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1 Informativo do Hospital Estadual Mário Covas Ano 6 nº 33 Abril / Maio de 2009 O Centro de Aprendizagem, Documentação, Informação e Pesquisa da FMABC planeja instalar neste ano diversas mini-bibliotecas nos hospitais mantidos pela Fundação do ABC, entre os quais o Mário Covas, e nas demais instituições de saúde parceiras. A iniciativa visa a favorecer o estudo e a pesquisa dentro de unidades que servem de campo de estágio para residentes e alunos da FMABC, assim como para pesquisadores da Pós-graduação. O projeto prevê a continuidade da Biblioteca Central no campus da faculdade, com ramificações do acervo pelos hospitais-escola. Pág. 4 Três contêineres instalados na entrada de funcionários passam a receber a partir de maio lixo reciclável arrecadado pelos funcionários do HEMC. Campanha permanente de conscientização sobre descarte correto de materiais que podem ser reaproveitados terá início com a Semana da Enfermagem 2009, com foco na coleta de garrafas pet e latas de alumínio. A ação no HEMC também se estende a outros tipos de lixo reciclável, como pilhas e óleo de cozinha. Pág. 6 Crianças com síndrome de Down que moram no Estado de São Paulo passaram a ter calendário de vacinação diferenciado desde 23 de março, com vacinas não disponíveis na rede pública. Trata-se de iniciativa das secretarias de Estado da Saúde e dos Direitos das Pessoas com Deficiência que visa a prevenção de doenças nesse público, cujo sistema imunológico é mais frágil. Sediado no HEMC, O CRIE-ABC é o único posto cadastrado para atender às sete cidades da região, além de municípios anexos como Mogi das Cruzes e de todo o litoral paulista, de Ubatuba a Peruíbe. Pág. 3 O HEMC promoveu em abril mais uma rodada do programa Trainee-Farmácia Hospitalar, cujo objetivo é aprimorar profissionais recém-formados. Pág. 6

2 O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) realizou no Anfiteatro Grande ABC do HEMC, em 13 de março último, encontro com os novos secretários de Saúde da região. Titulares e representantes dos sete municípios abordaram as principais metas para a saúde na região e esclareceram dúvidas dos convidados. Após levantamento da situação da saúde no Grande ABC e apresentação de propostas para as gestões que se iniciam, foram sugeridas ações integradas entre as cidades para melhoria do atendimento à população e das condições de trabalho dos profissionais da saúde, além de melhor remuneração dos médicos e prática de valor isonômico para a região. Foi proposta a criação de um mecanismo de integração entre os Hospitais Estaduais Serraria e Mário Covas junto aos municípios, para o atendimento terciário na região. Em seguida os secretários responderam às questões da platéia, como a distribuição de medicamentos, a estratégia assistencial voltada à saúde mental, mecanismos de controle social para ações de saúde, assim como um Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) que dignificasse o trabalho do profissional de Medicina na região. Durante o encontro foi relatada a situação de calamidade na qual se encontra a assistência médica de Mauá, especialmente das condições atuais do Hospital Radamés Nardini. Todos os secretários se solidarizaram e ofereceram ajuda ao município vizinho. A realização do evento reafirma o compromisso do Cremesp na busca por melhores condições de trabalho, além de remuneração justa aos médicos para exercício pleno e ético da Medicina no ABCDMR, fator importante para a qualidade do atendimento à população. O Cremesp se comprometeu a realizar novo encontro em breve, quando será abordado assunto temático de interesse de todos e a reavaliação das propostas nessa reunião. A região efetivamente conta com o Consórcio Intermunicipal das Bacias do Alto Tamanduateí e Billings, também conhecido como Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, resultado do esforço e trabalho conjuntos dos sete municípios. Foi constituído em 19 de dezembro de 1990 como uma associação civil de direito privado, atuando como órgão articulador