Prof. Raul de Mello Franco Jr. - UNIARA PODER EXECUTIVO. 3ª aula. Prof. Raul de Mello Franco Jr.

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1 PODER EXECUTIVO 3ª aula Prof. Raul de Mello Franco Jr.

2 SUBSÍDIOS do PRESIDENTE, do VICE e dos MINISTROS São fixados pelo CN, por decreto-legislativo (art. 49, VIII, CF). Devem ser fixados em parcela única. Estão sujeitos à tributação e ao teto constitucional. Podem ser alterados no curso do mandato.

3 SUBSÍDIOS do GOVERNADOR, PREFEITOS e SECRETÁRIOS GOVERNADOR, Vice e Secretários: subsídios são fixados por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa (art. 28, 2º, CF). PREFEITO, Vice e Secretários: subsídios são fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal (art. 29, V, CF). Valem as demais observações feitas quanto aos subsídios do Presidente e Vice.

4 PERDA DO MANDATO EXTINÇÃO ato ou fato incompatível com a continuidade do mandato (ex.: morte, renúncia). CASSAÇÃO (impeachment) consequência de condenação criminal (crime comum ou de responsabilidade).

5 RENÚNCIA Desistência voluntária da continuidade do exercício do mandato: A) EXPRESSA declarada em ato formal perante o CN. B) TÁCITA deduzida de comportamento incompatível com a continuidade do mandato.

6 RENÚNCIA TÁCITA Prof. Raul de Mello Franco Jr. - UNIARA Atos que equivalem à renúncia A) não comparecimento à posse em 10 dias, sem motivo de força maior (art. 78, un.,cf). B) ausência do país por período superior a 15 dias, sem licença do CN (art. 83, CF).

7 CASSAÇÃO A responsabilidade criminal do Presidente pode se dar: A) por crime comum B) por crime de responsabilidade

8 PRERROGATIVAS DO PRESIDENTE 1. PRERROGATIVA DE FORO - Crime comum STF (arts. 86, caput e art. 102, i, b, CF) - Crime de responsabilidade SENADO (arts. 86, caput e art. 52, I, CF)

9 PRERROGATIVAS DO PRESIDENTE 2. IRRESPONSABILIDADE PENAL RELATIVA Na vigência do mandato, o Presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções (art. 86, 4º, CF). Responde apenas por crimes comuns in officio ou propter officium (= no exercício das funções) Essa prerrogativa não se aplica a Governadores e Prefeitos.

10 PRERROGATIVAS DO PRESIDENTE 3. IMUNIDADE FORMAL QUANTO À PRISÃO Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão (art. 86, 3º, CF). Essa prerrogativa não se aplica a Governadores e Prefeitos.

11 PRERROGATIVAS DO PRESIDENTE 4. IMUNIDADE FORMAL QUANTO AO PROCESSO A abertura de processo criminal contra o Presidente depende de prévia autorização da Câmara dos Deputados, por 2/3 de seus membros (art. 51, inc. I, CF).

12 CRIME DE RESPONSABILIDADE Previsão genérica, na CF: art. 85 Previsão específica, na lei: Lei 1079/50 Denúncia pode partir de qualquer cidadão que esteja no exercício de seus direitos políticos.

13 CRIME COMUM Entende-se por comum qualquer crime que não seja classificado como de responsabilidade. Ex.: crimes previstos no CP, na lei de licitações, no CDC, da lei eleitoral, abuso de autoridade etc. Denúncia deve ser apresentada pelo Procurador Geral da República, perante o STF. Queixa-crime apresentada por particular Procedimento: lei 8.038/90 e arts. 230 a 246 do RISTF

14 PROCESSO CONTRA O PRESIDENTE DUAS FASES 1ª Fase - JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DA ACUSAÇÃO (art. 86, caput e art. 51, inc. I, CF) 2ª Fase RECEBIMENTO DA DENÚNCIA, PROCESSO e JULGAMENTO (art. 86, caput, art. 52, I e único e art. 102, I, b, CF).

15 PROCESSO CONTRA O PRESIDENTE DUAS FASES 1ª Fase - JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DA ACUSAÇÃO (art. 86, caput e art. 51, inc. I, CF) Incumbe à Câmara dos Deputados autorizar a abertura do processo, por 2/3 de seus membros.

