Central Termoelétrica do Pego

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1 Central Termoelétrica do Pego

2 Índice 0. Mensagem da Administração Âmbito Apresentação O Compromisso da Pegop Segurança, Saúde e Ambiente Processo de produção de energia elétrica Factos e enquadramento relativos a Sistema de gestão ambiental Aspetos ambientais Indicadores ambientais Programa de gestão ambiental Validação e Declaração de Verificação. 21 2

3 Durante o ano de 2011, efetuou-se uma reavaliação da documentação de suporte aos sistemas de gestão ambiental e de gestão de segurança e saúde do trabalho no sentido de a tornar mais ágil e focada nas necessidades dos utilizadores. Continuou-se também a trabalhar na melhoria das instalações e das atividades de exploração, através do acompanhamento das mesmas, de auditorias internas e externas e ações de formação e sensibilização. Consolidaram-se, em 2011, as atividades de exploração da Central de Ciclo Combinado do Pego, acompanhadas da elaboração/ revisão de instruções funcionais e procedimentos requeridos para a exploração da mesma, com o objetivo de expandir as certificações existentes a esta nova instalação. Manteve-se o reconhecimento da Royal Society for the Prevention of Accidents (RoSPA), relativamente aos esforços desenvolvidos no âmbito da Segurança e Saúde do Trabalho, tendo-nos mais uma vez distinguido com a atribuição do Gold Award, o qual por nos ser outorgado pelo décimo quinto ano consecutivo, deu origem à emissão do Order of Distinction. No início de 2011, efetuou-se a auditoria Quality Safety Audit (QSA) ao Sistema de Gestão de Segurança, por auditor da RoSPA com o apoio dos auditores internos certificados pela mesma. Como resultado desta auditoria a Central Termoelétrica do Pego requalificou-se no nível 4. Realizou-se também a auditoria ao Sistema de Gestão de Segurança por parte de Entidade Certificadora com o objetivo de obter a certificação segundo a OHSAS 18001, o que foi alcançado. No âmbito da manutenção do registo no Sistema Comunitário de Eco-gestão e Auditoria (EMAS), o qual requer o cumprimento de requisitos exigentes e sempre em mudança, mantem-se a aposta no envolvimento ativo e na sensibilização/formação em matéria de segurança, saúde e ambiente de todos os colaboradores da Pegop e de Prestadores de Serviços. Apenas com a colaboração de todos se consegue manter vivo o compromisso de melhoria de desempenho, credibilidade e transparência que publicamente se assume. No seguimento do referido no Sumário de Segurança e Ambiente de 2010, concluíram-se os trabalhos relativos ao estudo de viabilidade de captura e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) em conjunto com a Universidade de Évora e com o Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG), o qual conta ainda com o financiamento da Agência de Inovação e do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Foi ainda emitido um relatório final deste projeto. Este Sumário, como os anteriores, é o elemento privilegiado de comunicação da Central Termoelétrica do Pego com o público em geral e com as comunidades locais. Neste âmbito, divulga-se os resultados obtidos em 2011 quanto ao desempenho de segurança, saúde e ambiente da Central, bem como as medidas tomadas para garantir a melhoria desse desempenho nos próximos anos. Sendo a componente ambiental deste Sumário sujeita a validação do Verificador EMAS, garante-se que o que se menciona é verificado através de adequadas evidências materiais. A todos os que contribuíram para os resultados alcançados em matéria de desempenho de segurança, saúde e ambiente, agradecemos a sua colaboração no atingir dos objetivos propostos, e contamos com o seu profissionalismo e empenho visando um ainda melhor desempenho. Paulo Almirante Administrador Delegado Tejo Energia, S.A. Glen Burgess Administrador e Diretor da Central Pegop, Energia Elétrica, S.A. Em 2011, não ocorreu qualquer acidente de trabalho com baixa, por parte dos trabalhadores da Pegop. Relativamente aos trabalhadores dos Prestadores de Serviços, verificaram-se dois acidentes, que, embora de pequena gravidade, provocaram dias de baixa. 3

4 1. Âmbito O presente Sumário Ambiental aplica-se à produção de eletricidade na Central Termoelétrica do Pego a partir da combustão de combustíveis fósseis e a correspondente venda e deposição de cinzas e gestão de resíduos não perigosos. 2. Apresentação A Central Termoelétrica do Pego foi adquirida à EDP Eletricidade de Portugal, S.A., no dia 24 de Novembro de 1993, pela Tejo Energia Produção e Distribuição de Energia Elétrica, S.A. Esta é constituída, em 50% pela National Power International Holdings BV (Reino Unido), em 39% pela Endesa Generación, S.A. (Espanha), e em 11% pela EDP Gestão da Produção de Energia, S.A. (Portugal). Simultaneamente, a National Power Internacional Holdings e a Endesa Generación são também acionistas das empresas Pegop Energia Elétrica, S.A. e CarboPego Abastecimento de Combustíveis, S.A. que asseguram, respetivamente, a exploração da Central Termoelétrica do Pego e o abastecimento de combustíveis (carvão). A Tejo Energia é responsável pela gestão do contrato de venda de energia e pelas relações com o sindicato bancário, planeamento estratégico e as relações com os acionistas. A Pegop foi criada especificamente para a exploração da Central Termoelétrica do Pego, tendo iniciado em 2010/2011 a exploração dos dois grupos da Central de Ciclo Combinado do Pego. Encontra-se baseada no Pego, concelho de Abrantes, emprega 140 colaboradores diretos e uma média de 130 de prestadores de serviços permanentes e gere um conjunto alargado de contratos com outras empresas que operam partes da instalação ou que mantêm determinados equipamentos. A CarboPego é a empresa responsável pelo fornecimento do combustível carvão à Central do Pego. Esta é responsável pela compra do carvão no mercado internacional e pela logística até à entrega na Central. A Central Termoelétrica do Pego possui dois grupos produtores de energia elétrica, equipado cada um deles com um gerador de vapor, um grupo turbina-alternador e um transformador principal. Os grupos são idênticos, com uma potência unitária de 314 MWe. À potência de 314 MWe, cada gerador de vapor queima cerca de 110 toneladas/hora de carvão, pelo que, em condições de utilização plena dos dois grupos com uma disponibilidade média de 99%, a Central do Pego consome anualmente até cerca de 1,5 milhões de toneladas de carvão e pode garantir uma produção anual superior a 4,5 milhões de MWh. 3. O Compromisso da Pegop Segurança, Saúde e Ambiente O Centro de Produção de Eletricidade do Pego onde a Pegop Energia Elétrica, S.A. é a empresa responsável pela Operação e Manutenção nas Centrais Termoelétrica a Carvão e de Ciclo Combinado do Pego, detendo o controlo da gestão global de todas as atividades locais associadas com a produção de eletricidade a partir da combustão de combustíveis fósseis e a correspondente venda e deposição de cinzas e gesso. Compromisso A empresa empenha-se no bem-estar geral e na minimização de potenciais incidentes, incluindo os que envolvam substâncias perigosas e possam decorrer da sua atividade, com impacto na comunidade em geral e nos parceiros de negócio, nos seus colaboradores e em terceiros, fazendo da promoção da sua proteção uma obrigação e uma cultura intrínseca, de forma a assegurá-la a um nível elevado. Os assuntos de Ambiente e de Segurança e Saúde no Trabalho são tratados ao mesmo nível das atividades operacionais da empresa, sendo disponibilizados os recursos adequados para a implementação dos requisitos dos Sistemas de Gestão e alcançar os objetivos estabelecidos. Assumimos como princípio que todas as atividades, mesmo as mais urgentes ou importantes, devem ser planeadas adequadamente para serem executadas em segurança para as pessoas e ambiente. Cumprimos as responsabilidades legais as quais são consideradas apenas como um ponto de partida. Sempre que possível, fomenta-se o relacionamento e contribuição recíproca com entidades oficiais e grupos de trabalho na área de ambiente e segurança, com o objetivo de privilegiar e melhorar as boas práticas implementadas. Comprometemo-nos a exercer a atividade visando um elevado padrão de Segurança, de modo a minimizar os incidentes, lesões e doenças profissionais, em particular os resultantes da exposição a riscos elétricos, ao ruído e os decorrentes de situações de emergência (incêndio/explosão). Empenhamo-nos por contribuir ativamente para a preservação do ambiente, contribuindo para o desenvolvimento global sustentável, operando de forma ambientalmente responsável, de modo a prevenir a poluição causada, em particular, por redução das emissões e por uma gestão adequada dos resíduos. 4

