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1 ENTREVISTA Áquilas Mendes, professor da USP, discute as possibilidades de mais verbas para o SUS Pág. 3 Nº Outubro Pág. 5 Págs. 8 e 9 Planos de Saúde Médicos fazem nova paralisação nacional Pág. 6

2 Editorial Renato Azevedo Júnior Presidente do Cremesp Não podemos concordar com a monopolização do mercado de planos de saúde, um caminho perigoso para os médicos e para o país Americanização da saúde No sistema de saúde dos EUA, 40 milhões de pessoas não têm cobertura de assistência médica. O presidente Barack Obama até hoje não conseguiu implantar sua reforma que prevê a ampliação do acesso à saúde, com subsídios para a compra de seguros e a ampliação do plano público financiado pelo governo. Ao privilegiar o livre mercado em detrimento de um sistema público universal, os EUA têm hoje um sistema no qual as pessoas são assistidas não de acordo com a necessidade de saúde, mas conforme a capacidade de pagamento. É este modelo que queremos para o Brasil? A sociedade brasileira escolheu outro caminho desde a Constituição Federal, criando o SUS, um sistema universal de promoção, proteção e recuperação da saúde, executado pelos entes federativos mediante a participação complementar da iniciativa privada. Neste sentido, preocupanos a venda da maior operadora privada de plano de saúde do Brasil para o grupo norte-americano UnitedHealth, por suspostos R$ 10 bilhões. Não estamos diante de uma aquisição qualquer, que só diz respeito aos interessados diretamente na transação. Um debate atento e sério precisa ser feito no momento em que o País abre as portas do mercado interno ao capital estrangeiro do maior grupo de benefícios e serviços de saúde dos Estados Unidos. Qual será o impacto no acirramento da concentração econômica num setor que já enfrenta tantos problemas? As práticas do Grupo United Health e outras empresas similares levaram os Estados Unidos a ter o sistema de saúde mais caro e desigual do mundo. Agora, veem no Brasil uma rara oportunidade de reproduzir o negócio que por lá anda estagnado. Estão de olho, conforme declarações à imprensa, no promissor mercado de planos populares e coletivos para trabalhadores e classe média em ascensão. São produtos baratos e competitivos, que têm no baixo honorário médico o segredo do sucesso. O mesmo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que acusa as entidades médicas de cartel e proíbe manifestações em defesa de melhores honorários, não irá opinar sobre a transação. A alegação é que a companhia norte-americana não possui faturamento atualmente no Brasil para que a operação tenha peso do ponto de vista concorrencial. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também ainda não se manifestou. As nossas entidades não podem concordar com a americanização da saúde e com o incentivo à monopolização do mercado da assistência médica suplementar, um caminho perigoso para os médicos e para o país. Opinião O SUS municipal João Ladislau Rosa Diretor coordenador do Departamento de Comunicação do Cremesp Nas eleições deste ano, mais de 138 milhões de brasileiros foram às urnas e escolheram prefeitos e vereadores. Passada a festa da democracia, os médicos e toda a sociedade devem insistir com algumas questões: o que os eleitos farão para melhorar o sistema de saúde? Enquanto o governo federal insistir no subfinanciamento do SUS, muitos dos problemas locais não terão solução Infelizmente, nas campanhas exibidas no horário eleitoral, a maioria dos candidatos perdeu a oportunidade de aprofundar o debate sobre a situação da saúde e os rumos do Sistema Único de Saúde (SUS) municipal. Muitos dos programas de governo apresentados, inclusive de candidatos eleitos, reduziram a saúde a propostas mirabolantes ou superficiais. O discurso político foi substituído por jogadas de marketing e pouco esclareceu sobre a solução dos problemas. Muitos candidatos quiseram deixar sua marca, deram nomes fantasia para programas pontuais e focaram na promessa de inauguração de unidades, quando o mais di- fícil é a manutenção dos serviços, a implantação de um plano de carreira decente para os médicos e demais profissionais e a integração dos vários níveis de atenção, hoje desarticulados e fragmentados na maioria dos municípios. A população tem dado sinais claros do seu descontentamento. Todas as pesquisas nos municípios apontam a saúde como o maior problema, superando a bronca com o transporte coletivo, a segurança e a educação. Os municípios estão no limite da destinação da receita própria para a saúde e boa parte já aplica mais que os 15% preconizados. Enquanto o governo federal insistir no subfinanciamento do SUS, muitos dos problemas locais não terão solução. Como grande empregador de médicos, deve assegurar plano de carreira e condições adequadas de trabalho e remuneração. Os prefeitos eleitos e seus secretários de saúde enfrentarão um grande desafio pela frente. Eles devem ter em mente que não precisam reinventar o SUS, mas combinar adequadamente o escasso recurso disponível com um gerenciamento competente, que culmine na promoção da saúde, na ampliação do acesso e na prestação de serviços de qualidade para a população. Diretoria Presidente: Renato Azevedo Júnior. Vice-presidente: Mauro Gomes Aranha de Lima. 1º Secretário: Bráulio Luna Filho. 2º Secretário: Nacime Salomão Mansur. Tesoureira: Silvia Helena R. Mateus. 2º Tesoureiro: Marco Tadeu Moreira de Moraes. Departamento de Comunicação: João Ladislau Rosa. Departamento Jurídico: Henrique Carlos Gonçalves. Corregedor: Krikor Boyaciyan. Vice-Corregedor: Rodrigo Durante Soares. Departamento de Fiscalização: Ruy Yukimatsu Tanigawa. Delegacias Metropolitanas: Rui Telles Pereira. Delegacias do Interior: Denise Barbosa. Conselheiros Adamo Lui Netto, Akira Ishida, Alfredo Rafael Dell Aringa, André Scatigno Neto, Antonio Pereira Filho, Bráulio Luna Filho, Caio Rosenthal, Carlos Alberto Herrerias de Campos, Carlos Alberto Monte Gobbo, Clóvis Francisco Constantino, Denise Barbosa, Desiré Carlos Callegari, Eurípedes Balsanufo Carvalho, Gaspar de Jesus Lopes Filho, Henrique Carlos Gonçalves, Henrique Liberato Salvador, Ieda Therezinha do Nascimento Verreschi, Isac Jorge Filho, João Ladislau Rosa, João Márcio Garcia, José Henrique Andrade Vila, José Marques Filho, José Yoshikazu Tariki, Kazuo Uemura, Krikor Boyaciyan, Lavínio Nilton Camarim, Luiz Alberto Bacheschi, Luiz Flávio Florenzano, Marco Tadeu Moreira de Moraes, Maria do Patrocínio Tenório Nunes, Marli Soares, Mauro Gomes Aranha de Lima, Nacime Salomão Mansur, Pedro Teixeira Neto, Reinaldo Ayer de Oliveira, Renato Azevedo Junior, Renato Françoso Filho, Rodrigo Durante Soares, Rui Telles Pereira, Ruy Yukimatsu Tanigawa, Silvana Maria Figueiredo Morandini e Silvia Helena Rondina Mateus. Jornal do Cremesp Órgão Oficial do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Conselho Editorial: André Scatigno Neto, Adamo Lui Netto, Akira Ishida, Antonio Pereira Filho, Bráulio Luna Filho, Carlos Alberto Herrerias de Campos, Clóvis Francisco Constantino, Desiré Carlos Callegari, Eurípedes Balsanufo Carvalho, Henrique Carlos Gonçalves, Ieda Theresinha Verreschi, Isac Jorge Filho, João Ladislau Rosa, João Márcio Garcia, Krikor Boyaciyan, Lavínio Nilton Camarim, Luiz Alberto Bacheschi, Mauro Gomes Aranha de Lima, Nacime Salomão Mansur, Renato Azevedo Júnior, Rui Telles Pereira, Ruy Yukimatsu Tanigawa, Silvana Maria Figueiredo Morandini e Silvia Helena Rondina Mateus. Gerente de Comunicação: Mário Scheffer. Editoras: Aglaé Silvestre e Nara Damante. Colaboradoras: Concília Ortona (Ética e Bioética), Fátima Barbosa, Ivolethe Duarte e Tânia Cotrim (revisoras). Estagiários: Beatriz Machado (foto), Flávia Regina Knispel, Jonas Carvalho e Vivian Costa. Fotografia: Osmar Bustos. Secretária de redação: Marisa Martins. Diagramação: José Humberto de S. Santos. Gráfica: CLY. Tiragem: mil exemplares. Periodicidade mensal. Opinião e conceitos emitidos em matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião do Jornal do Cremesp. Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo CAT - Central de Atendimento Telefônico (11) Atendimento Sede - Fone: (11) Rua da Consolação, 753 (das 9h às 18 horas) Atendimento na Subsede da Vila Mariana Av. Domingos de Moraes, 1810 (das 9h às 18 horas) Jornal do Cremesp e revista Ser Médico Sites Campanhas

