AS MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS E O TURISMO NA FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO NA CIDADE DE SILVIANÓPOLIS MG:

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1 Vanessa Junqueira Megale AS MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS E O TURISMO NA FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO NA CIDADE DE SILVIANÓPOLIS MG: PRÁTICAS E ATIVIDADES SÓCIO CULTURAIS Belo Horizonte Centro Universitário UNA Agosto/ 2007

2 Vanessa Junqueira Megale AS MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS E O TURISMO NA FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO NA CIDADE DE SILVIANÓPOLIS - MG: PRÁTICAS E ATIVIDADES SÓCIO - CULTURAIS Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado em Turismo e Meio Ambiente do Centro Universitário UNA, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Turismo e Meio Ambiente. Área de Concentração: Turismo e Meio Ambiente Orientador: Dr Reinaldo Dias Belo Horizonte Centro Universitário UNA Agosto/ 2007

3 M496m MEGALE, Vanessa Junqueira As manifestações religiosas e o turismo na festa de Nossa Senhora do Rosário na cidade de Silvianópolis - MG : práticas e atividades sócio-culturais / Vanessa Junqueira Megale. Belo Horizonte: f.: il. Orientador: Reinaldo Dias. Dissertação (mestrado) Centro Universitário UNA, Programa de Mestrado em Turismo e Meio Ambiente Bibliografia : f Turismo Teses. 2. Cultura Teses. 3. Religião - Teses. 4. Tradição Teses. 5. Silvianópolis Teses. I. Dias, Reinaldo. II. Centro Universitário UNA. III. Título Ficha catalográfica elaborada por Vanessa Santos CRB-6/2456 MG CDU :

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5 DEDICATÓRIA Aos meus pais Nadir Junqueira Megale e Gelásio Marinelli Megale pela paciência, compreensão e principalmente sabedoria. Vocês são minha referência de vida.

6 AGRADECIMENTOS Agradeço ao meu orientador Reinaldo Dias pela dedicação, carinho e acima de tudo generosidade por ter acompanhado comigo, além dos problemas pertinentes a todo iniciante a pesquisa, meus conflitos pessoais, que, se não fosse pela sua insistência, conselhos e confiança, esta dissertação não teria sido finalizada. Agradeço a Andrea Lameirinhas e Kândice secretárias do mestrado pela amizade e dedicação. Agradeço a minha irmã Débora Junqueira Megale pelas várias puxadas de orelhas que fizeram reavivar nosso imenso laço de amor. Agradeço as minhas amigas de mestrado, Ana Paula de Abreu e Lima, Roberta Gontijo e Luciana Lopes por compartilharem minhas angústias em reuniões informais e pela bela amizade sólida que criamos. Agradeço a minha amiga Clarissa Cruz pelo estímulo, e por sempre ter acreditado em mim. Agradeço pela verdadeira amizade. Agradeço a minha querida amiga Andréa Domingues por ter me iluminado do início ao fim desta dissertação, por estar sempre ao meu lado e pela honesta e verdadeira amizade. Agradeço a minha querida amiga Cristina Helou por ser tão fiel e amiga nos momentos difíceis. Agradeço a doutora Berenice Santoro por seu apoio e seu carinho profissional e também pelo nascimento de uma grande amizade. Agradeço aos meus amigos e colegas de trabalho Bertuolo e Ana Paula Maiochi pelo incentivo e pelas nossas boas risadas. Agradeço a minha amiga Lenine pelo apoio e carinho.

7 RESUMO O objeto de estudo desta dissertação é a Festa de Nossa Senhora do Rosário da cidade de Silvianópolis MG. O festejo teve início no Brasil, desde 1711 e era comumente chamada Reinado ou Reisado. Em Silvianópolis especificamente, ocorre há mais de duzentos anos. É significativo notar que a característica principal da festa é o culto à Nossa Senhora do Rosário, que foi adotada pelos negros no Brasil desde a época da colônia, por semelhança ao seu Deus: Orixá Ifá, apresentando a forma dinâmica como culto e festejo têm sido re-significados desde então. Concomitantemente analisaram-se os impactos sócio culturais ocasionados pela atividade turística e percebe-se que a festa é carregada de tradições com elementos que são preservados desde os primórdios sob novas formas de representações, assim como outros são incorporados ou diluídos. Foi investigado o modo como esta se organiza e é organizada, bem como o modo que é assistida e vivenciada por seus expectadores. PALAVRAS CHAVE: Cultura, Festas, Turismo, Tradição e Religião.

8 ABSTRACT The aim object of this dissertation is the party of Our Lady of the Rosary from the city of Silvianópolis MG. The festivity had its beginning in Brazil in 1711 and it used to be commonly called Reinado or Reisado (Reign). In Silvianópolis specifically, it has been occuring for more than two hundred years. It is significant noticing that the establishing characteristic of this party is the cult of Our Lady of the Rosary, that was adopted by the black people in Brazil after the colonization period, due to its similarity to its God: Orixá Ifá, presenting the dynamic shape as cult and festivity they have been receiving new meanings ever since. In conjunction we reviewed the social cultural impacts brought by the touristic activity and we noticed that the party is filled with traditions whose elements are preserved since the beginning under new forms of representations, while others are incorporated or diluted. We investigated the way on which it organizes itself and is organized, as well as the way that it is watched and experienced by its expectators. KEYWORDS : Culture, Parties, Tourism, Tradition and Religion.

