Jornal da Associação Médica Brasileira. Ano 53 nº Foto: Alejandro da Silva Farias l Capa: Cezinha Galhardo

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1 Jornal da Associação Médica Brasileira JANEIRO/FEVEREIRO 2012 Ano 53 nº 1376 Foto: Alejandro da Silva Farias l Capa: Cezinha Galhardo

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3 JORNAL DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA JANEIRO/FEVEREIRO 2012 ANO 53 Nº 1376 Conteúdo Foto: Alejandro da Silva Farias l Capa: Cezinha Galhardo 2 10 Editorial Conselho Científico 3 Palavra do presidente 4 Entrevista com Bogdana Kadunc 12 Planos de saúde/regulamentação da medicina Gota a gota Especialidades 29 5 Entrevista com Antônio Britto 6 Seminário de medicamentos biológicos 8 Campanha: o futuro promete 15 Livro AMB 60 anos 16 Fórum de Especialidades Médicas 20 Emenda Constitucional Ensino/Programa Revalida 25 Editores Científicos 26 Comissão de Assuntos Políticos 27 Federadas / Notas 30 Jurídico 31 Agenda 32 Censo médico Comissões Projeto Diretrizes Livro/Títulos

4 EDITORIAL Papel fundamental Eis nosso Jamb que tem o papel precípuo de divulgar as ações da AMB, engajada às demais entidades médicas nacionais e suas respectivas representações estaduais, em incessante luta pela valorização do médico e melhoria da assistência à saúde da população. A leitura deste número evidenciará o trabalho desenvolvido de forma intensa, diversificada e integrada pela Diretoria da AMB e suas Comissões ao mesmo tempo em que apresenta eventos de relevante interesse como o Seminário: Biológicos na prática médica cenário atual e perspectivas com expressivos nomes da medicina brasileira que detêm conhecimentos profundos e atualizados sobre o tema que representa grande avanço da ciência com inovação e eficácia. Outro tema de relevância são os estudos realizados pelo Conselho Federal de Medicina e CREMESP - Demografia Médica no Brasil demonstrando o crescimento exponencial do número de médicos, o percentual de especialistas e não especialistas e as diferentes características nas diversas regiões do país. Também merece destaque o III Fórum de Especialidades Médicas debatendo os rumos da formação e do trabalho médico no Brasil. Este evento além de exposições sobre o tema contou com grupos de discussão sobre: impacto do reconhecimento das especialidades médicas; parâmetros que definem a formação do especialista, da especialidade e da área de atuação: conceitos e propostas. Não podemos deixar de assinalar o lançamento de dois livros publicados por entidades médicas no decorrer 2011: AMB: 60 anos, que destaca as principais ações e finalidades da entidade e o que a AMB fez e faz pelos médicos, pela sociedade, pela medicina e pelo país, descrito em detalhes nas páginas desta verdadeira obra de arte (Barroso, H). Associação Médica de Pernambuco 170 anos- História e Contribuição Social, 2 JANEIRO/FEVEREIRO 2012 edição comemorativa aos 170 anos da antiga Sociedade de Medicina de Pernambuco, atual Associação Médica de Pernambuco, a mais antiga entidade médica estadual do país. Nesta obra está registrada grande parte da história da medicina de Pernambuco. "Pode-se dizer que representa passado, presente e futuro da medicina pernambucana." (Lemos, J). Registre-se ainda o Centenário da Sociedade Brasileira de Dermatologia, comemorado com o projeto "Laços de Família: Etnias do Brasil". Fica assinalado ainda a atuação do Conselho Científico, das Comissões de Prevenção e Tratamento da Obesidade, Dor, Mista de Especialidade (CME), Comissão de Assuntos Políticos que acompanha os projetos de leis prioritários para a saúde. Há notícias também sobre as diversas parceiras da AMB CAPES INTERFARMA, entidades associativas dos publicitários e empresas de propaganda objetivando a campanha: O futuro promete. Eu quero chegar bem lá. Fica demonstrada a pujança da AMB, porém a sua força e grandiosidade depende dos associados, razão pela qual conclamamos todos os médicos que ainda não pertencem ao nosso quadro para se associarem contribuindo assim para o êxito de nossas lutas. Jane Maria Cordeiro Lemos Diretora de Comunicações Associação Médica Mundial DIRETORIA Presidente Florentino de Araújo Cardoso Filho Primeiro vice-presidente Jorge Carlos Machado Curi Segundo vice-presidente Newton Monteiro de Barros Vice-presidentes Lairson Vilar Rabelo; Antonio Fernando Carneiro; Carlos David A. Bichara; Maria S. Melo Ventura; Álvaro R. Barros Costa; Petrônio A. Gomes; José Luiz Weffort; Celso Ferreira Ramos Filho; José Fernando Macedo; Murillo R. Capella. Secretário-Geral Aldemir Humberto Soares 1º Secretário Antonio Jorge Salomão 1º Tesoureiro Luc Louis Maurice Weckx 2º Tesoureiro José Luiz Bonamigo Filho Diretores Acadêmico Marcos Pereira de Ávila Atendimento ao Associado Guilherme B. Brandão Pitta Científico Edmund Chada Baracat Comunicações Jane Maria Cordeiro Lemos Cultural Hélio Barroso dos Reis DAP Robson Freitas de Moura Defesa Profissional Jurandir Coan Turazzi Economia Médica Roberto Queiroz Gurgel Marketing José Carlos V. Collares Filho Proteção ao Paciente Rogério Toledo Júnior Relações Internacionais Miguel Roberto Jorge Saúde Pública Modesto A. de Oliveira Jacobino Assuntos Parlamentares José Luiz Dantas Mestrinho Diretora responsável Jane Maria Cordeiro lemos Editor Responsável Aldemir Humberto Soares; Conselho Editorial Antonio Jorge Salomão; Luc Louis Maurice Weckx; José Luiz Bonamigo Filho; Edmund Chada Baracat; Florentino de Araújo Cardoso Filho. Editor Executivo César Teixeira (Mtb ) Colaboração Natália Cesana, Helena Fernandes Diagramação, Editoração e Arte Sollo Comunicação Departamento Comercial Fone (11) /6801 Tiragem exemplares Periodicidade Bimestral Impressão Duograf Filiado à ANATEC Redação e Administração Rua São Carlos do Pinhal, São Paulo SP Tel. (11) Fax (11) Assinatura Anual R$ 60,00; avulso R$ 10,00 Fone (11) , ramal 130 Os anúncios e opiniões publicados no JAMB são de inteira responsabilidade de seus anunciantes e autores. A AMB não se responsabiliza pelo conteúdo dos mesmos.