3 Foto: Beatriz Machado Entrevista l Áquilas Mendes Defendemos o SUS público, estatal e gratuito Com a criação da Emenda Constitucional 29 (EC29) em 2000, o Brasil obteve um aumento do gasto público em saúde (SUS), passando de 2,89% do PIB, no mesmo ano, para 3,7%, em 2011, verba insuficiente para garantir o atendimento integral à saúde e muito aquém do nível de países europeus com sistemas universais de saúde como Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, cuja média equivale a 6,7%. Para falar sobre possibilidades de obtenção de mais recursos para a saúde, modelos de gestão e os desafios e perspectivas para o adequado financiamento do SUS, o Jornal do Cremesp ouviu Áquilas Mendes, professor livre-docente de Economia da Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP e do Departamento de Economia da PUC-SP. Nesta entrevista, ele sugere caminhos para que o país possa aumentar a participação do SUS em relação ao PIB, garantindo à população o acesso a um atendimento universal e de qualidade Qual o impacto da derrota da regulamentação da EC 29, com a não destinação de 10% da receita corrente bruta da União para a Saúde? É possível dizer que essa regulamentação constitui uma grande derrota para o financiamento das ações e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto de regulamentação, que se encontrava no Senado (PLS 127/2007) e não aprovado na versão original (aplicação da União em 10%, no mínimo, da Receita Corrente Bruta - RCB), poderia ter acrescentado para o orçamento do Ministério da Saúde o correspondente a cerca de R$ 32,5 bilhões, em Na realidade, o governo federal fez de tudo para que essa base de cálculo não fosse aprovada. Tudo em nome de que não possui uma fonte específica para isso, embora, é sabido, recursos financeiros não faltam, sobretudo quando analisamos o resultado do orçamento da Seguridade Social. O principal problema, então, não é a falta, mas a destinação de verbas? E esse direcionamento tem nome: Desvinculação das Receitas da União (DRU). Um dia depois de definido que o SUS não contaria com mais recursos, o governo conseguiu aprovar no Senado, no mesmo mês de dezembro de 2011, o projeto que propunha a continuidade da DRU até 2015, permitindo a que 20% das receitas da seguridade social fossem dirigidas a outras finalidades. Há anos evidenciam-se superávits, mas grande parte é direcionada ao pagamento de juros da dívida, a fim de manter superávit primário uma política econômica restritiva em termos de cortes dos gastos sociais. Além da proposta dos 10% da receita corrente bruta da União, quais outras considera viáveis para aumentar os recursos da saúde? É na esfera financeira que as possibilidades de valorização dos direitos universais à saúde devem ser mais pensadas. Para tanto, a partir da valorização de um princípio de construção da universalidade, propomos a ampliação da alíquota da Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL) fonte de financiamento para a saúde para instituições financeiras, de 9% para 18%, conforme Projeto de Lei já existente no Congresso Nacional; o aprofundamento dos mecanismos de tributação para a esfera financeira, mediante a criação de um Imposto Geral sobre a Movimentação Financeira (IGMF) e a tributação das remessas de lucros e dividendos realizadas pelas empresas multinacionais, atualmente isentas na legislação, destinadas ao orçamento da Seguridade Social (saúde, previdência e assistência social); o estabelecimento da contribuição sobre grandes fortunas com destinação para a Seguridade Social (projetos já existentes na Câmara Federal); e a rejeição da permanência da DRU, como forma de não prejudicar a saúde financeira do orçamento da Seguridade Social. É na esfera financeira que a valorização dos direitos universais à saúde deve ser mais pensada Mesmo atrelando o financiamento público da saúde com o crescimento da receita ou com o aumento do PIB, esses recursos irão em grande parte para o setor privado (prestadores privados, subsídios a planos de saúde etc). O Brasil não precisa rever também como se dá a circulação dos recursos na saúde? Sem dúvida! É preciso buscar o entendimento sobre o fim das isenções de Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) com despesas médicas e do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) das empresas que prestam assistência médica a seus funcionários. Há muito tempo discute-se isso, mas nada tem sido feito. O setor precisa dar um basta a essa iniquidade que alcançou, em 2011, cerca de R$ 7 bilhões. O Estado, via SUS, vem financiando o setor privado. Além disso, é fundamental também estabelecer uma política de renúncia fiscal para entidades sem fins lucrativos e para a indústria farmacêutica, que tem sido crescente ano a ano, chegando recentemente a cerca de R$ 6,2 bilhões. Os planos e seguros de saúde movimentaram mais de R$ 84 bilhões em 2011, orçamento maior que o do Ministerio da Saúde desti- nado ao SUS. Mas embora os gastos privados com saúde estejam aumentando no Brasil, os planos atendem apenas 25% da população. Esse cenário não é ruim? É totalmente contrário à logica de manter um sistema de saúde universal. Não podemos aceitar o aumento do gasto direto das famílias (out of pocket). Somente para ter uma ideia, esse custo passou, de R$ 46,8 bilhões, em 2005, para R$ 79 bilhões, em 2009, correspondendo a um crescimento de 69%. Dessa forma não asseguraremos o SUS. Temos de lutar contra isso, por meio da defesa de ampliação do financiamento do sistema. As modalidades de gestão de entidades públicas por Organizações Sociais (OSs) e fundações estatais representam avanço e ganho de recursos nesse cenário de subfinanciamento? O modelo de OSs prioriza a privatização do SUS. Defendemos o SUS público, estatal e gratuito, mas isso não tem sido a prioridade, sobretudo do governo do Estado e do Município de São Paulo. Não se pode esquecer o montante de recursos que o SUS vem repassando às entidades privadas (OSs) para assegurar a gestão das unidades públicas. Do orçamento da SES/SP para 2012, cerca de 25% do seu total está alocado para a Coordenadoria de Gestão de Contratos de Serviços de Saúde responsável pelas OSs. Já no município de São Paulo, do total do orçamento da Secretaria Municipal de Saúde (R$ 6,7 bilhões), quase a metade está direcionada às entidades privadas. Outubro 2012 Jornal do Cremesp 3

4 Plenária temática Câmaras Técnicas fazem propostas ao CFM sobre reprodução assistida As Câmaras Técnicas (CT) do Cremesp de Bioética e Interdisciplinar de Reprodução Humana e Técnicas de Reprodução Assistida encaminharão proposta sobre a nova resolução que o CFM prepara sobre reprodução humana, modificando a Resolução CFM nº 1957/ Durante plenária temática realizada no dia 5 de outubro, membros das Câmaras e demais interessados debateram aspectos jurídicos, profissionais e bioéticos relacionados ao tema. Participaram do evento o presidente em exercício do Cremesp, Mauro Aranha, e os con- Gobbo: condições para o funcionamento das clínicas de reprodução selheiros e integrantes das CTs Krikor Boyaciyan (coordenador da CT de Saúde da Mulher), José Marques (coordenador da CT de Bioética), Reinaldo Ayer e Carlos Gobbo. Sob a moderação de Silvana Morandini, coordenadora da Câmara Técnica (CT) de Reprodução Humana e Técnicas de Reprodução Assistida, foram realizadas palestras com o conselheiro Carlos Gobbo e os médicos Carlos Alberto Petta, Eduardo Leme Alves da Motta e Renato Fraietta, todos membros da CT. Gobbo pontuou as condições necessárias para o funcionamento de uma clínica de reprodução humana. Além da dificuldade de normatização das clínicas, Petta destacou a necessidade de estimular a doação voluntária com regras e limites claros. Para Motta, deveria haver uma Educação Continuada Emergências cardiovasculares As complicações e tratamentos para a hipertensão arterial foram tema do Programa de Educação Médica Continuada (PEMC) do Cremesp sobre Emergências Clínicas e Cirúrgicas Cardiovasculares: Uma abordagem para o clínico e para o pronto-socorrista, realizado na sede do Conselho, no dia 29 de setembro. Também estiveram presentes José Honório Palma da Fonseca, professor adjunto da área de cirurgia cardiovascular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); e Carlos Alberto Teles, médico convidado. No Momento Ético, foram tratadas situações em que o médico recorre a um profissional da saúde como paciente. Para José Henrique Andrade Vila, conselheiro do Cremesp e coordenador do evento que ministrou a palestra, nesses casos, o médico deve ser considerado como paciente apenas. E é importante que o Fonseca, Vila e Teles: cuidados com a hipertensão profissional leve a sério o atendimento, comentou. Na palestra Diagnóstico e tratamento das doenças da aorta: o que o clínico precisa saber, Fonseca discursou sobre dissecção da aorta, a qual definiu como um mal que vem atormentando os médicos há muito tempo. Teles ministrou a palestra sobre tromboembolismo pulmonar crônico, considerada por ele uma doença passível de cura. O médico explicou quais as características da doença e os procedimentos que devem ser tomados pelos médicos para evitar o óbito do paciente. Ao final do programa, a plateia, que lotou o auditório do Cremesp, pôde debater e questionar os temas tratados. campanha de conscientização para a sociedade sobre o envelhecimento ovular, já que a reprodução assistida será um tópico cada vez mais presente no cotidiano médico. A questão técnica tem a facilidade de superação. O Terminalidade da vida A terminalidade da vida foi o tema abordado do PEMC que aconteceu no dia 28 de setembro, na Casa do Médico, no município de Bauru. A abertura foi feita por Carlos Alberto Monte Gobbo, conselheiro do Cremesp, seguida pela primeira palestra do programa. Intitulada Terminalidade da vida do ponto de vista do Cremesp, a apresentação foi realizada por Reynaldo Ayer, conselheiro da Casa. que permanece é a discussão sobre ética, que não pode ser limitante, mas um instrumento para avançar e fazer reflexões sobre valores, ressaltou Ayer. Houve 34 consultas à Câmara Técnica desde 2011, sendo 26 aprovadas. Dessas, quatro são relacionadas à fertilização em casais homoafetivos. Fraietta dedicou sua apresentação a esses casos e seus questionamentos legais, técnicos e bioéticos. Boyaciyan considera que as propostas sobre reprodução assistida devem ser válidas para todos, independente do tipo de união afetiva. Outros eventos realizados pelo Programa de Educação Médica Continuada do Cremesp Peculiaridades do hemograma e dicas de antibioticoterapia Igarapava 13/09 Assistência de emergência para o médico pediatra Atibaia 20/09 Abordagem geral da eletrocardiografia Ituverava 20/09 Embolização dos miomas uterinos na visão do ginecologista Jaú 21/09 Prontuário eletrônico Botucatu 24/09 A interface da medicina da dor e outras especialidades Franca 04/10 Bioética: comunicando más notícias ao paciente e familiares São Joaquim da Barra 04/10 O tema foi abordado também pelo juiz de Direito da 3ª Vara Cível de Bauru, Mauro Ruiz Daró, que tratou de alguns aspectos jurídicos e legais. Os cuidados paliativos com pacientes oncológicos foram citados por Nara Sahade Ortega, oncologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e especialista em controle de dor e cuidados paliativos. 4 Jornal do Cremesp Outubro 2012

