PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTU SENSU MESTRADO PROFISSIONAL EM PSICANÁLISE, SAÚDE E SOCIEDADE CHRISTIANNE OTERO OS LAÇOS SOCIAIS NA ERA VIRTUAL:

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1 9 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTU SENSU MESTRADO PROFISSIONAL EM PSICANÁLISE, SAÚDE E SOCIEDADE CHRISTIANNE OTERO OS LAÇOS SOCIAIS NA ERA VIRTUAL: UM NOVO DISCURSO? Rio de Janeiro 2013

2 10 Christianne Otero OS LAÇOS SOCIAIS NA ERA VIRTUAL: UM NOVO DISCURSO? Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade da Universidade Veiga de Almeida (RJ), como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Psicanálise, Saúde e Sociedade. Área de concentração: Psicanálise, Sociedade e Práticas Sociais. ORIENTADORA: Professora Doutora Betty Bernardo Fuks Rio de Janeiro 2013

3 9 DIRETORIA DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTU SENSU E DE PESQUISA Rua Ibituruna, 108 Maracanã Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) (21) FICHA CATALOGRÁFICA O87l Otero, Christianne. Os Laços sociais FICHA na CATALOGRÁFICA era virtual: um novo discurso? / Christianne Otero, f : il. ; 30 cm. Dissertação (Mestrado) Universidade Veiga de Almeida, Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade, Rio de Janeiro, Orientação: Prof a. Dra. Betty Bernardo Fuks.. 1. Psicanálise. 2. Laços Sociais. 3. Sociedade Digital. I. Fuks, Betty Bernardo. II. Universidade Veiga de Almeida, Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade. III. Título. CDD Decs Ficha Catalográfica elaborada pelo Sistema de Bibliotecas da UVA Biblioteca Maria Anunciação Almeida de Carvalho

4 10 Christianne Otero OS LAÇOS SOCIAIS NA ERA VIRTUAL: UM NOVO DISCURSO? Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação - Strictu sensu -Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade da Universidade Veiga de Almeida (RJ), como requisito parcial à obtenção do título de Mestre. Área de concentração: Psicanálise, Sociedade e Práticas Sociais. Aprovada em 16 de julho de 2013 BANCA EXAMINADORA Profa. Dra. Betty Bernardo Fuks Universidade Veiga de Almeida Profa. Dra. Gloria Sadala Universidade Veiga de Almeida Prof. Dr. Marco Antonio Coutinho Jorge UERJ Banca Externa

5 11 AGRADECIMENTOS Agradeço à minha orientadora Profa. Dra. Betty Bernardo Fuks por sua dedicação, expertise e gentileza, que permearam todas as etapas da escrita dessa dissertação. Passos que começaram na sugestão da pesquisa e que levaram ao desejo de explorar esse tema no decorrer de quatro anos de trabalho. Agradeço também aos membros da banca examinadora pelos apontamentos no exame de qualificação, que muito ajudaram a dar corpo a essa dissertação. Agradeço aos meus amigos e familiares pela paciência e compreensão por tantas ocasiões em que estive mergulhada nos estudos e privada de sua companhia.

6 12 RESUMO A presente dissertação de mestrado visa analisar as novas formas de laço social, a comunicação e a subjetivação do indivíduo inserido no século XXI. O universo virtual viabilizado pela tecnologia computacional, seus gadgets e a integração de seus produtos com uma rede de comunicação interligada globalmente, por certo exerce considerável impacto no sujeito contemporâneo. Através de uma exploração interdisciplinar, buscaremos explorar a revolução tecnológica digital e sua interação com o sujeito contemporâneo para que possamos estar preparados para os desafios trazidos à clínica. Entre os objetivos de investigação desse trabalho, assinalamos a intenção de estudarmos até que ponto os mundos virtuais- MUDS (domínios de multiusuários na internet)- podem servir de palco para a prática de aspectos de si. Buscaremos lançar luz à nova realidade que habitamos na atualidade - uma cultura muito diferente à anterior à invenção da Internet e ao mesmo tempo sustentar o vigor da psicanálise como método de intervenção clínica frente às novas subjetividades. Algumas questões se colocaram durante a pesquisa: podemos estar diante de um novo discurso? Podemos conceber uma nova forma de laço social nos dias de hoje? Estaríamos diante de um novo mito, o da mãe virtual, a Rede, caracterizada por ser democrática, colocando diante de seus filhos um infinito universo onde estes podem brincar, pesquisar, se conectar, se expressar e se relacionar? Levantamos a hipótese da formulação de um novo discurso diante da atual conjuntura- o Discurso Virtual- que procura ilustrar a posição do sujeito ao entrar na Rede, no universo virtual. Palavras-chave: Psicanálise. Laços sociais. Discurso. Fantasia. Virtual.

