominar sobre o que se conhecia por limites geográficos de cada país. Um acontecimento que ocorre a milhares de quilômetros de distância é noticiado minutos após, do outro lado do planeta, numa rapidez nunca antes experimentada, sem que isso importe qualquer interferência de pessoas ou governos, bastando a vontade de quem produziu em repassar para outros. Muitas vezes a captura da informação, especialmente imagens, é feita por meio de aparelhos de telefonia celular ou similares e retransmitida numa velocidade até pouco tempo impensável: infere-se que a informação, ferramenta tão importante na gestão, teve um acréscimo no seu grau de relevância e passou a ter um maior dinamismo. É este novo mundo que os governantes precisam considerar na concepção das políticas públicas e na execução dos seus planos de governo, dissecados no contexto da gestão, em ações práticas. Embora seguramente possa dizer que ainda não existe uma completa inclusão digital em todos os países, particularmente no Brasil, é inegável que o número de pessoas que atualmente acessam a internet é muito expressivo, superando a casa dos oitenta e três milhões 1 de usuários, considerando as pessoas a partir dos 12 anos de idade. Os números relacionados ao uso da internet pelos brasileiros impressionam pela velocidade com que crescem: estima o instituto Ibope Nielsen Online que, de outubro de 2009 a outubro de , o número de usuários ativos (que acessam a Internet regularmente) cresceu 13,2%, 1 Segundo F/Nazca, dados apurados em 01 de julho de Já para o Ibope/Nielsen, somos 73,9 milhões (a partir de 16 anos). O principal local de acesso é a Lan House (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet 2 Disponível em pub=t&db=caldb&comp=pesquisa_leitura&nivel=an%e1lises%20e%20%cdndices&docid=04 550BFD66F5DBEA83256EDD0074CDAA. Acesso em 10 mai

18 18 atingindo 41,7 milhões de pessoas. Somado às pessoas que possuem acesso no trabalho, o número salta para 51,8 milhões. 38% das pessoas acessam a web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente. No Brasil, no final do ano de 2010, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) existiam em operação quase duzentos e três milhões de aparelhos de telefonia celular 3, ou seja, podemos afirmar com segurança que, na média, todos os cidadãos no Brasil possuem um equipamento móvel de comunicação, o que classifica o País como o quinto do mundo na relação habitantes/celulares 4. O endereço eletrônico ( ) já é considerado um dado de qualificação do cidadão, ou seja, um elemento identificador e individualizador e permite contato e localização de qualquer pessoa. Aliás, de forma muito mais efetiva que os mecanismos tradicionais existentes (carta, fax ou telegrama, por exemplo). O cidadão, por meio da internet, tem acesso mais rápido aos governos 5 e maior controle sobre os seus atos: desde o acompanhamento de suas pretensões nos planos de governos apresentados no período eleitoral e disponibilizados na rede, até a consecução das suas ações de gestão, passando pela verificação do cumprimento do orçamento em sítios específicos como o Portal da Transparência Brasil, no âmbito do governo federal, Home Page da Controladoria do Governo Federal, sites das Secretarias e dos Governos Estaduais, das Ouvidorias, entre outros. Em síntese, é correto dizer que a internet permite ao cidadão, nesta interface inserida, conhecimento mais profundo de tudo que se passa no ambiente da governança pública, o que antes só era possível pelos meios 3 Disponível em Acesso em 12 de julho de Segundo informações colhidas no Portal da Anatel, o crescimento da telefonia móvel no Brasil foi exponencial, partindo de 120, 9 milhões em 2007, para 150,6 milhões em 2008, indo para 173,9 milhões em 2009, até atingir o patamar de 202,9 milhões no final de O crescimento no período foi superior à média mundial. 5 A opção por serviços na rede mundial, denominados e-serviços tem sido prática cada vez mais comum dos governos e poderes públicos em todas as esferas. A concepção do Governo Eletrônico ou e-governo é uma estratégia de administração pública de grande impacto e de resultados positivos para a Administração Pública e de aceitabilidade pela sociedade em geral.

19 19 tradicionais de comunicação, em especial, por intermédio dos órgãos de imprensa (oficial ou privado). E os governos, nos seus diversos níveis, diante deste novo contexto e de suas particularidades vêm se adaptando: quase todas as Prefeituras dos municípios brasileiros possuem Home Page ou Portais; absolutamente todos os governos Estaduais possuem Portais (Sítios) e o mesmo ocorre na esfera federal, tanto nos órgãos da administração direta, quanto nas fundações, nas empresas públicas, nas autarquias e nas empresas de economia mista. Os serviços públicos cada vez mais estão sendo disponibilizados aos cidadãos pela rede mundial 6 de computadores de modo a permitir, a quem requerer ação do Estado, a desnecessidade de comparecer fisicamente a um órgão ou repartição pública para peticionar. A comunicação via web, ou seja, através da internet, deixou de ser mero liberalismo para ser necessidade, forma eficaz e eficiente de transmitir ao cidadão o que se pretende fazer, o que se está fazendo e as perspectivas de onde se quer chegar. No âmbito do Estado de São Paulo esta realidade não é diferente: o governo dispõe de um sítio na internet, que incorpora todas as suas Secretarias, Órgãos, Autarquias, Fundações, entre outras, por intermédio do qual é possível a interação com os cidadãos diretamente. Não obstante a existência de vários serviços já prestados pelo governo do Estado pela internet, recentemente, por meio de um ato político, ou seja, a edição do Decreto Estadual nº /09, que instituiu no âmbito da Administração Pública Estadual a Política da Gestão do Conhecimento e da Inovação. Entre os objetivos da medida, destaca-se: Artigo 1º - Fica instituída, no âmbito da Administração Pública Estadual, a Política de Gestão do Conhecimento e Inovação, tendo como objetivos: [...] VI - a promoção da adoção e capacitação dos servidores na adoção de ferramentas de informática e uso da Internet para fins da Gestão do Conhecimento e Inovação. 6 São chamados de e-serviços, tendo sua base na rede mundial de computadores (internet), possibilitando aos usuários que acessem a administração pública a partir de um terminal de computador, sem que tenha a necessidade de comparecer fisicamente à repartição pública.

20 20 A norma administrativa em apreço prevê várias diretrizes e destacamos a abaixo: Artigo 2º - São diretrizes da Política de Gestão do Conhecimento e Inovação: [...] X - a promoção do uso intensivo das tecnologias da informação (g.n) com aplicações relacionadas às práticas de gestão do conhecimento e inovação (SÃO PAULO, 2009). O Decreto em questão disciplina que caberá à Secretaria de Gestão Pública promover, elaborar e executar as ações de capacitação dos funcionários públicos e, em especial, dentro de seu Programa de Desenvolvimento Gerencial (PDG), bem como a coordenação e supervisão das ações de capacitação executadas pelas demais escolas estaduais de governo. Importante ressaltar que este Decreto Estadual é assinado pelo Governador do Estado e por todos os demais Secretários de Governo, das diversas pastas, o que denota a importância com o que o governo concebe ao assunto. Para a coordenação das ações neste campo o Governo do Estado já havia criado, desde o ano de 2007, por meio da Resolução nº 14 o Grupo de Apoio Técnico à Inovação 7 (GATI). O GATI tem sua atuação em quatro áreas bem definidas, as quais são a seguir apresentadas: I - na área de gestão de suprimentos e compras públicas incluindo a adoção de critérios socioambientais compatíveis com as diretrizes de desenvolvimento sustentável; a) propor políticas, diretrizes, parâmetros, e desenvolver projetos, estudos, pesquisas; b) desenvolver e manter atualizado os estudos de serviços terceirizados; c) realizar a gestão dos sítios de serviços terceirizados (www.cadterc.sp.gov.br); do pregão (www.pregao.sp.gov.br) e de sanções administrativas (www.sancoes.sp.gov.br) e outros na área de abrangência. II - na área de serviços públicos: a) desenvolver estudos, pesquisas e projetos voltados à ampliação da oferta desses serviços por meio de multicanais; b) realizar a gestão do sitio de serviços públicos (www.cidadao.sp.gov.br); III - promover disseminação, no âmbito da administração pública, dos estudos, pesquisas e projetos desenvolvidos; IV - fornecer apoio técnico aos programas, projetos e ações da Secretaria, relacionados à adoção de novos métodos, técnicas e 7 Vinculado à Secretaria de Gestão Pública

21 21 ferramentas voltados para a melhoria da gestão pública (SÃO PAULO, 2007). Surgiu então, a Rede Paulista de Inovação em Governo (Rede igovsp) para compartilhar e disseminar as iniciativas inovadoras dos servidores públicos e dos órgãos e entidades governamentais voltadas para a melhoria da gestão pública e o aperfeiçoamento dos serviços prestados à população. O papel principal da Rede é o de estimular e orientar os servidores e entidades públicas na utilização das ferramentas sociais, típicas da web 2.0, como blogs, wikis, comunidades de prática, fóruns de discussão, canais de vídeos, podcasts, entre outras, possibilitando a criação, publicação e divulgação de suas iniciativas e soluções inovadoras. Mais recentemente, em 25 de junho de 2009, por meio do Gabinete do Secretário de Gestão e Planejamento foi editada a Resolução nº 15 que, regulamentando o Decreto nº , assim o disciplinou: Artigo 1º - Os Órgãos e Entidades da Administração Pública Estadual deverão promover revisão nos seus critérios e regras de acessibilidade à Internet para possibilitar o acesso de todos os seus servidores à Rede Paulista de Inovação em Governo que a Secretaria de Gestão Pública disponibiliza na Internet por meio do endereço e às ferramentas sociais, da Web 2.0, que estão sendo utilizadas pela área de comunicação do Governo do Estado. Parágrafo Único - Entende-se aqui por ferramentas sociais da Web 2.0 os softwares de comunicação, colaboração, produção, armazenamento, publicação e compartilhamento de arquivos em hipermídia, disponibilizados como serviço pela Internet, tais como: serviços de rede social (comunidades virtuais); blogs; wikis; serviços de edição, hospedagem e compartilhamento de textos, planilhas, apresentações, áudio, fotos, vídeos; serviços de difusão audiovisual por IP; etc. Artigo 2º - Os Órgãos e Entidades da Administração Pública Estadual deverão providenciar a inclusão, em seus cadastros de relacionamento com usuários de seus serviços, os dados relativos ao endereço eletrônico e número do celular para facilitar a comunicação e envio de informações. Parágrafo Único - Quando houver interesse no uso rotineiro de envio de mensagem pelo celular, tipo SMS (Short Message Service), o Órgão e Entidade deverá solicitar, em conformidade com legislação vigente, a devida autorização do usuário do serviço para o envio das mensagens (SÃO PAULO, 2009). Notoriamente a comunicação é um fator de grande relevância no conceito global da governança pública e, por esse motivo, impossível desconsiderá-la pelos gestores públicos.

22 22 Na área específica da segurança pública não é diferente: a Pasta Governamental 8 possui Home Page e nela disponibiliza informações específicas sobre esta área do governo e que são do interesse do cidadão conhecer. A Polícia Militar do Estado de São Paulo, sendo Instituição que compõe o governo do Estado, vinculando-se à Secretaria de Segurança Pública não poderia manter-se alheia a este contexto. Já há muito tempo possui Home Page, onde são apresentados ao público externo e interno informações de interesse na sua área de atuação, além de permitir prestação de serviços que visam atender a necessidade da sociedade. O pensamento sistêmico de gestão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, formalizado em seu manual intitulado Sistema de Gestão da Polícia Ostensiva (GESPOL) reconhece a importância dos conceitos de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) como essenciais para a execução de suas missões. A Comunicação é uma área da gestão à qual o Comando Geral da PMESP tem dispensado especial atenção: ressalte-se que se encontra em vigor um Plano de Comunicação Social na PMESP, regulado pela Diretriz de número CCOMSOC-1/30/10 9, que estabeleceu o Sistema de Comunicação Social na Instituição, valorizando a atividade e a figura do Oficial a quem caberá tal atribuição, inclusive transferindo a tarefa para um Oficial Intermediário, uma vez que antes era de competência de Oficial Subalterno. Além disso, foi criado por meio do Decreto nº , de 27 de abril de 2010, o Centro de Comunicação Social (CCOMSOC), mais uma demonstração evidente do valor dado pelo Comando da Instituição à questão da comunicação. Tais providências se alinham com a estratégia do Governo do Estado no Plano Plurianual (PPA), que consolidam os objetivos governamentais e também com o Planejamento Estratégico da própria 8 Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública 9 Publicada oficialmente na PMESP como Anexo ao Boletim Geral nº 227, de 02 de dezembro de Disponível em Acesso em 12 de julho de 2011.

23 23 Instituição, uma vez que estes foram elaborados a partir das linhas gerais traçadas pelo primeiro. Acrescente-se ainda que o atual Comando Geral explicitou em seu discurso de posse, seis eixos prioritários para a sua gestão 10, os quais são apresentados abaixo e esclarecem a solidez e o valor que se pretende dar à comunicação e à informação pela PMESP: 1º Transmitir sensação de segurança, fazendo com que a polícia seja mais visível e nos aproximando mais da comunidade, dentro da filosofia de polícia comunitária; 2º Manter o controle da criminalidade, utilizando o programa de policiamento inteligente e mantendo os delitos em tendência estáveis ou decrescentes; 3º Incrementar o combate ao crime organizado, mostrando que pertencer ao crime não compensa; 4º Continuar o processo de modernização da Polícia Militar, ampliando os programas de qualidade baseados em tecnologia e gestão (g.n), utilizando o novo GESPOL Sistema de Gestão de Polícia Ostensiva, desenvolvido pela Polícia Militar; 5º Valorizar o policial militar, nosso mais precioso recurso, reconhecendo, melhorando ainda mais as suas condições de trabalho; e, 6º Continuar o processo de depuração interna, continuando a ser implacável com os desvios de conduta e cortando na carne se preciso for, como temos feito em prol de uma polícia cada vez melhor (POLÍCIA MILITAR, 2008). Nesta linha sistematizada, o Comando vem demonstrando, de forma inequívoca, sua estratégia de aproximação da direção da Instituição à sua face operacional e se utiliza de diversos mecanismos para promover esta medida. Nota-se claramente que a via tecnológica vem se mostrando como diferencial neste processo de modernização e inovação desencadeado pelo Comando Geral: o uso da intranet de forma mais interativa, com assuntos apresentados na intranet e na internet em linguagem mais pessoal e construídos sempre com caráter estimulante, a criação do Blog do Comandante Geral e mais recentemente o Blog da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a apresentação de conteúdos de interesse público na Home Page da PMESP na Internet, a criação de Conta Oficial da Instituição no microblog Twitter, a recente medida de criação de perfis de todas as Unidades da PMESP na rede social Facebook e a própria criação da Rede 10 Disponível em Acesso em 12 de julho de 2011

24 24 Social interna nosgov-pm 11 são iniciativas que retratam a vocação do Comando Geral em valorizar o contato mais direto com os seus colaboradores e com o público externo, utilizando-se, mais fortemente, das ferramentas disponibilizadas na web. Do ponto de vista material, temos que um indicativo relevante apresentado pelo Comando no sentido de integrar seu capital humano à cultura da Tecnologia da Informação e Comunicação foi a aquisição e distribuição a todos os Oficiais e Alunos Oficiais de notebooks e netbooks acompanhados de modems para conexão à internet: tal medida permitirá se tenha contato de forma mais rápida e eficaz com e entre os seus principais Dirigentes Operacionais, qualificando expressivamente o processo de comunicação, além de propiciar maior envolvimento de seus Oficiais com a Instituição, já que passarão a ter acesso, a qualquer momento, aos assuntos gerais e em especial da Polícia Militar, além de poderem exercer ação de fiscalização e auditoria nas áreas e atividades sob sua responsabilidade. Ao estender a distribuição dos equipamentos de informática e de acesso à internet também aos Alunos Oficiais, o Comando deixou evidente a ideia de que o uso da internet e, por via indireta, das redes sociais, passa a fazer parte da cultura da Instituição, passando a constituir-se também ferramenta de trabalho e de gestão, que deverá, certamente, solidificar-se como prática com o passar dos anos. Diante de todo este contexto, teve o presente trabalho científico o intento de, utilizando-se de instrumental apropriado e aceito pela comunidade científica (questionários), aplicados em amostra não probabilística intencional, apurar como o processo de comunicação no mundo virtual atualmente com uso incentivado pelo Comando da Instituição é reconhecido pelos seus dirigentes do nível operacional (Comandantes de Batalhão, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhia), quais os benefícios ou prejuízos institucionais que poderá resultar e quais os reflexos que este cenário pode gerar na cultura da PMESP no presente e, especialmente, no futuro. 11 Atualmente encontra-se inativa por decisão do seu proprietário

25 25 Uma consulta também foi realizada junto às Polícias e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil com o objetivo de se conhecer como tais Instituições, com similaridade em relação à PMESP, atuam nas redes sociais, que resultados alcançam e que política adotam neste setor. Foram ainda realizadas entrevistas e consulta junto à Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira com o objetivo de se apurarem as mesmas informações, ou seja, a interface das Forças Armadas na internet e com as redes sociais, obviamente considerando as particularidades de cada uma delas. Teve por objetivo geral o presente trabalho científico a análise acerca do uso que os dirigentes da Polícia Militar, no seu nível operacional, aqui denominados Dirigentes Operacionais, fazem da rede mundial de computadores (internet e intranet), nas suas variadas interfaces para tornar práticas as suas pretensões, levando em conta as atividades desenvolvidas pela Instituição. Dando contorno específico ao propósito estabelecido, adotou-se como parâmetro de análise o uso da Internet a partir da Home Page da PMESP, do Blog do Comandante Geral (posteriormente transformado no Blog da Polícia Militar do Estado de São Paulo, por deliberação do Comando Geral), a Conta Oficial da PMESP no Twitter, ou uso do aplicativo de comunicação interna chamado Spark e a utilização da rede social nosgov-pm (considerando-se o período em que esta rede social interna da PMESP esteve ativa). O objetivo geral do projeto foi alcançado por meio do estudo de quatro campos de análise, que compuseram os objetivos específicos da pesquisa, que se interligam e interagem, sendo eles: 1. A aferição, realisticamente, da extensão do uso das redes sociais pelos Dirigentes Operacionais da Instituição, por meio da verificação quantitativa e qualitativa, de como tais profissionais da área da segurança pública fazem uso dos instrumentos que lhe são disponibilizados na web, objetos deste estudo, buscando-se conhecer quais são os canais, o seu alcance e a característica específica do público que abrange, bem como, finalmente, apurar eventuais tendências quanto à limitação ou ampliação dos mencionados canais;

26 26 2. A apuração do grau de efetividade na utilização das redes sociais pelos Dirigentes Operacionais da Instituição, ou seja, a sua capacidade de produzir efeitos para a Polícia Militar do Estado de São Paulo, observando-se, como parâmetros, as características e natureza dos conteúdos abordados, se eles são ou não de interesse da área da segurança pública ou relacionados com assuntos corporativos, a frequência com que se dão interna e externamente e a mensuração dos resultados alcançados com a sua disponibilização; 3. A mensuração do nível de eficácia no uso das redes sociais pelos Dirigentes Operacionais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, apurando se tal ferramenta (rede social) se apresenta como instrumento adequado de comunicação do nível de direção ou gerencial da Instituição com a tropa (nível operacional) e para com a comunidade em geral, bem como se constitui em um mecanismo propício à obtenção de feedback por parte de seus destinatários, levando em conta a existência ou não de instrumentos de controle que permitam avaliar resultados manifestos às relações hierárquicas, sempre que utilizadas as redes sociais; e, 4. A análise dos efeitos do uso das redes sociais na Polícia Militar do Estado de São Paulo em face dos valores e preceitos da Instituição, alicerçados especialmente no que se denomina cultura institucional, que se baseia, substancialmente, nos conceitos de princípios lato sensu, estética, hierarquia e disciplina, verificando-se as regras que devem ser postas, em virtude das características específicas da Instituição. É de conhecimento público que o Governo do Estado vem incentivando políticas públicas de conhecimento e inovação, por intermédio principalmente da Secretaria de Gestão e Planejamento. No que diz respeito à Polícia Militar, seu Comando Geral tem valorizado sobremaneira a área de comunicação social e tem incentivado o uso da web para a realização de contato com o público interno e com o externo. Esse é um processo que propicia que a Direção da Instituição se apresente cada vez mais perto de sua base, o mesmo acontecendo em relação à comunidade.

27 27 Hoje, podemos constatar, por exemplo, que um Soldado da Polícia Militar pode dirigir-se diretamente ao Comandante Geral da Polícia Militar postando uma mensagem no seu Blog e obtendo daquela Autoridade uma resposta direta. Acrescente ainda que a Rede Social nosgov-pm, ainda que desativada no momento, cresceu numa velocidade muito grande no período em que esteve ativa. No dia 12 de janeiro de 2010 ultrapassou o número de membros da Rede nosgov 12 da qual se originou. No dia 26 de janeiro de 2010 a Rede Social interna nosgov-pm contava com 3130 membros, número significativo, considerando que o seu potencial de crescimento foi muito superior e sua divulgação não foi realizada institucionalmente. Em sua Conta Oficial no microblog Twitter, também naquela data, a Instituição contava com 6482 seguidores 13. Por qualquer aspecto que se observe, este é um fenômeno que abriga perguntas, todas elas implícitas nos objetivos acima mencionados. Assim, o presente estudo procurou apurar: Quais reflexos esta nova relação de comunicação poderá fazer advir para a Instituição, para os seus valores, para os seus integrantes? Como reagirão os usuários internos e externos à liberdade e à facilidade propiciada pela nova metodologia apresentada? Como lidar com abusos eventualmente cometidos pelos usuários do processo? Como mensurar a eficácia e a efetividade nos níveis de relacionamento que estes meios propiciam? São problemas que precisavam ser avaliados, tomando como ponto de referência os sujeitos responsáveis por sua defesa, por sua implantação, por sua consolidação, enfim, pela competência e legitimidade de introduzi-la como meio de comunicação cotidiana na Instituição. 12 A Rede Social nosgov-pm se originou a partir de outra Rede criada no âmbito da Secretaria de Gestão Pública, denominada nosgov. Foi tão grande a adesão de policiais militares àquela Rede Social que houve a necessidade de se desmembrar outra Rede, especificamente para os integrantes da PMESP 13 Dados atualizados em 02 de fevereiro de 2011

28 28 A questão de pesquisa diz respeito à percepção que os Dirigentes Operacionais possuem dessa mídia, de sua extensão, de sua efetividade, de sua eficácia e dos efeitos que podem produzir na cultura de uma Polícia Militar que, por meio da ação desses homens e mulheres, coloca-se disposta a inserir-se nas possibilidades oferecidas pela web. No centro da investigação, portanto, a pergunta central formulada de maneira bastante simples foi: com quais representações, com quais imagens sobre a aplicação da mídia web atuam, em seu dia a dia, os Dirigentes Operacionais da Polícia Militar? Por qualquer ângulo que se observe, é nítida a iniciativa do atual Comando da Instituição em valorizar o serviço de Comunicação Social, dentro e fora da Instituição, por meio de atos administrativos específicos. É necessário, no entanto, levar em conta que a Polícia Militar é uma Instituição que se difere das demais na estrutura do Estado: composta por uma classe de servidores distinta (militares estaduais) possui regras internas mais rígidas e tem base, quase dogmática, na hierarquia e disciplina. Impossível que se deixasse de considerar na pesquisa a pergunta: de que forma essa especificidade reconhecida de forma consensual se manifesta no lidar com as tensões que ela potencialmente cria com a realidade da web? De forma mais direta, a questão que, sinteticamente justificou o presente estudo foi: será possível estabelecer um equilíbrio entre a liberdade do mundo da internet e o controle rigoroso, característico das instituições que possuem base na estética militar? Se esta é uma preocupação carregada de sentido conceitual e prático, o estudo também encontrou legitimidade justificadora ao buscar apurar a percepção que os Dirigentes Operacionais da Instituição possuem sobre os caminhos que devem ser seguidos para se chegar àquele equilíbrio, aprimorar o processo de implantação de modo que os seus resultados sejam benéficos para a Instituição, para os seus integrantes e, principalmente para a sociedade, à qual servimos e que é, em última análise, a razão da existência da PMESP. Desde o momento em que se estabeleceu o objetivo geral, situouse como eixo fundamental de investigação o papel desempenhado pelos Dirigentes da Polícia Militar no plano operacional na implantação e

29 29 consolidação da rede mundial de computadores como ferramenta de comunicação e desempenho da Instituição, por meio das redes sociais. É um traço que toma desenho mais acabado quando foi estabelecido o problema que orientou a pesquisa. Trabalhou-se com as representações que informam esse grupo fundamental da Polícia Militar quando atua em tudo o que diz respeito à aplicação da web nas tarefas sob sua responsabilidade. Propôs-se isto sem esquecer o quadro de referências a partir do qual essas representações serão inventariadas. E isto foi firmado na parte em que se estabeleceram os objetivos específicos que dão concretude ao próprio investimento de pesquisa. Vale ressaltar, no entanto, que extensão, efetividade, eficácia e reflexo na cultura institucional, ainda que elementos fixados no quadro de objetivos perseguidos foram, efetivamente, considerados campos de indicadores. E, como tais, não só serviram de parâmetros a partir dos quais aquelas representações foram inventariadas e analisadas, mas orientaram a estratégia metodológica que foi construída para a realização do trabalho científico em questão. Isto considerado, a questão de pesquisa delineada sugeriu uma resposta provisória que deveria ser verificada e confirmada no transcorrer do trabalho: ela supôs que nenhum membro da Polícia Militar escapa à cultura da própria Instituição. Se isto se aplica a todos, possui singularidades no caso dos Dirigentes Operacionais já que fazem parte de uma elite encarregada de zelar pela reprodução e manutenção dos traços que a conformam como ambiente, no qual normas, costumes e comportamentos adquirem sentido. Assim é que a hipótese plausível para o trabalho, considerada inicialmente foi a de que a cultura institucional, tal como encorpada pelos sujeitos da pesquisa, o elemento que, informando práticas e linhas de trabalho dos membros líderes da Instituição, institui limites e possibilidades às formas como a utilização da web é entendida em sua extensão, efetividade, eficácia e efeitos nos valores e formas de agir na vida cotidiana da Polícia Militar.

30 30 A pesquisa realizada se insere no Campo das Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, de concentração da Administração e na linha de pesquisa da Gestão e Organização. O trabalho foi desenvolvido pelo método hipotético dedutivo, em nível descritivo, baseado em: 1. Pesquisas bibliográficas e documentais; 2. Levantamentos de campo por intermédio de aplicação de questionários a serem respondidos pelos Comandantes de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais, perfazendo o total de trezentos e noventa e seis, tudo se observando a técnica de pesquisa por amostragem não probabilística estratificada; 3. Consultas aos Comandos Gerais das Polícias Militares do Brasil (via web), observando técnica de pesquisa por amostragem não probabilística; e, 4. Visitas e entrevistas ou consultas às Seções de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste, do Quarto Comando Aeronáutico (IV COMAR) e do Oitavo Distrito Naval (8º DN). Os dados utilizados na pesquisa foram variados, de fontes primárias e secundárias e dos tipos: quantitativos, opinativos, teóricos, conceituais e históricos, com ênfase nos dois primeiros. A pesquisa realizada se caracterizou como sendo do tipo exploratória ou diagnóstica, de natureza qualitativa e quantitativa. O corte efetuado (estrato), considerando a pesquisa aplicada aos Dirigentes Operacionais da PMESP, obedeceu a um critério extremamente objetivo: a posição na cadeia de comando, considerada sua importância presumida no uso dos meios de comunicação marcados pela web. Observados os objetivos da pesquisa, o problema que a orienta e a hipótese que antecipa seus resultados presumíveis, essa foi uma escolha que deu consistência inicial à estratégia metodológica delineada. Mediadoras fundamentais na cadeia de comando, as funções de Comandante de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais supõem execução e transmissão de regras, de ordens e orientações.

31 31 Ocorre que, como já foi dito anteriormente, as ações dificilmente deixam de expressar valores incorporados. Ao que tudo indica, o ato que realiza uma tarefa não é simples reprodução de algo assimilado de fora para dentro, transmitido de cima para baixo e cumprido na ausência de subjetividade. Elas consideram experiências de vida que podem ser traduzidas em predisposições capazes de tornarem-se manifestas em posições hierárquicas e em situações cotidianas (ou não) enfrentadas por agentes. E, justo porque cada uma das experiências de vida é singularmente individual, é possível supor que, ainda que marcadas (fortemente) pela cultura da Instituição, as ações agreguem justificativas e nuanças pautadas por uma trajetória de vida que é única em cada um dos agentes. Isto sendo plausível se justificou a opção pela utilização de instrumento que coletasse informações, opiniões e atitudes que orientam praticamente o pensar e o agir desses segmentos da oficialidade da PMESP. De fato, o uso de um questionário que averiguasse com o máximo de profundidade possível a percepção que os sujeitos possuem sobre o objeto de estudos em questão foi momento fundamental e indispensável da pesquisa. Supôs-se que ele fornecesse as representações utilizadas na caracterização dos conceitos-eixos do trabalho. Assim, coube ao questionário um levantamento das formas como é definida a extensão do uso das redes sociais pelos Dirigentes Operacionais da Polícia Militar. Ainda que vagas, essas noções marcadas por um senso comum que deverá mostrar-se típico de uma classe de usuários corporativos (Comandantes de Companhia Territorial, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Batalhões), uma vez cotejadas e analisadas criticamente, permitiram a identificação de seus componentes constitutivos. Optou-se por estabelecer classificações objetivas que permitiram traduzir aqueles componentes oferecidos pelo imaginário dos usuários em dimensões efetivas daquilo que será instituído com consistência como conceito de extensão. Este foi um passo decisivo, desencadeado a partir dos questionários, com todos os outros eixos de análises já explicitados acima.

32 32 Depois deste procedimento realizado o trabalho passou para a sua fase derradeira que foi a de análise-diagnóstica sobre a utilização dos meios da web no cotidiano da Polícia Militar. Dada a complexidade da estratégia metodológica, um projeto piloto foi realizado na área do Comando de Policiamento do Interior -3 (Região de Ribeirão Preto). Seu objetivo foi o de colocar à prova não apenas o instrumental previsto para a análise, mas também o referencial teórico conceitual aí envolvido. O trabalho foi composto de sete capítulos, sendo o primeiro uma contextualização da internet e das redes sociais, abordando inicialmente o histórico da internet, conceitos gerais relacionados a redes sociais, apresentação das principais redes sociais existentes na internet e suas funcionalidades e breve exposição sobre o Blog PolicialBR, exemplo de sucesso como rede de interação entre militares brasileiros. O segundo capítulo abordou cases relacionados com o uso de redes sociais, no mundo e no Brasil, e que demonstraram a força e a capacidade de mobilização das redes sociais. No terceiro capítulo foi feita uma abordagem sobre o uso das redes sociais pelos Governos e Instituições Públicas e, neste contexto, apresentada informação sobre a utilização das redes sociais no âmbito do governo do Estado de São Paulo, na Polícia Militar do Estado de São Paulo e uma abordagem sobre o perfil das gerações na PMESP. No quarto capítulo se abordou a questão do uso das redes sociais pelas Instituições Policiais e Militares, abordando como isso de dá na Polícia Inglesa, em levantamento realizado durante a Jornada Internacional de Polícia Comparada, realizada durante do Programa de Doutorado, o uso nas Forças Armadas e em quatorze Polícias e Bombeiros Militares Brasileiros que responderam à consulta realizada. O quinto capítulo foi destinado à apresentação do processo metodológico utilizado para a realização da pesquisa. No sexto capítulo foi feita a descrição e a análise dos resultados alcançados. O sétimo capítulo foi destinado à apresentação de proposta em função dos resultados alcançados na pesquisa. Por fim, foram expostas considerações finais sobre a pesquisa realizada. A Tese conta em sua fase pós-textual com três Anexos e nove Apêndices, todos relacionados com o objeto de estudo.

33 33 1 Contextualização da Internet e das Redes Sociais Pinheiro (2007): De acordo com as teorias de Tofler (1970) em obra de autoria de a evolução da humanidade poderia ser dividida em três ondas: a primeira delas teve início quando a espécie humana deixou o nomadismo e passou a cultivar a terra, sendo denominada como Era Agrícola (g.n). Esse período teve por base a produtividade da terra como instrumento de riqueza e poder (TOFLER, 1970 APUD PINHEIRO, 2007, p.6). Numa etapa posterior, ainda de acordo com o mesmo autor surge uma segunda onda que teve início com a Revolução Industrial, período em que a riqueza passa a ser uma combinação de propriedade, trabalho e capital. Seu ápice se dá com a Segunda Guerra Mundial, em que o modelo de produção em massa mostra sua face mais aterradora, a morte em grande escala, causada pelo poderio industrial das nações envolvidas no conflito (TOFLER, 1970). Como em toda transição, a chegada da terceira onda, denominada de Era da Informação, começou a dar seus primeiros sinais ainda antes do apogeu da segunda onda, com a invenção dos grandes veículos de comunicação, como o telefone, o cinema, o rádio e a TV, num período de cinquenta anos entre o final do século XIX e o início do século XX. Esses veículos, nos quais trafegam volumes crescentes de informação a característica central da terceira onda conheceram sua expansão ainda a serviço do modelo de produção em grande escala, de massificação, centralização de poder e estandardização ditado pela Era Industrial. Ainda de acordo com Tofler (1970) é o surgimento da tecnologia digital, culminando na criação da internet, que permite a consolidação da terceira onda, pela inclusão de dois novos elementos: a velocidade, cada vez maior na transmissão de informações, e a origem descentralizada destas. Castells (2003) em sua obra A Galáxia da Internet: Reflexões sobre a Internet, os Negócios e a Sociedade afirma que é a internet o tecido de nossas vidas numa sociedade moderna. A internet é, portanto, o meio que estabelece ligação entre as pessoas, considerando que cada uma delas é um elo, nesta grande teia que forma o que se conhece por sociedade.

