PROCESSOS NECESSÁRIOS PARA REALIZAR UM PROJETO DE MDL E GERAR CRÉDITOS DE CARBONO 1

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1 PROCESSOS NECESSÁRIOS PARA REALIZAR UM PROJETO DE MDL E GERAR CRÉDITOS DE CARBONO 1 BASSO, R. L. 2 ; BERTAGNOLLI, D. D. de O. 3 ; LONDERO, P. R. 2 ; OLIVEIRA, L. A. de 2 ; SCHUMACHER, L. I. 3 1 Trabalho de Pesquisa _UNIFRA 2 Acadêmicas do Curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil 3 Professoras do Curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil RESUMO Na busca por práticas sustentáveis, que ajudem a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as empresas passaram a participar de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Assim, esta pesquisa visa identificar e analisar os processos necessários para a elaboração de um projeto de MDL e geração de créditos de carbono em uma empresa que possui créditos de carbono validados e comparar com a teoria. A pesquisa classifica-se, como qualitativa, descritiva, bibliográfica, documental e estudo de caso. Conclui-se que a teoria diverge da prática na certificação, na literatura apurou-se que o órgão responsável por esta etapa deve ser uma Entidade Operacional Designada (EOD) diferente daquela que validou o Documento de Concepção do Projeto (DCP), a EOD que certificou o MDL da Geradora de Energia Elétrica Alegrete é a Det Norske Veritas (DNV), mesma empresa responsável pela validação do DCP. Palavras-chave: Sustentabilidade; Protocolo de Quioto; MDL; Créditos de Carbono. 1 INTRODUÇÃO A preocupação com o ambiente tem provocado na sociedade e nas empresas a busca por atitudes sustentáveis. Desta forma, ao buscar comportamentos ecologicamente corretos, a gestão das organizações torna-se cada vez mais complexa, a partir do momento que se passa a utilizar novas tecnologias e ideias inovadoras capazes de reduzir as emissões dos gases que prejudicam o meio ambiente. Assim, as empresas perceberam que o uso de práticas sustentáveis durante seus processos produtivos ajudaria a reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs), mantendo sua competitividade no mercado, e isso foi possível com o surgimento do Protocolo de Quioto. O mesmo possibilitou às empresas situadas nos países em desenvolvimento, como o Brasil, participarem voluntariamente de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), para a comercialização de créditos de carbono por meio da redução de gases do efeito estufa. Nesse contexto da sustentabilidade, surge o problema da pesquisa: quais são os processos necessários para a elaboração de um projeto de MDL e a geração dos créditos de carbono em uma empresa que possui créditos validados? Este estudo tem como objetivo geral identificar e analisar os processos necessários 1

2 para a elaboração de um projeto de MDL e geração de créditos de carbono em uma empresa que possui créditos de carbono validados e comparar com a teoria. Para alcançar o objetivo geral, foram elencados alguns objetivos específicos: levantar na literatura os processos necessários para o desenvolvimento de um projeto de MDL e geração dos créditos de carbono, verificar na empresa pesquisada quais os processos necessários para a elaboração do projeto de MDL e geração dos créditos de carbono, além de estabelecer um comparativo entre a teoria e a prática. 2 REFERENCIAL TEÓRICO Este segmento tem como objetivo apresentar o referencial teórico que serviu de suporte para o presente estudo: Protocolo de Quioto, Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e geração dos créditos de carbono. A acumulação na atmosfera dos gases emitidos pela queima de combustíveis fósseis aumentou as consequências do efeito estufa no decorrer dos anos e causou o aquecimento global, que é considerado um dos principais problemas ambientais, pois afeta toda a humanidade, já que as alterações climáticas trazem consequências não só ecológicas, mas também socioeconômicas. Para reduzir o acúmulo desses gases prejudiciais à atmosfera, surgiu o Protocolo de Quioto, em dezembro de 1997 na cidade de Quioto, no Japão, durante a terceira Conferência das Partes (COP-3), como uma forma de amenizar a interferência do homem no meio ambiente e suas consequências, fazendo com que os países industrializados reduzam suas emissões dos GEEs. Então, os países que aderiram ao Protocolo de Quioto são divididos em três grupos: Anexo I, Anexo II e Não-Anexo I, sendo que cada um deles possui compromissos diferentes em relação ao Protocolo. O Anexo I é composto pelas nações desenvolvidas que faziam parte da Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Econômica (OECD) em 1992, e os países em economia de transição, que têm metas a serem cumpridas. Fazem parte do Anexo II os membros da OECD que não são economias de transição (LIMIRO, 2011). Segundo Protocolo de Quioto (1997), a responsabilidade do Anexo II é fornecer recursos financeiros para os países em desenvolvimento realizarem atividades de redução de emissões. As Partes Não-Anexo I são os países em desenvolvimento, que segundo Limiro (2011), não possuem metas de redução de gases de efeito estufa. Porém, o Protocolo só entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005 quando obteve a adesão do Canadá e da Rússia, o que foi suficiente para atingir a quantidade de países responsáveis por 55% do total das emissões do mundo (com base nos níveis de poluentes 2

