O revisitar do folclore e a representação feminina em A companhia dos lobos, de Angela Carter

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1 O revisitar do folclore e a representação feminina em A companhia dos lobos, de Angela Carter Aline Cristina Sola ORLANDI 1 Resumo A partir da teoria de Walter Benjamin em O narrador (1987), em que o autor faz um estudo sobre as narrativas mais próximas da tradição oral e sobre o romance partindo de obras de Nikolai Leskov, o presente artigo analisa a maneira como Angela Carter revisita o conto de fadas Chapeuzinho Vermelho (2013), mantendo características desta literatura que surgiu da tradição oral e, ao mesmo tempo, subvertendo a tradição patriarcal deste conto maravilhoso, ao trabalhar a sexualidade da mulher com uma representação astuta, independente e destemida da figura feminina. Palavras-chave: Narrador. Chapeuzinho Vermelho. Angela Carter. Lobo. Walter Benjamin. Abstract From Walter Benjamin's theory in "The Storyteller" (1987), in which the author does a study on closer narratives of oral tradition and the novel itself using works by Nikolai Leskov, this article analyzes how Angela Carter revisits the fairy tale "Little Red Riding Hood", keeping the characteristics of this literature that emerged from the oral tradition and, at the same time, subverting the patriarchal tradition of this fairy tale, working on women's sexuality with a sly, independent and fearless representation of the female figure. Keywords: Storyteller. Little Red Riding Hood. Angela Carter. Wolf. Walter Benjamin. Considerações iniciais 1 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários, Unesp, Araraquara-SP, CEP:

2 Em seu estudo sobre o narrador, Walter Benjamin afirma serem as melhores narrativas as que menos se distinguem das narrativas orais, transmitidas por diferentes narradores. Ele diferencia dois grupos de narradores mais recorrentes: o camponês sedentário e o marinheiro comerciante (BENJAMIN, 1987, p. 198). Ambos detêm conhecimentos e experiências que serão transmitidos através de narrativas, com o intuito de aconselhar e transmitir uma moral. (BENJAMIN, 1987, p. 200) Enquanto o marinheiro comerciante traz em sua bagagem de conhecimento as experiências e os acontecimentos vistos em suas viagens pelo mundo, o camponês sedentário, mesmo sem sair de seu vilarejo ou cidadezinha, traz consigo os ensinamentos e experiências de antepassados e familiares moradores do mesmo vilarejo. É deste último que mais se aproxima o narrador de A companhia dos lobos de Angela Carter. O referido conto faz parte da coletânea O quarto do Barba-Azul (2010), tradução de The bloody chamber and other stories (1979) em que Carter revisita contos de fadas do folclore ocidental. Encontram-se nessa obra, revisitados, desde O Barba-Azul até A Branca de Neve. A companhia dos lobos revisita Chapeuzinho Vermelho de Charles Perrault. Nesse conto, Carter mantém as mesmas características do conto maravilhoso, mas o subverte ao apresentar uma mulher que joga com o ato de seduzir. Em todo o conto há a referência à narrativa oral. Ele se inicia com uma primeira narrativa que descreve os aspectos infernais da figura do lobo e mostra como identificar o licantropo e como evitá-lo, além de contar histórias sobre lobos que ocorreram no mesmo vilarejo. No filme de mesmo nome, de 1984, dirigido por Neil Jordan e do qual Angela Carter foi corroteirista, o narrador dessa primeira parte é a avó. Pode ser que no conto também seja a figura materna mais velha a avó que narra os acontecimentos e aconselha a protagonista sobre a criatura. Assim, o que se pretende é mostrar como Carter mantém o narrador que aconselha e passa uma moral, mas subverte essa lição ao apresentar uma mulher dona de seus desejos. A primeira narrativa Para iniciar a análise do conto de Angela Carter, precisa-se ter em mente que ele se divide em duas partes: a narrativa principal, que é semelhante a Chapeuzinho

