FERNANDO ANTÔNIO DA COSTA FIGUEIREDO VICENTE

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1 FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS - FGV EESP ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUÍS DE QUEIROZ - ESALQ - USP EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA MESTRADO PROFISSIONAL EM AGROENERGIA FERNANDO ANTÔNIO DA COSTA FIGUEIREDO VICENTE GESTÃO ESTRATÉGICA DA SEGURANÇA DO TRABALHO NA ÁREA INDUSTRIAL DE UMA USINA DE ETANOL, AÇÚCAR E ENERGIA ELÉTRICA SÃO PAULO 2012

2 FERNANDO ANTÔNIO DA COSTA FIGUEIREDO VICENTE GESTÃO ESTRATÉGICA DA SEGURANÇA DO TRABALHO NA ÁREA INDUSTRIAL DE UMA USINA DE ETANOL, AÇÚCAR E ENERGIA ELÉTRICA Dissertação apresentada à Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas como requisito para obtenção do título de Mestre em Agroenergia Campo de Conhecimento: Agronegócios Orientador (a): Prof. Dra. Mirian Rumenos Piedade Bacchi SÃO PAULO 2012

3 AUTORIZO A REPRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE TRABALHO, POR QUALQUER MEIO CONVENCIONAL OU ELETRÔNICO, PARA FINS DE ESTUDO E PESQUISA, DESDE QUE CITADA A FONTE. Vicente, Fernando Antônio da Costa Figueiredo Gestão estratégica da segurança do trabalho na área Industrial de uma usina de etanol, açúcar e energia elétrica Fernando Antônio da Costa Figueiredo Vicente f. Orientadora: Mirian Rumenos Piedade Bacchi Dissertação (MPAGRO) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. 1. Segurança do trabalho. 2. Segurança do trabalho - Indicadores. 3. Prevenção de acidentes. 4. Açúcar - Usinas. 5. Álcool como combustível. I. Bacchi, Miriam R. Piedade. II. Dissertação (MPAGRO) - Escola de Economia de São Paulo. III. Título. CDU

4 FERNANDO ANTÔNIO DA COSTA FIGUEIREDO VICENTE GESTÃO ESTRATÉGICA DA SEGURANÇA DO TRABALHO NA ÁREA INDUSTRIAL DE UMA USINA DE ETANOL, AÇÚCAR E ENERGIA ELÉTRICA Dissertação apresentada à Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas como requisito para obtenção do título de Mestre em Agroenergia Campo de conhecimento: Agronegócios Data de Aprovação: / / Banca Examinadora Profa. Dra. Mirian Rumenos Piedade Bacchi (orientadora) ESALQ - USP Profa. Dra. Márcia Azanha Ferraz Dias de Moraes ESALQ - USP Prof. Dr. Gilberto Tadeu Shinyashiki EESP-USP

5 Dedicatória Dedico a todos os colaboradores da Usina Alta Mogiana, responsáveis pelo desenvolvimento, aperfeiçoamento e implantação desse modelo de Gestão, transformando a segurança como valor pessoal e organizacional, visando resultado na qualidade de vida com lucratividade para todos.

6 AGRADECIMENTOS A Deus, senhor da minha vida e da minha vontade. À minha esposa Eurídice, pelo exemplo de busca do conhecimento. À minha filha Fernanda, pela companhia. Estudar ao seu lado foi verdadeiro privilégio. Aos meus filhos Ângelo, Susana e ao nosso anjo Sofia, pelo incentivo. Aos meus pais Sofia Helena e José Vicente, pela semente que plantaram em meu coração na busca de servir ao próximo, com eficiência e espírito cristão. Ao Luiz Octavio Junqueira Figueiredo, superintendente da usina, responsável pela minha formação em segurança e pela liberdade na gestão. Aos diretores Luiz Eduardo Junqueira Figueiredo, Luiz Gustavo Junqueira Figueiredo e Luiz Otávio Junqueira Figueiredo Filho pelo apoio na aprovação do mestrado. Ao ex-ministro Roberto Rodrigues por tornar o sonho do mestrado profissional possível. Aos gerentes Francisco Eduardo A. J. Spadoni, Demétrius Barbosa de Freitas, Fernando Antônio dias dos Reis e Eng.º Tarcísio Zanquetta e aos funcionários Cláudio Cruz e Cléia C. S. Dutra que representam os setores Elétrica e Controle de Qualidade, pelo exemplo vivo do resultado acidente zero. Ao SESMT da usina representada pelo Gerente José Altino Donizete Marques, pelo suporte técnico imprescindível para a evolução dos índices de segurança. Aos colegas Vera Lúcia Martins Guedes, Alceu Luiz Gonçalves Júnior, Nilson Augusto Ambrósio, Ronildo Campos da Silva, Donizeti Ap. Izidoro, Sinésio Antônio Guedes, Luiz Carlos Bortoleti, Viviane Raquel de Souza Perri Paro, Guilherme Nehrebecki e Margarete Ap. Pacheco, pela dedicação no aperfeiçoamento profissional das lideranças da divisão industrial.

7 Ao Prof. Dr. Arlélio Leite dos Santos pelo incentivo ao aprimoramento da arte de educar. Ao Prof. Celso Atienza responsável pela incorporação dos princípios fundamentais de segurança. À Profa. Dra. Márcia Azanha, pela postura profissional, paciência e preocupação em fazer o melhor. Ás funcionárias Ana Gabriela Rodrigues de Souza e Simone Ap. de Souza Fagundes de Almeida pelo apoio administrativo e técnico na execução dessa dissertação. Aos meus amigos da FGV Augusto, Godoy, Kleber, Luis, Marcelo, Massi, Mauro, Nilton, Omar, Ricardo, Silvio, Tati e Walter que contribuíram sempre para vencermos os desafios do mestrado e principalmente, pela sabedoria de vida de cada um; conhecê-los e conviver todos os finais de semana por 21 meses foi muito especial. Aos meus alunos de pós graduação, pelas experiências recebidas a cada aula, contribuindo fortemente para a evolução da segurança no setor sucroenergético.