3 emitidos em 1990). O principal objetivo do Protocolo de Quioto é reduzir a emissão de poluentes em 5,2% no Anexo I, esse objetivo corresponde ao primeiro período do Protocolo, que vai de 2008 a 2012 (LIMIRO, 2011). Para facilitar as reduções foram estabelecidos três mecanismos de flexibilização: o Comércio de Emissões; a Implementação Conjunta; e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), neste é permitida a participação voluntária de países em desenvolvimento. Com isso, o garante-se que os países, em cooperação, podem distribuir suas eficiências ambientais para os demais com a finalidade de buscar o objetivo global de redução de emissões (BARBIERI; RIBEIRO, 2007). As nações desenvolvidas possuidoras de recursos financeiros e de metas a serem atingidas para a mitigação de GEEs, podem ajudar os países em desenvolvimento para que estes viabilizem o desenvolvimento sustentável por meio de implementação de projetos de MDL, capazes de contribuir para o cumprimento das metas do Protocolo. Assim, percebe-se que por meio do auxílio financeiro dos países desenvolvidos pode-se mudar as práticas existentes, reduzindo os índices de poluição, mostrando que o mundo está cada vez mais preocupado com a conservação do planeta. O MDL gera permissões de emissão de carbono, por meio da redução de GEEs da atmosfera, sendo que será implementado pelos países desenvolvidos nos territórios dos que estão em desenvolvimento, gerando Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), também chamadas de créditos de carbono e o país investidor poderá adquiri-los como cumprimento parcial de suas metas (LIMIRO, 2011). Segundo Barbieri e Ribeiro (2007, p. 3), o MDL envolve a criação e a implantação de projetos para diminuir e eliminar gases de efeito estufa nos países em desenvolvimento, os quais poderão ser financiados pelos países desenvolvidos em troca de créditos para serem abatidos dos seus compromissos de redução de emissões. Segundo Limiro (2011), uma tonelada de CO2 equivalente removido da atmosfera dará origem a um crédito de carbono que poderá ser negociado no mercado mundial, esse cálculo é efetuado por empresas especializadas. A comercialização das RCEs no chamado mercado de carbono pode ocorrer desde a elaboração do projeto de MDL até as emissões das RCEs. A elaboração de atividades de projeto de MDL segue uma série de etapas e regras severas, para que haja eficiência e confiabilidade no sistema no que se refere ao balanço global de reduções de emissões, por isso foi criado o ciclo do MDL, por meio do qual os créditos de carbono são gerados. De acordo com Mozzer, Magalhães e Shellard (2007), o balanço global de reduções de emissões, diz respeito à diferença entre o montante de reduções de emissões de GEEs 3

