Saulo de Castro foi a versão veloz de Delúbio

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1 Clipping produzido pelo Instituto de Políticas Públicas de Segurança da Fundação Santo André INSEFUSA 13/06/2006 Saulo de Castro foi a versão veloz de Delúbio Artigo Elio Gaspari Folha de São Paulo, 11 de junho de 2006 O secretário não respondeu às questões, fez um espetáculo e deixou uma dúvida no ar: o que pode acontecer de pior? O VÍDEO de cinco horas do depoimento do secretário de Segurança de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, à comissão de Segurança da Assembléia de São Paulo sugere que as coisas vão mal e, se dependerem dele, arriscam piorar. Não respondeu às perguntas que lhe foram feitas e deu-se a um espetáculo que deixa uma dúvida no ar: se o secretário de Segurança comporta-se dessa maneira, o que pode acontecer de pior? Num momento de alta reflexão, ensinou: "fazer gestão à tororó". Pessoas que batucam na mesa, põem o dedo na boca e fazem beicinho são parte dos maus momentos da vida. Autoridades que vão ao Legislativo levando claques fazem um teatro conhecido. Oradores com surtos de logorréia às vezes são ególatras com talento verbal. (Fidel Castro, por exemplo.) O que nunca se viu foi tudo isso e mais um hierarca tirando o microfone da mão do presidente da sessão. Muito menos um depoente que bate palmas para a própria claque, capaz de socorrê-lo com assobios. Ou um secretário de segurança levantando-se, de braços erguidos, como se estivesse rendido numa blitz, ridicularizando um parlamentar. Isso foi pouco para o doutor. Pediu um intervalo de cinco minutos, ficou no corredor e gastou dez dando uma entrevista coletiva. É razoável supor que o doutor estivesse tenso. Quando bate o nervosismo, coisas estranhas acontecem. No auge da crise cambial de 1998, o presidente do Banco Central, Gustavo Franco, trancava-se na biblioteca do seu apartamento e deitava-se, às escuras, no chão. Outro diretor passava horas imerso na banheira. Eram comportamentos meio girafas, porém privados. A velocidade do doutor Saulo na Assembléia paulista foi o inverso do momento Lexotan de Delúbio Soares na CPI do Mensalão: nada ensinou, mas entrou para o folclore nacional. Entidades de Direitos Humanos pedem saída de Saulo Jornal da Tarde/ O Estado de São Paulo/ Diário de São Paulo, 13 de junho de 2006 Entidades de direitos humanos irão pedir ao governador Cláudio Lembo (PFL) a saída do secretário de Segurança Pública, Saulo de Abreu Filho.

2 A campanha é da Comissão Especial Independente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos de Defesa da Pessoa Humana (Condepe), formada por representantes de entidades e órgãos públicos, e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos. Eles se reuniram ontem com os promotores de Justiça Neudival Mascarenhas e Marcelo Oliveira, designados pelo procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, Rodrigo Pinho, para acompanhar investigações sobre as mortes entre os dias 12 e 20 de maio, guerra entre o PCC e polícia. A comissão recebeu, ontem, das mãos dos promotores, os laudos das 122 mortes ocorridas em confronto com a polícia nesse período e teve acesso a dados das 492 mortes à bala, levantadas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), nos 23 IMLs da cidade. "Consideramos que Saulo não tem condições de ficar à frente da Secretaria de Segurança Pública", diz o presidente do Condepe, Frederico dos Santos. Entidades criticam secretário-adjunto do sistema prisional de São Paulo Oficializado no cargo sábado, Lourival Gomes foi demitido da coordenação das penitenciárias paulistas em 2000 Especialistas em direitos humanos afirmam que violações e maus-tratos a presos marcaram período em que ele dirigiu presídios Folha de São Paulo, 13 de junho de 2006 A nomeação do novo secretário-adjunto da Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes, está causando polêmica. Especialistas em direitos humanos o criticam alegando que o período em que ele dirigiu as penitenciárias paulistas, entre 1996 e 2000, foi marcado por violações e maus-tratos aos presidiários. Gomes também é suspeito de abrigar em um presídio do interior uma facção criminosa rival do PCC (Primeiro Comando da Capital) -grupo que promoveu os ataques à polícia em maio. A facção beneficiada seria o CDL (Comando Democrático de Libertação), criada na década de 90 na penitenciária de Avaré para rivalizar com o então ascendente PCC. O CDL chegou a ter 800 detentos. Hoje, está praticamente extinto. A suspeita surgiu em depoimento de um dos fundadores do PCC, José Márcio Felício dos Santos, o Geleião, à CPI do Tráfico de Armas da Câmara dos Deputados, em maio do ano passado. O novo secretário-adjunto foi apontado por Santos como "padrinho" do CDL. "Quem era conivente com o CDL era o coordenador Lourival Gomes", disse Geleião. Segundo ele, membros do CDL, com a conivência de Gomes, tinham armas dentro da penitenciária e impediam a chegada, em Avaré, de gente do PCC. "É temerário o Estado nomear para esse posto alguém que foi demitido sob denúncias de transferências fraudulentas de pessoas ligadas ao crime organizado", diz o deputado estadual Renato Simões (PT), que foi relator da CPI do Narcotráfico na Assembléia Legislativa. Para Adriana Martorelli, presidente da Comissão de Política