3 Vermelho e seu trajeto até a casa da avó; e a narrativa presente na primeira parte do conto, que apresenta as características negativas do lobo e prepara para os acontecimentos da narrativa principal. A companhia dos lobos é um conto que trabalha com a sexualidade desde o início. A figura do lobo como um símbolo para o homem sedutor, já conhecida na narrativa de Perrault, aqui se intensifica. Carter explora o conteúdo latente de Chapeuzinho Vermelho, e intensifica-o ao apresentar a protagonista não mais como a vítima seduzida, mas como a mulher que se deixa seduzir e que seduz. Importante salientar que Angela Carter - como afirma Cleide Rapucci (1997, p. 329) em sua tese Exposta ao vento e ao sol : a construção da personagem feminina na ficção de Angela Carter - parece ter partido da moral de Chapeuzinho Vermelho de Perrault para construir sua história. Vemos aqui que os poucos experientes, E acima de tudo as mocinhas, Gentis, bem feitas, bonitinhas, Fazem mal em ouvir qualquer tipo de gente, Por isso é que nunca me espanta Que o lobo chegue a comer tantas. Eu digo o lobo, porque há raças Que atuam de uma outra maneira; Que tem atitude fagueira, Sem barulho, raiva, ameaças, Que mansos, meigos e com graça, Perseguem as mocinhas novas Dentro de casa até, e mesmo nas alcovas; Que dó! Quem saberá que esses lobos melosos, Entre todos que há são os mais perigosos. (PERRAULT, 2013, p. 19) A moral explicita ao máximo a sedução e o ser seduzido e, segundo Bruno Bettelheim, em A psicanálise dos contos de fadas (1980, p ), essa atitude não abre espaço para a imaginação da criança e deve ser ela a descobrir os significados ocultos. Parece que Carter não se ateve ao pensamento de Bettelheim e criou um conto em que mais explicitamente a protagonista deixa-se seduzir, e mais, torna-se a sedutora. Na primeira parte tem-se a descrição dos aspectos infernais e ctônicos da figura do lobo e os traços do narrador oral apresentam-se em cada conselho e históriaexemplo que o narrador traz. Percebe-se que a intenção é a veracidade das histórias contadas, é causar medo e alertar. Há não muito tempo, uma jovem de nossa aldeia casou com um homem que desapareceu na noite de núpcias. (CARTER, 2000, p. 202)

4 Ao contar algo que aconteceu na mesma aldeia, o narrador traz certa veracidade à narrativa, pois aconteceu lá, e ele, como detentor de sabedoria, só pode estar falando a verdade. Na história, o marido volta tempos depois, em um solstício de inverno, momento em que a noite se torna mais longa, portanto, ambiente oportuno para a figura maligna do lobisomem e, então, descobre-se que ele era um lobo. Antes dessa história, o narrador conta mais uma que aconteceu nas proximidades: Certa vez um caçador, perto daqui, apanhou um lobo numa armadilha, num fosso. Esse lobo tinha massacrado ovelhas e cabras; tinha comido um velho doido que costumava cantar a Jesus o dia todo; tinha saltado sobre uma moça, mas o escândalo desta fizera com que os homens logo aparecessem com carabinas, assustando-o e afugentando-o; tinham tentado persegui-lo na floresta, mas ele, matreiro, enganara-os. (CARTER, 2000, p. 201) Em certos momentos, o narrador dedica-se apenas a descrever a criatura e as maneiras de identificá-la. O lobo é carnívoro personificado e é tão astuto quanto feroz; se provou carne uma só vez, nada mais o satisfará. À noite, os olhos dos lobos brilham como chamas de velas, amarelados, avermelhados, mas isso acontece porque a pupila de seus olhos cresce na escuridão e capta a luz da lanterna para refleti-la para nós vermelho quer dizer perigo; se os olhos do lobo refletem apenas o luar, brilham uma cor penetrante, mineral, de um verde-frio que não é natural. Se o caminhante noturno vê essas lantejoulas terríveis e luminosas repentinamente pregadas a arbustos negros, sabe que tem que correr, se o medo não o imobilizar. (CARTER, 2000, p. 199) O lado animal e instintivo aparece em outras criaturas noturnas que causam terror. Carter traz à tona, no símbolo do lobo, o lado incontrolável do homem em seu desejo por sexo, por não dar ouvidos à razão. É inverno e tempo frio. Nessa região de montanhas e florestas, nada há para os lobos comerem. As cabras e as ovelhas estão fechadas nos redis, os veados partiram para as pastagens que ainda restam nas encostas do Sul os lobos emagrecem e ficam esfomeados. Têm tão pouca carne, que se poderiam contar as costelas esfaimadas sobre a pele, se eles dessem tempo antes de saltar. As mandíbulas gotejantes de baba; a língua de fora; a orla da saliva nas queixadas grisalhas; de todos os temíveis perigos da noite e da floresta fantasmas, duendes, ogros que grelham bebês em fogareiros, bruxas que engordam as presas em gaiolas para mesas canibais o lobo é o pior, porque não dá ouvidos à razão. (CARTER, 2000, p. 200)

