CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

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1 FACULDADE NACIONAL CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO PROJETO PEDAGÓGICO - PPC Implantado conforme Portaria Normativa ARQ , expedida e aprovada pelo Conselho Gestor da Mantenedora, Colégio Nacional Ltda., no primeiro semestre de 2009 ATUALIZADO EM JANEIRO DE 2014 JANEIRO/

2 DIRETOR ACADÊMICO Egisto Silva Nicoletti COORDENADOR DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO Cristina Fiorin Marinato COORDENADOR DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Cristina Fiorin Marinato 2

3 SUMÁRIO 1. DADOS GERAIS DA INSTITUIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO CURSO 4 2. BREVE HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO 5 3. DEMANDAS EFETIVAS DE NATUREZA ECONÔMICA E SOCIAL RELEVÂNCIA DO CURSO PARA A REGIÃO EM QUE ESTÁ INSERIDO 6 4. REGIME ESCOLAR E INTEGRALIZAÇÃO DO CURSO 7 5. ESTRUTURA CURRICULAR CONCEPÇÃO, JUSTIFICATIVA e FINALIDADES O ESTUDO DO PROJETO O ESTUDO DA TEORIA O ESTUDO DA TECNOLOGIA PALESTRAS E EVENTOS VISITAS E SEUS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO TICS - NO PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM OBJETIVOS DO CURSO OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES CARACTERIZAÇÃO DA DEMANDA PELO PROFISSIONAL PERFIL DO EGRESSO AUTO AVALIAÇÃO DO CURSO ARTICULAÇÃO DA AUTO AVALIAÇÃO DO CURSO, GRUPO DE TRABALHO E NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE) COM A AVALIAÇÃO EXTERNA ESTRUTURA CURRICULAR ATIVIDADES COMPLEMENTARES REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE UM PERFIL DE FORMAÇÃO EMENTÁRIO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO CURSO ESTÁGIO SUPERVISIONADO ADEQUAÇÃO DA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES ÀS DISCIPLINAS DE ARQUITETURA E URBANISMO CONDIÇÕES DE TRABALHO QUALIFICAÇÃO DO COORDENADOR DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE APOIO AO DISCENTE ATIVIDADES DE NIVELAMENTO MONITORIA CICLO DE PALESTRA ATIVIDADES EXTRACURRICULARES FACULTATIVAS CENTRO ACADÊMICO ESTUDANTIL BIBLIOGRAFIA DO CURSO BIBLIOGRAFIA BÁSICA BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR 58 3

4 1. DADOS GERAIS DA INSTITUIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO CURSO Identificação Instituição Mantenedora: Mantenedora: COLÉGIO NACIONAL LTDA Dirigente: José Sydny Riva (Diretor Presidente) Endereço: Praça Getúlio Vargas, nº 35, Centro, Vitória/ES Telefone: (27) Instituição Mantida: Nome: FACULDADE NACIONAL - FINAC Endereço: Av. Vitória, nº 3069, Gurigica, Vitória/ES Telefone: (27) Local de Funcionamento do Curso: Endereço Av. Vitória, n 3069, Gurigica, Vitória/ES Telefone: (27)

5 2. BREVE HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO O Colégio Nacional foi criado em 1972 com o curso pré-vestibular e em 1975 estabeleceu-se com turmas de segundo grau, de acordo com as antigas leis Nº 5.692/71 e 7044/82. Está, portanto, há mais de 37 anos no ramo da educação capixaba. No momento, se constitui em uma instituição de educação básica privada do Estado do Espírito Santo, atuando em 04 (quatro) unidades localizadas em municípios da Grande Vitória. Atualmente, o Colégio Nacional mantém a Faculdade Nacional, oferecendo vários cursos na área das Ciências Sociais, a saber: Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Administração, Direito e Arquitetura e Urbanismo. A próxima etapa inclui a implementação de cursos de Pós-Graduação. Entretanto, há planos para expandir o número de cursos em outras áreas de conhecimento para atender a demanda regional de ensino superior. O Curso de Arquitetura e Urbanismo foi autorizado pelo Ministério da Educação e Cultura MEC segundo portaria Nº 562, de 22 de março de

6 3. DEMANDAS EFETIVAS DE NATUREZA ECONÔMICA E SOCIAL - RELEVÂNCIA DO CURSO PARA A REGIÃO EM QUE ESTÁ INSERIDO Segundo dados do INEP/ MEC, em Vitória existem 6 (seis) instituições de Ensino Superior, incluindo a Faculdade Nacional, que oferecem aproximadamente 600 (seiscentas) vagas por ano. Temos que em virtude do crescimento da área de construção civil no Estado e no Brasil, a demanda por profissionais de Arquitetura e Urbanismo cresceu enormemente, existindo uma escassez de vagas. Essa escassez de IES que ofertem o curso gerou uma perversa aplicação da lei da oferta e procura, tornado o Curso de Arquitetura e Urbanismo no Espirito Santo um dos mais caros do Brasil. O Espírito Santo tem apresentado nos últimos anos um forte crescimento econômico, sendo comparável ao crescimento do PIB da China. Contudo, o mesmo não está vindo acompanhado do desenvolvimento social, uma vez que são limitadas as opções de ensino superior no Espírito Santo (dispõe apenas de uma universidade pública) e os preços praticados por Instituições de Âmbito Nacional impedem uma maior democratização do ensino superior, em especial nas áreas de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo. A criação do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Nacional baseou-se no Índice de Desenvolvimento Social do Estado do Espírito Santo e mais especificamente na realidade do município de Vitória e de sua Região Metropolitana. A demanda pelo curso e a oferta de vagas totais nas IES localizadas em Vitória/ES justificam a manutenção de nosso projeto e o seu desenvolvimento, a fim de atender tal demanda e cumprir a função social da IES e de seu Curso de Arquitetura e Urbanismo. 6