5 Competência e responsabilidade Os procedimentos para implementação desta política serão consequência dos sistemas de gestão de Segurança e de Ambiente desenvolvidos e implementados na Pegop. Reconhecemos a importância das competências de todos os trabalhadores e, por isso, é disponibilizada formação adequada para que cada um possa desempenhar as suas funções sem riscos para si, para terceiros e para o ambiente. O Diretor da Central é o responsável máximo pela elaboração, desenvolvimento e implementação da política da empresa bem como pelo estabelecimento de responsabilidades claras relativas à gestão Ambiental e da Segurança. O Núcleo de Segurança e Saúde e o Núcleo de Ambiente e Auditoria fornecem apoio e consultoria a todos os departamentos. É da responsabilidade de todos os trabalhadores cumprir os procedimentos internos e a legislação em vigor. Reconhecemos que os incidentes e doenças profissionais podem ser resultado de falhas do controlo de gestão, não sendo necessariamente da responsabilidade dos trabalhadores. Coordenação e controlo A gestão Ambiental é feita através de um sistema certificado com base na norma ISO e registado no EMAS (Sistema Comunitário de Eco-gestão e Auditoria). A gestão da Segurança e Saúde no Trabalho é feita utilizando um sistema baseado na especificação OHSAS 18001/NP 4397, sendo auditado periodicamente para avaliação da sua robustez e bom desempenho. A gestão da Segurança na Prevenção de Acidentes Graves envolvendo Substâncias Perigosas foi integrada na gestão da Segurança e Saúde no Trabalho, demonstrando o empenho e compromisso de equidade na eficiência de todas as áreas funcionais. A empresa tem uma área de medicina no trabalho que disponibiliza os primeiros socorros e a vigilância médica, de forma a promover a adequação das condições físicas dos colaboradores às atividades por eles desempenhadas. Promovemos a melhoria contínua de processos e práticas e dos locais de trabalho, preparamos, testamos e revemos planos de atuação para responder a emergências, de forma a permitir minimizar o impacto ambiental e maximizar a segurança e saúde das pessoas. Acreditamos que é possível prevenir os incidentes, pelo que os riscos são sistematicamente identificados, avaliados e geridos de forma a evitar quaisquer incidentes e consequentes danos pessoais, materiais e/ou ambientais. Comunicação, participação e cooperação Cada trabalhador é uma peça fundamental da organização e por isso encorajamos, de forma construtiva, a sua contribuição para o desenvolvimento e melhoria da gestão Ambiental e da Segurança, quer participando nas reuniões de equipa, nas reuniões da Comissão de Segurança, Saúde e Ambiente ou mais informalmente, de modo espontâneo, aberto e transparente. Tal aplica-se também aos representantes dos prestadores de serviços os quais participam nas reuniões da Comissão. Os trabalhadores são apoiados sempre que se lesionem ou fiquem doentes de forma a que consigam uma rápida e eficaz recuperação. Confirmação No sentido de manter e melhorar as condições de segurança, saúde e ambiente efetuam-se auditorias internas e externas. As recomendações destas contribuem para o desenvolvimento de objetivos e metas do Plano de Negócios e para o estabelecimento dos objetivos pessoais de todos os colaboradores. A aplicação desta política e o desempenho das práticas Ambientais e de Segurança é, periodicamente, verificada e revista segundo especificações externas e princípios vigentes na empresa, com vista a uma melhoria contínua. No âmbito da nossa política de abertura e integridade, a Pegop comunica mensal e anualmente os seus resultados à Administração, através de relatórios e aos trabalhadores e público em geral, anualmente, através do Sumário de Segurança e do Sumário Ambiental. Pego, 28 de Novembro de 2011 Glen Burgess Administrador e Diretor da Central Pegop Energia Elétrica, S. A 5

6 4. O processo de produção de energia elétrica A figura 1 representa de uma forma muito geral a produção de energia elétrica a partir do carvão; com o auxílio desta imagem é possível compreender melhor a explicação que se segue sobre a Central. (catalisador) Figura 1 Esquema representativo da produção de energia a partir do carvão. Na Central do Pego utiliza-se como combustível carvão. Proveniente de várias partes do mundo, predominantemente África do Sul e Colômbia, o carvão chega ao Porto de Sines e daí é transportado por caminho-de-ferro até à Central do Pego. Nesta, é descarregado automaticamente pela parte inferior dos vagões e conduzido em telas transportadoras cobertas para silos, no interior da Instalação ou para o Parque de Carvão. No Parque de Carvão efetua-se a compactação e, quando necessário, aspersão com água para evitar a emissão de poeiras de carvão (1). O carvão é retirado do parque pela máquina de retoma seguindo por meio de telas transportadoras cobertas (2) para os silos situados junto dos geradores de vapor. Em seguida, os silos descarregam o carvão sobre os tapetes alimentadores os quais o enviam para os moinhos, onde é seco e reduzido a pó fino a fim de assegurar uma combustão completa na câmara de combustão de cada grupo (3). 6 O ar quente circulante na parte superior do edifício de cada caldeira é aspirado pelos ventiladores de ar secundário, passa através dos aquecedores de ar regenerativos e é conduzido à câmara dos queimadores. Uma parte do ar debitado pelos ventiladores de ar secundário, é impulsionado pelos ventiladores de ar primário e enviado aos moinhos, onde seca o combustível pulverizado e depois o transporta em suspensão para os queimadores. O carvão pulverizado inflama-se e é queimado

