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1 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo Segunda Edição e Suplemento sobre a Recomendação Especial IX Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo trabalho em curso para discussão pública Segunda Edição Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo Segunda Edição e Suplemento sobre a Recomendação Especial IX Paul Allan Schott

2 Colombia 2. Botswana 3. Singapore 4. China 5. New Zealand 6. India 7. Norway 8. Tanzania 9. Costa Rica 10. Turkey 11. Sri Lanka 12. Ecuador 13. Austria 14. South Africa 15. Zambia 16. Thailand 17. Brazil 18. Trinidad and Tobago 19. United States 20. Malaysia 21. Ethiopia 22. Republic of Korea 23. Czech Republic 24. Dominican Republic 25. BCEAO 26. European Union 27. England 28. Kuwait 29. Finland 30. Japan Design and layout by James Quigley

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4 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo Segunda Edição e Suplemento sobre a Recomendação Especial IX Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo trabalho em curso para discussão pública Segunda Edição e Suplemento sobre a Recomendação Especial IX Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo Segunda Edição e Suplemento sobre a Recomendação Especial IX Paul Allan Schott

5 Colombia 2. Botswana 3. Singapore 4. China 5. New Zealand 6. India 7. Norway 8. Tanzania 9. Costa Rica 10. Turkey 11. Sri Lanka 12. Ecuador 13. Austria 14. South Africa 15. Zambia 16. Thailand 17. Brazil 18. Trinidad and Tobago 19. United States 20. Malaysia 21. Ethiopia 22. Republic of Korea 23. Czech Republic 24. Dominican Republic 25. BCEAO 26. European Union 27. England 28. Kuwait 29. Finland 30. Japan Design and layout by James Quigley

6 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo Segunda Edição e Suplemento sobre a Recomendação Especial IX

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8 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo Segunda Edição e Suplemento sobre a Recomendação Especial IX

9 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo Copyright 2004 Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento/ BANCO MUNDIAL 1818 H Street, N.W. Washington, D.C , EUA Todos os direitos reservados Produzido nos Estados Unidos da América Primeira tiragem da Segunda Edição e Suplemento sobre a Recomendação Especial IX, Abril de 2005 Esta publicação destina-se a circular com o objectivo de fomentar a discussão e colher comentários. O formato deste documento não foi, assim, preparado de acordo com os procedimentos apropriados para textos formais impressos e o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) declinam qualquer responsabilidade associada a erros. Algumas fontes citadas neste documento podem ser de documentos informais e não se encontrarem facilmente disponíveis. As afirmações, interpretações e conclusões vertidas neste documento pertencem exclusivamente ao autor e de forma alguma deverão ser atribuídas ao Banco Mundial ou ao FMI, às suas organizações filiadas ou aos membros das respectivas Direcções Executivas ou aos países que representam. O Banco Mundial e o FMI não garantem a exactidão dos dados incluídos nesta publicação e declinam qualquer responsabilidade por quaisquer consequências resultantes da sua utilização. O material nesta publicação encontra-se protegido por direitos de autor. O Banco Mundial e o FMI encorajam a difusão deste trabalho e a autorização para tal efeito é, de uma forma geral, rapidamente concedida. A autorização para fotocopiar quaisquer artigos para uso interno ou pessoal, para o uso interno ou pessoal de clientes específicos ou para fins educativos em sala de aula é concedida pelo Banco Mundial, desde que seja efecuado o pagamento correspondente directamente ao Copyright Clearance Center, Inc., 222 Rosewood Drive, Danvers, MA 01923, EUA, antes de fazer as respectivas fotocópias. Para solicitar autorização para reimprimir artigos ou capítulos específicos, envie um fax com o seu pedido e todas as informações necessárias para o Republication Department, Copyright Clearance Center, fax Todos os outros pedidos de informações sobre direitos e licenças devem ser encaminhados para o Banco Mundial, no endereço acima mencionado, ou enviados por fax para o número Paul Allan Schott é Consultor junto do Sector Financeiro do Banco Mundial. Fotografias da capa: Comstock iv

