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1 TIRAGEM União da classe marcou JULHO/AGOSTO DE EXEMPLARES ISSN Julho/Agosto de 2000 Ano 41 Nº mobilização em Brasília Fotos: Márcio Arruda Lançamento da campanha nacional contra os abusos cometidos pelas empresas de planos e seguros-saúde, em Brasília: lideranças médicas estiveram reunidas e receberam o apoio de autoridades governamentais, e de representativo número de políticos (foto abaixo) JORNAL DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA A efetiva união da classe médica marcou o lançamento da campanha nacional contra abusos das operadoras de planos e seguros-saúde e a decisão do CADE em punir entidades médicas. Líderes da categoria, somando mais de 300 pessoas, compareceram à sede do CFM, em Brasília, no lançamento do evento, dia 28 de junho, que contou ainda com representativa participação de parlamentares. Em seguida, lideranças da classe médica foram recebidas por autoridades governamentais. Páginas 2, 3, 4, 5, 6 e 7 Deliberativo e Plena da AMB em Santa Catarina Página 18 PEC da Saúde foi aprovada pelo Senado Página 8 Mercosul: as discussões para o trabalho médico Página 10 Docentes: carreira prejudicada pela falta de incentivo Página 9 Eleuses Vieira de Paiva Presidente APM consegue liminar contra o processo do CADE Página 3

2 2 JULHO/AGOSTO DE 2000 EDITORIAL União amadurecida ELEUSES VIEIRA DE PAIVA Presidente da AMB em detalhar suas conseqüências, demasiadamente contestadas pela sua essência inconstitucional, a decisão do CADE em punir entidades médicas nacionais acabou sendo reparada pela justiça e o bom senso do poder judiciário, que garantiu liminar à Associação Paulista de Medicina, suspendendo seus efeitos imorais. Ao contrário do que muitos poderiam esperar, a condenação foi próspera em unir as entidades e, consequentemente, os médicos de todo o País, num movimento representativo, sem precedentes. A indignação e a revolta da categoria, como não poderia deixar de ser, se alastrou por todos os cantos da nação, onde quer que existisse um só médico. Por onde andamos e não foram poucos os lugares, pois somente no último mês visitamos cidades de quase 20 estados brasileiros recebemos o apoio da classe, além de incontável número de s, cartas e fax endereçados à Associação Médica Brasileira e ao Conselho Federal de Medicina. Esse envolvimento deixou absolutamente claro alguns pontos, como a maturidade e a união da classe, além de uma certeza: os médicos ultrapassaram o limite do suportável diante da devassidão das empresas mercantis que utilizam os profissionais como desculpa para seus inexplicáveis aumentos. As entidades médicas, sensíveis a esse momento, não deixaram de agir. E assim, em São Paulo, no dia 21 de junho, a Associação Médica Brasileira e Associação Paulista de Medicina, com apoio do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Conselho Regional de Medicina- SP e o conjunto de Especialidades, somando mais de 40 órgãos, deram início a uma campanha - deflagrada em nível nacional uma semana depois na sede do Conselho Federal de Medicina, em Brasília - denunciando abusos cometidos por operadoras de planos e seguros-saúde, e expondo à população e autoridades o lado desconhecido dessas empresas. Aquele que na mesma proporção estabelece aumentos escorchantes, restringe a liberdade de escolha dos usuários. O mesmo que ignora a ética médica profissional, avilta honorários, glosa valores, reduz exames e procedimentos e, pior, coloca em risco a qualidade dos serviços prestados. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde classificou o Brasil na 125º posição em seu ranking de desempenho dos sistemas de saúde do mundo, atrás de países como Nauru, Comores, Tonga, Niue, entre outros. Essa vexatória classificação, num futuro não muito distante, poderá ter outra realidade e mudar, para melhor, a vida de muitos brasileiros: o envolvimento e a mobilização de entidades médicas e parlamentares conseguiu sensibilizar o Senado Federal a aprovar a Proposta de Emenda Constitucional para a Saúde, que garante investimentos extras ao setor até o ano de Aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro do ano passado, a PEC necessitava de apenas 42 votos para passar em primeiro turno. Foi aprovada com 20 a mais, mostrando que os políticos estão cada vez mais sensíveis à falta de uma política de saúde pública eficaz, que assegure ao povo brasileiro serviços, no mínimo, adequados. Aceitável ou não, o relatório da OMS é uma avaliação que confirma a precariedade do serviço público de saúde brasileiro, que cada vez mais obriga a população a migrar para o sistema privado. E nesse setor, em busca apenas da lucratividade, as empresas intermediadoras de saúde, num flagrante desprezo às leis e amparadas pela fraqueza das autoridades, ainda estabelecem suas normas, sempre desfavoráveis a médicos e usuários. Esses desleixos foram denunciados pela campanha nacional das entidades médicas, e agora cabe ao governo, especialmente à Agência Nacional de Saúde Suplementar, criar regras para o setor e, acima de tudo, fiscalizar, evitando assim o confronto entre profissionais, empresas e usuários. À classe médica, ao contrário da ambição das operadoras, não interessa essa política conflitante, que apenas deteriora a relação médico-paciente. Continuaremos, como sempre estivemos, abertos ao diálogo, pois entendemos que somente desta maneira poderemos encontrar o equilíbrio necessário e satisfatório para todas as partes. Porém, enquanto esses abusos persistirem, vamos prosseguir com as denúncias, pois é inaceitável que o poder econômico dessas empresas pretenda ditar a ética e as normas da prática médica. Trabalho médico Tenho lido muito sobre melhoria e salários dignos, mas na verdade o que tenho visto é o inverso: empresas fazendo lançamento de planos baratos que pagam, algumas vezes, até R$ 10,00 por uma consulta médica. Gostaria que houvessem, sim, bons planos e bons médicos para atendêlos, ou seja, é necessário buscar o médico mais capacitado para atender adequadamente e não apenas aquele médico mais barato para obter menor custo e maior lucro. Devido a essa competição, a medicina está virando produto de mercado, e no momento vende-se o mais barato. Enfim, tenho receio de que o potencial médico fique deficiente para suprir as exigências do mercado. Que Deus não permita! Pergunto: até que ponto a desunião médica suportaria esses interesses dos PALAVRA DO MÉDICO planos de saúde? Chegaríamos na mesma situação dos argentinos? Podemos fazer alguma coisa? Estamos fazendo algo efetivo? André Carvalho Mascarenhas Belo Horizonte - MG Anuidade A diretoria da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva agradece à AMB pela eficiência na cobrança da anuidade de nossos associados. Gostaríamos de registrar a nossa satisfação e reconhecimento com essa atividade prestada à nossa Sociedade. Constatamos a seriedade do trabalho, o qual foi comprovado pela eficiência da cobrança (77% de sócios pagantes). Igelmar Barretos Paes Presidente da Sobed Ramiro Robson F. Mascarenhas Tesoureiro da Sobed São Paulo SP Site Visitei o site da Associação Médica Brasileira e parabenizo a Diretoria e a Presidência da AMB por um trabalho de mídia eletrônica tão bem organizado, digno de nossa categoria. CADE Paulo Zampieri São Paulo - SP Palavra do Médico é um espaço livre para que o leitor possa se manifestar em relação a qualquer assunto. No entanto, pedimos desculpas aos nossos leitores, pois este espaço tornou-se insuficiente para a publicação do imenso número de s, fax e correspondências que a AMB e o CFM receberam em repúdio à decisão do CADE em punir as entidades médicas. A AMB e o CFM agradecem a manifestação de união e a solidariedade de todos, ao mesmo tempo que lamentam a impossibilidade de publicar todas mensagens recebidas. A redação DIRETORIA PRESIDENTE Eleuses Vieira de Paiva VICE-PRESIDENTES Ronaldo da Rocha Loures Bueno, Remaclo Fischer Junior, Rui Haddad, Lincoln Marcelo Silveira Freire, Neri João Bottin, Samir Dahas Bittar, Jadelson Pinheiro de Andrade, Flavio Link Pabst, Lineu Ferreira Jucá, José Luiz Amorim de Carvalho. SECRETÁRIO-GERAL Aldemir Humberto Soares 1º SECRETÁRIO Amilcar Martins Giron 1º TESOUREIRO Edmund Chada Baracat 2º TESOUREIRO: José Alexandre de Souza Sittart DIRETORES: Cultural - Severino Dantas Filho; Relações Internacionais - David Miguel Cardoso Filho; Científico - Fabio Biscegli Jatene; Defesa Profissional - Eduardo da Silva Vaz; DAP - Martinho Alexandre R.A. da Silva; Economia Médica - Lúcio Antonio Prado Dias; Marketing - Paulo Roberto Davim; Saúde Pública - Mauro Chrysóstomo Ferreira; Atendimento ao Associado - Ricardo de Oliveira Bessa; Jamb - Horácio José Ramalho. CONSELHO FISCAL Membros: Ricardo Saad, Valdeci Ribeiro de Carvalho, Sérgio da Hora Farias, Plínio José Cavalcante Monteiro, Luiz Carlos Espíndola, Maria do Carmo Silva Chagas, Any Vieira da Rocha, João Modesto Filho, Eudes Kang Tourinho, Máximo da Costa Soares DIRETOR RESPONSÁVEL Horácio José Ramalho REDATOR-CHEFE César Teixeira (Mtb ) DIAGRAMAÇÃO, EDITORAÇÃO E ARTE Cristhiani Paderes Gonçalves PUBLICIDADE Américo Moreira Publicações DEPARTAMENTO COMERCIAL Fone (11) TIRAGEM: exemplares PERIODICIDADE: Mensal FOTOLITO: BUREAU RELEVO ARAÚJO IMPRESSÃO: Lithográphica Ypiranga REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO Rua São Carlos do Pinhal, São Paulo SP Fone (11) Fax (11) ASSINATURA Fone (11) , ramal 137 Anual R$ 36,00; avulso R$ 3,00. As colaborações assinadas expressam unicamente a opinião de seus autores, não coincidindo necessariamente com as posições da AMB.