7 4. REGIME ESCOLAR E INTEGRALIZAÇÃO DO CURSO O curso será implantado e obedecerá aos parâmetros operacionais de funcionamento descritos a seguir: Regime Escolar: Número de Vagas: Turno de Funcionamento: Dimensão das Turmas: Período Mínimo e Máximo de Integralização do curso: Pré-requisitos: Critério de avaliação: Seriado (admitindo dependência, conforme Regimento) 100 vagas anuais com entradas semestrais Noturno e Matutino 50 alunos por semestre Período mínimo de 05 anos e máximo de 09 anos. Considerando se tratar de curso em regime seriado, admitindo-se até duas dependências por semestre e ainda, o caráter de flexibilidade a ser dado, os pré-requisitos assinalados são de natureza indicativa para orientação pedagógica. Média 07 (sete) em sistema de avaliação global e cumulativa, utilizando recursos como, prova escrita; oral; prática oral; relatório de aulas pratica; arguição sobre a matéria lecionada, visita e defesa de projetos, trabalhos práticos, painéis, seminários, pesquisas bibliográficas e de campo e estágios, desde que sob orientação, supervisão e controle do professor; trabalhos em domicilio. (Regimento) 7

8 5. ESTRUTURA CURRICULAR Conquanto seja de fato, e cada vez mais, ciência, ela se distingue, contudo, fundamentalmente, das demais atividades politécnicas, porque, durante a elaboração do projeto e no próprio transcurso da obra, envolve a participação constante do sentimento, no exercício continuado de escolher entre duas ou mais soluções, de partido geral ou pormenor, igualmente válidas do ponto de vista funcional das técnicas interessadas - mas cujo teor plástico varia aquela que melhor se ajuste à intenção original visada. Escolha que é a essência mesma da arquitetura e depende, então, exclusivamente do artista, pois quando se apresenta, é porque já o técnico aprovou indistintamente as soluções alvitradas. A distinção entre essência e origem é, no caso, fundamental e, nisto, a lição abrange a generalidade das artes plásticas; se é indubitável que a origem da arte é interessada, pois a sua ocorrência depende sempre de fatores que lhe são alheios - o meio físico e econômico-social, a época, a técnica utilizada, os recursos disponíveis e o programa escolhido ou imposto - não é menos verdadeiro que na sua essência, naquilo por que se distingue de todas as demais atividades humanas, é manifestação isenta, pois nos sucessivos processos de escolha a que afinal se reduz a elaboração da obra, escolha indefinidamente renovada entre duas cores, duas tonalidades, duas formas, dois partidos igualmente apropriados ao fim proposto, nessa escolha última, ela tão-só - arte pela arte - intervém e opta. - Lucio Costa 5.1 CONCEPÇÃO, JUSTIFICATIVA e FINALIDADES A tradição e a experiência em nosso país recomendam, para a concepção de uma escola de Arquitetura e Urbanismo, a metodologia do ensino prático combinada com a generalidade da formação: aprender fazendo, um pouco de tudo. A vida curricular ocorre em três cenários principais: o auditório, o atelier e o laboratório; e os conteúdos se agrupam em três grandes áreas: a teoria, o projeto e a tecnologia. Há uma quase correspondência entre o cenário de cada evento e os conteúdos estudados naquele momento. A teoria cuida essencialmente da história da Arquitetura e Urbanismo, com incursões pelas ciências sociais. Predomina o intelecto e o saber abstrato. A tecnologia lida aparentemente com a materialidade da construção, com destaque para os problemas da estabilidade estrutural e do universo de materiais e técnicas construtivas disponíveis. Dizemos aparentemente porquanto ainda predomina um saber teórico sobre as práticas da realização arquitetônica. É no projeto que Arquitetura e Urbanismo demandam a manualidade do estudante. Aqui são exercitadas na prática tarefas muito próximas da atuação profissional, seja quanto à produção dos projetos em si, ou quanto à organização do trabalho em equipe e interação com profissionais de outras áreas. 8

9 Um curso de Arquitetura e Urbanismo iniciado hoje poderá manter os traços gerais de tal conformação, atentando para questões cruciais que se apresentam recentemente em cada uma das três áreas de conhecimento O ESTUDO DO PROJETO A prática do projeto na escola vive hoje os reflexos do que ocorre na vida dos profissionais: o modelo racionalista chancelado no século passado tem dado sinais de claro desgaste e esgotamento, e o estilo Modernista, como expressão unânime dessa hegemonia, tem sido objeto de crítica e rejeição nas últimas décadas. Uma variedade de alternativas tem sido apresentadas e algumas vertentes se afiguram como preponderantes, mas ainda estamos muito longe da tranquilidade de ter certeza de que há um estilo arquitetônico obviamente representativo do estágio atual da civilização ocidental como havia a setenta anos. Em tal situação, o ato projetual passa a ser menos afirmativo e reforçador de uma certeza e mais prospectivo e especulador das alternativas, tendências e possibilidades; e no mundo atual estas últimas se afiguram quase que como ilimitadas, pela facilidade cada vez maior de acesso instantâneo a qualquer espécie de informação. Podemos identificar, portanto, duas atitudes de grande interesse à prática do projeto nas escolas de Arquitetura e Urbanismo da atualidade: a primeira será um retorno à essência do ato projetual, à expressão plástica, ao desenho. Como não há certeza sobre o que desenhar nem modelos a seguir, devemos nos concentrar no como desenhar, principalmente a mão, para capacitar o profissional no meio mais eficiente de expressão de suas ideias, aquele que está ininterruptamente conectado à sua mente: seu corpo. Isto de forma alguma deixará de considerar o auxílio de equipamentos - computadores são uma obrigatoriedade neste campo - mas sempre será útil estar atento ao controle da nefasta tendência de substituir as mãos pelas máquinas, que tem consequências desastrosas, desde o desperdício de talentos por atrofia, até o prejuízo da formação geral da personalidade pela ruptura completa entre corporalidade e intelectualidade. A outra atitude será de abertura para o universo de referências e vertentes estilísticas presentes e passadas. Isso será feito para exercitar suas práticas especificas e analisar suas características peculiares e, através da crítica sistemática, estabelecer, para cada aluno, uma referência para sua expressão individual e contribuir para a construção do painel de possibilidades latentes que é a arte do nosso tempo O ESTUDO DA TEORIA Quanto à teoria, a percepção de que o estilo Modernista continha um mecanismo interno de autodestruição, a impossibilidade de se firmar como tradição e consenso derivada da recusa a qualquer continuidade, seja com estilos passados ou consigo mesmo, está nas origens do que nos acostumamos a chamar de estilo pós-moderno, em que algumas das vertentes principais se caracterizam explicitamente pelo historicismo. 9

