O Rio de braços abertos para promover o congresso internacional de hospitais em novembro

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1 Veículo de Comunicação da AHERJ. Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro Ano XI Nº 88 Julho / Agosto de 2009 O Rio de braços abertos para promover o congresso internacional de hospitais em novembro É a primeira vez que o evento é promovido na América Latina. Mais de mil participantes estrangeiros são esperados, entre administradores, representantes de organizações de saúde, médicos, lideranças setoriais e profissionais do setor. Página 5 Recolhimento do INSS sobre a renumeração dos autônomos Nesta edição, a coluna jurídica orienta como hospitais devem fazer para rever os valores pagos indevidamente ao INSS sobre a remuneração de trabalhadores autônomos. Página 6 Um segmento sem incentivos O administrador hospitalar Ronaldo Silva, membro da regional de Niterói e São Gonçalo da AHERJ, comenta em seu artigo a importância do setor de saúde receber incentivos do governo para continuar prestando serviços de qualidade. Pagina 7 Acesse o Portal da AHERJ:

2 36º Congresso Mundial de Hospitais Sem dúvida nenhuma o 36º Congresso Mundial de Hospitais a ser realizado no Rio de Janeiro,em novembro, será o mais importante evento deste ano e se coloca entre as maiores efemérides já ocorridas na nossa cidade. Com a merecida eleição do Dr. José Carlos Abrahão para a presidência do Internacional Hospital Federation IHF,o que muito nos orgulha,nada mais justo que o 36º Congresso da citada organização fosse realizado no Brasil. Não poderíamos deixar, neste editorial, de abordar tão importante assunto, assim como de fornecer, no Correio Hospitalar, informações completas sobre o mesmo. Devido à sua grande importância, conclamamos os nossos filiados, assim como todos aqueles que representam qualquer segmento da saúde no nosso pais a comparecer e prestigiar tão grandioso evento que trará, sem dúvida, imenso progresso para todo o setor hospitalar. Mansur José Mansur Presidente 2

3 Museu em homenagem a Júlio Sanderson Representantes das diretorias do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Sociedade de Medicina e Cirurgia e Cremerj, estiveram presentes na inauguração do Museu Municipal Dr. Júlio Arantes Sanderson de Queiróz, no dia 15 de agosto, na cidade mineira de Aiuruoca, localizada no Sul de Minas. Com 13 cômodos, a casa onde Júlio Sanderson morou durante muitos anos foi tombada pelo município. Possui agora um grande acervo de documentos, objetos e imagens do médico falecido em 2002, aos 88 anos. O médico mineiro construiu a sua carreira no Rio de Janeiro, onde ocupou diversos cargos na área de saúde, inclusive o de secretário municipal de saúde. Foi cirurgião do Hospital do Andaraí,chefe de equipe da emergência do Hospital Getúlio Vargas, professor Titular associado do Departamento de Cirurgia do Hospital Pedro Ernesto e presidente do Centro de Estudo da Secretaria de Saúde, quando criou a residência médica no antigo Estado da Guanabara. COPISS fecha novo calendário para implantação da TUSS O Comitê de Padronização de Saúde Suplementar (COPISS) esteve reunido no dia 6 de agosto e ratificou o cronograma de atividades para implantação da Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS). Pelo calendário proposto, a Associação Médica Brasileira - AMB deverá entregar a TUSS oficial à Agência Nacional de Saúde ANS até dia 30 de agosto. A partir daí, as empresas terão dois meses e os médicos três para se adequarem. Com isso, espera-se que a implantação esteja concluída em janeiro de Outro item discutido foi o trabalho articulado entre ANS e Ministério da Saúde para sistemas de transferência de informações. A proposta é que haja um prontuário eletrônico integrado com os sistemas público e suplementar. Assim evitaríamos desperdícios e facilitaria a coleta de informações, afirmou o representante da AMB, Florisval Meirão, no site da entidade. CT de Implantes finaliza trabalho de revisão de listas de órteses e próteses Anvisa cria grupo de trabalho sobre infecção A Câmara Técnica de Implantes da AMB finalizou em agosto a análise das listas de órteses e próteses que faltavam. Desta vez, foi revisto o material encaminhado pelas especialidades de Nefrologia, Endoscopia Digestiva, Otorrinolaringologia, Hemodinâmica e Cirurgia Plástica. Com isso, o trabalho de revisão de listas de materiais implantáveis está encerrado. O próximo encontro está agendado para o dia 11 de setembro. Criada em janeiro de 2005, a Câmara Técnica de Implantes tem como missão principal uniformizar a nomenclatura da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Sistema Único de Saúde (SUS) em relação a órteses e próteses. A Anvisa realizou no mês de agosto, em sua sede em Brasília, uma Reunião de instalação de um Grupo de Trabalho sobre infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) coordenado pelo presidente do CBC, Edmundo Machado Ferraz com o objetivo de elaborar diretriz clínica e manual sobre o tema. O Grupo de Trabalho irá elaborar medidas de Prevenção da Infecção do Sítio Cirúrgico a serem implementadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa. 3