7 na câmara de combustão da caldeira (4), envolvida por painéis tubulares onde circula água. O vapor separado da água ao nível do barrilete, passa depois por diversos sobreaquecedores, de onde segue através de tubagens de interligação para a turbina (5). Ao promover o movimento das pás da turbina cria-se energia mecânica que é transmitida a um gerador (6) convertendo a energia mecânica em energia elétrica (7). Esta energia é convertida de 18 a 400 kv nos transformadores principais e escoada para a rede elétrica nacional através da ligação da subestação do Pego à linha a 400 kv, Pego Batalha e Rio Maior Cedilho, que estabelece interligação com a rede elétrica espanhola. Após a sua expansão através do corpo de alta pressão da turbina, o vapor regressa à caldeira onde é novamente aquecido no ressobreaquecedor e volta à turbina para se expandir nos corpos de média e baixa pressão, escoando-se por fim para o condensador (8). A água condensada é retirada do condensador por meio de bombas de extração e regressa novamente ao barrilete, tendo entretanto circulado, sucessivamente, através dos pré-aquecedores de baixa pressão, do desgaseificador, da bomba de alimentação da caldeira, dos pré-aquecedores de alta pressão e do economizador. Fecha-se assim, o ciclo água/vapor de funcionamento de cada um dos grupos da Central. onde transmitem calor ao ar de combustão e pelos precipitadores electroestáticos - despoeiradores (11), para redução de partículas. Após os precipitadores os gases passam no absorvedor, onde o dióxido de enxofre (SO2) é removido por contacto direto com o calcário moído em suspensão aquosa. Finalmente os gases são lançados na conduta principal de fumos e saem pela chaminé (12). As cinzas volantes (13) são recolhidas em tremonhas situadas no percurso dos gases quentes, principalmente nas dos precipitadores electroestáticos, e conduzidas por via pneumática para um silo onde são armazenadas até serem transportadas a destino final. As escórias (14) são retiradas do fundo da câmara de combustão, no cinzeiro, são arrefecidas por água e transportadas por camião para o aterro de resíduos da Central. Daí, uma parte significativa, foi enviada para valorização externa. Como resultado da reação para remoção do SO2 produz-se gesso (15) que é enviado para uma cadeia de secagem, armazenado temporariamente em silo até à sua expedição para valorização externa ou deposição no aterro de resíduos da Central. A água que funciona como refrigerante do condensador principal é aspirada pelas bombas de circulação, da bacia das torres de refrigeração (9) e conduzida aos condensadores de onde volta às torres para arrefecimento (10). Esta água circula em circuito fechado a fim de diminuir a quantidade de água consumida. As torres de refrigeração arrefecem esta água com ar, lançando para a atmosfera o vapor de água daí resultante. Os gases quentes saídos da câmara de combustão, aspirados pelos ventiladores de tiragem, passam pelo sobreaquecedor, ressobreaquecedor e pelo economizador, transmitindo calor ao vapor e à água que neles circula. Seguidamente sofrem injeção de vapor de amónia (NH3), após o que passam por um reator com catalisador para favorecer a redução dos óxidos de azoto (NOx) a azoto molecular (N2) e a vapor de água (H2O). Em seguida, passam pelos aquecedores de ar regenerativos 7

8 5. Fatos e enquadramento relativos a 2011 Em Março e Julho de 2011, após auditorias realizadas pela Lloyd s Register Quality Assurance (LRQA), manteve-se a certificação na norma internacional de Sistemas de Gestão Ambiental NP EN ISO e o registo no EMAS. Não ocorreram incidentes nem reclamações ambientais. Continuou a implementação de pequenas melhorias, quer na instalação, quer em termos operacionais, nas instalações de tratamento de efluentes gasosos, dessulfuração (redução de emissão de SO2) e desnitrificação (redução de emissão de NOx) e na Central de Ciclo Combinado do Pego. Como referido no Sumário Ambiental anterior, a Central Termoelétrica do Pego recebeu em Setembro de 2010, no seguimento de uma inspeção realizada em Abril do mesmo ano pela Inspeção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT), uma notificação relativa aos critérios de admissão de cinzas e de lamas da Instalação de Tratamento de Efluentes Químicos (ITEQ) no aterro de resíduos da Central, no que respeita ao selénio, fluoretos e sulfatos. De acordo com a Licença Ambiental (LA) nº 42/2007 e respetivos aditamentos e com a Licença de Exploração do Aterro n.º 14/2008, os resíduos a depositar no aterro estão sujeitos a uma verificação de conformidade de cinco em cinco anos, conforme os critérios estipulados no Decreto-lei n.º 152/2002, de 23 de Maio. Estes critérios incluem um conjunto de parâmetros entre os quais não se encontra o parâmetro selénio (prevista a sua monitorização em legislação posterior, Decreto- -lei n.º 183/2009, a qual estabelece um período de transição). Em Dezembro de 2011, a IGAOT informou a Tejo Energia (TE) que mantinha a sua posição definida na contraordenação aplicando à mesma uma coima. Embora a TE mantivesse a sua posição com a convicção de que não ocorreu em práticas sancionáveis, em concordância com o espirito de cooperação que sempre pautou a sua relação com as Autoridades, procedeu ao pagamento da coima. Em reunião posterior entre a TE e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), foi transmitido o entendimento de que será aplicável o Decreto-lei n.º 152/2002, até ao limite de validade das licenças existentes (1 de Outubro de 2017), de acordo com o entendimento que a Tejo Energia tinha sobre esta questão. Aos colaboradores Pegop e dos prestadores de serviços permanentes na Central são ministradas ações de formação e de sensibilização no sentido de estes adquirirem e atualizarem as competências necessárias ao exercício das suas atividades e, desta forma, contribuírem para a melhoria do desempenho ambiental da instalação. Em 2010, efetuaram-se aproximadamente 910 horas de formação e sensibilização em matérias específicas de ambiente. Durante 2011, e face á formação ministrada no ano anterior, não ocorreram formações internas adicionais, tendo-se mantido a sensibilização ambiental para os estagiários e novos colaboradores, assim como formação externa específica, no total de 134 horas. Incrementou-se a análise e discussão de aspetos ambientais através dos meios existentes de comunicação interna, a vários níveis da organização: nas reuniões semanais de exploração, nas reuniões de equipa, e nas reuniões trimestrais da Comissão de Segurança, Saúde e Ambiente, sendo que estas últimas contam com a presença da Direção de Topo da empresa. Efetuou-se, como em anos anteriores, a distribuição do Sumário Ambiental de 2010, para todas as partes interessadas internas e externas à Central. A todos os colaborares Pegop e de prestadores de serviços permanentes foi fornecido um exemplar do Sumário Ambiental. No que respeita ao envolvimento com a comunidade local, mantem-se o programa de visitas à Central, com o centro de visitantes a atrair muitos interessados na nossa atividade. Em 2010 e 2011, o número de pessoas que visitou a Central foi de cerca de 3000 e 4033, respetivamente. Relativamente aos parâmetros fluoretos e sulfatos nas lamas da ITEQ, verificou-se que os resultados das amostras recolhidas em finais de Dezembro de 2010, cumpriam com os valores limite de admissão estabelecidos no Decreto-lei n.º 152/2002, o que demonstra que os resultados que se encontravam acima dos valores limite decorreu de uma situação pontual associada à entrada em serviço da nova instalação de dessulfuração. É importante realçar que não houve nenhuma consequência para o meio ambiente causada por esta situação pontual. 8

