Jornalismo Ambiental e Consumo Sustentável

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1 1 PEDRO CELSO CAMPOS PROPOSTA DE COMUNICAÇÃO INTEGRADA PARA A EDUCAÇÃO PERMANENTE Tese de Doutorado São Paulo 2006

2 2 PEDRO CELSO CAMPOS Jornalismo Ambiental e Consumo Sustentável PROPOSTA DE COMUNICAÇÃO INTEGRADA PARA A EDUCAÇÃO PERMANENTE Tese apresentada à Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo para obter o título de Doutor em Ciências da Comunicação, Área de Concentração: Jornalismo. Orientador: Prof. Dr. Luiz Barco São Paulo 2006

3 3 AUTORIZO: [ X ] divulgação do texto completo em bases de dados especializadas. [ X ] reprodução total ou parcial, por processos fotocopiadores, exclusivamente para fins acadêmicos e científicos. PEDRO CELSO CAMPOS São Paulo, 05 de Janeiro de 2006

4 4 CAMPOS, Pedro Celso Jornalismo Ambiental e Consumo Sustentável - Proposta de Comunicação Integrada para a Educação Permanente / Pedro Celso Campos. - São Paulo: P. C. Campos p. Bibliografia. Tese (doutorado) - Escola de Comunicação e Artes/USP, O exemplar 1 não pode ser emprestado. Biblioteca e sociedade Memória e sociedade Teses t

5 5 Autor: PEDRO CELSO CAMPOS Título: JORNALISMO AMBIENTAL E CONSUMO SUSTENTÁVEL PROPOSTA DE COMUNICAÇÃO INTEGRADA PARA A EDUCAÇÃO PERMANENTE Presidente da Banca: Prof. Dr. Luiz Barco Banca Examinadora: Prof. Dr. Edvaldo Pereira Lima Instituição: Instituição: USP Prof. Dr. José Coelho Sobrinho Instituição: USP Prof. Dr. Antonio Carlos de Jesus Instituição: UNESP Prof. Dr. Zarcillo Rodrigues Barbosa Instituição: UNESP Aprovada em 28/ 03/2006

6 6 Dando-se as mãos, os pais da humana prole, vagarosos lá vão com passo errante, afastando-se do Éden solitários. MILTON PARAÍSO PERDIDO - CANTO XII

7 7 A você, Maria Lúcia. Aos nossos filhos Thiago, Fábio, Junia.

8 8 AGRADEÇO... A Deus...pela luz, pela persistência, pela fé. Aos meus pais Clodomiro e Elidia Santolin Campos Del Horto [in memorian]... pelo amor, pela vida. Ao Prof. Dr. Luiz Barco... pelos sábios conselhos e amizade sincera. Ao Reitor da Unesp, Prof. Dr. Marcos Macari...pela bolsa [sine qua non] do Programa de Capacitação de Docentes. Ao Diretor da FAAC/Unesp, Prof. Dr. Antonio Carlos de Jesus... pelo apoio irrestrito. À Chefia do Dep. de Comunicação Social da FAAC, através do Prof. Dr. Antonio Francisco Magnoni (ex-chefe) e do Prof. Dr. Luiz Augusto Teixeira Ribeiro (atual chefe)...pelo afastamento, por tantas cópias xerox. Ao Prof. Dr. Edvaldo Pereira Lima (USP)... pela generosidade, pela coerência intelectual e sistêmica. Ao Prof. Dr. José Coelho Sobrinho (USP)...pelo olhar sistêmico sobre a formação do jornalista. Ao Prof. Dr. Boris Kossoy (USP)... pelas sábias aulas sobre Fotojornalismo. Ao Prof. Dr. Zarcillo Barbosa (Unesp)...pela paciente leitura. Ao Prof. Dr. Adenil Domingos (Unesp)...pelos livros e conselhos. À Profa. Dra. Nelyse Apparecida Melro Salzedas (Unesp)...pelo Mestrado em "Comunicação e Poéticas Visuais". Ao Grupo de Jornalismo Literário da ECA/USP...pelas trocas literárias e o apoio mútuo via Internet. Ao Núcleo Paulista de Jornalismo Ambiental... pelo debate virtual e permanente, por nossos eventos, pelo amor à causa ambiental. Ao Paulo Bontempi, Sec. da CJE/ECA/USP...pelas utilíssimas informações. Aos meus alunos de jornalismo, público-alvo deste trabalho... ontem, hoje, sempre.

9 9 CAMPOS, Pedro Celso. Jornalismo Ambiental e Consumo Sustentável - Proposta de Comunicação Integrada para a Educação Permanente. São Paulo, Tese (Doutorado) - Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo. RESUMO: Em virtude da responsabilidade social que lhe é inerente, o jornalismo deve voltar-se para a educação ambiental permanente. Para tanto, é necessário que os estudantes travem contato, na Universidade, com uma abordagem sistêmica indispensável à compreensão das relações entre os fenômenos, não só no que se refere ao meio ambiente - aqui tratado especificamente a partir do consumo sustentável - mas em relação ao próprio ensino, como instância de educação libertadora, para vencer os preconceitos, romper os paradigmas do racionalismo estabelecido, refundar a ética e rever o conceito de objetividade. A pesquisa, tanto no aspecto quantitativo quanto no qualitativo, comprova que o jornalismo ambiental, tal como praticado hoje, não conduz à reflexão, não estimula a visão crítica, não explica as causas e conseqüências das informações e não abre espaço para a livre manifestação do receptor, atado que está a compromissos incompatíveis com a biofilia, isto é, com a Vida e com a Paz. Estuda-se, também, o conceito de integração como forma de chegarmos à cooperação solidária entre a mídia, a Universidade, os poderes constituídos e a sociedade em busca de uma educação ambiental que vá além dos muros escolares, que supere as abordagens pontuais e isoladas, que possa despertar a consciência ecológica ao nível da cidadania, o que se fará dotando o jornalismo do necessário viés educativo, a partir do aprofundamento, da investigação, da interpretação contextualizada, mediante as várias ferramentas à disposição do profissional, destacando-se, entre elas, a própria abordagem sistêmica presente na recente proposta do Jornalismo Literário Avançado e das histórias de vida. Por isto o trabalho também examina a questão dos gêneros do jornalismo e as teorias da comunicação, através dos quais o discurso jornalístico é apresentado. O aprofundamento sobre a temática ambiental se dá através do exame mais detalhado sobre o fenômeno do consumismo e a sustentabilidade, fatores de importância fundamental na abordagem da crise ecológica. São examinadas, ainda, propostas pró-ativas a favor de uma estética da cultura da paz, do ecodesenvolvimento, do eco-socialismo etc, todas assentadas no conceito de ecologia profunda, envolvendo o respeito intrínseco à natureza e aos animais, muito além do marco antropocêntrico, de inspiração liberal. Palavras-chave: Jornalismo - Educação Ambiental - Consumo Sustentável - Integração - Sistema - Cidadania