7 13 ABSTRACT This dissertation aims to analyze new forms of social links, communication, and the subjectivity of the individual inserted in the 21st century. The virtual universe made possible by computer technology, its gadgets and the integration of its products with a network of communication interconnected globally, by certain exerts considerable impact on the contemporary subject. Through an interdisciplinary exploration, we will seek to exploit the digital revolution and its interaction with the contemporary subject so that we can be prepared for the challenges brought to the clinic. Among the objectives of this research work, we intend to examine to what extent the virtual worlds- MUDS (multiuser domains on the internet)- can serve as a stage for the practice of aspects of oneself. We will seek to shed light on the new reality that we live in today and at the same time sustain the force of psychoanalysis as a method of clinical intervention ahead new subjectivities. Some issues have been raised during the research: may we be facing a new discourse? May we conceive a new form of social link nowadays? Would we be facing a new myth, the Virtual Mother, represented by the Web, with the characteristic of being democratic, displaying among her sons an infinite Network where they can play, research, connect, express themselves and relate? We have raised the possibility of formulating a new discourse before the current conjecture- the Virtual Discourse- one that illustrates the position of the subject while entering the virtual world. Keywords: Psychoanalysis. Social Links. Discourse. Fantasy. Virtual.

8 14 SUMÁRIO 1 Introdução 9 2 O contexto sócio-histórico contemporâneo Os laços sociais em uma sociedade da imagem A comunicação na sociedade tecnológica digital Os laços sociais nos Discursos de Lacan 44 3 O conceito de fantasia na teoria freudiana 54 4 A constituição do Eu Sigmund Freud Jacques Lacan Françoise Dolto Donald Winnicott 91 5 A Internet e os mundos virtuais MUDS Multiplicidade de corpos, fronteiras metafóricas, janelas O circuito da fantasia nos MUDS A clínica contemporânea em sintonia com os internautas Conclusão Referências Bibliográficas 114

9 9 1 Introdução A presente dissertação de mestrado visa analisar as novas formas de laço social, comunicação e subjetivação do indivíduo inserido no século XXI. O universo virtual viabilizado pela tecnologia computacional, seus gadgets e a integração de seus produtos em uma rede de comunicação interligada globalmente, por certo exerce considerável impacto no sujeito contemporâneo. A análise dessa nova conjuntura pode interessar a muitos campos do saber, contudo, no que concerne a esse trabalho, faremos um recorte buscando reflexões advindas da Psicanálise, da Filosofia, Sociologia e da Antropologia - áreas que tomam o Homem em sociedade como objeto central de suas evoluções. Algumas questões se colocaram durante a pesquisa: estaríamos diante de um novo discurso? Podemos conceber uma nova forma de laço social nos dias de hoje? Essas questões nos levaram a fortalecer o estudo em torno da teoria freudiana e lacaniana e estabelecer conexão da psicanálise com a comunicação e a teoria crítica da cultura. A singularidade da prática psicanalítica contribui à reflexão nos oferecendo um setting onde a clínica ganha uma dimensão epistemológica, produtora de conhecimento, uma vez que se trata de um lócus privilegiado onde pode haver tanto o lançamento de hipóteses quanto suas subsequentes verificações. A pesquisa vem somar-se a esse campo de prática no sentido de ampliar e embasar a investigação, que na contemporaneidade atinge dimensões globais proporcionadas pelo avanço da tecnologia computacional, que por sua vez viabilizou a integração da comunicação e das relações humanas sem fronteiras através de redes de computadores (Lemos, 2010; Lèvy, 1996; Santaella, 2004, 2007, 2010; Turkle, 1984, 1986, 1995, 1997, 2011). A pesquisa que deu corpo à dissertação de Mestrado desenvolvida nesta Instituição foi catalisada por um incentivo inicial da FAPERJ (Fundação de amparo ao pesquisador do Rio de Janeiro) em um projeto de Iniciação Científica.

