O mágico de Oz, de Frank Baum

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1 0 FACULDADE SETE DE SETEMBRO FASETE CURSO LICENCIATURA PLENA EM LETRAS PORTUGUÊS/INGLÊS ENILDA FLORINDO GÓES O MÁGICO EM NÓS: O desenvolver da formação de identidade a partir da representação dos personagens em O mágico de Oz, de Frank Baum PAULO AFONSO - BA NOVEMBRO / 2008

2 1 ENILDA FLORINDO GÓES O MÁGICO EM NÓS: O desenvolver da formação de identidade a partir da representação dos personagens em O mágico de Oz, de Frank Baum Monografia apresentada ao curso de Licenciatura Plena em Letras, com Habilitação em Português e Inglês, da Faculdade Sete de Setembro FAS ETE, como prérequisito para avaliação conclusiva. Sob orientação do Professor Esp. Kárpio Márcio de Siqueira. PAULO AFONSO - BA NOVEMBRO / 2008

3 2 ENILDA FLORINDO GÓES O MÁGICO EM NÓS: O desenvolver da formação de identidade a partir da representação dos personagens em O mágico de Oz, de Frank Baum Monografia submetida ao corpo docente da Faculdade S ete de Setembro - FASETE, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Graduada em LETRAS, com habilitação em Português e Inglês. Aprovada por: Prof.: Orientador(a) Esp. Kárpio Márcio de Siqueira Prof.: Msc. Luiz José da Silva Prof.: Esp. Kátea Rejane PAULO AFONSO - BA NOVEMBRO / 2008

4 3 Os contos de fadas oferecem materiais de fantasia que sugerem à criança, sob forma simbólica, o significado de toda batalha para conseguir uma auto-realização. Bruno Bettelheim

5 4 DEDICATÓRIA Dedico esse trabalho a minha família, em especial, a meu amado pai, meu companheiro, meu amigo. Que o senhor possa sentir orgulho de mim por mais uma conquista. Dedico também, a senhora, minha mãe, meu exemplo de vida, que me ensinou a honrar a Deus e a ser quem eu sou. Dedico também a minha irmã, Eliene, por contribuir no desempenho desta tarefa.

6 5 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente ao grandioso Deus, pela inspiração, força e alento, pela dádiva da vida e acima de tudo pelas bênçãos derramadas em minha vida e por sua presença constante em todas as etapas decisivas de minha vida; Aos meus pais Edison Góes de Araújo e Elsinete Florindo Góes, pela imensa oportunidade e por ter sempre acreditado em mim, concedendo -me senso ético de honestidade e perseverança, muito obrigada; A todos meus irmãos, em especial, agradeço a Eliene, Nailson, Rosele, Credison e Helder, pelo estímulo, apoio e incentivo; As minhas primas e primos, sobrinhas e sobrinhos, tios e tias, cunha das e cunhados e a todos meus familiares, em especial, Jérsica, minha prima que me ajudou nos momentos que tanto precisei: meu muito obrigada Deta, e Jeferson, Isabela, Carolina, Daniele e Daniel que me incentivaram de alguma forma para a realização desse sonho; A minha amiga e comadre que conquistei durante a minha graduação e sei que vai perpetuar por muitos anos esta amizade, Bruna Marília, pela cumplicidade e força nos momentos de dificuldades, tanto acadêmico, quanto pessoal, muito obrigada; As minhas amigas Quézia e Nayhana, pelo incentivo, carinho, respeito e bons momentos alegres de novas descobertas e pelos laços de amizade construídos; Aos amigos de turma, em especial, Cris, Dani, Naty, Mirtes, Marcione, Nivea, Doris e Zezinho por não deixarem o cansaço me desencantar desse sonho; Ao meu orientador Kárpio, que me apoiou em todos os momentos e ajudou -me a realizar um trabalho que no início me parecia impossível; Aos professores da FASETE que ao longo destes anos nos proporcionaram o abrir de novos caminhos, em especial Luiz José e Kátea Rejane, por terem aceito o convite de participar da banca de minha defesa monográfica ; Aos amigos Clarissa, Guilherme, Adelson Junior e Felipe Artur pelo carinho e motivação; Aos funcionários da FASETE em especial, Sr. Adelmo e Domingos pela paciência e carinho; E a todos que contribuíram para a realização desta pesquisa. Muito obrigada!

7 6 RESUMO O presente trabalho tem por objetivo abordar alguns aspectos sociais presentes na obra O mágico de Oz de Frank Baum, escritor norte-americano, tendo como suporte teórico-metodológico a obra literária do próprio autor. Através de uma linha de pesquisa bibliográfica baseada em vários teóricos, abordou-se a vasta contribuição de Baum para os Contos de Fadas modernos. Traçamos uma direção inicial, a partir da qual percorremos o processo evolutivo dos Contos de Fadas e seus respectivos fundadores. A obra em análise é um clássico infantil e foi escolhido pela importância do autor, Frank Baum, para a literatura norte -americana, além de suas peculiaridades como: ser considerado pai dos Contos de Fadas modernos, por suas estórias serem repletas de fantasia e diversão descartando todo e qualquer tipo de sofrimento. A estória em análise é um texto ficcional, que aborda valores reais, numa terra fantástica, em que uma garota enfrenta com seus am igos vários obstáculos, ressaltando a importância do valor da amizade. Concluímos que a obra de Baum educa o leitor, no sentido de humanizá-lo, levando-o a construir seus valores, no entanto, sem fugir da fantasia. Palavras-chave: Contos de Fadas, Formação de Identidade, Frank Baum.