10 10 CAMPOS, Pedro Celso. Environmental journalism and Maintainable Consumption - Proposal of Communication Integrated for the Permanent Education. São Paulo, Theory (Doctorate) - School of Communication and Arts, University of São Paulo. ABSTRACT: Due to the social responsability that it comes with, journalism should walk along with a permanent environmental education. So, it is necessary that the students get in touch, at the university, through an indispensable systemic approach to the comprehension of the relations among phenomenum, not only when it comes to the environment itself but relating teaching itself as a requirement of a freeing education to overcome the prejudice and to hack the paradigm of the established rationalism, and re-found the ethics and to review the concept of objectivity. The research, both in its quantity and quality aspects, proves that the environmental journalism, as it s practiced nowadays, does not lead to reflection, doesn t encourage the critic points of view, doesn t explain the causes and consequences of the information and doesn t open up space to the free reaction of the receptor, being so attached with commitments that are incompatible with the biofilia, that means, with life and peace. The concept of integration is also studied as a way to get to the solidary cooperation among the media, the University, the instituted powers and society looking for a environmental education that goes beyond the school walls, that overcomes the ponctual and isolated approaches, that is able to awake the ecological conscience as a part of citizenship itself, what shall be done by supporting journalism with an educative approach, through deepening, investigation, contextualized interpretation, through all the tools at the professional s disposal, standing out, among them, the sistemic approach itself presented by the recent proposal of the Advance Literary Journalism and the life stories. So this project also examines the kinds of journalism and the theories of communication, through which journalism is presented. The deeper studies about the environmental theme are done through the detailed examination of the phenomenum of the consumism and the sustainability, main factors in the approach of the ecological crisis. Pro active proposals are also examined leading to the stetics of a culture of peace, the eco development, the eco socialism, etc, all of them based on the concept of deep ecology, involving the inherent respect to nature and animals, way ahead of the antropocentric mark, with liberal inspiration. Key-words: Journalism - Environmental Education - Consummate Maintainable - Integration - System - Citizenship

11 11 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS LISTA DE QUADROS RESUMO ABSTRACT 1 INTRODUÇÃO Tema Central e Objetivos Capítulo 1 - RESGATE HISTÓRICO Antecedentes Ecologia Profunda Ecologia e Ética Abordagem Estética Capítulo 2 - O FENÔMENO DO CONSUMISMO Paradigma do Consumo Consumo Globalizado Os inimigos do Meio Os amigos do Meio Capítulo 3 - SUSTENTABILIDADE Conhecimento e Ecotecnologia Crescer sem destruir: Ecodesenvolvimento A via política do Eco-socialismo Posicionamento crítico: A Responsabilidade de Educar Capítulo 4 - TEORIAS DA COMUNICAÇÃO Claude Shannon e Warren Weaver A Cibernética de Robert Wiener Os Teóricos de Chicago A Escola de Frankfurt Teorias do Jornalismo A Abordagem Sistêmica e a Informação Circular Capítulo 5 - FERRAMENTAS DO SISTEMA Gêneros do Jornalismo Informativo Recreativo Opinativo Interpretativo Jornalismo Literário Avançado Técnicas de Entrevista Capítulo 6 - FOTOGRAFIA: DOCUMENTAÇÃO OU ILUSTRAÇÃO? Semana do Meio Ambiente Análise Considerações...185

12 12 8. Capítulo 7 - A NOTÍCIA AMBIENTAL NO JORNAL IMPRESSO Descrição do Método Descrição da Mostra Jornal n Jornal n Análise dos dados coletados Quantidade de matérias publicadas Assuntos mais noticiados Visualização das matérias Gênero das matérias O lugar das matérias As fontes de notícias Quem faz a notícia Global ou local? Conclusão Capítulo 8 - A PERCEPÇÃO DO TEMA AMBIENTAL NA UNIVERSIDADE A necessária formação sistêmica Definição dos estudantes Falha sistêmica Educação para o consumo Capítulo 9 - A DESCONSTRUÇÃO DA OBJETIVIDADE: MODELOS O rio que não fala Moradores em situação de rua No meio da mata "Dia de Visita" Capítulo 10 - PROPOSTA DE EDUCAÇÃO INTEGRADA E PERMANENTE Conceito de Integração Integração no Meio Ambiente Integração na Educação Educação Formal: Universidade Educação Informal e Cidadania: Projeto Mesa Brasil Integração na Comunicação O Ministério do Meio Ambiente Proposta CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ANEXO A) Valorização visual das matérias B) Classificação das matérias por Gênero C) Origem das matérias D) Inventário de Títulos e Unidades Referenciais E) Modelo de Formulário para análise do corpus F) Modelo de Formulário para entrevistas com os alunos...325

13 13 LISTA DE FIGURAS (GRÁFICOS) Gráfico 1 - Valorização visual das matérias Gráfico 2 - Classificação das Matérias por Gênero Gráfico 3 - Origem das Matérias: Principais fontes LISTA DE QUADROS Quadro 1 Quadro 2 Quadro 3 Quadro 4 Quadro 5 - Levantamento sobre matérias ambientais Levantamento de matérias por categoria Formato editorial da publicação Procedência da Informação: Intermediário Vinculação Geográfica das matérias...213

