Bem-estar ocupacional em anestesiologia

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2 Sociedade Brasileira de Anestesiologia Conselho Federal de Medicina Bem-estar ocupacional em anestesiologia Editor Gastão F. Duval Neto Brasília 2013

3 Copyright Sociedade Brasileira de Anestesiologia Sociedade Brasileira de Anestesiologia Rua Professor Alfredo Gomes, 36 Botafogo Rio de Janeiro/RJ CEP Telefone: Fax: Conselho Federal de Medicina SGAS 915, lote 72 CEP Brasília/DF Tel: Fax: Publicação também disponível no site: Conselho editorial Antônio Fernando Carneiro Desiré Carlos Callegari Hammer Nastasy Palhares Alves Ronaldo Laranjeira Suporte institucional Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) Conselho Federal de Medicina (CFM) Confederação Latino-Americana de Sociedades de Anestesiologia (Clasa) World Federation of Societies of Anaesthesiologists (WFSA) Supervisão editorial Paulo Henrique de Souza Copidesque/revisor Napoleão Marcos de Aquino Projeto Gráfico e Diagramação Leandro Rangel Tiragem exemplares Catalogação na fonte: Rameque Figueiredo (CRB1ª Região/2653) Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Bem-estar ocupacional em anestesiologia / Coordenação: Editor: Gastão F. Duval Neto. Brasília: CFM, p. ISBN Saúde ocupacional e princípios. 2- Responsabilidades institucionais e médicos. 3- Riscos biológicos. 4- Aspectos interdisciplinares e saúde ocupacional. I Duval Neto, Gastão F. II Título. CDD CDU 362:617.96

4 Sumário Apresentação... 7 Prefácio da SBA... 9 Prefácio da WFSA Introdução Parte 1 Princípios e fundamentos em saúde ocupacional Avaliação do bem-estar ocupacional dos anestesiologistas em diferentes partes do mundo Gustavo Calabrese Torchiaro O estresse médico causado por situações de emergência: a fadiga e sua correlação com doenças, suicídios e erros médicos Flávio Veintemilla Sig-Tú Fatores envolvidos no desenvolvimento da dependência química em anestesiologistas Roger Moore Addison Síndrome de burnout em anestesiologistas: a realidade atual Pratyush Gupta, Florian Nuevo Medindo o bem-estar profissional em anestesiologistas: estruturas conceituais e atributos do instrumento Getúlio Rodrigues de Oliveira Filho Residentes de anestesiologia: importância do bemestar ocupacional Helena Maria Arenson-Pandikow, Florentino Fernandes Mendes O bem-estar profissional dos anestesiologistas Pirjo Lindorsf

5 Parte 2 Responsabilidades institucionais com o bem-estar ocupacional de médicos (anestesiologistas) Correlação entre bem-estar ocupacional do anestesiologista e a segurança do paciente cirúrgico Gastão Fernandes Duval Neto Parte 3 Riscos biológicos e saúde ocupacional Radioproteção para os anestesiologistas Antônio Fernando Carneiro, Onofre Alves Neto Riscos mecânicos ocupacionais em anestesiologia Antenor Muzio Gripp, Luiza Alves Castro Arai Riscos ergonômicos ocupacionais Luiz Alfredo Jung O anestesiologista e os riscos biológicos Antônio Fernando Carneiro, Fabiana A.P. Bosco Ferreira Exposição a anestésicos inalatórios Maria Angela Tardelli, Carlos Rogério Degrandi Oliveira, Edno Magalhães Exposição a agentes químicos Rogean Rodrigues Nunes, Cristiane Gurgel Lopes Farias Acidentes perfurocortantes: orientação para o anestesiologista Oscar César Pires Parte 4 Aspectos interdisciplinares na saúde ocupacional Dependência química entre anestesiologistas Hammer Nastasy Palhares Alves, Luiz Antonio Nogueira Martins, Daniel Sócrates, Ronaldo Laranjeira Aspectos éticos e jurídicos das situações de má-prática médica Desiré Carlos Callegari