34 34 Shittine (2004) nos revela que o indivíduo, que cada vez mais procura o isolamento, vê na internet (e neste pormenor inclui, por via indireta as redes sociais) uma possibilidade de se relacionar com o mundo: o computador passa a exercer papel inclusivo, interligando as pessoas entre si, sem que necessitem estar próximas fisicamente. Prossegue a mesma autora afirmando que um fator decisivo neste contexto é o tempo: as pessoas passam a ter possibilidade, por intermédio da internet, de se comunicar com várias outras ao mesmo tempo, mesmo que estejam elas muito distante uma das outras (SHITTINE, 2004). Castells (2003) sintetiza a importância que a internet tem para a vida das pessoas na atualidade comparando a tecnologia da informação hoje, com o que representou a eletricidade durante a Era Industrial. Castells ainda acentua que: A internet foi concebida, desde o princípio, como uma tecnologia de comunicação livre, ou seja, passível de ser utilizada por todos. Mais ainda, arquitetada como maleável, ou seja, passível de se modificar a partir das alterações nas práticas sociais e das novas experiências, bem como de provocar mudanças, considerando o fato de ser ela a expressão de nós mesmos através de um código de comunicação específico, que devemos compreender. (CASTELLS, 2003: p.11). Pode-se dizer que a internet se integrou na sociedade, revolucionando a forma de comunicação entre as pessoas e, internamente nos grupos, também chamados de redes, fazendo nascer um novo padrão sociotécnico. Ainda sobre o assunto, acrescenta Rossini (2002): A internet é a rede mundial de computadores, que em última e singela análise, nada mais é do que um grande computador interligado, pois cada pessoa que o acessa, nele se insere e dele passa a fazer parte, naquele momento e através da autoria mediata da internet, do provedor ou portal. No momento em que o usuário acessa a internet, se pluga, sua máquina passa a compor o Grande Computador e na medida em que endereços são digitados, novos contatos se estabelecem por qualquer finalidade (ROSSINI, 2002, p. 135). Cria-se, portanto, com a internet, novo modelo social, cujas regras necessariamente não coincidem com as regras normais da convivência em grupo. Para Lerma (1999) a internet caracteriza-se por ser um meio universal de comunicação de baixo custo, sendo composta por um conjunto

35 35 de redes interconectadas, que permitem a comunicação entre milhões de usuários de todo o mundo, gerando um imenso grupo de recursos de informação, em forma de imagens, textos, gráficos e sons. Completa, a respeito do assunto, Castells (2003), em sua obra já citada, que a internet se constitui na base tecnológica da organização que se estruturou em decorrência da Era da Informação: as redes. Conclui-se que os autores estudados consideram a internet o alicerce de um novo conceito de sociedade, com novas formas de relacionamentos e cuja característica marcante é a velocidade com que transitam informações e rompem-se as fronteiras físicas. As grandes vantagens das redes, enquanto organizações sociais são a sua flexibilidade e capacidade de adaptação que lhe são próprias e permitem a sobrevivência e a prosperidade em um ambiente onde a mudança é constante. Esta característica, própria das redes sociais tradicionais, se aplica também às redes que se estabelecem no ambiente virtual. Castells (2003) aponta ainda que nova estrutura social baseada em redes nasceu no final do século XX, tendo como base os seguintes processos: a exigência da economia por flexibilidade administrativa e globalização do capital, da produção e o comércio; os valores da liberdade individual e da comunicação. De acordo com Negroponte (1995) nós vivemos em uma era em que os átomos estão sendo substituídos pelos bits, ou seja, o meio digital predomina sob o meio físico esta mudança que se apresenta é irrevogável e não há como impedi-la, pois é aceita socialmente: as pessoas preferem, pela praticidade e pela rapidez de transmissão, os dados eletrônicos em detrimento da sua versão física. As revistas, os livros, a música gravada, os jornais, tudo agora é predominantemente digital. Já Lévy (1993) acentua que novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência dependem, na verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Por sua vez, Recuero (2009) relata, em prestigiada obra de sua autoria, que:

36 36 O advento da comunicação mediada pelo computador provocou profundas mudanças nas relações sociais: na sua organização, identidade, formas de dialogar e até na sua mobilidade (RECUERO, 2009, p ). As considerações trazidas a respeito desta nova forma de se relacionar socialmente estabelecida pela internet (e pelas redes sociais) são de fundamental importância para compreender como uma Instituição que oferta serviço público na área da segurança pública, no caso em estudo a Polícia Militar do Estado de São Paulo, pode maximizar a sua interface com a sociedade a partir do seu uso (da internet e das redes sociais), sem que isso comprometa substancialmente a sua cultura institucional. 1.1 Breve Panorama Histórico da Internet De acordo com Castells (2003) a origem da internet tem como origem a Arpanet, uma rede computacional, montada em setembro de 1969 por uma agência americana conhecida pela sigla ARPA (Advanced Research Projets Agency). Prossegue o mesmo autor enfatizando que a ARPA teve sua criação pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América no ano de 1958, com o propósito de alavancar recursos para pesquisas científicas com o fito de obter superioridade tecnológica militar em oposição à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que um ano antes tinha lançado o primeiro Sputink. A Arpanet era um programa restrito de um dos Departamentos da ARPA, o Information Processing Techniques Office (IPTO), criado em 1962, que tinha como objetivo principal o estímulo à pesquisa em computação interativa: a Arpanet foi estruturada como forma de permitir que os diversos centros de computadores e grupos de pesquisa compartilhassem informações on line. A tecnologia usada pelo IPTO foi a de comutação por pacote, desenvolvida pelo pesquisador Paul Baran e por Donald Davies, e consistia em uma rede de comunicação descentralizada, flexível, que havia sido apresentada ao Departamento de Defesa Americano para uso militar.

37 37 Os primeiros nós destas redes foram instalados em quatro Universidades Americanas em 1969, estendendo-se para outros 11 centros de pesquisa em Em 1972 houve a primeira apresentação bem sucedida da Arpanet em uma conferência internacional na cidade de Washington. Em 1973 houve a introdução do conceito de rede de redes, em virtude da necessidade que se apresentava de se conectar a Arpanet com outras redes de comunicações existentes, visando ampliar o seu alcance. Foram Robert Kahn e Vint Cerf, ainda no ano de 1973, os primeiros pesquisadores a desenvolver um artigo propondo uma arquitetura básica para o que hoje chamamos de internet: o fundamento do trabalho dos estudiosos estava no entendimento de que as redes, para que pudessem se comunicar umas com as outras, necessitavam de protocolos de padronização isto foi alcançado parcialmente naquele mesmo ano durante um seminário em Stanford, por um grupo de pesquisadores que criaram o projeto do protocolo de controle de transmissão, conhecido pela sigla TPC. Posteriormente o protocolo TPC foi dividido em duas partes, acrescentando um protocolo intrarrede, cuja sigla é popularmente conhecida por IP, gerando então o protocolo TCP/IP, cuja operação na internet perdura até os dias de hoje. No ano de 1975 houve uma expansão da comunicação nas diversas unidades militares americanas, com a adoção de conexões via protocolo TCP/IP. Por medida de segurança, em 1983, o Departamento de Defesa dos EUA criou outra rede, independente e somente para uso pelos militares. Uma instituição de pesquisa, a National Science Foundation (NSF), criou uma rede própria em A Arpanet tornou-se obsoleta em 1990, sendo retirada de operação. Este foi o marco da libertação da internet do controle dos militares, passando a NSF a administrá-la: tal situação, porém, perdurou por pouco tempo, havendo em seguida a privatização da internet, passando ela a ter o perfil que hoje se conhece. O início da década de 90 marcou a criação de diversas redes e o estabelecimento de suas portas de comunicação em bases comerciais,

38 38 fazendo que a internet experimentasse crescimento rápido como uma rede global de redes de computadores. Tudo isso foi possível graças ao projeto original da Arpanet, cuja base era uma arquitetura em camadas múltiplas, descentralizada e com protocolos de comunicação abertos. Portanto, em meados de 1990, a internet já era completamente privatizada e sua arquitetura aberta permitia a interconexão de computadores e redes em qualquer ambiente do planeta. A World Wibe Web, cuja sigla é WWW, funcionava com software adequado, e navegadores fáceis já estavam a disposição do público interessado. Para a maioria das pessoas foi em 1995 que a internet nasceu de fato, em razão do uso extensivo que dela se passou a fazer como verdadeira rede de conexão entre as pessoas e as redes, como assistimos até os dias atuais. Neste contexto pode-se afirmar que foi nos anos finais do segundo milênio, que a internet apareceu para oferecer ao mundo, de forma inédita até então, a comunicação de muitos com muitos, em momento escolhido livremente pelo usuário e em nível universal, fazendo a humanidade ingressar em uma nova Era: a da Comunicação. A influência da internet não está apenas na quantidade de pessoas que a utilizam, mas também na qualidade de seu uso e também por envolver as áreas econômica, social, política, cultural, entre outras. Em virtude da nova realidade trazida pela internet, e das redes sociais nela estabelecidas, pode-se dizer que, modernamente, não estar nela incluído é uma das formas mais perversas e danosas de alijamento ou restrição aplicadas à pessoa humana, especialmente nas esferas econômica e cultural. Em suma, considerando a realidade dos dias atuais, pode-se dizer que o direito ao acesso à comunicação pela internet se alçou à categoria de direito da pessoa humana.

39 Conceitos Gerais sobre Redes Sociais Uma revolução tecnológica concentrada nas tecnologias da informação começou a remodelar a base material da sociedade em ritmo acelerado (CASTELLS, 2006: p.39). As redes sociais, estabelecidas a partir de uma plataforma na internet modificaram a forma de as pessoas se relacionarem e interagirem socialmente, estabelecendo novo modelo de comunicação: de um lado muito veloz e de outro propiciando cadeias de pessoas, empresas ou instituições. Castells (2006) enfatiza que: As redes globais de intercâmbios instrumentais conectam e desconectam indivíduos, grupos, regiões e até países, de acordo com a sua pertinência na realização dos objetivos processados na rede, em um fluxo contínuo de decisões estratégicas. Segue-se uma divisão fundamental entre o instrumentalismo universal abstrato e as identidades particularistas historicamente enraizadas. Nossas sociedades estão cada vez mais estruturadas em uma oposição bipolar entre a Rede e o Ser (CASTELLS, 2006: p. 41). De outro lado Ferrari (2007) afirma que o espaço na internet, por ter mais plasticidade e ser mais elástico, permite-nos misturar, articular e incorporar formatos não textuais em textuais, imagéticos em sonoros e viceversa tudo em fluxo de negociações intersemióticas. Prossegue a conceituada autora enfatizando que a web somos nós, pois a sociedade atual move-se em torno das pessoas, das suas histórias, de seus costumes, suas experiências de vida, enfim, da informação individualizada. As relações estabelecidas nas redes sociais e pela internet ocorrem de modo a não observar integralmente os conceitos de relacionamento tradicionais, típicos das relações interpessoais, consideradas estas fisicamente. Recuero (2009), a respeito da comunicação estabelecida a partir do computador registra: O advento da comunicação mediada pelo computador provocou profundas mudanças nas relações sociais: na sua organização, identidade, formas de dialogar e até na sua mobilidade. Afirma que ela trouxe um significativo aumento na capacidade de conexão, fazendo nascer o que hoje conhecemos como Redes Sociais. Essas Redes são atualmente protagonistas na difusão de informações, pois conectam não apenas máquinas, mas principalmente pessoas (RECUERO, 2009, p ).

40 40 Importante o destaque da pesquisadora, uma vez que é evidente que a comunicação estabelecida com a mediação do computador se modifica em suas características mais comuns, consideradas fisicamente: a ligação não se limita a ser entre as máquinas, mas sim entre pessoas, que falam por si, por empresas ou instituições e que se representam de uma forma mais complexa do que se daria sem a existência da internet (e das redes sociais nela existentes). Para Donath (1999) a percepção do outro é essencial para a interação humana. Ela mostra que no ciberespaço, pela ausência de informações que geralmente permeiam a comunicação face a face, as pessoas são julgadas e percebidas por suas palavras. Na comunicação face a face outros aspectos além da linguagem propriamente dita são considerados: a entonação da voz, o tipo de escrita, o gestual do corpo, a velocidade com que as palavras são colocadas no diálogo, entre outros. Isso obviamente não é perceptível nas redes sociais, onde as pessoas são analisadas pela forma com que se apresentam, e que, eventualmente, podem não ser de fato uma realidade. Entretanto, como já registrado anteriormente, trata-se de novo modelo de estabelecimento de contatos, com particularidades diferentes da forma tradicional e que, entende-se, permite ampliação da comunicação entre as pessoas, empresas e Instituições. Para Recuero (2009): As interações geradas nas internet pelas redes sociais são chamadas de glocal (sic), e indicam que as relações estabelecidas, ao mesmo tempo possuem características globais, não perdendo, todavia, as suas feições locais, existindo nos dois níveis ao mesmo tempo (RECUERO, 2009, p. 44). De fato é muito perceptível tal característica nas redes sociais, ou seja, embora possa ser estabelecida para provocar efeitos entre as pessoas que a compõem, dadas as características da internet e dos nós nela estabelecidos, os reflexos podem se dar em pontos fisicamente muito distintos. Bom exemplo disso pode ser a comunicação em uma rede social qualquer de um mau atendimento em determinado estabelecimento

41 41 comercial: embora o interesse possa até o de ser, num primeiro momento, o de ter ressarcido um prejuízo ou exigido um direito, a partir do momento em que o assunto é divulgado em uma rede social ele pode provocar reflexos em todas as filiais desta loja, afetando, por exemplo, a sua imagem e a sua credibilidade. Já Nicolis e Prigogine (1989) afirmam que: as redes são sistemas dinâmicos e, como tais, sujeitos a processos de ordem, caos, agregação, desagregação e ruptura (NICOLIS e PRIGOGINE, 1989 APUD RECUERO, 2009, p. 80). Para Solis (2010), as redes sociais são um imenso caldeirão onde emergem e convivem diversas culturas. Fica evidenciado que as redes sociais se constituem de forma sistêmica e que, permitindo democraticamente a participação de todos, num processo que se denomina de inclusão digital, propicia uma troca constante de experiências, culturas, informações, etc., fazendo com que as pessoas que nela interajam se influenciem umas pelas outras, apenas pelo contato estabelecido no mundo virtual, daí a complexidade que as envolve. Compreende Meira e Meira (2004), em sua obra, como sendo redes sociais na área computacional aquelas que visam a formação de amizades e/ou a disseminação de informações e conhecimentos. De outro lado, Lévy (2009) conceitua rede social como um meio de comunicação entre os indivíduos para que estes aprendam com a comunidade. As redes sociais são ainda analisadas por meio de diversas técnicas metodológicas e procedimentos analíticos: para Boyd e Ellison 14 (2007) os sites de redes sociais são serviços baseados na web, que permitem aos indivíduos a construção de perfil público ou semipúblico dentro de um sistema limitado, a articulação de uma lista de outros usuários com quem compartilham uma ligação, e a visão e a possibilidade de percorrer as ligações feitas por outras pessoas dentro do sistema. 14 BOYD, D. & ELLISON, N. Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship. Disponível em <http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/boyd.ellison.html>. Acesso em:

42 42 Finalmente, as redes sociais podem ser consideradas como aplicações que suportam um espaço comum de interesses, necessidades e metas semelhantes para a colaboração, a partilha de conhecimento, a interacção (sic) e a comunicação 15 (PATRÍCIO e GONÇALVES Apud PETTENATI et al., 2006, BRANDTZAEG et al., 2007). 1.3 As Principais Redes Sociais Existentes na Internet e suas Funcionalidades Segundo Gary Hamel, em entrevista concedida a Braun (2011) publicada na revista HSM Management, em razão da adaptabilidade da web, bem como de suas possibilidades inspiradoras, ela se torna capaz de envolver pessoas (empresas e instituições) em uma infinidade de alternativas de interação, seja nas relações interpessoais, seja no mundo dos negócios, seja nas relações com o setor público. O mesmo entrevistado prossegue, afirmando: As empresas precisam ter capacidade de adaptação bem maior, ser inovadoras na nova economia criativa, e os processos centrais que herdamos da era industrial não são suficientes (BRAUN, 2011, p.61). Embora seja um conceito, em princípio aplicável à iniciativa privada, temos que também é bastante oportuno e pertinente ao setor público, especialmente na prestação de serviços, pois cada vez é mais crescente o desejo por uma gestão de qualidade, que contemple ações de inovação na relação entre governo (e seus representantes/servidores) e a sociedade em geral. Neste contexto, a internet e as redes sociais se apresentam como ferramenta importante por possibilitar uma ampliação na relação entre governo e cidadãos, modificando o paradigma de como este contato é estabelecido, quer seja em relação a sua forma, quer em relação ao seu conteúdo, quer em relação à velocidade em que acontece. 15 PATRÍCIO, R. e GONÇALVES, V.. Facebook: rede social educativa?. Artigo publicado no I Encontro Internacional TIC e Educação. Bragança Disponível em < Acesso em 16 jul

43 43 Conclui o Hamel em sua entrevista dada a Braun (2011): [...] o desafio é ser revolucionário e evolucionário, mudar automaticamente a maneira como as pessoas conquistam o poder e o usam. Este é o desafio quanto observamos como temos de mudar: sermos revolucionários em nosso pensamento e evolucionários na execução (BRAUN, 2011, p.62). Numa contextualização mais diretamente relacionada com a segurança pública, Carvalho (2010), em estudo sobre o assunto, apontou que: As Políticas de Segurança Pública necessitam de novas formas de combate à violência, que não apenas a penalidade, mas formas que sustentem a prática da cidadania e do Estado Democrático de Direito (CARVALHO, 2010, p.9). Neste sentido, a mesma autora assinala: A liberdade que as mídias sociais trazem ao debate do tema Segurança Pública, uma vez que não há um controle do que pode ou não ser falado, exceto quando se tratam de participantes identificados diretamente ligados a alguma Instituição, oferece ao leitor uma gama de informações jamais alcançada pela mídia tradicional, capaz de trazer uma crítica imediata e sem intermediários (CARVALHO, 2010, p. 10). As redes sociais utilizadas na área da segurança pública podem apresentar resultado extremamente favorável à sociedade, que poderá receber informações importantíssimas sobre assuntos relacionados com prevenção, criminalidade, violência entre outros, em tempo muito inferior àquele a que está acostumado a receber pelos meios de comunicação tradicionais. Mas em idêntica dimensão, as redes sociais também são importantes para as Instituições responsáveis pela prestação de serviços na segurança pública pelo fato de que elas terão a oportunidade de se aproximar ainda mais de seu público de interesse, o que resultará em uma prestação de serviços com maior qualidade, bem como poderá ter da sociedade um feedback mais fidedigno, além do que poderá ter melhorias em relação à sua imagem. Justificada a importância das redes sociais para a área da segurança pública, serão apresentadas a seguir as principais redes existentes atualmente na internet, sua funcionalidade e, especialmente, a sua aplicação pelas Instituições que atuam nesta área do serviço público.

44 Facebook Trata-se de uma rede social que proporciona uma vasta lista de ferramentas e aplicações que permitem aos usuários comunicar e partilhar informações, assim como controlar quem pode acessar a um conteúdo específico ou realizar determinadas ações (EDUCASE, 2007). Criada oficialmente em janeiro de 2004 por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin e Chris Hugnes, todos ex-estudantes da Universidade de Harvard, a rede social Facebook tinha em princípio a pretensão de ser fechada, destinada apenas aos seus alunos. Posteriormente foi expandida para outras Universidades americanas e, num momento seguinte, também foi aberta a alunos de escolas de segundo grau, com a limitação de acesso a pessoas com idade a partir dos 13 anos de idade. Empresas também passaram, a partir de 2006, a ter acesso ao Facebook. Segundo estatísticas da própria rede 16, existem atualmente setecentos e cinquenta milhões de usuários ativos nela cadastrados. É, segundo o Alexa 17, o website que ocupa a sétima posição em números de acessos na internet. Considerando o número de acessos via Google, o Facebook ocupa a primeira colocação, de acordo com levantamentos realizados pela Ad Planner 16 Disponível em < Acesso em 18 jul O Alexa Internet Inc. é um serviço de internet da Amazon que afere a quantidade de usuários da Internet que acessam um determinado sítio da web. Em Alexa.com, pode-se entrar em um endereço de site da web e conhecer o nível de visitas em termos quantitativos do site. Importante assinalar que os dados são obtidos por amostragem e aproximação, não sendo considerados em 100% de certeza, especialmente nos casos de sites menores ou locais. Além de trazer em seu site a colocação (ranking) mundial de visitas a um determinado site, o Alexa.com traz também a possibilidade de ver a classificação nacional. É uma fonte para se ter uma ideia do que se faz na internet.

45 45 Top 100 sites 18, divulgados em abril de 2011, registrando oitocentos e oitenta milhões de visitas e um alcance mundial na ordem de 47,2 %. Estatísticas da própria rede social apontam que cada usuário do Facebook possui em média cento e trinta contatos a ele relacionados e a média de tempo de acesso mensal por usuário gira em torno de setecentos minutos. No Brasil estimava-se, em junho de 2011, que o número de usuários do Facebook seria de por volta de dezenove milhões de usuários e a taxa de crescimento mensal em relação à participação nesta rede social seria na ordem de 10% 19. Trata-se de um website de adesão gratuita para usuários, empresas e instituições e com renda proveniente de publicidades realizadas no próprio site. Cada usuário é responsável pela criação de seu perfil que podem incluir fotos e informações pessoais que seja do seu interesse divulgar aos demais usuários da rede. As mensagens entre usuários, chamados de Amigos na rede social, podem se dar em ambiente público, em espaço denominado Mural ou de forma privada, observando método semelhante ao envio de s tradicionais. Existe controle em relação às informações sobre os usuários, sendo elas disponibilizadas apenas àqueles com as quais tem contato e que fazem parte de sua rede de amigos confirmados. As principais funcionalidades do Facebook são: a. Mural: espaço existente na página do usuário que permite a troca de mensagens de forma pública com os demais membros de sua rede de contatos. Usado normalmente para deixar recados e avisos temporários; b. Marketplace: espaço que pode ser utilizado para publicação de anúncios gratuitos sobre assuntos específicos; 18 Disponível em <http://www.google.com/adplanner/static/top1000/index.html>. Acesso em 18 jul Disponível em <http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/06/13/brasil-tema-maior-taxa-de-crescimento-no-facebook-rede-alcanca-687-mi-de-usuarios.jhtm>. Acesso em 18 jul

46 46 c. Toque: recurso usado para chamar a atenção de outros usuários, permitindo ampliação da interação entre os membros da rede social; d. Status: permite ao usuário informar aos seus contatos informações sobre seu paradeiro e as ações que desenvolve em determinado momento; e. Eventos: servem para dar notícia de eventos que serão realizados, para organizar atividades ou apenas para noticiar o que se passa no momento; f. Aplicativos: existe na rede uma série de aplicativos que são atualizados continuamente e que vão desde jogos interativos até estatísticas de acessos á página do usuário, entre inúmeros outros; g. Facebook Vídeo: permite a adição de vídeos na página do usuário, diretamente pelo computador ou também pelo telefone celular; h. Facebook Móvel Grátis: estabelecido a partir de 2010, a partir de uma parceria entre a operadora TIM e a rede social, permite o acesso à rede de forma gratuita. Pode-se verificar que, em função das funcionalidades do Facebook, o seu uso pela Polícia Militar pode ser muito interessante, na medida em que permite uma série de alternativas para comunicação e interação com o público externo e interno. Informações de interesse público, como notícias e resultados sobre operações, dicas de segurança, avisos sobre serviços oferecidos podem ser divulgados no Mural da página de determinada Unidade. Eventos articulados pela OPM, como, por exemplo, formaturas, reuniões comunitárias, reuniões de Consegs podem ser apresentados em espaço específico na rede social. Vídeos de caráter educativo ou outros de interesse institucional também podem ser também divulgados com muito sucesso nesta rede social. É, portanto, uma rede social que pode contribuir substancialmente como ferramenta de comunicação social pela Instituição, em função das inúmeras funcionalidades apresentadas.

47 47 A PMESP possui uma conta Oficial na rede social Facebook, no endereço 20, contando atualmente com amigos. No mês de junho de 2011 foi emanada determinação por parte do Comando Geral da PMESP no sentido de que todas as OPM criassem contas no Facebook, o que vem acontecendo paulatinamente desde então Twitter É uma rede social do tipo microblog caracterizada por permitir aos usuários nela cadastrados receber e enviar mensagens de atualizações pessoais (e institucionais no caso de empresas e Corporações) de até cento e quarenta caracteres, denominados como tweets. As atualizações ocorrem em tempo real e são disponibilizadas imediatamente nos perfis dos demais usuários registrados como Seguidores, que são as pessoas cadastradas no perfil de quem emite a mensagem eletrônica. Pela internet o serviço não é cobrado, porém, se utilizado pelo sistema de telefonia (SMS) pode haver tarifação pela operadora telefônica. O Twitter foi criado por Jack Dorsey no ano de 2006 e desde o princípio teve uma expressiva aceitação pelos usuários de redes sociais, principalmente em virtude de sua simplicidade e facilidade de uso. Sua popularização foi muito rápida. Estima-se que esta rede social tinha em outubro de 2010 mais de setenta e cinco milhões de usuários com contas ativas, sendo pesquisa realizada pela companhia de análise e acompanhamento on-line RJ Metrics, divulgado pelo site britânico Inquirer 22, muito embora se acredite que apenas quinze milhões são altamente ativos nesta rede social. 20 Disponível em Acesso em 19 jul Dados atualizados em 19 de julho de Disponível em Acesso em 18 jul

48 48 No entanto, em seu site 23, o Twitter informou que no ano de 2010 o número total de usuários cadastrados era da ordem de cento e setenta e cinco milhões. O Twitter permite a integração com outras redes sociais, de modo a permitir que a mensagem por ele enviada se reproduza em outros veículos de comunicação e vice-versa. Permite também que, por meio de redes sociais dele derivadas, sejam enviados fotos e vídeos. Modernamente tem sido uma das redes sociais (ao lado do Facebook) mais usadas como ferramenta de mobilização de pessoas para manifestações sociais, podendo-se destacar os movimentos no Oriente Médio, especialmente no Egito onde houve a queda do Presidente Hosni Mubarak, como emblemático para demonstrar a sua força. No Brasil também o uso do Twitter foi constatado por ocasião da mobilização para a Marcha da Maconha (posteriormente denominada Marcha da Liberdade de Expressão) e do movimento em favor da construção da estação de metrô de Higienópolis. Outra aplicação bastante importante que vem sendo dada a esta rede social é o seu uso como meio publicitário, especialmente com o propósito de divulgar marcas das empresas. A força do Twitter no Brasil pode ser verificada no fato de que a língua portuguesa é, para alguns institutos de pesquisa a terceira e, para outros, a segunda mais utilizada nesta rede social. Em relação ao uso desta rede social pela PMESP, tem-se que este uso já vem ocorrendo de forma muito exitosa: a Instituição possui uma conta no sendo certo que em pesquisa realizada no dia 18 de julho de 2011, a Instituição tinha postado 2059 mensagens e possuía seguidores. Também possui uma conta muito concorrida no Twitter o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo que, na mesma data tinha postado 6858 mensagens, tendo 5006 seguidores. 23 Disponível em Acesso em 18 jul. 2011

49 49 O Twitter tem sido usado pela Instituição em consonância com outras contas em redes sociais (Blaving e Facebook, por exemplo), para divulgar assuntos de interesse da sociedade, especialmente dicas de segurança e ocorrências policiais e ações de resgate, busca e salvamentos Youtube O Youtube é uma rede social, de origem americana, fundada no ano de 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, cujo objetivo principal é o de armazenar e compartilhar vídeos digitais. É o mais popular site deste gênero, possuindo mais de 50% do mercado. Foi recentemente comprado pela Google numa transação comercial de mais de um bilhão e seiscentos e cinquenta milhões de dólares. No ano de 2006 foi apontada pela revista americana Times como a maior invenção do ano, pelo fato de haver, segundo os julgadores, criado uma nova forma para as pessoas se entreterem, se educarem e interagirem de uma forma nunca antes experimentada na história. Podem ser enviados para o Youtube vídeos de até quinze minutos de duração ou dois gigabytes de tamanho e estes são formatados em padrão de excelente qualidade para depois ser disponibilizados ao acesso público. O acesso a esta rede social também pode se dar por meio de telefonia celular através da interface web em m.youtube.com, bem como existe disponível um canal de televisão, denominado Youtube TV Channel, que exibe vídeos hospedados no Youtube, Esta rede social teve uma série de problemas em diversos países em virtude do material divulgado em seu site, havendo locais em que chegou a ser bloqueada (Brasil, China, Marrocos, Emirados Árabes, Turquia entre outros). Também são muito comuns ações nas Justiças dos países por conta de imagens não autorizadas divulgadas por este canal de comunicação. No Brasil esta rede social ocupa a sexta posição em números de acessos.

50 50 A PMESP já possui uma conta no site Youtube 24, criada em 14 de janeiro de 2011, no endereço possuindo atualmente inscritos em sua página cento e cinquenta e três pessoas e um total de cinquenta e quatro vídeos enviados, conforme dados apurados em 18 de julho de Estão lá inseridos vídeos sobre comentários a respeito de ocorrências, entrevistas com personalidades importantes, vídeos de solenidades e eventos e até uma entrevista coletiva dada pelo Comandante Geral da PMESP. O número de acessos à página da PMESP no Youtube apurado até o dia 18 de julho de 2011 era de Orkut Trata-se de uma rede social filiada ao Google, fundada em 2004, tendo o seu nome dado em homenagem ao seu projetista, o turco Orkut Büyükkökten. O Brasil é o país que tem o maior número de usuários desta rede, razão pela qual a Google inclusive transferiu sua sede para o Brasil: em 2008 eram mais de vinte e oito milhões de usuários. Trata-se na essência de um site de relacionamento, onde são expostas informações sobre o perfil do usuário, fotos e realizada a troca de mensagens, chamadas de recados, apresentados pelo proprietário da conta e recebida daqueles que se cadastram como seus amigos, os quais devem ser obrigatoriamente aceitos pelo dono do perfil para com ele interagir. Há possibilidade de diálogos por meio de chat, criado em uma versão mais recente do Orkut, no ano de É muito comum no Orkut a criação de perfis Fakes, que nada mais são do que contas falsas, criadas por pessoas que almejam se passar por outras. Este fato, ao lado da criação e expansão de outras redes sociais, vem 24 Disponível em Acesso em 18 jul.2011.

