COLEÇÃO LUA CRESCENTE SUGESTÕES DE TRABALHO

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1 COLEÇÃO LUA CRESCENTE SUGESTÕES DE TRABALHO Elaboradas pela professora ROSANA CORREA PEREIRA EL KADRI Licenciada em Letras pela PUC-SP, é professora e assessora de Língua Portuguesa em escolas da rede pública e particular de São Paulo, desde Pela Editora Moderna, traduziu e adaptou os módulos do curso Compreensão Leitora Ler e Viver e colaborou com a coleção didática Projeto Araribá, para o ciclo 2 do Ensino Fundamental. 1

2 Sumário Apresentação, 4 A fantasia e a aventura na literatura infanto-juvenil, 5 Sugestões de trabalho com os livros da Coleção, 7 Leitura compartilhada, 7 Sugestões gerais de atividades de leitura compartilhada,8 Sugestões específicas de atividades de leitura compartilhada,10 Agura Trat, de Roald Dahl, 10 Rosalinde não pára de pensar, de Christine Nöstlinger, 12 Desventuras de um irmão mais velho, de Judy Blume, 14 O jardim das crianças encantadas, de Janet Taylor Lisle, 16 O fantasma do sol do meio-dia, de Sid Fleischman, 19 Um livro mágico, de Nina Bernstein, 22 O jardim da meia-noite, de Philippa Pearce, 26 Proposta de trabalho com os livros em conjunto, 28 Atividades sugeridas com Um livro mágico, O jardim das crianças encantadas, O jardim da meia-noite e Rosalinde não pára de pensar, 28 Atividades sugeridas com Um livro mágico e O fantasma do sol do meio-dia, 28 Observações finais, 31 Bibliografia comentada, 31

3 COLEÇÃO LUA CRESCENTE [...] a obra literária é um objeto social. Para que ela exista, é preciso que alguém a escreva e que outro alguém a leia. Ela só existe enquanto obra neste intercâmbio social. [...] É a relação que as palavras estabelecem com o contexto, com a situação de produção e leitura que instaura a natureza literária de um texto. LAJOLO, Marisa. O que é literatura. 8. ed. São Paulo: Brasiliense (Coleção Primeiros Passos) 3

4 BORIS KULINOV Apresentação Não é exagero afirmar que a literatura nasceu quase ao mesmo tempo que o homem, quando este sentiu necessidade de contar aos outros alguma história, que poderia ser significativa para a comunidade em que vivia. Foi a narrativa oral que possibilitou o aparecimento de vários outros gêneros narrativos, como é o caso, por exemplo, dos contos, do romance, das peças teatrais. Ainda que a literatura seja tão antiga, podemos afirmar que a infantil ou infanto-juvenil aquela produzida especialmente para crianças e jovens é muito mais recente. Ela apareceu durante o século XVIII, decorrente da ascensão da família burguesa comerciantes, artesãos, profissionais liberais e, mais tarde, industriais, do novo status concedido às crianças na sociedade que até então eram consideradas adultos em miniatura e da reorganização da escola para garantir a estabilidade e o funcionamento da nova organização social. Seu surgimento está diretamente relacionado à pedagogia, já que as histórias eram elaboradas com o objetivo de passar algum ensinamento ou formação moral, deixando os aspectos estéticos e literários em segundo plano. O aspecto meramente lúdico de um texto não justificava a publicação, apenas o critério de utilidade educativa legitimava a difusão de histórias infantis. Esse didatismo prepondera maciçamente até o surgimento de obras como Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, A ilha do tesouro, de Robert L. Stevenson, e as histórias de Mark Twain, As aventuras de Tom Sawyer e As aventuras de Huckleberry Finn. 1 Na segunda metade do século XIX ocorre uma modificação na literatura infantil: as histórias passam a ter crianças como heróis. A ação passa a ser contemporânea e apresenta o confronto entre o mundo do herói-criança e o mundo dos adultos, ocorre também uma valorização do aspecto estético e lúdico, além de uma identificação maior com seu público leitor. A literatura infantil passa a ser formadora, mas não educativa, no sentido pedagógico do termo. 1 MAGALHÃES, Lígia Cademartori. História infantil e pedagogia. In: ZILBERMAN, Regina e, Literatura infantil: autoritarismo e emancipação. São Paulo: Ática,

5 A fantasia e a aventura na literatura infanto-juvenil Em um artigo denominado As dimensões da aventura, o poeta e ensaísta José Paulo Paes cita Northrop Frye para falar da função arquetípica da literatura, que leva a visualizar o mundo do desejo não como uma fuga da realidade, mas como a forma genuína do mundo que a vida humana tenta imitar, mundo que é, segundo o mesmo Frye, o mundo dos sonhos que criamos com nossos desejos. 2 A Coleção Lua Crescente foi pensada para jovens leitores de 8 a anos que se encantam com a aventura e a descoberta. Todos os seus autores são premiados internacionalmente, e seu trabalho se caracteriza não só por um alto nível de qualidade, como também por atender às necessidades e ao gosto dos leitores dessa faixa etária. Ela inicia com sete livros, especialmente selecionados, de autores contemporâneos consagrados no mundo: Agura Trat, de Roald Dahl; Rosalinde não pára de pensar, de Christine Nöstlinger; O jardim das crianças encantadas, de Janet Taylor Lisle; Um livro mágico, de Nina Bernstein; O jardim da meia-noite, de Philippa Pearce; O fantasma do sol do meio-dia, de Sid Fleischman; e Desventuras de um irmão mais velho, de Judy Blume. Com exceção de Agura Trat, todas as obras da coleção centralizam os eventos narrados em heróis infantis. Isso possibilita estabelecer um vínculo maior entre o leitor e as obras, valorizando seu mundo. Por meio de personagens-crianças, os livros O jardim das crianças encantadas, Um livro mágico e O jardim da meia-noite tematizam aspectos importantes da condição infantil. A fantasia é o aspecto privilegiado na vivência das personagens dessas obras. De um lado, porque aciona o imaginário do leitor; de outro, porque é o cenário onde os heróis resolvem seus dilemas pessoais e sociais. [...] não é a saída [para o mundo da fantasia] que coloca o herói perante o mundo, mas sua volta; o primeiro movimento leva o protagonista ao encontro de si mesmo esta é sua grande aventura, a qual lhe permitirá enfrentar o contexto circundante, confiando em si ou conformado com sua falta de poder. Em razão disto, a fantasia configura a condição de funcionamento do gênero, pois este impõe um modelo narrativo que se desenvolve à medida que o protagonista abandona o setor familiar e ingressa em horizontes sobrenaturais, voltando depois à posição primeira, agora mais experiente ou sábio. 3 2 PAES, José Paulo. A aventura literária. São Paulo: Cia das Letras, p 17. A obra de N. Frye citada se encontra no livro A anatomia da crítica (São Paulo, Cultrix, 1973.). 3 ZILBERMAN, Regina. Literatura infantil: fantasia e exemplaridade. In: Op. cit, p