14 14 LISTA DE SIGLAS ANJ Associação Nacional de Jornais APJ Associação Paulista de Jornais BBC British Broadcasting Corporation CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior CEPAL Comissão de Estudos para a América Latina CIESPAL Comissão Internacional de Estudos sobre a América Latina CNBB Conferência Nacional dos Bispos do Brasil CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente ECA/USP Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo ECO-92 Sigla da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada no Rio de Janeiro, em EIA Estudo de Impacto Ambiental ENUSEC [Sigla em inglês de] Iniciativa para o Meio Ambiente e Segurança FAAC/UNESP Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista FAO Food and Agriculture Organization (agência internacional da ONU para o alimento) FAPESP Fundação para o Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo FLO Fairtrade Labelling Organization FNMA Fundo Nacional do Meio Ambiente IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBDF Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal INPE Instituto Nacional de Pesquisa Espacial IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Ampliada IPT Instituto de Pesquisa e Tecnologia IUCN International Union for the Conservation of Nature LBA [Em inglês para] Experimento em Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia MEC Ministério Evangélicos do Cárcere MIT Massachusetts Institute of Tecnology MMA Ministério do Meio Ambiente OMC Organização Mundial do Comércio OSCE Organização para a Segurança e Cooperação na Europa PLACEA Programa Latino-Americano e Caribenho de Educação Ambiental PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNMA Programa Nacional do Meio Ambiente PNUMA Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente PRP Princípio de Responsabilidade do Produtor PVEM Partido Verde Ecologista Mexicano RBJA Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental REBEA Rede Brasileira de Educação Ambiental RIMA Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente SABESP Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo SEMA Secretaria do Meio Ambiente SISNAMA Sistema Nacional do Meio Ambiente SUDEPE Superintendência para o Desenvolvimento da Pesca SUDHEVEA Superintendência para o Desenvolvimento da Borracha TCC Trabalho de Conclusão de Curso TI Teoria da Informação TGS Teoria Geral dos Sistemas UA Unidade de Amostragem UBQ União Brasileira para a Qualidade UNEMAT Universidade do Estado do Mato Grosso UNIDERP Universidade para o Desenvolvimento da Região do Pantanal UNICEF United Nations Children s Fund (Fundo das Nações Unidas de Socorro à Infância) UFSC Universidade Federal de Santa Catarina UFRP Universidade Federal do Paraná UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul UMESP Universidade Metodista de São Paulo UR Unidade de Registro

15 TEMA CENTRAL E OBJETIVOS 15

16 16 INTRODUÇÃO Tema Central e Objetivos A Natureza é um capital que o homem não criou. Apenas descobriu. SCHUMACHER Este trabalho dirige-se aos estudantes de jornalismo e está estruturado em dez capítulos e um anexo. O tema central é o estudo do Jornalismo Ambiental através da abordagem sistêmica e interdisciplinar. Aqui examinamos o ensino de jornalismo na Universidade, o jornalismo propriamente dito e a questão ambiental. No caso da Universidade foi possível constatar o interesse dos alunos pelos problemas do meio ambiente, mas foi igualmente possível observar que eles se ressentem da falta de uma formação sistêmica e do diálogo entre as disciplinas. Sobre o jornalismo, especificamente, convidamos os estudantes para um olhar sobre as várias "ferramentas de trabalho" disponíveis para que possam fazer diferente, para que possam romper com os ranços da objetividade e mesmo da mal explicada imparcialidade que norteiam a profissão de modo genérico sem se ater a certas especificidades e situações, como quando se trata de combater a injustiça social, o que não admite dubiedades e meio termos, por exemplo. Em relação ao meio ambiente, tendo em vista a amplidão da matéria, optamos por delimitar um campo bem definido para estudo e que fosse representativo de toda a questão. Por isto discutiremos, específicamente, o fenômeno do "consumismo". O trabalho não se limita a constatar a situação do jornalismo ambiental, mas apresenta modelos de reportagem produzidos por alunos de jornalismo como possibilidades de exploração de novas linguagens. Parte de uma base teórica, situada no Capítulo 1, que é um esforço para situar, do ponto de vista filosófico, as complexas relações entre Natureza, Deus e Homem. Na tradição judaico-cristã, esta questão já está presente no Livro das Origens (Gênesis), quando o homem recebe a

17 17 missão de "dominar a terra". Depois, ao longo de sua história, passando pela Idade Média e até nossos dias, a Igreja discutirá, permanentemente, esse relacionamento. Antigos textos, estudados na revisão bibliográfica do tema, tratam a ecologia e as relações humanas através de páginas candentes de poesia e fé, como em Santo Agostinho (séc. V) e São Francisco de Assis (séc. XIII); ou através da crítica aquilina de Erasmo de Rotterdam (séc. XV), ou ainda da visão holística de Teilhard de Chardin (séc. XX). Em Chardin temos já uma fundamentação do que o filósofo norueguês Arne Naess chamaria de "ecologia profunda" no início da década de 1970, quando se inicia, de fato, o movimento de conscientização ecológica, por todo o mundo. A "ecologia profunda" defende o direito intrínseco dos animais à vida digna e reconhece a "inteligência do universo". Essa compreensão do todo traduz a possibilidade de aproximação ampla entre ciência e fé. Nas décadas de 1970 e 1980, autores como Amit Goswami, Fritjof Capra e outros, partem da própria física de Einstein para especular que o mundo não está dado, que tudo é um processo, que a mente humana ainda não consegue compreender os mistérios da vida e que, portanto, o que existe é um mundo de probabilidades, como ensina a Mecânica Quântica, e não um mundo de certezas, como pregava a visão newtoniana. Trata-se, na verdade, de uma revisão do modo de vida capitalista centrado no materialismo individualista e na acumulação. Isto implica na refundação da própria Ética em busca de uma Estética que possa superar, por exemplo, o "estetismo" da informação como um fim em si mesma, descompromissada com a reflexão, como é possível verificar, especificamente, no empenho da mídia em estimular o consumo a qualquer preço, sem se preocupar com suas características de injustiça social, sobrecarga do ecossistema etc. O Capítulo 2 está escrito em forma de ampla reportagem sobre a situação do consumo no mundo atual. A fonte principal é o Relatório do Worldwatch Institute sobre o avanço em direção a uma sociedade sustentável, denominado "Estado do Mundo ", veiculado, no Brasil, pela Universidade Livre da Mata Atlântica, com sede em Salvador-BA. Por sua vez, o relatório é montado a partir de dados da Organização das Nações Unidas-ONU, do Banco Mundial e de outras instituições de prestígio internacional. É editado anualmente. Assim, o capítulo situa a questão da publicidade na indução ao consumo de massa, discute o fenômeno do consumismo em si (inclusive do sofrimento dos animais abatidos para consumo humano) e trata da quantidade e do tipo de lixo gerado pelo consumo moderno,