8 RESUMO

9 RESUMO Conseguir lucratividade em uma usina produtora de etanol, açúcar e energia elétrica, sem acidentes do trabalho, passou a ser grande desafio. Portanto, a Gestão de Segurança transformou-se em estratégica, buscando levar o valor empresarial segurança como instrumento fundamental na execução da produção. Levantamos a história da implantação do Sistema de Gestão da Segurança da usina e também checamos através de indicadores universais de segurança, se os números alcançados, apresentam evolução satisfatória, procurando identificar as ações aplicadas e os resultados. No processo de evolução desse sistema, a usina tornouse a primeira do mundo na obtenção de uma Certificação Internacional de Segurança (OHSAS 18001) do setor sucroenergético, além de alcançar quarto lugar em processamento de cana no Brasil. Aplicando o Instrumento ICOS Inventário de Clima Organizacional de Segurança em 2005 e novamente em 2011, avaliamos se com crescimento da produção, aliado ao aumento do número de trabalhadores, o valor segurança manteve-se presente. Também apuramos possíveis fatores como tempo de empresa, escolaridade, proporção de acidentes e entrevistas com os responsáveis que contribuíram para a existência de setores há 16 anos sem perder um dia de trabalho por acidente. Finalmente, concluímos que lidar com gestão da segurança, capacita a empresa para enfrentar dificuldades do mercado, pois sucesso hoje, pode não valer para o dia seguinte caso ocorra acidente. Prevenir, educar, buscar conhecimento, celebrar, cobrar resultados e ousadia, definem o estilo de administração da usina estudada. Palavras-chave: Gestão da segurança, Pesquisa na Segurança, Indicadores de Segurança, OHSAS

10 ABSTRACT

11 ABSTRACT Achieve profitability in a plant ethanol producer, sugar and electric power, without accidents at work, went on to be major challenge. Therefore, the Security Management has become strategic, seeking to bring business value "security" as a fundamental instrument in the implementation of production. Raise the history of implementation of the safety management System of the power plant and also we checked through universal indicators of security, if the numbers achieved satisfactory evolution, present trying to identify the actions taken and the results. In the process of evolution of that system, the plant became the first in the world in obtaining International certification (OHSAS 18001) security sector, as well as achieve Cosan 4th cane processing in Brazil. Applying the ICOS Instrument Organizational Climate inventory safety in 2005 and again in 2011, we evaluate whether with production growth, coupled with the increase in the number of employees, the security value remained present. Apuramos also possible factors such as company time, schooling, proportion of accidents and interviews with officials who contributed to the existence of sectors there are 16 years without losing a day of work by accident. Finally, we found that deal with security management, empowers the company to face difficulties on the market, because success can not be worth today, for the following day in the event of an accident. Prevent, educate, seeking knowledge, celebrate, collect results, and daring, define the plant's administration style studied. Keywords: security management, Security Research, security Indicators, OHSAS

12 LISTA DE ILUSTRAÇÕES

13 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Modelo de Sistema de Gestão SST para Norma OHSAS Figura 2 - Organograma Simplificado do Serviço de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho Figura 3 - Dimensionamento do SESMT... 70

14 LISTA DE QUADROS

15 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Informações Sobre os Questionários Realizados na Pesquisa Quadro 2 - Definições do Sistema de Gestão Quadro 3 - Definições de Clima de Segurança no Trabalho Quadro 4 - Dimensões do ICOS Quadro 5 - Fatos que Motivaram a Criação do Sistema de Gestão Quadro 6 - Identificação dos Perigos Quadro 7 - Controle de Riscos... 68

16 LISTA DE TABELAS

17 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Caracterização da Amostra - Escolaridade Tabela 2 Caracterização da Amostra Tempo de Empresa Tabela 3 - Caracterização da Amostra Acidente do Trabalho Tabela 4 - Caracterização da Amostra Sexo Tabela 5- Caracterização da Amostra Idade Tabela 6 - Caracterização da Amostra Estado Civil Tabela 7- Caracterização da Amostra Religião Tabela 8 - Caracterização da Amostra Turno Tabela 9 - Caracterização da Amostra Chefia Tabela 10 - Caracterização da Amostra % de funcionários por setor Tabela 11 Média e Amplitutde Tabela 12 Resumo maior e menor média setorial por ano Tabela 13 Acidentes com afastamento Tabela 14 Classificação das notas por setor Tabela 15 Proporção de tempo de empresa setorial Tabela 16 - Proporção de tempo de empresa setorial Tabela 17 - Proporção de escolaridade setorial Tabela 18 - Proporção de escolaridade setorial Tabela 19 Proporção de Acidentes setorial Tabela 20 - Proporção de Acidentes setorial

18 LISTA DE GRÁFICOS

19 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Número de acidentes com afastamento por ano Divisão Industrial Gráfico 2 Tempo de Empresa Gráfico 3 Recebeu orientação sobre segurança Gráfico 4 Opinião sobre o time do SESMT Gráfico 5- Qualidade dos EPI s Gráfico 6 Programa mais bem sucedido Gráfico 7- Ordem de responsabilidade na segurança Gráfico 8 Contribuição para segurança Gráfico 9 Nota da empresa na segurança Gráfico 10 Nota do colaborador na segurança Gráfico 11 Conhece o regulamento Gráfico 12 Regulamento de segurança foi um marco Gráfico 13 Escolaridade Geral Gráfico 14 Escolaridade Geral Gráfico 15 Tempo de Empresa Gráfico 16 Tempo de Empresa Gráfico 17 Idade Gráfico 18 Idade Gráfico 19 Média x Amplitude Gráfico 20 Quantidade de cana processada em milhões Gráfico 21 Número de funcionários da Divisão Industrial Gráfico 22- Produção de açúcar sacas/milhões Gráfico 23 Produção de Etanol sem GL/milhões... 87