10 A escola pós-moderna de Arquitetura e Urbanismo voltará a estudar história com vontade, em busca justamente das conexões perdidas com a tradição e com os valores culturais da sociedade em que se encontra. Nesta perspectiva, dois aspectos se destacam: a seleção dos conteúdos de acordo com a história de cada comunidade em particular e a apropriação de métodos e técnicas de outras épocas e lugares, notadamente métodos e técnicas de composição e expressão plásticas. Para a Arquitetura e Urbanismo da sociedade brasileira, interessa estudar tanto a raiz da colonização, principalmente representada pelos estilos historicistas a partir do Barroco, quanto as demais raízes da nossa civilização, indígena, negra e imigrante, no que possam ter de pré-colombiano, pré-histórico e oriental. Ponto de partida para uma nova postura cosmopolita, hoje batizada de globalização. O outro aspecto, da apropriação das formas de composição e expressão, transformará o estudo da história de meramente contemplativo em algo mais interativo e interessado. Será necessário reaprender as técnicas de composição e expressão antigas e alheias para, através da sua aplicação prática e análise teórica, chegarmos à síntese do que faremos hoje em nossos projetos, internalizando os valores que considerarmos importantes O ESTUDO DA TECNOLOGIA Finalmente, a área tecnológica: ainda no século XIX, as possibilidades industriais tomaram viáveis algumas soluções estruturais antes inimagináveis, e aqueles novos gestos, sobre novos materiais, com novos instrumentos, que geravam formas novas para o novo ambiente o mundo Moderno; acabaram se concentrando nas estruturas dos edifícios. Durante certo tempo, algumas grandes obras da Arquitetura Modernista expressaram as possibilidades estéticas das estruturas de suporte. As outras partes do edifício - vedações, revestimentos, instalações e equipamentos passaram a receber o mesmo tratamento dado à concepção estrutural: a expressão plástica seria feita através da aparência de seus materiais de confecção e de formatos estritamente funcionais. O ensino da tecnologia permaneceu, até hoje, ancorado no cálculo estrutural, mais ainda, de concreto armado; que era o material mais plasticamente expressivo para a função de suporte mecânico. As outras técnicas, os outros materiais, e mesmo as estruturas sem concreto armado, passam quase despercebidas nas escolas de Arquitetura e Urbanismo. Mais recentemente, como as demandas no atelier têm incidido pouco sobre estruturas particularmente expressivas, nem mesmo este aspecto tem sido satisfatoriamente abordado, tendo sobrado apenas um acúmulo de instrumental matemático de pouca conexão com o mundo real. Esta área está ainda a espera de que lhe apontem um caminho, e este deverá ser de retomo à valorização dos acabamentos dos edifícios. 10

11 O profissional deverá ser capacitado a lidar não apenas com os materiais e as técnicas de construção das partes essenciais, mas também, e com atenção redobrada, de todas as partes visíveis, e, por isto mesmo, fonte possível de expressão estética. Cabe aqui uma abordagem cuidadosa do conceito de industrialização do ponto de vista de Arquitetura e Urbanismo. Industrializar significa produzir segundo métodos industriais, o que, no caso do design, implica em recorrer, sempre que possível, a produtos já disponíveis, como vocabulário da composição do novo produto. As formas serão, portanto, em certa medida, criadas a partir de formas preexistentes, que o profissional deve conhecer de maneira abrangente, criando assim o seu repertório de elementos de composição arquitetônica. O conhecimento da feição típica de uma grande variedade de produtos industriais e materiais de construção, feição representada pelas características visuais, tácteis, dimensionais e de aplicação de cada produto deverá substituir a ênfase no conhecimento das possibilidades e limites de modelagem de formas inéditas a partir de produtos sem forma: as argamassas em geral, principalmente a do concreto armado. Estas premissas gerais se somam a outras de caráter mais restrito e operacional: O estudo do projeto será dividido em duas etapas. As três primeiras disciplinas terão caráter individual e com temáticas definidas no âmbito de um semestre letivo, nos moldes tradicionais de atelier-tema-trabalho. Os alunos deverão reagir individualmente a estímulos dados pela escola, que incluirão desde as temáticas abordadas até as características dos produtos finais apresentados - os projetos em si. As demais disciplinas da área enfatizarão o trabalho em equipe e as temáticas de prazo mais longo, incluindo os estudos de urbanismo, paisagismo, planejamento e técnicas retrospectivas. A escola manterá vários projetos em andamento, cada um a ser desenvolvido por uma equipe de cinco alunos. Os projetos terão diferentes temáticas e durações, abrangendo largamente as possíveis tarefas de produção, nas quais os alunos se revezarão em rotatividade controlada. Cada etapa de estudos preliminares poderá ser organizada como um concurso interno à IES, onde serão selecionados estudos e ideias a desenvolver, compondo um banco de temas da escola. Cada professor coordenará um máximo de cinco trabalhos. A sequência de teoria se iniciará com um panorama da história da arte, acompanhado do estudo da estética; e terá prosseguimento com semestres dedicados ao estudo aprofundado da teoria e história da arquitetura e do urbanismo. Serão realizados exercícios de expressão plástica reproduzindo as características temáticas e estilísticas de cada período estudado. O estudo dos materiais e técnicas de construção será aprofundado no Laboratório de Tecnologia da Construção (laboratório de materiais), que funcionará como núcleo de concentração de informações e amostras atualizadas sobre produtos comerciais disponíveis no mercado, assim como local de investigação e ensaio de novas tecnologias. 11

