Gestão e Tendências em Academias

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Gestão e Tendências em Academias"

Transcrição

1 Gestão e Tendências em Academias

2 Professor conteudista: Alexandre Saliba Sou graduado em Educação Física (2004) pela UniFMU Centro Universitário e pós-graduado em Administração e Marketing Esportivo (2007) pela Universidade Gama Filho. Iniciei minha carreira profissional em 1998, como auxiliar de professor em atividades aquáticas e, desde então, trabalhei em diversas empresas no mesmo ramo. Durante a graduação, liderei o projeto social Educação Física com Alegria e organizei diversos eventos esportivos. Em 2004, ingressei na Fórmula Academia, hoje chamada de Bodytech, também como professor de diversas modalidades aquáticas e, no mesmo ano, fui promovido ao cargo de assistente de coordenação. Posteriormente, recebi a promoção ao cargo de coordenador do departamento, função que ainda exerço. Sendo assim, absorvi conhecimentos na área de administração e gestão de pessoas que foram de suma importância para o meu desenvolvimento como gestor de uma academia. Em 2008, iniciei minha carreira acadêmica ministrando cursos de extensão para gestores de academias e profissionais interessados na área. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Universidade Paulista.

3 Prof. Dr. João Carlos Di Genio Reitor Prof. Fábio Romeu de Carvalho Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças Profa. Melânia Dalla Torre Vice-Reitora de Unidades Universitárias Prof. Dr. Yugo Okida Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez Vice-Reitora de Graduação Material Didático EaD Comissão editorial: Dra. Angélica L. Carlini (UNIP) Dr. Cid Santos Gesteira (UFBA) Dra. Divane Alves da Silva (UNIP) Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR) Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT) Dra. Valéria de Carvalho (UNIP) Unip Interativa EaD Profa. Elisabete Brihy Prof. Marcelo Souza Profa. Melissa Larrabure Apoio: Profa. Cláudia Regina Baptista EaD Profa. Betisa Malaman Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos Projeto gráfico: Prof. Alexandre Ponzetto Revisão: Alessandro de Paula

4

5 Sumário Gestão e Tendências em Academias APRESENTAÇÃO...7 Unidade I 1 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO O que é Administração e qual a sua importância? Habilidades do administrador Competências do administrador O QUE SÃO ORGANIZAÇÕES? Características básicas das organizações Tipos e funções das organizações EFICIÊNCIA E EFICÁCIA ORGANIZACIONAL TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO Teoria Clássica da Administração Teoria das Relações Humanas Teoria Neoclássica da Administração Centralização versus Descentralização Funções do administrador Estruturas organizacionais Departamentalização Teoria da Burocracia Vantagens e disfunções da burocracia Teoria Estruturalista Ambiente e estratégia organizacional Conflitos organizacionais Teoria Comportamental em Administração Teoria dos Sistemas em Administração Parâmetros dos sistemas Teoria da Contingência em Administração...35 Unidade II 5 RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAS Recrutamento de pessoas Seleção de pessoas Técnicas de seleção Processo de seleção de pessoas e avaliação dos resultados Avaliação do Desempenho Humano...44

6 7 REMUNERAÇÃO E PROGRAMAS DE INCENTIVO Remuneração Salários Programas de incentivo Treinamento Liderança GESTÃO DE ACADEMIAS Atividade física, saúde e qualidade de vida Análise do mercado de academias Histórico do mercado da Educação Física no Brasil Áreas de atuação do profissional de Educação Física como gestor A operação das academias O profissional de Educação Física como gestor de academias Atendimento Tendências e inovações como fator de competitividade... 61

7 APRESENTAÇÃO Caro aluno, com o constante crescimento do mercado de atividade física e, consequentemente, do mercado de academias, a demanda por profissionais de Educação Física atuando como gestores destas empresas aumentou consideravelmente ao longo dos últimos anos. Sendo assim, faz-se necessária a boa formação de profissionais deste ramo. Esta disciplina tem como principal objetivo fornecer a você informações sobre teorias e conceitos da Administração de empresas e da moderna gestão de pessoas que, agregados aos conhecimentos técnicos da área da atividade física e da visão mercadológica deste ramo de atuação, contribuirão para a sua formação como gestor de academia. 7

8

9 GESTÃO E TENDÊNCIAS EM ACADEMIAS Unidade I 1 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO As teorias administrativas, dentro da Teoria Geral da Administração (TGA), são um conjunto de normas que se completam, levando a administração para o dia a dia das pessoas e das organizações. Com isso, pretende-se alcançar máxima eficácia e eficiência, aumentando a produtividade e os lucros. No final do século XIX e início do século XX, constatou-se a importância da ciência da administração junto às demais ciências, aprofundando os estudos sobre este conjunto de conhecimentos. Tomando consciência da necessidade da administração em nosso cotidiano, podemos considerar que não há possibilidade de uma organização sobreviver sem os critérios desenvolvidos por esta ciência. Sempre precisamos exercitar o planejamento, a organização, a liderança, a execução e o controle. Chiavenato (2004, p. 12) diz que, De certo modo, todas as teorias administrativas são aplicáveis às situações atuais e o administrador precisa conhecê-las bem para ter à sua disposição um naipe de alternativas adequadas para a situação. 1.1 O que é Administração e qual a sua importância? A etimologia da palavra administração, para Chiavenato (2003), é latina: ad significa direção, tendência para, e minister significa subordinação ou obediência, ou seja, refere-se a quem realiza uma função sob o comando de outra ou presta serviço a outro. Outra possibilidade etimológica, também latina: administratìo, ónis, como consta no dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, significando ajuda, execução, gestão e direção. A partir de análises de estudos diversos, principalmente os de Fayol, um dos pioneiros do pensamento administrativo clássico, pode-se concluir que Administração é um termo relacionado aos atos de planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar o uso dos recursos, de forma que as organizações alcancem seus objetivos. Para Maximiano (2007), administrar está relacionado a um trabalho em que pessoas buscam a realização de objetivos próprios ou de terceiros (neste caso, os objetivos de organizações), tendo por finalidade atingir as metas definidas. As decisões que estão na base do ato de administrar são parte imprescindível dessas metas. Planejamento, organização, liderança, execução e controle são conceituados como decisões e/ou funções. Sem qualquer um destes elementos, o ato de administrar estaria incompleto. 9

10 Unidade I Levando em conta o crescimento populacional tão característico do século XX, as organizações foram se tornando mais complexas, na medida em que era necessário suprir as carências da população. Torna-se de suma importância a aplicação de novos conhecimentos administrativos, formulados com o intuito de combater uma concorrência mais ampla. Para tanto, foi necessário implementar produtos e serviços, ou seja, pois eram necessários custos mais baixos e qualidade superior. Com isso, a Administração passou a ter importância primordial para o sucesso das organizações contemporâneas, levando em consideração que a sociedade atual é totalmente organizacional. De acordo com Chiavenato (2003), a Tecnologia da Informação passou a ter domínio, produzindo grandes avanços tecnológicos e as organizações adotaram rapidamente essas técnicas, modernizando suas estruturas. A Administração, em ambientes organizacionais, tem como dever a aplicação e otimização dos recursos humanos e materiais que estão ao alcance, uma vez que os avanços e o desenvolvimento do conhecimento humano não são suficientes, sozinhos, para que as organizações alcancem seus objetivos. 1.2 Habilidades do administrador Algumas pessoas podem nascer e desenvolver habilidades próprias (habilidade nata), enquanto outras podem obtê-las de acordo com a necessidade e a motivação que terão ao longo de suas vidas (habilidade adquirida). Podemos definir habilidade como a capacidade técnica de realização de determinadas tarefas, desenvolvidas em termos teóricos ou práticos, ou seja, trata-se da capacidade humana de transformar conhecimentos teóricos em serviços bem desempenhados, a partir de ensinamentos postos em prática. Grande parte das profissões são exercidas graças à habilidade que resulta da mescla de conhecimento e experiência. A obtenção de um bom desempenho profissional se dá, para o administrador, por meio de três tipos de habilidade, de acordo com Katz (1995 apud CHIAVENATO, 2003). São estas: Habilidade técnica: Dá-se por meio da compreensão e domínio de um tipo específico de atividade. A tarefa é exercida com consciência de seus aspectos práticos, usando-se objetos físicos e concretos. Ou seja, a habilidade técnica existe quando se sabe utilizar os métodos e equipamentos necessários para que determinadas tarefas sejam realizadas. 10 Habilidade humana: Trata-se da aptidão para lidar e trabalhar com pessoas, obtendo ótimo desempenho para a organização por meio delas. Esta habilidade se refere à facilidade de comunicar, motivar, coordenar, liderar e resolver conflitos, assim como estabelecer o senso de cooperação dentro de uma equipe, encorajando todos os componentes deste grupo à interação e participação com competência.

