Resumo Público de Certificação. Klabin S/A (Klabin Florestal Parana)

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1 Resumo Público de Certificação de Klabin S/A (Klabin Florestal Parana) Certificado n o : SW-FM/COC-NTFP038 Data da Certificação: 1 Marςo 1998 Data do Resumo Público: Agosto 2003 Este documento foi elaborado de acordo com as regras do Forest Stewardship Council (FSC) e do Programa SmartWood. Nenhuma parte deste resumo deverá ser publicada separadamente. Certificador: SmartWood Program 1 c/o Rainforest Alliance 665 Broadway, 5 th Floor New York, New York U.S.A. TEL: (212) FAX: (212) Website: Esta certificação foi feita com a colaboração do seguinte membro da Rede SmartWood: Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) Rua Chico Mendes, 201 Loteamento Bi-Centen~rio, Bairro Sert~ozinho Caixa Postal 411 Piracicaba, SP, Brazil Tel/Fax: (call first) 1 O Programa SmartWood é implementado a nível mundial por organizações sem fins lucrativos membros da Rede SmartWood. A Rede é coordenada pela Rainforest Alliance, uma organização internacional sem fins lucrativos. A Rainforest Alliance é a detentora legal da marca registrada SmartWood e sua logomarca. Todos os usos promocionais da logomarca SmartWood devem ser autorizados pela Rede SmartWood. A certificação SmartWood se aplica somente ao manejo florestal das operações certificadas e não a outras características da produção florestal (ex: performance financeira, qualidade dos produtos, etc.). O SmartWood é credenciado pelo Forest Stewardship Council (FSC) para a certificação de operações de manejo de florestas naturais, plantadas e de cadeias de custódia.

2 SIGLAS E ABREVIAÇÕES APP ou APPs APS CAP CITES CBMF COC DAP EMATER EMBRAPA EPI FAVC FGTS FUNBIO FM FSC GT-FSC/BR IAP IBAMA INSS IPEF KPMA MFS NTFP OIT OM(s) OMF OMS PCA PCS PSM P&C PCMSO PFNM PMF PPRA PROMAB RL REMAM SENAI SENAR Áreas de Preservação Permanente Áreas de Produção de Sementes Corte Anual Permissível Convenção sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC - Brasil) Cadeia de Custódia (Chain of Custody) Diâmetro à Altura do Peito Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Equipamento de Proteção Individual Floresta de Alto Valor para a Conservação Fundo de Garantia por Tempo de Serviço Fundo para a Biodiversidade Forest Management ou Manejo Florestal (MF) Conselho de Manejo Florestal (Forest Stewardship Council) Grupo de Trabalho do FSC no Brasil (substituído em 2001 pelo CBMF) Instituto Ambiental do Paraná Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis Instituto Nacional de Seguridade Social Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais Klabin Papéis Monte Alegre Manejo Florestal Sustentável Non Timber Forest Product ou Produto Florestal Não Madeireiro (PFNM) Organização Internacional do Trabalho Operações de Manejo Operação de Manejo Florestal Organização Mundial da Saúde Plano de Corte Anual Pomares Clonais de Sementes Pomares de Sementes por Mudas Princípios e Critérios do FSC Programa de Controle Medico em Saúde Ocupacional Produtos Florestais Não Madeireiros Plano de Manejo Florestal Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Programa de Modelagem e Monitoramento Ambiental em Microbacias Reserva Legal ou Área de Reserva Legal Rede de Monitoramento Ambiental em Microbacias Serviço Nacional da Indústria Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Página 2

3 STR SIRTEB SISLEG SW UFPR UMF Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Telêmaco Borba Sindicato Rural de Telêmaco Borba (Patronal) Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente Programa SmartWood da Rainforest Alliance Universidade Federal do Paraná Unidade de Manejo Florestal INTRODUÇÃO Para ser certificada pelo SmartWood, uma operação de manejo florestal deve ser submetida a uma avaliação de campo. Este Resumo Público sumariza as informações contidas no relatório inicial de avaliação, o qual é produzido com base nas informações coletadas durante a avaliação de campo. Auditorias anuais são realizadas com o objetivo de monitorar as atividades da operação de manejo florestal, para verificar os progressos quanto ao cumprimento das condições para a manutenção da certificação e para verificar o cumprimento dos padrões SmartWood. As informações atualizadas obtidas durante as auditorias anuais são anexadas ao Resumo Público. Este é o relatório de avaliação completa para fins de re-certificação florestal pelo Sistema FSC - Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal), que foi solicitada pela Klabin S/A UMF Klabin Florestal PR 2 ao Imaflora 3 e Programa SmartWood da Rainforest Alliance. Os objetivos desta auditoria foram: i) re-avaliar o modelo de manejo aplicado na Unidade de Manejo Florestal sob responsabilidade da Klabin S/A - Klabin Florestal PR; ii) re-avaliar a conformidade da empresa com os Princípios e Critérios do FSC, através das Diretrizes Gerais SmartWood para a Avaliação do Manejo Florestal, em sua nova versão, adotada a partir de 2002, para esta operação florestal seguir sendo uma fonte de madeira certificada; e iii) identificar as possíveis Pré-condições e Condições para que a empresa possa ser re-certificada. O propósito do Programa SmartWood é reconhecer o bom manejo florestal através de uma avaliação independente e a certificação de suas práticas de silvicultura. Operações de Manejo Florestal que conseguem a certificação de SmartWood podem usar o selo SmartWood na comercialização de seus produtos e nos anúncios ao público. 2 Neste Relatório a UMF Klabin S/A - Klabin Florestal PR poderá estar sendo mencionada simplesmente como KLABIN. 3 O Imaflora - Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola é o membro brasileiro da Rede SmartWood e representante exclusivo do Programa SmartWood da Rainforest Alliance no Brasil. A Rede SmartWood colabora com a implementação e aplicação do Programa SmartWood da Rainforest Alliance no Mundo. Página 3