12 Este laboratório funcionará em estreita relação com a indústria e o comércio de materiais de construção, bem como com centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, através da Internet. As atividades desenvolvidas envolverão os testes, o desenho de detalhes de aplicação e a especificação de materiais e produtos diversos, e mesmo a formulação de novas tecnologias e o desenvolvimento de novos produtos. A atividade curricular será complementada, de acordo com interesses e oportunidades específicas, com programas de visitas orientadas, viagens de estudo, estágio não obrigatório e obrigatório supervisionados, participação em eventos acadêmicos extracurriculares (concursos, seminários, congressos, encontros e outros), pesquisa e extensão PALESTRAS E EVENTOS Este formato de atividade terá dupla função no curso de Arquitetura e Urbanismo, a primeira relacionada diretamente com a metodologia de implementação das diversas disciplinas, em âmbito mais local e cotidiano. A segunda função das palestras e eventos será a tradicionalmente reconhecida capacidade de enriquecer a vida curricular ao proporcionar o acesso a universos diversificados em termos de abordagem, temática e publico presente. Na implementação das disciplinas deverá ser contemplada a prioridade à atividade do aluno, que terá participação ativa no processo de aprendizagem através da leitura e da pesquisa bibliográfica dirigidas, da realização de exercícios e da produção de projetos e trabalhos de aplicação. O planejamento das disciplinas deverá reverter a tendência generalizada ao abuso da aula expositiva como única forma de acesso ao conhecimento. O tempo de atividade assistida do aluno será incrementado, e o número de aulas expositivas será reduzido, programando como eventos, em forma de conferências, os pronunciamentos do professor sobre temas gerais ou específicos a desenvolver em cada disciplina. Este já é o arranjo tradicional nas ditas disciplinas práticas, que pretendemos levar também às teóricas. Cada conferência apresentará as linhas gerais do conteúdo a desenvolver e as vertentes de atividade que deverão ser desencadeadas como evolução do processo didático. Assim, esperamos, simultaneamente, estimular a autonomia do aluno como gerador do próprio aprendizado e valorizar, em lugar da quantidade, a qualidade da aula expositiva como um ponto alto da atividade docente, momento em que o mestre transmite seus conhecimentos mais valorosos diretamente aos alunos. Em paralelo com as palestras da atividade curricular normal, deverá ocorrer um calendário de eventos do mesmo gênero e caráter avulso, ao sabor de interesses conjunturais, contendo aqueles promovidos pela própria IES e aqueles realizados por outras entidades. Aí estarão incluídas as palestras, cursos, congressos e encontros de diversas naturezas, diretamente relacionados com Arquitetura e Urbanismo ou não; que deverão estar agendados através de mecanismos de divulgação entre alunos e professores. 12

13 Um boletim informativo interno de circulação regular poderá cumprir o papel de manter atualizada a agenda de eventos de interesse ao Curso, ao passo que a faculdade incentivará a participação de seus alunos e professores cobrindo as despesas com diárias, passagens e taxas de inscrição de participantes convidados a apresentar trabalhos ou proferir pronunciamentos, bem como com veículos fretados para delegações da escola, da cidade ou do estado, nos eventos realizados em localidades distantes. A prioridade no atendimento a este custeio será objeto de apreciação por parte por parte o órgão deliberativo competente. A Faculdade poderá promover, em parceria ou não, com outras instituições, eventos da mesma natureza, emitindo os certificados de participação. Formas correntes de organização deste tipo de evento no Espírito Santo são hoje o Programa de Educação Continuada do CREA-ES, em parceira com o IAB-ES, o Programa de Treinamento do SEBRAE-ES, para cursos de curta duração; assim como os diversos programas de divulgação técnica de fabricantes e fornecedores de serviços e produtos, em que a faculdade oferece o espaço e um mínimo de apoio logístico. Os encontros e congressos de estudantes, de professores, de arquitetos, de escolas; as feiras e exposições de arte, Arquitetura e Urbanismo, construção e decoração; os concursos de projetos de Arquitetura e Urbanismo, de caráter profissional ou estudantil; são todos eventos a incluir na divulgação da agenda e no apoio ao custeio. Finalmente, os eventos de caráter artístico e cultural não diretamente ligados a Arquitetura e Urbanismo, tais como as exposições, estreias, turnês e festivais das demais artes plásticas, de cinema, televisão, teatro, musica, dança, poesia; deverão ser igualmente, objeto de divulgação interna, como forma de incentivar o acolhimento e a valorização destas manifestações no perfil do profissional e do cidadão formado pela Faculdade Nacional VISITAS E SEUS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO A Faculdade implementará um programa de visitas orientadas e de viagens de estudo, com o objetivo de enriquecer a experiência curricular com a aquisição de conhecimentos in loco. Como premissas gerais, estarão a criteriosa seleção das temáticas visitadas e a avaliação formalizada da participação dos alunos em tais eventos. Os conteúdos das visitas e ou viagens podem ser previamente agrupados nas seguintes categorias: Canteiros de obras: em parceria com empresas empreendedoras da construção civil, serão selecionados exemplares de obras em andamento, que receberão grupos de estudantes com o intuito de vivenciar o acompanhamento dos processos construtivos nas suas várias fases. Cada aluno deverá visitar as seguintes etapas da construção: fundações, superestruturas, alvenarias e instalações embutidas, esquadrias e revestimentos e montagem de equipamentos. 13