8 7 ABSTRACT This study aims to address some social aspects in the book O mágico de Oz by Frank Baum, North-American writer, presenting, to theoretical and methodological support, the author's own literary work. Through a bibliographic search based on several theoretical, we broached the extensive contribution from Baum for the modern Fairy Tale. Draw an initial direction from which we examine the Fairy Tales evolutionary process and their founders. The work in question is a child classic and was chosen by the importance of the author, Frank Baum, for the North American literature, as well as its peculiarities: be considered father of modern Faerie Tale, because their stories are full of fantasy and fun, discarding all kinds of suffering. The story in question is a fictional text, which broaches real values, in a fantastic land, where a girl with your friends faces several obstacles, emphasizing the importance of the friendship value. We conclude that Baum s work educates the child, to humanize it, causing it to build their values, however, and no esc aping from the fantasy. Key-words: Fairy Tale, Frank Baum, Identity Formation

9 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1: A ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS CONTOS DE FADAS O QUE SÃO OS CONTOS DE FADAS? CAPÍTULO 2: BAUM : PAI DOS CONTOS DE FADAS M ODERNO OBRAS CARACTERÍSTICAS DOS CONTOS DE BAUM CAPÍTULO 3: O MÁGICO EM NÓS: O desenvolver da formação de identidade a partir da representação dos personagens em O m ágico de Oz, de Frank Baum O NARRADOR, A LINGUAGEM E O TEMPO NA NARRATIVA OS NOVOS COMPANHEIROS DE DOROTHY A BUSCA PELA IDENTIDADE A ESTRADA DE TIJOLOS AMARELOS A SIMBOLOGIA E A REPRESENTAÇÃO ARTÍSTICAMENTE INTERTEXTUALIDADE CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXOS

10 9 INTRODUÇÃO Os Contos de Fadas são narrativas muito antig as que nem sempre estiveram nos livros. Os primeiros contos foram escritos voltados para um público adulto, por conter cenas de violência e estupro. Os Contos de Fadas foram adaptados por volta do século XVII, com Charles Perrault, em Paris, com temas mais leves e posteriormente, no século XVIII, com os irmãos Luís Jacob Grimm e Wilhelm Grimm na Alemanha, que registravam no papel estórias contadas pelo povo, e Andersen, um dinamarquês, grande contador de histórias, a maioria autobiográficas, que retratam nelas sua infância, aos quais podemos considerá -los fundadores da Literatura Infantil Mundial. É sabido que os Contos de Fadas vão muito além de mundos encan tados, fadas, bruxas e duendes. Eles expressam de forma simples e popular a conduta do ser humano nos aspectos sociais, culturais, ideológicos e psicológicos. Assim, o imaginário sempre estará presente na vida infantil, auxiliando o indivíduo, ainda quando pequeno, a como enfrentar os problemas do mundo real. A leitura é o despertar dos conhecimentos, s abe-se que, há contos que nos acrescentam um saber íntimo, há contos que nos transformam e nos divertem, e há contos que nos fazem crescer intelectualmente. O mágico de Oz, publicado em 1900, de autoria do escritor norte-americano, Frank Baum, é um desses contos e será analisado neste estudo monográfico. Sua narrativa é fruto de uma maturidade artística, cuja densidade leva o leitor a descobrir na fantasia valores reais. Sabe-se que toda pesquisa bibliográfica abrange fontes e bibliografias sobre o assunto em estudo, pois este tipo de pesquisa trata da utilização de estudos de outros autores. Como podemos observar em LAKATOS & MARCONI (2001, p. 183): a pesquisa bibliográfica ou de fontes secundárias, abrange toda a bibliografia já tornada pública em relação ao tema estudado. Desta maneira, vale salientar que este estudo, assim como toda pesquisa, está embasado em uma observação bibliográfica, por apresentar tais características citadas, como: pesquisa em livros, sites de internet, revista, DVD, panfletos, etc., como recurso didático facilitador

11 10 durante toda a pesquisa, além de evidenciar como ferramenta mestra da construção deste trabalho a análise literária. Este estudo divide-se em três capítulos independentes entre si, mas complementares no esforço de construção de interpretações da obra. No primeiro capítulo, procurou-se uma conceituação e um entendimento histórico do que seria Contos de Fadas, seu processo evolutivo e os considerados fundadores da Literatura Infantil; no segundo, uma breve nota biográfica do autor Frank Baum, suas obras e as principais características delas; no terceiro, tratamos da importância dos Contos de Fadas e a influência que exercem na vida do leitor em formação, analisando, neste estudo, alguns aspectos sociais presente na obra O mágico de Oz, como o narrador, a linguagem, o tem po; como Dorothy encontra seus amigos, de que maneira a estrada de tijolos amarelos ajudou -a na formação de identidade da mesma e de seus companheiros, a simbologia e representação, artisticamente, presente na obra em estudo; o intertexto que a obra faz com a obra Cinderela, dos irmãos Grimm. Analisamos, assim, de que maneira a obra pode influenciar na formação de identidade do leitor, a partir da representação dos personagens da obra. E por fim, as considerações finais que abordam os principais pontos discutidos na análise do conto. É válido ressaltar que as figuras ilustra tivas que seguem em anexos neste estudo, são as originais de Denslow, ilustrador da obra em análise. Desta maneira, fica aberto o convite a todos que desejam enriquecer conhecimento deste clássico infantil popular universal.

12 CAPÍTULO 1 A ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS CONTOS DE FADAS 11

13 12 Os contos de fadas originaram -se entre os povos celtas 1, a palavra fada vem do latim fatum que significa destino, fatalidade, fado, etc. Indica o que brilha, são entidades fantásticas, características do folclore europeu ocidental. De origem certamente pagã, as fadas, que não formam na corte dos anjos, tampouco se misturam à turba dos espíritos do mal... (JESUALDO, 1993, p. 117). Apresentam -se sempre na figura de belas mulheres, dotadas de poderes sobrenaturais e imortais. No Brasil e em Portugal, os contos de fadas surgiram no século XIX e eram conhecidos como os contos da carochinha, posteriormente, no século XX, esse termo foi substituído por contos de fadas. Foi na criação poética céltica que surgiram as primeiras mulheres sobrenaturais a darem origem a linhagem das fadas. (COELHO, 2003, p. 31). As primeiras referências às fadas surgem no período da Idade Média concebida na literatura cortesã e as novelas de cavalaria arturiana. É sabido que os primeiros contos de fadas não foram escritos para o público infantil e não transmitiam ensinamentos morais, pois seus conteúdos eram embebidos de cenas de adultério, incesto, estupro, canibalismo e morte hediondas, como afirma Cashdan (2000, p.20): Oralmente concebidos como entretenimento para adultos, os contos de fadas eram contados em reuniões sociais, nas salas de fiar, nos campos e em outros ambientes onde os adultos se reuniam nas creches. É por isso que muitos dos primeiros contos de fada incluíam cenas de exibicionismo, estupro e voyeurismo. Para alguns folcloristas, os contos de fadas instruem os jovens através de conselhos, como adquirir sucesso na vida, superar medos e desafios. Houve um tempo em que os contos de fadas foram banidos pelos pais, por não serem considerados benéficos às crianças. Conforme afirma Cashdan (2000, p.23): A crença de que os contos de fadas contêm lições morais podem ser, em parte, creditada a Perrault, cujas histórias vêm acompanhadas de divertidas morais, muitas das quais inclusive rimadas (...) os contos de fadas possuem muitos atrativos, mas transmitir lições não é um deles. 1 Povos bárbaros de língua indo-européia que, por volta de 2000 anos a.c, submetidos pelos romanos, espalharam-se por toda a Europa, principalmente nas Gálias, Ilhas Britânicas e Irlanda.

