MODERNIZANDO A ESCOLA: MINAS GERAIS E A INFLUÊNCIA NORTE-AMERICANA NO FINAL DO SÉCULO XIX E INÍCIO DO XX RESUMO

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1 489 MODERNIZANDO A ESCOLA: MINAS GERAIS E A INFLUÊNCIA NORTE-AMERICANA NO FINAL DO SÉCULO XIX E INÍCIO DO XX RESUMO Carla Simone Chamon Universidade Federal de Minas Gerais A presença marcante da influência da cultura norte-americana no Brasil é datada pela historiografia a partir dos anos 40 do século XX. Nesse período, em conseqüência da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos teriam buscado intensificar um intercâmbio cultural com os países da América Latina, baseado na ideologia da solidariedade hemisférica. Entretanto, no final do século XIX, essa influência já pode ser notada em duas esferas de grande importância para o país. A primeira delas é a esfera das instituições políticas, cuja influência pode ser detectada na Constituição Brasileira de A segunda, a de que trata essa pesquisa, é a esfera educacional. A partir do último quartel do século XIX e início do XX, os Estados Unidos já começam a ser tomados como modelo para o campo educacional brasileiro, deslocando a França de sua posição de prestígio junto aos educadores. A presente comunicação tem como tema a influência norte-americana na educação escolar mineira no final do século dezenove e início do XX, com especial atenção para a Reforma João Pinheiro, de Essa questão da influência americana já vem sendo tratada pela historiografia da educação principalmente para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Para esses estados, alguns pesquisadores tem apontado que, a partir dos anos 70 do oitocentos, as inovações pedagógicas norte-americanas começavam a seduzir os educadores. Nesse período, a presença francesa era ainda muito marcante nas práticas escolares e havia também o exemplo de outros países, considerados como mais avançados, como Alemanha, Suíça e Bélgica. Entretanto, as inovações pedagógicas norte-americanas passaram a ser muito valorizadas, e os Estados Unidos começavam a se despontar como o novo modelo a ser seguido no campo educacional. A imagem da liberdade, da riqueza, da iniciativa, do progresso técnico, enfim a imagem da expansão e da modernização vão dar o tom da valorização da cultura norte-americana. O modelo escolar dos Estados Unidos, muito difundido pelas escolas americanas, vai circular no eixo Rio-São Paulo trazendo novidades como o método intuitivo, a co-educação dos sexos, a escola primária graduada, os jardins de infância, uma presença mais marcante da mulher no campo da educação. E não eram somente as idéias e a nova metodologia que seduzia, mas também o mobiliário, o material didático, os livros. Esse clima de valorização da cultura norte-americana que permeia o final do período imperial e toda a Primeira República vai estar presente também em Minas Gerais. Alternativa à influência européia e oposição direta à tradição ibérica, o modelo cultural norte-americano também vai circular nas terras e escolas mineiras. O objetivo desse trabalho é o de apontar e analisar como isso se deu e através de quais mecanismos o ideário educacional norte-americano vai circular e influenciar as práticas escolares e os processo educativos em Minas Gerais. Para isso, três pontos, onde é possível detectar essa influência, serão mais aprofundados: novos métodos de ensino - a adoção do ensino intuitivo; novo mobiliário escolar - as carteiras americanas; novos espaços pedagógicos - o grupo escolar e o jardim da infância da capital mineira. Em termos teórico-metodológicos, essa pesquisa se norteia pelos estudos sobre a história cultural com foco na idéia de tradução cultural, tal como trabalhada por Pallares-Burke. Segunda essa autora, a comunicação entre culturas implica em uma tradução cultural, onde o tradutor exerce o papel de intermediário, de mediador que faculta a intelegibilidade entre culturas. Importante para se entender a travessia espacial e temporal de idéias, o uso do conceito de tradução cultural nos ajuda também a deixar de lado termos como imitação, importação, transplante, idéias fora do lugar, permitindo salientar, na questão da circulação, a recepção de idéias, bem como ao dificuldades na compreensão intercultural. As fontes principais dessa pesquisa são os relatórios de presidente de província, os relatórios da secretaria do interior, os regulamentos da instrução pública, os relatórios de diretores e inspetores