3 JULHO/AGOSTO DE Encontro representativo ais de 300 médicos, representando as entidades da categoria, Conselhos Regionais, Sociedades de Especialidade e Associações Médicas, participaram no dia 28 de junho do lançamento nacional do movimento contra os abusos cometidos por empresas operadoras de planos e seguros-saúde. O encontro, realizado na sede do Conselho Federal de Medicina, em Brasília, contou com o apoio expressivo dos médicos que detêm mandato de deputado na Câmara Federal. Vinte deles estiveram na reunião, e os demais enviaram mensagem de apoio. O movimento, iniciado em São Paulo pela APM em conjunto com o Cremesp, Simesp e Sociedades de Especialidade, terá, a partir de agora, dimensão nacional sob a orientação do CFM e da AMB, cujos presidentes respectivamente Edson de Oliveira Andrade e Eleuses Vieira de Paiva estão empenhados na união dos médicos para fazer frente às manobras e pressões das operadoras, que utilizam-se de falhas na Lei de Regulamentação dos Planos de Saúde para baixar seus custos em detrimento da qualidade no atendimento. Durante o encontro, os participantes repudiaram a decisão do CADE Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que condenou as entidades médicas, acusando-as de impor a LPM/AMB às empresas de planos de saúde. Apoio Após a reunião no CFM, as entidades indicaram representantes para manter audiências com as principais lideranças do Congresso Nacional, no sentido de apresentar a campanha e buscar apoio contra a decisão do CADE. Encontro no CFM: participação representativa de parlamentares Reunião no CADE: em busca de um acordo Michel Temer (centro) e os representantes da classe médica Inocêncio Oliveira, líder do PFL, com os médicos A comissão, liderada pelos presidentes da AMB e CFM, foi recebida pelo 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, Heráclito Fortes; pelo líder do PFL, Inocêncio Oliveira; pelo líder do PMDB, Geddel Vieira Lima, e pelo líder do governo, Arnaldo Madeira. Audiência com Arnaldo Madeira, líder do governo Fotos: Márcio Arruda Encontro com o senador Jorge Bornhausen No Senado, a comissão foi recebida pelo presidente Antônio Carlos Magalhães, que deu pleno apoio às entidades médicas, propondo-se a intermediar uma ação em relação ao CADE. Em seguida, a comissão seguiu para o Ministério da Justiça, onde foi recebida pelo José Gregori (centro) recebe lideranças médicas ministro José Gregori, que lembrou que a decisão deverá ser revista pelo fato do CADE contar com novo corpo de conselheiros. Dias antes, já como parte mobilização, as lideranças médicas tiveram encontros com o senador Jorge Bornhausen, o presidente da Câmara, Michel Temer e com conselheiros do CADE. Os deputados que compareceram ao encontro e acompanharam a comissão das entidades nas visitas: Agnelo Queiroz; Alceste Almeida; Ângela Guadagnin; Arlindo Chinaglia; Carlos Mosconi; Celso Giglio; Eduardo Jorge; Evilásio Farias; Francisco Garcia; Gilberto Kassab; Hélio Santos; Henrique Fontana; Nilton Baiano; Rafael Guerra; Ronaldo Caiado; Dr. Rosinha; Antonio Serafim Venzon; Tetê Bezerra; Ursicino Queiroz e Vicente Caropreso. APM obtém liminar A condenação imposta pelo CADE às entidades médicas foi suspensa por uma liminar conseguida pela Associação Paulista de Medicina. A juíza federal da 24ª Vara Cível da 1ª Seção Judiciária do Estado de São Paulo, Mônica Autran Machado Nobre, acolhendo representação do Departamento Jurídico da APM, através do escritório de advocacia Acayaba de Toledo, concedeu mandado suspendendo alguns pontos do processo administrativo sentenciado pela entidade ligada ao Ministério da Justiça. Entre os pontos que agora encontram-se amparados pela liminar estão: a) que as entidades abstenham-se de fixar coletivamente valores de honorários médicos; b) abstenham-se de impor aos planos de saúde ou recomendar aos médicos a adoção de quaisquer tabelas de honorários médicos ou listas de procedimentos médicos de qualquer natureza, inclusive as elaboradas pela AMB; c) Obrigação de alteração do Estatuto Social e suspensão da multa imposta pelo CADE.

4 4 JULHO/AGOSTO DE 2000 Parlamentares apóiam Fotos: Márcio Arruda Em Brasília, o movimento da classe médica mostrou a força de sua representativade, conquistando expressivo apoio de parlamentares de vários partidos apresentados nesta e na página seguinte. Vinte deputados compareceram ao evento e outros enviaram mensagens de apoio À esquerda, o deputado Vicente Caropreso (PSDB/SC). Ao seu lado, Henrique Fontana (PT/RS), que solicitou a abertura de uma CPI para investigar as empresas de planos e seguros-saúde Deputado Carlos Mosconi (PSDB/MG), um dos autores da PEC - Proposta de Emenda Constitucional para a saúde Deputado Ronaldo Caiado (PFL/GO) B/MG) el Guerra (PSD Deputado Rafa D iv ul ga çã o Div ulg açã o D iv ul ga çã Deputado Anto nio Serafim Ve nzon (PDT/SC) o D iv ul ga DB/RR) ida (PM e lm A o Alceste Deputad Deputado Celso Gig lio (PTB/S P) zerra (PMDB/MT) Deputada Teté Be Deputad o Francis co Garcia (PFL/AM ) çã o

5 JULHO/AGOSTO DE movimento médico Fotos: Márcio Arruda Deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP) Os deputados Dr. Rosinha (PT/PR), ao centro, e Angela Guadagnin (PT/SP) durante o evento no Conselho Federal de Medicina, em Brasília Deputado Gilberto Kassab(PFL/SP) Os deputados Dr. Hélio (PDT/SP), à esquerda, e Dr. Evilásio (PSB/SP) Deputado Nilton Baiano (PPB/ES) Deputado Eduardo Jorge (PT/SP), autor da proposta inicial da PEC Deputado Agnelo Queiroz (PC do B/DF) Deputado Ursicino Queiroz (PFL/BA)

6 6 JULHO/AGOSTO DE 2000 ACM repudia decisão do Cade senador Antonio Carlos Magalhães registrou, dia 21 de junho, em seu discurso no plenário, o ofício enviado pela AMB e CFM, no qual as entidades criticam a decisão do CADE. O presidente do Senado denunciou que o CADE puniu o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, APM, Simesp e várias entidades médicas do estado, atendendo denúncia do Comitê de Integração de Entidades Fechadas de Assistência à Saúde (Ciefas), sob a acusação de que estariam impondo aos planos de saúde a Lista de Honorários Médicos da AMB. Citando o ofício assinado pelos presidentes Eleuses Paiva (AMB) e Edson Andrade (CFM), Magalhães disse que a decisão do CADE representa risco à liberdade do exercício da medicina. Além disso, contemplou que o Conselho excedeu o limite constitucional ao condenar as entidades como infratoras à ordem econômica, não permitindo as negociações entre profissionais médicos e empresas na tentativa de fixar honorários e adotar a LPM. Ainda como base no documento da AMB, o senador disse que os médicos não aceitam a decisão do CADE, que proíbe a categoria de paralisar a prestação de serviços e obriga a retirada dos estatutos sociais das entidades de classe qualquer dispositivo que lhes garanta a liberdade Márcio Arruda Em Brasília, o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, recebeu líderes das principais entidades médicas nacionais APM sugere Projeto de Lei Com o objetivo de tornar transparente a relação entre as empresas de planos e segurossaúde, prestadores de serviços e usuários, a Associação Paulista de Medicina encaminhou à Assembléia Legislativa do Estado uma sugestão de projeto de lei. José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM Arquivo para assumir compromissos em nome dos médicos. Antonio Carlos Magalhães solicitou à Mesa a transcrição na Projeto de Lei n o íntegra do documento da AMB, nos Anais do Senado, para que fique registrado o protesto dos médicos. Cria obrigação às operadoras e administradoras de Planos de Saúde para que informem aos seus usuários os valores que pagam pelos serviços dos profissionais da saúde. Considerando ser direito básico do consumidor ter ampla ciência dos interesses econômicos que envolvem a relação de consumo de que é destinatário. Considerando que a transparência das relações entre operadoras e administradoras de planos de saúde e os prestadores dos serviços alcança os interesses dos consumidores, não só econômicos como também os relacionados ao respeito, dignidade e segurança de sua saúde. E considerando a necessidade de uma ação fiscalizatória mais efetiva do Estado na proteção das relações de consumo nessa área privada de administração da saúde, observadas as disposições estabelecidas no art. 55 e seus parágrafos, da Lei Federal n o 8.078, de 11 de setembro de 1.990, Pelo projeto, as empresas do setor serão obrigadas a informar aos usuários os valores pagos pelos serviços prestados aos profissionais de saúde. O documento (reproduzido ao lado) foi entregue a todos os deputados que integram a Frente Parlamentar de Saúde do Estado de São Paulo. Entendemos que é um direito básico do consumidor ter conhecimento econômico dessa relação entre empresas e profissionais, afirma o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral. Caso o projeto seja aprovado, haverá uma maior transparência no setor, ficando muito claro o quanto tais empresas pagam pelo serviço que o usuário está utilizando, garantindo, desta forma, o respeito que lhe é devido, completa. RESOLVE: Art.1 o Art. 2 o Art. 3 o Art. 4 o As operadoras e administradoras de planos assistenciais de saúde ficam obrigadas a informar a seus usuários, por correspondência individual direta e no prazo de dez (10) dias, os valores discriminados dos procedimentos médicos pagos aos prestadores de serviços responsáveis pelo atendimento. O descumprimento da obrigação prevista no artigo anterior sujeitará a infratora ao pagamento de multa em valor equivalente à metade da importância paga pelo serviço prestado e não informado, sem prejuízo das penalidades administrativas e penais previstas nos arts. 56 e 66 do Código de Defesa do Consumidor. O valor da penalidade aplicada será recolhido no prazo de três (3) dias a favor de fundo estadual de proteção ao consumidor. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

