O Estudo da Arte nos Cursos de Pós-Graduação das Faculdades de Comunicação contribuições e interdisciplinaridades

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1 O Estudo da Arte nos Cursos de Pós-Graduação das Faculdades de Comunicação contribuições e interdisciplinaridades Marlene Fortuna INSTITUIÇÃO À QUAL PERTENÇO: FACULDADE CÁSPER LÍBERO/SP RESUMO: Pretendemos, com este artigo, provocar diálogos e reflexões sobre o ensino da arte nas Faculdades de Comunicação, sobretudo nos cursos de Pós-Graduação; metodologia utilizada e repercussões destes processos em criador e fruidor, respectivamente. Diferenças entre: fazer artístico, gestalt, reflexão crítica, indagações sobre o ato de criar; o construtor, a obra de arte, ser artista de fato e não apenas um fazer criativo-intuitivo carecendo de aprimoramento, são questões discutidas em nosso texto. Estudar arte como forma de comunicação peculiar, sobretudo nos cursos de Pós-Graduação, relacionando a concepção estética com as questões da interdisciplinaridade dentro da academia, não é tarefa fácil, é um desafio ao qual nos propomos enfrentar. Muito longe de nossos propósitos seria, discutir arte na ciência enquanto educação artística, algo que não caberia em um texto desta natureza, mas sim discutir os aspectos teóricos e práticos da arte em escalas superiores. O texto aborda a arte de acordo com o prisma cognitivo e com o emocional, a arte como educação do indivíduo na procura da própria identidade, na procura da centralidade do SER; arte como transformação de ideologias, alteração de horizontes, amplitude da cosmovisão e arte como forma de liberdade, na tentativa de cingir, com estas reflexões, o tema: ARTE - UM MEIO DE COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO NO APRIMORAMENTO DA PERSONALIDADE. O ESTUDO DA ARTE NOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO NAS FACULDADES DE COMUNICAÇÃO. ABSTRACT: We intend, with this article, to provoke dialogues and reflections about the teach of the art in the Colleges of Communication, above all in the courses of Post-Graduate (or High Scholl); methodology used and repercussion of these process, in creator and usufruct (enjoy), respectively. Differences between: to make artistic, gestalt, critical reflection, investigation about the act to create; the builder, the art, to be fact artist and not only to make art across feeling lacking of improvement, are questions argued in our text. To study art as form of peculiar communication, above all in the Post-Graduate course, linking the esthetic conception with interdisciplinary s questions inside of the academy. It s not easy task, it s a challenge which we propose to face. A great way (very far) of our intentions it would be, to argue, art in science, while artistic education, 1

2 something that would not fit in a text of this quality, but to argue the theoretical and practical aspects of art in other scales. The text approaches the art about cognitive and emotional aspect, the art as education of individual in the search of own (self) identity in the search of the centrality on the being: art as transformation of ideologies, alteration of horizon, largeness of visions and art as freedom form, in the attempt of restringe, with these reflections, the subject: ART A FORM OF COMMUNICATION AND EDUCATION IN THE IMPROVEMENT OF THE PERSONALITY. THE STUDY OF THE ART IN THE COURSES OF POST-GRADUATE (OR HIGH SCHOLL) IN THE COLLEGES OF COMMUNICATION. PALAVRAS CHAVE: arte; comunicação; educação; formação; universidade. KEY WORDS: art; communication; education; formation; university. (Texto completo, bibliografia, dados da autora, endereços, telefones, s e Fax para contato, nas próximas páginas). ARTE: UM MEIO DE COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO NO APRIMORAMENTO DA PERSONALIDADE O ESTUDO DA ARTE NOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DAS FACULDADES DE COMUNICAÇÃO 2

3 Apesar de sentirmo-nos suspeita em pronunciar-nos sobre as proposições que se seguem, afinal, como Historiadora de Arte, nossas defesas sempre parecem tender em causa própria. Por outro lado, temos toda liberdade, de manifestar-nos com absoluta experiência e conhecimento próprio sobre o assunto. Tudo para justificar que somos, por princípio, absolutamente partidária da bela frase do poeta gaúcho moderno Mário Quintana: toda alma no planeta, necessita de um pouco de arte. Porém, a que necessidade de arte referiu-se o poeta? À necessidade de ser um artista-artíficedemiurgo e criador mesmo, ou referiu-se ao crítico de arte, ao teórico, àquele que tem um domínio intelectual maior do universo artístico? Estaria ele se referindo a importância, a necessidade e a utilidade em sabermos ler a obra de arte além de sua aparência, que aliás é o tema de nosso último livro? De uma forma ou de outra, acreditamos que o poeta defende veemente: todo e qualquer contato que se tem com a arte é sempre promissor, é imprescindível para a vida e para o viver em seus múltiplos estados. Certamente, ela, mais do que outras áreas, contribui para a educação e para a formação do indivíduo na procura da própria identidade, na busca da centralidade do SER, na transformação de ideologias mais apuradas. Ela altera horizontes, amplia a cosmovisão de criadores e receptores, liberta estudiosos, teóricos e críticos, quando seriamente fundamentados nas reflexões sobre a arte. Subjetividades à parte, tratemos agora, da importância da inserção de disciplinas relacionadas diretamente à arte, nos cursos de Pós-Graduação, principalmente nas Faculdades de Comunicação. Procuramos, com este artigo, provocar diálogos, oferecer sugestões e demonstrar inquietações bem-vindas, sobre a temática em questão. Quais metodologias devem ser aplicadas, para uma mais eficiente transmissão dos conhecimentos da arte, sobretudo com o público mais maduro e exigente, que é justamente o público de Pós-Graduação? Mestrandos e pós-graduandos devem estar, no mínimo municiados para discutirem sobre as repercussões dos processos estéticos em criador, fruidor, pesquisadores e até mesmo em receptores de senso comum. Nós, professores de História e Teoria da Arte em cursos de Pós-Graduação, temos o dever de apresentar grandes diferenciações geradas nesta e por esta área: o fazer artístico; a gestalt; a reflexão crítica; indagações sobre o ato de criar; o construtor ; a obra de arte; ser artista de fato e não apenas alguém que usa o campo estético para experimentar sua criatividade, seu fazer somente intuitivo, carecendo de aprimoramento. Aduzimos ser a arte, portadora de uma forma peculiar de comunicação, estando, a concepção estética relacionada às questões da interdisciplinaridade dentro da academia: é o professor de sociologia mencionando uma obra aqui e outra ali, para sustentar suas teorizações; é o professor de Filosofia citando Van Gogh, Renoir, Picasso, etc..., por esta ou aquela razão; é o professor de Teoria da Comunicação solicitando monografias, cujo eixo central deve fazer interseccionar a arte contemporânea das Bienais com as informações midiáticas, através da televisão, por exemplo. E por aí vai... Muito longe de nossos propósitos seria, discutir arte na ciência enquanto educação artística, algo que não caberia em um texto desta natureza, mas sim discutir os aspectos teóricos e práticos da arte, de forma cognitiva e emocional, em escalas superiores. 3

