Direito Internacional Público e Privado

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Direito Internacional Público e Privado"

Transcrição

1 Direito Internacional Público e Privado

2

3 Material Teórico Relações Diplomáticas e Consulares Responsável pelo Conteúdo: Prof. Ms. Reinaldo Zychan De Moraes Revisão Textual: Profª. Ms. Rosemary Toffoli

4

5 Relações Diplomáticas e Consulares As relações internacionais na Constituição Federal Relações diplomáticas Relações Consulares Nessa unidade vamos estudar as relações entre os diversos Estados e Organizações Internacionais, é um tema de grande importância na atualidade, particularmente, em razão do importante aumento das relações políticas e econômicas entre eles. Isso acaba por se mostrar uma realidade cada vez mais palpável, basta, nesse particular, observar a grande quantidade de tratados e convenções internacionais que nos últimos anos foram estabelecidos. Atenção Para um bom aproveitamento do curso, leia o material teórico atentamente antes de realizar as atividades. É importante também respeitar os prazos estabelecidos no cronograma. 5

6 Unidade: Relações Diplomáticas e Consulares Contextualização Você já deve ter ouvido frases do tipo: A embaixada americana no Brasil é um território daquele país encravado no nosso. Um diplomata estrangeiro não pode ser preso e não responde pelos crimes que praticar em nosso país. Será que isso, realmente, é verdade? Há tantas dúvidas sobre esse tipo de questão que precisamos saber como as representações diplomáticas e consulares funcionam. Essas e outras questões serão discutidas em nossa aula. Bom estudo! 6

7 1 As relações internacionais na Constituição Federal Nossa Constituição Federal estabelece os princípios norteadores de nossas relações internacionais. Constituição Federal Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I - independência nacional; II - prevalência dos direitos humanos; III - autodeterminação dos povos; IV não intervenção; V - igualdade entre os Estados; VI - defesa da paz; VII - solução pacífica dos conflitos; VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X - concessão de asilo político. Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. Esses princípios mostram, em resumo, que nosso país busca o pleno respeito dos direitos humanos e a cooperação entre os diversos Estados Nacionais. Outra disposição constitucional importante se refere à exigência de que os integrantes da carreira diplomática sejam brasileiros natos. Constituição Federal Art. 12 [...] 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: [...] V - da carreira diplomática; Dentro da estrutura dos Poderes da República cabe ao Presidente da República a nomeação dos Chefes de Missões Diplomáticas de Caráter Permanente, contudo, essa nomeação deve ser precedida de autorização do Senado Federal - artigo 52, inciso IV, da Constituição Federal. 7

8 Unidade: Relações Diplomáticas e Consulares Constituição Federal Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: [...] IV - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente; 2 Relações diplomáticas Em geral, podemos afirmar que as relações entre os sujeitos de direito internacional se desenvolvem de suas formas, chamadas de relações diplomáticas e relações consulares, as quais possuem como principal fundamento o consentimento mútuo entre os evolvidos. As relações diplomáticas cuidam dos interesses políticos dos sujeitos de direito internacional. Para normatizar essas relações o mais importante instrumento é a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (CVRD), assinada em 18 de abril de 1961 e incorporada ao nosso ordenamento interno pelo Decreto n.º /65. Já as relações consulares abrangem temas bastante variados, em especial aqueles ligados à promoção comercial e à prática de atos administrativos (atos notariais). Essas relações possuem como principal norma reitora a Convenção de Viena sobre Relações Consulares (CVRC), assinada em 24 de abril de Em nosso país essa norma foi internalizada pelo Decreto n.º /67. Precisamos entender, antes de tudo, o que é a diplomacia. Para Brownlie, citado por Marcelo D. Varrela: Diplomacia compreende qualquer meio pelo qual os Estados estabelecem ou mantêm relações mútuas, comunicam-se uns com os outros ou realizam transações legais ou políticas, por meio de seus agentes autorizados. (Direito Internacional Público. 4. ed., 2012, p. 331) Muito embora essa definição se refira às relações entre Estados, hoje se entende que a diplomacia compreende as relações entre os sujeitos de direito internacional público, ou seja, os Estados e as Organizações Internacionais. A base das relações diplomáticas é o direito de legação, que é o direito de enviar e de receber diplomatas, o qual somente é reconhecido aos sujeitos de direito internacional. Entre dois sujeitos de direito internacional o exercício do direito de legação parte do pressuposto que ambos aceitam a existência soberana um do outro e que eles desejam estabelecer relações diplomáticas. 8

9 O sujeito de direito internacional que envia seus diplomatas é chamado de Estado de origem ou Estado acreditante, sendo que aquele que os recebe é denominado Estado de acolhimento ou Estado acreditado. O início dos trabalhos do Chefe da Missão diplomática se dá após a acreditação, ou seja, do ato formal pelo qual o Estado de acolhimento recebe as credenciais do diplomata enviado pelo Estado de origem e o reconhece como representante deste. Segundo a CVRD a acreditação também poderá ocorrer com a comunicação da chegada do Chefe da Missão diplomática ao Estado de acolhimento e a apresentação de cópia figuradas de suas credenciais ao Ministério das Relações Exteriores (artigo 13). 2.1 Definições A CVRD apresenta em seu artigo 1 algumas importantes definições que acabam por ser importantes elementos para a compreensão de suas disposições. São elas: Chefe de Missão é a pessoa encarregada pelo Estado acreditante de agir nessa qualidade. Membros da Missão são o Chefe da Missão e os membros do pessoal da Missão. Membros do Pessoal da Missão são os membros do pessoal diplomático, do pessoal administrativo e técnico e do pessoal de serviço da Missão. Membros do Pessoal Diplomático são os membros do pessoal da Missão que tiverem a qualidade de diplomata. Agente Diplomático é o Chefe da Missão ou um membro do pessoal diplomático da Missão. Membros do Pessoal Administrativo e Técnico são os membros do pessoal da Missão empregados no serviço administrativo e técnico da Missão. Membros do Pessoal de Serviço são os membros do pessoal da Missão empregados no serviço doméstico da Missão. Criado particular é a pessoa do serviço doméstico de um membro da Missão que não seja empregado do Estado acreditante. Locais da Missão são os edifícios, ou parte dos edifícios, e terrenos anexos, seja quem for o seu proprietário, utilizados para as finalidades da Missão inclusive a residência do Chefe da Missão. 9

10 Unidade: Relações Diplomáticas e Consulares 2.2 Missão Diplomática A missão diplomática é formada pelo conjunto de diplomatas que representam um Estado perante outro sujeito de Direito Internacional (Estado ou Organização Internacional), podendo se permanente ou temporária. A missão diplomática e seu Chefe têm direito de usar os símbolos representativos do Estado acreditante nos locais da missão, na residência do Chefe da Missão e nos seus meios de transporte. CVRD Artigo 20 A missão e seu Chefe terão o direito de usar a bandeira e o escudo do Estado acreditante nos locais da Missão, inclusive na residência do Chefe da Missão e nos seus meios de transporte Missão Permanente Pode ter diversas naturezas: Embaixadas: responsáveis pela representação política; Consulados e vice-consulados: praticam atos voltados à representação comercial e atos administrativos notariais. Delegações, missões ou escritórios: realizam, de forma mais reduzida, alguns dos trabalhos que seriam próprios de embaixadas e consulados. Em razão do baixo volume de relações diplomáticas e comerciais, bem como para propiciar a racionalização de gastos na manutenção de missões diplomáticas é possível que: ¾ Um Estado seja representado pela missão diplomática de outro Estado. É o que ocorre, por exemplo, se o Estado A solicita que o Estado B realize a sua representação perante o Estado C. Na CVRD essa situação está prevista em seu artigo 6, cuja redação é a seguinte: CVRD Artigo 6 Dois ou mais Estados poderão acreditar a mesma pessoa como Chefe de Missão perante outro Estado, a não ser que o Estado acreditado a isso se oponha. ¾ Um Estado pode manter uma missão diplomática que o represente em vários Estados de determinada região. Assim, por exemplo, a missão diplomática de A, situada no Estado B, também realiza a sua representação nos Estados C, D e E, todos vizinhos. 10