14 13 As primeiras adaptações dos contos de fadas para o público infantil aconteceram por volta do século XVII na França e na Alemanha, muitos nomes se destacaram nesta época, porém serão mencionados neste estudo, apenas os considerados fundadores da Literatura Infantil Mundial. Os contos mais modernos originaram -se com Charles Perrault ( ), nascido em Paris, com temas mais leves, usando um estilo simples e natural. O autor recupera contos populares esquecidos e os convertem em novas versões com a finalidade de entreter e edificar as crianças. Montegut diz que: (...) Fiel aos instintos do gênio francês, Perrault parece ter -se proposto algo mais do que desenvolver a imaginação, divertir a razão... Os contos de Perrault, na realidade são apenas fragmentos e documentos dessa história poética que todos os povos possuem, mas que não foi escrita, (JESUALDO apud MONTEGUT, 1993, p.129) Os contos de Perrault são conhecidos internacionalmente e foram traduzidos para vários idiomas, sua primeira coletânea infantil, reúne as estórias: A Bela Adormecida, A Cinderela, O Gato de Botas, O Barba Azul e O Pequeno Polegar. No século XVIII, surgem os irmãos Luís Jacob Grimm ( ) e Wilhelm Grimm ( ) que publicaram na Alemanha contos infantis populares compostos de histórias contadas por amigos, parentes e aldeões. De início, o trabalho dos irmãos Grimm tinham o intuito de destruir a origem histórica das lendas e fábulas populares, foi quando principiaram a viajar por seu país, morando nas pousadas mais humildes, em busca de resgatar histórias na memória do povo. Interessavam-se, assim, pelos menores detalhes daquela vida e escreviam à noite, apressadamente, antes de dormir, as tradições de que acabavam de tomar conhecimento naquele dia, contra-nos Du Meril. (JESUALDO apud DU MERIL, 1993, p.133). Os Grimm estudavam no ramo da filologia, direcionando suas pesquisas a presença marcante de alguns elementos nas histórias como: a magia, o mistério, etc. Por esse motivo, os irmãos Grimm mudaram o foco de estudo e transformara m suas pesquisas em sedutoras histórias famosas infantis, entre elas se destacam: A Bela

15 14 Adormecida, Branca de Neve e os Sete anões, O Ganso de ouro, Joãozinho e Maria, O Pequeno Polegar e O Príncipe e o Sapo. Os dois irmãos, também, consagraram-se com a escrita de um dicionário histórico da língua alemã que proporcionaria cada vocábulo com sua origem, evolução, uso e significado. A diferença entre Perrault, Grimm e Andersen estriba em que Perrault fala pela extraordinária sabedoria de sua captação e tem rara habilidade para reproduzir tom e acento de seus pe rsonagens, os irmãos Grimm [...] de recolher diretamente essa experiência, sem observação nem psicologia expressiva, e Andersen tem essas fontes populares em sua própria alma. (JESUALDO, 1993, p.133). Hans Cristian Andersen é filho do povo, dinamarquês, de origem pobre, considerado poeta das crianças, um grande contador de histórias e apresenta em seus contos, realidades e fantasias para expor a injustiça social e o egoísmo, propondo ao leitor novos padrões de comportamento à sociedade. Muitas de suas obras são autobiográficas, muitas delas retratam sua própria infância e encantam pessoas de todas as idades. A moral em suas obras são passadas ao leitor através de delicadas mensagens, caracterizadas pela beleza, ternura e lirismo e algumas vezes, traz um tom de angústia, injustiça do poder explorador e superioridade humana. Andersen chegou a publicar várias estórias, em torno de 168 contos, mas destes, apenas, aproximadamente, cinqüenta chegaram ao conhecimento do público, entre eles destacam-se: O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, O Rouxinol e O Imperador da China e Os Cisnes Selvagens. Como se pode observar, tanto Charles Perrault, como os Irmãos Grimm e Andersen, partindo de suas contribuições textuais como poetas populares, tornaram -se grandes colaboradores para a Literatura Infantil. 1.1 O QUE SÃO OS CONTOS DE FADAS? Os contos de fadas são uma variação do conto popular e são narrativas muito antigas e curtas, transmitidas, oralmente, que partem de problemas vinculados à realidade como: carência afetiva, problemática ética, motivos religiosos, o que justifica seu núcleo problemático ser existencial, ou seja, o herói ou a heroína

16 15 buscam a realização pessoal. Caracteristicamente podem ou não conta r com a presença de fadas, mas fazem uso de clima de magia, encantamento e elementos da fantasia. Conforme podemos observar em Bettelheim (2001, p.115): É característico dos contos de fadas colocar um dilema existencial de forma breve e categórica. Isto p ermite à criança aprender o problema em sua forma mais essencial, onde uma trama mais complexa confundiria o assunto para ela. O conto de fadas simplifica todas as situações. Suas figuras são esboçadas claramente, e detalhes, a menos que muito importante são eliminados. Todos os personagens são mais típicos do que únicos. Como já falamos, anteriormente, o imaginário sempre estará presente na vida infantil, fazendo uso de uma linguagem simples e acessível, os contos de fadas utilizam o encantamento e a magia para envolver a atenção e o interesse do jovem leitor, ajudando-o a relacionar-se melhor com seus próprios conflitos. As histórias, geralmente, iniciam-se com as frases Era uma vez..., Há muitos e muitos anos atrás, com variantes temas universais, misturando realidade e fantasia, com situações inusitadas, aventureiras, improváveis, podendo oscilar no final da história com um tradicional happy end, caracterizado pela frase e foram felizes para sempre, ou o conto pode chegar ao fim desgostoso e in feliz. Limitado pela materialidade de seu corpo e do mundo em que vive, é natural que o homem tenha precisado sempre de mediadores mágicos. Entre ele e a possível realização de seus sonhos, aspirações, fantasia, imaginação... sempre existiram mediadores ( = fadas, talismãs, varinhas mágicas,...) e opositores (= gigantes, bruxas ou bruxos, gigantes, seres maléficos...). E até hoje, bem sabemos que nossa vida decorre entre mediadores e opositores das mais diversas naturezas. (COELHO, 1982, p. 85) Um mundo de fantasia, em que tudo é permitido, habita nas histórias dos contos de fadas, expressando de forma simples e popular a conduta do ser humano, nos aspectos sociais, culturais, ideológicos e psicológicos. Elementos simbólicos como: pedras preciosas, amuletos, fadas, bruxas, duendes, armas encantadas, espelho mágico, etc, são utilizados por personagens, que permitem à criança projetar -se em diferentes situações. Dessa forma, os contos de fadas delineiam conflitos internos do leitor e permitem que o mesmo, os interprete, a partir de suas vivências e