4 1. SUMÁRIO GERAL 1.1. Identificação do Empreendimento e Pessoa de Contato Operação de Manejo Florestal: Klabin S/A Unidade Klabin Florestal Paraná Pessoa de Contato: Eng. José Aldezir de Luca Pucci Gerente Geral Florestal Endereço: Lagoa, Fazenda Monte Alegre, Telêmaco Borba, PR - CEP Tel: +55 (42) Fax: +55 (42) Histórico Geral O Grupo KLABIN S.A. A Klabin S.A. é uma empresa brasileira estruturada em unidades de negócios, definidas a partir de mercados e processos. Cada unidade de negócio Embalagens, Papel, Celulose, Florestal, Descartáveis e Papel Imprensa é responsável por todo o planejamento, produção e comercialização em seu segmento de mercado. A KLABIN lidera a produção integrada de celulose, papel e produtos de papel no Brasil, com capacidade de 2,1 milhões de toneladas anuais. Seu portfolio inclui papéis e cartões para embalagens, caixas de papelão ondulado, sacos multifoliados e envelopes, madeira, celulose para papel, celulose solúvel e produtos descartáveis (Linha tissue ). A empresa é líder na maioria desses mercados, agora buscando se firmar como uma empresa de solução em embalagens. Para a sua produção são utilizadas fibras longas e curtas, bem como reciclados. Atua nas cidades de São Paulo, Piracicaba, Mogi das Cruzes, Jundiaí, Cruzeiro, Itaquaquecetuba e Angatuba no estado de São Paulo; Del Castilho e Guapimirim, no Rio de Janeiro; Ponte Nova e Betim, em Minas Gerais; Goiana em Pernambuco; Camaçari e Feira de Santana, na Bahia; Lages, Itajaí, Correia Pinto e Otacílio Costa, em Santa Catarina; Guaíba e São Leopoldo no Rio Grande do Sul e Telêmaco Borba, no Paraná, além de Pilar na Argentina. São, ao todo, 26 unidades fabris no Brasil e 02 unidades na Argentina. A empresa tem atividades florestais nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia. É responsável pelo manejo de 237 mil ha de plantações de pinus e eucaliptos, mantendo em suas áreas mais 130 mil ha com áreas destinadas à conservação natural. Histórico da UMF (Unidade de Manejo Florestal) Klabin Florestal Paraná Em 1934, a família KLABIN adquiriu a propriedade Fazenda Monte Alegre, fundando a IKPC (Indústrias Klabin de Papel e Celulose), iniciando a produção de papel jornal em Entre 1936 a 1940, iniciou-se um trabalho de levantamento da área, resultando na escolha dos primeiros centros de atividade da KLABIN: Mauá, para a usina hidrelétrica do rio Tibagi; Lagoa, como centro administrativo e Harmonia, como local da fábrica. O setor florestal foi criado em Os primeiros reflorestamentos, de araucária e eucalipto, foram iniciados em 1943, e em 1944, o Dr. Zygmund Wieliczka chegou a Monte Alegre com o compromisso de organizar um plano para garantir o fornecimento de matéria-prima para o complexo industrial. Em 1951, são iniciados os reflorestamentos com pinus. Também em 1951, com a aquisição de 500 alqueires de terra, do Página 4

5 outro lado do rio Tibagi, Horácio Klabin propôs um loteamento, que algum tempo mais tarde transformou-se no Município de Telêmaco Borba, que tem hoje habitantes, aproximadamente. A indústria passou a utilizar matéria prima de suas plantações em 1964 e a partir de 1975, deixou de usar, definitivamente, araucária nativa em seu processo. Atualmente a indústria é suprida em cerca de 90% com madeira oriunda de plantações próprias e o restante adquirido de propriedades de terceiros, principalmente aqueles participantes do Programa de Fomento Florestal da KLABIN. A UMF Klabin Florestal Paraná soma hoje ,8 hectares, sendo ,7 hectares com cobertura de florestas nativas (com diferentes tipologias e funções) e ,3 hectares de áreas com plantações florestais utilizando espécies dos gêneros Pinus, Eucalyptus e Araucaria. As áreas que compõem a UMF Klabin Florestal Paraná estão distribuídas nos Municípios de Telêmaco Borba, Imbaú, Tibagi, Ortigueira, Reserva, Cândido de Abreu, Ventania, Rio Branco, Curiúva, Ipiranga, Rosário do Ivaí, Sapopema e Piraí do Sul no estado do Paraná. (ver tabela em 1.4.B.a.) Em 01/03/1998 o manejo florestal adotado pela Klabin Florestal Paraná (na época, a Unidade era denominada KFPC - Klabin Paraná) foi certificado pelo Sistema FSC, através de um processo conduzido pelo Imaflora/Programa SmartWood da Rainforest Alliance, tendo sido uma das primeiras empresas brasileiras a ser certificada. Nesta ocasião, recebeu o código de certificação SW-FM/COC-038. Em 2001, foi incluído no escopo dessa certificação o manejo para produtos florestais não madeireiros (o seu código de certificação alterado para SW-FM /COC/NTFP -038) e também foi certificada a Cadeia de Custódia da Unidade de Processamento de Fitoterápicos e Cosméticos (Klabin do Paraná Produtos Florestais Ltda, SW-COC/NTFP-560), a primeira iniciativa do gênero, em nível mundial, a ser certificada pelo Sistema FSC. A certificação florestal da Klabin Florestal Paraná trouxe grandes benefícios à região de Telêmaco Borba, tendo sido a incentivadora da implantação de dezenas de indústrias processadoras 4 que, através da certificação da Cadeia de Custódia de sua produção tiveram acesso a mercados diferenciados, gerando aumento significativo na quantidade de empregos e de renda para a região. A. Tipo de operação A Klabin S/A UMF Klabin Florestal Paraná está dedicada ao Manejo de Plantações Florestais e PFNM (Produtos Florestais Não Madeireiros). Tem sob sua responsabilidade um total de ,8 ha, com plantações comerciais, especialmente de Pinus, Eucaliptos e Araucárias, num total de ,3 ha e áreas dedicadas à conservação em ,7 ha. A produção florestal (produtos madeireiros) é destinada ao abastecimento da Unidade Industrial de Celulose e Papel local também pertencente à Klabin S/A (Klabin Papéis Monte Alegre - KPMA) e à comercialização de toras para uso em serrarias. Em 2001 as produções foram de cerca de mil t de madeira para processo (o que garante o suprimento de quase 90% da matéria prima utilizada na KPMA) e de m³ de toras para serrarias, onde 62 % foram destinados a empresas certificadas pela cadeia de custódia no sistema FSC. 4 A certificação florestal contribuiu sensivelmente para a consolidação do Pólo Madeireiro de Telêmaco Borba. No final de 2001 existiam 35 indústrias operando, estando projetadas ou em implantação outras 20 unidades para processamento primário e secundário de toras obtidas, em sua maioria, das plantações manejadas pela Klabin PR (cerca de 85 %, em números atuais). Essa atividade utiliza 1235 empregos diretos. Página 5

