CAPA - CRM-PA faz balanço das atividades desenvolvidas em CRM-PA presta contas da gestão 2011

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1 JORNAL NESTA EDIÇÃO EDITORIAL - Conselhos devem atender a sociedade CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO PARÁ ANO X Nº 92 / JANEIRO E FEVEREIRO DE 2012 ENTREVISTA - Hélio Franco, secretário de Saúde do Estado do Pará fala como a Sespa está atuando na prevenção e tratamento ao usuário de crack CONGRESSO MÉDICO AMAZÔNICO - Evento acontece no Hangar e terá debates sobre realidade regional RESOLUÇÕES E PARECERES Dois pareceres do CFM de interesse da categoria médica. Um fala de o médico assumir a responsabilidade técnica por pessoas jurídicas em cidades diversas. MEMÓRIA - A Ordem dos Médicos: Autor relembra tentativas de criação de um órgão representativo da categoria médica CAPA - CRM-PA faz balanço das atividades desenvolvidas em CRM-PA presta contas da gestão 2011 LUTA CONTRA O CRACK - Cartilha orienta médicos sobre tratamento a usuários PUBLICIDADE MÉDICA - Novas regras já estão em vigor ESPAÇO DO CONSELHEIRO - Fátima Couceiro fala sobre a violência contra a mulher CRIANÇAS DESAPARECIDAS Conselho Federal e CRMs se unem para trabalhar em prol da redução do desaparecimento de crianças JORNAL //////////////////// Página 1 RAIOS X - CFM E CRMs publicam nota sobre próteses mamárias O Jornal CRM-PA passa a ser on-line Assembleia discute repasse de planos de saúde Estudo do Cremesp/CFM pode subsidiar políticas públicas para corrigir distorções

2 Editorial Conselhos devem atender a sociedade As entidades médicas e o CRM- PA fizeram a sua parte e defenderam a dignidade da prática da medicina, cobrando melhores condições de trabalho e de atendimento à população É com o pensamento na sociedade e no dever de atender às suas demandas que o CRM-PA trabalha. Os médicos têm atravessado momentos difíceis. O ano passado, no Pará, houve muitos momentos em que a categoria médica foi acusada de não cumprir com suas obrigações, mesmo trabalhando no limite, sem condições dignas e mínimas para atender aos pacientes que afluem de todas as partes do Estado - e, às vezes, até de outros estados em busca de socorro. O CRM-PA e outras entidades médicas fizeram a sua parte e defenderam a dignidade da prática da medicina, cobrando melhores condições de trabalho e de atendimento à população e repudiando os julgamentos sem o direito à ampla defesa. Nesta edição do Jornal CRM-PA apresentamos alguns números de nossa atividade judicante do ano de Uma forma de prestar contas à sociedade e aos médicos de nosso trabalho. Por sinal, a partir de agora o órgão de comunicação do Conselho passa a ser publicado on-line e enviado por aos médicos do Pará. Modernidade, rapidez e informação de qualidade em novo formato e com um novo projeto gráfico. O formato do novo jornal foi pensado para ter uma leitura acessível, com a possibilidade de fazer links com sites e outros arquivos. As vantagens do mundo virtual agora ao alcance de nossos leitores. Devido a essa mudança, estamos pedindo aos médicos interessados em receber o nosso jornal que entre em contato conosco nos s que estão na coluna Raios X. A luta contra o crack, a criação da Ordem dos Médicos, o XVI Congresso Médico Amazônico são apenas alguns dos assuntos presentes nesta edição a primeira de feita especialmente para ser lida em seu computador. Uma boa leitura! Fátima Couceiro - Presidente do CRM-PA JORNAL //////////////////// Página 2