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8 Apresentação A saúde e o bem-estar ocupacional dos médicos brasileiros são pontos de preocupação do Conselho Federal de Medicina (CFM). Na atualidade, vivemos um tempo de grandes transformações sociais, culturais, econômicas e políticas que impactam diretamente na relação médico-paciente, no modo como fazer medicina e na vida pessoal e profissional dos colegas que cumprem sua missão nos hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e postos de saúde. De forma geral, a ausência de políticas públicas que valorizem o papel do médico na assistência e a falta de investimentos na saúde acabam por produzir um quadro de desestímulo e pressão sobre o profissional que, infelizmente, em algumas situações se torna vítima desse descaso. Em meio às necessidades reais dos pacientes e à indiferença dos gestores, o médico tem sido empurrado rumo à brutalização de sua postura, ao estresse físico e emocional e à busca de soluções equivocadas para atenuar suas dificuldades diárias. Entre os anestesiologistas, esse problema assume proporção relevante, por conta de características da especialidade. Contudo, o fenômeno não é isolado e deve ser combatido. Atento à gravidade implícita a esse fato, o CFM em parceria inédita com a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) criou uma Comissão Nacional para Assistência Ética e Médica do Paciente Médico com Dependência Química, anunciada no término do I Simpósio Internacional de Saúde Ocupacional dos Anestesiologistas, realizado em Brasília, em setembro de Este livro é um dos primeiros produtos deste grupo. Os artigos compilados oferecem dados relevantes para a formulação de um diagnóstico do problema e apontam caminhos para futuras estratégias de enfrentamento. Num primeiro momento, os anestesiologistas compõem o grupo focal, mas breve se espera estender esses benefícios e serviços gerados pela abordagem à classe médica como um todo. Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 7

9 Como ocorreu com iniciativa similar, conduzida no âmbito do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), que serviu de espelho para a proposta atual, o CFM e a SBA estão confiantes de que podem contribuir de forma decisiva para ajudar os médicos em crise, dando-lhes nova oportunidade. Assim, nossas entidades farão a diferença, sendo ponto de apoio para a reconstrução de vidas e carreiras. Roberto Luiz d Avila Presidente do CFM Desiré Carlos Callegari 1º secretário do CFM 8 Bem-estar ocupacional em anestesiologia

10 Prefácio da SBA A Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) municia seus associados e a literatura médica com esta obra sobre as condições laborais necessárias para garantir um elevado grau de segurança e qualidade de vida no trabalho, alertando sobre a necessidade imperiosa da proteção da saúde dos médicos, ensinando a promover o bem-estar físico, mental, social e moral, bem como a prevenção, detecção, condutas de abordagem/tratamento e controle dos acidentes e/ou doenças decorrentes da prática da medicina, possibilitando, assim, a redução das condições de riscos. Podemos dizer que a Comissão de Saúde Ocupacional da SBA atinge sua maioridade no momento em que consegue ultrapassar os perímetros internos da anestesia e, em associação com o Conselho Federal de Medicina, Confederação Latino-Americana de Sociedades de Anestesiologia e Federação Mundial de Sociedades de Anestesiologistas, idealiza, projeta e executa a descrição de diversos temas pertinentes à saúde da classe médica, em uma única obra, publicada em três idiomas português, espanhol e inglês. Temos efetiva consciência da importância deste trabalho, motivo pelo qual se tornou tão prazeroso. Esperamos suscitar no leitor o entendimento sobre a necessidade de uma mudança de atitude pessoal, especialmente no tocante a seu comportamento nos hospitais, clínicas e no próprio lar, possibilitando-lhe, a partir das recomendações constantes nesta publicação, que o bem-estar proporcione realização profissional, aliada à felicidade pessoal. Airton Bagatini Presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 9