18 18 instalando o necessário crivo crítico sobre o consumo conspícuo ou socialmente injusto. Relaciona o excesso de consumo com as mudanças climáticas que hoje preocupam os governos da maioria dos países, mas também informa sobre ações que vêm sendo desenvolvidas por todo o mundo, às vezes silenciosamente, para limpar o ambiente e proteger a natureza. Uma dessas iniciativas é o Princípio de Responsabilidade do Produtor-PRP, um mecanismo oficial da legislação alemã que obriga o fabricante a receber o produto usado de volta para reciclá-lo. Isto, além de reduzir a quantidade de lixo, induz à confecção de produtos mais resistentes, com maior durabilidade, alterando fundamentalmente a cultura do produto "descartável" que logo vai para o lixo, inclusive itens tóxicos como embalagens químicas, baterias de celular etc. A exposição conduz ao necessário conceito de consumo sustentável para a proteção do meio ambiente e a salvação da vida no planeta. Sustentabilidade é o tema do Capítulo 3. Mas, trata-se de sustentar a vida ou sustentar o capital? Aqui entra o viés ideológico que muitas vezes acaba roubando as bandeiras do movimento ecológico em causas nada nobres, como denuncia o professor Wilson Bueno, da ECA-USP. O capítulo registra as principais conferências da ONU sobre meio ambiente e define o conceito de "desenvolvimento" a partir das observações de Lester Thurow (1997) para introduzir a apreciação de Henrique Leff (2002) sobre "desenvolvimento sustentável" e, a seguir, a avaliação de Ignacy Sachs (1986) sobre "eco-desenvolvimento". Discute também a proposta de "ecosocialismo" apresentada por José Pedro Soares Martins (1991) que recorre a Schumacher (1977) para expor a visão budista de trabalho e desenvolvimento, a qual não estabelece oposição entre tecnologia e espiritualidade. Para o budismo, o que condena o homem não é a riqueza, mas o apego à riqueza. O capítulo também inclui uma avaliação crítica do próprio movimento ambientalista, como convém ao bom jornalismo de investigação proposto nesta obra. Se no capítulo anterior concluía-se pela indispensável refundação da ética por um consumo sustentável, aqui avançamos para a necessária educação da cidadania na direção dessa ética. Uma das principais instâncias de educação da cidadania está nos Meios de Comunicação de Massa, por isto começamos aqui um aprofundamento sobre o jornalismo propriamente dito, suas teorias, seus gêneros, suas ferramentas etc. Iniciamos com o debate sobre as teorias da Comunicação, no Capítulo 4, para depois focar nas teorias do jornalismo, propriamente, concluindo

19 19 com o exame da Teoria Geral dos Sistemas que anima este trabalho. A primeira reflexão é sobre a Teoria da Informação-TI, de Shannon e Weaver (década de 1940), que mede a eficácia da comunicação entre dois pontos. A TI foi concebida para estudar quantidades e capacidades de transmissibilidade, por isto não dá conta de estudar a qualidade dos conteúdos, nem a intencionalidade do contexto produtor da informação. Quem vai trazer essa contribuição, no mesmo período histórico, é a Cibernética de Norbert Wiener, ao estudar exatamente a circularidade da informação que permite ao receptor tornar-se, ele próprio, emissor, pelo princípio da retroatividade. Isto rompe com a idéia de causalidade linear subjacente na TI, ao considerar a reorganização da informação a partir do feed-back. Ainda no mesmo período, a Escola de Chicago discute, pragmaticamente, as relações entre o homem e o meio ambiente ao tratar da comunicação como fenômeno urbano, conforme as pesquisas de Cooley e Park. Ainda na primeira metade do séc. XX, a Escola de Frankfurt opera a Teoria Crítica-TC, firmando o conceito de "indústria cultural", segundo o qual a mídia seria responsável por "coisificar" a informação, dirigindo-se às massas apenas para obter proveitos financeiros e não para levá-las à reflexão através das obras culturais, como queria a dialética de Adorno. Todavia, aceitar totalmente a TC seria ignorar o potencial da mente humana que também é influenciada pelo contexto histórico, através da família, da escola, da sociedade, da cultura adquirida etc. Os MCM não têm poder total sobre o homem, pelo menos não na mesma intensidade para todos os segmentos de público. No campo específico do jornalismo, já no séc. XIX discutia-se a Teoria do Espelho, que via no jornalista um super-homem com a missão de corrigir as injustiças do mundo a partir da realidade tal como ela se apresenta. Mas, a quem caberia decidir sobre o Bem e o Mal? No séc. XX, no contexto da II Grande Guerra, prolifera o conceito de objetividade. Com a globalização capitalista, surge, na segunda metade do século, a Teoria da Ação Social que caracteriza a intencionalidade do gatekeeper como responsável pela seleção das notícias. Na mesma época, a Teoria Organizacional estudava a conformação ou adaptação "natural" do jornalista à política editorial do veículo onde trabalha, sem questionamento. Mas é nas décadas de 1960 e coincidindo com o crescimento da conscientização ambientalista - que aparece a Teoria da Ação Política, segundo a qual é a sociedade quem deve decidir como quer as notícias. Esse retorno, ou feed-back, chega aos veículos através dos seus institutos de pesquisa, permitindo a "reorientação" do veículo. Essa "reorientação", ou correção de rumo, está prevista na Teoria Geral dos