4 Quando se tem no currículo de alguns cursos de Graduação, a inserção da disciplina História da Arte, certamente o MEC (Ministério de Educação e Cultura) sabe o que está fazendo. Porém, até aí, a disciplina é imposta ao graduando dentro de uma planejada grade curricular. O graduando, jovem ainda, pode captar ou não a grandeza dos fatos. Agora, quando oferecemos cursos de arte aos pós-graduandos (Lato & Stricto Sensu), a questão é bem outra, ela adquire outro nível de percepção e nova complexidade de entendimento. Por que o oferecimento de disciplinas tais como: A Estética da Comunicação Visual nos Movimentos da Arte Moderna ; Os Paradigmas da Arte Clássica: gregos e renascentistas ; Publicidade e Arte e O Expressionismo na Comunicação Midiática, têm tanta procura? E isto afirmamos por experiência orgânica! Será que é somente porque os pesquisadores concordam com o já mencionado poeta gaúcho Mário Quintana, ao cantar em versos que toda alma no planeta necessita de um pouco de arte? Cursos como estes, aderindo-se às Linhas de Pesquisa dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, são prontamente aprovados pela CAPES. Ora, isto seria apenas pelos lindos olhos cromáticos destas disciplinas, que envolvem fantásticos tentáculos? Não, apesar do encanto que a arte, por natureza, oferece ao fruidor/receptor, fascinando-o e magnetizando-o, ela não pode deixar de receber na academia o devido tratamento racional, cognitivo e científico. O que realmente pesa, na aceitação das disciplinas que contemplam a arte nos cursos de Pós-Graduação? Questionamentos de mestrandos e pós-graduandos sobre a questão, são cabíveis e nada aleatórios: - Professora, venho para este curso, não para ser artista, caso contrário, teria procurado um ateliê. Venho para tentar entender o aparentemente ininteligível; tentar pensar o aparentemente impensável; tentar penetrar no pensamento de quem cria, antes de a obra ser concebida, ou seja, tentar penetrar nos bastidores do processo, para depois compreender a chamada obra acabada. - Ora, professora Marlene, penso que isto é cultura, é evolução, é repertório para o treino de minha intelectualidade, para o desenvolvimento de minha sensibilidade e exercitar respostas às minhas inquietações ético-estéticas, até aqui tão frustradas e tão pouco ou nada resolvidas. - Tentar caminhos novos e outros, exóticos e inusitados, para amplificar o conhecimento do futuro mestre que, agora, ainda embrião, emergirá de mim. - Enfim, se a pesquisa debruçada sobre a Teoria da Arte, por exemplo, não for um amplo fazer acadêmico, então não entendo mais nada e encerro meu Pós- Graduação aqui mesmo: apenas tendo concluído as tão marketizadas disciplinas de áreas eminentemente técnicas, sem entretanto diminuí-las, é claro. Afirmações que nós, como perseguidores tenazes dos caminhos claros e dos recantos obscuros da arte, temos acompanhado há muitos anos. Parece que o filme além de se repetir, está se ampliando. Em todos os semestres, sobretudo no primeiro dia de aula de 4