11 GESTÃO E TENDÊNCIAS EM ACADEMIAS Habilidade conceitual: pressupõe maior conhecimento e visão mais ampla do conjunto e dos processos organizacionais, de forma a integrar todas as partes, no intuito de formar um grupo harmonioso. Naturalmente, trabalha com ideias, conceitos, teorias e abstrações e as principais ferramentas, ao se tratar de habilidade conceitual, são o pensamento e o raciocínio. Espera-se do administrador que ele possa diagnosticar situações e propor alternativas para que os problemas da organização sejam resolvidos. 1.3 Competências do administrador Chiavenato (2003) define competência como a qualidade de quem é capaz de analisar uma situação, apresentar soluções e resolver assuntos ou problemas. Mais que isso, o autor ainda afirma que um administrador, parar ser capaz de administrar plenamente uma organização, deve ter uma série de competências consideradas essenciais, como: 1) Executar tarefas que fazem parte de seu campo de atuação, levando em conta a dependência mútua na relação com outras funções. 2) Ser capaz de trabalhar em equipe, enriquecendo o ambiente e o processo de trabalho com informações e, assim, manter sua liderança. 3) Trabalhar de forma proativa (ou seja, participativamente) em todos os setores da organização. 4) Comunicar-se, negociar e manter relações de natureza profissional e interpessoal de modo positivo. O ambiente corporativo está sempre passando por grandes e constantes mudanças. No entanto, com o intuito de acompanhar tal cenário constantemente em mutação, as competências devem apresentar um caráter mais duradouro, devem ser mais bem fundamentadas, uma vez que se tratam do maior patrimônio pessoal de um administrador bem-sucedido. Para a manutenção de um alto desempenho, é necessário que o administrador desenvolva três competências essências: conhecimento, perspectiva e atitude. 2 O QUE SÃO ORGANIZAÇÕES? Segundo Maximiano (2005), organizações são sistemas de recursos que procuram realizar objetivos. Na sociedade em que vivemos, podemos observá-las atuando em diversos segmentos: saúde, educação, energia e segurança. Atualmente, quase tudo depende das organizações, já que elas fornecem meios para o atendimento de pessoas. Além disso, as organizações fornecem todas as formas de remuneração às pessoas, em retribuição ao serviço prestado. É por meio desses rendimentos que a população adquire bens e serviços que 11

12 Unidade I necessita. Portanto, as organizações devem ser muito bem administradas, para que possam atender adequadamente a todos. 2.1 Características básicas das organizações Os objetivos que levam à criação de uma organização podem ser diversos. É normal que organizações sejam criadas para obtenção de produtos e/ou serviços. Além disso, podem ou não ter em vista o lucro. Há algumas características básicas e comuns a todas as organizações: a) Cada elemento componente da organização, seja este humano ou material, deve estar ligado um ao outro em um ambiente de interdependência, de forma que as trocas entre si sejam constantes. b) Organizações e pessoas são diferentes entre si. Não há possibilidade de que existam duas iguais. c) Organizações podem durar meses, décadas ou séculos, assim como podem desaparecer a qualquer momento, pois não são, de forma alguma, sistemas perfeitos. 2.2 Tipos e funções das organizações A despeito de sua natureza econômica ou social as organizações existem com o objetivo de fornecer produtos ou serviços. Organizações de natureza econômica se encaixam no perfil específico de empresa e têm como finalidade o lucro, assumindo riscos e sendo dirigidas por uma filosofia voltada a negócios. Em contrapartida, organizações de natureza social têm como objetivo as ações comuns ou de utilidade pública, não havendo finalidade lucrativa em suas operações. Estas organizações se fundamentam na aceitação dos valores e normas sociais. Maximiano (2007) propõe a seguinte divisão de como as organizações são representadas: a) Organizações do Governo: são de natureza social e têm como objetivos a prestação de serviços às comunidades por elas atendidas. São mantidas por meio de arrecadação de impostos, taxas e contribuições e sua administração é de responsabilidade de um Governo. 12 b) Organizações empresariais: são de natureza econômica, tendo como objetivo o lucro, tanto na produção como na comercialização de bens e serviços. Podem ser classificadas a partir de parâmetros diversos como tamanho, natureza jurídica ou área de atuação. São criadas com recursos próprios dos proprietários, em forma de capital social e com recursos de terceiros fornecedores e credores em geral, por meio de empréstimos e financiamentos, tendo seu resultado dividido entre os sócios e havendo o cuidado de manter o restante como reserva de lucro para a empresa.

13 GESTÃO E TENDÊNCIAS EM ACADEMIAS c) Organizações do terceiro setor: são de natureza social e, nesta categoria, cabem as organizações de utilidade pública. Não têm fins lucrativos e são criadas por pessoas sem vínculos governamentais. São conhecidas como ONGs (Organizações Não Governamentais). Outra característica das organizações é o que chamamos de função ou tarefa. Se estas não forem devidamente executadas, as organizações não poderão funcionar adequadamente nem atingir seus objetivos. De acordo com Maximiano (2003), as principais funções organizacionais, coordenadas pela administração geral da empresa, são: a) Produção (operações): seu objetivo é a transformação de matéria-prima e outros insumos em produtos ou serviços, de forma que sejam supridas as necessidades dos clientes. Há três diferentes processos produtivos, que são: produção em massa e em grandes lotes; produção por processo contínuo e, enfim, produção unitária e em pequenos lotes. b) Marketing: trata-se da relação entre a organização e os clientes, que abrange todas as atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos, além de sua distribuição, preço e promoção via publicidade e propaganda. c) Pesquisa e desenvolvimento: o objetivo é transformar as informações originárias do departamento de marketing, as ideias de novos projetos e os avanços tecnocientíficos em produtos e serviços. d) Finanças: tem como objetivo o cuidado eficaz e a proteção dos recursos financeiros da organização, incluídos aí os investimentos, os financiamentos, o controle e o destino dos resultados. e) Recursos humanos: também chamada de gestão de pessoas, esta função consiste em cuidar de tudo o que é referente a pessoas, desde sua admissão na organização, passando por sua permanência, até a dispensa. Outras tarefas são o planejamento, recrutamento e seleção de pessoas para o trabalho, além do treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho, remuneração ou compensação, higiene, saúde, segurança, administração de pessoa e funções pós-emprego. 3 EFICIÊNCIA E EFICÁCIA ORGANIZACIONAL Eficiência e eficácia são termos usuais em Administração. Indicam o grau de desempenho de uma organização, no que diz respeito ao objetivo proposto. A eficácia está relacionada à realização dos objetivos propostos, enquanto a eficiência está relacionada à otimização dos recursos aplicados para melhor atingir esses objetivos, ou seja, a economia de recursos sem detrimento da produtividade e a qualidade dos produtos e serviços prestados para alcançar os objetivos propostos. Maximiano (2007) diz que, dependendo da forma como as organizações são administradas, podem se tornar eficientes e eficazes ou ineficientes e ineficazes, podendo as mesmas se tornar um problema em vez de uma solução. 13

14 Unidade I Nos dias atuais, a ciência da Administração faz amplo uso dos termos eficiência e eficácia nas organizações, porém, os conceitos nem sempre ficam muito claros. O fato é que ambas possuem significados diferentes, mas acabam se completando, quando utilizadas no contexto da Administração. Maximiano (2000, p. 115) trouxe à luz os seguintes conceitos de eficiência e de eficácia: eficiência realiza tarefas de maneira inteligente, com o mínimo de esforço e com o melhor aproveitamento possível dos recursos [...] eficácia é o conceito de desempenho que se relaciona com os objetivos e resultados. O mesmo autor ainda nos diz que ambos os termos são usados, de forma geral, como indicativos do desempenho de uma organização, de acordo com o que pensam e esperam os usuários e todos que mobilizaram recursos em função da organização. Mas para que de fato seja possível mensurar a eficácia em uma organização, é necessário que se use os termos em conjunto, que se conheça o ambiente no qual atuam suas necessidades, desafios e oportunidades. 4 TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO Conforme diz Maximiano (2007), teorias administrativas são conhecimentos organizados e produzidos pela experiência prática das organizações e são fundamentadas como um conjunto de afirmações e regras feitas para formatar o que se verifica como realidade. Cada uma das teorias existentes teve base em determinados estudos, buscando enfatizar ou evidenciar valores e relações econômicos, sociais e políticos vigentes no momento em que a teoria estava sendo criada. Por isso mesmo, cada uma delas possui abordagem diferenciada entre si. Naturalmente, algumas destas teorias têm base em princípios já listados em teorias anteriores, mas que não perdem a validade, uma vez que sempre são acrescidas novas ideias e novos conhecimentos são agregados. O mais importante é que o administrador tenha familiaridade com estas teorias, de forma que tenha autoridade para definir qual será a mais adequada à gestão de uma organização, nunca deixando de agregar mais conhecimentos. O século XX foi rico em termos de pensamento organizacional, legando a nós uma grande quantidade de teorias administrativas. Para Chiavenato (2003), as teorias que mais primordialmente contribuíram para que as organizações crescessem foram: a) Teoria Clássica da Administração (1916). b) Teoria das Relações Humanas (1932). c) Teoria Neoclássica da Administração (1954). 14 d) Teoria da Burocracia (1909).

