UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES - ECA CURSO DE GESTÃO INTEGRADA DA COMUNICAÇÃO DIGITAL EM AMBIENTES CORPORATIVOS

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1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES - ECA CURSO DE GESTÃO INTEGRADA DA COMUNICAÇÃO DIGITAL EM AMBIENTES CORPORATIVOS A computação em nuvem no ambiente organizacional JOSÉ LUIZ ALBUQUERQUE ALVES SÃO PAULO 2012

2 JOSÉ LUIZ ALBUQUERQUE ALVES A computação em nuvem no ambiente organizacional Monografia apresentada à Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo como requisito básico para obtenção de título de especialista em Comunicação Digital. Orientador: Prof. Marcelo Coutinho Lima SÃO PAULO 2012

3 JOSÉ LUIZ ALBUQUERQUE ALVES A computação em nuvem no ambiente organizacional Trabalho de conclusão do curso de especialização em Gestão Integrada da Comunicação Digital em Ambientes Corporativos, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo Aprovado em de de 2012 Aprovado por: Prof. Marcelo Coutinho Lima

4 AGRADECIMENTOS Aos Professores, especialmente ao Marcelo Coutinho, meu orientador e à professora Beth Saad com os quais muito pude aprender e obter elementos para esta monografia. Aos amigos de classe que fiz e levarei para vida. À minha namorada Gabriela Stripoli, pois sem seu apoio eu não teria conseguido. À minha família que teve compreensão e apoio incondicional quando mais precisei e finalmente agradeço a Deus.

5 RESUMO ALVES, José Luiz Albuquerque. A computação em nuvem no ambiente organizacional. Escola de Comunicações e Artes. Universidade de São Paulo Este trabalho acadêmico tem como objetivo esclarecer o que é computação em nuvem, mostrando-a como um processo da evolução tecnológica até os dias atuais e defendendo-a para utilização na comunicação no armazenamento e disseminação do conhecimento. Foram utilizados dados históricos para apresentar a evolução tecnológica e da sociedade contemporânea para embasar o tema. Também foram considerados conceitos de estudiosos e especialistas do mercado, consultados em palestras e entrevistas, que já esperam que os próximos passos tecnológicos envolvam a computação em nuvem aliada ao passado e à forma de a sociedade lidar com essas novas tecnologias apresentadas. Parte-se do pressuposto que computação em nuvem hoje é uma realidade e é considerada ponto central do futuro, atrelada a outras tendências do nosso tempo. Palavras-chave: computação em nuvem, comunicação digital, negócio, internet

6 ABSTRACT ALVES, José Luiz Albuquerque. Cloud computing in organization environment. Escola de Comunicações e Artes. Universidade de São Paulo This research aims to clear what is the definition of cloud computing, showing it as a result of a technological process until nowadays and defending it for communication in hosting and sharing knowledge. For that, the historical information of internet was used to base the subject and show the social evolution so far. There were also considered opinion and view of market specialists, listened in interviews and conferences, who already see the cloud computing in the central point of the next steps of technologies here presented. In this work, cloud computing is considered part of reality and central point of the future, among other trends nowadays. Keywords: cloud computing, digital communication, business, internet

7 Sumário INTRODUÇÃO METODOLOGIA O CAMINHO DA SOCIEDADE E DA ECONOMIA AO MUNDO DIGITAL Conceito de rede e elementos da cibercultura Definindo a nuvem PROVEDORES SaaS PaaS IaaS As cinco forças de Porter SaaS PaaS IaaS DEFESA ENTREVISTAS COM PROFISSIONAIS José Papo Luli Radfahrer Leandro Bennaton A HISTÓRIA SOCIAL DO CONHECIMENTO E A NUVEM COMO SEU ALIADO CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 7

8 Introdução Este estudo tem como objetivo apresentar a computação em nuvem, mostrando-a como um produto da evolução das tecnologias de computação. Assim, no estágio atual, partimos do pressuposto que ela é tida como uma novidade, mas por ser um produto de diversas etapas históricas, iremos defender seu uso para organizações dado o estágio atual de comunicação humana. Cada vez mais preocupados em enxugar custos, empresários e CEOs buscam modelos que se adaptem a novas estratégias sem que o negócio perca versatilidade perante o público consumidor. O público, por outro lado, vive uma era informacional onde a mobilidade é fundamental. Assim pretendemos mostrar que a nuvem se encaixa perfeitamente nessas necessidades, levando-se em consideração as informações produzidas pelas instituições que precisam ser armazenadas e acessadas a todo instante. 7