4 alcançadas por uma atividade de projeto de MDL e o valor abatido das obrigações de reduções de um país Anexo I, as quais devem se equilibrar e refletir precisamente os níveis de redução que teriam sido alcançados na ausência do MDL. Caso ocorra um desequilíbrio, a diferença encontrada representaria um montante de GEEs lançados na atmosfera, o que é contra o MDL. Para evitar esse desequilíbrio, são necessários múltiplos estágios de controle, por entes distintos atuando independentemente no sistema, para que a confiabilidade do mesmo seja garantida. Desta forma, para que resultem em créditos de carbono, as atividades de projeto do MDL devem, necessariamente, passar pelo ciclo do projeto que apresenta as seguintes etapas: CICLO DE SUBMISSÃO é composto por três etapas: 1) Elaboração do Documento de Concepção de Projeto (DCP): a primeira etapa é de responsabilidade dos participantes do projeto. Esse documento deverá incluir, segundo Mozzer, Magalhães e Shellard (2007), a descrição: das atividades de projeto, dos participantes, da metodologia da linha de base, das metodologias para o cálculo da redução de emissões e para o estabelecimento dos limites da atividade e das fugas, do plano de monitoramento, assim como o período de obtenção dos créditos; 2) Validação: de acordo com Limiro (2011), para assegurar transparência e eficiência às atividades de projeto de MDL, foram criadas as Entidades Operacionais Designadas (EOD), cuja função é validar os projetos ou verificar e certificar as reduções das emissões antrópicas de GEEs; 3) Aprovação pela Autoridade Nacional Designada (AND): antes de ser efetivada a validação do DCP, a EOD necessitará encaminhar o relatório de validação para apreciação e aprovação da Autoridade Nacional Designada (AND), que no Brasil é a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima (Cimgc), a qual é responsável pela implantação do MDL e da declaração que a participação do país anfitrião é voluntária e que o MDL contribui para o alcance de seu desenvolvimento sustentável (LIMIRO, 2011); 4) Submissão ao Conselho Executivo para registro: conforme Seiffert (2009), o registro é a aceitação formal de um projeto validado como atividade de projeto do MDL, pelo Conselho Executivo do MDL, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). CICLO DE VERIFICAÇÃO é neste ciclo que serão quantificadas as reduções de emissões de GEEs efetivamente alcançadas pelo projeto ao longo de um determinado período de tempo. 5) Monitoramento: envolve a coleta e o armazenamento de todos os dados necessários para calcular a redução das emissões de GEEs, de acordo com o DCP, que tenha ocorrido dentro dos limites da atividade de projeto e dentro do período de obtenção dos créditos. A fase de monitoramento poderá ser realizada quantas vezes o desenvolvedor 4

5 do projeto achar conveniente ao longo da existência do projeto (MOZZER; MAGALHÃES; SHELLARD, 2007); 6) Verificação/Certificação: é um processo de auditoria periódico e independente para revisar os cálculos relativos à redução de emissões ou à remoção de CO2 resultantes do MDL (MOZZER; MAGALHÃES; SHELLARD, 2007). De acordo com Limiro (2011), essa etapa deve ser realizada por uma EOD diferente daquela que validou o DCP; 7) Emissão das RCEs: é a comprovação de que as reduções de emissões de gases de efeito estufa decorrentes das atividades de projeto são reais, mensuráveis e de longo prazo e que por isso, podem dar origem a RCEs, que são emitidas pelo Conselho Executivo do MDL. Segundo Limiro (2011), o período de obtenção de créditos pode ser de no máximo 10 anos para projetos de período fixo ou de 7 anos para projetos de período renovável (os projetos são renováveis por no máximo três períodos de 7 anos dando um total de 21 anos). Posteriormente à emissão das RCEs, a empresa possuidora de tais certificados, poderá vendê-los, buscando assim um maior retorno sobre seus investimentos, bem como, um diferencial em relação a seus concorrentes. 3 METODOLOGIA A presente pesquisa classifica-se, quanto à forma de abordagem do problema como qualitativa, quanto ao objetivo como descritiva, porque descreve os processos do projeto de MDL e geração de créditos de carbono do grupo Pilecco Nobre. Quanto aos procedimentos técnicos esta pesquisa classifica-se como bibliográfica, documental e estudo de caso, pois estudou-se o caso do grupo Pilecco Nobre Alimentos. A coleta de dados ocorreu em outubro de 2011, durante uma visita realizada à empresa Pilecco Nobre Alimentos Ltda. e à Geradora de Energia Elétrica Alegrete (GEEA), na oportunidade realizou-se uma reunião com o gerente do MDL (engenheiro químico), com o supervisor do MDL 1 (administrador) e com o supervisor do MDL 2 (contador), por meio de uma entrevista não estruturada e uma conversa informal. Ademais, pode-se visitar as instalações produtivas do grupo e observar todo o processo de geração dos créditos de carbono pela GEEA, a qual é responsável pelo projeto de MDL do grupo. Os documentos fornecidos pela empresa foram: Monitoring Report Form CDM-MR (Formulário de Relatório de Monitoramento), Clean Development Mechanism Simplified Project Design Document for Small-Scale Project Activities SSC-CDM-PDD (Documento de Concepção do Projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo Simplificado de Atividades de Projeto de Pequena Escala), slides apresentados à GEEA e elaborados pela Mitsubishi UFJ Morgan Stanlei, Verification/Certification Report (Relatório de Verificação/Certificação) elaborado 5