51 51 contribuindo para uma crescente diminuição de usuários desta rede social, num fenômeno que se denominou orkuticídio. Embora não possua conta oficial no Orkut, a PMESP realiza monitoramento desta rede social para realizar prevenção criminal. Destaca-se particularmente o rastreamento realizado pelo COPOM, com apoio do CPD, antes de partidas de futebol entre grandes clubes de São Paulo, com vistas a organizar a distribuição do policiamento ostensivo para impedir a realização de brigas entre torcidas organizadas Blaving Segundo consta em seu site (http://pt.blaving.com/termos) 25, a rede social Blaving consiste em um ambiente de comunicação e intercâmbio destinado a usuários de internet e de telefonia móvel, concebida com a finalidade de facilitar a comunicação entre usuários, mediante a utilização de múltiplas ferramentas e funcionalidades que permitem a interação com imagem, som, texto e outras formas de comunicação. Na rede social em questão os usuários podem difundir suas opiniões, compartilhá-las com outras pessoas, publicar imagens, seguir opiniões de terceiros, acessar serviços de publicidade, alertas e anúncios, entre outras funcionalidades de comunicação. A dinâmica de funcionamento da rede social Blaving se assemelha muito à do microblog Twitter, com a diferença de que nesta as mensagens são gravadas por voz em período de até dois minutos e disponibilizadas no site para acesso às pessoas cadastradas como Seguidores. Existe, assim como no Twitter e no Youtube, a possibilidade de compartilhamento desta rede social em outras, de forma integrada, ou seja, a mensagem gravada pode ser acessada em outra rede social, desde que configurada para essa funcionalidade. 25 Disponível em Acesso em 19 jul

52 52 Esta rede social foi criada na Argentina, por Fabian de La Rua, CEO da desenvolvedora de aplicações PMovil 26. Apenas pessoas com idade superior a 14 anos podem fazer uso desta rede social, conforme conta de seu Termo de Uso. Trata-se de uma rede social ainda incipiente, com poucos usuários e tende a crescimento nos próximos anos, bastando dizer que no seu primeiro mês de existência já possuía cadastrado cinco mil usuário e a previsão da empresa para ao final do ano de 2011 é que esse número alcance a cifra de cinco milhões. A PMESP tem se utilizado desta rede social para divulgar mensagens sobre assuntos de interesse da sociedade, especialmente dicas de segurança, além de mensagens do Comandante Geral e abordagem de assuntos de interesse institucional. A conta da Instituição no Blaving é 27, tendo ela atualmente cinquenta e oito seguidores e um número de postagem na ordem de vinte e quatro Um Case de Sucesso na Interação Entre Policiais e Bombeiros Militares do Brasil: o Blog PolicialBR O Blog intitulado Policiais e Bombeiros do Brasil, hospedado no endereço eletrônico 29 tem em sua composição, basicamente policiais militares e bombeiros militares do Brasil, muito embora para seu cadastramento inicial não seja necessária nenhuma comprovação neste sentido. O Blog foi criado por um Soldado de Polícia Militar do Estado de São Paulo (Amilcar Landiosi Júnior) e é uma demonstração clara da busca pelo segmento dos integrantes das Polícias e Bombeiros Militares do Brasil de 26 Disponível em Acesso em 19 jul Disponível em Acesso em 19 jul Informações apuradas em 19 de julho de 2011 na conta da PMESP na rede social Blaving 29 Disponível em Acesso em 13 mai. 2011

53 53 um canal para comunicação e troca de informações e conhecimentos, não disponibilizado anteriormente por outros canais. O Blog tem como data de criação o dia 25 de novembro de 2009, ou seja, pouco depois da criação da rede social nosgov-pm e teve como principal foco as discussões em torno da Proposta de Emenda Constitucional nº 300, conhecida como PEC 300. Certamente foi a limitação de comunicação sobre este assunto dentro das Unidades Policiais Militares e da própria estrutura das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil que impulsionou a criação deste Blog, voltado quase que exclusivamente a este grupo de profissionais. Dados apurados em 2 de Abril de 2012 indicavam que o Blog possuía em seus quadros um total de associados, a grande maioria deles policiais militares dos diversos estados do Brasil: o Blog se apresenta como sendo a maior comunidade do gênero no Brasil. Cada membro tem a sua respectiva página no Blog e nela se apresentam identificando-se pelo nome, apontando a forma pela qual quer ser chamado, expondo sua foto e, assumindo publicamente a sua concordância com as regras da comunidade. O Blog PolicialBR possui em seu termo de adesão, regras de uso e participação naquele sítio, que são identificadas como Termos de Serviço : são elas bastante abrangentes e praticamente regulam todo o funcionamento naquele espaço. O Blog identifica no topo da sua Home Page, as suas marcas ou características centrais, que são a liberdade de expressão, responsabilidade, cooperação e comprometimento, denotando sua perspectiva em se colocar como um espaço de liberdade para que os seus membros se manifestem, com responsabilidade sobre assuntos de interesse da categoria. Apresenta diversas páginas temáticas para acesso dos seus usuários, entre as quais se destacam: Serviços, Protestar, Ler Notícias, Postar Notícias, Vídeos PEC 300, Partido Militar, Procurados, Central Jurídica, Direitos Humanos, entre outros. O anseio dos membros do grupo em buscar neste espaço uma oportunidade para expor seus pensamentos e ideias que são cerceados no

54 54 ambiente institucional pode ser comprovado com alguns depoimentos registrados na página do Blog destinada a protestar: Neusa M. dos Santos, uma policial militar do Estado de São Paulo assim testemunha na primeira página desta parte do Blog: Estou muito triste com o tratamento que os médicos do HPM de SP vêm dando aos seus pacientes. Mais uma vez fui tratada de forma humilhante e agressiva. Fui buscar por ajuda e saí pior do que quando entrei! Tenho um Adenoma na Hipófise, Depressão, Labirintite entre outras coisas, e tudo o que o incompetente do endócrino souber dizer é que eu estava gorda e precisava criar vergonha na cara e emagrecer! Sequer se interessou em saber a procedência do problema, sendo mais fácil me culpar! Incompetente (depoimento registrado no Blog em 24 de março de 2011, às 19:53 h). O Blog também possui uma sala de Chat (bate papo), que permite a comunicação entre os seus membros em tempo real: acompanhamento realizado no horário compreendido entre as 22 e as 24 horas, dos dias 28 de março a 02 de abril, demonstrou que, em média, 60 membros do grupo permanecem conectados no Chat durante o período considerado. O assunto mais discutido no chat gira em torno da votação da PEC 300, discussão sobre realidades das policiais locais e assuntos de interesse geral, normalmente apresentados pela grande imprensa na oportunidade.

55 55 2 Cases no Mundo e no Brasil Relacionados com Uso de Redes Sociais A importância e a força das redes sociais se mostraram em alguns eventos ocorridos no mundo e no Brasil e que se potencializaram em razão do uso da internet como meio de comunicação. Foram muitos os episódios em que tal circunstância se apresentou. Todavia, para efeito de ilustração neste estudo serão apresentados cinco Cases que expuseram, de forma contundente, a força e o poder de mobilização social das redes sociais Case Barack Obama A eleição do Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, pode ser representada como um dos exemplos mais bem sucedidos do uso das redes sociais como instrumento de divulgação da imagem e ampliação da interatividade com a sociedade, conforme bem explorou HUNT (2010: p. 47). O apoio conquistado pelo candidato a Presidente, no curso de sua campanha, fez reverter-se um quadro que lhe era desfavorável até então: houve, pela equipe que coordenou a sua campanha, um trabalho muito profícuo no uso das redes sociais, fazendo com que o eleitorado americano encontrasse em Obama o nome certo para conduzir o futuro dos americanos. Haque 30 (2008), logo após a eleição de Obama, explicou em artigo publicado na revista Havard Business Review que a vitória do Presidente gerou muitas lições aos inovadores, sintetizando-as em sete lições, assim listadas: 1. Tenha um desenho auto-organizado; 2. Busque aumentar a alegria 3. Minimize a estratégia; 4. Maximize o propósito; 30 Umar Haque, em artigo intitulado Obama s seven for radical innovators, publicado na revista Havard Business Publishing, em Novembro de 2008, disponível em discusssionleader.hbsp.com/haque/2008/11/obamas_seven_lessons_for_radic.html.

56 56 5. Alargue a unidade; 6. Estreite o poder; e 7. Lembre-se de que não há nada mais assimétrico que um ideal. Enfatiza o mesmo autor que estes foram os princípios que nortearam o uso da das redes sociais na campanha de Obama. Hunt (2010) afirma que nos Estados Unidos as pessoas são expostas a ações de marketing por cerca de 1500 a 2500 mensagens diárias. Foi considerando este cenário que a organização da campanha de Obama investiu nas redes sociais e de lá, certamente, obteve os votos necessários para a sua eleição Hunt (2010) cita em sua obra que a rede social Twitter é uma ótima ferramenta para dar atualizações sobre coisas como seus progressos e vitórias e para ter conversações públicas que ajudam as pessoas a se manterem informadas sobre o assunto. Mansur e Guimarães 31 (2010) citam em artigo publicado em revista nacional de periodicidade semanal que as redes sociais já fazem parte de nossa vida de um jeito tão íntimo que é difícil prescindir delas. Por sua vez, Aguiar (2010), em artigo científico apresentado em Congresso de Comunicação 32 na cidade de Santos, afirma que as redes sociais são, antes de tudo, relações entre pessoas, estejam elas interagindo em causa própria ou em defesa de outrem ou em nome de uma organização, mediadas ou não por sistemas informatizados; são métodos de interação que sempre visam a algum tipo de mudança concreta na vida das pessoas, no coletivo e/ou nas organizações participantes. 31 Artigo publicado na revista Época do dia 31 de maio, Edição 628, com o título O poder e o risco das redes sociais 32 Artigo científico apresentado no VII Encontro dos Núcleos de Pesquisa em Comunicação NP Tecnologias da Informação e da Comunicação, Santos/2007.

57 57 Estes conceitos a respeito do uso das redes sociais se evidenciaram no Brasil, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro, por ocasião da invasão pelas forças de segurança no Complexo de Favelas do Morro do Alemão, quando se viu prosperar a atuação de um grupo de jovens que gerenciava uma conta na rede social Twitter, Durante toda a ação das forças de segurança, ou seja, a realização de cerco, ocupação e tomada da região, reconhecida como território dominado por infratores da lei, vinculados ao tráfico de drogas ilícitas, os jovens, utilizando-se do microblog Twitter retransmitiam, em tempo real, todas as informações sobre o evento que se passava e que era notícia no mundo todo. Mensagens eram postadas no Twitter com espaço de tempo reduzido, com apresentação sintética de tudo o que se passava naquele ambiente e que só era então visto pelos moradores que lá se encontravam e pelos policiais que executavam a ação. A atuação dos jovens proprietários da os transformou na principal fonte de informações sobre o que se passava no Complexo de Favelas do Alemão, tornando-os referência para a imprensa em geral naquela oportunidade. Aqueles jovens da Favela do Morro do Alemão, por meio de uma simples conta no Twitter que tinha até então pouco menos de 1500 seguidores, a maioria deles moradores da região, passaram a cumprir papel social de muita relevância, contribuindo substancialmente para o êxito da operação policial. Em apenas dois dias, o número de seguidores da saltou para quase trinta mil seguidores, o que foi considerado um fenômeno em termos de adesão em redes sociais em tão curto espaço de tempo.

58 Case Mubarak O mundo assistiu a um acontecimento que marcou a história da humanidade: parcela significativa do povo egípcio, descontente e inconformada com o governo autoritário de seu Presidente, Hosni Mubarak, no poder havia mais de trinta anos, foi para as ruas da cidade do Cairo, capital daquele País e, numa onda de protesto político, iniciou um dos movimentos civis mais violentos que já ocorreram naquele País. Neste episódio marcante da história, um fenômeno também se demonstrou com muita clareza: a força da internet e das redes sociais no processo de mobilização social. O movimento de protesto egípcio envolveu especialmente os jovens e a classe média graças às redes sociais, colocando em xeque, tanto as autoridades como a oposição tradicional. Movimento similar havia ocorrido na Tunísia pouco tempo antes, e lá também, as redes sociais Facebook e Twitter foram usadas como instrumentos de sensibilização, para difusão de slogans e, principalmente, para marcar locais e horários de encontros. Foi especialmente na rede social Facebook que todo o movimento foi estruturado, conforme noticiaram diversos blogueiros que acompanharam o evento e o descreveram em suas páginas pessoais. O Movimento 6 de abril, que liderou os protestos, lançou alguns dias antes das manifestações uma espécie de pesquisa no Facebook com a pergunta: você vai protestar em 25 de janeiro?. Quase egípcios responderam que iriam, tudo por intermédio da web. Poucos dias depois, ocorreram as maiores manifestações contra o regime do presidente Hosni Mubarak. A revolução digital se mostrou tão presente e com tanta força, que um dos primeiros atos do Presidente Mubarak para tentar debelar a revolta popular foi bloquear o acesso à internet no Egito, com o objetivo de que os manifestantes não tivessem acesso às redes sociais, especialmente o Facebook e o Twitter. O principal motivo para a ação do governo com o corte do acesso às redes sociais no Egito foi a grande integração e comunicação entre os

59 59 manifestantes, que utilizavam as redes sociais para marcar locais de concentração do movimento e também para convocar as pessoas para os atos políticos e protestos. Ele percebeu que essas duas redes sociais estariam divulgando, rapidamente, as ideias da revolução que ocorria. Naquele momento ele se via já perdendo o controle da situação no país, e tal fato se acentuava dia após dia. Os usuários das redes sociais e da internet encontraram alternativas para acessar a rede mundial de computadores em meio a todo o caos estabelecido, continuando a utilizar-se das redes sociais para se comunicar e se articular no movimento. Todo este processo terminou com a derrubada do Presidente Hosni Mubarak do poder, sendo este episódio reconhecido como uma das evidências da força das redes sociais na história contemporânea Case Cão Pirata Nos dias 8, 9 e 10 de abril de 2011, a Polícia Militar do Estado de São Paulo empenhou o seu Centro de Comunicação Social para dar respostas públicas à comunidade na internet, em face de num fenômeno nunca experimentado até aquele momento. O causador de tudo foi um cachorro que atende nome carinhoso de Pirata e que fora trazido à 2ª Companhia do 2º Batalhão de Trânsito havia cerca de nove anos e que, desde aquela época, habitava a Unidade da Polícia Militar, convivendo harmoniosamente com os policiais militares que ali prestam serviços e com a comunidade que se utiliza da organização policial. Tendo assumido alguns dias antes o comando da Companhia, uma Capitão PM entendeu que aquele ambiente não era o mais adequado para receber e acomodar um animal, particularmente o cão Pirata, considerando a sua idade já avançada e os problemas de saúde que o animal enfrentava. A Comandante da Subunidade então decidiu consultar entre seus subordinados se haveria algum interessado em adotar o cão Pirata, levandoo para sua casa e, como não houve, o cão foi entregue e bem recebido por

60 60 uma família que reside próximo à Unidade da Polícia Militar onde anteriormente ele se abrigava, indicada por um dos policiais da Companhia. Este episódio, aparente simples se transformou em um fenômeno nas redes sociais, particularmente no Twitter e no Facebook, além de ensejar diversas mensagens eletrônicas no sistema Fale Conosco da Polícia Militar, além de resultar em inúmeros contatos telefônicos pelo sistema de emergência 190. Foram milhares de contatos feitos por pessoas que se diziam indignadas com o fato de o cão Pirata, reconhecido como mascote e herói da Polícia Militar, ter sido expulso da Companhia. As comunicações nas redes sociais, em sua maioria, foram destinadas a saber qual destino teria sido dado ao cão Pirata, por conta de sua retirada da sede da Companhia da Polícia Militar, onde ele tinha sido abrigado, e ainda como fora ele acolhido no novo lar. Entretanto, um grande número de mensagens e contatos de forma direta apresentaram críticas sobre a atitude adotada pela Polícia Militar, como se pode verificar nos post apresentados na rede social Twitter: Cego, cão que ajudou a prender ladrões é expulso da PM. Twitteiros fazem campanha 'PM Cadê o Pirata? (11/04/2011, 17:59 h, Mural Animal: Cão Pirata, Final Feliz ou Infeliz? (10/4/2011, às 03:47 h, quero ouvir as explicações... Pirata enfim encontrado! Jornal da Tarde (09/04/2011, às 18:34 h, "O GRITO DO BICHO": ATUALIZAÇÕES SOBRE O CASO DO CÃO "PIRATA (09/04/2011, às 16:13 h, Super suspeito! Eu acho que colocaram o cão na rua sim e como viram a repercussão negativa, providenciaram encontrá-lo e conseguiram um adotante. Posso até estar enganada e se estiver peço desculpas, mas é dificil confiar em gente...(10/04/2011, às 17:12 h, E VAMOS VER ONDE É QUE O PIRATA SE SENTE MELHOR! Quero ver tb na próxima reunião do CONSEG se a comunidade que o 34o tem que SERVIR vai engolir esse final feliz, quem sabe a CapEtã não queira ir para alguma missão; no Iraque talvez!(10/4/2011, às 20:45 h, Uma pena que o Pirata, não pode falar e contar a versão dos fatos, já que da história inical a final ela foi bem distorcida. Espero que alguma emissora de TV, vá lá filmar o Pirata, e o leve para dar uma voltinha no Batalhão - E VAMOS VER AONDE É QUE O PI (10/4/2011, às 20:56 h, A repercussão deste episódio afetou diretamente a imagem da Instituição e só não resultou em danos maiores em face da ação rápida e

61 61 objetiva do Centro de Comunicação Social da Instituição, que deu respostas objetivas sobre o caso. O assunto, que nasceu nas redes sociais, propagou-se para a grande imprensa, sendo explorado especialmente por jornais e emissoras de rádio, ampliando o público que tomou conhecimento do fato e, por consequência, marcando negativamente a imagem da Instituição. O episódio fez com que a Polícia Militar do Estado de São Paulo, por intermédio de seu Centro de Comunicação Social, atuasse de modo a responder à sociedade a verdade sobre os fatos, sendo apresentada uma nota pública 33 : Esclarecimento sobre o cão Pirata Novo Lar Em uma época em que vemos nos meios de comunicação, pessoas insanas matando crianças indefesas dentro da sala de aula, a Polícia Militar se alegra em poder esclarecer a toda população de bem, preocupada com o paradeiro e o bem-estar de um cãozinho o Pirata que muito fez pela própria PM, a verdadeira história de amizade entre os policiais e o cão. Pirata, nome carinhoso que recebeu dos policiais militares, chegou à Companhia da Polícia Militar do Tatuapé há nove anos, triste, magro e cego de um olho, além do nome, os policiais acolheram o animal, dando comida, atenção e muito carinho e essa amizade sempre foi fiel dos dois lados, tanto que o cãozinho auxiliou os policiais em algumas ocorrências. No dia 01 de março, a nova Comandante da Companhia, Capitão PM Denise Pereira Pinto, primeira mulher da Polícia Militar a ser voluntária e integrar a Força de Paz da ONU, em Kosovo, se preocupou em dar um lar de verdade ao cãozinho, sendo verificado primeiro com os policiais da Companhia e não havendo ninguém que pudesse levá-lo para casa e ele foi doado para uma família, amiga de um dos policiais militares, no bairro do Pari. Pirata, desde o dia 01 de março está vivendo com essa família, que o trata muito bem, pois além de ter conquistado um lar de verdade, tem o amor de duas crianças, que já afirmaram que amam e não vão devolver o cãozinho. E nem precisam se preocupar com isso, pois todas as pessoas que se manifestaram, o fizeram pelo bem do animal e uma família é o melhor que ele pode ter nessa altura da vida. Foto: Novo lar do cão Pirata Comunicação Social O case do cão Pirata mostrou à Polícia Militar do Estado de São Paulo a necessidade de se atentar para as redes sociais, em face da sua 33 Disponível em %EDculo+localizado&txtPlvChave=&txtPlacaVeiculo=

62 62 capacidade de retransmitir velozmente as informações e de gerar opinião pública. Verificou-se que um assunto aparentemente simples, que certamente já ocorreu em outros locais e momentos da história, resultou em posicionamentos críticos e até ofensivos à PMESP, atribuindo à Instituição um ato de injustiça, desrespeito com os animais e questionando até a forma como a Instituição trata os seus heróis, uma vez que, o cão Pirata era assim considerado pela sociedade, representada pelos internautas que se manifestaram sobre o assunto. Não é relevante discutir como o assunto envolvendo o cão Pirata chegou às redes sociais: quer seja levado por algum policial militar que tenha se inconformado com a atitude de sua Comandante, quer comunicado por algum cidadão que resida próximo da OPM ou por alguma pessoa que defenda a causa dos animais, o certo é que reflexos negativos foram resultantes e estes não foram maiores em função da manifestação oportuna feita pelo CComSoc, divulgada na Home Page da PMESP na internet Case Estação de Metrô em Higienópolis Outro episódio recente, mais precisamente no mês de maio de 2011, demonstrou a força das redes sociais: moradores do tradicional bairro de Higienópolis, em São Paulo manifestaram, por intermédio de um abaixoassinado encaminhado ao Governo do Estado, o seu desejo de que uma estação de Metrô não fosse construída naquela região, a pretexto de que a maioria das pessoas que habitam aquele local não faz uso deste meio de transporte coletivo, além do que esta traria uma série de transtornos à população local, uma vez que aumentaria substancialmente o volume de pessoas circulando e também o comércio ambulante, típico nestes locais. O fato teve enorme divulgação nos meios de comunicação, recebendo muitas críticas em face do posicionamento discriminatório dos moradores de Higienópolis, especialmente pelo fato de que estavam eles defendendo apenas os seus interesses, desconsiderando o das muitas

63 63 pessoas que trabalham naquela região, para as quais uma estação do Metrô seria muito importante. Foi organizado pelas redes sociais, mais precisamente pelo Facebook, um grande encontro no local onde estava programada a edificação da estação de Metrô no bairro de Higienópolis, tendo àquele ponto comparecido quase 1000 pessoas: lá foi realizado um grande churrasco (evento reconhecidamente popular) a céu aberto, tudo com o objetivo de se contrapor à posição defendida pelos moradores insatisfeitos (pessoas de classe social mais elevada). O evento (churrasco) também teve enorme divulgação nas redes sociais, e a demonstração popular se mostrou tão evidente que sensibilizou o Governo do Estado a manter a posição inicial de construir a estação naquela região da cidade.

64 64 3 As Redes Sociais e seu Uso pelos Governos e Instituições Públicas Mais de uma década depois do nascimento da internet, as novas tecnologias já provocam alteração no processo de relacionamento do Estado com o cidadão: não somente no que se refere ao uso dos sistemas de informação, mas na própria prestação de serviços públicos, uma vez que muitos deles foram transferidos para o meio eletrônico. Segundo Gregório Filho (2006), a formulação de serviços digitais confere ao atendimento virtual a possibilidade de ofertar serviços públicos concentradamente em um único ambiente, com igualdade de tratamento, disponível vinte e quatro horas por dia, em qualquer ponto de acesso à internet. O mesmo autor acentua que os sítios governamentais em diferentes esferas (federal, estadual e municipal) vêm se destacando pela importância cada vez maior no mundo, sobretudo com a crescente democratização, no acesso à internet, por parte da população brasileira (GREGORIO FILHO, 2006, p.2). É este um indicativo de que os governos, nas suas diversas instâncias, têm dedicado especial atenção aos reflexos que a internet e as redes sociais estão provocando nas pessoas, inclusive afetando a prestação de serviços públicos, muitos dos quais sendo disponibilizados na rede mundial de computadores, em razão da demanda da sociedade neste sentido. Segundos dados do IBGE, apurados na pesquisa PNDA (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios), até o ano de 2009 foi constatado o seguinte cenário 34 : a. domicílios brasileiros (%) com computador: Quadro 1 - Domicílios brasileiros com computadores ANO % 15,3 16,3 18,6 22,1 26,6 31,2 34,7 Fonte: PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) realizada pelo IBGE em YURI, Débora. BRASIL DIGITAL: a herança da nova Presidente. São Paulo: Revista Próxxima, 2011, p.22

65 65 b. domicílios brasileiros (%) com acesso à internet: Quadro 2 - Domicílios brasileiros com acesso à internet ANO % 11,5 12,2 13,7 16,9 20,2 23,8 27,4 Fonte: PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) realizada pelo IBGE em 2010 c. domicílios brasileiros (%) com aparelhos celulares: Quadro 3 - Domicílios brasileiros com aparelhos celulares ANO % 36,6 47,8 59,3 63,6 67,7 75,5 78,5 Fonte: PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) realizada pelo IBGE em 2010 Estudos da Fundação Getúlio Vargas 35 apontam que o Brasil receberá investimentos na ordem de cento e quarenta bilhões em decorrência da realização da Copa do Mundo no País e deste total, impactariam na área de tecnologia da informação cerca de 5,7 bilhões, o que geraria de instalação de rede de fibra ótica até estrutura para TV Digital. A projeção para 2015 é haver no Brasil sessenta milhões de acessos de banda larga móvel e trinta milhões de fixa. Desses sessenta milhões, quinze viriam de modems e a grande maioria, quarenta e cinco milhões, de smartphones 36. Haverá, portanto, no País uma aceleração exponencial no que se refere à ampliação das redes de comunicação e será, a área de informática, uma das que mais se beneficiará deste processo, de modo que se pode esperar um aumento ainda maior no número de lares brasileiros com acesso aos equipamentos de informática e à rede de computadores. Bulla 37 (2011) afirma que o salto de crescimento nos próximos cinco anos será intenso, algo que talvez demorasse mais tempo se não fosse este contexto tão favorável ao Brasil em função dos grandes eventos que aqui 35 Idem, p Idem, p BULLA, Edmar. ECONOMIA ANALISANDO A DIGITALIZAÇÃO. São Paulo: Revista Próxxima, 2011, p.56

66 66 ocorrerão. A interação entre as pessoas, impulsionada por inovações tecnológicas, estará levada a uma potência que até hoje talvez não se tenha imaginado. Prossegue ainda o mesmo autor afirmando que o cenário será muito positivo e otimista, tanto social, cultural, tecnológica quanto economicamente falando: o Brasil pode enfrentar um crescimento digital de 50 anos em 5, como diria o ex-presidente Juscelino kubitschek (BULLA, 2011, p.56). Hamel (2011) menciona que a arquitetura da gestão tradicional parte do centro para a extremidade: a autoridade está no centro e, conforme se desce na hierarquia, restam os que fazem, não os que pensam. A arquitetura da web é bem diferente: é construída de uma extremidade à outra. Prossegue o mesmo autor, comentando em relação à gestão, enfatizando que ela precisa ser reinventada em função dos desafios que enfrentamos atualmente, em face do advento da internet. Já está ocorrendo uma extraordinária inovação da gestão em todo o mundo, em empresas nas quais muitas vezes não se esperaria que acontecesse (HAMEL, 2011, p.63). A gestão, em virtude do impacto da internet, passa por um período de ajustes, de modo a compatibilizar-se com os anseios demandados pela sociedade: não são só as empresas que precisam se redescobrir, mas também o próprio Governo, ampliando a prestação de serviços pela internet. Por sua vez, Kim e Mauborgne (2009) fazendo uma análise considerando a lógica do mercado informam que a aceleração dos avanços tecnológicos gerou aumentos substanciais na produtividade dos setores e criou condições para o fortalecimento de um nível sem precedentes de produtos e serviços. O resultado é que cada vez mais em mais setores a oferta é maior do que a demanda. A tendência no sentido da globalização agrava o quadro. À medida que se quebram as barreiras comerciais entre países e regiões e que se dispõe de informações sobre produtos e preços instantaneamente e em âmbito mundial, os mercados de nicho e os resquícios de monopólio tornam-se cada vez mais raros. Prosseguem os autores avaliando o conceito de inovação de valor:

67 67 Consiste na adoção de medidas visando tornar a concorrência irrelevante e não necessariamente com ela estabelecer disputas concorrenciais: a opção é pela oferta de saltos no valor para os compradores e para as próprias empresas, de tal sorte que se alcance novos espaços em mercados até então inexplorados (KIM e MAUBORGNE, 2009, p. 12). Uma das experiências mais bem sucedidas de adaptação à modernidade e de inovação é o do Cirque du Soleil, muito bem explorado por Kim e Mauborgne (2009) em sua obra: Numa época em que os circos tradicionais já perdiam o seu espaço e que não tinham mais o encanto do princípio, quando baseavam seu sucesso em três fatores-chaves, quais sejam, as tendas, os palhaços e as acrobacias clássicas e concorriam entre si objetivando aumentar a demanda no decrescente mercado dos espetáculos circenses tradicionais, disputando a contratação de palhaços e domadores famosos, e com isso aumentando os seus custos sem mudar a essência das apresentações surgiu o Cirque du Soleil, sem qualquer preocupação com a concorrência, mas atento ao propósito de oferecer um circo com mais diversão e emoção o Cirque rompeu as fronteiras dos mercados do teatro e do circo e passou a compreender os clientes do circo e os que não eram, os adultos frequentadores de teatro, enfim, lançou um conceito inédito até então (KIM e MAUBORGNE, 2009, p ). Ensinam os mesmos autores que os gestores já não podem ser dar ao luxo de atuar como jogadores em um cassino, os quais apostam na estratégia apenas com base na intuição ou em palpites (KIM e MAUBORGNE, 2009, p. 47). Também na gestão pública esta preocupação deve existir: os gestores devem sempre estar atentos às mudanças na sociedade para adequar o serviço prestado às suas demandas a reinvenção, a descoberta de novos espaços deve nortear as decisões do administrador público, mormente neste momento em que a tecnologia da informação e comunicação impera e a internet e as redes sociais ocupam grau significativo de importância como ferramentas para ampliar as possibilidades do Estado no que se refere à prestação de serviços. 3.1 O Uso das Redes Sociais no Governo do Estado de São Paulo O Governo do Estado de São Paulo tem se utilizado da estratégia de ampliar o uso das redes sociais como forma de melhorar o canal de

68 68 comunicação e relacionamento com a sociedade e, desta forma, melhorar a qualidade na prestação dos serviços públicos. O atual Governador, Geraldo Alckmin, em seu discurso de posse no dia 01 de janeiro de 2011 já enfatizou esta linha de ação: Um dos maiores segredos do sucesso de nossos governos foi trabalharmos atentos às vozes da sociedade. Vamos aprimorar os canais de comunicação com o povo paulista e seus representantes [...] A palavra colaboração nunca esteve tão em voga. A internet, a web 2.0, as redes sociais, os novos paradigmas da sociedade da informação e comunicação devem ser canais explorados pelo nosso governo para avançar na relação com a sociedade. Devemos fazer isso de uma nova forma, permitindo que as pessoas possam intervir mais na nossa administração, que façam sugestões, que nos ajudem a apontar os caminhos, que convirjam conosco para a solução dos problemas e a melhoria da qualidade de vida dos paulistas. A cidadania tem na tecnologia um novo aliado e nosso governo quer aprender junto à sociedade a navegar por esses novos caminhos (ALCKIMIN, 2011) Já em Resolução 38, publicada no Diário Oficial do Estado do dia 27 de maio de 2009, foi determinado que todos os órgãos e entidades da Administração Pública deverão revisar os critérios e regramentos sobre acesso à internet, de modo a permitir que os servidores se utilizem das ferramentas sociais lá disponíveis. De acordo com as regras estipuladas, em todas as repartições públicas do Governo do Estado ficam liberados os acessos às redes sociais, para uso como canal de comunicação, armazenamento e compartilhamento de arquivos, tais como Blogs, Wikis, Podcasts e serviços on line de edição e hospedagem de informações. O Secretário de Gestão Pública à época, Doutor Sidney Beraldo, assim se manifestou através do site da Secretaria: As ferramentas sociais de comunicação usadas pelo governo paulista são um canal interativo de prestação de contas ao cidadão e de divulgação dos serviços a ele oferecidos. Permitir o uso livre das novas ferramentas da internet nos órgãos públicos vai proporcionar um ambiente mais eficiente e favorável de relacionamento com o cidadão (BERALDO, 2009) Diversas Secretarias de Estado possuem contas em redes sociais com o Twitter e o Facebook e estão utilizando as ferramentas sociais como meio de aproximação e relacionamento com a comunidade de São Paulo. 38 Resolução nº 15/2009 da Secretaria de Gestão Pública

69 69 O próprio Governador, através de sua assessoria de comunicação social, tem se utilizado da rede social Twitter com muita frequência, fazendo-o inclusive para divulgar nomeações de seus Secretários no início de seu mandato. Atualmente o Governador tem usado esta rede social para divulgar sua agenda, divulgar eventos do Governo, comunicar realizações entre outros. Seu perfil oficial nesta rede social tem elevada popularidade, contanto atualmente com seguidores 39. A Secretaria de Gestão Pública, por força do Decreto Estadual nº 51766, de 19 de abril de 2007, é a responsável pelo estabelecimento de diretrizes e normas gerais relacionadas com o uso da internet no âmbito do governo do Estado de São Paulo. Em seu site 40 são apresentadas informações relacionadas com o uso da internet, de forma a incentivar a sua utilização como ferramenta de comunicação pelos servidores do estado. Um importantíssimo Programa relacionado ao uso da internet e das redes sociais do Governo do Estado, vinculado à Secretaria de Gestão Pública e gerido pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo é o Acessa São Paulo que, como o próprio nome sugere, tem por objetivo promover o acesso das pessoas à rede mundial de computadores. Esse programa de inclusão digital já ultrapassou a marca de cinquenta milhões de atendimentos. Desde a sua fundação, em 2000, são 2,2 milhões de usuários cadastrados. Ao todo, são seiscentos e vinte e sete postos em funcionamento em quinhentos e trinta e cinco municípios, com mais de cinco mil computadores e mil e duzentos monitores, que orientam os usuários. Em nota divulgada no dia 07 de julho de 2011, numa demonstração do incentivo do Governo do Estado ao uso da internet, foram apresentados os vencedores do Programa Acessa São Paulo 2011, ocasião em que foram escolhidos projetos relacionados com ações de inclusão digital. 39 Dado atualizado em 09 de julho de

70 70 Outra importante iniciativa levada a efeito pela Secretaria de Gestão Pública e que demonstra o grau de importância dado pelo Governo do Estado ao uso da internet e das redes sociais é o projeto Redes de Projetos do Acessa São Paulo, cujo objetivo é o de levar à comunidade que se situa nas áreas onde se encontram instalados postos do Projeto Acessa São Paulo, conhecimentos que permitam que o lugar não seja um simples ponto de acesso à internet, mas também de troca de conhecimentos, aprendizado e, principalmente de cidadania. Nota-se, pelo que foi exposto, que é evidente o grau de importância que vem sendo dado pelo Governo do Estado de São Paulo em relação às ferramentas sociais, disponibilizadas no ambiente web. 3.2 A Polícia Militar do Estado de São Paulo e sua Estratégia de Comunicação nas Redes Sociais Os avanços tecnológicos experimentados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo nos últimos anos são inquestionáveis. A Polícia Militar do Estado de São Paulo vem, ano após ano, realizando expressivos investimentos na área de tecnologia da informação, demonstração clara de que a Instituição trilha pela via da inovação e da modernidade. A sedimentação dos conceitos da Qualidade, especialmente pela certificação das OPM em função de sua gestão, no denominado Prêmio da Qualidade da Polícia Militar, é algo que exige das Unidades que compõem a Instituição avanços em tecnologia e inovação, e que repercutem em aprimoramento no gerenciamento administrativo e operacional. Além disso, a estratégica medida do Comando Geral em criar um Centro de Comunicação Social (CCOMSOC), com o propósito melhorar o nível da comunicação da Direção e Gerência com o nível operacional da Polícia Militar e da Instituição com a Sociedade, também exige que a Instituição tenha equipamentos de informática, estrutura de acesso à rede mundial de computadores, além, obviamente, de corpo técnico qualificado, que permita cumprir os objetivos estratégicos pretendidos com a iniciativa.