9 6. Sistema de gestão ambiental O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) implementado na Central do Pego estabelece as responsabilidades, práticas e procedimentos em todas as áreas da organização. A metodologia de funcionamento do mesmo encontra-se descrita no Manual de Gestão Ambiental e outra documentação associada. Entre a documentação associada realça-se a relativa à metodologia de avaliação dos aspetos ambientais e seus critérios. Devido à extensão da mesma, não será aqui efetuada a sua explanação, contudo, os critérios para avaliação dos aspetos ambientais estão à disposição do público, quando solicitados. O SGA da Central do Pego foi certificado em Janeiro de 1997 na norma NP EN ISO e registado no Sistema Comunitário de Eco gestão e Auditoria (EMAS) em Maio de Foi a primeira instalação industrial em Portugal a obter a certificação NP EN ISO e o registo no EMAS com a identificação de registo PT Desde essa altura, continuamos a desenvolver o SGA para que este responda não só a novos requisitos legais, a alterações significativas ocorridas na instalação, mas também ao nosso compromisso de melhoria contínua no desempenho das nossas atividades. Para assegurar o funcionamento do SGA e trabalhar com objetivos de melhoria contínua, definiram-se mecanismos de acompanhamento que compreendem: Planeamento Uma componente importante da gestão ambiental é a identificação e avaliação dos aspetos ambientais associados às atividades desenvolvidas na Central Termoelétrica do Pego que podem interagir com o ambiente. Em seguida, avalia-se os impactes ambientais que estão associados a estes aspetos ambientais, permitindo hierarquizar os aspetos consoante o impacte que provocam no ambiente. Para gerir os aspetos ambientais significativos e efetuar o acompanhamento dos objetivos e metas estabelecidos de acordo com o Compromisso de Segurança, Saúde e Ambiente, opções tecnológicas, questões financeiras e operacionais, alteração dos requisitos legais e parecer das partes interessadas, utilizam-se: Instruções funcionais (procedimentos) e, quando aplicável, propostas de modificação à instalação; Avaliação de desempenho, estabelecimento e acompanhamento de objetivos e metas ambientais para o(s) ano(s) seguinte(s), através de reuniões de revisão e da Comissão de Segurança, Saúde e Ambiente. Implementação e monitorização De forma a garantir a adequada implementação do SGA, com a envolvência e responsabilização nas suas atividades de todos os colaboradores da Pegop e de prestadores de serviços, efetua-se: Controlo operacional, verificação de registos e, quando necessário, tomada de ações preventivas e ações corretivas através de implementação de instruções funcionais. Modificações à instalação: incluindo a avaliação ambiental e de segurança, definindo-se responsabilidades e datas chave para a sua implementação. Estabelecimento e atualização de procedimentos para atuar em situações de emergência ou potenciais acidentes, os quais são testados em exercícios de simulação com equipas de 1.ª intervenção. Comunicação, formação e participação dos colaboradores e prestadores de serviços A comunicação interna efetua-se a vários níveis, incluindo: reuniões de equipa, reuniões da Comissão de Segurança, Saúde e Ambiente, reuniões de revisão e reuniões gerais. Anualmente, procede-se à divulgação do Sumário Ambiental. No sentido de desenvolver e atualizar competências ambientais, efetuam-se ações de sensibilização/ formação dos colaboradores Pegop e de prestadores de serviços relativas à política de segurança, saúde e ambiente e aos requisitos do sistema de gestão ambiental, entre outros, de acordo com as necessidades de cada interveniente. Para assegurar um conhecimento adequado dos aspetos ambientais e do SGA os colaboradores participam na elaboração e revisão de documentação, assim como nas reuniões e grupos de trabalho operacionais periódicos envolvendo vários níveis da organização. Encontram-se estabelecidas as condições gerais aplicáveis à contratação de serviços externos, em matéria de proteção ambiental, para assegurar o cumprimento dos requisitos do SGA no decorrer das atividades de prestação de serviços. Tal inclui, para os prestadores de serviços, com trabalhadores em permanência na Central, a avaliação do impacto ambiental das suas atividades, antes do início dos trabalhos e a verificação periódica do seu desempenho ambiental. 9

10 Relações com o exterior Para assegurar a comunicação, não só internamente, mas também com as partes interessadas externas publica-se o Sumário Ambiental (Declaração Ambiental) o qual se encontra disponível na página de Internet, Este é divulgado a autarquias, juntas de freguesia, entidades oficiais, prestadores de serviços, entre outros, e constitui um instrumento privilegiado de divulgação das nossas práticas, procedimentos e resultados ambientais. O relatório e contas anual da Tejo Energia comporta elementos relativos a ações e investimentos de melhoria ambiental. 7. Aspetos ambientais significativos e desempenho em 2011 Das atividades da Central Termoelétrica do Pego resultam diferentes tipos de impactes ambientais. A Pegop considera como aspetos e impactes ambientais diretos os que estão associados às atividades controladas diretamente pela gestão da Central e como indiretos os que resultam da interação entre a atividade da Central e terceiros e sobre quais a gestão da Central pode ter alguma influência, embora não resultem diretamente do processo de produção de energia elétrica. A tabela seguinte apresenta os mais significativos, identificando-os como diretos ou indiretos, indica-se ainda as atividades que permitem o seu controlo e/ou redução do risco, incluindo os objetivos e metas ambientais associados. Os resultados ambientais da Central do Pego são periodicamente comunicados às autoridades competentes através de relatórios definidos na licença ambiental e na legislação aplicável. Para além destes relatórios e, de acordo com o procedimento de resposta a comunicações externas, dá-se resposta aos diversos pedidos de informação. No âmbito do contínuo interesse demonstrado por diversas entidades na nossa atividade, mantêm-se em funcionamento as visitas à instalação, sendo aí distribuída documentação de cariz ambiental. Auditoria e Melhoria As auditorias internas ao SGA, de periodicidade anual, avaliam a conformidade das áreas de gestão e controlo ambiental com os requisitos exigidos pela legislação, pelo Compromisso de Segurança, Saúde e Ambiente, pela norma NP EN ISO e pelo regulamento EMAS. Semestralmente, a Lloyd s Register Quality Assurance (LRQA), efetua auditorias de acompanhamento ao SGA para manutenção da certificação. Periodicamente efetua-se a reunião de revisão do SGA, para avaliação da gestão ambiental na sua globalidade, particularmente quanto à concretização dos objetivos, metas e programa de gestão, mas também para identificar oportunidades de melhoria. Neste processo, tem-se em conta não só o resultado das auditorias, mas também alterações na legislação, avaliação de riscos e aspetos ambientais, comunicações do exterior, entre outros. 10