15 GESTÃO E TENDÊNCIAS EM ACADEMIAS e) Teoria Estruturalista (1947). f) Teoria Comportamental (1957). g) Teoria dos Sistemas (1951). h) Teoria da Contingência (1972). Cada uma dessas teorias surgiu e foi desenvolvida com o objetivo de prover as organizações com adaptações necessárias, uma vez que a ciência da Administração, assim como a sociedade, em um sentido geral, está em constante mudança. 4.1 Teoria Clássica da Administração De acordo com Chiavenato (2003), a Teoria Clássica se fundamenta em outra teoria, denominada Administração Científica. Surge no cenário administrativo no princípio do século XX, mais precisamente no ano de 1903, decorrente das inovações promovidas pela Revolução Industrial, como o crescimento acelerado e desorganizado das empresas e a necessidade de aumentar a produção de bens, de modo a reduzir a imprevisão, melhorar a eficiência e aumentar a competitividade. Sendo assim, é neste período que se inicia o processo de produção em massa, sobretudo nos EUA, com o domínio dos monopólios. A partir de tamanho crescimento e das muitas novidades nos contextos social e organizacional, o número de assalariados cresceu em demasia, tornando-se primordial impedir o desperdício de insumos, além de programar a economia da mão de obra. Consequentemente, segundo Chiavenato (2003), Surge a divisão do trabalho, são fixados os padrões de produção, descritos os cargos, determinadas as funções, estudados os métodos e normas de trabalho, criando assim, condições econômicas e técnicas para o surgimento do taylorismo e fordismo nos Estados Unidos e do fayolismo na Europa. Os estudos que serviram de base à Teoria Clássica eram tidos como inovadores para aquele momento e confirmavam a necessidade real de uma sociedade que passava por um processo de industrialização repentino e avassalador, em nível mundial. As mudanças, fossem elas boas ou ruins, tinham de acontecer. E, como tinha de ser, marcaram época e as consequências foram inesperadas. Esta teoria tem sua ênfase na estrutura organizacional que, segundo Chiavenato (2003), tem este nome em função do período anterior no qual tudo o que dizia respeito à Administração era bastante empírico ao seu surgimento, e também em função da aplicação de métodos científicos na resolução de problemas administrativos, com o intuito de aumentar a eficiência nas indústrias. 15

16 Unidade I As preocupações dos idealizadores da Teoria Clássica diziam respeito às técnicas, métodos e rotinas de execução de tarefas, além da racionalização do trabalho operário, por meio do Estudo de Tempos e Movimentos, realizado em função da necessidade de definir os valores salariais. Desta forma, a abordagem das organizações era prescritiva, normativa e formal, sendo que a gerência ou a supervisão determinava, no que tange às funções, o papel do empregado no tempo em que ele estivesse dentro da empresa. Portanto, e de acordo com Chiavenato (2003), o conceito de organização, na Teoria Clássica, é uma estrutura formal, como um conjunto de órgãos, cargos e tarefas, além do estabelecimento de padrões operacionais e treinamento de operários. Os principais representantes desta teoria são: Frederick Winslow Taylor Nasceu na Filadélfia (EUA) e teve uma educação rígida por parte da família. Tendo sido educado com forte disciplina e devoção ao trabalho. Foi operário, no princípio da carreira, e aos poucos foi ocupando cargos de maior responsabilidade, até chegar ao cargo de engenheiro. É considerado o criador da Teoria da Administração Científica. Taylor se dedicou ao estudo do problema da produção. O sistema de pagamento nas fábricas, então, era feito por peça ou tarefa. Os patrões tentavam ganhar o máximo, quando fixavam o valor de uma tafera, enquanto os operários reduziam o ritmo de produção, com a finalidade de compensar o pagamento insuficiente que os patrões determinavam. Era necessário buscar uma solução que satisfizesse tanto patrões quanto empregados. Com seu trabalho A Piece-Rate System, apresentado em 1895, Taylor propunha uma análise do tempo que um trabalhador levava para fazer seu trabalho, em nível de excelência, de forma que completasse sua tarefa e assegurasse uma remuneração mais justa, isto inserido em um sistema de pagamento por peça. Portanto, este trabalho tornou-se a base da Administração Científica. De acordo com Maximiano (2007), Taylor posteriormente rebatizou seu trabalho como Estudo Sistemático e Científico do Tempo. As tarefas eram divididas em seus elementos básicos e, com a colaboração dos trabalhadores, eram cronometradas e registradas. Fazia parte do processo também a seleção de trabalhadores e o pagamento por meio de incentivos, o que permitia o controle de todos os aspectos da produção e a sua padronização. Taylor defendeu e destacou os seguintes princípios: Seleção científica do trabalhador: implica tarefas compatíveis com o perfil do trabalhador e carga considerável de treinamento. Tempo-padrão: o trabalhador deve atingir, no mínimo, a produção-padrão exigida pela empresa. 16 Plano de incentivo salarial: a empresa oferece remuneração proporcional relativa ao número de peças produzidas.

17 GESTÃO E TENDÊNCIAS EM ACADEMIAS Trabalho em conjunto: conciliação dos interesses de funcionários e administração (respectivamente, altos salários e baixo custo de produção). Gerentes planejam, operários executam: o planejamento daquilo que o operário deve executar é de responsabilidade da gerência. Divisão do trabalho: subdivisão de tarefas em um grande número de subtarefas. Supervisão: idealmente funcional e especializada. Em cada área de uma empresa é necessário um supervisor. Ênfase na eficiência: modo único de executar uma tarefa (tempos e movimentos). Foram muitos os autores e pesquisadores influenciados por Taylor, que defenderam, seguiram e implementaram suas ideias. A seguir, destacaremos dois deles: Henry Ford Lançou alguns princípios que agilizaram a produção, diminuindo custos e tempo de fabricação, padronizando a linha de montagem e o equipamento utilizado, fazendo a economia e a redução dos estoques e agilizando a produção. Foi um dos responsáveis pelo avanço empresarial das organizações. Henri Fayol Um dos fundadores da Teoria Clássica. Em 1916, em seu livro Administração geral e industrial, trouxe ao mundo ideias a respeito de uma administração de alto nível, em que seria exigido o conhecimento gerencial de quem tomasse o papel de comando. Chiavenato (2003) aponta que, neste livro, Fayol apresenta seis funções que considera básicas e essenciais às empresas: Função técnica, relacionada à produção de bens ou serviços da empresa. Função comercial, que implica compra, venda e troca de bens em função do funcionamento da empresa. Função financeira, relativa à procura e gerenciamento de capitais. Função de segurança, responsável pela proteção e preservação de bens. Função contábil, que se relaciona a inventários, registros, balanços, custos e estatísticas. Função administrativa, cujo escopo é coordenação e comando das outras cinco funções. Portanto, constitui-se a mais importante. 17

18 Unidade I Maximiano (2003) diz que Fayol definiu os cinco atos ou funções administrativas como componentes do ato de administrar. Estes atos necessitam uma sequência lógica, pois o trabalho do dirigente consiste na tomada de decisões, no estabelecimento de metas, na definição de diretrizes e na atribuição de responsabilidades aos funcionários da organização. Deste modo, planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar são atos que fazem parte de sua função, exclusivamente. Outra proposta de Fayol é a separação entre as funções administrativas e as funções operacionais, pois os dirigentes estavam acostumados a negligenciar os aspectos administrativos, em função dos detalhes da produção em geral. Sendo assim, este tipo de dirigente era visto por Fayol como incompetentes, uma vez que pensavam e agiam como especialistas e não eram capazes de suas responsabilidades de administrar o todo, ou seja, a organização, de forma adequada. Fayol considerava que, assim como as demais ciências, a Administração deveria ter base em leis ou princípios. Por isso, definiu os Princípios Gerais da Administração, que são: a) Divisão do trabalho: especialização das tarefas e das pessoas, de forma que haja um aumento de eficiência. b) Autoridade e responsabilidade: autoridade é definida como o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência, enquanto responsabilidade é a contrapartida. É necessário que haja equilíbrio entre autoridade e responsabilidade. c) Disciplina: é necessário que as normas de conduta e de trabalho, como obediência, comportamento e respeito, estejam bem estabelecidas. d) Unidade de comando: o princípio de autoridade única se refere a cada funcionário receber ordens apenas de um superior único. e) Unidade de direção: para que um grupo de atividades mantenha o mesmo objetivo, é necessário que haja um controle unido para que um plano seja aplicado a este grupo. f) Prevalência de interesses gerais: interesses gerais devem sempre estar acima dos interesses individuais. g) Remuneração: deve ser satisfatória para os funcionários e para a organização, em termos de retribuição, rendendo assim eficiência em relação às operações da empresa. h) Centralização: deve haver centralização no que diz respeito às atividades vitais de uma organização e à autoridade para a sua adoção. i) Hierarquia (cadeia escolar): deve-se priorizar a estrutura hierárquica (dos níveis mais altos aos mais baixos da organização). 18