20 Gráfico 24 Produção de energia elétrica exportação/mwh Gráfico 25 Acidentes sem afastamento Divisão Industrial Gráfico 26- Número de acidentes com afastamento por ano Divisão Industrial Gráfico 27 Quantidade de dias perdidos Divisão Industrial Gráfico 28 Taxa de Frequência - Indústria Gráfico 29 Taxa de Gravidade - Indústria Gráfico 30 Funcionários Novos x Antigos...91 Gráfico 31 Nota ICOS Gráfico 32 Recorde de anos sem acidentes com afastamento - Indústria...93 Gráfico 33 Recorde de dias sem acidentes com afastamento - Indústria Gráfico 34 Custo com EPI`s...94 Gráfico 35 Custo com segurança e medicina do trabalho Gráfico 36 Horas de Treinamento...95 Gráfico 37 Partes do corpo atingidas - Indústria...95 Gráfico 38 Tempo de Empresa C.Q Gráfico 39 Tempo de Empresa C.Q Gráfico 40 Tempo de Empresa Elétrica Gráfico 41 Tempo de Empresa Elétrica Gráfico 42 Escolaridade C.Q Gráfico 43 Escolaridade C.Q Gráfico 44 Escolaridade Elétrica Gráfico 45 Escolaridade Elétrica

21 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

22 LISTA DE ABREVIATURA E SIGLAS ART- ARTH- CAT- CIPA- CLT- DIN- EPI ICOS- INSS- ISO- MSAM- Análise de Risco da Tarefa Administração de Recursos e Talentos Humanos Comunicação de Acidente do Trabalho Comissão Interna de Prevenção a Acidentes Consolidação de Leis do Trabalho Divisão Industrial Equipamento de Proteção Individual Inventário de Clima Organizacional Instituto Nacional de Seguro Social Organização Internacional para Padronização Manual do Sistema de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional NBR- NTEP- OHSAS- PCA- PCMSO- PDCA- PPR - PPRA- RD- RPS- SESMT- SGEAM- Norma Brasileira Nexo Técnico por Doença Equiparada a Acidente do Trabalho Occupational Health and Safety Assessment Series Programa de Conservação Auditiva Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional Plan Do Check Act (Planejar, Fazer, Verificar e Agir) Programa de Participação nos Resultados Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Representante da Direção Regulamento da Previdência Social Serviço Epecializado em Segurança e Medicina do Trabalho Sistema de Gestão Empresarial da Alta Mogiana

23 SIPAT- SSAM- SST- SUB- UAM- UF s- Semana Interna de Prevenção a Acidentes do Trabalho Sistema de Segurança da Alta Mogiana Sistema de Segurança do Trabalho Sistema Único de Benefícios Usina Alta Mogiana Unidade Funcional

24 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS METODOLOGIA REVISÃO DE LITERATURA Sistema de Gestão de Segurança do Trabalho Certificação OHSAS 18001:1999 Occupacional Health and Safety Assessment Series Indicadores de Segurança Pesquisa sobre Clima na Segurança do Trabalho SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA DA ALTA MOGIANA Motivação para a Criação Histórico do Sistema de Gestão de Segurança na Usina Alta Mogiana Descrição do Sistema de Gestão de Segurança Alta Mogiana CERTIFICAÇÃO EM SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL DA ALTA MOGIANA Estrutura Organizacional Planejamento para Identificação dos Perigos, Avaliação e Controle de Riscos Análise Crítica do Sistema de Segurança da Usina Alta Mogiana Organização da Área de Segurança do Trabalho Espiritualidade RESULTADOS Pesquisa aplicada em ICOS aplicada em 2005 e Quantidade de Trabalhadores, Cana Processada, Açúcar, Etanol e Energia Elétrica Eficiência do Sistema de Gestão de Segurança da Usina Alta Mogiana Medição do Clima de Segurança Indicadores de Segurança Evolução da Segurança entre Setores CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS Pesquisa sobre Segurança no Trabalho 2005 e Pesquisa sobre Segurança no Trabalho Cartão Pare Entrevista Colaborador Cláudio Paulo Cruz (Sistemas Elétricos) Entrevista Colaboradora Cléia de Souza Dutra (Controle de Qualidade)

25 23 1. INTRODUÇÃO

26 24 1 INTRODUÇÃO A visão moderna de gestão empresarial tem deixado claro que as melhores empresas possuem crença genuína de que os recursos humanos são imprescindíveis para o sucesso nos negócios. No mercado cada dia mais competitivo, a busca pela perpetuação do empreendimento passa sem dúvida pela criação de ambiente organizacional que ofereça as melhores condições de instalação e operação aliadas ao desenvolvimento profissional e pessoal do trabalhador. Assim sendo, a Gestão da Segurança passa a ser vista como estratégica, a medida que ela influencia no desempenho dos negócios e na vida dos envolvidos no trabalho. Visto que passamos pelo menos um terço de nosso tempo no ambiente laboral, como poderemos aceitar condições operacionais inseguras para executá-lo? Tendo como fontes o Ministério da Saúde, o sociólogo José Pastore e a empresa de gerenciamento de riscos Marsh, foi publicado pelo jornal O Estado de São Paulo em 21 de janeiro de 2012, que existe estimativa de gastos de R$ 71 bilhões de reais ao ano com acidente de trabalho. Dada a enorme quantidade de trabalhadores informais (sem carteira assinada) que existe no País (em torno de 35% do total), acredita-se ser justificado supor que o custo financeiro ultrapasse R$ 100 bilhões. Pela gravidade da situação dos acidentes de trabalho, pretende-se apurar a influência do clima organizacional de segurança como instrumento de avaliação, que possa apontar conjunto de ações administrativas que tenham como meta redução desses acidentes. A motivação pelo tema surgiu pelo fato do autor do trabalho ser diretor industrial de uma agroindústria açucareira (Usina Alta Mogiana), e, tendo sido graduado em 1995 no curso de Engenharia de Segurança, passou a refletir sobre sua responsabilidade na geração de ambiente de trabalho seguro, em que a produção do açúcar, etanol e energia elétrica pudessem ser alcançadas com menor número possível de acidentes do trabalho. Vale ressaltar que a determinação do Eng.º Celso Antienza (Presidente do Sindicato dos Engenheiros de Segurança do Estado de São Paulo e professor do autor deste trabalho), que assim se expressa a respeito:

27 25 Não existe situação de acidente que não possa ser prevista. A busca pelo acidente zero não é um sonho. A crença nesses dois princípios passou a ser desafio que pretendeu-se enfrentar, através da determinação do conjunto de ações que necessitam ser implantadas e que formam sistema que busque garantir essas metas na empresa. Existe extenso aparato institucional (normas e leis) que regem o mercado de trabalho brasileiro no que diz respeito à saúde e segurança do trabalho, a saber: a) Constituição de 1988 Artigo 7º inciso XXII relação dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Artigo 7º inciso XXII adicional de remuneração para as atividades penosas insalubres e perigosas, na forma da lei. b) Consolidação das Leis do Trabalho CLT. c) Normas regulamentadoras Todas essas informações regem o funcionamento do modelo brasileiro, que deixam claras as obrigações dos empregados e empregadores. Contudo, apesar do conjunto de leis e normas existentes, 2496 brasileiros perderam as vidas e acidentes ocorreram em 2009, de acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho (Diesat 2009), demonstrando que somente leis não têm conseguido gerar resultado eficaz na qualidade da saúde e segurança do trabalhador.

28 26 2. OBJETIVOS

29 27 2 OBJETIVOS Desta forma, pretende-se, através da realização de um estudo de caso na área industrial da Usina Alta Mogiana, verificar: (i) O Sistema de Gestão de Segurança da Usina Alta Mogiana tem sido eficiente no cumprimento de suas metas? (ii) Avaliar como comportou-se a medição do Clima de Segurança em 2005 comparado a (iii) Como têm evoluído os indicadores de segurança. (iv) Os resultados da gestão de segurança e sua evolução variam entre os setores da empresa? Quais as variáveis que explicam tais variações? HIPOTESE 1: A Gestão de Segurança da usina contribui para a melhoria do clima organizacional e consequentemente para a redução dos acidentes. HIPOTESE 2: Apesar da Gestão de Segurança na Indústria ser única, os resultados alcançados setorialmente são diferentes.

30 28 3. METODOLOGIA

31 29 3 METODOLOGIA O trabalho compreende um estudo de caso, desenvolvido na Usina Alta Mogiana, localizada no norte do Estado de São Paulo, na cidade de São Joaquim da Barra (400 km de São Paulo). Para tanto, expõem-se inicialmente, a criação do Sistema de Segurança da mesma, denominado como SSAM, seu funcionamento e normas, bem como a evolução de alguns indicadores de Acidentes de Trabalho (que são apresentados ao longo do tempo e entre setores). Também objetiva-se mostrar o processo de obtenção da Certificação OHSAS 18001, destacando-se a Usina Alta Mogiana, como a primeira usina no mundo a consegui-lo. Ademais, através de levantamento de dados primários, serão analisados os dados de dois questionários aplicados conforme o quadro abaixo: Quadro 1 - Informações sobre os questionários realizados na pesquisa TIPO ANO N DE RESPONDENTES Questionário da UAM Questionário ICOS (Portugal) Questionário ICOS (Portugal) O questionário ICOS (Silva et al., 2004), aplicado em 2 anos diferentes 2005 e 2011, permitirá também analisar indicadores sociais dos respondentes, e sua evolução ao longo do tempo. Esse questionário foi validado estatisticamente através da tese de Gonçalves (2007). Pretende-se utilizar para interpretação dos resultados da pesquisa os seguintes materiais: - Sistema de Gestão de Segurança do Trabalho; - Pesquisa sobre Segurança do Trabalho; - Indicadores de Segurança - Certificação OHSAS 18001

32 30 4. REVISÃO DE LITERATURA

33 31 4 REVISÃO DE LITERATURA 4.1 Sistema de Gestão de Segurança do Trabalho A identificação de todas as ações que formam o Sistema de Gestão, definem comprometimento da empresa em tornar segurança no trabalho valor de organização. Assim sendo, apresenta-se algumas definições para sistema de gestão, expostos no Quadro 2, como mostra abaixo: Quadro 2 - Definições de Sistema de Gestão Referências Cruz (1998) Benite (2004) Norma BS8800 Norma ISO Definições O sistema de gestão, refere-se à segurança e saúde dos funcionários e/ou de outras partes interessadas que possam ser afetadas pelos processos, operação, produtos, serviços e demais atividades da organização. Os sistemas de gestão são um conjunto de elementos relacionados dinamicamente que interagem entre si para funcionar como um todo, tendo como função dirigir e controlar uma organização com um propósito determinado. O sistema de gestão é um conjunto em qualquer nível de complexibilidade, de pessoas, recursos, políticas e procedimentos, componentes esses que, interagem de modo apropriado para assegurar que uma tarefa seja realizada, ou para alcançar ou manter resultado específico. O sistema de gestão contempla a análise crítica da situação inicial, as políticas de saúde e segurança do trabalho, o planejamento, a implementação e operação, certificação e ações corretivas, e, por fim, a análise crítica pela administração. Neste trabalho considera-se sistema de gestão, como conjunto das políticas, programas, procedimentos, definição de responsabilidades, controles, diretrizes, regulamentos, recursos físicos, financeiros e humanos, com diferentes graus de complexibilidade que visam prover condições seguras de trabalho e facilitar práticas de segurança na busca do acidente zero. É fundamental nessa implantação do Sistema que a empresa ajude o trabalhador a transferir todo esse aprendizado profissional para a vida pessoal, quando da realização das atividades normais do dia a dia, em casa, nos passeios, vivenciando os conceitos aprendidos, para tornar a