9 1 Metodologia Este estudo tem caráter exploratório para demonstrar que a computação em nuvem e suas variáveis são o resultado da evolução da internet e da sociedade em rede e, além de refletirem as mudanças da evolução da web, também são soluções para endereçar as demandas atuais. Para isso, tomaremos como base teórica os conceitos de cibercultura de Pierre Lévy e as mudanças da sociedade digital analisadas por Manuel Castells, Zygmunt Bauman e Peter Burke. Quanto à definição de nuvem, faremos uma análise das cinco forças de Michael Porter dentro das camadas desse modelo de TI definidas aqui. Para defesa do uso dessa modalidade frente às mudanças econômicas e sociais traçadas com as evoluções tecnológicas, realizaremos entrevistas presenciais com profissionais e entusiastas do modelo proposto, bem como utilizaremos artigos e palestras de especialistas na área e no seu relacionamento com a sociedade digital. Buscamos definir a computação em nuvem e defender que, se por um lado a computação em nuvem apresenta riscos aos negócios da organização, em contrapartida há uma pressão tecnológica e gerencial visando competitividade frente aos concorrentes, redução de custos em longo prazo, melhoria de processos, etc. para que esse modelo seja aceito nesses ambientes para a comunicação em empresas e no contato das organizações com o público. 8

10 2 O caminho da sociedade e da economia ao mundo digital As evoluções tecnológicas, como o conceito da web 2.0 possível através do acesso à internet com banda larga, por exemplo, abriram novas possibilidades para a forma como o usuário consome informação na sociedade em rede. Um dos principais paradigmas da web 2.0 é a correlação e a semântica de dados na internet, ou seja, essa evolução permitiu que os dados convergissem entre si, tornando essa relação mais inteligente e possibilitando cruzamentos infinitos de informações e possibilidades em novas maneiras de utilizar a tecnologia a seu favor. E a computação em nuvem é uma delas. Mas, para atingir tal estágio, é importante lembrar que a internet não foi criada como conhecemos hoje. Ela surgiu em contexto de guerra fria entre a então União Soviética e os Estados Unidos da América, que desencadeou uma acirrada disputa bélica para medir forças perante o mundo. Em 1949, os americanos observaram os russos testarem a bomba atômica. Em 1953, os russos testaram a primeira bomba de hidrogênio e em 1957, foram os responsáveis por colocar em órbita o satélite artificial Sputnik. Embora os americanos tivessem desenvolvido tecnologias semelhantes, ficaram atrás ante a primeira missão espacial que enviou tal equipamento da Terra para o espaço. O fato de a tecnologia bélica soviética estar um passo à frente que a norte-americana preocupava os yankees. Eles consideravam falha grave de segurança ter a maioria de seus sistemas de comunicação centralizados e baseados em circuito, pois um ataque nuclear por foguete poderia levar à perda total das comunicações se o ponto central de comunicação fosse destruído. Assim, estavam em busca da formação de uma rede de comunicação capaz de resistir a ataques inimigos. Nessas condições, em 1969, o governo norte-americano criou a Advanced Research Projects Agency 1 (ARPA), responsável pelo fluxo de informações entre as instalações militares. O órgão nasceu em meio a essa preocupação em criar um sistema capaz de continuar operando em caso de ataque nuclear, que posteriormente evoluiu para a internet da maneira com a qual conhecemos hoje, como veremos a seguir. O importante é entender o intuito, que era desenvolver um sistema descentralizado e robusto o suficiente para funcionar mesmo se a maior parte da rede fosse destruída. O projeto foi concedido à Rand Corporation ( um centro de pesquisas californiano que frequentemente trabalhava para o Pentágono [CASTELLS, 2001]). Um de seus 1 Agência de Projetos de Pesquisa Avançada 9