5 MENSAGEM DO PRESIDENTE Compromissos assumidos A Associação Médica Brasileira tem assumido cada vez mais compromissos com a classe médica brasileira: escolas médicas que formem bem, com grade curricular adequada, corpo docente qualificado e hospital de ensino bem estruturado; revalidação do diploma de médico formado no exterior com respeito ao conhecimento e habilidades; fortalecimento da pós-graduação em todos os níveis, especialmente a residência médica; valorização do título de especialista e sua recertificação; fortalecimento da atenção primária (básica); defesa incessante de melhorias na gestão da saúde e mais recursos para o sistema público de saúde (SUS); acompanhamento das leis que tramitam no Congresso Nacional, cujo teor dizem respeito à medicina e à saúde; condições de trabalho do médico; remuneração do trabalho médico; a autonomia do médico no exercício da profissão; o respeito ao mérito nos processos seletivos; um plano de cargos, carreira e vencimentos; a carreira de Estado para o médico nos locais de difícil acesso e provimento; melhorias na relação dos médicos com as operadoras de planos e seguro-saúde e tantas outras questões. Cresce o número de escolas médicas no Brasil (ao escrever esse editorial são 185, porém na sua leitura, já podem ser mais), a grande maioria privada, muitas sem obedecer aos critérios que um país como o nosso necessita. Fala-se que existem outras 45 para serem autorizadas. De quantos médicos o Brasil precisa hoje e daqui a 10 ou 20 anos? Quantos precisamos formar cada ano? Qual o perfil do médico que precisamos? Com a palavra o governo federal. O Brasil precisa formar médicos com qualidade. Não é interessante que pensemos somente em quantidade. Aqui mesmo temos cidades com número excessivo de médicos e a população ainda peregrina em filas de espera para consultas, exames e cirurgias. O que acham se antes que se abram novas escolas médicas fechemos ou adequemos as que não formam adequadamente? Caso médicos formados no exterior, brasileiros ou não, queiram trabalhar no Brasil, são muito bem-vindos. Porém, seu diploma deve ser revalidado de maneira igual para todos, seguindo critérios que contemplem e respeitem as necessidades do nosso povo querido. Nesse momento defendemos o REVALIDA e não qualquer escola médica revalidar, como algumas estão fazendo ( fazendo de conta ). Não podemos aceitar vieses que colocam em risco a saúde, nem que beneficie quem quer que seja. A residência médica tem sido a melhor maneira de termos médicos mais qualificados na assistência à população. A residência médica deve ser fortemente valorizada. As vagas devem ser respeitadas de acordo com as necessidades do país, distribuídas por áreas do conhecimento e locais onde se necessita. O processo seletivo deve priorizar o mérito. A Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) deve ser respeitada e valorizada. Não nos parece lógico a recente criação da câmara recursal, com três membros, sendo dois do governo. Não concordamos com o bônus criado pelo governo de 10% e 20% dos pontos no concurso para residência médica, quando o médico passa um e dois anos, respectivamente, nos PSFs (programas de saúde da família) ou na atenção básica das cidades que o governo escolheu. Queremos a estratégia saúde da família valorizada e isso passa, no mínimo, por profissionais qualificados. Não podemos deixar nossa população pobre e carente dessas cidades à mercê de recém-formados, muitos em escolas de qualidade questionável. Vamos formar verdadeiros médicos de família e comunidade! Finalizando, gostaríamos de contar com a ajuda de todos para que tenhamos sucesso no Projeto de Lei de Iniciativa Popular que trará mais recursos para a saúde. Não ficamos satisfeitos com o resultado da aprovação, no final de 2011, da regulamentação da EC 29 (Lei 141/12), nem da sanção, com 15 vetos da Presidência da República, publicada no dia 16 de janeiro de A saúde pública carece de boa gestão em muitas situações, além de rigoroso controle, para que evitemos os desvios, a corrupção, mas é impreterível mais recursos. Não podemos aceitar que um país com a nossa economia (6 a do planeta), com essa elevada carga tributária (uma das maiores do mundo), com o baixo retorno que temos nos serviços públicos, saúde, educação, segurança, infraestrutura (a pior em recente pesquisa, onde foram avaliados 30 países) tenha o atual investimento do governo federal na saúde pública (cerca de 3,5% do PIB). Um dos principais artigos da lei que defendemos é que a união aporte 10% da RCB (receita corrente bruta) na saúde pública, como já fazem os Estados (12%) e os municípios (15%). Vamos ver se será feita a vontade do povo. Vamos nos unir e colher milhões de assinaturas para pressionar o Congresso Nacional, mostrando respeito à iniciativa da população, respeito ao que o povo clama. Lançamos o projeto na sede da AMB, no último dia 3 de fevereiro, com o importante apoio de várias outras entidades médicas, não médicas e da sociedade civil como um todo. Vamos adiante, pois temos muito trabalho pela frente. Participemos e estejamos unidos pelas causas coletivas. Feliz 2012 para todos! Florentino Cardoso Presidente da Associação Médica Brasileira JANEIRO/FEVEREIRO