6 pela DNV. Estes foram tratados de forma a organizá-los para posterior análise, buscando atingir os objetivos da pesquisa. Com a análise dos mesmos, pode-se verificar na empresa pesquisada quais os processos necessários para a elaboração do projeto de MDL e geração dos créditos de carbono, além de estabelecer um comparativo entre a teoria e a prática. 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES Situado na cidade de Alegrete, Rio Grande do Sul, o Grupo Pilecco Nobre possui como principal atividade a indústria orizícola, sempre pensando no desenvolvimento sustentável, com o equilíbrio do meio ambiente e a sociedade. O grupo sempre buscou novas tecnologias, tendo em vista o desenvolvimento sustentável e a adoção de ideias inovadoras para reduzir os GEEs e por isso possui geração de créditos de carbono, por meio de um projeto de MDL em uma de suas empresas, a GEEA, que utiliza os resíduos provenientes do beneficiamento do arroz de outra empresa do grupo, a Pilecco Nobre Alimentos Ltda. e de terceiros para produzir energia elétrica renovável. Desta forma, evita a decomposição da biomassa, responsável por gerar o gás metano, que possui um potencial de aquecimento global 21 vezes mais prejudicial que o CO2, emitido pela GEEA na queima da casca do arroz. E também, gera créditos de carbono a partir da produção de energia com biomassa renovável, onde 75 a 80% da energia produzida é disponibilizada à concessionária de energia local, pois quando considera-se a ausência do projeto há maior geração de eletricidade por meio de termoelétricas movidas a combustível fóssil. No quadro 1, pode-se verificar as etapas que fazem parte do ciclo de MDL, de acordo com o que foi levantado na literatura e o que foi analisado na prática. CICLO DO PROJETO DE MDL ÓRGÃO RESPONSÁVEL Ciclo de Submissão: Ciclo de Submissão: Ciclo de Submissão: 1) Elaboração do Documento de Concepção de Projeto (DCP) 2) Validação EOD Participantes do projeto DESCRIÇÃO DO CICLO NA PRÁTICA Nesta etapa, a GEEA teve a parceria da empresa japonesa Mitsubishi UFJ Morgan Stanlei. Versão 1: 21 jan Adoção inicial. Versão 2: 08 jul O Conselho concordou em revisar o MDL DCP para orientação e esclarecimentos prestados pelo Conselho desde a versão 01 do documento. Como consequência, as orientações para preenchimento do DCP foram revisadas de acordo com a versão 2. Validação em 6 de março de 2007 pela EOD Det Norske Veritas 6

7 Climate Change Services AS (DNV). 3) Aprovação AND, que no Brasil é a Cimgc Atestada a participação voluntária e que o projeto contribui para o desenvolvimento sustentável do país. 4) Registro Conselho Executivo do MDL Aceitação formal do projeto é prérequisito para as outras etapas. Ciclo de Verificação: Ciclo de Verificação: Ciclo de Verificação: 5) Monitoramento Participantes do projeto Realizado pelo supervisor de MDL 1, supervisor de MDL 2 e gerente do MDL que verificam vários parâmetros. A empresa possui créditos de 6) Verificação/Certificação EOD diferente daquela que carbono certificados pela DNV validou o DCP referentes ao período de agosto à dezembro de ) Emissão das RCEs Conselho Executivo do MDL Cumpridas todas as etapas, há a certeza de que as reduções de emissão de GEEs são reais, mensuráveis e de longo prazo e podem dar origem às RCEs, podendo ser utilizadas como cumprimento parcial das metas do Protocolo de Quioto. Quadro 1: Ciclos do projeto de MDL A estrutura e equipamentos da GEEA são diferenciadas, pois as instalações e a infra-estrutura são de alta tecnologia, visto que foram criados equipamentos específicos para a adequação às necessidades da geradora. Também, houve treinamento com os colaboradores, sendo que os mesmos tomaram conhecimento do funcionamento e foram conscientizados da importância do projeto, principalmente para o meio ambiente, uma vez que todos desempenhariam papéis importantes na implantação e monitoramento do mesmo, já que participam das auditorias da ONU para a validação dos créditos, nas quais não pode haver falhas, do contrário, os créditos já gerados são perdidos. Para realizar as etapas referentes ciclo de submissão, que são a elaboração do DCP, validação, aprovação e registro do MDL, a GEEA teve a parceria da empresa japonesa Mitsubishi UFJ Morgan Stanlei que está integrada para a geração dos créditos de carbono, num total de aproximadamente 400 mil toneladas de CO2 pelo período de dez anos. A Mitsubishi UFJ Morgan Stanlei é a empresa de consultoria do MDL responsável pela análise e viabilidade econômica, além de ter encaminhado o projeto para a validação, aprovação e registro nos órgãos competentes. Hoje, ela faz a consultoria relacionada à etapa de monitoramento ciclo de verificação por meio de auditores que visitam a empresa com a periodicidade de 6 meses, atuando como sócia do projeto, pois 7,5% do total de créditos gerados pela GEEA, pertencem à Mitsubishi UFJ Morgan Stanlei. 7

