Crédito Direto ao Consumo e Securitização via FIDCs

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1 Crédito Direto ao Consumo e Securitização via FIDCs Jayme Bartling Senior Director 19 de fevereiro de 2008

2 Agenda > O Processo de Análise da Fitch > Riscos Inerentes à Securitização > Quantificando Subordinação > Estruturas de Mitigação dos Riscos > Case Study: FIDC Omni V > Modelagem do Fluxo de Caixa Dezembro de

3 O Processo de Análise da Fitch Análise do colateral > Inadimplência / perda > Pré-pagamentos > Recuperação de Créditos Inadimplentes Análise do originador / agente de cobrança > Análise da política de concessão de crédito e de cobrança Análise da estrutura legal > Revisão dos documentos da operação: Regulamento, Contrato de Cessão, Contrato de Cobrança, Contrato de Custódia, entre outros > Parecer legal A importância do TRUE SALE Análise financeira da estrutura da operação > Modelagem de fluxo de caixa sob cenários de stress > Verificação da adequação do reforço de crédito Dezembro de

4 Riscos Inerentes à Securitização Possíveis riscos em operações de securitização > Perda de Fluxo de Caixa (Inadimplência & Pré-pagamento) > Descasamento de taxa de juros > Mistura dos fluxos de pagamento do originador e do da operação (i.e. commingling) > Concentração dos sacados > Originação e Cobrança Estruturas para mitigação dos riscos > Excesso de spread > Subordinação / sobrecolaterização > Instrumentos de hedge > Garantias de terceiros e/ou prestação de serviços por terceiros (back-up servicer) Dezembro de

5 Riscos inerentes à securitização > Risco de Inadimplência/Perda Análise do desempenho histórico da carteira da cedente > Determinação do ponto em que se define a perda > Levantamento de índices de atraso, perda, pré-pagamento > Análise de Recuperação, Base de dados por safra de originação para eliminar os efeitos do crescimento da carteira nos índices Determinação da velocidade das perdas Dezembro de

6 Riscos inerentes à securitização Análise estática x análise dinâmica Perda Acumulada por Safra de Originação (Saldo Devedor de Financiamentos com Parcela Vencida e Não Paga 180+ Dias) 16% 14% 12% 10% 8% 6% 4% 2% 0% Més após Originação mar-04 abr-04 mai-04 jun-04 jul-04 ago-04 set-04 out-04 nov-04 dez-04 jan-05 fev-05 mar-05 abr-05 mai-05 jun-05 jul-05 ago-05 set-05 out-05 nov-05 dez-05 jan-06 fev-06 mar-06 abr-06 mai-06 jun-06 jul-06 ago-06 set-06 out-06 nov-06 dez-06 jan-07 fev-07 Dezembro de

7 Riscos inerentes à securitização Análise estática x análise dinâmica Perda Acumulada Extrapolada por Safra de Originação (Saldo Devedor de Financiamentos com Parcela Vencida e Não Paga 180+ Dias) 16,0% 14,0% 12,0% 10,0% 10,2% 8,0% 6,0% 4,0% 2,0% 0,0% Més após Originação mar-04 abr-04 mai-04 jun-04 jul-04 ago-04 set-04 out-04 nov-04 dez-04 jan-05 fev-05 mar-05 abr-05 mai-05 jun-05 jul-05 ago-05 set-05 out-05 nov-05 dez-05 jan-06 fev-06 mar-06 abr-06 mai-06 jun-06 jul-06 ago-06 set-06 out-06 nov-06 dez-06 Dezembro de

8 Riscos inerentes à securitização Análise estática x análise dinâmica Omni - Produção Mensal O rápido crescimento dos volumes originados... BRL No. de Contratos ago/03 out/03 dez/03 fev/04 abr/04 jun/04 ago/04 out/04 dez/04 fev/05 abr/05 jun/05 ago/05 out/05 dez/05 fev/06 abr/06 jun/06 ago/06 out/06 dez/06 fev/07 Financiamentos (Soma das Parcelas) No. de Contratos... Pode levar a conclusões erradas. Dezembro de

9 Riscos inerentes à securitização > Risco de Pré-pagamento O pré-pagamento é a liquidação financeira de um contrato antes de sua data de vencimento Como o contrato não segue até o seu final, o fluxo de juros associado a este contrato não se realiza Em FIDCs que permitem o reinvestimento do fluxo de caixa recebido, a gestão de ativo e passivo poderá mitigar o impacto de um pré-pagamento através do reinvestimento do principal, com maior possibilidade de recuperar a receita financeira perdida no pré-pagamento. Por sua vez, operações que não prevêem rotatividade precisam realizar amortizações extraordinárias do passivo para manter este equilíbrio Dezembro de

10 Riscos inerentes à securitização Análise estática do pré pagamento Pré Pagamento Acumulado por Safra de Originação 16% 14% 12% 10% 8% 6% 4% 2% 0% Meses após Originação mar-04 abr-04 mai-04 jun-04 jul-04 ago-04 set-04 out-04 nov-04 dez-04 jan-05 fev-05 mar-05 abr-05 mai-05 jun-05 jul-05 ago-05 set-05 out-05 nov-05 dez-05 jan-06 fev-06 mar-06 abr-06 mai-06 jun-06 jul-06 ago-06 set-06 out-06 nov-06 dez-06 jan-07 fev-07 Dezembro de