4 Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS Resolução Normativa RN /07/2009 Dispõe sobre a classificação e características dos planos privados de assistência à saúde, regulamenta a sua contratação, institui a orientação para contratação de planos privados de assistência à saúde e dá outras providências. Ministério da Fazenda Portaria Conjunta 06 22/07/2009 Dispõe sobre o pagamento e parcelamento de débitos junto à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e à Secretaria da Receita Federal do Brasil, de que tratam os artigos 1ºa 13º da Lei , de 27 de maio de 2009, e estabelece normas complementares à Portaria Conjunta PGFN/RFB número 1, de 10/03/2009, que dispõe sobre o parcelamento de débitos para com a Fazenda Nacional, de que tratam os arts, 1º a 3º da Medida Provisória 449, de 03/12/2008. Índice de empregos na Saúde Maio de 2008 a abril de 2009 Desligados: Admitidos: Saldo de empregos: postos de trabalhos Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados CAGED do Ministério do Trabalho e Feherj. Setembro IV Congresso de Endoscopia Digestiva do Rio de Janeiro Data: 11 e 12 Local: Centro Médico do Barrashopping Informações: Outubro 10º Congresso Brasileiro de Clínica Médica ( e 5º Congresso Internacional de Medicina de Urgência) Data: 16 a 18 Local: Anhembi SP Informações: XXVII Congresso Brasileiro de Patologia Data: 28 a 31 Local: Búzios Informações: Calendário de Eventos Novembro XXVII Congresso Brasileiro de Psiquiatria Data: 4 a 7 Local: Transamérica Expo Center São Paulo SP Informações: 36º Congresso Mundial de Hospitais Evento oficial da Federação Internacional de Hospitais IHF e Organização : Confederação Nacional da Saúde CNS e Hospitalar Feira e Congressos Data: 10 a 12/11 Local: Windsor Barra Hotel e Congressos Informações: e 4