3 Criminal da seção paulista da OAB, a nomeação de Gomes "significa um retrocesso". "Ele dirigiu as prisões num tempo em que a cultura que imperava era a do terror. O Estado tem de olhar os centros como espaços de ressocialização", afirma. Gomes entrou no sistema prisional na década de 70, em Avaré, e coordenou o Coespe (órgão que gerencia os estabelecimentos penitenciários do Estado) entre 1996 e Nesse período, houve diversas denúncias de maus-tratos nas prisões e de tráfico de drogas envolvendo funcionários. Segundo a Folha apurou, Gomes trabalha como adjunto desde a semana passada, antes da nomeação oficial, no sábado. A secretaria não respondeu os questionamentos da Folha. De volta Lourival Gomes volta a um cargo de direção seis anos após ser demitido do Coespe. A demissão ocorreu oito dias depois que ele depôs à CPI estadual. A secretaria, à época, negou relação entre o depoimento e a saída. À CPI, detentos presos contaram que pagavam para deixar a prisão. Em seus cinco anos frente à Coespe, traficantes escaparam das prisões. Gomes acusou de omissos cerca de dos 18 mil funcionários do sistema prisional. Afirmou, ainda, que 180 deles estavam sob investigação. As suspeitas de maus-tratos e de envolvimento de funcionários com o tráfico de drogas foram investigadas pelo Ministério Público Estadual. Mas não se provou nada até agora. Entre os agentes penitenciários, Gomes tem imagem de repressor e violento. "Ele representa o pior que pode existir, o atraso, a época da repressão. Vem da época da ditadura", afirmou um ex-colega, que pediu anonimato. Chega ao fim a 'greve branca' dos presos Detentos saíram das celas e interromperam movimento em favor de seus colegas da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde estão líderes do PCC Jornal da Tarde/ O Estado de São Paulo, 13 de junho de 2006 Terminou a greve branca realizada no sistema prisional do Estado em solidariedade aos presos isolados na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau - unidade de segurança máxima onde está a liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ontem de manhã, os detentos saíram das celas pela primeira vez depois de 30 dias de confinamento. Para garantir a segurança, os agentes penitenciários contaram com o apoio de cerca de 120 guardas de muralha - armados com espingardas calibre 12, munição antimotim e escudos. Apesar do fim do protesto, os funcionários permanecem de prontidão por dois motivos: a presença dos guardas dentro da penitenciária de Venceslau pode chegar até outras unidades prisionais, provocando represálias. Além disso, há informações de que os presos aproveitariam o clima de estréia do Brasil na Copa do Mundo para organizar fugas, rebeliões ou resgates. Ontem, os presos voltaram às suas atividades diárias. De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, o movimento nos fóruns criminais do Estado, afetado pela greve branca da semana passada, foi