6 A totalidade da produção de PFNM (Produtos Florestais Não Madeireiros) é destinada ao Laboratório de Manipulação da Unidade de Processamento de Fitoterápicos e Cosméticos (Klabin do Paraná Produtos Florestais Ltda). B. Anos em operação Conforme descrição existente no Histórico da Klabin S/A - UMF Paraná, acima, as atividades da empresa foram iniciadas na década de A empresa, a partir de 1943, com os primeiros plantios de eucalipto e araucária e posteriormente, em 1951, com o inicio das plantações com pinus, vem manejando Plantações Florestais com objetivo de produção madeireira (matéria prima para a sua indústria de celulose/papel e para manufatura de produtos sólidos) e a partir de 1984, coletando PFNM (Produtos Florestais Não Madeireiros) dos sub-bosques de plantações e florestas naturais. C. Data da Certificação Esta avaliação tem a finalidade da re-certificação da Klabin S/A Unidade de Manejo Florestal Paraná ou Klabin Florestal Paraná, que recebeu a sua primeira certificação pelo sistema FSC em 01/03/1998, outorgada pelo Programa SmartWood da Rainforest Alliance, e que tem o código SW -FM/ COC/ NTFP A nova certificação da empresa foi outorgada em Setembro de D. Latitude e longitude da operação Sede da Operação de Manejo Florestal: Fazenda Monte Alegre - Município de Telêmaco Borba Altitude média: 885 metros acima do nível do mar Latitude: 24º Sul Longitude: 50º Oeste As demais áreas estão localizadas nos Municípios vizinhos de Cândido de Abreu, Curiúva, Imbaú, Ipiranga, Ortigueira, Reserva, Rio Branco, Rosário do Ivaí, Sapopema, Tibagi e Ventania. O anexo V (mapas) mostra a dispersão das áreas nos municípios Sistema de Manejo Florestal A. Tipo de Floresta e história do uso da terra A UMF Klabin Paraná é formada por plantações e remanescentes florestas naturais, hoje dedicadas à conservação e em uma pequena porção, a coleta de PFNM (Produtos Florestais Não Madeireiros). Está localizada no estado do Paraná, região Sul do Brasil. A área era originalmente coberta por florestas de Araucária e campos nativos. O patrimônio florestal da KLABIN está distribuído em 13 municípios, onde as plantações florestais ocupam 8,9% de sua área total. O quadro abaixo mostra a representatividade da UMF KLABIN PARANÁ frente à soma das áreas totais dos municípios envolvidos. ÁREA TOTAL DOS MUNICÍPIOS PATRIMÔNIO KLABIN (ha) Próprio Arrendado Total (%) Patrimônio/Município , , ,8 16,6 Página 6

7 ha REFLORESTADO (ha) Próprio Arrendado Total (%) Plantio/Patrimônio , , ,3 53,6 No item 1.4 deste relatório estão apresentados os contextos ambiental e socioeconômico regionais, com a descrição dos atuais usos da terra nos municípios. B. Tamanho da Unidade de Manejo Florestal e áreas com florestas de produção em produção, conservação, e/ou recuperação Tabela 1: Unidade de Manejo Klabin Florestal Paraná Uso da Terra Área (ha) Florestas Naturais e semi naturais (Proteção e PFNM) ,06 Plantações Comerciais ,30 APPs (**) ,34 RPPN (***) 3.852,30 Água (rios, córregos, lagos, etc) (****) 72,44 Infraestrutura ,50 Outros usos 5.776,03 Área Total Certificada ,85 (*) Floresta Natural ou Semi Natural, Campos; inclui RL (Áreas averbadas como Reserva Legal) (**) Áreas de Preservação Permanente (***) Reserva Particular do Patrimônio Natural (****) Corpos d água com áreas maiores de 1 ha Tabela 2: Área reflorestada por gênero/espécie (Dez/2001) Espécies Área plantada (ha) Pinus taeda ,62 Pinus elliottii ,70 Eucalyptus spp ,27 Araucaria angustifolia 8.329,04 Outras coníferas 2.104,40 Outras espécies 21,30 Total ,30 C. Corte permitido anual e/ou colheita anual coberta pelo Plano de Manejo Em função da área plantada existente, dos incrementos anuais atingidos e considerando as diversas modalidades (sistemas) de manejo adotadas, a taxa de corte anual que vem sendo praticada pela OMF (atualmente, de mil m 3 de madeira para processo e 900 mil m³ de toras para serraria por ano), é considerada sustentável ao longo do tempo. A área colhida (corte final) tem sido de aproximadamente ha. Página 7

8 Tratando-se de uma plantação florestal manejada (em sua maioria) com ciclos de longo prazo, de acordo com o planejamento estratégico da empresa podem ser adotadas taxas de corte anuais com variações, para mais ou para menos. D. Descrição geral dos objetivos e detalhes do plano de manejo e sistemas A produção florestal da UMF Klabin Paraná, destina-se: i) ao abastecimento da fábrica de celulose e papel, ii) venda de toras para serraria, iii) manejo para Produtos Florestais Não Madeireiros, iv) produção de sementes e mudas; v) manutenção (preservação e conservação) da biodiversidade, especialmente em cerca de ha de ambientes naturais existentes em seus domínios. Produção de Sementes e Mudas As sementes são obtidas através de um programa de melhoramento genético, em sua totalidade provenientes de APS - Áreas de Produção de Sementes, PCS Pomares Clonais de Sementes e PSM Pomares de Sementes por Mudas, todos próprios. A produção de sementes em 2002 e a previsão para 2003 estão nas tabelas a seguir: Tabela 3 : Áreas de Produção de Sementes RESUMO GERAL - ÁREAS DE PRODUÇÃO Espécie Área Tipo Área(ha) No. de Árvores P.taeda APS Em produção 9, Pomar Em produção 11, P.elliottii APS Em produção 20, Pomar Em produção 9, E.dunnii APS Em produção 142, Pomar Em produção 9, E.grandis Pomar Em produção 9, E.saligna Pomar Em produção 4,2 409 Tabela 4: Colheita de Sementes Pinus taeda Previsão Colheita Colheita Local Peso (Kg) Peso (Kg) APS - RES ,0 450,0 APS - CER ,5 1000,0 TOTAL A P S 1400,5 1450,0 POMAR COL 48.c 104,0 110,0 POMAR MOR 138.a 69,0 70,0 Página 8