71 71 O quadro abaixo demonstra, em valores (R$) e por anos, o montante de investimentos na área de TIC realizados pela Instituição, na linha estratégica definida pelo Comando Geral da PMESP e no contexto de sua política de modernização da Instituição e de valorização de recursos humanos, considerado o período de tempo entre 2006 e 2010: Quadro 4 : Investimentos da Polícia Militar (em R$) em Tecnologia da Informação e Comunicação ANO TOTAL (R$) , , , , ,10 Fonte: Adjuntoria de Telemática da PM-4 Para o ano de 2011 previu-se para a área de TIC, no orçamento da Instituição, valores na ordem de R$ , No período de 2006 a 2010, foram dados passos significativos no sentido no sentido de dotar de melhores equipamentos e de integrar os Oficiais Intermediários e Superiores da Instituição na rede mundial de computadores, com a aquisição de aparelhos notebook e netbooks, conforme demonstrado no quadro abaixo: Quadro 5 - Aquisições de Notebook e Netbook pela PMESP de 2006 a 2010 EQUIPAMENTO QUANTIDADE VALOR INVESTIMENTO (R$) Notebook ,90 Netbook ,00 Total ,90 Fonte: Adjuntoria de Telemática da PM-4 Para o ano de 2011 foram previstos investimentos de R$ ,00 42 visando a aquisição de mil seiscentos e sessenta e dois Notebook e dois mil trezentos e sessenta e oito Netbook 43, objetivando dotar todos os Oficiais da Polícia Militar, inclusive os que se encontram em processo de formação (Alunos Oficiais) de tais equipamentos de informática. Ainda em 2010, outra importante providência visando propiciar melhores condições de acesso à Internet aos Oficiais Superiores e Intermediários foi dada com a aquisição de modens, sendo os investimentos 41 Fonte: Adjuntoria de Telemática da 4ª EM/PM. Informação obtida em 06 de setembro de Idem. 43 Idem.

72 72 realizados na ordem de R$ ,10, que possibilitaram a compra de modems, os quais foram distribuídos a todos os Coronéis, Tenentes- Coronéis, Majores, Capitães e um grupo significativo de Tenentes da Polícia Militar. No ano de 2011 estender-se-á a destinação de modems a todos os Oficiais da Polícia Militar e também aos Alunos Oficiais da Instituição. O custeio dos modems é de R$ 51,50/mês 44 por equipamento. No ano de 2011, prosseguindo na mesma linha de modernização de modo a propiciar condições mais adequadas de acesso à internet, foram adquiridos mil cento e trinta e nove aparelhos de telefonia celular (smartphones), que foram distribuídos aos Coronéis, Tenentes-Coronéis, Majores e Capitães que atuam na área operacional. Os equipamentos foram adquiridos em regime de comodato (empréstimo) e o custeio por aparelho/mês é na ordem de R$ ,00 45, equivalente a um valor de R$ 250,00 por aparelho funcional. Os aparelhos celulares possuem solução de voz e dados, ou seja, podem ser usados como modems para acesso à Internet. Tudo isso demonstra o planejamento e a gestão da Polícia Militar do Estado de São Paulo visando a sua modernização tecnológica, o que a insere e, consequentemente exige que seus integrantes também se insiram digitalmente, com vistas a uma maior aproximação com a comunidade e, também, como um instrumento para melhorar cada vez mais a qualidade do serviço a ela prestado. Notoriamente, vem a Polícia Militar do Estado de São Paulo dando especial atenção a iniciativas inovadoras, visando ajustar a sua estrutura às expectativas dos stakeholders (grupos de interesse), tudo na busca da melhoria contínua e da excelência na prestação de serviços à comunidade. As novas tecnologias de informação e comunicação, ligadas à web 2.0 estão sendo implantadas desejando-se a obtenção de novas informações 44 Fonte: Adjuntoria de Telemática da 4ª EM/PM. Informação obtida em 06 de setembro de Idem.

73 73 por parte dos integrantes da PMESP, bem como estimulando a sua participação e a edificação de um novo nível de conhecimento corporativo. Neste sentido, conforme prescrito no Sistema de Gestão da Polícia Militar GESPOL (2010), os exemplos abaixo de ferramentas colaborativas têm sido incentivados e disseminados, tanto na intranet quanto na internet: a) Wiki: ferramenta colaborativa destinada à composição de conteúdos com múltiplos editores, utilizada pela tão conhecida, enciclopédia virtual Wikipedia. A Polícia Militar a utiliza, tanto dentro do ambiente Moodle, como também isoladamente; b) Blogs: vêm sendo utilizados como veículo para difusão de assuntos específicos e de obtenção de feedback junto aos colaboradores, por meio dos comentários nas postagens. Sua abrangência engloba os públicos interno e externo, nos diversos Blogs mantidos por diversas unidades; c) Twitter: tem sido empregado como ferramenta do Comando para manter os internautas informados das ações promovidas pela Polícia Militar; e, d) Redes Sociais: passou a ser utilizada de forma oficial em meados de 2009, quando grande contingente de policiais militares ingressou na rede social denominada Nosgov, mantida à época pela Secretaria de Estado da Gestão Pública. A participação dos policiais militares revolucionou de tal forma aquela rede, motivo pelo qual foi necessário criar, logo em seguida, a rede social nosgov-pm, que teve também maciça adesão e inspirou a criação de outras redes de âmbito nacional; os resultados foram expressivos do ponto de vista da mobilização e integração institucional, gerando também bons frutos de produção de conhecimento, nos grupos de discussão criados em torno das diversas áreas de gestão. A Instituição, por orientação do Comando Geral, vem incentivando o uso das redes sociais como medida que visa a agregar valor aos serviços prestados à sociedade. Apresentar-se-ão nas linhas que se seguem dois exemplos neste sentido e que demonstram os benefícios que podem ser gerados à Instituição e à comunidade com o uso de duas redes sociais bastante conhecidas.

74 A Polícia Militar na Rede Social Facebook Por orientação do Excelentíssimo Comandante Geral da Polícia Militar, transmitida na reunião de Coronéis no dia 7 de junho de 2011, todas as Organizações Policiais-Militares a partir do nível de Companhia deveriam criar perfis na rede social Facebook. A escolha por essa rede social levou em conta o fato de ser ela a que mais cresce no mundo atualmente, possuindo hoje cerca de seiscentos milhões de usuários, segundo estatística apresentada pela própria rede. A decisão do Comando levou em conta o pressuposto de que vários órgãos públicos Federais, Estaduais e Municipais já estão utilizando as redes sociais para interagir com seus públicos de interesse, de forma que a criação de contas corporativas na rede social Facebook está alinhada com a Política do Comando Geral que se baseia na transparência e visibilidade dos atos da Instituição, bem como pela preservação de sua boa imagem. A medida foi tomada considerando o interesse institucional em usar redes sociais como ferramenta de comunicação social, uma vez que estas permitem a interação e o compartilhamento de ideias, valores, sentimentos, experiências e ações. No mesmo dia em que a determinação foi transmitida aos Coronéis PM, foi também encaminhada mensagem eletrônica, via notes, pelo Centro de Comunicação Social a todos os Coronéis, Tenentes-Coronéis e Capitães, nos seguintes termos: De: Maria Aparecida de Carvalho Yamamoto/PMESP/BR Para: PMESP_CORONEIS, PMESP_Ten_Coroneis, PMESP_CAP Data:07/06/ :58 Assunto: Facebook Srs, Considerando que o mundo moderno está engrenado na era das Informações, e a cada dia são criadas e difundidas matérias, notícias e acontecimentos de maneira rápida e ágil; que as redes sociais são conglomerados de instituições e pessoas que a todo o momento se interagem e compartilham ideias, valores, sentimentos experiências e ações; que o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Resolução SGP-15 de 25Jun09, já possibilita o acesso de todos os seus servidores estaduais às redes sociais;

75 75 que o Comandante da OPM é responsável pela interação da OPM com o público externo, por meio de mensagens eletrônicas, bem como qualquer outra forma de comunicação digital, podendo ser tal função delegada ao Oficial P-5, conforme artigo 30, das I-31 PM; que na atualidade o Facebook é a Rede Social mais acessada no mundo, ultrapassando os 600 milhões de usuários; considerando, por fim, que inúmeros órgãos públicos Federais, Estaduais e Municipais já estão utilizando as redes sociais para interagir com seus diversos públicos de interesse, solicito que todos os Chefes, Comandantes e Diretores criem perfis Corporativos no Facebook, com base na Política do Comando Geral que presa pela transparência e visibilidade da Imagem da Instituição. Com a criação dos perfis cada Chefe, Comandante ou Diretor poderá realizar a divulgação de suas atividades, com possibilidade de inclusão de fotos e vídeos. O usuário a ser criado deverá constar a identificação da OPM e o nome do seu Chefe, Comandante ou Diretor, conforme exemplo: 10º BPM/M Ten Cel PM João. Após criado o perfil da OPM, este comando deverá solicitar Amizade ao perfil da Polícia Militar do Estado de São Paulo: Polícia Militar de (PMESP) este é o perfil oficial, acessando através do link Caso não seja possível o acesso pelo link acima, realize a pesquisa em procurar digitando: Polícia Militar de (PMESP). Visualizando o perfil da Polícia Militar, clique em Adicionar aos amigos. Ao ser alterado o Chefe, Comandante ou Diretor da OPM, o perfil deverá ser atualizado. Solicito, ainda, que sejam observadas as orientações do Exmo Sr Comandante Geral, proferida na reunião do Conselho de Coronéis, nesta data, quando da criação do perfil da OPM. Qualquer dúvida entrar em contato com o Cap Silva Júnior, deste Centro, pelo telefone: Atenciosamente, Maria Ap. de Carvalho Yamamoto Cel PM Chefe do CComSoc (PMESP, 2011) A medida se alinha com a política do Governo do Estado de São Paulo, que já havia, por intermédio da Resolução nº 15 da Secretaria de Gestão Pública, autorizado (e incentivado) o acesso dos servidores estaduais às redes sociais. A Polícia Militar do Estado de São Paulo, em observância à mesma Resolução da Secretaria de Gestão Pública, já havia autorizado o acesso às redes sociais em todos os seus terminais de computador, independente da exigência de senhas e extensiva a todos os seus integrantes.

76 O Uso das Redes Sociais como Apoio para o Policiamento nas Marginais da Cidade de São Paulo A cidade de São Paulo vivenciou nos primeiros meses do ano de 2011 problemas sérios de segurança nas marginais Pinheiros e Tietê, com o acréscimo no registro de ocorrências de roubos de carga e roubos contra motoristas que transitavam pela região. Casos de seqüestro também foram registrados nestas vias importantes de São Paulo. Os episódios foram muito criticados pela imprensa e tiveram como reflexo a determinação dada pelo Governador do Estado para que a PMESP criasse um modelo de policiamento especializado para atuar nas marginais, com o objetivo de buscar soluções para o problema. A medida foi adotada, ou seja, foi estruturada uma Companhia do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), com a destinação de policiais militares e viaturas de duas e quatro rodas e até um helicóptero para policiar as marginais porém, paralelamente a esta medida operacional, foi foram também criados e amplamente divulgados perfis nas redes sociais Twitter e Facebook, 46 e PMnasmarginais 47, respectivamente, com o objetivo de ampliar o canal de comunicação entre os usuários das marginais e a PMESP. O perfil no Twitter contava em 30 de julho de 2011 com três mil e quinhentos seguidores, enquanto a conta do policiamento nas marginais no Facebook, na mesma data, possuía 600 contatos cadastrados 48. Embora o contato pelas redes sociais não exclua a necessidade de comunicação pelo telefone de emergência (190) ou de denúncias (181), constatou-se aumento significativo no que se refere ao recebimento e transmissão de informações entre a PMESP e os usuários das marginais de 46 Disponível em Acesso em 30 jul Disponível em Acesso em 30 jul Informações obtidas na Home Page da PMESP na internet, em notícia divulgada no dia 30 de julho de 2011, sob o título 1ª Semana de Atividades Operacionais Disponível em den=d&selassunto=ve%edculo+localizado&txtplvchave=&txtplacaveiculo=. Acesso em 30 jul

77 77 São Paulo, medida que agradou muito a comunidade, conforme foi retratado em diversos órgãos de comunicação (jornais e rádios). O uso das redes sociais agregado à adoção de providências operacionais no caso em questão, recebeu muitos elogios e demonstrou a capacidade da Instituição em apresentar respostas rápidas às suas demandas, com a inovação de fazê-lo usando meios tecnológicos modernos O Perfil das Gerações na Polícia Militar do Estado de São Paulo A internet, como já foi dito anteriormente, provocou significativa mudança na sociedade e nas relações que nela se estabelecem, ensejando transformações sem precedentes na história. O efeito produzido por essas mudanças nos faz imaginar que o mundo ficou menor, dada a velocidade com que as informações se transmitem: é possível transacionar a milhares de quilômetros de distância, reunir-se virtualmente com quem se encontra do outro lado do mundo, assistir a aulas com o professor distante ou visitar bibliotecas de países em outros continentes. Incontestavelmente a internet se transformou em importante ferramenta para o trabalho, na educação, no comércio, no lazer e nas pesquisas científicas. Obviamente as gerações mais novas sentiram menor impacto em face das transformações trazidas pela internet. Segundo Wada e Carneiro (2010), geração seria o conjunto de indivíduos nascidos em uma mesma época; cada geração possui características, valores e princípios distintos umas das outras. Cada geração possui características diferentes, com valores e princípios distintos umas das outras. Os ciclos começam com uma geração idealista, passando para uma reativa, seguida de uma geração com consciência cívica e, finalmente, chegando a uma geração de adaptação que, mais uma vez, direciona para uma geração idealista. Juntos, os quatro ciclos compõem um "século" (MCCRINDLE, 2002, p. 2).

78 78 De acordo com McCrindle (2002) e Fields (2008) a condição social, política e econômica é um fator diferencial no comportamento das gerações. Peters (2004) diz que uma revolução no local de trabalho está a caminho e seria o início da Responsabilidade Individual Renovada, isto significa que atualmente o profissional tem a oportunidade de assumir o controle de sua própria vida, tendo a escolha de atualizar-se, fazer networking e aprender onde e quando quiser. No contexto do avanço da internet, vimos nascer uma nova geração de indivíduos, denominada Geração Y, composta por pessoas que nasceram entre o final da década de 70 até o início da década de 90, e que hoje têm entre 20 e 32 anos, que se caracterizam por manejar a internet desde a tenra idade e, por tal razão, ter bom domínio de habilidades tecnológicas, comparadas com gerações anteriores. A Geração Y que entra no mercado de trabalho agora possui características específicas: predominantemente virtuais; com comportamento empreendedor; inovadoras; de liderança; criativas; responsáveis; com paixão na área atuante; com visão de futuro; de persistência; de coragem para assumir riscos; de facilidade de expressão; entretanto, algumas vezes estas características mudam e esta geração mostra-se imatura; inerte; acomodada; com necessidade de orientação (WADA e CARNEIRO, 2010, p. 35). Segundo Huntley (2006) as crianças da Geração Y nasceram e foram educadas com diversas atividades diárias, pois seus pais trabalhavam o dia todo e se preocupavam com o futuro dos filhos. Prossegue o mesmo autor afirmando que devido aos marcos sociais, experiências vividas na infância e adolescência, seu dinamismo, inquietude e impaciência, videogame, música, internet, televisão, criam diferentes visões do mundo e formas de decisões tomadas para esta Geração. Tulgan (2009), a respeito da Geração Y, diz que tem ela uma atitude oposta em relação ao que aparenta. Um exemplo pode ser constatado nos conflitos e ressentimentos que derivam das exigências em relação à aparência no ambiente de trabalho.

79 79 A Geração Y caminha com altas expectativas em relação aos seus chefes, diferentemente de gerações passadas, muito acostumadas com a independência (TULGAN, 2008, p. 4). Essa geração tem um comportamento completamente diferente das gerações que a antecederam, de tal forma que o choque entre elas é inevitável. Duas outras gerações precederam o nascimento da Geração Y : a geração denominada Baby Boomers (nascido entre os anos de 1946 e 1965) e a chamada Geração X, que se refere aos nascidos entre 1966 e A geração denominada Baby Boomers se compõe por pessoas nascidas no período do Pós-guerra e que apresentam como traço fundamental o sentimento de valorização do trabalho, como se este fosse o que de mais importante poderia haver: o emprego é para essa Geração a sua maior identidade. A Geração Baby Boomers recebeu orientação paterna no sentido de se ocupar em um trabalho que propiciasse segurança e possibilidade de continuidade, se possível até a aposentadoria. Muitas pessoas que compõem este recorte social teriam condições de já estar inativas (aposentadas), mas, dada a formação cultural que possuem, mantêm-se no trabalho. A Geração X, que sucedeu a geração Baby Boomers, nasceu sobre a influência do Movimento Hippie e da Revolução Sexual, o que influenciou o caráter mais pacífico e um perfil de pessoas que têm a valorização da vida como prioridade. Um aspecto marcante desta Geração é a chegada da mulher ao mercado de trabalho, motivando com isso, uma educação mais distante dos filhos, que passaram a ser acompanhados no dia a dia por babás. Outro fator que influenciou decisivamente o perfil desta geração foi o fato de ter ela sofrido com o forte impacto da instabilidade econômica mundial. Por sua vez, a Geração Y se compõe por pessoas que se criaram afastadas de seus pais, com acesso por longo tempo à televisão, e que tiveram caminhos distintos na vida profissional, podendo-se encontrar entre

80 80 os seus integrantes, jovens bem empregados e bem remunerados e, ao mesmo tempo, outros desempregados ou vivendo em regime de dependência de seus pais. Uma importante característica desta Geração é o fato de priorizarem os seus interesses pessoais, como, por exemplo, procurarem atividades profissionais que lhes agradem em detrimento de outras que sejam mais rendosas. A partir do momento em que o trabalho executado deixa de ser interessante os membros da chamada Geração Y simplesmente mudam de profissão sem compreender isso como um problema, ou algo que seja significativo. Trabalhar a vida toda numa mesma empresa ou instituição é algo que, em regra, não passa pela mente dos membros deste grupo social. O grupo que compõe a Geração Y opera com facilidade na internet e se comunica muito bem pelas redes sociais, acessando sem dificuldades as informações disponibilizadas na web caracterizando-se, sobretudo, pela sua baixa especialização em determinados temas, preferindo conteúdos mais amplos ou genéricos. Outro aspecto interessante em relação a esta Geração é o fato de que busca sempre mudanças rápidas, na sua vida e no ambiente de trabalho, o que comumente faz gerar conflitos. De acordo com Wada e Carneiro (2010), mais de 60% dos empregadores dizem estar verificando relação tensa entre empregados de diferentes gerações, de acordo com uma pesquisa de Lee Hecht Harrison mencionada por Tulgan (2001). A mesma pesquisa descobriu que mais de 70 % dos empregados mais velhos desconhecem as habilidades dos mais jovens. Cerca de metade dos empregadores dizem que os novos empregados não sabem das habilidades dos funcionários mais velhos, ou seja, eles se desconhecem no ambiente de trabalho. Além disso, os funcionários mais jovens não tratam os empregados mais velhos bem, já que não se sentem assim também tratado no ambiente laboral. Toda esta disparidade existente entre as gerações não deve servir para elaborar estereótipos indicando, por exemplo, que os membros da

81 81 Geração Y são todos indisciplinados ou reacionários e os das Gerações anteriores ( X e Baby Boomers ) são avessos às mudanças e à evolução. A Polícia Militar do Estado de São Paulo, sendo uma Instituição que tem nos seus recursos humanos a sua essência, não pode desconsiderar este fenômeno social, que segmenta a sociedade em grupos : seus membros, especialmente os que se encontram ainda em atividade, têm um histórico de vida que torna possível classificá-los como pertencentes às Gerações Baby Boomers, X e, os seus mais jovens integrantes, são os que nasceram no período da denominada Geração Y. Em levantamento de campo realizado junto à Diretoria de Pessoal da PMESP, apurou-se que atualmente no serviço ativo da Instituição tem-se, considerando o parâmetro da faixa etária, a seguinte distribuição de efetivo, levando-se em conta os critérios de idade estabelecidos para definir o perfil das Gerações: Quadro 6 - Perfil das Gerações na PMESP GERAÇÃO QUANTIDADE % Baby Boomers ,7 Geração X Geração Y ,3 Fonte: Diretoria de Pessoal da PMESP (14 de abril de 2011, no SIRH) Trata-se de um dado relevante na medida em que especialmente os membros da Geração Y, que correspondem atualmente a 41,3% do total do efetivo da PMESP, constituem-se em um segmento que se utiliza da internet e das redes sociais como algo absolutamente normal e que não tem dificuldade para se comunicar por este meio. De outro lado, os policiais militares que pertencem às demais gerações, e que são 58,7 % do contingente da Instituição apresentam, in tese, maior resistência ao uso das ferramentas da internet, particularmente das redes sociais, de modo que a este grupo deve ser dada uma atenção muito especial, pois o seu posicionamento reflexivo em relação à comunicação via web pode comprometer todo o processo de comunicação que se almeja para a Instituição, especialmente se tal grupo estiver ocupando postos de gerência ou direção, como sugerem estar em função de suas idades.

82 82 Não se trata, obviamente, de uma regra absoluta, pois encontraremos pessoas que se enquadrem em uma determinada Geração (pelo recorte da faixa etária), mas que possuem atitudes e comportamentos típicos de outra. É, porém, um dado que deve ser considerado, uma vez que existe a tendência de que a maioria das pessoas que se enquadram em determinada Geração possui de fato as características que a diferencia. Considerando o grupo de interesse da pesquisa, ou seja, os Tenentes-Coronéis, Majores e Capitães, que ocupam as funções de Comandantes de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais, o quadro de divisão por Gerações é o que se apresenta abaixo: Quadro 7 - Gerações na PMESP considerando os Dirigentes Operacionais Geração Baby Geração X Geração Y POSTO Boomers Nº % Nº % Nº % Cap PM Maj PM , , Ten Cel PM Fonte: Diretoria de Pessoal da PMESP (dados obtidos em 14 de abril de 2011 no SIRH) Como se pode ver na Polícia Militar, nos seus escalões de comando mais elevados (Oficiais Superiores), existe uma composição expressiva de pessoas que pertencem à chamada Geração Baby Boomers, para os quais os conceitos mais modernos relacionados ao uso da internet e das redes sociais ainda não são assimilados com facilidade. Já entre os Capitães este número é maior na Geração X, que é uma Geração intermediária e que apresenta nível de restrição menor em relação às novas tecnologias, entre as quais se inclui o uso da internet e suas ferramentas. De outro lado, vimos que parcela significativa do efetivo da PMESP, situadas em nível hierárquico inferior aos Capitães, portanto Oficiais Subalternos e Praças, em torno de 41,7 % fazem parte da chamada Geração Y, para quem o uso da internet e das redes sociais é completamente natural e visto sem nenhuma restrição.

83 83 Tem-se então um mosaico de Gerações, estando as mais conservadoras no topo da pirâmide hierárquica e as mais modernas em sua base. É, sem nenhuma dúvida, este um aspecto importante a considerar, visto que interfere diretamente na consecução de qualquer política relacionada à implementação de avanços na área de tecnologia, especificamente relacionada com a utilização da internet e redes sociais.

84 84 4 O Uso das Redes Sociais pelas Instituições Policiais e Militares Dedicar-se-á este capítulo a uma breve apresentação de como as redes sociais são utilizadas pelas instituições policiais e militares. 4.1 O Uso das Redes Sociais pela Polícia da Inglaterra No período de 5 a 16 de setembro de 2011, cumprindo atividade curricular, todos os Oficiais Alunos e Delegados de Polícia do Curso Superior de Polícia Integrado viajaram para a Inglaterra, mais especificamente para a cidade de Londres, com o objetivo de conhecer a realidade da polícia local, bem como saber das providências na área de segurança pública que estão sendo adotadas com vistas às Olimpíadas de 2012, que lá será realizada. Esta atividade acadêmica recebe o nome de Jornada Internacional de Polícia Comparada. Em palestra realizada no auditório da Universidade de Polícia de Branshill aos Alunos do Programa de Doutorado que visitavam a Inglaterra, foi informado pela Superintendente Chefe da Polícia Inglesa, Senhora Alisson Queen, que a durante os movimentos violentos ocorridos em Londres em julho e agosto de 2011, os autores de atos de vandalismo e depredações foram presos a partir de informações colhidas nas redes sociais, especialmente no Facebook e no Twitter. Foi mencionado ainda que, apesar de as redes sociais terem funcionado como meio de mobilização das pessoas para os movimentos (especialmente os mais jovens), não há intenção da polícia ou dos poderes executivo e legislativo, de intervir nas redes sociais, pois entendem que isso seria um atentado ao direito de livre manifestação. Em outra palestra proferida pelo Investigador Senior da Polícia Inglesa, Senhor Dave Powell, no mesmo auditório da Universidade de Branshill, foi comentado que é comum a polícia na Inglaterra se infiltrar nas redes sociais (Facebook, Twitter) para investigar crimes.

85 85 As duas palestras feitas por policiais ingleses evidenciaram que as redes sociais são consideradas relevantes tanto pelo sistema de prevenção da polícia, por exemplo, identificando pontos de concentração de pessoas para realizar protestos, quanto para a investigação, com a infiltração de agentes como fakes 49 em redes sociais. A polícia na Inglaterra não ignora as redes sociais, não interfere no seu uso pela sociedade e a usa a seu favor na realização de ações voltadas para a segurança pública. 4.2 O Uso das Redes Sociais pelas Forças Armadas Brasileiras Por intermédio de entrevistas realizadas com os respectivos Chefes das Seções de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste (Anexo E ), do Quarto Comando Aeronáutico (Anexo D ) e consulta realizada junto ao Centro de Comunicação Social da Marinha (Anexo F ) constatou-se que as Forças Armadas estão se utilizando da rede mundial de computadores, e das redes sociais em especial, para estabelecer comunicação e interação com a sociedade e com o seu público interno Marinha do Brasil A Marinha do Brasil possui uma Home Page na internet, situada no endereço eletrônico https://www.mar.mil.br. A Home Page da Armada é muito interativa, destacando-se um conteúdo informativo muito completo que aborda ações operacionais da Força, bem como ações sociais. Destaca-se ainda a existência, na Home Page da Marinha do Brasil, de um link denominado TV Marinha na Web, utilizado para transmitir, em vídeo, assuntos de interesse social relacionados com esta Força. Além 49 São perfis falsos, criados por uma pessoa para se passar por outra.

86 86 disso, existe na Home Page outro link, denominado Rádio Marinha FM que apresenta músicas e, alternadamente, notícias sobre a Marinha do Brasil. Finalmente, a Marinha do Brasil mantém conta nas seguintes redes sociais: Facebook, Twitter, Flickr e Youtube. Por questões de ordem administrativa, não foi possível realizar entrevista com a Chefia da Seção de Comunicação Social da Marinha em São Paulo (8º Distrito Naval) como era a pretensão inicial estabelecida pelo pesquisador. Foi orientado pelo Comando do 8º Distrito Naval que fosse elaborado um conjunto de quesitos sobre assuntos de interesse para a pesquisa e este seria encaminhado ao Centro de Comunicação Social da Marinha, órgão de assessoria especial do Comando daquela Força, que se responsabilizaria por respondê-lo, o que foi feito, conforme consta do Anexo F. Foi informado que a participação da Marinha nas redes sociais acima elencadas se dá com cumprimento de política estabelecida pela Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação daquela Força Armada. Três Oficiais, cujas patentes não foram identificadas, responsabilizam-se pela gestão da participação da Marinha nas redes sociais. Esclareceu-se que são feitas medições em relação à participação (acessos, seguidores, amigos, etc) nos sites de redes sociais dos quais a Marinha participa, porém não foram apresentados números que possam permitir uma avaliação sobre o nível e a qualidade da frequência. Foi ainda mencionado que a interface da Marinha nas redes sociais tem facilitado sobremaneira o processo de aproximação da Instituição com a sociedade. A participação da Marinha nas redes sociais é relativamente recente (desde janeiro de 2011) e, sendo informado pelo Centro de Comunicação Social que esta ação se insere na estratégia de comunicação social da Instituição. Em relação à interferência da cultura da Instituição no que se refere ao uso das redes sociais, foi mencionado que este fato até é reconhecido como positivo neste processo, ou seja, ele acaba ajudando na participação.

87 87 A Marinha não tem definido ainda projetos em relação ao uso das redes sociais, bem como não possui rede social interna nos moldes do que já existiu na PMESP, com a extinta nosgov-pm. Depreende-se, pela consulta realizada, que a Marinha do Brasil possui uma participação pouco expressiva nas redes sociais e ainda não deu grau de importância a este tema. Embora a política seja gerenciada por um órgão ligado ao Comando da Força, pelas informações colhidas, pode-se entender que um número reduzido de pessoas atua no processo de gestão da comunicação social no âmbito desta Força Armada. De outro lado, há que se considerar a recenticidade (janeiro de 2011) do tema na Marinha do Brasil: certamente, com o passar do tempo e com o aumento do número de usuários da internet e das redes sociais, há uma forte tendência de que este cenário se modifique Exército Brasileiro O endereço eletrônico do Exército Brasileiro na internet é O Exército Brasileiro também tem em seu site na internet uma interface para exposição de vídeos sobre assuntos relacionados com suas atividades específicas, que recebe o nome de TV Verde Oliva. Além disso, também possui um link denominado Verde Oliva FM 98,7, onde são apresentadas entrevistas e matérias sobre ações do Exército Brasileiro. O Exército Brasileiro possui contas nas seguintes redes sociais: Twitter, Facebook e Youtube. Em uma rica entrevista realizada com o Chefe da Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste, Coronel EB Marcos Vinícius Camargo Costa, foram colhidas informações importantes acerca da utilização das redes sociais pelo Exército Brasileiro. Esclareceu-se que toda a política de comunicação social no âmbito do Exército Brasileiro é estabelecida pelo Centro de Comunicação Social do

88 88 Exército Brasileiro (CCOMSEX), órgão diretamente ligado ao Gabinete com Comandante do Exército Brasileiro, acrescentando-se, porém, que em relação às redes sociais ainda não existe nenhuma normatização, uma vez que o tema é ainda recente e não tinha tratamento com grau de importância tão elevada quando da última atualização da política de comunicação social. Existe, no Exército Brasileiro, de a tendência de descentralização no que se refere às ações de comunicação social, de modo a dar mais autonomia aos Comandos Regionais para que criem e gerenciem suas próprias contas nas redes sociais. Este tema deve ser disciplinado brevemente por meio de uma Diretriz emanada do Comando da Força Armada. O Exército Brasileiro edita a cada três anos uma atualização de sua política de comunicação social e esta deverá se renovar ainda em 2011 e, de forma inédita, abordará a participação desta Força Armada nas redes sociais, trazendo regras de como este processo deverá se dar. O CCCOMSEX tem por missão manter e zelar pela imagem do Exército Brasileiro por meio das atividades de comunicação social. Tem uma estrutura departamentalizada, com cada setor tendo uma atividade específica na área na área de comunicação social. Embora não tenham sido informados números, foi mencionado que são feitas medições a respeito da participação do EB nas redes sociais, sendo tal providência de responsabilidade do CCOMSEX. A participação do Exército Brasileiro potencializou fortemente a sua interface com a comunidade, circunstância que pode ser comprovada pelo número elevado de Seguidores e Amigos da Força nas redes sociais em que toma parte. Além disso, esta aproximação pode ser constatada no aumento significativo no número de acessos ao sistema Fale Conosco, que nada mais é do que um canal de comunicação direto do Exército com a sociedade. Participar de redes sociais é uma ação que se alinha com a estratégia do Exército para a área de comunicação social, especialmente focada na comunicação com o público externo, muito embora não se afaste o uso das redes sociais para também falar interna corporis.

