A MONOPOLIZAÇÃO DO TERRITÓRIO PELO CAPITAL NA AGRICULTURA CAMPONESA EM NOVA FLORESTA NA PARAÍBA

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1 EDP: CAMPO/RURAL A MONOPOLIZAÇÃO DO TERRITÓRIO PELO CAPITAL NA AGRICULTURA CAMPONESA EM NOVA FLORESTA NA PARAÍBA Silvana Cristina Costa Correia Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFPB Emília de Rodat Fernandes Moreira Profª Dra. do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFPB INTRODUÇÃO O presente trabalho é um subcapítulo da Dissertação de Mestrado Resistência e formas de (re)criação camponesa no semiárido paraibano defendida em 2011 no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFPB. Ele tem como objetivo principal analisar a forma de extração da renda da terra pelo capital industrial, financeiro e comercial na agricultura camponesa do município de Nova Floresta na Paraíba. Para tanto, busca-se caracterizar o campesinato municipal através das formas de organização da produção, do calendário agrícola e das etapas do processo produtivo das principais culturas agrícolas do município. O estudo pauta-se em análises bibliográficas sobre os conceitos que fundamentam o estudo (renda da terra, monopolização do território pelo capital, Estado, território, recriação camponesa, além de outros) e na pesquisa de campo que compreendeu visitas em 11 comunidades camponesas e 1 assentamento de reforma agrária, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (EMATER-PB). Organizamos o trabalho em três partes além da introdução e das considerações. A primeira parte refere-se à fundamentação teóricoconceitual da pesquisa. A segunda parte aborda a caracterização do campesinato em estudo e a forma de extração da renda da terra pelo capital em suas diferentes formas à

2 luz das formas de organização da produção e do trabalho. A última parte mostra o papel do Estado no processo de recriação do campesinato e no processo de subordinação do campesinato ao capital. 1. MONOPOLIZAÇÃO DO TERRITÓRIO PELO CAPITAL: SUJEIÇÃO DA RENDA DA TERRA E SUBJUGAÇÃO DO TRABALHO Em Agricultura camponesa no Brasil, Oliveira (1996) afirma que o desenvolvimento do capitalismo na agricultura se faz de forma desigual e contraditória, isto significa que para seu desenvolvimento ser possível, ele tem que desenvolver aqueles aspectos aparentemente contraditórios a si mesmo (OLIVEIRA, 1996, p. 18). Ou seja, tem que haver a articulação de relações capitalistas com as relações nãocapitalistas. Nas palavras do autor: Entender o desenvolvimento desigual do modo capitalista de produção na formação social capitalista significa entender que ele supõe sua reprodução ampliada, ou seja, que ela só será possível se articulada com relações sociais não capitalistas. E o campo tem sido um dos lugares privilegiados de reprodução dessas relações não-capitalistas (OLIVEIRA, 1996, P. 11). A citação acima demonstra o caráter contraditório do capitalismo no campo, pois ao mesmo tempo em que expande as relações capitalistas nas médias e grandes propriedades, também expande as relações não-capitalistas baseadas no trabalho familiar do camponês nas pequenas propriedades. De acordo com Oliveira (1996, p.20): (...) o capital não expande de forma absoluta o trabalho assalariado, sua relação de trabalho típica, por todo canto e lugar, destruindo de forma total e absoluta o trabalho familiar camponês. Ao contrário, ele, o capital, o cria e recria para que sua produção seja possível, e com ela possa haver também a criação, de novos capitalistas.