escolares, documentos do arquivo privado João Pinheiro. TRABALHO COMPLETO Nos anos 70 do oitocentos, Minas Gerais parece descobrir os progressos da educação norte-americana. Indícios dessa descoberta podem ser encontrados nos relatórios dos presidentes da província. Nesses documentos, nos quais os dirigentes mineiros expõem o estado de diversos setores da administração pública, fazendo muitas vezes comentários e propondo soluções para os problemas enfrentados na província, aparece, no ano de 1873, referências à experiência educacional da América do Norte. Nesse ano, o inspetor geral da instrução pública mineira, em seu relatório que vai anexo ao do presidente da província, faz um comentário sobre a educação da mulher e seu emprego no magistério nas escolas primárias

2 490 dos Estados Unidos. De acordo com esse inspetor, essa experiência norte-americana deveria ser tomada como exemplo em Minas Gerais. segundo o exemplo da América Inglesa, tratemos de educar a mulher para substituir ao homem, de quem necessitamos para os mais variados trabalhos da indústria, no ensino das primeiras letras (RELATÓRIO Presidente de Província de Minas Gerais, 1873: A7). De maneira explícita, essa é a única referência aos Estados Unidos contida no relatório. Entretanto, é interessante notar que ela vem acompanhada de algumas reflexões que sinalizam para o despertar de um interesse por processos educacionais de outros países que não sejam os europeus, por parte de indivíduos ligados ao campo educacional. Tanto no relatório do presidente de província, quanto no relatório anexo do inspetor geral da instrução pública a idéia de inadequação das idéias pedagógicas européias está bastante evidente: os teoristas têm argumentado com os exemplos da Europa e principalmente da Alemanha: mas seus argumentos são improcedentes ou inaplicáveis para o Brasil (idem, ibidem, 38). Aqui, o argumento que aparece com maior força é o de que não se deve copiar doutrinas e preceitos que só podem prosperar entre os povos, que tem visto rolar séculos de existência dos torrões em que habitam (idem, ibidem, 10). O Brasil, tendo nascido ontem, como escreveu o presidente da província mineira, não deveria buscar o exemplo de nações com séculos de existência, deixando subtendido que seria mais apropriado a busca de modelos de civilização e modernidade em nações jovens como a brasileira. Antes dessa data, os países citados nos relatórios de presidente de Minas Gerais considerados exemplares e ponto de referência eram os países mais adiantados da Europa, principalmente a França, nação que se acreditava a mais avançada em matéria de educação escolar. Na tentativa de solucionar os problemas da educação na província, esses dirigentes buscavam as melhores e mais modernas práticas educacionais adotadas por esses países civilizados. Neles buscavam informações e significações de instrumentos e elementos que os auxiliassem a traçar projetos para um ensino cada vez mais afinado com as luzes da civilização, condição de constituição de uma grande nação 1. Entretanto, a partir dos anos 70 do século XIX, a influência das antigas nações européias no campo educacional mineiro, vista a partir dos relatórios dos administradores públicos, começava a ceder algum espaço para a influência das idéias e práticas pedagógicas norte-americanas. Nesse movimento, ao lado de exemplos da França, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Holanda e Suíça começava a aparecer como exemplo os Estados Unidos da América do Norte. Nos anos seguintes a 1873 e até o final do império, diversos relatórios vão trazer referências elogiosas aos processos pedagógicos da grandiosa pátria de Lincoln. Além disso, eles nos sinalizam para alguns dos elementos da experiência educacional norteamericana que vão chamar a atenção dos administradores mineiros. O primeiro deles é a difusão generalizada do ensino naquele país, sendo os Estados Unidos apontados como o país em que instrução elementar mais se generalizou (RELATÓRIO Presidente Província, 1881: 38). Esse fator era tido como a razão do surpreendente progresso e desenvolvimento por eles alcançado. Se a crença de que o destino de uma nação estava preso à instrução popular não era nova, no último quartel do século XIX ela passava a ter na América do Norte uma de suas provas mais evidentes. 1 Em 1836, inclusive, dois professores mineiros foram enviados à França para estudar o método de ensino adotado nas escolas primárias daquele país.