10 10 Escolhemos estudar o novo contexto no qual vivemos através de uma lente psicanalítica pois acreditamos que a teoria elucubra um instrumental preciso nessa investigação. Freud já nos mostrava, desde o século passado, que o novo é um ativo que pode assustar muitas pessoas, mas que também tem a propriedade de mover o sujeito a realizar descobertas e invenções, e até mesmo gerar mudanças de paradigma que podem impactar a cultura como um todo. No século XV, por exemplo, o advento da imprensa por Gutenberg suscitou prognósticos de que a facilidade de acesso aos livros promoveria a preguiça intelectual. Hoje podemos atestar sem sombra de dúvida que esse prenúncio pessimista felizmente não se procedeu: as editoras publicam livros continuamente e o homem não cessa sua atração intrínseca por novos conhecimentos e inovações nas mais diversas áreas do saber e da ciência. No século XVIII foi a revolução industrial o fenômeno mundial que de maneira avassaladora afetou o processo produtivo mundial a nível econômico e social. Máquinas foram construídas para trazer maior produtividade às indústrias, ocorreram automatizações em inúmeros processos devido ao desenvolvimento operacional; operários tiverem de reciclar suas habilidades profissionais e, mais uma vez, surgiram presságios que advertiam para o fim do trabalho proletário, o que obviamente não se configurou. Observamos através da história que invariavelmente ocorrem resistências ao novo, mas apesar das obstinações surgidas em todas as épocas, não houve o que contivesse as mudanças rumo aos avanços da civilização. Sabemos que desde sempre o homem responde àquilo que lhe escapa com defesas que implicam desde a fuga, a renúncia ou a negação até a realização do desejo de conquistar e dominar o novo. Freud já dizia que a resistência ao novo, ao desconhecido, pode vir a desembocar na intolerância, atitude que por um lado pode ser vista como uma defesa erguida pelo sujeito na expectativa de se proteger, mas que por outro lado o fada à ignorância e o predispõe à violência. São inevitáveis as transformações na sociedade decorridas por revoluções, invenções ou descobertas, pois estas penetram as culturas de forma irreversível, deixando seu legado.

11 11 Nos dias de hoje atravessamos uma nova revolução a digital - que transformou seus produtos, seus gadgets, em objetos de consumo intensamente cobiçados e que por serem tão desejados, se tornaram verdadeiras próteses do ser. Próteses que foram incorporadas com tal intensidade que muitos não concebem viver sem elas na atualidade, são elas: celulares, tablets, laptops, pulseiras e dispositivos que colocados dentro do tênis ou junto ao corpo medem gasto de calorias, desempenho atlético, óculos e relógios que além de terem um design irado, acessam uma rede mundial de computadores interligados entre si. Atualmente possuir os produtos dessa tecnologia semelha ser constitucional e imprescindível para o homem civilizado; alguns resistem com menor ou maior intensidade, mas é certo que essa resistência os coloca à margem de uma sociedade que cada vez mais invoca o uso desses dispositivos, uma vez que o imediatismo e a instantaneidade são demandas culturais em processo de sedimentação. A rede mundial de computadores, notoriamente denominada Internet, foi o grande marco da revolução tecnológica pois arrebatou o homem em todas as suas relações, seja na esfera da comunicação, da pesquisa, do conhecimento, dos negócios ou das relações afetivas. O inventor da World Wide Web (www), o cientista britânico Tim Berners-Lee, é considerado um dos maiores gênios vivos do mundo segundo o levantamento Top100 Living Geniuses da consultoria Creators Synectics, empresa britânica de consultoria global. Os cem maiores gênios vivos foram compilados por um painel de seis especialistas nos quesitos criatividade e inovação. A empresa responsável pelo levantamento enviou s a britânicos no verão de 2007 e pediu-lhes para nomear até 10 pessoas vivas que considerassem gênios. A cada gênio foi então atribuída pontuação de zero a dez com base em critérios que incluíram: mudança de paradigma, poder intelectual, aclamação popular, realização e importância cultural. Segundo esses critérios, Berners-Lee, o inventor da Internet, foi eleito um dos maiores gênios vivos da atualidade. Em 25 de dezembro de 1990, com a ajuda de Robert Cailliau, colega seu que trabalhava para o CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), o jovem cientista implementou a