11 Essa situação está prevista no artigo 5.1. da CVRD. CVRD Artigo 5 1. O Estado acreditante poderá depois de haver feito a devida notificação aos Estados creditados interessados, nomear um Chefe de Missão ou designar qualquer membro do pessoal diplomático perante dois ou mais Estados, a não ser que um dos Estados acreditados a isso se oponha expressamente Missão temporária ou especial É enviada a um Estado ou Organização Internacional com objetivo de realizar tarefa determinada ou para participar de negociação específica. 2.3 Pessoal da missão diplomática Cada Estado tem ampla liberdade de escolher o pessoal que irá atuar em sua representação, porém, em regra, eles devem possuir a nacionalidade do Estado acreditante. Segundo nosso sistema constitucional, como foi mencionado, em se tratando de diplomatas de carreira, somente é admissível que eles sejam brasileiros natos, contudo, brasileiros naturalizados e estrangeiros (que, portanto, não integram essa carreira) podem desempenhar outras atividades na missão. Há, porém, uma limitação, pois o Estado acreditado: ¾ Pode não consentir que uma pessoa que possui a sua nacionalidade exerça funções na missão diplomática. ¾ Mesmo que inicialmente tenha consentido nessa situação, o Estado acreditado pode voltar atrás a qualquer tempo. ¾ Esse mesmo direito pode ser exercido em relação a estrangeiros que não sejam nacionais do Estado acreditante. O Estado acreditado poderá, sem a necessidade de justificar a sua decisão, notificar o Estado acreditante que o Chefe da Missão ou qualquer membro do pessoal diplomático da Missão é persona non grata ou que qualquer outro membro da missão não é aceitável. Nesse caso, o Estado acreditante deverá: ¾ Retirar essa pessoa da Missão Diplomática; ¾ Dar por terminada as suas funções na Missão, desvinculando-a da representação do Estado acreditante. Isso somente ocorre em situações extremamente graves, tais como no caso da prática de crimes ou de crises diplomáticas mais sérias. 11

12 Unidade: Relações Diplomáticas e Consulares CVRD Artigo 9 1. O Estado acreditado poderá a qualquer momento, e sem ser obrigado a justificar a sua decisão, notificar ao Estado acreditante que o Chefe da Missão ou qualquer membro do pessoal diplomático da Missão é persona non grata ou que outro membro do pessoal da Missão não é aceitável. O Estado acreditante, conforme o caso, retirará a pessoa em questão ou dará por terminadas as suas funções na Missão. Uma Pessoa poderá ser declarada non grata ou não aceitável mesmo antes de chegar ao território do Estado acreditado. 2. Se o Estado acreditante se recusar a cumprir, ou não cumpre, dentro de um prazo razoável, as obrigações que lhe incumbem, nos termos do parágrafo 1 desse artigo, o Estado acreditado poderá recusar-se a reconhecer tal pessoa como membro da Missão Inviolabilidade do agente diplomático A CVRD estabelece uma série de disposições sobre a inviolabilidade dos agentes diplomáticos. CVRD Artigo 29 A pessoa do agente diplomático é inviolável. Não poderá ser objeto de nenhuma forma de detenção ou prisão. O Estado acreditado tratá-lo-á com o devido respeito e adotará todas as medidas adequadas para impedir qualquer ofensa à sua pessoa, liberdade ou dignidade. Artigo 30 A residência particular do agente diplomático goza da mesma inviolabilidade e proteção que os locais da missão. 2. Seus documentos, sua correspondência e, sob reserva do disposto no parágrafo 3 do artigo 31, seus bens gozarão igualmente de inviolabilidade. Artigo O agente diplomático gozará de imunidade de jurisdição penal do Estado acreditado. Gozará também da imunidade de jurisdição civil e administrativa, a não ser que se trate de: a) uma ação real sobre imóvel privado situado no território do Estado acreditado, salvo se o agente diplomático o possuir por conta do Estado acreditado para os fins da missão. b) uma ação sucessória na qual o agente diplomático figure, a título privado e não em nome do Estado, como executor testamentário, administrador, herdeiro ou legatário. c) uma ação referente a qualquer profissão liberal ou atividade comercial exercida pelo agente diplomático no Estado acreditado fora de suas funções oficiais. 2. O agente diplomático não é obrigado a prestar depoimento como testemunha. 3. O agente diplomático não está sujeito a nenhuma medida de execução a não ser nos casos previstos nas alíneas a, b e c do parágrafo 1 deste artigo e desde que a execução possa realizar-se sem afetar a inviolabilidade de sua pessoa ou residência. 4. A imunidade de jurisdição de um agente diplomático no Estado acreditado não o isenta da jurisdição do Estado acreditante. 12

13 Observe, em especial, o disposto no artigo 31.4, que prescreve que o agente diplomático poderá estar imune da jurisdição do país acreditado, mas poderá responder por sua conduta no país acreditante. Com algumas ressalvas, essa imunidade também abrange, nos termos do artigo 37 da CVRD: ¾ Os membros da família do agente diplomático que com ele convivam, desde que não sejam nacionais do Estado acreditado; ¾ Os membros do pessoal administrativo e técnico da missão, assim como os membros de suas famílias que com eles convivam, desde que não sejam nacionais do Estado acreditado. É importante destacar que o Estado acreditante poderá, por ato expresso, renunciar a essa imunidade de jurisdição (artigo 32 da CVRD). 2.4 Local da missão diplomática Compreende o conjunto de imóveis e instalações físicas ocupadas pela missão diplomática. Em geral, esse local é adquirido pelo Estado acreditante, contudo, poderá, em razão de acordo, ser cedido pelo Estado acreditado. Atualmente, não faz sentido mencionar que esse local é território do Estado acreditante, contudo, isso não quer dizer que ele não possui algumas formas específicas de proteção ditadas pela CVRD Proteção dos locais da missão A CVRD estabelece a inviolabilidade dos locais da missão. CVRD Artigo Os locais da Missão são invioláveis. Os Agentes do Estado acreditado não poderão neles penetrar sem o consentimento do Chefe da Missão. 2. O Estado acreditado tem a obrigação especial de adotar todas as medidas apropriadas para proteger os locais da Missão contra qualquer intrusão ou dano e evitar perturbações à tranquilidade da Missão ou ofensas à sua dignidade. 3. Os locais da Missão, em mobiliário e demais bens neles situados, assim como os meios de transporte da Missão, não poderão ser objeto de busca, requisição, embargo ou medida de execução. Essa inviolabilidade também se estende aos arquivos e documentos da missão. 13