3 Em outras palavras, as relações capitalistas não se estabelecem de forma homogênea no tempo e no espaço, pois o capital na medida em que expropria o camponês em determinados lugares, contraditoriamente, na mesma medida, ele cria condições para sua recriação e para que haja a subjugação da renda da terra ao capital. Conforme Oliveira (2002, p.80): Na agricultura, o capital ora controla a circulação subordinando a produção, ora se instala na produção subordinando a circulação. Aliás, uma engendra a outra. Como conseqüência desse movimento contraditório, temos o monopólio do capital ora na produção, ora na circulação. Esse processo contraditório de desenvolvimento da agricultura ocorre nas formas articuladas pelos próprios capitalistas, que se utilizam de relações de trabalho familiares para não terem que investir, na contratação de mão-de-obra assalariada, uma parte do seu capital. Ao mesmo tempo, utilizando-se dessa relação sem remunerála, recebem uma parte do fruto do trabalho dos camponeses proprietários, parceiros, rendeiros ou posseiros, convertendo-o em mercadoria e, ao vendê-la, convertem-na em dinheiro. Assim, transformam, realizam a metamorfose da renda da terra em capital. Esse processo nada mais é do que o processo de produção do capital, que se faz por meio de relações não capitalistas. Neste caso, o desenvolvimento do capitalismo no campo ocorre com a monopolização do território pelo capital que se define pela sujeição da renda da terra ao capital e pela subjugação do trabalho realizado. Todavia, para compreender o processo contraditório do capital e a recriação camponesa gerada por ele, faz-se necessário destacar o processo de funcionamento da geração da renda da terra. Oliveira (1996), baseado na acumulação primitiva continuada de Rosa Luxemburgo, explica que, no processo produtivo, os capitalistas estão envolvidos em dois processos distintos: na reprodução do capital, através do trabalho assalariado, e na produção do capital com a sujeição da renda da terra gerada através do trabalho familiar camponês. Neste caso, não se trata da sujeição do trabalho ao capital, mas da subordinação da produção ao capital na circulação mercantil. Portanto, não é o trabalho, mas a produção que gera a taxa de lucro (mais-valia) aos capitalistas. Para não confundir a sujeição formal do trabalho ao capital com a sujeição real do trabalho ao

4 capital, achamos por bem buscar em José de Souza Martins a correta adequada definição dos conceitos: A noção de sujeição formal do trabalho ao capital está originalmente relacionada à expropriação dos trabalhadores (...). Essa sujeição não representaria nenhuma mudança no processo de trabalho. Ele continuaria sendo realizado exatamente como era na produção artesanal doméstica. Só que agora o artesão, transformado em trabalhador assalariado, já não trabalha para si mesmo, mas para o capitalista (...). O passo seguinte é o capital se assenhorear não só do resultado do trabalho, mas também do modo de trabalhar (...) na sujeição real do trabalho ao capital, o conhecimento se restringe a um pequeno aspecto da produção (...). Na medida em que o produtor preserva a propriedade da terra e nela trabalha sem o recurso do trabalho assalariado, utilizando unicamente o seu trabalho e o de sua família, ao mesmo tempo que cresce a sua dependência em relação ao capital (...) estamos diante da sujeição da renda da terra ao capital (MARTINS, 1995 apud PAULINO, 2006, p. 110). A renda da terra é gerada pelo trabalho familiar dos camponeses e se faz presente nos produtos que são lançados no mercado. Neste caso, conforme Paulino (2006), o que os camponeses vendem, no capitalismo, é o produto no qual está contido o trabalho da família, uma distinção essencial em relação aos demais trabalhadores, que têm para vender unicamente a mercadoria força de trabalho (p. 108). É na fase da circulação que acontece a transformação da renda da terra em capital, haja vista que, na fase da produção de mercadoria, os camponeses se recriam controlando ao mesmo tempo a força de trabalho e os meios de produção. A apropriação da renda da terra se dá pelo capital comercial, pelo capital industrial e pelo capital financeiro. Uma das formas de transferência da renda da terra ao capital foi apresentada por Paulino (2006) através dos estudos por ela realizados sobre o sistema de integração dos camponeses do Norte do Paraná às indústrias de fumo, de leite, de aves, de suínos e do bicho-da-seda. Para a autora, é nos contratos estabelecidos que ocorre a sujeição da renda da terra pela indústria, que dita o preço da matéria-prima. Essa é uma das investidas do capital para garantir primeiramente a produção e depois a reprodução do capital. Todavia, há uma dupla funcionalidade neste processo que tanto explica a contradição do capitalismo como deixa brecha para a recriação camponesa. Se de um lado o sistema de integração