7 JULHO/AGOSTO DE Cerco às intermediadoras Entidades médicas denunciam abusos de empresas de planos e seguros-saúde ma campanha publicitária, apoiada pelas principais entidades médicas do estado de São Paulo e lançada no dia 21 de junho na sede da Associação Paulista de Medicina, deu o início ao movimento nacional (mais informações na página 3) visando alertar o governo e a população sobre os abusos de algumas operadores de planos e seguros-saúde que exploram profissionais e usuários. A campanha, que tem o aval da APM, AMB, CRM-SP, Simesp e do conjunto de Sociedades de Especialidade, somando mais de 40 entidades, foi apresentada durante entrevista coletiva à imprensa. Inicialmente conta com anúncios em jornais, revistas, fixação de 100 outdoors em pontos nobres da cidade de São Paulo, além de painéis no Metrô com o seguinte slogan: Tem plano de saúde que enfia a faca em você. E tira o sangue dos médicos. Chega de desrespeito. Examine seu plano de saúde e exija o tratamento que você merece. Nossa campanha não é generalizada, mas sim contra algumas empresas que vêm cometendo abusos. Durante anos tentamos dialogar no sentido de corrigir algumas distorções, mas nunca fomos atendidos, explicou José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM. Numa segunda etapa, a campanha será ampliada para todo o País. Seu objetivo principal é mostrar à sociedade que além dos aumentos abusivos denunciados freqüentemente pelos cidadãos aos órgãos de defesa do consumidor operadoras de planos e seguros-saúde estão descredenciando médicos e hospitais unilateralmente, retringindo e reduzindo valores de exames diagnósticos e procedimentos terapêuticos. Além de fixar prazos mínimos entre consultas, colocando em risco a qualidade do atendimento e o bem-estar dos usuários, existe a ameaça de cancelamento do cadastro e suspensão dos pagamentos aos profissionais, caso não aceitem alterar o registro de Peças publicitárias foram colocadas em pontos nobres da cidade de São Paulo Entidades médicas reunidas em coletiva à imprensa: denúncias contra os abusos dos planos e seguros-saúde AMB e CFM defendem CPI A Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina apóiam a instalação de uma CPI Comissão Parlamentar de Inquérito dos Planos de Saúde, proposta pelo deputado Henrique Fontana e já protocolada no Congresso Nacional com mais de 280 assinaturas de parlamentares. As entidades entendem que é necessário uma apuração rigorosa na prática das operadoras, que vêm desrespeitando profissionais e usuários com descredenciando unilateral de médicos e hospitais, restrição de exames e procedimentos. Segundo o presidente da AMB, Eleuses Paiva, é preciso que se resolva o mais breve possível os graves problemas que têm marcado o relacionamento de médicos e pacientes com as empresas intermediadoras de saúde. Em nome de uma suposta economia, certos planos tiram a autonomia dos médicos, limitando exames, por exemplo, afirmou o presidente da AMB. Não podemos mais aceitar que os empresários da saúde façam o que bem entendem. Vamos sensibilizar a sociedade e os parlamentares para, juntos, criarmos condições dignas de trabalho ao médico e garantirmos atendimento de qualidade aos usuários, observou. Para o presidente da Associação Médica Brasileira, somente através de uma CPI seria possível a abertura das planilhas de custos das operadoras de saúde. Por que, apesar das diversas tentativas das entidades médicas, nenhuma delas se dispôs a apresentar publicamente suas planilhas de custos?, questiona. A idéia da instalação de uma CPI para os Planos de Saúde também é defendida pelo CFM. Segundo o presidente Edson de Oliveira Andrade, a relação desigual entre os médicos e as empresas de saúde resulta em prejuízos ao paciente. É necessário que se tenha claro que 40 milhões de pessoas no País dependem da estrutura dos planos de saúde, destacou Edson de Oliveira, que avalia a CPI como um meio de se obter uma explicação para o disparate entre a remuneração dos médicos e as mensalidades dos planos. pessoa física para jurídica. Por lei, os planos de saúde são obrigados a cumprir seus contratos com os pacientes, mas acabam usando os médicos como desculpa para aumentarem seus lucros e burlar normas, afirmou Regina Parizi, presidente do CRM. Os planos selecionam sua rede credenciada sem nenhum critério, penalizam os usuários por dificultar procedimentos caros e os médicos por má seleção de recursos, completou Cid Carvalhaes, presidente do Simesp. Propondo um debate amplo, o presidente da AMB, Eleuses Paiva, chegou a enumerar algumas reivindicações básicas buscando o equilíbrio entre empresas, usuários e médicos: garantir ao médico o uso pleno de seus conhecimentos; rever os critérios de descredenciamento dos profissionais; abertura das planilhas de custos das empresas; proibir a redução unilateral dos honorários médicos e estabelecer, com critérios científicos, os procedimentos médicos, necessários para o diagnóstico e tratamento das doenças. Nossa responsabilidade é discutir o mínimo necessário para garantir um atendimento de qualidade, ressaltou Eleuses. A lei que regulamentou os Osmar Bustos planos e seguros-saúde é incompleta. Garante o direito do cidadão, mas não assegura ao médico meios dignos para exercer sua profissão. Sendo assim, a lei não está garantindo o direito do cidadão, completou Edson Oliveira Andrade, presidente do Conselho Federal de Medicina. Ainda como suporte à campanha, a APM disponibilizou sua home page (www. apm.org.br) e o telefone gratuito para receber denúncias de usuários contra as operadoras. Segundo o diretor de Defesa Profissional, Florisval Meinão, em apenas uma semana foram registradas mais de 150 reclamações.

8 8 JULHO/AGOSTO DE 2000 PEC passa no Senado Votada e aprovada em primeiro turno, a Proposta de Emenda Constitucional para a Saúde obriga União, Estados e Municípios a aumentar investimentos no setor aleu a pressão de entidades médicas, secretarias de saúde, deputados, senadores e parlamentares: depois de passar pela Câmara dos Deputados, em outubro do ano passado, no final do mês de junho o Senado também aprovou em primeiro turno, com 62 votos a favor, três contra e uma abstenção, a PEC Proposta de Emenda Constitucional para a saúde, que garante investimento mínimo da União, Estados e Municípios no setor. Agora, a versão original do projeto de autoria dos deputados Eduardo Jorge e Carlos Mosconi deverá ser votada em segundo turno no dia 9 de agosto, após o recesso parlamentar. Se aprovada, já em 2001 o governo terá de investir no setor o equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto deste ano. Segundo cálculo de especialistas, o PIB de 2000 deverá crescer cerca de 4%, o que representaria algo em torno de R$ 2 bilhões. No prazo de cinco anos, o investimento dos Estados terá de ser de 12%, contra o 4% que vêm sendo aplicados. Nos municípios, o percentual será alterado de 9% para 15%. Ainda neste ano a União teria de investir 5% a mais do que o previsto no orçamento, porém o Ministério de Saúde informou que já recebeu suplementação de R$ 2 bilhões, valor que representa o aumento de 5%. Com a aprovação da PEC, o Ministério da Saúde estima que o setor contará, até 2004, com uma verba extra de mais de R$ 7,6 bilhões. Na relação do que é investido hoje, o maior investimento deverá ser dos Estados. A média de 4% equivale a R$ 6 bilhões, saltando para R$ 15 bilhões até Já os Municípios aumentariam em R$ 400 milhões o volume de recursos aplicados. A aprovação da PEC no Senado prevê a reavaliação da necessidade de vinculação e dos recursos e percentuais depois de um período inicial de cinco anos. Operando milagres O gastro-cirurgião Gilberto Natalini (foto) é secretário municipal de Saúde de Diadema desde janeiro de No mesmo ano, assumiu a presidência do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS) e em agosto do ano passado foi eleito presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), iniciando a luta pela aprovação da PEC que vincula recursos públicos para o setor saúde. Acompanhe sua entrevista para o Jamb. Em termos percentuais, o que acha do valor atual destinado à Saúde no orçamento global da União? Natalini - O Brasil investe anualmente US$ 100 por habitante no setor público de Saúde, somando-se o dinheiro do Governo Federal, Estaduais e Municipais. O Governo Federal investiu no ano de 1999 R$ 20,4 bilhões; os governos estaduais, somados, destinaram cerca de R$ 4 bilhões, enquanto que os municípios, juntos, somam R$ 4 bilhões, num total de R$ 28,5 bilhões. Se dividirmos esse montante, calculamos que o SUS dispõe de R$ 15,00 por habitante/mês, para realizar todas as tarefas de promoção e prevenção à saúde, tratamento e reabilitação. Trata-se de uma quantia pequena se compararmos ao que outros países americanos destinam para o setor público, como o Uruguai (US$ 400), Argentina (US$ 500), França (US$ 1.500) e Canadá (US$ 1.900). Costumamos brincar, entre nós, gestores municipais, dizendo que o SUS não é santo, mas opera milagres por realizar tanto com tão pouco. A aprovação da PEC resolverá os problemas da saúde? Que impacto isso terá no orçamento da União? Natalini - A nossa proposta inicial era a PEC 169, que possibilitaria, já no ano seguinte à aprovação um incremento de R$ 12 bilhões ao sistema. Nas febris negociações que fizemos para a aprovação da emenda na Câmara dos Deputados, a correlação de forças e os embates contra os adversários da proposta nos levaram a uma proposta mais modesta e progressiva: a PEC 86/ 99, que acabou sendo aprovada. Mesmo assim, é um grande avanço, pois além de vincular os recursos, significará um acréscimo de cerca de R$ 4 bilhões para o SUS. Não foi uma vitória absoluta, mas um grande avanço. Como Estados e Municípios absorverão a vinculação de recursos nos termos previstos da PEC? Natalini - Os municípios não têm o que perder, pois, em média, em nível federal, eles já estão investindo entre 9% e 10% de seus orçamentos próprios em saúde. No Estado de São Paulo, segundo pesquisa do CEPAM para COSEMS-SP (Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo), verificou-se que os investimentos próprios das prefeituras no setor atinge a média de 14% dos orçamentos. Os estados brasileiros investem, em média, 4% do orçamento próprio em saúde. Alguns chegam a 8%, porém muitos ainda não chegam a investir 3%. Por isso, alguns governadores se posicionaram contra a PEC, mas acredito que pela intensa articulação realizada, a maioria agora tem posição favorável.

