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1 Jornalismo e senso comum: o lugar da favela na cidade maravilhosa CARLA BAIENSE * Um dos melhores testemunhos da representação social da favela ao longo do tempo é a imprensa. Através do noticiário, podemos acompanhar as transformações nos discursos sobre estas ocupações urbanas desde o final do século XIX, quando surgiram, até os dias atuais. O jornalismo, portanto, é um lugar privilegiado para estudar as concepções sobre a favela em diferentes períodos históricos. Mas, como argumentaremos neste artigo, o noticiário não apenas retrata o pensamento social, mas, ele mesmo, se constitui em ator social, capaz de influenciar as representações e o debate público a respeito dos assuntos ligados à favela. O aumento do número de reportagens sobre o comércio de drogas de varejo, a partir dos anos 1990, produziu uma correspondência entre favela e violência 1, de modo algum natural, mas naturalizada a partir de mecanismos enunciativos que produzem efeitos sobre a realidade. A favela passou a representar, no noticiário da grande imprensa, o lugar do risco contemporâneo, a partir do qual as narrativas do medo são reiteradas no imaginário social. A produção de mapas sobre áreas de risco e a definição de políticas públicas repressivas sobre as populações faveladas são alguns destes efeitos de ordem prática. Mas há também uma produção de ordem subjetiva, que afeta a formação de identidades e a sociabilidade entre os moradores de diferentes áreas do Rio de Janeiro. * Professora no Colégio Cruzeiro Jacarepaguá e doutora em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ. 1 Os pressupostos aqui baseiam-se nos resultados da pesquisa desenvolvida para a tese de Doutorado Territórios proibidos: a construção da favela no noticiário e seus efeitos sociais, que mapeou as representações da favela dos anos 1980 ao ano de 2010.

2 2 A definição do lugar da favela na cidade, portanto, é profundamente afetada não apenas pelo que acontece lá, mas pela forma com que estes acontecimentos são relatados e pelas representações criadas a partir deles. Utilizando o conceito gramsciano de senso comum, concebido como filosofia dos não-filósofos, podemos considerar que esta filosofia do cotidiano, a sabedoria a cerca dos fatos do mundo, é marcada pelo que a imprensa diz e como diz. Em outras palavras, é a partir não apenas de uma realidade objetiva que se constrói no senso comum a representação da favela e dos seus moradores, mas também a partir do que é dito na grande imprensa 2. Desnaturalizar tais discursos implica em compreender de que maneira são construídos. Acredito que a construção do lugar da favela na cidade no discurso noticioso prescinde de um debate a respeito do papel das rotinas produtivas que levam o jornalismo a concentrar-se nos fatos ligados à violência e a distanciar-se do lócus da reportagem, privilegiando as fontes oficiais. Neste artigo, proponho o estudo dos mecanismos pelos quais a imprensa constrói estas representações, legitimadas pelo senso-comum, e de que maneira os favelados dialogam e resistem a ela nos dias atuais. O surgimento da imprensa e a objetividade jornalística No século XVIII, o jornalismo era pensado dentro do ideal do esclarecimento. Sua função era a de fornecer as ferramentas para que o cidadão pudesse superar o reino das aparências e chegar à verdade dos fatos. Foi a época da chamada imprensa publicista, em que o debate esteve no centro da produção jornalística. Menos preocupada com a quantidade de 2 Refiro-me aqui à imprensa destinadas às camadas médias da sociedade. O jornalismo dito popular, ou jornalismo de sensações (BARBOSA, 2007), há muito explora as manchetes sobre crime em reportagens que apelam ao sensacional e ao aberrante.