de políticas públicas setoriais. O Consórcio é instituição reconhecida no Brasil inteiro como iniciativa pioneira da organização de municípios, mas atualmente encontra-se estagnado. O grande desafio é fazer os temas regionais - e no nosso caso a saúde - serem reconhecidos efetivamente pelos municípios como de grande valia. Acreditamos que com o encontro no Mário Covas demos um passo para reativar o Grupo Temático da Saúde do Consórcio. Cabe agora aos novos secretários de Saúde a articulação política necessária para avançarmos e não faltam motivações para tal - o próprio problema da saúde em Mauá serve como bandeira para as grandes soluções da saúde regional. Dr. Desiré Carlos Callegari Diretor Técnico Estadual em Notícia é um informativo bimestral e de distribuição gratuita do Hospital Estadual Mário Covas. Endereço: Rua Dr. Henrique Calderazzo, 321 B. Paraíso - Santo André - SP. CEP: Fone: (11) Site: Superintendente: Dr. Geraldo Reple Sobrinho Assistente da Superintendência: Dr. Mário Scarpa Diretor Técnico: Dr. Desiré Carlos Callegari Diretor Clínico Dr. Vanderley da Silva Paula Diretor Econômico-Financeiro: Dr. João Metanios Hallack Diretora de Planejamento: Dra. Ana Cecília Guimarães Borrelli Diretora de Enfermagem: Enfa. Carmen Lúcia A. Pimenta Simões Assistentes Médicos: Dra. Eliane Terezinha Rocha Mendes Dr. Pedro Gregori Assistente de Diretoria de Planejamento: Yukie Komatsu Hotta Assist. Téc. da Diretoria de Enfermagem: Enfa. Maria Elisabeth F. Nogueira Enfa. Roseli Hiromi Hyodo Produção: MP & Rossi Comunicações: (11) Departamento de Comunicação FUABC-FMABC Jornalista Responsável: Marli Popolin (Mtb: ) Textos: Eduardo Nascimento e Malu Marcoccia Editoração Eletrônica e Fotos: Eduardo Nascimento Impressão: Belince Gráfica e Editora (11) Missão: Prestar assistência médico-hospitalar de alta complexidade à população do Grande ABC e contribuir para formação de profissionais na área de saúde. Visão: Alcançar reconhecimento como instituição médica assistencial resolutiva com qualidade. Consolidar-se como centro de ensino e pesquisa em parceria com a Fac. de Medicina do ABC e como modelo de gestão. Valores: Ética, humanização, trabalho em equipe, responsabilidade social, busca contínua da qualidade, desenvolvimento profissional e pessoal, compromisso com o cliente e com o trabalho, história institucional FUABC, FMABC e HEMC. Os trabalhos de Ortopedia e Traumatologia no HEMC somam índices que impressionam. Somente nas consultas ambulatoriais foram atendimentos no ano passado - 13,5% a mais que em 2007 (17.681) e 29,4% superior ao registro de 2006 (15.512). No comparativo com as demais especialidades, o Ambulatório de Ortopedia foi o mais acionado em Aproximadamente 30% dos nossos atendimentos hoje são voltados aos casos ortopédicos e dispomos de 11 grupos com sub-especialidades ortopédicas, acrescenta o Diretor Clínico do HEMC, Dr. Vanderley da Silva Paula. O crescimento e valorização do setor também ficam claros nas atividades do centro cirúrgico (foto). Em 2006, a Ortopedia realizou procedimentos, enquanto em 2008 foram mais de Os trabalhos são coordenados pela Disciplina de Ortopedia e Traumatologia da FMABC, que além da assistência também utiliza o HEMC para desenvolvimento de pesquisas e para o ensino de graduação, pós-graduação e residência médica. Segundo o professor de Ortopedia e Traumatologia da FMABC, Dr. Walter Yoshinori Fukushima, a demanda reprimida por atendimentos em Ortopedia é muito grande na região. É preciso otimizar ao máximo o serviço. Bom gerenciamento do atendimento, organização, equipamentos de ponta, materiais à disposição e equipes competentes são fundamentais. Reunimos todos esses diferenciais no Hospital Mário Covas, o que garante excelência ao serviço, explica Dr. Walter, que completa: A logística de entrada, atendimento e saída dos pacientes funciona muito bem no HEMC e temos toda a retaguarda da Diretoria Clínica, equipes de enfermagem, recepcionistas e demais profissionais envolvidos no processo. Isso torna o serviço mais ágil sem perder qualidade.