11 ASPETO AMBIENTAL POTENCIAL IMPACTE (tipo) MEDIDAS IMPLEMENTADAS DE PRE- VENÇÃO E/OU CONTROLO OBJECTIVOS ASSOCIADOS (quando aplicável) METAS RESULTADOS Consumo de matérias-primas - água e combustíveis fósseis - energia elétrica Consumo dos recursos naturais (direto) Utilização de circuitos fechados de refrigeração. Utilização da água dos circuitos de refrigeração no processo de dessulfuração. Monitorização do consumo de auxiliares (quantidade de energia consumida pela própria Central) e da eficiência térmica. Existência de contadores para controlo de consumos. Minimizar o consumo de água Minimizar o consumo de combustíveis fósseis Minimizar o consumo de energia elétrica Objetivo restritivo de consumo de água industrial. Objetivo restritivo de consumo de fuelóleo. Eficiência térmica de acordo com target Solcep (Solcep programa de monitorização e otimização de eficiência térmica). Consumo de água industrial - 24% abaixo do objetivo fixado, em termos de média anual, tendo apenas ultrapassado o mesmo no mês de Setembro (relacionado com a utilização dos grupos geradores de vapor). Redução de 11% no consumo de fuelóleo. Objetivo não atingido mas próximo dos 100% (influenciado pelo regime de utilização dos grupos, o qual depende das solicitações da REN Redes Energéticas Nacionais). Emissão de poluentes para a atmosfera - Poluição atmosférica - Possível acidificação do meio ambiente - Alterações climáticas (diretos) Monitorização em contínuo e pontual das emissões na chaminé. Monitorização das emissões de CO2 em função dos combustíveis consumidos e respetiva verificação à luz da legislação em vigor sobre o comércio europeu de licenças de emissão (CELE). Operar e manter as instalações de tratamento de efluentes gasosos (dessulfuração e desnitrificação) e precipitadores eletrostáticos de modo a garantir emissões na chaminé inferiores aos valores limite de emissão (VLE). Cumprimento dos VLE, de forma mais exigente que os requisitos legais. Valores médios diários e mensais de emissões sustentadamente abaixo dos VLE. NOx: número de períodos de 48 horas acima de 220 mg/nm3 < 5 SO2: número de períodos de 48 horas acima de 220 mg/nm3 < 5 Partículas: número de períodos de 48 horas acima de 22 mg/nm3 < 1 Objetivo atingido Não ocorreram períodos de 48 horas acima dos valores mencionados. Elevada disponibilidade na monitorização das emissões para a atmosfera. Elevada disponibilidade na monitorização da qualidade do ar e da qualidade da água do rio Tejo. Eficiência de funcionamento dos analisadores de monitorização das emissões superior a 90%. Eficiência de funcionamento dos analisadores de monitorização superior a 80%. Eficiência de funcionamento de 98%. Eficiência de funcionamento de 93%. Descarga de efluentes líquidos tratados para o meio hídrico Efeitos nos ecossistemas aquáticos (direto) Tratamento dos efluentes químicos, oleosos e domésticos nas Instalações de Tratamento de Efluentes líquidos. Monitorização em contínuo e pontual dos efluentes líquidos após tratamento e antes da descarga no rio Tejo. Utilização de óleos lubrificantes biodegradáveis (na torre de captação de água do rio e na instalação de tratamento de efluentes líquidos). Reduzir impactos no rio Tejo pelo controlo da qualidade do efluente tratado. Elevada disponibilidade dos equipamentos de monitorização dos efluentes líquidos tratados. ph no efluente tratado entre 6 e 9. Descarga no efluente final com efeito de variação de temperatura < 3 ºC. Eficiência de funcionamento dos analisadores de monitorização superior a 80%. Média anual de ph no efluente tratado: 7,6 Variação de temperatura de água do rio Tejo: 0,3 ºC Eficiência de funcionamento de 95%. Produção de resíduos sólidos (perigosos e não perigosos) - Impacte visual - Contaminação do solo (direto) Separação, armazenamento temporário no parque, até envio para destinatário licenciado, para valorização, tratamento ou eliminação. Impermeabilização da totalidade do aterro de resíduos e adaptação dos correspondentes sistemas de drenagem de águas superficiais e lixiviados. Controlo do processo de combustão de carvão e do processamento de gesso, no sentido de obter cinzas e gesso para valorização na indústria. Manter o teor em inqueimados nas cinzas volantes. (para manter a venda das mesmas como subproduto) Valorização das cinzas produzidas. Valorização das escórias produzidas. Valorização das escórias existentes em aterro. Valorização do gesso produzido na instalação de dessulfuração. Inqueimados nas cinzas volantes < 7% Valorização de 90% das cinzas. Valorização de 90% das escórias. Valorização de 20% do existente em aterro. Valorização de 60% do gesso. Valor médio anual de inqueimados: 4,2% Valorizou-se 70% das cinzas produzidas. (inferior a anos anteriores, causado pela crise no setor de construção civil) Valorizou-se 100% das escórias produzidas. Valorizou-se 1% das escórias do aterro. (inferior ao expectável devido à menor utilização das mesmas no setor da construção civil) Valorizou-se 99% do gesso produzido. Riscos de acidentes ambientais (derrames de produtos químicos industriais) Riscos de explosão, incêndio, contaminação da água e solo (direto) Produtos químicos industriais e os combustíveis estão armazenados em reservatórios com indicadores de nível e em bacias de retenção. Existência de Plano de Emergência Interno (PEI). Procedimentos de emergência testados pelas equipas de primeira intervenção da Central. Minimizar a possibilidade de ocorrência de incidentes ambientais. Testar a resposta a emergências operacionais. Reclamações justificáveis = 0 Incidentes ambientais = 0. Ações de treino em cenários de emergência ambiental: 2 Inexistência de qualquer reclamação justificável ou incidente ambiental. Realizadas as ações de treino em cenários de emergência. Comportamentos e práticas ambientais de prestadores de serviços e fornecedores Emissão para a atmosfera Emissões líquidas e/ou contaminação do solo com produtos químicos ou hidrocarbonetos Produção de resíduos (direto e indireto) Avaliação anual de desempenho ambiental dos prestadores de serviços com pessoas a trabalhar em permanência na Central. Divulgação da declaração ambiental da Central a prestadores de serviços e fornecedores. Sensibilização para os requisitos legais, a gestão ambiental e as regras a cumprir na Central do Pego. (no sentido de reduzir comportamentos ambientais incorretos). Novos trabalhadores e estagiários Efetuada a sensibilização a todos os novos trabalhadores e estagiários. Tabela 1 Síntese dos aspetos e impactes ambientais significativos. Medidas de prevenção e/ou controlo, objetivos e resultados de Para além do transporte de cinzas para a indústria betoneira e de gesso maioritariamente para a indústria de fabrico de produtos de gesso, a Central do Pego possui um efeito indireto, embora não significativo, em termos de emissões atmosféricas associadas ao transporte de pessoas, materiais e outros produtos para a Central. 11

12 8. Indicadores ambientais (consumos, emissões e resíduos associados ao funcionamento da Central) Nos termos da legislação relativa à Prevenção e Controlo Integrados da Poluição (PCIP) foi concedida à Central Termoelétrica do Pego a Licença Ambiental (LA) n.º 42/2007 em Outubro de 2007 e, posteriormente o 1.º e 2.º Aditamentos à mesma, em Agosto de 2010 e Março de 2011, respetivamente. O 1.º Aditamento inclui, entre outros, a redução do valor limite de emissão (VLE) de partículas para a atmosfera e a alteração na frequência de monitorização do aterro de resíduos. O 2.º Aditamento introduz, entre outros, alterações ao nível da monitorização das emissões para a água; e da qualidade das águas superficiais. A LA tem em consideração os documentos de referência sobre as melhores técnicas disponíveis para este sector de atividade e inclui as medidas necessárias para assegurar a proteção do ar, da água e do solo, e de prevenir ou reduzir a poluição sonora e a produção de resíduos, com o objetivo de alcançar um nível elevado de proteção do ambiente no seu todo. Neste âmbito, foram estabelecidos na LA e no 1.º e 2.º Aditamentos os Valores Limite de Emissão (VLE) que devem ser respeitados nos aspetos ambientais referidos. Nos parágrafos seguintes efetua-se referência aos VLE aplicáveis, quer decorrentes da LA ou de legislação, bem como ao seu respetivo cumprimento. Neste âmbito, a Pegop mantem o seguro de responsabilidade ambiental de acordo com os requisitos do Decreto-lei n.º 147/2008, efetua o reporte de desempenho ambiental à APA via relatório ambiental anual (RAA) e registo europeu de emissões e transferência de poluentes (PRTR). Para uma mais fácil interpretação, os valores apresentados em seguida foram arredondados. Quando solicitada, pode ser fornecida informação mais detalhada. Carvão O consumo específico de carvão (quantidade de carvão consumido por energia produzida) tem-se mantido ao longo do tempo, à exceção dos últimos anos, devido ao regime variável de utilização dos grupos requerido pela REN. Tabela 2 Consumo total e específico de carvão e fuelóleo entre Combustíveis consumidos Carvão (kilotoneladas) Consumo específico de carvão, t/gwh Fuelóleo (utilizado para situações de arranque e de estabilização da combustão), kt Consumo específico de fuelóleo, t/gwh (1) 7,8 6,1 3,4 (1) 4,2 (1) 2,5 (1) O acréscimo do consumo de fuelóleo relativamente a anos anteriores deveu-se ao regime de exploração dos grupos geradores de vapor, com consequente variação de carga e aumento do número de arranques e paragens (devido às solicitações da REN), tendo-se observado um decréscimo no último ano. Para além do carvão e do fuelóleo, consome-se na Central gasóleo e propano. O gasóleo é utilizado nos grupos diesel de emergência e nas bombas diesel do sistema de extinção de incêndios. Em 2011 e anos anteriores, estes equipamentos operaram apenas para testes de verificação de funcionamento. O propano utiliza-se para acendimento dos queimadores instalados nas caldeiras (para arranque dos grupos e variações de carga). As quantidades consumidas anualmente são muito reduzidas quando comparadas com as dos outros combustíveis. Em 2011, consumiram-se 8 toneladas de gasóleo e 6,2 toneladas de propano. O consumo específico destes combustíveis foi de 0,0032 t/gwh de gasóleo e 0,0025 t/gwh de propano. Água A água para o consumo geral é captada no rio Tejo, passa através de grelhas, é sujeita a desinfeção e, antes de armazenada, passa por tambores filtrantes. Para além desta proveniência, efetua-se captação de água de um furo, que é tratada na Instalação de Tratamento de Águas (ITA). O quadro abaixo refere a água captada e restituída ao rio, assim como a captação específica de água. Tabela 3 Água captada e restituída ao meio hídrico entre Água, [x10 3 m 3 ] Água captada do rio Captação de água específica, x10 3 m 3 /GWh Água restituída ao rio (1),(2) (3) 3,67 (2) 5,03 (2) 2, (1) (3) (1) Incluí alguns valores estimados no cálculo dos volumes captados e restituídos de e para o rio, devido a anomalia dos medidores de caudal. (2) Valores mais elevados de consumo de água devido a maior variação de utilização dos grupos geradores de vapor e à entrada em funcionamento da instalação de dessulfuração. (3) Inclui água consumida e restituída pela Central de Ciclo Combinado do Pego. 12