9 LISTA DE FIGURAS Figura 01 Coroa do Rei segurada pelo festeiro Figura 02 Coroa do Rei e da Rainha (festeiros) seguradas pela família dos festeiros Figura 03 Barracas utilizadas para vender diversos produtos no dia da festa. 75 Figura 04 Ápice da Festa Subida do Reinado com as coroas sendo protegidas 76 pelos guarda coroa. Figura 05 Esmolas doadas pela comunidade local e empresas. 81 Figura 06 Estandarte com a imagem dos santos. 82 Figura 07 Terno de congo. 82 Figura 08 Terno de congo. 83 Figura 09 Almoço feito no Barracão. 84

10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 01 Sexo dos participantes da Festa do Rosário 87 Gráfico 02 Faixa etária 87 Gráfico 03 Freqüência dos turistas na Festa do Rosário 88 Gráfico 04 Classificação da infra-estrutura da Festa do Rosário: Hospedagem 88 Gráfico 05 Hospedagem 89 Gráfico 06 Classificação da infra-estrutura da Festa do Rosário: Transporte 89 Gráfico 07 Classificação da infra-estrutura da Festa do Rosário: Serviços médicos 90 Gráfico 08 Classificação da infra-estrutura da Festa do Rosário: Informações 90 turísticas Gráfico 09 Classificação da infra-estrutura da Festa do Rosário: Banheiros 91 Gráfico 10 Classificação da infra-estrutura da Festa do Rosário: Alimentação 91 Gráfico 11 Função da Associação de Caridade Nossa Senhora do Rosário 92 Gráfico 12 A Festa do Rosário é uma comemoração para cultuar Nossa Senhora 92 do Rosário Gráfico 13 Atrações da Festa do Rosário 92 Gráfico 14 Melhor momento da Festa 93 Gráfico 15 Motivo do comparecimento à Festa 93 Gráfico 16 Escolha dos festeiros 93 Gráfico 17 Pessoas conhecidas dos entrevistados, que dançam nos terno de congo 94

11 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL Patrimônio Cultural Patrimônio Imaterial Turismo e Patrimônio Imaterial A importância do Turismo Cultura e Turismo FESTAS, FESTIVIDADES, MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS E 41 TURISMO 3.1 A relevância da peregrinação no turismo religioso Atratividade dos eventos religiosos Evento religioso e o turismo A FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO O contexto histórico e geográfico de Silvianópolis MG A cidade A história De Santana do Sapucaí à Silvianópolis A Festa do Rosário História Geral A Festa de Nossa Senhora do Rosário na cidade de Silvianópolis MG A Irmandade da Festa do Rosário Características e organização da Festa do Rosário ANÁLISE DOS RESULTADOS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICE ANEXOS 112

12 10 1. INTRODUÇÃO O objeto de estudo desta dissertação é a Festa de Nossa Senhora do Rosário que ocorre em Silvianópolis, Minas Gerais, há mais de duzentos anos, provocando uma série de visitações turísticas ao local e tornando mais intensa a vida de moradores da comunidade. O Município, localizado no sul de Minas Gerais, tem aproximadamente cinco mil oitocentos e setenta e sete habitantes, e seus moradores são, em sua maioria, católicos. Assim, a festa de Nossa Senhora do Rosário que acontece anualmente na cidade se dá num ambiente profundamente religioso e é intensamente vivenciada pelos membros responsáveis por sua realização. Esta festa acontece no Brasil desde 1711 e é chamada Reinado ou Reisado ; teve sua primeira comemoração realizada na antiga Vila Rica, atual cidade de Ouro Preto, também localizada em Minas Gerais, caracterizando o culto dos negros à Nossa Senhora do Rosário. Além disso, é interessante notar que os negros que vieram para o Brasil à época da escravidão privilegiaram o culto à santa porque esta se assemelhava ao Orixá Ifá, um Deus negro que eles consultavam para saber sobre seus destinos. Esse foi um fator fundamental para as práticas em torno da Santa que resultaram na festa que ocorre ainda hoje no Brasil. Entretanto, esse assunto não é assim tão singelo. Sabe-se que a festa não é uma comemoração que se manteve tal qual desde o século XVIII. A festa é a representação de tradições e como tal vem se transformando ao longo do tempo, incorporando traços da cultura e abolindo outros. Observando especificamente a festa de Nossa Senhora do Rosário em Silvianópolis, temos percebido que ela é carregada de re-significações, onde se vê elementos que permaneceram desde seus primórdios, mas que têm se apresentado sob a forma de novas representações. O turismo e o modo como a festa tem se tornado espetáculo é um exemplo disso, tornando-a ao mesmo tempo tradicional e atual, e, como já nos apontou Raymond Williams, re-significada, porque evoca no presente, necessidades vigentes tanto daqueles que vivem no local quanto dos que a assistem como turistas. Neste sentido, para abordar a festa como foco deste trabalho, temos nos inspirado em alguns autores que nos têm ajudado a entender essa forma dinâmica com

13 11 que esta se apresenta. É o caso de Raymond Williams (1979) com suas discussões sobre tradição e re-significação; Thompson (1998), quando fala das transferências dos costumes cotidianos de uma geração a outra; Dias (2006) que nos explica que a exploração da cultura como atrativo turístico proporcionou o crescimento do turismo cultural. O último autor, inclusive, explana sobre o turismo cultural como categoria, dizendo que o fenômeno cultural está em constante movimento e tende a se modificar todo tempo por intermédio das atividades turísticas. Vendo dessa forma a presença do turista traz também constantes mudanças à comunidade e ao modo como a festa tem sido vista por seus espectadores. Interpretando as fontes citadas, utilizamos alguns autores, tais como Alessandro Portelli, especializado em discussões sobre narrativas orais, e que por isso orientou grande parte das nossas discussões promovidas por meio das entrevistas, bem como Marilena Chauí, que promove discussões sobre memória uma importante categoria de análise para este trabalho, já que tratamos aqui de uma festa que perdura a mais de duzentos anos. Visando tornar a pesquisa mais didática, dividimos esta dissertação em quatro capítulos. O Capítulo 1 aborda o Patrimônio Cultural Imaterial, bem como o Turismo Cultural. Neste, vários autores foram utilizados destacando-se a ampliação da noção de patrimônio cultural. O Capítulo 2 aborda a Festa de Nossa Senhora do Rosário como uma das expressões das manifestações religiosas e o modo como estas têm feito parte do turismo religioso no Brasil. O Capítulo 3 trata especificamente da festa em questão, seu contexto histórico e geográfico, contextualizando-a na cidade de Silvianópolis. O Capítulo 4 trata da análise dos questionários aplicados nos trabalhos de campo. Enfim, as páginas que se seguem vão abordar a festa de Nossa Senhora do Rosário como uma das expressões da cultura religiosa e sua utilização pelo turismo no Brasil, especificamente em Minas Gerais. Objetivo geral. Este trabalho aborda a Festa de Nossa Senhora do Rosário da cidade de Silvianópolis - Minas Gerais e tem como objetivo analisar as diferentes atividades culturais dentro do festejo e a interferência do turismo.