4 normalizado. Todos os 277 detentos intimados a comparecer ao Fórum Criminal da Barra Funda estiveram nas audiências. Com o fim do isolamento imposto à liderança da facção, os 765 presos encarcerados na penitenciária 2 de Presidente Venceslau - e o resto do sistema prisional, com exceção das unidades onde vigora o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) - poderão assistir ao jogo da seleção. Os diretores das unidades autorizaram a instalação de uma TV de 14 polegadas por cela. A Secretaria de Administração Penitenciária não confirma a informação. Castigo para os líderes Os presos Robson Lima Ferreira, o Marcolinha, e Márcio Palmer Pereira dos Santos, o Cabecinha, foram transferidos na quinta-feira para o Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes por ordem da Justiça. Os dois são suspeitos de ordenarem os ataques contra as forças de segurança do Estado no mês passado. Nova legislação penal está em estudo Jornal da Tarde/ O Estado de São Paulo, 13 de junho de 2006 O governador Cláudio Lembo (PFL) lançou uma comissão para reforma da legislação penal, endurecendo as punições. O ponto que será mais discutido pelos juristas e legisladores é a progressão de pena, que permite ao condenado com bom comportamento ficar em liberdade após cumprir 1/6 da pena. Há também a proposta de punir presos pegos com celulares. Segundo o 1º vice-presidente da Associação Paulista dos Magistrados, Henrique Nelson Calandra, crimes de grande repercussão mostram como as leis estão defasadas. Em dez dias a comissão começará a receber sugestões de alterações na legislação penal pelo site ou pelo Qualquer pessoa ou entidade pode participar. Depois de mais 20 dias começará o fórum de debates, em 30 dias os plenários finais e em 60 dias a elaboração do anteprojeto.

5 Semana do terror registra 117 mortos em um só dia O Estado de São Paulo/ Jornal da Tarde, 13 de junho de 2006 O dia 15 de maio, uma segunda-feira, foi o mais sangrento da onda de violência que tomou conta do Estado entre os dias 12 e 20 de maio. Morreram 117 pessoas. De 14 a 16 de maio foram mortas 288 pessoas, mais da metade dos 492 óbitos ocorridos nos nove dias de confronto entre a polícia e integrantes do PCC, segundo dados divulgados ontem pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Os números, no entanto, não trazem informações se ocorreram casos de execuções, apesar da média de tiros dados por cadáveres ter sido elevada. O estudo será encaminhado hoje pelo Cremesp para os Ministérios Públicos Estadual e Federal e para a Defensoria Pública do Estado. Cremesp continuará estudo As regiões em que mais pessoas morreram foram Capital (163), Litoral Sul (63) e Guarulhos (54). O que mais nos causou surpresa foi o número de mortos (492). Não imaginávamos que tinha morrido tanta gente assim no Estado. A média de tiros dados também é espantosa, disse Desiré Carlos Callegari, presidente do Cremesp. No dia 15, o mais violento, Santos (Litoral Sul) e Guarulhos (Grande São Paulo), registraram a maior média de número de tiros por cadáver. Em Santos, os corpos que foram levados ao IML apresentaram uma média de 8,3 disparos, e em Guarulhos, de 5,8 disparos. Na Capital, a maior média de tiros por vítima ocorreu no dia 13. Morreram 23 pessoas na Cidade com aproximadamente 6,9 tiros cada um. Segundo Callegari, só será possível determinar se houve ou não a execução de alguma das vítimas depois que os dados do relatório forem cruzados com informações de inquéritos, de testemunhas e de outros exames feitos pela perícia, como os que determinam a trajetória da bala no corpo da vítima e a distância do tiro. O Cremesp pretende continuar o acompanhamento do trabalho dos peritos dos IMLs para realizar uma análise qualitativa dos laudos. Nela, será possível determinar características, como o padrão das mortes, a trajetória das balas e a distância que foram efetuados os disparos. Até a semana passada, as geladeiras do IML da Capital ainda abrigavam corpos de 34 pessoas mortas na onda de violência. Os dados que estamos divulgando hoje (ontem) já ajudarão o Ministério Público a determinar o que aconteceu. Enquanto isso, faremos a análise qualitativa, comentou o presidente do Cremesp. Ele afirmou que integrantes do Conselho irão se reunir no dia 20 de junho para determinar como será feita a coleta