9 POMAR MOR ,0 420,0 POMAR MOR 78.a 198,0 200,0 TOTAL POMAR 781,0 800,0 TOTAL P.taeda 2181,5 2250,0 Pinus elliottii Previsão Colheita Colheita Local Peso (Kg) Peso (Kg) POMAR MOR ,0 300,0 TOTAL P. elliottii 1182,0 300,0 Eucalyptus grandis Previsão Colheita Colheita Local Peso (Kg) Peso (Kg) IMB 101.b,c 48,121 0 BOA 50.b 34,001 40,000 MOR 95.b 0 60,000 TOTAL E. grandis 82, ,000 Eucalyptus dunnii Previsão Colheita Colheita Local Peso (Kg) Peso (Kg) INV 42.b 48,751 INV 94.a 15,684 REC 145 8,549 TOTAL E. dunnii 72, ,000 Eucalyptus saligna Previsão Colheita Colheita Local Peso (Kg) Peso (Kg) IMB ,831 0 TOTAL E. saligna 112,831 0 A produção de mudas é realizada em viveiro próprio, a partir de sementes melhoradas colhidas na UMF (ver acima). Uma pequena parte das mudas de eucalipto (clones para produção de madeira) está sendo produzida através da micro-propagação e de clonagem por estaquia. A capacidade de produção é em torno de 15 Página 9

10 milhões de mudas por ano, variando a quantidade produzida de cada espécie ano a ano, de acordo com a necessidade apontada no planejamento da empresa. Para a avaliação do manejo no viveiro, a equipe analisou as operações realizadas e todos os procedimentos adotados pela KLABIN. O consumo de químicos é mínimo, não são usados produtos proibidos e existe um sistema para reciclagem da água utilizada. Os documentos existentes (normas, procedimentos, prescrições, controles) fazem parte do Plano de Manejo da KLABIN. Manejo para Produtos Florestais Madeireiros Basicamente, a produção florestal madeireira adota 02 sistemas de manejo: a) condução da floresta através de desbastes e b) corte raso (ver Tabela 2 : Sistema de manejo e Rotação por Espécie). Para a produção de toras para desdobro em serrarias, parte dos talhões de pinus, eucalipto e araucária são conduzidos através de desbastes. As toras dos primeiros desbastes e o corte raso de eucalipto e pinus, abastecem a fábrica de celulose e papel. As florestas de araucária, após corte raso no final da rotação, estão sendo substituídas pelo plantio de pinus e eucalipto. Tabela 5 : Sistemas de Manejo e Rotação, por Espécies Espécies Finalidade Sistemas de Manejo Rotação (anos) Eucalyptus spp Celulose Corte Raso 1 a rotação 6 anos 2 a rotação 13 anos 3 a rotação 21 anos Serraria 2 Desbastes + Corte Raso 20 anos Pinus spp Celulose Corte Raso 14 anos Serraria 2 Desbastes + Corte Raso 20 anos Araucária Serraria 6 Desbastes + Corte Raso 45 anos O manejo florestal madeireiro tem como atividades principais: Preparo de Terreno a) Logo após o corte raso de pinus: rebaixamento das copadas/galhadas com foice e machado e, em seguida, efetua-se o plantio. b) Corte raso de pinus já com presença intensa de ervas daninhas: roçadas mecanizadas, utilizando-se roçadeira tracionada por trator de pneus. Se as ervas daninhas predominantes forem de folha estreita aplica-se herbicida pós-emergente (princípio ativo glifosate) e, posteriormente realiza-se o plantio. c) Corte raso de eucalipto (3ª rotação): rebaixamento de tocos com lâmina tipo KG, enleiramento dos resíduos, queima das leiras, sulcamento na linha com grade ripper, e em seguida efetua-se o plantio. Plantio O espaçamento atualmente utilizado é 3,00 X 2,00 m. Nas áreas de reposição, onde já foi efetuada planificação de alinhamento, o espaçamento utilizado é 2,50 X 2,50 m. A operação é realizada através de coveamento manual. O plantio de pinus é realizado durante o ano inteiro, enquanto que o eucalipto é plantado entre setembro e fevereiro, devido às ocorrências de geadas no Página 10

11 período de inverno. O eucalipto recebe adubação pós-plantio caracterizada pela aplicação de cinza de biomassa oriunda das caldeiras da fábrica (11 m 3 / ha). Tratos Culturais - são utilizados conforme a necessidade (infestação): a) Coroação - feita em um diâmetro de ± 80 cm da planta com enxada ou por meio químico utilizando herbicida pós-emergente. Normalmente é a primeira intervenção de limpeza e realizada 30 a 60 dias pós-plantio, dependendo do período do ano, da agressividade e dos tipos de ervas daninhas existentes. b) Roçada manual - normalmente realizada após 1 ano de plantio, quando a vegetação concorrente não é gramínea e o porte é igual ou superior ao do reflorestamento, utilizando-se de foice para esta operação. c) Controle químico é utilizado em áreas onde a vegetação concorrente é mais agressiva. Para o controle pós-emergente é utilizado o glifosate, cuja aplicação é feita manualmente com bombas pressurizadas na linha e mecanizada nas entrelinhas. A dosagem varia conforme a erva daninha, mas a média é de 4,0 litros/ha para o produto líquido e 2,0 kg/ha para o produto granulado. Existe um controle rígido no tocante ao descarte das embalagens, que são armazenadas em depósito específico até a sua retirada pelos fornecedores. Controle de formigas O primeiro combate é sistemático e realizado após o preparo de solo utilizando porta isca de 10 g a cada 100 m2. Para as demais aplicações após o plantio, a aplicação é localizada. Desrama É realizada nas árvores destinadas a serraria para produzir madeira livre de nós. Tabela 6 : Critérios Técnicos Adotados na Desrama Espécie Desrama Idade Altura (m) Nº Árvores Eucalyptus spp 1ª 20 a 30 meses 6 a 7 100% 2ª 48 a 60 meses 8 a / ha 1ª 3 a 4 anos até 2,5 100% Pinus spp 2ª 5 a 6 anos até 4,5 450 / ha 3ª 7 a 8 anos até / ha Proteção Florestal a) Prevenção e controle de incêndios - Há uma central de rádio, SIG, 22 torres de vigilância distribuídas na UMF, 8 caminhões bombeiro, 68 pontos de captação d água, 18 vigias florestais motorizados e uma estação meteorológica. b) Controle de Pragas - As principais pragas que causam danos aos plantios da empresa são: formiga cortadeira, vespa da madeira (Sirex noctilia), pulgões do pinus (Cinara pinivora e Cinara atlantica), grilo preto (Gryllus assimilis), cupins de solo (Syntermes spp e Cornitermes spp), macaco prego (Cebus apella), rato de espinho (Euryzigomatomis guiara) e rato da taquara (Oryzonis spp). Colheita A colheita totalmente mecanizada, em princípio, é realizada por equipe própria e os sistemas semi-mecanizados, por equipes terceirizadas. São vários os sistemas utilizados, variando conforme a utilização da madeira serraria ou processo na fábrica, e se desbaste ou corte raso/final. No sistema mecanizado, harvesters derrubam, traçam e classificam as toras de acordo com o seu diâmetro, sendo então baldeadas para a beira dos talhões por forwarders onde são empilhadas para posterior transporte para as serrarias, especialmente as de Telêmaco Borba, enviadas para o pátio de Página 11