6 entrevista Bogdana Kadunc Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); assistente da Clínica Dermatológica do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo; editora-chefe da revista científica Surgical & Cosmetic Dermatology, Bogdana Victória Kadunc preside a Sociedade Brasileira de Dermatologia (gestão ), entidade que este ano comemora o seu centenário. Ela concedeu a seguinte entrevista ao Jamb. Foto: Divulgação / SBD A SBD completa o seu centenário neste ano. O projeto Laços de Família: Etnias do Brasil foi criado especificamente para essa comemoração? Bogdana Kadunc O projeto Laços de Família: Etnias do Brasil foi desenvolvido como forma de comemorar os 100 anos da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Trata-se de um projeto cultural, com base na Lei Rouanet, focado na miscigenação do povo brasileiro, mistura refletida em sua pele. Poderia explicar em que consiste este projeto detalhadamente? Bogdana Kadunc O centenário da SBD é comemorado no dia 5 de fevereiro de 2012, data em que também é celebrado o Dia do Dermatologista. Para dar início às comemorações, no dia 4 de fevereiro o projeto Laços de Família: Etnias do Brasil, composto por uma exposição fotográfica concebida a partir de uma expedição realizada no ano passado em diferentes estados do país por renomados fotógrafos brasileiros, seguida do lançamento do livro que detalha as histórias colhidas durante este trabalho inédito e por um retrato histórico e cultural da população brasileira, será lançado no Museu de Arte Moderna (MAM), às 14h30, no Rio de Janeiro. A exposição fotográfica é itinerante e irá percorrer também, ao longo de 2012, as cidades de São Paulo, Brasília e Curitiba. Existe alguma ação voltada especificamente para a internet? Bogdana Kadunc O projeto cultural pode ser acompanhado pela sociedade por meio do portal desenvolvido com o propósito de ser ferramenta de democratização e de inclusão digital. O acesso é totalmente gratuito e abriga os seguintes conteúdos produzidos: imagens, vídeos, áudios, textos, depoimentos, comentários e, após a inauguração no MAM-RJ, livro e catálogo digital. No caso da expedição, uma plataforma digital abrigará ferramentas diversas com o objetivo de difundir seu conteúdo, dando acesso a todos os interessados. Entre as ferramentas usadas haverá uma galeria de fotos, um podcast, com os vídeos gerados pelos integrantes da expedição sobre a experiência da viagem, depoimentos e histórias dos personagens, gifts digitais, como wallpapers, entre outros. Até pouco tempo atrás a Dermatologia era somente especialidade clínica. Hoje esse papel mudou? É mais ampla? Bogdana Kadunc O exercício da dermatologia no Brasil teve início nos primórdios do século XX, no contexto da saúde pública, como especialidade eminentemente clínica, dedicada principalmente a doenças infecciosas, como sífilis e hanseníase. Ao longo do tempo, foram incorporadas à dermatologia as doenças cutâneas alérgicas, inflamatórias, imunológicas e tumorais, entre outras. Atualmente, a dermatologia transformou-se em especialidade clínico-cirúrgica. A cirurgia e cosmiatria também são papéis dos dermatologistas? Bogdana Kadunc A partir de 1990, seguindo as tendências mundiais, a dermatologia incorporou a cirurgia dermatológica e também a cosmiatria. Quais os principais problemas hoje enfrentados pelos dermatologistas e como a AMB pode auxiliar nesse sentido? Bogdana Kadunc O principal problema que enfrentamos hoje é uma concorrência desleal no mercado de trabalho provocada pela existência de cursos de pósgraduação lato sensu de curtíssima duração e oficializados pelo MEC. Eles formam profissionais que competem o mesmo mercado com os dermatologistas egressos dos nossos 73 serviços de residência médica em dermatologia, que, por sua vez, exigem horas de rigoroso treinamento na especialidade. É de conhecimento geral que há uma pletora de médicos formados no Brasil e, embora mal distribuídos, aqueles que não conseguem vagas em serviços credenciados, se voltam para estes cursos. Pedimos à AMB que não apoie estes cursos e que tente interferir junto ao MEC para a sua extinção. 4 JANEIRO/FEVEREIRO 2012

7 entrevista Antônio Britto Em maio de 2009, Antônio Britto assumiu a presidência executiva da Interfarma - Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, entidade que congrega as indústrias farmacêuticas instaladas no Brasil responsáveis por promover e incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de novos medicamentos no País. Jornalista, Antônio Britto ganhou notoriedade como porta-voz do ex-presidente Tancredo Neves. Foi deputado federal; ministro da Previdência Social, governador do Estado do Rio Grande do Sul. Ele falou ao Jamb sobre medicamentos biológicos. Foto: Divulgação / Interfarma Como a Interfarma é estruturada? Antônio Britto A Interfarma é uma associação que reúne 42 empresas farmacêuticas que se dedicam à pesquisa e à inovação em saúde humana. Hoje, nossa entidade representa 47% do total de medicamentos vendidos no País e destes, 78% são inovadores e, por meio de empresas controladas, 43% são de medicamentos genéricos. Ao longo dos seus 20 anos, a Interfarma tem procurado contribuir com o Brasil especialmente em três temas: promoção de acesso para que mais pessoas possam se beneficiar de medicamentos seguros e eficazes; o incentivo à inovação para que o Brasil se transforme em um pólo de pesquisa e desenvolvimento em saúde humana; defesa da ética na pesquisa, no desenvolvimento, produção, comercialização, prescrição e consumo de medicamentos. Quais são os projetos da entidade para 2012? Antônio Britto Estamos profundamente envolvidos no diálogo e na colaboração com o governo para que, juntos, possamos encontrar formas de democratizar o acesso. Graças à indústria farmacêutica, o governo pode ampliar o programa Farmácia Popular e distribuir gratuitamente medicamentos para diabetes e hipertensão. Mas é preciso ir além. Por isso, nossa agenda de acesso discute temas como carga de impostos sobre medicamentos, recursos para a saúde e formas de parceria com o Ministério da Saúde para provermos mais medicamentos à rede pública. Outro ponto importante de nossa agenda para 2012 é, em parceria com os médicos e pesquisadores, convencer o governo a melhorar as condições para pesquisa clínica no Brasil. Não é mais possível, com o estágio científico que o Brasil alcançou, ficarmos em uma posição secundária em pesquisa clínica, o que prejudica os pacientes, o desenvolvimento da ciência médica e o País. A terceira grande agenda é de ordem ética: um novo Código de Conduta para nossos associados, parceria com o Instituto ETCO para a defesa da legalidade e da ética nas atividades que envolvem medicamentos. Estas são algumas das iniciativas para o ano de Em que consiste e qual a importância da parceria com a AMB? Antônio Britto Nos contatos que mantivemos com o ex-presidente da AMB, José Luiz Amaral, e o atual presidente Florentino Cardoso, ficou claro que tínhamos pontos em comum que deveríamos somar forças, respeitadas as características de cada entidade. E assim chegamos com muita facilidade e satisfação a um programa de trabalho de dois anos, iniciado já em 2011, em que a prestigiosa AMB e a Interfarma desenvolverão atividades especialmente em dois campos: a discussão sobre medicamentos biológicos, uma das novas fronteiras da ciência, e o apoio para que a AMB execute um projeto essencial para ela e para o País: a elaboração de um atualizado, detalhado e revelador mapa dos médicos e da atividade médica no Brasil. Qual o plano para difundir os biológicos? A população em geral terá acesso aos benefícios desses medicamentos? Antônio Britto A ciência avança em direção a um maior desenvolvimento e produção de produtos biológicos que estão assumindo um papel preponderante no arsenal terapêutico à disposição dos pacientes. Evidentemente, pelas suas características, os produtos biológicos exigem das autoridades reguladoras e dos prescritores cuidados intensos em relação à sua procedência, qualidade, segurança e eficácia. O primeiro passo foi dado corretamente pela ANVISA ao lançar, em dezembro de 2010, regulamentação que estabelece, alinhada com padrões mundiais, exigências que permitirão proteger os pacientes. Temos agora trabalhado com as autoridades sanitárias no detalhamento daquela regulamentação que está se desdobrando em guias específicos por produto biológicos. Os dois primeiros foram Heparina e Interferon Alfa. Sabemos, porém, que o marco regulatório é um passo essencial, mas inicial. No longo caminho para que os brasileiros recebam e se beneficiem de produtos biológicos, o papel central, uma vez mais, caberá aos médicos. Por isso, em parceria com a AMB, estamos realizando e preparando, desde o último dezembro, eventos, seminários, publicações, material virtual, enfim, tudo que possa levar à classe médica informações, visões, experiências sobre biológicos. A partir de abril deste ano repetiremos a experiência de debater o tema medicamentos biológicos com os médicos de Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte, Rio e Porto Alegre. Nosso objetivo, ao final do projeto, é termos conseguido levar, sob a liderança da AMB, o maior número possível de médicos e jornalistas brasileiros a discutir, atualizar e ampliar sua visão sobre o biológicos. JANEIRO/FEVEREIRO