6 desses dados nos 23 IMLs do Estado. Eles pretendem finalizar esta parte do estudo na 1ª quinzena de julho. O relatório apresentado ontem pelo Cremesp também apresentou uma relação com os bairros da Capital onde ocorreram os homicídios. A região mais violenta foi a de Capão Redondo (Zona Sul), com 13 assassinatos. Em seguida, aparece São Miguel (Zona Leste), com 11 mortes, e Santo Amaro (Zona Sul) com 10. Houve assassinatos em 53 bairros da Capital. 60% dos mortos pela polícia têm marcas de tiro que apontam indícios de abuso Folha de São Paulo, 13 de junho de 2006 Das pessoas mortas pela polícia no Estado de São Paulo durante a crise provocada pelos atentados do PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo a lista oficial do governo, pelo menos 60% apresentam marcas de tiro que apontam indícios de abuso policial. De acordo com laudos necroscópicos de 23 IMLs (Institutos Médicos Legais) entregues ontem pelo Ministério Público Estadual à comissão independente que apura as mortes ocorridas entre os dias 12 e 20 de maio, 126 pessoas morreram em supostos confrontos com a polícia paulista. Desses casos, 75 mortos (60% do total) apresentam algum indício de abuso policial. Entre eles, estão tiros de cima para baixo -que demostrariam que a vítima estava rendida, de joelhos ou no chão-, perfurações pelas costas e ferimentos à bala nos braços, podendo mostrar que a vítima, já dominada, tentou se defender do disparo. A listagem de 126 nomes entregue ontem à comissão independente inclui os 122 mortos em confronto com a polícia, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, mais quatro casos identificados pelo Ministério Público. "Tatuagem" Na análise da documentação, a reportagem excluiu dois casos de jovens mortos em um suposto acidente de moto e um caso cujo laudo necroscópico estava incompleto. Desses 123 mortos, 75 apresentam indícios de abuso: foram 61 casos de pessoas que receberam pelo menos um tiro com a trajetória de cima para baixo. Dezesseis mortos tinham marcas de tiros pelas costas -desses, cinco também receberam tiros de cima para baixo e estão incluídos nos 61 casos, totalizando, assim, 72 mortos com marcas de suposto abuso. Outros dois mortos apresentavam "tatuagem" (marca de pólvora que mostra que o tiro não foi à queimaroupa, mas de uma pequena distância) e um apresentava um tiro no braço, um indício de que, rendido, teria tentado apenas se defender. No final de abril, um levantamento preliminar da Defensoria Pública de São Paulo já apontava indícios de abuso policial a partir de uma análise parcial dos laudos. Na ocasião, foram analisados os 132 laudos sobre mortos por armas de fogo do período -incluídos até

7 homicídios simples e suicídio- feitos só pelo IML Central de São Paulo. Desse total, 28 mortos referiam-se a supostos confrontos com a polícia de São Paulo. A análise apenas desses casos mostrou que 22 corpos traziam marcas de tiros de cima para baixo. A documentação entregue ontem pelo Ministério Público, no entanto, é mais completa e inclui os 23 IMLs do Estado, abrangendo também o IML Central. Agora, a listagem com os 126 nomes será encaminhada pela comissão para análise do perito criminal Ricardo Molina, da Unicamp (Universidade de Campinas). Efeito PCC afeta confiança dos paulistanos Folha de São Paulo, 13 de junho de 2006 A onda de violência que atingiu São Paulo há um mês, com os ataques organizados pelo PCC, fez cair a confiança dos consumidores da capital paulista, segundo indica pesquisa divulgada ontem pela Fecomercio. O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) teve queda de 2,9% em junho, comparado a maio, ficando em 134,7 pontos, contra os 138,7 pontos do mês passado. A Fecomercio coleta dados semanalmente e, justamente por isso, a entidade pôde identificar o efeito negativo da onda de violência sobre o indicador, já que praticamente toda a queda ocorre por influência dos dados da semana dos ataques. Juiz busca anonimato após ataques do PCC Eles trocam placa do carro e estudam adotar sentença "sem rosto", que omite nome do magistrado Folha de São Paulo, 13 de junho de 2006 A onda de ataques comandada por facções criminosas em São Paulo levou juízes e associações da categoria a implantarem esquemas de segurança para proteger a integridade dos magistrados. Mudanças de trajeto, trocas de placa nos carros oficiais e até a criação de uma central de inteligência estão entre as medidas adotadas pela classe, que estuda ainda propor a criação de "juízes sem rosto", com decisões nas quais o nome do magistrado não aparece. "Vários juízes estão se queixando de que estão sendo ameaçados. Nós estamos acionando a inteligência, a polícia. Mas existe um problema sério: o juiz não tem condição de ser escoltado 24 horas por dia porque não há policiais para isso", afirma o desembargador Sebastião Amorim, presidente da Apamagis (Associação Paulista dos Magistrados). Oito fóruns de São Paulo foram alvos de criminosos entre os dias 12 e 19 de maio -o auge dos ataques promovidos pelo PCC no Estado. A última morte de um juiz no Estado foi a de Antonio José Machado Dias, corregedor em Presidente Prudente, em Há cerca de juízes em São Paulo e outros 360 desembargadores. Sob a condição de anonimato, juízes ouvidos pela Folha afirmaram adotar precauções pessoais e também as recomendadas pelo gabinete militar do Tribunal de Justiça. Um magistrado da área criminal, por exemplo, evita seguir o mesmo caminho de volta para casa. Outro, desembargador, substituiu, desde os