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12 Prefácio da WFSA Todas as pessoas experimentarão estresse durante suas vidas. Estresse, afinal, é concomitante com a vida moderna e seja qual for o seu tipo de trabalho é provável que experimente momentos de estresse extremo. Infelizmente, na atualidade, o estresse parece estar começando na infância, quando, na escola, pressões são exercidas para que o aluno tenha sucesso ( saia-se bem ), sendo capaz de pintar, ler, tocar um instrumento musical e atuar em uma peça teatral e tudo isto antes que complete 6 anos de idade. A vida se torna, assim, fantasticamente competitiva, de forma que os pais procuram forçar seus filhos e gabar-se sobre as metas impossíveis atingidas, que, em paralelo, aumentam o estresse em outros. O estresse é naturalmente relacionado a ganhos, moradia, educação, trabalho, percepção de sucesso e, então, à doença e à morte. Às vezes, para muitos, não parece haver escapatória e isto é verdadeiro em todas as partes do mundo e na maioria das culturas. Portanto, se a isto adicionarmos o estresse de ser quase totalmente responsável pela vida de alguém (como o anestesiologista frequentemente o é!), não será realmente surpreendente que muitas pessoas de nossa profissão sucumbam às pressas deste estresse. Seres humanos são falíveis por definição e, por isto, todos cometemos erros. A vida moderna não permite que erremos, haja vista que tudo o que dá errado deve ser atribuído a uma falha de alguém ou de uma organização, e estes devem pagar por seu engano. Fato que aumenta o estresse de indivíduos que, frequentemente, sem razão óbvia erram. Assim, ao aceitar que todos os anestesiologistas vivem sob estresse de várias intensidades, temos que encontrar meios para reconhecê-lo e, a partir daí, lidar com esta condição. Minha experiência é a de que algumas pessoas saem e tocam violino, alguns tentam punir uma bola de squash amassando-a contra uma parede e outros encontram almas gêmeas com as quais podem falar e Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 11

13 explorar a situação em que estão colocados. Outros, erroneamente, negam a si mesmos esta trégua e a ignoram ou voltam-se para o álcool ou para as drogas intentando remover o problema. Isto nunca funciona a médio e longo prazo. Bem mais preocupantes são as culturas, que podem ser nacionais ou apenas institucionais, que consideram fraqueza a verbalização de experiências estressantes, causando inibição e terríveis problemas futuros. Nas últimas décadas, mais e mais anestesiologistas têm procurado meios de mitigar o estresse em si próprios e em seus colegas. Este é agora um tópico comum em conferências internacionais de anestesiologia e diversos artigos têm sido publicados. Infelizmente, isto não é suficiente e há ainda uma taxa inaceitável de fadiga extrema ou mesmo suicídio em nossa profissão. Gastão Duval Neto, que preside o Comitê de Saúde Ocupacional da World Federation of Societies of Anaesthesiologists (WFSA), com a ajuda da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, da Confederação Latino-Americana de Sociedades de Anestesiologia e da WFSA criou um livro maravilhoso para tentar ajudar nossa profissão. Juntou os mais reconhecidos líderes na área, que escreveram capítulos cuidadosamente pesquisados e que mostrarão como o estresse pode ser reconhecido, convivido e, finalmente, vencido. Mas esta publicação vai além de apenas examinar o estresse e inclui o todo que caracteriza o bem-estar profissional em todas as suas formas. Esperamos que seu conteúdo seja lido pelos colegas, esposas, maridos, gerentes e integrantes de outras disciplinas médicas, o que lhes permitirá visão mais abrangente e atual sobre os estresses passíveis de ocorrência em nossa profissão. Lembro um colega mais velho me dizer, quando iniciei meu treinamento em anestesia, que anestesia ou é tremendamente simples ou simplesmente tremenda! Apesar de declaração banal, contém certa verdade básica, contudo o mais preocupante é a facilidade de substituir a palavra vida por anestesia nessa declaração. Este é, 12 Bem-estar ocupacional em anestesiologia

14 portanto, tema que exige cuidadosa análise por todos os que trabalham na área da anestesiologia, com vistas a garantir que eventos na vida pessoal ou no trabalho não prejudiquem os profissionais envolvidos nem tampouco os pacientes sob seus cuidados. Esperamos que este lançamento permita as pessoas perceberem que não estão sós nestes estressantes tempos difíceis, que a ajuda está disponível e que, ao utilizá-la, tal fato não será deletério para sua carreira futura ao contrário, poderá salvá-la. David J. Wilkinson Presidente da World Federation of Societies of Anaesthesiologists Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 13