12 toras ou ainda, para o pátio da indústria de celulose e papel. Para as serrarias, as toras têm que ser transportadas no máximo 03 dias após o corte, evitando-se o aparecimento de fungos manchadores. No caso de desbastes e corte raso exclusivamente para o abastecimento de madeira para o processo industrial, a derrubada das árvores, traçamento e desgalhamento, normalmente é realizado por motosserra. As toras são baldeadas por forwarders, ou quando do arraste de árvores, realizadas por skidders. O planejamento é complexo, pois são muitas as variáveis a serem consideradas, da finalidade de uso da madeira a diferentes espécies, idades, manejo (desbaste ou corte raso ou final), locais melhores para retirada em épocas chuvosas ou secas, manutenção da distância média de transporte. Estradas A KLABIN possui 75 km de rodovias asfaltadas, km de estradas com revestimento em macadame (pedras britadas) e km de estradas secundárias sem revestimento. A rede de estradas e os serviços de manutenção, de modo geral são de boa qualidade, embora neste ano tenhamos detectado um aumento de estradas secundárias com início de problemas com erosão em seu leito. Pesquisa Florestal Desenvolve as atividades dentro de um enfoque corporativo com as demais áreas florestais da empresa atuando nas áreas de manejo ambiental, melhoramento genético, clonagem, nutrição e silvicultura, e tecnologia da madeira. Produtos florestais não madeireiros - PFNM O programa de manejo de produtos florestais não madeireiros para fins medicinais na KLABIN começou em 1984, visando o uso múltiplo, racional e sustentado de outros produtos da floresta e a melhoria de qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias. O manejo abastece o Laboratório de Manipulação da Klabin do Paraná Produtos Florestais Ltda. com a matéria prima para a produção de fitoterápicos e fitocosméticos, utilizados dentro do Plano de Saúde em Autogestão da empresa. Inicialmente, foram identificadas as doenças mais comuns observadas na comunidade ligada à KLABIN. Com base nestes dados, foi feito um levantamento junto à literatura leigo-científica disponível e averiguado frente à população sobre as plantas com potencial medicinal, o qual resultou em um conjunto de mais de 200 espécies. Estas espécies foram identificadas botanicamente e submetidas a uma análise de seu potencial medicinal. Do conjunto original, foram selecionadas inicialmente, em torno 130 espécies que poderiam fazer parte de um programa de fitoterápicos. Atualmente, o projeto tem um cunho sócio-ambiental importante e os trabalhadores da empresa e a população local dele se beneficiam. Os fitoterápicos são dispensados para os funcionários da empresa com um subsídio de 60%, dentro do programa de benefícios concedidos. Todos os PFNMs manejados e colhidos e/ou cultivados na Klabin UMF Paraná são processados localmente (fitoterápicos e cosméticos), não sendo comercializados, até o momento, produtos in natura. O Laboratório de Manipulação produz aproximadamente 60 tipos diferentes de produtos, entre fitoterápicos e fitocosméticos, que são distribuídos através da Farmácia existente dentro da área da empresa (Bairro da Lagoa). As áreas manejadas para a exploração de plantas medicinais estão situadas dentro da Fazenda Monte Alegre. A intensidade de exploração dos PFNMs não tem provocado alterações em nível de paisagem. Entre os materiais utilizados para a colheita dos PFNMs são utilizados os procedimentos operacionais, mapas e fichas Página 12

13 de colheita. Os mapas existentes possuem escala e detalhamento adequados às atividades de coleta de plantas medicinais e a colheita é feita com o acompanhamento técnico do laboratório, através da adoção de boas práticas de produção. A área de florestas naturais da KLABIN é de cerca de ha, dos quais apenas uma pequena parte é explorada para o abastecimento do Laboratório de Manipulação. Aliado à ampla área de floresta natural, no sistema de exploração dos PFNMs são selecionadas plantas matrizes para cada espécie explorada, de forma a minimizar os danos à regeneração natural das espécies exploradas. Na seleção das plantas matrizes são considerados aspectos demográficos e genéticos e a necessidade de alimentação para fauna. As espécies com baixa densidade populacional são adensadas e algumas cultivadas em canteiros. Nas áreas de reserva da UMF existem cerca de 245 espécies nativas já identificadas e 130 delas têm potencial de uso na fitoterapia. Destas, destaca-se o uso de aproximadamente 60 espécies/estação do ano, sendo 30 espécies nativas encontradas em áreas naturais, adensamentos e sub-bosques de plantações e 30 são exóticas, historicamente introduzidas por colonos, sendo algumas espécies consideradas alóctones. O projeto Monte Alegre, que atualmente detém as ações relacionadas à Operação de Fitoterapia, também objetiva fortalecer políticas públicas principalmente no que diz respeito a bioprospecção e ao uso da biodiversidade. As espécies manejadas utilizadas no Laboratório de Manipulação podem ser divididas em: i) espécies nativas manejadas; ii) espécies exóticas manejadas; iii) espécies nativas cultivadas; iv) espécies exóticas cultivadas; v) espécies nativas adquiridas; e vi) espécies exóticas adquiridas. É importante ressaltar que algumas destas categorias não são exclusivas e que muitas espécies são cultivadas nos canteiros e ao mesmo tempo são colhidas nas áreas naturais e/ou reflorestadas. Para a maioria dos PFNMs do Brasil, poucas informações técnicas-científicas estão disponíveis para o bom uso dos recursos florestais. Neste contexto a KLABIN tem tido um papel fundamental na investigação e disponibilização de informações para o manejo florestal, principalmente no que diz respeito à regeneração natural, recuperação/aumento de biomassa e dinâmica sucessional. Sua principal ferramenta é o monitoramento de suas práticas de exploração. A primeira etapa do sistema de manejo praticado pela KLABIN para os PFNMs consiste no inventário das espécies com potencial medicinal nas áreas de preservação e conservação da guarda florestal (levantamento fitossociológico). A confirmação das espécies selecionadas é feita através de taxonomia e são definidas as espécies que serão exploradas. O início do processo de manejo consiste no levantamento do estoque disponível das espécies de interesse medicinal a serem exploradas, caracterização da regeneração natural, avaliação da dinâmica de crescimento e do número de indivíduos, seleção de porta sementes e determinação do limite e do intervalo de corte. As atividades realizadas para o início da exploração de uma espécie são o levantamento fitossociológico (inventário) através de parcelas permanentes, confecção de herbários para o fornecimento de informações dos aspectos taxonômicos das espécies de interesse, mapeamento das espécies de interesse, definição das espécies a explorar. A definição das espécies passíveis de exploração é baseada em informações como: a avaliação da biomassa existente (estoque disponível), as taxas de incremento e dinâmica da regeneração natural que determinam o limite de corte (LC) das plantas silvestres, calculado com base em observações da regeneração natural (quantidade de sementes, facilidade de dispersão e germinação), aumento da biomassa e dinâmica Página 13

