SUPERANDO O MODELO DE SINUCA INTERNACIONAL: O OLHAR HISTORIOGRÁFICO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS E A ABERTURA DA CAIXA-PRETA DO ESTADO.

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1 SUPERANDO O MODELO DE SINUCA INTERNACIONAL: O OLHAR HISTORIOGRÁFICO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS E A ABERTURA DA CAIXA-PRETA DO ESTADO. MASO, Tchella Fernandes Mestranda em Relações Internacionais UnB RESUMO O trabalho aqui apresentado tem por objetivo analisar como o Estado, sua centralidade e definição, é abordado pelas correntes historiográficas das Relações Internacionais. Tendo em vista as mutações do sistema internacional e os questionamentos aprofundados pelo debate entre as correntes positivistas e pós-positivistas, o vetor estatal como eixo fundacional para as análises acerca do internacional sofreu redimensionamento tanto empírico, quanto teórico. Nesse sentido, proposições analíticas baseadas no método histórico são cotejadas a fim de se observar em que medida estas fornecem uma alternativa para a superação do modelo metafórico de Estados como bolas de bilhar colidindo no sistema sinuca - internacional. Para tal serão abordados os estudos da Escola francesa, particularmente Duroselle e Renouvin; da Escola inglesa, com as pesquisas de Martin Wight, Hedley Bull e Adam Watson; as análises latino-americanas, de forma pormenorizada do eixo Brasil-Argentina, dentre os autores, Amado Cervo, Sombra Saraiva, Bernal- Meza e Rapoport; e por fim será efetuado um cotejamento entre as escolas apresentadas. PALAVRAS-CHAVE: Estado; História; Teoria; Relações Internacionais. 1. INTRODUÇÃO As Relações Internacionais (RI) são uma ciência social e autônoma de origens recentes. Seu arcabouço teórico-metodológico começou a ser delimitado em meio às duas Grandes Guerras Mundiais, em meados do século XX, com autores que se debruçavam sobre as relações entre os Estados. Nesse sentido, o do objeto de análise, a categoria estatal, sua centralidade e sua vinculação aos demais atores foram predominantes nas pesquisas acerca do internacional, do seu surgimento à atualidade. Nas palavras de Knutsen: o Estado é o objeto primário e a soberania, o conceito primário; juntos delimitam o estudo das Relações Internacionais no tempo e espaço (1992). Disponível em: 1

2 A trajetória histórica da disciplina como campo específico é definida, de forma quase consensual entre os estudiosos que buscam sistematizá-la, pelo debate entre distintas perspectivas teóricas: idealistas versus realistas, nas décadas de 1920 e 1930; tradicionalistas versus behavioristas, em 1950 e 1960; neorrealistas versus neoliberais 1, em 1970 e 1980; e reflexistas versus racionalistas, na atualidade. Cabe ressaltar, no entanto, que tal sistematização, não abarca a completude das análises acerca do internacional, priorizando abordagens universalistas do chamado mainstream da disciplina. Conquanto se demonstre a limitação da tipologia citada acima, esta evidencia uma das principais características do campo de estudos do internacional: a constância do debate (JERVIS, 2000). Tal regularidade faz com que o modelo norteador das Relações Internacionais tenda a afastar-se das ciências naturais e seu matematicismo monolítico (DUROSELLE, 2000), uma vez que a idéia de um paradigma hegemônico nos moldes científicos propostos por KUHN 2 nunca se consolidou de forma efetiva (SODUPE, 2003). Conseqüentemente, existiram no decorrer da história da disciplina grupos distintos que disputavam a predominância na esfera teórica - por mais que entre aqueles, a perspectiva realista e de cunho estatocêntrico tenha se destacado. Em meio aos debates, o Estado enquanto categoria analítica fundacional das Relações Internacionais esteve sempre presente. A partir da conceitualização trazida por Weber que o Estado é a instituição que detém o monopólio da força legítima em um território determinado, os teóricos realistas - e suas derivações neo caracterizaram o sistema internacional como anárquico, devido à ausência de um poder superior. Por conseguinte, o cenário internacional aproximar-se-ia do modelo metafórico de uma sinuca, na qual os Estados seriam bolas de bilhar 3, maciças e indivisíveis, colidindo em busca de segurança. Os idealistas por sua vez, 1 A tipologia adotada para definir os debates não é consensual. Há diversidades em relação aos atores envolvidos e a delimitação dos períodos. (LAPID, 1989), (KEOHANE, 1988), (SODUPE, 2003). 2 Para Thomas Kuhn a existência de um paradigma hegemônico, no interior da comunidade epistêmica, legitimaria o status científico de determinada disciplina e orientaria sua evolução. (SODUPE, 2003). 3 Waltz em Man, and State, and War, de 1959, apresenta a indivisibilidade como condição de observação dos Estados em meio ao sistema internacional, associando-os a caixas-pretas ou bolas de bilhar. Tal aproximação evidencia a busca por padrões de cientificidade, fazendo alusão ao modelo atômico de Dalton. Disponível em: 2