6 A obra O fantasma do sol do meio-dia e o primeiro momento de Um livro mágico apresentam a aventura como ingrediente especial, gênero que desde seus primórdios voltou-se preferencialmente para o público infanto-juvenil, despertando em gerações de jovens leitores o prazer da leitura e preparando-os para a posterior fruição de obras literárias mais complexas. A palavra aventura entrou para o português por meio da palavra francesa aventure que, por sua vez, vem do verbo latino adventurus, que significa o que vai acontecer. Segundo José Paulo Paes, [...] já era corrente no português medieval [o uso de derivados da palavra aventura] sob a forma de dois adjetivos, bem-aventurado e mal-aventurado, nos quais ressalta a idéia de fado, destino, sorte. Outras idéias intimamente correlatas desta são, de um lado, as de futuro, imprevisibilidade, surpresa, e, de outro, as de perigo, risco, azar; como se vê, idéias em tudo e por tudo opostas ao estatuto convencional da vida do dia-a-dia no que esta possa ter de rotina, mesmice e segurança. 4 As histórias de aventura apresentam três ingredientes básicos: um herói 5 também chamado protagonista, o desconhecido e o perigo. O herói merece destaque, pois é a personagem que consegue vencer todos os problemas que surgem à sua volta. Às vezes, possui talentos especiais que só aparecem quando é colocado à prova. Ao deixar o convívio familiar, por vontade própria, por obra do acaso ou por imposição, o herói-criança enfrenta o medo diante da maldade presente no mundo dos adultos, encarnada nas figuras dos piratas, no caso de O fantasma do sol do meio-dia, e dos poderosos corruptos da cidade de Nottingham, no caso de Um livro mágico. A aventura vivida, quer no mundo real quer no mundo da fantasia, transforma as personagens, tornando-as mais maduras e experientes. É por isso que José Paulo Paes, no artigo citado, menciona o trabalho de vários teóricos que consideram o romance de aventura um desdobramento do conto de fadas de origem oral. As obras Agura Trat, Rosalinde não pára de pensar e Desventuras de um irmão mais velho tratam dos relacionamentos entre as pessoas. A personagem Rosalinde confronta seus desejos com as normas da sociedade e ao mesmo tempo tenta entender como funciona o mundo dos adultos. Peter, personagem-narrador de Desventuras de um irmão mais velho, tenta lidar com os sentimentos antagônicos que tem por seu irmão mais novo, Fudge, e entender por que os pais agem de forma diferente com ele e com o irmão. (Isso sem nos esquecermos, é claro, de que temos apenas o ponto de vista de Peter, já que ele é o narrador.) Agura Trat trata do relacionamento entre adultos, mas sem deixar de lado o aspecto lúdico na resolução do conflito principal, já que o senhor Hoppy age como uma criança crescida e, de certa forma, lança-se numa arriscada empreitada para conquistar seu amor. 4 PAES, José Paulo. Op. cit., p Herói é o personagem que vive grandes aventuras e consegue vencer todos os problemas que surgem à sua volta. Por isso é considerado o personagem principal, cujas ações, pensamentos e sentimentos acompanhamos com maior interesse. O herói é também chamado protagonista da história. (MACHADO, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, Coleção Série Didática Classes de magistério. p. 45.) 6

7 CARLOS BRITO Sugestões de trabalho com os livros da coleção Os livros desta coleção podem ser lidos de forma livre, pelo simples prazer de ler, pois são histórias que com certeza vão interessar leitores entre 8 e anos. Entretanto, como se tratam de textos de qualidade, de reconhecidos escritores modernos, as histórias oferecem uma grande oportunidade para se trabalhar com as características das narrativas literárias. Assim, caso você queira desenvolver com seus alunos um trabalho mais profundo nesse sentido, apresentamos a seguir algumas sugestões de trabalho. Leitura compartilhada A leitura compartilhada, segundo Isabel Solé 6, é aquela na qual o professor ou um aluno assume a responsabilidade de organizar a tarefa de leitura e de envolver os outros nela. Nessa atividade, quatro estratégias responsáveis pela compreensão durante a leitura podem ser incentivadas: Formular previsões sobre o texto a ser lido. Formular perguntas sobre o que foi lido. Esclarecer possíveis dúvidas sobre o texto. Resumir as idéias do texto. Essas estratégias, segundo Solé, não podem ser ensinadas à margem da atividade de leitura, mas no que ela denomina tarefas de leitura compartilhada, como no exemplo: O professor e os alunos devem ler um texto, ou um trecho de um texto, em silêncio (embora também possa haver leitura em voz alta). Depois da leitura, o professor conduz os alunos através das quatro estratégias básicas. Primeiro se encarrega de fazer um resumo do que foi lido para o grupo e solicita sua concordância. Depois pode pedir explicações ou esclareci- 6 SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, p