89 89 O EB reconheceu a força das redes sociais como canal de comunicação, razão pela qual o processo será inserido na renovação da política para esta área no corrente ano. Na avaliação do Chefe da Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste, a natureza da atividade militar e aspectos relacionados à cultura das Instituições Militares interferem muito na participação destas nas redes sociais: os valores, princípios e a estética militar causam impedimento a agir com toda a liberdade e no ambiente de caos que caracterizam a internet e, por consequência, as redes sociais. A mesma autoridade entende que não há como os militares se despirem de suas graduações ou patentes: onde quer que se encontrem serão o que são, de Soldados a Generais. Enfatizou ainda na entrevista realizada que entende muito complexo um gestor, seja no nível que for, possuir uma conta pessoal em uma rede social ou mesmo um Blog, pois esta se sujeitará a receber comentários que podem ferir as regras de convivência hierárquica, típica dos militares. Não se tem notícia de novos projetos ou estudos em relação à participação do Exército Brasileiro em redes sociais. O EB também não possui rede social interna, embora, na avaliação do Chefe da Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste, a medida fosse importante. Foi informado que o contato é sempre feito de forma institucional, pelos comandos de cada Organização Militar (OM) na página da Força Armada na intranet, ou seja, inexiste comunicação pessoal no sistema, sendo elas sempre feitas de Unidades para Unidades. O tema rede social interna, segundo foi informado, não é prioridade para o Exército Brasileiro. Na hipótese de eventual criação de rede social, entendeu o entrevistado que suas regras deveriam ser estabelecidas levando em conta a boa relação entre as pessoas e, principalmente, considerando a natureza militar que permeia os integrantes da Força Armada. Percebeu-se, pela entrevista realizada, que o Exército Brasileiro tem destinado especial atenção ao tema comunicação social e à

90 90 participação nas redes sociais. E tanto isso é certo que o tema é tratado por um Centro ligado diretamente ao Gabinete do Comandante do Exército, o que demonstra o quanto é grande a preocupação com o processo de comunicação com a sociedade, com o seu público interno e, principalmente, com a sua imagem. Finalmente, apresentou-se como clara a percepção de que, para o comando do EB, esta participação deve considerar a natureza militar de suas atividades e a cultura que os caracteriza, o que não exclui o grau de importância que a Força Armada destina ao tema Força Aérea Brasileira O site da Aeronáutica do Brasil encontra-se no endereço eletrônico no qual são expostos diversos temas afetos à sua área de atuação, voltados tanto para o público interno para o público externo. Trata-se de uma página bastante completa, que inclui também um link para uma TV (TV Força Aérea) que retransmite matérias sobre ações desenvolvidas pela Aeronáutica em território nacional ou fora dele. Possui ainda um link para uma emissora de rádio pela internet (Força Aérea FM) que retransmite programação musical e notícias relacionadas com a Força Aérea. A Aeronáutica possui contas nas seguintes redes sociais: Youtube e Flirck. Objetivando obter maiores e mais aprofundados conhecimentos sobre a participação da Força Aérea Brasileira (FAB) nas redes sociais, foi realizada uma entrevista pessoal com a Chefe da Seção de Comunicação Social do IV Comando Militar Aeronáutico (IV COMAR), 1º Tenente Karina Ogo. Foi explicado inicialmente pela Oficial que toda a gestão da política de comunicação social na Aeronáutica é realizada de forma centralizada pelo Comando da Força, mais precisamente pelo Departamento de Comunicação Social, a quem cabe toda a relação com os órgãos de imprensa, edição e programação de vídeos e o gerenciamento do site da FAB, restando aos

91 91 Comandos Regionais apenas a execução desta política e o cumprimento das rotinas diárias. A política de comunicação social da Força Aérea Brasileira é do ano 2000 e não trata das redes sociais, até em razão do fato de que, à época, o tema não existia. Foi citado que o Departamento de Comunicação Social da FAB realiza medições para aferir o grau de adesão da sociedade às redes sociais de que a Força Aérea participa, porém tais números não foram apresentados. Infere-se que a participação nas redes sociais tem facilitado processo de aproximação da FAB junto à sociedade, porém tal fato não se pode concluir com absoluta certeza em virtude do fato de que a gestão não se dá localmente, mas sim de forma centralizada, como já mencionado. A participação nas redes sociais é uma estratégia da Força Aérea Brasileira para a área de comunicação social e deve ser inserida no próximo Plano de Comunicação Social de maneira formal, já que até o momento não se encontra escrita em nenhum documento regulador. A FAB não possui rede social interna. Pelo fato de todo o processo de gestão da comunicação social na Força Aérea se dar de forma centralizada em Brasília, no seu comando não foi possível obter um detalhamento mais aprofundado sobre o assunto no Comando Regional. A entrevistada não se sentiu segura para abordar aspectos ligados ao reflexo da (e na) cultura da Instituição nem soube falar sobre a existência ou não de projetos nesta área. A participação da FAB nas redes sociais é, pelo que se apurou, ainda muito restrita, especialmente pelo fato de que seu Plano de Comunicação Social, do início do século, ainda não aborda o assunto. Muito embora possa num primeiro momento ser entendido que o Comando da FAB valorize a área de comunicação social, já que o mantém centralizado junto a si, foi possível inferir que este processo tem refletido em certa lentidão em relação à adesão pela FAB na comunicação pelas redes sociais.

92 O Uso das Redes Sociais pelas Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil Com o objetivo de conhecer a realidade do uso das redes sociais nas demais Corporações Militares do Brasil foi realizada uma consulta às Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, encaminhando-se, em quatro oportunidades (13/04, 23/04, 02/05 e 04/05), mensagens eletrônicas ( ), aos Gabinetes dos Comandantes Gerais das respectivas Instituições, solicitando-se informações sobre a participação das Organizações nas redes sociais. A consulta foi montada na plataforma Google Docs e o link 50 onde estava hospedado foi apontado na mensagem eletrônica enviada às cinquenta Corporações de interesse. No texto explicativo da consulta encaminhada às Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil foi inserido o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, registrando-se que o encaminhamento do instrumento de pesquisa eletronicamente seria considerado como aceite aos termos previstos na consulta realizada. Apesar das reiterações do pesquisador por , por contatos telefônicos e até por interferência de alunos do Programa de Doutorado que pertencem a Instituições coirmãs, apenas quatorze Corporações responderam à consulta realizada, de modo que os resultados apurados não podem ser generalizados para todas as Polícias e Corpos de Bombeiro Militares do Brasil e serão apenas considerados como informação complementar no contexto da presente pesquisa. Nos subitens a seguir serão apresentadas, detalhadamente, as informações sobre o tema referente a cada uma das Instituições que se dispôs a responder a consulta formulada. 50 A consulta foi elaborada na Plataforma Google hospedada no link https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?hl=pt_br&pli=1&formkey=df83vey5bfflngl qrmdzdexkrm1zqke6mq#gid=0, devidamente apontado no enviado aos Comandos Gerais de todas as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil nas datas citadas no corpo do trabalho.

93 Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte A Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte possui Home Page na internet implantada poucos dias antes da realização da consulta, razão pela qual não foi informada a média mensal de acessos. O Comandante Geral da Instituição não possui um Blog institucional e a Instituição também não se utiliza de redes sociais, de modo que não existem regras para participação da Instituição e de seus membros em redes sociais. Os Comandantes Operacionais, da mesma forma não possuem Blogs nem usam as redes sociais como ferramenta de comunicação. Embora não use redes sociais, a Instituição avalia como importante a utilização de tais ferramentas. A Instituição também não possui rede social interna Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás O Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás possui Home Page na internet que, segundo informado, tem a média mensal de trinta mil acessos. O Comandante Geral da Instituição não possui Blog institucional e a Instituição se utiliza de redes sociais, particularmente do microblog Twitter, do Flirck e do Issus, porém não existem ainda regras para participação da Instituição e de seus membros nestas redes sociais, sendo informado que estas estão em processo de elaboração. Já os Comandantes Operacionais não possuem Blogs nem usam as redes sociais como ferramenta de comunicação. A Instituição avaliou como muito importante a utilização das redes sociais. A Instituição também não possui rede social interna.

94 Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais O Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais possui Home Page na internet, que recebe a média de cento e vinte mil acessos mensais. O Comandante Geral da Instituição ainda não possui Blog institucional. Foi informado que, além do processo de construção do Blog do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais, também estão sendo criadas contas da Instituição no microblog Twitter, no Youtube, no Facebook e no Flirck. Foi informado haver norma disciplinadora em relação à participação nas redes sociais. Os Comandos descentralizados não fazem uso de redes sociais. A Instituição avaliou como muito importante a utilização das redes sociais, afirmando que seu uso se presta a promover maior integração do público interno, bem como para melhorar a qualidade da imagem da Instituição. A Instituição possui uma rede social interna Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará O Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará possui Home Page na internet, com a média de quinhentos acessos por mês. O Comandante Geral da Instituição não possui um Blog institucional e a Instituição não faz uso das redes sociais institucionalmente Foi informado que os Comandantes Operacionais possuem contas em redes sociais, não se esclarecendo, no entanto, quais contas seriam estas. Em relação às regras para a participação e uso das redes sociais, foi explicitado que é proibido tratar-se nelas de assuntos de caráter políticopartidário e de assuntos que não sejam relacionados com a atividade de bombeiros (interesses coletivos da Instituição). A Instituição avaliou como muito importante a utilização das redes sociais. A Instituição possui rede social interna.

95 Polícia Militar do Estado de Mato Grosso A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso possui Home Page na internet, apresentando esta um acesso mensal médio na ordem de pouco mais de dezenove mil. O Comandante Geral da Instituição não possui Blog institucional e a Instituição também não faz uso das redes sociais como ferramenta de comunicação. Os Comandantes Operacionais não possuem Blogs, nem usam as redes sociais como ferramenta de comunicação. A Instituição avaliou como pouco importante a utilização das redes sociais. A Instituição também não possui rede social interna Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia O Corpo de Bombeiros do Estado de Rondônia possui Home Page na internet (www.cbm.ro.gov.br), não tendo sido informada a quantidade de acessos mensais ao sítio. O Comandante Geral da Instituição possui um Blog institucional (http://coronelcaetano.blogspot.com/) e a Instituição se utiliza de redes sociais, particularmente do microblog Twitter e do Facebook, inexistindo regras para participação da Instituição e de seus membros nestas redes sociais. Os Comandantes Operacionais possuem autorização para criar Blogs e contas em redes sociais. O uso de redes sociais foi apontado como importante pela Instituição. A Instituição também não possui rede social interna.

96 Polícia Militar do Estado da Paraíba A Polícia Militar do Estado da Paraíba possui Home Page na internet, cuja média mensal é de duzentos mil acessos. Já o Comandante Geral da Instituição não possui Blog institucional. A Instituição tem conta na rede social Twitter, porém não existem ainda regras para participação da Instituição e de seus membros nestas redes sociais. Já os Comandantes Operacionais não têm autorização para abrir contas em redes sociais e não possuem Blogs. A Instituição avaliou como importante a utilização das redes sociais. A Instituição também não possui rede social interna Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Tocantins O Corpo de Bombeiros do Estado de Tocantins tem Home Page na internet, sendo informado que é de cerca de cinquenta mil o número de acessos mensais ao sítio. O Comandante Geral da Instituição não possui Blog institucional e a Instituição também não se utiliza de redes sociais. Existe bloqueio de acesso às redes sociais pelos integrantes da Instituição a partir dos terminais da Instituição. Os Comandantes Operacionais também não possuem Blogs nem usam as redes sociais como ferramenta de comunicação. A Instituição não possui rede social interna e avaliou como importante a utilização das redes sociais Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe O Corpo de Bombeiros do Estado de Sergipe possui Home Page, porém não há controle em relação ao número de acessos mensais ao sítio.

97 97 O Comandante Geral da Instituição não possui Blog institucional e a Instituição não se utiliza de redes sociais. Não existem ainda regras para participação da Instituição e de seus membros nestas redes sociais. Os Comandantes Operacionais não possuem Blogs nem usam as redes sociais como ferramenta de comunicação. A Instituição avaliou como muito importante a utilização das redes sociais. A Instituição também não possui rede social interna Polícia Militar do Estado de Goiás A Polícia Militar do Estado de Goiás possui Home Page na internet, sendo informado que em torno de dez mil acessos ocorrem ao mês àquele sítio. O Comandante Geral da Instituição não possui Blog institucional e a Instituição se utiliza de redes sociais, especialmente do microblog Twitter. Não existem regras para participação da Instituição e de seus membros nestas redes sociais. Os Comandantes Operacionais não possuem Blogs nem usam as redes sociais como ferramenta de comunicação. A Instituição avaliou como importante a utilização das redes sociais. A Instituição também não possui rede social interna Polícia Militar do Estado de Tocantins A Polícia Militar do Estado de Tocantins possui Home Page na internet, porém não há controle em relação à quantidade de acessos mensais. O Comandante Geral da Instituição não possui Blog institucional e a Instituição não se utiliza de redes sociais. Não existem ainda regras para participação da Instituição e de seus membros nestas redes sociais.

98 98 Já os Comandantes Operacionais não possuem Blogs nem usam as redes sociais como ferramenta de comunicação. A Instituição avaliou como pouco importante a utilização das redes sociais. A Instituição também não possui rede social interna Polícia Militar do Estado de Alagoas A Polícia Militar do Estado de Alagoas possui Home Page na internet, sendo informado que o acesso mensal ao sítio gira em torno de cento e dez mil. O Comandante Geral da Instituição não possui Blog institucional e a Instituição não se utiliza de redes sociais. Também não existem ainda regras para participação da Instituição e de seus membros nas redes sociais. Os Comandantes Operacionais não possuem Blogs e também não usam as redes sociais como ferramenta de comunicação. A Instituição avaliou como importante a utilização das redes sociais. A Instituição também não possui rede social interna Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Bahia O Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia possui Home Page na internet, porém não é feito controle em relação ao número de acessos mensais. O Comandante Geral da Instituição também possui um Blog institucional e, tal como a Home Page, não se têm informações sobre o número de acessos mensais ao Blog. A Instituição se utiliza das redes sociais, particularmente do microblog Twitter, do Youtube, Facebook e do Flirck e as regras para participação da Instituição e de seus membros nestas redes são estabelecidas pelo Departamento de Modernização e Tecnologia do Corpo de Bombeiros da Bahia.

99 99 Já os Comandantes Operacionais não possuem Blogs nem usam as redes sociais para comunicar-se institucionalmente. A Instituição avaliou como muito importante a utilização das redes sociais. A Instituição também não possui rede social interna Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Mato Grosso do Sul O Corpo de Bombeiros do Estado de Mato Grosso do Sul possui Home Page na internet, porém não há acompanhamento e registro em relação ao número de acessos mensais. O Comandante Geral da Instituição não possui Blog institucional e a Instituição se utiliza apenas da rede social Orkut. Não existem ainda regras para participação da Instituição e de seus membros nestas redes sociais. Os Comandantes Operacionais não possuem Blogs nem usam as redes sociais como ferramenta de comunicação. A Instituição avaliou como muito importante a utilização das redes sociais. A Instituição também não possui rede social interna Síntese dos Levantamentos Realizados nas Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares Pesquisados Considerando as respostas apresentadas pelas quatorze Corporações que responderam à consulta encaminhada a todas as Polícias e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, foram apurados sinteticamente os resultados que abaixo são apresentados: a. Existência de Home Page da Instituição: as quatorze (100%) Instituições possuem; b. Controle de acessos mensais à Home Page: sete (50%) Corporações não controlam acessos; o maior acesso informado é de

100 100 duzentos mil (Polícia Militar do Estado da Paraíba) e o menor é o do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará (quinhentos acessos por mês); c. Existência de Blog do Comandante Geral: duas (14.28%) Instituições disseram possuir (Corpo de Bombeiros do Estado de Rondônia e Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia); d. Contas em redes sociais: cinco (35,71%) Corporações possuem (Polícia Militar do Estado de Goiás, Corpo de Bombeiros do Estado de Rondônia, Polícia Militar do Estado da Paraíba, Corpo de Bombeiros de Goiás, Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia); e. Principais contas que as Instituições possuem nas redes sociais: Twitter (seis citações); Facebook (três citações); Flirck (três citações); Youtube (duas citações); Issus (uma citação); Orkut (uma citação); f. Acesso pelos Comandos descentralizados às redes sociais: duas Corporações (14,28%) autorizam tal acesso (Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará e Corpo de Bombeiros do Estado de Rondônia); g. Avaliação do grau de importância do uso das redes sociais: sete (50%) apontaram como importante, cinco (35,71%) responderam ser muito importante e duas (14,28%) responderam ser pouco importante; h. Existência de regras para uso das redes sociais no âmbito da Instituição: quatro (28,57%) responderam existirem regras estabelecidas neste sentido; e, i. Existência de rede social interna: duas (14,28%) disseram possuir (Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais e Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará).

101 101 5 Contextualização do tema em face da revisão da literatura e dos levantamentos realizados Vivendo na Era da Informação, momento da história em que os avanços tecnológicos se ampliam a cada instante e prestando serviços de relevância social indiscutível, não poderia a Polícia Militar do Estado de São Paulo alienar-se deste processo que, pode-se dizer, contamina toda a sociedade. É fundamental que a Corporação reconheça e sedimente essa nova realidade, cuja principal característica é a velocidade da informação: falar direta e mais rapidamente com a sociedade é algo que se deseja de quem presta serviços em área de tanta importância social (segurança pública), como é o caso da Polícia Militar. As redes sociais propiciam à Polícia Militar que interaja com a comunidade por cadeias, ou seja, com muitos e ao mesmo tempo, o que, sem dúvida alguma, amplia substancialmente sua capacidade de comunicação. A utilização da internet e, em especial das redes sociais para potencializar a comunicação com a sociedade, é uma necessidade que deve a PMESP atender para se inserir num contexto que cada vez mais, em função do tempo e das limitações físicas (distâncias) se apresenta como irreversível. Não se trata apenas de disponibilizar maior número de equipamentos (computadores, modems e celulares), mas sim de verdadeiramente modificar a forma de pensar dos membros da Instituição, fazendo-os compreender que as redes sociais modificam a forma de estabelecer relacionamentos, quer entre os membros da Instituição, quer com a comunidade em geral. Relevante também é considerar que os custos da comunicação pelas redes sociais na internet são muito menores do que os dos outros meios de comunicação tradicionais, o que é importante numa estratégia de diminuição ou de melhor aproveitamento dos recursos públicos. A Instituição deve considerar ainda o dinamismo das redes sociais, que trouxe grande mudança nos modelos tradicionais de comunicação. Esse cenário implica que a PMESP deve preparar os seus integrantes para uma

102 102 nova realidade, onde as informações são cada vez mais disponíveis e de domínio público e a sociedade tem interesse em conhecer. É relevante que os operadores da PMESP nas redes sociais estejam capacitados e saibam utilizar-se das ferramentas disponíveis na internet para viabilizar as pretensões da Instituição nesta área de interface com a sociedade. É exigência que o tema (redes sociais) esteja inserto na política de comunicação social e que seja naturalmente reconhecido pelos seus integrantes. É importante ainda que sejam disponibilizados cada vez mais serviços pela internet e pelas redes sociais, pois as pessoas também lá estão a sua procura. Esta é, aliás, uma tendência já sedimentada na área privada e crescente na área pública. Exemplo evidente vem sendo dado, como foi apresentado, pelo próprio Governo do Estado de São Paulo, que vem ampliando substancialmente a sua participação das redes sociais na internet, permitindo comunicação mais eficaz com a sociedade, bem como disponibilizando diversos serviços on line, em clara tendência pela valorização dos denominados e-serviços. No âmbito da PMESP, em consonância com a visão estratégica do atual Comando Geral, o tema comunicação social tem-se apresentado como um dos mais importantes e tem sido, certamente, um dos que mais evoluíram nos últimos anos. Para caracterizar este grau de importância, basta dizer que a PMESP está com todas as suas OPM no Facebook, por determinação do Comando Geral, que enxergou nesta medida uma forma eficaz de ampliar a comunicação e de gerar aproximação da Instituição com a Sociedade. Em outras redes sociais na internet, como o Blaving, Twitter e Youtube, a Instituição também se faz presente com contas oficiais, tudo dando contornos objetivos ao valor dado pela Corporação a uma nova realidade de comunicação, cuja característica fundamental é a mediação pelo computador. As participações da PMESP nas redes sociais na internet têm tido caráter institucional, com foco na apresentação de temas de interesse da comunidade, que atenda às suas demandas e que lhes sirva como

103 103 orientações como exemplos, podem ser citadas as recentes contas criadas nas redes sociais Facebook e Twitter visando melhorar as condições de segurança nas marginais da cidade de São Paulo ( PMnasmarginais ). A experiência trazida no estudo a respeito do Blog PolicialBR, apresentado como um Case de sucesso na integração e comunicação entre policiais e bombeiros militares do Brasil, congregando mais de vinte e dois mil membros, serve para despertar na Instituição a importância de reedição de uma rede social interna, no modelo da que já existiu e que hoje se encontra inativa (nosgov-pm). Essa rede social interna, com regras previamente postas, às quais deveria aderir formalmente o interessado no momento de seu ingresso, propiciaria não só uma ampliação na comunicação interna da Instituição, mas também poderia constituir-se em excelente ferramenta de gestão de conhecimento, em um interessante espaço para apresentação e discussão de informações e para troca de experiências. Os Cases apresentados na revisão de literatura, em especial o Case denominado Cão Pirata se prestaram a demonstrar objetivamente a força das redes sociais na internet, sua capacidade de mobilizar pessoas e difundir informações e ideias e a consequente necessidade de a Corporação se atentar para esta realidade. Finalmente, os levantamentos realizados nas três Forças Armadas e nas Polícias da Inglaterra e em outras quatorze Corporações Militares Brasileiras explicitaram a tendência que se faz presente nas Corporações Policiais e Militares em se utilizar das redes sociais na internet, podendo ser considerado um indicativo de que a PMESP, ao também fazer esta opção, trilha por caminhos. Encerrada esta etapa inicial do trabalho, passar-se-á, no Capítulo seguinte, aos aspectos mais objetivamente ligados à pesquisa junto aos Dirigentes Operacionais da PMESP (Comandantes de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhia Territorial) para se diagnosticar o uso que fazem das redes sociais e outros fatores ligados ao tema.

104 104 6 Metodologia Preliminarmente ao desenvolvimento da pesquisa em toda a Instituição, foi realizado um Projeto Piloto, por meio da aplicação de um instrumento de pesquisa (questionário) na região do Comando de Policiamento do Interior Três (Ribeirão Preto), dirigido a todos os Comandantes de Batalhão, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhia Territorial. O questionário utilizado no Projeto Piloto foi montado na plataforma Google Docs. Era composto de 59 quesitos, incluindo-se aqueles que tinham a intenção de qualificar o entrevistado. O link onde se encontrava hospedado foi encaminhado pela via eletrônica ( ) a todos os entrevistados. Foram recebidas respostas de vinte e dois entrevistados, com a seguinte distribuição por funções: um Comandante de Batalhão, quatro Coordenadores Operacionais e dezessete Comandantes de Companhias Territoriais. O propósito da elaboração do projeto piloto foi o de avaliar a compreensão dos quesitos dirigidos aos entrevistados, bem como de já apurar dados preliminares sobre a pesquisa, permitindo análise comparativa com os resultados completos que posteriormente seriam obtidos. Além disso, o Projeto Piloto permitiu uma análise antecipada sobre a pertinência e a oportunidade de serem acrescidos novos quesitos ou reformular alguns dos existentes, o que seria necessário para a comprovação da hipótese posta, bem como para apresentação de alternativa para a questão problema apontada. Após a devida adequação ao questionário a partir da experiência do Projeto Piloto e das observações da Banca Examinadora na fase de préqualificação, o instrumento de pesquisa foi adequado às necessidades do estudo proposto. Os resultados do Projeto Piloto foram descritos em Relatório específico.

105 105 O questionário principal do estudo foi também preparado utilizandose a Plataforma Google Docs e o link 51 onde se encontrava hospedado foi encaminhado ao público-alvo do estudo por (funcionais e das OPM), com a indicação dos procedimentos a serem observados para o seu preenchimento. Constava também do corpo do questionário o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido do entrevistado, com o registro de que o encaminhamento espontâneo do questionário, pela via eletrônica, seria considerado como sua adesão à pesquisa e o seu aceite em com ela contribuir. O questionário final, constante do Apêndice Z, era composto por sessenta e sete quesitos, e teve por propósito obter informações que diziam respeito ao objeto do estudo, ou seja, o uso das redes sociais na Polícia Militar do Estado de São Paulo, observados como recorte os Dirigentes Operacionais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, aqui considerados os Comandantes de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais. O encaminhamento do instrumento de pesquisa aos entrevistados se deu em cinco etapas, num intervalo de tempo de quarenta e cinco dias, conforme se descreve abaixo: a. na primeira etapa, no dia 1º de abril de 2011, foram enviados e- mails a todos os Comandantes de Batalhão, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhia, devidamente identificados na intranet da PMESP, no endereço de sua Unidades Operacionais, bem como para o endereço eletrônico de todas as Unidades Operacionais no nível de Batalhões Polícia Militares (do interior e da capital) e às Companhias de Policiamento Territoriais (do interior e da capital); b. na segunda etapa foram reenviadas, em doze de abril de 2011, novas mensagens eletrônicas a todos os Tenentes-Coronéis PM, Majores PM e Capitães PM, cujos s estão registrados na intranet da PMESP, solicitando-se a eles sua participação no estudo, por meio do preenchimento 51 O link onde o questionário foi hospedado na Plataforma Google Docs foi https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?hl=pt_br&formkey=dgffzwxayxhvefltq0x MSGhNVVFLYVE6MA#gid=0

106 106 do instrumento de pesquisa no link 52 indicado, por aqueles que estivessem ocupando, como titulares ou interinos, as funções de Comandantes de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais. Nas mensagens eletrônicas enviadas foi enfaticamente frisado que aqueles que não se enquadrassem nas funções citadas deveriam ignorála, ou seja, deixar de responder o questionário; c. numa terceira etapa foram encaminhados, em vinte de abril de 2011, novas mensagens eletrônicas para um representante de cada Batalhão Policial Militar do Interior e da Capital, solicitando-se o apoio deste no sentido de reiterar aos Comandantes de Batalhão, de Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhia Territoriais, que até então não tinham respondido o instrumento de pesquisa, para que o fizessem; d. na quarta etapa, o instrumento de pesquisa foi novamente encaminhado aos s funcionais dos Oficiais da PMESP ocupantes das funções de Comandantes de Companhias Territoriais, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Batalhões, bem como aos endereços eletrônicos das Unidades Operacionais do nível de interesse (Batalhões de Polícia Militar da Capital e do Interior e para Companhias PM), em dois de maio de 2011, reiterando-se solicitação para que houvesse a apresentação de respostas aos quesitos formulados no questionário por aqueles que ainda não tinham adotado tal providência; e, e. finalmente, numa quinta fase, o questionário foi encaminhado a todos os Tenentes-Coronéis, Majores e Capitães da PMESP, independentemente das funções exercidas, utilizando-se como base o banco de dados de endereços de s na Home Page da PMESP na intranet, em quinze de maio de 2011, reiterando-se solicitação para que os instrumentos fossem respondidos eletronicamente, respeitando-se o recorte estabelecido na pesquisa, ou seja, a função operacional exercida. Todo este processo culminou no recebimento de duzentas e noventa e uma respostas até o dia trinta de maio de 2011, sendo dezenove 52 O instrumento de pesquisa foi hospedado na Plataforma Google Docs, no link https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?hl=pt_br&formkey=dgffzwxayxhvefltq0x MSGhNVVFLYVE6MA#gid=0

107 107 de Tenentes-Coronéis PM, sessenta e duas de Majores PM, cento e noventa de Capitães PM e vinte de Tenentes PM. Considerando as funções, foram recebidos questionários de cinquenta e quatro Comandantes de Batalhões, setenta e sete Coordenadores Operacionais e cento e sessenta Comandantes de Companhias Territoriais. Registre-se que na PMESP existem cento e quatro funções de Comandantes de Batalhões, cento e quatro de Coordenador Operacional e trezentos e setenta e seis de Comandantes de Companhia Territorial. Diante do fato de que para a coleta de dados não foram observados critérios estatísticos, sendo enviados instrumentos de pesquisa para todos os Oficiais da PMESP ocupantes das funções de Comandante de Batalhão, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhia e também aos s funcionais das OPM onde existem tais funções, a amostra não pode ser considerada probabilística, de modo que os resultados apurados não permitem generalização para toda a Instituição, mas tão somente em relação à população considerada no estudo. Graficamente, a composição da amostra, considerando os postos dos entrevistados, seria a que segue: Gráfico 1: Distribuição da amostra por Postos

108 108 Considerando as funções, e levando-se em conta a sua titularidade ou o exercício interino, foram recebidas respostas de cinquenta e quatro Comandantes de Batalhões, setenta e sete Coordenadores Operacionais e cento e sessenta Comandantes de Companhias Territoriais, graficamente assim representados: Gráfico 2: Distribuição da amostra da pesquisa por Função Passando a considerar a faixa etária dos entrevistados, foi verificado que os que possuem menos de 35 anos corresponderam a 3,09% da amostra; já entre os que disseram possuir entre 35 e 40 anos eram 27,15%; a maioria era composta por Oficiais PM na faixa dos 40 a 45 anos (43,64%); entre os que disseram possuir entre 45 a 50 a taxa foi de 21,99% e a última faixa, composta pelos Oficiais que disseram ter mais de 50 anos, representou 4,12% da amostra total, conforme se apresenta no gráfico a seguir:

109 109 Gráfico 3: Distribuição da amostra da pesquisa por Faixa Etária Levando em conta o tempo de serviço dos entrevistados, observouse o cenário graficamente apresentado: Gráfico 4: Distribuição da amostra da pesquisa por Tempo de Serviço (em %) Constata-se que a grande maioria dos entrevistados se encontra na faixa dos 20 a 30 anos de serviço (80,42%).

110 110 Apurando-se o fato de possuírem ou não conhecimento sobre informática, teve-se como resultado um elevadíssimo nível de apontamento positivo neste sentido, como se pode verificar no gráfico apresentado a seguir: Gráfico 5: Distribuição da amostra da pesquisa por conhecimento em Informática No mesmo sentido respondeu a maioria dos entrevistados quando questionados sobre o nível de conhecimento sobre internet, conforme se apresenta a seguir, graficamente: Gráfico 6: Distribuição da amostra da pesquisa por conhecimento em Internet

111 111 Finalmente, caracterizando-se a amostra pelo seu nível de participação nas redes sociais, apurou-se o que segue: Gráfico 7: Distribuição da amostra da pesquisa por propriedade de contas em Redes Sociais na Internet Foi esta, portanto, a amostra considerada para a realização da pesquisa, cujos resultados serão apresentados no capítulo seguinte.

112 112 7 Descrição e Análise dos Resultados da Pesquisa Realizada Os resultados serão apresentados e analisados em função dos objetivos específicos delineados na pesquisa. 7.1 Informações Preliminares Sobre os Resultados Apurados na Pesquisa Analisando-se com maior detalhamento os resultados da pesquisa, constatou-se que a rede social mais conhecida pelo grupo analisado, independente de qualquer variável, é a Home Page da PMESP na internet: 99,66% dos entrevistados, ou duzentos e noventa deles, respondeu conhecêla. Logo a seguir foi mencionado o Spark, conhecido por 95,88% dos entrevistados. Na sequência foram mencionados: Blog do Comandante Geral (58,76%), a rede social interna nosgov-pm (53,26%) e, por último, a conta da PMESP no microblog Twitter, conhecida por apenas 13,75% dos entrevistados. Apresentados os dados em gráficos, teríamos o que abaixo segue: Gráfico 8: Nível de conhecimento das redes sociais que a PMESP participa O fato de a Home Page da PMESP na internet já existir há vários anos justifica o seu elevado nível de conhecimento e, pelo mesmo motivo,

113 113 porém em sentido oposto, justifica-se o baixo nível de conhecimento da conta da PMESP no Twitter. Acrescenta-se ainda, neste pormenor, o fato de que a ferramenta de comunicação social Twitter, embora bastante difundida, é ainda para o público interno da Instituição desconhecida, conforme se apurou na pesquisa. Apurando-se o nível de conhecimento das redes sociais em função da idade dos entrevistados, constatou-se que apenas na faixa etária daqueles que possuíam menos de 35 anos de idade, a Home Page da PMESP não teve grau de conhecimento na ordem de 100%; este segmento respondeu ter nível de conhecimento maior em relação ao Spark. De outro lado, tratando-se da rede social com menor nível de conhecimento, este mesmo segmento, ou seja, com idade inferior a 35 anos, mostrou total desconhecimento em relação à conta da PMESP no Twitter. A tabela abaixo sintetiza os resultados: Redes Sociais Tabela 1 Nível de conhecimento das redes sociais em que a PMESP participa por Faixa Etária (em %) Abaixo de 35 anos Entre 35 e 40 anos Entre 40 e 45 anos Entre 45 e 50 anos Acima de 50 anos Home Page da PMESP 88, Blog do Cmt Geral 33,33 59,49 50,39 73,44 83,33 Conta da PMESP no Twitter 0 12,66 11,02 17,19 41,67 nosgov-pm 44,44 58,23 53,54 53,13 25 Spark ,47 98,43 90,63 83,33 Fonte: O autor Sendo o público mais jovem da pesquisa, era esperado que os entrevistados com idade inferior a 35 anos tivessem bom nível de conhecimento em relação a todas as redes sociais, já que compõem Gerações Sociais ( X e Y ) com maior contato com informática, internet e redes sociais, pelos menos na teoria. Contudo este fenômeno não se repercutiu na pesquisa e não se identificou uma razão objetiva para justificá-lo. Avaliando-se a qualificação da frequência às redes sociais que foram objetos deste estudo, constatou-se, pelas respostas dadas pelos Dirigentes Operacionais, que a preferida pelos Oficiais é a Home Page da PMESP (27,84% de respostas neste sentido), enquanto que para as Praças

114 114 foi apontado o Spark como o instrumento mais adequado para internet (6,19%). A mais democrática das redes sociais estudadas, frequentada indistintamente por Oficiais e Praças, na concepção do público entrevistado foi também o Spark: assim entenderam 70,10% da amostra. Já a rede social apontada com mais desconhecida foi também a Home Page da PMESP (assim apontaram 11,34% dos consultados), muito embora possa se concluir que a conta da PMESP no Twitter seja, de fato, a que menos é do conhecimento dos Dirigentes Operacionais, uma vez que 79,38% deixaram de responder sobre ela por nada saberem a seu respeito. A tabela abaixo resume os resultados: Tabela 2 Nível da frequência às redes sociais por segmento da PMESP (em %) Redes Sociais Oficiais Praças Indistintamente Oficiais e Praças Sem público específico Desconhecido Não respondeu Home Page da PMESP 27,84 1,03 36,77 22,34 11,34 0,69 Blog do Cmt Geral 17,53 3,09 18,9 13,4 7,22 39,86 Conta da PMESP no Twitter 3,44 0 7,56 6,53 3,09 79,38 nosgov-pm 3,44 4,47 29,9 3,78 4,12 54,3 Spark 4,81 6,19 70,1 0 4,12 14,78 Fonte: O autor Pode ser verificado pelas respostas os Oficiais teriam maior preferência por redes sociais disponibilizadas na intranet, enquanto que as Praças optariam por aquelas cujo acesso pode se dar pela intranet, tendo tal percepção possivelmente sido gerada pelo fato de que os Oficiais teriam mais condições de acessar a rede mundial de computadores de suas residências, enquanto que as Praças teriam limitado tal acesso a partir de terminais da Polícia Militar. O Spark foi apontado como a rede social mais democrática, ou seja, de maior nível de acesso tanto por Oficiais como por Praças e isto certamente se deve ao fato de se tratar de ferramenta de comunicação muito prática, semelhante ao conhecidíssimo Messenger (MSN), ágil e cujo uso foi substancialmente incentivado na Instituição, com a ressalva de que o objetivo principal foi o de propiciar economia com telefonia e não propriamente a comunicação.