11 engenheiros, Paul Baran, desenvolveu uma rede de computadores geograficamente separados, que fora construída sob a premissa de que a comunicação sobre ela seria confiável. A rede foi projetada para ser capaz de funcionar mesmo depois de um ataque nuclear. Para montar uma rede interativa de computadores, o Information Processing Techniques Office (IPTO), também envolvido no projeto, valeu-se de uma tecnologia revolucionária de transmissão de telecomunicações, a comutação por pacote, desenvolvida de forma independente por Paul Baran (CASTELLS, 2001). Esses pacotes eram enviados através de um protocolo chamado Network Control Protocol (NCP). Ao desenvolver este sistema sem ponto de comunicação centralizado, chegava-se a um resultado difícil de ser destruído, pois mesmo que alguns dados ou alguns pontos de comunicação fossem eliminados, a mensagem seria enviada e a rede continuaria funcionando com os pontos restantes. O controle desta rede, tida como uma versão primária da internet era feito por um comando militar para um projeto de controle de sistemas de pesquisa. Como o projeto agregou outras partes do governo e instituições de pesquisa, o Departamento de Defesa do país assumiu o projeto ARPA. Com essa mudança, o projeto passou a se chamar Defense Advanced Research Projects Network (DARPAnet), em meados dos anos 70. O DARPAnet se expandiu para além do Departamento de Defesa americano e a rede foi conectada a universidades. Assim, agora a rede não estava em uso apenas por pesquisadores do governo, mas também pela comunidade acadêmica. Em 1971, o padrão de correio eletrônico foi desenvolvido, e em 1973, 75% do tráfego (HISTORY, 2012) da rede ARPAnet era particular e pessoal de comunicação via . Isso marca o início do uso da internet por civis. Antes da década de 1980, o protocolo NCP foi dividido para isolar as funções em peças separadas de software, simplificando assim, futuros esforços de desenvolvimento. Dessa divisão, foram criados dois protocolos muito conhecidos até hoje o Internet Protocol (IP) e o Transmisison Control Protocol (TCP). O primeiro tem o intuito de endereçar os pacotes de dados, enquanto o segundo foi projetado para lidar com o transporte dos mesmos e torná-lo ainda mais confiável. Assim, nasceu o padrão TCP sobre IP (TCP/IP), utilizado até hoje. Esse protocolo foi adotado como oficial inclusive pelas companhas de telecomunicações da época por ser considerado estável e confiável, já que o governo estava por trás do desenvolvimento dessa tecnologia (HAVERTY, 2009). 10

12 A criação de um sistema operacional chamado BSD Unix, capaz de ligar estações de trabalho individuais diretamente à internet sem a necessidade de investir em sua própria Interface Message Processor (IMP) era interessante. Isto causou um aumento no número de computadores conectados à rede, esses computadores são conhecidos como hosts 2 na rede. A National Science Foundation 3 (NSF) foi criada para continuar as pesquisas e gerenciar a internet. Essa expansão começou por conectar faculdades e universidades que usavam circuitos de velocidade de 56 KBps 4 por segundo (kbps). Mais tarde, a NSF contratou a Merit Network, organização sem fins lucrativos, criada em 1966 para projetar e implementar uma rede de computadores entre as universidades públicas em Michigan, a partir daí a Merit passou a gerir o NSFnet, que atualizou alguns circuitos para chegar a velocidade de 488 KBps. Em 1987, a Merit atualizou mais uma vez seus sistemas para chegar a MBps 5. Em 1990, junto com a MCI e a IBM, a Merit formou uma corporação sem fins lucrativos chamada American Network Services (ANS) para gerenciar o NSFnet. A ANS atualizou a infraestrutura para receber o DS3, serviço de conexão de alta velocidade, podendo chegar até 45 MBps (HISTORY, 2012), considerada alta para os padrões da época. Assim, vemos a rápida configuração da velocidade, aumentando a níveis exponenciais, crescimento que até hoje ocorre e possibilita a transferência de dados em volumes cada vez maiores. Para simplificar o gerenciamento e acesso, bem como problemas de roteamento, a NSF elegeu várias empresas como provedores de acessos regionais, como a Argone, BARRNet, CERFnet, NYSERNet etc. Somente organizações que recebessem financiamento de pesquisa do governo foram autorizadas a se conectar a NSFnet. Isto combinado com a proliferação do sistema operacional de baixo-custo, o BSD Unix, trouxe a internet seu estado pré-web, pois, a internet ainda era uma organização privada e não comercial. Muitas empresas a partir daí viram oportunidade no que havia se tornado então uma rede internacional de computadores. A internet cresceu, de fato, em 1991, com a lei High-Performance Computing Act of 1991 (Public Law ), que decretava a privatização da internet. A proposta foi feita pelo então vice-presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore, que abriu a internet para uso comercial. Em maio de 1993, a National Science Foundation (NSF) escreveu uma solicitação de alocação, provedor e comercialização da internet (NSF93-52). Este determinou a criação de quatro pontos de acesso à rede, conhecida como Network Access Points (NAP), que foram 2 Host é o endereço de um computador na rede 3 Agência federal dedicada ao apoio, à pesquisa e educação em todas as disciplinas científicas e de engenharia 4 kilobyte per second (KBps) equivale a mil bits 5 megabyte per second (MBps) equivale a um milhão de bits 11