3 Leila Aparecida Alves (esq.) e Cínthia Pinhal O Hospital Mário Covas promoveu em abril mais uma rodada do programa Trainee- Farmácia Hospitalar, cujo objetivo é aprimorar profissionais recémformados. Este é o terceiro ano em que o HEMC abre oportunidades a farmacêuticos que queiram especializar-se em farmácia hospitalar, segmento que exige aprofundar outros tipos de conhecimentos em relação a quem atua em laboratórios de manipulação ou em farmácias de rua, por exemplo. O programa de desenvolvimento se estende por um ano, durante o qual os trainees aprendem a lidar especificamente com a rotina de medicamentos dentro de um hospital de alta complexidade como o Mário Covas, desde preparar dosagens e conteúdos de acordo com cada paciente (90% em estado crítico) até logística de distribuição. Temos falta no mercado de farmacêuticos com essa bagagem. As universidades formam profissionais mais genéricos, por isso o Hospital Mário Covas se preocupa em preparar uma geração com habilidades mais específicas, afirma a psicóloga Leila Aparecida Alves, da Gestão de Pessoas. Em 2007 foram abertas três vagas, em 2008 outras três e neste ano são duas, mas a carga horária subiu de 6 para 8 horas diárias. Conforme a legislação de trainees, os candidatos devem ser formados entre 2007 e Todos passam por prova de múltipla escolha na 1ª fase e por entrevistas individuais e dinâmicas na 2ª etapa. A divulgação dos classificados está prevista para 22 de maio próximo no site do HEMC. No final do programa o trainee poderá ser contratado caso haja vaga no hospital, informa Cínthia Pinhal, ela própria ex-trainee e hoje coordenadora das farmácias do HEMC. Temos hoje uma Central e 3 farmáciassatélite. Entre materiais e medicamentos, são 10 mil itens movimentados por dia. Em dosagem, são 4 mil tiras de medicamentos por mês, afirma Cinthia. Um ambiente hospitalar como o do HEMC se diferencia inclusive dos hospitais gerais por lidar com casos complexos como na Oncologia ou no controle de medicamentos psicotrópicos. Entre mensageiros, auxiliares de farmácia e farmacêuticos, o HEMC conta com 50 colaboradores. Dos 5 farmacêuticos, 2 são ex-trainees. Três contêineres instalados na entrada de funcionários passam a receber a partir de maio lixo reciclável arrecadado pelos funcionários do HEMC. Campanha permanente de conscientização sobre descarte correto de materiais que podem ser reaproveitados terá início com a Semana da Enfermagem 2009, cujo mote social focou este ano a coleta de garrafas pet e latas de alumínio. A ação permanente no HEMC a partir de agora se estende também a outros tipos de lixo reciclável, como pilhas e baterias de celular, garrafas de vidro, óleo de cozinha e de motor de veículos. Toda a arrecadação será doada às cooperativas Coop Recicla e Coop Cidade Limpa, as duas de Santo André. A princípio a coleta de recicláveis comuns mobilizará os 1,7 mil funcionários do HEMC, mas há planos de ampliar para todo o público circulante do hospital, calculado em aproximadamente 7 mil pessoas por dia entre pacientes, familiares e colaboradores diretos e indiretos. Também a comunidade vizinha deverá participar futuramente, conforme planejam os coordenadores da ação, o técnico de meio ambiente José Alexandre Filho e a assistente de hotelaria hospitalar Ângela Santos Carvalho. Já a enfermeira chefe do HEMC, Carmen Lúcia Simões, justifica o reaproveitamento de garrafas pet e latinhas de alumínio como vetores da Semana da Enfermagem de 2009 por serem materiais abundantes e de inúmeras utilidades pós-reciclagem. A campanha tem como slogan Cuidar do Meio Ambiente é Responsabilidade de Todos. Os funcionários serão orientados por meio de cartazes, banners e contatos pessoais a trazer o lixo separado em sacolinhas plásticas, por tipo de produto: lata com lata, pilhas e baterias, plásticos com plásticos. As garrafas de vidro não podem estar quebradas e o óleo de fritura ou de motor deve ser acondicionado em