3 3 acontecimentos, estava focada na produção de um espaço público de discussão dos temas políticos relevantes. A evolução dos jornais, sobretudo as mudanças tecnológicas implementadas a partir do século XIX, deram novos contornos à atividade, moldada a partir de rotinas que, atendendo às necessidades da produção de notícias em escala, moldou, também, o estatuto do jornalismo. A invenção do telégrafo e a criação das agências de notícias passaram a alimentar uma indústria baseada na notícia, não mais na opinião. A possibilidade de transmitir informações a longas distâncias provocou uma revolução na imprensa. Mas como as transmissões telegráficas, ainda instáveis, por vezes eram interrompidas antes de toda a informação chegar ao seu destino, foi preciso criar uma nova economia da notícia, apresentando, primeiro, a informação mais importante. A partir do telégrafo, surgiram as primeiras agências de notícias, empregando uma rede de informantes, sem formação específica, pronta a fornecer o essencial dos acontecimentos em diferentes partes do mundo. Para facilitar seu trabalho foi criada a fórmula 5w1h (Who? What? When? Where? Why? How?), a partir do qual se forjou o modelo de redação ainda hoje vigente no jornalismo, a pirâmide invertida. Estes dois fatores a invenção do telégrafo e a criação das agências de notícias embora precários no que diz respeito à tecnologia e à formação profissional, impulsionaram o modelo de imprensa e o formato da notícia adotado por boa parte da indústria americana e europeia. Descolado de sua origem, o modelo foi incorporado e reproduzido ao longo de todo o século 20, não mais como uma estratégia para tirar proveito das novas tecnologias de captação e transmissão de notícias, mas reinvestido de novos significados. A redução da notícia a seu

4 estado puro, sem adjetivos, o relato objetivo dos fatos, passou a representar, mais que uma fórmula, um cânone a partir do qual o jornalista define seu papel social. Reportar os fatos é abster-se de julgamentos, fornecer um relato o mais fiel possível. A ideia de um noticiário objetivo, sem a interferência de quem o produz, oculta a mediação implícita no ato de contar as histórias e naturaliza as representações criadas no interior do discurso jornalístico. Tais representações não apenas reproduzem a realidade, nem simplesmente a produzem, numa visão hiperrealística, mas efetivamente remetem ao modelo de sociedade a partir da qual os atores sociais são pensados. Trazem as marcas, portanto, do tempo e lugar histórico em que são construídas, ou, em outras palavras, revelam o horizonte social da linguagem, como esclarece Bakhtin. O signo retrata o ser. Traz as marcas do horizonte social de sua época e dos grupos sociais determinados que o produzem. Mas sempre atravessado pelas valorações sociais atribuídas aos objetos, sempre produzirá, na medida mesma em que se constitui em elemento de comunicação entre os grupos, refrações do ser que significa. (BAKHTIN, 2010:29) A questão do horizonte social da linguagem é fundamental para se pensar as representações de grupos sociais na atualidade, porque revela os valores envolvidos em tais representações. Dada a centralidade assumida pela imprensa, é contra o pano de fundo de tais representações que os grupos sociais precisam se posicionar. Longe de representar uma realidade objetiva, portanto, a notícia apresenta uma versão dos fatos atravessada por critérios de valor que, incorporados às rotinas profissionais de seleção, redação e circulação, naturaliza representações, cria um senso comum a respeito de tipos e grupos sociais. Quando falam de si mesmos, é a partir destas representações que os moradores de favelas passam a definir-se o que, na prática, criou o que Machado e Silva chamou de esforço de limpeza moral. Algo muito bem representado pelo movimento 4

5 5 Posso me identificar?, criado em 2004, por diversos grupos sociais, após o arrefecimento das mortes de civis em favelas, invariavelmente catalogadas sob a rubrica autos de resistência. 3 É sempre contra uma identidade marcada pela violência que os favelados passam a posicionar-se, não contra a violência em si, que no mais das vezes os obriga a um silêncio forçado 4, mas contra a representação da favela e do favelado enquanto fonte de violência, presente no senso comum. Vamos examinar, então, os dois fenômenos separadamente, a construção do discurso sobre violência, e o diálogo com estes discursos, a partir de um trabalho realizado em 2007, com um grupo focal desenvolvido com jovens e adultos estudantes do Bairro Maré, um conjunto de 16 localidades não-pacificadas 5 localizadas no subúrbio do Rio de Janeiro. Formas de dizer Há uma série de lugares a partir dos quais se pode pensar a emergência dos discursos sobre violência e favela na chamada imprensa séria, que tradicionalmente dispensava ao crime um espaço secundário. Do ponto de vista estritamente jornalístico, a pergunta pertinente é, por que o tema passou a ocupar espaço privilegiado na pauta? 3 O próprio jornal O Globo revelaria, em 05 de abril de 2003, que o número de mortes deste tipo, entre 1998 e 2002, cresceu 165%. 4 Um dos raros trabalhos em que os moradores de favela puderam falar abertamente a respeito da violência a que são submetidos no seu cotidiano é Violência, crime e polícia: O que os favelados dizem quando falam desses temas?, no qual, protegidos pelo anonimato, concordaram em falar sobre o assunto. 5 Uma análise localizada apenas sobre o noticiário das favelas pacificadas certamente nos levaria a outras conclusões. No entanto, o movimento de pacificação é bastante recente para o tipo de análise que nos propomos nos últimos seis anos e que suportam as ideias expostas neste artigo.