17 experiências, ensinando-o a encarar os problemas e situações difíceis. 16

18 CAPÍTULO 2 BAUM: PAI DOS CONTOS DE FADAS MODERNO 17

19 18 Frank Baum nasceu em Chittenango, Nova York, no dia 15 de maio de 1856, em uma família de origem alemã, sendo o sétimo dos nove filhos, que cresceram em uma grande propriedade ao norte de Siracusa, porém destes, somente cinco chegaram a fase adulta. Seus pais Cynthia Stanto n e Benjamin Ward Baum, o batizaram com o primeiro nome de Lyman em homenagem ao irmão de seu pai, porém, seus livros são de autoria de L. Frank Baum, por preferir ser chamado dessa maneira. Na época que Baum nasceu, seu pai trabalhava como Cooper, um fabricante de barris. Porém, quando o ouro foi descoberto nos arredores de sua região, imediatamente, seu pai aprendeu a negociar com petróleo, tornando -se um magnata do ramo. Sua mãe era uma ativista dos direitos das mulheres e devota episcopal do Scoth-ascendência irlandesa. Como se pode observar, a família Baum tinha uma vida agradavelmente folgada e usufruía de momentos felizes, principalmente quando estava na companhia da parentela, dos amigos e da igreja. O problema cardíaco que, nessa época, Baum já apresentava não era sinônimo de empecilho da felicidade da família e dele. Na infância Baum recebeu ensino privado no próprio lar com o auxílio de um tutor particular juntamente com seus irmãos. Foram por causas de suas aulas e ensinamentos que despertou em Baum o grande interesse pelas leituras das fantásticas histórias dos livros. A esse respeito, Jensen (2000, p.1) 2 afirmou que: Once he learned to read, he could be found in his father's study, devouring volumes by Dickens and Thackeray. He also enjoyed fairy tales, although he found that he didn't enjoy the presence of witches and other frightful creatures that often popped up in the stories. He vowed that someday he would write fairy tales that would not frighten young readers. Em 1860, ao completar 12 anos, Frank Baum estudou por dois anos na Academia Militar de Peeksill, lugar onde percebeu que não se identificava com a disciplina 2 Depois que ele aprendeu a ler, ele poderia ser encontrado na biblioteca do pai dele, devorando volumes dos Dickens e Thackeray. Ele também apreciava contos de fadas, embora tenha descoberto que não se agradava da presença de bruxas e outras criaturas assustadoras que freqüentemente apareciam nas histórias. Ele jurou que algum dia iria escrever contos de fadas que não assustassem os jovens leitores.

20 19 rígida militar, no entanto só saiu da Academia, por ter sofrido um ataque cardíaco, essa experiência o deixou contrariado com militares e professores universitários. Por gostar muito de leitura, aos 14 anos, seu pai lhe presenteou com uma impressora simples, mas que propiciou ótimas oportunidades de divulgação de seus primeiros textos. Inspirado e com a ajuda de seu irmão caçula, Harry Clay Baum, juntos começaram a publicar Rose Law Home Journal. Os irmãos também vendiam anúncios, artigos, imprimiam sinais, enigmas de palavras para ganhar dinheiro. Baum, em 1873, deu origem a um segundo jornal. E ste agora se chamava, O Coletor de Selos, no qual onze páginas se destinavam a uma brochura por título de Baum Diretório Completo de Negociantes de Selos, em que comerciava troca de selos com seus amigos e clientes. Nesta mesma época, foi despertado em Baum, o interesse por teatro. Este quase o levou a falência. Quando completou 18 anos, em 1874, uma companhia de teatro, lhe prometeu o papel de ator, caso ele renovasse o estoque de fantasia, promessa esta que nunca foi cumprida. Então, largou o tea tro e foi trabalhar em Siracusa nas empresas petrolíferas da fam ília, como caixa na firma. Aos 20 anos, passou a executar um novo trabalho, começou a se especializar e criar galinhas de raça: Hamburguesa, que se encontrava no auge na época. Mas não continuaria no ramo porque sua paixão mesmo, encontrava-se nos livros e nas artes. Em 1880, fundou The Poultry Record, um jornal mensal. Ainda no mesmo ano, Baum voltou aos palcos, atuando com o pseudônimo de Louis F. Baum, em peças de teatros que ele mesmo organizava. E m seguida, seu pai lhe deu o cargo de gerente, em uma rede de teatros que possuía. Chegou a escrever e interpretar o personagem principal do melodrama The Maid of Arran, baseado em um livro popular, que se tornou um grande sucesso. No ano de 1881, Baum se apaixonou por Maud G age, filha de Matilda Joslyn Gage, uma famosa mulher ativista ao sufrágio universal. A Sra. Gage não aprovou o

21 20 casamento, porém abdicou de sua decisão, no momento em que sua filha confirmou sua união com Baum mesmo contra sua vontade. Em 9 de novembro de 1 882, Baum se casa com Maud Gage, com quem viveu até a sua morte, cuja união nasceram quatro filhos: Robert Stanton Baum, Neal Baum, Kennety Gage Baum e Frank Joslyn Baum. No mês de julho de 1888, Baum se mudou para Aberdeen, Dakota do Sul, com sua esposa, onde abriu o Baum s Bazar, seu negócio quase o leva a falência. No período de , editou um jornal local, The Aberdeen Saturday Pioneer, que possuía uma coluna famosa de sua autoria Nossa Terra Senhora. Mais uma vez, seus negócios não dão certo e Baum mais uma vez vai a falência. Em maio de 1891, Baum e sua família se mudaram para Chicago, Illionois, onde alugou uma casa no West Side, trabalhou como repórter no Evening Post e comerciou como vendedor ambulante para sustentar a família. Apesar de via jar bastante, não parou de escrever. Influenciado pela sogra, começou a registrar histórias infantis improvisadas, que teria contado aos seus filhos quando crianças. Em 1897, escreveu e publicou Mamãe Ganso em Prosa, que se tornou um grande sucesso, abandonando a profissão de vendedor ambulante. Em 1899, Baum convidou o ilustrador William Wallace Deslow ( ), cartunista norte-americano, para publicar uma coleção de poesias infantis, editados na Inglaterra e EUA, intitulado de Papai Ganso, que se tornou outro grande sucesso, tornando-se best-seller de categoria infantil do ano. Ainda em parceria com Denslow, no ano de 1901, publicou o famoso livro O Mágico de Oz, que vendeu 90 mil exemplares, tornando-se best-seller por dois anos consecutivos. No longo caminho de vida, Baum percorreu diversos lugares, enfrentou enfermidades e falência. Em 1910, no auge do sucesso de A cidade de Esmeralda de Oz, Baum e sua família se mudaram para Hollywood, Califórnia, aonde chegou a publicar The Sea Fairies 1911 e Sky Island Devido o seu grande amor ao teatro, financiava peças de roupas, e na última, não

