POLÍTICA NACIONAL DO CÂNCER FEMININO. Rio de Janeiro RJ 30 de junho de 2011

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1 MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE - SAS DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA DAE Coordenação-Geral de Média e Alta Complexidade POLÍTICA NACIONAL DO CÂNCER FEMININO Maria Inez Pordeus Gadelha Rio de Janeiro RJ 30 de junho de 2011

2 CONFLITO DE INTERESSES Declaro-me sem conflito de interesses de qualquer tipo ou natureza.

3 O CÂNCER NO SUS

4 Interação entre os Níveis de Atenção Porta de Entrada Emergência Porta de Entrada Nível Primário Atenção Básica Promoção Prevenção Diagóstico Precoce Acompanhamento Cuidados Paliativos Diagnóstico Cuidados Paliativos Nível Terciário Média e Alta Complexidade Diagnóstico Tratamento/Acompanhamento Reabilitação Suporte p/ Cuidados Paliativos Nível Secundário Média Complexidade Especialidades Diagnóstico Precoce Diagnóstico Oportuno Tratamento /Acompanhamento Reabilitação Cuidados Paliativos

5 GASTOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE (em R$) BLOCOS PAB FIXO PACS -PSF COMBATE ÀS CARÊNCIAS NUTRICIONAIS FARMÁCIA BÁSICA VACINAS E VACINAÇÃO INCENTIVO PARA CONTROLE DE ENDEMIAS ( FNS ) CONTROLE DE ENDEMIAS/ERRADICAÇÃO DO AEDES ( FUNASA ) MAC HOSPITAIS PRÓPRIOS MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS AQUISIÇÃO E DISTRIB. DE MEDICAMENTOS ESTRATÉGICOS AQUIS. E DISTRIB. MEDICAMENTOS/DST/AIDS PESSOAL ATIVO PESSOAL INATIVO E PENSIONISTA AMORTIZAÇÃO SUBTOTAL DEMAIS (investimentos) TOTAL MS ORÇAMENTO 2010: R$ 64,4 bilhões 2011: R$ 71,4 bilhões

6 Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer. Conjunto de ações estratégicas do Governo Federal Manaus AM 22 de março de 2011

7 Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer. EIXOS 1. Fortalecimento do Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo de Útero. 2. Fortalecimento do Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama. 3. Ampliação e Qualificação da Assistência Oncológica no SUS. EIXOS TRANSVERSAIS 1. Difusão de informação e mobilização social 2. Informação epidemiológica melhoria dos sistemas de informação e vigilância do câncer.

8 1. Fortalecimento do Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero

9 Eixo 1: Fortalecimento do Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo de Útero. Objetivos: I Garantir o acesso ao exame preventivo com qualidade a todas as mulheres de anos de idade. II Qualificar o diagnóstico e o tratamento das lesões precursoras do câncer do colo do útero. Componentes: 1 Fortalecimento da gestão do Programa, acompanhamento e monitoramento. 2 - Qualificação de equipes da Atenção Básica para o rastreamento. 3 - Gestão da Qualidade dos exames de Citopatologia. 4 - Garantia da confirmação diagnóstica e tratamento das lesões precursoras.

10 Componente 1 - Fortalecimento da gestão do Programa Fortalecer a gestão regionalizada do Programa. Qualificação das equipes técnicas de gestão. Mudança do modelo de financiamento das ações de rastreamento: financiamento dos exames de rastreamento incentivos para organização da gestão incentivos para programas de qualidade

11 Componente 2 - Qualificação de equipes da APS para o rastreamento Desenvolver ações de Educação Permanente em Saúde para qualificação das equipes da APS, com apoio SGETS/MS e INCA/MS.

12 Componente 3 Gestão da Qualidade da Citopatologia Indução de escala na realização de exames. Monitoramento interno da qualidade dos exames MIQ. Monitoramento externo de qualidade MEQ. Ampliar a oferta de cursos de citotécnicos por meio das Escolas Ténicas do SUS.

