UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA OS CONTOS DE FADAS E A CONSTRUÇÃO DA MORAL DA CRIANÇA DE 0 A 6 ANOS Por: Aline Zacharias Eschenazi Orientadora Profª Edla Lucia Trocoli Xavier da Silva Rio de Janeiro 2012

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA OS CONTOS DE FADAS E A CONSTRUÇÃO DA MORAL DA CRIANÇA DE 0 A 6 ANOS Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Educação Infantil e Desenvolvimento Por: Aline Zacharias Eschenazi

3 3 AGRADECIMENTO Agradeço aos meus amigos pelas conversas que proporcionaram enriquecimento ao meu parco saber. Aos meus professores, pela confiança depositada, pelas palavras ditas na hora certa, pela força compartilhada que me fez ter certeza do meu caminho. Ao meu namorado pela paciência apoio e compreensão. Enfim, agradeço a todos que de alguma forma, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização desse trabalho.

4 4 RESUMO No universo imaginário dos contos de fadas, as crianças mergulham com o objetivo de aproximar sua realidade aos contos infantis, desta forma, descobrindo-se enquanto sujeito da literatura que se apropriam. Acredita-se que os contos de fadas permitem as crianças a identificarem-se, ou não, com as dificuldades ou alegrias vivenciadas por seus heróis.a grande questão é saber de que forma os contos de fadas influenciam na formação moral da criança de 0 a 6 anos. Acreditamos que este processo se dá através de simbolismo e associação. Este trabalho monográfico tem por objetivo investigar a influência dos contos de fadas na construção moral da criança de 0 a 6 anos. Para isto, em primeiro lugar, identificamos as especificidades da infância seguida de uma análise moral dos conteúdos das histórias. Realizamos também uma comparação entre o contexto sócio cultural, os contos e a infância traçando um paralelo do passado com os dias atuais.

5 5 METODOLOGIA No que diz respeito à elaboração da pesquisa, a metodologia utilizada foi a análise qualitativa da bibliografia seguida de uma interpretação crítica da mesma. Procurando entender a ação dos contos de fadas no imaginário infantil e de que forma, estas histórias podem influenciar na construção da moral na criança de 0 a 6 anos.

6 6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...7 Capítulo 1 A criança no tempo e no espaço Breves concepções sobre a infância A infância sob o prisma teórico A criança de ontem, a criança de hoje Capítulo 2 Contos de fadas: moralidade e realidade O surgimento dos contos de fadas Identificando o conteúdo moral das histórias infantis A importância da contação de histórias realizada por pais e professores Capítulo 3 Um panorama sócio-cultural Os contos de fadas e a criança de ontem O efeito das histórias na criança de hoje...36 CONCLUSÃO...40 BIBLIOGRAFIA WEBGRAFIA...44 ÍNDICE...45

7 7 INTRODUÇÃO O tema desenvolvido no presente trabalho abordará a questão de como os contos de fadas podem influenciar na formação da moral das crianças de 0 a 6 anos. Toda criança gosta de ouvir histórias. Ela associa a realidade à fantasia e geralmente se identifica com algum personagem. Por isso, é muito importante que durante uma contação de histórias, seja ela feita por pais ou professores, haja a participação ativa da criança, uma vez que ela própria, ao contar ou ouvir uma história, sempre projeta algo de sua vida. Segundo o Referencial Curricular da Educação Infantil (1998, v.3, p. 143), a leitura de histórias é um instrumento em que a criança pode conhecer a forma de viver, pensar, agir e o universo de valores, costumes e comportamentos de outras culturas situadas em outros tempos e lugares que não o seu. Trazendo isso para o nosso objeto de pesquisa observamos que em João e Maria as crianças passam por situações aflitivas, experimentam o sentimento de abandono, de frustração, nos Três porquinhos, aprendem que a preguiça não leva a lugar algum, que não é tão ruim crescer, visto que o porquinho mais velho é também o mais inteligente, em Chapeuzinho Vermelho, aprendemos que não devemos desobedecer pai e mãe, pois isso pode nos levar a situações perigosas, em Cinderela aprendemos que devemos ser pessoas boas, obedientes, amorosas, dedicadas porque as pessoas bondosas também são pessoas felizes assim como também observamos a rivalidade entre irmãos e assim por diante. Se fizermos uma lista com cem histórias de contos de fadas, certamente, extrairemos lições de vida e de comportamento de cada uma delas. O presente trabalho tem por objetivo investigar a influência dos contos de fadas na construção da moral na criança de 0 a 6 anos, mostrar de que maneira isso pode acontecer. Neste sentido levantamos a hipótese de que esse processo ocorre sob simbolismo, associação e comparação. As crianças

8 8 identificam os símbolos nas histórias associando-os aos sentimentos, problemas, situações que estejam vivenciando e comparam com a realidade. Como base teórica de nosso trabalho destacamos principalmente Bruno Bettelheim e David Buckingham. O primeiro é reconhecido em todo mundo como um dos maiores psicólogos infantis, acatado principalmente por seu trabalho com crianças altistas, nasceu na Áustria em Graduou-se na Universidade de Viena e foi para os Estados Unidos em 1939, depois de passar um ano nos campos de concentração de Dachau e Buchenwald. É professor de Educação, de Psicologia e de Psiquiatria na Universidade de Chicago e autor de vários livros consagrados. O segundo é professor do Instituto de Educação da Universidade de Londres. Várias serão as bibliografias utilizadas no presente trabalho, no entanto duas o nortearão: A Psicanálise dos Contos de Fadas de Bruno Bttelheim e Crescer na era das mídias eletrônicas de David Buckingham. Na primeira, o autor faz uma radiografia das mais famosas histórias para crianças, arrancando-lhes o seu verdadeiro significado. A referida obra, mostra as razões, as motivações psicológicas, os significados emocionais, a função de divertimento, a linguagem simbólica do inconsciente que estão subjacentes nos contos infantis. A segunda obra apresenta um panorama das mudanças recentes tanto no mundo infantil quanto no ambiente das mídias. Lança um novo olhar às preocupações já estabelecidas sobre os efeitos das mídias nas crianças e aborda de modo desafiador e revigorante as eternas preocupações de pesquisadores, familiares, educadores, produtores de mídia e planejadores. Tal livro tornou-se de fundamental importância para compreendermos o mundo que atualmente vivemos e principalmente no qual nossas crianças estão inseridas. Não menos importantes que as obras supra citadas estão: O que é criança de Reinaldo Luiz Damazio, que nos presenteia com uma radiografia sobre o que é ser criança e que nos convida a pensar algumas alternativas para entender, criar e conviver com o mundo infantil. A História Social da Criança e da Família de Philippe Ariés, que foca sua pesquisa no período de século XII até o século XVII afirmando que a infância teve diferentes conotações em cada período da história, tanto social, cultural,