10 Índice Prefácio...ix Agradecimentos...xi Abreviaturas e acrónimos...xiii Introdução: Como utilizar este Guia de Referência...xvii Parte A: O problema e a resposta internacional Capítulo I: Branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo: Definições e explicações I-1 A. O que é o branqueamento de capitais? I-2 B. O que é o financiamento do terrorismo? I-4 C. A ligação entre branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo I-5 D. A magnitude do problema I-6 E. Os processos I-7 F. Onde ocorrem o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo?.... I-9 G. Métodos e tipologias I-9 Capítulo II: O branqueamento de capitais afecta o desenvolvimento II-11 A. As consequências negativas para os países em desenvolvimento II-12 B. As vantagens de uma conjuntura eficaz ABC/CFT II-17 Capítulo III: Organismos internacionais que definem padrões normativos.... III-11 A. A Organização das Nações Unidas III-22 B. O Grupo de Acção Financeira sobre o Branqueamento de Capitais III-27 C. O Comité de Basileia de Supervisão Bancária III-33 D. Associação Internacional dos Supervisores de Seguros III-36 v

11 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo E. Organização Internacional das Comissões de Valores III-36 F. Grupo Egmont de Unidades de Informação Financeira III-39 Capítulo IV: Organismos regionais e grupos relevantes IV-43 A. Organismos regionais do tipo GAFI IV-43 B. Grupo Wolfsberg de Bancos IV-46 C. Secretariado da Commonwealth IV-50 D. Organização dos Estados Americanos CICAD IV-51 Parte B: Os elementos de um sistema eficaz ABC/CFT Capítulo V: Requisitos para os ordenamentos jurídicos V-53 A. Criminalização do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo V-54 B. Criminalização do terrorismo e do financiamento do terrorismo V-67 C. Apreensão e perda (ou forfeiture") V-67 D. Tipos de entidades e pessoas abrangidas V-71 E. Regulamentação e supervisão Normas de integridade V-75 F. Leis conformes com a aplicação das Recomendações do GAFI V-78 G. Cooperação entre as autoridades competentes V-78 H. Investigações V-79 Capítulo VI: Medidas preventivas VI-81 A. Identificação de clientes e vigilância VI-82 B. Requisitos de conservação de documentos VI-96 C. Comunicação de operações suspeitas VI-98 D. Comunicação de operações em numerário VI-104 E. Equilíbrio entre as leis da privacidade e os requisitos de comunicação e divulgação VI-106 F. Controlos internos, cumprimento e auditorias VI-107 G. Regulamentação e supervisão Normas de integridade VI-108 H. Pessoas colectivas e entidades sem personalidade jurídica VI-108 Capítulo VII: A Unidade de Informação Financeira VII-111 A. Definição de Unidade de Informação Financeira VII-113 B. Funções principais VII-114 C. Tipos ou modelos de UIFs VII-119 D. Outras funções possíveis VII-124 vi

12 Índice E. Organização da UIF VII-127 F. Salvaguardas de privacidade VII-129 G. Informações e retorno de informação (feedback) VII-132 Capítulo VIII: Cooperação internacional VIII-135 A. Requisitos prévios para uma cooperação internacional eficaz VIII-136 B. Princípios gerais de cooperação internacional para o combate ao branqueamento de capitais VIII-139 C. Cooperação internacional entre as UIFs VIII-140 D. Cooperação internacional entre autoridades de supervisão financeira VIII-142 E. Cooperação internacional entre autoridades policiais e judiciárias VIII-145 F. Considerações para infracções fiscais VIII-147 Capítulo IX: Combate ao financiamento do terrorismo IX-149 A. Ratificação e aplicação de instrumentos da Organização das Nações Unidas.. IX-150 B. Criminalização do financiamento do terrorismo e do branqueamento de capitais associado IX-152 C. Congelamento e perda de bens relacionados com o terrorismo IX-153 D. Comunicação de operações suspeitas relativas ao terrorismo IX-155 E. Cooperação internacional IX-156 F. Sistemas alternativos de remessa de fundos IX-157 G. Transferências electrónicas IX-159 H. Organizações sem fins lucrativos IX-160 I. Transportadores de numerário IX-161 J. Questionário de auto-avaliação sobre o financiamento do terrorismo IX-165 Parte C: O papel do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional Capítulo X: Iniciativas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional para o combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo X-167 A. Aumentar o conhecimento X-169 B. Elaboração de uma metodologia universal de avaliação ABC/CFT X-171 C. Desenvolvimento de capacidades institucionais X-172 D. Investigação e análise X-175 vii