5 36th World Hospital Congress Evento será realizado pela primeira vez na América Latina Estão abertas as inscrições para o 36th World Hospital Congress (IHF RIO 2009), que será realizado entre os dias 10 e 12 de novembro, no Windsor Barra Hotel & Congressos. As inscrições podem ser feitas pelo site ou pelos telefones (para ligações do Rio de Janeiro) e ramal 1301 (outros estados). Há ainda a opção do A participação no Congresso inclui acesso a palestras, conferências e a exposição Medical Devices Expo, além de jantar de gala e almoço nos dias 10 e 11 de novembro. Organizado pela International Hospital Federation (IHF) em parceria com a Confederação Nacional de Saúde (CNS) e a Hospitalar Feira + Fórum. O IHF RIO 2009 reunirá no Rio cerca de dois mil participantes, sendo 50% estrangeiros, entre representantes de administradores de hospitais, organizações de saúde, além de médicos, lideranças setoriais e profissionais da área. Os especialistas debaterão o tema A Saúde na Era do Conhecimento por meio de palestras, mesas redondas e conferências. - Teremos a oportunidade de receber cerca de dois mil congressistas, com pelo menos representantes dos mais de 100 países que compõem a Federação Internacional de Hospitais. Isso vai impactar a Os diretores da Federação Brasileira de Hospitais FBH, Mansur José Mansur e Luiz Aramicy foram cumprimentar, em Brasília, o presidente reeleito da Confederação Nacional de Saúde (CNS), José Carlos Abrahão, que também é presidente do IHF Rio economia brasileira com os setores de turismo e saúde sendo impulsionados, já que vamos proporcionar a visita dos estrangeiros aos grandes hospitais do país ressalta o presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS) e do IHF RIO 2009, José Carlos Abrahão. O presidente da CNS explica ainda que o Congresso estimulará não somente a troca de experiências entre dirigentes e profissionais da área médico-hospitalar como será um cartão de visita para o setor no Brasil. Ele ressalta ainda que os visitantes estrangeiros conhecerão a saúde brasileira que dá certo como os programas de referência no tratamento da Aids e antitabagista. Durante o Congresso, Abrahão tomará posse como presidente da IHF para o biênio 2009 / O Rio de Janeiro foi escolhido como sede do IHF RIO 2009 após vencer uma disputa entre cidades como Lisboa, em Portugal, e Dubai, nos Emirados Árabes. Os últimos congressos, que acontecem a cada dois anos, foram realizados na Coreia (Seul) em 2007, França (Nice) em 2005 e nos Estados Unidos (São Francisco) em Realizada em paralelo ao 36th World Hospital Congress, a Medical Devices Expo Rio 2009 apresentará, nos salões do Windsor Barra Hotel & Congressos, produtos, equipamentos e serviços médico-hospitalares focados no atendimento de grandes hospitais e na exportação. 5

6 Contribuição sobre remuneração de trabalhadores autônomos, administradores e avulsos. A Lei nº 7787/89 previa a obrigatoriedade do recolhimento da contribuição ao INSS incidente sobre as remunerações pagas aos administradores, autônomos e avulsos. O Supremo Tribunal Federal - STF declarou a inconstitucionalidade das expressões administradores e autônomos, previstas no art. 3º, I, da Lei n.º 7.787/89, e no art. 22, I, da Lei n.º 8.212/91, no RE n.º /RS e na ADIN n.º / DF, respectivamente, e a expressão avulsos, contida na mesma norma, no RE n.º /SC. O Senado Federal suspendeu a execução dessas expressões, através da Resolução n.º 14/95. Em 19 de abril de 1995, quando o Senado Federal através da Resolução nº 14, suspendeu a execução da expressão avulsos, autônomos e administradores, contida no inciso I do art. 3º da Lei nº 7.787, de 1989, foi dado efeito erga omnes, ou seja, atingindo a todos. O SENADO FEDERAL resolve: Art. 1º Fica suspensa a execução da expressão avulsos, autônomos e administradores, contida no inciso I do art. 3º da Lei nº 7.787, de 1989, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário nº /210, conforme comunicação feita pela Corte, nos termos do Ofício nº 130-P/MC, STF, de 23 de setembro de Art. 2º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário. Senado Federal, 19 de abril de Assim, ficou evidente que a relação jurídica mantida com administradores, autônomos e avulsos não resulta de contrato de trabalho e, portanto, de ajuste formalizado à luz da Consolidação das Leis do Trabalho. Dai a impossibilidade de se dizer que o tomador dos serviços qualificase como empregador e que a satisfação do que é devido ocorre via folha de salários. Portanto, fica afastada a obrigação do recolhimento de tal contribuição para financiamento da seguridade social. Dessa forma, fica claro o direito das empresas que recolheram nesse período a contribuição incidente sobre a remuneração de trabalhadores autônomos, de reaver os valores pagos indevidamente. Diante desse quadro, é importante esclarecer que o período para se buscar os valores recolhidos indevidamente compreendem os 10 anos anteriores ao ajuizamento da ação Judicial que já foi interposta em nome da AHERJ em 05/07/2001. Dessa forma, o crédito seria alcançado a partir de 05/07/1991. Não há o que aguardar para ser dado início à busca desse crédito. Para maiores informações, os associados poderão entrar em contato com a AHERJ, através do telefone ou acesse o site: Monteiro e Monteiro Advogados Associados. 6