3 Expediente CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO PARÁ Endereço: Avenida Generalíssimo Deodoro, 223. Fone: (091) Fax (091) CEP Belém - Pará Maria de Fátima Guimarães Couceiro Presidente; Joaquim Pereira Ramos Vice-presidente; Paulo Sérgio Guzzo 1º secretário; Arthur da Costa Santos 2º secretário; Marcus Vinicius Henriques Brito 1º Tesoureiro Edson Yuzur Yasojima 2º Tesoureiro Aristoteles Guilliod de Miranda Corregedor Terezinha de Jesus de Oliveira Carvalho Vice-corregedora Tereza Cristina de Brito Azevedo 2ª Vice-corregedora Conselheiros: EFETIVOS: Altino Mendes de Nóvoa Neto, Teiichi Oikawa, Antonio Jorge Ferreira da Silva, Amaury Braga Dantas, Aristoteles Guilliod de Miranda, Arthur da Costa Santos, Benedito Pedro Resque de Oliveira, Edson Yuzur Yasojima, Francisco Ferreira de Souza Filho, Joaquim Pereira Ramos, José Antonio Cordero da Silva, Jorge Wilson Tuma, Marcus Vinícius Henriques Brito, Maria do Carmo Lima de Mendes Lobato, Maria de Fátima Guimarães Couceiro, Maria de Nazaré Paes Loureiro, Oscar Pereira Júnior, Paulo Sérgio Guzzo, Rosângela Brandão Monteiro, Terezinha de Jesus de Oliveira Carvalho SUPLENTES: Adelso Aparecido Pedrosa, Antonio Carlos Alves da Silva, Antonio Cerejo Ribeiro de Almeida, Benedito Paulo Bezerra, Carlos Alberto Vaz Conceição, Emanoel Conceição Resque de Oliveira, Fernando Augusto Fonseca Monteiro, Frederico José Correa Lobato, Ilcioni Gomes Pereira, José Roberto Tuma da Ponte, Lúcio Izan Puget Botelho, Maria Cristina Vilhena C. Mendonça Rocha, Maria da Conceição Ferreira Pinto, Robson Tadachi Moraes de Oliveira, Rosa Maria Mesquita Milhomen da Costa, Rui Sérgio Monteiro de Barros, Tereza Cristina de Brito Azevedo, Wilson Niwa. Assessoria de Imprensa: Rodrigo Monteiro DRT-PA 1768 Fone: Jornal CRM-PA Jornalista responsável: Ailson Braga Textos e reportagens: Ailson Braga Projeto gráfico e editoração eletrônica: Hamilton Braga e Soraya Pessoa Conselho editorial: Maria de Fátima Guimarães Couceiro, Aristoteles Guilliod de Miranda, Amaury Braga Dantas e Marcus Vinicius Henriques Brito Publicidade: ; Periodicidade: bimestral Dicas de navegação Se você quiser uma leitura mais confortável em tela cheia, aperte Ctrl+L. Para voltar ao modo normal, aperte Esc. Para passar as páginas, basta usar as setas direcionais. Na capa, os destaques têm link para as respectivas páginas. JORNAL //////////////////// Página 3

4 CFM e conselhos regionais traçam diretrizes na luta contra o crack Publicação do Conselho Federal orienta médicos sobre tratamento a usuários da droga A parceria da UFPA com o ProPaz inclui as áreas de Educação e Segurança, e já estamos elaborando o processo para a operacionalização Os conselheiros Maria de Nazaré Paes Loureiro e Benedito Paulo Bezerra participaram de algumas reuniões junto ao CFM para elaboração da publicação do CFM Diretrizes Gerais Médicas para Assistência Integral ao Dependente do uso de Crack. A publicação está à disposição dos médicos no site do CFM (www.portalmedico.org.br) e pode ser baixada no computador. A publicação, como o próprio nome diz, traça diretrizes que os médicos podem seguir para tratar ou atender dependentes e usuários do crack. Na cartilha o médico pode encontrar um histórico da droga e da cocaína (da qual o crack deriva), os aspectos gerais no tratamento do usuário, um guia para avaliação e manejo de casos de urgência, entre outras informações úteis. O conselheiro Benedito Paulo Bezerra informa que está na coordenação do projeto sobre crack e outras drogas do Ministério da Justiça (MJ) com a Universidade Federal do Pará (UFPA). Já tomamos algumas providências e o governo do Estado, por intermédio do programa ProPaz, está interessado em fazer parceria com o projeto, diz Benedito Paulo. Ele informa que Ministério da Justiça está financiando projeto para as universidades federais que se mostraram interessadas em capacitação de profissionais da área da saúde. A UFPA, por meu intermédio, elaborou o projeto, que foi aprovado pelo MJ e está na fase de implantação, com reuniões das chefias dos serviços de atendimento ao público, elaboração de cartilhas informativas para médicos e profissionais não médicos, além de usuário das drogas. A parceria com o ProPaz inclui as áreas de Educação e Segurança, e já estamos elaborando o processo para a operacionalização, finaliza o conselheiro. JORNAL //////////////////// Página 4 1 de 1

5 Entrevista HÉLIO FRANCO Pará se prepara para enfrentar o crack Secretário de Saúde fala como a Sespa está atuando na prevenção e tratamento ao usuário de crack Serão investidos em todo o País R$ 4 bilhões, até 2014, em ações que vão desde a prevenção até o enfrentamento ao tráfico de drogas O secretário estadual de Saúde, Hélio Franco, fala sobre as ações da Secretaria estadual de Saúde (sespa) para o enfrentamento do crack, droga que já se disseminou no Pará e na capital, Belém Como a Sespa se preparou para o enfrentamento ao crack? Desde o ano passado demos início ao Plano de Atenção ao uso de Álcool e Drogas. Ele envolve os municípios paraenses com menos de 20 mil habitantes. O Plano de Enfrentamento ao Crack e outras drogas, anunciado pelo Ministério da Saúde é um grande incentivo à política de saúde voltada aos usuários de drogas. Mas o reforço na rede de assistência depende da participação dos municípios para garantir as metas e os recursos destinados ao Estado é fundamental que todos os municípios se empenhem e articulem suas políticas para a adesão ao programa. É preciso que os municípios se engajem firmemente neste propósito. Os gestores municipais devem pactuar e enviar seus projetos para o Estado. Vamos analisálos e adequar de acordo com a necessidade de cada um, viabilizando o acesso ao recurso. Como será a implementação desse plano aqui no Estado? No Pará, o plano prevê a criação de 55 novos leitos e qualificação de outros 56 (totalizando 111) em enfermarias especializadas em álcool e drogas, destinados a internações de curta duração. Também estão previstas 18 novas unidades JORNAL //////////////////// Página 5 1 de 3