5 Diálogo Formandos e Cremesp debatem realização do Exame Opresidente do Conselho Regional de Medicina (Cremesp), Renato Azevedo Junior, e demais diretores e conselheiros têm realizado palestras itinerantes pelas principais escolas médicas do Estado de São Paulo para esclarecer dúvidas dos estudantes quanto ao Exame do Cremesp. A participação na prova, que acontecerá no dia 11 de novembro, será obrigatória a partir deste ano para a obtenção do registro profissional. De acordo com a Resolução Cremesp nº 239, de 25/07/12, os egressos dos cursos de Medicina precisam apresentar declaração de realização do Exame, independente do resultado obtido. O conselheiro Renato Françoso observa que os candidatos, a princípio, mostram-se apreensivos com a obrigatoriedade do Exame, mas que, conforme as razões de sua aplicação são esclarecidas, a informação é aceita mais facilmente. Os alunos têm, inicialmente, atitude de apreensão, que vai se desfazendo à medida que ouvem as razões que levaram o Cremesp a implementar esse exame, afirma. A iniciativa da obrigatoriedade foi tomada em decorrência da queda na qualidade do ensino médico. Nos últimos sete exa- Locais O Exame do Cremesp 2012 será realizado em dez cidades paulistas no dia 11 de novembro: São Paulo, Botucatu, Campinas, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto e Taubaté. Os candidatos poderão confirmar data e demais informações sobre horários e locais de provas no site da Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br), por meio do Edital de Convocação para Provas, e de mensagem encaminhada por . Documentos Somente será admitido à sala de provas o formando que portar documento de identidade original: Carteira e/ou Cédula de Identidade expedida por Secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar ou Ministério das Relações Exteriores; Cédula de Identidade para Estrangeiros; Cédula de Identidade fornecida por Órgãos Públicos ou Conselhos de Classe que, por força de Lei Federal, valem como documento de identidade (OAB, CREA, CRM, CRC etc); Certificado de Reservista; Passaporte; Carteira de Trabalho e Previdência Social, bem como Carteira Nacional de Habilitação (com fotografia, na forma da Lei nº 9.503/97). Alunos de Medicina da PUC-Campinas participam do encontro com o Cremesp Orientações aos participantes do Exame Material O formando deverá comparecer ao local designado munido de caneta esferográfica de material transparente e tinta preta, lápis preto nº 2 e borracha. Foto: Beatriz Machado Prova Será composta por 120 questões objetivas de múltipla escolha, com cinco alternativas cada, que abrangem nove áreas do conhecimento médico: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia, Saúde Mental, Epidemiologia, Ciências Básicas e Bioética. Participação Além do comparecimento ao Exame, o participante não deve entregar a prova em branco ou boicotar de outra forma o preenchimento do cartão de respostas. Dúvidas Consultar edital do Exame do Cremesp 2012 no site da Fundação Carlos Chagas (http://www.concursosfcc.com.br/concursos/crmsp112/ boletim_crmsp112_2.pdf). Diretores e conselheiros do Cremesp realizam debates em escolas sobre Exame do dia 11 de novembro mes, feitos de maneira voluntária pelos estudantes, os resultados mostram que dos participantes, 46,7% foram reprovados. O Exame visa a proteger a sociedade da má-formação médica, situação que se prolifera com a liberação de abertura de cursos de Medicina sem critérios técnicos, explica Azevedo. As visitas às faculdades, além de informar as motivações para a realização do Exame para obtenção do CRM, também esclarecem dúvidas dos estudantes. Há muitos questionamentos devido às interpretações distorcidas e manipuladas por setores retrógrados e interessados em manter esse estado de inanição do ensino médico, sucateado pelos mercadores da educação. Quando passam a entender a importância e realidade desta prova e que isso não impedirá o exercício da Medicina, mas servirá de ferramenta de avaliação, mudam sua postura e aceitam a ideia, declara Françoso. Para a diretora 1ª tesoureira Sílvia Mateus, ainda há certa resistência ao Exame, identificada entre alguns alunos, porém não é consenso. De maneira geral, creio que poderemos contar com a colaboração dos estudantes. Françoso acredita que exista um número reduzido de pessoas que ainda insiste em manter postura política de rejeição, embora sem justificativas ou bases concretas de argumentação. Em enquete realizada pelo portal do Cremesp, de votos apurados, a maioria (77,16%) apoia a aplicação obrigatória do Exame como requisito para o exercício da Medicina. Até o fechamento desta edição, havia formandos inscritos para o Exame do Cremesp Agenda de palestras Outubro Dia 1º Simpósio de Clínica Médica do Centro Universitário Barão de Mauá, no Anfiteatro da Unidade Central da Universidade, às 19h, com Isac Jorge, conselheiro do Cremesp; Dia 3 Centro Universitário São Camilo, às 19h, com Mauro Aranha, presidente em exercício do Cremesp; Dia 10 Congresso Médico Científico (Comec) da Faculdade de Medicina da Universidade Metropolitana de Santos, às 8h30, com Renato Azevedo, presidente do Cremesp; Dia 13 Congresso Brasileiro de Educação Médica, na Faculdade de Medicina da USP, às 8h, com Renato Azevedo; Dia 17 Universidade de Marília (Unimar), às 17h, com Renato Azevedo e o conselheiro Alfredo Dell Aringa. Outubro 2012 Jornal do Cremesp 5

6 Planos de Saúde Médicos de SP suspendem atendimento a 10 operadoras Um novo protesto dos médicos contra os baixos honorários e interferências abusivas dos planos de saúde na relação médico-paciente foi deflagrado em nível nacional. Em São Paulo, os profissionais decidiram paralisar o atendimento eletivo a 10 planos de saúde, no período de 10 a 18 de outubro. As operadoras atingidas são as que se recusaram a negociar com as entidades médicas ou não enviaram propostas: Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristóvão, Seisa, Trasmontano e Universal. A paralisação envolveu os médicos de todas as especialidades que atendem os planos-alvo, nos dias 10 e 18. De 11 a 17, o atendimento foi suspenso em rodízio de especialidades: Ginecologia e Obstetrícia, Anestesiologia e Cardiologia (11); Endocrinologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Pneumologia (15); Pediatria; Ortopedia e Traumatologia, Angiologia, Cirurgia Vascular e Medicina do Esporte (16); Endoscopia, Dermatologia e Alergia e Imunologia (17). As urgências e emergências foram mantidas. As operadoras atingidas são as que se recusaram a negociar com as entidades médicas ou não enviaram propostas Para o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, é insustentável o desequilíbrio econômicofinanceiro da relação entre profissionais e planos. Com os valores irrisórios pagos pelas operadoras, os médicos não estão conseguindo manter seus consultórios, o que deve agravar a insuficiência das redes credenciadas e, consequentemente, a demora no atendimento, ressalta Médicos de todo o país participam de protesto nacional contra os abusos cometidos pelos planos e seguros de saúde, entre os dias 10 e 25 de outubro. Para marcar o início da mobilização nacional, foram realizados atos públicos (assembleias, caminhadas e concentrações) nos Estados, em 10 de outubro. Com base em decisões tomadas em assembleias locais, a categoria suspendeu, por tempo determinado, consultas e outros procedimentos eletivos. As mobilizações foram articuladas pelas Comissões Estaduais. Conselheiros João Ladislau (1º à esq.) e Uemura (ao microfone) participam de deliberação Além do fim da pressão sobre o número de exames e a antecipação de altas de pacientes para reduzir custos, a pauta de reivindicações do movimento médico paulista inclui consulta a R$ 80, valores dos procedimentos atualizados conforme a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) e inserção nos contratos de critério de reajuste a cada 12 meses. O movimento acontece pouco mais de um mês após a última paralisação ocorrida na Capital, em 6 Paralisação nacional mobilizou todos os Estados No dia 2 de outubro, foi entregue ao Ministério da Saúde comunicado formal sobre o protesto organizado pelos médicos contra as empresas que operam no setor da saúde suplementar. Juntamente com o ofício enviado às autoridades, os médicos entregaram cópia da carta encaminhada às operadoras. No documento, os profissionais ressaltam que o protesto exprime a preocupação dos médicos com os riscos de desassistência gerados pelas de setembro. Reunidos na Associação Paulista de Medicina (APM) em 17 de setembro e 1º de outubro, as lideranças do movimento entre elas o Cremesp, representado pelo coordenador de Comunicação, João Ladislau Rosa, e o conselheiro Kazuo Uemura aprovaram a suspensão do atendimento às operadoras que não negociaram com a classe médica. Também participaram da reunião representantes do Simesp, da Academia de Medicina e do Conselho Regional de Odontologia. operadoras de planos de saúde ao recusarem o diálogo e estagnarem os entendimentos entre os profissionais e as operadoras. Os médicos têm, sucessivamente, apontado situações que desrespeitam pacientes e profissionais em seus direitos, informa o ofício assinado pelos presidentes da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Proibida a comercialização de 301 planos de saúde A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou, no dia 5 de outubro, que 38 operadoras estão proibidas de comercializar 301 planos de saúde pelos próximos três meses. Ao todo, esses planos representam 7,6% do mercado e atingem 3,6 milhões de beneficiários. A decisão, anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo presidente da ANS, Maurício Ceschin, ocorreu em razão do descumprimento de prazos máximos para marcação de consultas, exames e cirurgias, de acordo com a Resolução Normativa nº 259. Dentre os planos suspensos, 221 deles de 29 operadoras foram reincidentes e permanecem com a venda proibida desde julho deste ano. Outros 80 planos, de nove operadoras, passam a integrar a lista de proibição neste mês. Essa é a terceira fiscalização feita neste ano no segmento de planos de saúde. 6 Jornal do Cremesp Outubro 2012 Foto: Beatriz Machado