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16 Introdução A publicação Bem-estar ocupacional em anestesiologia baseia-se na definição do termo, emitida pela Organização Mundial da Saúde em 2005: É a percepção de um indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais está inserido e em relação às suas metas, expectativas, padrões e preocupações. O principal objetivo deste trabalho é abordar os distúrbios patológicos da situação de bem-estar ocupacional em anestesiologistas (diagnóstico, prevalência, profilaxia e abordagens terapêuticas), baseado em evidências epidemiológicas publicadas na literatura atual, as quais afetam de maneira complexa e, por vezes, gravemente, a saúde física e psíquica, as crenças pessoais e as relações sociais do anestesiologista, além de evidenciar direta correlação com a segurança dos pacientes anestésico-cirúrgicos submetidos a seus cuidados clínicos. Seu conteúdo foi desenvolvido em três sessões básicas: princípios e fundamentos em saúde ocupacional, responsabilidades institucionais com o bem-estar ocupacional de médicos (anestesiologistas), riscos biológicos e saúde ocupacional e aspectos interdisciplinares na saúde ocupacional. É importante salientar que o estudo das alterações patológicas da situação de bem-estar ocupacional em anestesiologia, em ambiente laboratorial ou clínico, é altamente complexo e difícil devido a sua natureza multifatorial, principalmente no que se refere à fadiga ocupacional e suas consequências, as quais variam ao longo do tempo em diferentes indivíduos (caráter de individualidade da patologia), e pela sobreposição de outras condições associadas a mesma, tais como depressão/estresse psicogênico, síndrome de burnout, dependência química, idealização suicida, entre outras. É de vital importância a conscientização de que os médicos, entre eles os anestesiologistas, são treinados para exercer sua prática voltados para a saúde do seu paciente, sendo que frequentemente Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 15

17 ignoram a própria saúde, bem como as condições de seu bem-estar ocupacional. Para os anestesiologistas esta obra deve ser considerada como um grande passo para o equacionamento dos problemas de saúde ocupacional consequentes às alterações do seu estado de bemestar ocupacional, os quais estão solicitando atitudes e soluções, baseado na premissa de que: Estar ciente do problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Portanto, este livro visa estimular o desenvolvimento de ações efetivas, por parte das entidades mundiais envolvidas com a anestesiologia, em prol da saúde ocupacional dos anestesiologistas e da segurança dos pacientes anestésico-cirúrgicos. Na oportunidade agradeço à Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), ao Conselho Federal de Medicina (CFM), à Confederação Latino-Americana de Sociedades de Anestesiologia (Clasa) e à World Federation of Societies of Anaesthesiologists (WFSA), que perceberam a importância deste projeto e dispensaram total suporte ao seu desenvolvimento. Ao trabalho voluntário e de elevada competência de todos os autores que enfrentaram o desafio proposto. À elevada qualidade do trabalho desenvolvido pela equipe de editoração e informática da SBA, sob a liderança de sua gerente, Mercedes Azevedo, bem como à equipe do CFM responsável pela impressão deste livro. À excelência da revisão dos textos e respectivas traduções, sob responsabilidade do prof. dr. Getúlio Rodrigues de Oliveira Filho. Gastão F. Duval Neto Editor 16 Bem-estar ocupacional em anestesiologia

18 Parte 1 Princípios e fundamentos em saúde ocupacional

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20 Avaliação do bem-estar ocupacional dos anestesiologistas em diferentes partes do mundo Gustavo Calabrese Torchiaro Presidente da Confederação Latino-Americana de Sociedades de Anestesiologia (Clasa), coordenador da Comissão de Riscos Profissionais da Clasa 1. Introdução Os riscos ocupacionais e estilo de vida relacionados com a prática da anestesiologia são motivo de preocupação na comunidade internacional de anestesiologia representada pela World Federation of Societies of Anaesthesiologists (WFSA) e suas filiais, sobre os riscos ocupacionais e estilo de vida relacionados à prática da anestesiologia. Por isso, o Comitê de Bem-estar em Anestesiologia da WFSA realizou uma pesquisa mundial Proffessional Wellbeing Work Party para alertar anestesiologistas sobre os riscos a que são expostos e elaborar estratégias para melhorar sua qualidade de vida. 2. Evolução histórica No início do século XX, a maior preocupação relacionada aos riscos ocupacionais em anestesia eram os incêndios e explosões em sala de cirurgia, ocasionados pelo uso de agentes inalatórios inflamáveis. Mais tarde, a contaminação do ambiente cirúrgico e a inalação crônica dos gases anestésicos ganharam destaque. A partir da década de 80, os riscos de exposição a agentes biológicos e a dependência química entre anestesiologistas tornaram-se o foco das pesquisas. Atualmente, muitos são os fatores de risco ocupacionais estudados, incluindo risco biológico, abuso de opioides, estresse ocupacional, síndrome de burnout e padrões de trabalho exigidos. A realidade atual dos anestesiologistas é ilustrada por jornadas de trabalho excessivas em ambientes estressantes, grandes pressões para maior produtividade e exposição Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 19