13 No que respeita ao cumprimento com o VLE de cloro livre residual de 0,5 mg/l (definido na LA n.º 42/2007), verificou-se um valor médio anual de 0,04 mg/l (obtido a partir dos valores médios mensais), na água das purgas das torres de refrigeração. Em termos de avaliação do diferencial de temperatura entre a água do rio Tejo monitorizada 30 metros a jusante da descarga de efluentes líquidos tratados e a medida junto à Torre de Captação de água para a Central, verifica-se o cumprimento do VLE definido na LA n.º 42/2007 acréscimo de 3ºC face à temperatura do meio recetor, obtendo-se uma variação de -0,1 a 0,7 ºC. De acordo com o requerido no 2.º Aditamento à LA n.º 42/2007, efetuou-se a monitorização pontual dos parâmetros carência bioquímica de oxigénio (CBO5) e fósforo total, a montante e a jusante do ponto de descarga dos efluentes líquidos tratados, não tendo ocorrido, na generalidade, variação destes parâmetros entre as duas estações. monitorização da qualidade do ar ao nível do solo, quatro localizadas no concelho de Abrantes e as restantes em Mação, Gavião e Mora. Os poluentes das emissões gasosas (SO2, NOx e partículas) são medidos em contínuo, por instrumentos em linha. Para além da monitorização em contínuo, efetuam-se anualmente duas monitorizações pontuais dos parâmetros: monóxido de carbono (CO), compostos orgânicos expressos em carbono total, compostos inorgânicos clorados, compostos inorgânicos fluorados e metais pesados totais. Em 2011, verificou-se o cumprimento com os valores limite de emissão (VLE) de todos os parâmetros para ambas as monitorizações. Relativamente aos valores de caudal mássico dos compostos inorgânicos fluorados verificouse a ultrapassagem do limiar para a monitorização em contínuo. Desta forma, verifica-se a necessidade de monitorizar em contínuo estes compostos, tendo sido iniciada a consulta de fornecedores de equipamentos para aquisição, montagem e entrada em serviço dos mesmos em Os valores médios anuais dos poluentes monitorizados em contínuo registados em 2011 encontram-se significativamente abaixo dos VLE estabelecidos na LA n.º 42/2007, conforme apresentado na tabela abaixo. Tabela 4 Valores médios anuais de emissões de SO2, NOx e partículas entre Emissões para a atmosfera A queima de carvão dá origem à produção de cinzas volantes, escórias (cinzas de fundo) e a emissões para a atmosfera. Os principais gases resultantes deste processo de combustão são o dióxido de carbono (CO2), o dióxido de enxofre (SO2) e os óxidos de azoto (NOx). Como medidas primárias para redução das emissões para a atmosfera tem-se o consumo de carvão de baixo teor de enxofre e queimadores de baixa emissão de óxidos de azoto. A regulação da queima é feita de modo a garantir uma combustão com excesso de ar, otimizando as perdas por inqueimados nas cinzas e as perdas de calor pelos gases de combustão. Acima dos queimadores encontram-se as entradas do Over Fire Air, que permite a redução das emissões de NOx. Após saída da caldeira, os gases acima referidos passam pela instalação de desnitrificação (redução de óxidos de azoto), em seguida, pelos precipitadores eletrostáticos (redução de partículas), após o que passam na instalação de dessulfuração (redução de dióxidos de enxofre). Após a instalação de dessulfuração, os gases são libertados para a atmosfera através de uma chaminé de 226 metros de altura. Podem dispersar-se por centenas de quilómetros, dependente das condições atmosféricas. Existem sete estações de Emissões, em mg/nm 3, a 6% O2 valor médio para a Central Dióxido de Enxofre (SO2) Dióxido de Azoto (NO2) Partículas /20 (1) (1) O VLE para as partículas foi objeto de redução para as 20 mg/nm3, como consta do 1.º Aditamento à LA n.º 42/2007, de Agosto de Tabela 5 Emissão total e específica de SO2, NOx e partículas entre Quantidade total emitida, t (Emissões por eletricidade produzida - t/gwh) Dióxido de Enxofre (SO2) (1) Dióxido de Azoto (NO2) (1) Partículas (1) (1) SO2, NO2, Partículas: monitorizados em contínuo. Inclui alguns valores estimados. VLE LA n.º 42/ º Aditamento O aumento das toneladas emitidas de SO2, NOx e partículas em 2011, relativamente ao ano de 2010, está diretamente relacionado com o aumento da produção de eletricidade pela Central em (0,40) 2218 (0,65) 91 (0,03) 616 (0,33) 1169 (0,63) 25 (0,01) 1017 (0,41) 1523 (0,61) 27 (0,01) 13

14 Emissões de dióxido de carbono (CO2) O Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão (PNALE II), nos anos de , atribuiu anualmente à Central do Pego licenças no valor de toneladas de CO2, menos 28% que as atribuídas no período Na tabela seguinte apresentam-se as emissões verificadas de CO2 relativas ao período de 2009 a 2011, assim como as respetivas emissões específicas. Tabela 6 Emissão total e específica de CO2 entre Quantidade total emitida, t (Emissão por eletricidade produzida - t/gwh) Dióxido de carbono (CO2) (835) (870) (857) Em 2010 e 2011, não foi necessário adquirir licenças de emissão de CO2. Como para os outros parâmetros a variação das emissões de CO2 está diretamente relacionada com a produção de eletricidade e do regime de utilização dos grupos geradores de vapor. Outras emissões de gases com efeito de estufa (não contabilizadas no âmbito do PNALE) Relativamente aos restantes gases com efeito de estufa, em 2011, não ocorreram emissões de hexafluoreto de enxofre (SF6) assim como de gases de equipamentos de refrigeração. As emissões de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) são calculadas a partir das quantidades de combustíveis consumidos multiplicadas por um fator de emissão tabelado. Os valores para 2011 foram de 23,2 toneladas de CH4 e 33,8 toneladas de N2O, e as respetivas emissões específicas de 0,009 t/gwh de CH4 e 0,014 t/gwh de N2O. 14