7 Compromissos das operadoras até setembro/2012 Valor da Operadoras consulta Procedimentos A partir de ABET R$ 70 CBHPM 5ª edição Dezembro/12 com deflator de 20% ALLIANZ R$ 56 Julho/12 AMIL R$ 60 Provável reajuste Março/12 de consulta e procedimentos em setembro/12 ASSEFAZ R$ 55 CBHPM 3ª edição Agosto/12 com deflator negociado pontualmente BLUE LIFE R$ 54 18,18% à 20% p/ Setembro/12 procedimentos (dependendo da linha de produto) BRADESCO R$ 60 CBHPM com Setembro/12 discussão de 100 portes CEF R$ 60 CBHPM 4ª edição Agosto/12 com deflação de 10% portes e 15% UCO CABESP R$ 60 Maio/12 CARE PLUS R$ 54 a R$ 80 21% para Outubro/12 de acordo com procedimentos e o plano 13,79% para SADT CASSI R$ 63 e R$ 66 CBHPM 3ª edição Dezembro/12 e com banda menos dezembro/13, 13,3% para portes respectivamente e menos 20,9% para UCO DIX AMICO R$ 54 18,18% à 20% para Setembro/12 procedimentos (dependendo da linha de produto) EMBRATEL (PAME) R$ 60 CBHPM 3ª edição Próximo no segundo reajuste em semestre/12 dezembro/12 FUNDAÇÃO CESP R$ 63 CBHPM 5ª edição Agosto/12 com deflatores de 15% GAMA R$ 60 e R$ 70 Procedimentos Outubro/12 e em negociação outubro/13, respectivamente GOLDEN CROSS R$ 60 9% de reajuste Dezembro/12 GREEN LINE R$ 60 Janeiro/13 INTERMÉDICA R$ 50 Janeiro/13 ITAÚ - UNIBANCO R$ 60 10% de reajuste Agosto/12 LIFE EMPRES. R$ 60 7,5% de reajuste Setembro/12 MARÍTIMA R$ 60 10% de reajuste Outubro/12 MEDIAL R$ 54 18,18% à 20% para Setembro/12 procedimentos (dependendo da linha de produto) MEDISERVICE R$ 60 CBHPM com Setembro/12 discussão de 100 portes METRUS R$ 60 AMB92 e CBHPM Próximo 3ª edição reajuste em janeiro/13 NOTREDAME R$ 60 Janeiro/13 OMINT R$ 130 e CBHPM Outubro/12 Skil R$ 72 PETROBRAS R$100 CBHPM 3ª edição com deflator menos 14% para portes e menos 17% para UCO PORTO SEGURO R$ 60 10% de reajuste Agosto/12 SABESPREV R$ 60 CBHPM 5ª edição SPTRANS R$ 60 Agosto/12 SUL AMÉRICA R$ 60 7,5% de reajuste Setembro/12 USISAÚDE R$ 55 e R$ 60 Tabela AMB com Setembro/12 índice de IPCA e dezembro/12 Operadoras que negociaram mas não mandaram proposta Santa Helena, Seisa, Trasmontano e Universal. Operadoras que ainda não negociaram Itálica, Metrópole, Prevent Senior, Santa Amália, São Cristóvão, Cetesb, Afresp, Pró-Saude, Bacen, Camed, Capesesp, CET, Cnen, Conab, Cosipa, ECT, Economus, Fassincra, Geap, Gevisa, Ipref, IRB, MPF, Sepaco, Serpro, Sesef, SPA, Telesp, Unafisco e Volkswagen. Movimento médico Representantes de hospitais denunciam falta de diálogo com a SES Médicos servidores participam de Assembleia no Simesp Para discutir formas de mobilização contra as precárias condições de trabalho, a inadequada remuneração aos profissionais, o não cumprimento por parte do governo estadual de encaminhar para votação o projeto de Lei da Carreira Médica, entre outras reivindicações não atendidas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), representantes dos médicos dos hospitais públicos do Estado de São Paulo se reuniram no dia 24 de setembro, na sede do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). O presidente Os representantes dos hospitais queixam-se da falta de diálogo com a Secretaria. Há um ano tentamos conversar, mas existe uma espécie de blindagem na Secretaria da Saúde. Temos de cobrar que ela exerça seu papel, e traga soluções. Não somos nós que temos de levar as soluções para o governo. Estão invertendo os papéis, protesta o diretor clínico do Complexo Hospitalar do Mandaqui, Jânio Henrique Segrégio. Durante assembleia no Simesp, também foram denunciadas as péssimas condições de trabalho, nú- da entidade, Cid Célio Carvalhaes, afirmou que sem uma mobilização convergente e divulgação da campanha não se poderá atingir um bom resultado. O que procuramos é unificar esse movimento. Temos consciência de que, se não for convergente, teremos muita dificuldade em avançar, porque movimentos isolados acabam se perdendo, não têm uma sustentabilidade de continuação, acrescentou. A assembleia votou pela criação de uma comissão de representantes dos hospitais e pela realização de assembleias internas Crescem denúncias contra a precariedade das condições de trabalho mero reduzido de profissionais e má remuneração no Hospital Geral de Itapevi. No Iamspe, o diretor do Sindicato, Otelo Chino Júnior, falou sobre a paralisação escalonada. Desde o semestre passado, os médicos do Hospital do Servidor Estadual estão mobilizados, afirmou. Representantes do Darcy Vargas relataram que, apesar da suspensão da greve no final do semestre passado, os médicos continuam enfrentando dificuldades. O Regional de Taipas, segundo o diretor do Sindicato e representante do hospital, Gilberto dos médicos, entre os dias 3 e 4, no local de trabalho, entre elas no Iamspe, no Complexo Hospitalar do Mandaqui e no Hospital Regional de Osasco. O Cremesp continua a cobrar da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo a definição de um plano de Carreira de Estado para médicos que garanta condições adequadas de trabalho e remuneração. Segundo a Secretaria, o governo está finalizando o projeto de plano de carreira para médicos, que deverá ser encaminhado à Assembleia Legislativa ainda neste semestre. Archero Amaral, está trabalhando com plantões sem anestesiologista. Os médicos da Maternidade Municipal Alice Campos Mendes Machado também estão mobilizados e reclamam das péssimas condições de trabalho, precarização dos vínculos trabalhistas, falta de profissionais e redução de salário. O Cremesp tem aberto sindicâncias e realizado fiscalizações nestes locais, com encaminhamento das conclusões ao Ministério Público Estadual (MPE) e à própria SES, afirma o presidente do Conselho, Renato Azevedo. Outubro 2012 Jornal do Cremesp 7