115 115 Em relação ao nível de avaliação que fazem os entrevistados da participação da PMESP nas redes sociais, considerando a função que exercem, apurou-se o que se demonstra na Tabela a seguir apresentada: Tabela 3 Avaliação da participação da PMESP nas redes sociais segundo a Função dos pesquisados (em %) Comparativo entre Avaliação da Participação da PMESP nas Redes Sociais x Função Função/Avaliação da Participação Ótima Boa Regular Ruim Péssima Comandante de Batalhão 14, ,63 3,7 1,85 Coordenador Operacional 15,58 45,45 32,47 5,19 1,3 Comandante de Companhia Territorial 20 58,75 14,38 3,75 3,13 Fonte: O Autor Pela análise comparativa entre a avaliação que se faz da participação da PMESP nas redes sociais em relação às funções operacionais dos entrevistados, pode-se constatar que o grupo que melhor pontuou a participação da Instituição nas redes sociais foi o daqueles que se encontram na função de Comandantes de Companhia Territoriais: para 78,75% deste segmento, a participação na PMESP nas redes sociais é Ótima ou Boa. Entretanto foi esse mesmo grupo quem respondeu que a PMESP não tem boa avaliação no que se refere à sua participação nas redes sociais: para 6,88% dos Comandantes de Companhias Territoriais, o envolvimento da Instituição nas redes sociais na internet é Péssima ou Ruim. Verifica-se, portanto, nesta abordagem inicial sobre os resultados, que o nível de conhecimento, interesse por participação e reconhecimento da importância da PMESP está na internet e nas redes sociais, considerando que a opinião da população entrevistada é muito elevada. À exceção da conta da PMESP no microblog Twitter, ainda desconhecida pela grande maioria dos entrevistados, constatou-se que as demais redes sociais consideradas nesta pesquisa tiveram seu uso apontado como importante para a Instituição. Interessante também abordar nesta análise preliminar, a grande aceitação pelo público interno em relação à rede social Spark: embora não seja um aplicativo criado especificamente para a PMESP, tendo sido sua utilização adaptada para os integrantes da Instituição, restou claro neste estudo que esta ferramenta de comunicação foi muito bem recebida pelos

116 116 policiais militares em geral, muito embora avaliando as respostas sobre as razões de seu uso, foi constatado que o fator mais importante apresentado pelos entrevistados para avaliá-la positivamente foi a economia gerada com ligações telefônicas e não a sua utilidade como canal de comunicação eficaz. Além do seu alto grau de conhecimento pelos entrevistados, ficando atrás apenas da Home Page da PMESP na internet, é também o Spark a rede social apontada como a mais universal, uma vez que tanto Oficiais como Praças apontaram utilizá-la para estabelecer contatos com outros membros da PMESP. 7.2 Análise Sobre a Extensão do Uso das Redes Sociais pelos Dirigentes Operacionais O primeiro objetivo específico da presente pesquisa foi o de avaliar, de forma real, por meio de verificação qualitativa e quantitativa, a extensão do uso que fazem os Dirigentes Operacionais da PMESP, procurando-se saber o seu alcance e as características do público atingido em função do uso, bem como apreciar eventuais tendências de limitação ou ampliação do canal de comunicação estabelecido pela web e pelas redes sociais. Inicialmente serão apresentados dados comparativos entre a periodicidade de acesso a cada uma das redes sociais analisadas e a função dos policiais militares entrevistados no estudo. A tabela a seguir demonstra esse cenário: Tabela 4 Nível da Frequência às redes sociais objetos do estudo por Função dos entrevistados (em %) Comparativo entre Frequência x Função Frequência (Periodicidade) Diariamente Semanalmente Mensalmente Mais que Mensalmente/esporadicame nte/indefinidamente Função Cmt Btl Coord Op Cmt Cia Ter Cmt Btl Coord Op Cmt Cia Ter Cmt Btl Coord Op Cmt Cia Ter Cmt Btl Coord Op Cmt Cia Ter Redes Sociais Home Page da PMESP 0 5,19 1,25 87,04 67,53 77,5 3,7 11,69 6,88 9,26 15,58 14,38 Blog do Cmt Geral ,89 33,77 21,88 9,26 2,6 2,5 51,9 63,64 75,63 Conta da PMESP no Twitter 3,7 2,6 1,88 7,41 5, ,63 88,9 92,21 92,5 nosgov-pm 12,96 7,79 12,5 22,22 35,06 13,75 1,85 0 0, ,14 73,13 Spark 57,41 42,86 50,63 20,37 35,06 25, ,2 22,08 23,75 Fonte: O Autor

117 117 Observou-se no estudo realizado que o uso das redes sociais pelos entrevistados não obedece a um padrão de periodicidade, ou seja, varia em função do tipo de rede e de sua aplicação. Porém, constatou-se que entre as funções dos entrevistados não há acentuado grau de divergência quanto aos períodos de frequência. A Home Page da PMESP na internet, provavelmente em função de que sua atualização não é feita diariamente, recebe visitação semanal por parte dos entrevistados, o que já não ocorre com o Blog do Comandante Geral, que recebe visitas superiores a períodos mensais, devendo-se isso ao fato de que seu nível de conhecimento não é alto e também a atualização das informações lá contidas ocorre esporadicamente, o que influencia o interesse/desinteresse pela rede. A conta da PMESP no microblog Twitter tem baixo grau de frequência e isso se deve ao fato de que um número reduzido de entrevistados a conhecem, bem como também não sabem operá-la, o mesmo acontecendo em relação à rede social interna nosgov-pm. Já o aplicativo Spark, em função de sua funcionalidade como transmissor de mensagens instantâneas, teve a frequência diária como a mais apontada pelos entrevistados. O segmento que apontou período acima de mensal certamente é composto por aqueles entrevistados que desconhecem ou que não usam o aplicativo. Estabelecendo-se uma análise comparativa entre a periodicidade de frequência às redes sociais estudadas e a avaliação que os entrevistados delas fazem, comprovou-se que entre os que mais usam as redes sociais (aqueles que responderam "Diariamente") é o Spark a apontada como a melhor delas: para 48,11% da amostra é esta rede social avaliada como Ótima ou Boa. Já a rede social apontada com pior avaliação por este mesmo segmento foi a rede social interna nosgov-pm, citada por 1,03% dos entrevistados com Péssima, muito embora o Blog do Comandante Geral não tenha recebido nenhuma citação entre os que disseram visitar as redes sociais diariamente, numa demonstração de que as visitadas a esta rede social são esporádicas. Em relação ao público que usa redes sociais em periodicidade semanal a Home Page da PMESP na internet é a que recebeu a melhor

118 118 avaliação (64,60% dos entrevistados a avaliaram como Ótima ou Boa), sendo ela também apontada como a que mais recebeu avaliação negativa (para 1,03% dos entrevistados ela é Ruim). Entre aqueles Dirigentes Operacionais que responderam utilizar-se das redes sociais mensalmente ou por período superior a este ou indefinido/esporadicamente, ou seja, com um nível de adesão baixo às redes sociais, a melhor avaliada foi o Blog do Comandante Geral, com 20,79% de citações como Ótima ou Boa. Para este mesmo público são também o Blog do Comandante Geral e a conta da PMESP no Twitter, as redes sociais com pior avaliação: 1,37% dos entrevistados que se enquadram neste perfil a avaliaram como Ruim. Considerando o tipo de público que frequenta as redes sociais que são objeto deste estudo, constatou-se, pelas respostas dadas pelos Dirigentes Operacionais, que a preferida dos Oficiais é a Home Page da PMESP (27,84% de respostas neste sentido), enquanto que para as Praças foi apontado o Spark como o meio preferido de se comunicar na internet (6,19%). A mais democrática das redes sociais estudadas, frequentada indistintamente por Oficiais e Praças na concepção do público entrevistado foi também o Spark: assim entenderam 70,10% da amostra. Já a rede social apontada como mais desconhecida foi também a Home Page da PMESP (assim apontaram 11,34% dos entrevistados), muito embora se possa concluir que a conta da PMESP no Twitter seja de fato a que menos é do conhecimento dos gestores operacionais, uma vez que 79,38% deixaram de responder sobre ela por nada saberem a seu respeito. Graficamente teríamos: Gráfico 9: Nível de frequência por segmentos da PMESP (em %)

119 119 Passando-se a analisar comparativamente o nível da frequência às redes sociais consideradas nesta pesquisa e os resultados positivos gerados em função do acesso a elas pela população entrevistada, constatou-se que entre aqueles que responderam frequentar as redes sociais diariamente, o Spark foi apontado como a que produz maior efeito positivo, isso segundo 48,45% dos entrevistados. Entre aqueles que se manifestaram afirmando frequentar as redes sociais analisadas semanalmente, por 75,26% dos entrevistados é a Home Page da PMESP na internet quem traz resultados mais benéficos para a Instituição. Já para os que responderam usar redes sociais em periodicidade mensal, também é Home Page da PMESP na internet que produz resultados mais positivos para a Instituição: esta foi a resposta de 7,22% do total de entrevistados que se enquadram neste perfil. Finalmente, entre aqueles que responderam usar as redes sociais em período superior ao mensal, ou indefinido ou esporádico, a grande maioria apontou a conta da PMESP no microblog Twitter como a que gera resultados mais positivos para a Instituição (60,48%), seguida proximamente pelo Blog do Comandante Geral, apontado por 54,30% dos entrevistados deste segmento etário como gerador de efeitos benéficos à PMESP. Verificou-se que, independentemente da periodicidade com que se frequenta as redes sociais, estas são consideradas como importantes e geradoras de resultados positivos para a Instituição. Em quase todos os períodos analisados, esse cenário se reproduziu, ou seja, as redes sociais se apresentaram como ferramentas propiciadoras de resultados adequados para a PMESP. A única exceção se deu em relação à rede social interna nosgov- PM para o público que respondeu frequentar as redes sociais em periodicidade superior a um mês, indefinido ou esporádico.

120 Análise Sobre o Grau de Efetividade no Uso das Redes Sociais pelos Dirigentes Operacionais Pesquisados O segundo objetivo específico do trabalho posto foi o de apurar a efetividade na utilização das redes sociais pelo público-alvo na presente pesquisa, ou seja, a eventual capacidade de que este uso gere efeitos na PMESP, considerando-se como parâmetros as características e os conteúdos tratados neste ambiente virtual, sua pertinência e interesse à área da segurança pública e à Instituição e os resultados que se alcançam com a utilização das redes sociais. Apurando-se a opinião dos entrevistados sobre se as redes sociais em que a PMESP participa devem tratar de temas apenas afetos à atividade típica da Instituição e estabelecendo um recorte por Função desempenhada, constatou-se que a maior parte dos gestores operacionais é favorável a que se trate apenas de temas que digam respeito à Instituição, não se desviando deste foco: na média, 68,7% assim entendem. Assim graficamente se representa este cenário: Gráfico 10: Comparação entre a natureza dos assuntos que devem ser tratados nas redes sociais e Função (em %) Verificou-se que entre todos os segmentos entrevistados a posição foi no sentido de que a participação da PMESP nas redes sociais deve se dar para tratar apenas de assuntos relacionados com a sua área de atuação. Este

121 121 cenário se contradiz com o próprio conceito de internet e redes sociais, já que estes se caracterizam pela liberdade plena no trato dos temas. Esta preocupação talvez decorra do fato de que a tratativa de assuntos diversos repercutiria na perda do foco do uso das redes sociais como ferramenta de comunicação e interação voltada para a área da segurança pública. Estabelecendo-se a mesma análise em relação à idade dos entrevistados, ter-se-ia o que abaixo se apresenta graficamente: Gráfico 11: Comparação entre a natureza dos assuntos que devem ser tratados nas redes sociais e Faixa Etária (em %) Apurando-se a opinião dos entrevistados sobre se os temas a ser tratados nas redes sociais das quais a PMESP participe devam tratar exclusivamente de temas afetos à sua atividade e estabelecendo-se um recorte por faixa etária, foi verificado que a maioria entende que a Instituição deve tratar apenas de assuntos de sua competência, ou seja, relacionados com a sua atividade: na média, 59,12% dos entrevistados assim entendem. A faixa etária em que mais predomina este entendimento é a de 45 a 50 anos (73,44%), e a que tem maior rejeição a este ponto é a composta por gestores operacionais com idade superior a 50 anos (apenas 25% têm esta opinião). Verificou-se uma curva ascendente em relação em relação à idade dos entrevistados e a sua opinião em relação ao fato de que as redes sociais das quais a PMESP tome parte devam abordar apenas assuntos de interesse institucional, o que teoricamente se alinha com a teoria das Gerações, uma vez que os mais jovens seriam mais propensos a usar a internet e as redes sociais para tratar de assuntos mais variados.

122 122 Este cenário só não se reproduziu, por questões não apuradas, entre os mais velhos (acima de 50 anos), no entanto deve-se fazer a ressalva de que um número muito reduzido de entrevistados se enquadra neste perfil, o que compromete uma análise mais concreta sobre o assunto. Outro dado apurado na pesquisa disse respeito à necessidade de existirem ou não normas regulamentadoras sobre a participação da PMESP nas redes sociais: partindo do pressuposto de que no ambiente web a liberdade de manifestação e de exposição de ideias é a regra, os resultados da pesquisa em relação à opinião dos Dirigentes Operacionais foi a oposta dessa, conforme se pode apurar no gráfico abaixo: Gráfico 12: Comparação entre opinião sobre necessidade de normas regulamentadoras da participação da PMESP nas redes sociais e Função (em %) Verificando-se a opinião dos entrevistados sobre a necessidade de existirem normas regulamentadoras sobre a participação e o uso das redes sociais pela PMESP e estabelecendo-se um recorte por Função desempenhada, constatou-se que a maior parte dos Dirigentes Operacionais se posicionou a favor de que existam tais normas regulamentadores. Na média, 71,67% assim entendem. Esta posição é influenciada pela natureza da própria Instituição, que possui regramentos para todas as suas áreas de atuação e, de forma diversa não poderia ocorrer em relação às redes sociais.

123 123 Ressalte-se que uma das normas existentes (I-31-PM) já aborda parcialmente o assunto no âmbito da PMESP, ao regular os procedimentos a serem observados na comunicação via pela internet. Estabelecendo-se a mesma análise em função da idade dos entrevistados, foi constatado que as faixas com os grupos com mais idade apontam com maior incidência esta necessidade: para os que possuem mais de 40 anos, na média 73,88% apontam como importante esta medida. Já para os mais jovens, com idade inferior a 35 anos, apenas 55,55% apontaram como importante e necessária a existência de normas regulamentando a participação da PMESP em redes sociais, conforme se demonstra graficamente abaixo: Gráfico 13: Comparação entre opinião sobre necessidade de normas regulamentadoras da participação da PMESP nas redes sociais e Faixa Etária (em %) Este cenário é compatível com a teoria das Gerações, segundo a qual os mais jovens se adaptam melhor ao ambiente na internet e nas redes sociais, onde a liberdade de manifestação e de uso das ferramentas web predomina sobre a imposição de regramentos. A respeito da opinião dos entrevistados sobre a pertinência ou não de abertura das redes sociais em que a PMESP participe para a população em geral, constatou-se, em relação à função dos consultados, o que abaixo é representado graficamente:

124 124 Gráfico 14: Comparação entre opinião sobre a pertinência da participação da população em geral nas redes sociais em que a PMESP participe e Função (em %) Verificou-se que a quase totalidade dos Comandantes de Batalhão, dos Coordenadores Operacionais e dos Comandantes de Companhias Territoriais tem a compreensão de que as redes sociais das quais a PMESP participe devem também contar com a participação da sociedade: na média 97,2% dos entrevistados pensam desta forma. Infere-se, pelo que se apurou neste pormenor da pesquisa, que a cultura de reconhecimento da necessidade de aproximação da Instituição com a Comunidade, calcada nos princípios elementares da Polícia Comunitária, está enraizada na Instituição, particularmente entre os seus Dirigentes Operacionais e não se limita ao aspecto físico, mas se expande também para o mundo virtual. O mesmo aspecto, analisado com base na idade dos entrevistados, apontou também que a grande maioria dos consultados tem a compreensão de que isso deve ocorrer: a menor taxa neste sentido situa-se entre os mais jovens (77,78% dos que têm menos de 35 anos); já entre os mais antigos (entre 45 e 50 anos e acima de 50 anos), 100% entendem que a participação da sociedade nas redes sociais em que a PMESP tome parte deve ser franqueada à população. Na média, 94,2% são favoráveis à participação da sociedade nas citadas redes sociais. Interessante a constatação de que entre mais velhos e, portanto, com mais tempo de serviço, acentua-se a posição quanto à importância da

125 125 aproximação com a comunidade também no ambiente web: isso pode ser analisado como influência da atividade sobre o homem, fazendo-o sedimentar este conceito com o passar dos anos e a obtenção de experiência profissional. Analisando-se as respostas dadas pelos entrevistados em relação à presença da PMESP nas redes sociais e estabelecendo-se uma comparação com as suas respectivas funções, verificou-se que os Comandantes de Batalhão são os que mais apoiaram o entendimento de que a PMESP deve ocupar todos os espaços nas redes sociais: 66,67% dos entrevistados que ocupam tal função apresentaram respostas neste sentido. Já os Coordenadores Operacionais foram os que mais apontaram que a PMESP deve ter uma participação mais seletiva nas redes sociais, com 67,53% dos entrevistados que se enquadram neste segmento. Graficamente teríamos a representação abaixo: Gráfico 15: Comparação entre opinião sobre o modelo de presença da PMESP nas redes sociais e Função (em %) Considerando a opinião dos entrevistados sobre a comparação entre a presença da PMESP nas redes sociais e se deve ela ser aberta à participação da comunidade em geral, tanto para os que disseram que a PMESP deve estar presente em todas as redes sociais, quanto para os que responderam que esta participação deve ser seletiva, o entendimento é o de que as redes sociais em que a PMESP tome parte deve ser aberta à participação da sociedade: uma média de 81% dos entrevistados se manifestou neste sentido. Graficamente tem-se:

126 126 Gráfico 16: Comparação entre abertura da participação da PMESP nas redes sociais e modelo de presença a ser observado (em %) Infere-se, portanto, que os Dirigentes Operacionais considerados no estudo realizado almejam uma rede social ampla, normatizada e focada na discussão de assuntos afetos à área da segurança pública. 7.4 Análise do Nível de Eficácia no Uso das Redes Sociais pelos Dirigentes Operacionais Pesquisados Atendendo ao terceiro objetivo específico da pesquisa científica, passar-se-á a mensurar o grau de eficácia produzido pelo uso das redes sociais pelos Dirigentes Operacionais entrevistados neste estudo, visando-se a apurar se estas se apresentam como instrumento de comunicação adequado para se estabelecer contato com os públicos internos (tropa) e externos (sociedade em geral), além de se constituir em um mecanismo propício à obtenção de feedback. Apurando-se a opinião dos entrevistados, considerando as suas respectivas funções, sobre a existência de coerência entre a participação da PMESP nas redes sociais e a sua estratégia na área de comunicação social, foram aqueles que ocupam a função de Comandantes de Companhia os que responderam em maior incidência, proporcionalmente à sua quantidade, que a estratégia é coerente: para 91,88% esta assertiva é verdadeira.

127 127 De outro lado, os Coordenadores Operacionais o que se mostraram mais críticos em relação a tal aspecto: 74,47% dos entrevistados que se enquadram nesta função responderam que não há coerência entre a participação da PMESP nas redes sociais com a sua estratégia de comunicação social. Graficamente, tem-se: Gráfico 17: Comparação entre a opinião sobre a coerência da participação nas redes sociais com a estratégia de comunicação social e a Função dos entrevistados (em %) Não se identificou uma razão clara que justificasse o motivo pelo qual os Coordenadores Operacionais apresentam posição tão divergente sobre o assunto, considerando a opinião dos ocupantes das demais funções. Porém, a própria natureza da atividade, ou seja, a exigência de que o ocupante desta função destine 50% do seu tempo para a atividade operacional influencie neste quesito. Analisando-se comparativamente os dados referentes à opinião dos entrevistados sobre a funcionalidade das redes sociais objetos deste estudo e a produção ou não de resultados positivos para a Instituição e a sociedade em geral, apurou-se o que se demonstra na tabela a seguir:

128 128 Tabela 5 Comparativo entre Nível de Funcionalidade das redes sociais estudadas e a geração de resultados positivos (em %) Funcionalidade Ótima Boa Regular Ruim Não respondeu Propicia Resultados Positivos Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Redes Sociais % Home Page da PMESP 20, ,45 0,69 15,12 1,72 2,06 0 0,69 0 Blog do Cmt Geral ,65 2,06 5,84 1,72 1,03 1,03 34,02 10,65 Conta da PMESP no Twitter 3,09 0 7,56 0 2,06 1,03 0,69 1,37 54,98 29,21 nosgov-pm 6, ,43 4,81 7,22 7,9 1,37 2,41 12,37 42,61 Spark 47,77 0,69 21,99 4,12 3,78 2,06 0 1,37 9,28 8,93 Fonte: O Autor Constatou-se que, independentemente do nível de avaliação que se faz das redes sociais estudadas, para a quase totalidade dos entrevistados, elas geram resultados positivos para a Instituição e para a comunidade em geral. Entre os que emitiram Ótima, Boa e Regular para as redes avaliadas, apenas constatou-se conceito negativo em relação à produção de resultados positivos para a rede social interna nosgov-pm, entre os que disseram ser ela Regular. Em todos os demais casos, o apontamento de geração de resultados positivos, a partir do uso das redes sociais, sempre foi superior. Restou claro, então, a compreensão pelo grupo entrevistado, de que as redes sociais são importantes e potencializam resultados interessantes tanto para a PMESP quanto para a população em geral, beneficiária neste processo de uso das ferramentas web pela Instituição. Ainda em relação à análise da eficácia do uso das redes sociais, é importante apresentar os resultados apurados na pesquisa, considerando a qualidade da frequência por segmentos. Analisando-se a partir do recorte faixa etária, constatou-se que entre os mais jovens (idade inferior a 35 anos) a rede social com maior adesão pelos Oficiais é a Home Page da PMESP na internet (0,69%), enquanto que a mais democrática, ou seja, mais utilizada por Oficias e Praças indistintamente é o Spark (2,75%). As redes analisadas que têm menor adesão pelas Praças, segundo este segmento, são o Blog do Comandante

129 129 Geral e a conta da PMESP no Twitter (ambas sem nenhuma citação) e a mais desconhecida é a rede social nosgov-pm (0,69%). Já para a faixa etária intermediária, composta pelo segmento da amostra que possui entre 35 e 40 anos, é também a Home Page da PMESP na internet apontada como a preferida pelos Oficiais (8,25% de respostas neste sentido), enquanto que a preferência das Praças se daria em relação ao Blog do Comandante Geral (1,72%); a mais democrática das redes estudadas, na visão desta faixa etária seria o Spark, utilizado indistintamente por Oficiais e Praças, segundo 19,59% do total de entrevistados. A rede social apontada como mais desconhecida foi a Home Page do PMESP na internet (2,41%). Demonstrou-se nesta faixa etária um grande desconhecimento sobre o assunto, uma vez que 49,14% dos entrevistados deixaram de apresentar respostas sobre o questionamento. Em relação à faixa etária compreendida entre os 40 e 45 anos, foi constatado que para este público a rede social que mais atrai os Oficiais é a Home Page da PMESP na internet (9,97%), enquanto que para as Praças é o Spark (2,75%), assim como é também essa rede social a mais receptiva por ambos os grupos (Oficiais e Praças), com 30,58%. Também foi a Home Page da PMESP na internet apontada como aquela que menos tem um público definido (8,93%) e a também a mais desconhecida (6,87%). Na faixa etária dos 40 a 45 anos também houve elevado grau de desconhecimento sobre o tema redes sociais, apurado na quantidade de ausências de respostas ao quesito formulado (84,88%). Passando a considerar a faixa de idades compreendida entre os 45 e 50 anos, para estes, é a Home Page da PMESP a preferida pelos Oficiais (6,87%), enquanto para as Praças, apontou-se que a mais usada seria o Spark (1,03%). Também para esta faixa etária, a mais democrática das redes sociais que são objeto deste estudo é o Spark: assim responderam 15,12% dos entrevistados que se enquadram neste perfil. A Home Page da PMESP na internet foi apontada como a que menos tem público específico definido (por 5,84% dos entrevistados), enquanto que o Blog do Comandante Geral foi citado como desconhecido ou pouco conhecido por 2,41%. Aparentando desconhecer o tema, 40,89% dos

130 130 entrevistados que se encontram neste perfil deixaram de apresentar respostas ao quesito estabelecido. Em relação à faixa etária dos entrevistados com mais de 50 anos de idade, constatou-se que para este grupo a Home Page da PMESP na internet é a preferida pela Oficialidade (2,06%), enquanto que o Spark é o de maior interesse às Praças (0,69%). Como preferidos tanto pela Oficialidade quanto pelas Praças, foram apontados o Blog do Comandante Geral e o Spark, ambos com 2,06% de citações. Foi apontada por 0,39% dos entrevistados, a conta da PMESP no Twitter, como a que tem o maior nível de desconhecimento (0,69%), enquanto o Spark e o Blog do Comandante Geral foram apontados como as redes sociais mais desconhecidas (0,34%). Considerando o total da amostra, verificou-se que 7,22% dos entrevistados que compõem este segmento etário têm total desconhecimento do assunto, pois deixaram de responder o quesito formulado. Constatou-se, portanto, que as redes sociais estudadas têm preferência distinta em função da faixa etária, contudo a eficácia gerada pelo seu uso é indiscutível, conforme se apurou nos resultados analisados. 7.5 Análise dos Efeitos Gerados pelas Redes Sociais Sobre a cultura da Instituição Visando a cumprir o último objetivo específico da pesquisa, passar-seá a analisar os efeitos eventualmente provocados pelas redes sociais na cultura institucional da PMESP, sob a ótica dos entrevistados neste trabalho, considerando especialmente os valores e preceitos da Instituição, baseados nos conceitos de estética militar, hierarquia a disciplina, que a diferenciam de todos os demais órgãos públicos. Apurando-se a opinião dos entrevistados sobre o reflexo gerado pelo uso pela PMESP das redes sociais consideradas na presente pesquisa e seu reflexo na cultura da instituição, chegou-se ao resultado apontado na tabela a seguir apresentada:

131 131 Tabela 6 Comparativo entre a geração de reflexo na cultura da Instituição pelas redes sociais avaliadas em função das Funções dos entrevistados (em %) Comparativo entre Geração de reflexo na cultura institucional x Função Geração de Reflexo na cultura da Instituição SIM NÃO Função/Redes Sociais Cmt Btl Coord Op Cmt Cia Ter Cmt Btl Coord Op Cmt Cia Ter Home Page da PMESP 81,48 84, ,52 15,58 15 Blog do Cmt Geral 90,74 84,42 81,25 9,26 15,58 18,75 Conta da PMESP no Twitter 70,37 63,64 66,25 29,63 36,36 33,75 nosgov-pm 53,7 54,55 62,5 46,3 45,45 37,5 Spark 72,22 63,64 69,38 27,78 36,36 30,63 Fonte: O Autor De forma geral entenderam os entrevistados que as redes sociais geram impacto na cultura da Instituição. Mais fortemente causam efeito sobre a Instituição, segundo a ótica dos ouvidos, a Home Page da PMESP e, especialmente o Blog do Comandante Geral: o primeiro certamente por representar a própria Instituição na internet, vinculando-se inclusive aos sites da Secretaria de Segurança Pública e o segundo por retratar as posições, opiniões e mensagens oficiais do Dirigente maior da Instituição. Analisando-se as respostas dos entrevistados sobre quais aspectos da cultura da Instituição seriam mais atingidos, obteve-se o quadro apresentado na tabela abaixo: Tabela 7 Aspectos relacionados com a cultura da PMESP afetados em função do uso das redes sociais (em %) Aspectos afetados Hierarquia Disciplina Valores Princípios Estética Nenhum Outros Redes Sociais Home Page da PMESP Blog do Cmt Geral Conta da PMESP no Twitter nosgov-pm Spark Fonte: O Autor A Home Page da PMESP e o Blog do Comandante Geral, apontados como as redes sociais que mais geram impacto na cultura da Instituição, de acordo com o que se apurou na análise dos resultados da pesquisa, mais efeitos geram sobre os Valores, Princípios e sobre a Estética da Organização, gerando pouco efeito sobre a Hierarquia e a Disciplina.

132 132 Assim se repetiu em relação a todas as demais redes estudadas, exceto a rede social interna nosgov-pm, apontada pela maioria dos entrevistados como não sendo geradora de efeito algum sobre os aspectos da cultura institucional pontuados. Demonstra-se que, na visão dos entrevistados, o impacto na cultura da Instituição atinge mais nos seus aspectos gerais, relacionados com a sua própria essência (Valores, Princípios e Estética) do que pontos relacionados com seus próprios integrantes (Hierarquia e Disciplina). Os resultados obtidos não trouxeram nenhuma significação objetiva no sentido de que o uso de redes sociais gerasse efeito negativo para a PMESP ou que comprometesse substancialmente a cultura da Instituição embora o efeito exista, conforme se apurou na opinião dos entrevistados, em nenhum aspecto ele foi apresentado como fator que indicasse ser desfavorável usarem-se as redes sociais para interagir com a sociedade e também com o público interno. 7.6 Análise Global dos Resultados Os resultados da pesquisa realizada com os Comandantes de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais demonstraram que há uma receptividade muito positiva por este grupo de interesse e de relevância substância à PMESP, já que são os gestores operacionais da Instituição no que tange ao uso das redes sociais como ferramenta de apoio ao exercício da polícia ostensiva. Constatou-se evidente o nível de conhecimento destes segmentos acerca das redes sociais, tomando-se como base as utilizadas neste estudo para realizar o trabalho de pesquisa: a Home Page da PMESP na internet e a ferramenta de comunicação interna Spark são conhecidas por um número expressivo de pessoas, consideradas na amostra: 99,66% e 95,88%, respectivamente. Embora não se possam, por questões técnicas, generalizar os resultados para toda a PMESP, é possível inferir-se que não deve haver

133 133 grande divergência em relação ao que se apurou com o que pensa o conjunto do efetivo da Instituição. É também relevante a constatação sobre o nível de conhecimento dos entrevistados sobre informática (93%), internet (96%) e, principalmente, por participação em redes sociais (72%). Este dado é muito importante no contexto da pesquisa, uma vez que se apresentou em números expressivos em todos os recortes considerados (Função, Idade, Tempo de Serviço), o que gera o entendimento de que o processo de adaptação a esta nova ferramenta, que são as redes sociais para a gestão de polícia, não deverá enfrentar dificuldades em ser superada, já que existe uma predisposição em utilizá-la e conhecimento, ainda que mínimo, sobre como operá-las. Constou-se que as Gerações X e Baby Boomers, embora maioria na Instituição (58,7%), não se contrapõe à Geração Y (41,3%), quanto a eventual restrição no uso de redes sociais pela PMESP: é importante, contudo, considerar o cenário que indica que entre os postos mais elevados (Ten Cel PM e Maj PM) um percentual expressivo é da Geração Baby Boomers (100% e 79,6%, respectivamente) e, sendo as autoridades que decidem nas OPM, este aspecto toma grau de relevância e deve ser levado em conta para a decisão quanto à implantação de medidas que podem confrontar com o perfil de tais gerações, entre as quais se acentua a de incentivar a interação social via redes sociais. A adesão à ideia de que o uso das redes sociais é importante para a Instituição também se mostrou clara quando da indicação pelos entrevistados de que ela é coerente com a política de comunicação da PMESP (88% assim responderam) e de que a Instituição deve ter participação ampla nas redes sociais (isso para 63% dos entrevistados) e de forma aberta (livre) pelos seus membros (82% das respostas). As redes sociais, segundo se apurou pela opinião dos entrevistados, devem atender principalmente ao nível de comunicação entre a Instituição e a Sociedade em geral (256 respostas assim indicando), ou seja, deve consistir em um meio eficiente para falar com a população. De certo que a polícia, para gerar segurança pública, que é essencialmente é uma sensação, deve estar onde as pessoas estão e é

134 134 absolutamente correto afirmar que hoje as pessoas estão cada vez mais nas redes sociais, razão pela qual se compreende coerente a opinião dos entrevistados em relação a este aspecto. Também é interessante destacar dados relativamente contraditórios apurados na pesquisa, mas que demonstram que o uso das redes sociais por uma Instituição de estética militar, com características próprias, em que o fator cultural exerce grande influência não obedece aos padrões da internet em sentido mais amplo, onde impera a ampla liberdade e o caos: embora tenham respondido que as redes sociais das quais a PMESP tome parte deve ser aberta à população em geral (97% dos entrevistados assim responderam), houve apontamento pela maioria de que os assuntos tratados devem limitar-se aos relacionados com as atividades da Instituição (para 69% dos entrevistados) e devem existir normas que regulamentem a comunicação neste ambiente virtual (resposta de 69% dos entrevistados). Foram estas as principais análises feitas em relação aos resultados obtidos na pesquisa, as quais darão suporte às propostas que serão apresentadas no capítulo seguinte. 7.7 Análise considerando o perfil das Gerações na PMESP A pesquisa realizada apresentou na PMESP uma realidade distinta da que se esperava considerando a Teoria das Gerações. O pressuposto era o de que, os ocupantes das funções mais ao topo da carreira e portando com maior idade que, pelo recorte faixa etária fariam parte da chamada Geração Baby Boomers teriam maior restrição ao uso da internet e, consequentemente, das redes sociais. Não se constatou, todavia, este cenário: os Oficiais investigados com maior idade e ocupantes dos postos de Comandante de Batalhão e de Coordenadores Operacionais, em regra, responderam usar mais as redes sociais na internet, acessarem em periodicidade menor e enxergarem nela um instrumento adequado para aproximação com a comunidade. Diferente do que se esperava, também foi apurado que os mais velhos, são mais liberais em relação à discussão de assuntos que não se

135 135 limitem à área da segurança pública nas redes sociais em que a PMESP participe. A pesquisa apontou que entre aqueles que possuem mais de 50 anos de idade, 75% responderam que nas redes sociais as discussões não devem ser limitar à temática segurança pública e apenas 44% dos mais jovens (idade inferior a 35 anos) responderam no mesmo sentido. Outro dado contrastante com a Teoria das Gerações foi em relação ao questionamento feito sobre a participação da comunidade nas redes sociais em que a PMESP tome parte: era de ser esperar que os Oficiais mais jovens, que teriam maior facilidade de comunicação, uma vez que são mais ambientados neste cenário, concordariam com esta possibilidade em número maior do que aqueles com idade superior, que seriam in tese mais ambientados com um modelo de comunicação mais conservador. Apurou-se, na pesquisa realizada, que 100% dos entrevistados com idade superior a 50 anos admitem como importante a participação da comunidade junto com a PMESP nas redes sociais, enquanto que para apenas 77,8% dos entrevistados com idade inferior a 35 anos, isto seria relevante. De outro lado, houve compatibilidade com a Teoria das Gerações no que se refere ao questionamento feito aos entrevistados quanto à necessidade de existirem normas regulamentadoras para a participação da PMESP nas redes sociais: dos mais jovens (idade inferior a 35 anos), que se espera pela Teoria, uma concepção mais permissiva, apurou-se que apenas 55,6% entendem essa providência como importante, enquanto para os mais velhos (idade superior a 50 anos), a medida foi apontada por 75%. Uma hipótese para esta menor adesão dos Oficiais mais jovens às redes sociais poderia ser o fato de que a regra é a de que, no início da carreira se prioriza o emprego do Oficial na atividade operacional, de tal sorte que teria ele menor acesso a equipamento de informática e, consequentemente, às redes sociais. Entende-se, por fim, que este fato (distorção da pesquisa com a Teoria das Gerações) demanda um estudo específico, dado o reflexo que pode ter em diversas áreas que tenham relação com o tema.