3 ressaltavam a importância do plano interno ao aparato estatal como cocondicionante das análises do internacional. No entanto, tal perspectiva perdeu fôlego com as derivações teóricas de Keohane e Nye, de cunho neoliberal. As mudanças sofridas pelo sistema internacional com o fim da Guerra-Fria e o encrudecimento da globalização financeira aprofundaram a diversidade interpretativa e geraram entre os teóricos das Relações Internacionais uma crise de identidade, no que se refere à cientificidade e à delimitação de seu campo de estudo. Isso porque, as profundas alterações na política internacional extrapolaram o escopo analítico de grande parte dos pesquisadores da área: o modelo fundador da disciplina baseado na centralidade do Estado- Nação e sua segurança em meio à anarquia internacional (SMOUTS, 2004) foi balizado não só pela empiria o fortalecimento de agentes transnacionais, forças econômicas e ideacionais, entre outras como pela forma como essa era instrumentalizada e analisada com rigor científico. Ou seja, foram colocados em xeque no fim do século XX e início do século XXI, a determinação do que seria a ciência das Relações Internacionais, os seus objetos de estudo, bem como a forma como estes deveriam ser observados. Portanto, o tempo presente assiste aos aprofundamentos do debate entre diferentes perspectivas teóricas - no que Saraiva definiu como ''crise paradigmática (2001). Em meio a esta tensão analítica, evidencia-se a emergência de uma maior gama de temas e agendas que excedem as concepções monocausais, marcadas pelo positivismo, e refletem também a necessidade de revisitar antigos temas e problemas - como o modelo metafórico dos Estados enquanto bolas de bilhar colidindo no sistema internacional. Ao sofrer essa redefinição de caráter não apenas ontológico, mas uma resignificação em termos epistemológicos, as Relações Internacionais abrem espaço para outras metodologias. Uma vez que os temas dessa área coexistem em um campo de estudos amplo delimitado pelo objeto de segunda ordem a sociedade -, trajetórias científicas, antes marginalizadas pelo mainstream da disciplina, se fortalecem embasadas em congruentes explicações de cunho multicausal e refletoras da aproximação de diferentes campos de estudo. Logo, concepções explicativas transversais às pesquisas do internacional - oriundas da Historia, Ciência Política, Direito e Economia - tornam-se mais evidentes e imbricadas. Disponível em: 3

4 Em tal contexto, a História das Relações Internacionais - contemporânea aos primeiros debates citados anteriormente - apresenta-se como uma perspectiva coerente e sofisticada de compreensão do aspecto internacional. Essa representa a simbiose entre o passado e o presente enquanto categorias fundacionais do estudo do internacional; sua particularidade é a observação da história na tentativa de traçar regularidades que contribuam para a explicação dos acontecimentos (DUROSSELLE, 2000) recentes, numa clara orientação idiográfica. Para GIRAULT: É certo que o passado fundamente o presente. (...) Os historiadores manejam preferentemente o conceito de longa duração. Contudo, o acontecimento, datado, único, base de suas pesquisas, os obriga a levar em conta, em primeiro lugar o tempo curto; mas eles sabem muito bem que este só alcança seu verdadeiro significado quando situado no tempo longo. ( ) [A] investigação do passado pode auxiliar a compreensão do presente e a estimativa de futuro ( ). (GIRAULT, 1994, p IN: MARTINS, 2003, p.16) Como apresentou o estudioso francês, a preocupação do historiador está em formular um arcabouço analítico que supere abordagens generalistas de cunho abstrato e classificável (VIGEZZI, 2000), através de explicações interpretativas acerca do processo, no qual estão envoltos acontecimentos ''únicos (DUROSELLE, 2000), situados temporal e espacialmente. Dessa forma, ao evidenciar uma preocupação com a totalidade (ELMAN, 2001) e admitir a contingência e a transitoriedade das narrativas explicativas, a História das Relações Internacionais mostrou-se muito apta para elucidar fatos que alteraram de forma significativa o sistema internacional nos fins do século XX. Tendo em vista a plasticidade inerente a tal modalidade de pesquisa, e a redefinição que o campo de estudos das RI experimenta na atualidade, as próximas seções correspondem à tentativa de situar a categoria analítica principal, ou fundamental, dos estudos acerca de política internacional- o Estado- Nação na Historiografia das Relações Internacionais. Ou seja, compreender como esta última define o Estado e sua centralidade em meio ao sistema internacional. Faz-se fundamental compreender como um vetor analisado tipicamente pelas teorias das RI e o mainstream da disciplina - é abordado pelos historiadores. Isso porque, se a historiografia apresenta-se como uma alternativa metodológica capaz de superar a hipocondria trazida pela crise da modernidade (SANTOS, 2006), cabe- Disponível em: 4