13 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo Anexos I. Sítios de organizações-chave, instrumentos jurídicos e iniciativas..... Anexo I-179 II. Outros sítios e fontes de informação úteis Anexo II-187 III. Convenções Contra o Terrorismo da Organização das Nações Unidas referidas na Convenção Internacional para a Eliminação do Financiamento do Terrorismo Anexo III-189 IV. As Quarenta Recomendações sobre o Branqueamento de Capitais do Grupo de Acção Financeira e as Notas Interpretativas... Anexo IV-191 V. As Recomendações Especiais sobre o Financiamento do Terrorismo do Grupo de Acção Financeira Anexo V-225 VI. Notas Interpretativas e Notas de Orientação relativas às Recomendações Especiais sobre o Financiamento do Terrorismo e o Questionário de Auto-Avaliação Anexo VI-229 VII. Referência cruzada das Quarenta Recomendações no Guia de Referência Anexo VII-1 VIII. Referência cruzada das Recomendações Especiais no Guia de Referência Anexo VIII-267 Diagramas Os Processos do Branqueamento de Capitais e do Financiamento do Terrorismo..... I-8 viii

14 Prefácio A s tentativas de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo têm vindo a evoluir rapidamente nos últimos anos como resposta directa ao aumento das medidas destinadas ao seu combate. A comunidade internacional tem sido testemunha da utilização de métodos cada vez mais sofisticados para movimentar fundos ilícitos através dos sistemas financeiros em todo o mundo e reconhece a necessidade de melhorar a cooperação multilateral para combater estas actividades criminosas. O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional elaboraram esta segunda edição do Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo com o fim de auxiliar os países a entender os novos padrões internacionais. Espera-se que o Guia de Referência sirva como fonte única e abrangente de informações práticas para que os países combatam o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo. Nele são analisados os problemas causados por estes crimes, as acções específicas que os países devem tomar para os enfrentarem e o papel que as organizações internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, desempenham neste processo. Oferecemos esta nova versão como um utensílio para que os países estabeleçam e melhorem os seus Sistemas jurídicos e institucionais e as suas medidas preventivas em conformidade com as novas normas e melhores práticas internacionais. Esta segunda edição do Guia de Referência e do Suplemento sobre a Recomendação especial IX será também traduzida para árabe, chinês, espanhol, francês, português e russo para melhor servir uma mais vasta audiência. Considerando que as tendências e técnicas de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo, assim como a correspondente resposta internacional, evoluem, pretendemos manter o Guia de Referência sob revisão, actualizando-o sempre que necessário. Agradecemos o seu feedback e todas as recomendações que possam servir para conferir a este Guia uma maior utilidade. Margery Waxman Directora de Programa e Assessora Principal Integridade dos Mercados Financeiros Banco Mundial R. Barry Johnston Director Adjunto Departamento de Sistemas Monetários e Financeiros Fundo Monetário Internacional Jean-François Thony Assessor Geral Adjunto Departamento Jurídico Fundo Monetário Internacional ix

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16 Agradecimentos Esta publicação foi escrita por Paul Allan Schott, Consultor junto da Unidade de Integridade dos Mercados Financeiros, do Sector Financeiro do Banco Mundial. O autor está especialmente grato a Margery Waxman, Directora, Integridade do Mercados Financeiros, Banco Mundial, pelo seu apoio, encorajamento e paciência na elaboração da primeira e segunda edição deste Guia de Referência. O autor agradece aos seus colegas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional pela disponibilidade na leitura das diversas versões preliminares da primeira edição e pelos conselhos e opiniões que deram, com base nos seus trabalhos para o desenvolvimento e a aplicação do programa conjunto do Banco Mundial/Fundo Monetário Internacional para o combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo: John Abbott, Maud Julie Bokkerink, Pierre-Laurent Chatain, Alain Damais, Ross Delston, Gabriella Ferencz, Ted Greenberg, Raul Hernandez Coss, Barry Johnston, Nadim Kyriakos-Saad, Samuel Maimbo, John McDowell, Bess Michael, Michael Moore, Pramita Moni Sengupta, Takashi Miyahara, Thomas Rose, Heba Shams, Jean-François Thony e Cari Votava. O autor agradece em particular a Joseph Halligan pelo seu trabalho de actualização do Guia de Referência para incluir a revisão das 40 Recomendações do GAFI e a Metodologia. Finalmente, o autor não poderia ter elaborado esta abrangente segunda edição sem o trabalho de membros dos quadros do Banco Mundial, que ajudaram a organizar meticulosamente o material, a verificar todas as referências e a fazer com que esta publicação se tornasse uma realidade: Oriana Bolvaran, Nicolas de la Riva, Martín Joseffson, Amanda Larson, Annika Lindgren, Maria Orellano, James Quigley, Dafna Tapiero, Emiko Todoroki e Tracy Tucker. Finalmente, o autor agradece também a António Folgado, do GRIEC - Ministério da Justiça de Portugal e a Maria Célia Ramos, do Departamento Jurídico - Banco de Portugal, pelo apoio na meticulosa revisão da tradução para língua portuguesa do Guia de Referência. xi