13 vendidos por meio de licitação fechada para os seguintes fornecedores: Sprint, Pacific Bell, Ameritech e MFS. Algumas condições de venda foram impostas, como prestar serviços de gestão de rede para equipamentos gerenciados. Essas empresas, também conhecidas como gestores NAP, eram responsáveis por vender conectividade para suas redes e troca de dados para melhor conectividade. Em 1993, o governo norte americano nomeou uma empresa privada para controlar os serviços de registro de domínios com, net, org, etc. Essa empresa chamava-se Network Solutionc Inc. (NSI), e durante cinco anos foi a única a fornecer esse tipo de serviço de registros de domínios. Em 1997, a Internet Assigned Nunbers Authority (IANA), a Internet Engineering Task Force (IETF), a National Science Foundation (NSF), o Federal Networking Council (FNC), e a associações da Europa e Ásia, formaram uma nova organização sem fins lucrativos chamada de American Registry for Internet Numbers (ARIN), cuja autoridade era de gerir IP do espaço de endereços em uso na América do Norte, do Sul, Caribe e sub- saariana. A ARIN iniciou suas operações em 22 de dezembro de Em outubro de 1998, o Governo dos Estados Unidos nomeou uma organização privada chamada Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) para supervisionar a abertura do sistema de registro de nomes de domínios para empresas concorrentes. Esta responsabilidade tecnicamente ainda reside com a InterNIC, nome dado agora para o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. A Network Solutions ainda mantém a raiz dos equipamentos de servidor DNS, e estes equipamentos ainda residem nas propriedades da Network Solutions. Com isso, o surgimento da internet começava a se estruturar para sua operação em larga escala, com empresas administradoras de endereços e domínios e outras provedoras de conexão. O intuito de detalhar este processo vai ao encontro do defendido por Lévy (1999), de que a internet não é algo estanque ao qual fomos impactados nos dias de hoje na sociedade cibercultural. A internet, como demonstramos, foi criada e elaborada pela sociedade militar, civil e empresarial e, portanto, também pode ser vista como um produto da organização social (LÉVY, 1999) Logo, ao fazer parte da realidade cotidiana das organizações, a tecnologia não deve ser vista como algo estanque e externo aos interesses sociais, pois foi criada e desenvolvida a fim de atender diversas demandas. Além disso, a importância de entender a evolução dessas redes é essencial para compreender também o funcionamento da nuvem, já que ela só foi possível com a criação da internet. Em março de 1989, o pesquisador britânico chamado Tim Bernes-Lee foi o responsável pela criação da World Wide Web (WWW). Então cientista na European 12