14 12 Objetivos específicos. Analisar a história e organização da Festa do Rosário; Identificar os impactos sócio culturais positivos e negativos do turismo na Festa do Rosário. Metodologia da pesquisa. Para efetuar tal investigação, porém, foi necessária inicialmente, adotar como método deste estudo a pesquisa documental, explorando-se além da bibliografia específica, descrita ao final desta dissertação, uma vasta coleta de dados, fontes que contribuíram para nossas análises, tais como entrevistas com membros responsáveis pela realização da festa, atas, jornais e fotografias. Na pesquisa de campo, também conhecida como pesquisa de laboratório, utilizamos como método o estudo de caso. Conforme Lakatos (2001) a pesquisa de campo envolve as técnicas de observação direta intensiva: observação e entrevistas; de observação direta extensiva: questionários, formulários, medidas de opinião, histórias de vida e atitudes técnicas mercadológicas. Justifica-se a utilização do estudo de caso porque, segundo alguns autores, entre eles, Yin (2001) ressaltam que o estudo de caso possibilita uma investigação que inclui, de maneira significativa e abrangente as características de fenômenos da vida real tais como ciclo de vida individual e processos gerenciais e organizacionais de forma geral. Para alcançarmos os resultados, usamos as abordagens discritiva e interpretativa. As informações analisadas foram obtidas através de entrevistas e aplicação de cem questionários estruturados aos participantes da festa, com o objetivo de diagnosticar os diferentes motivos, que levam as pessoas, turistas e membros ligados a sua organização, a participarem da Festa do Rosário. Os questionários tiveram como função o fornecimento das informações necessárias ao desenvolvimento desta dissertação. O número de questionários distribuídos totalizando cem foi aleatório, diante da amplitude da festa, da inexistência de anterior análise da demanda, impossibilitando a mensuração ainda que aproximada da quantidade de participantes que pudesse indicar o número correto de questionários a serem distribuídos.

15 13 Quanto a escolha dos entrevistados que constituiram a amostra, foi escolhido um membro mais antigo da Associação de Caridade Nossa Senhora do Rosário, o festeiro do ano de 2007 quando foi realizada esta pesquisa, um membro dos ternos de congo e, por indicação da D. Carlina a última entrevista foi realizada com uma participante ativa da Festa do Rosário desde adolescente, conforme elencados abaixo. A amostra foi composta de cinco entrevistados, distribuídos da seguinte maneira: 1- D. Carlina de Moraes Dutra Historiadora e membro da Associação de Caridade Nossa Senhora do Rosário; 2- Sr. Joaquim (nome fictício) festeiro da Festa de Nossa Senhora do Rosário; 3- D. Maria Patrocínio da Conceição participante ativa da festa desde adolescente; 4- João Magalhães já foi festeiro da Festa do Rosário; 5- Sr. Antônio participante do terno de congo. Quanto ao entrevistado Sr. Joaquim, utilizamos de um nome fictício porque de maneira nenhuma permitiu a menção de seu nome verdadeiro, alegando que participava da festa em cumprimento à promessa feita à santa. Respeitamos por óbvio sua privacidade, mas não poderíamos deixar de entrevistá-lo, por ser o festeiro do ano, consequentemente a pessoa mais importante da ocasião. O cruzamento dessas informações obtidas com os questionários e as entrevistas possibilitaram-nos identificar os motivos que levam as pessoas a participarem da festa, bem como conhecer melhor os serviços turísticos disponibilizados, principalmente de infra-estrutura de apoio, como: hospedagem, alimentação e transporte, dentre outros. O mesmo cruzamento fornece-nos ainda elementos para a análise dos resultados.

16 14 2. PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL 2.1 Patrimônio Cultural. As idéias de patrimônio cultural ficaram vinculadas, durante muito tempo a edificações históricas, prédios, cidades e outros bens materiais, visando estabelecer um movimento de proteção a impedir que estes fossem substituídos por novas formas arquitetônicas. Barreto (2004, p.9) salienta que até a metade deste século, praticamente, patrimônio cultural foi sinônimo de obras monumentais, obras de arte consagradas, propriedades de grande luxo, associadas às classes dominantes, pertencentes à sociedade política e civil, ou seja, apenas eram considerados patrimônios culturais as obras de arte, como a pintura, a escultura e a arquitetura, e principalmente dava-se grande importância aos antigos palácios, residências de nobres ou locais de relevância dentro da história política de um local determinado, deixando-se de lado as manifestações locais, espelho do cotidiano das pessoas e reflexo da história social regional. Assim como a história oficial os grandes feitos e batalhas -, a história social também passou a levar em conta a história dos renegados, das minorias, que incluem as relações econômicas e sociais, a vida doméstica, as condições de trabalho e lazer, a atitude para com a natureza, a cultura, a religião, a música, a arquitetura, a educação (BARRETO, 2004, p.11), atentando-se desta forma para que o patrimônio cultural não inclua somente os bens tangíveis, mas também os intangíveis, por assim dizer, outras formas de arte que transcorrem com o tempo, como a dança, a literatura, a música, os rituais, a gastronomia, enfim manifestações que fazem parte de todo o fazer humano, e que representam não só a cultura de classes mais abastadas, mas também a dos menos favorecidos. As tradições culturais não advêm somente das elites, mas, também, de classes populares, que ainda mantêm suas festas, seus rituais, sejam de cunho religioso ou folclórico, passando de geração para geração sua herança cultural. Pode-se utilizar o termo legado cultural, que no idioma inglês traduz em uma palavra o que patrimônio cultural significa heritage : aquilo que nos é deixado por nossos antepassados, sejam bens materiais ou abstratos. A identidade de um povo refere-se a algo que herdamos e que, por conseguinte, deve ser protegido.