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18 Abreviaturas e acrónimos ABC Anti-branqueamento de capitais AISS Associação Internacional dos Supervisores de Seguros As Quarenta Recomendações As Quarenta Recomendações sobre o Branqueamento de Capitais do GAFI AT Assistência Técnica Banco Grupo do Banco Mundial BCCI Bank Internacional de Crédito e Comércio CFO Centro Financeiro Off-shore CFT Combate ao financiamento do terrorismo Comité de Basileia Comité de Basileia de Supervisão Bancária Convenção de Estrasburgo Convenção Relativa ao Branqueamento, Detecção, Apreensão e Perda dos Produtos do Crime (1990) Convenção de Palermo Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Organizada Transnacional (2000) Convenção de Viena Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Estupefacientes e de Substâncias Psicotrópicas (1988) COS Comunicações de operações suspeitas CSC Conheça o seu cliente CTC Comité de Combate ao Terrorismo do Conselho de Segurança das Nações Unidas EAP Estratégia de Assistência ao País FMI Fundo Monetário Internacional Fundo Fundo Monetário Internacional xiii

19 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo GABCAOA Grupo Anti-Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral GAFI Grupo de Acção Financeira sobre o Branqueamento de Capitais GAFIC Grupo de Acção Financeira das Caraíbas GAFISUD Grupo de Acção Financeira da América do Sul sobre o Branqueamento de Capitais GAP Grupo Ásia-Pacífico sobre o Branqueamento de Capitais Grupo Egmont Grupo Egmont de Unidades de Informação Financeira Grupo Wolfsberg Grupo Wolfsberg de Bancos ME Memorando de entendimento MONEYVAL Comité Restrito dos Peritos de Avaliação das Medidas Anti-Branqueamento de Capitais do Conselho da Europa OEA Organização dos Estados Americanos OICV Organização Internacional das Comissões de Valores ONU Organização das Nações Unidas ORTG Organismos Regionais do Tipo GAFI PC-R-EV Agora conhecido como MONEYVAL PTNC Países e Territórios Não Cooperantes RCNC Relatório sobre o Cumprimento de Normas e Códigos Recomendações Especiais Nove Recomendações Especiais do GAFI sobre o Financiamento do Terrorismo SITFs Sistemas informais de transferência de fundos UIF Unidade de Informação Financeira UNSCCTC Comité de Combate ao Terrorismo do Conselho de Segurança das Nações Unidas xiv

20 Introdução: Como utilizar este Guia de Referência Esta Segunda Edição do Guia de Referência tem por finalidade servir como uma fonte única e abrangente de informação para os países que pretendam criar ou aperfeiçoar os seus sistemas jurídicos e institucionais destinados ao combate ao branqueamento de capitais (ABC) e ao combate ao financiamento do terrorismo (CFT). Esta problemática tem vindo a adquirir uma relevância crescente numa economia global em que os fundos podem ser fácil e imediatamente transferidos de uma instituição financeira para outra, incluindo transferências para instituições em diferentes países. A comunidade internacional está confiante de que todos os países estabeleçam regimes eficazes ABC/CFT com capacidade para serem bem sucedidos na prevenção, detecção e repressão do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, combatendo, por esta via, as consequências económicas e sociais devastadoras resultantes destas actividades criminosas. A parte A deste Guia de Referência descreve o problema do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, as suas consequências negativas e as vantagens de um regime eficaz. Identifica ainda os organismos internacionais que definem padrões relevantes e discute as suas iniciativas específicas e instrumentos destinados a combater estas actividades. A parte B descreve os diversos elementos que integram um sistema jurídico e institucional abrangente ABC e CFT para qualquer país. Cada um destes componentes foi instituído pelo Grupo de Acção Financeira sobre o Branqueamento de Capitais (GAFI) e as outras organizações internacionais emitentes de normas-padrão e cada um dos elementos é essencial para um regime abrangente e eficaz. Esta parte do Guia de Referência constitui uma abordagem progressiva para alcançar o cumprimento das normas internacionais, embora não imponha os métodos ou acções específicas que devem ser adoptados. Em vez disso, levanta as questões que devem ser abordadas e discute as opções de que os países dispõem para resolver estes problemas. A parte C descreve o papel do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) no esforço global e na coordenação da assistência técnica xv