22 21 conseguiu pagar a empresa que produzia suas peças, o que resultou durante dez anos, uma desestabilização financeira. Doente e endividado, para sustentar a família, vendeu direitos de muitas de suas obras, inclusive do livro O Mágico de Oz. No dia 5 de maio de 1919, aos 63 anos, Baum sofreu um acidente vascular cerebral, chegando a falecer no dia seguinte. Seu corpo encontra -se enterrado no cemitério Lawn Memorial Park, em Glendale, Califórnia. 2.1 OBRAS Frank Baum começou a escrever muito cedo. Várias de suas obras foram publicadas, entre ficção e não-ficção, as quais foram escritas tanto para os adultos como para crianças. Em 1886, aos trinta anos, publicou seu primeiro livro The Book of Hamburgs, um guia, de como criar Hamburguesas, aves exóticas, que criou aos vinte anos. Seu primeiro livro infantil, publicado em 1897, foi Rimas para mamãe gansa. Em 1899, escreveu Papai ganso, que se tornou o livro m ais vendido do ano, com aproximadamente 175 mil exemplares vendidos. Apesar de ter publicado várias obras, a mais conhecida é O Mágico de Oz (1900), ilustrado por W.W.Denslow. Esta obra obteve sucesso instantâneo, no ano seguinte, Baum adaptou-a em um musical, O mágico de Oz. Desde seu surgimento, por duas vezes, o conto se transformou em filmes, alguns deles, produzidos na Broadway. Estes, o próprio Baum participou dos projetos, foi diretor, fundador. Porém a versão mais famosa do longa-metragem ganhou um a nova projeção: dirigido por Victor Fleming, em 1939, estrelando com a atriz Judy Garland, de apenas dezesseis anos, no papel da personagem a menina Dorothy, sua obra tornou -se reconhecida mundialmente. As histórias de Oz ficaram muito famosas e foram tra duzidas para diferentes idiomas: russo, hebreu, polonês e outros. Em seguida, após o sucesso de Oz, Baum e Denslow se uniram e publicaram Dot and Tot of Merryland, tornando-se um dos livros mais fracos de Baum, resultando no término de sua parceria com Denslow. Entre os livros não relacionados à Oz,

23 22 encontramos diversos, eis alguns: The Maid of Arran 1882, By the Candelabra's Glare 1897, The Army Alphabet 1900, Dot and Tot of Merryland 1901, The Life and Adventures of Santa Claus 1902, Queen Zixi of Ix -1903, John Dough and the Cherub 1906, The Sea Fairies 1911 e Sky Island Como já foi mencionado, Baum publicou vários livros não relacionados à Oz. Várias obras de sua autoria foram publicadas com pseudônimos diferentes, como Edith Van Dine, chegou a publicar vinte e quatro livros para meninas, como Schuyler Staunton publicou dois romances, entre esses, escreveu também com outras identidades: Laura Bancroft, Suzanne Metcalf, Capt. Fitzgerald e um como anônimo. Em várias de suas histórias, Baum tentou adaptá-las ao palco e ao cinema, mas não obteve êxito. Mesmo muito doente, não parou de escrever, pouco a pouco, todos os dias, produzia alguma coisa. Entre sucessos e fracassos, Baum produziu sessenta e dois livros no total, chegou a ocultar dois manuscritos em um cofre, para ser publicado, posteriormente, quando se considerou muito doente para escrever. Seu último livro, Glinda of Oz, é publicado postumamente, em 1920, dois anos após a sua morte. Todas as suas obras encontram -se no Projeto Gutemberg, sob guarda do domínio público. 2.2 CARACTERÍSTICAS DOS CONTOS DE BAUM Frank Baum, escritor norte-americano, exerceu diversas profissões ao longo de sua vida. O livro que o tornou mais conhecido é O Mágico de Oz, suas sedutoras histórias passaram a fazer parte dos clássicos da literatura fantástica. Os antigos contos de fadas, podem ser considerados hoje como históricos na biblioteca das crianças, pois chegou a época de uma nova série de contos maravilhosos, em que os gênios, anões, e fadas estereotipados são eliminados, junto com as aventuras de gelar o sangue criadas por seus atores para sublinhar uma moral terrível para cada conto. A educação moderna inclui a moralidade, portanto, a criança busca somente o divertimento em seus contos fantásticos e dispensa todos os incidentes desagradáveis. (B AUM, 1900)

24 23 De tradição oral, os antigos contos de fadas, sofreram diversas modificações até serem adaptadas ao público infantil. Na sua maioria, os contos buscavam trazer lições de morais, e para isso, alguns traziam em seu final algum incidente. Baum foi um inovador na literatura infantil moderna, pois para ele, os contos deveriam ensinar as crianças de maneira que elas pudessem se divertir com as histórias, pois é através delas que o leitor se imagina em determinada situação e aprende a superar os desafios da vida. Houve um tempo em que os contos de fadas de Baum foram rejeitados pelos bibliotecários, por julgarem que os contos afastavam as crianças da realidade, mas, houve também quem os defendesse, alguns educadores, por exemplo, por provocarem nas crianças o gosto pela leitura. Há muitas gerações, os contos de fadas acompanham as crianças. Para Baum, as estórias principalmente relacionadas à terra de Oz, deveriam ser repletas de fantasia, encantamento, alegria e diversão, descartando todo e qualquer tipo de sofrimento. Por esse motivo, conquistou o público infantil e se tornou um grande sucesso ecoado até os dias de hoje. Os Contos de Fadas auxiliam na formação psicológica, intelectual e espiritual da criança e do jovem leitor. Baum utilizou de linguagem simples e prazerosa na composição de seus livros. Ele gostava de contar e ouvir histórias e algumas vezes seus próprios amigos chegaram a falar que ele não conseguia distinguir realid ade de imaginação. Ilustrado por W. W. Denslow, O mágico de Oz, oferecia ao leitor, ilustrações em preto-e-branco, com destaque em cores, acompanhando os lugares em que a história se transcorria: Kansas, cinza, norte, azul, Cidade das Esmeraldas, verde, sul, vermelho. O conjunto de cada ambiente com suas respectivas cores faz parte do cenário da terra de Oz, em que cada cor há uma representação simbólica diferente. Oz passou a ser um lugar mágico na mente de todos que deles liam, é uma série que conquistou um lugar notável na história da literatura juvenil, fazendo com que seus leitores se deleitassem de prazer durante a leitura de suas estórias, sendo