3 491 Essa difusão do ensino nos Estados Unidos vai ser vista como conseqüência da grande importância que este ramo do serviço público assumia naquele país. O sucesso escolar norteamericano estaria no dispêndio de elevadas somas financeiras pelo Estado, no decisivo auxílio, apoio e interesse das famílias e da iniciativa particular o ensino livre, na fiscalização eficiente, nas idéias e práticas pedagógicas ousadas e modernas - como a instrução feminina e sua preferência no magistério, a co-educação, o ensino prático e profissional. Não faltam referências a essas questões nos relatórios 2. Em 1879, apesar de consideradas como impossíveis de serem imitadas, como veremos mais adiante, algumas das experiências pedagógicas norte-americanas serão apropriadas pelo presidente da província mineira Manoel Gomes Rebelo Horta. Em seu discurso, afirmando a necessidade de uma reorganização do ensino público que levasse em conta os parcos recursos orçamentários da província e as modernas idéias pedagógicas, Rebelo Horta vai defender o incentivo à iniciativa privada, deixando o ensino privado completamente livre, a idéia de que as mulheres são mais talhadas para o magistério de crianças em idades tenras e a co-educação - ou escolas mistas, nas palavras do relatório como uma prática econômica e vantajosa para os costumes 3 (RELATÓRIO Presidente de Província, 1879: 29). Aliás, a questão do magistério feminino vai parecer outras vezes como em 1882, quando o presidente da província afirma em seu relatório que a excelência da mulher em relação ao ensino estava mais do que provada, depois que os norte-americanos incumbiram-se de a demonstrar prática e irresistivelmente (RELATÓRIO Presidente de Província, 1882:26). A questão do ensino prático, em oposição ao ensino clássico abstrato também vai se fazer presente nos relatórios. Em 1873, tanto o presidente da província, quanto o inspetor geral da instrução pública defenderam o pressuposto de que os países jovens, como o Brasil, teriam maior necessidade de formar um cidadão preparado para a vida prática, sendo útil a si e ao seu país. Criticando o ensino abstrato, que serviria apenas para formar um número reduzido de sábios, filósofos e cientistas, eles enfatizavam a necessidade de uma educação moral e profissional para o povo, visto que todo país novo tem maior necessidade de cidadãos livres e independentes pela inteligência, do que de sábios (RELATÓRIO Presidente de Província 1873: A6). Essa questão do ensino prático, do qual o povo pudesse tirar vantagens imediatas, é o tema mais recorrente nos relatórios, quando se trata de tentar solucionar os problemas da educação em território mineiro. E não é à toa que essa questão começa a aparece com maior insistência nas décadas finais do Império, quando esquenta a discussão a respeito do fim da escravidão, estendendo-se pelo início da República. Era mesmo necessário mudar a matriz cultural brasileira, revertendo o quadro de desprezo pelo trabalho manual, tradição herdada de Portugal. Em 1876, reclamando que a nossa organização do ensino era indiferente aos estudos práticos e profissionais, do qual dependeria a sorte da agricultura e do comércio, o presidente da província Barão da Vila da Barra chama em seu apoio o exemplo das nações ditas civilizadas: 2 Ver principalmente os relatórios de presidentes de província para os anos de 1873, 1875, 1876, 1879, 1881, 1882, 1883 e De acordo com o artigo 32 da Lei Provincial nº 1789, de 1872, os meninos até 9 anos poderiam ser admitidos nas escolas do sexo feminino, que ficavam sob regência de professoras. Ao regulamentar a lei provincial 2476 citada no corpo do texto, o presidente da província mineira vai autorizar, sob regência de professoras, a reunião de escolas do sexo masculino e feminino em localidades onde a freqüência das mesmas fosse insuficiente, sendo proibida a freqüência de meninos com mais de 12 anos (art. 29, Regulamento nº 84 de 13/12/1879).

4 492 A Holanda e a Alemanha, os países clássicos da instrução pública, desde o princípio deste século possuem suas escolas profissionais; a França cedo as imitou; os Estados Unidos nas suas escolas primárias graduadas, disseminadas com profusão entre o povo, a par da instrução primária, distribui a todos, gratuitamente, a instrução secundária e a profissional, o Brasil, cujo futuro depende da indústria, ainda se contenta com os estudos clássicos.