14 Obras arquitetônicas e conjuntos históricos: um elenco de obras significativas no panorama da arquitetura local será objeto de um calendário de visitação que contemple desde os modelos de referência histórica às novidades recém-construídas; de modo a familiarizar os alunos com os paradigmas da Arquitetura e Urbanismo da sua comunidade. Cidades e regiões de interesse: o calendário de viagens de estudo deverá contemplar as principais cidades do país em termos de acervo edificado, assim como núcleos de referência arquitetônica e urbanística do Espírito Santo, onde deverão ser apreciados não apenas os modelos isolados, mas, principalmente os conjuntos preservados que permitam à fruição do ambiente original dos espaços edificados. Em particular, deverão ser especialmente apreciados os exemplares da colonização jesuítica e da imigração italiana e alemã, presença marcante no estado, seja em qualidade, seja em quantidade. Unidades de conservação: a temática ambiental deverá ser contemplada com o agendamento de visitas ou viagens a unidades de interesse ecológico e/ou sociocultural, no intuito de consolidar no estudante o compromisso com a inserção harmoniosa e equilibrada dos espaços artificiais no ambiente natural. As preocupações com a preservação da natureza e o desenvolvimento sustentável são de interesse especial no Espírito Santo, que hoje combina 90% de devastação do ambiente nativo original com a presença de grandes empreendimentos industriais poluidores, e ainda com a perspectiva de ampliação destes empreendimentos em curto prazo devido à exploração do petróleo tanto no continente, quanto em águas profundas, pré-sal. Uma das preocupações recorrentes na implementação de visitas orientadas e viagens de estudo e a avaliação da participação dos alunos. A dispersão, em tais eventos é, de certo modo, inevitável, e providências e mecanismos de aglutinação e convergência dos interesses deverão ser implantados. Relatórios, diários, registros iconográficos, ensaios; estão entre as formas mais comuns de subsidiar a avaliação do aproveitamento das atividades. O planejamento cuidadoso, incluindo roteiros elaborados a partir de objetivos claramente formulados, permitirá selecionar apropriadamente os instrumentos de avaliação adequados a cada caso. De qualquer forma, as atividades deverão atribuir créditos específicos, obrigatórios para a conclusão do curso TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO TICS - NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM Tecnologia da informação e comunicação (TIC) pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. As TICs são utilizadas das mais diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor de investimentos (informação simultânea, comunicação imediata) e na educação, mormente na Educação a Distância. 14

15 O desenvolvimento de hardwares e softwares garante a operacionalização da comunicação e dos processos decorrentes em meios virtuais. No entanto, foi a popularização da internet que potencializou o uso das TICs em diversos campos. Através da internet, novos sistemas de comunicação e informação foram criados, formando uma verdadeira rede. Criações como o , o chat, os fóruns, a agenda de grupo online, comunidades virtuais, web cam, entre outros, revolucionaram os relacionamentos humanos. Através do trabalho colaborativo, profissionais distantes geograficamente trabalham em equipe. O intercâmbio de informações gera novos conhecimentos e competências entre os profissionais. Novas formas de integração das TICs são criadas. Uma das áreas mais favorecidas com as TICs é a educacional. Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino aprendizagem. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior desenvolvimento aprendizagem - comunicação entre as pessoas com necessidades educacionais especiais. Com a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, os alunos têm a possibilidade de se relacionar, trocando informações e experiências. Os professores tem a possibilidade de realizar trabalhos em grupos, debates, fóruns, dentre outras formas de tornar a aprendizagem mais significativa. Nesse sentido, a gestão do próprio conhecimento depende da infraestrutura e da vontade de cada indivíduo. O Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Nacional, por meio de seu sistema acadêmico GALILEU, proporciona a interação de docentes e discentes em ambiente virtual, permitindo a potencialização dos processos de ensino aprendizagem utilizados tradicionalmente na educação presencial. 15

16 6. OBJETIVOS DO CURSO 6.1. OBJETIVO GERAL Formar arquitetos, profissionais habilitados a dar forma ao ambiente humano, assegurando sua excelência como suporte da vida de seus habitantes e sua relação harmoniosa com o ambiente natural e construído OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) Conhecer as categorias antropológicas sociológicas e econômicas referentes ao ambiente construído; b) Compreender as ações de preservação do meio ambiente, para que possa avaliar os impactos ambientais; c) Executar projetos de arquitetura, urbanismo e paisagismo considerando as demandas de custo, durabilidade, manutenção, mediante os regulamentos legais, priorizando a inclusão social; d) Interferir de maneira precisa no tecido da cidade com o devido conhecimento de suas diversidades sócio-político-econômicas; e) Empregar de forma adequada a boa técnica ; f) Aplicar os conceitos estruturais conscientemente para que se preserve a integridades das edificações; g) Adotar soluções contemporâneas às novas exigências quanto ao conforto ambiental; h) Dominar as técnicas de representação gráficas manuais e tecnológicas; i) Interpretar documentos de registro instrumental e fotográfico, necessários a realização dos projetos de arquitetura e urbanismo; j) Despertar o efetivo interesse pela pesquisa caracterizada pela relevância social. 16

17 7. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES As competências e habilidades relacionadas ao perfil do egresso seguem as diretrizes curriculares do Curso de Arquitetura e Urbanismo e estabelecem: Cognição dos aspectos essenciais das manifestações artísticas humanas, com especial atenção à compreensão das particularidades estilísticas de cada contexto cultural estudado. Acolhimento da arte como elevada manifestação da humanidade, para o exercício da expressão plástica em resposta a estímulos de caráter artístico. Cognição e compreensão das técnicas de expressão específicas da Arquitetura e Urbanismo e sua aplicação em exercícios de valorização dos paradigmas históricos e da variedade contemporânea. Cognição dos fenômenos físicos da estática e dos modelos estruturais correntemente utilizados na Arquitetura e Urbanismo; e compreensão das relações entre os fenômenos e os modelos. Cognição dos materiais e técnicas de construção correntemente aplicadas na Arquitetura e Urbanismo. Acolhimento da tecnologia como refinado recurso humano de interação com a natureza, para o exercício do seu uso em resposta a questões técnicas. Aplicação da expressão plástica e da tecnologia ao exercício do projeto, em seus aspectos ideológicos, utilitários e normativos. Valorização de uma ideologia Arquitetônica expressiva da individualidade do aluno e representativa da sua relação com a comunidade em que vive. Análise e organização dos conhecimentos adquiridos para a consolidação de uma postura profissional elementar. Síntese do processo educacional vivido e internalizarão dos valores organizados, para o autoconhecimento e a possibilidade de reflexão crítica. 17