25 24 escritas unicamente para agradar as crianças e nunca para amedrontá -las. Mesmo quando seus livros foram proibidos nas escolas e nas bibliotecas, seus leitores continuavam a procurá-los. Pode-se dizer que a vida de Baum foi um verdadeiro conto de fada, pois o mesmo viveu muitos obstáculos até se tornar um herói na história da literatura norte -americana.

26 CAPÍTULO 3 O DESENVOLVER DA FOR MAÇÃO DE IDENTIDADE A PARTIR DA REPRESENTAÇÃO DOS PERSONAGENS 25

27 26 A estória de O Mágico de Oz, obra em estudo, começa a se desenrolar no coração das grandes pradarias 3 do Kansas. A doce menina Dorothy morava com seu tio Henry, sua tia Ema e seu cãozinho Totó em uma casa muito simples: Não havia sótão nem porão, a não ser um pequeno buraco, cavado no chão apelidado de porão anticiclones, onde a família ficava bem protegida em caso de furacões muito violentos. (BAUM, 2002, p. 7) Ao redor da casa, não existia nenhuma outra casa, nenhuma árvore, nada que trouxesse vida aquele cinza lugar, cinza porque: Os raios do sol tinham feito daquelas terras uma grande massa cinze nta. (BAUM, 2002, p. 7). Tudo apresentava aspecto cinzento no Kansas, inclusive a casa que Dorothy morava co m seus tios. Ela havia sido pintada algum dia, mas com o passar do tempo, os raios do sol e a chuva se encarregaram de acinzentá-la. Tio Henry trabalhava o dia todo, era uma pessoa muito séria, e tia Ema era jovem e bonita, mas o sol e o vento roubaram -lhe o brilho de seus olhos. Quando Dorothy ficou órfã passou a morar com seus tios. Totó, de pêlo longo e sedoso, de cor preta, era quem ajudava a aleg rar a vida de Dorothy, e livrá-la de tornar-se cinzenta como tudo naquele lugar. Em um dia qualquer, enquanto tio Henry cumpria com suas obrigações, um súbito ciclone surgiu, fazendo com que todos da casa, afugentassem no porão anticiclones. Infelizmente, Dorothy e Totó foram os únicos que não alcançaram a tempo. A casa rodopiou três vezes e ergueu -se lentamente nos ares. Dorothy sentiu-se como se estivesse num balão. Os ventos do norte e do sul fizeram a casa o centro do ciclone. A pressão exercida por todos os lados elevou-a até o alto do ciclone. E foi carregada por milhas e milhas como se fosse uma pluma. (BAUM, 20002, p. 8). Passaram-se muitas horas, até que Dorothy e Totó caíram no sono. De acordo com Bettelheim, (1980, p. 21): Nossa herança cultural encontra expressão em conto de fadas, e através deles é comunicada à mente infantil. Não é à toa que Baum utiliza um ciclone, como passagem do mundo real ao mundo imaginário, para transportar Dorothy para à terra de Oz, pois: Kansas é um dos 50 estados dos Estados Unidos 3 Grande extensão de terrenos planos.

28 27 da América, localizado na Região Centro Oeste do país, sendo um dos estados mais atingidos por tornados nos E.U.A. (WIKIPÉDIA, 2008) Outra característica presente, é que o autor inseriu na história tio Henry como um fazendeiro, criador de gado, e por muito tempo da história dos Kansas, a agropecuária foi a principal fonte de renda do estado. Como Dorothy se encontrava dormindo, a menina foi despertada por um choque muito violento, e ao abrir a porta para observar o que havia acontecid o, surpreendeu-se diante de uma admirável paisagem: Árvores majestosas, carregadas de frutos; flores suntuosas e pássaros de lindas plumagens, cantando aqui e ali, formavam um conjunto de estonteante beleza com a relva verdejante. (BAUM, 2002, p. 9). Todas as coisas neste lugar tinham aspecto azul, as casas, as roupas das pessoas, os chapéus, tudo era predominantemente azul. A visão que a protagonista agora se depara é de um mundo novo, diferente, com coisas e pessoas que não existiam no lugar onde morava. Para enfatizar essa mudança, do novo, o próprio W. W. Denslow, ilustrador da obra, se encarrega de dar cor às suas ilustrações, o que era cinzento, triste, agora ganhava vida, cor. É importante ressaltar que as ilustrações presentes neste estudo monográfi co são as originais, de autoria de Denslow. Surgem alguns homenzinhos estranhos, de aparência mais velha e esquisita, são os Munckies, habitantes da região, e a Fada do Norte, para Dorothy, eles vêm agradecê-la por terem libertos da terrível bruxa do Les te, que por muitos anos havia dominado os habitantes daquele lugar. A Fada do Norte explica a Dorothy, que ela no momento em que sua casa havia pousado na terra dos Munckies, teria caído bem em cima da bruxa do Leste, matando -a, e assim, libertando este povo. No momento em que a Fada do Norte se apresenta a Dorothy: - Que bonito! A senhora é uma fada verdadeira? (BAUM, 2002, p. 12). Note que esse é um momento de surpresa para ela, pois ela agora estaria vendo mesmo uma fada, ou seja, o que era fantasia transpôs a realidade. Assim Baum faz o leitor, se aproximar