9 9 política e econômicamente. Tal obra se mostra de suma importância, pois demonstra a vinculação de um discurso sobre a infância a emergência da percepção da especificidade do infantil na modernidade. Deuses e Fadas: a arteterapia e arquétipos no dia-a-dia de Sonia Branco que traça um paralelo entre a linguagem discursiva dos mitos gregos e os contos de fadas de origem européia. Trazendo uma luz ao mundo mítico dos contos, fazendo com que reflitamos sobre seus arquétipos e símbolos. O trabalho está dividido em três capítulos onde no primeiro evidenciamos o que é a criança, como esta tem sido retratada, pensada ao longo da história e, principalmente, como é vista a infância no mundo atual. No segundo capítulo tivemos por objetivo conhecer as origens dos contos. Porque se tornaram tão populares e porque, até os dias de hoje, com tantos atrativos tecnológicos, provocam fascínio no público infantil. Analisamos o conteúdo moral de algumas dessas histórias e evidenciamos a importância da família e da escola na contação das mesmas para as crianças do mundo atual. No terceiro capítulo analisamos o contexto sócio cultural, comparando os contos e a infância traçando um paralelo do passado com os dias atuais. Para concluir, a realização deste trabalho se dá com o intuito de evidenciar o quão importante se tornam as histórias de contos de fadas nos primeiros anos da formação infantil, tornando-os instrumentos de trabalho valiosos eficazes para professores e educadores, num sentido mais amplo.

10 10 CAPÍTULO I A CRIANÇA NO TEMPO E NO ESPAÇO O fato da criança ser um ser indefeso e dependente nos faz, muitas das vezes, vermos essa como um ser inferior, imaturo, entre outras concepções. No entanto, a criança é um elemento da sociedade e, como tal, deve enquadrar-se nesse contexto. Diferentemente do adulto a criança possui o seu jeito peculiar de ver o mundo, relacionar-se com ele, de senti-lo e aprendê-lo. Ao longo da história a infância se manifestou de formas diferentes. Concepções de infâncias diversas desencadearam sentimentos diferentes em relação às crianças de várias épocas, ou até mesmo de uma mesma época, determinando ou modificando, o comportamento destas e das pessoas ao seu redor, o lugar ocupado por elas, o seu vestir, brincar, agir. Assim sendo, configuraram-se, no cotidiano de épocas diferentes, maneiras diversas de ser criança e essas manifestações decorreram dos vários significados atribuídos à infância ao longo da história. Neste capítulo temos por objetivo evidenciar o que é a criança, como esta tem sido retratada, pensada ao longo da história e, principalmente, a criança de hoje. Como é vista a infância no mundo atual? 1.1 Breves concepções sobre a infância Nos dias de hoje muito se tem ouvido sobre infância, sobre como lidar com uma criança. No meio acadêmico conhecemos uma gama de autores, pesquisadores, teóricos que tomaram a criança como seu objeto de estudo. Ao longo da história podemos perceber isso claramente. Educadores como Maria Montessori, que na observação passou a entender que seria possível atribuir aprendizagem a todos, independente de sua capacidade cognitiva, Piaget, Wigotsky, Wallon, entre outros de igual importância. Ao estudarmos estes autores, que tanto contribuíram para o entendimento da criança, não podemos deixar de perceber que estes, antes de desenvolverem suas teorias, tão importantes no mundo de hoje, utilizaram-se

11 11 do método observatório. Através da observação podemos entender e encontrar maneiras de lidar, atingir, seja cognitivamente ou afetivamente, com determinada criança. Segundo Damazio se perguntarmos o que é uma criança, provavelmente não obteríamos uma resposta concreta e com certeza seria mais fácil saber o que não é uma criança. Por exemplo, uma criança não é um ser inferior ou primitivo, ou simplesmente um organismo passivo de ser adestrado e condicionado por mecanismos sociais. Para este autor devemos tirar a criança da posição de objeto (dos pais, da escola, das teorias, do Estado) e deixar que ela seja um sujeito em seu momento específico de vida. Devemos respeitá-la, respeito esse que se traduz nos seus meios de aprender o mundo, de sentir seus limites, seus potenciais, seus desejos e fantasias. (DAMAZIO, 1991) Fazendo coro a esse pensamento de Damazio, Buckingham diz: As crianças são definidas como uma categoria particular, com características e limitações particulares, tanto por si mesmas como pelos outros pais, professores, pesquisadores, políticos, planejadores, agências de bemestar social. (BUCKINGHAM, 2000 p.20) Ainda segundo Buckingham: A criança não é uma categoria natural ou universal, determinada simplesmente pela biologia. Nem é algo que tenha um sentido fixo, em cujo nome se possa tranqüilamente fazer reivindicações. Ao contrário, a infância é variável histórica, cultural e socialmente variável. (BUCKINGHAM, 2000 p.19) A criança e a família Se pensar sobre a infância é algo que se torna tão complexo, pensar sobre família, não é muito diferente. Assim como a definição de infância é uma construção social que vem sofrendo variações ao longo do tempo, o conceito de família também se enquadra nesta categoria.