5 Pós-Graduação, tanto no Lato como no Stricto Sensu, quando das apresentações e da famosa indagação que colocamos: - por que optou por esta disciplina e quais suas perspectivas para com ela?, as manifestações são quase sempre estas, sendo, às vezes, até mais profundas. Claro que sempre há os fatais superficialismos: - professora, vim fazer esta disciplina apenas por curiosidade. Porém, mesmo estes, ao terminarem um curso bem administrado e com a participação total e plena de ambos: docentes e discentes, ao encerrarem, depõem sobre o quanto lucraram com ele. Testemunhos estes que damos, por ter força de verdade e justiça. Através do exposto, evidencia-se que defender a necessidade do ensino da arte no contexto universitário do Pós-graduação, é para nós uma questão primordial. A prática desenvolvida ao longo desses anos como Profa. de História da Arte, demonstrou-nos a imprescindível importância da arte como forma de comunicação, relacionando-a com as questões fundamentais da interdisciplinaridade nos contextos acadêmicos, da educação e do conhecimento. Os padrões lúdicos, sensíveis e cognitivos que envolvem o universo artístico, fazem da arte um sólido instrumental na formação e educação do indivíduo em sua plenitude. Pretendemos abordar questões paradigmáticas como: o que é ensinar arte nos cursos de Pós-Graduação, em Faculdades de Comunicação? Como diferenciar obra de arte e artista daquele que apenas experimenta a arte como processo criativo para curas, terapias ou meras extroversões de impulsos artísticos? Como ensinar e como aprender arte em seus vários suportes? Como desvendar os bastidores da criação enquanto processo criativo e como desenvolver o aprendizado crítico teórico, tanto dos criadores (que são os primeiros receptores de si mesmos) como dos fruidores de arte? Decodificadores culturais debruçam-se sobre estas questões, já há algum tempo: ensinar arte é o mesmo que criar? ensinar a criar? produzir? fazer uma obra? julgar? analisar estilos e padrões estéticos? dançar? pintar? interpretar? esculpir? ou ensinar arte é apenas oferecer, através de estratégias, condições para a liberação da criatividade do indivíduo? Uma vez encontrado o o que, vamos ao como. Quais as metodologias adotadas pelo professor, muitas vezes também historiador de arte, para ensinar arte e/ou desbravar talentos? Quando falamos em ensinar arte, estamos nos referindo à teoria, à história, à ciência da arte, ao discurso estético e à instrumentalização que se faz necessária para uma leitura profunda da obra de arte. Entre as instâncias poéticas do fazer artístico, a leitura da obra e a análise crítica da arte, como e onde fica o ensino dela? Em nosso entender, o ensino da arte compreende uma pluralidade de elementos, a tal ponto imbricados que apreendida esta pluralidade, o indivíduo tem, o que chamamos - seu desenvolvimento enquanto SER, em plenitude. Na rede de caracteres que amarram o tão discutido ensino da arte, desmembramos: o fazer estético (artista/criador), o receber estético (fruidor/receptor/observador/consumidor/contemplador), o refletir estético (artista e fruidor) e o criticar arte (mais para o fruidor do que para o criador). DESBRAVANDO TALENTOS 5

6 No fazer entendemos a produção de arte, como o construir artístico, anexado à criação de imagens visuais, sonoras, enfim, seja qual for o suporte e ao desenvolvimento da criatividade. Aqui compreende-se o empenho do professor, na exploração das potencialidades criativas do outro, fazê-lo acreditar nele, em sua possibilidade de criar. Quanto mais estímulo, quanto mais coragem, mais o agente (aqui chamado criador e/ou artista) pode se manifestar. A analogia, neste aspecto, se faz para com o artista artífice, o artista artesão, o demiurgo, o artista téchne dos gregos. Nesta categoria o aluno pode ou não ter talento, basta vontade de criar e impulso para a soltura. Se o talento for uma presença, o sujeito vai, de depuração em depuração, ao longo da vida, se transformando, se aperfeiçoando, até chegar a ser um grande artista (questão também discutível). Quantos alunos tivemos que, partindo apenas de alguns meros exercícios dados num curso teórico de História da Arte, chegaram a ser grandes pintores, escultores, atores, músicos, etc... Através do pensamento, chegaram à prática e acabaram por descobrir sua própria prática. Pode ser que, em um curso científico denominado, por exemplo: Arte Moderna e Comunicação: do figurativo ao abstrato, o aluno de Pós-Graduação, perceba, por algum viés, que tem talento para determinada categoria de arte: pintar, representar, cantar, etc... PROCESSO DE CRIAÇÃO COMO FORMA DE COGNIÇÃO No fazer artístico está inserido o processo de criação como processo de cognição. O artista vai desenvolvendo e treinando a inteligência à medida em que vai processando sua criação, além disso, há uma forma de cognição dirigida para o auto-conhecimento através da arte. Conhecimento de si, da arte, do outro e das relações com o mundo que ela propõe. Através do gesto, através da ação indecisa da mão, o artista entra em contato com a solidez do pensamento. A reflexão está contida na praxis criativa. A ação do artista impregna-se de intenções carregadas de significados. Daí afirmarmos ser, o fazer artístico, uma prática de cognição e uma forma de conhecimento. Implica em afirmar que: através da obra, o artista percebe-se, e percebendo, percebe-te. Ele vai tateando o mundo com olhar sensível, singular e transformador. O artista em sua criação passa a se conhecer diante de um espelho construído por ele mesmo (Mikhail Bakhtin). Tratando-se arte como forma de conhecimento e auto-conhecimento, pode-se afirmar, indo mais longe, que o artista se encontra além destes domínios. Além do chamado conhecimento comprovado, ele parte do conhecido para infiltrar-se no desconhecido. O artista, parafraseando Celso Kelly em seu livro: Arte e comunicação, proporciona uma dimensão específica do mundo:... aos olhos do artista, a natureza, o homem e a vida, transcendem a vulgaridade para provocar criações inéditas, por vezes imprevistas 1. 1 KELLY, Celso. Arte e Comunicação, p