17 15 Ao analisarmos as Cartas Patrimoniais que segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan ) 1 são documentos nacionais ou internacionais que vão tratar do conceito, normas de preservação e conservação do patrimônio cultural, notamos que pouco ou muito pouco dessas manifestações culturais é considerado patrimônio cultural. Com o Decreto lei nº 25, 30 de novembro de 1937 (anexo I) de criação do Iphan estipulou-se que o patrimônio histórico e artístico nacional seria definido da seguinte forma: constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto de bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, que por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico. (Barbosa, 2001, p. 79) No que diz respeito à Recomendação sobre a Conservação dos Bens Culturais ameaçados pela execução de Obras Públicas ou Privadas, redigida a partir da Conferência Geral das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, ocorrida em novembro de 1968, em Paris, bens culturais são assim definidos: a) Bens imóveis, como os sítios arqueológicos, históricos ou científicos, edificações ou outros elementos de valor histórico, científico, artístico ou arquitetônico, religiosos ou seculares, incluídos os conjuntos tradicionais, os bairros históricos das zonas urbanas e rurais e os vestígios de civilizações anteriores que possuam valor etnológico. Aplicar-se-á tanto aos imóveis do mesmo caráter que constituam ruínas ao nível do solo como aos vestígios arqueológicos ou históricos descobertos sob a superfície da terra. A expressão bens culturais se estende também ao entorno desses bens. b) Bens móveis de importância cultural, incluídos os que existem ou tenham sido encontrados dentro dos bens imóveis e os que estão enterrados e possam vir a ser descobertos em sítios arqueológicos ou históricos ou em quaisquer outros lugares. A expressão bens culturais engloba tanto os sítios e monumentos arquitetônicos, arqueológicos e históricos reconhecidos e protegidos por lei, antigos ou modernos, bem como aqueles não protegidos. 1 Criado em 13 de janeiro de 1937, pela Lei nº 378, no Governo de Getúlio Vargas, o IPHAN, é um órgão hoje vinculado ao Ministério da Cultura. Coube a Rodrigo Melo Franco de Andrade a tarefa de implantação do Serviço do Patrimônio e a Mário de Andrade a elaboração de um anteprojeto de Lei para salvaguarda desses bens. Em 30 de novembro de 1937, foi promulgado o Decreto Lei nº 25, que organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional.

18 16 Na maior parte do século XX, houve mais preocupação com a preservação do patrimônio arquitetônico relacionado a um maior significado histórico. No ano de 1964, realizou-se o II Congresso de Arquitetos e Técnicos de Monumentos Históricos, na cidade de Veneza, Itália, aprovando-se a Carta de Veneza, importante documento que se tornou um marco na preservação e conservação do patrimônio histórico, ao conceituar monumento, não só como a criação arquitetônica isolada, mas também como o conjunto urbano ou rural que dá testemunho de uma civilização particular, de uma evolução significativa, ou de um acontecimento histórico. Refere-se não só às grandes criações, mas também às obras modestas que adquiriram com o tempo uma significação cultural 2. A partir desse novo conceito de monumento, evoluíram a proteção e a restauração do patrimônio histórico em muitos países, incorporando ao circuito turístico lugares, vilas e cidades que sofreram um processo de revitalização, principalmente em função do aumento do número de visitantes. Em reunião realizada em Paris, em 1972, a Unesco aprova a Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, na qual se estabelece um sistema de proteção mundial do patrimônio cultural e natural de valor universal considerado excepcional, e que hoje conta com inúmeros bens inscritos em vários países. Nesta convenção do Patrimônio Mundial da Unesco, em 1972, define-se patrimônio cultural como 3 : monumentos: obras de arquitetura, escultura e pintura monumentais, elementos ou estruturas de natureza arqueológica, inscrições, cavernas e combinações destas que tenham um valor de relevância universal do ponto de vista da história, da arte ou das ciências; conjunto de edificações: conjunto de edificações separados ou conectados, os quais, por sua arquitetura, homogeneidade ou localização na paisagem, sejam de relevância universal do ponto de vista da história, da arte ou das ciências; sítios: obras feitas pelo homem ou pela natureza e pelo homem em conjunto, e áreas que incluem sítios arqueológicos que sejam de relevância universal do ponto de vista da história, da estética, da etnologia ou da antropologia. Os países signatários dessa Convenção podem indicar bens culturais e naturais a serem inscritos na lista do Patrimônio Mundial. As informações sobre cada candidatura 2 Artigo 1º. Carta de Veneza, 25 a 31 de maio de II Congresso de arquitetos e técnicos de monumentos históricos, na cidade de Veneza, Itália. 3 UNESCO. Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. Actas de la 17ª Conferencia General, Paris, 17 out. 1 nov