12 12 O conceito familiar está intimamente ligado a fatores políticos e econômicos que por sua vez constituem um contexto social de um determinado período. Não temos por objetivo aqui fazermos uma análise minuciosa da família, porém vale algumas considerações, visto que, esta se constitui no primeiro grupo social da criança, seu primeiro contexto referencial. Durante muitos séculos houve uma ordem patriarcal, onde o homem era o centro de decisões e provisões familiares. No início do século XX esse modelo ainda era o modelo vigente. As mulheres eram criadas para serem excelentes donas de casa, mães e esposas. Estas deveriam obedecer aos seus maridos e cuidarem do bom funcionamento do lar. As famílias eram numerosas e nossa sociedade extremamente machista e preconceituosa. Em meados do século, o mundo começou a se transformar. A mulher passou a estudar e galgar uma profissão, embora a mentalidade patriarcal e machista não tenham mudado muito. Com tantas revoluções e lutas, lutas políticas, lutas sociais, as pessoas passaram a lutar contra o preconceito e as mulheres passaram a exigir mais autonomia na vida em sociedade, mas não deixaram de lado o desejo de serem mães, esposas e etc. acharam apenas outros meios para que isso acontecesse. Se antigamente tínhamos uma mãe presente, cuidando de seus filhos não que isto seja primordial para uma boa educação hoje temos mulheres que se lançaram no mercado de trabalho, que estudam, trabalham, cuidam de suas casas e filhos ou recebem ajuda de funcionários ( babás, secretárias do lar) para dar conta de tudo. Será que isso é possível? A composição familiar também mudou bastante. Se antes as famílias eram formadas por pai, mãe e filhos, com os adventos da modernidade e a derrubada de alguns paradigmas sociais, hoje temos famílias dentro dos moldes tradicionais, famílias onde os pais não moram mais juntos, mães que moram junto com seus pais, pais e mães que moram juntos com outros cônjuges, famílias compostas por homossexuais e assim sucessivamente. A partir daí nos perguntamos como fica essa criança em meio a tantas transformações e diferenças? Para Damazio:

13 13 Partindo do âmbito do indivíduo, a família é o meio em que seus padrões, comportamentos, ideias vão se formando. Só que tanto o indivíduo quanto a família não são uma ilha auto-suficiente, mas estão imersos no contexto mais amplo que é o histórico-cultural. Geralmente a família espelha e retrata esse universo mais amplo, ela é feita e faz-se pelo social. E a criança tem aí as primeiras pistas (às vezes falsas) do que vem a ser o mundo civilizado e adulto. A criança se torna o depósito dos conceitos, desejos, neuroses e até frustrações dos pais. (DAMAZIO, 1991 p. 28 e 29) Nesse contexto parece extremamente difícil pros pais entender que a criança é um outro indivíduo que têm e terá suas próprias vontades e opiniões. Contudo, é na família que se dá o pontapé inicial na formação ou deformação da criança. Sem este grupo, esta formação não deixará de acontecer, no entanto, de uma forma mais difícil e em muitos casos traumática A criança e a escola Se a família se constitui no primeiro contexto referencial da criança, a escola se constitui no segundo e é tão fundamental quanto. Para Damazio é na escola que a criança começa a tomar um contato mais amplo com a coletividade, passa a enriquecer seu repertório de experiências e relacionamentos, assim como passa também a receber o treinamento para a vida social. (Damazio, 1991) Desta forma torna-se interessante destacarmos algumas concepções do que seria a verdadeira função da escola segundo alguns teóricos. Celestin Freinet, nasceu em 1896, no interior da França em um momento de profunda turbulência política e cultural. Teve como base uma formação questionadora e anti-tradicional, no que se refere à educação. Suas idéias tinham por objetivo promover uma nova forma de aprendizagem galgada no método natural, ou seja, fazendo do meio ambiente, somado ao seu

14 14 conhecimento, o lugar de onde extrai recursos para o seu ensino. Suas aulas primavam pela interdisciplinaridade, o estímulo à descoberta e a criação de textos. Suas idéias sempre foram pautadas na liberdade, humanização e respeito pelas diferenças, no que se refere às múltiplas inteligências. Seu contemporâneo Jean Piaget viveu de 1896 a 1980, e contribuiu grandiosamente para compreensão do desenvolvimento infantil. Contudo, não era um pedagogo por formação, por isso, jamais se preocupou em orientar professores ou discutir métodos de ensino. Seu foco era a investigação dos processos de construção da inteligência humana e baseando-se nessas descobertas, educadores estabeleceram propostas pedagógicas. Um dos métodos que se aproxima dos estudos de Piaget é o construtivismo, que segundo Antunes: é uma corrente educacional apoiada no princípio de que o conhecimento que conquistamos não é algo que venha de fora, passado de uma pessoa a outra ou adquirido através de uma leitura, mas sim estimulado a partir de experiências quando das mesmas participamos ativamente, buscando conhecer, e, assim, experimentando, pesquisando, refletindo. (ANTUNES, 2007 p. 157) Esta corrente rejeita uma apresentação de conhecimentos prontos através de discursos e defende a idéia de um professor facilitador, mediador do conhecimento e, principalmente, rejeita a idéia do erro como algo negativo, acredita que o erro é um caminho para chegar ao acerto no processo de aprendizagem. Neste sentido, Piaget demonstrou a importância em se rejeitar uma exposição de conhecimentos formatados, enfocando que só ocorre uma significativa aprendizagem quando existe uma ação direta e construção pessoal no conhecimento que se adquire. Para John Dewey, nascido nos Estados Unidos em 1859, a filosofia era uma proposta para compreender e melhorar a sociedade, a política era o meio