7 Entende-se ser a arte um conhecimento irredutível em termos convencionais. A natureza de seu signo é plural, dimensional e deslimitada no sentido das infinitas possibilidades contidas no ato de criar e no ato de saber ler o que foi criado. Celso Kelly, apresenta como razão da arte, a razão ontológica do próprio ser: A arte nasce de novo em cada um de nós. A criatura experimenta a sedução de ser também criador. Alguma coisa há de sair de suas mãos, de sua voz, dos movimentos, dos gestos. Alguma coisa, que traduza uma intenção de beleza, uma forma, uma expressão, um traço de caráter, uma contribuição ao enriquecimento da existência. Poderá ser a fantasia de um jogo, que se requintará com o tempo: certa maneira de ser inconseqüente com os outros, apenas fiel a si mesmo, a um imperativo interior de dar expansão aos seus sentidos, curso à imaginação, vasão ao espírito criativo. Essa atitude desinteressada (sem endereço), como um passo de ballet, um solfejo, uma máscara improvisada, um arabesco, uma tentativa de reprodução - constitui momentos de sinceridade, impulsos, extroversões, atividades autênticas nesse ser admirável de virtudes, que é o homem. [...] Todos vêm ao mundo tocados da centelha da arte. Nem todos a cultivam. São numerosos os que usufruem de suas manifestações. Raros os que prosseguem na senda da criação. Porém, a arte não se apaga. Ela fica, perdura, atravessa gerações, define épocas, corre paralela à história: é a grande e bela ilustração da vida. Desgastado o vulgar, mecanizado o cotidiano, monótonos os hábitos de cada dia, ainda persiste o peculiar, o sempre novo, o novo que se eterniza com a frescura de sempre, o eternamente inédito da arte. Ao lado da natureza - cenário de variedade extrema e de imprevistas mutações - a arte é o contraponto da criação, o desafio do espírito humano às contingências do meio, a nota sensível e enternecida ante a exatidão calculada e fria dos computadores. A arte revela outro ângulo da verdade: a verdade intuitiva e profética - uma verdade sem fronteiras, uma realidade à revelia do real, um documento humano acima do tempo 2. Arte e magia são, até certo ponto, termos geminados. Em nosso entender, está na arte a razão das transformações mágicas da vida. O artista, um criador de novas realidades, de novos mundos, de novas fórmulas, propicia a materialização dos anseios do outro e de si próprio. O artista é uma voz, e a arte, uma linguagem. Segundo Ezra Pound, os artistas tem o pressentimento do desconhecido, são as antenas da raça!. São, para Kelly, os portadores das visões e previsões que a posteridade confirma. No processo de criação, está implícita a cognição, ainda que o artista se dê conta dela, apenas em um segundo momento. Não é pertinente defender, que exista processo somente com sensações turbilhonadas, sentimentos e emoções. Além de tudo isto, se, o criador em processo, não ir pensando a criação, não ir elaborando cognitivamente os 2 idem, ibid., p. 11 e 12. 7

8 ponteios do processo, ir enxergando tudo o que ocorre, tudo o que por ele passa e que tenha aderência com sua futura obra, capturando tudo o que vai emergindo, tudo o que é levantado, se ele assim não proceder, o processo também não procede. Não acontece. Existe impulso, mas não processo. O que ocorrem são acontescências do processo, contingências e pontuações efêmeras, nunca um processo sólido, necessário a produção do artista. Impulso, intuição e caminho cultivado, para tanto, a cognição, são indispensáveis ao processamento criativo. ARTE, RECEPÇÃO E PENSAMENTO O outro lado deste cenário está no aspecto não-operacional da arte propriamente dito, mas no aspecto intelectual do receptor (e evidentemente do criador como primeiro receptor de si mesmo): estudo da sistematização sucessiva de mudanças, de informações, de referências sobre a imagem artística; leitura e preparação do sujeito para a decodificação do objeto, acompanhada de apreciação da sintaxe visual, sonora, literária, etc...; postura científica sobre ver, ler, pensar e fazer arte no passado e no mundo de hoje com a ajuda da virtualidade tecnológica; levantamento das qualidades do universo artístico, no que ele compreende de mais inusitado quanto a sua posição na cultura através do tempo; discussão sobre os processos cognitivos em arte: como se apreende uma produção artística? Canais. Meios. Sensações. Rede intelectiva de captações. Rede sensitiva. Percepções críticas e acríticas. Insere-se ainda nesta visão de arte, o estudo, sob bases racionais, dos estilos (contextualizados) e épocas que compõem a chamada trilha do tempo na criação pictórica : História da Arte. Aqui se ensinam não só aspectos relacionados a categorização ou a história das idéias estéticas, mas o estudo dos meios que permitem dar expressão a estas idéias. DESENVOLVENDO O SENSO CRÍTICO É importante dedicar parte da atenção de criadores e fruidores ao desenvolvimento da capacidade avaliativa sobre a produção artística: percepções críticas, julgamentos e valores sobre arte, o que é maior o que é menor, o que é melhor o que é pior, o que é obra de arte e o que não é. Nesta instância anexam-se também os estudos sobre o processo de criação do artista, sobre os bastidores do fazer criativo (sobre isto detalharemos mais adiante). De qualquer forma, são análises críticas e valorativas não só da obra acabada (ou supostamente acabada) - expressão final, mas do percurso criador como um todo, incluindo: análise da materialidade da obra, manuscritos, rasuras, documentos de processo, estudos de gênese, materiais utilizados pelo artista para chegar a obra final (tinta, cor, voz, palavra, corpo, metal, isopor, som, etc.), tentativas de acertos e erros, caos e ordem, sentimentos de apego e desapego para com a obra em gestação. Estes são elementos que compõem um corpo denominado pelos pesquisadores do processo de criação de: percurso genético do artista. Neste mundo de reflexões artísticas, compreende-se ainda um arremate que cinge as possibilidades anteriores: estudo das diferenças entre liberdade deleitosa na postura criativa - catarse emocional e reativa de criador e receptor. No caso do criador, ele solta, fazendo apenas catarse pela catarse, livre, pesada, rompante e indiscriminada, 8