5 nos evidenciar em que medida aquela contribui para a inteligibilidade do tempo presente em suas mutações. Cabe mencionar, que a proposta delineada aqui não tem por fim o aprofundamento das dicotomias e disparidades do debate entre Teoria e História 4, mas apresentar reflexões que possibilitem o diálogo e a co-construção de ambas as formas de estruturação do conhecimento. Devido às impossibilidades de tratar de forma aprofundada a maioria, ou as principais, escolas historiográficas das RI, haja vista a densidade de cada uma delas, serão aqui priorizadas as análises clássicas; autores responsáveis pelo surgimento e consolidação dessa área de concentração na Europa - Inglaterra e França. E de forma pormenorizada os estudos realizados pelo grupo constituído por estudiosos situados na América Latina, particularmente no eixo Brasil- Argentina. 2. HISTÓRIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS A intersecção entre história e os assuntos internacionais surgiu inicialmente com a História Diplomática; esta enfatiza o estudo de documentos ligados à chancelaria dos Estados, originando-se em meio à consolidação dessa unidade política. Seu caráter oficial, no entanto, fez com que as análises oriundas dessa abordagem no decorrer do tempo se tornassem insuficientes para compreender o complexo meio internacional. Von Ranke, historiador alemão do século XIX, merece destaque na tentativa de superar estudos limitados aos conteúdos diplomáticos para a compreensão do internacional. Este foi um dos primeiros pesquisadores a definir como seu objeto, conjuntamente ao Estado, as sociedades ou o movimento das forças coletivas e as políticas exteriores ou as forças aparentes. Mas foi somente na década de trinta do século passado que a História das Relações Internacionais adquiriu uma perspectiva teórico-metodológica proeminente e distanciou-se de forma definitiva de sua vertente diplomática. Pierre Renouvin é considerado o arquiteto da primeira sustentação de fôlego sobre o estudo da história das relações entre os povos e as nações (SARAIVA, 2001, p. 18). A saber: 4 Detalhes acerca do debate entre teoria e histórica ver: (VIZEGGI, 2000) e (ELMAN, 2001). Disponível em: 5

6 a Escola Francesa. Este pesquisador, recebendo influência da Escola dos Analles 5, lança os conceitos de forças profundas e homens de Estado, associando aspectos sociais, e de longa duração, à compreensão da política internacional. Aprofundadas posteriormente por Duroselle, Girault e Frank entre outros autores, as contribuições da escola francesa, difundida por Renouvin, definem-se pela tentativa de construir um conhecimento dinâmico, de bases multicausais. Isso se explicita na vinculação da pesquisa em Relações Internacionais a uma complexa rede de causalidades observáveis no tempo, entrelaçadas com componentes de finalidade e digeridas no processo decisório (DUROSELLE, 2000; CERVO, 1992). Cabe destacar que tal definição metodológica será utilizada também por pesquisadores latino-americanos, com particular ênfase nos estudos de Amado Cervo. Com uma proposta similar, o Reino Unido sistematizou uma perspectiva própria atrelando o método histórico aos estudos da política internacional. Reunidos por vinte cinco anos no British Committee on the Theory of International Politics, entre , estudiosos afeitos a tentativa de perceber uma ordem em meio à anarquia internacional consolidaram a Escola Inglesa. Iniciada por Martin Wight e Herbert Butterfield (DUNNE,1998), essa corrente historiográfica é conhecida por sua definição de sociedade internacional e pluralismo metodológico - que congrega as tradições racionalista, realista e revolucionista. Atualmente, coexiste, sob o título de uma mesma escola, uma variedade de abordagens e análises de cunho filosófico, estrutural, histórico e normativo; com destaque para pesquisadores como Andrew Hurrel, Barry Buzan e Andrew Linklater. Ambas as tradições, a francesa e a inglesa, constituem-se como as linhas originárias do campo da História das Relações Internacionais, com produções bibliográficas que ultrapassam três gerações e apresentam influência ao redor do globo. Em outras localidades da Europa - como Suíça, Itália, Espanha e Portugal (SARAIVA, 2001) - e também nos Estados Unidos, as vertentes historiográficas definem-se como campo relevante, apesar de origens mais recentes. No entanto, 5 Movimento Historiográfico francês, liderado por Marc Bloch e Lucien Febvre, que aproximou as Ciências Sociais dos estudos históricos, propondo para a análise destes últimos estruturas de longa duração- a chamada História Total. Fernand Braudel é considerado a segunda geração dessa escola. Disponível em: 6

7 estas não serão tratadas aqui de forma pormenorizada uma vez que o espaço reservado para este desenvolvimento se faz diminuto. Abaixo do Equador, a História das RI possui uma abordagem sistêmica e de visibilidade internacional, com particular integração entre pesquisadores do Brasil e da Argentina. Nesse sentido, da existência de uma tradição historiográfica nos países latinos, destacam-se a perspectiva de Raul Bernal-Meza, que delimita um conjunto de premissas básicas que definiriam a escola latino-americana. La idea central es que la reflexión sobre el desarollo es la clave y el centro del pensamiento y la praxis sobre las relaciones internacionales de América Latina, dando origen a la formulación de una 'filosofía o teoría de la história' que, en síntesis, fue el fundamento del 'relato'; un gran relato histórico desde la periferia. (MEZA, 2005, p.29) Para além da tentativa de afirmar a existência de um corpo conceitual sistematizado, a iniciativa de englobar sob um mesmo signo correntes interpretativas das Relações Internacionais situadas na América Latina - que para Meza possuem similaridade no método histórico-estruturalista (2005) - ainda precisa ser aceita pelo conjunto de pesquisadores da região. Tendo em vista a multiplicidade de abordagens e enfoques, as dificuldades para a consolidação de uma comunidade epistêmica orientada situam-se nas particularidades salientes no interior de cada país, na falta de comunicação entre seus pesquisadores e no posterior estabelecimento de eixos básicos de convergência para a construção de uma abordagem teórica coesa. No entanto, cabe ressaltar, que tal ausência de consenso acerca da denominação escola latino-americana, não diminui as contribuições teóricointerpretativas desse grupo amplo que tem na metodologia histórica seu eixo de simbiose. Tanto na Argentina, como no Brasil, há um ímpeto de compreender as Relações Internacionais a partir de sua localidade, em um invólucro de teoria e prática (CERVO, 2008a), que sinaliza a comunhão de objetos orientados para o desenvolvimento econômico-político-social e a inserção internacional da região. O subdesenvolvimento, como problema cognitivo dos pesquisadores situados na porção sul da América, surgiu em meio ao pensamento estruturalista da Cepal, de Celso Furtado e Raúl Prebisch, e as posteriores correntes da chamada Teoria da Disponível em: 7