12 12 primeira comunicação bem-sucedida entre um cliente HTTP (protocolo de transferência de hipertexto) e o servidor através da internet. Em seis de agosto de 1991 ele postou um resumo no grupo de notícias alt.hypertext. Essa data marca a estreia da Web como um serviço publicado na Internet. Desde sua criação há pouco mais de vinte anos, a internet aumenta sua penetração numa impressionante progressão. Na maior parte dos países industrializados, quase 80% da população está conectada à internet de casa, e o mesmo se aplica para as classes médias urbanas da maior parte dos países em desenvolvimento. Os países onde as taxas de aumento das conexões são as mais elevadas são o Brasil, a Rússia, a Índia e a China (LEMOS e LEVY, 2010). O número de usuários de internet hoje está estimado em 2 bilhões de pessoas (1). O fenômeno da Internet e seu impacto na subjetividade é um território incógnito que requer pesquisa, uma vez que sua influência na construção das identidades pode ser relevante, e até mesmo tempo surpreendente. O impacto dessa nova tecnologia nas relações sociais, pessoais e econômicas abalou a maneira como as pessoas se comunicam e se relacionam - representou economia de dinheiro para as empresas e agilidade nas negociações. Um documento que poderia levar semanas para chegar na China, por exemplo, hoje chega instantaneamente quando enviado por . Não há mal prognóstico que contenha essa escalada, e embora surjam resistências e presságios nefastos, não podemos deixar de perscrutar o que de positivo acompanha o mundo digital e a internet. Ambos estão aqui para ficar: penetram de forma contundente a cultura e a subjetividade dos que vivem no século XXI. Através de um exploração interdisciplinar, buscaremos explorar o fenômeno tecnológico digital e sua interação com o sujeito contemporâneo para que possamos estar preparados para os desafios trazidos à clínica - principalmente através de crianças e adolescentes uma vez que são estes os que já nasceram nesse cenário e que revelam uma interação com a máquina que se torna cada dia mais íntima e pujante. Estes jovens sujeitos são os denominados - segundo artigo

13 13 de Marc Prensky 1 publicado na coletânea de artigos reunidas no livro Digital Divide (PRENSKY in BAUERLEIN, 2011) - os nativos digitais, aqueles que nasceram na era digital, enquanto os que nasceram antes disso são os imigrantes digitais. Prensky levanta a hipótese de que o cérebro dos nativos digitais mudou fisicamente a ponto de os habilitarem a pensar e processar informação de maneira diversa aos seus predecessores. Estão acostumados com a instantaneidade do hipertexto e gostam de processar diversas coisas paralelamente e multitarefar (...) Eles têm estado conectados em rede na maior parte de suas vidas; têm pouca paciência para palestras ou para a lógica passo-apasso (Ibid., p. 6). Prensky afirma que as crianças que cresceram na presença de computadores pensam de forma diferente daquelas que nasceram antes da invenção. Elas desenvolvem mentes hipertexto [...] pulam de uma coisa para outra como se suas estruturas cognitivas fossem paralelas e não sequenciais (Ibid., p. 16). O autor defende a ideia da plasticidade cerebral alegando que o cérebro se molda às exigências, ou estímulos, do ambiente. Prensky defende mudanças na área da educação, envolvendo maior uso de jogos e multimídia nas aulas para que possam prender a atenção e estimular o desejo de aprendizado nessa nova geração. Nicholas Carr 2, autor do notório artigo Is Google making us stupid? ( O Google está nos tornando burros?), também parte dessa coletânea, afirma que jamais um sistema de comunicação representou tantos papeis ou tenha exercido tanta influência no pensamento e na vida das pessoas como a Internet exerce hoje (Ibid., p. 63). Carr levanta a hipótese de que quanto mais usamos a internet, mais teremos de lutar para manter o foco quando lemos artigos mais longos, e menciona como exemplo Scott Karp, autor de um blog sobre mídia online que confessou que havia parado de ler livros, apesar de ter sido um fervoroso leitor na universidade. Scott especula: E se eu faço toda a leitura na Web não tanto porque a minha maneira de ler mudou, ou seja, estou apenas buscando 1 Prensky é escritor e inventor nas áreas de educação e tecnologia nos E.U.A. 2 Nicholas Carr é editor da Harvard Business Review e autor de diversos livros como, The Shallows: What is 2 Nicholas Carr é editor da Harvard Business Review e autor de diversos livros como, The Shallows: What is the Internet doing to our brains (2010).