14 Organization for Nuclear Research (CERN), Lee escreveu um documento intitulado Information Management: A Proposal, com uma proposta de gerenciar informações sobre experimentos da CERN por meio de uma solução baseada em um sistema de hipertexto distribuído a internet. Segundo a própria CERN, a ideia básica da WWW era fundir as tecnologias de computadores pessoais, redes de computadores e hipertextos em um poderoso sistema de informação e de fácil utilização global 6. Tim Berners-Lee e o engenheiro de sistemas da CERN, Robert Cailliau, criaram a linguagem global de hipertexto chamada Hypertext Transfer Protocol (HTTP) e elaboraram o primeiro navegador de rede em outubro de 1990, chamado WorldWideWeb. Algum tempo depois, ele foi renomeado para Nexus a fim de evitar confusão entre o navegador web e o espaço abstrato de informações web. Com ele, nasceu a interface para que as pessoas acessassem a rede recém-criada e estruturada. No Brasil, a primeira conexão à internet foi em Um dos primeiros pacotes da internet brasileira rodou entre o Energy Sciences Network (ESNet) nos Estados Unidos, por meio do Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Depois disso, a rede se expandiu e, em 1995, foi criado o Comitê Gestor da Internet no Brasil. O engenheiro responsável por esse acesso no país foi o professor doutor Demi Getschko, reconhecido internacionalmente por ter feito parte da primeira conexão com a internet brasileira. Neste ano, o acesso foi liberado para instituições educacionais, de pesquisa e a órgãos do governo. Um ano depois, a internet já possuía 17 mil redes em 33 países e havia mais de um milhão de hosts ligados (HISTORY, 2012). O número de requisições por arquivos via File Transfer Protocol (FTP) chegou a 50 mil por mês (HISTORY, 2012). Na medida em que mais países adotavam a internet, a expressão surfar na internet se tornava conhecida, criada então por Jean Armour Polly, autora de uma série de livros sobre internet e usuária ativa desde Em 1992 o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e a Associação para o Progresso das Comunicações (APC) liberaram o uso da internet para ONGs. Em 30 de abril de 1993, a CERN anunciou sua decisão de não patentear ou clamar direitos de autor pela tecnologia web, tornando o protocolo HTTP livre, possibilitando que qualquer pessoa o utilizasse de forma gratuita. 6 The basic idea of the WWW was to merge the technologies of personal computers, computer networking and hypertext into a powerful and easy to use global information system. 13

15 Assim, no final do ano de 1993, a internet poderia ser acessada por qualquer pessoa que tivesse um computador pessoal conectado a um modem de internet. A linguagem Hyper Text Markup Language (HTML), também criada por Tim Berners-Lee, acompanhou a evolução da web, vários navegadores foram desenvolvidos e muitas novas marcações criadas para essa linguagem, o primeiro de todos os navegadores comerciais da época foi o Netscape, capaz de exibir imagens e carregar textos usando estilos e linguagens de marcação até então não abordadas por nenhum browser. Essa foi a virada fundamental da tecnologia, conforme expõe Lévy (1999). Isso porque, até então, dois grupos distintos da sociedade valeram-se da internet: o meio acadêmico e cientifico. Com a criação de uma interface amigável e a expansão da linguagem HTML, cidadãos comuns com computadores pessoais, agora barateados pela evolução da tecnologia, passaram a se apropriar da rede para se comunicar através do correio eletrônico ou em grupos de discussão com pessoas de interesse comum. Mais que isso, a tecnologia de computação e rede também passou a se massificar entre as organizações públicas e privadas, facilitando processos de negócio e sendo amplamente difundidas no cotidiano de suas operações. Paralelamente a essa evolução conceitual do que se entendia por internet, as empresas de fabricação de peças e periféricos como o dispositivo de conexão à rede, o modem, por exemplo, investiam cada vez mais para atender as demandas de um mercado ansioso por novidades tecnológicas. Os discos rígidos, responsáveis pelo armazenamento de dados pessoais, eram desenvolvidos de modo a aumentar cada vez mais em velocidade exponencial a capacidade de armazenamento e velocidade de gravação. A tecnologia gráfica das placas de vídeo era melhorada para aceleradores gráficos, a fim de aumentar o tempo de resposta dos computadores, e assim por diante os aprimoramentos de hardware seguiam em evolução. Em 1994, a National Science Foundation admitiu que a rede construída excedia o seu potencial de financiamento e que não poderia se manter sozinha. Assim, em 1994 a NSF anunciou que, em 1995, iria retirar-se do financiamento da rede NSFnet. Portanto, a rede ficou aberta para a exploração comercial e uso com fins lucrativos. A resposta da comunidade mundial foi imediata. O uso da rede aumentou para patamares nunca antes imaginados e continuou crescendo em ritmo exponencial (HISTÓRIA..., 2012). Em 1994, o banner se popularizou através do site da Wired, o qual incitava o usuário a interagir com o anúncio, a taxa de clique foi de 78% (HISTORY, 2012), do que pode-se chamar de a primeira campanha web. Em 10 de novembro do mesmo ano Jefferson Bezos 14