8 Saúde Pública Biológicos Fotos: César Teixeira AMB promove seminário sobre medicamentos biológicos Em 2 de dezembro, a AMB, em parceria com a Associação da Indústria Farmacêutica (Interfarma), promoveu o seminário Biológicos na prática médica cenário atual e perspectivas, em São Paulo. Uma das atribuições da AMB é difundir o conhecimento na área da saúde. Esse evento tem como objetivo levar aos médicos as melhores informações sobre medicamentos biológicos, disse Florentino Cardoso, presidente da AMB na abertura do evento (foto acima). Solange Nappo, professora adjunta do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp, proferiu conferência sobre conceitos, desenvolvimento, dificuldades e perspectivas do uso de biológicos. Ela explicou que os princípios ativos desses medicamentos são obtidos de sistemas vivos por meio de processos biotecnológicos. Esses fármacos são a maior fonte de inovação dos últimos tempos devido à eficácia para condições médicas graves, que são inacessíveis pelas terapêuticas disponíveis. Outro ponto que a professora ressaltou foi a quebra de paradigmas. O conhecimento acumulado na área de fármacos sintéticos teve padrões modificados em função do surgimento dos medicamentos biológicos. Os biofármacos são moléculas grandes e complexas, por isso não é viável representar sua estrutura química por meio da ligação de átomos. Em função da complexidade, os biológicos são moléculas mais instáveis que podem ser afetadas por fatores como: calor, oxigênio, alteração de ph ou mudanças no processo de fabricação, levando à redução ou à perda completa da atividade biológica, explicou a professora da Unifesp. Durante a conferência, Solange frisou que não existem biológicos genéricos. Como esses medicamentos são muito dependentes do processo de fabricação, é possível afirmar que não há biológicos iguais, apenas similares. Outro aspecto destacado pela conferencista foi a farmacovigilância. O plano de gerenciamento de risco deve ser robusto e é imprescindível para o monitoramento do produto no mercado. Por fim, a professora abordou a expiração das patentes. No Brasil, os fármacos que tiverem origem nas patentes vencidas serão chamados de 6 JANEIRO/FEVEREIRO 2012

9 produtos biológicos não novos. Enquanto um medicamento genérico leva de um a dois anos para ser desenvolvido e reduz em 80% o preço do remédio, um biológico não novo precisa de cinco a oito anos e a redução é de 15% a 20%. Jorge Kalil, diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração e do Instituto Butantan, ministrou conferência sobre biológicos e biossimilares. Vale a pena produzir biológicos no Brasil? Quais são as questões regulatórias? Esses fármacos são um desafio e uma oportunidade. Embora tenha grande visibilidade na produção de genéricos, o país já perdeu a possibilidade de ter posição de destaque como produtor de matérias-primas para os medicamentos sintéticos. Segundo Kalil, em 2007, o mercado de biológicos foi de US$ 68 bi e as estimativas para 2010 eram de US$ 100 bi. O uso cresce em média 20% ao ano. Não há produção nacional de biofármacos inovadores ou biossimilares, porém existem iniciativas do setor privado. A grande maioria dos medicamentos é importada a custos altíssimos. No Brasil, o marco regulatório para a produção de biológicos não novos ainda está indefinido. Há controvérsias na legislação regulatória no Brasil em comparação ao que se faz no resto do mundo. Além disso, o processo de registro é mais complexo e oneroso comparado ao de genéricos/ similares de pequenas moléculas, disse o diretor do Butantan. A segunda parte do seminário foi dividida em duas mesasredondas sobre as indicações e os efeitos do uso de biológicos na prática médica. Hélio Tedesco, médico do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp, falou sobre a utilização de biológicos em transplantes renais. Cármino de Souza, professor da disciplina de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp, relatou como os biológicos são usados em doenças hematológicas. Completou a sequência a apresentação de Raymundo Paraná, livre-docente de Hepatologia Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, sobre a utilização em doenças hepatológicas. A outra mesa-redonda foi composta por: Gilberto de Castro, médico assistente do Serviço de Oncologia Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, que discorreu sobre terapias de alvo molecular em oncologia; Nádia Aikawa, reumatologista pediatra do Centro de Dispensação de Medicamentos de Alto Custo do Hospital das Clínicas, que explicou como os biológicos são utilizados em doenças reumatológicas, e Walter Gomes, professor de Cirurgia Cardiovascular da Unifesp, que fechou o evento com apresentação sobre heparinas. Workshop Na parte da manhã do mesmo dia, ocorreu workshop sobre biológicos para jornalistas especializados em saúde. Além de explicações em relação à fabricação dos fármacos, vias de administração, intercambialidade, acesso por parte população, foram proferidas palestras sobre o uso desses medicamentos em algumas especialidades. Antonio Carlos Pires, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, falou sobre biológicos na endocrinologia. Valderilio Azevedo, professor da Faculdade de Medicina na Universidade Federal do Paraná, relatou a utilização em reumatologia, e Carlos Barrios, professor da Faculdade de Medicina da PUC-RS, em oncologia. Biológicos: debates sobre indicações e efeitos na prática médica Solange Nappo Jorge Kalil JANEIRO/FEVEREIRO