9 que é muito diferente de soltar jogando inteligente, do criador apurado, daquele que faz catarse elaborada com expressão estetizada, sob sistema, com domínio lúdico, conduzindo-se e fazendo o fruidor conduzir-se também, ao chamado nirvana estético, ou estado de graça, prazer e êxtase. Mas, prazer, que não surgiu, inesperadamente, ao acaso, que surgiu sim, de todo um processo de elaboração e diálogo com a obra que foi se gestando. O posicionamento cognitivo de ambos (artista e fruidor) são peculiarmente distintos, além disso, no individual (o artista se conhece), no coletivo (o artista faz os outros se conhecerem - entrega a obra ao mundo para ser melhor ou pior apreciada). Por todas essas abordagens enfim, deve passar o ensino da arte. ARTE E INTERDISCIPLINARIDADE Inserida no rol de disciplinas oferecidas nos cursos de Pós-Graduação das Faculdades de Comunicação, a arte remete-nos à reflexão quanto a sua interdisciplinaridade, desdobramentos e intercâmbios do signo artístico e processos múltiplos de semiose. A arte nunca está isolada, está sempre à serviço ou no comando de outras teorias. Além disso, serve para instrumentalizar o pesquisador no sentido de melhor compreender estas teorias. A arte como processo inter-semiótico, apresenta-se numa rede tão complexa de relações, própria de sua natureza interconectiva. Exemplificando e partindo de nossas experiências concretas, gostaríamos de mencionar o comportamento de nossos alunos em determinada aula sobre o Cubismo, quando discutíamos a obra Guernica de Picasso. Decupávamos, refletíamos e analisávamos fragmento por fragmento desta obra-prima, sobre o atentado franco/nazista ao povoado de Guernica em Quando, no fragmento da mãe com o filho morto nos braços, uma aluna lembrou que esta mãe não é esta mãe, mas é a síntese arquetípica de todas as mães que perderam seus filhos, tanto em contextos político-sociais, como em contextos familiares, afetivos, existenciais. Os alunos foram, pouco a pouco, rememorando outros acontecimentos, estabelecendo outras relações, e, através das mais ricas analogias, outras referências, como por exemplo, as Mães da Praça de Maio na Argentina, chamadas As Loucas da Praça de Maio: num choro - canto de lamento - elas apelavam, em simbólico gesto, pela volta de seus filhos e netos entregues à adoção durante o período militar, após o assassinato de seus pais (presos políticos) pelas forças do Estado. Analogias acontecendo, os alunos relacionaram este fragmento, também, às Mães da Praça da Paz Celestial em Pequim, China. O fragmento da mãe com o filho morto nos braços da Guernica de Picasso lembrou, para outros alunos, estas mães que tiveram seus filhos estudantes mortos por tanques de guerra, porque desafiaram o regime vigente. E assim, tantas outras comparações e reflexões que a arte provoca em todo um complexo transcurso inter, intra e entre relacional com outras teorias, com outras disciplinas, com fatos sociais, com o mundo, com outros seres, com a natureza, com a vida, com as leis que regem o mundo, etc. 9

10 Suporte para outras proposições ou entidade autônoma, a arte deve ser presença constante na academia. PROCURANDO UMA METODOLOGIA PARA O ENSINO DA ARTE Sabemos não haver uma metodologia fechada no sentido de ensinar a fazer, ensinar a ler, ensinar a refletir sobre, ensinar a teoria da arte e sua história, ou ensinar a criticála. Inclusive, sendo o conceito de metodologia para alguns, de caráter particularizante, prescritivo e pedagogizante, ele não daria conta do universo artístico, tão amplo e vasto. Por outro lado, talvez, uma metodologia adequada (que ainda estamos procurando) possa direcionar o que as pulsões criadoras tendem a desarranjar. Se as expressões algébricas permitem o ensino da matemática, a arte permite o desenvolvimento, através de metodologia especial, da sensibilidade quanto ao criar e do senso de reflexão quanto ao intelectualizá-la. Embora questionando a exatidão ou inexatidão de um casamento perfeito entre arte e metodologia, arte e ciência, esbarramos sempre em premissas metodológicas no que diz respeito à transmissão dos conhecimentos da arte, nos cursos de Pós-Graduação, em Faculdades de Comunicação. Talvez fosse mais oportuno, falarmos em gêneses de uma sistematização para o ensino da arte. Não nos referimos, repetimos, absolutamente, à Educação Artística (o professor coloca uma florzinha dentro de um vaso sobre sua mesa e pede para os alunos copiarem, talvez para captarem a perspectiva, num primeiro momento, apenas por percepção. O que não sabe o professor de Educação Artística, é que este exercício, só vale para estágios bastante embrionários, porque, aprender a dominar a perspectiva mais ou menos bem, carece de muito estudo). Esta disciplina, percorre a vida do estudante durante todo o primeiro e parte do segundo grau. Referimo-nos aqui, as disciplinas inseridas em cursos de Pós-Graduação, que reputamos de estágios posteriores: Teoria, Academismo, Ciência da Arte, História da Arte e disciplinas correlatas. Daremos alguns exemplos dos títulos das que ofertamos nos cursos de Lato e Stricto Sensu da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero: Arte Moderna e Comunicação: do figurativo ao abstrato ; Publicidade e Arte ; Comunicação e Imagem: reflexões sobre a estética da arte contemporânea ; Leitura de Instalações - Bienais ; O Expressionismo na Comunicação Jornalística e Publicitária ; Arte Clássica: da Grécia ao Renascimento, passando pelo Teocentrismo Medieval. Arrematando a questão da metodologia, quantos professores conhecemos - e de Mestrado! - que insistem em ministrá-las através de slides e mais slides, em uma sucessão sempre permanente, pouco interessante, sem o entusiasmo que disciplinas desta natureza merecem, a não ser, apenas e tão somente o entusiasmo que a imagem plasmada no próprio slide contempla, mas isto não basta. Estudos e discussões ainda permanecem vivas quanto a este aspecto. Contribuições de Ana Mae Barbosa - Professora Doutora do Departamento de Artes Plásticas da ECA/USP tem sido constantes:... No início de uma pesquisa ainda não concluída sobre a História do Ensino da Arte em três países latino-americanos (Argentina, Uruguai e 10