5 possibilita a monopolização do território pelo capital, de outro garante a recriação camponesa e impede a territorialização do capital. Dito de outra forma, neste caso, a monopolização do território pelo capital ocorre sem a territorialização do capital, dado que, para produzir o capital, os camponeses precisam manter a sua recriação e sua territorialização. 2. AGRICULTURA CAMPONESA DE NOVA FLORESTA: A ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E A EXTRAÇÃO DA RENDA DA TERRA As unidades de produção camponesa de Nova Floresta que visitamos estão distribuídas em 11 comunidades rurais e 1 assentamento rural, a saber: Canoa do Costa, Morada Nova, Boi Morto, Saco de Milho, Montevidéu, Gamelas, Sítio Novo, Salamantra, Flores de Cima, Estrondo, Flores de Baixo e o Assentamento APROUNI, conhecido como Pororoca. Aplicamos 41 questionários nas diferentes subunidades agro-ecológicas do município de modo a possibilitar a obtenção de uma representatividade da diversidade de formas de extração da renda da terra camponesa ao capital. O tamanho das unidades de produção camponesas das 41 famílias que responderam aos questionários em Nova Floresta varia de 0,5 a 20 hectares, sendo que 83% inserem-se na faixa de 1 a menos de 20 hectares. A organização da produção é bastante diversificada e através dela estudamos as diferentes formas de extração da renda da terra. 2.1 O CALENDÁRIO AGRÍCOLA, AS ETAPAS DO PROCESSO PRODUTIVO E A EXTRAÇÃO DA RENDA DA TERRA O calendário agrícola da microrregião do Curimataú Ocidental está correlacionado às condições climáticas. Estas se caracterizam por apresentar basicamente duas estações: uma chuvosa, que corresponde ao inverno e se estende de

6 março a agosto e outra seca que corresponde ao verão, e se estende de setembro a fevereiro. O município de Nova Floresta e como parte integrante desta microrregião reflete o mesmo quadro climático. Conforme os depoimentos dos camponeses entrevistados é comum ocorrer algumas chuvas esparsas no período do verão. No que se refere às etapas do processo produtivo os camponeses de Nova Floresta realizam as seguintes: a) o preparo do solo para o plantio; b) o plantio; c) os tratos culturais; d) a colheita; e) o beneficiamento de algumas culturas; e) a comercialização dos produtos. Todas são determinadas não somente pela natureza, mas também pelo mercado e pelo Estado como bem nos lembra Shanin (1983): La unidad doméstica campesina funciona como uma pequeña unidad de producción de recursos muy limitados, estando sujeta em gran manera a lãs poderosas fuerzas de la naturaleza, el mercado y el Estado (apud BOMBARDI, 2004, p. 240). Sendo assim, analisaremos o processo de produção realizado nas unidades de produção camponesas do mencionado município a partir dos dois fatores indicados por Shanin: natureza (calendário agrícola) e mercado (comercialização da produção somados aos fatores relacionados a estrutura familiar) conforme assinalou Chayanov (1974), que se dá através da combinação do número dos membros da família e a idade produtiva de cada um deles para saber o quanto se deve produzir. O Estado (políticas públicas), também assinalado por Shanin será objeto de análise no próximo capítulo. Trataremos agora das fases do processo produtivo. O preparo do solo inicia regra geral, com o corte do mato efetuado pelos homens entre os meses de novembro a dezembro, se estendendo entre os meses de janeiro a fevereiro. Então, como a maioria dos camponeses entrevistados são proprietários de suas próprias terras, significa que eles têm liberdade e autonomia total na escolha do mês que deseja iniciar o processo de trabalho. Nesta operação os camponeses utilizam como instrumento agrícola a foice e o enxadeco para cortar os pés de pau existentes