13 Componente 4 Garantia da confirmação diagnóstica e tratamento das lesões precursoras. Estruturação de 20 Serviços de Referência para diagnóstico e tratamento de lesões precursoras. R$ 2 milhões investimento e R$ 14 milhões de custeio A partir de projetos de redes regionalizadas contemplando toda a linha de cuidado, apresentados pelos gestores (CGR-SES), prioridade para Região Norte e Nordeste. Estruturação de Centros Qualificadores de Ginecologistas Revisão das diretrizes de tratamento das lesões precursoras publicação julho/2011 INCA-MS

14 Acompanhamento e monitoramento Indicadores específicos dos projetos, do Pacto pela Vida e outros do Programa. RESULTADO ESPERADO em 5 a 10 anos: Redução da incidência e da mortalidade por câncer do colo do útero. Prioridade: Na região Norte reduzir em 70% a incidência em 10 anos.

15 2. Fortalecimento do Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama

16 Eixo 2: Fortalecimento do Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama. Objetivos I- Garantia do acesso de todas as mulheres com lesões palpáveis ao imediato esclarecimento diagnóstico e tratamento ( Diagnóstico precoce política de alerta). II- Ampliar o acesso à mamografia de rastreamento com qualidade às mulheres da população-alvo. (Faixa etária de 50 a 69 anos: OMS e países com rastreamento organizado.) III - Qualificação da rede de atenção para o controle do câncer de mama. Componentes: 1 Fortalecimento da gestão do Programa, acompanhamento e monitoramento. 2 - Qualificação de equipes da APS para a detecção precoce. 3 - Programa de Qualidade da Mamografia. 4 - Garantia da confirmação diagnóstica e encaminhamento dos casos de câncer identificados.

17 Componente 1 - Fortalecimento da gestão do Programa Fortalecer a gestão regionalizada do Programa. Qualificação das equipes técnicas para gestão da detecção precoce do câncer de mama. Componente 2 - Qualificação de equipes da APS para a detecção precoce do câncer de mama Desenvolver ações de Educação Permanente em Saúde para com apoio SGETS/MS e INCA/MS. qualificação

18 Componente 3 Programa Nacional de Qualidade da Mamografia Implementar a gestão da qualidade da mamografia em todo o país. Diagnóstico da situação de funcionamento dos mamógrafos do SUS Força Tarefa

19 Componente 4 Garantia de Confirmação Diagnóstica Estruturar 50 Serviços de Referência para o Diagnóstico Mamário (SDM) no Brasil R$ 50 milhões investimento e R$ 112,3 milhões de custeio (recursos novos)

20 Acompanhamento e Monitoramento Levantar e avaliar os indicadores Específicos dos projetos, do Pacto pela Vida e outros do Programa. Definir parâmetros nacionais para a detecção precoce do câncer mama: Projeto piloto de Curitiba de RESULTADO ESPERADO: Que todas as mulheres com suspeitas clínicas ou mamográficas de câncer de mama tenham acesso ao diagnóstico e início do tratamento em até 60 dias.

21 3. Ampliação e Fortalecimento da Alta Complexidade na Rede de Atenção Oncológica

22 A ALTA COMPLEXIDADE EM ONCOLOGIA NO SUS BRASIL MAIO/ 2011 SUS : > 80% da cobertura populacional UF CACON UNACON com RT UNACON sem RT HG com CO Serviços isolados de RT AC AL AP AM BA CE DF ES GO MA MT MS MG PA PB PR PE PI RN RS RJ RO RR SC SP SE TO Total estabelecimentos / 265 habilitações EM TODOS OS ESTADOS FEDERATIVOS Fonte: CGMAC/DAE/SAS/MS maio/2011.

23 GASTOS FEDERAIS COM SERVIÇOS ONCOLÓGICOS NO SUS Brasil Cirurgia Oncológica* R$ 87 milhões R$ 172,81 milhões R$ 173,19 milhões Radioterapia R$ 77 milhões R$ 163,72 milhões R$ 209,53 milhões Quimioterapia R$ 306 milhões R$ 1.228,41 milhões R$ 1.473,61 milhões Iodoterapia R$ 0,048 milhão R$ 4,15 milhões R$ 4,63 milhões TOTAL R$ 470,5 milhões R$ 1,60 bilhão R$ 1,86 bilhão * Só procedimentos cirúrgicos oncológicos de alta complexidade. Sem Ortopedia/Neurocirurgia/Oftalmologia. - Não computado o gasto federal com procedimentos cirúrgicos oncológicos de média complexidade em hospitais habilitados e não habilitados em Oncologia. - Não computado o gasto federal com Intercorrências Clínicas de Doentes Oncológicos e Tratamento Clínico de Doentes Oncológicos.