8 Pesquisa Cremesp faz levantamento inédito de Dos médicos em atividade no Estado de São Paulo em 2012, 55,96% ou deles, têm uma ou mais especialidade médica. São considerados especialistas os médicos que concluíram um programa de Residência Médica e/ou obtiveram título via sociedade médica em alguma das 53 especialidades legalmente reconhecidas. Os outros médicos paulistas, ou 44,04% do total, não têm titulo de especialista. São aqui chamados de generalistas. Essa é uma das conclusões do estudo Demografia Médica no Estado de São Paulo, realizado pelo Cremesp por meio do cruzamento de dados do próprio Conselho, da Comissão Nacional de Residência Médica e da Associação Médica Brasileira, que reúne as sociedades de especialidades. Cada profissional pode registrar e exercer mais de uma especialidade. Como não se sabe qual delas é praticada de fato como primeira opção, o levantamento do Cremesp considerou todos os registros de especialistas. Foram, assim, contabilizados especialistas em atividade em São Paulo. Pediatras, ginecologistas e obstetras somam profissionais, 21,80% do total, ou mais de um quinto dos especialistas do Estado. Outros médicos se concentram nas dez especialidades seguintes mais procuradas, de forma que nas 12 áreas mais numerosas estão 65,65% de todos os especialistas. A tabela 1 traz o ranking de todas as especialidades médicas, considerando primeira, segunda e terceira opções dos médicos, no caso daquels que tem mais de um título Já o gráfico 1 mostra a pirâmide etária dos especialistas e generalistas dividida em três faixas de idade, o que revela a grande concentração de especialistas entre 30 e 60 anos. Cabe ressaltar que médicos com menos de 30 anos ainda estão em processo de especialização e os mais velhos, das últimas faixas etárias, não vivenciaram as especialidades tituladas nos moldes atuais. Para o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, o novo censo estadual de especialistas é mais um esforço do Cremesp em contribuir, com dados inéditos e de qualidade, com o debate atual sobre a disponibilidade de médicos em relação às necessidades de saúde da população e sobre a formação médica, o que in- clui a ampliação do direito de acesso de todos os médicos à Residência Médica e à especialização. O detalhamento de informações e análises sobre especialidades será divulgado em breve no estudo Demografia Médica no Estado de São Paulo, que trará, dentre outros dados, a distribuição dos especialistas segundo sexo, idade e região. Demografia Médica O censo de especialidades faz parte do trabalho Demografia Médica no Estado de São Paulo, que por sua vez é um suplemento do estudo Demografia Médica no Brasil, cujo primeiro volume foi lançado em dezembro de 2011, fruto de parceria do Conselho Federal de Medicina com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Gráfico 1 Doze especialidades concentram 65% dos Residência Médica ou têm título emitido p Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral e Anestesiologia repre Pirâmide etária dos médicos especialistas e generalistas dividida em 3 faixas etárias São Paulo, 2012 Mais de uma especialidade Para efeito desse trabalho, o Cremesp considerou até três especialidades de cada médico. Desta forma, além dos médicos titulados contados como um profissional, somou-se também a segunda opção um total de e também a terceira, com 372 registros. Pode-se dizer, desta forma, que especialistas estão em atividade no Estado, dentre eles com registro em mais de uma área. É fato que, por um lado, essa opção traz uma duplicação em parte do universo. Por outro, ela torna mais real a dimensão de cada especialidade e revela com quais especialistas o sistema de saúde e o mercado de trabalho podem eventualmente contar. Fonte: Cremesp/CNRM/AMB; Pesquisa Demografia Médica no Estado de São Paulo, Jornal do Cremesp Outubro 2012

9 especialidades profissionais que concluíram or sociedade de especialidade médica sentam 35% do total de especialistas Médico generalista Para o estudo do Cremesp, generalista é o médico sem título de especialista. Como parâmetro, recorreu-se à Resolução CNE nº 4, de 7/11/2001, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina que afirma, em seu art. 3º, que o curso de Medicina tem como perfil do formando egresso/profissional o médico com formação generalista. Também foi levada em conta a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego, que não atribui nenhuma especialidade ao médico generalista (Código ). Neste levantamento, portanto, generalista não se refere ao especialista em Clínica Médica nem ao especialista em Medicina da Família e Comunidade. Não há consenso sobre o termo generalista, empregado de várias formas por entidades médicas e programas governamentais. Na literatura internacional existem diferentes definições para generalista, que varia conforme a concepção dos cursos de Medicina, a organização dos sistemas de saúde dos países e a prática da profissão médica. Em alguns países, generalista é todo especialista formado em qualquer das especialidades básicas; em outros, é sinônimo do médico de família. Tabela 1 Ranking das especialidades médicas no Estado de São Paulo, considerando primeira, segunda e terceira opções São Paulo, 2012 Ranking Especialidades médicas Total 1º Pediatria º Ginecologia e Obstetrícia º Cirurgia Geral º Anestesiologia º Clínica Médica º Ortopedia e Traumatologia º Cardiologia º Oftalmologia º Radiologia e Diagnóstico por Imagem º Medicina do Trabalho º Psiquiatria º Dermatologia º Otorrinolaringologia º Cirurgia Plástica º Medicina Intensiva º Medicina de Tráfego º Urologia º Endocrinologia e Metabologia º Acupuntura º Neurologia º Infectologia º Cirurgia Vascular º Nefrologia º Cirurgia do Aparelho Digestivo º Neurocirurgia º Homeopatia º Cancerologia º Pneumologia º Gastroenterologia º Hematologia e Hemoterapia º Patologia º Reumatologia º Endoscopia º Cirurgia Cardiovascular º Medicina de Família e Comunidade º Patologia Clínica/Medicina Laboratorial º Medicina Preventiva e Social º Nutrologia º Alergia e Imunologia º Geriatria º Mastologia º Cirurgia Pediátrica º Coloproctologia º Cirurgia de Cabeça e Pescoço º Medicina Física e Reabilitação º Medicina Nuclear º Medicina Esportiva º Cirurgia Torácica º Radioterapia º Cirurgia da Mão º Medicina Legal e Perícia Médica º Angiologia º Genética Médica Total Fonte: Cremesp/CNRM/AMB; Pesquisa Demografia Médica no Estado de São Paulo, 2012 Outubro 2012 Jornal do Cremesp 9

10 Bioética Sigilo diante de seguros de vida motiva revisão do Código de Ética As circunstâncias de morte do paciente, além das contidas na declaração de óbito, não podem ser informadas por médicos às empresas de seguro de vida, familiares ou quaisquer outros interessados, nem mesmo com consentimento expresso do representante legal. A relevância do tema levou o Conselho Federal de Medicina (CFM) a alterar o Código de Ética Médica de 2010 algo não observado, por exemplo, nos textos antecessores de 1984 e Entre as razões para a decisão figura a existência de impropriedade legal no enunciado do Art. 77 do Código, que, antes desta revisão, abria a possibilidade de o representante legal permitir a terceiros o acesso ao conteúdo da ficha médica ou do prontuário do paciente. Conforme destaca Carlos Vital Tavares Corrêa, vice-presidente do CFM e relator da Resolução CFM 1997/12, que trouxe a alteração, dados presentes no prontuário contam com amparo constitucional, justamente por se ligarem à ideia de preservação da intimidade. Além disso, se não existisse o sigilo profissional, os médicos se deparariam com situações que inviabilizariam o seu trabalho, pois ninguém os procuraria por recear que informações pessoais fossem transmitidas a outrem. A declaração de óbito constitui-se na base do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, que subsidia a adoção de prioridades da política de saúde pública em geral e epidemiológica em Texto do artigo 77 abria a possibilidade de terceiros acessarem a ficha médica ou prontuário do paciente Vital argumenta que, em algumas circunstâncias, não é o diagnóstico que o paciente deseja manter em segredo, mas as circunstâncias que deram origem à doença. Intenção Em geral, o anseio das seguradoras é identificar pontos que indiquem o chamado nexo causal entre informações presentes no prontuário do paciente e a sua morte, buscando argumentos capazes de justificar, entre outras coisas, o não pagamento de pecúlio à família, explica Desiré Carlos Callegari, conselheiro representante do Estado de São Paulo no CFM. Não há dilemas em relação ao próprio paciente solicitar ao seu médico que disponibilize cópias da ficha de atendimento ou do prontuário ou quando requisitado pelos Conselhos Federal ou Regional de Medicina, como explicita a resolução CFM nº 1.605/ 2000, que normatiza o tema. Conflitos podem surgir, explica Callegari, quando o atendido deseja preservar informações de foro íntimo e, portanto, não compartilhadas nem com parentes próximos, apenas com o médico de sua confiança. Relacionam-se, por vezes, a doenças pregressas ou ao uso de drogas. Não há dúvida de que se fornecêssemos às empresas o conteúdo da ficha médica ou do prontuário, revelaríamos o que tivemos conhecimento durante as consultas, salienta. Por outro lado, explica, se por algum motivo a seguradora considerar que necessita de informações além das disponibilizadas pela declaração de óbito, nada a impede de apelar à Justiça, para que esta designe um perito judicial, também preso ao sigilo profissional, com acesso a informações tidas como relevantes. O importante é deixar claro que nós, médicos, não temos legitimidade para facilitar este processo, resume. A perícia restringe-se aos fatos em questionamento e não a todo o conteúdo do prontuário. Algumas informações, e não todas ali postadas, podem auxiliar a Justiça a elucidar um crime ou apurar responsabilidade civil de um ato negligente, imprudente ou imperito. E, em alguns casos, a prestar informações para fins de ressarcimento de seguros e outras indenizações, admite Vital. Declaração de Óbito é suficiente como documento para seguradoras particular. Depreende-se daí que detalhes nela contidos e fornecidos pelo médico são de ordem pública e, portanto, não estão presos à ordem do sigilo, como seriam os relativos ao prontuário do paciente. Artigo 77 do Código de Ética Médica Como era É vedado ao médico: Art. 77. Prestar informações a empresas seguradoras sobre as circunstâncias da morte do paciente sob seus cuidados, além das contidas na declaração de óbito, salvo por expresso consentimento do seu representante legal. Como fica É vedado ao médico: Art. 77. Prestar informações a empresas seguradoras sobre as circunstâncias da morte do paciente sob seus cuidados, além das contidas na declaração de óbito. Essas informações são consideradas, na Resolução 1997/2012, como suficientes, em princípio, aos anseios das empresas seguradoras. Ou seja, não há razão jurídica para que exijam cópia do prontuário médico para pagar benefícios a quaisquer valores aos familiares do paciente falecido, conforme entendimento pacífico do Supremo Tribunal Federal (STF), opina o relator da Resolução CFM 1997/12, Carlos Vital. Direito ao sigilo O médico não pode, sem o consentimento do paciente, revelar o conteúdo do prontuário ou ficha médica (Res. CFM n 1.605/2000); É vedado ao médico revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício da sua profissão (...) mesmo que o paciente tenha falecido (Código de Ética Médica); Aquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade eu tiver visto ou ouvido que não seja preciso divulgar, conservarei inteiramente secreto (Juramento de Hipócrates); É proibido revelar a alguém, sem justa causa, segredo de que se têm ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem (Código Penal). Direito à privacidade São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, (Art. 5, parágrafo X, Constituição Federal); Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação (Declaração Universal de Direitos Humanos, 1948); A privacidade de decisão aponta para escolhas autônomas sobre os assuntos pessoais e íntimos que constituem a vida privada (Enciclopédia de Bioética, 1995); A quebra do princípio de privacidade significa o acesso desnecessário ou uso de informações sem a devida autorização do paciente (Francisconi CF, Goldim JR, Iniciação à Bioética, 1998). 10 Jornal do Cremesp Outubro 2012