21 frequente a variados fatores de riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. Essas situações resultam em danos à saúde, segurança e rendimento do profissional, além de afetarem a sua qualidade de vida e a de seus familiares. Motivo pelo qual, entre todas as áreas da saúde, a anestesiologia apresenta alto risco ocupacional 3. Classificação Atualmente, classificam-se os riscos ocupacionais em anestesiologia de acordo com o tipo de agente ou situação desencadeante, destacam-se 1 : Riscos relacionados à natureza da prática da anestesiologia Estresse ocupacional crônico Transtornos psicossociais Dependência de fármacos Ergonomia Riscos relacionados aos agentes biológicos Infecções transmitidas pelos pacientes portadores dos seguintes patógenos: vírus: hepatite B, hepatite C, HIV, bactérias, fungos, outros. Riscos relacionados a agentes físicos e segurança Radiação ionizante (RX) Radiação não ionizante (laser) Ruídos e vibrações Temperatura Ventilação Iluminação Cargas elétricas de alta e baixa voltagem Incêndios Gases comprimidos (cilindros) 20 Bem-estar ocupacional em anestesiologia

22 Riscos relacionados ao planejamento de trabalho (organizacionais) Organização e teor do trabalho Modelo de trabalho Calendário, carga horária, densidade de tarefas Violência Riscos relacionados a agentes químicos Alergia ao látex Exposição aos anestésicos inalatórios (riscos reprodutivos) 4. Quais desses fatores causam maior impacto na realidade do anestesiologista, atualmente? A pesquisa Proffessional Wellbeing Work Party 2 realizada pelo Comitê de Bem-estar em Anestesiologia da WFSA, liderado pelo brasileiro professor dr. Gastão Duval Neto, relata a realidade mundial dos problemas ocupacionais enfrentados pelos anestesiologistas e identifica diferenças regionais, destacando o estresse ocupacional, incluindo a síndrome de burnout, e problemas relacionados à forma de organização do trabalho. Do you believe that Physician Burnout Syndrome is a problem of concern in your society? Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 21

23 Are the members of your Society aware of the concep of Working Time Regulations? Do you believe that substance abuse is a substantial problem amorg anesthesiologists in your Society? Does your Society have a particular group working on the subject Professional Wellbeing of Anesthesiologists? 22 Bem-estar ocupacional em anestesiologia

24 Estresse ocupacional crônico Estresse ocupacional crônico é definido como as reações físicas e emocionais que ocorrem quando as exigências profissionais excedem a capacidade, recursos e necessidades do anestesista 3. O estresse excessivo que ultrapassa a tolerância do organismo pode ocasionar graves consequências, como piora no desempenho profissional, com repercussão na segurança do anestesista e de seu paciente, desgaste da saúde e comprometimento da vida familiar 3-6. Incidência A incidência de estresse ocupacional na população médica é de 28% 7 e entre os anestesiologistas essa incidência é claramente mais alta, situando-se em 50% na Europa 8 e em 59% até 96% na América Latina Resultados semelhantes foram encontrados em outras pesquisas que relacionam o estresse ocupacional a diversos aspectos da complexa atividade profissional do anestesiologista. A falta de controle sobre sua jornada de trabalho foi citada em 83% dos casos, o comprometimento da vida familiar em 75%, os aspectos médicos e legais em 66%, os problemas de comunicação em 63% e os problemas clínicos em 61% 12. O sistema de trabalho foi citado em 58%, o manuseio de pacientes críticos em 28%, as situações de crise em anestesiologia/decisões de emergência em 23%, o lidar com a morte em 13% 9, problemas relacionados a forma de organização do trabalho em 42%, responsabilidades administrativas em 41%, conflitos pessoais em 35%, conflitos nas relações profissionais em 25%, conflitos fora do ambiente de trabalho em 23% e problemas médico-legais em 2,8% 13. Entre os residentes de anestesiologia, os maiores problemas foram relacionados ao manuseio de pacientes críticos, óbito de pacientes, dificuldades de equilibrar a vida pessoal e as exigências profissionais 14,15. Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 23