8 Dependência, que empreenderam uma análise original acerca das relações entre o centro e a periferia. Há um encontro de tal preocupação com o pensamento historiográfico do eixo Brasil-Argentina, e também do Chile - apesar do distanciamento ideológico. Isso porque, diferentemente das abordagens dependentistas, as correntes atuais possuem uma crença na possibilidade de mudança no interior do próprio sistema, ou seja, na superação de atrasos através da ação dos países em meio à ordem internacional. Logo, os temas de pesquisa argentino-brasileiros fazem menção ao estudo da história - do Prata e do cenário internacional como um todo - com vistas a compreender regularidades e lacunas que permitam a emergência dos países em desenvolvimento. Destacam-se os estudos de Rapoport, Meza e Ferrer acerca da globalização; Cervo e Paradiso, em suas análises de política externa e inserção internacional; Heredia e sua argumentação favorável à eclosão de novos atores, entre outros. Cumpre mencionar, que grande parte desses autores compartilha a noção de que há uma distinção entre países desenvolvidos e em desenvolvimento no que se refere ao conteúdo e ao modo como elaboram suas concepções teóricas: enquanto os primeiros são afeitos às questões de segurança, guerra e paz; os estudiosos situados no segundo grupo preocupam-se em vincular política e melhoria dos aspectos econômicos e sociais. Logo, esses pesquisadores apresentam uma visão crítica acerca das teorias das Relações Internacionais tidas como o mainstream da disciplina, elucidando que estas são condizentes ao seu local de origem e a posição no sistema internacional (CERVO, 2008b). Nas palavras de Meza: las teorías de relaciones internacionales, tal como los paradigmas de la ciencia social em general, son el resultado de un tiempo y un espacio social y politico determinado ( 2005, p.55). Ademais, o artifício lançado por Amado Cervo de crítica ao universalismo teórico distante das necessidades da porção sul do globo, situa-se na tentativa de propor uma vinculação entre teoria e prática com o objetivo de superar o subdesenvolvimento. Tal preocupação explicita-se na proposição de utilização de conceitos nas RI (CERVO, 2008b) - ao invés de teorias - haja vista que o autor procura distanciar-se de pressupostos nomotéticos oriundos de realidades Disponível em: 8

9 específicas e estimular um diálogo entre a comunidade epistêmica, os tomadores de decisão e os anseios da sociedade em geral. A Historiografia das Relações Internacionais na América Latina é, portanto, um campo que vem aprofundando-se nas três últimas décadas do século XX e na atualidade; motivada pela crescente importância que o internacional adquire em meio às ciências humanas como um todo (SANTOS, 2003), e nas decisões políticas e da sociedade civil, em particular. Não cabe aqui discutir se suas pesquisas consolidaram-se ao ponto de formarem uma escola latino-americana, mas apresentar, em linhas gerais, a importância de suas análises e seus principais traços no que concerne a categoria analítica estatal. Tendo em vista o panorama geral delineado acima, a seguir serão tratadas cada uma das correntes historiográficas apresentadas anteriormente no que se refere à cognição destas acerca do Estado. Cabe ressaltar, que as diferenciações entre teoria e história - tratadas brevemente na introdução - contribuem para a elucidação acerca do modo como os historiadores estabelecerão o elo cognitivo da categoria estatal, pois se destaca entre esses o estudo de tal vetor associado ao seu espaço e tempo, distanciando-se de conceitualizações unívocas e do trato monocausal. 2.1 A Escola Francesa e a categoria analítica estatal A Escola Francesa, tendo se originado em meio aos impasses trazidos pela Primeira Guerra Mundial (BADIE, 2004), reflete em suas bases uma conceitualização estatocêntrica das Relações Internacionais. Renouvin e Duroselle, em livro de 1964, afirmam ser o Estado o objeto de estudo das Relações Internacionais, o definindo como: a relação estabelecida entre os povos intercâmbio comercial e de idéias, jogo de influências recíprocas, manifestações de simpatia e antipatia-, reguladas pelos governos. (DUROSELLE; RENOUVIN, 1964). Duroselle, aprofundando as perspectivas trazidas anteriormente, afirma que o Estado possui um papel privilegiado nas Relações Internacionais por deter o monopólio do poder legítimo, que pode ser assegurado pela força ou pelo consenso. No entanto, este autor procura desvencilhar-se dos debates que discutem a centralidade do aparato estatal nas análises de política internacional; afirma que as Disponível em: 9