5 lobo: A primeira parte termina com uma última informação sobre como identificar o É possível, no entanto, reconhecê-lo, seja qual for sua forma, pelos olhos, por esses olhos fosforescentes; só os olhos não se alteram com a metamorfose. Antes de se tornar lobo, o licantropo despe-se completamente. Se virmos um homem nu entre os pinheiros, corramos como se o Diabo estivesse atrás de nós... (CARTER, 2000, p. 204) O narrador dessa primeira parte, como se vê, muito se assemelha ao narrador camponês sedentário proposto por Walter Benjamin. Ele conta histórias do mesmo vilarejo, que servem de exemplo sobre o perigo da figura do lobo, ele também aconselha e diz como identificar o perigo. Benjamin afirma em seu texto: O conselho tecido na substância viva da existência tem um nome: sabedoria. (BENJAMIN, 1994, p. 200) Se esse narrador for considerado a figura materna da avó, temos a idade como um indício de sabedoria, pois, tradicionalmente, têm-se os idosos como mais experientes e, portanto, detentores de sabedoria. Afirma Benjamin que o saber, que vinha de longe do longe espacial das terras estranhas, ou do longe temporal contido na tradição -, dispunha de uma autoridade que era válida mesmo que não fosse controlável pela experiência. (BENJAMIN, 1987, p ) Essa sabedoria dos mais velhos refere-se às experiências de vida, não ao conhecimento advindo dos estudos. Apesar de Benjamin afirmar que a sabedoria está em extinção, ainda temos em nosso ideário os mais velhos como conhecedores da arte de viver. Portanto, Carter não apenas revisitou o conto maravilhoso de Chapeuzinho Vermelho ; ela trouxe toda uma tradição de literatura oral para seu conto, ao construir essa parte do texto de extrema importância para o desenrolar da narrativa principal. É a partir de um conselho materno, o não sair da trilha da floresta, por exemplo, na Chapeuzinho Vermelho de Perrault, que há a transgressão, o desobedecer. Como se verá adiante, a protagonista de A companhia dos lobos também ignora alguns dados fornecidos por esse narrador ou desobedece a eles, cabe analisar e saber se isso é feito inconsciente ou intencionalmente. A trajetória de Chapeuzinho Vermelho

6 Após a narrativa inicial, que se dedicou a descrever as características do lobo e como reconhecê-lo, finalmente a narrativa principal, em que se dá a trajetória da protagonista, inicia-se. Nela parece haver uma mudança de narrador, contudo, ainda há o narrador ideal de Walter Benjamin, pois é o narrador de contos de fadas aquele que é o narrador verdadeiro: O primeiro narrador verdadeiro é e continua sendo o narrador de conto de fadas. (BENJAMIN, 1987, p. 215). O conto de Carter também pretende passar uma moral, mas esta está diretamente ligada à representação que Angela Carter faz da mulher em sua releitura de Chapeuzinho Vermelho, revelando a relação que a narrativa da primeira parte tem com a narrativa principal. Na narrativa principal, Carter mantém os dias frios e sombrios, pertinentes à figura do lobisomem, tido no imaginário ocidental não apenas como um símbolo do homem sedutor, mas também como uma figura maligna, símbolo de destruição e morte. Ademais, Carter trabalha também com a questão da cor vermelha em seu conto e enfatiza o fato de as crianças não poderem ser crianças durante muito tempo na terra em que vivem. Bruno Bettelheim afirma que o vermelho representa também as emoções sexuais: O vermelho é a cor que significa as emoções violentas, incluindo as sexuais. O capuz de veludo vermelho que a avó dá para Chapeuzinho pode então ser encarado como o símbolo de uma transferência prematura da atração sexual, que, além disso, é acentuada pelo fato de a avó estar velha e doente demais, até para abrir a porta. (BETTELHEIM, 1980, p. 209) Como em Chapeuzinho Vermelho, a protagonista de A companhia dos lobos também ganha um xale vermelho, porém, Carter fez questão de explicitar nisso a sexualidade desabrochando na puberdade. As crianças não se mantêm crianças durante muito tempo nesta terra selvagem. Não há brinquedos com que possam brincar; por isso trabalham muito e tornam-se sérias, mas esta, tão bonita e caçula temporã, teve todos os mimos da mãe e da avó, que lhe fez o xale vermelho que hoje tem o aspecto brilhante e ominoso de sangue na neve. Os seios começam a despontar; o cabelo parece linho, tão louro que mal forma sombra na testa; as faces são de um escarlate e branco emblemáticos, e já lhe começaram as regras, esse relógio dentro dela que dará sinal uma vez por mês. (CARTER, 2000, p. 205) Bruno Bettelheim (1980, p. 209) afirma, ainda, que Chapeuzinho não estaria preparada para lidar com o que simboliza o uso do xale vermelho. Mas, como se verá