6 Entrevista HÉLIO FRANCO de acolhimento, sendo 13 destinadas ao atendimento de adultos e outras cinco para crianças e adolescentes. O Ministério da Saúde vai investir R$ 58,2 milhões para a implantação desses serviços. No total, serão investidos em todo o País R$ 4 bilhões, até 2014, em ações que vão desde a prevenção até o enfrentamento ao tráfico de drogas. As ações do plano de enfrentamento ao crack e outras drogas estão estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção. Os recursos serão liberados mediante adesão dos municípios. Serão criadas mais vagas em forma de leitos para usuários de drogas? Sim, certamente. Esses 111 leitos que eu citei, existentes nas enfermarias especializadas em álcool e drogas, serão usados para atendimentos e internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves. São serviços que atenderão com equipe multiprofissional crianças, adolescentes e adultos. Para estimular a criação desses espaços, o valor da diária de internação crescerá 250% - de R$ 57 para até R$ 200. Em Belém, o Centro 4, no bairro da Marambaia, atende aos usuários. Os municípios de Altamira, Marabá, Santarém e Tucuruí, que são polos, terão locais adaptados à nova realidade ou construídos para isso. Como os profissionais de saúde e a população devem ver a questão do crack? É preciso entender que o uso do crack e de outras drogas é uma doença. O atendimento que o tratamento que preconizamos são multidisciplinares. Nós precisamos desintoxicar, mas também temos que oferecer opções para que o usuário não volte ao vício. Atualmente, nosso foco é na prevenção, com ações nas escolas junto a crianças do ensino fundamental de 9 a 12 anos e suas famílias. Também focamos no treinamento de profissionais de saúde para atender a esses usuários. Ao longo do ano a Sespa promove oficinas de capacitação para as equipes que trabalham em todos os Caps. Nestas oficinas abordamos o atendimento, a importância da prevenção e ainda sensibilizamos a rede básica para o aperfeiçoamento dos serviços. É preciso entender que o uso do crack e de outras drogas é uma doença. O atendimento qe o tratamento que preconizamos são multidisciplinares. Nós precisamos desintoxicar, mas também temos que oferecer opções para que o usuário não volte ao vício. JORNAL //////////////////// Página 6 2 de 3

7 Entrevista HÉLIO FRANCO Como será a estrutura física para a tender aos usuários? Serão construídos dois novos Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (Capsad), que vão funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana. Outros dois Capsad do Estado também irão se tornar 24 horas. Os Capsad oferecem tratamento continuado a pessoas e seus familiares com problemas relacionados ao uso abusivo ou dependência de álcool, crack e outras drogas. O atendimento no Pará também deve ser reforçado com a criação de 18 unidades de acolhimento, que terão equipe profissional disponível 24 horas para cuidados contínuos. Essas unidades cuidarão em regime residencial por até seis meses, e realizam a estabilização do paciente e o controle da abstinência. Qual a situação atual dos Caps no Estado? Atualmente o Pará dispõe de 65 Caps espalhados em vários municípios, dos quais, seis ainda estão sob gestão estadual, sendo cinco em Belém e um em Santarém. Além disso, existe um programa do governo que prevê a construção de alguns complexos de unidade em dependentes químicos. E as verbas como serão usadas? A Sespa vai estudar juntamente com o Colegiado dos Secretários Municipais de Saúde do Estado do Pará (Cosems/PA), de que forma está o serviço de alocação de recursos. O atendimento no Pará também deve ser reforçado com a criação de 18 unidades de acolhimento, que terão equipe profissional disponível 24 horas para cuidados contínuos JORNAL //////////////////// Página 7 3 de 3