15 Emissões líquidas Os efluentes líquidos (esgotos) da instalação, do parque de carvão, do aterro de resíduos e de alguns arruamentos fluem, por redes diferenciadas (químicos, oleosos e domésticos), em direção à Instalação de Tratamento de Efluentes Líquidos (ITEL). Na ITEL, efetua-se a separação de óleo dos efluentes oleosos, após o que estes são dirigidos para a linha de tratamento dos efluentes químicos. Aos efluentes químicos adicionamse produtos químicos para favorecer a floculação, seguida da decantação para remoção de sólidos suspensos, e no final, ajuste de ph do efluente químico tratado. Os efluentes domésticos passam por duas lagoas de arejamento e uma lagoa de sedimentação, após o que se juntam ao efluente químico tratado. Na Instalação de Tratamento de Efluentes Químicos (ITEQ), efetua-se o tratamento dos efluentes químicos da instalação de dessulfuração, originados essencialmente no processo de filtração e secagem do gesso. Na ITEQ os efluentes são encaminhados para a neutralização primária onde se adiciona cal, seguindo posteriormente para a primeira floculação, com adição de produtos químicos que favorecem a mesma. O efluente floculado é conduzido para a sedimentação e, daí por gravidade, para a precipitação, onde são adicionados produtos químicos, para precipitação de metais. Após esta operação o efluente é conduzido para a segunda floculação, seguindo posteriormente para clarificação. O efluente que resulta é conduzido ao tanque de ajuste de ph, seguindo depois para o tanque de controlo final, onde se pode ainda efetuar o ajuste final de ph. Como resultado destas operações de tratamento de efluentes químicos, oleosos e domésticos resultam lamas. As lamas oleosas são recolhidas por destinatários licenciados para tratamento das mesmas. As lamas dos tratamentos químicos e domésticos são armazenadas temporariamente nos leitos de secagem de lamas e, dependendo das suas características, podem ser utilizadas na valorização agrícola de solos ou depositadas no aterro de resíduos da Central. Após tratamento e antes de descarga no rio Tejo, monitorizam-se os efluentes líquidos, para verificar o cumprimento dos VLE da LA n.º 42/2007 e respetivos aditamentos. O cumprimento dos VLE minimiza efeitos negativos nos ecossistemas aquáticos. Os esgotos pluviais são descarregados diretamente no rio. O esgoto pluvial proveniente da zona dos grupos geradores de vapor, após passar por um sistema de deteção e retenção de óleos, é também lançado no rio Tejo. O volume de efluentes líquidos (absoluto e específico) descarregados em 2010 e 2011, no ponto de descarga no rio Tejo, respeitante a cada proveniência foi o indicado na tabela abaixo. Tabela 7 Volume total e específico de efluente tratado descarregado no meio hídrico em 2010 e Volume total, m 3 (Volume específico, m 3 /GWh) Efluente líquido descarregado da ITEL (químicos e oleosos) + ITEL doméstico (1) Efluente líquido descarregado da ITEQ (dessulfuração) Purga das torres de refrigeração (1) (358) (38,7) (848) (206) (24,1) (1407) (1) Em 2011, os valores apresentados incluem o efluente para tratamento na ITEL e as purgas das torres de refrigeração da Central de Ciclo Combinado do Pego. A monitorização em contínuo e pontual (amostras compostas de 24 horas mensais) aos efluentes líquidos após tratamento e antes da descarga no meio hídrico é efetuada para os parâmetros requeridos na LA n.º 42/2007 e respetivos aditamentos. Por análise da tabela abaixo verifica-se o cumprimento com os VLE definidos na LA e na legislação aplicável. 15

16 Tabela 8 Monitorização do efluente líquido tratado antes de descarga no meio hídrico em Cinzas, escórias, gesso e outros resíduos resultantes do funcionamento da Central Parâmetro Unidade Valor médio anual VLE Constitui política da Central Termoelétrica do Pego a redução, sempre que possível, de produção de resíduos e a valorização preferencialmente à eliminação dos mesmos. ph Escala Sorensen (base mensal) 7,6 6 9 Como resultado das atividades da Central são produzidos resíduos de diversos tipos, sendo a maior quantidade não perigosos. Estes são separados na fonte, armazenados temporariamente na Central em locais adequados, antes do seu encaminhamento para destinatários autorizados. Temperatura Condutividade elétrica CBO5 (Carência Bioquímica de ºC µs/cm a 20 ºC mg/l O2 21, , Cinzas volantes de carvão As cinzas volantes de carvão são comercializadas como subproduto na indústria do cimento e do betão, uma vez que as suas características físico-químicas cumprem a normalização requerida neste âmbito. Oxigénio a 5 dias) CQO (Carência Química de Oxigénio) mg/l O Em 2011, a indústria betoneira utilizou 70% das cinzas produzidas, reduzindo desta forma o consumo de outros recursos naturais não renováveis. As restantes foram depositadas no aterro de resíduos da Central. Este é gerido sob condições exigentes, que garantem os mínimos impactes ambientais, cumprindo com os requisitos da LA n.º 42/2007 e da licença de exploração do aterro n.º 14/2008. SST (Sólidos Suspensos Totais) mg/l Tabela 9 Produção e valorização/eliminação de cinzas volantes de carvão entre Óleos minerais Azoto total mg/l mg/l N 1,5 4, Cinzas volantes de carvão Fósforo total mg/l P 2,0 10 Totalidade de cinzas produzidas (kton) (Quantidade específica, t/gwh) 154 (45) 64 (35) 75 (30) Sulfitos mg/l SO3 0,5 1,0 Cinzas depositadas no aterro de resíduos, % Crómio total mg/l Cr 0,0045 2,0 Cinzas usadas na indústria, % Nota: Para valores inferiores ao limite de quantificação de método de análise, dividiu-se o valor analítico obtido por 2, para coincidir com os valores a reportar à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no âmbito do Registo Europeu de Emissões e Transferência de Poluentes (PRTR). Verifica-se uma redução da venda de cinzas, com consequente aumento de deposição das mesmas em aterro, devido a uma redução do seu escoamento causada pela crise no setor da construção civil. 16

17 Escórias (cinzas de fundo) As escórias resultantes da queima de carvão, são recolhidas no fundo da câmara de combustão, no cinzeiro, são arrefecidas por água e transportadas por camião para o aterro de resíduos da Central. Tabela 10 Produção e saída de resíduos entre Produção de resíduos Produção específica (t/gwh) Total, t / Percentagem (%) (1) Nos últimos anos, as escórias foram valorizadas na indústria do cimento, reduzindo-se assim o passivo ambiental associado ao aterro de resíduos. Em 2011, valorizaram-se toneladas de escórias, que corresponde não só à totalidade das escórias produzidas nesse ano, mas também a algumas que estavam depositadas em aterro. Produção de resíduos perigosos Produção de resíduos não perigosos 130 (0,13%) (99,9%) 334 (0,89%) (99,1%) 37 (0,06%) (99,9%) Tal como para as cinzas volantes, a quantidade de escórias valorizadas em 2011 foi inferior quando comparada com o ano de 2010, devido a menor procura no setor da construção civil. Saída de resíduos Gesso (resultante do processo de dessulfuração) Como resultado do processo de dessulfuração foram produzidas toneladas de gesso. No entanto, foram valorizadas toneladas, que incluíram não só o gesso produzido mas também o removido do aterro. Este foi maioritariamente utilizado na indústria de fabrico de gesso cartonado, mas também para mistura com gesso natural para fornecimento à indústria cimenteira e diretamente para incorporação no fabrico de cimento. Valorização de resíduos (99,5%) (99,0%) (99,5%) (1) Em 2011, está incluída uma muito pequena parcela de produção de resíduos provenientes da Central de Ciclo Combinado do Pego (valores estes obtidos por estimativa). A produção de resíduos em 2010 regista uma redução face aos outros anos devido ao menor funcionamento da Central. O aumento da produção de resíduos perigosos está relacionado com a limpeza efetuada à fossa da caldeira do grupo 2 e recolha de cinzas contendo fuelóleo, que incrementaram pontual e excecionalmente a produção deste tipo de resíduos. A quantidade específica de gesso produzido foi de 11,7 t/gwh. Resumo da produção de resíduos entre Na tabela ao lado apresenta-se a produção de resíduos nos anos de 2009 a 2011 (total e por tipo de resíduo) e da quantidade de resíduos enviados para destino final (incluindo quantidade e percentagem valorizada). 17