11 Riscos inerentes à securitização > Risco de Descasamento de Taxas Rentabilidade prefixada da carteira de direitos creditórios vs. remuneração pós-fixada aos cotistas investidores Horizonte de exposição de descasamento > Risco de Commingling Os fluxos de caixa da operação e da cedente não devem se misturar Para isso, os pagamentos devem ser realizados em contas separadas Caso não seja possível segregar os fluxos, os pagamentos recebidos devem ser repassados ao fundo diariamente e deve haver um plano de contingência para reestabelecer o fluxo de pagamento na ausência da cedente. Dezembro de

12 Riscos inerentes à securitização > Risco de Concentração dos Sacados Exposição do fundo à inadimplência de poucos tomadores Para evitar este risco, os critérios de exigibilidade podem contemplar cláusulas para garantir a pulverização dos sacados > Risco de Originação Fundos que prevêem rotatividade estão sujeitos à capacidade de originação dos créditos por parte da cedente Estrutura pode propiciar segurança em casos de reestruturação financeira ou concordata do orginador, mas não há proteção em casos de falência. Dezembro de

13 Quantificando Subordinação Se não houvesse ágio na cessão > Valor dos Direitos Creditórios Cedidos: BRL117,1MM > Prazo Médio Ponderado: 35 meses > Prazo Médio Ponderado Remanescente: 35 meses > Rentabilidade Bruta: 4,0% a.m. > Taxa de Cessão: 4,0% a.m. > Subordinação Inicial: 14,6% do PL Direitos Creditórios BRL117,1MM BRL100MM Cota Sênior BRL17,1MM Cota Subordinada Dezembro de

14 Quantificando Subordinação O ágio diminui a garantia da operação... > Valor dos Direitos Creditórios Cedidos: BRL117,1MM > Prazo Médio Ponderado: 35 meses > Prazo Médio Ponderado Remanescente: 35 meses > Rentabilidade Bruta: 4,0% a.m. > Taxa de Cessão: 3,58% a.m. > Subordinação Inicial: 14,6% do PL > Subordinação Ajustada: 9,6% Direitos Creditórios Valor Nominal BRL110,6MM BRL100MM Cota Sênior Receita Finanaeira a Realizar BRL6,5MM 9,6% 5,0% BRL17,1MM Cota Subordinada Antecipado ao Originador Dezembro de

15 Quantificando Subordinação E o patrimônio pode até ficar negativo > Valor dos Direitos Creditórios Cedidos: BRL117,1MM > Prazo Médio Ponderado: 35 meses > Prazo Médio Ponderado Remanescente: 35 meses > Rentabilidade Bruta: 4,0% a.m. > Taxa de Cessão: 2,0% a.m. > Subordinação Inicial: 14,6% do PL > Subordinação Ajustada: -10,4% Negative Equity Direitos Creditórios Valor Nominal BRL90,4MM BRL100MM Cota Sênior -10,4% Receita Finanaeira a Realizar BRL26,7MM BRL17,1MM Cota Subordinada Antecipado ao Originador Dezembro de

16 Estruturas de mitigação dos riscos > Spread Excedente Taxa Média do Contrato Anualizada 60,1% (a) Taxa de Aquisição dos Contratos 52,6% (b) Rentabilidade da Cota Senior (108% CDI x 85,4% do PL) (11,1%) (c) Despesas Operacionais (1,0%) (a+b+c) Spread Excedente Bruto 40,5% Dezembro de

17 Estrutura do FIDC Omni V Clientes Contrato de Cessão e Cobrança $ Omni Direitos Creditórios Pagamentos FIDC Omni CDC Veículo V Amortização Bradesco (Cobrança) Deutsche (Custodia) Oliveira Trust (Adm e Gestão) Investidor Subordinado Investidor Sênior > Taxa da cessão: 87,5% da taxa do contrato > Subordinação inicial: 14,6% > Subordinação ajustada: 9,6% > Nível mínimo de reforço para amortização das cotas subordinadas: 19% > Prazo da série: 48 meses > Carência na amortização das cotas seniores: 18 meses > Índice de liquidez > Regime de amortização: pro rata Dezembro de

18 Modelagem do fluxo de caixa Tratamento dos dados > Taxa média dos contratos: 4,0% a.m. > Taxa de aquisição dos contratos: 87,5% da taxa anualizada do contrato > Prazo médio dos contratos: 35 meses > Spread Excedente: 40,5% > Perda esperada: 10,2% > Pré pagamento acumulado esperado: 15,6% > Stress de taxa de juros > Múltiplo utilizado foi menor devido ao nível já estressado de perda Dezembro de

19 Modelagem do fluxo de caixa > Curva de perda: A velocidade em que a perda ocorre é determinada através da análise de safras o modelo de fluxo de caixa incorpora esta velocidade para que o reforço de crédito seja testado: carteiras em que as perdas ocorrem logo no início da vida dos contratos não têm tempo de acumular o spread excedente e portanto não se beneficiam desta garantia > Curva de pré-pagamento: Da mesma maneira que a perda, a velocidade em que ocorrem os prépagamentos também é determinada na análise de safras O modelo de fluxo de caixa utiliza o Constant Prepayment Rate (CPR), que é uma taxa constante de pré-pagamento, aplicada mensalmente. Dezembro de

20 Fitch Ratings New York One State Street Plaza New York, NY FITCH Chicago 70 West Madison Street Chicago, IL FITCH São Paulo Al. Bela Cintra, 904 4th Floor São Paulo, SP Rio de Janeiro Av. Rio Branco, 89 13th Floor Rio de Janeiro, RJ Fitch Ratings Algorithmics Fitch Training Derivative Fitch

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