(relatorio Presidente de Província, 1876: 94) Se em alguns discursos, como o anterior, os Estados Unidos aparecem ao lado de nações européias, em outros não parece haver dúvidas sobre o seu papel preponderante nesse ramo, como quando o presidente da província mineira, no ano de 1879, reproduz em seu relatório as conclusões de uma comissão inglesa que visitou uma das exposições de Nova Iorque: Temos alguns engenheiros, alguns mecânicos e um número considerável de bons operários, mas na América parece que toda a população pertence a estas duas classes. Não há arte européia que não seja excedida na América com mais habilidade do que na Europa, ainda que aqui esteja conhecida e inventada desde muitos séculos (op. cit.) É preciso que se diga que essa descoberta não ocorre apenas na província de Minas Gerais. Nesse momento, podemos identificar em outras províncias do Brasil um movimento semelhante e talvez até mais contundente como no Rio de Janeiro e São Paulo, onde o modelo escolar dos Estados Unidos vai aparecer nas falas de educadores e políticos apresentando e discutindo novidades como o método intuitivo, a co-educação dos sexos, a escola primária graduada, os jardins de infância, uma presença mais marcante da mulher no campo da educação. E não eram somente as idéias e a nova metodologia que seduzia, mas também o mobiliário, o material didático, os livros 4. Apesar da presença marcante da influência da cultura norte-americana no Brasil ser datada pela historiografia a partir dos anos 40 do século XX, a influência dos processos educacionais provenientes desse país tem sido detectada por alguns pesquisadores da história da educação muito antes disso 5. No final do século XIX, a influência norte-americana já pode ser notada em duas esferas de grande importância para o país. Uma delas é a esfera das instituições políticas, cuja influência pode ser percebida na Constituição Brasileira de A outra é a esfera educacional. A partir do último quartel do século XIX e início do XX, os Estados Unidos já começam a ser tomados como modelo para o campo educacional brasileiro, deslocando a França de sua posição de prestígio junto aos educadores. É nesse período que começa a circular no Brasil duas importantes publicações que, não só possibilitam uma maior visibilidade aos processos educacionais norte-americanos, mas principalmente, insistem na necessidade de tomar esses processos como modelos para o Brasil. A primeira delas é a obra de Tavares Bastos, A Província. Estudo sobre a descentralização no Brasil, cujo principal objetivo é defender a descentralização política, 4 As referências ao ensino norte-americano podem ser encontradas, por exemplo, em Relatórios do Ministro dos Negócios do Império, em artigos do jornal carioca e paulista. Fora do eixo Rio-São Paulo, podemos citar o relatório de viagem aos Estados Unidos que fez um professor cearense em Ver Warde, Mirian, Americanismo e Educação: um ensaio no espelho. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 14, n. 2, 2000, pp Antes disso, já na Inconfidência Mineira circulou entre os conjurados alguns livros sobre a Revolução Americana, inspirando o movimento em terras mineiras.

5 493 nos moldes americanos. Para Tavares Bastos, a cultura e o sistema político dos Estados Unidos eram uma alternativa ao decadente mundo europeu, devendo por isso servir de norte para o Brasil. Publicada pela primeira vez em 1870, essa obra é considerado por José Murilo de Carvalho como um marco na identificação da América com Estados Unidos. Ao longo da obra, Tavares Bastos faz apologia do sistema político e cultural norte-americano, não deixando de dedicar um capítulo à comparação da instrução pública desse país com a brasileira, onde, depois de traçar alguns comentários sobre o sistema educacional nos dois países, conclama os brasileiros a seguirem o modelo norte-americano, deixando de lado as influências européias: Dispa-se dos prejuízos europeus os reformadores brasileiros: imitemos a América. A escola moderna, a escola sem espírito de seita, a escola comum, a escola mista, a escola livre é obra original da democracia do Novo- Mundo.(BASTOS, 1937: 233) Ao lado dessa obra, outra publicação de referência nesse período é o livro do francês Célestin Hippeau, L Instruction Publique aux Étas Unis, de Nessa obra, escrita como um relatório, Hippeau, assim como Tavares Bastos, faz apologia do sistema de ensino dos Estados Unidos, e converte a América do Norte em ícone da modernidade pedagógica, exemplo a ser seguido não só pela França, mas pelas outras nações do mundo. Com o objetivo de fazer circular as inovações pedagógicas desenvolvidas por diversos países, Hippeau insiste no sucesso da educação norte-americana, tomando os Estados Unidos como palco de realizações espetaculares na área de educação (GONDRA, 2002: 163), referência para se avaliar o ensino das diversas nações. L Instruction Publique aux Étas Unis foi lido no Brasil tanto no original quando em português. Já em 1871, a tradução da obra para o português foi feita por ordem do Governo Imperial, sendo também publicada no Diário Oficial do Império do Brasil, durante os meses de fevereiro e março de Segundo José Gondra, essa rapidez com que a obra