7 Saúde Suplementar: um segmento sem incentivos Os hospitais que compõem o sistema de saúde suplementar, com garantia constitucional, vêm aos poucos agonizando num processo lento e fatal. O sucateamento das unidades, mesmo aquelas tidas como referência, é notório pelos usuários menos assíduos e constatado pelos gestores e representantes militantes. A problemática é caracterizada pela política cruel de baixa especificação imposta pelos compradores de serviços e pelo descaso dos governantes para este segmento, principalmente no tocante à falta de incentivos fiscais, financeiros e em investimentos. Não omito a falta de consciência associativa e desorganização de classe deste segmento que ainda é um fator preponderante para que os hospitais estejam neste estado lastimável. Não incluo aqui raríssimas exceções de estruturas faraônicas e sofisticadas que estão surgindo, mas que estão fora de regra e são objetivos de outros estudos e representam ainda uma minoria. Resumidamente, a questão é financeira, pois os hospitais são os únicos financiadores deste sistema. Este autofinanciamento começa no dia do atendimento ao cliente e vai até o efetivo recebimento da remuneração na conta do hospital. Esta trajetória leva, em média, 60 dias: mês faturado 15 dias, entrega 15 dias e 30 dias para o pagamento. Em Alguns casos, certos convênios fogem desta pesada regra aumentando o prazo de pagamento para mais 45 ou até 60 dias. Os hospitais autofinanciam o funcionamento deste sistema para todos os compradores de seus serviços numa relação comercial sui-generis, comparada a outros segmentos produtivos. Este autofinancimento sem nenhum reconhecimento ou incentivos está levando os hospitais ao sucateamento, endividamento fiscal e financeiro de proporções imensuráveis. Comparamos comumente este fato aos conhecidos rituais de autoflagelação baseados no desconhecimento ou ignorância. Em algumas regiões, por questões geográficas ou de mercado, os compradores aproveitam sua supremacia e impõem políticas de precificação tão vis que estão lentamente sucateando e até fechando hospitais centenários, numa estratégia de dominância de mercado tão condenada pela política atual, como é aquela de formação de cartéis. A relação comercial é inexistente, pois em regra, os hospitais assinam contratos unilaterais que não garantem sequer a remuneração de seus custos. Isto é compreensível, pois mais de 90% dos hospitais brasileiros não os conhecem. Os compradores de serviços dizem neste contrato quando e como irão pagar, e quase sempre não cumprem. Este segmento clama por uma legislação que regule a relação comercial nos moldes de praxe do mercado, como já acontece com outros segmentos. Os hospitais importaram práticas comerciais anteriores que tinham com o governo, e era abominada por todos, para uma nova relação comercial que surgia na década de 80, com as medicinas de grupo e novos convênios. Este foi o pecado capital dos empresários deste segmento. Tudo isso desaguou numa real desmontagem e no fechamento de várias unidades da rede de hospitais que compõem a saúde suplementar do país, como resultado de uma política estratégica e definida. Evidenciamos diariamente a busca desesperada dos usuários por leitos, principalmente quando se trata de leitos críticos. As unidades de emergência estão cada vez mais restritas, principalmente para alguns papéis, e com problemas mais sérios para algumas especialidades que são cada vez mais raras, como é o caso da pediatria e neurologia. No caso de Niterói, os pacientes vêm atravessando a ponte rotineiramente em busca destes atendimentos. Este segmento, encorpado pelos seus servidores, incluindo médicos, clama por incentivos do governo e seus políticos para poder continuar prestando serviços à população. Ronaldo Silva Administrador Hospitalar e membro da Direção da Seccional Niterói e SG - AHERJ 7

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