6 6 Pautar, no jargão jornalístico, significa definir o que vai ou não virar notícia. Mas pautar pode ser entendido, sob outro ponto de vista, como pôr em pauta. Selecionar um assunto, portanto, significa pôr em debate certo aspecto da realidade, que passa a ocupar um lugar central na agenda pública. Nos anos 1960, Maxwell MacCombs e Donald Shaw formularam a hipótese da agenda setting, observando o efeito provocado pela cobertura das eleições sobre o próprio debate eleitoral. Eles concluíram que as questões destacadas pela imprensa na cobertura das eleições presidenciais americanas, em 1968, tornaram-se efetivamente as questões mais relevantes da campanha. A agenda setting, portanto, defende a ideia que a mídia pode definir o que será discutido pelo público, a partir da seleção, disposição e incidência de suas notícias. Pautar, portanto, nunca é um processo natural e transparente, nem despido de consequências. Mas implica em efeitos sobre a subjetividade e influencia decisões públicas. É possível argumentar que o aumento de espaço dedicado aos crimes ocorridos em favelas tem relação com o crescimento destes crimes e a importância atribuídas a eles pela opinião pública. Mas a própria ideia de opinião pública precisa ser relativizado, uma vez que é altamente influenciado pelo que é dito e como é dito pela imprensa. Bourdieu utiliza o conceito de violência simbólica para definir a maneira pela qual as pesquisas de opinião e sondagens se tornaram instrumentos para colocar em relevo questões públicas às quais o público não se colocou. Não significar esvaziar de sentido a própria realidade, recortada e reconstruída pela mídia, mas chamar atenção para o fato de que o recorte e reconstrução implicam na produção de sentidos e geram efeitos sobre a própria realidade a que se referem. A emergência da violência ligada à favela, certamente, tem relação com um momento em que a territorialização

7 7 das favelas por traficantes e as disputas por pontos de venda de drogas passou a pôr em risco a vida de muitos moradores da cidade, sobretudo a dos próprios favelados. Mas também revela a descrença na superação dos conflitos sociais a partir de uma intervenção política. Em outras palavras, o comportamento desviante deixou de ser visto como produto de uma sociedade injusta, mas concebido como resultado de uma personalidade aberrante. A resposta do Estado, portanto, não pode ser a de corrigir as injustiças, mas a de castigar e repreender o criminoso. A questão pública colocada por matérias que associam a degradação da qualidade de vida nas cidades ao aumento da população favelada não é mais a da necessidade de superar a dívida social para com os mais pobres, como forma de reduzir a pobreza e o crime, que seria uma de suas consequências, mas a de conter a presença do crime nos demais espaços da cidade. Essa nova geografia, incorporada ao senso-comum, deu origem aos mapas mentais a partir dos quais a população carioca aprendeu a se localizar na cidade. A ampliação do espaço destinado às matérias sobre violência e criminalidade impõe uma discussão sobre a segurança à agenda pública, o que explica, por exemplo, os altos investimentos destinados pelo Estado do Rio de Janeiro ao assunto, em detrimento de outras prioridades sociais 6. Mas a pauta consiste em apenas uma etapa do processo jornalístico, que inclui, ainda, o processamento e a circulação da informação a partir de fórmulas e rotinas bem definidas. As questões de tempo e espaço também estabelecem limites à apuração e redação das notícias e produzem efeitos sobre a representação da realidade. No caso do noticiário sobre a favela, o acesso facilitado a fontes oficiais, obrigadas a falar pela posição que ocupam, ou beneficiadas pela superexposição midiática, produz uma 6 No orçamento para o ano de 2011, aprovado pela Alerj, a segurança receberia o segundo maior volume de recursos, R$ 4,9 bilhões, atrás apenas da educação.