18 Eletricidade A eletricidade é gerada a volts, e convertida depois para volts, por transformadores, antes da sua entrega em exclusivo à REN Trading. A capacidade de produção da Central Termoelétrica do Pego é suficiente para satisfazer as necessidades de cerca de um milhão de pessoas. Tabela 11 Produção, consumo total e específico de eletricidade da Central entre Eletricidade produzida, GWh Eletricidade consumida pela Central, GWh Consumo específico referido à energia total (bruta) produzida, GWh/GWh 0,09 0,09 0,09 Um Gigawatt/hora (GWh) são um milhão de kilowatts/hora (kwh) Ruído De acordo com o requerido na LA n.º 42/2007, as medições de ruído (período diurno das 7 às 20 horas, período do entardecer das 20 às 23 horas e período noturno das 23 às 7 horas), deverão ser repetidas sempre que ocorram alterações na instalação, que possam ter implicações ao nível do ruído ou, se estas não tiverem lugar, com uma periodicidade máxima de 5 anos, de forma a verificar o cumprimento dos critérios de exposição máxima e de incomodidade previstos nos art.º 11º e 13º do Regulamento Geral do Ruído (RGR) aprovado pelo Decreto-lei n.º 9/2007 de 17 de Janeiro. No seguimento da entrada em serviço industrial das instalações de tratamento de efluentes gasosos (dessulfuração e desnitrificação), efetuou-se em 2009 a monitorização de ruído na vizinhança da Central. 18

19 Os resultados foram apresentados e analisados no Sumário Ambiental de 2010, os quais demonstram o cumprimento dos valores limite legais, não tendo ocorrido realização de outra campanha de monitorização do ruído ambiente. Se não ocorrerem alterações significativas na Central, a próxima campanha de monitorização deverá realizar-se no ano de Utilização do solo O Centro de Produção de Eletricidade do Pego (Central Termoelétrica do Pego e Central de Ciclo Combinado do Pego) ocupa uma área total de m 2, dividida e afeta às seguintes atividades: cerca de m 2 da instalação Central Termoelétrica do Pego (a carvão), cerca de m 2 da instalação Central de Ciclo Combinado do Pego. Da área total acima referida, cerca de m 2 (cerca de 15 hectares) estão construídos, ocupados ou impermeabilizados para permitir a normal exploração das duas Centrais. A restante área, a qual representa 95% da área total do Centro de Produção de Eletricidade do Pego, está ocupada com zonas verdes ou ajardinadas, terreno virgem não impermeabilizado, montado de sobro e olival. A Central do Pego tem mantido e explorado os olivais incluídos na sua propriedade, assim como o montado de sobro, tendo implementado, desde 2005, um projeto de adensamento florestal ao montado existente, plantando mais de novos sobreiros e de de pinheiros mansos. Gestão de situações de emergência A Central Termoelétrica do Pego possui um Plano de Emergência Interno (PEI), cujo objetivo é organizar, de forma sistemática, os meios materiais, humanos e de gestão destinados à resposta pronta e adequada às situações de emergências suscetíveis de ocorrer e que possam de alguma forma afetar as suas instalações, minimizando os seus efeitos e as suas consequências, de modo a garantir a salvaguarda dos colaboradores, internos e externos, visitantes e público em geral bem como a defesa do património e do ambiente. O PEI é divulgado a todos os intervenientes e a todos aqueles que possam vir a ser afetados pelas situações de emergência. Os intervenientes têm a formação e o treino adequados de forma a cumprir com as Instruções para Atuação em Emergência preconizadas no PEI. Este é periodicamente testado através de exercícios de simulação e revisto de forma a validar o estado de prontidão da Central e a sua adequação aos objetivos definidos. Para testar os procedimentos de emergência, efetuaram-se, pelas equipas de primeira intervenção, ações de formação e de reciclagem em cenários práticos de emergência, como por exemplo: derrame de óleos nos esgotos pluviais e derrame de produtos químicos. 19

20 9. Programa de gestão ambiental 2012 Tabela 12 Objetivos e metas para 2012, associados aos aspetos e impactes ambientais da Central. ASPETO AMBIENTAL POTENCIAL IMPACTE (tipo) OBJECTIVOS ASSOCIADOS (quando aplicável) METAS Consumo de matérias-primas -água e combustíveis fósseis -energia elétrica Consumo dos recursos naturais (direto) Minimizar o consumo de água Minimizar o consumo de energia elétrica Objetivo restritivo relativo a consumo de água industrial. Objetivo relativo a eficiência térmica. Emissão de poluentes para a atmosfera - Possível acidificação do meio ambiente - Alterações climáticas (direto) Operar e manter as instalações de tratamento de efluentes gasosos (dessulfuração e desnitrificação) e precipitadores electroestáticos de modo a garantir emissões na chaminé inferiores aos valores limite de emissão (VLE). Cumprimento dos VLE, de forma mais exigente que os requisitos legais. Garantir uma elevada disponibilidade dos equipamentos de monitorização das emissões para a atmosfera (pelo cumprimento do plano de manutenção dos mesmos e resolução rápida e eficaz de anomalias). Monitorização da qualidade do ar. Instalar equipamento de monitorização em contínuo de compostos inorgânicos fluorados. NOx: número de períodos de 48 horas acima de 220 mg/nm 3 < 5 SO2: número de períodos de 48 horas acima de 220 mg/nm 3 < 5 Partículas: número de períodos de 48 horas acima de 22 mg/nm 3 < 1 Eficiência de funcionamento: 90%. Eficiência de funcionamento dos analisadores de monitorização superior a 80%. Cumprir com o plano de trabalhos. Descarga de efluentes líquidos tratados para o meio hídrico Efeitos nos ecossistemas aquáticos (direto) Reduzir impactos no rio Tejo pelo controlo da qualidade do efluente tratado. ph no efluente tratado entre 6 e 9. Descarga no efluente final com efeito de variação de temperatura < 3 ºC. Produção de resíduos sólidos (perigosos e não perigosos) - Impacte visual - Contaminação do solo (direto) Minimizar inqueimados nas cinzas Valorizar as cinzas produzidas. Valorizar o gesso produzido na instalação de dessulfuração. Utilização das lamas da Instalação de Tratamento de Efluentes Líquidos (ITEL) na agricultura. Obter a classificação de gesso como subproduto. Inqueimados inferiores a 7% Valorização em 50% das cinzas Valorização de 90% de gesso Valorização de 200 a 300 toneladas de lamas da ITEL (dependendo dos hectares de solo para aplicação das mesmas) Objetivo a atingir no 1.º semestre de Riscos de acidentes ambientais Riscos de explosão, incêndio, contaminação da água e solo (direto) Minimizar a possibilidade de ocorrência de incidentes ambientais. Testar a resposta a emergências ambientais. Reclamações justificáveis = 0 Incidentes ambientais = 0 Cenários de formação internos de emergência ambiental: 2 20

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