16 começou sua operação de venda de livros virtual chamada Cadabra que no ano seguinte se transformaria na Amazon.com diversificando seus produtos. No Brasil, estudantes da USP criavam centenas de páginas na internet. A Embratel iniciou o serviço comercial de acesso à web. Como podemos ver, começavam-se os usos comerciais online, e maneiras de monetização dos centros privados que passaram a administrar esse controle. No final de 1994, Sérgio Motta, o então ministro das Comunicações, proibiu a Telebrás de oferecer acesso à internet para o usuário final, o que estimulou a criação de pequenos provedores por todo o país, fazendo com que o ano de 1995 fosse reconhecido como o ano do lançamento comercial de fato da internet no Brasil. Na ocasião, estimava-se que cerca de 30 milhões de pessoas já estivessem conectadas a internet no mundo todo. Em maio, a linguagem de programação Mocha, permitiu o desenvolvimento de aplicativos, independentemente do o sistema operacional utilizado, posteriormente o nome foi alterado para LiveScript e, por fim, JavaScript. A linguagem foi lançada em conjunto a uma versão do então popular navegador Netscape em dezembro de O JavaScript é hoje uma das mais importantes linguagens de programação para navegadores web. Em 1996, as empresas responsáveis pelo desenvolvimento de navegadores já acirravam uma disputa pelo mercado consumidor, portais de internet começaram a nascer no Brasil e a internet era oferecida de forma gratuita, por alguns provedores, como forma de atrair novos usuários. Nesse ano, a Sound Blaster mudou a forma de lidar com áudio nos computadores pessoais que até então era limitado a bipes. Neste mesmo ano também foi lançado o primeiro conversador instantâneo, o ICQ abreviatura de I seek you -, pela empresa israelense Mirabilis. Em 1997 nasceu o streaming que é o fato de consumir vídeos pela internet. Jorn Barger, em dezembro, cria a palavra weblog, depois abreviada para blog, que consiste em um diário on-line. Já existiam alguns desses diários desde o ano anterior, e logo o blog se transformou em um grande sucesso entre os usuários. Em 1998, a rede passou a ser administrada pela Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), uma organização de direito privado sem fins lucrativos, submetida à lei californiana, sob o controle do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. A ICANN tem 13 poderosos computadores, denominados "servidores raiz", instalados nos Estados Unidos (quatro na Califórnia e seis próximos a Washington), na Europa (Estocolmo e Londres) e no Japão (Tóquio). A principal função da ICANN é coordenar 15

17 nomes de domínio DNS. 151 milhões de usuários já estavam conectados a internet nesse ano (HISTORY, 2012). Em 1999, a população usuária de internet no mundo ultrapassava 250 milhões de pessoas e o Brasil já tinha 2,2 milhões desses usuários (HISTÓRIA, 2012). O governo brasileiro lançou o programa Sociedade da Informação, para combater a exclusão digital. A primeira rede banda larga do país foi aberta à população em março de 1998, através da Link Express (HISTÓRIA, 2012). Em 1999 a TVA lançou o serviço Ajato em Minas Gerais e tinha cerca de 6,5 mil assinantes (HISTÓRIA, 2012). Esse tipo de acesso permitia downloads em altas velocidades, mas ainda dependia da linha telefônica para efetuar uploads. De qualquer maneira, foi considerada a primeira banda larga do país. A Telefônica abriu as primeiras inscrições para o Speedy em dezembro do mesmo ano, aumentando ainda mais a penetração da banda larga. No ano seguinte foram lançados serviços semelhantes de outros provedores, como da Canbras (em fevereiro); o Vírtua, da NET Serviços, pertencente à Rede Globo, (julho); e o Supercabo, da TV Jangadeiro/NET Fortaleza (em outubro). No ano de 1999 veio à tona uma preocupação que posteriormente seria conhecido como o bug 7 do milênio, que denota a já então dependência das redes e da internet. Esse bug ocorreria em sistemas antigos desenvolvidos no século XX, que guardavam e interpretavam as datas com dois dígitos no ano. Isso ocorria pela necessidade de se economizar, uma vez que um megabyte de espaço de memoria magnética custava quase 800 dólares. Essa interpretação de dois dígitos para o ano na data acabou se tornando um padrão computacional e foi usado inclusive nos sistemas desenvolvidos posteriormente. A partir daí, surgiu o temor de que após a virada do milênio, os sistemas reconhecessem o ano 2000 como 1900, considerando essa hipótese no dia 1º de janeiro de 2000, os sistemas que não tivessem sido programados adequadamente parariam de funcionar ou produziriam informações incorretas. Como diversas empresas, até mesmo instituições bancárias utilizavam a web para operações básicas, um colapso implicaria num desfacelamento das principais estruturas da vida social. Alguns acreditavam inclusive no fim do mundo como o conhecemos, considerando possíveis falhas no sistema de energia, falhas no transporte, aviões caindo, aplicações bancárias com juros negativos, investidores iriam à falência, o bug do milênio causaria uma enorme desordem no sistema econômico mundial. Nos Estados Unidos, muitas pessoas estocaram comida devido ao medo de um desequilíbrio econômico. Esse fato explica que, 7 Bug é uma expressão que significa falha. 16