136 Validação da hipótese da pesquisa A presença do fator cultura institucional demonstrou-se na pesquisa realizada ser fator de elevada influência que interfere diretamente na forma como se utilizam das redes sociais na internet os Dirigentes Operacionais da Polícia Militar. É marcante a divergência que se estabeleceu entre a realidade apurada na Instituição e o que se apresenta na doutrina da Teoria das Gerações, especialmente no que se refere ao uso das redes sociais na internet pelos Oficiais com idade mais avançada. Demanda especial atenção este fato (menor adesão dos Oficiais mais jovens em relação às redes sociais na internet), uma vez que serão eles os futuros Dirigentes da Instituição e deverão prosseguir com o modelo de gestão de comunicação social que já incorporou o conceito de redes sociais como ferramenta de contato e aproximação com a comunidade. A pesquisa demonstrou que se trata de caminho sem volta, ou seja, não será possível a PMESP abandonar as redes sociais na internet, de tal forma que os mais jovens devem se preparar para a realidade que os espera quando forem eles os seus Dirigentes. Outro dado relevante que demonstra a influência da cultura da Instituição no processo de utilização das redes sociais na internet é opção apontada pela maioria em todos os recortes (Posto, Função, Faixa Etária e Tempo de Serviço) quanto à necessidade de que existam normas regulamentando a participação da Instituição e de seus integrantes: este fato contrasta com as próprias características da internet, que se baseia na liberdade plena de manifestação e na ausência de controles. Constatou-se ainda que as redes sociais são reconhecidas como excelente instrumento de aproximação com a comunidade, o que é compatível com um traço cultural já sedimentado na PMESP que tem relação com o conceito de Polícia Comunitária: parcela expressiva dos Oficiais entrevistados respondeu que a Instituição deve estar presente nas redes sociais e esta presença deve contemplar também a comunidade, e que os

137 137 assuntos tratados não podem se limitar apenas àqueles que são de interesse da própria Corporação, mas principalmente do interesse da comunidade. Finalmente, desvendou-se na pesquisa que o uso das redes sociais afeta em menor escala os dois princípios mais importantes da Instituição, qual seja, o da Hierarquia e da Disciplina, de tal forma que se pode depreender que a aplicação de mecanismos de controle e supervisão podem minorar eventuais reflexos negativos à Instituição em razão da opção pelo uso das redes sociais na internet.

138 138 8 Apresentação de Propostas em Função do Resultado apurado na Pesquisa Realizada Demonstrou-se, na pesquisa realizada, a importância do uso de redes sociais pela Polícia Militar do Estado de São Paulo como mecanismo de aproximação da Instituição ao seu cliente preferencial, ou seja, a comunidade. A cada dia mais, em velocidade cada vez maior, as pessoas caminham para as redes sociais, particularmente as hospedadas na internet para interagir, para buscar serviços, para obter informações. Dentro dessa realidade, é de fundamental relevância que uma Instituição que presta um dos mais importantes serviços públicos e que atende a uma necessidade básica do ser humano, que é a segurança, deva para lá também se dirigir, ocupar aquele espaço, sem, obviamente, prejudicar a essência da natureza da sua atividade. Essa forma de agir, é bom que se diga, jamais excluirá o contato pessoal, o contato direto com o cidadão, mormente no momento do atendimento de ocorrências. No entanto, existem diversas situações em que a comunicação estabelecida pelas redes sociais já resolverá a demanda do cidadão ou lhe servirá para oferecer novo conhecimento, nova orientação e, desta forma, atenderá às suas necessidades e expectativas. A constatação do estudo realizado foi a de que são de fundamental importância a adesão das camadas pesquisadas neste estudo (Comandantes de Batalhões, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhia), denominadas Dirigentes Operacionais, às redes sociais, e a percepção desse grupo de que estas (as redes sociais na internet) se constituem em um importante canal de comunicação com a sociedade em geral. Apurou-se que esta interação deve ser aberta e ampla e abordar assuntos relacionados à segurança pública, observando regras delimitadoras, pelo que sugere o autor sejam analisadas pelo Comando da Instituição, para serem incorporadas à política de comunicação social da Instituição, as propostas abaixo apresentadas articuladamente:

139 139 A proposta inicial é a de que a PMESP maximize a sua participação nas redes sociais, ocupando seus espaços, usando-a como ferramenta de efetiva comunicação com a sociedade, bem como para a prestação de serviços na área da segurança pública. Tal proposta se sustenta nos resultados apurados em função das análises realizadas, parametrizadas nos quatro eixos referenciais deste estudo (extensão do uso das redes sociais, efetividade no uso das redes sociais, eficácia no uso das redes sociais e reflexo gerado pelo uso das redes sociais na cultura da Instituição). Na descrição da pesquisa foram apresentados argumentos a respeito de cada um dos eixos considerados para a realização das análises. Em função disto, sugere-se que a rede social Facebook, pelas funcionalidades descritas neste estudo, seja a adotada experimentalmente num Projeto Piloto, para ser testada, pois é a rede social mais adequada para a PMESP operar, com os propósitos que almeja, consoante sua política de comunicação. Entende o autor que esta rede social (Facebook) permite maior amplitude de meios de interação (exposição de assuntos por meio de notas ou de post, divulgação de imagens, vídeos, troca de mensagens, chats, etc). As peculiaridades do Facebook permitem chegar a públicos que tenham hábito de acessar redes sociais por periodicidades distintas e atinge expressivo número de pessoas (extensão); permite abordar assuntos de todas as naturezas e pode gerar efeitos positivos para a Instituição (efetividade); pode contribuir para que a Instituição atinja seus objetivos no que tange à sua política de comunicação social (eficácia) e gera pouco impacto na cultura da instituição, já que se encontra em ambiente aberto, que propicia a participação ampla da sociedade e do público interno (reflexo na cultura da PMESP). Ressalte-se, porém, que, conforme se apurou pelas opiniões coletadas dos entrevistados, é importante que a PMESP participe de forma ampla em todas as redes sociais (extensão e efetividade), quer pelo fato de que isto expande o processo de interação com as pessoas (eficácia), uma vez que algumas usam redes sociais distintas, quer em razão do fato de que cada

140 140 rede social tem características diferentes, que permitem interfaces distintas no processo comunicativo. Pode-se citar como exemplo a rede social Twitter, que tem a particularidade de estabelecer comunicações rápidas (em até 140 caracteres), ou a rede social Blaving, cuja comunicação se estabelece por meio de mensagens de voz em até dois minutos. O Comando Geral, no transcorrer desta pesquisa, já sinalizou no sentido de priorizar a rede social Facebook ao determinar, por meio de Mensagem do Centro de Comunicação Social aos Comandos Subordinados, a partir do nível de Companhia PM, para que criasse contas institucionais no naquele ambiente interativo na internet. Entende-se que a estratégia da descentralização para o uso das redes sociais pela PMESP, ou seja, que a gestão se dê no nível local (de OPM), seja a mais adequada, pois o contato com a comunidade será mais eficiente e eficaz à medida que as pessoas reconhecerem que dialogam com quem está mais perto e, consequentemente em melhores condições de resolver as suas demandas. Isso não exclui a imperiosa necessidade de serem estabelecidas regras claras e objetivas sobre como deve ocorrer a interação entre a PMESP e a sociedade nas redes sociais (controle sobre o reflexo na cultura da Instituição), especialmente no que tange à comunicação da Instituição para a Sociedade, ou seja, quando se quer divulgar algo ou quando se responde a um contato estabelecido, normalmente uma demanda social. Necessário se faz definir claramente quais limitações existem ao operador da Instituição nas redes sociais. Que assuntos pode ele abordar? A que questionamentos têm competência para responder autonomamente? Como deverá proceder diante de conduta indesejada de um usuário ao contatar com a Instituição? Essa preocupação decorre do fato de que a comunicação nas redes sociais é bastante rápida e um assunto mal conduzido pode ser reproduzido ao mundo todo em pouquíssimo tempo e com reflexos incalculáveis para a imagem da Instituição. Importante também ressaltar que, ao optar por usar as redes sociais para interagir com a comunidade, a Instituição deve se predispor a tratar de

141 141 todos os assuntos que forem do interesse coletivo, e não apenas aqueles pautados pela própria Instituição. Trata-se de uma verdadeira via de mão dupla, um ambiente de troca, o que exige um preparo muito grande por parte de quem vai gerenciar ou operar este processo no âmbito da Instituição. A proposta neste sentido é a de que, por meio de um documento normativo, (sugere-se que seja uma Diretriz), se estabeleçam minuciosamente todos os aspectos relacionados à comunicação nas redes sociais, estabelecendo-se que a gerência no nível local deva ser da competência do Chefe da Seção de Comunicação Social da Unidade, função hoje acertadamente ocupada por um Capitão PM. Fundamental é que a Instituição, por meio do CCOMSOC, defina conteúdos institucionais que se agreguem aos temas locais para ser apresentados nas redes sociais, de modo que se tenha, ao mesmo tempo, uma difusão dos assuntos que se referem à Instituição como um todo e, neste contexto interesse a todos os usuários dos serviços oferecidos pela PMESP, bem como assuntos regionais que destaquem a atenção das pessoas diretamente beneficiadas pela atuação da OPM local. Necessidade inquestionável é a de capacitar os agentes operadores das redes sociais, bem como os responsáveis pela gestão de cada um dos processos, de modo que o conhecimento obtido lhes permita usar esta ferramenta valiosa de comunicação em benefício da comunidade e da própria Instituição. Propõe-se que cursos ou estágios específicos - sugerindo-se que seja por ensino a distância (EAD) - sobre internet e redes sociais sejam estruturados, sob a responsabilidade de execução pelo Centro de Comunicação Social, com controle da Diretoria de Ensino e Cultura (DEC). Dada a velocidade com que as mudanças ocorrem na internet e nas redes sociais, é de relevância que se programem atualizações de conteúdos periodicamente, de modo que os profissionais que atuem neste setor estejam sempre atualizados sobre o assunto e operem adequadamente a comunicação nas redes sociais. Ainda é importante que a PMESP utilize as redes sociais para gerar ambiente de gestão do conhecimento e de interface colaborativa: a gestão do

142 142 conhecimento pode estabelecer-se a partir da criação de espaços temáticos, à semelhança do que ocorre atualmente com a conta no e no Facebook (com o mesmo nome), onde a comunicação se estabelece para orientar a comunidade sobre um assunto específico. Nesta mesma linha, sugere-se a criação de grupos temáticos voltados para segurança no trânsito, PROERD, eventos de grande porte, entre outros. A rede social deve ser também um ambiente de colaboração e, neste sentido, uma boa iniciativa seria a criação de espaços comunitários que tenham por escopo trazer as pessoas para a discussão sobre assuntos de segurança, especialmente em âmbito local. Seria importante, ainda, que a PMESP disponibilizasse, nas redes sociais em que tomasse parte, links para acesso a informações relacionadas com criminalidade, aproveitando-se de dados constantes de seu banco de dados no SIOPM, no COPOM ON LINE e no INFOCRIM, sugerindo-se que se adotassem modelos de mapas digitais, onde os cidadãos poderiam ter acesso a dados sobre incidência criminal, permitindo-lhe ter conhecimento sobre áreas onde fosse maior o risco de ser vítima de crime. Além disso, o mesmo procedimento poderia ser empregado, com a disponibilização de informações que, embora não fossem diretamente relacionadas com crimes, teriam alguma relação com segurança pública (pontos de localização de repartições públicas de interesse, localização geográfica de OPM, etc.) Sugere-se a criação do que se pode chamar provisoriamente de Consegs Virtuais, que nada mais seriam do que fóruns estabelecidos nas contas de cada uma das OPM, para os quais seriam convidadas Instituições que possuíssem contas em redes sociais (Polícia Civil, Prefeituras, Câmaras de Vereadores, Ministério Público, entre outros) e a sociedade em geral e lá se estabeleceriam discussões sobre temas na área da segurança pública. Propõe-se a criação de Projetos Pilotos de Consegs Virtuais, na capital e no interior do Estado, em ambientes das redes sociais, utilizando-se esta alternativa para avaliar a pertinência e a oportunidade da adoção deste mecanismo de interação entre a Polícia e a Comunidade, bem como para que a própria Instituição aprenda a operar neste contexto.

143 143 Não se propõe a substituição da atual estrutura física dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs), mas sim a criação de outro espaço de discussão, em ambiente virtual, que ampliaria o grau de participação da sociedade e, em face das funcionalidades das redes sociais, poderia qualificar substancialmente o debate sobre este tema, possibilitando soluções para os problemas enfrentados em velocidade muito maior, já que, como foi estudado, esta é a principal característica da internet e das redes sociais. Por fim, fruto do que se apurou no resultado da pesquisa aplicada, onde se constatou o interesse do público interno pelas redes sociais, propõese a criação de uma rede social interna, à semelhança do que houve quando da edição da rede social nosgov-pm, e que agregue num único sítio todos os espaços da Instituição na internet e na intranet. A canalização para sítio único facilitará o acesso pelo público interno, ampliará a possibilidade de comunicação interna corporis, propiciará espaços colaborativos e ensejará ainda gestão do conhecimento, uma vez que os assuntos inseridos nesta rede social que se propõe editar sujeitariam a apreciação, comentários e críticas de todos os integrantes da rede. Sugere-se que tal rede seja criada precedida do estabelecimento de regras de funcionamento, sujeitando-se o interessado em a ela aderir, a observar tal regramento, sujeitando-se a responsabilidades no caso de seu descumprimento. No apêndice 1, o autor apresenta uma proposta de regras que deveriam nortear o funcionamento e a participação dos usuários nesta rede social que se propõe criar. Acrescente-se ainda que no site IGOVBRASIL.COM 53, estão disponibilizados diversos guias contendo regras básicas e que, agregadas às regras sugeridas pelo autor, possibilitarão a normatização adequada para a participação da PMESP nas redes sociais. O corpo técnico de Oficiais da Diretoria de Telemática (DTel) da PMESP, em especial do Centro de Processamento de Dados (CPD), tem certamente, expertise e capacidade para levar a efeito este processo de 53 Disponível em Acesso em 29 de agosto de Neste endereço são disponibilizados diversos guias de regras básicas aplicadas a áreas ligadas ao governo

144 144 edição de uma rede social interna, bem como para viabilizar as demais propostas aqui apresentadas.

145 145 Considerações Finais A internet e as redes sociais provocaram, conforme se mostrou no estudo científico realizado, uma verdadeira revolução no processo de comunicação das pessoas entre si, entre os grupos e nos governos. Já não se é possível pensar num mundo que exclua o computador como ferramenta de interação social: pode-se dizer que a humanidade se reinventou em face da realidade trazida pela internet e que, a partir das redes sociais, ela se adequou a um novo modelo de comunicação, que ocorre sem qualquer limitação física. É importante considerar que todas as instituições públicas e privadas passam pelo dilema atual de utilizar as redes sociais e nelas estarem presentes, mas como tudo é ainda uma grande novidade, não há receitas prontas para esta participação nem uma avaliação mais concreta sobre os resultados que podem advir. Resta estar presente para aprender e corrigir-se na medida em que se amplia a participação nas redes sociais. O uso das redes sociais pelos Governos e, particularmente pelas Instituições que atuam na área de segurança pública, é algo que os tempos modernos mostram como fundamental e de máxima importância para atender às suas expectativas em relação a esta necessidade. As forças policiais, especialmente as responsáveis pela prevenção criminal, devem estar onde as pessoas estão e, hoje, de fato elas estão no Facebook, no Twitter, no Youtube e em todas as demais redes sociais existentes. Os números da adesão às redes sociais são cada vez mais expressivos e com tendência de acréscimo nos próximos anos. O uso de redes sociais pelas polícias mundo afora também é fato inquestionável: vejamos o exemplo da Polícia Inglesa, que, em recentes episódios de violência na cidade de Londres em meados de 2011, usou as imagens e vídeos hospedados em sites e redes sociais para capturar e prender pessoas que participaram os atos de violência e vandalismo. Importante também é destacar, no cenário internacional, o uso das redes sociais, particularmente por meio dos aparelhos de telefonia celular, por

146 146 ocasião das catástrofes no Japão em 2010: foi tão importante o uso dos celulares e dos recursos de redes sociais disponíveis nos aparelhos, que uma das principais iniciativas do governo japonês à época foi a de instalar pontos de recarga para que a população mantivesse condições de se comunicar. Nas Forças Armadas Brasileiras e nas Polícias e Corpos de Bombeiros Militares do País consideradas neste estudo, constatou-se que também é dada grande importância à internet e às redes sociais: muitas delas possuem Portais ou Home Page e quase todas mantêm contas em redes sociais e consideram importante a comunicação por este meio. No Estado de São Paulo, a Polícia Militar, por decisão política do Comando Geral, vêm já há vários anos realizando altos investimentos em Tecnologia da Comunicação e Informação, adquirindo equipamentos de informática, modems, aparelhos de telefonia celular e pacotes de dados e voz, que cada vez mais integram o seu nível de direção e gerencial num processo de comunicação mediado pelo computador. A modernização da PMESP na área de TIC é visível e reconhecida pela sociedade, pelo Governo e pelos seus próprios integrantes, e este processo de evolução alça a Instituição a níveis de excelência, que a fazem servir de referência tanto para outras áreas do serviço público, quanto para outras Polícias Militares brasileiras. Nas redes sociais, a Polícia Militar tem procurado ocupar o maior espaço possível e hoje já se encontra ativa em diversas delas, destacando-se a participação da PMESP nas redes sociais Facebook e Twitter, já em fase adiantada de sedimentação. Importante medida a ser adotada pelo Comando da Instituição seria a criação de um Grupo Técnico, vinculado operacionalmente ao CCOMSOC, que tivesse como objetivo monitorar, acompanhar e avaliar permanentemente estas iniciativas que a PM vem realizando de participação nas redes sociais até para ir construindo um referencial que a ajudará neste processo. De outro lado, internamente apontou o estudo realizado, a necessidade de reedição de uma rede social interna que cumpra o papel não só de aproximar os integrantes da Instituição, criando um canal a mais de contato, mas também de propiciar ambiente de colaboração e de gestão do

147 147 conhecimento, o que contribuirá para elevar a capacitação dos seus membros. A pesquisa realizada junto aos Dirigentes Operacionais, grupo composto por amostra dos Comandantes de Batalhão, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais, demonstrou que existe um ambiente muito propício à ampliação da participação da PMESP nas redes sociais: apurou-se o interesse deste segmento pelo tema, do entendimento de que ele contribui para facilitar uma aproximação com a comunidade e de que pode gerar resultados positivos. Por certo que esta participação deve priorizar assuntos relacionados com o tema segurança pública e que devem existir regras, especialmente aplicadas ao público interno, já que isto não é possível em relação à população em geral, pelas próprias características da internet e das redes sociais. Por fim, o estudo demonstrou que, na percepção dos entrevistados, há impacto gerado na cultura da Instituição, a sua participação nas redes sociais, porém não há comprometimento dos princípios mais importantes da PMESP, que são a Hierarquia e a Disciplina. Enfim, restou evidenciado no trabalho realizado que o envolvimento da PMESP nas redes sociais hoje já é realidade e ocorre por vontade política do Governo do Estado de São Paulo e do Comando Geral da Instituição, numa estratégia de se aproximar cada vez mais da sociedade e de apresentar uma Instituição mais transparente deve se potencializar no futuro, em consonância com o que esperam os cidadãos.

148 148 Referência ABRIL.COM. Blaving se propõe a ser o novo Twitter de voz. Disponível em Acesso em 19 jul ADPLANNER. Estatísticas sobre uso de redes sociais. Disponível em <http://www.google.com/adplanner/static/top1000/index.html>. Acesso em 18 jul AGUIAR, Sônia. Redes sociais e tecnologias digitais de informação e comunicação. Rio de Janeiro: NUPEF, Relatório Final de Pesquisa.. Redes sociais na internet: Desafios à pesquisa Santos. Artigo científico apresentado no VII Encontro dos Núcleos de Pesquisa em Comunicação NP Tecnologias da Informação e da Comunicação em 17out ALCKMIN, Geraldo. Discurso de Posse. Disponível em <http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticias.php?id=213405&c=201> acesso em 01 jan BOYD, D. e ELLISON, N. Social Network Sites: Definition, History, and Scholarship. Disponível em <http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/boyd.ellison.html>. Acesso em: 12 mar BARBOSA, Alexandre F. Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil: TIC Governo Eletrônico São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, BOYD, D. M. e ELLISON, N. B. Social Network Sites: Definition, History and Scholarship. Journal of Computer Mediated Communication, 13 (1), article 11, BRAUN, Eduardo. Gestão em tempos de internet. Entrevista com Gary Hamel. Revista HSM Management informação sobre conhecimento e Gestão. São Paulo BULLA, Edmar. Economia analisando a digitalização. São Paulo: Revista Próxxima, 2011, p.56. COMUNICAÇÕES, Ministério. Portal da Agência Nacional de Telecomunicações Disponível em

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154 154 Apêndice A - Proposta de regras para a participação em rede social interna da PMESP A rede social interna nosgov-pm (atualmente extinta), no período em que esteve ativa demonstrou ser importante canal de comunicação para o público interno, propiciando a troca de ideias, informações e conhecimentos entre policiais do serviço ativo, veteranos e funcionários civis. Ela se alinhou com as orientações do Governo do Estado, e em particular da Secretaria de Gestão e Planejamento (SGP), que sinalizou no sentido de incentivar a criação e participação de servidores estaduais em redes sociais pela internet: basta dizer que ela derivou de outra rede social, também criada no âmbito do governo estadual, e ligada à SGP, cujo objetivo foi o integrar os servidores do Estado em uma plataforma de comunicação, num contexto voltado para a modernidade e inovação - a nosgov. Embora a Instituição já possua regras explícitas que disciplinem a conduta e ética do policial nos meios de comunicação (I-31-PM), que também se aplicam ao ambiente virtual, é importante que se estabeleçam regras específicas aplicadas para a participação em redes sociais internas, seja a própria nosgov-pm, na hipótese de eventual reativação, seja em outra, criada no âmbito da Instituição com o mesmo propósito. A cultura institucional da PMESP, que tem como base os princípios da hierarquia e da disciplina, exige, contrariamente ao que caracteriza a internet (caos e liberdade plena), certo controle e regramento. Preliminarmente sugere-se que se designe um Moderador ou uma Equipe de Moderadores para que estabeleçam o acompanhamento da rede social, interferindo pontualmente quando for necessário. Outro aspecto inicial a considerar na apresentação das regras é o esclarecimento, em local de destaque e na sua página de abertura, detalhes sobre o público a que se destina e a natureza dos assuntos que devem ser nela abordados, esclarecendo ainda sobre a possibilidade de ser moderado todo tema que não disser respeito ao objetivo da rede social. Outro esclarecimento importante a ser explicitado na página inicial da rede social diz respeito à ciência sobre o fato de que é de responsabilidade do

155 155 usuário todos os assuntos por ele postados, eximindo-se a administração da rede por todo assunto divulgado, ainda que aceito e autorizado pelo Moderador. Também deve ser inequívoca e destacada a informação de que a administração da rede social terá o direito de alertar os seus membros sobre comportamentos incompatíveis com os seus objetivos e com o seu funcionamento, imputando medidas administrativas que podem consistir em restringir, remover, bloquear ou impedir a participação, com base em regras próprias, que todos deverão registrar conhecer no momento em que solicitarem sua adesão. Por fim, importante também incentivar na rede social, logo em sua página de abertura, a comunicação à administração sobre fatos e atos de seus membros que colidam com os princípios. As regras sugeridas são a seguir apresentadas: a) Em relação à identificação do perfil do usuário da rede social: a fotografia de apresentação dever da metade do tronco até o rosto (em close), podendo ser uniformizado ou em trajes civis desde que compatíveis com finalidade e objetivos da rede social; a inserção de fotografia do usuário e sua substituição sempre deverão passar pelo crivo do(s) administrador (es) da rede social; os usuários deverão obrigatoriamente preencher todos os dados cadastrais que são: nome completo, nome funcional, posto/graduação ou se é funcionário civil, RE/RG, OPM em que serve, função que exerce, município onde trabalha, data de nascimento e cidade em que reside. Depois de conferidos no SIRH, os dados serão validados pelo(s) administrador (es) da rede social. b) em relação ao conteúdo dos assuntos a serem tratados são considerados conteúdos inadequados ou ofensivos: aqueles que fujam aos objetivos da rede social ou ao tema tratado no grupo ou fórum; aqueles que explicitem ou tratem de forma implícita propaganda política, comercial ou outras que se afastem dos objetivos da rede social;

156 156 aqueles que tenham enfoque pornográfico, ofensivo ou criminoso; e, aqueles que abordem inconveniente ou criticamente os princípios basilares da organização, em especial que envolvam direta ou indiretamente a hierarquia e a disciplina. c) em relação ao comportamento dos membros na rede social, não é permitido: postura não condizente com o debate livre e o trabalho colaborativo; manifestação de cunho difamatório; postura agressiva ou ameaçadora; e ação violadora dos direitos dos demais membros das redes sociais. d) em relação ao material divulgado na rede social: com relação à exposição de vídeos: deverão ter relação com a Instituição ou suas atividades e seu contexto não pode ser desrespeitoso aos demais membros, aos integrantes da PMESP e à própria Instituição; é proibida a postagem de vídeos contendo imagens pessoais ou imagens relacionadas com entretenimento, tais como filmes, musicais, videoclipes, shows e similares; os vídeos divulgados não devem conter cenas de violência ou que a estimulem, bem como mensagens atentatórias ao pudor, pornográficas ou similares; os vídeos que se relacionem com a Polícia Militar não devem conter cenas que denotem posturas que conflitem com as regras de conduta e valores da Instituição e próprias de sua cultura, previstos no Regulamento Disciplinar (Lei Complementar nº 831/93), nem contrariar procedimentos estabelecidos nos Procedimentos Operacionais Padrão (POP); a exposição de vídeos deverá observar as normas legais que tratam do direito de imagem e propriedade intelectual; e os títulos dados aos vídeos divulgados devem ser condizentes com o tema nele abordado.

157 157 em relação à exposição de fotografias: são autorizadas divulgação de fotos de eventos da vida profissional ou particular, desde que não atentatórias aos objetivos da rede social; é vedada a exposição de fotos de corpo inteiro com pouca vestimenta, sem camisa ou em roupa de banho ou qualquer outra que induza à sensualidade ou pornografia, inclusive por meio de gestos é vedada a exposição explícita de tatuagens se intituladas, as fotos devem receber títulos que sejam condizentes com o tema relacionado com a imagem e) em relação a Grupos, Blogs e Textos de Blogs: podem ser criados observando-se o foco na inovação, na troca de experiências e conhecimento entre os membros e no seu uso como canal de comunicação eficaz entre os seus integrantes e deles com o Comando da PMESP; recomenda-se a criação de grupos voltados para a discussão e apresentação de propostas e soluções sobre problemas relacionados com a Instituição ou que visem a sua evolução ou aprimoramento nos seus processos administrativos e operacionais; é terminantemente proibida a criação de Blogs, Fóruns ou Grupos que abordem temas atentatórios às pessoas e à Instituição, como por exemplo o incitamento a movimentos que colidam com a disciplina e a hierarquia ou com as normas vigentes, além de assuntos cujo conteúdo seja inverídico ou não comprovado ou ainda que utilizem de termos ou palavras não condizentes com o propósito da rede social; e o(s) administrador (es) da rede social tem autonomia e plenos poderes para autorizar, restringir, remover ou bloquear Blogs, Fóruns ou comentários neles inseridos, que não se enquadrem nas regras estabelecidas, sem prévio aviso ao usuário. f) em relação a RSS de outros sites: fica autorizada a inserção de RSS de outros sites em Blogs pessoais na rede social, responsabilizando-se o usuário proprietário do Blog pelo seu conteúdo, inclusive pelo fato de eventualmente serem reproduzidos

158 158 assuntos cujo teor seja considerado incompatível com o objetivo da rede social. Por fim, fica estabelecido que o(s) administrador (es) da rede social, autonomamente ou por determinação do Comando, deliberarão sobre os assuntos omissos no presente regramento, podendo criar ou excluir Blogs ou comentários neles inseridos, criar ou encerrar Fóruns ou excluir participações, excluir participantes da rede social por descumprimento das previsões aqui contidas, bem como adotar medidas corretivas de modo a manter os objetivos previstos para o bom funcionamento da rede social.

159 159 Apêndice B - Entrevista com a Chefe da Seção de Comunicação Social do IV COMAR Com o objetivo de obter conhecimento sobre como as Forças Armadas atuam em relação às redes sociais na internet foi realizada visita ao Comando Regional da Força Aérea Brasileira, no dia 14 de março de 2011 e estabelecido contato com a 1º Tenente CSO KARINA OGO, que chefia a Seção de Comunicação Social daquele Comando Militar. A Oficial explicou que toda a gestão da política de comunicação social da Aeronáutica é conduzida pelo Comando Militar em Brasília, de modo que ao Comando Regional cabe apenas a execução das atividades estabelecidas pelo Órgão Central e cumprimento das rotinas. Foram apresentados alguns quesitos tendo a Oficial se manifestado sobre cada um deles, como segue abaixo: Pesquisador (P): Em quais redes sociais esta Força Armada possui contas? Entrevistada (E): A Aeronáutica tem contas oficiais em redes sociais, porém a gestão deste processo é feita pelo Comando da FAB em Brasília, de modo que não posso precisar nada mais pormenorizado. P: Existe uma política para uso e participação nas redes sociais nesta Força Armada? E: A política de comunicação social da Aeronáutica foi feita no ano 2000, quando esse tema das redes sociais não tinha o impulso que tem hoje, então ela não as contempla. Entretanto, como esse gerenciamento é feito por Brasília, todo o controle em contas oficiais da FAB em redes sociais é feito por lá. P: Como se estrutura o setor que gerencia a interface da Instituição nas redes sociais? E: Trata-se de um Departamento de Comunicação Social que controla toda a relação com a mídia, a edição de revistas, vídeos e programação de rádio, além de tudo o que é publicado e disponibilizado no site da FAB. Tem uma estrutura de funcionários grande e vincula-se diretamente ao Comandante da Aeronáutica.