10 pesquisas não são suficientes se somente os Estados reconhecidos constituírem-se como vetores de observação. Isso porque, a comunidade internacional pode ser abalada por relações que se dão no interior de uma delimitação fronteiriça comum - como as guerras de independência no continente africano - ou por comunidades plurinacionais, que nem sempre representam a aglomeração de Estados Soberanos como Organizações Não-Governamentais, as Internacionais Comunistas ou as Sociedades Multinacionais (DUROSELLE, 2000). Nesse sentido a própria nacionalidade, signo tratado de forma complementar ao Estado e em grande medida não equacionada por teóricos de RI é compreendia como um valor, uma força profunda que altera o sistema de causalidades da arena internacional, e por isso deve ser codificada pelas análises de política internacional. Esse conjunto de fatores, apresentados por Duroselle, levam à inferência de que a existência de fronteira territorial, que limita a soberania estatal, não é sinônimo de unidade política; conseqüentemente, a realidade vai mais longe (DUROSELLE,2000, p.90), ou seja, outros agentes são possíveis. Dessa forma, as concepções acerca do internacional, para a tradição Francesa, devem mensurar variáveis subjacentes à conceitualização de Estado Soberano, como demonstra a explicação acerca do sistema internacional: Ele é definido pela coexistência do interior e do exterior, quer dizer, da hierarquia e do aleatório. É composto por uma superposição que vai do indivíduo aos grandes conjuntos, em que o principal e muito- é o Estado, passando pelos pequenos grupos (natural, jurídico e voluntário ou real) e, em seguida, pelas comunidades maiores. ( ) Para colocar em movimento esse sistema complexo, a ação humana se manifesta sem descontinuidade. (DUROSELLE, 2000, p. 95) O Estado é um ator relevante para a tradição Francesa como demonstra a citação acima. No entanto, sua definição e posição em meio ao complexo sistema internacional são bastante particulares. O aparato estatal não é um ente ontológico fechado em si mesmo, como o modelo metafórico dos Estados enquanto bola de bilhar do sistema sinuca - internacional. Disponível em: 10

11 Há uma multicausalidade existente no movimento e no jogo de forças que deflagram as relações no plano estrangeiro 6. Dessa forma, a cognoscibilidade do vetor estatal por parte da historiografia de Durossele e Renouvin não é monolítica e de caráter generalizante. Quando estes autores sublinham o papel de forças variadas - que dizem respeito às condições geográficas, demográficas, econômicas, financeiras, mentais, valorativas e sensíveis - associadas aos homens de Estado, e seu poder decisório, admitem a interpenetração de variáveis mutantes e coconstitutivas das Relações Internacionais. Oferecendo, assim, um conjunto favorável de ferramentas analíticas para compreender as profundas mudanças que sofrem a política internacional e colaborando para as Relações Internacionais, sua inteligibilidade e cientificidade. 2.2 A abordagem estatal empreendida pela Escola Inglesa Martin Wight, considerado o patrono da tradição Inglesa de Relações Internacionais, de forma similar à proposta metodológica da Escola Francesa, preocupa-se em identificar, por meio da reflexão histórica, os traços fundamentais e duradouros da Política Internacional. No entanto, diferentemente dos seus vizinhos do interior do continente, os ingleses evidenciam de forma mais explícita a relação entre os Estados particularmente as potências - como seu objeto de análise em última instância. Em seu livro 'A Política de poder', Wight admite a centralidade dos Estados nas Relações Internacionais, associados à instrumentalidade da força como meio fundamental de sobrevivência em meio ao sistema internacional anárquico, sem perder de vista os condicionantes oriundos da moral e do direito. Dessa forma, o precursor da escola inglesa faz uso de uma categorização analítica racionalista ou gaussiana (DUNNE, 1989) do sistema internacional, ao mesclar a visão de como os Estados se comportam e como deveriam se comportar entrelaçando a perspectiva idealista e realista. 6 Para Duroselle (2000) a noção de estrangeiro é a única que abarca sob um mesmo signo as relações entre estados e entre indivíduos ou grupos não estatais, contemplando de forma mais plena o espectro das Relações Internacionais. Ver cap. 1. Disponível em: 11

12 Conseqüentemente, para este autor a sociedade internacional é um espaço de possibilidades para a cooperação e para o conflito interestatal; as relações internacionais aproximam-se da política de poder, e o gerenciamento destas se dá no quadro hierárquico das potencias (WIGHT, 1985). Conquanto tal construção aproxime-se de postulados realistas e o modelo metafórico das bolas de bilhar, esta inova ao distanciar-se dos debates teóricos do período idealistas X realistas-, e vincular ao seu estudo uma preocupação moral. Admite assim, um maior número de variáveis explicativas acerca da motivação dos Estados e sua posição contingente (WIGHT, 1985) em meio à política internacional, trazendo à tona, também, a noção de instituições internacionais - características inerentes ao sistema de estados e da sociedade internacional. Ao discorrer enfaticamente acerca do poder e das unidades políticas que fazem uso deste, percebe-se um distanciamento de Wight no que diz respeito a reflexões acerca de agentes sociais subjacentes ao aparelho estatal. Do mesmo modo, que este autor faz menção reduzida a agentes econômicos, evidenciando que a política é o cerne das suas análises em Relações Internacionais (WIGHT, 1985). Hedley Bull, dando seqüência idéias de Wight, ao estudar a ordem na política mundial tem no Estado Soberano a unidade analítica celular. Este não realiza uma discussão acerca do conceito do mesmo, sua validade ou referência para o estudo das RI, uma vez que sua pesquisa discorre acerca da ordenação em meio à anarquia internacional. Definindo a ordem como um padrão de atividade que sustenta objetivos elementares ou primários da sociedade de Estados ou sociedade internacional (2002), Bull diferencia os conceitos de sistema de Estados e sociedade de Estados, sinalizando que este último além da interação entre unidades políticas situa-se no plano da presença de valores e interesses compartilhados. Logo sua pesquisa faz menção às interações entre os aparatos estatais Sistema de Estados, Sociedade de Estados, ordem internacional, ordem mundial, justiça - e à reformulação destas, evidenciando uma abordagem estatocêntrica de cunho racionalista mitigada por preocupações pluralistas. De forma correlata os seus predecessores, Adam Watson desenvolve uma verdadeira teoria, de base histórica, para a evolução do sistema internacional, desde os primórdios até a chamada sociedade internacional contemporânea (SARAIVA, 2001, p.31). Seu objeto de análise situa-se então, no sistema de Estados, ou, Disponível em: 12