34 32 própria vida e de seus familiares mais segura. O autor também acredita que o resultado da aplicação do sistema de gestão está sendo atingido, quando atitudes tomadas com segurança passam a ser automáticas, tornando-se rotineiras e incorporadas como valor pessoal. 4.2 Certificação OHSAS 18001:1999 Occupacional Health and Safety Assessment Series Essa Norma foi resposta à permanente demanda por parte dos usuários, para avaliação dos resultados dos sistemas de gestão, bem como para permitir, através da contratação de organização externa, possível certificação compatível com sistemas existentes da ISO 9000 (qualidade) ISO (meio ambiente) e ISO (segurança do alimento). Todo o trabalho descrito nessa norma teve como principal apoio a norma britânica BS 8800 que levou quinze meses para ser discutida e aprovada oficialmente, tendo entrado em vigor no dia 15 de maio de 1996 na Inglaterra. Nesse documento foram ouvidos empresários, contratantes, consumidores, clientes e fornecedores, órgãos regulamentadores e/ou fiscalizadores, acionistas, seguradoras, que tornou objetividade clara a medida que minimiza riscos para os trabalhadores e outros, melhora o desempenho dos negócios e estabelece imagem responsável das organizações perante ao mercado. Essa norma contempla: - especificação dos requisitos para sistema de gestão da segurança e saúde do trabalho; - capacita a organização para desenvolver e implementar política e objetivos que levem em consideração requisitos legais e informações sobre os riscos da segurança e acidente do trabalho; - aplicação a todos os tipos e pontos de organizações bem como das diferentes condições geográficas culturais e sociais; - formalização do comprometimento de todos os níveis e funções de organizações e especialmente da alta direção; - estabelecer objetivos e processos para atingir comprometimentos da política de segurança e saúde do trabalho;

35 33 - recomenda execução de ações necessárias para melhorar desempenho e demonstrar conformidades e não conformidades do sistema de gestão de segurança; - promove boas práticas do sistema de gestão de segurança de maneira balanceada com necessidades socioeconômicas; - cumprimento da legislação municipal estaduais federal e subscrita. A figura abaixo demonstra como é o modelo da gestão da Saúde e Segurança do Trabalho segundo a norma OHSAS 18001:2007. Melhoria Contínua Análise crítica pela direção Política de SST Planejamento Verificação e ação corretiva Implementação e operação Figura 1 - Modelo de Sistema de Gestão SST para norma OHSAS Fonte: BS OHSAS 18001:2007. Nota Esta norma OHSAS é baseada na metodologia conhecida como PDCA (Plan-Do-Check-Act=Planejar Fazer Verificar Agir). O PDCA pode ser descrito resumidamente da seguinte forma:. Planejar: estabelecer objetivos e processos necessários para atingir os resultados de acordo com política de SST da organização.. Fazer: implementar processos.. Verificar: monitorar e medir processos em relação a política e aos objetivos de SST, aos requisitos legais e outros, e relatar resultados.. Agir: executar ações para melhorar continuamente o desempenho da SST.

36 34 Por ser norma auditada por organização de terceira parte, ela tem sua certificação válida por período de três anos, podendo sofrer auditorias semestrais ou anuais, conforme tempo e experiência da organização no tema segurança. Seu grande mérito é a execução do planejamento para identificação dos perigos, avaliação e controle de riscos. Através desse planejamento feito para cada atividade laboral executada pelo trabalhador, é possível: - identificação das medidas necessárias para eliminar ou mitigar riscos da atividade a ser executada; - definição dos equipamentos de proteção individual/coletiva que podem ser necessárias; - definição do plano para capacitação e treinamento a que o trabalhador deve ser preparado para execução da atividade com segurança; - necessidade ou não da realização de permissão de trabalho para atividades específicas (perfuração, produtos químicos, trabalho em altura, etc). O grande desafio para implantação dessa certificação nas organizações, é a necessidade de documentar-se todos possíveis problemas relacionados às condições de trabalho, à capacitação dos envolvidos, às necessidades de recursos humanos e materiais para criar, manter e tornar realidade o sistema de gestão de segurança. A visão da realidade de cada atividade desenvolvida dentro da empresa sob todos aspectos é levantada, permitindo assim, o surgimento das oportunidades para realização das operações de forma segura minimizando riscos de incidentes. Hoje no Brasil tem-se 186 empresas com certificação OHSAS e das 423 usinas existentes, somente 4 a possuem.

37 Indicadores de Segurança São indicadores utilizados para mensurar a exposição dos trabalhadores aos níveis de riscos inerentes à atividade econômica, viabilizando acompanhamento das flutuações, tendências históricas dos acidentes e impactos nas empresas e na vida dos trabalhadores, segundo a Previdência Social. Através deles, são desenvolvidos estudos que permitem planejamento de ações buscando controle ou eliminação do risco nas áreas de segurança e saúde do trabalhador. Nos artigos 20 e 21 da lei nº 8213 é apontada a definição de acidente de trabalho conforme ilustrado a seguir: Art. 20. Consideram-se acidentes do trabalho, nos termos do artigo anterior as seguintes entidades mórbidas: I - Doença profissional, aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social; II - Doença do trabalho, aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais que o trabalho é realizado, com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I. 1 - Não são considerados como doença do trabalho: a) Doença degenerativa; b) Inerente a grupo etário; c) Que não produza incapacidade laborativa; d) Doença endêmica adquirida por segurado habitante da região a que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. 2 - Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação prevista nos incisos I e II deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, a Previdência Social deve considerá-la acidente de trabalho. Art.21. Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para efeitos desta lei: I acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da

38 36 capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para recuperação; II acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho em consequência de: a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho; c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho; d) ato de pessoa privada do uso da razão; e) desabamento, inundação, incêndio e outros fortuitos ou decorrentes de força maior; III - doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício da atividade; IV - acidente sofrido pelo segurado, ainda fora do horário e local de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa; b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito; c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de planos para melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente de meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado; 1º - Nos períodos destinados à refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho. 2 Não é considerada agravação ou complicação de acidente de trabalho a lesão que, resultante de acidente de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do anterior.