11 México) entusiasmei-me com as Escuelas al Aire Livre do México, incentivadas por José Vasconcelos e, principalmente, com a idéia de interrelacionar Arte como Expressão e como Cultura na operação ensinoaprendizagem, como o fez Best Mawgard, autor dos livros didáticos das Escuelas al Aire Livre. Surgidas depois da Revolução Mexicana de 1910, estas escolas se constituíram num frutífero movimento educacional, cuja idéia era a recuperação dos padrões de Arte e Artesania Mexicana, a constituição de uma gramática visual mexicana, o aprimoramento da produção artística do país, o estímulo à apreciação da arte local e o incentivo à expressão individual 3. É oportuna também a observação de René Berger, ao defender, talvez pela carência de estímulos e até de uma metodologia adequada, a ausência nas universidades dos chamados valores sensíveis. De acordo com o teórico, tudo foi dirigido e condicionado para os chamados valores informatizáveis,... que não deixam de ter sua razoável dose de sensibilidade, mas não uma sensibilidade a que se propõe desenvolver com o ensino da arte em sua perspectiva mais direta com o objeto: tocar, fazer, pensar 4. Embora a metodologia do ensino da arte ainda esteja em estudos, como insistimos e, admitindo-se muitas vezes, uma metodologia peculiar e intransferível a cada professor, ela jamais deve perder seu caráter integrador. Quer dizer, uma metodologia que procure o desenvolvimento do indivíduo numa pluralidade de aspectos: unidade em harmonia e não fragmentação em pensamentos escandidos, compartimentados, pouco integrativos. ARTE, EDUCAÇÃO E CULTURA O ato de educar não se resume à mera transmissão de conhecimentos, mas a transmissão de valores. Valores que criam comportamentos. Comportamentos que produzem o posicionamento crítico do indivíduo no mundo, até o final de sua vida no planeta. Com isto queremos oferecer à expressão um gesto de educar através da arte, algo muito maior do que a própria palavra educação ou do que o próprio verbo educar. É uma amplitude tal, que o substantivo não dá conta de abraçar. A arte, ensinada no amálgama proposto, com as inter-relações que pensamos, com as abordagens que sugerimos, contribui para o aprimoramento da personalidade, e consequentemente, para esta transmissão de valores; para a formação de requintes comportamentais; aprimoramentos éticos; aberturas estéticas e extensão das referências culturais. Além de servir, quando bem estudada, para treinar a inteligência, no sentido do raciocínio e da reflexão em profundidade, porque, saber ler a obra de arte além da beleza ou da fealdade da imagem, não é nada fácil, sobretudo, no segundo caso: o feio na arte, porque estamos há milênios impregnados de um padrão determinado de beleza. Os gregos clássicos e a Renascença, implantaram e sedimentaram uma aspiração de beleza, de perfeição e de harmonia, a tal ponto encalacrado em nosso inconsciente coletivo, que se torna muito difícil para o professor reverter o quadro. 3 REVISTA Comunicação e Educação - Jornal Eletrônico, Televisão Educativa, Comunicação e LDB, Ed. Moderna USP, ano I, nº 2, jan/abril, 1995, p BERGER, René. Arte e Comunicação, p

12 O desenvolvimento da capacidade criadora do sujeito, cabe ao domínio da arte ela é uma Hécate provocadora - entende dos feitiços, dos atributos, das vocações. Até a reavaliação de padrões, o aguçamento do poder imaginativo, os recursos expressivos; a influência na estrutura do pensamento como um todo; a consciência política, social e ética do cidadão no mundo, o estudo bem feito da arte pode resolver. Contribui também para o encontro com sua real identidade, porque, o artista ao manipular a matéria em processo, está manipulando a si mesmo e, do ponto de vista do entendimento da obra, quando o receptor tenta entender o artista, está também tentando entender a si mesmo. É uma questão de procura dupla da identidade: criador e receptor vão se descobrindo, cada um consigo e ambos reciprocamente. Quantas vezes nos perguntamos: quem somos? De onde viemos? Como vemos o mundo? Como nos relacionamos com ele? O que queremos? Há relações éticas e estéticas, mas em que medidas? Quais nossas idiossincrasias? Somos artistas ou não? Criadores ou teóricos? Quais as diferenças entre a ciência e a arte? Somos estudiosos de arte ou simples apreciadores? Pesquisadores de processo? Ou apenas, curiosos do saber estético? E nestas indagações, nos colocamos diante do espelho de nossa identidade. São questões que, por sua própria natureza, não passam incólumes às questões do eu. Encontrando ou não as respostas, o que o ensino da arte faz de melhor, é colocar estudantes, teóricos, historiadores, críticos e criadores num mar de perguntas, questionamentos e reflexões. LIBERTAÇÃO ATRAVÉS DA ARTE Temos ainda arte como forma de liberdade (ou forma de libertar). É dos poucos espaços no mundo onde tudo se pode. Espaço licenciado a manifestação do possível: soltura que aos poucos, vai se organizando com a inteligência da expressão. Não um soltar anárquico, mas um soltar com método, criatividade elaborada e até, rigor científico, entendendo-se este, como o respeito às leis que regem a organização espácio-temporal da criação. Mesmo que o artista não as tenha com clareza, há regras, tendências, objetivos em seu fazer e captadas pelo crítico em seu ler. Não é alheio que a famosa frase do diretor de teatro Silvio Zilber: a ciência clássica pergunta por quê e a arte pergunta por quê não?, incomoda tanto os cientistas mais ortodoxos, e é tão compreendida pelos artistas. Repercussão imediata. Sabe-se porém, que para a ciência quântica as indagações: por quê? e por quê não? estão em fronteiras um tanto obscuras. Excedendo-se um pouco, pensamos que a ciência quântica, tanto quanto a arte, também se perguntaria por quê não? ARTE, COMUNICAÇÃO E SOCIEDADE A arte é uma fonte de emissão de informações, com técnica peculiar de transmissão e com finalidade de intenção. A linguagem da arte tem certas especificidades sígnicas, certos códigos diferenciadores do texto jornalístico informacional, por exemplo. Dentre estas especificidades encontra-se, a mais forte delas: a mensagem imagética permeada de significação plástica (no caso das artes visuais, por exemplo), e... a forma da 12