13 conjunto de autoridades políticas que reconhecem suas independências mútuas, bem como a ausência de um poder superior (WATSON, 1992). Para Watson há uma tensão inevitável entre ordem e independência, que representa a força propulsora da evolução do Sistema de Estados. Este se move no decorrer da história de forma pendular em meio a quatro padrões analíticos: múltiplas independências, domínio, hegemonia e império; e somente no século XIX tornou-se global. Ou seja: o modelo de sistema de Estados europeu adquiriu feitura mundial ao ser reproduzido em unidades políticas americanas, no século XIX, e na África e Ásia, no século XX. Tal abordagem, assim como as anteriores, apesar de apresentar-se de forma sofisticada com modelos tipificados complexos, aceita a noção de Estado soberano e legítimo, que tende a busca da hegemonia e limita-se por uma cultura comum determinada por uma sociedade internacional. Dentre os principais autores da Escola Inglesa aqui tratados, percebe-se a latência da categoria analítica estatal em suas interpretações. O trato dado a esta é de cunho fundacional e central para a compreensão do internacional inferida por este grupo, uma vez que suas temáticas fazem menção ao Estado, suas interações e mutações no decorrer da história. Conquanto as abordagens da historiografia inglesa não orientem novas tipologias, sua contribuição esta em resignificar o modelo estatocêntrico das RI, situando--o em uma perspectiva pluralista e histórica. Dessa forma, o aparato estatal não é compreendido como uma caixa-preta e unidimensional, mas sim como um espectro poroso, porém definido, que sofre interferências da cultura, do tempo, do espaço e da dinâmica do sistema. Cabe mencionar, que autores contemporâneos da Escola Inglesa, como Linklalter, distanciam-se das perspectivas citadas acima, muitos deles propondo uma abordagem pós-westphaliana e/ou pós- estatocêntrica. Evidenciando, assim, a pluralidade de interpretações características das RI, e particularmente da tradição inglesa contemporânea. Disponível em: 13

14 2.3 Escola Latino- Americana e a transversalidade do componente estatal No que se refere ao Estado, diferente da tradição historiográfica européia, os autores latino-americanos não delimitam de forma explícita a centralidade desse ator para a compreensão do internacional. Isso porque, suas pesquisas são mais afeitas à observação histórica da região do prata em meio a história internacional, à análises de política externa, e à abordagens acerca do sistema internacional em suas profundas mutações - com destaque para os estudos de globalização. É então em meio a esta variedade de estudos, que compartilham um método histórico comum e uma perspectiva em prol do desenvolvimento e da inserção internacional da região, que o Estado enquanto objeto de análise está imerso. Como foi tratado em seção anterior, as Relações Internacionais compreendida entre os pesquisadores do eixo Brasil-Argentina, possui um aspecto normativo com vistas à superação de modelos políticos e econômicos ultrapassados, com uma clara crença na possibilidade de tal superação por parte de seus países. Tal característica distancia-os de universalismos importados baseados na estruturação de modelos analíticos, como o de Waltz. Logo, a preocupação não esta em afirmar a centralidade dos Estados perante outras teorias, mas sim evidenciar em meio a Política Internacional a relevância de seus países e suas possibilidades de desenvolvimento. Os pesquisadores que tratam da formação do Estado-Nacional na América Latina e sua interferência basilar nas relações da Prata no decorrer do século XIX - como Doratioto e Heredia - são um exemplo do distanciamento do uso conceitos importados. Isso porque, estes situam o processo de definição de fronteiras e consolidação do poder central, não apenas nas características geográficas do continente ou como conseqüência de ações imperialistas por parte das potências, mas também em meio à dinâmica histórica particular das sociedades aí existentes. Para Heredia, o conceito de Estado Nacional possui uma matriz européia que no processo latino-americano sofreu resignificação (HEREDIA, 1994). Tanto a definição territorial como a formação da nacionalidade foram fenômenos dispares: datam de períodos diferentes; não se consubstanciaram determinantemente através da guerra; e eclodiram através das particularidades de cada região - cada colônia Disponível em: 14