29 28 do mundo de Dorothy, porque ela também é uma menina real. Ansiando por voltar para casa, Dorothy é informada por eles, que somente o mágico de Oz, da cidade de Esmeralda poderia ajudá -la, e para encontrá-lo, se fazia necessário percorrer a longa estrada dos tijolos amarelos, da qual não poderia desviar-se do caminho. Antes de iniciar a viagem: Dorothy possuía tão somente outro vestido, mas por sorte, ele estava limpo. Era um vestido xadrez, azu l e branco [...] (BAUM, 2002, p. 15). Observe que a menina se encontra vestida com um vestido, e este era traje habitual das meninas na época em que o livro foi publicado. Outro ponto que deve ser ressaltado é a questão da mudança de cor: as cores podem ter influência psicológica sobre o ser humano (MUNDO EDUCAÇÃO, 2008), de maneira que a cor cinza associa-se ao luto, tristeza, e a cor azul produz segurança, simboliza lealdade, e o branco remete a paz, pureza. Essa mudança de cores encontra-se refletida na própria Dorothy, na mudança de ambiente, e a cor utilizada por Baum nestas cenas, descrevem esta mudança de espírito, a saída do Kansas (cinza) para à terra dos Munckies (azul). 3.1 O NARRADOR, A LINGUAGEM E O TEMPO DA NARRATIVA Segundo Gancho (2001, p. 26): Não existe narrativa sem narrador, pois ele é o elemento estruturador da história. O conto em análise, O mágico de Oz, encontra-se em terceira pessoa, portanto, o narrador observador é também onisciente e onipresente, porque ele tem conhecimento de tudo sobre a história e está presente em todos os lugares da mesma. Observe nesta cena em que Dorothy, no decorrer do caminho da estrada que a levaria até Oz: Ao cair da noite, quando a menina, já fatigada de tanto andar, pensava num cantinho para dormir, avistou uma casa bem maior do que as outras. Em frente da casa muitos homens e mulheres dançavam. (...) O dono da casa saudou-a gentilmente e convidou-a para passar a noite ali. Era um dos mais ricos Comilões, e tinha reunido seus amigos para comemor ar a liberdade recém-conseguida. (BAUM, 2002, p )

30 29 É perceptível que o narrador de O mágico de Oz, não apenas narra à história, mas também o que os personagens sentem. Todo Conto de Fada, utiliza uma linguagem acessível e agradável, com O Mágico de Oz, não é diferente, é um conto fascinante, de simples linguagem, um texto direto, rico em imagens, que trata de temas sérios que diz respeito a todos os seres humanos. Por se tratar de um livro infantil, do pequeno leitor certamente fará uma leitura diferen te do adulto, abordando uma reflexão a valores (coragem, gratidão, sabedoria, bondade), que nunca devem ser deixados de serem cultivados na formação do indivíduo, como observaremos no decorrer da análise. A narrativa da obra é atemporal, uma característica típica dos Contos de Fadas, tornando o leitor atualizado e livre para compreender nele algo muito próximo de sua realidade. 3.2 OS NOVOS COMPANHEIROS DE DOROTHY Após percorrer muitos quilômetros, Dorothy pára para descansar, e enquanto observa um grande milharal, um Espantalho chama a atenção da menina, ao se aproximar, o Espantalho conversa com ela e explica que estava cansado de enxotar galinhas. Dorothy oferece ajuda, e como era feito todo de palha, não seria difícil desprendê-lo da vara. Durante a conversa, Dorothy explica que está à procura do grande Oz para ajudá-la a levá-la de volta para casa. O Espantalho pergunta a menina se pode acompanhá-la na procura do grande mágico, e se ele poderia também ajudá-lo concedendo-lhe um cérebro, já que inteligência era tudo que aspirava: Como é que poderei saber alguma coisa se possuo palha no lugar dos miolos. Todo mundo vai sempre me chamar de tolo. (BAUM, 2002, p. 20). Observe que Dorothy divide com o Espantalho sua aflição, e este, também se abre com a menina, mostrando-se ambos na mesma condição: tem um desejo que gostariam de realizar e estão à procura de ajuda. O leitor perceberá que quando precisar de ajuda, o melhor a se fazer é pedir auxílio.

31 30 Seguindo juntos, próximo a uma cabana onde haviam pass ado a noite, encontraram um homem todo feito de lata gemendo. Ao se aproximarem, ele pede ajuda a Dorothy: quer que a menina vá até a cabana e pegue uma lata de óleo que se encontra na cabana e o lubrifique. Feito isso, Dorothy explica onde o grupo está indo. O homem de lata pergunta se poderia ir junto também já que um coração era tudo que queria. Após apoiar seu machado no ombro, o grupo segue viagem e ele conta a sua história, que seguiu a profissão de seu pai de lenhador, se apaixonou por uma Comilona, e resolveu casá-la com ela. Tim Woodman era seu nome, e após um feitiço lançado pela bruxa, a mandado de uma velha que criava a Comilona, fez com que ele perdesse todos os seus membros em um acidente de trabalho, tendo cada parte do corpo substituída por o utra parte em lata por um funileiro. Observando o nome Comilona, o leitor será capaz de associar a negatividade da personalidade dessa pessoa e à negatividade do seu nome pessoa que come muito com o ideal de formação de identidade. Ainda quando estão em seu percurso, o Leão explica aos amigos o motivo de tanto almejar um coração: Enquanto estive apaixonado, fui o mais feliz dos homens. É por essa razão que estou resolvido a Oz que me restitua um. (BAUM, 2002, p. 29). Durante a estrada o grupo é surpre endido por um ataque de um leão, um rugido terrível fez-se ouvir e a enorme fera quando abriu a boca para morder Totó, até que, o Leão é pego de surpresa por Dorothy, que o defende com uma pancada no nariz. Constrangido com a situação, confessa -lhes um segredo: na verdade, não passava de um Leão Covarde: Minha vida é insuportável sem um pingo de coragem. (BAUM, 2002, p. 33) logo o mesmo, se junta ao grupo na busca de pedir que o mágico lhe suprisse a coragem que faltava. De acordo com Bettelheim, os Contos de Fadas fazem alusões às experiências humanas, a fim do leitor ter a oportunidade de aprender sobre a vida real, com base em sua visão de mundo: O conto de fadas procede de uma maneira consoante ao caminho pelo qual uma criança pensa e experimenta o mundo; por esta razão os contos de fadas são tão convincentes para ela. [...] Uma criança confia no que um o conto de fada diz, porque a visão de mundo aí