de Hippeau circulou no Brasil indicava, por parte das autoridades do Império, uma disposição de difundi-lo e oficializá-lo (idem, ibidem, p. 166). Nesse sentido, Tavares Bastos e Célestin Hippeau ao comparar os Estados Unidos com outras nações e construí-lo como modelo, como referência, podem ser tomados como tradutores culturais. As suas obras, ao lançar luz sobre o sistema político e os processos educacionais norte-americanos, permitiram a travessia espacial e temporal de idéias, sendo uma espécie de tradução cultural, onde o tradutor exerce o papel de intermediário, de mediador que faculta a inteligibilidade entre culturas (PALLARES-BURKE, 1996: 14). Ora, essa travessia espacial das idéias não fica circunscrita ao eixo Rio-São Paulo. Temos indícios que nos permitem dizer que esses dois trabalhos tiveram alguma circulação em Minas. Tanto o trabalho de Hippeau, quanto o de Tavares Bastos serão citados por presidentes de província de Minas Gerais e mesmo depois, durante a república. Os dados de Hippeau sobre a educação norte-americana são citados no relatório de 1876, ao tratar da formação de professores: pior do que o professor medíocre é não ter nenhum,(...) os Estados Unidos, refere Mr. Hippeau, quando no princípio precisaram dar a muitos as réstias de luz 7 Célestin Hippeau ( ), segundo dados de Maria Helena Câmara Bastos, foi um educador francês que publicou uma série de relatórios sobre a instrução pública em vários países da Europa e da América com o objetivo de fazer circular na França a organização do ensino em outros países, com destaque para os Estados Unidos da América (BASTOS, 2001). 8 (idem, ibidem)

6 494 que deviam espancar-lhes as primitivas trevas em que estavam, não cogitaram de mais do que da aptidão para esse pequeno mas necessário resultado (op. cit. p. 91). Também no relatório do inspetor geral da instrução, em 1887, Hippeau vai ser citado novamente para se falar das despesas norte-americanas com ensino: Nos Estados Unidos, a instrução é das mais dispendiosas; não se medem ali despesas com o ensino público: o que nas nações européias, diz Hippeau, o orçamento da guerra tira à instrução pública, na América do Norte a instrução pública tira ao orçamento da guerra (RELATÓRIO Presidente de Província, 1887: 4-anexo). Tavares Bastos, por sua vez, será chamado no relatório do presidente de província de 1884 em apoio à idéia de criação um imposto provincial para se viabilizar a obrigatoriedade do ensino. Como podemos perceber, esse clima de valorização da cultura norte-americana que permeia as duas últimas décadas do período imperial e toda a Primeira República aparecia como alternativa à influência européia. Nesse momento, já começava a ser produzida a idéia de modernidade pedagógica em diálogo com as idéias e práticas educativas norte-americanas. É verdade que a presença francesa era ainda marcante nas práticas escolares e havia também o exemplo de outros países, considerados mais avançados, como Alemanha, Suíça e Bélgica. Entretanto, as inovações pedagógicas norte-americanas passaram a ser muito valorizadas, e os Estados Unidos, como vimos, começavam a despontar como o novo modelo a ser seguido no campo educacional, disputando espaço com as antigas nações européias e colocando em cena uma nova forma escolar. A imagem da liberdade, da democracia, da riqueza, da iniciativa, do progresso técnico, enfim a imagem da expansão e da modernização vão dar o tom da valorização da cultura norte-americana. No período republicano, essa valorização dos processos educacionais das nações consideradas mais adiantadas e o exemplo das experiências norte-americanas nesse campo também se repetem, agora nos relatórios da Secretaria do Interior, órgão que na república administrava a instrução nos estados. Neles, os Estados Unidos são tomados como referência não de maneira exclusiva, mas de maneira contundente, intensificando-se o discurso a favor do ensino prático e profissional, do magistério feminino, de prédios e mobiliários higiênicos, do ensino da ginástica, entre outros. Colaborando para a elaboração de uma nova forma de escolarização, é com a Reforma João Pinheiro-Carvalho Brito e a criação dos grupos escolares 9, em setembro de 1906, que a influência norte-americana, esse lento ruminar dos saberes e práticas pedagógicas que nos chegavam principalmente dos Estados Unidos, começavam a transformar a realidade do cenário educacional mineiro. A propósito da organização do sistema de ensino e da relação dos Estados com a União nesse ramo, o secretário Delfim Moreira afirmava: Temos um exemplo a seguir nos Estados Unidos da América do Norte, cuja constituição foi modelar da nossa (RELATÓRIO da Secretaria do Interior, 1912: XLIV). No regulamento da reforma, o que se percebe é a tentativa de se instituir uma nova forma escolar: prédios, mobiliário e práticas consoantes com as idéias higienistas, instituição do ensino técnico primário, do ensino profissional, do jardim de infância, do método intuitivo, 9 Sobre a reforma João Pinheiro e a introdução dos grupos escolares em Minas Gerais ver: FARIA FILHO, L. M. Dos Pardieiros aos Palácios. Passo Fundo: UPF, 2000