160 160 P: São feitas medições em relação ao uso das redes sociais nesta Força Armada? E: Certamente são feitas medições e controle em relação às redes sociais pelo Departamento de Comunicação Social em Brasília, porém, como não temos acesso no Comando Regional, não tenho tais dados. P: A participação da Força Armada em redes sociais na internet tem facilitado o processo de aproximação da Instituição com a comunidade? E: Intuitivamente acredito que sim, mas como a gestão não é feita localmente, não tenho condições de afirmar isso com certeza. P: A participação desta Força Armada em redes sociais faz parte da estratégia da Instituição na área de Comunicação Social? Quando foi adotada esta decisão estratégica? E: Sim, é uma estratégia da área de Comunicação da FAB utilizar diversos canais para se comunicar com a sociedade e, as redes sociais que cresceram muito nos últimos tempos, se tornaram um espaço importante para estabelecer contato com a comunidade. É uma estratégia recente, que, como disse, ainda não foi incorporada ao Plano de Comunicação Social da Força Aérea do ponto de vista formal. P: Na sua avaliação, a cultura institucional ajuda, atrapalha ou não interfere na participação da Força Armada em redes sociais na internet? E: Não me sinto em condições de responder a esta pergunta, especialmente pelo fato de que não faço nenhum controle aqui no IV COMAR em relação a este aspecto e não conheço qualquer pesquisa neste sentido. P: Existem projetos em andamento ou estudo que considerem a ampliação da participação da Instituição em redes sociais na internet? E: Desconheço tal fato, pois como disse é o Departamento de Comunicação Social em Brasília o responsável por tais projetos. P: A Instituição possui rede social interna? E: Não possui. P: V Sª entende importante a criação de rede social interna na Instituição, que congregue toda a comunidade militar, incluindo-se inativos?

161 161 E: Não me sinto em condições de responder esta pergunta uma vez que não tenho uma visão mais global de como isso se daria no âmbito da FAB, considerando a sua dimensão em nível nacional. Penso que o Departamento de Comunicação Social poderia dar uma resposta mais exata a este quesito. P: Quais regras V Sª acredita serem fundamentais em uma rede social interna, considerando as particularidades desta Força Armada? E: Em virtude da gestão de todo esse processo ser feito em Brasília, não tenho condições de opinar neste sentido. Analisando-se a entrevista pode-se constatar que a gestão da participação da Força Aérea Brasileira na área de comunicação social e, particularmente nas redes sociais é centralizada em Brasília, não tendo os comandos regionais qualquer participação neste processo. A Seção de Comunicação Social do IV COMAR tem um quadro de funcionários bastante reduzido e não deve ser diferente em outros comandos regionais, sendo tal medida, acreditamos, parte da estratégia da FAB em centralizar o seu setor de comunicação social. De outro lado, constatou-se que a área (comunicação social) é reconhecida como importante para o Comando da Aeronáutica, fato que se comprova pela vinculação do setor diretamente ao Gabinete de seu Comandante.

162 162 Apêndice C - Entrevista com o Chefe da Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste Realizada visita e entrevista com o Chefe da Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste, Coronel Marcos Vinícius Camargo Costa, foi por ele esclarecido que a gestão da política de comunicação social no Exército Brasileiro é ditada pelo Centro de Comunicação Social do Exército, com sede em Brasília e vinculado diretamente ao Gabinete do Comandante do Exército Brasileiro. A política ainda não trata da normatização da interface do Exército Brasileiro nas redes sociais, vez que na época de sua elaboração o tema ainda não era tão incisivo quanto é hoje. O entrevistado ressaltou que há uma tendência no sentido de que ocorra descentralização no que se refere à sistemática de comunicação social, de modo que os comandos regionais possam criar e gerenciar contas em redes sociais: no próprio Comando Sudeste já está pronta e em standy by uma página da Organização Policial no Facebook, aguardando-se somente a edição da diretriz regulando o assunto para ser colocada no ar. Foram apresentados alguns quesitos ao Chefe Seção de Comunicação Social do Comando Sudeste, tendo ele, no curso da entrevista, respondido conforme segue: Pesquisador (P): Em quais redes sociais esta Força Armada possui contas? Entrevistado (E): O Exército Brasileiro possui contas oficiais em diversas redes sociais, tais como o Facebook, o Twitter e o Youtube. P: Existe uma política para uso e participação nas redes sociais nesta Força Armada? E: A diretriz que regula a atuação do Exército Brasileiro é trianual, ou seja, tem validade de três anos e a que vige atualmente, e se renovará ainda neste ano, não tratando ainda da definição da forma com que o Exército Brasileiro atuará nas redes sociais. As contas oficiais existentes foram criadas pelo Centro de Comunicação do Exército

163 163 (CCOMSEx), porém não tem base em nenhuma norma interna, o que deverá ser feito com a edição da nova diretriz. P: Como se estrutura o setor que gerencia a interface da Instituição nas redes sociais? E: A responsabilidade pela gestão da política de comunicação social no Exército Brasileiros é do CCOMSEx, que possui diversos departamentos na área de comunicação social que tratam da edição de periódicos informativos e revistas, da manutenção do site do EB, da divulgação de vídeos, fotos, da rádio e TV do Exército, disponíveis no site, além do acompanhamento e manutenção das contas da Força Armada nas redes sociais. A missão do CCOMSEx é manter e zelar pela imagem do Exército Brasileiro, o que faz através das atividades de comunicação social. P: São feitas medições em relação ao uso das redes sociais nesta Força Armada? E: São feitas medições com absoluta certeza, mas estas devem ser obtidas junto ao CCOMSEx, já que este monitoramente é feito em Brasília. P: A participação da Força Armada em redes sociais na internet tem facilitado o processo de aproximação da Instituição com a comunidade? E: Com absoluta certeza e a prova disso é o número grande de seguidores ou amigos das contas do Exército em redes sociais como o Twitter e o Facebook, além do grande número de acessos na conta oficial do Exército no Youtube. A partir das contas sociais aumentou significativamente o sistema Fale Conosco, que é um canal de comunicação do Exército com a Sociedade, disponível em seu site. Em muitos casos o contato feito pelo Fale conosco referenciava algum assunto tratado nas redes sociais ou no próprio site. P: A participação desta Força Armada em redes sociais faz parte da estratégia da Instituição na área de Comunicação Social? Quando foi adotada esta decisão estratégica? E: Certamente faz parte da estratégia do Exército para a área de comunicação social a utilização das redes sociais como canal de comunicação com o público externo e, eventualmente, também com o

164 164 público interno. Isso se deu no momento em que foi constatada a força e a abrangência das redes sociais. A estratégia será formalizada neste ano (2011), por ocasião da edição da diretriz, porém pode-se dizer que ela foi tomada há cerca de pouco mais de um ano, quando foram abertas contas oficiais em redes sociais pelo CCOMSEx. P: Na sua avaliação, a cultura institucional ajuda, atrapalha ou não interfere na participação da Força Armada em redes sociais na internet? E: Na minha avaliação entendo que interfere e muito: a natureza da nossa atividade e aspectos relacionados aos nossos valores, princípios e estética militar nos impede de agir com toda a liberalidade e caos, típicos do ambiente na internet. Não é possível a nós, militares, nos despirmos de nossas patentes ou graduações quando estamos nas redes sociais: somos e seremos Coronéis, Majores, Capitães, etc. em todos os momentos de nossas vidas, inclusive quando estamos em casa fazendo um churrasco, por exemplo. Penso ser muito complicado a um gestor militar ter uma conta pessoal ou um Blog, por exemplo, pois ele poderá ser alvo de posts ou comentários que firam as regras da convivência militar. É um assunto muito complexo este, sem qualquer dúvida. P: Existem projetos em andamento ou estudo que considerem a ampliação da participação da Instituição em redes sociais na internet? E: Este assunto é da alçada do CCOMSEx e não teria condições de responder. Apenas friso que deve ser em breve editada a nova versão de nossa diretriz de comunicação social, que deve contemplar novos projetos, os quais ainda desconheço. P: A Instituição possui rede social interna? E: Não possui. O contato é feito apenas entre Organizações Militares, por intermédio de link restrito na página do Exército na Internet. P: V Sª entende importante a criação de rede social interna na Instituição, que congregue toda a comunidade militar, incluindo-se inativos? E: Seria importante sim, porém esse assunto nunca fora abordado no âmbito do Exército Brasileiro e não é uma prioridade na área de comunicação social.

165 165 P: Quais regras V Sª acredita serem fundamentais em uma rede social interna, considerando as particularidades desta Força Armada? E: Deve haver regras que garantam a boa relação entre pessoas e que considere fundamentalmente as nossas características próprias de militares. Mas como disse este assunto não é abordado dentro da área de comunicação social. Analisando o conteúdo da entrevista e considerando o contato pessoal estabelecido com toda a equipe de trabalho da Seção de Comunicação Social do Comando Sudeste, capitaneada pelo Coronel Camargo, pode-se verificar que o Exército Brasileiro tem dado atenção à participação em redes sociais, mantendo-se o controle em relação a isso ainda centralizado junto ao Gabinete do Comandante do Exército, no Centro de Comunicação Social do Exército, mas com uma tendência de descentralização, de modo que os comandos regionais também participem deste processo localmente. Os militares dão especial atenção à imagem da Força Armada, de tal razão que, qualquer medida adotada na área de comunicação, inclusive a participação nas redes sociais leva em consideração o reflexo na imagem institucional e, caso isso ocorra ou se potencialize, providências corretivas são imediatamente adotadas pelo CCOMSEx. Finalmente verifica-se uma atenção muito especial em não permitir que a participação em redes sociais, sejam elas internas ou externas, afete aspectos relacionados à cultura da Instituição. Esta talvez seja a principal razão de não ser considerado prioritária a criação de redes sociais internas, o que poderia resultar em problemas relacionados com a disciplina e a hierarquia.

166 166 Apêndice D - Roteiro de quesitos referente à consulta realizada junto aos Comandos Gerais das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil por meio da Plataforma Google Docs POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE SEGURANÇA PROGRAMA DE DOUTORADO PROFISSIONAL EM CIÊNCIAS POLICIAIS DE SEGURANÇA E ORDEM PÚBLICA I/2011 Excelentíssimo Senhor Comandante Geral, A presente consulta tem por objetivo levantar subsídios para a pesquisa que realizo sobre o tema A POLÍCIA MILTAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E SUA INTERFACE COM AS REDES SOCIAIS NA INTERNET: ANÁLISE CONTEXTUAL E PERSPECTIVAS. Solicito a V Exª que seja ela respondido pelo Setor competente e devolvido a mim pelo Agradeço antecipadamente, HUMBERTO GOUVEA FIGUEIREDO Maj PM Aluno CSP/ A Polícia Militar de seu Estado possui Home Page na Internet? ( ) Sim ( ) Não Se possui, qual a média de acesso mensal à Home Page: 2. Existe um Blog do Comando Geral da Instituição? ( ) Sim ( ) Não Se existente, qual a média de acesso mensal ao Blog: 3. A instituição possui contas em redes sociais? ( ) Sim ( ) Não 4. Se positiva a resposta anterior, aponte as redes sociais em que a PM desse Estado possui conta de forma oficial? ( ) Orkut ( ) Facebook ( )Twitter ( ) Outras. Descrever quais: 5. Os Comandos descentralizados (Batalhões, Cias e Pelotões) possuem contas oficiais em Redes Sociais (Blogs, Orkut, Twitter, etc)? ( ) Sim ( ) Não

167 Qual a avaliação que V Exª faz da participação da Polícia Militar de seu Estado nas Redes Sociais na internet? ( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) não é importante 7. Existe na Instituição alguma regra quanto à participação de Organizações Policiais Militares em Redes Sociais na internet? ( ) Sim ( ) Não 8. Existe Rede Social interna (acessível somente por policiais militares) na Instituição Policial Militar em seu Estado? ( ) Sim ( ) Não 9. Se existente, qual a avaliação que V Exª faz da Rede Social Interna, considerando os benefícios produzidos à Instituição? ( ) são muito importantes ( ) são importantes ( ) são pouco importantes ( ) não são importantes 10. Se existente a Rede Social Interna informe as regras que foram estabelecidas para a participação dos policiais militares nelas: No entendimento de V Exª, as Redes Sociais na Internet ampliam o processo de integração da PM com a comunidade? ( ) Sim ( ) Não 13. Há política pública no governo do Estado de forma a incentivar o uso das Redes Sociais pelos órgãos que compõe a Administração Pública, entre os quais se insere a Polícia Militar? ( ) Sim ( ) Não

168 Qual a avaliação que V Exª faz a respeito da criação, nas Redes Sociais, de Conselhos Comunitários de Segurança Virtuais? ( ) muito importante ( ) importante ( ) pouco importante ( ) não é importante 15. As linhas abaixo são destinadas para que V Exª acrescente observações sobre o tema que entenda conveniente serem abordadas no estudo que ora realizo. Muito obrigado!

169 169 Apêndice E - Roteiro de quesitos referente à consulta realizada junto ao Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE SEGURANÇA PROGRAMA DE DOUTORADO PROFISSIONAL EM CIÊNCIAS POLICIAIS DE SEGURANÇA E ORDEM PÚBLICA I/2011 A presente entrevista tem por objetivo subsidiar pesquisa que realizo sobre o tema A POLÍCIA MILTAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E SUA INTERFACE COM AS REDES SOCIAIS NA INTERNET: ANÁLISE CONTEXTUAL E PERSPECTIVAS. Agradeço antecipadamente, Entrevistado: Chefe do Centro de Comunicação Social do 8º Distrito Naval Local: Sede do 8º Distrito Naval Roteiro básico de perguntas: 1. Em quais redes sociais esta Força Armada possui contas? 2. Existe uma política para uso e participação nas redes sociais nesta Força Armada? 3. Como se estrutura o setor que gerencia a interface da Instituição nas redes sociais? 4. São feitas medições em relação ao uso das redes sociais nesta Força Armada? 5. A participação da Força Armada em redes sociais na internet tem facilitado o processo de aproximação da Instituição com a comunidade? 6. A participação desta Força Armada em redes sociais faz parte da estratégia da Instituição na área de Comunicação Social? Quando foi adotada esta decisão estratégica? 7. Na sua avaliação, a cultura institucional ajuda, atrapalha ou não interfere na participação da Força Armada em redes sociais na internet? 8. Existem projetos em andamento ou estudo que considerem a ampliação da participação da Instituição em redes sociais na internet? 9. A Instituição possui rede social interna? 10. V Sª entende importante a criação de rede social interna na Instituição, que congregue toda a comunidade militar, incluindo-se inativos? 11. Quais regras V Sª acredita serem fundamentais em uma rede social interna, considerando as particularidades desta Força Armada? HUMBERTO GOUVEA FIGUEIREDO Maj PM Oficial Aluno CSP/2011

170 170 Apêndice F - Roteiro de quesitos referente à entrevista realizada com o Chefe da Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE SEGURANÇA PROGRAMA DE DOUTORADO PROFISSIONAL EM CIÊNCIAS POLICIAIS DE SEGURANÇA E ORDEM PÚBLICA I/2011 A presente entrevista tem por objetivo subsidiar pesquisa que realizo sobre o tema A POLÍCIA MILTAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E SUA INTERFACE COM AS REDES SOCIAIS NA INTERNET: ANÁLISE CONTEXTUAL E PERSPECTIVAS. Agradeço antecipadamente, Entrevistado: Chefe do Centro de Comunicação Social do Comando Sudeste Local: Sede do Comando Militar do Sudeste Data/Hora: 14/04/2011 às 09:00 h Roteiro básico de perguntas: 1. Em quais redes sociais esta Força Armada possui contas? 2. Existe uma política para uso e participação nas redes sociais nesta Força Armada? 3. Como se estrutura o setor que gerencia a interface da Instituição nas redes sociais? 4. São feitas medições em relação ao uso das redes sociais nesta Força Armada? 5. A participação da Força Armada em redes sociais na internet tem facilitado o processo de aproximação da Instituição com a comunidade? 6. A participação desta Força Armada em redes sociais faz parte da estratégia da Instituição na área de Comunicação Social? Quando foi adotada esta decisão estratégica? 7. Na sua avaliação, a cultura institucional ajuda, atrapalha ou não interfere na participação da Força Armada em redes sociais na internet? 8. Existem projetos em andamento ou estudo que considerem a ampliação da participação da Instituição em redes sociais na internet? 9. A Instituição possui rede social interna? 10. V Sª entende importante a criação de rede social interna na Instituição, que congregue toda a comunidade militar, incluindo-se inativos? 11. Quais regras V Sª acredita serem fundamentais em uma rede social interna, considerando as particularidades desta Força Armada? HUMBERTO GOUVEA FIGUEIREDO Maj PM Oficial Aluno CSP/2011

171 171

172 172 Apêndice G - Roteiro de quesitos referente à entrevista realizada com a Chefe da Seção de Comunicação Social do IV Comando Militar da Aeronáutica POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE SEGURANÇA PROGRAMA DE DOUTORADO PROFISSIONAL EM CIÊNCIAS POLICIAIS DE SEGURANÇA E ORDEM PÚBLICA I/2011 A presente entrevista tem por objetivo subsidiar pesquisa que realizo sobre o tema A POLÍCIA MILTAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E SUA INTERFACE COM AS REDES SOCIAIS NA INTERNET: ANÁLISE CONTEXTUAL E PERSPECTIVAS. Agradeço antecipadamente, Entrevistado: Chefe do Centro de Comunicação Social do IV COMAR Local: IV Comando Militar da Aeronáutica Data/Hora: 14/04/2011 às 14:00 h Roteiro básico de perguntas: HUMBERTO GOUVEA FIGUEIREDO Maj PM Aluno CSP/ Em quais redes sociais esta Força Armada possui contas? 2. Existe uma política para uso e participação nas redes sociais nesta Força Armada? 3. Como se estrutura o setor que gerencia a interface da Instituição nas redes sociais? 4. São feitas medições em relação ao uso das redes sociais nesta Força Armada? 5. A participação da Força Armada em redes sociais na internet tem facilitado o processo de aproximação da Instituição com a comunidade? 6. A participação desta Força Armada em redes sociais faz parte da estratégia da Instituição na área de Comunicação Social? Quando foi adotada esta decisão estratégica? 7. Na sua avaliação, a cultura institucional ajuda, atrapalha ou não interfere na participação da Força Armada em redes sociais na internet? 8. Existem projetos em andamento ou estudo que considerem a ampliação da participação da Instituição em redes sociais na internet? 9. A Instituição possui rede social interna? 10. V Sª entende importante a criação de rede social interna na Instituição, que congregue toda a comunidade militar, incluindo-se inativos? 11. Quais regras V Sª acredita serem fundamentais em uma rede social interna, considerando as particularidades desta Força Armada? HUMBERTO GOUVEA FIGUEIREDO Maj PM Oficial Aluno CSP/2011

173 173 Apêndice H - Roteiro de quesitos referente à pesquisa realizada junto aos Comandantes de Batalhão, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhias Territoriais pela Plataforma Google Docs A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E SUA INTERFACE COM AS REDES SOCIAIS NA INTERNET: ANÁLISE CONTEXTUAL E PERSPECTIVAS POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE SEGURANÇA PROGRAMA DE DOUTORADO PROFISSIONAL EM CIÊNCIAS POLICIAIS DE SEGURANÇA E ORDEM PÚBLICA I/2011 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Título do estudo: A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E SUA INTERFACE COM AS REDES SOCIAIS NA INTERNET: ANÁLISE CONTEXTUAL E PERSPECTIVAS Pesquisador responsável: HUMBERTO GOUVÊA FIGUEIREDO Instituição/Departamento: CENTRO DE ALTOS ESTUDOS EM SEGURANÇA Telefone para contato: (11) Local da coleta de dados: Polícia Militar do Estado de São Paulo Prezado (a) Senhor (a) Comandante, O (A) Senhor (a) está sendo convidado (a) a responder às perguntas deste questionário de forma totalmente voluntária; Antes de concordar em participar desta pesquisa e responder este questionário, é muito importante que o(a) Senhor(a) compreenda as informações e instruções contidas neste documento; O pesquisador deverá responder a todas as suas dúvidas antes do(a) Senhor(a) se decidir a participar; (a) Senhor(a) tem o direito de desistir de participar da pesquisa a qualquer momento, sem nenhuma penalidade e sem perder os benefícios aos quais tenha direito. Objetivo do estudo: analisar e avaliar, cientificamente, como os Dirigentes no nível operacional da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Comandantes de Batalhão, Coordenadores Operacionais e Comandantes de Companhia Territoriais) vem se utilizado da rede mundial de computadores, particularmente das redes sociais (inclusive as internas) para tornar eficaz e eficiente as suas pretensões enquanto órgão da administração pública responsável pela área da segurança. Procedimentos. Sua participação nesta pesquisa consistirá apenas no preenchimento deste questionário, respondendo às perguntas formuladas. Benefícios: Esta pesquisa trará maior conhecimento sobre o tema abordado, com benefício indireto ao (a) Senhor(a) e direto à sociedade paulista, à qual serve a Polícia Militar do Estado de São Paulo Riscos: O preenchimento deste questionário não representará qualquer risco de ordem física ou psicológica para o(a) Senhor(a). Sigilo: As informações fornecidas pelo(a) Senhor(a) serão confidenciais e de conhecimento apenas do pesquisador responsável. Os sujeitos da pesquisa não serão identificados em nenhum momento, mesmo quando os resultados desta pesquisa forem divulgados em qualquer forma. A resposta e envio eletronicamente do questionário será interpretado como seu aceite em participar da pesquisa na condição de entrevistado. Agradeço antecipadamente, HUMBERTO GOUVEA FIGUEIREDO Maj PM Aluno CSP/2011 QUESITOS: A Polícia Militar do Estado de São Paulo possui uma página na Internet. O (A) Senhor (a) a conhece? ( ) Sim ( ) Não

174 174 Se a resposta anterior foi positiva, qual a frequência semanal com que costuma visitar a página da PMESP na Internet? ( ) Uma vez por semana ( ) Duas vezes por semana ( ) Três vezes por semana ( ) Quatro ou mais vezes por semana ( ) Respondeu "NÃO" na questão anterior ( ) Outro: Em sua opinião, quanto à funcionalidade, a página da PMESP na Internet é: ( ) Ótima ( ) Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema Segundo sua avaliação, a página da PMESP na Internet é frequentada: ( ) Principalmente pela Oficialidade ( ) Principalmente pelas Praças ( ) Indistinta e proporcionalmente por Oficiais e Praças ( ) Não possui um público específico ( ) Ela é ainda desconhecida ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema Em sua opinião, o fato da PMESP ter uma página da Internet, gera reflexos na cultura da Instituição? ( ) Sim ( ) Não Sendo a resposta anterior positiva, aponte qual(is) itens abaixo sentem mais o reflexo. (Pode ser apontada mais de uma resposta). ( ) Hierarquia ( ) Disciplina ( ) Valores da Instituição ( ) Princípios da Instituição ( ) Estética da Instituição ( ) Respondeu "Não" na questão anterior Sob sua ótica, o fato da PMESP ter uma página da Internet, propicia resultados positivos para a Instituição? ( ) Sim ( ) Não

175 175 Se a resposta anterior foi positiva, aponte alguns exemplos de resultados alcançados. (Se respondeu negativamente a questão anterior, apenas indique "Prejudicado"). O Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo possui um Blog. O (A) Senhor (a) o conhece? ( ) Sim ( ) Não Se a resposta anterior foi positiva, qual a frequência semanal que costuma visitar o "Blog do Comandante Geral": ( ) Uma vez por semana ( ) Duas vezes por semana ( ) Três vezes por semana ( ) Quatro ou mais vezes por semana ( ) Respondeu "Não" na questão anterior ( ) Outro: Em sua opinião, quanto à funcionalidade, o "Blog do Comandante Geral" é: ( ) Ótimo ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Respondeu "Não" na questão anterior Segundo sua avaliação, o "Blog do Comandante Geral" é frequentado: ( ) Principalmente pela Oficialidade ( ) Principalmente pelas Praças ( ) Indistinta e proporcionalmente por Oficiais e Praças ( ) Não possui um público específico ( ) Ele é ainda desconhecido ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema Em sua opinião, o fato do Comandante Geral manter um Blog na Internet, resulta em reflexos na cultura institucional da PMESP? ( ) Sim ( ) Não

176 176 Sendo a resposta anterior positiva, aponte qual(is) itens abaixo sentem mais o reflexo: (Pode ser apontada mais de uma resposta). ( ) Hierarquia ( ) Disciplina ( ) Valores da Instituição ( ) Princípios da Instituição ( ) Estética da Instituição ( ) Respondeu "Não" na questão anterior ( ) Outro: Sob sua ótica, a existência do "Blog do Comandante Geral", propicia resultados positivos para a Instituição? ( ) Sim ( ) Não Se a resposta anterior foi positiva, aponte alguns exemplos de resultados alcançados. (Se respondeu negativamente a questão anterior apenas indique "Prejudicado") A Polícia Militar do Estado de São Paulo possui uma conta na Rede Social "Twitter". O (A) senhor (a) acompanha as postagens realizadas? ( ) Sim ( ) Não O (A) Senhor (a) está cadastrado (a) como "Seguidor (a)" da PMESP no Twitter? ( ) Sim ( ) Não ( ) Desconheço o assunto Sendo do seu conhecimento a existência da conta da PMESP na Rede Social Twitter, com que frequência semanal costuma frequentá-la? ( ) Diariamente ( ) Uma vez por semana ( ) Duas vezes por semana ( ) Três vezes por semana ( ) Quatro ou mais vezes por semana ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema ( ) Outro:

177 177 Em sua opinião, quanto à funcionalidade, a conta da PMESP no Twitter é: ( ) Ótima ( ) Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema Segundo sua avaliação, a conta da PMESP no Twitter é frequentada: ( ) Principalmente pelos Oficiais ( ) Principalmente pelas Praças ( ) indistinta e proporcionalmente por Oficiais e Praças ( ) Não possui um público específico ( ) Ela é ainda desconhecida ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema Em sua opinião, o fato da PMESP possuir conta na Rede Social Twitter, resulta em reflexos na cultura institucional da PMESP? ( ) Sim ( ) Não Sendo a resposta anterior positiva, aponte qual (ou quais) itens abaixo sentem mais o reflexo: (Pode ser apontada mais de uma resposta). ( ) Hierarquia ( ) Disciplina ( ) Valores da Instituição ( ) Princípios da Instituição ( ) Estética da Instituição ( ) Respondeu "Não" na questão anterior ( ) Outro: Sob sua ótica, o fato da PMESP possuir uma conta na Rede Social Twitter, gera resultados positivos para a Instituição? ( ) Sim ( ) Não Se a resposta anterior foi positiva, aponte alguns exemplos de resultados alcançados. (Se respondeu negativamente a questão anterior, apenas indique "Prejudicado"). A Polícia Militar do Estado de São Paulo teve uma Rede Social Interna denominada nosgov-pm. O(A) Senhor(a) a conheceu? ( ) Sim ( ) Não

178 178 Se a resposta anterior foi positiva, o (a) Senhor (a) chegou a visitar ou se inscrever na nosgov-pm? ( ) Sim ( ) Não ( ) Respondeu "Não" na questão anterior Se positiva a resposta anterior, com que frequência visitava a nosgov-pm? ( ) Diariamente ( ) Uma vez por semana ( ) Duas vezes por semana ( ) Três vezes por semana ( ) Quatro ou mais vezes por semana ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema ( ) Outro: Em sua opinião, quanto à sua funcionalidade, a nosgov-pm era: ( ) Ótima ( ) Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema Em sua opinião, a Rede Social nosgov-pm era basicamente frequentada: ( ) Principalmente por Oficiais ( ) Principalmente por Praças ( ) Indistinta e proporcionalmente por Oficiais e Praças ( ) Não possuía um público específico ( ) Era pouco conhecida ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema Em sua opinião, a Rede Social nosgov-pm, apresentou reflexos na cultura institucional da PMESP? ( ) Sim ( ) Não Sendo a resposta anterior positiva, aponte qual(is) itens abaixo sentiram mais o reflexo. (Pode ser apontada mais de uma resposta). ( ) Hierarquia ( ) Disciplina ( ) Valores da Instituição ( ) Princípios da Instituição ( ) Estética da Instituição ( ) Respondeu "Não" na questão anterior ( ) Outro:

179 179 Sob sua ótica, a Rede Social nosgov-pm gerava resultados positivos para a Instituição? ( ) Sim ( ) Não Se a resposta anterior foi positiva, aponte alguns exemplos de resultados alcançados. (Se respondeu negativamente a questão anterior, apenas indique "Prejudicado"). A Polícia Militar do Estado de São Paulo possui uma ferramenta de comunicação interna denominada Spark. O (A) Senhor (a) a conhece? ( ) Sim ( ) Não O (A) Senhor (a) está cadastrado (a) e utiliza-se do Spark? ( ) Sim ( ) Não Se a resposta anterior foi positiva, com que frequência o (a) Senhor (a) usa o Spark? ( ) Diariamente ( ) Uma vez por semana ( ) Duas vezes por semana ( ) Três vezes por semana ( ) Quatro ou mais vezes por semana ( ) Respondeu "Não" em relação ao tema Em sua opinião, quanto à sua funcionalidade, o Spark é: ( ) Ótimo ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema Em sua opinião, o Spark é utilizado: ( ) Principalmente por Oficiais ( ) Principalmente por Praças ( ) Indistinta e proporcionalmente por Oficiais e Praças ( ) É pouco conhecido ( ) Respondeu "Não" à questão sobre o tema

180 180 Em sua opinião, o Spark, gera reflexos na cultura institucional da PMESP? ( ) Sim ( ) Não Sendo a resposta anterior positiva, aponte qual(is) itens abaixo sentem mais o reflexo: (Pode ser apontada mais de uma resposta). ( ) Hierarquia ( ) Disciplina ( ) Valores da Instituição ( ) Princípios da Instituição ( ) Estética da Instituição ( ) Respondeu "Não" na questão anterior ( ) Outro: Sob sua ótica, o Spark gera resultados positivos para a Instituição? ( ) Sim ( ) Não Se a resposta anterior foi positiva, aponte alguns exemplos de resultados alcançados. (Se respondeu negativamente a questão anterior, apenas indique "Prejudicado"). No geral, como o (a) Senhor (a) avalia a participação da PMESP nas Redes Sociais na Internet? ( ) Ótima ( ) Boa ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssima Qualquer que tenha sido a resposta dada na questão anterior, justifique. Em sua opinião, a participação atual da PMESP em Redes Sociais é coerente com a estratégia da Instituição para a área de Comunicação Social? ( ) Sim ( ) Não Qualquer que tenha sido a sua resposta na questão anterior, justifique-a:

181 181 A Polícia Militar do Estado de São Paulo deve estar presente em todas as redes sociais? ( ) Sim, a PMESP deve utilizar todos os espaços criados pela Internet. ( ) Não, a PMESP deve ser seletiva. Se sua resposta na questão anterior foi NÃO, informe o porquê e, se possível, diga que redes devem ser selecionadas. Em sua opinião, a participação da PMESP nas Redes Sociais na Internet deve atender à comunicação: (Pode ser apontada mais de uma resposta). ( ) Entre a liderança da Instituição (Oficiais) ( ) Da liderança (Oficiais/Comandantes) para com os colaboradores (Praças) ( ) Entre as estruturas da Instituição ( ) Da Instituição para com a Sociedade em Geral ( ) Outro: A participação dos membros da Instituição nas redes sociais abrigadas pela PMESP deve ser aberta? ( ) Sim ( ) Não Se sua resposta à questão anterior foi NÃO, informe o porquê e, se possível, diga que critérios deveriam obedecer: O uso das redes sociais deve estar limitado a assuntos que envolvam atividades da Instituição? ( ) Sim ( ) Não Se sua resposta à questão anterior foi NÃO, dê sua opinião sobre a abrangência possível que devem ter a participação da PMESP nas redes sociais: A participação da Instituição nas redes sociais deve ser regulada por uma norma disciplinadora? ( ) Sim ( ) Não

182 182 Se sua resposta na questão anterior foi SIM, informe o porquê e, se possível, diga que tipo de temas ou assuntos devem ser tratados nas normas regulamentadoras: Além de atingir o público interno, convém à PMESP manter redes sociais abertas à população em geral? ( ) Sim ( ) Não Se sua resposta na questão anterior foi NÃO, informe o porquê: Além das funções já cobertas pelo Atendimento 190, no caso de redes sociais abertas à população, o que a PMESP poderia estimular na comunicação interativa? Seu Posto na Polícia Militar é: ( ) Tenente-Coronel PM ( ) Major PM ( ) Capitão PM ( ) Outro: Sua função atual é: ( ) Comandante de Batalhão (Titular ou Interino) ( ) Coordenador Operacional (Titular ou Interino) ( ) Comandante de Companhia Territorial (Titular ou Interino) Sua idade é: ( ) Abaixo de 35 anos ( ) Entre 35 e 40 anos ( ) Entre 40 e 45 anos ( ) Entre 45 e 50 anos ( ) Acima de 50 anos

183 183 Seu tempo de serviço é de: ( ) Menos de 15 anos ( ) Entre 15 e 20 anos ( ) Entre 20 e 25 anos ( ) Entre 25 e 30 anos ( ) Entre 30 e 35 anos ( ) Acima de 35 anos Possui conhecimento sobre informática? ( ) Sim ( ) Não Possui conhecimento sobre Internet? ( ) Sim ( ) Não Tem conta em Redes Sociais na Internet? ( ) Sim ( ) Não Se a resposta anterior foi positiva, aponte em quais Redes Sociais possui conta:

184 184 Anexo A - Autorização do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade São Francisco (USF) para desenvolvimento da pesquisa

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