32 31 apresentada está de acordo com a sua. (BETTELHEIM, 1980, p. 59) Na história de O mágico de Oz, cada personagem aborda uma questão diferente: Dorothy, por exemplo, quer voltar pra casa: neste caso, a menina tem medo de sair de casa, explorar o mundo lá fora, ganhar independência, sentido -se mais segura em casa, já que sabemos: a família é o primeiro laço afetivo com a qual a criança tem (ou deveria ter). O Espantalho busca inteligência: o indivíduo em formação tem vergonha de mostrar sua limitação intelectual, o Homem de Lata almeja um coração: o indivíduo em formação tem medo do amor, da paixão, da sexualid ade; e o Leão Covarde deseja coragem: o indivíduo em formação é cheio de medos e dúvidas. Como podemos observar, todos os amigos que Dorothy encontra no caminho, acabam por se tornar representações dos indivíduos em formação. Além disso, eles representam personagens que estão em busca de qualidades indispensáveis ao ser humano: a inteligência, o amor e a coragem. Quando Baum destitui os personagens dessas qualidades, ele almeja exatamente que eles a procurem. Essa procura faz com que, inevitavelmente, o leitor deseje também encontrar juntamente com os personagens esses atributos. Assim, inconscientemente, lhe é incutida uma id éia positiva de formação da identidade: a idéia de que ser um indivíduo capaz de refletir de forma inteligente e crítica sobre os assuntos que lhe ocasionam diariamente; de amar as pessoas incondicionalmente e sem preconceitos, respeitando as diferenças; e de procurar dentro de si uma determinação marcante e a vontade impulsionadora de correr atrás dos próprios sonhos, sem medos e a nseios. Os Contos de Fadas personificam e ilustram conflitos internos, sua linguagem metafórica permite o leitor projetar-se em diferentes personagens e situações. Dessa maneira, O mágico de Oz aborda temas diferentes, trabalhando no indivíduo os valores acima citados. Segundo Bettelheim, (1980, p. 83): Há um tempo certo para determinadas experiências de crescimento, e a infância é o período de aprender a construir pontes sobre a imensa lacuna entre a experiência interna e o mundo real. Partindo desse pressuposto, os Contos de Fadas auxiliam o jovem leitor a superar seus medos, a superar desafios e obstáculos que encontramos em nosso caminho, abordando questionamentos tipicamente infantis. Deve -se ressaltar, também, que por trabalhar assuntos infantis, os Contos de Fadas, geralmente, apresentam em

33 32 suas estórias personagens crianças, e por ser uma obra infantil, Baum utiliza a figura de uma criança como protagonista da história: Dorothy, a fim do pequeno leitor melhor se identificar com a personagem A BUSCA PELA IDENTIDADE Durante a caminhada, mais um obstáculo surge: atravessar um campo mortal de papoulas vermelhas, mortal porque seu forte odor era capaz de narcotizar qualquer pessoa. Após uma longa caminhada entre o campo florido, Dorothy e o Leão Covarde adormecem no campo. Dorothy é facilmente carregada pelo Espantalho e o Homem de Lata. O Leão Covarde, porém, só é resgatado com a ajuda de uma rainha de ratos campestres e seus súditos. A rainha os ajuda porque o Homem de Lata havia livrado Vossa Majestade de um terrível gato que o perseguia, cortando - lhe a cabeça com um só golpe. A rainha então ordenara a seus súditos, que cada um trouxesse consigo um barbante comprido. - Agora disse o Espantalho, voltando-se para o Lenhador de Lata -, é preciso que se faça uma espécie de jangada sobre rodas, onde se possa transportar o Leão. Tão rápido e eficiente foi o trabalho do Lenhador que, ao começarem a chegar os primeiros ratos, a carroça estava pronta. (BAUM, 2002, p. 44) O Espantalho e o Lenhador amarraram os barbantes na carroça, e os ratos adentraram no campo e salvaram o Leão. Quando Dorothy despertou, foi presenteada por um apitozinho azul, que quando soado, eles surgiriam para ajudá - los. Uma vez acordado e informado de tudo o que se passara, o leão comentou com um sorriso: - É engraçado. Eu sou um animal enorme; entretanto, coisas frágeis como são as flores me roubam a vida e animais minúsculos salvam-me a vida... (BAUM, 2002, p. 45) Observamos nesta cena um cenário rico em simbologia, por exemplo, a flor utilizada pelo autor que representa algo belo, delicado e frágil, é vermelha. Note que a cor da flor vermelha, simboliza perigo, e a mesma indica sangue. O sangue é representado na morte do gato. O Leão Covarde que se encontra em perigo, nota -se também que a idéia de construir uma jangada improvisada foi a solução para salvar seu amigo, mostrando o Espantalho um personagem inteligente. A fala do Leão Covarde é

34 33 metafórica quando ele afirma que é salvo por animais minúsculos, pequeninos, e as flores algo tão admirável quase lhe roubam a vida. Baum tenta passar ao leitor, que não devemos deixar nos enganar pelas coisas ou pessoas simplesmente através de sua aparência bela, inofensiva, pois corremos o risco de sermos enganados. E que algo que possa parecer impossível a uma só pessoa, se torna mais simples se unirmos forças com o próximo. Enfim o grupo chega à Cidade das Esmeraldas, uma cidade espetacular, de cor predominantemente verde, e para entrá -la, o guarda do portão que guardava a cidade cumpria um ritual: Abriu a caixa e retirou um par de óculos de lentes verdes para cada viajante. Os óculos eram atados em torno da cabeça por uma tira dourada que se fechava com uma chavezinha, que apenas o guarda possuía. (BAUM, 2002, p. 49) Baum descreve a cidade em que as ruas, as calçadas, as vidraças da janela, homens e mulheres com roupas verdes, igualmente com a pele esverdeada. O autor utiliza um jogo de linguagem na Cidade das Esmeraldas, pois, o mesmo descreve a cidade originalmente esverdeada, pois, a cor da pedra esmeralda é verde, e esta cor simboliza esperança, perseverança, cura, justamente o que Dorothy e seus companheiros procuravam, esperança em alcançar seus objetivos, perseverando em todos os momentos sem desistir de alcançar seus ideais e cu ra interior em seus companheiros. Note que, a cor da tira que prendiam os óculos em torno da cabeça de quem entrava na cidade é dourada, esta cor representa riqueza, prosperidade, e estas características são próprias da cidade. O poderoso Oz recebeu cada um do grupo separadamente, um por dia, e em um formato de corpo diferente: Dorothy, a primeira a ser recebida, na figura de uma grande cabeça desprovida de corpo e cabelo, o Espantalho, uma linda senhora, o Homem de Lata, uma espécie de rinoceronte com cin co olhos, e o Leão Covarde, uma bola de fogo. A todos foram entregue a mesma missão: matar a Fada Perversa do Oeste e trazer-lhe alguma prova de sua morte, para só assim seus desejos serem concedidos. Note que o mágico tenta impressionar seus visitantes co m sua magia, de conseguir transformasse na forma que queria.

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