19 GESTÃO E TENDÊNCIAS EM ACADEMIAS j) Ordem: é necessário primar pela ordem na empresa, preservando cada pessoa e objeto em seu lugar. k) Equidade: o administrador deve ser benevolente e justo, no que diz respeito aos funcionários, sem deixar de ser rigoroso quando necessário, para que justifique a lealdade e a devoção dos funcionários à empresa. l) Estabilidade dos funcionários: é de suma importância cuidar para que a rotatividade não seja excessiva, pois isto é prejudicial em termos de eficiência e desempenho dos trabalhadores. m) Iniciativa: relaciona-se ao estabelecimento de um plano, de forma a assegurar seu cumprimento e sucesso. n) Espírito de equipe: o trabalho em conjunto deve ser facilitado pela união entre as equipes e gerar consciência de classes, para melhor defesa de seus propósitos. Os críticos da Teoria Clássica enxergam a organização como um meio fechado, ou seja, que não mantém relações com o meio em que se encontrava, gerando assim, a alienação dos funcionários. Seus princípios eram vistos, pelos críticos da Teoria Clássica, como mecanismos de exploração dos trabalhadores, pois concedia pleno poder de comando aos chefes. Seja como for, a Teoria Clássica, sobretudo no que diz respeito ao aspecto estrutural, trouxe inúmeros conhecimentos que foram aproveitados em teorias posteriormente desenvolvidas. As ideias de Taylor e Fayol representaram um salto importante na forma de lidar com o papel do trabalhador no processo de produção e diversos pontos desta teoria seguem atuais, de forma que são validados e aplicados ao processo produtivo contemporâneo por inúmeras empresas. 4.2 Teoria das Relações Humanas Com o desenvolvimento da Administração Científica, houve acusações no sentido de que ela massificava e mecanizava o trabalho do homem nas empresas de todos os países industrializados. Em vista disso, de acordo com Chiavenato (2003), a Academia Nacional de Ciências dos EUA, em 1924, realizou uma pesquisa de verificação da correlação entre produtividade e iluminação no local de trabalho, de acordo com os princípios da Administração Científica. A experiência ocorreu na fábrica de Hawthorne da Western Eletric Company, que fica em Chicago, sendo coordenada pelo filósofo, médico e cientista social australiano, radicado nos EUA, George Elton Mayo ( ). Ele era, também, professor e diretor do Centro de Pesquisas Sociais da Harvard School of Business Administration. Os principais aspectos esmiuçados na pesquisa foram: a fadiga humana, os acidentes de trabalho, a alta rotatividade de pessoal e os efeitos das condições de trabalho sobre a produtividade dos funcionários. A pesquisa durou até 1932, pois foi constatado que os resultados variavam com certa constância, em função de aspectos de natureza psicológica, o que foi considerado estranho porém, não comprovado cientificamente. 19

20 Unidade I 20 Levando em conta o longo período da pesquisa, houve um planejamento para que ela fosse realizada em quatro fases. Foi claramente comprovado que a correlação pretendida não existia, porque houve sobreposição do fator psicológico ao fator fisiológico. Por isso, os pesquisadores passaram a se fixar no estudo das relações humanas, de acordo com o que diz Chiavenato (2003), que ainda diz que a experiência de Hawthorne foi suspensa em 1932, por motivos financeiros. Ainda assim, não se pode negar sua influência na área da Administração, chegando a abalar os princípios básicos da Teoria Clássica, dominante naquele contexto. É justamente a experiência de Hawthone que vai delinear os princípios básicos da Teoria das Relações Humanas. Para Chiavenato (2003), sobre esta teoria é importante ressaltar que: 1) Não é a capacidade física do empregado que determina o nível de produção, mas sim as normas sociais e as expectativas do grupo ao qual o operário pertence. Neste caso, o trabalhador socialmente desajustado terá baixa eficiência, visto que os aspectos sociais, psicológicos e emocionais contam mais que os técnicos. Conclui-se então que, quanto maior a interatividade em grupo, há mais disposição para produzir. 2) Dentro de um grupo, os trabalhadores jamais agem como indivíduos isolados, pois seu comportamento social se apioa totalmente neste grupo. Desvios, por parte de um indivíduo, das normas grupais acabam sofrendo punições sociais ou morais por parte dos outros membros, de forma que esse indivíduo se ajuste aos padrões impostos. 3) O comportamento dos trabalhadores é condicionado pelas normas e padrões sociais, de forma que aqueles que produziram acima ou abaixo da norma socialmente determinada acabam por perder o respeito e a consideração dos demais. Trabalhadores preferem produzir menos e ganhar menos do que arriscar suas boas relações com o grupo. 4) A empresa passa a ser vista como organização social que comporta diversos grupos sociais informais. Estes grupos se confrontam a organização da empresa como um todo. Os participantes destes grupos sociais inseridos na organização mantêm-se em constante interação social. 5) A especialização de tarefas, na época, não foi o melhor modelo para implementar a produção. Essa divisão de trabalho acabava por levar os operários a trocar de posições para variar e evitar a monotonia o que era contrário às ordens recebidas. Tais trocas não favoreciam a produção, mas elevavam o ânimo dos grupos. Por isso, a ênfase desta teoria no aspecto emocional: nestas relações, não há planejamento, há um elemento irracional típico do comportamento humano. 6) Na Teoria das Relações Humanas, a concepção de homem social surge do fato de que a motivação econômica está em segundo plano no que diz respeito à determinação do rendimento do trabalhador. Mais importantes são o reconhecimento do trabalho, a aprovação e participação na sociedade. George Elton Mayo é visto como o principal representante da Teoria das Relações Humanas, tendo publicado três livros cujos temas eram os problemas humanos, sociais e políticos surgidos com a industrialização e o

21 GESTÃO E TENDÊNCIAS EM ACADEMIAS crescimento tecnológico. Além disso, é considerado o precursor da abordagem humanística em função da pesquisa que tornou possível a fundamentação do estudo das relações humanas. Assim como acontece às demais teorias, a Teoria das Relações Humanas também sofreu severas críticas em diversos aspectos. Entre elas, estão: Negação do conflito entre empresas e trabalhadores. Restrição de variáveis analisadas. Concepções utópicas do trabalhador (o operário feliz e integrado ao trabalho, que nem sempre existe). Ênfase excessiva nos grupos informais (a integração grupal foi supervalorizada). Espionagem disfarçada (espionar as ideias e insatisfações dos trabalhadores para inteirar-se dos movimentos trabalhistas reivindicatórios e ausência de novos critérios de gestão, só indicando, de forma mais prática, o que deve ou não ser feito). A despeito das críticas, aspectos da Teoria das Relações Humanas começaram a ser analisados com mais seriedade, passando a serem considerados dentro de um contexto organizacional. Podemos destacar, entre estes aspectos, o processo constante de análise de fatores que motivam o trabalho, o estímulo a um comportamento que favorecem às mudanças impostas pelo ambiente, além da iniciativa dos funcionários para que fosse atingida uma boa produção. Qualquer gestor que deseje ter uma visão ampla do universo administrativo deve considerar os experimentos que levaram à formação da teoria. 4.3 Teoria Neoclássica da Administração Segundo Chiavenato (2003), o período imediatamente após a Segunda Guerra Mundial e a década de 1950 trouxe uma série de mudanças econômicas e sociais que impulsionaram o segmento industrial. Foi durante este período que as organizações passaram por modificações significativas. Houve o surgimento da televisão, do motor a jato e o avanço das telecomunicações, tudo influenciando enormemente o mundo organizacional, de forma que a ciência administrativa, naturalmente, sentiu a repercussão de tudo o que estava ocorrendo e, após as inovações propostas das ciências sociais, foram verificadas mudanças no ambiente ao redor. Portanto, os postulados clássicos, ainda que pudesse servir de parâmetro, já não eram suficientes. Havia uma urgência de revisar as teorias administrativas existentes e adequá-las de forma que a Administração se adaptasse aos novos tempos, costumes e necessidades. É neste cenário que surgiu, então, a abordagem neoclássica. De acordo com os especialistas da área de Administração, trata-se de uma readequação da Teoria Clássica que se molda aos problemas administrativos e que se atualiza em relação às organizações surgidas no decorrer dos tempos e do desenvolvimento industrial. 21

22 Unidade I 22 A base da abordagem neoclássica, segundo Chiaventato (2003), é a ideia de que a Administração é um processo operacional composto por funções de planejamento, organização, direção e controle. Logo, porque envolve esta série de situações organizacionais, tem de ter base em princípios que possibilitem a visualização de soluções administrativas. Tais princípios devem ser universais, assim como, a exemplo de outras ciências, devem ser logicamente verdadeiros, pelo fato de que serão colocados à prova, de acordo com as alterações que ocorrerem no meio ambiente. Primeiramente, é necessária, nesta abordagem, a identificação das funções administrativas. Partindo disso, é possível extrair os princípios fundamentais da Administração: uma abordagem normativa e prescritiva, de caráter misto, com aspectos formais e informais. O estabelecimento dos aspectos informais se dá pela inter-relação entre os membros quem formam uma organização, mas não pela organização em si. São as relações naturais, espontâneas, surgidas da formação dos grupos e benéficas à organização, uma vez que a comunicação ocorre de forma mais rápida. Por outro lado, os aspectos formais se caracterizam pelos cargos, funções e relações hierárquicas, sendo determinados pela organização em um todo. De acordo com Chiavenato (2003), as características marcantes da Teoria Neoclássica são as seguintes: a) Destaque para a prática da Administração: busca da manutenção do foco em aspectos práticos administrativos e suas considerações, por meio de resultados concretos e palpáveis. Para tanto, faz-se uso de ações puramente administrativas e seu instrumental. b) Reafirmação relativa dos aspectos clássicos: como reação à grande e cada vez mais crescente influência da ciência sócio-comportamental, além de uma contraposição aos aspectos estruturais administrativos e econômicos que envolviam as organizações, gerando uma nova base à Teoria Clássica e modernizando-a, dando-lhe uma visão mais ampla e flexível. c) Destaque para os princípios gerais de administração: retomada das leis científicas da Teoria Clássica. Porém, com critérios mais maleáveis estabelecidos pela Teoria Neoclássica, para a busca de soluções administrativas. d) Destaque para os objetivos e os resultados: uma organização deve ser dimensionada, estruturada e orientada por meio de objetivos e resultados, de forma que assim possa ser avaliado o seu desempenho. É a Teoria Neoclássica que gera o conceito de Administração por Objetivos. e) Ecletismo da Teoria Neoclássica: os autores neoclássicos fundiram aspectos de outras teorias administrativas e assim misturaram várias doutrinas administrativas, mesclando a teoria com o perfil e formação do administrador do século passado Centralização versus Descentralização A Teoria Clássica remodelada e modernizada é o que chamamos de Teoria Neoclássica. De acordo com Chiavenato (2003), há uma dualidade que está em seu cerne, que diz respeito à