15 sofreu um processo distinto de consolidação de sua unidade política independente em relação à metrópole, tanto hispânicas quanto portuguesas. Na tentativa de inferir certa regularidade no processo em questão, o autor apresenta ainda, a possibilidade de incluir a região do Prata como uma categoria analítica em meio ao sistema internacional, extrapolando a centralidade das unidades políticas, com fronteiras definidas, como atores das RI. De forma complementar, Cervo afirma que depois da consolidação dos espaços nacionais, os países latino-americanos, em particular da região platina, têm no desenvolvimento um 'destino comum' (2001). A partir das observações acima e em meio a outras diversas construções teórico-interpretativas as quais algumas serão exemplificadas a seguir -, infere-se que o Estado é um ator importante, mas que este não é o único para os estudiosos do sul. Sombra Saraiva, de forma condizente ao trato relevante dado a categoria analítica estatal em perspectiva histórica, quando trata das novas relações internacionais na América Latina no pós- Segunda Guerra, afirma que estas são conseqüência do impressionante crescimento do número de Estados Soberanos (SARAIVA, 2008, p.339). As pesquisas de Amado Cervo, ao delimitar os paradigmas de política externa empreendidos pelo Estado brasileiro, desde o século XIX, demonstram que o aparato estatal possui relevância no cenário internacional. No entanto, este mesmo autor trata também da comunidade epistêmica, da unicidade dos tomadores de decisão e dos interesses de parcela da sociedade como agentes coexistentes nas relações internacionais (CERVO, 1992; CERVO 2008a; CERVO 2008b). As relações internacionais compreendem três categorias de agentes: a diplomacia, o governo com sua política e a sociedade com suas forças. Esses agentes das relações internacionais se relacionam entre si de forma a se poder vislumbrar um esquema de influências recíprocas. Assim, as forças sociais ( ) relacionam-se com a política exterior, uma vez que a sociedade organizada pretende alcançar objetivos transnacionais. Por efeito da racionalidade, as forças sociais condicionam, assim, o movimento das diplomacias, na forma de ação ou reação. (CERVO, 2008a, p.11). No que se refere a uma análise dos fenômenos contemporâneos, há os estudiosos que Meza define como pertencentes a uma visão alternativa de globalização para modelos de Inserção Internacional (2003). Dentre estes se Disponível em: 15

16 destaca a forma como discutem a centralidade do Estado nas Relações Internacionais, e as mutações desse conceito no fim do século XX. Meza, Rapoport, Cervo, Saraiva e Paulo Roberto de Almeida entre outros - afirmam que o Estado enquanto categoria analítica vem sofrendo reorientação, no sentido de não ser tão cristalizado como antes. Para estes o processo atual de redefinição da ordem internacional, eclipsou a partir da década de oitenta a noção de Estado territorial (MEZA, 1991) com a emergência de novos atores e redes de influência de cunho político, econômico e social- mas, no entanto, ainda persiste um sistema interestatal em que as ações de grandes potências, como os Estados Unidos, influem majoritariamente no plano internacional (MEZA, 2000). Com efeito, os Estados permanecem como garantes da organização sócioeconômica, como antes, mas não se posicionam todos da mesma forma diante das tendências de globalização ou regionalização. (...) Quer sejam agentes, quer pacientes ( ) os Estados nacionais estão mais vivos do que nunca no final do milênio. (CERVO, 2001b, p.187 e 188) De forma complementar, Rapoport (2003) apresenta uma visão crítica acerca de um discurso globalizador - originado em meio aos pressupostos neoliberais de Hayek e Friedman 7 - que estaria solidificando a idéia de falência do Estado Nacional e advento da transnacionalidade. Segundo o pesquisador latino-americano na década de noventa os países em desenvolvimento assistiram ao encrudecimento e a aplicação de pressupostos baseados na abertura comercial e econômica e no multilateralismo indiscriminado, tanto em suas políticas internas quanto externas. Mas isso, no entanto, não representaria o fim do Estado e sua importância em meio ao cenário internacional. Para o pesquisador argentino em questão, há uma confusão entre participação do estado na economia modelo keneysiano e sua centralidade nas ações internacionais. Conseqüentemente o advento e aplicação das premissas liberalizantes no fim do século XX, estariam impulsionando a crença de que as RI em tempos anteriores ao fortalecimento da globalização era concebida univocamente por ações estatais. 7 Para esses autores as forças do mercado são determinantes do contexto social e representam a busca natural e harmônica de cada indivíduo pela máxima satisfação. Detalhes sobre os postulados neoliberais, ver também: HAYEK (1990) e FRIEDMAN (1980). Disponível em: 16