8 ataques, as placas do carro oficial. "Tenho vindo [trabalhar] em carro com placas do Detran." Segundo os desembargadores, a maior parte dos colegas deixou de circular em carros com as placas pretas características dos juízes do tribunal. A Apamagis afirmou que essa foi uma recomendação do TJ após os ataques. O tribunal não confirma nem desmente -o órgão não divulga o que sugere aos juízes por segurança. Municiada com informações que os juízes recebem do setor reservado da polícia, a associação criou um sistema de inteligência, destinado a precaver a categoria contra ações criminosas. "O juiz ameaçado tem todo apoio: se precisar mudar de Estado, se precisar de carro blindado, segurança 24 horas", afirmou o desembargador Henrique Nelson Calandra, vice-presidente da entidade. Mas ele não deu detalhes de como opera esse sistema. Juiz sem rosto Também com a segurança da categoria na mira, a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) estuda propor ao Congresso a criação do chamado "juiz sem rosto" excepcionalmente para julgamentos de integrantes do crime organizado. A iniciativa chegou a ser adotada na Colômbia após ataques da narcoguerrilha -em um deles, em 1985, 12 juízes da Suprema Corte morreram. No Brasil, funcionaria assim: dois ou três magistrados participariam da fase de instrução, em que advogado e réu ficam frente a frente com o juiz, como forma de despersonalizar a decisão. A sentença seria assinada pelo órgão que a emite -Tribunal de Justiça, por exemplo- e decodificada apenas por funcionários do Judiciário. "Estamos começando a fazer debates a respeito. Imagino um dispositivo que dê a entender que não é o juiz que dá a sentença", afirma o juiz Roberto Siegmann, assessor da presidência da AMB. Segundo ele, ainda é preciso submeter o assunto dentro da própria associação -um deles deve ser o congresso anual, em novembro. "Mas seria colocada em prática em caso de excepcionalidade." Febem quer criar unidades nos municípios Uol - Jornal da Baixada, 13 de junho de 2006 Pouco mais de 30 anos depois de ser criada, a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) vai mudar de nome e estrutura, com a criação de 10 regionais em todo o Estado de São Paulo, sendo cinco unidades no Interior. A outra metade, por sua vez, será distribuída entre a Grande São Paulo e a Baixada Santista. O projeto de descentralização administrativa foi apresentado a funcionários de unidades da Capital no fim do mês passado e sua implantação depende, apenas, da definição de quais cidades vão receber as unidades regionais, conforme informações da assessoria de imprensa da Febem. O programa prevê a distribuição de funcionários pelo Interior do Estado. As divisões regionais devem ser na Baixada Santista e nas regiões de Bauru, Campinas, Araçatuba e Ribeirão Preto, além de duas unidades metropolitanas na Capital.