8 Foto: Ailson Braga Congresso Médico Amazônico discutirá gestão em saúde Evento no Hangar terá debates sobre realidade regional Informações e inscrições On-line com.br Atual Eventos (91) Palestras, conferências e mesas redondas para todos os profissionais e alunos da área da saúde. Este é um dos objetivos do XVI Congresso Médico Amazônico, que ocorre em Belém, de 22 a 25 de abril, no Hangar. A médica Cléa Carneiro Bichara, presidente do XVI CMA informa que o tema desta 16ª edição é Gestão em Saúde Desafios Amazônicos. Trata-se de uma temática de grande importância tanto no contexto mundial, nacional, quanto regional. É preciso este olhar maior do planejamento e ações sobre a saúde e como visualizar caminhos para esta aplicabilidade na Amazônia, afirma Cléa Bichara. Ela ressalta que as abordagens das questões práticas do dia-a-dia estarão também na pauta do evento. Assim como será feito um up date para que se fique em sintonia com os avanços nas condutas e investigações de diversos agravos, complementa Cléa Bichara. Cléa Bichara afirma que o congresso está praticamente inserido nas grades curriculares dos cursos. Esse é um evento que teve início em 1939, nas comemorações do Jubileu de Prata da Sociedade Médico Cirúrgica do Pará, sempre na perspectiva da integração multiprofissional e regional, explica. O Médico Amazônico, como é mais conhecido, tem a promoção da Sociedade Médico Cirúrgica do Pará, conta com o apoio do Conselho Regional de Medicina e do Hangar - Convenções e Feiras da Amazônia, tem o patrocínio da Secretaria de Saúde do Estado e Unimed Belém, além de contar com a secretaria executiva da Atual Eventos. De acordo com Cléa Bichara o evento será mais uma vez um grande sucesso. É com nosso comprometimento e com a contribuição das sociedades médicas especializadas, cooperativas, sindicatos e conselhos de classe, instituições de ensino e pesquisas, empresas públicas e privadas, entre outros colaboradores, informa Cléa Bichara. JORNAL //////////////////// Página 8 1 de 1

9 Resoluções e Pareceres Processo-consulta CFM nº 5.935/11 - Parecer CFM nº 3/12 INTERESSADO: Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista ASSUNTO: Revisão do Parecer CFM nº 13/11 RELATOR: Conselheiro Henrique Batista e Silva EMENTA: A técnica de implante por cateter de prótese valvar aórtica é um procedimento seguro e eficaz para corrigir a obstrução valvar em pacientes idosos com estenose aórtica acentuada ou comorbidades, e com contraindicação cirúrgica. Processo-consulta CFM nº 5.309/11 - Parecer CFM nº 43/11 INTERESSADO: CRM-MS ASSUNTO: Médico assumir a responsabilidade técnica por pessoas jurídicas em cidades diversas RELATOR: Cons. Claúdio Balduino Souto Franzen EMENTA: Médico na função de diretor técnico não pode ser diretor técnico de pessoa jurídica em cidades diversas. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso do Sul consulta o CFM sobre a possibilidade de médico assumir responsabilidade técnica por pessoas jurídicas em cidades diversas. Com efeito, a Resolução CFM nº 1.352/92 estabeleceu que ao profissional médico será permitido assumir a responsabilidade, seja como diretor técnico, seja como diretor clínico, em no máximo 2 (duas) instituições prestadoras de serviços médicos, aí incluídas as instituições públicas e privadas, mesmo quando tratar-se de filiais, subsidiárias ou sucursais da mesma instituição. A motivação que levou o CFM a estabelecer este limite decorreu da necessidade de disciplinar a matéria, chamando a atenção do médico para a profundidade da função e alterando a ideia vigente de que o cargo era meramente honorífico. De fato, o CFM atribuiu ao diretor técnico e ao diretor clínico a responsabilidade pelo funcionamento da instituição e da assistência médica, respectivamente. Considerando-se que o diretor técnico é o principal responsável pela qualidade da estrutura da pessoa jurídica que presta serviço à população, faz-se necessária sua presença física para que possa efetivamente dirigir o hospital. Sob tal princípio, entendo não ser recomendável que um mesmo médico assuma a direção técnica de instituições em diferentes cidades. Este é o parecer, SMJ. Brasília-DF, 18 de novembro de 2011 Cláudio Balduino Souto Franzen Conselheiro relator Para mais informações e outros pareceres e resoluções ver site do CFM (www. portalmedico.org.br) JORNAL //////////////////// Página 9 1 de 1