7 495 da escola normal modelo para o sexo feminino na capital são algumas das medidas adotadas. E aqui a influência norte-americana é marcante. Um pouco dessa influência pode ser percebida no relatório de 1907, onde o secretário do interior Carvalho Brito comenta as iniciativas da reforma publicada no ano anterior e toma o sistema educacional dos Estados Unidos por comparação. Ao ressaltar a importância dos imperativos médico-higienistas que nortearam a reforma, o secretário aponta para a criação do grupo escolar e a conseqüente instalação da escola em prédios apropriados, marca mais visível e concreta da reforma. Aqui, ele chama em seu apoio o exemplo da América do Norte, onde ao divisar-se ao longe uma povoação o prédio que mais se destaca é o da escola (RELATÓRIO, 1907: 34). O secretário fala também do mobiliário escolar, ressaltando a encomenda de 4000 carteiras norte-americanas a serem distribuídas pelo Estado. Essas carteiras seriam recomendadas por estarem de acordo com os preceitos pedagógicos modernos, por serem sólidas, excelentes e pelo baixo preço. No ano anterior, o estado de Minas Gerais já havia encomendado 2000 carteiras escolares norte-americanas, como uma primeira experimentação do mobiliário usado na América do Norte (RELATÓRIO Secretaria do Interior, 1906:XII). Essa prática vai vigorar também nos anos seguintes. Sobre a inclusão do ensino técnico e profissional na escola primária, o secretário reafirma em seu relatório de 1907 a necessidade de uma instrução que se destine a preparar as crianças para a vida prática. Segundo ele, poucos tiram proveito dos conhecimentos literários para a sua subsistência, visto que a maioria do povo é composta de lavradores, operários, comerciantes, industriais e artífices. Em apoio ao seu argumento, Carvalho Brito cita Horace Mann, secretário da educação nos Estados Unidos entre , para quem a mão é outra mão quando o saber a conduz e que a escola é para os operários não somente uma fonte de luz e alegria mas uma fonte de proveitos pecuniários (op. cit. p. 46). Para Carvalho Brito, a instrução das massas era o método da democracia e a missão dos grandes estadistas: Estreitamente vinculado aos problemas social, econômico e político o problema da educação não tem limites, reclamando sempre a sua solução novos programas. Não há talvez um espetáculo mais interessante para o observador desapaixonado e inteligente dos Estados Unidos (...) do que a aspiração arraigada na consciência dos primeiros estadistas da grande República sobre a necessidade de educar o povo americano cada vez mais, sem contar vitória nunca pelos resultados obtidos (op. cit.) Além disso, para ajudar na implementação da reforma, Carvalho Brito convida Maria Guilhermina Loureiro de Andrade para dirigir um dos grupos escolares da capital. Não é à toa. Essa educadora esteve estudando por quatro anos nos Estados Unidos e era reconhecida pelos conhecimentos que tinha dos processos educacionais ali praticados, principalmente do método intuitivo adotado como o método oficial em 1906 pelo seu caráter eminentemente prático,e dos jardins de infância, instalados em 1908 nos moldes do kindergarten norteamericano. Com relação à fiscalização, afirma também que os inspetores técnicos mineiros estavam exercendo uma ação surpreendente, igual à que se exerceu na América do Norte em meados do oitocentos (op.cit. p. 41). A influência da experiência educacional norte-americana nesse período em Minas também pode ser sentida na preferência dada às mulheres no exercício do magistério primário. De acordo com Luciano Faria Filho, em Belo Horizonte, que a partir da reforma de 1906 deveria servir de modelo de organização do ensino para o resto do Estado, apenas as mulheres ocupavam o magistério público, sendo a direção dos grupos também confiada a elas