23 GESTÃO E TENDÊNCIAS EM ACADEMIAS autoridade: centralização (organização linear) de Fayol versus descentralização defendida por Taylor. Portanto, foi natural que houvesse uma ampla discussão a respeito desses temas, na construção da Teoria Neoclássica, reportando-se ao nível de hierarquia organizacional, onde as decisões são tomadas. Centralização configura que a autoridade do gestor, na tomada de decisões, está no topo da organização, dando ênfase a relações escalares, ou seja, estabelecendo uma cadeia de comando. Descentralização implica a necessidade de a autoridade, para tomar ou iniciar uma ação, estar delegada tão próxima quanto possível, fazendo com que as decisões sejam divididas entre níveis mais baixos da organização Funções do administrador A Teoria Neoclássica presume as mesmas funções para um administrador que foram definidas por Fayol, em sua época: planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar. No entanto, há diferenciações e atualizações no que diz respeito aos elementos administrativos propostos por ele. Geralmente os autores e estudiosos estão de acordo com estas quatro funções básicas que, revisitadas e atualizadas, constituem um processo, um ciclo administrativo. À medida que se repete o ciclo, é gerada uma correção contínua e um ajuste dessas funções. Vejamos como Chiavenato (2003) define estas funções, de acordo com a Teoria Neoclássica: a) Planejamento: é a função que é a base para todos os setores de uma organização, pois determina com antecipação os objetivos a serem atingidos e como devem ser atingidos. Há três categorias distintas de planejamento: o estratégico, que abrange toda a organização; o tático, abrangendo cada departamento; e o operacional, que abrange tarefas ou atividades específicas. b) Organização: assume vários significados como, por exemplo, entidade social (constituída por pessoas, regida por princípios e projetada para o alcance dos resultados, sendo lucrativa ou não, formal ou não). Há três níveis em que uma organização pode ser estruturada: 1) Organização no nível global: a empresa como um todo. 2) Organização no nível departamental: a empresa levando em conta cada departamento. 3) Organização no nível das tarefas e operações: a empresa levando em conta cada tarefa ou operação. c) Direção: tem como principal atribuição acionar e tornar a empresa dinâmica. Relaciona-se com o departamento de recursos humanos e refere-se às relações interpessoais dos administradores e seus subordinados. Interpreta o que é definido no planejamento para os subordinados e dá instruções de execução de tarefas. Atua nos níveis global, departamental e operacional. 23

24 Unidade I d) Controle: são quatro as fases em que a função de controle é dividida: estabelecimento de padrões/ critérios; observação do desempenho; comparação do desempenho com padrões preestabelecidos; e, finalmente, ações corretivas. Também pode assumir diversos significados: 1) Função restritiva e coercitiva: limita desvios ou comportamentos indesejáveis. É um controle em nível social. 2) Sistema automático de regulação: em indústrias cujos produtos estão em contínuo processamento, mantém um ritmo constante de funcionamento do sistema. 3) Função administrativa: controle como parte do processo administrativo. Deve haver uma interação dinâmica entre as funções, de forma que haja uma eficiência total para a organização. Quando estas funções se completam, são um fator decisivo para o funcionamento positivo da organização, tornando-a completamente ativa. Interligadas e interdependentes, as funções dinamizam o processo administrativo positivamente Estruturas organizacionais Herança dos autores clássicos, a Teoria Neoclássica é caracterizada pela formação das organizações que são compostas de camadas hierárquicas ou níveis funcionais que são representados em um organograma, enfatizando funções e tarefas. De acordo com Chiavenato (2003), a estrutura organizacional é um meio de que se serve a organização para atingir eficientemente seus objetivos. Um organograma é a disposição gráfica da hierarquia dos departamentos, das pessoas e seus respectivos cargos. Algumas características importantes para a estruturação, organização e sucesso de um organograma são: leitura facilitada para garantir a boa compreensão de todos os componentes; utilização como instrumento de trabalho; flexibilidade. Existem basicamente dois tipos de organogramas. São eles: a) Clássico ou Vertical: modelo que permite simplificar a visualização, deixando claros os níveis de hierarquia da empresa. É comum ser encontrado em organizações tradicionais. Diretor Gerente Supervisor Figura 1 Modelo de organograma clássico. 24 b) Horizontal: este modelo demonstra que as pessoas que ocupam os cargos mais altos da empresa estão mais próximas das pessoas que estão nos níveis considerados operacionais, também

25 GESTÃO E TENDÊNCIAS EM ACADEMIAS chamados linha de frente. É representado da esquerda para a direita e a quantidade de chefes para cada funcionário é menor do que na visão clássica. Diretor Gerente Supervisor Figura 2 Modelo de organograma horizontal Departamentalização Departamentalização é o processo pelo qual a empresa cria, a partir do seu crescimento e da especialização do trabalho a ser feito, departamentos ou divisões, também chamados de seção ou setor, dependendo do tipo da empresa. (CHIAVENATO, 2003) O processo de departamentalização teve início com a especialização das organizações, que poderia tanto ser vertical (grande número de níveis hierárquicos) como horizontal (mais órgãos contidos no mesmo nível hierárquico). Para Chiavenato (2003), estes são os principais tipos de especialização: por funções; por produtos ou serviços; por localização geográfica; por clientes; por fases do processo; por projetos. O ato de departamentalizar é tido como fundamental nas organizações atuais. Mesmo com os avanços no universo de Administração, o modelo organizacional não foi substituído. O auge da Teoria Neoclássica ocorreu entre as décadas de 1960 e 1970, porque o mundo dos negócios não era mais tão estável como no início de século XX. As soluções apresentadas por essa teoria se adequaram enquanto as empresas eram mais formais. Conceitos como a organização linha-staff e a criação de comissões são atualmente bastante utilizadas ainda, contudo com algumas inovações (comissões = equipes multifuncionais). (CHIAVENATO, 2003). O principal representante dos teóricos neoclássicos da Administração foi Peter Ferdinand Drucker, conhecido e respeitado em todo o mundo, pelo conjunto de sua obra. Em 1954, idealizou o conceito de Administração por Objetivos (APO), tendo publicado, no decorrer de sua carreira, inúmeros livros a respeito da teoria. 25

26 Unidade I 4.4 Teoria da Burocracia Havia muitas críticas a respeito da Teoria Clássica e da Teoria das Relações Humanas, no plano de que a primeira era muito mecanicista, e a segunda era muito sociológica e utópica. Para suprir estas críticas surgiu, na década de 1940, a Teoria da Burocracia. De acordo com Chiavenato (2003), foi por meio da descoberta dos estudos do sociólogo e economista alemão Max Weber, autor da Sociologia da Burocracia, que a Administração se apropriou dos conceitos weberianos, adaptando-os ao universo administrativo. Isso foi proporcionado pelas falhas práticas das teorias Clássica e das Relações Humanas, além da necessidade de um modelo mais racional de organização, do crescimento desordenado e da complexidade das empresas, surgindo assim a Teoria da Burocracia. Nesta teoria, o modelo é formal e burocrático, apresentando um sistema social como conjunto de funções oficializadas. As organizações que se baseiam em regulamentos e criam direitos e obrigações são marcadas pela burocracia, que é considerada um estágio na evolução das organizações, de forma que a sociedade organizacional atual é enormemente burocratizada. As organizações burocratizadas possuem três características que as distinguem dos grupos informais ou primários: formalidade (sistema de normas com autoridade definida pela lei); impessoalidade (nenhuma pessoa é subserviente à outra e a obediência é devida aos cargos); profissionalismo (significa que a burocracia é formada por funcionários com uma carreira profissional e meios de subsistência para os mesmos). (MAXIMIANO, 2007) Não há somente um modelo de burocracia, no que diz respeito à abordagem burocrática, mas vários graus de burocratização, o que promove a diversificação estrutural em empresas que seguem este modelo de organizações Vantagens e disfunções da burocracia A burocracia é popularmente entendida como um entrave às organizações e quando as soluções demoram a aparecer, diz-se que é culpa da burocracia, mas na verdade, é para ser exatamente o contrário. A burocracia é a organização eficiente por excelência. A abordagem burocrática tem caráter descritivo e explicativo. (CHIAVENATO, 2003) Para Weber (1947) apud Chiavenato (2003), a burocratização das empresas trazem diversas vantagens, que são: Racionalidade dos objetivos. 26 Precisão na definição do cargo e na operação.