14 14 conveniência, mas isso porque a minha maneira de pensar mudou? (Tradução nossa, Ibid., p.65). Ainda em Digital Divide, Steven Johnson 3 escreve o artigo The Internet onde descreve a diferença entre as mídias televisão e a Web como uma diferença entre sentar-se recostado, no caso da televisão e sentar-se inclinando-se para a frente no caso da Web. O que ele quer dizer é que diante da Web a pessoa precisa se inclinar em direção ao teclado, ou à tela, se engajar em alguma ação, focar, enquanto que diante da TV o sujeito ficaria numa posição contemplativa, inerte, sem participação. Ou seja, diante da Web o sujeito está interagindo com o outro, seja através de jogos, de chats ou da pesquisa. O entrar na rede demanda uma atitude da pessoa, exige interação. Em suas palavras: A tela não é apenas algo que você manipula, mas uma coisa na qual você projeta a sua identidade sobre, um lugar para trabalhar a história da sua vida no seu desenrolar (Tradução nossa, Ibid., p. 29). Segundo Johnson, a sociedade da televisão trancava as pessoas em seus aposentos, longe da vitalidade dos locais públicos, enquanto a Web acaba com esse isolamento ensinando as pessoas novas formas de se conectar (Ibid., p. 33). No artigo Social Currency (Moeda Social, nossa tradução), Douglas Rushkoff enfatiza a sua opinião de que não é conteúdo que as pessoas buscam na Internet segundo ele, as pessoas buscam contato. Não importa o quão colorido você faça, o conteúdo nunca será Rei no mundo wireless. Não é o conteúdo que importa é o contato (Ibid., p. 127). Rushkoff defende a tese de que o que faz a Internet especial é a sua capacidade de nos fazer interagir uns com os outros, primeiro de uma forma assíncrona através de s e depois ao vivo, como nos jogos e em produções próprias como vídeos, fotos e conversas em rede sociais ou salas de chat. O autor alega que não importa o quanto os celulares são leves ou que suas telas sejam coloridas, pois ninguém quer fazer sexo com a 3 Steven Johnson é editor da revista Wired e colunista da revista Discover Magazine e autor de diversos livros na área da ciência.

15 15 máquina. Eles querem fazer sexo uns com os outros (Ibid., p. 129), e para isso a Internet pode ser uma mídia importante de conexão. Em sintonia com Rushkoff, o sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Muniz Sodré, ao analisar o movimento de protestos dos jovens nas ruas brasileiras que ocorre nesse momento, expõe a sua opinião no artigo O êxtase da conexão. Ele diz: É de extraordinária pertinência esse homens e coisas envoltos em resplendores de diamante, esse entusiasmo que chega ao êxtase, pois a tecnologia eletrônica produto notável da consciência hegemônica propicia a todos, a todos nós, um entusiasmo extático. Não se trata de nenhuma grande mensagem transmitida, nenhuma revelação partilhada, pois toda essa história de conteúdo na mídia se resume na popularíssima expressão americana bullshit. Trata-se mesmo do êxtase da conexão. E dificilmente se entra em êxtase de olhos abertos. Não à toa, um dos cartazes da manifestação de rua pedia à polícia: Não atirem nos meus sonhos! (MUNIZ, S. Mimeo). Que sonhos são esses? O que vemos nas ruas revela o desejo inconsciente de uma massa, que desemparada, enganada e desenganada pelo grande Outro- aqui nos referimos ao Governo e seus representantes políticos-, busca desesperadamente opções que lhe confiram a sensação de pertencimento, de conexão. Em paralelo ao descaso evidenciado pelas atitudes dos governantes em relação ao seu povo-, descaso manifestado pelo não provimento de bons serviços na área da Saúde, da Educação entre outras, por um sistema de transporte coletivo decadente, ultrapassado, caro e mal gerido, que leva a população a enfrentar horas de congestionamento nas idas e vindas ao trabalho todos os dias, pela corrupção e pelo desvio de dinheiro público incessantemente divulgada pela mídia-, vivenciamos também uma geração que padece com o declínio da autoridade paterna. São pais e mães que não conseguem impor limites aos filhos, que não servem como autoridade, que não se conectam afetivamente com eles pois estão imersos numa sociedade narcísica onde cada um pensa de si- teoria muito bem aprofundada no livro The culture of narcissism

16 16 por Christopher Lasch (1979). São pais que querem ser amigos dos filhos e que desconhecem que o que eles realmente precisam é de um Pai, orientador, ordenador. Cito um trecho do capítulo Paternalismo sem o Pai: Como a sociedade moderna prolonga a experiência de dependência até a vida adulta, ela encoraja formas lenientes de narcisismo em pessoas que em outra situação ficariam satisfeitas com os limites inescapáveis impostos em sua liberdade pessoal e poder- limites inerentes na condição humana- por desenvolverem competência como trabalhadores e pais (LASCH, 1979, p. 390, nossa tradução). A sociedade capitalista não só eleva narcisistas à proeminência, ela evoca traços narcísicos em todos (Ibid., p. 391). Segundo Lasch, ao contrário do sujeito neurótico com conflitos bem estruturados centrados ao redor do sexo proibido, do Édipo, da autoridade, da dependência ou independência no setting familiar, vemos hoje sujeitos repletos de incertezas a respeito do que é realidade. O imaginário impera na sociedade capitalista moderna. Diversas correntes históricas convergem na atualidade produzindo nas pessoas um sentido de Eu como performers, sob o escrutínio permanente de amigos e desconhecidos. A realidade se apresenta atualmente como uma incontrolável rede de relações sociais virtuais, - como se todos estivessem em cena, atuando como atores numa sociedade do espetáculo. Segundo o historiador e crítico social americano, para o Eu performático, a única realidade experimentada é a identidade que a pessoa constrói através do material fornecido pela propaganda e pela cultura de massa, fragmentos dos filmes populares e de ficção, e traços lacerados de um amplo âmbito cultural de normas de toda espécie, todas igualmente contemporâneas no psiquismo contemporâneo (Ibid.). Hoje o tratamento de tais temas é mais explícito que nunca; além disso, a propaganda encoraja homens assim como mulheres a verem a criação do Eu como a mais alta forma de criatividade (Ibid., p. 168).