8 Há uma equipe responsável pelo monitoramento dos dados e cálculos do projeto de MDL para as consultorias, a fim de obter a certificação do mesmo e emissão dos créditos de carbono, esta equipe é composta de três profissionais, como observa-se na figura 1. Supervisor MDL 1 (administrador) Supervisor MDL 2 (contador) Gerente do MDL (engenheiro químico) Figura 1: Equipe do projeto de MDL da GEEA O administrador, é o supervisor MDL 1 que une os dados das planilhas com a Planilha Master MDL, verifica os seguintes parâmetros: eletricidade fornecida à rede; quantidade de biomassa consumida; quantidade de biomassa transportada; distância média incremental para o transporte; capacidade do caminhão; composição da biomassa; fração de metano capturado ou queimado no aterro; potencial de aquecimento global; excedente de biomassa. O supervisor MDL 2, que é o contador, verifica procedimentos dos operadores e monitora os dados das planilhas, verifica o status de calibração dos equipamentos, pesquisa dados e prepara relatórios de cálculo de redução de emissões. O engenheiro químico, que é o gerente do MDL, prepara e implementa programa de treinamento, checa a consistência dos resultados do relatório de cálculo de redução de emissões mensalmente, prepara o Relatório de Monitoramento, que é a 5ª etapa e está dentro do ciclo de verificação, e conduz a comunicação com a Entidade Operacional Designada Det Norske Veritas Climate Change Services AS (DNV), única empresa credenciada pela ONU a certificar os projetos de MDL com o objetivo de negociar créditos de carbono no Brasil, a qual validou o Projeto GEEA em 06 de março de A empresa possui créditos de carbono certificados pela DNV 6ª etapa, ciclo de verificação e emitidos pelo Conselho Executivo do MDL 7ª etapa, ciclo de verificação referentes ao período de agosto à dezembro de 2010, e está aguardando para vendê-los em período mais favorável, pois os créditos estão aproximadamente 10. As RCEs do período posterior à dezembro de 2010, na data da visita à empresa, estavam na etapa de monitoramento, onde aguardavam a avaliação da ONU. Estes créditos são provenientes das reduções de emissão dos gases de efeito estufa referentes ao metano que deixou de ser liberado pela biomassa durante sua decomposição caso fosse deixada em aterro, mais a parcela da energia que vai para a rede elétrica da distribuidora, e por isso passa a utilizar uma parte de energia provinda de uma fonte renovável. Além disso, como parte dos insumos utilizados na produção da energia são doados por terceiros, precisam ser transportados até a geradora, deste modo deve-se descontar a emissão de GEEs provenientes do transporte de casca de arroz que utiliza óleo diesel, um combustível fóssil. A figura 2 refere-se ao cálculo dos créditos de carbono. 8