16 PROCESSO CONTRA O PRESIDENTE DUAS FASES 2ª Fase RECEBIMENTO DA DENÚNCIA, PROCESSO e JULGAMENTO (art. 86, caput, art. 52, I e único e art. 102, I, b, CF). Se o crime for de responsabilidade, incumbe ao SENADO FEDERAL: A) receber a denúncia, por maioria simples B) processar e, ao final, julgar o Presidente. A condenação depende de 2/3 de seus membros. Para o processo e julgamento, o Senado é presidido pelo Presidente do STF (art. 52, único,

17 PROCESSO CONTRA O PRESIDENTE DUAS FASES 2ª Fase RECEBIMENTO DA DENÚNCIA, PROCESSO e JULGAMENTO (art. 86, caput, art. 52, I e único e art. 102, I, b, CF). Se o crime for comum, incumbe ao STF: A) receber a denúncia B) processar e, ao final, julgar o Presidente. A condenação depende de decisão da maioria (6 votos).

18 CONSEQUÊNCIAS DA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO CRIMINAL CONTRA O PRESIDENTE

19 SUSPENSÃO SUSPENSÃO DO EXERCÍCIO DO MANDATO DURANTE O PROCESSO - com o recebimento da denúncia, o Presidente é suspenso de suas funções por até 180 dias (art. 86, 1º e 2º, CF). Aplica-se tanto ao processo por crime de responsabilidade como por crime comum.

20 SUSPENSÃO Se decorridos 180 dias o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo (art. 86, 2º, CF).

21 ABSOLVIÇÃO Se absolvido, o Presidente retoma o exercício do cargo (se ainda estiver afastado) e o processo é arquivado.

22 CONDENAÇÃO Consequências POR CRIME COMUM decisão do STF, por maioria. Importa em: A) cumprimento da pena imposta B) perda do cargo (art. 15, III, CF) C) suspensão dos direitos políticos durante o cumprimento da pena D) possível inelegibilidade por mais 8 anos, dependendo do crime (Ficha Limpa LC 64/90)

23 CONDENAÇÃO Consequências POR CRIME DE RESPONSABILIDADE decisão por 2/3 do SENADO. Importa em: A) perda do cargo B) Inabilitação, por 8 anos, para o exercício de função pública Recurso ao STF: não cabe, exceto por lesão ou ameaça a direito (infrações ao devido processo legal).

24 RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS GOVERNADORES

25 RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS GOVERNADORES PRERROGATIVA DE FORO: a) Para crimes comuns STJ (art. 105, inc. I, A, CF ). b) Para crimes de responsabilidade a lei 1079/50 prevê o julgamento por um Tribunal Especial (5 Deputados + 5 Desembargadores o órgão é presidido pelo Presidente do TJ).

26 Imunidade formal A abertura de processos contra Governadores, ainda que por crimes que não tenham ligação com o mandato, depende de autorização do Legislativo, conforme dispuser a legislação máxima da unidade da Federação. Nos Estados depende de autorização da Assembleia Legislativa No DF depende de autorização da Câmara Legislativa

27 RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS PREFEITOS (Prerrogativa de foro)

28 RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS PREFEITOS PRERROGATIVA DE FORO: 1. Para crimes comuns a) De competência da Justiça Estadual TJ do Estado (art. 29, inc. X, CF) b) De competência da Justiça Federal TRF (Súmula 702, STF) c) De competência da Justiça Eleitoral TRE (Súmula 702, STF)

29 RESPONSABILIDADE CRIMINAL DOS PREFEITOS Prof. Raul de Mello Franco Jr. - UNIARA PRERROGATIVA DE FORO: 2. Para crimes de responsabilidade (Decreto-lei 201/67) a) Crimes de resp. PRÓPRIOS (art. 1º - delito) TJ do Estado. Ex.: apropriar-se de bens ou rendas do Município. b) Crimes de resp. IMPRÓPRIOS (art. 4º - infração político-administrativa) CÂMARA MUNICIPAL. Ex.: impedir o regular funcionamento da Câmara ou deixar de publicar as leis.

30 Imunidade formal Os Prefeitos não contam com imunidade formal, ou seja, para a abertura de processos criminais contra eles não é necessária a licença da respectiva Câmara Municipal.

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