15 15 de transformação desta e a educação um veículo de experiências e comprovações sobre a vida e as mudanças. Sua proposta educacional baseava-se em uma educação não subserviente, na qual, a idéia de democracia não viesse pronta e formatada e sim construída e discutida através de experiências continuadas. Para este autor, a experiência pedagógica corresponde a um processo de constantes reconstruções. Em 1870, na Itália, nasce Maria Montessori, que nos deixa um maravilhoso legado. Para essa teórica, educar consiste em favorecer o desenvolvimento e a liberdade, destacando a infância como um período de rica aprendizagem e interesses específicos. Segundo ela o indivíduo se forma experimentando liberdade e individualidade. Neste método o professor é um facilitador, apenas um auxiliar no processo do conhecimento, este jamais deverá fazer pela criança e sim ajudá-la. Paulo Freire, pedagogo brasileiro, nascido em Recife, no ano de 1921, concebe educação como algo libertador. Voltado para educação popular, acredita que a leitura e a compreensão do meio consiste no primeiro passo para uma leitura e compreensão do mundo e do homem. Sua pedagogia gira em torno da transformação deste, ou seja, este se perceber como um ser consciente de sua condição e com sabedoria para transformá-la. Para este teórico toda aula precisa ser um instrumento de reflexão e de crítica, dessa forma a educação bancária necessitava se transformar em uma educação libertadora, levando o indivíduo à reflexão, crítica e ação. Todos esses teóricos somados a muitos outros igualmente importantes, construíram teorias e metodologias pautadas na autonomia, liberdade, compreensão, realização, experiência, senso de comunidade e consciência crítica, na relação ensino/aprendizagem. Essas são práticas construídas no século passado que, desde então, muitos vêm lutando para plena realização no espaço educacional. No entanto, se dissermos que hoje temos professores preparados, especializados partidários e atuantes para efetivação destas práticas e que a estrutura escolar se encaixa nos moldes apresentados acima, será uma grande mentira. Porém nunca se falou tanto em mudanças na área educacional: reavaliação dos métodos avaliativos, reavaliação das aulas meramente

16 16 expositivas, da relação aluno-professor, aprendizagem vista como um processo, valorização das diferenças culturais e sociais, o aluno como protagonista do processo ensino-aprendizagem levando em conta que este é um ser biopsicosocial. Encontramos coro no pensamento de Buckingham: Para este autor, a escola é uma instituição social que efetivamente constrói e define o que é ser uma criança. Contudo, apesar disso, essas definições só são explicitadas nas formas especializadas de discurso institucional e profissional das quais as próprias crianças são amplamente excluídas. (BUCKINGHAM, 2000). 1.2 A infância sob o prisma teórico Neste tópico temos por objetivo sublinhar a análise de alguns teóricos no que diz respeito à infância. Trazer a luz estudos e análises que contribuíram sobremaneira para compreensão da criança em todos os seus níveis. Torna-se impossível dissecarmos todos os teóricos, dada a imensa quantidade de estudiosos sobre o tema. Desta forma, evidenciaremos os pensamentos de autores considerados primordiais para o assunto Jean Piaget Jean Piaget viveu de 1896 a A partir de observações minuciosas de seus próprios filhos e de várias outras crianças concluiu que estas, ao contrário do que se pensava na época, não pensam como os adultos: certas habilidades ainda não foram desenvolvidas. Para este autor, a criança, em seu desenvolvimento, passa por estágios e o processo de socialização acontece de acordo com cada estágio, ou seja, o reconhecimento e internalização das regras e normas se dão desde o egocentrismo até o momento das práticas cooperativas. Esta proposta construtivista afirma ainda que o desenvolvimento lingüístico constitui uma variável dependente do desenvolvimento cognitivo, quer dizer que o

17 17 conhecimento cognitivo precede a influência do desenvolvimento linguístico. (PIAGET, Apud PINTO, 1997) No que se refere aos valores morais, estes são construídos a partir da interação do sujeito com os diversos ambientes sociais e será durante a convivência diária, principalmente com o adulto, que ela irá construir seus valores, princípios e normas morais Lev Semenovitch Vygotsky Para Vygotsky, o desenvolvimento humano ocorre nas trocas entre parceiros sociais através de processos de interação e mediação enfatizando o papel da linguagem no desenvolvimento do indivíduo. Segundo ele: no processo de desenvolvimento, a criança começa usando as mesmas formas de comportamento que outras pessoas inicialmente usaram em relação a ela. Isto ocorre porque, desde os primeiros dias de vida, as atividades da criança adquirem um significado próprio num sistema de comportamento social, refratadas através de seu ambiente humano, que a auxilia a atender seus objetivos. Isto vai envolver comunicação, ou seja, fala. (VYGOTSKY, 1979 p.43) Neste contexto Vygotsky cria um conceito para explicar o valor da experiência social no desenvolvimento cognitivo, denominado Zona de Desenvolvimento Proximal, ou seja, a distância entre o nível de desenvolvimento atual (a criança sem ajuda de alguém mais experiente) e o nível potencial de desenvolvimento ( a criança sendo auxiliada por um adulto ou outra criança mais experiente). (VYGOTSKY, 1979) Vygotsky trouxe uma nova perspectiva de olhar as crianças, foi um dos primeiros teóricos a considerar a criança como ela própria, com seus processos e nuanças, e não um adulto em miniatura. 1 consultado em 21/06/2012

18 Henri Wallon Wallon compartilha com Vygotsky a mesma matriz epistemológica, o materialismo histórico e dialético, sendo que, para Wallon, a emoção é o principal mediador, enquanto que, em Vygotsky, o sistema de signos e símbolos ocupa tal papel. Wallon rompe com uma noção de desenvolvimento linear e estática, demonstrando que o ser humano se desenvolve no conflito, sua construção é progressiva e se sucede por estágios assistemáticos e descontínuos. Os estágios de desenvolvimento importantes para a formação do ser humano não são demarcados pela idade cronológica, e sim por regressões, conflitos e contradições que propiciem que se reformulem e ampliem conceitos e funções, ou seja, em cada estágio, há predomínio de uma determinada atividade que corresponde aos meios que a criança dispõe, naquele momento, para interagir com o ambiente. (GALVÃO, 1995) Para o autor, o processo de desenvolvimento infantil se realiza nas interações, que objetivam não só a satisfação das necessidades básicas, como também a construção de novas relações sociais, com o predomínio da emoção sobre as demais atividades. As interações emocionais devem se pautar pela qualidade, a fim de ampliar o horizonte da criança e levá-la a transcender sua subjetividade e se inserir no social Sigismund Freud Segundo Lang, a teoria freudiana re-configurou toda a ideia existente sobre a infância: havia uma infância antes de Freud e há outra infância após Freud. O olhar sobre a infância sofreu uma abertura de sentidos sobre quem somos, como nos tornamos adultos, a importância dos primeiros anos de vida para a estruturação subjetiva. (LANG, 2012) 2 consultado em 21/06/2012