9 JULHO/AGOSTO DE Docentes: falta incentivo Setor público é o mais carente de recursos para o desenvolvimento da profissão o final de abril, os médicos docentes da USP, Unesp e Unicamp entraram em greve reivindicando 25% de reajuste imediato e 7% no segundo semestre. A Escola Paulista de Medicina aderiu ao protesto dos servidores estaduais e paralizou suas atividades no dia 25 de maio, permanecendo em greve até o presente momento. Ao noticiar essa situação, os meios de comunicação indicam como motivo do protesto a exigência de melhor remuneração, deixando de abordar outras questão de grande relevância no setor. De fato, os médicos docentes não têm reposição salarial há cinco anos e a remuneração recebida no sistema particular chega a ser 144% superior a do sistema público, segundo dados da Associação dos Docente da Escola Paulista de Medicina. No entanto, a falta de estrutura material e de investimentos em pesquisa, o desprestígio da carreira e as dificuldades para conciliar o longo período de formação com os compromissos financeiros, como sustento da família, livros e cursos de educação continuada, também estão entre as reivindicações dos médicos docentes de instituições públicas. A formação de um médico docente compreende cerca de 17 anos de estudo: seis anos de graduação, três de residência, dois a três de mestrado, três a quatro de doutorado e dois de pós-doutorado. O médico torna-se apto a exercer a função de docente, em média, aos 35 anos de idade, quando já possui compromissos familiares e sociais que necessitam de recursos financeiros, declarou o professor titular de medicina da Escola Paulista de Nestor Schor Medicina, Nestor Schor. Segundo ele, no setor público muitos profissionais estão abandonando a profissão porque a remuneração da carreira de docente, que pressupõe dedicação integral, é incompatível com as responsabilidades econômicas do profissional. Nas instituições particulares o docente é um funcionário horista, permanece na escola apenas durante o período em que dá aula e recebe muito mais do que um professor da escola pública. Mesmo assim, as instituições públicas não estão contratando novos professores, tornando a reposição de Osmar Bustos profissionais inadequada, adverte Nestor. Apesar do aspecto democrático da greve, o professor de medicina avalia que existem outros canais de comunicação em nossa sociedade aos quais o médico pode recorrer, como o Senado, a Câmara e o Ministério. É importante que as autoridades se conscientizem de que o trabalho do docente inclui o desenvolvimento de pesquisas, o que gera ciência e contribui para o desenvolvimento da nação, completou. As reivindicações dos médicos docentes de instituições públicas são as mesmas defendidas pelos servidores públicos, em geral. De acordo com o Antonio de Pádua Rodrigues, professor de física e diretor do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior ANDES, as exigências dos grevistas junto ao governo resumem-se em melhor financiamento às instituições de ensino, melhores condições de trabalho para o docente e um salário digno. Antonio de Pádua também acredita que a má estrutura Média salarial do médico docente Universidades Federais Estaduais PUC Paulistas Sem Ged* Com Ged* Titular , , ,72 Associado , ,55 Adjunto 2.281, , , ,86 Assistente 1.532, , , ,43 Auxiliar 985, , , ,20 *Gratificação de estímulo à docência Fonte: Associação dos Docentes da Escola Paulista de Medicina Universidade das instituições públicas de ensino compromete a formação profissional e, conseqüentemente, o mercado de trabalho. Nossa preocupação não está restrita às questões da área sindical, como remuneração, mas à carreira do docente como um todo. O trabalho da ANDES defende a formação adequada do docente, sua capacitação e qualificação, destacou o diretor. O Sindicato, que tem base nacional, reuniu-se com o governo em duas ocasiões, sem estabelecer nenhum acordo. O governo não apresentou nenhuma proposta diante das nossas reivindicações; por isso, continuamos em greve explicou o diretor da ANDES. O Sindicato e outras instituições de servidores Números do setor USP Unicamp Cursos de graduação Unesp Número de alunos mil Número de professores Número de funcionários Orçamento 2000 R$ 1,024 bi R$ 469 mi R$ 477 mi Comprometimento com salários 88% 90% 85% Fonte: Folha de S. Paulo públicos terão um novo encontro com representantes do governo no início de julho.

10 10 JULHO/AGOSTO DE 2000 Medicina no Mercosul Debate sobre especialidades no Subgrupo 11 ainda não teve avanços significativos entro de dois anos deverão estar definidas as regras comuns a Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai para a prática da medicina. A previsão é do coordenador e representante do governo brasileiro na Subcomissão de Exercício Profissional do Subgrupo 11 do Mercosul, Luiz Carlos Sobânia, designado pelo Ministério da Saúde. O Subgrupo 11 é, no âmbito do Mercosul, o órgão responsável pelas questões ligadas à saúde. No Subgrupo 11, nossa conduta com relação a vários assuntos tem sido baseada nas posições defendidas pela Cims (Comissão de Integração dos Médicos do Mercosul), afirma Sobânia, destacando as discussões sobre a uniformização das especialidades. A Cims reúne entidades médicas dos países integrantes do Mercosul, estando o Brasil representado pela Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos. Há 29 especialidades comuns aos quatro países, o que é muito pouco. A Cims considera a possibilidade de aceitarmos as especialidades comuns a três países, mas a questão ainda não está fechada, relata Sobânia. Para ele, esse processo de uniformização ainda não deslanchou, principalmente, pelo fato de a Argentina não dispor de uma relação única das especialidades médicas reconhecidas em seu território, devido à autonomia das províncias nesse campo. Luiz Carlos Sobânia cita ainda outros temas do Mercosul ligados à prática médica que estão sendo analisados pelo Subgrupo 11: formação acadêmica semelhante ou equivalente, critérios para atuação em outro país e controle do exercício profissional. Cada país-membro do Mercosul sedia, por seis meses, os encontros do Subgrupo As últimas reuniões aconteceram em Buenos Aires, de 3 a 5 de abril. No segundo semestre, será a vez do Brasil. Participação Na Cims, estamos criando mecanismos, normas e marcando posição. Entretanto, a opinião dos médicos brasileiros não é efetivamente defendida por nós nos fóruns deliberativos do Mercosul. Por isso, as entidades médicas têm de integrar oficialmente o Subgrupo 11, diz o diretor de Relações Internacionais da Associação Médica Brasileira, David Miguel Gentil Cardoso. A reivindicação da AMB foi ressaltada pelo diretor na última reunião da Cims, realizada nos dias 7 e 8 de abril, na cidade de São Luis, Argentina. Estamos mobilizados no sentido de aproximar as entidades médicas do Subgrupo 11. Queremos saber a exata posição do governo brasileiro nas decisões que nos dizem respeito dentro do Mercosul, observa Remaclo Fischer Júnior, vicepresidente da AMB (Região Sul). Não existe um compromisso entre as posturas do Subgrupo 11 e as decisões da Cims, constata Remaclo que, durante o planejamento estratégico da AMB, em março, foi escolhido para trabalhar na questão em conjunto com a Diretoria de Relações Internacionais. Deliberativo Por sugestão da diretoria da AMB, Irene Abramovitz, coordenadora alterna do Subgrupo Exercício Profissional do SGT 11 do Ministério da Saúde, cuja Renato Gama As entidades médicas têm de integrar oficialmente o Subgrupo 11 Irene Abramovitz, do Subgrupo Exercício Profissional do SGT 11 do Ministério da Saúde: porta voz das entidades médicas brasileiras no Mercosul função, juntamente os demais países membros, é normatizar as atividades no Mercosul, fez um relato ao Conselho Deliberativo da AMB mostrando como andam as discussões nesse sentido. Segundo a coordenadora, atualmente existem entre os integrantes do Mercosul Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai 29 especialidades comuns a todos os países e 13 a vários outros. Estamos trabalhando na uniformização das especialidades com base em experiências do Mercado Comum Europeu, que foram muito bem sucedidas, explica Irene. Porém, nada foi definido e tudo ainda está para ser normatizado; por isso, é muito importante reuniões com as entidades médicas no sentido de definir essas regras. Nas reuniões do Mercosul pretendemos ser somente o porta voz das entidades máximas brasileiras, afirmou. A coordenadora explicou também como são realizadas as reuniões deliberativas do Mercosul, salientando que a previsão para o funcionamento do livre exercício profissional deverá ocorrer somente a partir de Nada é deliberado por meio de votação em nossas reuniões. Tudo tem que ser decidido através do consenso. Basta o veto de um país para que qualquer proposta seja rejeitada. Um problema que temos enfrentado ultimamente são as ausências de Argentina e Paraguai nas reuniões, prejudicando o andamento de muitas decisões, observou Irene.