7 em seu roçado, e a capinadeira (também denominada de cultivador), o boi, e os instrumentos de trabalho menores que regra geral os pertencem. Em seguida, existem duas variáveis de atividades cujas práticas vão depender do tipo de roçado que os camponeses desejam montar. Referem-se, justamente, as operações chamadas por eles de gradagem da terra e coivara que neste trabalho merecem ser bem explicadas: Aqui é só destocá a terra, é a mesma coisa de desbrocá, a gente derruba o mato com a foice ou com um enxadeco, e depois manda passar o tratô por cima com a grade de disco. A gente nem sempre faz a coivara, é muito difícil, porque o tratô passa por cima dos pau mais resistente. Agora tem vez, que a gente vê muito pau grosso como a jurubeba, que é um mato muito grosso, sabe? Aí é o jeito queimar, porque o mato grosso o tratô não consegue derrubar, aí faz a coivara antes de alugar o tratô pra fazê a gradagem da terra. A gente faz uma arruma dos mato, juntando tudinho com um gancho de pau, a chibanca, o enxadeco e depois queima. Mas, aqui na região, a gente só faz a coivara uma vez quando se vai montar um roçado, dá um trabalho danado porque se encoivara até duas ou três vez pra poder o terreno ficar limpo (Depoimento do camponês Francinaldo da Silva. Nova Floresta. Julho de 2007). Na maioria dos roçados de Nova Floresta, por se tratar de terrenos que já vêm sendo cultivados anualmente e por isso não possuem vegetação arbustiva, é necessário fazer apenas a gradagem da terra. A prática da coivara não é freqüente entre os camponeses, sendo realizada apenas uma vez ou periodicamente em situações completamente diferentes, como: no início de montagem de um roçado em área de vegetação nativa ou secundária ou em terreno que foi cultivado com o sisal ou quando se trata de um roçado que tenha muitos galhos grossos que o trator no ato da gradagem não consegue derrubar. Nestas situações, a coivara, que são os restos de capina ou montinhos de gravetos a que se põe fogo para limpar terreno de cultura (ORMOND, 2006, p. 76) provavelmente será repetida tantas vezes quanto for suficiente para deixar o terreno limpo. Depois da coivara ficam os restos de tocos e raízes que não foram queimados completamente e serão removidos na destoca para serem encoivarados e queimados de novo. É este processo de encoivarar, que corresponde ao ato de empilhar

8 (os troncos e galhos não queimados de todo), para de novo lançar-lhes fogo (...) (ORMOND, 2006, p. 77) que exige um maior esforço do camponês que tem o objetivo de deixar o terreno limpo e já preparado para o plantio. Depois da gradagem se faz a risca, utilizando tração animal (usam muito o trabalho do boi), para alinhar o solo, facilitando o trabalho do camponês, que encontra a terra preparada, economizando seu tempo para o cultivo. O plantio é uma operação na qual as sementes ou as mudas das plantas são colocadas no solo depois do mesmo ser revolvido com a gradagem. É justamente nesta etapa que existe a participação da forçade-trabalho de todos os membros da família, inclusive, das mulheres e das crianças. As limpas e as colheitas variam conforme o ciclo vegetativo de cada cultura, o que significa que a própria natureza influencia o ritmo de trabalho nas unidades de produção camponesas. O beneficiamento pode ser manual ou através do uso da máquina mecânica que é restrito somente as culturas do feijão, e do milho. A produção do feijão, da fava, do milho, da macaxeira, da mandioca e da batata-doce é destinada em sua maior parte para o consumo da família e quando há excedente é destinada à comercialização. Os animais de pequeno porte e a produção de ovos são usados para o consumo da família. Alguns vendem ovos e outros também comercializam o leite. Os produtos provenientes da horticultura e da fruticultura têm como principal finalidade a comercialização, os camponeses consomem apenas uma pequena parte deixando a maior parte para a venda no intuito de obter recursos financeiros para adquirir outros produtos que não produzem em seus roçados e para investir na produção do ano seguinte. A comercialização, via de regra, é efetuada diretamente na unidade camponesa através dos atravessadores do próprio município ou de municípios vizinhos sendo os mesmos quem determina o preço. A ausência de uma intermediação do Estado no sentido de possibilitar a venda direta dos produtos ao consumidor justifica o fato dos camponeses não terem um maior poder de preço junto aos atravessadores. A tentativa de vender a produção diretamente à Ceasa não tem dado certo nos dias atuais, uma vez que já existem atravessadores que vendem o produto em grande quantidade e com