18 8. CARACTERIZAÇÃO DA DEMANDA PELO PROFISSIONAL A formação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Nacional será direcionada a um nicho específico do mercado de trabalho que começa a se delinear mais nitidamente no Espírito Santo e na região circunvizinha - oeste de Minas Gerais e sul da Bahia e norte do Rio de Janeiro. Trata-se da demanda crescente pelo Projeto de Arquitetura e Urbanismo para além das necessidades meramente legais de análise pela municipalidade, abrangendo o detalhamento e as especificações de materiais de acabamento segundo critérios e padrões cada vez mais rigorosos. A tendência local à internacionalização dos padrões de qualidade da Arquitetura e Urbanismo tem se manifestado continuamente, com início na expansão do setor imobiliário na grande Vitória, cujos resultados são evidentes na verticalização da Praia do Canto e da Praia da Costa. O edifício em altura, seja comercial ou residencial, foi objeto de intensa investigação e análise pelo próprio mercado, resultando em refinamentos generalizados das técnicas interessadas e na melhoria substancial de sua qualidade como produto. Atualmente esta tendência se encontra consolidada, estando sua manifestação mais evidenciada na chamada era shoppings", em que, além da introdução de novos modos de projeto, produção e acabamento, foram transformados os modos locais de uso dos espaços urbanos e das relações com a cidade. Este tipo de edifício deve, necessariamente, incorporar elementos de forte apelo simbólico e subjetivo, não apenas em seu exterior, mas, principalmente, em seus ambientes interiores, que só podem ser obtidos com a eficiência do design. O efeito educativo da melhoria dos padrões de qualidade dos espaços privados já se faz presente na requalificação dos projetos para os espaços públicos, superando os simples parcelamentos, arruamentos, pavimentações e ajardinamentos meramente eficientes ou funcionais. A preocupação com o mobiliário e com o desenho urbano e a atenção aos detalhes de acabamento dos espaços públicos começam a pontilhar as cidades de intervenções de qualidade que realimentam a demanda por mais competência nas atividades de projeto e construção. Mesmo nos empreendimentos de pequeno porte, em escala doméstica, é perceptível a demanda crescente pela atuação do profissional que conheça materiais e produtos de acabamento de maneira abrangente e atualizada, que consiga incorporar qualidades de design industrial aos ambientes arquitetônicos além dos simples compromissos com a durabilidade e com o preço. Este perfil profissional será o resultado intencional da proposta curricular que se propõe a corrigir as distorções identificadas no panorama dos demais cursos de Arquitetura e Urbanismo da região: o desinteresse pelo desenho, pela história e pelos produtos da indústria. 18

19 Na terra em que ainda se desenham linhas gerais funcionais estruturadas em concreto e alvenaria, que se revestem com argamassas e pedras artesanalmente moldadas e cortadas; enquanto o design refinado é confiado à capacidade de reprodução de dedicados, e iletrados artesãos; enquanto a reprodução e mesmo a restauração de elementos históricos é feita a partir de referências indiretas; o arquiteto precisará conhecer perfis, painéis, barras, pinos, encaixes, placas, arruelas, buchas, porcas e parafusos. Precisará saber desenhar os detalhes encurvados e angulosos para encomendar e fiscalizar a execução. Deverá conhecer diretamente e saber reproduzir os estilos históricos, até mesmo para conservar a educação e a cultura do povo e conter o processo de substituição dos elementos originais por referências parciais e adaptações improvisadas. Finalmente, há que ser mencionada a demanda de caráter econômico propriamente dito pelo profissional de Arquitetura e Urbanismo no Espírito Santo. Como estado semiperiférico na região Sudeste, tem se caracterizado historicamente pela atuação como um satélite dos polos econômicos e tecnológicos e como beneficiário indireto dos investimentos feitos na região. A recente reportagem das prospecções de petróleo na plataforma continental do litoral capixaba acena com a possibilidade de transformação desta condição periférica em algo mais dinâmico e polarizador. Além dos investimentos diretos na prospecção, extração, beneficiamento e comercialização do produto em si, a exploração do petróleo inclui toda uma série de investimentos indiretos, notadamente na área de infraestrutura urbana, acompanhada dos setores de lazer, comércio, serviços, cultura e pesquisa. A expansão econômica em questão não apenas atrai população numérica, mas também a formação qualificada e as exigências por melhor qualidade de vida. Neste cenário é que o profissional Arquiteto e Urbanista tem possibilidade de inserção e sucesso, atendendo ao crescimento e à sofisticação das demandas pelo agenciamento dos espaços. 19

20 9. PERFIL DO EGRESSO Comprometidos com os com as Diretrizes Curriculares do Curso de Arquitetura e Urbanismo e com a LDB, bem como com o ENADE - Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, a Faculdade Nacional vem aprimorando o perfil do egresso destinado ao desenvolvimento e pleno desempenho profissional futuro dos seus graduandos, orientando o Curso de Arquitetura e Urbanismo a contemplar os indicadores que têm constituído referências, para as provas de aferição de competências, em todo o País. O Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Nacional objetiva formar um profissional capaz de organizar e dirigir o conjunto de atividades relativas à Arquitetura e ao Urbanismo, incluindo: capacidade de elaboração de projetos, com soluções técnicas economicamente viáveis e culturalmente responsáveis; capacidade de absorver novas tecnologias e de visualizar, com criatividade, novas aplicações; capacidade de análise de problemas e síntese de soluções; desenvolvimento de liderança e de trabalho em equipes multidisciplinares; consciência da necessidade de contínua atualização profissional; capacidade de resolver problemas concretos, modelando situações reais, levando em conta os aspectos humanísticos, sociais, éticos e ambientais. Para tanto, o perfil do egresso desejado contempla conhecimentos multidisciplinares e vivências das rotinas ligadas à Arquitetura e ao Urbanismo, e de suas realidades locais e regionais. O profissional dela egresso deve ser capaz de planejar, coordenar, controlar e avaliar as funções inerentes à sua área de atuação profissional. Assim, com formação generalista, vários campos de atuação profissional podem ser buscados pelo arquiteto, no qual, entre outros, com interesse no Urbanismo, poderá aplicar conhecimentos da evolução urbana, do uso e ocupação do solo, de novas intervenções urbanísticas, de ecologia, de morfologia da paisagem, de preservação e recuperação de paisagens. Se o interesse do arquiteto for pela tecnologia, poderá desenvolver estudos desde novas técnicas construtivas e de materiais, à racionalidade estrutural de edificações e de cálculo estrutural; aos aspectos de conforto do ambiente construído, até o gerenciamento e execução de obras. A formação que capacita o profissional de Arquitetura e Urbanismo ao exercício das atividades explicitadas acima, requer uma preparação didático-pedagógica adequada, obtida via integração de conhecimentos pertinentes às áreas básica, profissional e complementar através das quais se estrutura o Curso. Tal formação incentiva particularmente, trabalhos de iniciação científica, trabalhos em equipe, monitorias, estágios supervisionados. 20