8 mentos sobre determinadas dúvidas do texto. Mais tarde formula uma ou algumas perguntas às crianças, cuja resposta torna a leitura necessária. Depois dessa atividade, estabelece previsões sobre o que ainda não foi lido, reiniciando-se deste modo o ciclo (ler, resumir, solicitar esclarecimentos, prever) [...] 7 Consideramos essas tarefas de leitura compartilhada ao formular a seqüência de atividades para os livros desta coleção. As seqüências podem apresentar variações, de acordo com o potencial de cada grupo leitor. As atividades estão divididas em três momentos: antes da leitura, durante a leitura e depois da leitura. Sugestões gerais de atividades de leitura compartilhada As sugestões a seguir se destinam aos livros da coleção de uma forma geral. Mais à frente, há indicações específicas para cada livro. Antes da leitura q Combine com os alunos a data em que todos devem ter o livro. Se possível, providencie a compra, para que todos o tenham em mãos no mesmo dia. q Leia o título e faça com os alunos uma exploração da ilustração da capa. Pergunte como esperam que seja a história de um livro com esse título e essa capa. Anote as hipóteses dos alunos. q Pergunte se conhecem o autor ou alguma história dele. Se conhecerem, peça-lhes que falem como é o estilo desse autor, que tipo de histórias escreveu. Faça uma leitura compartilhada da biografia do autor. q Se o livro apresentar sumário, leia-o com os alunos e vá discutindo as hipóteses sobre os fatos que poderão acontecer na história a partir do título de cada capítulo. q Leia a sinopse da quarta capa e verifique com os alunos quais hipóteses já podem ser confirmadas ou descartadas. Durante a leitura q Leia com os alunos apenas o início da história e marque uma data para a leitura até determinado capítulo. q Na data determinada: peça a alguns alunos que resumam o que leram, expliquem o que entenderam da história, e relacionem esta com outras histórias ou filmes etc. Peça-lhes que façam previsões quanto à continuação da história. q Converse com eles sobre o que entenderam da organização da história, do gênero, do tema etc. 7 Idem, ibidem. Negritos nossos. 8

9 q Marque uma data para a leitura de mais alguns capítulos. Se alguns já tiverem terminado a leitura, peça-lhes que façam aos colegas questões de previsão. q Peça que terminem a leitura para uma data determinada. Depois da leitura q Proponha uma discussão do livro. Nesse momento os alunos farão uma apreciação sobre ela, se gostaram ou não, e por quê, se ela foi emocionante, intrigante, se prendeu a atenção, se foi engraçada etc. É fundamental que os alunos se manifestem criticamente sobre a obra que leram, pois o objetivo principal é a formação do leitor. E o ensino do uso de estratégias de leitura tem também esse objetivo. q Peça aos alunos que leiam as biografias dos autores e ilustradores, que se encontram nas páginas finais dos livros. Todas elas terminam com um comentário do autor sobre sua obra em geral, ou aquele livro em particular. Peça-lhes que analisem esses comentários e confiram se eles são coerentes com a obra lida. Peça-lhes também para avaliar a qualidade das ilustrações e sua função na leitura. CRIS EICH 9

10 Sugestões específicas de atividades de leitura compartilhada Agura Trat, Roald Dahl Resumo e breve análise Criatividade, fatos e personagens inusitados não faltam às histórias do inglês Roald Dahl, um dos autores preferidos das crianças do mundo todo. Muitos de seus livros já foram adaptados para o cinema na forma de filmes e desenhos animados. Neste livro, Dahl contou com as ilustrações do grande artista gráfico Quentin Blake, com quem, durante a vida, desenvolveu uma criativa parceria, para ajudá-lo a contar uma divertida história. Em Agura Trat, um homem solitário e tímido, o senhor Hoppy, inveja os carinhos que a vizinha do apartamento logo abaixo do seu, a senhora Silver, por quem ele está secretamente apaixonado, dispensa a uma tartaruga de nome Alfie. O senhor Hoppy não tem coragem de iniciar uma conversa mais longa com a vizinha, até que um dia resolve perguntar como vai a tartaruga. A senhora Silver demonstra preocupação, porque a tartaruga não cresce. Isso dá ao senhor Hoppy uma idéia um tanto inusitada, que pode ajudá-lo a conquistar sua amada. Valendo-se do artifício de escrever palavras invertidas (Agura Trat é tartaruga, escrito ao contrário), ele cria um feitiço que faria tartarugas crescerem e o oferece à senhora Silver. Ao mesmo tempo, compra uma enorme quantidade de tartarugas parecidas com Alfie, só que de tamanhos diferentes, e constrói um engenhoso instrumento que lhe permite retirar Alfie da sacada da vizinha e trocá-lo por uma outra tartaruga um pouco maior. Essa obra, apesar de apresentar personagens adultos, mostra uma forma lúdica e criativa de conquista: o jogo de palavras que o autor cria como mágica para o crescimento e encolhimento da tartaruga; a compra de uma enorme quantidade de tartarugas parecidas e um pouco maiores que Alfie e, finalmente, o pega-tartarugas. O livro Agura Trat (Esio Trot, em inglês) foi publicado originalmente em 1972, na Inglaterra, e o próprio autor se encarrega de dar aos leitores uma explicação sobre a brincadeira que fez, ao permitir que seu personagem comprasse tantas tartarugas, pois na época em que o livro foi escrito não havia a preocupação ecológica de evitar a importação de animais da fauna de outros países. Atividades Sugeridas Antes da leitura q Leia o título e peça aos alunos que observem a ilustração da capa e pergunte qual a relação que eles percebem entre o título e a ilustração. 10

11 q Leia com os alunos a apresentação das personagens e do pega-tartarugas. Pergunte-lhes qual seria a utilidade desse objeto. q Leia também a Nota do Autor. Pergunte-lhes por que o autor teria colocado no livro essa nota? Pergunte-lhes se conhecem projetos ambientais relacionados à proteção de tartarugas no Brasil, existe o projeto Tamar (www.tamar.org.br/). Depois da leitura q Questões para orientar a discussão. Sugira que os alunos respondam às questões no caderno antes da discussão, apenas para organizar as idéias. 1. Qual a sua opinião sobre a solução que o senhor Hoppy encontrou para conquistar sua amada? 2. Será que a senhora Silver não desconfiou em nenhum momento da troca de animais? Justifique sua opinião. 3. Quando se está apaixonado por alguém, vale a pena bolar um plano tão engenhoso para conquistar o seu amor? Justifique. q Propostas de produção de texto. 1. Para criar a linguagem de tartaruga, o senhor Hoppy escreveu as palavras de trás para frente. Crie uma linguagem de tartaruga. Escreva uma mágica de crescimento com um critério diferente do senhor Hoppy. Você pode mudar o conteúdo também. Depois, você irá trocar a mensagem com um colega e tentar descobrir como ele criou a linguagem e qual é a mensagem. 2. Imagine que a senhora Silver percebesse a troca das tartarugas, ou que ela encontrasse o pega-tartarugas. Como ela reagiria? Como o senhor Hoppy se explicaria? Se ela gostasse do senhor Hoppy, que atitude ela poderia ter? E se ela encontrasse o mar de tartarugas no apartamento do vizinho? Como ele se explicaria? Dê um final inusitado para seu texto. QUENTIN BLAKE 11