14 Unidade: Relações Diplomáticas e Consulares CVRD Artigo 24 Os arquivos e documentos da Missão são invioláveis, em qualquer momento e onde quer que se encontrem. 2.5 Funções da missão diplomática Elas estão previstas, em especial, no artigo 3 da CVRD. CVRD Artigo 3 As funções de uma Missão diplomática consistem, entre outras, em: a) representar o Estado acreditante perante o Estado acreditado; b) proteger no Estado acreditado os interesses do Estado acreditante e de seus nacionais, dentro dos limites permitidos pelo direito internacional; c) negociar com o Governo do Estado acreditado; d) inteirar-se por todos os meios lícitos das condições existentes e da evolução dos acontecimentos no Estado acreditado e informar a esse respeito o Governo do Estado acreditante; e) promover relações amistosas e desenvolver as relações econômicas, culturais e científicas entre o Estado acreditante e o Estado acreditado. 2. Nenhuma disposição da presente Convenção poderá ser interpretada como impedindo o exercício de funções consulares pela Missão diplomática. 3 Relações Consulares As relações consulares possuem objeto próprio e forma de tratamento similar para o pessoal consular e os locais consulares. Precisamos destacar, contudo, que em razão da diversidade de missões, o rompimento de relações diplomáticas não acarreta o rompimento de relações consulares, sendo que, quando isso ocorrer o Estado receptor (aquele que recebe a representação consular de outro Estado) deve respeitar e proteger o local consular, seus bens e arquivos, mesmo que eles estejam em guerra Funções consulares Elas estão dispostas no artigo 5º da CVRC, cuja redação é a seguinte:

15 CVRC ARTIGO 5º Funções Consulares As funções consulares consistem em: a) proteger, no Estado receptor, os interesses do Estado que envia e de seus nacionais, pessoas físicas ou jurídicas, dentro dos limites permitidos pelo direito internacional; b) fomentar o desenvolvimento das relações comerciais, econômicas, culturais e científicas entre o Estado que envia o Estado receptor e promover ainda relações amistosas entre eles, de conformidade com as disposições da presente Convenção; c) informar-se, por todos os meios lícitos, das condições e da evolução da vida comercial, econômica, cultural e científica do Estado receptor, informar a respeito o governo do Estado que envia e fornecer dados às pessoas interessadas; d) expedir passaporte e documentos de viagem aos nacionais do Estado que envia, bem como visto e documentos apropriados às pessoas que desejarem viajar para o referido Estado; e) prestar ajuda e assistência aos nacionais, pessoas físicas ou jurídicas, do Estado que envia; f) agir na qualidade de notário e oficial de registro civil, exercer funções similares, assim como outras de caráter administrativo, sempre que não contrariem as leis e regulamentos do Estado receptor; g) resguardar, de acordo com as leis e regulamentos do Estado receptor, os interesses dos nacionais do Estado que envia, pessoas físicas ou jurídicas, nos casos de sucessão por morte verificada no território do Estado receptor; h) resguardar, nos limites fixados pelas leis e regulamentos do Estado receptor, os interesses dos menores e dos incapazes, nacionais do país que envia, particularmente quando para eles for requerida a instituição de tutela ou curatela; i) representar os nacionais do país que envia e tomar as medidas convenientes para sua representação perante os tribunais e outras autoridades do Estado receptor, de conformidade com a prática e os procedimentos em vigor neste último, visando conseguir, de acordo com as leis e regulamentos do mesmo, a adoção de medidas provisórias para a salvaguarda dos direitos e interesses destes nacionais, quando, por estarem ausentes ou por qualquer outra causa, não possam os mesmos defendê-los em tempo útil; j) comunicar decisões judiciais e extrajudiciais e executar comissões rogatórias de conformidade com os acordos internacionais em vigor, ou, em sua falta, de qualquer outra maneira compatível com as leis e regulamentos do Estado receptor; k) exercer, de conformidade com as leis e regulamentos do Estado que envia, os direitos de controle e de inspeção sobre as embarcações que tenham a nacionalidade do Estado que envia, e sobre as aeronaves nele matriculadas, bem como sobre suas tripulações; 15

16 Unidade: Relações Diplomáticas e Consulares l) prestar assistência às embarcações e aeronaves a que se refere à alínea k do presente artigo e também às tripulações; receber as declarações sobre as viagens dessas embarcações examinar e visar os documentos de bordo e, sem prejuízo dos poderes das autoridades do Estado receptor, abrir inquéritos sobre os incidentes ocorridos durante a travessia e resolver todo tipo de litígio que possa surgir entre o capitão, os oficiais e os marinheiros, sempre que autorizado pelas leis e regulamentos do Estado que envia; m) exercer todas as demais funções confiadas à repartição consular pelo Estado que envia, as quais não sejam proibidas pelas leis e regulamentos do Estado receptor, ou às quais este não se oponha, ou ainda as que lhe sejam atribuídas pelos acordos internacionais em vigor entre o Estado que envia e o Estado receptor. 3.2 Pessoal consular O Chefe da repartição consular pode pertencer a quatro categorias: Cônsules-gerais; Cônsules; Vice-cônsules; Agentes consulares. Os funcionários consulares devem ter, em regra, a mesma nacionalidade do Estado que envia, sendo que, a nomeação de pessoas da nacionalidade do Estado receptor somente poderá ocorrer com a sua concordância. CVRC ARTIGO 22º Nacionalidade dos funcionários consulares. 1. Os funcionários consulares deverão, em princípio, ter a nacionalidade do Estado que envia. 2. Os funcionários consulares só poderão ser escolhidos dentre os nacionais do Estado receptor com o consentimento expresso desse Estado o qual poderá retirá-lo a qualquer momento. 3. O Estado receptor poderá reservar-se o mesmo direito em relação aos nacionais de um terceiro Estado que não forem também nacionais do Estado que envia. 16 Com a concordância do Estado receptor dois ou mais Estados podem nomear a mesma pessoa como funcionário consular. A amplitude da inviolabilidade dos agentes diplomáticos não se repete em relação aos funcionários consulares, pois estes poderão ser presos em crimes graves e em razão de decisão judicial.

17 CVRC ARTIGO 41º Inviolabilidade pessoal dos funcionários consulares 1. Os funcionários consulares não poderão ser detidos ou presos preventivamente, exceto em caso de crime grave e em decorrência de decisão de autoridade judiciária competente. 2. Exceto no caso previsto no parágrafo 1 do presente artigo, os funcionários consulares não podem ser presos nem submetidos a qualquer outra forma de limitação de sua liberdade pessoal, senão em decorrência de sentença judiciária definitiva. 3. Quando se instaurar processo penal contra um funcionário consular, este será obrigado a comparecer perante as autoridades competentes. Todavia, as diligências serão conduzidas com as deferências devidas à sua posição oficial e, exceto no caso previsto no parágrafo 1 deste artigo, de maneira a que perturbe o menos possível o exercício das funções consulares. Quando, nas circunstâncias previstas no parágrafo 1 deste artigo, for necessário decretar a prisão preventiva de um funcionário consular, o processo correspondente deverá iniciar-se sem a menor demora. 3.3 Locais consulares Os locais consulares possuem também inviolabilidade, nos termos da CVRC. CVRC ARTIGO 31º Inviolabilidade dos locais consulares 1. Os locais consulares serão invioláveis na medida do previsto pelo presente artigo. 2. As autoridades do Estado receptor não poderão penetrar na parte dos locais consulares que a repartição consular utilizar exclusivamente para as necessidades de seu trabalho, a não ser com o consentimento do chefe da repartição consular, da pessoa por ele designada ou do chefe da missão diplomática do Estado que envia. Todavia, o consentimento do chefe da repartição consular poderá ser presumido em caso de incêndio ou outro sinistro que exija medidas de proteção imediata. 3. Sem prejuízo das disposições do parágrafo 2 do presente artigo, o Estado receptor terá a obrigação especial de tomar as medidas apropriadas para proteger os locais consulares contra qualquer invasão ou dano, bem como para impedir que se perturbe a tranquilidade da repartição consular ou se atente contra sua dignidade. 17