19 19 A relação existente entre Freud e a infância, se estabelece na importância desta última para o processo de constituição psíquica. Ele atribui às experiências infantis valor determinante e fundante do psiquismo. Estabelece o desamparo infantil e a busca de satisfação como elementos constituintes da subjetividade. 1.3 A criança de ontem, a criança de hoje É importante que fique claro que nossa intenção não é criarmos uma linha do tempo no que se refere a infância, desta forma estaríamos sendo deterministas, visto que a infância torna-se imensamente variada. Quando falamos de criança, seja em que época for, estamos nos referindo a uma gama de situações: crianças pertencentes a uma família, crianças abandonadas, de classes abastadas, de classes desprovidas materialmente. Tentaremos evidenciar como este assunto tem sido tratado ao longo da história, quer dizer, de onde é oriundo o conceito de criança que conhecemos hoje e que aspectos contribuíram para essa nova concepção de infância. Um autor de fundamental importância para compreensão do conceito de infância a partir do século XVIII é Philippe Áries. Segundo ele: A inexistência de um sentimento da infância em séculos passados, não significa necessariamente que as crianças fossem negligenciadas, desamparadas ou tratadas com desprezo. Uma coisa é a inexistência da ideia de infância e outra a de afeição pelas crianças. O que se passava era que, logo que a criança se mostrava capaz de viver sem a constante solicitude da mãe ou da ama e adquiria certo grau de discernimento de si e do mundo, se ia incorporando gradualmente na sociedade adulta. (ÁRIES, 1981 p. 156) Alguns fatores como a divulgação da imprensa, o crescente interesse pela alfabetização e a ascensão de uma burguesia mercantil, colaboraram para o surgimento de um interesse pela educação infantil. No entanto, isto ocorreu nos

20 20 altos escalões da sociedade, pois para as classes pobres continuaria a ser uma realidade por muito tempo. Contudo, um fato histórico colaborou sobremaneira para um novo direcionamento no plano das mentalidades. Segundo Pinto: A Revolução Francesa viria a consagrar esta nova sensibilidade, pelo menos no nível legal, ao afirmar a igualdade de nascimento no plano dos direitos e deveres individuais e ao afirmar a necessidade da instrução para todos. Logo em 1793, Condorcet elabora um programa que institui a escola laica, obrigatória para as crianças dos dois sexos, e estabelece que os pais não são nem proprietários e nem credores dos filhos, mas seus devedores. (PINTO, 1997 p.37) Algumas transformações começam a contribuir, a partir do séc XVIII, para a obtenção de um novo olhar sobre a infância. Uma delas foi a mudança para uma roupa que permitiu a criança meninos nobres sentir-se melhor. (PEREIRA, 2012) Com esta transformação, ao poucos, o homem foi deixando de ver a criança como um adulto em miniatura. O modo de vestir da criança (calças retas, pequena jaqueta, a volta do pescoço desabotoada) tornou-se mais leve proporcionando-lhe aspiração a liberdade. (Id.Ibid) Nesse momento o sujeito moderno passa a pensar uma nova maneira de educar e conceber o ser humano. Neste sentido, observamos grandes contribuições de Rousseau defensor da ideia que o mal não estava na criança, por isso deveria-se amá-la e para isso era preciso conhecê-la: Para Rousseau, havia que se buscar no homem o homem e na criança a criança. Com maneiras próprias de olhar e de sentir, a infância seria ainda o objeto a ser descortinado. Substituir o olhar infantil pela razão adulta seria perturbar a maturação natural exigida pela ordem do tempo. (BOTO, 1996 p.28)

21 21 A partir de Rousseau outros intelectuais estabeleceram a infância como um período especifico que merecia um tratamento diferenciado como: Froebel, Pestalozzi, Maria Montessori, Piaget entre outros. Contudo, se a infância tornou-se objeto de tantas pesquisas, o que leva alguns pensadores contemporâneos afirmar o seu suposto desaparecimento? Quais são os fatores que colaboram para a crise de identidade que hoje vemos nas crianças? Tais questionamentos nos levam a configurar a criança de hoje. Segundo Adorno, um dos grandes responsáveis por isto é a indústria cultural que tem a missão de reproduzir e perpetuar o poder e as necessidades. São estes que determinam os novos padrões mediante aos quais a sociedade se identifica, quer dizer, a criação de padrões é uma decorrência das necessidades criadas pela própria indústria. (ADORNO,1997.) Neste contexto o universo infantil também se inclui, levando muita das vezes as crianças a se portarem como adultas. Ainda segundo este autor, as noções de prazer, de fantasia, de brinquedo, de valores, produzidas pela indústria cultural não são autênticas e são elas que preenchem grande parte do dia-a-dia das crianças. A indústria cultural está corrompida, mas não como uma Babilônia de pecado, e sim como uma catedral do divertimento de alto nível. (ADORNO,1997 p. 134). No mundo de hoje, podemos observar uma criança consumista, querendo obter todos os produtos gerados e impostos pelas mídias comerciais, uma criança que possui liberdade excessiva imposta por ideias liberais que tomaram conta das mentalidades educacionais e familiares, a ideia de que tudo posso fazer, uma criança em processo de adultização, com roupas e acessórios do mundo adulto, crianças que estão largando os brinquedos cada vez mais cedo e se preocupando com a roupa que vai comprar no Shopping. Estaríamos vivenciando um retrocesso?