39 37 Interessante notar que tendo em vista mudanças na metodologia de caracterização de acidentes do trabalho na concessão de benefícios previdenciários a partir de abril de 2007, entende-se como acidentes do trabalho aqueles eventos que tiveram Comunicação de Acidente de Trabalho CAT protocoladas no INSS e aqueles que, embora não tenham sido objeto de CAT deram origem a benefício por incapacidade de natureza acidentária. As informações aqui apresentadas são do Sistema de Comunicação de Acidentes do Trabalho, com base nas Comunicações de Acidentes do Trabalho CAT s cadastradas nas Agências da Previdência Social ou pela Internet, bem como do Sistema Único de Benefícios SUB utilizado pelo INSS. Os principais conceitos inerentes ao tema são apresentados a seguir: - Acidentes com CAT registrada: corresponde ao número de acidentes cuja Comunicação de Acidentes do Trabalho CAT foi cadastrada no INSS. Não é contabilizado reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença do trabalho, já comunicado anteriormente ao INSS. - Acidentes sem CAT registrada: corresponde ao número de acidentes cuja Comunicação de Acidentes do Trabalho CAT não foi cadastrada no INSS. O acidente é identificado por meio de um dos possíveis nexos: Nexo Técnico Profissional/Trabalho, Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário NTEP ou Nexo Técnico por Doença Equiparada a Acidente do Trabalho. Esta identificação é feita pela nova forma de concessão de benefícios acidentários. - Acidentes Típicos: são acidentes decorrentes da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. - Acidentes de Trajeto: são acidentes ocorridos no trajeto entre residência e local de trabalho do segurado e vice-versa. - Doença profissional ou do trabalho: são aquelas produzidas ou desencadeadas pelo exercício do trabalho peculiar e determinado ramo de atividade constante do Anexo II do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº3.048, de 6 de maio de 1999; e por doença do trabalho, aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, desde que constante do anexo citado anteriormente. Dados de acidentes do trabalho com CAT registrada são provenientes das comunicações entregues ao INSS. A empresa deve comunicar o acidente de

40 38 trabalho, ocorrido com empregado, havendo ou não afastamento do trabalho, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato à autoridade competente, sob pena de multa variável entre limite mínimo e teto máximo do salário-contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada conforme artigo 286 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 6 de maio de A CAT é apresentada em três tipos, a saber: tipo 1 - Inicial, 2 - Reabertura e 3 Comunicação de Óbito. Assim, CAT é considerada Inicial quando corresponder ao registro do evento acidente de trabalho, típico ou de trajeto, ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado anteriormente ao INSS; e Comunicação de Óbito a correspondente ao falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, ocorrido após emissão da CAT Inicial. As CAT s de Reabertura e de Comunicação de Óbito vinculam-se, sempre, as CAT s Iniciais, a fim de evitar-se duplicação na captação das informações relativas aos registros. A contabilização dos registros de CAT s é feita considerando-se a data da ocorrência do acidente. No caso de doença profissional ou do trabalho, é considerada a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou do dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. Tabulações posteriores podem gerar números diferentes, no caso de registros de acidentes serem realizados em datas posteriores aos fatos geradores, tendo, consequentemente, referência temporal associada a anos anteriores. Dados de acidentes sem CAT registrada são obtidos pelo levantamento da diferença entre conjunto de benefícios acidentários concedidos pelo INSS com data de acidente no ano civil e conjunto de benefícios acidentários concedidos com CAT vinculada, referente ao mesmo ano. Dados de caracterização do acidentado são obtidos do Sistema Único de benefícios SUB. A informação complementar é que os 15 primeiros dias de afastamento do trabalhador, tem seu custo pago integralmente pela empresa, após isso, cabe ao INSS a responsabilidade pelo restante do tempo envolvido na ocorrência. Relacionamos indicadores mais utilizados pelas empresas: 1) número de acidentes com CAT com afastamento do trabalhador; 2) número de acidentes com CAT sem afastamento do trabalhador;

41 39 3) horas homem (hh) somatória das horas de trabalho de cada empregado; 4) dias perdidos por incapacidade temporário total: São dias subsequentes ao da lesão em que o empregado continua incapacitado para o trabalho (são considerados dias de repouso, feriados, folgas e dias em que a empresa ou estabelecimento estiverem fechados) ou mesmo perdidos exclusivamente devido a indisponibilidade de assistência médica ou recursos diagnósticos necessários. Não é contado o dia da lesão e o dia do retorno ao trabalho. Em caso de óbito ou incapacidade permanente total ou parcial, 6000 dias serão debitados; 5) número de acidentes por parte do corpo atingida; 6) quantidade de horas de treinamento com segurança aplicados a cada trabalhador; 7) quantidade de reais gastos com todas atividades que envolvem segurança e saúde do trabalho; 8) taxa de frequência de acidenes = n de acidentes x horas homem de exposição ao risco Essa taxa avalia intensidade dos acidentados, levando-se em conta um milhão de horas trabalhadas. Essa relação constitui expressão mais geral e simplificada do risco (NBR : O número de acidentes é apurado no período de um ano e a população exposta ao risco de sofrer algum tipo de acidente; 9) Taxa de Gravidade = nº dias perdidos x horas homem de exposição ao risco Essa taxa avalia a gravidade dos acidentes, levando-se em conta um milhão de horas trabalhadas. Quanto maior for a gravidade do acidente maior será essa taxa. 10) Índice de gravidade = quantidade de acidentes nº de colaboradores A Previdência Social também costuma calcular as seguintes taxas: 11) Taxa de mortalidade = nº de óbitos por acidente de trab. x nº da população exposta ao risco 12) Taxa de letalidade = nº de óbitos por acidente do trabalho nº de acidentes do trabalho registrados