8 496 (2000: cap III). Em 1910, o secretário do interior Delfim Moreira nos recorda que essa preferência é, mais uma vez, influência norte-americana: Admitida nas últimas reformas a doutrina americana de que à mulher deve ser confiado de preferência o ensino da primeira idade, o Estado só mantém atualmente a Escola Modelo da Capital, para formar professoras. Há diversos estabelecimentos equiparados, mas todos eles destinam-se a preparar professoras.(relatório Secretaria do Interior, 1910: LIX) Mas é preciso que se diga que essa influência não significa uma cópia, uma imitação pura e simples dos processos educacionais norte-americanos. Se por vezes parece que o destino do Brasil está sempre fora de suas fronteiras, nem por isso o que se passa aqui pode ser interpretado como espelho distorcido de experiências de outros países e, portanto, nunca realizável nas suas condições concretas, como querem alguns (NOVAES, 1998: 10). Na verdade, o que se tem aqui é uma apropriação das experiências estrangeiras. E isso significa dizer que essas experiências são um espaço aberto a múltiplas leituras e não podem ser apreendidas nem como objetos cuja distribuição bastaria identificar nem como entidades cujo significado se colocaria em termos universais, mas presos na rede contraditória das utilizações que os constituem historicamente. (CHARTIER, 1990: 61) Dessa forma, é possível se distanciar das noções de imitação e cópia na medida em que esses saberes e práticas das nações ditas civilizadas não são dotados de um sentido único e intrínseco, mas, ao contrário, ao serem apropriados, eles são tomados na sua multiplicidade de leituras e modos de emprego. Importante para se entender a travessia espacial e temporal de idéias, aqui o uso do conceito de tradução cultural nos ajuda também a deixar de lado termos como imitação, importação, transplante, idéias fora do lugar, permitindo salientar, na questão da circulação, a recepção de idéias, bem como as dificuldades na compreensão intercultural. Se o historiador não pode interpretar esse processo como cópia, muitos dos dirigentes mineiros também não o faziam naquela época. Nos relatórios de presidente de província e nos relatórios da secretaria do interior, não faltam advertências quanto ao perigo de se transplantar pura e simplesmente práticas de outras nações para o Brasil. Em geral, nesses documentos, fala-se em adaptar os preceitos modernos ao estado. Em 1904, por exemplo,o secretário Delfim Moreira deixa isso claro ao afirmar que: não é lícito se pretenda, com proveito, implantar entre nós reforma radical do ensino público mediante cópia incondicional do que se há feito nos países de civilização realizada (...) nem ir buscar no estrangeiro instituições que lhe são peculiares e que as nossas condições mesológicas não comportam (RELATÓRIO Secretaria do Interior, 1904: 15). Nesse sentido, postulando uma relação não passiva com o outro que se quer como modelo, o processo de apropriação comporta modificações, reinterpretações, desvios, distanciamentos, silêncios e, até mesmo, rejeições. Prova disso é que alguns dirigentes mineiros questionaram a validade da adoção das experiências norte-americanas, como no caso do magistério feminino. Em 1882, o presidente da província discordou da idéia de que a mulher era mais apropriada para reger os meninos e afirmou que essa prática devia cessar na província (RELATÓRIO Presidente de Província, 1882: 9 e 10). Também em 1912, o secretário do interior Delfim Moreira ponderou que a doutrina norte-americana de dar preferência à mulher no exercício da docência primária tinha sido levada ao exagero em

9 497 Minas, visto que o meio não estava preparado para recebê-la 10 (RELATÓRIO Secretaria do Interior, 1912: LIX). Um outro exemplo instigante desse movimento de circulação e apropriação de idéias, agora no Império, pode ser observado através do Relatório de Ao falar da reorganização da instrução que planejava fazer na província mineira, autorizada pela Lei 2476 de 1878, o presidente Rebelo Horta afirma a necessidade de se adaptar o ensino ao aumento da população disseminada na província e às idéias modernas, postas em prática nos países mais adiantados. Procurando compatibilizar a ampliação da instrução com os recursos orçamentários provinciais, não perdendo de vista que o aperfeiçoamento moral e intelectual é a medida da prosperidade de um povo, ele afirma: Longe de indicar os Estados Unidos como um modelo, que nos seria impossível imitar em sua atividade prodigiosa e progresso surpreendente; devo ponderar que a difusão universal da instrução, o desenvolvimento das faculdades intelectuais dos indivíduos de todas as classes, foram os móveis poderosos da preeminência reconhecida àquele país. (op. cit.) Aqui, se a distância entre Brasil e Estados Unidos impossibilita a cópia, o exemplo norte-americano fixa no horizonte a imagem a ser perseguida: a difusão da educação por todas as classes, condição de desenvolvimento e progresso de um país. Na verdade, a construção dos Estados Unidos como modelo implica a construção do outro em sua alteridade. Ora, para dizer esse outro, para fazer ver e fazer saber o outro, para tornar a sua alteridade inteligível, esses discursos operam, de acordo com François Hartog, uma tradução, ou seja, eles buscam uma maneira de reunir o mundo que se conta e o mundo em que se conta, passando de um ao outro (1999: 240). Nessa operação, onde se constrói o outro a partir de semelhanças