11 Plenária temática Médico é responsável pelos dados da declaração de óbito Aimportância do preenchimento correto dos dados da declaração de óbito (DO) pelo médico foi o tema da plenária especial que aconteceu no dia 21 de setembro, na sede do Cremesp. João Ladislau Rosa, coordenador do Departamento de Comunicação, e conselheiro responsável pela organização do evento, abriu os trabalhos juntamente com o vice-presidente do Cremesp, Mauro Aranha de Lima, que representou o presidente Renato Azevedo no encontro. Ladislau lembrou a importância do tema para os presentes: o documento que atesta o óbito de um paciente representa o último retrato da narrativa de toda uma vida, e por essa razão deve ser preenchido com atenção e especificidade. A dignidade do indivíduo alvo de tratamento jamais deve ser submetida ou ferida, destacou o vice-presidente do Cremesp, Mauro Gomes Aranha, durante debate sobre Drogadição saúde, segurança e assistência social, realizado no dia 17 de setembro, na Câmara Municipal de São Paulo. Promovido pela Escola do Parlamento ligada ao Legislativo paulistano, o evento reuniu, além de Mauro Aranha, o antropólogo e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), Maurício Fiore; o psicólogo Bruno Ramos Gomes, coordenador do Centro de Convivência É de Lei (ONG que atua junto aos usuários de crack no centro de São Paulo); e o psiquiatra Cláudio Jerônimo da Silva, do conselho Ladislau (1º à dir.): atenção no preenchimento do atestado Para o antropólogo Maurício Fiore, do Cebrap, as iniciativas públicas de tratamento da dependência do crack não funcionam quando mescladas às que visam à recuperação urbanística do centro. O vice-presidente do Cremesp, Mauro Aranha, lembrou que ações em áreas como a Cracolândia, quando associadas a políticas urbanísticas de conotação Para Ruy Laurenti, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP, que ministrou a palestra Importância e Uso das Informações de Mortalidade, frequentemente os médicos não têm ciência da importância desse documento, e acreditam que basta registrar a morte e sua causa imediata. Entretanto, os dados que devem ser inseridos no documento são fundamentais para o registro de informações sobre a saúde da população como um todo, afirmou. Preenchimento Na palestra Aspectos Legais e Conceituais na Declaração de Óbito, Maria Helena Prado de Mello Jorge, professora do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP, alertou que o documento de registro de óbito representa a prova de cessação de vida do indivíduo e dos seus direitos como pessoa, formalizando o repasse dos mesmos à família. Ao analisar o formulário para o preenchimento do registro de óbito pelo médico, disse que, hoje, o profissional de medicina é responsável pelos dados inseridos em todo o documento, como condições e causas do óbito. Maria Lúcia de Moraes Bourroul, médica do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade de São Paulo (PRO- AIM/CEInfo/SMS), apresentou uma aula prática sobre Preenchimento da Declaração de Óbito. Chamou a atenção para o espaço do formulário referente ao registro da morte propriamente dita, conhecido pelos médicos como campo 40 (bloco V), que especifica as condições de óbito do paciente. Para ela o médico deve considerar a cadeia de acontecimentos patológicos que levaram diretamente ao desfecho, para emitir seu registro de morte. A declaração de óbito é um impresso público, e como tal, pode e deve ser entregue pelos hospitais aos médicos que a solicitarem independente de pertencerem ao corpo clínico, desde que apresentem sua identidade profissional. Políticas de saúde Cremesp discute drogadição em evento na Câmara gestor da Unidade de Pesquisas de Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Uniad/ Unifesp). As políticas públicas municipais para o problema do crack em São Paulo e as ações na área central da cidade, conhecida como Cracolândia, foram tópicos de destaque do debate. Mauro Aranha (1º à dir.): a dignidade do indivíduo jamais deve ser submetida ou ferida Palestrantes questionam iniciativas públicas para o tratamento da dependência Os dados inseridos no documento são fundamentais para o registro de informações sobre a saúde da população higienista, estigmatizam o usuário da droga, que passa a ser visto como o indivíduo sujo, que deve ser retirado do local que precisa ser limpo. Fiore acrescentou que a dependência de crack não é a única e pode não ser a principal adversidade dos frequentadores da Cracolândia. A maioria das pessoas aponta que tem outros problemas, como desemprego, condições de vida precárias e carências, concluiu. Fiore defendeu um trabalho incisivo de prevenção ao abuso de drogas no âmbito das políticas municipais como, por exemplo, na educação infantil. A Prefeitura de São Paulo poderia estar na vanguarda, ainda que com limitações, na regulamentação das substâncias psicoativas, afirmou. Para ele, o que foi feito em relação à regulamentação do consumo de cigarro também poderia ser pensado para o álcool. Até hoje, São Paulo não desenvolveu, de fato, uma política de redução de danos, afirmou o antropólogo, em referência ao problema epidêmico de adição ao crack na cidade. Outubro 2012 Jornal do Cremesp 11 Foto: Beatriz Machado Foto: Beatriz Machado

12 Coluna dos conselheiros do CFM Qual o médico que queremos? Desiré Carlos Callegari* Comissões éticas por que obrigatórias? Renato Françoso Filho* Neste outubro, quando se comemora o Dia do Médico, convido a todos gestores, pacientes e, sobretudo, profissionais a fazer um ponto de reflexão: afinal, qual o médico de que o país precisa? Em função do que exala do noticiário, acontece na rotina dos hospitais e se sucede nas rodas de conversa da categoria, percebo que as conclusões estão longe de ser únicas e hegemônicas. Para o governo, o país necessita de um médico dócil, quase domesticado, que não se importe com as condições de trabalho que lhe são oferecidas e nem questione as políticas públicas adotadas. A capacidade e a qualificação desse médico não têm tanta relevância, desde que o ajudem a fazer seu marketing e ignore as limitações impostas pela falta de equipamentos, insumos e de uma rede de referência e de contrarreferência. Já a população sonha com um médico forjado segundo suas necessidades: ativo, preparado, preciso no diagnóstico e no tratamento. Acima de tudo, o paciente quer um médico que conjugue tudo isso com um olhar atencioso, sempre interessado em escutá-lo. Por culpa de Hollywood, visualiza nele algo das séries americanas: um quase super-herói, esquecendo-se de suas necessidades humanas e reais. No entendimento dos mais jovens da categoria, o médico deve ser um profissional bem-sucedido, com ganhos que justifiquem os altos investimentos feitos ao longo de sua formação. Neste caminho, vale trocar o dia a dia das especialidades básicas pelo ambiente sofisticado de clínicas de alto pa- drão. Cria de escolas descompromissadas, tem a vulnerabilidade dos que entendem a Medicina como uma escolha de mercado. Todas essas três visões trazem abordagens limitadas e incompletas, que, se prevalentes, podem comprometer definitivamente a qualidade da assistência oferecida no país. Por outro lado, as contribuições destes três segmentos governo, população e profissionais são fundamentais para responder nossa questão inicial. O médico que o país precisa deve contar com políticas de governo, capazes de dar-lhe condições e amplo apoio no atendimento. Isso implica um reconhecimento por parte do Estado de que é preciso investir fortemente em saúde no país e ser menos midiático. Esse médico ideal também tem de contar com o respeito de seus pacientes, inclusive no reconhecimento de suas limitações. Sua dedicação não deve ser vista como sobre-humana, mas resultado da ação de um profissional apaixonado pelo que faz. O médico que o país precisa tem de fortalecer seu escudo ético. Ele não é um mercador ou garoto-propaganda, nem deve agir como tal. Até pode ter seus projetos pessoais, desde que nunca superiores aos seus compromissos hipocráticos. Será possível ter tudo isso? Não tenho dúvidas de que sim. O quadro que se apresenta já nos dá o caminho das medidas que devem ser empreendidas. Cabe a nós agirmos para que cada uma delas se concretize. Desta forma, responderemos à altura a expectativa do país. O médico que o país precisa deve contar com políticas de governo, capazes de dar-lhe condições de atendimento Comissões de ética ativas certamente contribuem para valorizar todo o corpo clínico da instituição (*)Desiré Carlos Callegari (titular) e Renato Françoso Filho (suplente) são representantes do Estado de São Paulo no Conselho Federal de Medicina No Dia do Médico, 18 de outubro, nos anos pares, são realizadas as eleições das comissões de ética em todas as unidades de prestação de serviço médico em território brasileiro, respeitada a Resolução CFM (RD 1657/ 2002). Essa medida revogou a RD 1215/85, que já determinava a obrigatoriedade de sua constituição em todas as instituições que comportem mais de 15 médicos em seu corpo clínico. O Cremesp já havia editado, em 1998, a RD 83, normatizando as comissões, suas atribuições e normas de eleição. Participando de cursos de capacitação das comissões de ética, atividade pedagógica deste Conselho, observamos a enorme dificuldade que é constituí-las, condição obrigatória para registro da unidade no Conselho. Há um enorme vazio de informação a respeito da finalidade dessas comissões e das demais exigidas pelos conselhos, como as de revisões de prontuário e de óbitos. Parte dos médicos pensa que são absurdas e burocráticas exigências a assoberbar o corpo clínico das instituições com atividades não remuneradas; cargos honoríficos, que irão exigir reuniões, além de eventualmente desencadear desavenças entre colegas, gerar incompreensões e perda de tempo. Foi-se o tempo do trabalho não remunerado, ressalvando que esta é opinião pessoal. Penso que alguma forma há para remunerar aqueles que dedicam parte do tempo, subtraído do trabalho ou do convívio familiar, contribuindo para a qualificação da instituição em que exercem sua prática. Pode ser em abono de horas, valores de consultas, cédulas de presença, enfim, em cada local deve (insisto, a meu ver) ser buscada forma de recompensar os médicos que se dispõem a participar. É lógico que este valor terá mais sentido como incentivo do que propriamente relevância no orçamento dos seus membros. Mas precisa haver, sem, no entanto, caracterizar qualquer vínculo de dependência entre as comissões e as administrações. É dever das direções das instituições de saúde prover recursos para esta finalidade. A participação nas comissões deve orgulhar os que as constituem, na medida em que serão referências éticas, morais e técnicas, eleitos pelos seus pares. Dispõemse a participar aqueles que se preocupam com a forma com que a profissão é exercida e com as condições do trabalho médico. Comissões ativas certamente contribuem para valorizar todo o corpo clínico da instituição, enaltecem a Medicina e os médicos que ali trabalham. As comissões de ética são o próprio Conselho no interior do hospital, pronto atendimento, ambulatório, posto de saúde ou qualquer outro local de trabalho onde existam médicos. Ativas, zelam para as boas práticas e pelo respeito que deve existir entre os pares, demais profissionais e a população assistida. As comissões de ética se relacionam com as demais comissões, com a administração e com os usuários dos serviços, exercendo relevante função aglutinadora que resulta em benefício a todos os envolvidos. 12 Jornal do Cremesp Outubro 2012