garrafa pet. A triagem e destinação do material ficarão por conta das cooperativas que o receberão, explicam Alexandre e Ângela. rianças com síndrome de Down que moram no Estado de São CPaulo passaram a ter calendário de vacinação diferenciado desde 23 de março, com vacinas não disponíveis na rede pública. Trata-se de iniciativa das secretarias de Estado da Saúde e dos Direitos das Pessoas com Deficiência que visa a prevenção de doenças nesse público, cujo sistema imunológico é mais frágil e suscetível às viroses e infecções bacterianas. A distribuição e aplicação das vacinas são feitas gratuitamente nos Centros de Imunobiológicos Especiais (CRIEs) do Estado mediante solicitação e pedido médico. Sediado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, o CRIE-ABC é o único posto cadastrado para atender às sete cidades da região, além de municípios anexos como Mogi das Cruzes e todo o litoral paulista, de Ubatuba a Peruíbe. O programa de vacinação para pessoas com síndrome de Down já existia na esfera federal, vinculado ao Ministério da Saúde. O governo do Estado de São Paulo aproveitou as comemorações referentes ao cinquentenário da descoberta da trissomia do cromossomo 21, que caracteriza a síndrome de Down, e ampliou o programa com inclusão de novas vacinas no calendário, explica Dr. Munir Akar Ayub (foto), coordenador do CRIE-ABC e professor de Infectologia da FMABC. O novo calendário para crianças com síndrome de Down conta com sete vacinas especiais, entre as quais a de gripe (contra o vírus influenza), pneumocócica, meningocócica e de catapora (varicela). Pacientes de cidades próximas aos CRIEs podem se dirigir diretamente aos centros para a vacinação especial. Para quem mora longe, basta passar com o médico no posto de saúde mais próximo. A própria unidade de saúde fará a solicitação das vacinas ao CRIE, que enviará os imunobiológicos para que os pacientes não precisem percorrer longas distâncias para a vacinação, completa Dr. Munir Akar Ayub. Para todas as idades: Apesar de crianças com síndrome de Down serem o foco do programa, o novo calendário do Governo do Estado também contempla vacinas especiais para adolescentes e adultos com a trissomia. A síndrome de Down é causada por um erro genético, com o surgimento de um cromossomo a mais no 21º par. Os bebês com Down nascem com hipotonia (flacidez muscular), que é uma das principais características da síndrome e que pode determinar alguns problemas clínicos. As cardiopatias são encontradas em cerca de 40% dos casos, sendo que os recém-nascidos são bastante suscetíveis às infecções respiratórias, descreve o neuropediatra da FMABC, Dr. Rubens Wajnsztejn, que acrescenta: São características comuns a face achatada, fissuras palpebrais oblíquas, pele abundante na nuca, hiperextensibilidade das articulações, hipotonia muscular, anomalias auriculares, falange média do quinto dedo encurtada e prega palmar única. Está tudo pronto para abertura do Ambulatório Médico de Especialidades em Praia Grande, nova instituição sob gestão clínica da Fundação do ABC. A expectativa é de entrega entre abril e maio próximo, após o fim de reformas para adaptação do prédio e construção de recepção para melhor comodidade do público. O AME da Vila Mirim será referência em serviços de média e alta complexidade para 7 municípios no Litoral Sul, beneficiando cerca de 840 mil moradores. Trata-se da segunda aliança no modelo de OSS (Organização Social de Saúde) entre FUABC e Governo do Estado, firmada quase oito anos após a bem-sucedida parceria no Mário Covas. Os AMEs fazem parte de modelo inaugurado no Estado em 2007 com objetivo de agilizar o atendimento concentrando em um único dia consultas, exames e retorno com o médico. Se necessitar de tratamento especializado, o paciente é encaminhado na mesma data. O contrato de gestão foi assinado em 30 de outubro de 2008 entre FUABC e Secretaria de Estado da Saúde e a entrega das chaves do equipamento, que pertence à Prefeitura de Praia Grande, ocorreu em 19 de janeiro deste ano (foto). Estão previstas para o local pelo menos 25 especialidades médicas e 16 tipos de exames diagnósticos. Divulgação PM Praia Grande