42 Pesquisas sobre Clima na Segurança do Trabalho Esse tema começou ser estudado na década de oitenta, existindo vários instrumentos utilizados por pesquisadores internacionais, com diferentes definições sobre clima de segurança como constatado no quadro abaixo: Quadro 3 - Definições de clima de segurança no trabalho Autores Zohar (1980) Dedobbeleer & Beland (1991) Copper & Phillips (2004) Coyle et al. (1995) Flin, Mearns, O Connor e Bryden (2000) Mearns, Whitaker, Flin, Gordon & O Connor (2000) Olive et al. (2002) Silva et al. (2004) Smith et al. (2006) Definições Clima de segurança é tipo particular de clima organizacional, que reflete as percepções dos empregados sobre a importância relativa à conduta segura em comportamento ocupacional. O clima pode variar de altamente positivo até nível neutro, e no nível médio reflete o clima de segurança em cada empresa. Clima de segurança é visto como atributo individual, que é composto de dois fatores: comprometimento da gerência com a segurança e envolvimento dos empregados com a segurança. Diz respeito a percepções compartilhadas e crenças dos trabalhadores mantidas a respeito de segurança em ambiente de trabalho. A mensuração objetiva de atitudes e percepções a respeito da saúde ocupacional e de assuntos de segurança. Clima de segurança é característica superficial da cultura se segurança, vista nas atitudes e percepções dos empregados em dado momento. É definido como retrato das percepções dos empregados no ambiente atual ou prevalência de condições, que impactam sob a segurança. O clima de segurança é percepção das ações positivas empreendidas pela empresa pela segurança. Com esta perspectiva se pretende que utilização deste conceito vá alem do diagnóstico e que sirva de fatos para o processo interventivo. O clima de segurança são conjunto de crenças, valores e normas partilhados pelos membros de organização que constituem os pressupostos básicos para a segurança do trabalho. Essa cultura é caracterizada por fatores como por exemplo, comprometimento da direção da empresa, envolvimento dos empregados e existência de uma boa comunicação sobre segurança. Clima de segurança é constructo organizacional multidimensional que se acredita ser capaz de influenciar o comportamento de segurança dos empregados nos níveis individual, grupal e organizacional. É contextualizado como percepções compartilhadas dos empregados, relativo ás práticas de segurança, políticas e procedimentos implementados e priorizados, comparados com outras prioridades, como produtividade.ainda, pode ser visto como retrato de estado prevalente de segurança na organização em ponto distinto do tempo e pode mudar com o passar do tempo. Fonte: Adaptado de GULDENMUND, 2000 e ZHANG et al. 2002, GONÇALVES 2007, com atualizações do autor.

43 41 Considerando as definições dos vários autores anteriormente apresentados, neste trabalho o autor define: Clima na segurança do trabalho pode ser descrito como fotografia na data em que foi aplicada, das percepções individuais de cada funcionário, sobre as políticas e práticas de segurança da empresa. Para a mensuração do clima foi escolhido o ICOS (Inventário de Clima Organizacional de Segurança). Ele foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa de Portugal que integra a Fundação das Universidades Portuguesas e pertence a várias associações e universitários, como a Columbus, a Associação das Universidades de Língua Portuguesa e a European Academy of Business in Society. Aplicado como instrumento em 15 organizações de diferentes setores (da indústria ao setor de serviços) de Portugal, resumindo 930 participantes. A característica principal é identificação de forças e fraquezas em níveis mais específicos, descritos abaixo: Algumas características gerais do ICOS são expostas a seguir, sendo que o questionário encontra-se no Anexo I. Quadro 4 - Dimensões do ICOS Conteúdo do Clima de Segurança Dimensões Nº de Questões Perguntas nº Percepção de valores determinados pela gerência (controle e flexibilidade) a 04 Percepção de normas sobre os comportamentos esperados (controle e flexibilidade) a 08 Segurança como Valor organizacional Dimensões Nº de Questões Perguntas nº Segurança como valor organizacional a 14 Práticas organizacionais de segurança Dimensões Nº de Questões Perguntas nº Gerenciamento das atividades de segurança a 17 Treinamento de segurança a 20 Efetividade da segurança a 24 Qualidade das comunicações de segurança a 28 Efeitos de Ritmo de trabalho solicitado, na segurança a 32 Aprendizado organizacional a partir de acidentes a 36 Envolvimento Pessoal com Segurança Dimensões Nº de Questões Perguntas nº Comprometimento pessoal com segurança a 39 Internalização de segurança a 41 Orgulho quanto a segurança a 44 Acredita-se que o ICOS contribui para que a pesquisa seja realizada de forma sincera, pois: - não existe necessidade da identificação do trabalhador; - a confidencialidade foi garantida aos participantes;

44 42 - não há respostas certas ou erradas, somente opinião do trabalhador. Para o ICOS considera-se que quanto maior for a pontuação alcançada maior absorção dos conceitos de segurança. Como existem para as primeiras 5 perguntas, escala que varia de 1 a 6 e para as demais 39 perguntas, escala que varia de 1 a 7, foi considerado que para cada resposta das 5 perguntas iniciais, peso de 1,17 para cada pontuação apontada. Com isso manteve-se coerência matemática para equalização das respostas. Ressaltamos ainda que nas perguntas 15,18,19,28,30,31,41,42,43 e 44 as respostas esperadas nas alternativas são de pontuação baixa, ou seja na escala de 1 a 7, o trabalhador que absorvesse conceitos de segurança, escolheria pontuação 1 como correta. Assim sendo, como o resultado considerado como positivo seria para maior pontuação, realizamos uma correção para essas perguntas, onde a pontuação 1 corresponderia a 7 pontos, a pontuação 2 corresponderia a 6 pontos e assim sucessivamente até a resposta 7 que corresponderia 1 ponto. Portanto se existisse um trabalhador que respondesse a todas a questões da forma considerada ideal, a nota máxima alcançaria 7,0. Demonstrando matematicamente teríamos: Para as 5 perguntas iniciais, resposta esperada 6. Peso para cada resposta 1,17 pontuação final 1,17 x 6 = 7. Logo 5x7 = 35 pontos. Para as 39 perguntas restantes, resposta esperada 7. Peso para cada resposta 1, para pontuação final 1x7=7. Logo 39x7= 276 pontos. 35 pontos pontos = 311 pontos corresponde a nota máxima 7, Para podermos comparar os anos 2005 e 2011, somamos a pontuação e dividimos pelo número de respondentes da pesquisa de cada ano. Com isso, pudemos comparar sempre as médias, sejam elas anuais ou setoriais. Logo quanto maior o valor alcançado, melhor seria a incorporação das dimensões da segurança, tendo como teto máximo a nota 7,0. Como exemplo, a menor nota recebida foi 5,43 pelo setor Recepção de Cana e Extração que representaria absorção de 78% (5,43/7,00 ~ 78%) dos conceitos aplicados.