7 adiante, Carter trabalha com a questão psicológica de Chapeuzinho Vermelho, entretanto, de forma a subverter o discurso patriarcal, incluindo o de Bettelheim, ao considerar que Chapeuzinho Vermelho de Perrault torna-se uma mulher decaída por se deitar com o lobo (BETTELHEIM, 1980, p. 205). Ela propõe que ela pode e quer lidar com isso, como aponta Cleide Rapucci (1997, p.330): Podemos considerar The Company of Wolves praticamente como uma vingança em relação a uma afirmação desse tipo, que é defensora das normas do patriarcado. Bettelheim não dá a Chapeuzinho o direito de escolha, de manifestar seus próprios desejos. Por que alguém não poderia querer se identificar com ela, caso desejasse ser seduzida? Por que ela se transforma numa mulher decaída? Angela Carter construiu a mesma Chapeuzinho Vermelho de Perrault: na idade púbere, com os desejos sexuais desabrochando e ainda com um xale vermelho. Entretanto, diferente da que se conhece, ela quer ser seduzida e seduzir, mais do que lidar com a sexualidade, ela quer jogar. Assim, dadas as informações sobre a jovem, conta-se que ela se põe no trajeto até à casa da avó. Outro diferencial dessa menina é que ela carrega consigo a faca do pai, um objeto que poderá usar para se defender, se necessário. Nota-se que nenhuma figura masculina, com exceção do lobo, apresenta-se nesse conto, mesmo quando ela está numa possível situação de perigo, ninguém vem ajudá-la. Isso reafirma sua posição não mais como uma vítima que será socorrida pelo herói, mas como sua própria heroína. Ela passa de seduzida a sedutora e amansa o lobo, ela o domestica, assim como se verá mais adiante. Em sua trajetória, o momento de transgressão ocorre quando, ao ouvir um uivo, ela se arma com a faca, mas fica à procura de um lobo ou um homem nu, ignorando os olhos, que segundo o narrador da primeira narrativa, não mudam com a metamorfose. Ao ignorar essa característica, a protagonista transgride uma forma de se safar do perigo. Quem sai dos arbustos é um belo jovem com um chapéu de caçador. No conto Chapeuzinho Vermelho dos Irmãos Grimm o caçador é o herói salvador de Chapeuzinho Vermelho e da avó, já no conto de Perrault, revisitado por Carter, não há essa figura. Desta forma, é interessante notar que o lobo e o caçador são a mesma pessoa em A companhia dos lobos, ou seja, o salvador/herói de Chapeuzinho no conto dos Irmãos Grimm, aqui se torna o vilão.