24 Componente 1: Revisão da Política Nacional de Atenção Oncológica Avaliar a assistência oncológica no SUS e reavaliar os parâmetros de necessidade e de produção de serviços cirúrgicos, radioterápicos e quimioterápicos. (Portarias GM 2.439/2005 e SAS 741/2005) - até dezembro de Inclui rever modelo de financiamento dos exames de rastreamento de câncer de colo do útero e de mama

25 Componente 2: Ampliação e Qualificação da Oferta de Serviços Oncológicos. Continuar a qualificação dos hospitais para a habilitação em oncologia com radioterapia (Em andamento: 12) Continuar a atualização da radioterapia dos hospitais habilitados em oncologia. (Em andamento: 14) Propor um novo modelo de gestão para os futuros projetos de qualificação (20) ou de atualização (34). (Total = 54 até 2014) - INCA-MS julho/2011

26 Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e Mama Eixo: III - Qualificação da Rede de Atenção para o Tratamento do Câncer Ação/Atividade Descrição e Objetivo Tipo (Situação Atual) Localização Geográfica Meta 2011 PPA Ação: 01 Qualificar a assistência oncológica com foco na modalidade de radioterapia (projeto em curso). Ampliar a capacidade instalada por meio de: a) Implantação de Unacon com Serviço de Radioterapia em hospitais gerais (Cirurgia Oncológica, Quimioterapia e Radioterapia) b) Implantação do Serviço de Radioterapia em Unacon (já habilitada) com adequações necessárias nas demais áreas. Nesta ação o plano apresenta a ampliação da capacidade instalada em radioterapia de 32 unidades das quais 11 estão em andamento pelo Inca/Projeto Expande, até Ação: 02 Atualizar - substituir ou ampliar o número de equipamentos de radioterapia (projeto em curso). Ampliar a capacidade instalada de Unacon com Serviço de Radioterapia ou Cacon por meio da instalação de equipamentos de radioterapia e adequações necessárias nas demais áreas, via Projeto Expande. Ampliar a capacidade instalada de Unacon com Serviço de Radioterapia ou Cacon por meio da instalação de equipamentos de radioterapia e adequações necessárias nas demais áreas, via Fundo Nacional de Saúde/MS (GESCON/SICONV). Nesta ação o plano apresenta a ampliação da capacidade instalada em radioterapia de 48 equipamentos. Sendo 04 equipamentos pelo Inca/Projeto Expande e 18 pelo GESCON/SICONV/ MS, até UF com déficit assistencial em oncologia, mormente radioterapia Total

27 EIXOS TRANSVERSAIS 1. Difusão de informação e comunicação social. ASCOM 6 milhões de reais/ano para comunicação e educação em saúde 2. Informação epidemiológica melhoria dos sistemas de informação e vigilância do câncer. Aprimoramento do SISCOLO e do SISMAMA para interfaceamento com sistemas da APS, módulo de rastreamento, plataforma web DATASUS, ampliação dos RHC para 100% das unidades habilitadas para tratamento de câncer.

28 Fortalecimento das ações de controle do câncer do colo do útero e de mama RECURSOS FEDERAIS Total geral de recursos do plano : R$ 4,5 bilhões, com aporte de R$ 1,2 bilhão de recursos novos. Especificamente na detecção precoce dos cânceres de colo do útero e de mama serão gastos R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 450 milhões de novos recursos.

29 COMPROMISSOS PRIORITÁRIOS DE GOVERNO Fortalecimento das Ações para a Prevenção e Qualificação do Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e Mama Rede Cegonha Rede de Urgência e Emergência Rede de Atenção Psicossocial, com ênfase no Álcool, Crack e outras Drogas. GOVERNANÇA DAS REDES TEMÁTICAS: Comitês Gestores - formulação das propostas, acompanhamento e monitoramento Grupos Executivos - execução cotidiana e operacionalização dos compromissos prioritários de governo..

30 Grupos Transversais responsáveis por discutir e elaborar diretrizes e prestar apoio matricial e estratégico, sendo eles: Grupo Transversal de Gestão da Educação; Grupo Transversal de Regulação e Financiamento; Grupo Transversal de Pactuação e Articulação Comitê de Mobilização Social para ampliar a discussão e envolver a participação da sociedade. Comitê de Especialistas, responsável por subsidiar teoricamente a implantação da Rede temática.

31 OBRIGADA!

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