10 Memória ARISTÓTELES GUILLIOD DE MIRANDA CORREGEDOR DO CRM-PA E CIRURGIÃO VASCULAR A Ordem dos Médicos Autor relembra tentativas anteriores de criação de um órgão representativo da categoria médica Fala-se na criação da Ordem dos Médicos. Teoricamente, unindo Conselhos, Sindicatos e Associações, o novo órgão, à semelhança de outros países, particularmente na Europa, seria mais representativo e forte, equivalendo à Ordem dos Advogados. A ideia não é recente. No Congresso Médico Sindicalista de 1936, em Porto Alegre, foi aprovada a criação da Ordem dos Médicos, proposta pela Associação Paulista de Medicina e Sindicato dos Médicos de São Paulo, com apoio do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul. Na Câmara dos Deputados, conjuntamente com o anteprojeto da Confederação dos Médicos do Brasil, resultou no projeto nº 41, de 1937, de criação da Ordem dos Médicos, que se propunha ser órgão de seleção e disciplina da classe médica no país, tutelar dos seus direitos e interesses morais e econômicos. A menção a temas econômicos gerou questionamento pelos sindicatos médicos, que entendiam ser esta uma prerrogativa sua, devendo a Ordem ater-se às questões éticas. Sem consenso, acabou arquivado. No ano seguinte, através do Ministério da Educação e Saúde, com contribuições da Academia Nacional de Medicina, da Associação Paulista de Medicina e do Sindicato Médico Brasileiro (atual do Rio de Janeiro), além de sugestões de outras entidades médicas, o projeto voltaria à discussão. À semelhança do anterior, também seria bastante criticado pela evidente tutela que a Ordem se propunha a exercer. Seu enunciado previa: A Ordem dos Médicos do Brasil, órgão tutelar dos seus direitos e interesses morais e econômicos e seu aparelho de seleção e disciplina, tem por fim o estudo e solução dos problemas profissionais da classe no seu tríplice aspecto social, cultural e material. JORNAL //////////////////// Página 10 1 de 3

11 A ideia de uma Ordem dos Médicos já não era novidade em A revista Pará-Medico, de agosto de 1901, publica o estatuto da Ordem Medica Brazileira, criada em maio daquele ano no Rio de Janeiro. Por discordâncias e restrições do Sindicato Médico Brasileiro, o projeto não seguiu adiante. Ainda assim, foi mais um elo na cadeia de projetos, fatos e discussões que culminariam com a criação dos Conselhos de Medicina. Mas a ideia de uma Ordem dos Médicos já não era novidade em A revista Pará- Médico, de agosto de 1901, publica o estatuto da Ordem Medica Brazileira, criada em maio daquele ano no Rio de Janeiro. Sua finalidade seria de Promover a união entre os membros da classe medica, estabelecendo entre eles laços de confraternidade, assistência e socorros mútuos, a fim de proteger a sua autoridade e agir no seu interesse moral, econômico e social. Misto de agremiação, plano de saúde, seguradora e previdência, a proposição era mais ampla, prevendo Câmaras regionais, administradas por um Conselho, e um Conselho Supremo, composto por membros de todas as Câmaras. Os membros teriam que ser Doutores em medicina, legalmente habilitados e no gozo de seus direitos civis e políticos. Haveria quatro categorias de membros: contribuintes, remidos, beneméritos e honorários. Estes últimos, não médicos com relevantes serviços prestados. Como deveres os membros deveriam trabalhar para união e solidariedade entre os médicos; observar o código de deontologia, que o Supremo Conselho organizar ou adaptar, obrigando-se, enquanto o tal código não fosse publicado, a não prestigiar quem ilegalmente exercesse a Medicina; não se utilizar da imprensa para nada que prejudicasse os colegas; não exercer a profissão médica gratuitamente, nem a vil preço, a não ser para amigo ou indigente, à exceção das urgências; levar ao conhecimento da câmara a provocação, censura ou acusação, motivada pelo exercício da medicina, que lhe houverem feito pela imprensa. Entre os direitos estariam o de receber o Jornal da Ordem e a pensão que lhe dessem direito a invalidez e os recursos da Caixa Geral de Socorros; requerer apoio em legítima defesa de seus interesses, nas questões inerentes ao exercício da medicina. O estatuto previa ainda a exclusão do membro nos casos de falta de pagamento e por condenação, pelo Poder Judiciário, por crime desonroso. O excluído perderia todos os direitos adquiridos, sem direito à indenização e sem possibilidade de readmissão. JORNAL //////////////////// Página 11 2 de 3

12 O mandato do Conselho Supremo seria de 7 anos, com renovação anual de 1/7 dos membros. Uma das condições de elegibilidade seria a de não residir nem dar consultas em local em que houvesse farmácia, drogarias, instituição ou estabelecimento que, não hospitalizando doentes viesse a fazê-lo e se propusesse a fornecer-lhes médicos ou medicamentos. Destaque-se a possibilidade de cassação do presidente pelo Conselho; a organização de um Código de Deontologia; o estabelecimento de um serviço de assistência pública, grátis aos indigentes que teriam a liberdade de escolha de médico e de farmácia de sua confiança, sendo os honorários profissionais e medicamentos pagos pela Ordem, com os médicos tendo a liberdade de receitar como julgassem conveniente ao interesse do doente; trabalhar para que o exercício da Medicina seja libertado da dependência política em que tem vegetado, promovendo reformas nos costumes e no ensino, que garantam ser a Medicina exercida só por quem sair vitorioso das provas positivas de capacidade moral, física e intelectual a que for submetido, sendo tais provas julgadas pelo Supremo Conselho, depois que a Ordem tivesse conseguido ter a seu cargo o ensino da Medicina no Brasil. Note-se a atualidade do estatuto com a proposta de exame de ordem. Portanto, ao pensar em uma nova Ordem dos Médicos, é interessante buscar as lições do passado. Uma das condições de elegibilidade seria a de não residir nem dar consultas em local em que houvesse farmácia, drogarias, instituição ou estabelecimento que, não hospitalizando doentes viesse a fazêlo e se propusesse a fornecer-lhes médicos ou medicamentos JORNAL //////////////////// Página 12 3 de 3