20 20 Sistemas que comporta três movimentos básicos: entrada (captação), estabilização (processamento) e saída (publicação). O feed-back incidirá na melhoria da qualidade do processamento da informação. Essa importância estratégica do receptor está consagrada na Teoria Estética da Recepção, em Hans Robert Jauss (1994). A abordagem sistêmica é operada, no jornalismo, através dos vários gêneros que organizam a mensagem jornalística segundo seu objetivo de informar, opinar, interpretar ou divertir. Os gêneros, destacando-se a modalidade do Jornalismo Literário Avançado e as técnicas de entrevista, são apresentados como as "ferramentas do sistema" no Capítulo 5. Destaque, também, para a construção de perfis (com Sérgio Vilas Boas), enquanto o estudo da entrevista está baseado em Cremilda Medina e a discussão sobre Jornalismo Literário Avançado apoia-se no próprio autor da proposta, o professor Edvaldo Pereira Lima, os três da ECA-USP. Outra ferramenta indispensável para o jornalista é a Fotografia. Por isto o Capítulo 6 trata do fotojornalismo aplicado ao noticiário ambiental. Este capítulo foi estruturado a partir de uma pesquisa sobre a cobertura da Semana Nacional do Meio Ambiente de 2004 pelo maior jornal do país, a Folha de S. Paulo. O que se discute é se a fotografia deve "documentar" ou apenas "ilustrar" as notícias. Para realçar a estética da imagem é ético "corrigir" digitalmente a foto como aconteceu no atentado ao metrô de Madri em setembro de 2004? Autores como Boris Kossoy, Roland Barthes, Pierre Francastel ajudam a esclarecer essas questões fundamentais no âmbito da comunicação não verbal. Por sinal, uma foto vale por mil palavras? Novamente aqui insiste-se na importância do ensino de jornalismo com qualidade e aprofundamento ético na Universidade. A pesquisa quantitativa, que subsidia esta obra, está no Capítulo 7. Através da Análise de Conteúdo (Bardin, 1952) - que abrange os estudos de Jornalismo Comparado, Núcleo de Estudos da ECA-USP ao qual este trabalho está filiado - e do Modelo de Bauer (2002), foram estudados, de janeiro a julho de 2005, 27 edições dominicais do maior jornal do país, a Folha de S. Paulo (aqui denominado Jornal n. 1) e igual número de edições de um jornal diário do interior de São Paulo, o Jornal da Cidade, de Bauru (aqui denominado Jornal n. 2). A pesquisa comprova a indiferença dos jornais com o potencial educativo das mensagens em relação ao meio ambiente e, especificamente, ao consumo sustentável. Também é praticamente nulo o espaço do consumidor/receptor na produção de matérias ambientais. O levantamento ainda mostra

21 21 a falta de abordagem crítica das notícias, isto é, não há preocupação em explicar as causas e as conseqüências das informações veiculadas. Foram estudadas 120 matérias do Jornal n. 1, no total de ,5 centímetros de coluna, e 100 matérias do Jornal n. 2, no total de centímetros de coluna. Os dois jornais foram analisados quanto a: volume de publicação (Quadro 1), categorias veiculadas (Quadro 2), valorização visual (Gráfico 1), gêneros (Gráfico 2), formato editorial (Quadro 3), fontes principais (Gráfico 3), intermediário da notícia (Quadro 4) e vinculação geográfica (Quadro 5). Novamente o capítulo remete a questão para a necessária formação ética e sistêmica que possa romper os paradigmas tradicionais do racionalismo reducionista e da fria objetividade observados nos jornais. Para propor a indispensável ruptura da objetividade, decidimos organizar o Capítulo 8 a partir de uma pesquisa qualitativa entre os estudantes de jornalismo. Foram distribuídos formulários no I Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado no SESC de Santos entre 12 e 14 de outubro de 2005, com a participação deste pesquisador na organização do evento e na seleção dos Trabalhos de Conclusão de Curso-TCCs, apresentados, mas o retorno foi insignificante. A maior parte dos alunos que responderam ao questionário (cuja íntegra está no Anexo F desta obra) é da Unesp/Bauru. A intenção era saber o que pensam os alunos sobre o tema meio ambiente e como vêem o jornalismo ambiental que ainda é uma novidade na maioria das universidades brasileiras. Através da subjetividade espontânea da maioria das respostas, foi possível constatar que os alunos ressentem-se da falta de uma formação sistêmica capaz de libertá-los das amarras impostas pelo sistema tradicional, à luz da crítica que se faz ao modelo compartimentalizado do ensino acadêmico, como se pode observar em destacados autores citados no capítulo como Edgard Morin (2002) e Paulo Freire (2005), entre outros. Feita a pesquisa quantitativa sobre o mercado convencional do jornalismo e ouvidas as aspirações dos estudantes de jornalismo, foi possível, então, ir além das constatações, até certo ponto naturais, para mostrar como se pode fazer um outro jornalismo, rompendo a objetividade. Este é o tema do Capítulo 9 que apresenta modelos produzidos por estudantes da Unesp na fase de conclusão do curso, com ênfase para o Jornalismo Literário Avançado, uma ferramenta que se adapta, como uma luva, ao jornalismo ambiental, por suas características de envolvimento profissional com a fonte - mediante entrevistas de imersão -, de investigação

22 22 aprofundada e de criatividade na narrativa sempre a partir do fato real, com direito a entrevistar e escrever sob impacto de forte emoção. Os textos citados como modelares neste capítulo são de alunos que tiveram a ousadia de sair do lugar comum. Uma aluna - única que não é da Unesp - dá voz ao rio de sua cidade e com isto "escandaliza" o editor ao "convidar" o rio para sentar-se numa roda de bar entre outros moradores antigos do lugar. A partir daí o rio fala, pensa, faz gestos...(recusando-se a publicar a matéria, o editor asseverou: "as pessoas não vão entender isto"). Outra aluna foi ao encontro dos moradores de rua de São Paulo, convivendo em dezenas de horas de entrevistas com os usuários de um albergue, sem pressa, para compreender a alma das pessoas que ela descreve, respeitosamente, como "em situação de rua". Não consegue evitar as lágrimas com as histórias que ouve e acaba chorando junto com o entrevistado, tamanha a dor dos excluídos. ("As pessoas mudam de calçada quando nos avistam porque temos dificuldade para tomar banho", lamentou-se um deles). A terceira aluna citada como modelo foi parar no meio da mata para testemunhar como os mateiros lidam com a natureza, com os animais silvestres, os passarinhos, imitando o som deles para atraí-los numa reserva ambiental. Descreve a emoção de abraçar uma árvore, o acolhimento respeitoso da gente simples que lhe deu pouso e comida durante os dias da reportagem. O quarto trabalho vem de um presídio onde os preconceitos cedem lugar ao reconhecimento do talento, da emoção e da grandeza que também existem no coração de pessoas que erraram e que querem dar a volta por cima e que têm esse direito. São histórias que falam de gente e não de números ou de estatísticas. São histórias onde o coração abre passagem para a emoção e a diferença. São histórias apuradas e escritas sem pressa, sem frieza, sem distanciamento, sem objetividade. E também sem imparcialidade, pois há momentos em que é necessário assumir atitudes e deixar de lado a suposta neutralidade para denunciar as injustiças. Por isto Marx diz que os filósofos analisaram o mundo, mas chegou a hora de transformar o mundo. Já não basta "pensar" com Descartes para existir, para não ser "mais um jornalista", é preciso escolher, optar, sentir a dor do outro. Isto é jornalismo humanista. O último Capítulo ( o 10 ), tem a missão de expor, a partir de tudo o que foi visto antes, o principal objetivo desta obra que é a proposta de educação ambiental integrada e permanente através do jornalismo. O capítulo detém-se na fundamentação do conceito de integração e em seguida relata exemplos concretos nos quais a integração ajuda a mostrar o mundo de