12 Rosalinde não pára de pensar Christine Nöstlinger Resumo e breve análise Christine Nöstlinger é austríaca, sendo uma das escritoras para crianças e jovens mais conhecidas em língua alemã. Suas histórias se caracterizam por uma visão ao mesmo tempo crítica e idealista do mundo, com personagens vivendo situações comuns ao cotidiano de muitas crianças. Recebeu a medalha Hans Christian Andersen em 1984 e foi a primeira a receber, em 2003, o Prêmio Em Memória de Astrid Lindgren, dado pelo governo sueco. Fábio Sgroi é um jovem ilustrador brasileiro, cuja leveza e humor caracterizam seus desenhos. Neste livro, Rosalinde é uma garota que vive com os pais e avós. Enquanto os pais trabalham, Rosalinde divide seu dia entre a escola e o convívio com os avós. A heroína confronta seus desejos e sua imaginação com as normas e os comportamentos dos adultos. Rosalinde não sabe que profissão seguir, mas tem simpatia por profissões consideradas masculinas. Ela também gosta de brinquedos pouco convencionais para meninas. Em determinado momento da história, ela descobre, para sua decepção, uma pequena mentira da avó, que esconde o botão do velho ferro de passar para obrigar o avô a comprar um ferro novo. Rosalinde se questiona sobre o motivo da mentira, mas não faz um julgamento de ordem moral. Quantas crianças não devem ter vivido esse mesmo dilema e se conformaram com sua falta de poder para mudar ou entender a realidade naquele momento? Rosalinde percebe que nem tudo o que pensa, imagina e deseja pode acontecer e, assim, ela amadurece. Atividades Sugeridas Antes da leitura q Leia o título e peça aos alunos que observem a ilustração da capa. Como eles imaginam que seja essa personagem que não pára de pensar? Que tipo de pensamentos ela deve ter? q Em seguida, leia o texto de quarta capa e a biografia da autora. Observe quais hipóteses dos alunos já podem ser descartadas. Depois da leitura q Questões para orientar a discussão. Sugira que os alunos respondam às questões no caderno antes da discussão, apenas para organizar as idéias. 1. Rosalinde pensa em profissões e gostaria de ser jogadora de futebol, motorista de escavadeira, capitã de navio ou piloto de avião a jato. Seu amigo Fred acha 12

13 que meninas não devem ter profissões como essas. Qual a sua opinião? Existem profissões só para meninas e profissões só para meninos? Por quê? 2. Rosalinde tem pensamentos secretos sobre a avó. O que esses pensamentos revelam a Rosalinde sobre a avó? Por que ela resolve não pensar mais nisso? Rosalinde se confronta com a mentira de uma pessoa querida. Ela vive um conflito. Não pode dizer que a avó estava mentindo e não entende como ela pode mentir sem que os outros percebam. Ela toma consciência de que não pode mudar isso, que esses pensamentos têm de ficar só com ela, pois ela ama a avó. 3. É possível conhecer tão bem uma pessoa a ponto de saber no que ela está pensando, como diz o avô de Rosalinde? Explique. q Proposta de produção de texto. Você já teve pensamentos como os de Rosalinde? O que você gostaria de fazer quando crescer? Já teve pensamentos secretos sobre alguém? Como foram? Escreva sobre seus pensamentos e desejos, bem como sobre pensamentos secretos. FABIO SGROI 13

14 Desventuras de um irmão mais velho Judy Blume Resumo e breve análise Judy Blume é uma das mais populares escritoras americanas para crianças e jovens. Seus livros são bem humorados, e as histórias retratam personagens vivendo situações muito parecidas ao cotidiano real das crianças. Peter e Fudge, seu irmãozinho menor, estão entre os personagens mais populares que ela criou, chegando a dar origem a uma série só deles. Os desenhos do livro são de Alcy Linares, cartunista e ilustrador brasileiro que há anos se dedica aos livros para crianças e jovens. Peter é um menino de 9 anos, habitante de Manhattan, Nova York. No aniversário de seu melhor amigo, Jimmy, Peter ganha de presente uma pequena tartaruga. Ele fica feliz, pois não tem um animal de estimação. O único problema será tentar manter seu irmãozinho de dois anos, Fudge, longe do bichinho. A história é narrada em 1ª pessoa, portanto, sob o ponto de vista de Peter, que se sente vítima das artes de seu irmãozinho. Segundo ele, Fudge está sempre no seu caminho. Peter só gosta do irmão quando este está dormindo e faz um barulhinho agradável ao chupar os dedos. Peter narra vários episódios em que Fudge é o autor das maiores trapalhadas: fazer o pai perder um cliente importante, destruir o trabalho de escola de Peter, desaparecer dentro do cinema e, finalmente, engolir sua tartaruga de estimação. Não há como não se identificar com as contrariedades e angústias desse irmão mais velho, que, ainda por cima, é apresentado como exemplo para Fudge. Quando Fudge destrói o trabalho de escola do irmão e corta os próprios cabelos, Peter afirma para a mãe que o odeia. A mãe diz que o castigou e argumenta que Peter não odeia Fudge, apenas pensa que odeia, porque está com raiva. No episódio em que Fudge engole a tartaruga, Peter pensa primeiro na falta que sentirá do bichinho e que os pais nem se importaram com isso. Depois, ao ver o irmão passar dias no hospital, começa a sentir sua falta e perceber que gosta dele. Mas esse sentimento muda ao saber que a tartaruga está morta, já que ele tinha a esperança ingênua de que ela estivesse viva. As relações entre irmãos sob a ótica de uma criança, as reflexões de Peter sobre o comportamento do irmão, sobre o seu próprio comportamento e os sentimentos antagônicos que sente por Fudge tornam o livro particularmente atraente para os jovens leitores. ALCY 14