13 mensagem plástica ou poética jamais corresponde, nem pode corresponder de maneira totalmente adequada, a uma significação pré-estabelecida 5. A arte não é a representação fiel da realidade, mesmo a mais figurativa, ela é sempre uma mediação estética, uma virtualidade, uma verossimilhança, segundo Aristóteles, na tentativa de diferenciá-la do conceito de verdade. Apresenta um ineditismo que, muitas vezes, a desvincula da falta de graça do real. Portanto, seu ato de comunicar deve ser interpretado com a noção deste caráter inovador, inédito e mediador entre ilusão e realidade. A obra de arte não pode estar sujeita a simples decifrações, ela não é uma mensagem cifrada e portanto, de decodificação imediata, isto, o aprendiz de arte e até mesmo o próprio criador, deve ter em mente ao lidar com o caráter comunicacional da criação artística,...todo receptor, por mais sábio que seja, pode estar certo de que só receberá uma parte da mensagem da obra de arte e de que a receberá mutilada, em sua qualidade intrínseca 6. A mensagem artística, por si só, apresenta-se liberta de quaisquer padrões, fórmulas, ou condicionamentos estandartizados, estereotipados, a priori, no receptor comum. A obra introduz novidades e intenções em todos os momentos da comunicação, mesmo as mais descartáveis instalações da arte contemporânea, mesmo as mais esdrúxulas composições tridimensionais expostas, por meses, nas mais famosas Bienais do mundo. É um tipo original de relação entre criador e obra criada, emissor e receptor, a tal ponto que, quando este último julga estar com a cartilha nas mãos para analisar, entender, interpretar a obra, é aí que ele a perde, que ele perde a comunicação com ela - a arte transforma o ato de comunicar em uma gênese (René Berger). Há alguns quesitos que os críticos de arte mais cuidadosos, os pesquisadores, os estetas oferecem, para qualificar uma obra de arte enquanto tal, porém, mesmo eles são quesitos discutíveis. O que dirá, se analisarmos uma obra completamente destituídos de alguns instrumentais eficientemente críticos. Aliás, quase todos os fruidores chegam diante de uma peça de teatro, de uma tela, de um solo de dança e começam a vociferar achismos. Para o público comum, há pertinência, mas para os que escrevem relativamente bem, para alguns jornalistas que se auto-intitulam críticos de arte, a coisa complica. Muitas vezes, somente por terem o belo dom de escrever, permitem-se manifestar, de maneira inclusive anti-ética, verdadeiras barbaridades sobre algumas obras sérias. O ensino da arte nas universidades, nos cursos de Pós-Graduação, deve compreender o caráter atípico de sua comunicação e além disso, compreender também que a arte se encontra no cerne das mudanças e transformações não somente existenciais do artista, mas das alterações sociais do mundo. Ela é o depoimento, o testemunho, o imã, o grito do perfil político, social e ético de um povo. Apresentando-se como uma agente constantemente operante, a arte deflagra valores, apresenta rupturas, revela antagonismos entre classes e castas, mas, sobretudo, democratiza. Na arte, no esporte e na morte todos os homens são iguais! Na relação arte, comunicação e sociedade, vem o artista a sentir e pressentir; idealizar, equacionar e expressar; inquietar, ameaçar e comunicar-se com o meio social que lhe serve de estímulo, de inspiração, mas ao qual cabe-lhe também responder. Segundo alguns teóricos da comunicação e da arte, os aspectos estéticos multiplicam o potencial da comunicação, dado a natureza polivalente desses aspectos. 5 BERGER, op. cit., p BERGER, René. Arte e Comunicação, p. 129 e