21 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo disponível para os países, com o fim de os ajudar a alcançar o cumprimento dos padrões internacionais. Cada capítulo inclui uma análise completa sobre os tópicos nele abrangidos (embora sejam feitas referências a análises pertinentes noutros capítulos) com referências detalhadas a antecedentes e materiais de fontes originais. Os anexos I, II e III apresentam citações completas de materiais de referência que são usados no Guia de Referência ou que são, de qualquer forma, úteis a um país na abordagem das inúmeras questões difíceis associadas ao ABC e CFT. Para facilitar a tarefa, os Anexos IV e V incluem novamente as normas internacionais aprovadas pelo GAFI, respectivamente as Quarenta Recomendações sobre o Branqueamento de Capitais (revistas em 2003), o Glossário e Notas Interpretativas e as Nove Recomendações Especiais sobre o Financiamento do Terrorismo. O Anexo VI inclui as Notas Interpretativas e as Notas de Orientação do GAFI relativas às Recomendações Especiais sobre o Financiamento do Terrorismo e o Questionário de Auto-Avaliação para os países relativo ao financiamento do terrorismo. Finalmente, os Anexos VII e VIII incluem referências cruzadas das Recomendações do GAFI nas discussões do Guia de Referência. Quando um país avalia o seu sistema jurídico e institucional ABC e de CFT, pode optar por utilizar, como a sua própria lista de verificação e mecanismo de auto-avaliação, a Metodologia Abrangente ABC/CFT mencionada no Capítulo X. Esta é a mesma Metodologia utilizada pelo GAFI, pelos organismos regionais do tipo GAFI, pelo Banco e pelo FMI na realização de avaliações dos seus próprios membros ou de outros países. xvi

22 Capítulo I Branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo: Definições e explicações A. O que é o branqueamento de capitais? B. O que é o financiamento do terrorismo? C. A ligação entre o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo. D. A magnitude do problema E. Os processos 1. Colocação 2. Acumulação 3. Integração F. Onde ocorrem o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo? G. Métodos e tipologias Para a maioria dos países, o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo colocam questões importantes relativas à prevenção, à detecção e ao procedimento penal. As sofisticadas técnicas utilizadas para branquear capitais e para financiar o terrorismo contribuem para aumentar a complexidade destas questões. Estas técnicas são sofisticadas ao ponto de envolverem diferentes tipos de instituições financeiras; múltiplas operações financeiras; intermediários, tais como consultores financeiros, contabilistas, empresas de fachada e outros prestadores de serviços; transferências para, através de e provenientes de diferentes países; e diversos instrumentos financeiros e outros tipos de activos que podem acumular dividendos. Não obstante, o branqueamento de capitais é, fundamentalmente, um conceito simples. Trata-se do processo pelo qual os produtos de uma actividade criminosa são dissimulados para ocultar a sua origem ilícita. Em suma, o branqueamento de capitais envolve os produtos derivados de bens obtidos de forma criminosa e não propriamente esses bens. O financiamento do terrorismo também é um conceito fundamentalmente simples. É o apoio financeiro, por qualquer meio, ao terrorismo ou àqueles I-