21 10. AUTO AVALIAÇÃO DO CURSO A avaliação interna ou auto avaliação é um processo em construção articulado com as ações da Comissão Própria de Avaliação (CPA) e deve ser entendida como parte do processo de aprendizagem, uma forma contínua de acompanhamento de todas as atividades que envolvem o Curso de Arquitetura e Urbanismo da FINAC tendo como principais objetivos: auto avaliação; consequências; /aprendizagem; ação da missão do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FINAC na comunidade acadêmica; Dentro desse princípio, a avaliação envolve todos os agentes alocados nos diferentes serviços e funções que dão suporte ao processo de formação superior, sendo elemento central da Instituição. As questões relativas ao conjunto dos componentes curriculares do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FINAC (e dos demais processos pedagógicos que compõem as atividades acadêmicas) devem ser analisadas tendo se em conta a percepção do aluno e do professor sobre o seu lugar no processo de ensino aprendizagem. Na avaliação é importante considerar como os alunos e professores percebem o Curso de Arquitetura e Urbanismo e, também, a sua inserção nesse processo. A avaliação interna, além do caráter qualitativo, adota uma perspectiva quantitativa, pela análise numérica dos resultados. A abordagem qualitativa busca compreender o ponto de vista dos envolvidos quanto ao posicionamento interno e externo da instituição. Já a abordagem quantitativa parte dos resultados e os traduz em termos de parâmetros estatísticos; nela a quantificação é enfatizada como fator de discussão do objeto em avaliação. Informações mais detalhadas podem ser obtidas junto à CPA Central do Instituto de Ensino Superior. O processo de avaliação proposto no PPC adota um modelo que contempla, de forma equilibrada, as abordagens quantitativas (Avaliação Somativa ou Classificatória) e qualitativa (Avaliação Formativa), nas diferentes perspectivas avaliativas. 21

22 A auto avaliação não é novidade do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FINAC, estando inserida no cotidiano institucional, com ampla participação da comunidade acadêmica. Os resultados são tabulados e interpretados para que possam servir de subsídios ao estabelecimento de novas diretrizes e ações institucionais. Os principais elementos de análise resultam: a) de reuniões pedagógicas do curso, semestralmente realizadas; b) da apreciação estatística dos resultados das avaliações aplicadas às turmas, bimestralmente; c) dos resultados da avaliação institucional; d) dos resultados obtidos nas provas simuladas do ENADE; e) dos indicadores apresentados nos relatórios da CPA. A Comissão Própria de Avaliação entendeu que a intenção da avaliação interna da FINAC foi analisar o instituto em um amplo espectro de atuação, respeitando suas particularidades, mas com o objetivo de identificar potencialidades e fragilidades nas dimensões previstas em lei, visando a propor sugestões para seu aperfeiçoamento. Acrescentou ainda a referida Comissão Própria de Avaliação, em seu relatório de atividades, que: Partiu se do pressuposto de que a avaliação é uma leitura orientada da realidade, segundo critérios pré estabelecidos. A finalidade última da avaliação não é classificar, nem tão pouco selecionar e excluir, mas analisar resultados e, assim, propor caminhos, metas e estratégias coerentes com as intenções educativas e as responsabilidades sociais da FINAC. Tendo essa premissa de avaliação como orientadora do trabalho de pesquisa, o objetivo do projeto é detectar eventuais vulnerabilidades do projeto pedagógico do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FINAC, considerada necessariamente a diversidade das áreas regionais em que ele é ministrado, utilizando para isso dimensões diversificadas, tais como o perfil docente, os resultados das provas institucionais e o perfil do egresso dos cursos de Arquitetura e Urbanismo em cada região. Os docentes de Arquitetura e Urbanismo, como é sabido, são quase sempre profissionais que praticam a docência como segunda atividade, aliando as dimensões da teoria e da prática em sua atividade em sala de aula, o que quase sempre é desejado pelos alunos. A prática profissional do professor de Arquitetura e Urbanismo, a exemplo do que também acontece em outros cursos, influencia as escolhas dos egressos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, mas esse dado da realidade desses cursos raramente é articulado nas auto avaliações. Os estudos e pesquisas realizados sobre ensino de Direito no Brasil e na própria Faculdade Nacional demonstram que o professor de Direito carrega para a sala de aula, via de regra, a identidade de sua carreira profissional, o que influencia enormemente na maneira como desenvolve seu conteúdo curricular, na forma como privilegia ou relega para plano secundário parte de seus conteúdos, nas opções que faz para realizar avaliações e até mesmo na forma de relacionamento que estabelece com o corpo discente. 22