19 17 são avaliadas por comissões técnicas e a aprovação final é feita anualmente pelo Comitê do Patrimônio Mundial, integrado por representantes de vinte e um países. A proteção e a conservação dos bens declarados Patrimônio da Humanidade são compromissos do país onde se localizam. A Unesco participa apoiando ações de proteção, pesquisa e divulgação, com recursos técnicos e financeiros do fundo do Patrimônio Mundial. Segundo Barreto (2004, p.13), determinar o que é digno de preservação é uma decisão políticoideológica, que reflete valores e opiniões sobre quais são os símbolos que devem permanecer para retratar determinada sociedade ou determinado momento, donde os grandes questionamentos sobre quem tem ou deveria ter autoridade para decidir. Para que um bem seja declarado patrimônio da humanidade deve conseguir a concordância dos governos nacionais e das comunidades próximas ao sítio a ser preservado, mesmo quando o patrimônio não se identifica com a cultura da comunidade naquele momento histórico. Isso só pode ser obtido através de um trabalho de conscientização, de parceria entre a comunidade e os órgãos administrativos municipais, estaduais e federais, e mais a iniciativa privada; e, também, da predominância de uma ideologia que reconheça valores universais se sobrepondo aos valores nacionais e até mesmo religiosos. Visto que o patrimônio cultural está exposto a constantes riscos de depredação e até mesmo extinção, seja por parte da atividade turística ou de qualquer outra atividade, faz-se necessária à utilização de formas legais de preservação destes bens. Conforme o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além da legislação nacional específica, a preservação de bens culturais é ainda orientada por cartas, declarações e tratados nacionais e internacionais, além de outros instrumentos legais, tais como as legislações que tratam de questões ambientais, de arqueologia e de turismo cultural. A Constituição da República Federativa do Brasil promulgada em 05 de outubro de 1988 (Brasil, 2004, p.137), em seu artigo 216, entende como patrimônio cultural brasileiro: Os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: I. as formas de expressão; II. os modos de criar, fazer e

20 18 viver; III. as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV. as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico culturais; V. os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. Nesse sentido podemos entender e compreender como patrimônio os modos de criar, viver e fazer, ou seja, as práticas culturais dos homens que passam tempos diversos sobrevivendo no cotidiano das grandes e pequenas cidades. A Constituição da República Federativa do Brasil ressalta ainda nos parágrafos 1º, 3º e 4º que o poder público, com a colaboração da comunidade promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação. A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais, lembrando que os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei. De acordo com a Constituição Federal (Saraiva, 2004, p.138) artigo 216 parágrafo 6º é facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a fundo estadual de fomento à cultura até cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, para o financiamento de programas e projetos culturais, vedada a aplicação desses recursos no pagamento de despesas com pessoal e encargos sociais, serviço da dívida e qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos a ações apoiados. É importante ressaltar, de acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que o tombamento é um ato administrativo realizado pelo poder público com o objetivo de preservar, por intermédio da aplicação de legislação específica, cujo embasamento é no Decreto Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. Conforme Rodrigues (2003), o tombamento não altera a propriedade de um bem, apenas proíbe que venha a ser destruído ou descaracterizado; logo, um bem tombado não necessita ser desapropriado; e também não existe qualquer impedimento para a venda, aluguel ou herança de um bem tombado, desde que continue sendo preservado. Segundo Neves (2003, p.56): O instrumento do tombamento ainda em vigor pressupõe que o bem a ser preservado às gerações futuras não pode ser descaracterizado e é,

21 19 ainda, alvo de outras críticas constantes em especial pelo fato de atribuir a particularidades a conservação do bem tombado. A ação do poder público não recai sobre o patrimônio do bem, que poderá ser alienado como qualquer outro, mas impõe restrições às reformas, as quais não poderão descaracterizar o imóvel sob pena de punições. O tombamento é a primeira ação a ser tomada para a preservação dos bens culturais materiais (tangíveis), na medida em que impede legalmente a sua destruição. No caso de bens culturais, preservar não é só conservar a memória coletiva, mas todos os esforços e recursos já investidos para sua construção. A preservação somente se torna visível para todos quando um bem cultural se encontra em bom estado de conservação, propiciando sua plena utilização. O patrimônio cultural deve andar juntamente com a comunidade local. De nada adiantará investir na proteção e conservação de bens móveis e imóveis sem a colaboração direta da sociedade nessas ações, envolvendo-a numa participação responsável, criando ao mesmo tempo uma parceria consciente, e estimulando a noção de cidadania, decorrente da preservação da memória cultural de uma nação. Devemos educar-nos para participarmos do processo de preservação cultural e mantermos o respeito às tradições, festas e lendas da cidade, e valorizarmos nosso patrimônio. 2.2 Patrimônio Imaterial. Com a instituição oficial do SPHAN (Secretaria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1937, objetos produzidos por homens e mulheres ao longo de nossa história começaram a ganhar outro reconhecimento. Obras como estátuas, prédios públicos históricos, tais como Igrejas entre outros, passaram a fazer parte do acervo patrimonial brasileiro. Na década de 1950, Igrejas, Palácios de Governo, obras religiosas referentes aos períodos colonial e imperial, enfim, bens materiais (atualmente denominados tangíveis) foram tombados com fins de preservação da história nacional. Entretanto, somente no final do século XX, a concepção de patrimônio ampliouse, nela se inserindo todo o legado cultural de um povo, como festas, danças, manifestações artísticas, dentre outras e tudo o que existe como elemento essencial para o registro da memória individual e social, que possa contribuir para a formação do sentimento de pertencimento de uma comunidade. Fonseca (2003, p.70) ressalta que a ampliação da noção de patrimônio cultural pode ser considerada, portanto, mais um dos efeitos da globalização, na medida em que