17 17 Reflexões dessa natureza nos levam à levantar hipóteses, a cultura ocidental capitalista, narcísica, imagética na qual vivemos estaria adoecendo seus filhos? O volume de lares mantidos por um único genitor indiscutivelmente reflete um novo gosto pela independência pessoal. Mas também expressa a aversão a envolvimentos afetivos e a compromissos com a finalidade de se criar uma família. Segundo Lasch, a forma mais prevalente de fuga contra a complexidade emocional é a promiscuidade, uma tentativa de se atingir uma nítida separação entre o sexo e o sentimento. É o que vemos hoje através da banalização do sexo-, do ficar no lugar do namorar. Estaríamos diante da queda de mitos, como o mito do pai da horda que fundamenta a civilização descrito por Freud em Totem e Tabu (1913), e do mito individual do Édipo de Sófocles que serve de base para o complexo de Édipo forjado por Freud? Esses dois mitos são responsáveis pela implantação de normas, da relação com a lei e do respeito à autoridade. Nestor Braunstein, psiquiatra e psicanalista argentino, é complacente dessa ideia. No artigo El padre primitivo y el padre digitalizado del Urvater al Big Brother, o autor nos questiona se está na hora de trazermos à luz novos mitos. Segundo ele, no discurso atual a figura do pai parece obsoleta, uma vez que no discurso capitalista os objetos tecnológicos exercem o governo e o controle sobre as massas, exercendo um papel mais relevante nos jovens de hoje daquele que os pais exerciam no passado. O autor fala em um mito de um novo pai, controlador. Braunstein afirma: A palavra de ordem passou das figuras antropomórficas para uma rede, que interconecta a sociedade globalmente [...] a carne, os ossos e zonas erógenas passam a ser terminais ativados por teclados (BRAUNSTEIN, 2013, p.71). No entanto, em nosso ver seria mais uma mãe que um pai. Uma mãe democrática, que permite que todos os seus bilhões de filhos se relacionem e se expressem livremente através de sua rede, pois quem controla, espiona, não é a Rede, e sim os governos que se utilizam da teia da grande Mãe com esses fins. Contudo, não podemos limitar a atuação da Rede para fins de controle, pois ela é muito mais do que isso! Poderíamos supor que estamos diante de um novo mito em forma de uma rede interconectada de computadores, a www?

18 18 Entre os objetivos de investigação desse trabalho, assinalamos a intenção de estudarmos até que ponto os mundos virtuais- MUDS (domínios de multiusuários na internet)- podem servir de palco para a prática de aspectos do eu. Como fantasias, ideias e desejos se movem através de um mundo tecnológico sofisticado para dentro da cultura como um todo e, uma vez lá, como elas influenciam a maneira as pessoas agem e pensam a respeito de si mesmas? De que modo a experiência de vidas paralelas nos mundos virtuais estariam influenciando a subjetividade? Os mundos virtuais seriam um campo para a fantasia e para o acting out ou serviriam como espaço propenso para o trabalho de elaboração? Seriam possíveis mudanças ao até mesmo retificações subjetivas nesse ambiente? Como referencial teórico importante da psicologia no tema da influência da tecnologia nas relações humanas, destacamos a obra de Sherry Turkle, atualmente referência mundial no assunto. Segundo a tese de Turkle, a internet, através dos MUDS, tornou-se um poderoso objeto que evoca o indivíduo a repensar a sua identidade; segundo a autora, trata-se de um objeto que encoraja as pessoas a reformar o sentido do eu em termos de janelas e vidas paralelas. De modo simultâneo é possível que a pessoa trabalhe em uma planilha de custos, escreva uma carta para um cliente e paralelamente experimente diferentes aspectos de si nos mundos virtuais, tudo através de janelas na tela de um computador. Especialista na análise do universo virtual-, e no intuito de facilitar a compreensão-, Turkle apresenta em sua tese duas formas de percebermos a realidade contemporânea a primeira ela nomeia realidade virtual e a segunda realidade física - que segundo a pesquisadora viriam a formam o dueto que configurará a experiência do sujeito na atualidade. Por realidade física entendemse as relações e interações do indivíduo no plano terrestre, material, concreto, e por virtual compreende-se a comunicação, a interação do sujeito na Internet, num ambiente virtual. A hipótese de Turkle é a de que as novas tecnologias digitais e suas realidades virtuais são participantes dinâmicos na maneira como o homem