8 8 representação unilateral dos acontecimentos e dos atores envolvidos. Some-se a isto a dificuldade de obter informações junto aos moradores de favela, cuja relação com a imprensa sofreu um desgaste progressivo, e a própria restrição à entrada de jornalistas em algumas favelas, imposta por traficantes, sobretudo a partir dos anos O resultado desta combinação de fatores é um jornalismo que reproduz e atualiza, a cada matéria, os mesmos pressupostos, reduzindo, no senso-comum, o lugar da favela ao de fonte de violência. Chamamos atenção para o fato de que esta representação não surge a partir de uma intencionalidade explícita, mas é produto de uma indústria, cuja rotina de produção impõe limites à atividade. Dito de outra forma, o repórter está apenas cumprindo o seu dever, produzindo o que Moretzsohn (2007) chamou de jornalismo de mãos-limpas. Mídia e subjetividade Essa naturalização dos fatos não passa despercebida aos favelados, que reconhecem na imprensa o lugar a partir do qual se apreende a favela. Num grupo focal realizado em novembro de , com estudantes do Ensino Médio da Escola Bahia, localizada na Baixa do Sapateiro, todo ele formado por moradores ou ex-moradores do Bairro Maré, pudemos observar de que maneira dialogam com as representações do senso-comum, criadas a partir da mídia, e qual o efeito delas na formação de subjetividades. A proposta, explicitamente, era a de opinar a respeito dos discursos da mídia, em geral, e da imprensa, em particular, sobre a favela. É preciso dizer que todos declararam ter acesso regular ao noticiário, seja através de jornais populares, seja através da TV. O grupo era 7 O grupo focal foi desenvolvido dentro do trabalho de pesquisa para da dissertação Entre discursos: mídia e subjetividade nos espaços populares, defendida em 2008, na ECO/UFRJ.

9 9 formado por jovens e adultos, dos 17 aos 49 anos, estudantes do Ensino Médio no turno da noite. A maioria deles trabalhava na época dos depoimentos e circulava por outros espaços da cidade. Em relação aos depoimentos, duas questões chamaram atenção. Primeiro, a observação de que os moradores não contestam o noticiário em si, construído a partir de fatos reconhecidos por eles, mas questionam a forma como é apresentado e os efeitos que produzem sobre o senso-comum. Segundo, a constatação deles de que há uma redução do noticiário sobre a favela aos acontecimentos ligados à criminalidade. Sobre as formas de mostrar, que no jargão jornalístico chamamos de edição, argumentam que há uma espetacularização da violência, com o objetivo de vender jornal. Curiosamente, confirmam a hipótese da agenda setting, segundo a qual a mídia influencia a definição das questões mais importantes para o debate público. Eles consideram que a exposição excessiva da violência nas favelas vai ao encontro do que o que a opinião pública deseja, embora não percebam que a relevância do tema no espaço público tem a ver com a superexposição da violência na mídia, numa relação de circularidade. Ainda quanto a este fato, os moradores argumentam que a edição de depoimentos e imagens produz um efeito diferente ou uma versão mais espetacular dos fatos narrados. Sobretudo quanto se trata de confrontos entre policiais e traficantes ou entre facções rivais, consideram que o noticiário distorce intencionalmente a realidade das favelas, a fim de aumentar o interesse do leitor ou espectador. É que o aparece, por exemplo, no depoimento de uma das alunas, que mora no bairro há 25 anos e trabalha numa creche comunitária da Maré:

10 Não concordo. Eles colocam de forma sensacionalista, exageram muito para vender jornal, para ganhar audiência. Acaba distorcendo. 10 Esta percepção, bastante comum entre a população ouvida, é um dos motivos da desconfiança em relação à imprensa, que na prática se traduz num afastamento ainda maior entre a fonte e o jornalista. Como acreditam que seu depoimento será distorcido, preferem não colaborar com as reportagens. Mais uma vez, sobressai a ideia de que não há uma invenção a respeito dos fatos narrados, mas uma distorção, intencional, provocada pela supervalorização dos aspectos ligados à criminalidade e à violência. E reconhecem, de maneira implícita, que há um resultado de ordem prática, uma vez que é a própria realidade que aparece distorcida no noticiário. O outro fato a chamar atenção nos depoimentos diz respeito à seleção de pautas: a percepção de que a mídia só mostra o lado ruim da favela, ou seja, a violência imposta por traficantes e mais recentemente por milicianos aos territórios favelados. Também neste caso, os moradores reconhecem que a representação tem raízes no real histórico, mas contestam o reducionismo desta representação que cria efeitos perversos sobre a subjetividade e impõem limites à sua ação política. O caso extremo deste reducionismo são as coberturas de manifestações de moradores de favela. Sobretudo quando reivindicam o fim da violência policial, são automaticamente identificadas como reações de apoio a traficantes locais. A ação política, neste caso, é desqualificada pela identidade do favelado.

11 11 O efeito direto desta construção discursiva sobre a subjetividade é o esforço dos moradores em definir-se em oposição ao bandido, expressando o reconhecimento de que o favelado representa, no senso comum, o criminoso, inimigo da sociedade. Um esforço que Machado e Silva denominou de limpeza moral. O outro efeito, tão perverso quanto este, é a negação de uma identidade ligada à favela, um fenômeno que muitos movimentos sociais de valorização do espaço favelado combatem através de ações de resgate e registro da história destes espaços. A contestação destes dois reducionismos o da favela à questão da violência e o das fontes ao discurso oficial - traz, também, uma reivindicação política que não se restringe ao direito de expressão, mas inclui o respeito aos direitos civis. Como expresso no depoimento de estudante de 36 anos, que trabalha como motoboy e morou durante seis anos na localidade de Roquete Pinto, no Bairro Maré, os moradores creem que há um respaldo da mídia às ações repressivas sobre o cotidiano dos moradores. A notícia favorece a polícia. Eles chegam atirando mesmo, não quer nem saber. Depois, vai a juiz e não dá em nada. Eles percebem que a versão policial sobre os acontecimentos prevalece no noticiário, embora não problematizem as condições de produção da notícia. Não discutem se há um interesse do repórter em ouvir os moradores, ou se há disposição dos moradores em colaborar com a imprensa. Apenas reconhecem que, na maior parte dos casos, a informação oficial é a única que ampara o relato, reconhecendo, neste fato, um cerceamento à voz do favelado.

12 12 Isto nos permite concluir que a espetacularização dos fatos, a supervalorização da violência e a militarização do discurso sobre a favela na mídia legitimam a violência contra os moradores. Violência que se reconhece em dois sentidos: no silêncio forçado sobre os assuntos ligados ao seu próprio espaço de vida, e na sociabilidade violenta imposta também pela força policial. A discussão sobre a representação midiática da favela está ligada de modo intrínseco à ação policial nas comunidades não pacificadas. É o que apreendemos, por exemplo, do depoimento de uma jovem de 17 anos, funcionária do Mc Donald s e moradora da localidade de Bento Ribeiro Dantas, no Bairro Maré, há 16 anos: Os policiais subiram o morro a pé e atirando. Falaram para a gente subir de volta. Como subir de volta, a gente ia dormir lá em cima? Isto não sai no jornal. Quando eles estão errados, querem se livrar, botam a culpa no bandido. Neste sentido, o diálogo com a representação midiática é condição para uma ação política efetiva. Resistir a estes discursos significa reivindicar o direito a um tratamento igual em relação a outras áreas da cidade. Representa, também, uma saída possível para falar da violência sem colocar em risco a própria vida, numa realidade que impõem regras de conduta específicas, nas quais se inclui a lei do silêncio. Contestar a representação da violência no noticiário é a saída possível para falar da própria violência, de uma maneira bastante ampla. Contra a violência da mídia, os moradores resistem em um duplo sentido. Primeiro, dão mais importância às matérias positivas. Convidados a falar sobre a última reportagem que viram sobre a Maré, remetem a uma pauta positiva. Como relata um funcionário público de 49 anos, morador há dez da Maré e integrante da turma de estudantes do Ensino Médio.