45 43 5. SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA DA ALTA MOGIANA

46 44 5 SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA DA ALTA MOGIANA 5.1 Motivação para Criação A criação do Sistema de Gestão da Usina Alta Mogiana confunde-se com a motivação do Diretor Industrial e autor deste trabalho, visto que diversos acontecimentos marcaram a vida pessoal e profissional, transformando a segurança num dos objetivos de vida, o que certamente influenciou a criação do Sistema de Gestão da empresa citada. Quadro 5 - Fatos que motivaram a criação do Sistema de Gestão ANO ACONTECIMENTOS AÇÕES / RESULTADOS Utilização do bafômetro na empresa (medição Desastre de carro com a família do autor provocado por de teor alcoólico por indivíduo) motorista alcoolizado - Guerra emocional contra o álcool Acidente com terceiro na obra de construção da usina Contratos deixassem claras as exigências de segurança para terceiros que prestarem serviços na usina 1985 Início da operação da usina - Espiritualidade (missas de início e término de safra); - Oração antes das reuniões; - Cultos ecumênicos 1990 Celebração da conquista de anos sem acidentes - Para cada ano sem acidente o colaborador ganha 1 dia de folga 1995 Formação em Engenharia de Segurança Implantação do regulamento de segurança na Indústria 1996 Grande parte dos funcionários voltaram a estudar Lançada a exigência de formação técnica e/ou 2º Grau até alcançando meta em Melhoria do nível 2006 para todos funcionários da área industrial educacional industrial 1999 Obtenção do Certificado ISO 9001 Início da cultura da padronização da operação 1998 Perda da filha do autor Parada cardíaca Treinamento de 1º socorros para os funcionários da indústria 2001 Formação MBA Administração USP Dissertação: Gestão Estratégia da Segurança e ª Dispensa por justa causa Trabalhador colocou vida em risco 2002 Acidente com terceiro 2003 Acidente por não utilização de EPI 2003 Certificação Internacional OHSAS ª Usina no Mundo 2004 Certificação ISO Segurança do Alimento 2005 Aplicação da pesquisa de Segurança na área industrial Saúde Ocupacional Toda equipe industrial vivenciou a aplicação do regulamento existente na UAM - Treinamento da Brigada de Incêndio da UAM - Terceiro receberia mesmo tratamento de exigência que o funcionário da usina para a Segurança do Trabalho - Busca de sistema de Administração que garantisse segurança e saúde com aprovação jurídica e prática Todas atividades têm riscos e medidas preventivas levantadas Tese Inventário do clima organizacional de Segurança na área industrial da usina de álcool e açúcar - (GONÇALVES, 2007) 2007 Convite do autor para ministrar aulas sobre segurança em - Organização das medidas de segurança cursos de pós-graduação PECEGE - FAAP UDOP tomadas e mensuração dos resultados Introdução dos resultados de segurança na participação Conhecimento das implicações financeiras caso de lucros e resultados as metas de segurança não fossem alcançadas Mudança no regulamento tornando maior a 2009 Acidentes com equipamentos rodantes punição para os responsáveis pelos trabalhadores acidentados 2010 Maior safra da história 4ª Usina do Brasil Crescimento com redução dos acidentes 2011 Ocorrência Extraordinária 2011 Busca de programas atualizados para segurança e ergonomia / visitas - Reavaliação da seleção - Reavaliação da responsabilidade hierárquica - Implantação do cartão PARE.

47 Histórico do Sistema de Gestão de Segurança na Usina Alta Mogiana Expõem-se a seguir as principais normas, regulamentos, ações e procedimentos do Sistema de Gestão de Segurança da UAM, destacando-se o Regulamento de Segurança 1995, aplicado a todos os trabalhadores da indústria. A) Regulamento de Segurança 1995 A UAM iniciou construção em setembro de 1983 com a mudança do autor deste trabalho para São Joaquim da Barra. De 1983 a 1994 a preocupação com segurança baseou-se nas obrigações legais, tendo na CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) grande instrumento de prevenção. Ocorre que devido ao grande número de ocorrências, mostrou-se necessária a busca de conhecimento, o que motivou o responsável pela área (autor do trabalho) ingressar no Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho em Durante essa formação, ficou claro que a primeira grande mudança que a UAM deveria realizar se resumia em dois pensamentos: A busca pelo acidente zero não é um sonho e Não existe situação de acidente que não possa ser prevista. Como tornar esses pensamentos em medidas administrativas eficazes? Na preleção de abertura da SIPAT 1995, o autor encontrava uma situação bastante desconfortável, pois a empresa registrou 101 acidentes no ano tendo 331 trabalhadores. Porém, verificou que o setor Controle de Qualidade estava há 5 anos sem nenhum acidente com afastamento. E na abertura do evento em vez de se apresentar os resultados ruins dos demais setores, mostrou-se o resultado excelente do Controle de Qualidade. Começou então, nova gestão de segurança, atento aos resultados não desejados, mas celebrando aquilo de bom que ocorria na empresa. Valorizar atuação setorial passou ser rotina, bem como celebrar conquistas individualmente quando datas anuais sem acidentes eram alcançadas. Porém, ficava claro que alguma medida deveria ser tomada para provocar mudança cultural em relação aos acidentes; e essa medida foi a votação do regulamento de segurança que estipulavam alguns procedimentos em caso de acidente, na SIPAT 1995 para área industrial.

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