19 19 contemporâneo constrói a sua consciência de identidade pois estas interagem com o sujeito e agem sobre ele. Seus escritos levam à reflexões que indicam que o universo paralelo introduzido na cultura através das tecnologias digitais e dos computadores em rede, pode oferecer ao sujeito a possibilidade de experimentar, ou seja, de simular na prática virtual, em um ambiente onde o sujeito não se expõe fisicamente, aspectos de si que a realidade física impede ou rejeita culturalmente (SHEN, 2001). O território virtual pode ser um terreno favorável para a experimentação explícita do desejo e da fantasia, componentes da constituição do eu e da formação dos laços sociais? Procuraremos nos voltar para o estudo dos mundos virtuais munidos de um instrumental psicanalítico muito apurado. Os MUDS introduzem o indivíduo em um espaço onde é possível conversar, trabalhar, construir casas e relacionamentos, através da presença de uma multiplicidade de corpos que atuam, às vezes simultaneamente, em diferentes janelas na tela de um computador. Esses novos locais virtuais de comunicação permitem aos grupos humanos pôr em comum o seu saber e seu imaginário uma forma social inédita; uma estética da invenção. O antropólogo e professor da Universidade da Califórnia, Tom Boellstorff, estudou profundamente durante mais de uma década os MUDS, em especial o Second Life. Nesses ambientes uma pessoa cria um personagem e interage com outros personagens, como em uma vida paralela - onde cada qual escolhe a aparência, a forma, o gênero que seu desejo ditar. Boellstorff e Turkle são da opinião que os mundos virtuais podem servir como um campo para a fantasia e para o acting out, e vão além propondo que esse ambiente serviria como espaço propenso para o trabalho de elaboração de aspectos do eu. Sugerem possíveis mudanças ou até mesmo retificações subjetivas nesse ambiente, o que é questionável, mas que assume contornos de possibilidade quando ouvimos relatos na clínica de adolescentes que dizem praticar aspectos pouco desenvolvidos de si nesses ambientes.

20 20 Podemos notar através dessa introdução que são muitos e de diversas áreas os pensadores que estudam o sujeito contemporâneo. Em cogitações rigorosamente sociológicas, Pierre Lévy contribui para o tema com intensas considerações, afirmando que o virtual não se opõe ao real mas ao atual: virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes (LÉVY, 1996, p. 15). As experiências no universo paralelo proporcionado pelas máquinas tecnológicas se revelam tão criativas quanto profundas segundo os diversos autores aqui pesquisados, suposição que em si desperta o desejo de explorar o tema, que tem a característica de ser novo e contemporâneo. Em busca de alcançarmos maior compreensão, buscaremos respostas a estas questões no estudo de escritos interdisciplinares a respeito do tema, aplicando, em seguida, esses achados ao campo teórico-clínico psicanalítico. Pensamos que pesquisar sobre os acontecimentos que vem se sucedendo na cultura é uma maneira de participar da vida social em que todos estão inseridos, cada qual de sua maneira e percepção singulares. Em nossa opinião, o candidato a analista deve ser também um cidadão envolvido na trama de seu tempo. A psicanálise é um campo do saber que vem demonstrando ser precioso na análise teórica de fenômenos psicossociais e sobretudo uma teoria que pode ser comprovável individualmente na prática clínica. O desvelamento do inconsciente através da escuta dos significantes próprios de cada sujeito, através da interpretação dos sonhos, dos atos falhos, das projeções e das identificações que o sujeito revela através de sua fala, podem por certo desvelar esse sujeito único que se constrói em uma análise. Sujeito este que está inserido em uma determinada cultura, tão singular quanto ele próprio. Um torna-se interdependente do outro sujeito e cultura andam de mãos dadas. Iniciaremos esse trabalho analisando a sociedade histórica contemporânea, seus valores e modos de se comunicar e interagir; observaremos a forma como se dão os laços sociais na atualidade, primeiramente nos calcaremos nos textos freudianos Psicologia das massas e análise do eu (1921), O mal-estar na cultura (1929) e o Seminário, livro 17 ( ) onde Lacan apresenta os discursos-,