22 22 CAPÍTULO II CONTOS DE FADAS: MORALIDADE E REALIDADE Há séculos os contos de fadas fazem parte do imaginário infantil. Quem nunca leu Cinderela e sentiu raiva das irmãs más e invejosas que de tudo faziam para impedir que Cinderela triunfasse com sua beleza? Quem nunca torceu para que o príncipe encontrasse logo Branca de Neve e a acordasse com um lindo beijo de amor? Qual a menina que nunca sonhou encontrar um príncipe encantado? Essas histórias nos eram contadas na roda de leitura organizada pela professora, pelos nossos pais antes que fossemos dormir, nos momentos de lazer quando queríamos apenas relaxar. Essas histórias fizeram parte da nossa vida, da vida de nossos pais, farão parte da vida de nossos filhos e provavelmente de nossos netos. Mesmo surgindo novas tecnologias, novos personagens, nada substitui uma bela história de contos de fadas. Contudo não são apenas belas histórias são histórias repletas de ensinamentos, de conteúdo moral. São nessas histórias que muitas crianças se identificam quando estão passando por um problema. O Patinho Feio, por exemplo, trata a rejeição, a diferença, João e Maria fala de abandono. Por esta razão analisar o conteúdo moral destas histórias torna-se de fundamental importância para a prática educacional, pois se constituem em instrumentos de trabalho. No presente capítulo temos por objetivo conhecer as origens dos contos. Por que se tornaram tão populares? Por que, até os dias de hoje, com tantos atrativos tecnológicos, provocam fascínio no público infantil? Analisar o conteúdo moral de algumas dessas histórias e evidenciar a importância da família e da escola na contação das mesmas para as crianças do mundo atual. 2.1 O surgimento dos contos de fadas

23 23 De origem Celta os contos de fadas são uma variação do conto popular, ou seja, contos transmitidos oralmente por povos diferentes que ganharam características peculiares dos lugares onde eram contados. Podemos identificar nos contos elementos característicos como o herói ou a heroína que enfrentam grandes batalhas entre o bem, representado por ele ou ela, e o mal, representado por uma figura mágica ou uma situação que pode levar à morte ou ao isolamento, aparecimento de algum tipo de magia ou encantamento, animais falantes e fadas propriamente ditas. Segundo Branco: As fadas são seres míticos que pertencem ao universo do imaginário e lendário da Europa saxônica e germânica. Elas eram apresentadas, inicialmente, pela figura de belas e poderosas mulheres, que pertenciam à cultura celta, onde elas, as mulheres, eram detentoras do saber e do poder. Assim, eram representadas nos círculos arturianos pelas irmãs Igraine, Viviane e Morgause. As três irmãs eram poderosas: a primeira, rainha de Camelot; a segunda, senhora de Avalon; e a terceira, rainha dos saxões. (BRANCO, 2010 p. 38) Em sua essência, os contos não eram destinados ao universo das crianças dado que estes eram repletos de cenas de adultério, canibalismo, incesto, mortes hediondas e outros componentes do imaginário adulto. De acordo com Souza tais histórias narravam os destinos dos homens, suas dificuldades, seus sentimentos, suas inter-realações e suas crenças no sobrenatural. Eram relatadas por narradores profissionais ou simplesmente de pessoa para pessoa. As narrações aconteciam geralmente nos campos de lavouras, reuniões sociais, salas de fiar, casas de chá, aldeias ou em outros espaços destinados à reunião dos adultos. (SOUZA, 2005). No referido contexto, a Europa passa por um momento de extrema pobreza, desta forma, as casas eram pequenas, com um único cômodo onde todas as atividades ocorriam e por essa razão, mesmo possuindo conteúdos cruéis, os contos também eram ouvidos pelas crianças.

24 24 No entanto, com a valorização da infância, sobretudo a partir do século XVIII, tais histórias passaram a sofrer adaptações no sentido de contemplarem o universo infantil. Na forma como atualmente são conhecidos, os contos de fadas surgiram na Europa, especialmente na França e na Alemanha, no final do século XVII e XVIII. Entre os precursores dessa modalidade de contos encontramos Perrault ( ). Esse autor registrava as histórias com base em narrações populares, adaptava-as e as floreava conforme a necessidade da corte francesa da época. Uma época onde a Inglaterra, já na sua segunda Revolução Industrial, detinha o controle capitalista e a Igreja atravessava a Contrarreforma. Seus contos são recheados de uma mensagem moral que tinha como finalidade servir de orientação e ensinamento aos que os ouvissem. (SCHNEIDER e TOROSSIAN, 2009) Perreault é autor de contos como: Contos da Mamãe Gansa; A Bela Adormecida; Barba Azul; O Gato de Botas; As Fadas; Cinderela; O Pequeno Polegar.(Id.Ibid) Ao contrário de Perrault, no início do século XIX, surgem os Irmão Grimm, filósofos e estudiosos da mitologia germânica e do direito alemão, registram suas histórias nas versões originais, sem adaptações e lições de moral explícitas. Da Alemanha de 1850 até hoje, os contos de Grimm traduzem histórias de lendas e fábulas populares que os irmãos ouviram viajando por aquele país. Entre suas histórias destacam-se: A Bela e a Fera; Os Músicos de Bremen; Branca de Neve e os Sete Anões; Chapeuzinho Vermelho e Gata Borralheira.(Id.Ibid) Hans Christian Andersen, considerado por muitos o pai da literatura infantil, ganhou projeção por escrever seus contos diretamente para as crianças. Andersen criou uma narrativa especialmente para esse público. Suas histórias são caracterizadas por três elementos: a criança retratada por meio dos personagens; brinquedos que ganham vida; e histórias nas quais o papel principal é ocupado por uma criança. Suas histórias, O Patinho Feio; Soldadinho de Chumbo e A Roupa Nova do Imperador, evidenciam tais elementos.