9 A descentralização será administrativa e técnica, nos moldes, por comparação, às divisões geográficas e operacionais hoje executadas pela Polícia Civil, por exemplo, onde cada departamento do Interior define suas prioridades de acordo com as especificidades do crime de cada área. Conforme a assessoria de imprensa da Febem, a descentralização vai permitir que a sociedade local e regional discuta e participe da gestão de forma segmentada. Os processos de compra, estoque manutenção e orçamento também serão descentralizados, permitindo que cada regional apresente sua carência e prioridade. Hoje todas as ações, inclusive compras, estão concentradas na Capital. Isso impede, por exemplo, que empresas regionais de ramos de higiene, alimentação e manutenção participem do processo, em razão da sua proporção estar vinculada à capacidade de atender toda a rede estadual. A medida estimula o acesso de empresas de médio e pequeno porte no Interior, conforme explicou a assessoria. Nas próximas semanas, a presidência da fundação deve enviar ao governador do Estado, Cláudio Lembo, sugestões para a substituição do nome da instituição, cuja alteração vai passar por Projeto de Lei na Assembléia Legislativa. Febem foge da audiência sobre instalação da unidade em Santo André ABC Repórter/ Diário do Grande ABC, 13 de junho de 2006 A audiência pública realizada em Santo André para discutir a instalação de três unidades da Febem (Fundação para o Bem Estar do Menor) duas no bairro Sacadura Cabral e uma no Jardim Cristiane revelou clima de guerra entre o governo estadual e administração João Avamileno (PT). A presidente da Febem, Berenice Gianella, boicotou o debate de segunda na Câmara, que lotou o auditório. Berenice encaminhou , lido em plenário, em que ataca a administração municipal. Sempre estivemos dispostos a possíveis mudanças de área, mas infelizmente até hoje não tivemos respostas. Salientamos que o processo licitatório, já em curso, não prejudica essa negociação, que pode ser direta entre Prefeitura e a Febem. Sem citar o período, a presidente informou que Santo André enviou para a capital de São Paulo 103 adolescentes infratores que por força da lei deveriam cumprir medidas socioeducativas na cidade de origem. Em contraposição ao gesto da Febem, a Prefeitura enviou à Câmara o secretário-adjunto de Desenvolvimento e Habitação, Fernando Bruno Filho, e o secretário de Inclusão Social, Ricardo Beltrão. Os dois lamentaram o posicionamento de Berenice, disseram que o município não é contra a instalação da Febem, mas acusaram o governo do Estado de fechar as portas para a negociação, deixando claro que a administração Avamileno vai resistir à implantação enquanto os projetos não estiverem muito bem discutidos, inclusive com apresentação de estudo de impacto de vizinhança.

10 Bruno Filho revelou que enviará equipes de fiscalização no Sacadura Cabral nesta terça pela manhã para verificar a denúncia, feita por moradores, de que existe demolição não autorizada pela Prefeitura. Ele disse que o município só autorizou demolição no Jardim Cristiane, mas reiterou que cada autorização terá de ser extensamente negociada. O que a Febem conseguiu foi apenas autorização para demolição. Não há sequer projeto até agora de construção de nenhuma das unidades, destacou o secretário. A Febem prevê a criação de uma unidade de pequeno porte no Jardim Cristiane. Outras duas unidades serão construídas no local ocupado pela Escola Estadual José do Prado, desativada. Os críticos dizem que a proximidade entre unidades irá corromper o princípio do Estado que prega internação em prédios de baixa capacidade de internação. Construídos lado a lado, segundo entendimento da Prefeitura, significará a constituição de um novo e questionável complexo, o que deverá repetir o modelo atual, com concentração de elevado número de internos. Também pesa contra o projeto da Febem o fato de que a Escola Estadual tem sido disputada pela Fundação Santo André, que objetiva construir no local um Centro de Referência de Cidadania, com apoio da comunidade. Além disso, de acordo com o presidente da Câmara, Luiz Zacarias, a área do Sacadura Cabral seria imprópria para uma unidade da Febem sob potencial risco de rebelião porque está sobre um oleoduto ativo, é vizinho a uma escola infantil (Emeief Maria Delfina) e a um posto de gasolina. A Prefeitura de Santo André também tem uma série de motivos para discordar do projeto. Todos foram mostrados em slide nesta segunda para a população: acusa o governo estadual de considerar suficiente a construção de unidades menores, enquanto o município exige gestão compartilhada, discussão dos métodos educativos e até adoção de um modelo arquitetônico que impeça uma provável superlotação das unidades. Leia entrevista com o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Dr. André Di Rissio, no site:

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