23 Conhecer o docente na sua dimensão profissional de carreira, articular esses dados com o perfil do egresso em uma dada região do país, e revisitar o projeto pedagógico Curso de Arquitetura e Urbanismo tendo esses elementos, poderá contribuir para detectar a identidade do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FINAC. A auto avaliação, na dimensão adotada pela FINAC se constitui em processo sistemático de reflexão na busca de todos os elementos que permitam detectar problemas para construir as intervenções eficazes, de forma coletiva e agregando todos os atores necessários, ou seja, gestores, docentes, alunos, egressos, avaliadores externos e todos aqueles que possam contribuir para a efetivação da qualidade desejada. Para o Curso de Arquitetura e Urbanismo da FINAC essa articulação passa a incluir dados como a formação da carreira profissional do docente, a atividade profissional exercida por egressos e a reflexão sobre o projeto pedagógico à luz desses dois dados. O que se espera é nortear o projeto pedagógico também pela dimensão da atividade profissional de docentes e egressos, articulada essa dimensão pelas características peculiares do território em que o curso é ministrado, ou seja, pelas características geográficas, socioeconômica e culturais específicas da localidade. A investigação pretende, ainda, realizar uma nova leitura dos dados obtidos na prova institucional, privilegiando não os aspectos que permitam classificar resultados dos alunos por disciplina, mas, principalmente, o estudo da própria concepção, estrutura e objetivos da prova, bem como sua consonância com os objetivos do projeto pedagógico do curso e com os docentes que os alunos tiveram no período imediatamente anterior à prova. Se espera que a investigação realizada a partir dos novos vetores mencionados, contribua para orientar a capacitação do docente de Arquitetura e Urbanismo potencializando sua prática pedagógica como gestor do currículo, dos conteúdos programáticos a serem desenvolvidos e como gestor adjunto do próprio projeto pedagógico. A metodologia a ser empreendida no desenvolvido da pesquisa fará uso de questionários, análise da avaliação institucional, entrevistas com coordenadores de curso, entrevistas com profissionais Arquitetos e Urbanistas em diferentes regiões em que da FINAC mantém o Curso de Arquitetura e Urbanismo, análise de avaliações externas. 23

24 11. ARTICULAÇÃO DA AUTO AVALIAÇÃO DO CURSO, GRUPO DE TRABALHO E NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE) COM A AVALIAÇÃO EXTERNA Com a edição da Portaria Normativa no 4/2008, que regulamentou a aplicação do Conceito Preliminar de Curso (CPC) em processos de renovação de reconhecimentos dos cursos, o Ministério da Educação estabeleceu uma base de cálculo para o CPC que repousa essencialmente em componentes extraídos do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) e do Cadastro Nacional de Docentes do Ensino Superior, como parte integrante do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). O CPC se propõe a referenciar de forma preliminar a qualidade dos cursos de graduação, permitindo que se estabeleça um critério objetivo para dispensar a visita de comissão in loco com a finalidade de renovar o reconhecimento de cursos de graduação. Nesta perspectiva, devem ser objetos de análise, além das informações extraídas do Relatório do ENADE, os conceitos atribuídos pelo INEP aos insumos que compõem a base de cálculo do CPC, confrontando os com os elementos contidos nos demais instrumentos que integram o SINAES fundamentalmente a auto avaliação e os relatórios de avaliação externa para fins de renovação dos reconhecimentos dos cursos. Embora ciente das limitações inerentes ao CPC, quando tomado de forma dissociada do conjunto dos demais instrumentos de avaliação, entende se que seus resultados não só podem como devem ensejar a adoção de providências no sentido de melhorar o desempenho dos estudantes. Cabe ainda registrar que Curso de Arquitetura e Urbanismo da FINAC, motivado pelas inovações propostas nas diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação, vem promovendo mudanças nos currículos dos seus cursos, visando a dotá los de maior flexibilidade. Paralelamente, vem enriquecendo progressivamente suas práticas pedagógicas. Foi essa convicção que norteou a análise dos dados e das informações extraídos do CPC e do ENADE 2011 (nota 3), que cotejamos com o relatório de auto avaliação produzido pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) e com os demais dados do curso para, assim municiados, analisar o desempenho dos estudantes e apresentar uma proposta. 24

25 12. ESTRUTURA CURRICULAR TEORIA Metodologia de Pesquisa 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas Estética e História da Arte 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas Teoria Hist. da Arq. e Urb. 04 semestres 72 horas 25 alunos 288 horas Introd. às Ciências Sociais 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas Org. Trab. e Leg. Prof. 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas Direito Urbanístico 01 semestre 36 horas 25 alunos 72 horas Direito Ambiental 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas 720 horas PROJETO Plástica 02 semestres 72 horas 25 alunos 144 horas Geometria Descritiva 01 semestre 36 horas 25 alunos 36 horas Introd. Desenho Arq. 01 semestre 108 horas 25 alunos 108 horas Perspectiva 01 semestre 36 horas 25 alunos 36 horas Topografia para Arq. 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas Computação Gráfica 01 semestre 108 horas 15 alunos 108 horas Projeto Arquit. e Urb. 06 semestres 144 horas 25 alunos 864 horas Arq. de Interiores 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas Paisagismo 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas Plan. Urbano e Regional 03 semestre 144 horas 25 alunos 432 horas Técnicas Retrospectivas 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas Trabalho de Graduação 01 semestre 144 horas 25 alunos 144 horas Trabalho de Graduação 01 semestre 144 horas 25 alunos 288 horas 2448 horas TECNOLOGIA Sistemas Estruturais 02 semestres 72 horas 25 alunos 144 horas Mat. e Técnicas Constr. 02 semestres 72 horas 25 alunos 144 horas Conforto Ambiental 02 semestres 72 horas 25 alunos 144 horas Inst. Hidráulicas p/arq. 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas Inst. Elétricas p/ Arq. 01 semestre 72 horas 25 alunos 72 horas 576 horas ESTÁGIO OBRIGATÓRIO Estágio Supervisionado I 01 semestre 100 horas horas Estágio Supervisionado II 01 semestre 100 horas horas Estágio Supervisionado III 01 semestre 100 horas horas Estágio Supervisionado IV 01 semestre 100 horas horas 400 horas COMPLEMENTAR E OPTATIVA Língua Bras. Sinais Libras 01 semestre 36 horas 30 alunos 36 horas Língua Portuguesa 01 semestre 36 horas 30 alunos 36 horas Atividades Complementares NSA 200 horas NSA 200 horas Desdobramentos das Matérias do Currículo Mínimo (Portaria 1.770, 21/12/1994) A distribuição dos conteúdos curriculares fixados em lei será feita, em grande parte, conforme o convencional desdobramento de cada matéria em um conjunto de disciplinas especificas. No entanto, segundo o espírito da própria lei, alguns conteúdos elementares 25

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