4 Centro de Aprendizagem, Documentação, Informação e Pesquisa da Faculdade de Medici- Ona do ABC (CADIP) planeja instalar neste ano diversas mini-bibliotecas nos hospitais mantidos pela Fundação do ABC, entre os quais o Mário Covas, e nas demais instituições de saúde parceiras. A iniciativa visa a favorecer o estudo e a pesquisa dentro de unidades assistenciais que servem como campo de estágio para residentes e alunos da FMABC, assim como para pesquisas dos cursos de pós-graduação Lato e Stricto Sensu. O projeto prevê a continuidade da Biblioteca Central no campus da faculdade, em Santo André, com ramificações do acervo pelos hospitais-escola. É um antigo sonho que em breve se tornará realidade. Professores, alunos e funcionários terão acesso a informações atuais nos próprios locais de plantão. Além disso, terão espaço apropriado para estudo, computadores com acesso a internet para pesquisas bibliográficas e um estagiário do CADIP à disposição para orientações, dúvidas e sugestões, explica a responsável pelo CADIP-FMABC, Maria Angélica Dias Gagliardi (foto). Algumas das mantidas da Fundação do ABC, como os hospitais Mário Covas, Municipal Universitário (HMU) e Anchieta (Hospital de Ensino), já organizaram centros de estudos. Nesses casos, o CADIP passará a supervisionar os trabalhos, além de organizar e ampliar os acervos já disponíveis. As unidades que começarão do zero, como o Ambulatório de Especialidades Médicas (AME) e Hospital Irmã Dulce de Praia Grande, receberão livros e demais materiais de apoio do CADIP, que também fará consultoria para adequação e montagem dos espaços e coordenará as atividades nos locais. Ampliação do acervo: O ponta-pé inicial das mini-bibliotecas foi dado em março último, quando a FMABC recebeu duas grandes doações. Por meio da intermediação do laboratório Nycomed Pharma, o Fundo Editorial BYK destinou ao CADIP cerca de livros na área médica. Já a Editora Best Point doou revistas científicas e publicações de congressos, que chegaram Secretários de Saúde dos sete municípios do Grande ABC se reuniram no HEMC em 13 de março em encontro do Cremesp para discutir os planos de trabalho dos novos prefeitos. Da pequena Rio Grande da Serra às mais pujantes Santo André e São Bernardo, todos fizeram diagnóstico de muitas carências na saúde regional e foram unânimes em defender a reestruturação da atenção básica, com fortalecimento de programas como Saúde da Família e das UBSs. Melhor remuneração e nivelamento salarial na saúde também constaram do debate, que teve como eixo central o problema enfrentado por Mauá com o Hospital Nardini. Todas as cidades da região sofrem com a migração de pacientes e foram solidárias em transformar o Nardini na principal causa a ser solucionada no momento (leia Editorial). em 100 grandes caixas. Estamos catalogando todos os materiais recebidos e separando para em breve encaminharmos às minibibliotecas, ressalta Maria Angélica Dias Gagliardi, que acrescenta: Com a ampliação dos trabalhos para os hospitais e centros de saúde da FUABC, a tendência é de que os acervos cresçam rapidamente. Além das aquisições periódicas pelo CADIP, cada mini-biblioteca poderá enriquecer o próprio acervo e certamente receberá doações dos profissionais que utilizarem o local. Antes de passar em consulta no Hospital Estadual Mário Covas de Santo André, o paciente deve primeiro procurar o posto de saúde mais próximo. O Mário Covas não disponibiliza serviço de pronto-atendimento e recebe apenas casos de encaminhamentos. Todos os agendamentos estão sob responsabilidade da DRS (Direção Regional de Saúde) e são feitos de acordo com a necessidade de cada paciente, em serviço que abrange as sete cidades do ABC e, em alguns casos, demais