10 Saúde Pública demografia médica Número de médicos no Brasil chega a quase 400 mil Arte/CFM Estudo do CFM e Cremesp comprovou desigualdade existente no país Enquanto a população brasileira cresceu 12,3% na última década, o número de médicos quase dobrou no mesmo período, atingindo 21,3%. Este índice elevou para os profissionais em atividade no país, garantindo ao Brasil o quinto lugar mundial em número absoluto de médicos. Os números fazem parte da pesquisa Demografia Médica no Brasil, divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), em novembro. O estudo mostra que, em outubro de 2011, os conselhos de medicina registravam a existência de médicos em atividade no Brasil. O número confirma uma tendência de crescimento exponencial da categoria, que perdura 40 anos. Entre 1970, quando havia médicos, e o presente momento, o número de médicos saltou 530%. O percentual é mais de cinco vezes maior que o do crescimento da população, que em cinco décadas aumentou 104,8%. Não faltam médicos Os resultados corroboram o que sempre afirmaram as entidades médicas nacio nais, 8 JANEIRO/FEVEREIRO 2012

11 entre elas a AMB: não há falta de médicos, eles estão apenas distribuídos de forma desigual entre as regiões. Sul e Sudeste continuam a concentrar a maioria - com duas vezes mais médicos que as outras regiões. Os motivos são a maior oferta de emprego, de rede de hospitais, de escolas e a melhor qualidade de vida, o que acaba atraindo mais profissionais. Os pesquisadores calculam 1,95 médico para cada mil brasileiros. O Distrito Federal lidera o ranking com 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (3,57), por São Paulo (2,58) e pelo Rio Grande do Sul (2,31) - taxas comparadas às de países europeus. Na outra ponta estão Amapá, Pará e Maranhão com menos de um médico por mil habitantes. É nas cidades de maior porte, especialmente nas capitais, que se concentram a maioria dos médicos brasileiros. Em média, o conjunto desses municípios apresenta uma razão de médicos registrados por habitantes de 4,22. Esse índice é mais que duas vezes superior à média nacional (1,95). Público x privado A pesquisa indica que os usuários do Sistema Único de Saúde contam com quatro vezes menos médicos que os usuários do setor privado para atender suas necessidade de assistência. Quando se considera a dimensão da população que depende exclusivamente do SUS (3,25 vezes maior que a dos planos), constata-se que a clientela da saúde privada conta com 3,9 vezes mais postos de trabalho médico disponíveis que os usuários da rede pública. No conjunto do país são usuários de planos de saúde, segundo dados de 2011 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O levantamento indica a existência de postos de trabalhos médicos em estabelecimentos privados que, em tese, prestam todos eles serviços às operadoras de planos de saúde. Isso significa que para cada usuários de planos no país, há 7,60 postos de trabalho médico ocupados. Setor privado O levantamento indica que o setor privado oferta cada vez mais posto de trabalho para população médica brasileira. A conclusão do levantamento realizado pelos conselhos de Medicina levou em consideração os dados de três anos distintos 2002, 2005 e Nesses anos, o número de médicos em geral cresceu 14,8% em sete anos: foi de médicos, em 2002, para , em 2005, e , em Mas ao se analisar, nos mesmos anos, o crescimento dos postos de trabalho médico ocupados, observa-se uma evolução diferenciada nos setores público ( postos a mais) e privado ( postos). A diferença a favor do privado é potencialmente maior considerando-se o tamanho das populações cobertas pelos SUS e pelos planos privados. Especialistas Dos médicos brasileiros em atividade, , ou seja, 55,1% são especialistas. Os demais (44,9%) são generalistas. O Sul tem o maior número de especialistas, 1,95 para cada médico generalista. O Norte, com 0,83, e o Nordeste, com 0,96, ocupam posição oposta, com mais generalistas do que especialistas. A região Centro-Oeste tem 1,66 especialistas para cada generalista, o que se explica também pela presença do Distrito Federal, onde a razão é de 2,11, a mais alta do país. O Sudeste aparece abaixo da média nacional 1,16 especialistas para cada generalista. Duas das especialidades, Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia, reúnem 24,4% do universo de especialistas, ou seja, quase um quarto de todos os profissionais titulados. Sete especialidades concentram mais da metade dos profissionais, 52,7% deles. As dez primeiras no ranking com mais especialistas reúnem 64,9% do total de médicos titulados. Além de Pediatria e GO, estão Anestesiologia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Ortopedia e Traumatologia, Oftalmologia, Medicina do Trabalho, Cardiologia, e Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Mulheres x Homens Entre os especialistas titulados em atividade no país, 59,3% são homens e 40,6% são mulheres. As mulheres são maioria em cinco das seis áreas consideradas básicas. Dominam em Pediatria, com 70%, e ficam um pouco acima da metade em Ginecologia e Obstetrícia (51,5%), Clínica Médica (54,2%), Medicina de Família (54,2%) e Medicina Preventiva (50,3%). Nas especialidades básicas, só perdem na Cirurgia Geral, onde são apenas 16,2%. As seis áreas mais masculinas, onde os homens são 90,0% ou mais, são as de Cirurgia Cardiovascular (90%), do Aparelho Digestivo (91,4%), Torácica (93,5%) e Neurocirurgia (91,8%). JANEIRO/FEVEREIRO

12 científico Fotos: César Teixeira Conselho Científico: primeira reunião durante a nova gestão Primeira reunião do Conselho Científico na nova gestão O primeiro encontro do Conselho Científico da AMB desta nova gestão ocorreu no dia 17 de novembro, na sede da entidade A AMB é a casa de todos vocês e as sociedades de especialidade são, junto com as federadas, um dos eixos mais importantes que temos para caminharmos sempre de forma harmoniosa, com um só foco: o médico brasileiro e, por consequência, toda a população, declarou Florentino Cardoso, novo presidente da AMB, ao abrir a reunião. O primeiro item da pauta foi a solicitação feita pela Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBR) para ser a entidade representativa na AMB desta especialidade médica, reconhecida por meio da Resolução CFM nº 1973/11. Robson Ferrigno, presidente da SBR, falou sobre a situação do atendimento radiológico no país. Em 2010, foram 489 mil novos casos de câncer e, deste total, precisaram de radioterapia. Os serviços de radioterapia têm um déficit de equipamentos muito grande. Haveria a necessidade de 488 aparelhos, mas temos apenas 284. O reflexo disso é que, anualmente, cerca de 100 mil pessoas ficam sem atendimento, falou. Ao final, o Conselho Científico aprovou a representação da Sociedade Brasileira de Radioterapia. É preciso agora cumprir o caminho natural, isto é, temos que romper o convênio com Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, que era quem 1 0 JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