Teorias da Administração

Teorias da Administração Teorias da Administração Cronologia das teorias da administração 1903 Administração Científica 1903 Teoria Geral da Administração 1909 Teoria da Burocracia 1916 Teoria Clássica da Administração 1932 Teoria

Leia mais

USP/EACH Gestão Ambiental ACH 113 Princípios de Administração. 2/2012. Profa. Dra. Sylmara Gonçalves Dias

USP/EACH Gestão Ambiental ACH 113 Princípios de Administração. 2/2012. Profa. Dra. Sylmara Gonçalves Dias USP/EACH Gestão Ambiental ACH 113 Princípios de Administração 2/2012. Profa. Dra. Sylmara Gonçalves Dias Evolução da Administração e as Escolas Clássicas Anteriormente XVIII XIX 1895-1911 1916 1930 Tempo

Leia mais

TGA TEORIAS DAS ORGANIZAÇÕES FUPAC - FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS. Profº Cláudio de Almeida Fernandes, D.Sc

TGA TEORIAS DAS ORGANIZAÇÕES FUPAC - FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS. Profº Cláudio de Almeida Fernandes, D.Sc FUPAC - FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS FACULDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE UBERLÂNDIA TGA TEORIAS DAS ORGANIZAÇÕES Profº Cláudio de Almeida Fernandes, D.Sc Ph.D in Business Administration Doutorado

Leia mais

Administração Pública

Administração Pública Administração Pública Sumário Aula 1- Características básicas das organizações formais modernas: tipos de estrutura organizacional, natureza, finalidades e critérios de departamentalização. Aula 2- Processo

Leia mais

Introdução à Teoria Geral da Administração

Introdução à Teoria Geral da Administração à Teoria Geral da Administração Disciplina: Modelo de Gestão Página: 1 Aula: 01 Página: 2 O mundo em que vivemos é uma sociedade institucionalizada e composta por organizações. Todas as atividades relacionadas

Leia mais

Teorias e Modelos de Gestão

Teorias e Modelos de Gestão Teorias e Modelos de Gestão Objetivo Apresentar a evolução das teorias e modelo de gestão a partir das dimensões econômicas, filosóficas, pol Iticas, sociológicas, antropológicas, psicológicas que se fazem

Leia mais

G P - AMPLITUDE DE CONTROLE E NÍVEIS HIERÁRQUICOS

G P - AMPLITUDE DE CONTROLE E NÍVEIS HIERÁRQUICOS G P - AMPLITUDE DE CONTROLE E NÍVEIS HIERÁRQUICOS Amplitude de Controle Conceito Também denominada amplitude administrativa ou ainda amplitude de supervisão, refere-se ao número de subordinados que um

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR. Prof. Bento

ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR. Prof. Bento ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR Prof. Bento QUESTÕES Doc. # 1 Revisão Indique se é Verdadeira ou Falsa a seguinte afirmação UMA TEORIA É UMA EXPLICAÇÃO LÓGICA OU ABSTRACTA DE UM PROBLEMA OU CONJUNTO DE

Leia mais

Módulo 11 Socialização organizacional

Módulo 11 Socialização organizacional Módulo 11 Socialização organizacional O subsistema de aplicação de recursos humanos está relacionado ao desempenho eficaz das pessoas na execução de suas atividades e, por conseguinte, na contribuição

Leia mais

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues.

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Ao longo da historia da Administração, desde seus primórdios, a partir dos trabalhos de Taylor e Fayol, muito se pensou em termos

Leia mais

Evolução do Pensamento

Evolução do Pensamento Unidade I Evolução do Pensamento Administrativo Prof. José Benedito Regina Conteúdo da disciplina EPA Parte 1 - Conceitos gerais da administração Parte 2 - Evolução histórica: Abordagens administrativas

Leia mais

Capítulo 1 Abordagem da localização da Gestão de Pessoas na estrutura organizacional da empresa

Capítulo 1 Abordagem da localização da Gestão de Pessoas na estrutura organizacional da empresa Capítulo 1 Abordagem da localização da Gestão de Pessoas na estrutura organizacional da empresa - Abordagem da localização da Gestão de Pessoas na estrutura organizacional da empresa A teoria clássica

Leia mais

Introdução às teorias organizacionais.

Introdução às teorias organizacionais. Curso: Teologia Prof. Geoval Jacinto da Silva. Introdução às teorias organizacionais. Boas vindas Apresentação. Iniciamos hoje, com o Tema: Introdução às teorias organizacionais. Portanto, espero contar

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA. drivanmelo@yahoo.com.br

FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA. drivanmelo@yahoo.com.br FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA drivanmelo@yahoo.com.br ADMINISTRAÇÃO AD Prefixo latino = Junto de AD MINISTRAÇÃO MINISTER Radical = Obediência, Subordinação Significa aquele que realiza uma função

Leia mais

Introdução à Administração. Prof. Adilson Mendes Ricardo Novembro de 2012

Introdução à Administração. Prof. Adilson Mendes Ricardo Novembro de 2012 Novembro de 2012 Aula baseada no livro Teoria Geral da Administração Idalberto Chiavenato 7ª edição Editora Campus - 2004 Nova ênfase Administração científica tarefas Teoria clássica estrutura organizacional

Leia mais

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO

2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2 SIGNIFICADO DA ADMINISTRAÇÃO 2.1 IMPORTÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO Um ponto muito importante na administração é a sua fina relação com objetivos, decisões e recursos, como é ilustrado na Figura 2.1. Conforme

Leia mais

A FUNÇÃO CONTROLE. Orientação do controle

A FUNÇÃO CONTROLE. Orientação do controle A FUNÇÃO CONTROLE O controle é a ultima função da administração a ser analisadas e diz respeito aos esforços exercidos para gerar e usar informações relativas a execução das atividades nas organizações

Leia mais

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES AVALIAÇÃO DE COLABORADORES RESUMO A preocupação com o desempenho dos colaboradores é um dos fatores que faz parte do dia-a-dia da nossa empresas. A avaliação de desempenho está se tornando parte atuante

Leia mais

Administração em Enfermagem Teorias da Administração - Aula 3

Administração em Enfermagem Teorias da Administração - Aula 3 Administração em Enfermagem Teorias da Administração - Aula 3 Teorias da Administração Aula 3 Teoria Científica Taylorismo (Continuação) Taylor observou que, ao realizar a divisão de tarefas, os operários

Leia mais

FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO. Prof.: Daniela Pedroso Campos

FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO. Prof.: Daniela Pedroso Campos FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO Prof.: Daniela Pedroso Campos Objetivo Geral: Compreender o que é Administração, o que os administradores fazem e quais os princípios, as técnicas e as ferramentas que direcionam

Leia mais

20/04/2009. Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores. Disciplina: Dinâmica nas Organizações. Prof.: Fernando Hadad Zaidan. Unidade 2.

20/04/2009. Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores. Disciplina: Dinâmica nas Organizações. Prof.: Fernando Hadad Zaidan. Unidade 2. Faculdade INED Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores Disciplina: Dinâmica nas Organizações Prof.: Fernando Hadad Zaidan 1 Unidade 2.1 2 ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I Turma 1ADN -2010

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I Turma 1ADN -2010 1ª PARTE TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO Enquanto Taylor e outros engenheiros desenvolviam a Administração Científica nos Estados Unidos, em 1916 surgia na França, espraiando-se rapidamente pela Europa,

Leia mais

Capítulo 8 Decorrências da Teoria Neoclássica: Tipos de Organização

Capítulo 8 Decorrências da Teoria Neoclássica: Tipos de Organização Capítulo 8 Decorrências da Teoria Neoclássica: Tipos de Organização ESTRUTURA LINEAR Características: 1. Autoridade linear ou única. 2. Linhas formais de comunicação. 3. Centralização das decisões. 4.

Leia mais

Abordagem Clássica da Administração: TGA Abordagem Clássica da Administração. Abordagem Clássica da Administração:

Abordagem Clássica da Administração: TGA Abordagem Clássica da Administração. Abordagem Clássica da Administração: TGA Abordagem Clássica da Administração Profa. Andréia Antunes da Luz andreia-luz@hotmail.com No despontar do XX, 2 engenheiros desenvolveram os primeiros trabalhos pioneiros a respeito da Administração.

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos carlos@oficinadapesquisa.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Organizações Nenhuma organização existe

Leia mais

INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO

INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO EM SEGURANÇA DO TRABALHO IMPORTÂNCIA INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO Quando do início de um empreendimento, de um negócio ou qualquer atividade; As expectativas e desejos de início são grandes:

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los.

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los. Decorrência da Teoria Neoclássica Processo Administrativo. A Teoria Neoclássica é também denominada Escola Operacional ou Escola do Processo Administrativo, pela sua concepção da Administração como um

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

FICHAMENTO. Aluno(a): Odilon Saturnino Silva Neto Período: 3º

FICHAMENTO. Aluno(a): Odilon Saturnino Silva Neto Período: 3º FICHAMENTO Aluno(a): Odilon Saturnino Silva Neto Período: 3º Disciplina: Administração Contemporânea IDENTIFICAÇÃO DO TEXTO MOTTA, Fernando C. Prestes; VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia. Teoria geral da

Leia mais

QUESTÃO 11 ENADE Administração/2009

QUESTÃO 11 ENADE Administração/2009 Universidade Federal Fluminense Oficina de Trabalho Elaboração de Provas Escritas Questões Objetivas Profª Marcia Memére Rio de Janeiro, janeiro de 2013 QUESTÃO 11 ENADE Administração/2009 Cada uma das

Leia mais

Os Sistema de Administração de Gestão de Pessoas

Os Sistema de Administração de Gestão de Pessoas Os Sistema de Administração de Gestão de Pessoas As pessoas devem ser tratadas como parceiros da organização. ( Como é isso?) Reconhecer o mais importante aporte para as organizações: A INTELIGÊNCIA. Pessoas:

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Planejamento e Gestão

Leia mais

Campus Capivari Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) Prof. André Luís Belini E-mail: prof.andre.luis.belini@gmail.com /