municípios do Estado. stimativa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo indica que somente 20% dos poten- Eciais doadores de órgãos são identificados pelas equipes médicas. Mesmo assim, o Estado bateu recorde de transplantes em 2008, contabilizando a metade de todos os procedimentos realizados no país. Foram mais de 1,3 mil cirurgias - quase 25% a mais que em O aumento foi atribuído ao trabalho de capacitação de equipes médicas iniciado pela Secretaria há cerca de 3 anos, cuja finalidade é habilitar profissionais à identificação de casos de morte encefálica para o início do protocolo de atendimento para potenciais doadores. Hoje ainda falta conhecimento por parte das equipes médicas para identificação de casos de morte encefálica. Graças ao trabalho de divulgação da importância dos transplantes de órgãos pela grande mídia, a população hoje é bem mais informada e a aceitação da doação de órgãos é muito maior. Faltam profissionais capacitados a identificar os potenciais doadores para dar início aos trâmites legais, esclarece o Diretor Clínico do Hospital Estadual Mário Covas, Dr. Vanderley da Silva Paula. Em reunião no início de março com o coordenador da Central de Transplantes da Secretaria, Dr. Luiz Augusto Pereira, diretores do Hospital Estadual Mário Covas discutiram a criação de uma OPO (Organização de Procura de Órgãos) no Grande ABC. O Estado de São Paulo tem hoje 10 OPOs, 4 na região metropolitana: Hospital das Clínicas da USP, Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Hospital São Paulo e Instituto Dante Pazzanese - que atende ao Hospital Mário Covas. Ficou claro que a implantação da OPO Grande ABC é bem vista pela Secretaria de Saúde, mas antes é necessário trabalho de capacitação médica com profissionais da região, acrescenta Dr. Vanderley. No encontro em São Paulo ficou definido que o Hospital Mário Covas iniciará trabalho de treinamento com médicos do Grande ABC, cuja finalidade principal é aumentar o número de notificações de morte encefálica e, conseqüentemente, de doadores de órgãos. Não precisamos ser uma OPO para atuar como capacitadores. Já estamos programando workshop entre maio e junho, em que serão convidados todos os serviços de urgência e emergência da região, assim como unidades de saúde que realizam neurocirurgias. São áreaschave para identificação de potenciais doadores e os médicos precisam conhecer e saber aplicar o protocolo de morte encefálica. É uma iniciativa embrionária, que futuramente pode viabilizar a instalação da OPO Grande ABC, adianta o Diretor do HEMC. Além da capacitação médica e integração entre as equipes do Grande ABC, o Hospital Mário Covas também oferecerá sua infra-estrutura para realização de exames complementares Acima, transplante renal; abaixo, o Diretor Clínico do HEMC, Dr. Vanderlei da Silva Paula para confirmação da morte encefálica, assim como apoio técnico e consultoria profissional sempre que necessário. Desafio regional: Cerca de 50% dos potenciais doadores identificados acabam por se tornar doadores, o que demonstra elevado grau de conscientização das famílias. O maior desafio é aumentar as notificações de morte encefálica pelas equipes médicas. A OPO Grande ABC não traria mais transplantes para a região. Independente do lugar em que o órgão é retirado, o transplante é feito segundo lista de espera da Central Estadual de Transplantes. A maior vantagem da instalação de uma OPO na região seria que o tema estaria ainda mais em evidência. Isso é bom para a conscientização do público leigo sobre a importância da doação de órgãos, e também serve como estímulo para que os médicos busquem capacitação e para que estejam mais atentos às notificações de casos de potenciais doadores. Em resumo, todos os esforços estão direcionados a um objetivo maior: aumentar as notificações de morte encefálica e o número de doadores de órgãos, conclui Dr. Vanderley.

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