13 O presidente Florentino Cardoso fala durante o Conselho Científico representava e fazia as provas de título, e assinar um novo convênio com a Sociedade Brasileira de Radioterapia, explicou Aldemir Soares, secretário-geral da AMB. Foi aprovado também o convênio com a Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas, fusão da Associação Brasileira de Medicina Legal e da Sociedade Brasileira de Perícias Médicas. As duas especialidades médicas passam a ser representadas por esta entidade e seguirão o mesmo rito de quebra de convênio e assinatura de um novo. Edmund Baracat, diretor científico da AMB, reiterou o pedido para que todas as sociedades enviem o conteúdo de seus programas de residência médica atualizado. Aquelas que já enviaram, mas fizeram alguma alteração nos últimos 60 dias, precisam reenviar. Estamos prorrogando o prazo de entrega, mas a Comissão Nacional de Residência Médica precisa deste material para o começo do ano que vem. Por isso estamos ressaltando que vamos mandar os programas que tivermos recebido até o fim do mês, disse. Robson Ferrigno, presidente da SBR O último assunto discutido foi o Fórum de Especialidades Médicas, marcado para 14 de janeiro de 2012, em São Paulo, na sede da Associação Paulista de Medicina (Mais detalhes na págs. 16 e 17). Algumas questões como conceitos e objetivos de especialidades e área de atuação, referendados pela resolução CFM 1634/02, serão debatidos visando a promoção de ampla discussão. JANEIRO/FEVEREIRO

14 AUDIÊNCIA PÚBLICA Planos devem cobrir quimioterapia oral Foto: Lia de Paula / Ag. Senado Florentino Cardoso durante audiência no Senado No último dia antes do recesso parlamentar, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS ) discutiu, em audiência pública, a proposta de ampliar a cobertura dos planos de saúde, para inclusão do tratamento oral de quimioterapia, de acordo com o projeto de lei do Senado (PLS 352/11). O presidente da AMB, Florentino Cardoso, participou da audiência pública e falou que a AMB estará sempre defendendo o que for melhor para os pacientes. A quimioterapia oral já tem larga aceitação e resultados excelentes em vários tipos de câncer (mama, pulmão, rim etc.). Existem situações em que a quimioterapia oral tem custos inferiores a determinados tratamentos convencionais (por via venosa). Lembrou ainda, que existem custos não mensuráveis, apontando que resultados iguais ou melhores podem ser alcançados com o tratamento em casa, onde o paciente está perto da família e tem menos riscos para contrair outras doenças, quando no ambiente hospitalar. Florentino Cardoso também chamou atenção que nesse momento a prescrição desses quimioterápicos deve ser feita por médicos especialistas e sob diretrizes clínicas. A vantagem do tratamento em casa também foi ressaltada pela presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, para quem a legislação deveria ser atualizada para incluir tratamentos orais de quimioterapia nos planos de saúde privados. As pessoas portadoras de neoplasias devem ter direito ao que há de melhor para seu tratamento. Essa é a opinião manifestada por Waldemir Moka (PMDB-MS) relator do projeto, apresentado por Ana Amélia (PP-RS). Moka também avalia que quem sai na chuva é para se molhar. Não posso colocar no mercado um plano de saúde e, após 20 anos, quando o cliente mais precisa, dar a informação de que infelizmente o seu caso não tem cobertura. Representante da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Martha Regina de Oliveira observou que os medicamentos orais já possuem eficácia muitas vezes superior à dos tratamentos tradicionais endovenosos. Por sua vez, o médico Paulo Hoff, diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, informou que já existem mais de dez drogas orais para o tratamento do câncer. Não deve haver liberdade excessiva na prescrição de medicamentos desse custo. O sistema de saúde complementar deveria ver essas medicações como vê as endovenosas, pois estas vão ser a exceção, e a rotina vai ser o tratamento oral, mais eficiente e provavelmente mais econômico previu Hoff. Para o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Arlindo de Almeida, a inclusão de mais obrigações para os planos pode acabar elitizando o sistema. Fonte: Agência Senado ato médico Regulamentação deverá ser votada este ano A luta pela aprovação do PL 268/02, que trata da regulamentação da profissão médica, continua este ano. No final de 2011, um pedido de vista conjunta adiou a votação do projeto de lei. Durante a apreciação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal em dezembro, o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) pediu prazo para analisar o projeto. O pedido foi feito logo após a apresentação do relatório do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), relator da proposta na Comissão, que deu parecer favorável à matéria. Agora, será preciso aguardar a próxima sessão legislativa para acompanhamento da votação da proposta. Apesar do pedido de vista, a leitura do relatório foi de muita importância, porque obriga a votação a partir de fevereiro quando termina o recesso parlamentar, não havendo mais espaço no regimento interno para pedidos de adiamentos e vistas. O PL 268/02 está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. Se aprovado, segue para a apreciação de mais duas comissões, a de Educação, Cultura e Esporte (CE) e a de Assuntos Sociais (CAS). Passando por essas etapas, segue ainda para a votação do Plenário e se pleiteado, para a sanção presidencial. 1 2 JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

15 VISANA MOSTRA FOTOGRÁFICA Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro Aconteceu no Rio (5/02) Dia do Dermatologista. Teve início as comemorações do centenário da SBD. Foto: Ari Diesendruck Foto: Gal Oppido Locais Rio de Janeiro Brasília São Paulo Curitiba Visite o portal e conheça o projeto: Foto: José Caldas A Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD tem a honra de convidá-lo para a Mostra Fotográfica Laços de Família Etnias do Brasil, resultado de um Projeto Cultural especialmente desenvolvido para as comemorações do seu CENTENÁRIO. A exposição itinerante ainda irá passar por Brasília, São Paulo e Curitiba. Compareça e se encante com a maravilhosa mistura do povo facebook.com/etniasdobrasil youtube.com.br/etniasdobrasil PATROCINADOR CO-PATROCINADOR APOIO APOIO INSTITUCIONAL REALIZAÇÃO PROJETO: DESIGN: JANEIRO/FEVEREIRO