8 Assim, depois de um tempo juntos, os dois conversam como velhos amigos. Não demora muito até que ele faça uma proposta. Nesse momento, o narrador sutilmente retoma a questão da fome, o salivar de desejo, presente na primeira narrativa: Ele riu de novo; gotinhas de saliva brilhantes colocavam-se-lhe aos dentes[...] (CARTER, 2000, p. 207). A proposta é uma aposta: o jovem possui uma bússola e aposta que, com ela, chegaria mais rapidamente à casa da avó que a garota. Se isso de fato acontecesse, ela teria que lhe dar um beijo. Feita a aposta, os dois se separam e a garota, intencionalmente, resolve demorarse, a fim de que o jovem rapaz ganhasse a tal aposta: Ela foi pelo matagal e levou-lhe o cesto, mas ela esqueceu-se de ter medo dos animais, conquanto a Lua se estivesse levantado, porque queria demorar no caminho para ter certeza de que o lindo rapaz ganharia a aposta. (CARTER, 2000, p. 207) Chegando à casa da avó, o lobo passa-se pela neta e entra, mas a velha logo percebe do que se trata. No momento em que ele vai devorá-la, há a questão sexual presente e Carter deixa isso muito explícito: Ele tira a camisa. A pele tem a cor e a textura do pergaminho. Uma linha de pêlo áspero corre-lhe barriga abaixo, os mamilos estão maduros como fruta venenosa, mas ele está tão magro que se lhe podiam contar as costelas por baixo da pele se ele desse tempo para isso. Ele despe as calças, e ela vê como são peludas as pernas. O sexo enorme. Oh! Enorme. A última coisa que a senhora de idade viu neste mundo foi um jovem, olhos como cinza, nu como veio ao mundo, aproximar-se da cama. O lobo é carnívoro personificado. (CARTER, 2000, p. 209) Nota-se nesse ataque à avó outro indício do lobo dado na primeira parte do texto: as costelas aparentes pela magreza. Além disso, na narrativa, o lobo queima os cabelos da avó, que não são comestíveis, esconde os ossos, e começa a arrumar toda a casa para esperar pela neta. Essa atitude de arrumar tudo e esconder os restos da avó remete a ele tê-la realmente devorado, mas se pode perceber que Carter não deixa nada claro ao, anteriormente, enfatizar as questões sexuais do símbolo do lobo, já conhecidas pela avó. A chegada da neta dá-se logo depois, e o lobo, deitado na cama da avó com sua touca, não foi reconhecido pela garota, que se sente um pouco desapontada por não ver

9 o belo jovem por lá. Mas logo ela percebe pequenas coisas fora do lugar, e o que ela não tinha reparado antes nesse momento se fazem reparáveis: os olhos. Queria a faca que estava no cesto, mas não ousou estender a mão porque ele tinha os olhos fixos nela olhos enormes, que agora pareciam brilhar com uma luz interior e única, olhos do tamanho de pires, pires com o fogo da Grécia, fosforescência diabólica. (CARTER, 2000, p. 210) Em seguida ela escuta um uivo vindo de fora. Ao olhar pela janela, ela vê muitos lobos ao redor da casa, que o jovem lobo diz serem seus irmãos. Percebendo que estava correndo perigo, a protagonista fecha a janela e abandona o medo. Começa, assim, a sequência de perguntas sobre o lobo tão conhecidas, porém aqui elas tomam um ar de sedução, pois a protagonista despe-se para o lobo. _ Que é que vou fazer com o xale? _ Atira-o no fogo, querida. Já não vai precisar dele. [...] _ Que é que vou fazer com a blusa? _ Para o fogo com ela também, meu brinquedo. [...] _ Que braços grandes você tem! _ São para abraçá-la melhor! [...] _ Que dentes grandes você tem! [...] _ São para te comer melhor! (CARTER, 2000, p ) No conto em inglês, a resposta à segunda pergunta é Into the fire with it, too, my pet. (CARTER, 2011, p.151). O tradutor Carlos Nougué preferiu traduzir a palavra pet por brinquedo ao invés de bicho de estimação ou bichinho. Talvez por motivos de estilo ou poeticidade da obra. Mas, deve-se pensar que, enquanto se brinca com brinquedos, bichos de estimação são domesticados. A palavra pet foi, provavelmente, usada intencionalmente por Carter, tendo em vista que, ao seduzir, um está domesticando o outro, e, no caso da protagonista, ela joga com a sedução a fim de suavizar o lobo. Todavia, esse jogar com a sedução para amansar o lobo foi criticado por Roberto Clark (1987), segundo Cleide Rapucci (1997, p. 336), pois, assim como Bettelheim, ao afirmar que Chapeuzinho torna-se uma mulher decaída ao se deitar com o lobo, Clark diz que Angela Carter reforça os pressupostos patriarcais ao invés de combatê-los - o se