18 nessa época, já éramos dependentes das máquinas e dos sistemas computacionais para ditar as regras e políticas sociais (associar essa época a algum conceito de comunicação). O temor ao bug do milênio motivou uma renovação dos sistemas e da infraestrutura responsável por execução desses sistemas, os sistemas foram adequados e poucas falhas foram registradas após à virada da tão temida data. A chamada bolha da internet teve seu ápice no ano de Em março, a bolsa eletrônica Nasdaq atingiu pontuação recorde de 5.048,62 pontos (HISTÓRIA, 2012), na qual eram negociadas as ações de companhias de atuação online. Se, como vimos, os negócios tradicionais eram dependentes da estrutura da internet, as empresas que nela atuavam passaram a ser supervalorizadas. Depois, entrou em queda que chegou a 74% em 30 meses (HISTÓRIA, 2012). O valor das ações das empresas de tecnologia caiu fortemente em mercados de todo o planeta. Esse fato, assim como o bug do milênio demonstra o vislumbramento social em torno da internet e o que ela significa para a sociedade. No Brasil, nesse mesmo ano o provedor de internet Internet Grátis (IG) lançou seu serviço de acesso sem custo para os usuários, apenas através de conexões de baixa velocidade, as conexões banda larga não eram gratuitas. Em 11 de setembro de 2001 um atentado terrorista aos Estados Unidos da América provocou repercussão mundial na rede e fora dela. A internet foi decisiva para que a sociedade pudesse tomar conhecimento do que aconteceria então e o fato trouxe também a rede como instrumento de comunicação. Os portais de notícias apressaram-se em cobrir todos os detalhes do atentado e a sociedade ávida por informação procurava nesses sites entender o que de fato havia acontecido. Esse fato provocou um recorde de audiência nunca antes visto na história da internet, naquele dia muitos sites de notícias caíram com a grande quantidade de acessos, a partir daí pode-se observar que acontecimentos do mundo físico repercutem no mundo virtual e a internet é percebida com mais confiança pela sociedade. É fato que o poder de comunicação provido através da internet mudou a forma de comunicar. A partir desse dia percebeu-se esse potencial na rede, inclusive os próprios veículos de comunicação passaram a valorizar a web como uma fonte de dados. Vários serviços online como álbuns de fotos, correio eletrônico protegido, blogs, conversadores instantâneos, sites de relacionamentos, etc. começaram a modificar o comportamento do usuário de internet. A web 2.0 começava a se manifestar, mas o termo só ficou popularmente conhecido em 2004, como veremos a seguir. 17