9 Metano que seria gerado pela decomposição - (CO 2 emitido pela GEEA - CO 2 emitido pelo transporte) + parcela de energia colocada na rede elétrica comunitária Crédito de Carbono Figura 2: Cálculo dos Créditos de Carbono Sendo assim, os GEEs sequestrados da atmosfera pelo projeto de MDL da GEEA são responsáveis pela geração dos créditos de carbono, os quais são calculados de acordo com o que está demonstrado na figura anterior. Outro método de representar o cálculo do valor das emissões geradas no período do projeto está exposto na fórmula 1. ER = BE 1 + BE 2 PE 1 Fórmula 1: Cálculo do valor das emissões geradas no período. Fonte: Mitsubishi UFJ Morgan Stanlei, A fórmula acima faz parte do cálculo dos créditos de carbono, onde ER é o valor das emissões geradas no período, BE 1 são as emissões da queima de combustível fóssil nas termoelétricas da rede, BE 2 são as emissões evitadas de metano que ocorreriam no aterro de casca de arroz e PE 1 são as emissões do projeto relativas ao transporte da casca de arroz. A partir deste cálculo, as RCEs podem ser emitidas pelo Conselho Executivo do MDL, encerrando-se os ciclos do projeto. 5 CONCLUSÃO Por meio deste estudo, foi possível identificar e analisar os processos necessários para a elaboração de um projeto de MDL e geração de créditos de carbono em uma empresa que possui créditos de carbono validados e comparar com a teoria. Para isso, estudou-se o caso do Grupo Pilecco Nobre, que gera créditos de carbono por meio do projeto de MDL da Geradora de Energia Elétrica Alegrete (GEEA). No intuito de conhecer as etapas de elaboração de um projeto de MDL, levantou-se na literatura os processos necessários para o desenvolvimento de um projeto de MDL e geração dos créditos de carbono. Sendo que, foram levantadas 7 etapas para elaboração do MDL, divididas em dois ciclos: ciclo de submissão (elaboração do DCP validação aprovação submissão) e ciclo de verificação (monitoramento certificação emissão). Também, foram verificados na empresa pesquisada quais os processos necessários para a elaboração do projeto de MDL e geração dos créditos de carbono. Com a análise destas informações pode-se observar, na prática, que a GEEA cumpriu todas as etapas 9

10 relacionadas ao ciclo do MDL e geração dos créditos de carbono, dando credibilidade ao seu projeto. Além disso, foi estabelecido um comparativo entre a teoria e a prática quanto à elaboração de projetos de MDL, no qual foi apurado que a empresa realizou todos os processos necessários para o desenvolvimento de seu projeto de MDL e geração dos créditos de carbono em conformidade com o que foi levantado na literatura, porém encontrase um ponto no qual a teoria diverge da prática, e isso ocorre na 6ª etapa que é a verificação/certificação do MDL, na literatura o órgão responsável por esta etapa deve ser uma EOD diferente daquela que validou o Documento de Concepção do Projeto (DCP). No entanto, a EOD que certificou o projeto de MDL da GEEA é a Det Norske Veritas Climate Change Services AS (DNV), a mesma foi responsável pela validação do DCP. Conforme entrevista com os responsáveis pelo projeto, isso ocorreu devido à DNV ser a única EOD no Brasil credenciada pela ONU a certificar projetos de MDL para a geração dos créditos de carbono. REFERÊNCIAS BARBIERI, Karen Simões; RIBEIRO, Maisa de Souza. Mercado de créditos de carbono: aspectos comerciais e contábeis. In: CONGRESSO USP DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE, 7., 2007, São Paulo. Anais eletrônicos. São Paulo: USP, Disponível em: <http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos72007/68.pdf>. Acesso em: 07 abr BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Protocolo de quioto. Editado e traduzido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia com o apoio do Ministério das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil. Disponível em: <http://mudancasclimaticas.cptec.inpe.br/~rmclima/pdfs/protocolo_quioto.pdf>. Acesso em: 05 ago LIMIRO, Danielle. Créditos de carbono: protocolo de Kyoto e projetos MDL. 2.ed. Curitiba: Juruá, MITSUBISHI UFJ MORGAN STANLEY. Introdução aos projetos da GEEA. Tóquio. 04 ago transparências. MOZZER, Gustavo Barbosa; MAGALHÃES, Danielle de Araújo; SHELLARD, Sofia Nicoletti. Ciclo de submissão de projetos MDL e emissão de RCE. In: SOUZA, Rafael Pereira (org). Aquecimento global e créditos de carbono. São Paulo: Quartier Latin, p SEIFFERT, Mari Elizabete Bernardini. Mercado de carbono e protocolo de quioto: oportunidade de negócio na busca da sustentabilidade. São Paulo: Atlas,

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