22 20 ter aspectos de sua cultura, até então considerada por olhares externos como tosca, primitiva ou exótica, reconhecidos como patrimônio mundial, contribui para inserir um país ou um grupo social na comunidade internacional, com benefícios não só políticos, mas também econômicos. Atualmente devido à ampliação da concepção de patrimônio e nela estar inserido todo o legado cultural de um povo, como suas lendas, festas, folguedos, costumes, crenças, dentre outros, tudo o que existe como elemento essencial para o registro da memória individual e coletiva, e que possa contribuir com a formação do sentimento de pertença de uma comunidade é considerado patrimônio cultural imaterial. Para ilustrar a especificidade do que se está entendendo por patrimônio imaterial, valemo-nos de um exemplo citado por Fonseca (2003, p.66): a arte dos repentistas, embora a presença física dos cantadores e de seus instrumentos seja imprescindível, é a capacidade de os atores utilizarem, de improviso, as técnicas de composição dos versos, assim como sua agilidade, que produz, a cada performance, um repente diferente. Abreu (2003, p.81) ao escrever sobre os tesouros humanos vivos, em um programa intitulado com este nome que tem por objetivo a valorização dos mestres em diferentes ofícios e assegurar a transmissão às novas gerações do saber fazer dos mestres da arte, as políticas para salvaguarda dos bens imateriais, traz a definição da Unesco (1993) 4 para o conceito de patrimônio cultural imaterial ou intangível como: O conjunto das manifestações culturais, tradicionais e populares, ou seja, as criações coletivas, emanadas de uma comunidade, fundadas sobre a tradição. Elas são transmitidas oral e gestualmente, e modificadas através do tempo por um processo de recriação coletiva. Integram esta modalidade de patrimônio as línguas, as tradições orais, os costumes, a música, a dança, os ritos, os festivais, a medicina tradicional, as artes da mesa e o saber fazer dos artesanatos e das arquiteturas tradicionais. Na Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial 5 realizada nos dias 29 de setembro a 17 de outubro de 2003 em Paris, durante a 32ª reunião da 4 UNESCO. Material de divulgação do sistema de tesouros humanos vivos, 142ª reunião do conselho executivo. Paris, Mimeo. 5 UNESCO, Convención para la salvaguardia Del patrimonio cultural inmaterial. 32º Conferencia General de la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura. Paris, 29 septiembre al 17 de octubre de 2003.

23 21 Unesco, a convenção definiu Patrimônio cultural imaterial em seu artigo 2 como sendo: os usos, representações, expressões, conhecimentos e técnicas junto com os instrumentos, objetos, artefatos e espaços culturais que lhe são inerentes que as comunidades, os grupos e em alguns casos os indivíduos reconheçam como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural imaterial, que se transmite de geração a geração, é recriado constantemente pelas comunidades e grupos em função de seu entorno, sua interação com a natureza e sua história, infundindo-lhes um sentimento de identidade e continuidade e contribuindo assim para promover o respeito da diversidade cultural e criatividade humana. Essa mesma convenção estabelece ainda que o patrimônio cultural imaterial se manifesta em particular nos seguintes âmbitos: a)tradições e expressões orais, incluindo o idioma como veículo do patrimônio cultural imaterial; b) artes do espetáculo; c)usos sociais, rituais e atos festivos; d)conhecimentos e usos relacionados com a natureza e o universo; e)técnicas artesanais tradicionais. No Brasil, a idéia de que o patrimônio não se compõe apenas de edifícios e obras de arte remonta aos anos 1930 e se encontrava no projeto que o poeta modernista Mário de Andrade elaborou para o Serviço do Patrimônio Artístico Nacional, em Como se sabe, o conceito revolucionário e visionário de patrimônio do poeta paulista não vingou nessa época, nem chegou a ser codificado em termos legais. Entretanto, Sant Anna (2003, p.51), salienta que Mário de Andrade foi, na prática, um pioneiro do registro dos aspectos imateriais do patrimônio cultural, pois documentou sistematicamente manifestações dessa natureza ao longo de sua vida, deixando para posteridade fotografias, gravações e filmes que realizou em suas famosas viagens do Nordeste. Entretanto, somente em 04 de agosto de 2000 foi instituído, por meio do Decreto (anexo II) o registro do patrimônio imaterial que constitui o patrimônio cultural brasileiro e criação do programa nacional do patrimônio imaterial. O Decreto nº 3.551/2000 estabeleceu que as ações serão desenvolvidas no âmbito do programa nacional do patrimônio imaterial, que tem como objetivo

24 22 implementar uma política pública de identificação, inventário e valorização desse patrimônio. Os bens selecionados são inscritos em livros denominados: a) Livro de registro dos saberes: para o registro de conhecimentos e modos de fazer; b) Livro das celebrações: para as festas, os rituais e os folguedos; c) Livro das formas de expressão: para a inscrição de manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas: d) Livro dos lugares: destinado à inscrição de espaços onde se concentram e reproduzem práticas culturais coletivas. Ao considerar a dinâmica dessas manifestações e com o objetivo de acompanhar suas transformações, prevê-se que o registro seja refeito, no mínimo, a cada 10 anos 6. Sant anna (2003, p.52) ressalta que o registro imaterial corresponde à identificação e à produção de conhecimento sobre o bem cultural de natureza imaterial e equivale documentar, pelos meios técnicos mais adequados, o passado e o presente dessas manifestações, [...]. O objetivo é manter o registro da memória desses bens culturais e sua trajetória no tempo, porque só assim se pode preservá-los (SANT ANNA, 2003). Espelhar se no passado significa buscar raízes e olhar para o futuro e não simplesmente copiá lo ou reproduzi lo. (SIMÃO, 2006). O Programa Nacional do Patrimônio Imaterial / ( PNPI ) 7, instituído pelo Decreto nº 3551/2000, viabiliza projetos de identificação, reconhecimento, salvaguarda e promoção da dimensão imaterial do patrimônio cultural. É um programa de fomento que busca estabelecer parcerias com instituições dos governos federal, estadual e municipal, universidades, organizações não-governamentais, agências de desenvolvimento e organizações privadas ligadas à cultura, á pesquisa e ao financiamento. Neste contexto é que podemos afirmar que nosso objeto de estudo, a Festa do Rosário na cidade de Silvianópolis Minas Gerais, é um legado cultural, patrimônio de um povo que entre táticas e estratégias se agencia no tempo presente para manter seus costumes e todo um ritual de festa que envolve ricos, pobres, negros e brancos. 6 Ver lista em anexo III. Processos de registro abertos de 2000 a 2004 (bens imateriais). FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo trajetória da política federal de preservação no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ; MinC Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Programa Nacional do Patrimônio Imaterial. Ver anexo IV