19 No dia 4 de fevereiro deste ano, os universitários Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin e Dustin Moskovitz, criaram o site de relacionamentos Facebook, com o objetivo de colocar os estudantes da universidade de Harvard em uma rede social. A rede cresceu e hoje é uma das mais utilizadas no mundo todo. A principio, a rede era apenas para os estudantes de Harvard, e depois foi aberta para os estudantes de outras universidades e finalmente para qualquer usuário. Assim como o surgimento da internet. No dia 9 de novembro a fundação Mozilla desenvolveu o navegador gratuito Firefox. O Brasil já possuía 30 milhões de usuários conectados a internet e a rede social Orkut virou febre entre os brasileiros (HISTÓRIA, 2012). Em 2005 uma pesquisa da emarketer revelou que um bilhão de pessoas ao redor do mundo tinha acesso a internet e que dessas pessoas, 845 milhões usavam a rede regularmente, e ainda que 25% acessavam a rede através de banda larga ou conexões de alta velocidade (HISTÓRIA, 2012). Assim, vemos como aos poucos a rede penetrava na vida cotidiana da maioria da população. No dia 15 de fevereiro foi criado o site de compartilhamento de vídeos YouTube, por Steve Chen, Chad Hurley e Jawed Karim. A ideia era armazenar conteúdo de vídeo como trailers de filmes, trechos de novelas, comerciais, clipes de música e material produzido pelos próprios usuários funcionando como um vídeo blog. O primeiro vídeo foi colocado dois meses e uma semana após a criação do site por um de seus fundadores, Karim, em um zoológico de San Diego. O vídeo está acessível até hoje com quase nove milhões de views 8, o vídeo é famoso por ser o primeiro vídeo da rede que se mostra também um meio de imagens em movimento em alternativa à televisão. Em meio a esses desenvolvimentos viu-se o quanto a internet e seus serviços haviam evoluído, as interfaces deixaram de exibir apenas textos de marcação. No dia 30 de novembro de 2005, Tim O Reilly, fundador da O'Reilly Media e defensor do software livre, publicou um artigo definindo a web 2.0 baseando-se em conceitos de uma nova geração de internet. Nesse cenário, a web já estava completamente difundida até mesmo no Brasil. No mesmo ano, o governo brasileiro preparou uma medida provisória que reduziu a carga tributária para venda de computadores pessoais de até R$ 2.500,00 e formulou o projeto "Computador para Todos", com redução tributária e financiamento para desktops com o sistema operacional Linux custando até R$ 1.400,00. No mesmo ano, o Brasil ganhou destaque mundial quando o brasileiro bateu recorde de tempo de navegação, passando em média 15 horas e 14 minutos na internet. O Brasil tornou-se o primeiro país com maior tempo 8 Visualizações em português 18

20 de navegação domiciliar, ultrapassando o Japão. A medida do governo funcionou e em 2006 o mercado brasileiro de computadores cresceu 43%, vendendo 8,3 milhões de computadores pessoais. Em dezembro, 14,4 milhões de brasileiros já possuíam acesso a internet, de acordo com o Ibope/NetRatings, com navegação média de 21 horas e 39 minutos. Pela oitava vez consecutiva, o Brasil liderou o tempo de navegação na internet e pela primeira vez superou as 21 horas. Um estudo da comscore apontou que o número de usuários que acessam a internet no planeta em março de 2006 atingiu a marca de 694 milhões de pessoas, 14% da população mundial, estimada em 6,5 bilhões de habitantes. (HISTÓRIA, 2012) Segundo o próprio Tim O'Reilly, o termo web 2.0 surgiu durante um brainstorm 9 em uma conferência internacional chamada MediaLive. Nela, Dale Dougherty, pioneiro web e VP da O'Reilly Media, observou que longe de ter quebrado a internet com o estouro da bolha, conforme explicamos anteriormente, a web era mais importante que nunca, com novas aplicações e sites surgindo com surpreendente regularidade. Além do mais, as empresas que não haviam falido após a bolha pareciam ter algo em comum. Será que a bolha das pontocom havia marcado algum tipo de virada para a web, de tal forma que nomear essa nova fase como web 2.0 faria sentido? Eles concordaram que sim e criaram uma conferência para tratar do tema. O termo foi citado aproximadamente 10 milhões de vezes no Google em menos de dois anos. (O REILLY, 2005) Tim O'Reilly destaca em um quadro várias aplicações web da época. Do lado esquerdo, apresenta as aplicações caracterizadas como web 1.0 e do lado direito, as aplicações caracterizadas como web Brainstorming é uma expressão comum que significa tempestade de ideias em português. 19

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