18 Unidade: Relações Diplomáticas e Consulares Material Complementar A base de nossa aula consistiu em duas convenções internacionais. Conheça um pouco mais sobre elas nos seguintes links: - Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (CVRD), assinada em 18 de abril de 1961 e incorporada ao nosso ordenamento interno pelo Decreto n.º /65: planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d56435.htm - Convenção de Viena sobre Relações Consulares (CVRC), assinada em 24 de abril de Em nosso país essa norma foi internalizada pelo Decreto n.º /67: planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d61078.htm 18

19 Referências LENZA, P. (2013). Direito Constitucional Esquematizado. 17. ed. São Paulo: Saraiva. NEVES, G. B. (2009). Direito internacional público e direito internacional privado. 3. ed. São Paulo: Atlas. REZEK, F. (1998). Direito internacional público: curso elementar. 7. ed. São Paulo: Saraiva. VARELLA, M. D. (2012). Direito Internacional Público. 4. ed. São Paulo: Saraiva. 19

20 Unidade: Relações Diplomáticas e Consulares Anotações 20

21 Campus Liberdade Rua Galvão Bueno, 868 CEP São Paulo SP Brasil Tel: (55 11)

22

Disciplina: Direito Internacional Público

Disciplina: Direito Internacional Público Disciplina: Direito Internacional Público Tema: Órgãos do Estado nas relações internacionais, imunidades diplomáticas e consulares e meios de solução de conflitos internacionais Prof. Rodrigo de Victor

Leia mais

Goethe (Werther, 1774)!

Goethe (Werther, 1774)! Goethe (Werther, 1774)! "Que homens são aqueles, cuja alma pende inteira do cerimonial e durante longos anos encaminham todos seus esforços no fito de poderem ocupar um lugar mais perto da cabeceira da

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL

DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO CONSTITUCIONAL 01. Considere as seguintes normas constitucionais: I. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando

Leia mais

Artigo 2 o Estabelecimento de relações consulares 1. O estabelecimento de relações consulares entre Estados far se á por consentimento mútuo.

Artigo 2 o Estabelecimento de relações consulares 1. O estabelecimento de relações consulares entre Estados far se á por consentimento mútuo. Convenção de Viena sobre Relações Consulares c Assinado em Viena (Áustria), em 24 de abril de 1963. Aprovada pelo Dec. Legislativo n o 6, de 5 de abril de 1967, e promulgada pelo Dec. n o 61.078, de 26

Leia mais

Direito Constitucional. TÍTULO I - Dos Princípios Fundamentais art. 1º ao 4º

Direito Constitucional. TÍTULO I - Dos Princípios Fundamentais art. 1º ao 4º Direito Constitucional TÍTULO I - Dos Princípios Fundamentais art. 1º ao 4º Constituição A constituição determina a organização e funcionamento do Estado, estabelecendo sua estrutura, a organização de

Leia mais

Política Externa do Brasil

Política Externa do Brasil Política Externa do Brasil A política externa é o conjunto de objetivos políticos que um determinado Estado almeja alcançar nas suas relações com os demais países do mundo. Definição planejada e objetiva

Leia mais

Senhores Membros do Congresso Nacional,

Senhores Membros do Congresso Nacional, Mensagem n o 873 Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição, submeto à elevada consideração de Vossas Excelências,

Leia mais

Direito Constitucional

Direito Constitucional Barbara Rosa Direito Constitucional Princípios Fonte: elfactorhumanoburgos.com Direito Constitucional Princípios PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS - Elementos basilares da Constituição. - Eles nos auxiliam a entender

Leia mais

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 03/09/2016 Prof. Luciano Dutra: autor das obras Direito Constitucional Essencial, Direito Constitucional para a OAB em Exercícios Comentados (e-book), Direito Constitucional

Leia mais

TRATADO ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE A TRANSFERÊNCIA DE PESSOAS CONDENADAS

TRATADO ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE A TRANSFERÊNCIA DE PESSOAS CONDENADAS TRATADO ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE A TRANSFERÊNCIA DE PESSOAS CONDENADAS TRATADO ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE A TRANSFERÊNCIA DE PESSOAS CONDENADAS

Leia mais

A República Portuguesa e a República Federativa do Brasil (doravante denominadas «Partes»):

A República Portuguesa e a República Federativa do Brasil (doravante denominadas «Partes»): Decreto n.º 30/2002 Acordo entre a República Portuguesa e a República Federativa do Brasil sobre o Exercício de Actividades Remuneradas por parte de Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Administrativo,

Leia mais

ORLANDO JÚNIOR DIREITO CONSTITUCIONAL

ORLANDO JÚNIOR DIREITO CONSTITUCIONAL ORLANDO JÚNIOR DIREITO CONSTITUCIONAL Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: Assistente Administrativo Considerando o que dispõe a Constituição Federal sobre os direitos e garantias fundamentais,

Leia mais

Direito Internacional Público Prof. Marcelo Bessa

Direito Internacional Público Prof. Marcelo Bessa Página 1 de 8 Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas Celebrada em Viena a 18 de abril de 1961; aprovada pelo Decreto Legislativo nº 103, de 1964. depósito do instrumento brasileiro de ratificação

Leia mais

Convenção de Viena sobre Relações Consulares

Convenção de Viena sobre Relações Consulares Convenção de Viena sobre Relações Consulares Celebrada em Viena, a 24 de abril de 1963 Assinada pelo Brasil em 24 de abril de 1963 Aprovada pelo Decreto Legislativo nº 6, de 1967 Depósito de instrumento

Leia mais

FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA: DEFENSORIA PÚBLICA E

FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA: DEFENSORIA PÚBLICA E FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA: MINISTÉRIO PÚBLICO, DEFENSORIA PÚBLICA E ADVOCACIA Profª Me. Érica Rios erica.carvalho@ucsal.br MINISTÉRIO PÚBLICO Definição: instituição permanente e essencial à função jurisdicional

Leia mais

Direito Constitucional -Poder Legislativo- Profº. Cleiton Coutinho

Direito Constitucional -Poder Legislativo- Profº. Cleiton Coutinho Direito Constitucional -Poder Legislativo- Profº. Cleiton Coutinho 01. Quanto ao Congresso Nacional, considere: I. O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal,

Leia mais

Brasileiros natos: Brasileiros naturalizados: São brasileiros naturalizados:

Brasileiros natos: Brasileiros naturalizados: São brasileiros naturalizados: Brasileiros natos: a) Os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; b) Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro

Leia mais

XIII REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Lisboa, 24 de Julho de 2008

XIII REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Lisboa, 24 de Julho de 2008 XIII REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Lisboa, 24 de Julho de 2008 Acordo de Cooperação Consular entre os Estados Membros da Comunidade dos Países

Leia mais

O Governo Português e o Conselho da Europa:

O Governo Português e o Conselho da Europa: Resolução da Assembleia da República n.º 21/96 Acordo Suplementar ao Acordo Geral sobre Privilégios e Imunidades do Conselho da Europa, concluído entre Portugal e o Conselho da Europa, referente ao Centro

Leia mais

ARTIGOS 1º AO 4º. A vigente Constituição Federal (de 5 de outubro de 1988) contém a

ARTIGOS 1º AO 4º. A vigente Constituição Federal (de 5 de outubro de 1988) contém a ARTIGOS 1º AO 4º A vigente Constituição Federal (de 5 de outubro de 1988) contém a definição jurídica da Organização do Estado brasileiro, no seu artigo 1º: A República Federativa do Brasil, formada pela

Leia mais

Delegado Polícia Federal Direito Internacional Nacionalidade Paulo Portela

Delegado Polícia Federal Direito Internacional Nacionalidade Paulo Portela Delegado Polícia Federal Direito Internacional Nacionalidade Paulo Portela Nacionalidade Ponto 3.3. População; nacionalidade; tratados multilaterais; estatuto da igualdade. Professor: Paulo Henrique Gonçalves

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL

DIREITO INTERNACIONAL M539d DIREITO INTERNACIONAL Mendonça, João Victor Mendes de Gomes e. Direito internacional : direito diplomático noções e particularidades / João Victor Mendes de Gomes e Mendonça. Varginha, 2015. 78 slides.

Leia mais

DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL CAPÍTULO I DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL

DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL CAPÍTULO I DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL Em virtude do novo Código de Processo Civil (Lei 13.105, de 16.3.15, que entrará em vigor em 17.3.16, passará a vigorar as novas disposições sobre a Competência Internacional, conforme os artigos abaixo

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 554, DE

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 554, DE SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 554, DE 2011 Altera o 1 o do art. 306 do Decreto-Lei n o 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), para determinar o prazo de vinte e quatro

Leia mais

Sujeitos de Direito Internacional Público DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO. Prof. Ana Cristina. Posição Clássica

Sujeitos de Direito Internacional Público DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO. Prof. Ana Cristina. Posição Clássica DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Sujeitos de Direito Internacional Público Prof. Ana Cristina Os sujeitos de Direito Internacional Público são as pessoas a quem as normas jurídicas internacionais se destinam,

Leia mais

PROTOCOLO SOBRE TRANSFERÊNCIA DE PESSOAS SUJEITAS A REGIMES ESPECIAIS

PROTOCOLO SOBRE TRANSFERÊNCIA DE PESSOAS SUJEITAS A REGIMES ESPECIAIS MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 13/05 PROTOCOLO SOBRE TRANSFERÊNCIA DE PESSOAS SUJEITAS A REGIMES ESPECIAIS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e as Decisões N 07/96, 18/04, 28/04 e 34/04

Leia mais

Férias Remuneradas (Revisão)

Férias Remuneradas (Revisão) 1 CONVENÇÃO N. 132 Férias Remuneradas (Revisão) Aprovada na 54ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra 1970), entrou em vigor no plano internacional em 30.6.73. Não obstante tenha o

Leia mais

SUMÁRIO. Capítulo I Teoria da Constituição...1

SUMÁRIO. Capítulo I Teoria da Constituição...1 SUMÁRIO Capítulo I Teoria da Constituição...1 1. Constituição...1 1.1 Conceito...1 1.2. Classificação das Constituições...1 1.3. Interpretação das Normas Constitucionais...3 1.4. Preâmbulo Constitucional...5

Leia mais

ACORDO SOBRE O BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA E ASSISTÊNCIA JURÍDICA GRATUITA ENTRE OS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL

ACORDO SOBRE O BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA E ASSISTÊNCIA JURÍDICA GRATUITA ENTRE OS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC Nº 49/00 ACORDO SOBRE O BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA E ASSISTÊNCIA JURÍDICA GRATUITA ENTRE OS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto,

Leia mais

Direito. Constitucional. Nacionalidade

Direito. Constitucional. Nacionalidade Direito Constitucional Nacionalidade Espécies: Nacionalidade Originária Nacionalidade originária/primária/genuína: aquela atribuída ao indivíduo em razão do seu nascimento, independentemente de sua vontade.

Leia mais

Ministério dos Negócios Estrangeiros + Secretaria+Geral Decreto+Lei n.º 183/72

Ministério dos Negócios Estrangeiros + Secretaria+Geral Decreto+Lei n.º 183/72 Ministério dos Negócios Estrangeiros + Secretaria+Geral Decreto+Lei n.º 183/72 de 30 de Maio Usando da faculdade conferida pela 2.ª parte do n.º 2.º do artigo 109.º da Constituição, o Governo decreta e

Leia mais

TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto.

TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto. MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 34/05 ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO NO TERRITÓRIO DA REPÚBLICA DA COMISSÃO PARLAMENTAR CONJUNTA DO MERCOSUL

Leia mais

NACIONALIDADE PROFA. ME. ÉRICA RIOS

NACIONALIDADE PROFA. ME. ÉRICA RIOS NACIONALIDADE PROFA. ME. ÉRICA RIOS ERICA.CARVALHO@UCSAL.BR CONCEITO Vínculo jurídico que liga uma pessoa a um ou mais Estados. Apenas quando a nação se organiza em Estado, entidade jurídicopolítica, a

Leia mais

Maratona TJ-PR Direito Constitucional. Prof. Ricardo Vale

Maratona TJ-PR Direito Constitucional. Prof. Ricardo Vale Maratona TJ-PR Direito Constitucional Prof. Ricardo Vale (1) Igualdade Material - Ações Afirmativas - Súmula Vinculante nº 37: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos

Leia mais

DIREITO DA NACIONALIDADE. TORRES, Hélio Darlan Martins¹ MELO, Ariane Marques de²

DIREITO DA NACIONALIDADE. TORRES, Hélio Darlan Martins¹ MELO, Ariane Marques de² DIREITO DA NACIONALIDADE TORRES, Hélio Darlan Martins¹ MELO, Ariane Marques de² RESUMO Nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a determinado Estado; é a qualidade de nacional,

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N o 2.379, DE 2006 (MENSAGEM N o 20, de 2006) Aprova o texto do Tratado sobre Extradição entre o Governo da República Federativa

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade,

Leia mais

Convenção sobre Prevenção e Repressão de Infracções contra Pessoas Gozando de Protecção Internacional, Incluindo os Agentes Diplomáticos.

Convenção sobre Prevenção e Repressão de Infracções contra Pessoas Gozando de Protecção Internacional, Incluindo os Agentes Diplomáticos. Resolução da Assembleia da República n.º 20/94 Convenção sobre Prevenção e Repressão de Crimes contra Pessoas Gozando de Protecção Internacional, Incluindo os Agentes Diplomáticos Aprova, para ratificação,

Leia mais

Esses, em síntese, os fatos de interesse.