15 Atividades Sugeridas Antes da leitura q Peça aos alunos que observem a capa e leiam o título. Pergunte o significado da palavra desventura 8. Solicite que relacionem a ilustração com o título. Quais poderiam ser as desventuras do irmão mais velho? Qual a possível diferença de idade entre esses irmãos? Pergunte se eles têm irmãos mais novos ou mais velhos e peçalhes que falem um pouco da relação que têm com eles. Leia em seguida a quarta capa e a biografia da autora na página final do livro. Depois da leitura q Questões para discussão. Sugira que os alunos respondam às questões no caderno antes da discussão apenas para organizar as idéias. 1. Como eram os sentimentos de Peter em relação ao irmão? 2. Em sua opinião, esses sentimentos são comuns entre irmãos? Por quê? 3. Muitas vezes Peter se sentiu injustiçado pelos pais. Será que ele tinha razão? Por quê? 4. Fudge também tem sentimentos pelo irmão. Em sua opinião, quais seriam eles? 5. O livro é narrado em 1ª pessoa, por Peter. A história seria a mesma se quem narrasse fosse a mãe ou Fudge? Por quê? q Na análise da estrutura narrativa, chamar a atenção para o tipo de narrador e de texto: o narrador é em 1ª pessoa, Peter, o irmão mais velho que se sente vítima das travessuras do irmão mais novo. Ressaltar que a narrativa em primeira pessoa faz com que o leitor viva a história junto com as personagens. Temos só o ponto de vista de Peter, sua visão pessoal dos fatos e sua análise das situações e das outras personagens. Se o narrador fosse outro, as análises poderiam ser diferentes. q Chame a atenção deles para as ilustrações: são engraçadas? Os personagens foram representados da forma como eles os imaginaram? q Proposta de produção de texto. Considerando as características de Fudge, como ele trataria o cachorro de Peter? Imagine um episódio, narrado por Peter, em 1ª pessoa. Como seria o comportamento do filhote logo que chegou à casa de Peter? Como Fudge poderia se aproximar do cachorro e dos seus pertences (vasilha de comida, de água, brinquedos, ossos etc.)? Que travessuras o irmãozinho de Peter poderia fazer com o cão? Como Peter poderia reagir a essas travessuras? E o cão? Dê um final intrigante para seu texto. 8 Desventura s.f. ausência de ventura; má fortuna; desgraça; desaventura; infortúnio. ETIM. des+ventura. [...] Ventura s.f. 1. sorte (boa ou má); fortuna, destino, acaso. 2. boa sorte, fortuna favorável, dita. 3. felicidade. 4. risco, perigo. [...] Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, a. ed. 15

16 O jardim das crianças encantadas Janet Taylor Lisle Resumo e breve análise Janet Taylor Lisle é uma escritora e jornalista norte-americana. Uma característica interessante de suas histórias é que elas se situam numa tênue fronteira entre a realidade e a fantasia. Embora elfos, fadas e outras criaturas sempre apareçam nelas, nunca fica claro se são reais ou imaginárias. Ela deixa para o leitor essa decisão. A brasileira Cris Eich, com seu traço delicado, ilustrou esta bonita história. Janet se utiliza da fantasia para que as heroínas Olívia (9) e Nália (5) possam lidar com a dolorosa perda da mãe e a ausência do pai que, impossibilitado de ficar com as filhas por causa do seu trabalho, as leva para passar o verão na casa de tia Minda, sua tia-avó. A diferença de idade entre a tia e as meninas é muito grande, a casa é antiga e não apresenta nenhum tipo de divertimento. As meninas estão muito tristes e apegadas uma à outra. O único consolo de Olívia são os inúmeros livros que a tia tem. Ela se interessa por um em especial, O jardim das crianças encantadas, de Ellis Bellwether (um escritor provavelmente criado pela autora), que descreve um jardim muito parecido com o de tia Minda, apesar de todo o mato que o cobre. Nália também se interessa pela história, na qual duendes transformam crianças em flores. O encanto só poderá ser quebrado se um jogo de porcelana chinesa for encontrado no jardim. A busca anima as meninas, que passam a fazer escavações no jardim, ao mesmo tempo que começam a cuidar dele, eliminando as ervas daninhas que o cobriam e enfeavam. A princípio, o jardim abandonado e malcuidado de tia Minda reflete os sentimentos das meninas, que se sentem também abandonadas e malcuidadas. À medida que buscam as xícaras e o bule de chá e cuidam do jardim, as meninas se transformam, trabalham a sua perda e se abrem para novas amizades e sentimentos. Janet Taylor trata de um assunto delicado, como a perda da mãe, recorrendo à fantasia que a leitura pode proporcionar e à própria função transformadora da literatura. As heroínas amadurecem, da mesma forma que o jardim floresce. A história sai do livro e passa a fazer parte do cotidiano das meninas. Olívia e Nália são as crianças transformadas em flores e cercadas de mato. Olívia era uma criança transformada em mãe precoce de sua irmã mais nova. Nália era uma criança birrenta e dependente de Olívia. Ambas se transformam: Olívia percebe que ainda é criança, pode ter amigos e se divertir sem o compromisso de cuidar da irmã. Nália se torna uma menina auto-suficiente e confiante. Dois encantos que se quebram: o retorno das crianças aprisionadas pela perda da mãe e o encontro da criança que ainda habita o corpo da velha tia Minda. 16

17 O final do livro é muito instigante: seria o jardim de tia Minda o mesmo jardim do conto de Ellis Bellwether? O bule encontrado seria aquele que quebraria o encanto do jardim? Tia Minda seria a criança que sobrou e passou a cuidar do jardim? Atividades Sugeridas Antes da leitura q Peça aos alunos que observem a ilustração da capa e descrevam o que estão vendo. Pergunte o que um bule de chá estaria fazendo no meio das plantas. Pergunte quais os possíveis significados do adjetivo encantadas no contexto. 9 Depois da leitura q Questões para orientar a discussão. Sugira que os alunos respondam às questões no caderno antes da discussão, apenas para organizar as idéias. 1. Quais as principais mudanças que as personagens Nália e Olívia sofrem durante a história? 2. Que elemento é fundamental para que essas mudanças ocorram? 3. O que você imagina que aconteceria depois que o conjunto de porcelana estivesse completo? Explique. q Discuta a estrutura da narrativa 1. O cruzamento entre as duas histórias (o conto de Ellis Bellwether e a história das irmãs), que permite ao leitor assim como a Olívia duvidar da veracidade da história. 2. O final em aberto, que leva o leitor a pensar e por que não? a participar da história. q Discuta a estrutura do livro: o cruzamento entre as duas histórias o conto de Ellis Bellwether e a história das irmãs; a dúvida do leitor é a mesma que a de Olívia quanto à veracidade da história, e o final em aberto que o leva a pensar e por que não? a participar da história. q Chame a atenção deles para a diagramação do texto: por que as páginas de 44 a 53 estão diagramadas de forma diferente das demais? q Converse sobre as ilustrações: as personagens são como eles imaginaram? Como seria o jardim? q Proposta de produção de texto O que poderia acontecer depois que o bule de chá fosse desenterrado? Use sua imaginação e escreva uma continuação para a história. 9 Encantado, adj. 1. objeto de encantamento ou sortilégio. 2. que se deixou arrebatar ou seduzir; deslumbrado, maravilhado. [...] Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, ª. ed. Os dois significados podem ser considerados no contexto do título e até do livro, tanto as crianças que sofreram encantamento quanto as que foram seduzidas pelo jardim (as personagens Olívia e Nália). 17