13 Ortotanásia Fórum da OAB debate terminalidade da vida Sílvia (à esq.) alertou para as diferenças entre os procedimentos A convite da 3ª subseção da OAB-Campinas, a diretora do Cremesp, Sílvia Mateus, participou do Fórum Disciplinar sobre Ortotanásia, realizado em 19 de setembro, no Instituto Presbiteriano Mackenzie de Campinas. Foi proferida palestra por Tereza Garotti, presidente da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB-Campinas, sucedida por debate. Sílvia, que também é conselheira responsável pela Contemplados do ano de 2012 ao Programa de Bolsas em Ética e Bioética do Cremesp apresentaram, no dia 21 de setembro, os primeiros resultados de seus projetos de pesquisa ao comitê examinador da atividade no auditório da subsede do Conselho, na Vila Mariana. Entre os temas abordados destacaramse a influência da religiosidade em meio a estudantes, médicos e pacientes. Delegacia Regional de Campinas, explicou que os profissionais que não atuam na área da saúde tendem a confundir os conceitos. Segundo ela, a diferença básica entre eles refere-se ao fato de que na eutanásia, sempre há abreviação da vida, enquanto na ortotanásia evita-se o prolongamento do processo da morte, muitas vezes lento e angustiante, tanto para o paciente quanto para os familiares. Espiritualidade nos atendimentos é tema de projetos de pesquisa Clube do Fígado Durante mais de três horas, alunos do 2 ao 5 ano de Medicina os alvos do projeto, trouxeram desdobramentos dos seus estudos e receberam sugestões dos colegas de plateia, orientadores presentes e da banca examinadora, encabeçada, em parceria, pelo conselheiro Reinaldo Ayer de Oliveira e Gabriel Oselka, coordenador do Centro de Bioética do Cremesp. A reunião do dia 2 de outubro foi realizada sob a coordenação da Faculdade de Medicina da USP, tendo como moderador o Dr. Fábio Makdissi e com a participação ativa da platéia na sede e nas Delegacias do Cremesp. Foram discutidos amplamente os diversos aspectos diagnósticos, terapêuticos e evolutivos de dois casos: o de paciente portador de hepatocarcinoma submetido a embolização, e ressecado a seguir; e outro, de paciente portador de metástase hepática de carcinoma colorretal, também submetido à ressecção. Agenda da presidência Azevedo participa de congresso acadêmico na Santa Casa O29º Congresso Médico Acadêmico da Santa Casa de São Paulo (CoMasc), realizado entre os dias 4 e 6 de outubro, teve como proposta promover a atualização e a ampliação dos conhecimentos médicos dos futuros profissionais da área de saúde, por meio de atividade extracurricular sobre temas pouco abordados durante a graduação, mas dignos de enfoque no cenário médico atual. Em sua palestra, o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, abordou questões relativas ao plano de Além das atividades internas do Conselho, Renato Azevedo, como presidente do Cremesp, também participou de: II Congresso Brasileiro de Humanidades em Medicina, realizado no Espor- Saúde do médico é tema de palestra na APM O estudo A Saúde do médico: estudo Cremesp/Unifesp sobre a mortalidade do médico no Estado de São Paulo, de 2000 a 2009 foi o mote de palestra proferida pelo presidente interino do Cremesp, Mauro Aranha, no dia 28 de setembro, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM). Com base em dados provenientes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Datasus, foram obtidos dados de declarações de óbitos de médicos falecidos no Estado de São Paulo entre 2000 e Entre as conclusões Mauro Aranha: médico precisa reconhecer dificuldades e limitações do levantamento, chama a atenção o fato de que, coincidentemente aos dados internacionais, o número de suicídios entre as mulheres médicas é maior do que entre os médicos. Para Além das atividades internas do Conselho, Mauro Aranha, como presidente em exercício do Cremesp, também participou de: Azevedo dá palestra durante Congresso Médico da Santa Casa de SP carreira e distribuição demográfica dos médicos no Brasil. O evento também contou com apresentações feitas por Florisval Meinão, presidente da te Clube Sírio, em São Paulo/SP, de 09 a 11/10; Palestra no seminário Aula/mesa com o tema SUS: desafios atuais, organizada pela Unidade Curricular Saúde Coletiva II: Necessidades em Saúde da Unifesp, realizada no anfiteatro da Unifesp, no dia 03/10; Palestra sobre Como orientar o paciente usuário de drogas e seus familiares, durante um Programa de Associação Paulista de Medicina (APM); e de Jorge Machado Curi, representando a diretoria da Associação Médica Brasileira (AMB). Planos de Saúde Acesso, Informação e Qualidade, na Alesp, no dia 09/10. Mauro Aranha, é necessário que o médico reconheça suas dificuldades e limitações pessoais, não se automedique e procure um colega quando adoecer física e psiquicamente. Educação Médica Continuada em São Joaquim da Barra realizada no anfiteatro da Santa Casa de São Joaquim da Barra, em 04/10; Outubro 2012 Jornal do Cremesp 13