25 23 A Festa do Rosário é considerada patrimônio cultural principalmente nas ações culturais do povo que pertence à cidade de Silvianópolis, pois suas falas, ações, sentimentos relacionados à festa trazem lembranças de décadas passada, permeadas por desejos e necessidades de manter o festejo vinculado as experiências já vividas.(domingues, 2006) E neste contexto a Associação do Rosário permanece ativa com a responsabilidade de: promover a celebração da tradicional Festa do Rosário de Silvianópolis, zelando pela conservação dos mesmos costumes, estilos, tradições e cerimoniais que a caracterizam desde seus primórdios. 8 O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), conforme previsto no decreto nº 3551/2000 (anexo V), regulamentado pela resolução nº 001/2006 (anexo III), e de acordo com a decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em sua 49ª reunião, realizada em 03 de agosto de 2006, determina os procedimentos a serem observados na instauração e instrução do processo administrativo de registros de bens culturais de natureza imaterial. O requerimento para instauração do processo administrativo de Registro pode ser apresentado pelo Ministro de Estado da Cultura, pelas instituições vinculadas ao Ministério da Cultura, pelas Secretarias Estaduais, Municipais e do Distrito Federal e por associações da sociedade civil. Sempre será dirigido ao Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Iphan, podendo ser encaminhado diretamente a este ou por intermédio das demais Unidades da instituição. O requerimento deve ser apresentado em documento original, datado e assinado, acompanhado das seguintes informações e documentos: I. Identificação do proponente (nome, endereço, telefone, , etc.); II. III. IV. Justificativa do pedido; Denominação e descrição do bem proposto para registro, com indicação da participação e/ou atuação dos grupos sociais envolvidos de onde ocorre ou se situa, do período e da forma em que ocorre; Informações históricas básicas sobre o bem; 8 Ato Constitutivo e Estatutos da Associação de Caridade Nossa Senhora do Rosário foi homologado aos 02 (dois) dias do mês de maio de 1965.

26 24 V. Documentação mínima disponível, adequada à natureza do bem, tais como fotografias, desenhos, vídeos, filmes, gravações sonoras ou filme; VI. Referências documentais e bibliográficas disponíveis; VII. Declaração formal de representante da comunidade produtora do bem, ou de seus membros, expressando o interesse e a anuência com a instauração do processo de Registro. Caso o requerimento não contenha a documentação mínima necessária, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) oficiará ao proponente no prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável mediante solicitação justificada, sob pena de arquivamento do pedido. A instrução técnica do processo administrativo de registro consiste, além da documentação mencionada acima, na produção e sistematização de conhecimentos e documentação sobre o bem cultural (está previsto um prazo de até 18 (dezoito) meses para execução desta etapa) e deve, obrigatoriamente, abranger: I. Descrição pormenorizada do bem que possibilite a apreensão de sua complexidade e contemple a identificação de atores e significados atribuídos ao bem; processos de produção, circulação e consumo; contexto cultural específico e outras informações pertinentes; II. Referências à formação e continuidade histórica do bem, assim como às transformações ocorridas ao longo do tempo; III. Referências bibliográficas e documentais pertinentes; IV. Produção de registros audiovisuais de caráter etnográfico que contemplem os aspectos culturalmente relevantes do bem, a exemplo dos mencionados nos itens I e II deste artigo; V. Reunião de publicações, registros audiovisuais existentes, materiais informativos em diferentes mídias e outros produtos que contemplem a instrução e ampliem o conhecimento sobre o bem; VI. Avaliação das condições em que o bem se encontra, com descrição e análise de riscos potenciais e efetivos à sua continuidade; VII. Proposição de ações para a salvaguarda do bem. Finalizada a fase de pesquisa e documentação, o material produzido na instrução do processo administrativo de Registro será sistematizado na forma de um dossiê, será examinado pelo Iphan, que emitirá parecer técnico.

27 25 Após a conclusão da instrução técnica do processo administrativo de Registro e do seu exame pela Procuradoria Federal, o Presidente do Iphan determinará a publicação, na imprensa oficial, de Aviso contendo o extrato do parecer técnico do Iphan e demais informações pertinentes, para que a sociedade se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data de publicação. Se a decisão do Conselho Consultivo for favorável, o Iphan procederá à inscrição do bem no Livro de Registro correspondente, conforme o estabelecido no Decreto n 3.551/ 2000, e emitirá Certidão de Registro. Se a decisão do Conselho Consultivo for contrária ao Registro, o Iphan arquivará o processo e comunicará o ato formalmente ao proponente. 2.3 Turismo e Patrimônio Imaterial O turismo é um fato irreversível social, humano e econômico e cultural. Sua influência na esfera dos monumentos e sítios é particularmente importante e só pode aumentar, dados os conhecimentos de desenvolvimento desta atividade.(icomos, 1976) O Icomos, em 1976, pela Carta de Turismo Cultural, definiu turismo cultural: aquela forma de turismo que tem por objeto, entre outros fins, o cnhecimento de monumentos e sítios histórico artísticos. Exerce um efeito realmente positivo sobre estes tanto quanto contribui para satisfazer seus próprios fins a sua manutenção e proteção. Esta forma de turismo justifica, de fato, os esforços que tal manutenção e proteção exigem da comunidade humana, devido aos benefícios sócio culturais e econômicos que comporta para toda a população envolvida. Pensado como uma tendência da política patrimonial mais recente, o patrimônio imaterial é, na verdade, uma alternativa para o reconhecimento de outras histórias não presentes nos bens considerados como monumentos históricos e culturais até a década de setenta do século passado. Neste caso, o papel do turismo é fundamental no reconhecimento das diferenças e no direito a elas. A valorização da cultura típica como: gastronomia local e o folclore manifestado através de danças, espetáculos teatrais, desfiles, festas, dentre outros surgem como elementos da cultura, incluindo todas as camadas sociais das mais