13 MATÉRIA DE CAPA CRM-PA faz balanço das atividades em 2011 Prestação de contas das atividades desenvolvidas pelo CRM-PA durante o ano de 2011 Fátima Couceiro, presidente do CRM-PA Este foi um ano particularmente desafiador para a medicina no Estado do Pará e em todo o País. Como vem acontecendo nos últimos anos, tivemos um aumento no número de denúncias. Alguns fatores contribuem, como uma sociedade mais consciente e esclarecida, que busca respostas junto ao CRM-PA. Todos os problemas foram respondidos com justiça, ética, segurança e transparência pelo CRM- PA. É assim que a presidente do CRM-PA, Fátima Couceiro, analisa parte dos desafios enfrentados durante seu segundo mandato à frente da entidade. Fátima Couceiro lembra ainda que 2011 foi um ano particularmente difícil, no qual médicos estiveram na mídia como culpados, responsabilizados pela situação difícil da saúde no Estado. Tivemos médicos recebendo ordem de prisão, médico detido, médicos acusados de serem criminosos quando, na verdade, a estrutura de Saúde no País e no Pará não são satisfatórias para o médico exercer sua função. O Estado chegou, em 2011, ao ápice do caos na saúde, avalia a presidente do CRM-PA. Fátima Couceiro ressalta que os conselheiros e diretores do Conselho se envolveram profundamente em busca de soluções e melhorias que garantam aos médicos que eles possam desenvolver suas atividades com segurança e ética. Quanto às denúncias que recebemos, todas foram apuradas e julgadas, em conformidade com o Código de Processo Ético Profissional, afirma. E completa: Cumprimos nosso dever. DIÁLOGO Ela destaca a política de proximidade com JORNAL //////////////////// Página 13 1 de 4

14 o Conselho Federal de Medicina (CFM) em busca de soluções para problemas. As reuniões com os presidentes dos Conselhos Regionais e o CFM têm sido de grande importância para a resolução de problemas. Além disso, Fátima Couceiro ressalta a atuação do Conselho junto ao Ministério Público Federal (MPF) e com corregedores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Temos que fazer uma ressalva ao canal de diálogo aberto pelo procurador federal Alan Mansur, assim como a abertura que estamos obtendo junto aos Ministério Público Estadual e CNJ, diz. DENÚNCIAS A presidente do CRM-PA informa que em 2011 o Conselho recebeu 334 denúncias. As denúncias feitas ao CRM tem por objeto vários motivos, desde má relação médicopaciente, negativa de emissão de laudos, até a negligência. Há denúncias que são feitas diretamente no MPE e MPF que nos são enviadas por esses órgãos, ressalta. Em dezembro de 2011, o CRM-PA se reuniu com os pediatras, neonatologistas, ginecologistas e a diretoria da Santa Casa de Misericórdia do Pará. Intermediamos um diálogo entre direção e funcionários, buscando um melhor atendimento à população, ressalta a Presidente do CRM-PA, Fátima Couceiro. Na reunião, foi anunciado a contratação de 82 médicos. Estiveram presentes na reunião, além da diretoria do CRM, o secretário de Saúde do Estado e a presidente da Sociedade Paraense de Pediatria. FISCALIZAÇÃO As fiscalizações nos hospitais, clínicas e postos de saúde na capital e no interior também foi destacado como um aspecto positivo no trabalho desenvolvido pelo Conselho de Medicina do Pará. Fátima Couceiro informa que a Departamento de Fiscalização tem trabalhado muito para que a situação mude para melhor no Estado do Pará. Todo o trabalho de fiscalização gera relatórios que são enviados a todas as autoridades. Nós fazemos a nossa parte e enviamos todas as informações aos órgãos competentes, finaliza Fátima Couceiro. Todo o trabalho de fiscalização gera relatórios que são enviados aos órgãos competentes JORNAL //////////////////// Página 14 2 de 4