23 23 outra forma, a partir de uma cultura de paz, seja em regiões de conflito internacional, seja nos exemplos de livros-reportagem produzidos pelo Projeto São Paulo de Perfil, sob a coordenação de Cremilda Medina, na ECA-USP, ou nas atividades de jornalismo ambiental de Ilza Girardi Trourinho na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, seja na integração dos comerciantes com as comunidades carentes através da pedagogia cidadã presente no Projeto Mesa Brasil. A idéia de integração também é analisada no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, através da proposta de Educomunicação que reconhece a necessidade de um jornalismo mais envolvido com o meio ambiente e a educação popular, concluindo com a necessidade de ampliar os exemplos já citados e inaugurar uma parceria permanente entre todas as entidades envolvidas e a sociedade, com intensa participação popular, nos moldes da Agenda-21, emanada da Rio-Eco-92. Entre os objetivos desta pesquisa avultam o de propugnar pelo ensino de jornalismo com qualidade; a introdução do ensino de jornalismo ambiental em todas as Universidades do país; a preparação de profissionais conscientes e sensíveis aos problemas sociais e ambientais; a modificação da linguagem jornalística de modo a introduzir um viés educativo para toda a cidadania no que se refere ao meio ambiente, aqui exemplificado no "consumo sustentável"; a integração das mídias com as Universidades e os poderes públicos para despertar na sociedade um sentido maior de participação e de responsabilidades individual e coletiva pela sustentabilidade da vida no planeta e um engajamento pessoal do jornalista, primeiro como estudante, logo depois como profissional e como cidadão, nas ações pró-ativas a favor da causa ambiental. Nossa esperança é que as informações contidas neste trabalho possam ter alguma utilidade para os estudantes. Pretendemos atrair a atenção deles para o problema ambiental a partir de um posicionamento crítico. Queremos que eles estudem a abordagem sistêmica para estabelecer as necessárias relações entre os fenômenos que testemunharão como jornalistas. Para que possam ser cidadãos de fato e possam produzir suas matérias com ética, garra, emoção e criatividade.

24 24 RESGATE HISTÓRICO 1. Antecedentes 2. Ecologia Profunda 3. Ecologia e Ética 4. Abordagem Estética

25 25 Capítulo 1 RESGATE HISTÓRICO A terra está de luto e todos os seus habitantes perecem. Os animais selvagens, as aves do céu e até mesmo os peixes do mar desaparecem (OSÉIAS 4,3) 1. Antecedentes Apesar da proximidade histórica, ainda presente na mídia e na história do movimento ambientalista internacional, o problema do relacionamento homem-natureza não pode ser datado a partir da fermentação político-cultural que culminou com a revolta dos estudantes em Paris em 1968 (ano em que a ONU realizou, também em Paris, a Conferência da Biosfera) e com o fim da guerra do Vietnã em Também não se pode fixar como marco inicial a primeira conferência da ONU para o meio ambiente realizada em Estocolmo em Certamente, se buscamos uma visão crítica do processo de desenvolvimento que conduziu o mundo à situação caótica de nossos tempos, devemos indagar sobre as razões de tamanho desatino, sobre as causas que originaram esse status quo. Com efeito, foi a Revolução Industrial, que marcou a transição entre a sociedade agrícola-artesanal do Séc. XVIII para a sociedade urbano-industrial, que alterou profundamente as relações de produção, exatamente entre 1750 e Isto se tornou possível a partir da mais radical manifestação contra o feudalismo que foi a Revolução Francesa, de 1789/1794. Com os grandes descobrimentos e, em função deles, a formação do mercado mundial, teve início o maior processo de globalização da história recente. A burguesia nascente apoiou inicialmente o desenvolvimento das artes, favorecendo a pesquisa e as invenções do Século das Luzes (Séc. XVIII) quando o poder da Razão se instalou nas ciências (Racionalismo) e todo o conhecimento passou a ter uma finalidade prática, voltado