11 12 JULHO/AGOSTO DE 2000 Fortalecendo as Federadas DAA planeja implementar setor de prestação de serviços em todos os estados riado com o objetivo de oferecer prestação de serviços aos associados e também de proporcionar uma nova fonte de receita tanto para as Federadas como para a Associação Médica Brasileira, o DAA Departamento de Assistência ao Associado, através do diretor Ricardo Bessa, concluiu recentemente uma pesquisa entre as Federadas em todo o País. O resultado dessa pesquisa delineou um perfil completo de cada Federada. Agora temos um conhecimento mais profundo dos recursos que possuem e do que cada uma vem desenvolvendo em favor do associado, relata Bessa. A pesquisa envolveu as 27 Federadas da AMB, sendo que 20 responderam o questionário. Destas, 18 têm imóvel próprio, sendo que 10 contam com clube de campo. Em suas sedes administrativas, todas têm o mínimo de 10 salas, ocupando espaços entre 100 e 4000m2. A maioria mostrou que dispõe de infra-estrutura básica: telefone, fax, computador, xerox, vídeo, acesso à Internet e 11 possuem home-page própria. O resultado da pesquisa demonstrou ainda que a maior parte oferece vários tipos de prestação de serviços ao associado (quadro ao lado). Mostrou ainda a preocupação das Arquivo Ricardo Bessa, diretor do Departamento de Assistência ao Associado: a prestação de serviços conquista novos sócios e fideliza os antigos entidades com relação a comunicação, apontando que todas editam seu próprio jornal, sendo que a soma dos jornais produzidos mensalmente pelas Federadas chega a 150 mil exemplares. Oito Federadas editam revista, três contam com programas em televisão e duas se comunicam através de emissoras de rádio. Através da pesquisa, o DAA detectou também que em alguns estados a prestação de serviços é extremamente atraente, bem estruturada e organizada. Diante disso, a diretoria executiva da AMB decidiu promover uma ampla discussão sobre o assunto. Esse evento, denominado Fórum das Federadas, acontecerá durante a realização do próximo Conselho Deliberativo da entidade, nos dias 28 e 29 de julho, em Vitória, no Espírito Santo, abordará os seguintes temas: Consórcios, Departamento de Eventos, Guia de descontos, Departamento de Benefícios e Serviços Gerais, Assessoria jurídica, Cartão de Crédito e Portal Internet. Entendemos que aquilo que está dando certo em um determinado estado poderá ser utilizado como exemplo em outro, beneficiando a todos, pois esse tipo de prestação de serviço conquista novos sócios e fideliza os antigos, finaliza Bessa. FEDERADA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO* Alagoas Convênio com farmácias, curso de informação e pós-graduação, videoteca e telemarketing Bahia Depto de eventos, convênios, consórcio, guia de descontos Brasília Internet Ceará Subsídio para combustível, descontos em passagens aéreas, consórcio, slides, guia de descontos Espírito Santo Promoção de congressos, departamento eventos Maranhão Assessoria jurídica Minas Gerais Depto convênios, serviços gerais, seguros, plano de saúde, biblioteca virtual, guia de descontos Pará Guia de descontos, assessoria jurídica Rondônia Depto de convênios, guia de descontos Paraná Informática, videoteca, serviços gerais, convênios, guia de descontos, reserva de hotéis Rio Grande Sul Clube do Médico (Guia de descontos), assistência e previdência, Internet Rio de Janeiro Depto de eventos Santa Catarina Depto de eventos, previdência, biblioteca, videoteca, informática Sergipe Depto de convênios, guia de descontos São Paulo Guia de descontos, cursos de formação, emissão de documentos em geral (DESG), plano de saúde, seguros, videoteca e assessoria jurídica * Fonte: Respostas das Federadas no questionário da pesquisa AMB

12 JULHO/AGOSTO DE TÍTULO DE ESPECIALISTA Nefrologia A SBN realizará no dia 23 de setembro, em Natal (RN), exame para obtenção do Título de Especialista em Nefrologia, durante o XX Congresso Brasileiro da especialidade. As inscrições devem ser feitas junto à Sociedade, até o dia 1 o. de agosto. Informações completas sobre pré-requisitos, taxas, bibliografia etc. podem ser obtidas pelos telefones (11) e (11) ; ou pelo Endocrinologia e Metabologia Estarão abertas, de 24 de julho a 4 de agosto, as inscrições ao Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia, em concurso realizado pela Sbem. As provas serão aplicadas entre os dias 18 e 23 de novembro, no Rio de Janeiro, durante o 24 o. Congresso Brasileiro da especialidade. Informações pelos telefones (11) ou (21) E- mails: ou Clínica Médica Até o dia 22 de setembro a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Regional Goiás, estará aceitando inscrições para o último concurso de Título de Especialista deste ano, que será realizado no dia 21 de outubro, em Goiânia. Informações diretamente na Sociedade Brasileira P Foi empossada, dia 24 de maio, a nova Diretoria Executiva da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia para o biênio 2000/2002. O novo presidente é Dante Mário Langhi Júnior; Thales Limeira Gouveia (vice-presidente); Luiz de Melo Amorim Filho (Secretário-geral) e Luiz Gastão Mange Rosenfeld (Tesoureiro). P Alguns dos melhores especialistas do País e do exterior já confirmaram presença no LV Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O evento vai acontecer de 30 de julho a 2 de agosto, no Rio Centro, e a SBC espera contar com cerca de seis mil participantes. Além da parte científica, que contará com seminários, mesas-redondas, conferências, temas livres e discussão de casos clínicos, haverá ainda uma Feira de Saúde e Qualidade de Vida (FSQV) e um curso de Internet destinado aos participantes. Informações na SBC, tel. (21) ; ou home page CURTAS de Clínica Médica, em São Paulo, tel. (11) / ou na Regional de Goiás, tel. (62) , fax (62) Homeopatia A Associação Médica Homeopática Brasileira comunica que encontram-se abertas, até o dia 31 de dezembro, as inscrições para obtenção do Título de Especialista através de Avaliação Curricular. São requisitos básicos que o candidato tenha, no mínimo, 13 anos de formado e possua curso de Pós-graduação em Homeopatia. Outras informações e edital completo poderão ser obtidos junto à AMHB Av. Comendador Leão, 946 Cep Maceió Alagoas, tel/fax: (82) ou pelo Cancerologia O exame para obtenção do Título de Especialista em Cancerologia será realizado no dia 25 de novembro, em Salvador, durante o XV Congresso Brasileiro de Cancerologia, evento promovido pela SBC. Exigências: é necessário que o médico seja formado há mais de dois anos, esteja inscrito no Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição e apresente situação regularizada junto ao CRM. Além disso, o médico precisa ter sido aprovado em exame de suficiência de acordo com as exigências do Regulamento estabelecido pela SBC. Informações: (71) P A Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia realizou trabalho conjunto com o Ministério da Saúde na elaboração de Manuais Técnicos visando a melhoria da assistência prestada à mulher brasileira e a sensibilização da sociedade na promoção e busca por cuidados básicos de saúde. Foram impressos três manuais abordando aspectos de assistência pré-natal; gestação de alto risco e urgências e emergências maternas. P Encontra-se praticamente finalizada a parte científica do XXIII Congresso da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, que será realizado de 5 a 9 de setembro, em São Paulo. Nos dias 3 e 4, com o objetivo de proporcionar reciclagem teórica e prática, estão previstos 16 cursos pré-congresso. O evento contará com um total de 35 seminários, sendo que três abordarão temas gerais, ligados ao exercício profissional: Formação do Especialista, Ética, a Lei e a Neurocirurgia. Os programas completos estão na home page Cremesp tem nova diretoria A cerimônia de posse da nova diretoria do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo - Cremesp, realizada no dia 9 de junho, no Clube Homs, em São Paulo, reuniu as principais lideranças médicas, políticas e da área da saúde. A nova presidente do Cremesp, Regina Ribeiro Parizi Carvalho, afirmou em seu discurso que pretende seguir as diretrizes de trabalho traçadas por seu antecessor, Pedro Paulo Monteleone, realizando um trabalho conjunto pautado em valores éticos. A nova diretoria do Cremesp terá mandato até 2003 e faz parte do mesmo corpo de conselheiros da gestão anterior. Acelbra cadastra pacientes celíacos riada em 1994, a Acelbra Associação dos Celíacos do Brasil, uma entidade sem fins lucrativos, vem desenvolvendo um trabalho no sentido de divulgar, cadastrar e melhorar a qualidade de vida dos portadores de uma enfermidade ainda pouco conhecida: a doença Celíaca, ou seja, a intolerância ao glúten, que geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo, entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na fase adulta. O glúten, agride e danifica o intestino delgado, prejudicando a absorção dos alimentos. Os principais sintomas da doença são diarréia crônica, baixo ganho de peso e estatura, distensão abdominal, apatia, irritação, anemia, vômitos, osteoporose, emagrecimento e desnutrição aguda, podendo levar o paciente à morte por falta de diagnóstico e tratamento. Para o seu diagnóstico é imprescindível a realização da biópsia de intestino delgado, explica Vera Lúcia Sdepanian, médica da Unifesp e consultora científica da Acelbra-SP. Deve-se instituir a dieta isenta do glúten somente após a biópsia, completa. Contatos com a Acelbra: tel/fax (11)