28 26 diversas cidades. É o exemplo do queijo de Minas Gerais ou do empadão goiano ambos reconhecidos como patrimônio do povo brasileiro. Obviamente, tanto um como outro são saberes que foram se repassando de geração a geração, caracterizando, porém, o processo de transformação e adaptação pelo qual passaram e vêm passando. Esse processo de transformações dos costumes cotidianos de geração a geração, é o que alguns estudiosos denominam de folclorização, mas neste estudo este processo não é entendido como resultado da chamada modernização, mas sim como perda de sentido e significados para a cultura do povo, não sendo o folclore sinônimo de alteração, podendo ser mais bem refletida nas palavras de Thompson (1998) quando diz que o povo:...estava sujeito a pressões para reformar sua cultura segundo normas vindas de cima... Quando surgiu o estudo de folclore, esses costumes já começam a ser vistos como antiguidades, resíduos do passado... Estes costumes que são passados de geração a geração podem ser entendidos como resultado do resgate cultural de um povo, do sentido, significado e simbolismo que aquele produto intangível traz para a comunidade local, resgatando seus saberes e reforçando sua identidade cultural. Conforme Dias e Aguiar (2002) as definições de folclore de uma maneira geral o caracterizam como uma representação do passado (as tradições), uma forma de mostrar aquilo que os antepassados faziam, trajavam, dançavam, cantavam, etc. È senso comum que as manifestações folclóricas têm uma ligação com as raízes da cultura popular e a participação nelas é voluntária e prazerosa. De todo modo, remetem a uma apropriação social, no presente, de uma cultura popular do passado. Os autores também afirmam que: quando bem conduzida, a interação folclore e o turismo pode levar a uma revitalização das práticas tradicionais da comunidade, num processo de renascimento das atividades culturais voltadas para o turista, mas mantendo uma funcionalidade local mais fortemente associada à construção de uma identidade. Isto implica em compreender que todo movimento em prol do reconhecimento de patrimônios imateriais desemboca numa esfera de valorização de práticas que são

29 27 tradicionais, mas, sobretudo dinâmicas, porque estão em constante transformação e atendem sempre às necessidades culturais de um povo. Raymond Williams (1979) já apontou algumas reflexões nesse sentido. A tradição, segundo o autor, é seletiva e, portanto guardamos o que necessitamos no presente em que vivemos e somamos coisas conforme as mesmas necessidades. A cultura, principalmente se associada à atividade turística, pode sofrer modificações com o passar dos anos, o que não significa riscos à autenticidade da comunidade, a qual tal cultura e suas manifestações pertencem. É necessário, portanto, que os bens imateriais como as manifestações folclóricas da cultura de um povo, sejam registrados de forma a preservar sua trajetória no tempo. Simão (2006, p. 28) diz que: ser brasileiro significa ser moderno e isto implicava em entender o próprio Brasil, buscar sua história e suas raízes. Buscar essa tradição, conhecer a nação significava estabelecer vínculos para a arte brasileira. As atividades turísticas têm se valido de valores culturais diversos e, nesse sentido, têm se alimentado daquilo que comumente chamamos patrimônio. No que tange o patrimônio imaterial isso se expressa das mais diferentes formas. Às vezes em eventos gastronômicos, como o Fest Gourmet realizado na cidade de Tiradentes Minas Gerais, ou nas festas tais como Círio de Nazaré em Belém do Pará, Jubileu de Bom Jesus de Matosinhos no Rio de Janeiro, Nossa Senhora do Rosário que tem início em Minas na cidade de Conceição do Mato Dentro no dia primeiro de janeiro, acontecendo nos outros meses em diversas cidades, sendo que suas festividades encerram na cidade de Alpinópolis no mês de dezembro, dentre outras festas. O que é significativo no modo como isto se dá é que a população que produz esse patrimônio participa e interage com ele, se põe como parte do processo de resignificação 9 (WILLIAMS, 1979) da política patrimonial, inserindo-se também nas atividades turísticas. Isto implica em dizer, portanto, que o turismo e o patrimônio imaterial estão intimamente ligados. As pessoas criam, montam, participam das festas; cozinham, vendem comida e entrecruzam-se com o turista visitante, dando às atividades turísticas uma dinâmica nada unilateral e extremamente forte, carregada de 9 Re significar significa atribuir novos sentidos, ainda que muitos anteriormente solidificados permaneçam.

30 28 diversidades, fazendo da relação população-turista uma via para a produção do conhecimento nacional e para a propagação das culturas nas suas mais diversas formas de expressão. Moura (2003, p. 49) salienta que na festa folclórica, o lendário, a música, a dança, o cortejo, o auto e o culto estão efetivamente ligados à realidade de seus atores. Estes representam objetivamente os problemas do trabalho e da vida com os quais se encontram envolvidos. Ressaltamos ainda que a participação da comunidade vai além de atuar em diferentes serviços, fica sob sua responsabilidade a divulgação de suas riquezas culturais. São essas riquezas culturais que formam e diferenciam os locais, tornando-os singulares e fazendo com que a atividade turística cresça, pois os turistas quando viajam buscam aspectos que se diferenciem dos encontrados em sua localidade de origem, como hábitos e costumes. Cada destinação possui uma marca própria, algum elemento peculiar que a torna diferente dos demais lugares e que, por isso, tornam-se atrativos turísticos. Dias (2006, p. 38) afirma que a exploração da cultura como atrativo turístico implicou o crescimento do turismo cultural, principalmente nos ambientes urbanos, nos quais se concentram diversos tipos de atividades turísticas convenções, museus, festivais, feiras, eventos de vários tipos, etc. O patrimônio refere-se às pessoas, às origens, a história de toda uma comunidade. Entretanto não podemos esquecer, como diz NEVES (2003), que deve surgir da própria comunidade a decisão do que deve ser preservado dentre seus produtos culturais, afinal é fundamental a importância desse patrimônio como suporte da história e da memória dos grupos sociais. Dias (2006, p. 39) define turismo cultural como a: segmentação do mercado turístico que incorpora uma variedade de formas culturais, em que se incluem museus, galerias, eventos culturais, festivais, festas, apresentações artísticas e outras, que, identificadas com uma cultura em particular, fazem parte de um conjunto que identifica uma comunidade e que atraem os visitantes interessados em conhecer características singulares de outros povos.

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