20 de Março de ª versão

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1 L01 Politicas 20 de Março de ª versão Banco BAI Europa, SA, sociedade anónima com sede na Av. António Augusto Aguiar, n.º130, 8º andar, em Lisboa, registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa com o número único de matricula e de pessoa colectiva Capital Social EUR ,00.

2 1. Introdução A adopção de medidas preventivas de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo (adiante BCFT) é essencial à confiança do sistema financeiro, estando o Banco BAI Europa, S.A. (adiante, BAIE ou Banco) fortemente empenhado no desenvolvimento de competências e na aplicação de controlos rigorosos nessa matéria, exigindo-se de todos os trabalhadores e colaboradores um escrupuloso cumprimento dos procedimentos internamente instituídos, para prevenção da utilização dos serviços do Banco para fins ilícitos. Constitui, ainda, preocupação do Banco o acompanhamento regular das directrizes, normas e regulamentos nacionais e internacionais respeitantes ao combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, de modo a manter permanentemente actualizados os seus normativos e procedimentos internos em conformidade com as melhores práticas adoptadas nessa matéria. 2. Âmbito 2.1. Objectivos A presente política estabelece as linhas gerais adoptadas no BAIE com vista à prevenção e detecção de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo Aplicabilidade Esta política aplica-se a todos os trabalhadores e colaboradores do BAIE. 2

3 3. Definições Para efeitos da presente política, entende-se por: a) Branqueamento de capitais: qualquer evento destinado a dissimular a natureza e a origem de fundos provenientes de actividades ilícitas; b) Financiamento do terrorismo: recolha de fundos destinados ao terrorismo, independentemente de esses fundos terem origem em actividades lícitas. 4. Política de prevenção e detecção de BCFT A política do BAIE assenta nos seguintes principais princípios: - Verificação da identidade dos clientes no início de uma relação de negócio e previamente à realização de transacções ocasionais; - Obtenção de informação adequada de modo a assegurar um conhecimento detalhado dos principais elementos caracterizadores das actividades dos Clientes, respectivas fontes de rendimentos, origem e destino dos fundos movimentados na conta bancária, bem como do propósito do relacionamento com o BAIE; - Conhecimento da estrutura de propriedade e de controlo de clientes, de forma a assegurar a correcta identificação do(s) beneficiário(s) efectivo(s); - Recolha de informação destinada a aferir e a detectar a eventual aquisição superveniente da qualidade de Pessoas Politicamente Expostas e/ou de titulares de cargos políticos ou públicos, com a consequente adopção de medidas de diligência reforçada sempre que os Clientes, representantes ou beneficiários efectivos, revistam essa qualidade; - Adopção de um sistema de classificação de clientes por níveis de risco definidos em função da realidade operativa específica do Banco, com a consequente monitorização e realização de diligências em função do perfil de cliente.; - Filtragem de entidades com medidas restritivas do Conselho de Segurança das Nações Unidas, União Europeia e Office of Foreign Assets Control; - Conservação de elementos obtidos no âmbito do cumprimento dos deveres de identificação, diligência e exame, entre outros, pelos prazos legalmente previstos para o efeito; 3

4 - Comunicação às autoridades competentes de todas as transacções que indiciem branqueamento de capitais ou financiamento do terrorismo pelo Departamento de Compliance, sem dependência de qualquer tipo de formalidade interna; - Acompanhamento contínuo das relações de negócio estabelecidas com os bancos correspondentes, de modo a manter um conhecimento dos seus procedimentos e controlos em matéria de prevenção de BCFT; - Proibição de realização de transacções com bancos de fachada; - Inexistência de contas de depósito bancário anónimas ou meramente numeradas; - Impossibilidade de acesso às contas de correspondência bancária por parte de clientes de bancos correspondentes; - Contratação de colaboradores precedida de aprovação da Administração Executiva e de averiguação prévia sobre o historial, curriculum e reputação; - Acompanhamento contínuo das medidas de controlo interno de modo a verificar a sua adequabilidade, eficácia e segurança dos procedimentos internamente instituídos. 5. Política de Aceitação de Clientes Para prevenir eficazmente o BCFT, o Banco recusa-se a iniciar ou a manter relações de negócio/transacções ocasionais com entidades incluídas em listas de sanções internacionais, que indiciem estar relacionadas com algum tipo de actividade ilícita ou com entidades que se recusem a entregar os elementos solicitados pelo Banco no âmbito do cumprimento dos deveres de identificação e diligência. Os motivos de recusa de início ou de continuação de relação de negócio são sempre analisados pelo Departamento de Compliance que, sendo caso disso, efectuará os reportes legalmente previstos para a situação em causa. O estabelecimento de relações de negócio ou de execução de transacções ocasionais com pessoas politicamente expostas ou titulares de cargos políticos ou públicos depende sempre de prévia autorização da Administração. 4

5 6. Política Formativa O Banco aposta na sensibilização dos seus colaboradores para a importância da prevenção do BCFT no Banco, promovendo, para tal, acções de formação destinadas a dotar os seus colaboradores de competências adequadas à aplicação de controlos rigorosos nessa matéria. O Conselho Fiscal e o Conselho de Administração do Banco devem também participar em acções de formação. Para assegurar a adequabilidade e actualidade dos conhecimentos dos colaboradores em matéria de prevenção ao BCFT, o Departamento de Compliance submete anualmente ao Conselho de Administração um plano de formação. 7. Responsabilidades O Conselho de Administração é responsável pela definição de políticas e normativos internos respeitantes à prevenção do BCFT. O processo de acompanhamento permanente do modelo de gestão de risco BCFT é efectuado no âmbito do Comité de Acompanhamento e Gestão de Riscos. O Departamento de Compliance reporta directamente ao Conselho de Administração e actua de forma independente no cumprimento das suas responsabilidades designadamente na implementação, acompanhamento e avaliação dos procedimentos internos em matéria de BCFT, bem como na centralização da informação e comunicação de operações suspeitas às autoridades competentes. O Departamento de Auditoria Interna e a Auditoria Externa exercem periodicamente acções de controlo destinadas a verificar o cumprimento e a eficácia do sistema internamente instituído. 5

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