13 14 Campanhas do CBO atingirão 4 milhões Colégio Brasileiro de Oftalmologia - CBO, com a participação do Ministério da Saúde e MEC, está empenhado na realização de três campanhas comunitárias de caráter nacional que, depois de concluídas, beneficiarão de forma direta pelo menos quatro milhões de cidadãos. A Campanha de Cirurgias Eletivas Catarata, baseada em mutirões, espera realizar 262 mil cirurgias através do SUS, das quais 150 mil seriam parte da Campanha. A iniciativa faz parte de um plano para terminar, até 2002, com a fila de idosos cegos por catarata no Brasil. A Campanha Nacional de Redução de Cegueira Decorrente da Retinopatia Diabética, por sua vez, tem o objetivo de proporcionar a realização de mais de 150 mil procedimentos de fotocoagulação da retina a laser, contribuindo para reduzir a invalidez causada por complicações oculares da diabetes. Por fim, a Campanha Olho no Olho vai possibilitar que mais de três milhões de alunos da primeira série do primeiro grau das escolas públicas das 607 maiores cidades do País tenham suas respectivas acuidades visuais examinadas. Serão realizadas cerca de 460 mil consultas oftalmológicas, prescritos de 215 mil a 306 mil óculos e tratadas aproximadamente 150 mil crianças com patologias oculares diversas. JULHO/AGOSTO DE 2000 Cancerologia terá eleições em outubro A Sociedade Brasileira de Cancerologia realizará no mês de outubro uma nova votação para os cargos eletivos da entidade. A SBC está convocando seus sócios para votar na eleição, que será realizada por correspondência em todo território nacional. Os interessados em concorrer nas eleições poderão inscrever suas chapas até as 17 horas do dia 4 de agosto. As chapas devem ser registradas junto à Secretaria Executiva da SBC, através de requerimento no qual deve constar a relação nominal dos candidatos, respectivos cargos postulados e documentos regularizados de anuência. Os candidatos devem ser sócios efetivos, titulares ou eméritos da SBC e estar quites com a entidade. AGENDA DA DIRETORIA Maio 02 Reunião com a Fipe, Febrasgo, Sociedade Nefrologia e Colégio Brasileiro de Radiologia AMB Eleuses Paiva 03 Reunião com Diretoria de Marketing e DAA - AMB Eleuses Paiva Reunião com CFM e Fipe AMB Eleuses Paiva Reunião com Banco de Boston AMB Ricardo Bessa Reunião com Banco Real AMB Ricardo Bessa Reunião com Real Visa Ricardo Bessa, Paulo Davim, José Sittart Reunião com a Unicred - Ricardo Bessa, Paulo Davim, José Sittart 04a07 Reuniões na Associação Médica Mundial França Eleuses Paiva e David Cardoso 05 Reunião com a Meditech AMB Fábio Jatene Reunião da Comissão de Defesa do Exercício Profissional AMB Seminário Internacional da Cinaem R. Janeiro Amilcar Giron e Edmund Baracat 08a13 Reuniões com a Ordem dos Médicos de Portugal Portugal Eleuses Paiva e David Cardoso 09 Reunião com Nise Yamaguchi e João Figueiró AMB Edmund Baracat e Amilcar Giron 11 Reunião da Comissão Nacional de Honorários Médicos AMB Reunião com Madia Associados AMB Ricardo Bessa Reunião com Banco Bandeirantes Ricardo Bessa Congresso Sul Brasileiro da Febrasgo Santa Catarina Remaclo Fischer Jr Conclave das Academias de Medicina Santa Catarina Ronaldo da Rocha L. Bueno 16 Reunião com Deputado Walter Feldmann AMB Eleuses Paiva Reunião com o Conselho de Especialidades da Somerj Somerj Eleuses Paiva 17 Participação no lançamento do Congresso Médico Amazônico Belém Eleuses Paiva, Aldemir Soares, Ricardo Bessa Reunião com a Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará-Belém-Eleuses Paiva, Aldemir Soares, Ricardo Bessa e José L. A. de Carvalho 18 Reunião com Associação Médica dos Amazonas Eleuses Paiva, Aldemir Soares, Ricardo Bessa 22 Reunião com a Diretoria de Defesa Profissional AMB Eleuses Paiva Reunião de Diretoria Executiva AMB Reunião com o vice-governador Geraldo Alckmin S. Paulo Eleuses Paiva 23 Reunião na Câmara de Saúde Suplementar Brasília Eleuses Paiva Reunião Academia Nacional Saúde Rio de Janeiro Rui Haddad 24 Reunião com Associação Paulista de Medicina APM Eleuses Paiva 25 Reunião na Agência Nacional Saúde Suplementar R. Janeiro Eleuses Paiva Participação no 21º Congresso Sociedade Cardiologia S.Paulo Campos do Jordão Fábio Jatene Participação na Solenidade Posse Sociedade Catarinense de Pediatria Florianópolis Eleuses Paiva, Aldemir Soares 26 Reunião do Conselho Deliberativo da AMB Florianópolis Reunião com entidades médicas de Santa Catarina Florianópolis Eleuses Paiva Reunião com o Colégio Brasileiro Medicina Avançada S. Paulo Sérgio da Hora Farias 27 Reunião de Diretoria Plena da AMB Florianópolis Participação no Congresso Sociedade Cardiologia de S. Paulo Campos do Jordão Eleuses Paiva e Fábio Jatene 30 Reunião de Diretoria Executiva AMB Reunião no Conselho Nacional Secretários de Saúde Brasília Eleuses Paiva 31 Encontro com Conselhos Regionais e Sindicato dos Médicos de Pernambuco Recife Eleuses Paiva P A Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão estará realizando, de 7 a 9 de setembro, em Recife, o seu XX Congresso Brasileiro. Inscrições antecipadas terão desconto. Informações completas poderão ser obtidas junto à secretaria do evento, telefone (81) ou elogica.com.br P CURTAS A Sociedade Brasileira de Clínica Médica/RJ estará realizando de 19 a 21 de outubro, no Hotel Glória, no Rio de Janeiro, o II Congresso de Clínica Médica do Rio de Janeiro. Informações tel/fax (24) P Escolas Médicas, Política de Saúde Pública e Suplementar foram os temas do I Fórum Médico de Franca 2000, realizado no dia 5 julho, com organização do Cremesp, Simesp e APM. O encontro contou com a participação do presidente da AMB, Eleuses Paiva; do conselheiro do CFM, Roberto Dávila; da presidente do Cremesp, Regina Parizi; da APM, José Luiz G. Amaral; e do Simesp, Cid Carvalhaes.

14 JULHO/AGOSTO DE BAHIA ABM empenha-se para consolidar sua imagem AMAZONAS AMA será responsável por Educação Médica atual Diretoria da Associação Bahiana de Medicina está concentrando seus esforços para ser um referencial de instituição legitimada pelos seus associados, através de ações que promovam a união e o consenso da classe médica na identificação e solução dos problemas culturais, éticos, sociais e econômicos que afetam prática médica e o exercício da medicina. Entre as metas da nova diretoria, que assumiu a entidade em 5 de novembro de 99, é intenção influenciar na definição de políticas e programas voltados para a solução dos problemas médicos e sanitários da comunidade, através de convênios e parcerias com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, tanto para consolidar a sua imagem institucional quanto para fortalecer a dignidade do exercício da medicina. Além disso, pretendemos reduzir o índice de sócios inadimplentes, disponibilizando novos serviços e benefícios. Para isso estamos planejando ações voltadas exclusivamente aos associados, explica o presidente Roque Salvador Andrade e Silva. Um exemplo bem-sucedido na Bahia é seu Departamento de Consórcio, que até agora já sorteou 98 veículos e conta com seis novos grupos e 680 médicos associados. O Departamento de Eventos também está sendo reestruturado no sentido de obter maior flexibilidade e competitividade. A classe médica local também está sendo estimulada no sentido de criar sociedades civis ou cooperativas de prestação de serviços médicos administradas pelo Departamento de Convênio da ABM- atualmente a Cooperativa Coopbem conta com 475 cooperados e já foram criadas cinco sociedades civis e outras 14 encontram-se em fase de constituição. A ABM também abriu em sua sede um posto de vacinação para atendimento aos médicos e seus dependentes e nos próximos dois meses deverá concluir a instalação de uma farmácia. A ABM também firmou parcerias: com a Universidade Federal da Bahia, visando a elaboração e execução do Programa de Educação Médica Continuada e administração, pela ABM, das verbas oriundas de entidades nacionais ou estrangeiras destinadas a financiamento de projetos de pesquisa na área da saúde; com a Prefeitura Municipal de Salvador/Secretaria Municipal da Saúde e com o Governo do Estado/Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, assinando acordo para ações conjuntas na capacitação das equipes médicas e na identificação de soluções para os problemas de saúde das comunidades abrangidas pelos convênios. A ABM está realizando ainda uma completa revisão da metodologia e conteúdo do Programa de Educação Médica Continuada para conseguir maior envolvimento das Sociedades Medicas Especializadas, maior inserção na comunidade e abertura de espaço para reflexão e discussão sistemática dos problemas políticos, econômicos e sociais que afetam atualmente o exercício da medicina. Internamente, a ABM também realizou uma completa reestruturação, com a revisão do plano de contas e estruturação de relatórios gerenciais, objetivando maior domínio sobre suas receitas e despesas. Arquivo Roque Andrade: ações voltadas exclusivamente em benefício dos associados esde que foi empossada, a atual diretoria da Associação Médica do Amazonas (AMA) participou de diversos congressos e encontros com autoridades médicas e de saúde do Estado. Essas atividades refletem a nova política de atuação adotada pela entidade, presidida pelo cardiologista Aristóteles Comte de Alencar Filho. Ainda em fase de restruturação, as diretrizes de trabalho da AMA buscam a mesma direção das metas adotadas pela AMB. Segundo Aristóteles Alencar, os trabalhos realizados até o momento e os que estão em planejamento visam o aumento do número de sócios e o conseqüente fortalecimento da entidade. Esse trabalho é de vital importância para a reintegração de antigos sócios, assim como para a admissão de novos associados, explica Aristóteles. O primeiro de uma série de eventos que ilustram o trabalho desenvolvido pela AMA foi a Sessão de Instalação do Capítulo Amazonense da Sociedade Brasileira de Citopatologia (SBC), realizada no dia 26 de fevereiro de A cerimônia foi coordenada por Aristóteles Alencar e presidida por Edson de Oliveira Andrade, presidente do Conselho Federal de Medicina. Na ocasião, o presidente da SBC, Elias Fernando Miziara, proferiu uma palestra que abordou o tema Controle de Qualidade e a Prática da Citopatologia. Outro evento promovido pela AMA em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e com a Sociedade Brasileira de Cardiologia - Regional do Amazonas foi o Simpósio sobre Hipertensão Arterial, realizado nos dias 12 de abril de Com o objetivo de padronizar as condutas terapêuticas nesta doença em toda rede estadual, o simpósio contou com a participação de um número expressivo de profissionais que atendem em postos de saúde. A continuidade do trabalho iniciado no simpósio já está entre os planos da AMA e será efetuada Arquivo Aritóteles de Alencar: parceria irá beneficiar médicos do interior do Estado com a criação da Liga de Hipertensão do Estado do Amazonas. Nos dias 18 e 19 de maio, Aristóteles Alencar recebeu o presidente da AMB na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas, local onde a AMA está sediada em regime de comodato. Na ocasião realizou-se uma reunião com as principais lideranças médicas amazonenses representadas pelo CRM-AM, Sindicato dos Médicos, Unimed, Hospital de Moléstias Tropicais, Fundação CECON, Faculdade de Ciências da Saúde, Hospital Universitário, Sociedades de Especialidades, Cooperativas e Federação Internacional de Mulheres Médicas Regional do Amazonas. A mais recente conquista da AMA aconteceu no dia 2 de junho, quando o presidente da entidade reuniu-se com o Secretário Estadual de Saúde, Francisco Deodato, e o Subsecretário, Orestes Guimarães. Nessa reunião, ficou acertado que a AMA coordenará atividades na área de Educação Médica Continuada. O presidente da AMA disse que essa parceria é muito importante para a entidade, uma vez que possibilitará futuramente a realização de novos cursos nos municípios do Estado. Esses cursos atingirão colegas que trabalham no interior do estado e necessitam de atualização em assuntos médicos, acrescentou o Aristóteles Alencar.