17 Dessa forma, Rapoport, como o conjunto de autores citados anteriormente, lança a noção de recriação do Estado Nacional devido às interações promovidas pelo reordenamento do sistema internacional pós- Guerra Fria. Para aqueles, é prematuro dizer que os Estados Nacionais vão desaparecer (RAPOPORT, 2003, p.55), uma vez que tal categoria analítica ainda tem destaque, em particular as grandes potências no plano político- estratégico- militar. Tomassini (1991), com uma perspectiva pós-moderna, identifica a necessidade de refletir as RI para além da categoria estatal como único ator, em uma clara crítica aos pressupostos neorrealistas. O autor identifica no sistema internacional um conjunto de forças e interações que constituem a origem e a ação dos Estados, buscando assim quebrar as amarras cognitivas empreendidas pelas abordagens clássicas. Cabe mencionar, que de forma diversa a outros autores latino-americanos, Tomassini não compreende a globalização como um sistema novo, mas como um processo que em tempos presentes desenvolveu-se de forma efetiva. Edmundo Heredia, em sentido similar, propõe um estudo das RI para além das relações entre nações, que envolva novos temas e se inter-relacione de forma plena com outras ciências, como a geografia. Reforça inclusive a criação de novas categorias analíticas como a noção de gente, que aborda valores individuais e comunitários de um tempo (HEREDIA, 2003). Nesse sentido, Estevão Rezende Martins, do grupo de Brasília, também se destaca ao propor uma perspectiva do internacional que considere a vertente cultural e suas vinculações às redes de poder a nível global (2002). Em grande parte das pesquisas publicadas na América Latina, não há uma categorização particular do Estado como agente central das Relações Internacionais, como apresentam Waltz, Keohane, ou mesmo Wendt. Tal característica evidencia a transversalidade da categoria analítica estatal junto às temáticas do desenvolvimento e inserção internacional. Isso porque, a interdisciplinaridade característica desses estudiosos, que possui na história a dimensão necessária e primeira para a compreensão do internacional, afasta a denominação prévia e anacrônica de variáveis determinantes à pesquisa. Ademais, cabe destacar o olhar crítico e condizente ao seu tempo lançado pelo conjunto de teóricos latino-americanos. Ao tratar da redefinição do conceito de Disponível em: 17

18 Estado, e sua parcimônia no que se refere à falência do mesmo - premissa essa verificável na atual crise econômica internacional e o advento de uma maior participação dos aparatos estatais nas instâncias de regulação social e controle da crise. 3. CONCLUSÃO Distante de apresentar conclusões determinadas e pontuais, o ensaio aqui delineado anseia por lançar luz ao ente das Relações Internacionais o Estado a partir de uma perspectiva transdisciplinar, evidenciando a construção orientada dos conceitos e a possibilidade de superação e constante redefinição dos mesmos. Logo, buscou evidenciar as possibilidades inerentes ao entrelaçamento de diferentes metodologias com vistas a compreender o fenômeno internacional em sua complexidade e interação com o conjunto das ciências humanas e naturais. Nesse sentido, a Historiografia das Relações Internacionais apresenta um arcabouço teórico-interpretativo que discorre acerca dos aspectos de mudança da vida internacional; fornece, portanto, ferramentas para a compreensão do Estado e suas mutações em meio as nuances múltiplas do Sistema Internacional. Ademais, representa uma alternativa metodológica à crise paradigmática nas Relações Internacionais, ao afastar-se de proposições generalistas e universais. Como apresenta Norma Breda (2003), o Estado é central nos estudos de História das RI. O eixo de simbiose entre os pesquisadores da área, não esta, porém, na centralidade do aparato estatal, mas na concepção do sistema internacional - definido por uma rede de influências e processos de longa duração. Por mais que exista uma diversidade no trato da categoria analítica estatal entre as Escolas, estas convergem ao ultrapassarem a noção de Estado como uma caixapreta. Enquanto os ingleses aproximam-se de um conceito mais determinado, latente e vinculado às relações de poder; os franceses oferecem uma conceitualização mais porosa, multicausal e sociológica; os latino-americanos, por sua vez, apresentam o Estado de forma transversal, em meio as suas preocupações teóricas e práticas. Por conseguinte, há um distanciamento, por parte dos historiadores, do modelo de sinuca internacional: este é superado pelas perspectivas situadas em seu tempo e espaço, que buscam relacionar a produção teórica e a prática política - com Disponível em: 18

19 particular ênfase entre os pesquisadores do sul. Desse modo, o Estado não é visto como um ente fechado em si, que busca objetivos particulares, mas aproxima-se da idéia de um mosaico por sua múltipla e co-constituição, que define sua forma e funcionalidade contingentes. Se o Estado, como definiu Knutsen (1992), é o conceito primeiro das Relações Internacionais, sua definição reflete na imagem da disciplina e seu arcabouço teórico. Conseqüentemente, prever e refletir acerca das possibilidades cognitivas do vetor estatal e seu redimensionamento para além de metáforas universalizantes, significa reintroduzir nas Relações Internacionais valores históricos, subjetivos, contingentes e complexos. Ou seja: transformar as RI em uma ferramenta analítica inteligível, capaz de contribuir de forma mais efetiva para a compreensão da realidade em sua diversidade, superando modelos conceituais artificiais e homogeinizadores. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BADIE, Bertrand. Da soberania á competência do Estado. IN: SMOUTS, Marie- Claude. As novas relações internacionais: práticas e teorias. Brasília: Editora Universidade de Brasília, BERNAL-MEZA, Raúl.Claves del nuevo orden mundial. Grupo Editor Latinoamericano, Buenos Aires: Sistema Mundial y Mercosur: Globalización, Regionalismo y Políticas Exteriores Comparadas. Buenos Aires:Grupo Editor, América latina en el mundo. El piensamento latinoamericano y la teoria de las relaciones internacionales. Buenos Aires: Nuevohacer, BULL, Hedley. The Anarchical Society: A study of order in world politics. New York: Columbia University Press, CERVO, Amado Luiz & BUENO, Clodoaldo.História da Política Exterior do Brasil. São Paulo, Editora Ática, 1992.Relaçoes Internacionais da América Latina. Velhos e novos paradigmas. Brasília, IBRI: 2001a. Disponível em: 19

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