e de diferenças, as fronteiras são simultaneamente traçadas e abolidas. Na busca de uma transcrição possível, a distância entre dois mundos (o que se conta e o mundo em que se conta, Estados Unidos e Brasil) se mantém e se reduz ao mesmo tempo, ou seja, a tradução se constitui numa espécie de corte-sutura: a marca sempre presente do corte entre ambos, bem como o signo, sempre retomado, de sua sutura (idem ibidem, p. 254). Nesse movimento de tradução por comparação, a estatística aparece como um recurso precioso. Através dela, a comparação entre dois ou mais países toma a forma concreta dos números, dando a impressão de ser fato bruto e não mera opinião de quem fala, tornando-se, assim, mais convincente. É isso que ocorre, por exemplo, em 1910, quando circula em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais uma estatística sobre freqüência escolar. Nela, figuram vários países tanto do continente americano quanto do europeu e os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar com 21,20% de sua população total freqüentando as escolas primárias. O Brasil está entre os últimos, com apenas 2,10% de sua população na escola. Se por um lado o quadro revela uma inferioridade vergonhosíssima em face de outros países, por outro revela a necessidade de se envidar esforços no combate ao analfabetismo (RELATÓRIO Secretária do Interior, 1910: 20 e 21). Dessa forma, a noção de aproximação/distanciamento entre dois mundos nos permite entrar nesses discursos e perceber a maneira como eles, a partir da retórica da alteridade, tentaram traduzir o outro. Nessa tradução, que pode ser dita construção, tanto se opera um distanciamento, apontando um corte entre esses dois mundos como por exemplo a 10 O argumento utilizado era o fato de que as moças não poderiam desbravar os sertões incultos e levar a escola aos lugares onde o espírito feminino se chocaria com a rudez do meio e a conseqüente indisciplina da população escolar (Relatório Secretariado Interior, 1913: XLVII).

10 civilização do outro e a barbárie e a ignorância do nós, como também uma sutura, uma aproximação: o mundo bárbaro pode assimilar os códigos da civilização. Ao mesmo tempo em que traça um limite, uma fronteira, a retórica da alteridade torna possível uma ultrapassagem (CERTEAU, 1982: 93). Por último, ao chamar a atenção para os discursos oficiais em Minas que colocam a educação norte-americana como referência, modelo a ser imitado nos trópicos, não se quer aqui negar a ainda presente influência européia, mas apenas problematizar essa questão, mostrando que nesse momento circulam outras propostas para a educação no Brasil que serão apropriadas pela elite dirigente. Circulação e apropriação de saberes e práticas pedagógicas: movimentos que precisam ser melhor elucidados pelos pesquisadores da educação para que se alargue o horizonte de nossa compreensão da história. 498

11 499 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BASTOS, Maria Helena Câmara. Leituras da Ilustração Brasileira: Célestin Hippeau ( ). In: Anais do Encontro da Associação Sul-Riograndense de Pesquisadores em História da Educação, 7, Pelotas: Editora da UFPel, BASTOS, Tavares. A Província. Um estudo sobre a descentralização no Brasil. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1937 (1ª edição em 1870) CARVALHO, José Murilo de. Pontos e Bordados. Escritos de História e Política. Belo Horizonte: UFMG, CERTEAU, Michel de. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense universitária, CHARTIER, Roger. A História Cultural. Entre Práticas e Representações. Lisboa, Rio de Janeiro: Difel, Bertrand Brasil, FARIA FILHO, Luciano Mendes. Dos Pardieiros aos Palácios: cultura escolar e cultura urbana em Belo Horizonte na Primeira República. Passo fundo: UPF, GONDRA, José Gonçalves. Olhos na América: uma leitura dos relatório de C. Hippeau, in: Educar, Curitiba: Editora da UFPR, n. 19, pp , HARTOG, François. O Espelho de Heródoto. Ensaios sobre a representação do outro. Belo Horizonte: UFMG, MOURÃO, Paulo K. C. O Ensino em Minas Gerais no Tempo da República. Belo Horizonte: Centro Regional de Pesquisas Educacionais, NOVAES, Adauto. Experiência e Destino. In: NOVAES, A. (org) A Descoberta do Homem e do Mundo. São Paulo: Cia das Letras, OLIVEIRA, Lúcia Lippi. Americanos.Representações da Identidade Nacional no Brasil e nos Estados Unidos.Belo Horizonte: UFMG, PALLARES-BURKE, Maria Lúcia. Nísia Floresta, O Carapuceiro e outros ensaios de tradução cultural. São Paulo: Hucitec, RELATÓRIOS dos Presidentes de Província de Minas Gerais, RELATÓRIOS da Secretaria do Interior do Estado de Minas Gerais, WARDE, Mirian Jorge. Americanismo e Educação: um ensaio no espelho, in: São Paulo em Perspectiva, São Paulo, vol. 14, n. 2, pp , 2000.

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