26 26 para o admirável mundo novo que então surgia, com promessa de vida nova para todos os que aderissem e apoiassem as teses do capitalismo. Mas, como num conto de fadas com sinal trocado, as oportunidades que surgiram com o novo sistema não eram para todos. Pelo contrário, o que era de todos ou estava à disposição de todos como a água, a energia, as florestas, as praias, os recantos naturais, a terra, os rios e mares, afinal, a natureza passou a ter dono. Agora a água gera energia e ambas são comercializadas. A terra ampla que poderia matar a fome de tantos, está improdutiva no latifúndio. As praias estão cercadas por condomínios de luxo ou por hotéis 5 estrelas. As florestas e o cerrado dão lugar à monocultura da soja ou à pecuária...a concentração da renda, a acumulação do capital vão gerando a injustiça que resulta na fome, na miséria, na violência, no desemprego, na infelicidade. O estudo de antigos textos, entretanto, pode nos levar a recuar ainda mais no tempo e no espaço em busca da preocupação do homem com a natureza. 4 Já nos tempos bíblicos, por exemplo, a preocupação com o domínio da terra e com a arte de cuidar dos rebanhos é causa de guerras encarniçadas. Talvez por ler a Sagrada Escritura ao pé da letra, adaptando-a aos seus interesses imediatos, é que o homem passou a destruir aquilo que devia preservar. No Livro das Origens, o Gênesis, não está escrito em nenhum lugar que o homem deveria destruir a terra e apropriar-se dela com esperteza. Pelo contrário. Está escrito: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra. (Gen. 1,26). Logo em seguida, disse Deus ao homem: Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra...eis que vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento (Gen.1, 28-29). Os termos imperativos reinar, submeter e dominar aqui grifados devem ser relacionados com as categorias doar e alimento. A criação é uma dádiva para o alimento do homem, isto é, para a sua felicidade. Como bem lembra 4 O último grande filósofo da Natureza foi Demócrito ( a C), natural da cidade portuária de Abdera, na costa norte do mar Egeu. Achava que todas as coisas eram constituídas por partículas minúsculas chamadas átomos. Mas seriam indivisíveis e diferentes para, combinados, gerarem a transformação. Era uma Teoria Atômica semi-perfeita. Hoje a ciência mostra que os átomos podem ser divididos em partículas ainda menores, ou elementares: prótons, nêutrons e elétrons.. Mas a ciência acha que deve haver um limite para tal divisão. Cf. GAARDEER,1995, p. 57.

27 27 Leonardo Boff, 5 em nenhum momento Deus vendeu a terra, nem passou escritura para uns em detrimento de outros. A criação é para todos os homens, para que, usando-a com bom senso, possam crescer e se multiplicar. No entanto, a história do Antigo Testamento é uma história de guerras e de lutas pela conquista da terra. Já no cap. 6 do Gênesis, vendo a ganância e a maldade dos homens, Deus se arrepende: Exterminarei da superfície da terra o homem que criei, e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus, porque eu me arrependo de os haver criado. (Gen. 6-7). Noé, entretanto, encontrou graça aos olhos do Senhor. Percebemos que a centralização da história humana nos interesses do próprio homem - escolha que lhe foi possível pelo livre-arbítrio gerou uma distorção no mandamento inicial da preservação para a vida. O que era dádiva, o homem transformou em propriedade. Excluiu o que não servia aos seus propósitos imediatos, tanto outros homens, como os bens naturais. Feriu, matou, destruiu, transformou amor em ódio. A figura do dilúvio poderia ser vista como uma necessidade de reequilíbrio do sistema, uma tentativa de zerar tudo para começar outra vez. Apesar de todo o mal, há sempre um princípio de bondade suprema ou cósmica, como preferem os agnósticos - oferecendo à vida terrestre uma nova chance. Isto já ocorreu outras vezes, como nas Eras Glaciais entre os períodos pré-cambriano e paleozóico em que grande parte da superfície da terra cobriu-se de espessa camada de gelo. 6 O homem, que surgiu no Pleistoceno, como ancestral do atual homo sapiens, sobreviveu, a duras penas, às glaciações do período, mesmo sem compreender esse fenômeno de reciclagem da terra. Ainda hoje, com tanta informação disponível, as pessoas descrêem dos cientistas ambientais, como na época de Noé, ignorando os que manifestam preocupação com o futuro da humanidade diante de tanto descaso com a natureza. Mas os períodos glaciais são uma realidade e eles não ocorrem por acaso, ainda que não estejam bem explicadas as várias teorias sobre a 5 "A Terra é paisagem, é fala, é mensagem que podemos escutar. A Terra também somos nós mesmos, os seres humanos [...] O valor supremo é preservar este planeta - e só temos este - porque ele está profundamente ameaçado e não temos uma Arca de Noé que salve alguns desta vez e deixe perder os outros. Esta é a base para qualquer outro valor. O segundo valor é preservar a família humana, a espécie humana, junto às demais espécies, e garantir as condições para que ela subsista e continue a desabrochar, a desenvolver-se. São os dois valores supremos de uma ética planetária, terrenal." Cf. entrevista de Leonardo Boff à Revista Caros Amigos. São Paulo, set A era glacial mais estudada foi a que ocorreu no período Quaternário e se estendeu por boa parte do Pleistoceno quando as geleiras chegaram a cobrir cerca de um terço da superfície terrestre - encerrando-se há cerca de anos, já no Holoceno, conforme estudamos na Geografia.

28 28 ocorrência do fenômeno. Para alguns estudiosos, as glaciações resultam de variações na irradiação de energia solar sobre a Terra. Outros a atribuem a deslocamentos do eixo terrestre. Para outros é a deriva dos continentes, movidos pelas placas tectônicas, que provoca as alterações climáticas. Uma quarta teoria dá conta que o pó vulcânico em suspensão na atmosfera reduz a quantidade de calor solar sobre a superfície do planeta. Com muita razão podemos temer que o homem não tenha tanta sorte como em períodos glaciais anteriores, se considerarmos a somatória de fatores que parecem confluir, paulatinamente mas em progressão continuada, para o novo ciclo de ajuste do ecossistema mundial. Não podemos esquecer que foi a quantidade de gás carbônico presente na atmosfera que levou à última glaciação. Hoje, o efeito estufa é preocupação universal e todos os governos se mobilizam para atender à Convenção do Clima assinada por dezenas de países representados na Rio Eco-92, sob os auspícios da ONU, depois consubstanciada no Protocolo de Kyoto. Mas só há pouco a Rússia aderiu ao Protocolo, enquanto nos EUA, dez Estados invocaram o Pacto Federativo pelo direito de aderir à luta a favor do clima, contrariando o governo Bush que reluta em reduzir os níveis de lançamento de CO2 na atmosfera alegando que isto implicaria em prejuízos para a economia americana. Com a instantaneidade da notícia em tempo real, que é uma característica da sociedade da informação, tomamos conhecimento de todas as catástrofes ambientais no instante mesmo em que elas estão ocorrendo. Embora de modo insuficiente, a cobertura da mídia chega acompanhada de explicações das ciências sobre as origens dos fenômenos. Assim foi no caso da movimentação das placas tectônicas que provocou o maremoto na Ásia matando mais de 300 mil pessoas em dezembro de A força do impacto levou a conjecturas sobre o deslocamento do eixo da Terra. Muitos vêem nos verões europeus cada vez mais quentes, nos invernos tropicais com dias de verão, em furacões como o Katrina que destruiu Nova Orleans e arrasou Estados inteiros no sul dos EUA em agosto de 2005, ou nos efeitos do fenômeno El Niño, com tantos desastres e inundações, uma manifestação clara de que algo muito grave está acontecendo com o clima. Por isto, estudar o passado, compreender o equívoco humano de centrar sua razão de ser apenas na acumulação de bens, gerando exclusão e miséria, é fundamental se queremos educar e conscientizar as pessoas na direção de um novo comportamento ambiental, de um novo modo de vida, mais solidário, mais assentado no ser, no respeito às diferenças, na aceitação e na tolerância. A Terra não