25 Mecanismo de ação Ciclo do estresse O estresse ocupacional crônico se instala de forma dinâmica e o ciclo contínuo de estresse degrada o organismo de modo gradual e permanente 3. Muitos fatores podem desencadear o ciclo de estresse ocupacional do anestesiologista, destacando-se 5-6,16-21 : tipo de especialidade; complexidade do trabalho; ambiente estressante; falta de controle sobre a própria rotina; comprometimento da vida familiar; possíveis problemas médico-legais; desequilíbrio das expectativas profissionais; insegurança no trabalho. Impacto do estresse ocupacional Quando os fatores estressantes previamente citados acumulamse e ultrapassam a tolerância do organismo, o estresse excessivo e nocivo se instala e pode ocasionar impacto importante na saúde, vida profissional e familiar 5,6. Impacto sobre a saúde O impacto do estresse ocupacional na saúde produz um desgaste gradual e permanente dos sistemas biológicos e pode causar doenças físicas, transtornos psíquicos, distúrbios comportamentais e alterações intelectuais 3,5,6. a) doenças físicas: destacam-se a fadiga crônica, úlcera gastroduodenal, gastrite, hipertensão, arritmia, angina, doenças musculoesqueléticas, doenças neurológicas, diminuição da imunidade, distúrbios reprodutivos e aumento do risco de abortos espontâneos 3,5,6. 24 Bem-estar ocupacional em anestesiologia

26 Na América Latina, os efeitos mais prevalentes ocorrem em nível 9 : trato gastrointestinal, com destaque para a gastrite, com incidência de 45% e úlcera gastroduodenal, com 11%; cardiovascular, com destaque para hipertensão em 23%, arritmia em 13%, angina em 5%, infarto agudo do miocárdio em 3% 9. b) transtornos psíquicos: deterioração psíquica emocional, como a ansiedade em 19%, angústia em 43% e depressão em 31%. Situações que podem aumentar o risco de suicídio 9. Destaca-se que a incidência de depressão entre anestesiologistas e residentes da área é maior que a presente na população em geral, sendo registradas incidências de 11%, 31% e 40%, respectivamente 9. c) distúrbios comportamentais: alcoolismo em 44%, consumo de psicofármacos em 16%, abuso de drogas em 1,7% e comportamento agressivo 9. d) alterações intelectuais: dificuldades de concentração, diminuição da capacidade de vigília, qualidade do desempenho alterada. Impacto familiar É caracterizado por dificuldades para equilibrar a vida familiar, isolamento, falha no relacionamento com os filhos, dificuldades no relacionamento conjugal, falta de apoio emocional, divórcio e destruição da família 1-4. Impacto no emprego Entre outras características, destacam-se a falta de interesse no trabalho, absenteísmo, insatisfação, má qualidade de trabalho e possibilidade de erros médicos, que podem ocorrer por negligência e resultarem problemas legais. Todas essas situações denigrem a imagem do profissional e, por vezes, ocorre o abandono ou mudança de especialidade médica, aposentadoria prematura e, em Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 25

27 casos extremos, problemas jurídicos civis ou penais que podem levar ao suicídio 3,5,6. O que podemos fazer a partir de agora em relação ao estresse ocupacional? O diagnóstico precoce, tratamento médico e psicológico, quando necessários em casos sintomáticos, são essenciais. Devem-se visar alterações significativas na qualidade de vida, incluindo mudança de hábitos alimentares, sono, descanso, relaxamento, satisfação e oportunidades de maior participação no trabalho. São instrumentos para alcançar essas mudanças: cronogramas de trabalho adequados, equilíbrio entre a vida familiar, profissional e social, exigência de infraestrutura adequada, proteção ocupacional e humanização do ambiente de trabalho. Recomendações Para a redução da prevalência de estresse ocupacional crônico e suas consequências recomendam-se medidas preventivas em relação aos fatores estressantes. Considera-se uma doença ocupacional quando gerada por uma responsabilidade compartilhada, e a prevenção deve ser realizada a partir de três perspectivas: nível pessoal, nível da equipe, nível institucional 15.O conceito de prevenção primária é eliminar e/ou reduzir estressores; a prevenção secundária é a tentativa de detecção precoce da depressão e ansiedade; e a terciária envolve a reabilitação e recuperação de pessoas que sofreram 3,5,6,15. Nível individual 15 Recomenda-se um processo pessoal de adaptação às expectativas diárias: sem negação da situação; evitar isolamento; diminuir a intensidade da vida; 26 Bem-estar ocupacional em anestesiologia