23 Guia de Referência Anti-Branqueamento de Capitais e de Combate ao Financiamento do Terrorismo que incentivam, planeiam ou cometem actos de terrorismo. No entanto, é mais difícil definir o conceito de terrorismo, pois o termo pode ter implicações importantes de natureza política, religiosa e nacional de um país para outro. O branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo apresentam muitas vezes características operacionais semelhantes relacionadas, na sua maioria, com a ocultação e a dissimulação. Os branqueadores de capitais enviam fundos ilícitos através de canais legais com o objectivo de ocultar a sua origem criminosa, enquanto os financiadores do terrorismo transferem fundos, que podem ter origem lícita ou ilícita, de modo a ocultar a sua origem e uso final, que se traduz no apoio ao terrorismo. Mas o resultado é o mesmo a recompensa. Quando os capitais são branqueados, os criminosos lucram com as suas acções; são recompensados ao ocultar o acto criminoso que gera os produtos ilícitos e ao dissimular as origens do que aparentam ser produtos legítimos. Da mesma forma, aqueles que financiam o terrorismo são recompensados ao ocultar as origens dos seus fundos e ao dissimular o apoio financeiro à execução dos seus estratagemas e ataques terroristas. A. O que é o branqueamento de capitais? O branqueamento de capitais pode ser definido de várias maneiras. A maioria dos países partilha a definição adoptada pela Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Estupefacientes e Substâncias Psicotrópicas (1988) (Convenção de Viena) 1 e pela Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Organizada Transnacional (2000) (Convenção de Palermo): 2 A conversão ou a transferência de bens, quando o autor tem o conhecimento de que esses bens são provenientes de qualquer infracção ou infracções [de tráfico de drogas] ou da participação nessa ou nessas infracções, com o objectivo de ocultar ou dissimular a origem ilícita desses bens ou de ajudar qualquer pessoa envolvida na prática dessa ou dessas infracções a furtar-se às consequências jurídicas dos seus actos; A ocultação ou a dissimulação da verdadeira natureza, origem, localização, disposição, movimentação, propriedade de bens ou direitos a eles relativos, com o conhecimento de que provêm de uma infracção I-

24 Branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo: Definições e explicações ou infracções ou da participação nessa ou nessas infracções; e A aquisição, a detenção ou a utilização de bens, com o conhecimento, no momento da sua recepção, de que provêm de qualquer infracção ou infracções ou da participação nessa ou nessas infracções. 3 O Grupo de Acção Financeira sobre o Branqueamento de Capitais (GAFI), que é reconhecido como a organização internacional que define os padrões normativos para as iniciativas anti-branqueamento de capitais (ABC), 4 define o conceito de branqueamento de capitais de forma concisa, como a utilização e transformação de produtos do crime para dissimular a sua origem ilícita com o objectivo de legitimar os proventos resultantes da actividade criminosa. 5 A infracção subjacente ao branqueamento de capitais é a actividade criminosa que lhe está associada, que gera os produtos, os quais, quando branqueados, constituem o crime de branqueamento de capitais. Nos seus termos, a Convenção de Viena limita as infracções subjacentes às infracções de tráfico de drogas. Como consequência, os crimes não relacionados com o tráfico de drogas, como por exemplo a fraude, o rapto e o furto, não constituem infracções de branqueamento de capitais nos termos da Convenção de Viena. Todavia, com o passar do tempo, a comunidade internacional chegou à conclusão de que as infracções subjacentes ao branqueamento de capitais deveriam ir mais além do tráfico de drogas. Assim, o GAFI e outros instrumentos internacionais ampliaram a definição utilizada na Convenção de Viena para as infracções subjacentes, incluindo outros crimes graves. 6 Por exemplo, a Convenção de Palermo exige a todos os Estados Partes a aplicação da infracção de branqueamento de capitais, conforme definida na Convenção, ao maior número possível de infracções subjacentes. 7 Nas suas 40 Recomendações para o combate ao branqueamento de capitais (As Quarenta Recomendações), o GAFI incluiu especificamente as definições técnicas e jurídicas de branqueamento de capitais, estabelecidas nas Convenções de Viena e Palermo, e listou 20 categorias de infracções designadas que devem ser incluídas como infracções subjacentes ao branqueamento de capitais Ver Convenção de Viena, artigos 3. (b) e (c)(i); e Convenção de Palermo, artigo 6. (i). 4. Ver o Capítulo III, B., GAFI. 5. GAFI, Perguntas Frequentes, O que é o branqueamento de capitais? document/29/0,2340,en_ _ _ _1_1_1_1,00.html#whatismoneylaun dering. 6. Ver a discussão no Capítulo V, A., 2., Âmbito da infracção subjacente. 7. A Convenção de Palermo, Artigo 6. no 2 a), html. 8. As Quarenta Recomendações, Rec. 1; Ver também o Capítulo V, A., Criminalização do branqueamento de capitais, neste Guia de Referência. I-

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