9 regularidade, o que não é possível para os camponeses que dependem das condições meteorológicas e de outros fatores que as vezes interferem no volume dos produtos e na regularidade da comercialização. Além disso, depois de pago o frete para o transporte da mercadoria, quando os camponeses chegam na Ceasa o preço que conseguem acaba sendo o mesmo ou mais baixo do que aquele que normalmente obtém na venda do produto ao atravessador. Então, de fato, concordamos com Shanin (1983) quando o mesmo afirma que os camponeses não estão apenas sujeitos às condições da natureza, mas também às determinações do mercado e o apoio ou não do Estado. Com efeito, observamos que esses três fatores imbricados entre si definem a forma como se dá a recriação do campesinato de Nova Floresta. A relação que os camponeses mantêm com o mercado se faz de forma subordinada ao capital comercial, industrial e financeiro. Podemos citar como exemplo a produção do maracujá em Nova Floresta cuja renda da terra é apropriada na maioria das vezes pelo capital industrial e comercial. Vejamos: a primeira apropriação ocorre logo no início do processo produtivo através da compra de insumos (fertilizantes químicos), equipamentos para a irrigação e alguns instrumentos de trabalho que sejam necessários para viabilizar a produção. Aqui a renda da terra é apropriada pelo capital industrial, haja vista que a compra de insumos e ferramentas de trabalho não se faz em grandes quantidades e não tem muita freqüência. A segunda apropriação acontece pela relação estabelecida entre os camponeses e os atravessadores na comercialização do maracujá. Aqui a apropriação da renda da terra camponesa se dá pelo capital comercial que subordina a produção. Aliás, esta é uma forma de monopolização do capital na circulação do maracujá que os camponeses não conseguem evitar. Quando os mesmos vendem o maracujá para os atravessadores que o revende para as Ceasas que imediatamente o revende para outros setores antes de chegar ao consumidor, nesta movimentação ambos adicionam uma margem de lucro ao maracujá antes do produto final chegar à sociedade. Neste caso, a renda da terra que foi gerada pelo trabalho familiar dos camponeses de Nova Floresta está contida no maracujá que ao ser lançado ao mercado foi apropriado pelos atravessadores e os demais segmentos que não