18 Livro e filme com temas relacionados q Se houver oportunidade, apresente aos alunos o livro O jardim secreto, de Frances Hodgson Burnett, transformado em filme, em 1993, pela Warner Bros. Este é um maravilhoso clássico da literatura inglesa, em que a imagem de um jardim foi usada como metáfora para a vida interior. Duas crianças encontram-se sob cuidados de uma severa governanta. Mary é uma menina órfã e rebelde, seu primo Colin é um garoto mimado e hipocondríaco. Dickon, um menino alegre e atencioso, é irmão de uma das criadas e torna-se amigo de Mary e Colin. Juntos eles passam a cuidar do jardim abandonado que Mary encontrou e que pertence sua tia morta. Enquanto o jardim se transforma em um lugar cheio de flores, pássaros e vida, Mary e Colin se tornam grandes amigos, conseguem resolver suas perdas e recuperar a alegria. (E, também, a alegria do pai de Colin, que havia trancado o jardim.) q Você pode passar o filme e promover uma discussão entre os alunos. Compare a situação das irmãs Olívia e Nália com as de Mary e Colin. Como eles sofrem perdas e como se recuperam. Tanto numa história quanto na outra, as personagens têm objetivos: em O jardim das crianças encantadas, recuperar as xícaras e quebrar um encanto; em O jardim secreto, recuperar o jardim e a saúde de Colin. No primeiro, Olívia encarna o papel de responsável por Nália, obrigando-se a crescer antes da hora. No segundo, a personagem Mary não consegue viver plenamente sua infância. Ambas recuperam a infância. Esses são apenas alguns dos aspectos que podem ser trabalhados. q Discuta as diferenças entre as linguagens cinematográfica e verbal. CRIS EICH 18

19 O fantasma do sol do meio-dia Sid Fleischman Resumo e breve análise Sid Fleischman é um escritor divertido e versátil. Já escreveu sobre o Velho Oeste, fantasmas, piratas, e foi indicado para a medalha Hans Christian Andersen como representante dos EUA. Alguns de seus livros já foram transformados em filmes, como esta história de piratas. Os desenhos do livro são de Gilberto Miadaira, ilustrador brasileiro dono de um estilo moderno que conseguiu captar bem o imaginário e o humor da história de Fleischman. Este livro foi originalmente escrito em 1965, mas retrata com fidelidade o século XVII, a época da colonização espanhola nas Américas Central e do Sul. O objetivo das viagens dos navios piratas para essa região era capturar navios espanhóis carregados de metais e pedras preciosas ou navios mercantes que faziam a rota das Índias Orientais, com porões carregados de riquezas do Oriente. Os piratas eram, em geral, marujos desempregados que se engajavam numa viagem, combinavam sua parte sobre o que seria apreendido e assinavam com uma cruz. O autor procurou manter-se fiel à reconstituição da época. Oliver é filho de um marinheiro de navio baleeiro e sonha em navegar com o pai. Enquanto isso não acontece, vive na hospedaria da tia. No seu aniversário de doze anos chega um estranho visitante, Scratch, capitão de um navio mais estranho ainda, o Sweet Molly. Todos os hóspedes parabenizam Oliver pelo seu aniversário. Quando o estranho capitão descobre que Oliver nascera na batida da meia-noite, mostra um inesperado interesse por ele. Ao levar um caldeirão de sopa de peixe para o Sweet Molly, Oliver se torna prisioneiro do capitão e, de maneira inesperada, se vê realizando seu desejo de navegar. O capitão acredita que Oliver, por ter nascido à meia-noite, tem o poder de ver fantasmas. É com esse poder que ele espera resgatar o tesouro enterrado numa ilha pelo falecido capitão do Sweet Molly, Gentleman Jack. Oliver descobre que o Sweet Molly é um navio pirata, o Bloody Hand, e que sua sobrevivência está garantida até o momento em que ele vir o fantasma do capitão e localizar o tesouro. Ele vive momentos de verdadeiro terror e medo. Seus únicos consolos são a companhia do gato de sua tia, Jibboom, que embarcara atrás dele no navio, e a inesperada amizade com dois piratas: Jack o Lantern e John Ringrose. Ao longo das peripécias narradas em 1 a pessoa pelo próprio Oliver, o herói vai descobrindo meios de lidar com o medo e vencê-lo, de enganar os piratas e lutar pela sua vida um difícil aprendizado que leva ao crescimento e à maturidade do protagonista. O verdadeiro tesouro que ele conquista é justamente a experiência vivida. Além disso, sua perspicácia, mais do que seu 19

20 poder de ver os mortos, o leva ao tesouro, que, ao final, torna-se secundário, se comparado ao bem maior que foi a preservação da sua vida. Atividades Sugeridas Antes da leitura q Peça aos alunos que leiam o título e observem a ilustração da capa. Em que lugar e época eles imaginam que a história está ambientada? Quem seriam as personagens dessa história? Que relações conseguem estabelecer entre a ilustração e o título do livro? q Leia o sumário e solicite que verifiquem que hipóteses levantadas pela leitura da capa podem ser descartadas e por quê. Depois da leitura q Discuta a estrutura do livro e o seu gênero. É um romance de aventuras, que apresenta um herói-criança, narrado em primeira pessoa pelo próprio protagonista. Ele é levado contra sua vontade para uma viagem num navio pirata a um lugar desconhecido e exótico. Está exposto a vários perigos, desde reação alérgica a plantas venenosas até a perda da própria vida. Ele precisa usar de suas habilidades para sobreviver: é inteligente descobriu a localização do tesouro por indícios e relacionando fatos (o suco de jenipapo que desapareceu da sua roupa e também da roupa de Gentleman Jack; descobriu que havia uma única árvore dessa fruta na ilha, deixou o canivete para mostrar a localização do fantasma etc.), apesar de sentir medo, mostra-se corajoso nos momentos em que isso é necessário. q Questões para discussão. Sugira que os alunos respondam às questões no caderno antes da discussão, apenas para organizar os pensamentos. 1. Que características especiais esse herói possui? Em que momentos essas características se manifestam? Explique. 2. O que caracteriza esse romance como de aventura? 3. Na sua opinião, Oliver teria conseguido escapar dos piratas sem a ajuda de Jack o Lantern e John Ringrose? Por quê? q Proposta de produção de texto Imagine uma continuação para a história. O que poderia ter acontecido ao Capitão Scratch depois que foi abandonado na ilha? Será que ele percebeu que estava vivo? Se percebeu, como conseguiu sobreviver na ilha? Quem poderia tê-lo encontrado lá? Será que ele conseguiria escapar? Como? Ele tentaria encontrar o Bloody Hand e Oliver? Como? Dê um final intrigante para seu texto. 20