28 encontrar um equilíbrio entre a família, os amigos, o descansar e o trabalho; se necessário, buscar aconselhamento psicológico profissional. Nível de equipe 15 Os colegas de trabalho são a chave para o diagnóstico e apoio. Deve-se exigir que as empresas contratantes apresentem um programa de saúde ocupacional para o anestesiologista, um espaço para conversas e discussões entre os profissionais com apoio profissional para melhorar as relações interpessoais, buscar um ambiente de trabalho mais humano e solidário, menos competitivo. Nível institucional 15 As empresas devem possuir um programa de saúde ocupacional para o anestesiologista que inclua a prevenção de fatores estressantes, apoio psicológico, apoio a doenças físicas, prevenção e tratamento de possíveis alterações comportamentais, abuso de álcool e drogas, além de um programa de saúde mental específico 15. Atitudes positivas da instituição: certificar-se de que a quantidade de trabalho está em equilíbrio com as habilidades e recursos do anestesiologista; observar que as atividades realizadas possuam um significado. Para tanto, deve-se estimular e criar oportunidades para que os profissionais utilizem todas as suas habilidades; definir claramente os papéis e responsabilidades do anestesiologista; permitir que os anestesiologistas participem do processo de decisão de alterações que influenciam seu trabalho; melhorar a comunicação; reduzir as incertezas, ter clareza nos planos de carreira e oportunidades de emprego no futuro; Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 27

29 proporcionar oportunidades para a interação social entre os trabalhadores; estabelecer horários de trabalho compatíveis com as demandas e responsabilidades dos seus anestesiologistas; viabilizar o equilíbrio entre os momentos de trabalho, vida familiar e social; melhorar as medidas de proteção dentro do centro cirúrgico; melhorar a infraestrutura de trabalho. Síndrome de burnout Diversas doenças físicas e mentais podem ser associadas ao estresse ocupacional. A síndrome de burnout (anglicanismo bem estabelecido) ou ser queimado, definida como a resposta física e emocional ao estresse ocupacional 8,22-24, se destaca no panorama atual. Burnout afeta a qualidade de vida e desempenho do profissional. Os anestesiologistas podem ser incluídos na lista de profissionais acometidos pela síndrome de burnout 1,8,24-34, caracterizada pela exaustão emocional, despersonalização, sentimentos de incompetência profissional e não cumprimento de metas 5,6, Fatores de risco A síndrome de burnout está associada ao desequilíbrio crônico e cumulativo entre as demandas psicológicas e profissionais, além de outros fatores relacionados à organização laboral, tais como : sobrecarga de trabalho; injustiça; falta de reconhecimento pelo trabalho realizado; conflitos de valores; dificuldades de relacionamentos entre os profissionais da equipe; perda do controle sobre as tarefas executadas; burocracia excessiva e outras particularidades institucionais, ambientais e pessoais. 28 Bem-estar ocupacional em anestesiologia

30 Motivos causais No perfil de fatores estressores presentes no estresse ocupacional destacam-se o vínculo empregatício de 7-10 anos, extensas jornadas de trabalho, plantões noturnos, sobrecarga de trabalho 35-40, comprometimento, atuação em tarefas que exigem grande responsabilidade (fator de grande preocupação dos chefes de serviços de anestesiologia, uma vez que leva a um aumento em 51% na incidência de síndrome de burnout 33 ), falta de controle sobre sua rotina, sua vida pessoal e familiar, relações interpessoais inadequadas e fadiga crônica de trabalho Como se desenvolve? O processo ocorre de forma insidiosa, progressiva, cumulativa e crônica com tendência à negação. Em sua evolução, ocorre o desgaste do idealismo pela falta de reconhecimento e realização profissional, levando à exaustão emocional, despersonalização e desvalorização e indiferença profissional que afeta a qualidade de vida dos profissionais e a qualidade do atendimento ao paciente Nesse processo de burnout há certa ironia, porque o profissional que antes apresentava entusiasmo, ideias inovadoras, esforço, energia e grandes expectativas ao deparar-se com as dificuldades e ausência de resultados por períodos prolongados é levado à frustração e ao desenvolvimento de variados efeitos físicos, psicológicos, comportamentais, profissionais e pessoais. Efeitos Entre os sintomas da síndrome de burnout, destacam-se: Físicos: fadiga, distúrbios do sono, cefaleia, impotência, distúrbios gastrointestinais; Psicológicos: irritabilidade, ansiedade, depressão, desesperança; Sociedade Brasileira de Anestesiologia / Conselho Federal de Medicina 29

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