10 despir para o lobo a fim de amansá-lo seria uma forma de mostrar que as mulheres querem isso, basta que se force um pouco. Mas, quando analisado com cuidado, percebe-se que em todo o conto a jovem e o lobo trocam de posições. Ela não é sempre a seduzida, ela também seduz, e o lobo não é sempre o sedutor, ele é também seduzido. O que acontece é que a protagonista, vendose em situação de perigo, usou da sagacidade para sair da posição de possível vítima. Ao demorar-se na floresta para garantir que o jovem ganhasse a aposta, ela já dá indícios de que desejava ter relações sexuais com ele como acontece ao fim do conto: Olhem! Ela dorme em paz e docemente na cama da vovozinha, entre as patas do lobo afetuoso. (CARTER, 2000, p. 213). A atitude por ela tomada não indica que ela seja uma mulher decaída que cede aos desejos do homem sedutor. Ela une o útil ao agradável ela desejava isso e precisava disso, o jogo já existia. Cleide Rapucci (1997, p. 336) discute sobre isso: Em The Company of Wolves, o lobo não é, o tempo todo, agente; e a garota não é, o tempo todo, objeto passivo, como quer Clark. O que a menina faz é, como afirma Carter sobre as mulheres de Wayward Girls and Wicked Women, fugir do papel de vítima usando a sagacidade. O patriarcado já preestabeleceu as regras do jogo; a história de Chapeuzinho Vermelho já está codificada. Resta à protagonista não ser mais a vítima; o lobo, porém, existe. Além do exposto, essa protagonista pode ser vista como uma femme fatalle, uma mulher vista como perigosa e, quase sempre, sedutora, pelo patriarcado. Sandra Gilbert e Susan Gubar, em The Madwomen in the Attic (2000), destacam dois tipos de mulheres existentes: a mulher anjo e a mulher monstro. Segundo as autoras, a mulher criada pelo patriarcado durante anos na literatura é a mulher anjo, a mulher ideal, que se submete aos desmandos sociais e é sempre vítima. The ideal woman that male authors dream of generating is always an angel (GILBERT; GUBAR, 2000, p.20). Em contrapartida, existe a mulher monstro, temida, criticada e não aceita pelo patriarcado. Poder-se-ia dizer que a mulher monstro de Sandra Gilbert e Susan Gubar é a femme fatalle. Destarte, o que a protagonista de Angela Carter faz nada mais é que desarticular uma regra preestabelecida pelo patriarcado. Ela deveria ser vítima, mas não, ela é a sedutora, há uma inversão de papéis no texto. Como se pode notar, Carter conseguiu, através de um conto de fadas rico em significações, revisitar uma literatura que está na tradição, mantendo muitas das suas

11 características, mas desarticulando o sistema patriarcal mudando apenas uma peça: a mulher. Considerações finais O que se pretendeu com esse artigo foi mostrar um pouco do trabalho de Angela Carter com os contos de fadas, como ela mantém as características desse tipo de composição, desde o narrador até o espaço da pequena aldeia. Entretanto, o que se pôde verificar foi que, mesmo mantendo as características desse tipo de narrativa, Carter subverteu alguns ensinamentos morais do patriarcado dando liberdade sexual para a mulher. O narrador oral, que Walter Benjamin caracteriza, está presente nas duas narrativas. Na primeira ele narra a fim de aconselhar e passar uma moral, assim como na narrativa principal, quando contada ou lida a alguém. Contudo, enquanto na moral de Perrault tem-se o conselho para as jovens não se deixarem seduzir; a moral que Carter passa é uma moral antipatriarcal, ao inverter os papéis e apresentar uma mulher que não é mais vítima, ela propõe a liberdade sexual das mulheres. Referências bibliográficas BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Tradução de Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Tradução de Arlene Caetano. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, CARTER, Angela. A companhia dos lobos. In:. O Quarto do Barba Azul. Tradução de Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p CARTER, Angela. The company of wolves. In:. The bloody chamber and other stories. New York: Penguin Books, 2011, p GILBERT, Sandra M.; GUBAR, Susan. The madwoman in the Attic: the woman writer and the nineteenth-century literary imagination. New Haven: Yale University Press, PERRAULT, Charles. Chapeuzinho Vermelho. In: Contos de mamãe gansa. Tradução de Ivone C. Benedetti. Porto Alegre: L&PM, 2013, p

12 RAPUCCI, Cleide Antonia. Exposta ao vento e ao sol : a construção da personagem feminina na ficção de Angela Carter f. Tese (Doutorado em Estudos Literários) Faculdade de Ciências e Letras (FCL), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Assis, SP.

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