16 Campanha O futuro promete. Eu quero chegar bem lá Foto: Helena Fernandes Florentino Cardoso, presidente da AMB, e Jorge Curi, 1º vice-presidente da entidade, participaram da solenidade de lançamento da campanha O futuro promete. Eu quero chegar bem lá, que ocorreu dia 18 de novembro, em São Paulo. O movimento, que é uma parceria da AMB, CFM, Associação Brasileira de Publicidade, Associação Brasileira de Anunciantes, Associação Brasileira de Propaganda e Federação Nacional das Agências de Propaganda, tem como proposta incentivar bons hábitos alimentares e combater o sedentarismo. Foram cinco meses de trabalho voluntário que reuniu médicos e publicitários. Nesse evento inédito, estamos plantando a primeira semente do movimento, disse Dalton Pastore, coordenador da campanha. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2008, 36 milhões de pessoas morreram em consequência de doenças crônicas não transmissíveis (DNCT) e 80% destas mortes ocorreram em países não desenvolvidos ou em desenvolvimento. No Brasil, as DCNT constituem um problema de saúde de grande magnitude e respondem por cerca de 70% das mortes, com destaque para as doenças cardiovasculares (30%) e o câncer (15,6%), atingindo principalmente a população de baixa escolaridade e baixa renda, além de grupos vulneráveis como os idosos. É com muita satisfação que a AMB participa dessa campanha. Médicos e publicitários aliados para buscar o bem coletivo, certamente poderemos chegar lá. Duas mudanças simples: alimentação e atividade física produzem resultados tanto na saúde da população como nos custos para o sistema, relatou Cardoso. Durante o evento, declararam apoio ao projeto os grupos Camargo Corrêa e Pão de Açúcar. Por fim, Alexandre Padilha, ministro da Saúde, falou sobre o impacto que a campanha gerará para a saúde pública. O profissional de saúde tem poder de auxiliar pessoas a modificarem seus hábitos, mas há limites para implementar novos caminhos, por isso é importante a aliança com os profissionais de comunicação. Para saber mais acesse: chegarbemla.com.br. O site é colaborativo. Além de dar dicas para uma vida mais saudável, as pessoas podem postar vídeos sobre o tema, finalizou o presidente da AMB. 1 4 JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

17 Livro AMB AMB lança livro comemorativo ao seu sexagenário AMB 60 anos A eleição da primeira diretoria, durante o Congresso do Brasil Central, realizado em Uberaba (MG), em 1951 (composta pelos doutores Alípio Corrêa Netto (SP), presidente; José Martinho da Rocha (DF), 1 vicepresidente; Hilton Rocha (MG), 2 vice-presidente; Hosannah de Oliveira (BA), 3 vice-presidente; Dorival A M B 6 0 a n o s Macedo Cardoso (SP), secretário-geral; Haroldo Vieira Vasconcelos (DF), subsecretário; Osvaldo Lange (SP), tesoureiro; e Eraldo Lemos (SE), subtesoureiro), passando por todas as transformações até chegar aos dias de hoje estão agora registradas na história: o livro AMB 60 anos, lançado oficialmente durante a cerimônia oficial de posse da nova diretoria 2011/2014, realizada no dia 22 de outubro, no Teatro Municipal de São Paulo. OrganizadOr HéliO BarrOsO dos reis Segundo Hélio Barroso dos Reis, organizador da publicação, a obra destaca as principais ações da entidade. Desde a década de 50, quando médicos reivindicavam melhores condições de trabalho e remuneração, colocou-se em pauta a necessidade da criação de uma instituição médica nacional. Foi quando dois expoentes da área, os professores Alípio Corrêa Netto e Jairo de Almeida Ramos, idealizaram a Associação Médica Brasileira. O que a AMB fez e faz pelos médicos, pela sociedade, pela medicina e pelo país é descrito em detalhes nas páginas desta verdadeira obra de arte, conta. Ela demarca as principais ações e finalidades da AMB, em áreas diversas, como cultural, política, educativa e histórica, completa o diretor cultural da AMB. Quase 40 autores, entre diretores da AMB, médicos historiadores e jornalistas participaram desse projeto que apresenta, de forma dinâmica, a trajetória da entidade em várias ações temporais: o ontem, o hoje e o amanhã. Além do volume em português, a obra também tem edição impressa na língua inglesa. JANEIRO/FEVEREIRO

18 Fórum III Fórum de Especialidades Médicas debate rumos da formação e do trabalho profissional Fotos: César Teixeira No sábado, dia 14 de janeiro, ocorreu em São Paulo o III Fórum Nacional de Especialidades Médicas, cujo intuito foi discutir os critérios que definem o que é área de atuação e o que é especialidade médica e quais são os impactos dessa fragmentação do conhecimento na profissão médica e no atendimento à população. Passados 10 anos da criação da Comissão Mista de Especialidades, chegou a hora de rediscutirmos a forma como temos trabalhado e qual será o norte da comissão a partir de agora, falou Aldemir Soares, secretário-geral da AMB e representante da entidade na CME. Ao saudar os participantes, o presidente da AMB, Florentino Cardoso, ressaltou as dificuldades que os médicos enfrentam para trabalhar em algumas regiões do país. Existem várias opções que podem ter efeito na fixação do médico em locais de difícil acesso. Estas ações passam certamente por condições de trabalho e remuneração adequadas, com possibilidades de educação médica continuada. Devemos lutar pelo PCCV e por uma carreira de Estado. A AMB defende a qualificação na estratégia da Saúde da Família, com médicos aptos a resolver as demandas da população. Somos contumazes defensores da qualidade e do mérito da residência médica e não aceitamos manobras que ponham em xeque o mérito de quem quer cursar residência, disse. Temos a firme convicção de que se colocam no mercado profissionais sem formação adequada e há tentativas de se fazer isso também com os especialistas. Não podemos banalizar, falou Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), entidade que sediou o encontro. A primeira conferência foi ministrada por Fábio Jatene, que tratou dos Conceitos de Especialidade Médica e Área de Atuação. Ele ocupou o cargo de diretor científico da AMB durante duas gestões, de 1999 a 2005, e acompanhou o processo de unificação das especialidades médicas. Até os anos 80, existiam diferentes especialidades e diferentes áreas de atuação para a AMB, CFM e para a Comissão Nacional de Residência Médica, o que totalizava quase 100 nomes diversos, em completo descompasso com o resto do mundo, disse. A partir do final desta década, as entidades tentaram uniformizar as denominações, até que em 2002 a Comissão Mista de Especialidade (CME) foi criada para não só regularizar a situação, mas também para especificar os modos de formação e registro de títulos e definir os critérios de reconhecimento de novas áreas. Considero que este modelo foi criado para ser dinâmico e mutável, acompanhando as necessidades reais da atividade médicas e as necessidades sociais e epidemiológicas do país, disse Jatene. 1 6 JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