14 sucessional após interferência do manejo e o número de indivíduos reprodutivos (porta sementes) necessários para a manutenção da estrutura populacional original tanto em termos demográficos como genéticos. O ciclo de corte é definido em virtude do aproveitamento da máxima produtividade biológica e do tempo para a recomposição do estoque original. Assim como para as atividades de manejo florestal com fins madeireiros, para o manejo dos PFNMs o planejamento plurianual das áreas a serem colhidas considera um horizonte de, em média, cinco anos. Apesar de a empresa realizar um planejamento plurianual das áreas a serem colhidas, existe uma falta de conhecimento sobre a quantidade total de recursos existente na Fazenda Monte Alegre. Isto impede a definição de patamares máximos sustentáveis de colheita e produção para o Laboratório de Manipulação. Esta situação vem sendo trabalhada através das atividades de Levantamento Fitossociológico e Georreferenciamento do Projeto Monte Alegre, em parceria com o FUNBIO (Fundo Nacional para a Biodiversidade) e FBDS (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), que possibilitará a realização de prospecção de áreas altamente representativas, propiciando a extrapolação de resultados para a floresta como um todo e o georreferenciamento das áreas com cálculos teóricos do estoque em pé. As práticas e métodos de colheita têm sido desenvolvidos de forma a minimizar os impactos da colheita sobre as espécies exploradas e os recursos naturais associados. Entretanto, para muitas espécies estas práticas são recentes e existem poucas informações técnico-científicas sobre o tema, o que reforça a importância do monitoramento. A KLABIN possui o Certificado de Registro junto ao Instituto Ambiental do Paraná IAP e IBAMA (Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis ) para a extração, produção e beneficiamento de plantas ornamentais, medicinais e aromáticas (uso de recursos naturais). Entre as espécies manejadas pela KLABIN, existem algumas que se encontram na Lista do IBAMA de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no Brasil. A empresa é consciente deste fato e as espécies estão sendo monitoradas, além de plantadas e cultivadas em canteiros, o que contribui para a sua conservação. Os trabalhadores diretamente envolvidos na colheita são poucos e, em geral, são funcionários da silvicultura da KLABIN. Não são utilizados produtos químicos durante as etapas do manejo florestal de plantas medicinais. Os funcionários envolvidos nas atividades de fabricação dos produtos utilizam EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) que são disponibilizados pela empresa e o Laboratório de Manipulação está registrado junto ao Ministério da Saúde. A operação de produção de fitoterápicos pela KLABIN é realizada com fins sociais e atualmente não tem finalidade de lucro. As atividades de manejo florestal de produtos não madeireiros pela KLABIN podem ser consideradas de baixo impacto e o manejo florestal de PFNM utiliza as estruturas já existentes do manejo florestal para a produção de madeira. O manejo é parte integrante das atividades de manejo florestal da empresa e como tal também está certificado e sujeito aos requerimentos da certificação. Devido à KLABIN trabalhar com diferentes sistemas de produção e um grande número de espécies, é necessário estabelecer de maneira clara quais os materiais que podem ser considerados como certificados Contexto Ambiental e Socioeconômico Página 14

15 A. Contexto Ambiental Dados Biológicos a. Paisagem A atividade da Klabin S/A no Paraná teve início na década de 40, com a construção da fábrica de papel, e a implantação dos primeiros reflorestamentos. Na época, a floresta de Araucária e os campos nativos dominavam a paisagem. A fábrica era abastecida com a madeira de Araucaria angustifolia proveniente destas florestas naturais. Com a introdução das espécies exóticas (Pinus em 1951 e Eucalyptus em 1943), a pressão sobre as florestas naturais foi diminuindo progressivamente. Os grandes maciços de florestas naturais e as matas ciliares que hoje são encontrados na Fazenda Monte Alegre, são remanescentes valiosos que a empresa preserva. A Fazenda Monte Alegre é a propriedade mais antiga. Ocupa uma área de ,00 ha, e nela são mantidos cerca de ha com florestas naturais. Pode ser observado que estão distribuídas por toda Fazenda, ocorrendo vários blocos ou maciços florestais de porte variado, e que apresentam também uma tipologia ou características fitossociológicas distintas entre si. Em alguns conjuntos mais primitivos predomina a Araucaria angustifolia, com a sua formação típica de dossel estratificado. Em outros locais, a ausência da Araucária é compensada pelos capões de Peroba, ou então por grandes exemplares de Canelas, Guajuviras, Guarocaias, entre outras, que emergem do dossel superior. A todas essas formações ainda se somam grandes áreas de matas secundárias e capoeirões, que foram devastados pelo grande incêndio de 1963, e que hoje encontram-se interligados entre si por faixas (corredores ecológicos) de mata nativa. Estes corredores são formados principalmente pelas matas ciliares, as quais tem a dupla função de proteger os arroios e os rios, além de impedir a fragmentação de blocos florestais, com o conseqüente isolamento da fauna e flora nestes ambientes. Outro destaque são os aspectos inerentes aos reflorestamentos que a empresa mantém. O que se busca, é o aumento da biodiversidade, aliado à manutenção e melhoria da produtividade florestal. O aumento da biodiversidade nas propriedades da KLABIN, de seus micro-ecossistemas, e da região como um todo, é alcançada com o plantio de diferentes espécies, escolhendo-se para cada local, as espécies mais adequadas de acordo com suas exigências edáficas e climáticas. No zoneamento das áreas de produção comercial evitase a implantação de grandes extensões de áreas plantadas com uma única espécie. A monotonia da monocultura é quebrada através da intercalação de diferentes espécies plantadas, as quais, por sua vez, ainda dividem espaço com a mata nativa, tornando o ecossistema ainda mais heterogêneo e diversificado. Além das diferentes espécies plantadas, ainda se busca a heterogeneidade na região a partir de plantios de diferentes idades, criando locais com diferentes estágios evolutivos. Assim, os plantios novos, que apresentam características de campo, permitem a presença de espécies da fauna típicas deste ambiente, beneficiando principalmente aquelas espécies generalistas e oportunistas. A medida que estas áreas evoluem para o porte arbóreo, outras espécies mais especialistas passam a freqüentá-las. Esta colonização se dá a partir das áreas de florestas e campos naturais dispersos entre os reflorestamentos, e em parte, também dos reflorestamentos que apresentam o sub-bosque. O sub-bosque que é mantido nos reflorestamentos representa um fator excepcional de aumento da biodiversidade nestes locais. O sub-bosque garante abrigo, alimento e condições propícias a uma infinidade de formas de vida, o que faz com que o próprio reflorestamento comercial, a partir de uma determinada Página 15