14 A obra não só se comunica com a humanidade, mas dialoga com ela,... em sua autonomia, passa a obra a viver sozinha - mas começa o diálogo com o espectador, que não terá fim, se a obra for verdadeira, real e aberta 7. Reconhece-se a força de comunicação da arte. Não apenas uma informação, não apenas uma idéia, não apenas uma mensagem lúdica, exótica, irrisória e passageira, mas algo que fica acima do iminente, que surge do imanente e que aspira a permanecer no transcendente (este último vocábulo é mais empregado para as artes clássicas menos perecíveis -, do que para as artes pós-modernas e contemporâneas = efêmeras, evanescentes, voláteis, de pura presentidade). Enfim, o artista, este desbravador de caminhos, este guerreiro valente que não conhece limites nem teme audácias, comunica-se peculiarmente com o mundo, denunciando e, dialeticamente, acalentando a sociedade - no contexto das comunicações, a arte assume a condição de uma linguagem social. O estético proporciona perenidade à mensagem na conjuntura da comunicação, enquanto o fator semântico se esgota na transferência do significado (Celso Kelly). O estudante de arte, o criador, o receptor, o crítico, o teórico, o pesquisador e o historiador de arte, devem estar certos de que a presença estética torna a comunicação original. São oferecidos códigos diferentes dos comumente observáveis - os da arte, para decodificadores específicos de leituras inéditas. Daí, oportunamente, afirmar Kelly:... o êxito da receptividade decorre, pois, do poder expressional da criação, de seus recursos intrínsecos, de sua potencialidade artística 8. Importantes são os depoimentos sobre a comunicação artística: O moderno Vicente Rego Monteiro dizia de sua arte: pintar é uma linguagem, um meio de comunicação tão velho quanto o mundo. Outro moderno, Carlos Scliar, confessa por seu turno: pinto porque desejo comunicar-me com as pessoas. E mestre Ubi Bava define seu ponto de vista: nas artes do espaço, a obra de arte manifesta, sob um absoluto silêncio, sua inquietação para se comunicar, ou ainda, como diria Dufrenne, a obra de arte vale por essa impaciência que mostra para se fazer entender, por essa convergência e esse impulso de todos os seus elementos para a significação 9. O ensino da arte em nosso entender, sobretudo nos cursos de Pós-Graduação das Faculdades de Comunicação, significa também enfocar o homem em uma dupla consciência: consciência de cidadania e consciência de existência. Significa fazer do homem, um ser humano que aprende a redimensionar seu mundo e o mundo em contexto, através dos múltiplos referenciais oferecidos pelo estudo da arte e pelo incentivo criador. Quanto melhor a formação estética de uma pessoa, melhor a formação ética, mais ela se eleva no padrão do gosto, e mais aparelhada ela fica para saber escolher seus rumos. 7 KELLY, Celso. op. cit., p idem, ibid., p idem, ibid., p

15 Pretendemos demonstrar enfim, que o contato com a arte induz, estetas e estudiosos, a serem agentes transformadores. Cognição e Criação entre a objetividade da ciência e a subjetividade do eu artístico - homo sapiens e homo faber se encontram num só, ambos desenvolvidos no espaço da estetização para o espaço do pensamento e, do espaço do pensamento para o espaço da estetização. BIBLIOGRAFIA Marlene Fortuna BAKHTIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: HUCITEC, Ed. da Universidade de Brasília, 1987, trad. Yara Frateschi Vieira, 419 p. BERGER, René. Arte e Comunicação. São Paulo: Ed. Paulinas, 1977, trad. Pedro Mendes, 180 p. João BUORO, Anamelia Bueno. O Olhar em Construção. São Paulo: Ed. Cortez, 1996, 160 p. CERNI, Vicente Aguilera. Posibilidad e Imposibilidad del Arte. Valência/Espanha: Fernando Torres Ed., 1973, 252 p. FISCHER, Ernst. A Necessidade da Arte. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1977, 6ª ed., trad. Leandro Konder, 254 p. GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1985, 4ª ed., trad. Álvaro Cabral, 506 p. KELLY, Celso. Arte e Comunicação. Rio de Janeiro: Ed. Agir, 1978, 2ª ed., 244 p. KNELLER, George F. Introdução à Filosofia da Educação. Rio de Janeiro: Editores, 1972, 4ª ed., trad. Álvaro Cabral, 167 p. Zahar REVISTA Comunicação e Educação - Jornal Eletrônico, Televisão Educativa, Comunicação e LDB. São Paulo: Ed. Moderna USP, ano I, nº 2, jan/abril, 1995, 138 p. MINI-CURRÍCULO DA AUTORA Mestre e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Especialista em Artes Cênicas; Teatro; Expressão e Performance Corpóreo-Vocal da Comunicação; História da Arte; Crítica Cenética; Processo de Criação do Artista; Crítica de Arte, capacitada através de cursos de especialização, alguns pela Universidade de São Paulo (USP), outros pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Professora Titular da Disciplina História da Arte da Faculdade Cásper Líbero/SP. 15

16 Professora de Pós-Graduação (Lato Sensu Especialização e Stricto Sensu Mestrado) da Faculdade Cásper Líbero/SP. Membro pesquisadora filiada à INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), com sede na USP. Membro fundadora, pesquisadora e coordenadora do NEPI (Núcleo de Estudo e Pesquisa da Imagem), fundado no ano de 2003, na Faculdade Cásper Líbero/SP. Ministra cursos livres e de extensão universitária sobre os seguintes temas: Expressão e Performance Corpóreo-Vocal da Comunicação. Artes Visuais: História da Arte do rupestre ao contemporâneo. Aspectos Mercadológicos da Arte. Espetacularização do Objeto Estético. Segmentos da Publicidade que se relacionam com a Criação Artística. Crítica Genética e Processo de Criação do Artista. Instrumentais para uma Crítica de Arte Profunda, em seus vários suportes, inclusive Midiáticos. Do Circo ao Teatro Científico, passando pelo academismo da Escola de Arte Dramática EAD/ECA/USP. O Expressionismo na Comunicação Jornalística e Publicitária. Da Figuração à Abstração na História da Arte Moderna. Estudos da Imagem Artística, em seus vários suportes: Imagem Publicitária, Imagem Pictural, Imagem Escultural, Imagem Arquitetural, Imagem Sonora, Imagem Midiática. Obs.: nos cursos acima, inserem-se estudos sobre: o que é suporte, matéria, espaço, expressão, conceito, título, performance, criador, emissor, fruidor, receptor, observador, consumidor, obra em andamento : processo, obra acabada, razão, emoção, olhar holístico e olhar analítico sobre o objeto artístico. Autora dos seguintes livros, todos pela Editora Annablume/SP: A Performance da Oralidade Teatral (2000). A Obra de Arte além de sua aparência (2004). Dioniso e a Comunicação na Hélade: o mito, o rito e a ribalta (2005). Marlene Fortuna Av. Guapira, Tucuruvi São Paulo/SP Fones: (11) residencial (11) celular (11) comercial Fax: (11) comercial Fax: (11) residencial 16

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