21 MIADAIRA Livro e filme com temas relacionados q Se achar conveniente, apresente a seus alunos o clássico A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson. q Se julgar pertinente, apresente a eles o filme Piratas do Caribe a maldição do Pérola Negra e sua seqüência, Piratas do Caribe o baú da morte, ambos da Walt Disney Pictures. É provável que alguns alunos tenham assistido aos dois filmes. Ambos têm como heróis Will Turner, um ferreiro, filho de um pirata, e como anti-herói, Jack Sparrow, capitão do Pérola Negra, um navio pirata. A heroína, Elizabeth, filha do governador da ilha, é uma moça linda e atrevida. No segundo filme da série, ela chega a se vestir de homem para estar a bordo de um navio onde só há homens, em busca do noivo, Will Turner. Ela acaba na afamada ilha de Tortuga, reduto de piratas sanguinários. q Os dois filmes apresentam algumas semelhanças com o livro, que podem ser trabalhadas: a reconstrução da época; o caráter ambíguo de alguns piratas no livro, John Ringrose e Jack o Lantern, no filme, Jack Sparrow que lutam pela sobrevivência, vivem de saques, mas mantêm um código de honra ; a busca por um tesouro; as superstições e como lidam com elas etc. A grande diferença é que nos filmes há fantasmas e, no livro, apenas uma encenação dos piratas amigos de Oliver. q Discuta as diferenças entre linguagem cinematográfica e verbal. Por exemplo: no filme há um diretor, e muitas informações transmitidas pelas imagens; no livro, o narrador recorre à descrição dos lugares e personagens para que o leitor construa a representação do cenário e as características das personagens. 21

22 Um livro mágico Nina Bernstein Resumo e breve análise Nina Bernstein é norte-americana, jornalista do New York Times. Este é seu primeiro livro para crianças e jovens, mas a paixão que viveu em sua infância pelos clássicos é a bagagem que Nina explora deliciosamente nesta pequena novela, cujo tema é a própria literatura. As ilustrações são do artista russo Boris Kulikov, atualmente, morador de Nova York. Apesar deste livro ter sido publicado no ano de 2005, a época retratada é bem anterior, antes da década de 1980, conforme se percebe por algumas referências à Guerra Fria 10, ou pelo fato de a mãe dos meninos utilizar uma máquina de escrever para produzir seus artigos sobre jardinagem. Os personagens do livro fazem incursões por obras literárias, como As aventuras de Robin Hood, um nobre inglês fiel ao rei Ricardo Coração de Leão, de quem o príncipe John usurpa o trono, enquanto o rei estava fora, lutando nas Cruzadas. John persegue os fiéis súditos do rei Ricardo, inclusive Robin Hood, que perde suas terras e passa a viver na floresta de Sherwood, onde lidera o bando que rouba dos ricos para dar aos pobres. Entram em Guerra e Paz, de Leon Tolstoi. Esse clássico da literatura russa é dividido em três momentos: a campanha de Napoleão na Áustria, a invasão da Rússia e a retirada das tropas francesas, abarcando de 1805 a O autor procura esclarecer o papel das personagens históricas na guerra, introduzindo novos episódios e atribuindo especial participação do exército e dos camponeses. A obra combina romance, epopéia militar e filosofia. A autora também faz referência a histórias clássicas, como O quebra-nozes, e a obras de escritores de língua inglesa para crianças, como Edith Nesbit e Edward Eager, além de poemas e baladas antigas. Embora Guerra e Paz se destine a adultos e a maior parte das obras citadas não esteja traduzida para o português, tudo é tão bem contextualizado que o leitor consegue viver junto com os personagens a magia das histórias originais. Na obra de Nina Bernstein, três crianças são as protagonistas os irmãos Anne (11), Emily (9) e Will (7). Como em O jardim das crianças encantadas, a porta de entrada para a fantasia é a literatura. Anne e Emily adoram ler. Will ainda não aprendeu, mas gosta de livros ilustrados e de ouvir histórias lidas e contadas por seus pais e irmãs. No início da história, as irmãs pegaram na biblioteca vários livros para ler durante o verão. Depois de lerem a maioria deles, encontram, no fundo da cesta, um pequeno e velho livro. Não se lembravam de tê-lo tomado emprestado na biblioteca e imaginaram que tivesse ido parar ali 10 Época em que EUA e a extinta URSS patrocinavam guerras entre países aliados. Os EUA lideravam o bloco de países capitalistas e a URSS, o bloco de países comunistas. 22