19 Fabio Jatene Mário Scheffer Carlos Vital, Maria do Patrocínio, Aldemir Soares e Cid Carvalhaes durante a mesa final do evento Atualmente, de acordo com a Resolução CFM 1973/2011, de agosto de 2011, são reconhecidas 53 especialidades médicas e 53 áreas de atuação. A segunda conferência foi ministrada por Mário Scheffer, assessor do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). Ele apresentou os dados coletados pela pesquisa Demografia Médica no Brasil, coordenada pelo Cremesp/ CFM. O estudo cruzou os bancos de dados da AMB, CFM e da Comissão Nacional de Residência Médica com dados da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária do IBGE e chegou a cinco conclusões principais: 1. O Brasil assistiu a um crescimento exponencial histórico (com significância estatística) do número de médicos em relação ao crescimento de habitantes e conta hoje com substancial reserva de profissionais em atividade; 2. As desigualdades regionais na distribuição dos médicos são grandes, confirmadas pela distribuição dos médicos nos postos de trabalho ocupados nos estabelecimentos de saúde; 3. A população coberta por planos de saúde tem à sua disposição muito mais médicos que os cidadãos que dependem exclusivamente do SUS. Tem havido o acirramento da desigualdade na distribuição de médicos, a favor do setor privado; 4. O Brasil tem a quinta maior população de médicos do mundo, mas há diferentes realidades pelo país: alguns locais têm taxas africanas de concentração de médicos enquanto outros, ao mesmo tempo, possuem taxas muito acima da média europeia; 5. O Brasil conta com aproximadamente 55% de médicos especialistas e 45% de generalistas (sem especialidade titulada). A concentração de especialistas é semelhante entre as especialidades e segue a distribuição dos médicos em geral. O que precisa ficar claro é que dificuldade de contratação de médicos não significa falta de profissionais. Significa falta de plano de carreira, falta de estrutura para trabalhar. A distribuição irregular se dá pelas leis do mercado e pela oferta de renda e não é possível dizer que seja preciso formar mais médicos para solucionar o problema. É preciso uma política pública de saúde, concluiu Renato Azevedo, presidente do Cremesp. Em seguida, os participantes do Fórum foram divididos em quatro grupos de trabalho, que discutiram os seguintes tópicos: impacto do reconhecimento das especialidades médicas na formação médica, na profissão, na assistência à Saúde e para a sociedade em geral; parâmetros que definem especialidade médica e área de atuação revisão do conceito e proposições; parâmetros que definem a formação do especialista no Brasil revisão do conceito e proposições; e necessidade de especialistas no Brasil. As propostas apresentadas foram debatidas e serão sintetizadas em um texto que orientará o trabalho da Comissão Mista de Especialidade (veja quadro). Ao final, os coordenadores da mesa de debates opinaram sobre os resultados do fórum. Conseguimos avançar com o que nos propusemos, ou seja, discutir o impacto do reconhecimento das especialidades médicas na atuação destes profissionais. As propostas acrescentarão muito ao trabalho da Comissão Mista, falou Maria do Patrocínio Tenório Nunes, representante da CNRM dentro da CME. Fica clara a necessidade de uma regulação uniforme tanto dos programas de residência médica como dos cursos de especialização de modo a garantir qualificação efetiva do médico e o desenvolvimento de habilidades e competências para tal, concluiu Carlos Vital, 1º vice-presidente do CFM e representante da entidade na CME. Tivemos aqui uma visão holística dos aspectos da terminalidade ou não do curso de medicina, da formação e da atuação médica. Os debates devem ser ampliados e feitos com mais regularidade, falou Cid Célio Carvalhaes, presidente da Fenam e representante da CNMR na CME. Nos próximos meses deverá ocorrer mais uma edição do Fórum de Especialidades para dar andamento às discussões. JANEIRO/FEVEREIRO

20 Fórum Propostas apresentadas durante o Fórum Grupo 1 - Impacto do reconhecimento das especialidades médicas na formação médica, na profissão, na assistência à Saúde e para a sociedade em geral - falta avaliação global quanto à necessidade de determinada especialidade, distribuída por regiões; - carência mais detectada nas especialidades de pediatria, anestesiologia, medicina de família e comunidade, emergencista/terapia intensiva; - esclarecimento e instalação das especialidades de acupuntura e homeopatia na saúde pública; - melhores condições de trabalho (salário, carreira, qualidade de vida, segurança e atualização) Grupo 3 - Parâmetros que definem a formação do especialista no Brasil revisão do conceito e proposições - em relação ao cursos de especialização lato sensu, ficou aprovado que a Comissão Mista de Especialidade deverá encaminhar ofício ao Conselho Nacional de Educação esclarecendo que pode haver distinção entre eles; - a titulação feita AMB/sociedade de especialidade é uma via permanente de certificação de especialistas. Sobre este item foi frisado ainda que é preciso rever os critérios de pontuação, que existam parâmetros únicos para todas as sociedades, parâmetros de qualidade para centros formadores que não são residência médica (ficando a cargo da CME). Grupo 2 - Parâmetros que definem especialidade médica e área de atuação revisão do conceito e proposições Em relação a um trecho da definição de especialidade médica, presente na Resolução CFM 1634/2002, foi sugerido que seja retirado o termo complexidade das patologias. Grupo 4 - Necessidade de especialistas no Brasil - definir política de Estado para a saúde, incluindo financiamento; - mecanismo formador com enfoque para as realidades epidemiológicas regional e geral; - acatar e orientar as demandas específicas dirigidas; - melhorar a definição de médico especialista e generalista. 1 8 JANEIRO/FEVEREIRO 2012

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