13 13 Tivemos uma reportagem na Maré sobre a bailarina. O lado artístico da comunidade, que tem muito. Muitas pessoas que são artistas. Apareceu na Ação Global, do Serginho Groissman. É a parte real da favela, o lado artístico. Resistir às representações, portanto, significa contestar o tratamento desigual da imprensa, mas também buscar no próprio noticiário informações que respaldem sua defase perante o estigma de que são portadores. No cotidiano, porém, resistir, muitas vezes, significa negar sua origem ou pertencimento, evitando o confronto com o estereótipo. Sobretudo quando estão fora do espaço favelado, quando desejam ou precisam inspirar confiança ou relacionar-se como iguais, rejeitam a identidade ligada à favela. Como define a auxiliar de creche, de 25 anos, de forma direta: Eu não falo que moro na Maré nem morta. É Bonsucesso 8. A luta pela ressignificação da favela na cidade deve muito aos movimentos populares de valorização do espaço favelado. Mas é preciso, também, libertar a pauta jornalística do reducionismo que a todo momento atualiza a velha representação da favela como espaço da violência. Libertar a pauta significa desnaturalizar as rotinas que naturalizam as representações, reiteram o senso-comum e produzem um jornalismo que dá ao leitor mais do mesmo. 8 Até os anos 1990, quando o Bairro Maré foi criado, cada uma das 16 localidades que o compõem se identificava com o bairro mais próximo, como Bonsucesso e Ramos.

14 14 Referências bibliográficas BAKHTIN, Mikhail Mikhailovich. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, BARBOSA, Marialva. História Cultural da Imprensa. Brasil Rio de Janeiro: Mauad X, CORREIA, João Carlos. O admirável mundo das notícias. Teorias e métodos. Covilhã: LabCom Books, LAGE, Nilson. Teoria e técnica do texto jornalístico. Rio de Janeiro:Campus/Elsevier, A reportagem: Teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record, MACHADO DA SILVA, Luiz Antônio. Sociabilidade violenta: por uma interpretação da criminalidade contemporânea no Brasil urbano. Sociedade e Estado, Brasília, v. 19, n. 1, p , jan./jun MACHADO DA SILVA, Luiz Antônio; LEITE, Márcia Pereira. Violência, crime e polícia: O que os favelados dizem quando falam desses temas? In: Sociedade e Estado, Brasília, v. 22, n. 3, p , set/dez MORETZSHON, Sylvia. Pensando contra os fatos. Jornalismo e cotidiano: do senso comum ao senso crítico. Rio de Janeiro: Revan, VAZ, Paulo; SÁ-CARVALHO, Mariana; POMBO, Mariana. Risco e sofrimento evitável: a imagem da polícia no noticiário de crime. E-Compos, Teses e dissertações BAIENSE, Carla. Entre discursos: mídia e subjetividade nos espaços populares. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da ECO/UFRJ. Rio de Janeiro, fev 2008.

15 . Territórios proibidos: a construção da favela no noticiário e seus efeitos sociais. Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da ECO/UFRJ. Rio de Janeiro, fev CAVALCANTI, Mariana. Demolição, Batalha e Paz: favelas em manchetes. Dissertação apresentada ao curso de Mestrado em Comunicação e Cultura da ECO-UFRJ. Rio de Janeiro, Of shacks, houses and fortresses: an ethnography of favela consolidation in Rio de Janeiro. Tese de doutorado apresentada ao Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Chicago. Illinois, junho de Entrevistas Estudantes do Ensino Médio da Escola Bahia. Rio de Janeiro, Baixa do Sapateiro, novembro de 2007.

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