16 idade, deixe de ser apenas uma área de produção de madeira, mas também passe a ser um reservatório de formas de vida distintas. Isso possibilita a formação de interações ecológicas próprias, criando um ambiente mais estável e ecologicamente equilibrado. Na KLABIN, o sub-bosque está presente nos reflorestamentos com Araucaria angustifolia e Eucalyptus sp. de idades mais avançadas, tornando-se muito denso e diversificado a medida que os povoamentos comerciais se abrem e aumenta o período de tempo entre as intervenções. Atualmente não se realiza mais a roçada prévia do sub-bosque em reflorestamentos a serem desbastados, visando o aumento da biodiversidade em áreas que de outra forma poderiam ser consideradas como monoculturas. Plantios com Pinus sp. também podem apresentar crescimento do sub-bosque, mas nestes casos, o seu desenvolvimento não é tão vigoroso como em áreas de Araucaria angustifolia ou Eucalyptus sp., ficando mais restrito às áreas de bordadura dos talhões. Além da Fazenda Monte Alegre, a KLABIN em Telêmaco Borba-PR, possui outras propriedades, que foram sendo adquiridas ao longo dos anos, integrando o patrimônio da empresa. Grande parte destas terras foram vendidas à KLABIN, após uso intensivo pela atividade agropecuária, onde muitas vezes o antigo proprietário não teve a preocupação de proteger as florestas nativas e matas ciliares existentes. Nas propriedades adquiridas, a empresa delimita as áreas de preservação existentes, além das áreas marginais e áreas degradadas, para que sejam recuperadas, através da recomposição natural da vegetação nativa. b. Cobertura Vegetal A Fazenda Monte Alegre situa-se em uma região do estado do Paraná onde a cobertura vegetal está classificada como Floresta Ombrófila Mista, que tem o Pinheiro-do-Paraná (Araucaria angustifolia) como espécie característica. A composição florística da vegetação arbórea que ocorre na Fazenda Monte Alegre ainda é pouco conhecida se considerada a área total disponível de Florestas Naturais preservadas pela KLABIN no estado do Paraná (cerca de ha). Os dados atualmente disponíveis referem-se a 3 levantamentos realizados na Fazenda, cujos resultados são mostrados por Berndt (1996): Espécies arbóreas nativas > 241 Famílias > 57 As famílias com maior representatividade em número de espécies são: Myrtaceae 24 Fabaceae 21 Mimosaceae 16 Lauraceae 16 Euphorbiaceae 15 Meliaceae 09 Caesalpiniaceae 08 Moraceae 08 Sapindaceae 07 Compositae 07 Solanaceae 07 Página 16

17 Para o estado do Paraná são citadas 187 espécies de árvores que se enquadram como espécies raras, vulneráveis e/ou em perigo de extinção. Em áreas da KLABIN ocorrem 14 espécies classificadas como raras: Pinheiro-do-Paraná (Araucaria angustifolia) Peroba amarela (Aspidosperma cylindrocarpon) Peroba-rosa (Aspidosperma polyneron) Guaritá (Astronium graveolens) Pau-marfim (Balfourodendron riedelianum) Cambroé (Casearia gossypiosperma) Araribá (Centrolobium tomentosum) Barbatimão (Stryphnodendron adstringens) Jacaratiá (Jacaratia spinosa) Farinha-seca (Lonchocarpus muehlbergianus) Sapuvão (Machaerium paraguariense) Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) Cabreúva (Myrocarpus frondosus) Canemuçu (Tetrorchidium rubrivenium) Os estudos sobre a composição florística tem tido seguimento através de levantamento de campo e de inventários em parcelas permanentes (Projeto Monte Alegre). Espécies Fitoterápicas Um grupo de plantas bem conhecidas nas áreas da KLABIN, são as plantas de interesse medicinal, as quais apresentam os mais variados portes, desde herbáceas até arbóreas. Dentre as espécies nativas já identificadas, 130 delas mostram-se viáveis para a operação manejo para produção de fitoterápicos, que mantém uma média de 60 espécies em uso por estação do ano. c. Fauna Inventários da Fauna O trabalho de levantamento da fauna silvestre em seu ambiente natural é complexo, principalmente quando se considera grandes extensões de área, como é o caso das propriedades da KLABIN. Entretanto, o número de funcionários que trabalham no campo também é grande, e muitas informações e os próprios exemplares da fauna nativa (animais feridos, órfãos, mortos por atropelamento, etc.) são obtidos através deles. Levantamentos da fauna, utilizando-se de metodologias científicas, são realizadas por técnicos da própria empresa, mas também são realizados trabalhos por outras instituições, que se utilizam das áreas da empresa no estudo das diversas classes taxonômicas da fauna regional. Dados importantes sobre a ocorrência e distribuição dos animais nas propriedades da empresa vem sendo obtidos com o uso das Fichas de Visualização de Animais Silvestres, através das quais são obtidas informações, principalmente, de grandes mamíferos. Grupos conhecidos Página 17