Campus Capivari Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) Prof. André Luís Belini E-mail: prof.andre.luis.belini@gmail.com / Campus Capivari Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) Prof. André Luís Belini E-mail: prof.andre.luis.belini@gmail.com / andre.belini@ifsp.edu.br MATÉRIA: INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO Aula N : 09 Tema:

Leia mais

3. Estratégia e Planejamento

3. Estratégia e Planejamento 3. Estratégia e Planejamento Conteúdo 1. Conceito de Estratégia 2. Vantagem Competitiva 3 Estratégias Competitivas 4. Planejamento 1 Bibliografia Recomenda Livro Texto: Administração de Pequenas Empresas

Leia mais

PRINCÍPIO DE ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

PRINCÍPIO DE ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

3. Introdução à Teoria Geral da Administração (TGA)

3. Introdução à Teoria Geral da Administração (TGA) 3. Introdução à Teoria Geral da Administração (TGA) Conteúdo 1. Conceitos Básicos 2. Histórico da Teoria Geral da Administração (TGA) 3. Abordagem Clássica da Administração 1 Bibliografia Recomenda Livro

Leia mais

Prof. Clovis Alvarenga Netto

Prof. Clovis Alvarenga Netto Escola Politécnica da USP Departamento de Engenharia de Produção Março/2009 Prof. Clovis Alvarenga Netto Aula 05 Organização da produção e do trabalho Pessoas e sua Organização em Produção e Operações

Leia mais

Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações. Prof Rodrigo Legrazie

Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações. Prof Rodrigo Legrazie Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações Prof Rodrigo Legrazie Escola Neoclássica Conceitua o trabalho como atividade social. Os trabalhadores precisam muito mais de ambiente adequado e

Leia mais

TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO FAYOLISMO PREVER ORGANIZAR COMANDAR COORDENAR CONTROLAR HENRY FAYOL (1841-1925) NOS MOMENTOS DE CRISE SÓ A IMAGINAÇÃO É MAIS IMPORTANTE QUE O CONHECIMENTO Albert Einstein

Leia mais

NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS

NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS Concurso para agente administrativo da Polícia Federal Profa. Renata Ferretti Central de Concursos NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS 1. Organizações como

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias FACULDADE GOVERNADOR OZANAM COELHO PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PESSOAS Comparativo entre idéias ALINE GUIDUCCI UBÁ MINAS GERAIS 2009 ALINE GUIDUCCI INTRODUÇÃO À GESTÃO DE

Leia mais

Implementação de estratégias

Implementação de estratégias Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4 Etapa 5 Disciplina Gestão Estratégica e Serviços 7º Período Administração 2013/2 Implementação de estratégias Agenda: Implementação de Estratégias Visão Corporativa sobre

Leia mais

Informações sobre o Curso de Administração

Informações sobre o Curso de Administração Objetivo Geral do Curso: Informações sobre o Curso de Administração Prover a sociedade de profissional dotado de senso crítico e comportamento ético-profissional qualificado. Um Administrador criativo,

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING CENÁRIO E TENDÊNCIAS DOS NEGÓCIOS 8 h As mudanças do mundo econômico e as tendências da sociedade contemporânea.

Leia mais

Os pressupostos básicos para a teoria de Bertalanffy foram os seguintes:

Os pressupostos básicos para a teoria de Bertalanffy foram os seguintes: Teoria Geral de Sistemas Uma introdução As Teorias Clássicas (Administração Científica e Teoria Clássica), a Abordagem Humanística (Teoria das Relações Humanas), a Teoria Estruturalista e a Teoria da Burocracia

Leia mais

Filósofos. A história administração. Filósofos. Igreja Católica e Organização Militar. Revolução Industrial

Filósofos. A história administração. Filósofos. Igreja Católica e Organização Militar. Revolução Industrial Uninove Sistemas de Informação Teoria Geral da Administração 3º Semestre Prof. Fábio Magalhães Blog da disciplina: http://fabiotga.blogspot.com A história administração A história da Administração é recente,

Leia mais

Teoria Básica da Administração. Teoria das Relações Humanas. Professor: Roberto César

Teoria Básica da Administração. Teoria das Relações Humanas. Professor: Roberto César Teoria Básica da Administração Teoria das Relações Humanas Professor: Roberto César Abordagem Humanística Ênfase Tarefas Estrutura Pessoas Preocupação Máquina e Método Organização formal e princípios O

Leia mais

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS Universidade Federal do Ceará Faculdade de Economia, Administração, Atuária, Contabilidade e Secretariado Curso de Administração de Empresas GESTÃO POR COMPETÊNCIAS MAURICIO FREITAS DANILO FREITAS Disciplina

Leia mais

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA

FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA FACULDADE ANHANGUERA DE ITAPECERICA DA SERRA Profº Paulo Barreto Paulo.santosi9@aedu.com www.paulobarretoi9consultoria.com.br 1 Analista da Divisão de Contratos da PRODESP Diretor de Esporte do Prodesp

Leia mais

Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração

Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração No decorrer da história da humanidade sempre existiu alguma forma simples ou complexa de administrar as organizações. O desenvolvimento

Leia mais

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 No passado, até porque os custos eram muito baixos, o financiamento da assistência hospitalar

Leia mais

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica por Camila Hatsumi Minamide* Vivemos em um ambiente com transformações constantes: a humanidade sofre diariamente mudanças nos aspectos

Leia mais

DEPARTAMENTALIZAÇÃO TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO II. Centro de Ensino Superior do Amapá Curso de Administração Prof a.

DEPARTAMENTALIZAÇÃO TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO II. Centro de Ensino Superior do Amapá Curso de Administração Prof a. TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO II Centro de Ensino Superior do Amapá Curso de Administração Para a abordagem clássica, a base fundamental da organização é a divisão do trabalho. À medida que uma organização

Leia mais

paulo.santosi9@aedu.com

paulo.santosi9@aedu.com 1 2 1 Analista da Divisão de Contratos da PRODESP Diretor de Esporte do Prodesp Clube Trainer Graduado em Administração de Empresas Pós-graduado em Gestão Estratégica de Negócios MBA em Negociação Mestrando

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001 INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, Eng. MBA Maio de 2001 Apresentação Existe um consenso entre especialistas das mais diversas áreas de que as organizações bem-sucedidas no século XXI serão

Leia mais

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta.

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta. Pesquisa IMAM/CEPEAD descreve os níveis de maturidade dos logísticos de empresas associadas Marcos Paulo Valadares de Oliveira e Dr. Marcelo Bronzo Ladeira O Grupo IMAM, em conjunto com o Centro de Pós-Graduação

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Pessoas

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Pessoas Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Pessoas Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão de Pessoas tem por objetivo o fornecimento de instrumental que possibilite

Leia mais

CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO

CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM ECOTURISMO Objetivo: O Curso tem por objetivo capacitar profissionais, tendo em vista a carência de pessoas qualificadas na área do ecoturismo, para atender,

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA)

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) A administração participativa é uma filosofia ou política de administração de pessoas, que valoriza sua capacidade de tomar decisões e resolver problemas,

Leia mais

PLANEJAMENTO OPERACIONAL - MARKETING E PRODUÇÃO MÓDULO 5 CONCEITOS DO PLANEJAMENTO OPERACIONAL

PLANEJAMENTO OPERACIONAL - MARKETING E PRODUÇÃO MÓDULO 5 CONCEITOS DO PLANEJAMENTO OPERACIONAL PLANEJAMENTO OPERACIONAL - MARKETING E PRODUÇÃO MÓDULO 5 CONCEITOS DO PLANEJAMENTO OPERACIONAL Índice 1. Conceitos do planejamento...3 1.1. Planejamento... 5 1.2. Conceituação de planejamento... 5 1.3.

Leia mais

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br.

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br. Marketing Ambiental Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. O que temos visto e ouvido falar das empresas ou associado a elas? Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br 2 3 Sílvia

Leia mais

Rotinas de DP- Professor: Robson Soares

Rotinas de DP- Professor: Robson Soares Rotinas de DP- Professor: Robson Soares Capítulo 2 Conceitos de Gestão de Pessoas - Conceitos de Gestão de Pessoas e seus objetivos Neste capítulo serão apresentados os conceitos básicos sobre a Gestão

Leia mais

Sistemas Empresariais. Capítulo 3: Sistemas de Negócios. Colaboração SPT SIG

Sistemas Empresariais. Capítulo 3: Sistemas de Negócios. Colaboração SPT SIG Capítulo 3: Sistemas de Negócios Colaboração SPT SIG Objetivos do Capítulo Explicar como os SI empresariais podem apoiar as necessidades de informação de executivos, gerentes e profissionais de empresas.

Leia mais

Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais

Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais Capítulo 3: Sistemas de Apoio Gerenciais Colaboração nas Empresas SPT SIG Aplicações Empresariais Objetivos do Capítulo Explicar como os SI empresariais podem apoiar as necessidades de informação de executivos,

Leia mais

Capacitando Profissionais

Capacitando Profissionais Capacitando Profissionais 2014 Setup Treinamentos & Soluções em TI www.setuptreinamentos.com APRE SENTA ÇÃ O A atual realidade do mercado de trabalho, que cada dia intensifica a busca por mão-de-obra qualificada,

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO I. 1 Elaborar cuidadosamente o planejamento da organização e assegurar que o mesmo seja executado.