15 16 JULHO/AGOSTO DE 2000 SANTA CATARINA Associação Catarinense busca união da classe PARÁ Unidade médica no Pará facilita ações da SMCP Associação Catarinense de Medicina (ACM) tem uma ousada meta na sua atual gestão: consolidar a união existente entre as entidades médicas do setor, através da instalação da Ordem dos Médicos de Santa Catarina. O objetivo é perseguido pelo atual presidente, Carlos Gilberto Crippa, consciente de que somente com a integração de forças de todas as representantes legítimas da classe, os grandes e crescentes desafios do setor poderão ser vencidos. Com essa visão, inúmeros trabalhos já foram desenvolvidos pela ACM desde a posse da atual Diretoria, em defesa do médico e da população catarinenses. Merece destaque especial a campanha sem precedentes pela qualidade do ensino médico desencadeada em todo estado, com a distribuição de cartazes e cartilhas aos colegas das mais diversas regiões alertando sobre os prejuízos gerados com a proliferação de cursos sem a necessidade social e sem as condições adequadas para formação dos novos profissionais que chegam ao mercado. Essa campanha contribuiu para a promulgação da lei , de 18 de abril de 2000, que estabelece requisitos para a criação, a autorização de funcionamento, o acompanhamento, a avaliação e o reconhecimento dos cursos de graduação na área da saúde, das instituições de educação superior integrantes do sistema estadual de educação e adota outras providências. Nos próximos dias, a campanha entra em sua segunda fase: esclarecer a comunidade sobre a postura adotada pela Associação, Conselho e Sindicato dos Médicos. Para conduzir os rumos da Associação até 2002, a primeira ação da gestão foi elaborar um planejamento es- tratégico junto aos diretores, funcionários e assessores da entidade. Como forma de auxiliar neste trabalho, a ACM distribuiu à classe médica, um questionário para conhecer as necessidades e os anseios da classe, aliado a perguntas sobre o desempenho da entidade, seus pontos fracos e fortes. A partir daí iniciaram-se diversos projetos para a defesa do profissional e da população. A permanente parceria com as Regionais e as Sociedades de Especialidade é ponto central da atual administração. Assim também é o diálogo e o contato constante com a Secretaria de Estado da Saúde e demais órgãos que gestionam o setor, que vêm servindo de apoio para a garantia dos direitos dos profissionais e a luta por questões mais amplas, como a busca pela aprovação da Arquivo Carlos Crippa: luta pela união da classe PEC da Saúde, o debate e o incentivo à participação política da classe no Senado, Legislativo Estadual e Câmaras Municipais. Junto à comunidade, a Associação também vem desenvolvendo o Programa Qualidade de Vida, que auxilia a população com ações educativas. Há ainda a instalação efetiva do departamento ACM-Eventos, que auxilia as Sociedades Médicas na realização de congressos, cursos e simpósios diversos, além de cuidar do Centro de Convenções da própria entidade; e a criação do Dr. Gourmet, que vem servindo de instrumento de congraçamento dos médicos. Por fim, cabe salientar as ações para ampliar a comunicação da entidade com os médicos, através do Jornal da ACM, da Revista Arquivos Catarinenses de Medicina, os espaços ocupados nos jornais do estado e o incremento do site que em pouco mais de um ano de existência já recebeu mais de 750 mil visitas. om o objetivo de promover a união em torno da classe, a Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará ( SMCP) vem conseguindo realizar as metas traçadas por sua diretoria: atualização do cadastro de associados e das anuidades, maior integração com as Sociedades Especializadas apoiando seu eventos, integração com colegas de outros municípios, estratégias para aumentar o número de associados, ampliação das atividades científicas, representação em todas reuniões políticas, culturais e científicas da categoria, e a luta por uma nova sede para a Sociedade. Nossa bandeira foi promover a união em torno da Sociedade, proposta que tem ecoado no seio da categoria, facilitando as nossas ações. Nossa visão é de que estar juntos não significa pensar igual, mas permite dirimir dúvidas, preconceitos, divergências e obter resultados mesmo não tendo a unanimidade; porém, nasce de um processo do qual todos tiveram oportunidade de participar, discutir e eleger as melhores opções para o momento, afirma David Bichara, presidente da SMCP. Num trabalho conjunto com a Prefeitura Municipal de Belém, um imóvel tombado pelo patrimônio histórico foi recuperado, sendo hoje o Palacete do Médico, a sede da SMCP com completa estrutura: Galeria de Arte, Biblioteca, Videoteca, dois auditórios, salas de reuniões, Museu de Medicina Paraense, Galeria de Presidentes, lanchonete e salas para as Sociedades Médicas Especializadas. Além disso, lançamos um guia de descontos para o médico, implantamos assessoria jurídica gratuita para possíveis processos de natureza ética, cível ou penal, mantivemos a circulação da Revista Pará-Médico e do Jornal da SMCP, gravamos um CD com o hino da Sociedade, com letra e música do médico Carlos Henry, e realizamos com grande sucesso o X Congresso Médico Amazônico, completa David. Foi em seu segundo mandato à frente da entidade que um novo imóvel, vizinho à sede, foi comprado e também instalada a Home Page da entidade (www.smcp. com.br). Atualmente, a SMCP mobilizase para a realização do XI Congresso Médico Amazônico, que acontecerá no período de 25 a 28 de outubro, com expectativa de 2000 inscrições em seus 13 eventos paralelos previstos e que terá todo o saldo investido no Projeto de Revitalização do Clube dos Médicos. Preocupada com o exercício profissional da medicina, que vem enfrentando obstáculos cada vez maiores e atualmente sob intensa pressão dos planos de saúde, a Arquivo David Bichara: apoio da classe médica entidade planeja, para os próximos meses, o lançamento de uma grande campanha de esclarecimento à população sobre a escolha de um plano de saúde que respeite o cidadão. Assim, estaremos contribuindo verdadeiramente com o exercício da cidadania. Nessa campanha, esperamos contar com o apoio da OAB e de órgãos governamentais, e temos certeza de que será mais uma atividade vitoriosa da Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará, explica David. Sobre as dificuldades que a classe vem enfrentando ultimamente, Bichara foi incisivo: Manteremos as lutas e conquistas, auxiliando o médico onde quer que elas estejam. Esse entusiasmo vem aumentado com o apoio recebido, dia-a-dia com críticas construtivas, novas idéias, para que juntos possamos trabalhar melhor em uma união que, segundo pesquisa da própria AMB, coloca a SMCP entre as oito melhores Federadas da entidade, finaliza.