18 Dentre os vertebrados, são bem conhecidas as classes das Aves e Mamíferos (nesta última, os grandes mamíferos). Informações sobre Répteis são procedentes de exemplares capturados nas frentes de trabalho, e mortos por atropelamento nas estradas que cortam a propriedade. Os dados sobre Anfíbios são procedentes de estudos realizados a partir de Peixes é a classe de Vertebrados menos conhecida. As atividades de levantamento da fauna silvestre da Fazenda Monte Alegre foram iniciadas em 1987, embora alguns trabalhos já tivessem sido realizados em 1980, com levantamentos preliminares da avifauna. A empresa reconhece a necessidade em dar continuidade a estas pesquisas, procurando conhecer melhor os componentes biológicos em suas propriedades. Aves Consiste no grupo melhor estudado dentro da área da KLABIN. Estão identificadas 322 espécies de aves, as quais distribuem-se em 50 famílias. Isto representa 44,8% das aves registradas para o estado do Paraná, que tem 638 espécies. Para efeito de comparação, citam-se: Bacia do Rio Tibagi ( ha) com 468 espécies de aves; Parque Nacional do Iguaçu ( ha) com 288 espécies identificadas; Morro do Diabo, S. Paulo ( ha) com 185 espécies. Os levantamentos realizados estão restritos apenas a alguns locais dentro da Fazenda Monte Alegre, e certamente o número de espécies de aves ainda deva aumentar consideravelmente a medida que novos locais forem estudados. Das 322 espécies registradas para a Fazenda Monte Alegre, algumas delas merecem atenção especial, por serem consideradas espécies raras ou ameaçadas de extinção. Na Fazenda Monte Alegre ocorrem 10 espécies que constam da lista de aves ameaçadas no Brasil, e 8 espécies que constam da lista de aves ameaçadas no Paraná. Lista de aves ameaçadas no Brasil e no Paraná Choca-de-costas-rufas (Dysithamnus xanthopterus) Curiango-tesoura-gigante (Macropsalis creagra) Cuiú-cuiú (Pionapsitta pileata) Curió (Oryzoborus angolensis) Curriqueiro (Clibanornis dendrocolaptoides) Gavião-pomba (Leucopternis polionota) Graúna (Scaphidura oryzivora) Macuco (Tinamus salitarius) Macuru (Nonnula rubecula) Martim-pescador-miudinho (Chloroceryle aenea) Negrinho-do-mato (Amaurospiza moesta Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinaceae) Pavó (Pyroderus scutatus) Pica-pau-rei (Phlaeocaestes robustus) Saí-de-perna-preta (Dacnis nigripes) Seriema (Cariama cristata) Página 18

19 Tesourinha-do-mato (Phibalura flavirostris) Tico-tico-do-mato (Arremon taciturnus). Para a Bacia do Rio Tibagi, são citadas 81 espécies raras, ou de difícil constatação em campo. Destas, 35 ocorrem na Fazenda Monte Alegre. Durante o desenvolvimento dos levantamentos de aves, iniciados em 1987, puderam ser identificadas algumas espécies com poucos registros no estado do Paraná, como: Maria-leque (Onychorhynchus coronatus) Fruxu (Neopelma pallescens) Tapaculo-pintado (Psilorhamphus guttatus), Macuru (Nonnula rubecula) Peixe-frito-pavonino (Dromococcyx pavoninus) Araçari-banana (Baillonius bailloni), Araponga (Procnias nudicollis), Azulão (Cyanocompsa cyanea) Curió (Oryzoborus angolensis). Sabiá-una (Platycichla flavipes), Urubu-rei (Sarcoramphus papa), Mamíferos No Paraná ocorrem aproximadamente 130 espécies de mamíferos; Dentro do grupo dos mamíferos que ocorrem na Fazenda Monte Alegre, são bem conhecidas as espécies de médio e grande porte, pela facilidade e segurança de identificação; Estão identificadas 56 espécies de mamíferos, distribuídas em 8 ordens e 23 famílias, incluindo-se aqui a ordem Chiroptera, representada na Fazenda Monte Alegre por 3 famílias e 14 espécies; Todas as 14 espécies levantadas foram identificadas através de captura com rede-neblina, em um único local, no Parque Ecológico. Um dos morcegos registrados (Myotis ruber) é considerado como espécie ameaçada de extinção no Brasil. Das 138 espécies brasileiras de morcegos, 9 estão ameaçadas de extinção; Em 2001 iniciou-se o projeto de levantamento de pequenos mamíferos, representada principalmente pelas ordens Rodentia, Didelphimorphia ( anteriormente denominada Marsupialia) e Chiroptera. De uma maneira geral, a Fazenda Monte Alegre constitui-se em um refúgio natural bem protegido, assegurando a manutenção de algumas das principais espécies de mamíferos ameaçados de extinção no Brasil. Nesta categoria, estão: Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) Gato-do-mato (Leopardus tigrinus) Gato-maracajá (Leopardus wiedii) Jaguatirica (Leopardus pardalis) Suçuarana (Puma concolor) Página 19

20 Lontra (Lutra sp.), Veado-bororó (Mazama nana) Paca (Agouti paca) Bugio (Alouatta fusca) Destas espécies, o Tamanduá-bandeira, o Lobo-guará e a Suçuarana são espécies observadas com freqüência na propriedade. Recentemente foi registrada a ocorrência do Tatu-cavalo (Cabassous sp.), considerada uma espécie rara da família Dasypodidae e também a ocorrência da fase melânica em gato-do-mato. É importante mencionar que muitas espécies freqüentam as áreas de reflorestamento, e não é raro encontrar animais como o Tamanduá-bandeira ou o Lobo-guará freqüentando povoamentos de Pinus sp., mesmo destituído de sub-bosque. O uso das Fichas de Visualização por funcionários da área florestal tem revelado a existência de territórios bem definidos, dentro da Fazenda Monte Alegre, de algumas espécies importantes como a Suçuarana e o Lobo-guará. As informações a respeito da Suçuarana indicam que esta espécie apresenta uma densidade populacional acima do normal, sendo relativamente freqüente a sua observação junto aos núcleos habitacionais da Fazenda Monte Alegre. Além das espécies de mamíferos que ocorrem nas propriedades da KLABIN, há indícios da ocorrência da Onça-pintada (Panthera onca), Gato-mourisco (Felis yagouarundi) e do Veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus). A anta (Tapirus terrestris) constitui-se na única espécie conhecida de mamífero já extinta na região, embora existam informações sobre sua possível ocorrência na região de Rio Branco. Répteis Os répteis constituem um grupo pouco conhecido de maneira geral, em função da escassez de pesquisas de campo, e literatura especializada disponível. Na KLABIN as informações a respeito desta classe são obtidas a partir de exemplares capturados nas frentes de trabalho, ou nos próprios núcleos habitacionais, e a partir de exemplares atropelados nas estradas da Fazenda Monte Alegre. A identificação de algumas espécies exige a confirmação de especialistas, principalmente quando se trata de exemplares da família Colubridae. Na Fazenda Monte Alegre e demais propriedades de influência da empresa, estão identificadas 37 espécies de répteis, representando 13 famílias. A ordem Squamata, representada pelas serpentes é a melhor conhecida. Há ocorrência de exemplares de Quelônios na área. Estão identificadas 26 espécies de serpentes: Espécies venenosas Muito comuns: Jararaca (Bothrops jararaca), Cascavel (Crotalus durissus) Coral-verdadeira (Micrurus frontalis). Menos comuns: Urutu (Bothrops alternatus) Jararacuçu (Bothrops jararacussu). Um registro de ocorrência: Espécies não venenosas Merecem destaque: Mussurana (Clelia occipitolutea) Caninana (Spilotes pullatus). Página 20

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