ADMINISTRAÇÃO I. 1 Elaborar cuidadosamente o planejamento da organização e assegurar que o mesmo seja executado. 3 PAPEL DOS GERENTES Os gerentes são os protagonistas do processo administrativo. Eles são responsáveis por coordenar o trabalho dos outros funcionários da empresa. Não existe apenas um modelo administrativo,

Leia mais

12/02/2012. Administração I. Estrutura da Administração INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO

12/02/2012. Administração I. Estrutura da Administração INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO Idalberto Chiavenato Conceitos; Evidências históricas; e Estruturando a administração. 1 Administração I Administração é criar um ambiente para o esforço grupal

Leia mais

Diferença entre a visão departamental e visão por processos.

Diferença entre a visão departamental e visão por processos. GESTÃO POR PROCESSOS Diferença entre a visão departamental e visão por processos. A visão por processos é conhecida desde a época medieval com a atuação dos artesãos responsáveis por todas as etapas do

Leia mais

Pode ser desdobrada em 2 orientações diferentes que se completam.

Pode ser desdobrada em 2 orientações diferentes que se completam. Evolução da Teoria Administrativa Escolas de Concepção Administrativa. Abordagem Clássica da Administração. Pode ser desdobrada em 2 orientações diferentes que se completam. 1 - Visão Americana: Liderada

Leia mais

Qual a melhor forma de fazer um determinado trabalho?

Qual a melhor forma de fazer um determinado trabalho? A abordagem típica da Escola da Administração Científica é a ênfase nas tarefas; Objetivava a eliminação dos desperdícios e elevar os níveis de produtividade Frederick W. Taylor (1856-1915): Primeiro período

Leia mais

Curso de Especialização em Gestão Pública

Curso de Especialização em Gestão Pública Universidade Federal de Santa Catarina Centro Sócio-Econômico Departamento de Ciências da Administração Curso de Especialização em Gestão Pública 1. Assinale a alternativa falsa: (A) No processo gerencial,

Leia mais

PRINCÍPIOS DA QUALIDADE E MODELOS DE GESTÃO

PRINCÍPIOS DA QUALIDADE E MODELOS DE GESTÃO INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR DO ESPÍRITO SANTO FACASTELO Faculdade De Castelo Curso de Administração Disciplina: Qualidade e Produtividade PRINCÍPIOS DA QUALIDADE E MODELOS DE GESTÃO 1 Profa.: Sharinna

Leia mais

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Miriam Regina Xavier de Barros, PMP mxbarros@uol.com.br Agenda Bibliografia e Avaliação 1. Visão Geral sobre o PMI e o PMBOK 2. Introdução

Leia mais

Planejamento de Recursos Humanos

Planejamento de Recursos Humanos UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Faculdade de Filosofia e Ciências Câmpus de Marília Departamento de Ciência da Informação Planejamento de Recursos Humanos Profa. Marta Valentim Marília 2014 As organizações

Leia mais

FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS

FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS 1 FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS MAURICIO SEBASTIÃO DE BARROS 1 RESUMO Este artigo tem como objetivo apresentar as atuais

Leia mais

FUNDAMENTOS DE RECURSOS HUMANOS

FUNDAMENTOS DE RECURSOS HUMANOS FUNDAMENTOS DE RECURSOS HUMANOS Pessoas em Primeiro Lugar!!! DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A REVOLUÇÃO DIGITAL Prof. Flavio A. Pavan O velho conceito das organizações: Uma organização é um conjunto integrado

Leia mais

ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO

ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO Autoria: Elaine Emar Ribeiro César Fonte: Critérios Compromisso com a Excelência e Rumo à Excelência

Leia mais

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL Cristiane de Oliveira 1 Letícia Santos Lima 2 Resumo O objetivo desse estudo consiste em apresentar uma base conceitual em que se fundamenta a Controladoria.

Leia mais

Gestão Empresarial. Um Pouco de História... Administração Científica. Aula 2. Comércio Exterior. Frederick Taylor (1856-1915) Tarefa

Gestão Empresarial. Um Pouco de História... Administração Científica. Aula 2. Comércio Exterior. Frederick Taylor (1856-1915) Tarefa Gestão Empresarial Um Pouco de História... Aula 2 Prof. Elton Ivan Schneider tutoriacomercioexterior@grupouninter.com.br Comércio Exterior Administração Pré-Científica Administração Científica Maior interesse

Leia mais

7 CONCLUSÕES A presente dissertação teve como objetivo identificar e compreender o processo de concepção, implantação e a dinâmica de funcionamento do trabalho em grupos na produção, utilizando, para isso,

Leia mais

ATIVIDADES DE LINHA E DE ASSESSORIA

ATIVIDADES DE LINHA E DE ASSESSORIA 1 ATIVIDADES DE LINHA E DE ASSESSORIA SUMÁRIO Introdução... 01 1. Diferenciação das Atividades de Linha e Assessoria... 02 2. Autoridade de Linha... 03 3. Autoridade de Assessoria... 04 4. A Atuação da

Leia mais

Processos Gerenciais

Processos Gerenciais UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Processos Gerenciais Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais. 1.

Leia mais

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ÍNDICE em ordem alfabética: Artigo 1 - ENDOMARKETING: UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA PARA DESENVOLVER O COMPROMETIMENTO... pág. 2 Artigo 2 - MOTIVANDO-SE... pág. 4 Artigo 3 - RECURSOS

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu. MBA em Estratégia e Liderança Empresarial

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu. MBA em Estratégia e Liderança Empresarial Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Estratégia e Liderança Empresarial Apresentação O programa de MBA em Estratégia e Liderança Empresarial tem por objetivo preparar profissionais para

Leia mais

As Teorias da Administração em foco: de Taylor a Drucker

As Teorias da Administração em foco: de Taylor a Drucker As Teorias da Administração em foco: de Taylor a Drucker O presente artigo busca destacar as principais contribuições teóricas que definiram a linha evolutiva da Administração que se desenvolveu desde

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares

Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares Existem três níveis distintos de planejamento: Planejamento Estratégico Planejamento Tático Planejamento Operacional Alcance

Leia mais

Abordagem Clássica da Administração

Abordagem Clássica da Administração Abordagem Clássica da Disciplina: Planejamento Estratégico Página: 1 Aula: 05 Principais Personagens Fredeick Winslow Taylor (americano) Escola da Científica: aumentar a eficiência da indústria por meio

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO. Tema : Fundamentos da Administração 1 Aula Conceitos da Administração História da Administração Funções do Administrador

ADMINISTRAÇÃO. Tema : Fundamentos da Administração 1 Aula Conceitos da Administração História da Administração Funções do Administrador ADMINISTRAÇÃO Tema : Fundamentos da Administração 1 Aula Conceitos da Administração História da Administração Funções do Administrador O que devemos.. Tirar todas as dúvidas a qualquer momento Participar

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais

Sistema de Informação Gerencial SIG

Sistema de Informação Gerencial SIG Sistema de Informação Gerencial SIG O SIG abrange a empresa Estratégico Tático Operacional Conceitos Básicos: DADO: Qualquer elemento identificado em sua forma bruta que, por si só, não conduz a compensação

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO. Curso de Graduação Tecnológica em Marketing

PROJETO PEDAGÓGICO. Curso de Graduação Tecnológica em Marketing PROJETO PEDAGÓGICO Curso de Graduação Tecnológica em Marketing Porto alegre, 2011 1 1. Objetivos do Curso O projeto do curso, através de sua estrutura curricular, está organizado em módulos, com certificações

Leia mais

Gestão de pessoas. Gestão de pessoas

Gestão de pessoas. Gestão de pessoas Gestão de pessoas Prof. Dr. Alexandre H. de Quadros Gestão de pessoas Gestão de pessoas ou administração de RH? Uma transformação das áreas e de seus escopos de atuação; Houve mudança ou é somente semântica;

Leia mais

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS GESTÃO POR COMPETÊNCIAS STM ANALISTA/2010 ( C ) Conforme legislação específica aplicada à administração pública federal, gestão por competência e gestão da capacitação são equivalentes. Lei 5.707/2006

Leia mais

Prof Elly Astrid Vedam

Prof Elly Astrid Vedam Prof Elly Astrid Vedam Despertar e saber lidar com os mecanismos de liderança e se preparar para a gestão de pequenos e médios negócios; Identificar conflitos no ambiente de seu negócio, calculando e avaliando

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM. As Teorias de administração e os serviços de enfermagem

ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM. As Teorias de administração e os serviços de enfermagem ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM As Teorias de administração e os serviços de enfermagem Teorias da administração no processo da enfermagem Administrar: é um processo de planejamento, organização, liderança

Leia mais

CENTRO DE ESTUDO DE PÓS-GRADUAÇÃO PROPOSTA DE CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

CENTRO DE ESTUDO DE PÓS-GRADUAÇÃO PROPOSTA DE CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU CENTRO DE ESTUDO DE PÓS-GRADUAÇÃO PROPOSTA DE CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU 2013 INTRODUÇÃO: O presente trabalho apresenta a relação de Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu a serem reorganizados no

Leia mais

Aula 09 - Remuneração por competências: uma alavanca para o capital intelectual

Aula 09 - Remuneração por competências: uma alavanca para o capital intelectual Aula 09 - Remuneração por competências: uma alavanca para o capital intelectual Objetivos da aula: Estudar a remuneração por habilidades; Sistematizar habilidades e contrato de desenvolvimento contínuo.

Leia mais