16 JULHO/AGOSTO DE SOMMA lidera eventos e prioriza área da saúde o último mês de maio a Sociedade Médica do Maranhão - SOMMA liderou dois importantes eventos realizados na cidade de São Luís: o ciclo de palestras sobre Medicamentos Genéricos e uma cerimônia pela reforma do Hospital Geral. Quando estiver pronto, dentro de um ano, o Hospital contará com 120 leitos, garantindo à população serviços essenciais. O Hospital Geral voltará a ser um dos melhores do Estado, garante Maria do Carmo Silva Chagas, presidente da Somma, que organizou uma missa campal em agradecimento a reforma do Hospital. No auditório da entidade, a Sociedade Médica do Maranhão realizou, juntamente com o Sin- A Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará e a Associação Médica Brasileira lançaram oficialmente, no mês de maio, em Belém, o XI Congresso Médico-Amazônico, que será realizado de 25 a 28 de outubro de 2000 na capital paraense. A cerimônia, realizada no Palacete do Médico, sede da SMCP, contou com a participação de lideranças médicas (na foto, esq. para a dir., José A. Cordeiro (CRM-PA), Eleuses Paiva (AMB) e David Bichara (SMCP). Consenso pela vida será o temário central do Congresso, que contará com 12 outros eventos paralelos jornadas, palestras, encontros e seminários, além da realização de cursos pré-congresso AMMG discute saúde pública Abertura do ciclo de palestras sobre Genéricos em São Luís dicato dos Médicos, do CRM e da Sociedade de Defesa dos Direitos da Saúde e Cidadania do Povo Maranhense, um ciclo de palestras sobre Genéricos, discutindo a fundo a política de medicamentos no País. O evento contou com a participação de um grande número de médicos, autoridades governamentais, representantes da classe farmacêutica, além de bioquímicos. Congresso Médico-Amazônico Visando discutir as principais questões da saúde do estado, o presidente da Associação Médica de Minas Gerias, José Guerra Lages, convidou o secretário de saúde, Adelmo Carneiro Leão, para uma reunião na entidade. Participaram do encontro membros das Comissões de Ensino e de Saúde Pública, e da diretoria da AMMG. Em pauta: deterioração das condições do exercício profissional, decorrente de más condições de trabalho e remuneração, sub-emprego, falta de critério para abertura de novas escolas, remuneração do SUS. José Guerra teve a garantia do secretário em discutir com as lideranças médicas os principais problemas da saúde. Ele se comprometeu, ainda, a intermediar audiência com a Secretaria de Estado da Educação para discutir a abertura de novas escolas médicas. e de uma feira de exposição de produtos e serviços. Haverá ainda um concurso para a escolha da nova logomarca da Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará e também o sorteio de um carro novo entre os participantes do Congresso. As inscrições estão abertas na secretaria executiva do evento - tel/fax (91) , supridados.com.br. Até 30 de agosto custam, respectivamente, R$ 80, R$ 100, R$ 30 e R$ 10 para sócios da SMPC, nível superior não-sócios, estudantes e nível médio, curso pré-congresso. Sergipe: acordo entre médicos e convênios Divulgação Divulgação Um acordo entre entidades médicas de Sergipe e representantes de convênios formalizou a garantia de que não haverá descredenciamento dos profissionais que não aceitam a transformação de pessoa física em jurídica para prestação de serviços aos planos e seguros-saúde. O acordo, assinado em audiência pública e com validade de 60 dias, foi fechado pelos presidentes da Sociedade Médica de Sergipe, Sindicato dos Médicos, Conselho Regional e representantes do Ciefas, Cassi, Correios, Casses e Asfise-Saúde. ENTIDADES REUNIDAS No mês de maio a diretoria da AMB esteve em Manaus, onde teve oportunidade de manter contato com as lideranças médicas da região. Além de um encontro com as principais entidades de classe (na foto, da esquerda para a direita, Aristóles Alencar (AMM), Álvaro Salgado Pinto (CRM-AM), Edson de Oliveira Andrade (CFM), Eleuses Paiva (AMB) e Heldemar Ferreira (Sindicato dos Médicos do Amazonas), o presidente da AMB também esteve reunido com o prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento. Outubro Médico Medicina Atual: dos Fundamentos à Especialização é o tema principal do XVI Outubro Médico, o mais importante encontro científico promovido anualmente pelo Centro Médico Cearense, que será realizado de 26 a 28 de outubro no Ponta Mar Hotel, em Fortaleza. Toda a programação do evento estará direcionada ao estudante de medicina e ao médico generalista. O formato científico será composto por módulos de especialidades. Cada módulo será realizado em um único dia. Divulgação Ao todo, serão sete salas trabalhando simultaneamente com mesas redondas, conferências, painéis, debates ou apresentação de casos clínicos e temas livres, dando assim mais opções aos participantes. O XVI Outubro Médico, que já conta com a adesão de várias Sociedades de Especialidade e está em adiantado processo de elaboração dos módulos, apresenta neste ano uma inovação: a inscrição poderá ser feita para todo o Congresso ou somente aos dias que o participante tiver interesse. Divulgação ENCONTRO DE LIDERANÇAS As principais lideranças médicas do estado de Santa Catarina estiveram reunidas com o presidente da AMB em Florianópolis. Na foto, da esquerda para a direita, Geraldo Vieck, presidente do Sindicato dos Médicos; Eleuses Vieira de Paiva, presidente da AMB, Gliberto Crippa, presidente da ACM, Remaclo Fischer Junior, vice-presidente da AMB, região sul, e Edward José de Araújo, presidente do CRM-SC. Foram debatidos problemas ligados à classe médica e à população.

17 18 JULHO/AGOSTO DE 2000 AMB em Santa Catarina Diretoria Plena e Deliberativo da entidade estiveram reunidos em Florianópolis ade, Mercosul, Sinam, Clube Médico, entre outros, foram alguns dos assuntos discutidos durante as reuniões de Diretoria Plena e do Conselho Deliberativo da AMB, realizadas dias 26 e 27 de maio em Florianópolis, Santa Catarina. O encontro teve início com o tradicional relato dos presidentes de Federadas, no qual a maioria demonstrou apreensão quanto ao futuro e a solidificação da entidade. Essa não é uma preocupação só nossa, mas acredito que de todas as Federadas, afirmou Gilberto Crippa, presidente da Associação Catarinense de Medicina. Os jovens médicos não têm se associado como gostaríamos e como acontecia no passado. Isso vai exigir da AMB uma ação enérgica no sentido de reverter esse quadro, concluiu. Ainda como parte da reunião, todos os diretores da AMB tiveram a oportunidade de apresentar um resumo daquilo que cada diretoria já realizou nestes seis meses iniciais de gestão. Estamos elaborando um trabalho junto a todas as Federadas exatamente no sentido de atrair mais sócios, disse Ricardo Bessa, diretor do Departamento de Assistência ao Associado. Entendo que a prestação de serviços conquista novos sócios e fideliza os antigos. É nesta direção que estamos caminhando, afirmou. O presidente do CFM, Ed- Deliberativo reunido em SC: pauta de discussões extensa son de Oliveira Andrade, que também integra o Deliberativo, abordou vários assuntos relativos à classe, chamando a atenção para a recente resolução do CFM que disciplina a propaganda de equipamentos e produtos farmacêuticos junto à categoria médica. Por essa resolução, o médico ao proferir palestra ou escrever artigos, divulgando ou promovendo produtos farmacêuticos ou equipamentos, deverá declarar o agente financeiro que patrocina sua pesquisa ou apresentação. A liberdade de expressão foi preservada, porém, de agora em diante, as fontes deverão ser citadas, explicou. O presidente da AMB colocou ao plenário a discussão e escolha de um nome, cuja função será representar a entidade junto ao Conselho Federal de Medicina. Ao final de muitas ponderações, o perfil do representante acabou sendo delineado. O escolhido deverá estar em sintonia com a diretoria da AMB, possuir bom trânsito em seu estado e junto às Especialidades. Além disso, deverá ter tempo para se dedicar integralmente a sua função. Esse é o perfil escolhido e agora vamos delegar à Diretoria a escolha do nome que, em seguida, deverá ser submetido à plenária, explicou Martinho Prado, diretor do DAP - Departamento de Assistência e Previdência. A maior parte da reunião foi dedicada à discussão sobre a recente resolução do Cade, que decidiu punir entidades médicas pela edição da Lista de Procedimentos Médicos da AMB aos planos de saúde. Foram elaboradas estratégias e forma de atuação no sentido de reverter tal decisão junto ao órgão governamental (mais detalhes nas páginas 3, 4, 5, 6 e 7). Clube Médico Atendendo a uma solicitação feita pela diretoria da AMB, o consultor Ricardo Tavares Pereira, representando a empresa CNIS - Cadastro Nacional Informações e Serviços, contratada para avaliar o desempenho do Clube Médico, fez uma apresentação do trabalho desenvolvido, resultando num documento com mais de 500 páginas. Entre as principais recomendações da avaliação estão: a) centralização no Clube Médico da produção de seguros; b) Designação de um membro da diretoria para dedicação integral aos interesses do clube Médico; c) Contratação de um profissional com experiência em seguros ou empresa independente especializada no assunto para gerenciar, negociar e controlar toda a operação, desde os pagamentos dos prêmios, passando pelos repasses às Fede- Fotos: Renato Gama Gilberto Crippa, Aldemir Soares, Eleuses Paiva, Edson Andrade e Remaclo Fischer (esq. para dir.) durante as reuniões da AMB em Florianópolis radas e AMB, até a verificação dos serviços prestados pela seguradora. O documento resume que esse conjunto de providências possibilitará, com extração periódica de relatórios gerenciais e de prestação de contas, a garantia da transparência da operação como um todo, aumento de receita para a AMB e tranqüilidade necessária a todos os membros do Conselho Diretor da entidade e suas Federadas. Sinam: novas discussões Os pré-requisitos de apoio ao Sinam, elaborados pela Comissão de Reestruturação, também fizeram parte da pauta de discussões. O documento final, elaborado no sentido de avaliar seu funcionamento e indicar propostas para sua viabilização, foi o resultado de mais de seis meses de trabalho por parte da Comissão, formada pelos presidentes das Federadas dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Sergipe, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. Das 14 propostas sugeridas no documento aprovado pela Comissão e entregue aos integrantes do Deliberativo, a metade foi aprovada. As demais deverão ser rediscutidas em nova reunião. Depois de aprovado por todas as Federadas, vamos submete-lo à Agencia Nacional de Saúde Suplementar para que tenhamos uma avaliação governamental do projeto, explicou o presidente Eleuses Paiva. Entre os itens propostos pela Comissão e deliberados pela Assembléia para que sejam reavaliados posteriormente estão: o compromisso do participante em acatar as orientações da LPM quanto aos valores e normas de utilização; separação dos prestadores de serviços que possuem Título de Especialista; inclusão no guia ou catálogo somente dos sócios quites com a AMB; e se a AMB deve ter a missão de coordenar o sistema em nível nacional e a inclusão de outros tipos de prestadores de serviços.

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