Esses, em síntese, os fatos de interesse. Nº 600414/2016 ASJCIV/SAJ/PGR Relator: Ministro Marco Aurélio Autora: União Réu: Consulado Geral da França no Rio de Janeiro CONSTITUCIONAL E INTERNACIONAL. AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. EXECUÇÃO FISCAL CONTRA

Leia mais

ACORDO-QUADRO ENTRE A REPÚBLICA DE CABO VERDE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE DEFESA

ACORDO-QUADRO ENTRE A REPÚBLICA DE CABO VERDE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE DEFESA ACORDO-QUADRO ENTRE A REPÚBLICA DE CABO VERDE E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE DEFESA ACORDO-QUADRO ENTRE A REPÚBLICA DE CABO VERDE E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE

Leia mais

DECRETO N.º 42/XIII. A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

DECRETO N.º 42/XIII. A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte: DECRETO N.º 42/XIII Regime da restituição de bens culturais que tenham saído ilicitamente do território de um Estado membro da União Europeia (transpõe a Diretiva 2014/60/UE do Parlamento Europeu e do

Leia mais

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O IMAMAT ISMAILI PARA O ESTABELECIMENTO DA SEDE DO IMAMAT ISMAILI EM PORTUGAL

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O IMAMAT ISMAILI PARA O ESTABELECIMENTO DA SEDE DO IMAMAT ISMAILI EM PORTUGAL ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O IMAMAT ISMAILI PARA O ESTABELECIMENTO DA SEDE DO IMAMAT ISMAILI EM PORTUGAL A República Portuguesa e o Imamat Ismaili, doravante designados por "Partes, Considerando

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus Direitos iguais e inalienáveis é o fundamento

Leia mais

Textos, filmes e outros materiais. Categorias/ Questões. Habilidades e Competências. Conteúdos/ Matéria. Tipo de aula.

Textos, filmes e outros materiais. Categorias/ Questões. Habilidades e Competências. Conteúdos/ Matéria. Tipo de aula. PLANO DE CURSO DISCIPLINA: ORGANIZAÇÕES E TRATADOS INTERNACIONAIS (CÓD. ENEX 60146) ETAPA: 9ª TOTAL DE ENCONTROS: 15 SEMANAS Semana Conteúdos/ Matéria Categorias/ Questões Tipo de aula Habilidades e Competências

Leia mais

ACORDO ENTRE O GOVERNO PORTUGUÊS E A COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA REFERENTE AO ESTABELECIMENTO DA SEDE DA COMUNIDADE EM PORTUGAL.

ACORDO ENTRE O GOVERNO PORTUGUÊS E A COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA REFERENTE AO ESTABELECIMENTO DA SEDE DA COMUNIDADE EM PORTUGAL. Resolução da Assembleia da República n.º 23/99 Acordo entre o Governo Português e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Referente ao Estabelecimento da Sede da Comunidade em Portugal. Aprova, para

Leia mais

Roteiro básico para investimento estrangeiro no Brasil

Roteiro básico para investimento estrangeiro no Brasil Roteiro básico para investimento estrangeiro no Brasil Introdução O presente Roteiro para Investimento Estrangeiro no Brasil tem o objetivo de informar e esclarecer, de forma simples e objetiva, a potenciais

Leia mais

C Sistema destinado à preparação para Concursos Públicos e Aprimoramento Profissional via INTERNET

C Sistema destinado à preparação para Concursos Públicos e Aprimoramento Profissional via INTERNET 1 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO ON-LINE AULA 7 (Clique aqui para assistir à aula on-line) PRINCIPAIS CONVENÇÕES 5.1 CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS Os Estados-Partes na Presente Convenção,

Leia mais

Cartilha para Estágio Curricular Supervisionado

Cartilha para Estágio Curricular Supervisionado Cartilha para Estágio Curricular Supervisionado Comissão de Estágio: Coordenador do Colegiado: Professor Luiz Filipe Schuch Professora: Tânia Regina Bettin dos Santos Suplente: Amanda de Souza da Motta

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL 2014

DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL 2014 DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL 2014 51. "José da Silva, Senador da República, discursa na tribuna do Senado defendendo a legalização do aborto para mulheres grávidas que não tenham constituído

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES CAPÍTULO IV DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA Seção I Do Ministério Público Art. 127. O Ministério Público é instituição

Leia mais

DESTACAMENTO DE TRABALHADORES NO ÂMBITO DE UMA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Lei n.º 29/2017

DESTACAMENTO DE TRABALHADORES NO ÂMBITO DE UMA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Lei n.º 29/2017 DESTACAMENTO DE TRABALHADORES NO ÂMBITO DE UMA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Lei n.º 29/2017 A Lei n.º 29/2017, de 30 de maio, veio transpor para a ordem jurídica interna a Diretiva 2014/67/UE, do Parlamento Europeu

Leia mais

Dos Direitos Individuais (I) Profª Me. Érica Rios

Dos Direitos Individuais (I) Profª Me. Érica Rios Dos Direitos Individuais (I) Profª Me. Érica Rios erica.carvalho@ucsal.br O QUE SÃO DIREITOS INDIVIDUAIS? Direitos fundamentais do indivíduo (pessoa física ou jurídica), garantindo-lhe iniciativa autônoma

Leia mais

AGUIAR CÓDIGO DE CONDUTA

AGUIAR CÓDIGO DE CONDUTA COMISSARIA de Despachos Ltda. CÓDIGO DE CONDUTA COMISSARIA de Despachos Ltda. INTRODUÇÃO Aguiar COMISSÁRIA de Despachos Ltda., presta serviços de despachos aduaneiros junto a alfândega brasileira desde

Leia mais

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 1 Constituição. 1.1 Conceito, classificações, princípios fundamentais. 2 Direitos e garantias fundamentais. 2.1 Direitos e deveres individuais e coletivos, Direitos sociais,

Leia mais

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS REDE JURIS DIREITO CONSTITUCIONAL PROF. BRUNO PONTES PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS TÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS (arts. 1º ao 4º) TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS (arts. 5º ao 17) Capítulo

Leia mais

Direito Constitucional TJ/RJ Prof. Carlos Andrade

Direito Constitucional TJ/RJ Prof. Carlos Andrade Direito Constitucional TJ/RJ Prof. Carlos Andrade 19. Segundo a Constituição Federal, os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional,

Leia mais

ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA DO PARAGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO INSTITUTO SOCIAL DO MERCOSUL

ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA DO PARAGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO INSTITUTO SOCIAL DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC Nº 28/07 ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA DO PARAGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO INSTITUTO SOCIAL DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o

Leia mais

RESOLUÇÃO CUNI Nº 571. O Conselho Universitário da Universidade Federal de Ouro Preto, no uso de suas atribuições legais,

RESOLUÇÃO CUNI Nº 571. O Conselho Universitário da Universidade Federal de Ouro Preto, no uso de suas atribuições legais, RESOLUÇÃO CUNI Nº 571 Aprova o Regimento do Alojamento Estudantil da UFOP. O Conselho Universitário da Universidade Federal de Ouro Preto, no uso de suas atribuições legais, Considerando o disposto no

Leia mais

LEGISLAÇÃO APLICADA AO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO PROF. GIL SANTOS

LEGISLAÇÃO APLICADA AO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO PROF. GIL SANTOS AULA 1 EXERCÍCIOS DEFINIÇÃO MINISTÉRIO PÚBLICO 1)Ao tratar das funções essenciais à justiça, estabelece a Constituição Federal, com relação ao Ministério Público, que: A) incumbe-lhe a defesa da ordem

Leia mais

COMPETÊNCIA: Ao Defensor Público-Chefe, sem prejuízo de suas funções institucionais, compete, especialmente:

COMPETÊNCIA: Ao Defensor Público-Chefe, sem prejuízo de suas funções institucionais, compete, especialmente: Os órgãos de atuação da DPU em cada Estado, no Distrito Federal e nos Territórios serão dirigidos por Defensor Público-Chefe, designado pelo Defensor Publico-Geral, dentre os integrantes da carreira LODPU,

Leia mais

MIINIISTÉRIIO DA EDUCAÇÃO UNIIVERSIIDADE FEDERAL DE IITAJUBÁ. Criada pela Lei nº , de 24 de abril de 2002

MIINIISTÉRIIO DA EDUCAÇÃO UNIIVERSIIDADE FEDERAL DE IITAJUBÁ. Criada pela Lei nº , de 24 de abril de 2002 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ Criada pela Lei nº 10.435, de 24 de abril de 2002 MIINIISTÉRIIO DA EDUCAÇÃO UNIIVERSIIDADE FEDERAL DE IITAJUBÁ REGIMENTO DO CONSELHO CURADOR PREÂMBULO

Leia mais

Normas Mínimas da Marinha Mercante

Normas Mínimas da Marinha Mercante 1 CONVENÇÃO N. 147 Normas Mínimas da Marinha Mercante I Aprovada na 62ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra 1976), entrou em vigor no plano internacional em 28.11.81. II Dados referentes

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)

Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) PREÂMBULO Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui

Leia mais

PROVA ESTÁGIO DPU ) Não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, conforme expresso no artigo 1º da Constituição Federal:

PROVA ESTÁGIO DPU ) Não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, conforme expresso no artigo 1º da Constituição Federal: PROVA ESTÁGIO DPU 2017 1) Não é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, conforme expresso no artigo 1º da Constituição Federal: a) a cidadania b) a dignidade da pessoa humana c) os valores

Leia mais

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos... Parágrafo

Leia mais

Manual de Negociação

Manual de Negociação Disciplina: Processo Decisório Prof. Gustavo Nogueira Manual de Negociação Organizador: Gilberto Sarfati 1º Edição 2010 Clarissa Brandão Clarissa Brandão é advogada, mestre em Direito Internacional e Integração

Leia mais

SISTEMA CONSTITUCIONAL DAS CRISES. Profa. Me. Érica Rios

SISTEMA CONSTITUCIONAL DAS CRISES. Profa. Me. Érica Rios SISTEMA CONSTITUCIONAL DAS CRISES Profa. Me. Érica Rios erica.carvalho@ucsal.br Defesa do Estado? A defesa do Estado não tem mais a conotação que tinha na ditadura militar. A associação com as Forças Armadas

Leia mais

ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA DO PARAGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL PERMANENTE DE REVISÃO

ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA DO PARAGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL PERMANENTE DE REVISÃO MERCOSUL/CMC/DEC Nº 01/05 ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA DO PARAGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL PERMANENTE DE REVISÃO TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção,

Leia mais

Lei n.º 122/99, de 20 de Agosto, Regula a vigilância electrónica prevista no artigo 201.º do Código de Processo Penal

Lei n.º 122/99, de 20 de Agosto, Regula a vigilância electrónica prevista no artigo 201.º do Código de Processo Penal 1/7 Lei n.º 122/99, de 20 de Agosto, Regula a vigilância electrónica prevista no artigo 201.º do Código de Processo Penal JusNet 170/1999 Link para o texto original no Jornal Oficial (DR N.º 194, Série

Leia mais

FLÁVIO ALENCAR NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL. 1ª Edição JUN 2013

FLÁVIO ALENCAR NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL. 1ª Edição JUN 2013 FLÁVIO ALENCAR NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 325 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS GABARITADAS Seleção das Questões: Prof. Flávio Alencar Coordenação e Organização: Mariane dos Reis 1ª Edição JUN 2013

Leia mais

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DA DEFESA

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DA DEFESA ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DA DEFESA A República Portuguesa e a República Federativa do Brasil, doravante referidas como as Partes

Leia mais

Decreto n.º 23/2000 Protocolo à Convenção Europeia de Segurança Social, aberto à assinatura em Estrasburgo em 11 de Maio de 1994

Decreto n.º 23/2000 Protocolo à Convenção Europeia de Segurança Social, aberto à assinatura em Estrasburgo em 11 de Maio de 1994 Decreto n.º 23/2000 Protocolo à Convenção Europeia de Segurança Social, aberto à assinatura em Estrasburgo em 11 de Maio de 1994 A Convenção Europeia de Segurança Social, de que Portugal é Parte Contratante,

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA - CEP FADISMA

REGIMENTO INTERNO DO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA - CEP FADISMA REGIMENTO INTERNO DO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA - CEP FADISMA Titulo I Da Finalidade Art. 1º - O Comitê de Ética em Pesquisa da FADISMA (CEP), previsto no Código de Ética da Instituição, é uma instância

Leia mais

Obtendo a Nacionalidade brasileira

Obtendo a Nacionalidade brasileira Direito Constitucional Da Nacionalidade A nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a um certo e determinado Estado, fazendo deste indivíduo um componente do povo, da dimensão pessoal

Leia mais

MATÉRIA PROFESSOR AULA XX. Direito (interno) Philippe Raposo

MATÉRIA PROFESSOR AULA XX. Direito (interno) Philippe Raposo MATÉRIA PROFESSOR AULA XX Direito (interno) Philippe Raposo BIBLIOGRAFIA Constituição Federal (atualizada) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm Comentários à Constituição

Leia mais

INSTRUÇÃO PROMOTOR NATURAL: O

INSTRUÇÃO PROMOTOR NATURAL: O INSTRUÇÃO PROMOTOR NATURAL: O inquérito civil e o procedimento preparatório serão presididos pelo membro do Ministério Público a quem for conferida essa atribuição, nos termos da normatização de regência.

Leia mais

ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO PARLAMENTO DO MERCOSUL

ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO PARLAMENTO DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 34/07 ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO PARLAMENTO DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção,

Leia mais

Universidade Federal de São Paulo Comissão de Capacitação dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação REGIMENTO INTERNO

Universidade Federal de São Paulo Comissão de Capacitação dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação REGIMENTO INTERNO Universidade Federal de São Paulo Comissão de Capacitação dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação REGIMENTO INTERNO 2012 CAPÍTULO I DA NATUREZA Art. 1º - A Comissão de Capacitação dos Servidores

Leia mais

Nacionalidade. Prof. ª Bruna Vieira

Nacionalidade. Prof. ª Bruna Vieira Nacionalidade Prof. ª Bruna Vieira 1. Nacionalidade (art. 12 da CF) É o vínculo de natureza jurídica e política que integra o indivíduo a um determinado Estado. Após isso, o sujeito passa a fazer parte

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 0 TJSP

DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 0 TJSP DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 0 TJSP Prof. Jean Pitter O CONCURSO BANCA: VUNESP CARGO: Escrevente Técnico Judiciário. ESCOLARIDADE: Ensino médio. REMUNERAÇÃO: Inicial: R$ 5.697,16, incluindo salário de R$

Leia mais

NACIONALIDADE. Questões CESPE

NACIONALIDADE. Questões CESPE NACIONALIDADE Ano: 2015Banca: CESPEÓrgão: MPOGProva: Analista Técnico Administrativo - Cargo 2 Acerca dos princípios fundamentais e dos direitos e deveres individuais e coletivos, julgue o item a seguir.