15 Atividades judicantes do CRM-PA em 2011 NÚMERO DE DENÚNCIAS QUE DERAM ENTRADA NO ANO DE 2011 DENÚNCIAS SINDICÂNCIAS 351 CLASSIFICAÇÃO DAS DENÚNCIAS QUANTO AS TARJAS QUANTIDADE TARJAS Qtd PRETA Morte de paciente 69 VERDE Lesão corporal 35 VERMELHA Interesse da sociedade 82 AMARELA Menor potencial 165 ofensivo TOTAL 351 SESSÕES DE JULGAMENTO: 65 (Jan a 31/12/2011) MÊS SINDICÂNCIAS PEP TOTAL JAN FEV MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL % 20 % 23% 47 % PRETA Morte de paciente V ERDE Lesão corporal V ERMELHA Interesse da sociedade AMARELA Menor potencial of ensivo JORNAL //////////////////// Página 15 3 de 4

16 DECISÕES DECISÕES Nº. DE MÉDICOS Absolvição 35 A 2 B 10 C 9 D - E 2 TOTAL 58 A Advertência Confidencial em Aviso Reservado B Censura Confidencial em Aviso Reservado C Censura Pública em Publicação Oficial D Suspensão do Exercício Profissional até 30 (trinta dias) E Cassação do exercício profissional ad referendum do Conselho Federal CÂMARAS TÉCNICAS Conselheiro CIRURGIA PLÁSTICA EDSON YUZUR YASOJIMA ANESTESIOLOGIA CARLOS ALBERTO VAZ CONCEIÇÃO CIRURGIA GERAL EMANUEL CONCEIÇÃO RESQUE OLIVEIRA CIRURGIA TORÁCICA WILSON YOSHIMITSU NIWA DIAGNOSTICO POR IMAGEM ROBSON TADACHI MORAES DE OLIVEIRA ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA TEIICHI OIKAWA GINECOLOGIA E OBSTETRICIA LUCIO IZAN PUGET BOTELHO MEDICINA DE URGÊNCIA JORGE WILSON TUMA MEDICINA DO TRABALHO FRANCISCO FERREIRA DE SOUSA FILHO MEDICINA INTENSIVA MARIA DA CONCEIÇÃO FERREIRA PINTO MEDICINA DE FAMILIA E PAULO SERGIO GUZZO COMUNIDADE OFTALMOLOGIA OSCAR PEREIRA JUNIOR PATOLOGIA E ÁREA DE ATUAÇÃO EM ILCIONI GOMES PEREIRA CITOPATOLOGIA PSIQUIATRIA BENEDITO PAULO BEZERRA 3% 16% 60% 17% Absolv ição A B C D E 3% JORNAL //////////////////// Página 16 4 de 4

17 Manual de Publicidade Médica já está em vigor As novas regras, anunciadas em agosto do ano passado pelo CFM são mais rigorosas Para facilitar o entendimento sobre as novas regras de publicidade médica, o Conselho Federal de Medicina (CFM) colocou no ar um hotsite com várias informações relacionadas à Resolução 1.974/2011, que estará efetivamente em vigor a partir de 15 de fevereiro. Além da íntegra da norma, o interessado terá acesso à modelos que exemplificam a aplicação dos critérios estabelecidos. Acesse o hotsite pelo link publicidademedica/index.html. Nos últimos meses, juntamente com os CRMs e outras entidades médicas, o CFM procurou chamar a atenção para as mudanças. Cartazes foram distribuídos e s marketing foram enviados a todos os médicos brasileiros convidando-os a visitarem a página criada na internet pelo CFM para tratar do tema. A preocupação maior foi juntar o máximo possível de informações no mesmo espaço com a intenção de tornar a adaptação às regras mais tranquila. Na página da internet, por exemplo, será possível tirar algumas dúvidas por meio de lista que relaciona as perguntas e as respostas mais comuns sobre o tema. Todo o material poderá ser visualizado online e está disponível para download. No mesmo endereço, ainda estará disponível a lista dos endereços de todos os conselhos regionais de medicina que, por meio de suas Codames, poderão esclarecer dúvidas pontuais que surjam no processo de implementação da Resolução. A Codame do CFM poderá ser acionada a qualquer momento pelas suas correspondentes regionais para ajudar. x Rodrigo Monteiro JORNAL //////////////////// Página 17 1 de 2

18 As principais mudanças Anunciar cura de doenças para as quais ainda não exista tratamento apropriado e especialidade ainda não admitida. Apresentar nome, imagem e/ou voz de celebridade, afirmando ou sugerindo que ela utiliza o serviço ou recomendando seu uso. Divulgar endereço ou telefone de consultório, clínica ou serviços em participações em entrevistas e em programas nos diferentes tipos de mídias, inclusive nas redes sociais. Nestas oportunidades, deve se identificar também com seu CRM. Explorar apelos emotivos e situações dramáticas; Fazer afirmações ou dramatizações que provoquem medo ou apreensão no paciente. Incluir imagens de pessoas em uso do serviço ou apresentando eventuais resultados. Oferecer diagnóstico e/ou tratamento à distância. Oferecer facilidades, prêmios, participação em concursos ou recursos semelhantes; Usar designações, símbolos, figuras ou outras representações gráficas ou indicações que possam tornar a informação falsa, incorreta, ou que possibilitem interpretação falsa. Usar linguagem direta ou indireta relacionando o uso de serviço ao desempenho físico, intelectual, emocional, sexual ou à beleza de uma pessoa. Usar representações visuais de alterações do corpo humano causadas por lesões ou doenças ou por tratamentos. JORNAL //////////////////// Página 18 2 de 2