25 25 Ao longo da história destacam-se também as importantes contribuições do inglês Lewis Carrol Alice no País das Maravilhas e Do Outro Lado do Espelho; do italiano Carlo Collodi Pinocchio; do escocês James Berrie Peter Pan; do americano L. Frank Baum O Mágico de Oz. Tais histórias são consideradas, por alguns críticos literários, como contos modernos. (Id.Ibid) No Brasil e em Portugal, os contos de fadas, na forma como são hoje conhecidos, surgiram em fins do século XIX sob o nome de contos da carochinha. Esta denominação foi substituída por contos de fadas no século XX. (BRANCO, 2010) Como destaque brasileiro na produção de contos de fadas, podemos citar as histórias de Monteiro Lobato. À este autor é atribuído a publicação de 26 títulos direcionados ao público infantil, influenciando autores contemporâneos como Ziraldo, Ana Maria Machado e Ruth Rocha. De acordo com Radino, o livro, as histórias e os contos de fadas, para Monteiro Lobato, são vividos e experimentados pelas crianças como um agente transformador, auxiliando-as na construção de sua consciência crítica, sua criatividade e, sobretudo, de sua liberdade, pois, neles elas aprendem brincando. (RADINO, 2003) No que se refere ao mundo atual, autores mais recentes analisam a construção da infância e do sujeito a partir da literatura infantil contemporânea. Eles apontam a potencialidade da literatura de subjetivar as crianças, uma vez que estes textos constroem um conceito de infância com o qual as crianças contemporâneas se conectam. 2.2 Identificando o conceito moral das histórias infantis Até bem pouco tempo a literatura infantil era considerada como um gênero secundário e vista pelo adulto como algo sem importância, uma história que tinha como função apenas distrair e encantar as crianças. Para investir na interpretação do texto literário, dentro dessa realidade, é necessário conhecer as obras infantis que abordem questões e problemas universais, inerentes ao ser humano. Por meio do prazer ou das emoções que as histórias proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e nos personagens

26 26 agirá no inconsciente, atuando gradativamente no intuito de ajudar a resolver conflitos interiores, os quais são normais em crianças. É no universo imaginário, proporcionado por essas histórias, que as crianças mergulham no sentido de aproximar sua realidade aos contos da literatura infantil e se descobrem enquanto sujeitos da leitura que se apropriam. Acredita-se que os contos de fadas permitem as crianças identificarem-se ou não com as dificuldades e alegrias de seus heróis, cujos feitos narrados expressam, a condição humana frente às provações da vida. Segundo Cashdan: O modo pelos quais os contos de fada resolvem estes conflitos é oferecendo às crianças um palco onde elas podem representar seus conflitos interiores. As crianças, quando ouvem um conto de fada, projetam inconscientemente partes delas mesmas em vários personagens da história, usando-os como repositórios psicológicos para elementos contraditórios do eu. (Apud BRANCO, 2010 p. 40) Ainda segundo este autor: Cada um dos principais contos de fadas é único, no sentido em que trata de uma predisposição falha ou doentia do eu. Logo que passamos do era uma vez, descobrimos que os contos de fada falam de vaidade, gula, inveja, luxúria, hipocrisia, avareza ou preguiça os sete pecados capitais da infância. Embora um determinado conto de fada possa tratar de mais de um pecado, em geral um deles ocupa o centro da trama. (Id.Ibid) Neste sentido, devido a grande variedade de contos, analisaremos, sob a luz da análise de Bruno Bettelheim reconhecido em todo mundo como um dos maiores psicólogos infantis,6 acatado principalmente por seu trabalho com

27 27 crianças autistas o conteúdo de duas histórias clássicas, em outras palavras, que mensagem podemos reconhecer incutida em tais histórias João e Maria João e Maria possui um começo bem real. Os pais são pobres, e se preocupam como poderão cuidar dos filhos. Juntos, de noite, discutem o futuro deles, e o que poderão fazer por esse futuro. Segundo Bettelheim, os contos de fadas expressam em palavras e ações as coisas que se passam nas mentes infantis. João e Maria acreditam que os pais estão tramando abandoná-los enquanto conversam. Implicitamente a história fala sobre as conseqüências de tentar lidar com os problemas da vida por meio da regressão e da fuga que acaba reduzindo a capacidade de resolver problemas.(bettelheim, 1980) Verificamos isso através de sua análise: Na primeira vez na floresta João usou sua inteligência apropriadamente deixando cair seixos para marcar o caminho de volta. Da segunda vez não utiliza tão bem sua inteligência ele, que vivia próximo a uma grande floresta, deveria saber que os pássaros comeriam as migalhas de pão. João, em vez disso, deveria ter estudado as marcações do percurso para encontrar o caminho de volta. Mas tendo se engajado na fuga e na regressão volta ao lar João perdera muito de sua iniciativa e habilidade de pensar claramente. (BETTELHEIM, 1980 p. 196) Seguindo adiante, logo após terem se perdido na floresta, João e Maria encontram a casa de biscoito que segundo Bettelheim, representa a voracidade oral da criança, ou seja, a criança reconhece que, como João e Maria, desejaria devorar a casinha de biscoitos, não importa os perigos. Neste sentido, o conto de fadas é a cartilha onde a criança aprende a ler sua mente

28 28 na linguagem das imagens, a única linguagem que permite a compreensão antes de conseguirmos a maturidade intelectual. Seguindo a análise do autor, no que se refere aos sentimentos, depois de se familiarizarem com João e Maria, a maioria das crianças compreendem, inconscientemente, que o ocorrido na casa paterna e na casa da bruxa são aspectos da mesma realidade. Assim sendo, deparam-se com a frustração, pois acreditam encontrar na casa dos pais amor e segurança, o que não acontece já que são deixados na floresta. Ao chegarem à casa da bruxa, num primeiro momento, deparam-se com proteção simbolizado nos doces e camas com lençóis limpos e cheirosos, porém pela manhã vem a grande frustração ao perceberem que tudo não se passava de um fingimento de uma bruxa má, que tinha por objetivo comer as duas crianças. Quando conseguem fugir da casa da bruxa os irmãos precisam atravessar um rio. Para Bettelheim, esta travessia representa uma transição e um novo começo em nível mais elevado de existência. Isto é expresso simbolicamente quando as crianças não são capazes de ficar juntas ao atravessar o rio. Até o momento de cruzar este rio, as crianças nunca se tinham separado. A criança em idade escolar deveria desenvolver a consciência de sua unicidade pessoal, de sua individualidade, que significa que ela não pode mais compartilhar tudo com os outros, tem de viver sozinha até certo ponto e caminhar a passos longos por conta própria. (Id.Ibid p.200) Depois de atravessarem o rio, as crianças chegam à outra margem mais maduros, prontos a depender da própria inteligência para resolver os problemas da vida. Um outro ponto destacado pelo autor são as mulheres, neste caso a madrasta e a bruxa, como forças inimigas, pois são as causadoras de todo sofrimento vivido por João e Maria. Em contrapartida a figura de Maria reassegura a criança que uma figura feminina pode ser tanto destruidora como