14 Convocações Editais Convocamos Ana Helena Teixeira Patrus de Souza, CRM , a comparecer à Delegacia Metropolitana do Cremesp Vila Mariana, situada na rua Domingos de Moraes, 1810, dentro do prazo de 30 dias, a fim de tratar assunto de seu interesse. Convocamos Juventino Jeremias Villarreal Torres, CRM 98532, a comparecer à Delegacia do Cremesp Regional Zona Oeste, dentro do prazo de 10 dias, a fim de tratar de assunto do seu interesse. Convocamos os médicos abaixo discriminados a comparecer à Delegacia do Cremesp Regional Campinas, situada na rua Francisco Otaviano, 60, 8º andar, dentro do prazo de 30 dias, a fim de tratar assunto de seu interesse. Elizabeth Cristina G. de Carvalho CRM João Vicente Marques de Oliveira CRM Convocamos Claudino Giuliano Aparecido Torres, CRM , a comparecer à Delegacia do Cremesp Regional Guarulhos, situada na rua José Mauricio, 241-8º andar, dentro do prazo de 30 dias, a fim de tratar assunto de seu interesse. Convocamos Luiz Edmundo Motta Junior, CRM , a comparecer à Delegacia do Cremesp Regional Taubaté, situada na rua Visconde do Rio Branco, 100, sala 31-3º andar, dentro do prazo de 30 dias, a fim de tratar assunto de seu interesse. Convocamos Valmir Guilherme Franz, CRM , a comparecer à Delegacia do Cremesp Regional Santos, situada na rua Olintho Rodrigues Dantas, 343, conj. 57, dentro do prazo de 30 dias, a fim de tratar assunto de seu interesse. Convocamos Joper Fonseca Júnior, CRM , a comparecer à Delegacia do Cremesp Regional São José dos Campos, situada na av. Dr. Nelson D Avila, 389, salas 91, 92, 93, dentro do prazo de 30 dias, a fim de tratar assunto de seu interesse. TELEFONES ÚTEIS DO CREMESP CAT Central de Atendimento Telefônico (11) Atendimento Sede Fone: (11) Rua da Consolação, 753 (das 9h às 18 horas) Atendimento na Subsede da Vila Mariana Av. Domingos de Moraes, 1810 (das 9h às 18 horas) Seções Tel. (11) Registro profissional Registro de empresas Atualização de endereços Codame Consultas Éticas Denúncias Processos Disciplinares Cobrança Serviços Tel. (11) Biblioteca Centro de Bioética Cartão DSV Médico Departamento de Fiscalização Rede de Médicos Dependentes Apoio às CEMs Boletim Eletrônico Receba o informativo semanal do Cremesp e mantenha-se atualizado com notícias relevantes para o exercício profissional da Medicina. Acesse e realize seu cadastro gratuitamente. Censura pública em publicação oficial Pena disciplinar aplicada aos médicos: Francisco Affonso de Albuquerque, CRM , Processo Ético-Profissional nº /05, por infração aos artigos 39, 42, 98 e 142 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1.246/88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 11/09/2012. Carlos Hugo Guillaux Chavez, CRM , Processo Ético-Profissional nº /05, por infração aos artigos 29 e 135 do Código de Ética Médica (contido na Resolução CFM nº /88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 14/09/2012. Francisco Ramos Otero, CRM , Processo Ético-Profissional nº /04, por infração aos artigos 29, 57 e 69 do Código de Ética Médica (contido na Resolução CFM nº /88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 14/09/2012. Lourival de Campos, CRM/SP , Processo Ético-Profissional nº /06, por infração aos artigos 63 e 65 do Código de Ética Médica (contido na Resolução CFM nº /88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 14/09/2012. André Afonso Nimtz Rodrigues, CRM , Processo Ético-Profissional nº /08, por infração aos artigos 29, 57, 81 e 85 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1.246/88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 18/09/2012. Carlos Fernando Carvalho Coelho, CRM , Processo Ético-Profissional nº /08, por infração aos artigos 55, 69 e 110 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 18/09/2012. Frederico Sousa Godoi Cintra, CRM , Processo Ético-Profissional nº /06, por infração ao artigo 98 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1.246/88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 18/09/2012. Luiz Antonio Bertozo Sabbag, CRM , Processo Ético-Profissional nº /06, por infração aos artigos 33 e 87 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1.246/88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 18/09/2012. Luis Fernando Tardio Nunez, CRM , Processo Ético-Profissional nº /07, por infração aos artigos 30 e 38 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 18/09/2012. Paulo Antonio Alfano Martin, CRM , Processo Ético-Profissional nº /05, por infração aos artigos 45, 131, 132 e 142 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1.246/88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 18/09/2012. Daniela Fontes da Silva, CRM , Processo Ético-Profissional nº /07, por infração aos artigos 37 e 110 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1.246/88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 25/09/2012. Paulo Marcio Coifman, CRM , Processo Ético-Profissional nº /06, por infração aos artigos 80,132 e 136 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1.246/88), publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 04/10/2012. Edital publicado no DOE, edição de 04/10/ 2012, referente à Suspensão da Pena de Cassação do Exercício Profissional, aplicada ao médico, Fulgêncio Costa Ramos, CRM O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, em cumprimento a decisão judicial proferida nos autos do Agravo de Instrumento em Mandado de Segurança que tramita sob o nº , no Tribunal Regional Federal da Primeira Região, Suspende a pena de Cassação do Exercício Profissional, aplicada ao médico Fulgêncio Costa Ramos, CRM 29667, nos autos do Processo Ético-Profissional nº /05, publicada no DOE, edição de 22/08/2012. Suspensão do exercício profissional por 15 dias Pena disciplinar aplicada ao médico: Komei Samejima, CRM , Processo Ético Profissional nº /04, por infração aos artigos 29, 30, 57 e 69 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88), que deverá ser cumprida no período de 01/10/2012 a 15/ 10/2012, publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 11/09/2012. Suspensão do exercício profissional por 30 dias Pena disciplinar aplicada aos médicos: Bonifácio Novaes de Menezes, CRM , Processo Ético- Profissional nº /06, por infração aos artigos 33, 55, 110 e 113 do Código de Ética Médica, que deverá ser cumprida no período de 01/10/2012 a 30/10/ 2012, publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 18/09/2012. Ivanildo Ferreira do Nascimento, CRM/SP , Processo Ético-Profissional nº /03, por infração aos artigos 29 e 45 do Código de Ética Médica (contido na Resolução CFM nº /88), que deverá ser cumprida no período de 01/10/2012 a 30/10/ 2012, publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 14/09/2012. Roberto Emmanoel Tullii, CRM , Processo Ético- Profissional nº /04, por infração aos artigos 124, 131 e 133 do Código de Ética Médica, que deverá ser cumprida no período de 01/10/2012 a 30/10/2012, publicado no Diário Oficial do Estado, edição de 11/09/ Jornal do Cremesp Outubro 2012

15 Centro especializado Hospital do Homem realiza mais de três mil consultas por mês O câncer de próstata está entre as causas mais frequentes de mortes entre homens. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), novos casos deverão surgir somente no Estado de São Paulo, em Se o Hospital do Homem fosse atender apenas esse tipo de demanda, sua estrutura já seria insuficiente. A oncologia deveria ser uma parte pequena do atendimento, pois grande parte dos pacientes de câncer poderia ser encaminhada ao Instituto do Câncer (Icesp). Mas, pela nossa característica de realizar cirurgias minimamente invasivas, a Secretaria recomendou que passássemos a atender casos de câncer de próstata, bexiga e rim, para suprir as necessidades que são altas não realizadas por outras Médicos que trabalham em postos de saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Ambulatório Médico de Especialidades (AME) ou em hospital da rede estadual de saúde podem encaminhar pacientes ao Centro de Referência da Saúde do Homem, por meio da Central de instituições, diz o coordenador do hospital, Joaquim Claro. Equipamento a laser Para combater doenças da próstata, o hospital dispõe de equipamentos a laser, único em toda a rede uando o ex-secretário de Saúde de São Paulo, Luiz QRoberto Barradas Barata, pensou em criar um hospital específico para o tratamento de patologias do homem ligadas a próstata cálculos renais, incontinência urinária, ejaculação precoce, entre outras, seu projeto previa a criação de, pelo menos, mais cinco unidades iguais à hoje instalada dentro do Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini (antigo Hospital Brigadeiro), o Centro de Referência da Saúde do Homem. Criado em 2008, com investimento total de cerca de R$ 18,2 milhões, e administrado pela Organização Social de Saúde Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), o hospital é considerado o maior centro de saúde especializado na América Latina e referência nacional no tratamento de litíase (cálculo) renal e do aumento benigno da próstata. Cirurgias minimamente invasivas otimizam recursos públicos Encaminhamento de pacientes Referência no tratamento de doenças do rim e da próstata na rede pública em SP, serviço recebe cerca de 30% dos pacientes de outros Estados e até de países da América Latina Hospital terciário e de alta complexidade, o Centro da Saúde do Homem é o único a realizar a fotoablação com laser de diodo de 250W (Urobeam-Dornier), em pacientes com HPB, no regime hospital-dia, com período de internação inferior a 14 horas SUS. A tecnologia existente permite que sete em cada 10 procedimentos realizados na unidade sejam minimamente invasivos, afirma Claro. Segundo ele, este fator proporciona mais segurança e comodidade aos Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross). Os médicos também podem participar de reuniões anatomoclínicas para discussão de casos no Hospital do Homem, às 5ªs-feiras, das 12h às 13h. Mais informações pelo De acordo com o professor livre-docente de Urologia da Unifesp e coordenador do Hospital do Homem, Joaquim de Almeida Claro, o atendimento à população teve início em 2009 e cresceu 100% em um ano. Atualmente, este número chega a 3,1 mil consultas ambulatoriais e 310 procedimentos cirúrgicos a cada mês, diz. Segundo ele, cerca de 30% desses pacientes são oriundos do interior paulista, de outros Estados e até do exterior. usuários e otimiza os recursos públicos, uma vez que o paciente permanece menos tempo internado, gerando uma economia de R$ 1,2 mil por cada pessoa tratada. Núcleos de atendimento O atendimento do Hospital do Homem é dividido em quatro núcleos: Oncologia, responsável por 40% dos atendimentos para combater tumores de rim, bexiga, pênis e testículos; Sexualidade, voltado para adolescentes, adultos e idosos com problemas de ereção e esterilidade; Litíase e retirada de cálculos, que corresponde a 30% do número geral de cirurgias; e Grupo de Patologias da Próstata, destinado a prevenir e tratar tumores, infecções e a hiperplasia prostática benigna (HPB). O hospital também conta com especialistas em nefrourologia (hipertensão renovascular e transplante renal), neurourologia (incontinência urinária) e urologia geriátrica, além de profissionais preparados a prestar apoio psicológico. PNAISH Política Nacional de Saúde do Homem quer ampliar o acesso Relatos dos diversos gestores, pesquisadores e, sobretudo, profissionais que trabalham na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) dão conta de que os homens, em geral, apresentam uma maior resistência em buscar os serviços de saúde com regularidade, possivelmente em função de barreiras socioculturais e institucionais. Em função disso, a maioria apresenta o agravamento de doenças quando busca tratamento. Para reverter esse quadro, o Ministério da Saúde lançou, em 2009, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Segundo Eduardo Chakora, coordenador da Área Técnica da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, o objetivo é alertar a população masculina sobre a necessidade de prevenção de doenças e facilitar e ampliar os serviços de saúde. A iniciativa efetua repasse de verba às unidades de saúde até o momento mais de 130 municípios foram beneficiados por procedimentos urológicos e de planejamento familiar, como a vasectomia, e prevê ampliação em até 20% no número de ultrassonografias de próstata. Outubro 2012 Jornal do Cremesp 15

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