10 pagaram aos camponeses pelo seu trabalho efetuado durante a produção do maracujá, mas que ao comprá-lo o transforma em mercadoria que ao ser vendido é convertido em dinheiro. Esse é o processo que Oliveira (2002) denomina de produção de capital feito por meio do trabalho camponês. Não se trata da subordinação do trabalho ao capital, mas da subordinação da produção ao capital durante a sua circulação. Não é o trabalho do camponês, mas o maracujá que gera taxa de lucro (a mais-valia) aos atravessadores e aos demais segmentos na circulação. Este foi um exemplo no qual a renda da terra camponesa foi apropriada somente pelo capital industrial e comercial, porém, existem casos em que os camponeses se endividam com o banco por meio de políticas públicas de crédito agrícola e transferem a renda da terra também ao capital financeiro. A comercialização é entendida neste trabalho como necessária para a recriação dos camponeses, uma vez que os produtos provenientes do roçado não cobrem todo o conjunto de bens reconhecidos socialmente como necessários ao consumo da família, isto é, existem bens que se consomem, mas que não são produzidos por eles, como o café, a carne, o açúcar, o sal, além das roupas, dos calçados, dos materiais escolares entre outros. Portanto, para a aquisição destes produtos é necessária a venda do excedente da produção e das frutas que são produzidas com esta finalidade. Os camponeses analisados estão inseridos na lógica de produção simples de mercadoria, os quais comercializam parcialmente os seus produtos para adquirir bens que são necessários à recriação da família. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Em suma, constatamos que a extração da renda da terra do campesinato de Nova Floresta é realizada na comercialização e circulação da produção do maracujá e do excedente do feijão, da fava, da macaxeira, da batata-doce, da mandioca, além de outros produtos. A monopolização do território pelo capital ocorre na sua forma clássica na produção do maracujá uma vez que os camponeses que têm acesso as linhas de créditos do PRONAF, além de transferir a renda da terra ao capital industrial e comercial, se endividam com o banco e acabam transferindo a renda da terra também ao capital

11 financeiro. A comercialização, via de regra, é realizada através dos atravessadores que adquirem a produção dos camponeses em suas unidades de produção para revender na CEASA de Natal RN, na EMPASA de Campina Grande-PB, nas feiras livres de Caicó-RN, Acarí- RN, e numa indústria de polpa de fruta localizada no município de Jaçanã RN. Isso significa que a produção do maracujá passa de mãos em mãos até chegar ao consumidor final, o que explica que vários segmentos da sociedade se apropriam da renda da terra contida no produto feito pelo trabalho dos camponeses. Assim, a relação que os camponeses mantêm com o mercado se faz de forma subordinada ao capital comercial, industrial e financeiro. Contudo, eles mantém a territorialização camponesa através de diferentes formas de resistência que minimiza a subordinação da renda da terra ao capital, como: a) a diversificação da produção evitando a penetração de monoculturas; b) a preferência em cultivar produtos conforme a aptidão dos solos existentes; c) a criação de animais como complemento da renda familiar e articulada a alguma cultura como forma de evitar maiores gastos; d) a migração temporária como forma de manter-se enquanto camponês; e) a autonomia camponesa no processo de trabalho. Todos esses elementos são materializados nas unidades de produção camponesas. 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOMBARDI, Larissa Mies. O bairro reforma agrária e o processo de territorialização camponesa. São Paulo, Ed. Annablune, CHAYANOV, Alexander V. La organizacion de la unidad economica campesina. Buenos Aires: Ediciones Nueva Vision, MARTINS, José de Souza. A sujeição da renda da terra ao capital e o novo sentido da luta pela reforma agrária. In: Coleção Encontros com a Civilização Brasileira, Rio de Janeiro: nº 22, OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Agricultura camponesa no Brasil. São Paulo, Ed. Contexto, 1996.

12 A geografia agrária e as transformações territorias recentes no campo brasileiro. In: CARLOS, Ana Fani Alessandri (org.). Novos caminhos da Geografia. São Paulo. Ed. Contexto ORMOND, José Geraldo Pacheco. Glossário de termos usados em atividades agropecuárias, florestais e ciências ambientais. Rio de Janeiro: BNDES, PAULINO, Eliane Tomiasi. Por uma Geografia dos camponeses. São Paulo, Ed. Unesp, SANTOS, José Vicente Tavares dos. Colonos do vinho: estudo sobre a subordinação do trabalho camponês ao capital. São Paulo: Ed. Hucitec, SHANIN, Teodor. A definição de camponês: conceituação e desconceituação: o velho e o novo em uma discussão marxista. Estudos Cebrap, Petrópolis, n. 26, p , 1980.

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