23 por engano. Não conseguiam ler as letras douradas, quase todas apagadas, na lombada. Ao abrir o livro, elas se surpreendem ao ler o início de uma história da qual elas fazem parte e, subitamente, ambas se vêem dentro do livro. Aí começa a primeira aventura, dentro da história de Robin Hood. Anne e Emily precisam trabalhar unidas e vencer os seus medos para conseguir escapar das garras do terrível xerife de Nottingham e do nobre Pomfret, para ajudar Robin Hood a salvar Will Scarlet e poderem, assim, voltar à realidade de suas vidas. A segunda aventura é vivida por Will, o irmão mais novo, que penetra no livro também por acaso e mergulha numa floresta onde se depara com alguns gnomblins seres mágicos protetores da terra que o reconhecem como um príncipe que salvará Jardínia, como afirma um poema rúnico. Will precisa, como um herói de contos de fadas, enfrentar três tarefas para libertar Jardínia do domínio do terrível feiticeiro e tirano Forfícula. Para isso, ele conta com o auxílio dos seres e armas mágicos, mas deverá vencer os desafios com seus próprios talentos. O desenvolvimento da história também remete aos contos de fadas. Will, que a princípio se sente inseguro como quando é chamado para ler e não consegue, a cada tarefa vai ganhando confiança e se modificando. Ao final da história, vence seu maior desafio: conseguir penetrar na floresta das letras e aprender a ler. O grande desejo de Will era aprender a ler. E o meio para ele conseguir a realização do seu desejo foi o livro mágico, numa bem construída metáfora da aprendizagem da leitura e dos desafios que a criança deve vencer para conquistá-la. Depois da aventura de Will, os três irmãos resolvem passar a maior parte do tempo juntos, com a intenção de entrarem também juntos no livro mágico. Mas o livro se recusa a mostrar a próxima história. A oportunidade surge quando há uma festa no jardim da casa. Anne não se sente animada: está passando pelas modificações da pré-adolescência. Ainda é criança? Está se tornando adolescente? Até os livros que escolheu oscilam entre uma leitura adulta e juvenil. Começam a chegar os convidados e, entre eles, um homem estranhamente vestido com um casaco de gola de pele, em pleno verão. Anne começa a segui-lo e o encontra com o livro mágico nas mãos. Ele a adverte que aquele não é um livro para crianças, que não pertence de forma alguma a este mundo e que não se pode brincar com ele. Mas Anne chama pelos irmãos e se agarra ao casaco do desconhecido, indo parar no interior do livro, num lugar repleto de neve. Ela está inconsciente e é acordada por uma jovem parecida com ela. Seu reflexo ou a criança e a pré-adolescente juntas? Ela está fantasiada de hussardo cavaleiro húngaro e, ao mesmo tempo, de jovem dama, que dança no salão. Logo em seguida, chegam Emily e Will, também fantasiados. Os irmãos misturaram todos os tabuleiros para inventar um novo jogo, o livro mágico mistura várias histórias. Para Emily, é O quebra-nozes; para Anne, Guerra e Paz. Há as canções que a mãe cantava para eles das quais Will se lembra. Além disso, há um lobisomem ou um vampiro. Eles querem recuperar o livro, mas não entraram numa história que eles escolheram. Devem encontrar o desconhecido para voltar para casa. Ao se falar em sortes e adivinhações, a dona da casa desafia as jovens a participarem de um jogo de adivinhação. Anne se oferece para participar. Ela acredita que essa é a forma de 23

24 conseguir voltar para casa, já que nesse jogo um desconhecido, que só pode ser observado por meio de seu reflexo no espelho, faz nove perguntas que devem ser respondidas pela jovem. Anne não consegue se lembrar de todas as respostas, mas, com a ajuda dos irmãos, consegue vencer o desafio e recuperar o livro. No entanto, como voltar para casa? Anne escreve na neve o final da aventura e os três saem do livro. Novamente, um desafio que o herói, neste caso, heroína, tem de vencer e uma transformação, dessa vez para Anne, que entra para o mundo da adolescência ao perder o medo de deixar de ser criança. O livro todo é uma metáfora sobre a leitura e a literatura e sua função transformadora. Atividades Sugeridas Antes e durante a leitura q Pedir que observem a ilustração da capa e descrevam-na. O que seria um livro mágico? ou: Que mágica um livro pode conter, considerando as ilustrações e o título? q É importante que se fale um pouco do contexto. Sugerimos que a leitura seja dividida em três momentos, de acordo com as três entradas no livro mágico, e que os alunos sejam informados sobre as obras a que o livro faz referência, assim que iniciarem a leitura de cada história. Por exemplo, inicie a leitura da primeira história. Pergunte quem conhece as histórias de Robin Hood e quem saberia falar um pouco sobre esse herói. Se ninguém souber, dê algumas informações que apresentamos anteriormente e outras que julgar convenientes. Faça o mesmo com a terceira história. Na história de Will há muitos nomes de insetos. Se necessário, peça aos alunos que pesquisem sobre eles. q Combine com os alunos três datas para fazer uma roda de leitura, isto é, a discussão do trecho referente a cada entrada no livro mágico. Depois da leitura q Questões para orientar a discussão. Sugira que os alunos respondam às questões no caderno antes da discussão apenas para organizar as idéias. 1. As personagens se modificam no decorrer da história? Como? Qual o fator que provoca a mudança? 2. Na sua opinião, por que a fantasia das histórias do livro mágico é diferente para cada uma das personagens? q Proposta de produção de texto. Suponha que você encontrasse o livro mágico. Em que história gostaria de entrar? Que aventura gostaria de viver? 24

25 Que personagem gostaria de ajudar a resolver um problema? Que solução diferente da história original escolhida você proporia? Livro e filme com temas relacionados q Se julgar pertinente, apresente aos alunos o filme Robin Hood, o príncipe dos ladrões, de 1991, com Kevin Costner, realizado pela Warner Bros. Em meados do século XII, o nobre Robin de Locksley e o mouro Azeem escapam dos turcos e voltam à Inglaterra. Ao chegar, descobrem que o pai de Robin fora morto pelo xerife de Nottingham e suas terras usurpadas. Robin e Azeem fogem para a Floresta de Sherwood e se juntam a um grupo de aldeões exilados, entre eles João Pequeno e Will Scarlet. Robin torna-se líder do grupo que assalta as carruagens e cavaleiros que atravessam a floresta. Compare a versão cinematográfica com a história apresentada no livro. Discuta as diferenças entre as linguagens cinematográfica e verbal; a caracterização de época; a estrutura do filme de aventuras e do romance de aventuras. q Outro filme que pode gerar uma boa discussão é A história sem fim, de 1984, realizado pela Warner Bros. Baseado no livro do escritor alemão Michael Ende, o filme e o próprio livro permitem uma boa comparação com Um livro mágico. Da mesma forma que os três irmãos, Bastian, personagem principal do livro e do filme, encontra numa livraria um estranho livro. Ao abri-lo, vê-se dentro de uma história, na qual ele é o herói que, com a ajuda de elementos mágicos, deve salvar a Fantasia. Para Bastian, em A história sem fim, assim como para os irmãos, em Um livro mágico, o mergulho na fantasia é uma forma de resolver os problemas da sua realidade ele perdera a mãe e sofria perseguições de seus colegas de escola e de tornar-se mais confiante. BORIS KULINOV 25

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