Leia mais

ANEXO REGULAMENTO DE DOCUMENTOS DE VIAGEM

ANEXO REGULAMENTO DE DOCUMENTOS DE VIAGEM DECRETO N o 1.983, DE 14 DE AGOSTO DE 1996 Institui, no âmbito do Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça e da Diretoria-Geral de Assuntos Consulares, Jurídicos e de Assistência a Brasileiros

Leia mais

Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se. eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no

Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se. eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos. Art. 45. A Câmara

Leia mais

POSTO DE RECRUTAMENTO E MOBILIZAÇÃO

POSTO DE RECRUTAMENTO E MOBILIZAÇÃO POSTO DE RECRUTAMENTO E MOBILIZAÇÃO 10.001 DIFERENCIAR BRASILEIRO NATO DE NATURALIZADO; e IDENTIFICAR DOCUMENTOS DE CIDADÃO ESTRANGEIRO, e de BRASILEIRO NATO. A presente instrução destina-se a orientar

Leia mais

A LEI. de 15 de Fevereiro de sobre a nacionalidade polaca. Capítulo 1. Cidadãos polacos

A LEI. de 15 de Fevereiro de sobre a nacionalidade polaca. Capítulo 1. Cidadãos polacos A LEI de 15 de Fevereiro de 1962 sobre a nacionalidade polaca Capítulo 1 Cidadãos polacos Art. 1. A data da entrada em vigor da presente lei, os cidadãos polacos são pessoas que têm a nacionalidade polaca

Leia mais

ACORDO DE SEDE ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA

ACORDO DE SEDE ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA ACORDO DE SEDE ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA O Governo da República Federativa do Brasil e A Organização do Tratado de Cooperação

Leia mais

I - DA DEFINIÇÃO E OBJETIVOS II - DA COMPOSIÇÃO, DIREITOS E DEVERES DOS MEMBROS

I - DA DEFINIÇÃO E OBJETIVOS II - DA COMPOSIÇÃO, DIREITOS E DEVERES DOS MEMBROS REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO PERMANENTE DE ACOMPANHAMENTO DE AÇÕES JUDICIAIS RELEVANTES - COPAJURE DO CONSELHO NACIONAL DOS DIRIGENTES DE REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL - CONAPREV I - DA DEFINIÇÃO

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Reorganiza as atribuições gerais e as classes dos cargos da Carreira Policial Federal, fixa a remuneração e dá outras providências.

Leia mais

SECRETARIA DO MERCOSUL RESOLUÇÃO GMC Nº 26/01 ARTIGO 10 FÉ DE ERRATAS ORIGINAL

SECRETARIA DO MERCOSUL RESOLUÇÃO GMC Nº 26/01 ARTIGO 10 FÉ DE ERRATAS ORIGINAL MERCOSUL/CMC/DEC. N 32/09 ACORDO DE SEDE ENTRE A REPÚBLICA ARGENTINA E O MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL) PARA O FUNCIONAMENTO DO INSTITUTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE DIREITOS HUMANOS TENDO EM VISTA: O Tratado

Leia mais

CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DA EXIGÊNCIA DE LEGALIZAÇÃO DE DOCUMENTOS PÚBLICOS ESTRANGEIROS. (Celebrada em 5 de outubro de 1961)

CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DA EXIGÊNCIA DE LEGALIZAÇÃO DE DOCUMENTOS PÚBLICOS ESTRANGEIROS. (Celebrada em 5 de outubro de 1961) Junho de 2015 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira 12 125 CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DA EXIGÊNCIA DE LEGALIZAÇÃO DE DOCUMENTOS PÚBLICOS ESTRANGEIROS (Celebrada em 5 de outubro de 1961) Os Estados Signatários

Leia mais

El Salvador Atualizado em:

El Salvador Atualizado em: SEGURANÇA SOCIAL El Salvador Atualizado em: 12-11-2015 Esta informação destina-se a que cidadãos Pessoas que estejam ou tenham estado sujeitas à legislação de Portugal ou de El Salvador, referida no separador

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2016

PROJETO DE LEI Nº DE 2016 PROJETO DE LEI Nº DE 2016 Altera os prazos previstos na Lei nº 13.254, de 13 de janeiro de 2016, que dispõe sobre o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) de recursos, bens ou direitos

Leia mais

CONVÊNIO DE INTEGRAÇÃO CINEMATOGRÁFICA IBERO-AMERICANA

CONVÊNIO DE INTEGRAÇÃO CINEMATOGRÁFICA IBERO-AMERICANA CONVÊNIO DE INTEGRAÇÃO CINEMATOGRÁFICA IBERO-AMERICANA Os Estados signatários do presente Convênio, Conscientes de que a atividade cinematográfica deve contribuir para o desenvolvimento e para a identidade

Leia mais

Direito Processual Penal

Direito Processual Penal Direito Processual Penal Citação e Intimação Professor Joerberth Nunes www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Processual Penal CITAÇÃO E INTIMAÇÃO TÍTULO X Das Citações e Intimações CAPÍTULO I DAS CITAÇÕES

Leia mais

ARTIGO 1.º. O artigo 2.º da Convenção é alterado da seguinte forma: 1. O número 1 é suprimido e substituído pelo seguinte número:

ARTIGO 1.º. O artigo 2.º da Convenção é alterado da seguinte forma: 1. O número 1 é suprimido e substituído pelo seguinte número: PROTOCOLO QUE ALTERA A CONVENÇÃO ENTRE PORTUGAL E A FRANÇA PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO E ESTABELECER REGRAS DE ASSISTENCIA ADMINISTRATIVA RECÍPROCA EM MATÉRIA DE IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO ASSINADA

Leia mais

Regras de Arbitragem aplicáveis à Divisão Antidoping do CAS

Regras de Arbitragem aplicáveis à Divisão Antidoping do CAS Regras de Arbitragem aplicáveis à Divisão Antidoping do CAS Preâmbulo CONSIDERANDO que o Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (doravante COI ) delegou seu poder de decisão quanto a qualquer

Leia mais

Envia-se em anexo, à atenção das delegações, o documento JOIN(2016) 26 final.

Envia-se em anexo, à atenção das delegações, o documento JOIN(2016) 26 final. Conselho da União Europeia Bruxelas, 8 de junho de 2016 (OR. en) Dossiê interinstitucional: 2016/0166 (NLE) 10023/16 COEST 150 PROPOSTA de: data de receção: 7 de junho de 2016 para: n. doc. Com.: Assunto:

Leia mais

MEMORIAIS. República do Paraguai. Manuel Maria Cáceres Agente Paraguaio. José Emílio Gorostiaga Conselheiro Paraguaio.

MEMORIAIS. República do Paraguai. Manuel Maria Cáceres Agente Paraguaio. José Emílio Gorostiaga Conselheiro Paraguaio. MEMORIAIS República do Paraguai Manuel Maria Cáceres Agente Paraguaio José Emílio Gorostiaga Conselheiro Paraguaio Fundamentação A República do Paraguai, na data de 03 de abril de 1998, apresentou, perante

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 345, DE 2012

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 345, DE 2012 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 345, DE 2012 Acrescenta art. 194-A à Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, para determinar aos oficiais de registro de imóveis a comunicação da mudança de

Leia mais

Renata Tibyriçá Defensora Pública do Estado

Renata Tibyriçá Defensora Pública do Estado Renata Tibyriçá Defensora Pública do Estado Defensoria Pública é instituição prevista na Constituição Federal (art. 134), presta assistência jurídica gratuita à população necessitada (geralmente são atendidas

Leia mais