19 Espaço do Conselheiro FÁTIMA COUCEIRO PRESIDENTE DO CRM-PA Violência contra a mulher Agressões podem acontecer em pequenas e frequentes doses Infelizmente, mesmo no mundo moderno em que vivemos, é crescente o número de casos de violência contra a mulher. Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA, em 1994), a violência contra a mulher é qualquer ato ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública, como na esfera privada. A Conferência Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. A partir de então, os governos dos países membros da ONU e as organizações de sociedades civis têm trabalhado arduamente para a eliminação desta violência, reconhecida como um grave problema de saúde pública. A manifestação da violência contra a mulher pode assumir várias formas, muitas vezes, não sendo física, mas feita de forma velada, seja no ambiente de trabalho, familiar ou no meio social, por meio de comentários desmerecedores, jocosos, com a intenção de diminuir e constranger a mulher. A situação se agrava se, por acaso, a mulher se destaca em um ambiente antes dominado por homens, ou se ocupa cargo de chefia, levando-a a uma situação estressante, tendo que provar sua competência e discernimento em cada decisão que tome, fato desnecessário, na maioria das vezes, quando se trata de homens. Este tipo de agressão geralmente acontece em pequenas e frequentes doses, levando a mulher a uma situação grave de estresse JORNAL //////////////////// Página 19 1 de 2

20 que compromete sua vida pessoal, afetiva e profissional, não sendo menos grave do que a agressão física, embora mais difícil de ser detetada, comprovada, denunciada e combatida. Vale ressaltar que muitas mulheres não encaram este tipo de ação como violência e por isso não reagem a esta forma de agressão. Nos casos de agressão física, infelizmente, o ambiente mais comum é o familiar, embora também neste mesmo ambiente possa ocorrer outros tipos de violência, como a sexual. Embora muitas vezes o álcool, as drogas ilícitas e o ciúme sejam apontados como fatores desencadeantes da violência contra a mulher, a origem na verdade é a maneira como a sociedade valoriza o papel do homem em detrimento ao papel da mulher. A própria educação familiar muitas vezes é diferente para meninos e meninas, valorizando-se a agressividade e a força física daqueles enquanto que as meninas são educadas valorizando a beleza, a submissão e a dependência. Em virtude, muitas vezes, da dependência econômica ou afetiva da mulher, e do constrangimento, da vergonha que cerca esta situação, é que se estima que cerca de metade das mulheres que sofrem algum tipo de agressão não denunciam o fato; e assim as agressões se repetem, levando a mulher a sentir-se inferior ao homem, questionando seus direitos perante a sociedade, com os números de agressões, embora crescentes, não correspondendo à realidade. A violência contra a mulher além de envolver questões sociais e culturais, levanta questões também de ordem econômica. Segundo uma pesquisa do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), feita no Brasil em 1998, a violência doméstica é causa de uma em cada cinco faltas de mulheres ao trabalho. Ao final de um ano o impacto econômico deste fato será bastante significativo, sem qualquer sombra dúvida. Deste modo, a violência contra a mulher, assim como toda forma de violência, deve ser denunciada, combatida e punida. A notificação compulsória da violência contra a mulher está determinada pela Lei /2003, complementada pela Lei nº /2006, conhecida como lei Maria da Penha. Recentemente houve um grande avanço, favorável às mulheres, com a votação pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal que decidiram que a partir de agora não é mais é necessária a denúncia apresentada pela mulher agredida, podendo o Ministério Público denunciar o agressor, além de que o Ministério Público pode dar continuidade à ação, caso a mulher retire a queixa. Os médicos, por sua vez, estão obrigados a notificar esses casos de violência quando de seu atendimento, certamente resguardando o sigilo médico. Esta notificação será importante no monitoramento dos casos de violência contra a mulher para que esforços sejam envidados no sentido de combater tais ocorrências. A ficha de notificação é disponibilizada pela Sespa e os médicos podem acessá-la no site do CRM (www.cremepa.org.br) ou no site da própria Secretaria de Saúde. Esperamos que as medidas legais existentes e um desenvolvimento mais harmônico da sociedade, consciente de seus deveres, mas também de seus direitos, ajudem a combater toda e qualquer forma de discriminação contra as mulheres para que elas possam exercer plenamente seu papel como cidadãs. JORNAL //////////////////// Página 20 2 de 2

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