29 29 é uma propriedade particular de alguns. 7 Ela não existe em função do homem. Ela existia antes e tem meios de se auto regular para assegurar sua continuidade. É o homem que deve se adaptar à Natureza e não o contrário. 8 Se não compreender isto, o homem será dispensado pelo sistema em sua monumental e indomável marcha configurada na expansão cósmica entrevista por Einstein. Outra abordagem histórica que podemos analisar para compreender a questão ambiental pode tomar como base os interesses da geopolítica humana. Do mesmo modo que assistimos hoje ao desinteresse da maior potência nas questões ambientais - já que só a hegemonia militar lhe interessa também vimos no período das grandes descobertas como a preocupação única era incorporar novas terras com suas jazidas, florestas e povos. A lei do canhão interpretou ao pé da letra o princípio da dominação e a própria cruz do Crucificado - símbolo de perdão, aceitação e paz foi usada a serviço do poder temporal para reduzir e desbaratar culturas autóctones em sua riqueza de variedade e diversidade. A violência da dominação colonialista 9 desconfigurou o equilíbrio sistêmico entre o índio e a natureza e entre as tribos. A chegada do branco não destruiu apenas a natureza, também destruiu o elemento humano que estava enraizado nela. A política de gastar gente, como na expressão de Darcy Ribeiro para se referir à utilização de mãode-obra escrava, não gerou o mundo novo e justo imaginado pelo Iluminismo. Gerou o genocídio racial imposto a toda a América Latina que ainda hoje geme sob os efeitos da voracidade colonizadora com seus índios morrendo à míngua em reduzidas áreas (inclusive no Brasil); com seus elevados níveis de mortalidade infantil; com a humilhação da mulher que se prostitui para alimentar os filhos; com o desesperante desemprego ou sub-salário; com a violência patrocinada pelo tráfico de drogas; com a injustiça social que reúne em um só ecossistema urbano o luxo, a miséria e o lixo, com as correntes migratórias incessantemente procurando, esperançosas, o prometido eldorado; principalmente com a 7 Cf. BOFF, L. Revista Caros Amigos, São Paulo, set "Se considerarmos o tempo decorrido desde a data em que avaliamos o aparecimento do homem (entre e mil anos atrás ) de 2 a 5% desse tempo são ocupados pelo Homo sapiens e de 0,2 a 0,5% pela evolução histórica. Ora, só podemos nos assustar com a criatividade e a destruição que se verificaram nesse breve período" Cf. MORIN, 1975 p "Todos nós brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Todos nós, brasileiros, somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também fomos. Descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da malignidade destilada e instalada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria". Cf. RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro, 1995, p. 120.

30 30 corrupção crônica que corrói as entranhas do poder e os políticos, para vergonha do país. Todavia, se do Velho Continente saiu a Parca em seu passeio global, nos séculos XV e XVI, para semear a morte entre outros povos e outras terras ainda que tudo isto tenha sido decantado em verso e prosa de magistral valor artístico 10, mesmo quando a arrogante nobreza (como é próprio das elites arrogantes, em qualquer lugar) votou ao seu Poeta Maior o mesmo desprezo com que tratou as culturas de além mar 11 também da Europa vieram os primeiros exemplos de preocupação com a natureza. Antigos documentos relatam fatos e histórias de vida que se impõem com expressiva e gritante atualidade, 500 ou 800 anos depois. Há um caso emblemático na Idade Média: 12 Em muitas ocasiões, quando quer significar o grito dos excluídos contra a exploração e a miséria, o teólogo Leonardo Boff cita o exemplo de um jovem da Idade Média que ousou romper os paradigmas do seu tempo, contestando o feudalismo e projetando-se no futuro a partir de um ideal de vida simples e coerente que logo contagiou a juventude e conquistou grande número de seguidores. Ele fala de Francisco de Assis ( ), o fundador da Ordem Franciscana, que não quis ser sacerdote, preferiu ser apenas diácono para ter possibilidade e liberdade para pregar, uma vez que a pregação era proibida aos leigos, como lembra a Crônica de Frei Jordão de Jano. 13 Filho do comerciante Pietro di Bernardoni, da cidade italiana de Assis, até os vinte anos Francisco era um jovem como todos os do seu tempo. Estudava aplicadamente, trajava-se com ricas vestes, freqüentava festas, saia com os amigos, participava das guerras regionais, ia às missas e ouvia os sermões. Mas, em 1206, após uma doença que lhe provocou febre intensa e inexplicável durante alguns dias, sentiu- 10 Não mais, Musa, não mais que a lira tenho destemperada e a voz enrouquecida, e não do canto, mas de ver que venho cantar a gente surda e endurecida. O favor com que mais se acende o engenho não no-lo dá a pátria, não, que está metida no gosto da cobiça e na rudeza de uma austera, apagada e vil tristeza CAMÕES. Os Lusíadas. Canto X Só no final de sua vida, Camões obteve uma tença (pensão) real para não morrer de fome. Mas já estava tão endividado que morreu na miséria e foi enterrado como indigente, em Lisboa, vitimado pela Grande Peste, em Não tinha sequer um lençol para amortalhar o corpo. 12 Alguns estudiosos consideram que "o movimento ecológico no mundo teve início na Idade Média, com a criação das forests - áreas de reserva natural que deram origem às primeiras leis florestais. Com elas a coroa inglesa obrigava os camponeses a proteger a fauna nativa e seu habitat ". Cf. artigo de Naná Prado: O Meio, o Ambiente, a Paz. In: Acesso em: 19 out Citado por STRABELI, 1993, p. 115.

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