29 29 salvadora, já que Maria salva o irmão das garras da bruxa má e encontra a solução na travessia do rio rumo a casa de seu pai. Para Bettelheim: João e Maria finaliza com a volta dos heróis ao lar, de onde partiram, e onde agora encontram a felicidade. Isto está psicologicamente correto porque uma criança nova, impulsionada para suas aventuras por problema orais ou edípicos, não pode esperar encontrar a felicidade fora do lar. Para que tudo corra bem com seu desenvolvimento, deve elaborar estes problemas enquanto ainda depende dos pais. Só através de boas relações com os pais a criança pode amadurecer para a adolescência de modo correto. (Id.Ibid p.201) João e Maria é um dos muitos contos de fadas onde dois irmãos cooperam numa ajuda mútua e alcançam o sucesso devido aos esforços conjugados. É uma história que encoraja a criança a enfrentar seus próprios medos sejam os criados pela sua imaginação ou aqueles reais que lhes são impostos pelos pais Os três porquinhos Os três porquinhos ensinam à criança pequena, que não devemos ser preguiçosos e nem devemos levar as coisas na brincadeira, pois se assim fizermos corremos o risco de nos prejudicar. Um planejamento inteligente junto a um trabalho árduo é o que nos fará vitoriosos, mesmo sobre o nosso inimigo mais feroz. Também podemos destacar nesta história, as vantagens de crescer, visto que, o terceiro e mais sábio dos porquinhos é também o mais velho. Segundo Bettelheim: O menor dos porquinhos constrói sua casa com o menor dos cuidados de palha; o segundo usa paus; ambos dispõe seus abrigos tão rapidamente e sem esforço quanto podem, de modo a poder brincar o resto do dia.

30 30 Vivendo de acordo com o princípio do prazer, os porquinhos mais novos buscam gratificação imediata, sem pensar no futuro e nos perigos da realidade, embora o porquinho do meio mostre algum amadurecimento ao tentar construir uma casa um pouco mais substancial do que o mais novo. (BETTELHEIM, 1980 p.54) No que se refere aos princípios da realidade o autor continua: Só o terceiro e mais velho dos porquinhos aprendeu a viver de acordo com o princípio da realidade: ele é capaz de adiar seu desejo de brincar, e de acordo com sua habilidade de prever o que pode acontecer no futuro. (...) e por conseguinte o terceiro porquinho é capaz de derrotar os poderes mais fortes e mais ferozes que ele. O lobo feroz e destrutivo vale por todos os poderes não sociais, inconscientes e devoradores, contra os quais a gente deve aprender a se proteger, e se pode derrotar através da força do próprio ego. (Id. Ibid p.54) De acordo com a história, o terceiro porquinho, utilizando sua inteligência vence o lobo várias vezes: atraindo o lobo para fora de casa apelando para sua voracidade oral e sugerindo passeios onde pudessem conseguir comida deliciosa. Vendo suas tentativas irem por água abaixo o lobo tenta entrar na casa do porquinho, é quando cai em uma panela de água fervente e vira carne de lobo. Em sua análise Bettelheim conclui que: A criança que através da história foi convidada a identificar-se com um de seus protagonistas, não só recebe esperança, mas também lhe é dito que através do desenvolvimento de sua inteligência ela pode sair-se vitoriosa mesmo sobre um oponente muito mais forte.(id.ibid p. 55)

31 31 Segundo o autor, os três porquinhos, na verdade, correspondem a um único porquinho em diferentes estágios o que é sugerido pelo fato de responderem ao lobo exatamente com as mesmas palavras. Sendo assim, esta história permite que a criança dirija seu pensamento sobre seu próprio desenvolvimento sem nunca dizer o que deveria ser e sim levá-la a chegar a suas próprias conclusões. 2.3 A importância da contação de histórias realizada por pais e professores Uma criança confia no que os contos de fadas dizem porque a visão de mundo que se apresenta está de acordo com a sua. Neste sentido torna-se de fundamental importância criarmos o hábito da leitura ou da contação de histórias desde tenra idade. Segundo a psicóloga Simone Maria Machado da Silveira, este hábito favorecerá o desenvolvimento da criança em diferentes aspectos, como a ampliação da fala com o enriquecimento do vocabulário, desenvolvimento da moralidade infantil por meio da partilha de ideias a partir do tema abordado na história e ampliação da visão de mundo. (SILVEIRA, 2012) Uma contação de histórias seja ela em casa ou na escola constitui-se em um momento riquíssimo já que permite troca de ideias e discussões decorrentes do tema trabalhado na história em questão. Essa dinâmica organizada previamente ou surgida espontaneamente - favorecida e mediada por pais e professores permite a criança não só receber informações como também promove a exposição de sentimentos e ideias que passam a serem socializadas em grupo. Desta forma, a criança começa a perceber que o que pensa e sente nem sempre está de acordo com o pensar e sentir de outras pessoas. Segundo Simone, o desenvolvimento da moralidade é construído a partir da interação do sujeito com as experiências, com as pessoas e as situações, não sendo simplesmente ensinado ou transmitido. (Id, Ibid)

32 32 Sendo assim, para que isto ocorra através das histórias torna-se necessário que o adulto selecione um conto de fadas que possuam conflitos entre os personagens levando a criança a refletir a partir dos dilemas presentes nas histórias, tomando o cuidado de não emitir sua opinião e nem um juízo de valor. A reflexão permitirá, que no decorrer da história, a criança identifique os sentimentos dos personagens, construindo de forma autônoma uma postura crítica. Por isto debater sobre a história torna-se fundamental, pois na conversa ela terá a oportunidade de reconhecer a conduta dos personagens, avaliando suas ações, tentando entender os motivos que levaram a tais feitos e, principalmente, buscar soluções para os conflitos. Uma criança que, desde cedo, é incentivada e inserida no mundo da leitura, encorajada a discutir, refletir, dar opiniões, sem dúvida, se tornará um adulto mais crítico e consciente.

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