21 21 textos pilares nessa sustentação pois abarcam teorizações nitidamente contemporâneas. Em seguida estudaremos o conceito freudiano da Fantasia, processo psíquico de suma importância na psicanálise por ser precursor de vastos sintomas e por elucidar com extrema precisão o fenômeno virtual e a dimensão do aspecto imaginário que se configura na sociedade atual. Exploraremos também os processos identificatórios que servirão de alicerce para a constituição do eu em diversos autores da psicanálise. Por fim, analisaremos as ideias de Turkle e Boellstorff este entrevistado no decorrer da pesquisa para ilustrar essa dissertação. Abordaremos termos como mundos virtuais, fronteiras metafóricas, metáfora das janelas (windows) e multiplicidade de corpos, vocábulos cunhados por esses autores. Um caso clínico, dois filmes e um documentário encerram esse trabalho como ilustrações das práticas do contemporâneo- narcísico, banalizado, instantâneo, teatral, tecnológico digital, virtual-, e, principalmente, revelam uma realidade que produz um extenso malestar na comunidade. Mal-estar esse que se desvenda pela produção do sintoma magno da atualidade: a depressão. Buscamos, com o desenvolvimento deste trabalho, lançar luz à nova realidade que vivemos na atualidade - uma cultura muito diferente à anterior a invenção da Internet e ao mesmo tempo sustentar o vigor da psicanálise como método de intervenção clínica frente às novas subjetividades. Hoje o computador é muito além de ser apenas uma ferramenta: as novas tecnologias digitais e a cibercultura são participantes dinâmicos na maneira como o homem contemporâneo interage com seu semelhante e contribuem para a construção de novos laços sociais. Nos perguntamos: Estaríamos diante de um novo discurso na atualidade? Essa é a questão fundamental que esse trabalho procurará abarcar.

22 22 2 O Contexto sócio-histórico contemporâneo 2.1 Os laços sociais numa sociedade de consumo, imagética, digital e virtual Quando, no campo da psicanálise, formulamos uma questão em torno dos laços sociais é necessário manter fidelidade ao princípio psicanalítico, enunciado em Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921), de que a abordagem dos fenômenos sociais ou individuais ocupam o mesmo espaço de esclarecimento. Nesse sentido, usaremos ao longo dessa dissertação a expressão laço social, cunhada por Lacan em sua leitura daquilo que Freud chamava de vida social, para designar qualquer acontecimento que envolva a atitude do sujeito em relação aos outros. Cito Fuks: De acordo com sua experiência clínica, (Freud) passou a considerar como fenômeno social toda e qualquer atitude do indivíduo em relação ao outro: a experiência subjetiva, objeto privilegiado do trabalho analítico, implica, necessariamente, a referência do sujeito ao outro (pais, irmãos, pessoa amada, analista etc.) e à linguagem (Outro) que o determina simbolicamente). No plano coletivo, a vida social apenas apresenta unidades cada vez mais amplas, sempre obedientes às mesmas leis que marcam o indivíduo (FUKS, 2007, p. 8). O excerto acima nos esclarece um ponto fundamental: Freud não faz distinção à psicologia individual e coletiva. Ademais, no ensaio O futuro de uma ilusão, Freud desmonta a distinção entre os termos cultura e civilização dizendo que os dois termos remetem ao mesmo objeto, posição que se opôs aos debates que filósofos e políticos contemporâneos seus vinham travando desde o século XIX. Em O mal-estar na cultura (FREUD, 1930 [2010]), Freud cita o que a seu ver seriam as três fontes de onde advém o sofrimento humano: a prepotência da natureza, a fragilidade de nosso corpo e a insuficiência das normas que regulam os vínculos humanos na família, no Estado e na sociedade (Ibid., p. 43). Não aprofundaremos a análise das duas primeiras fontes nesse estudo; nos deteremos a observar os laços sociais, os vínculos e os relacionamentos entre as pessoas e a influência da cultura sobre o indivíduo civilizado.

23 23 Freud já dizia que a liberdade individual não era um bem cultural, e alegava que ela era maior antes de qualquer civilização. Com a evolução cultural, a liberdade individual sofre restrições e imposições de inúmeras naturezas, até porque algumas são necessárias, pois sem normas voltaríamos aos tempos primitivos do pai da horda, como em Totem e Tabu, e ao caos numa sociedade em que cada um faz o que quer. Desde os primórdios da civilização, boa parte dos esforços do homem na busca de encontrar satisfação às suas pulsões e uma relativa felicidade, está em buscar um equilíbrio entre o que é imposto pela cultura e as suas necessidades. Em sua narrativa, Freud nos leva a ver que a civilização é construída sobre a renúncia pulsional e delibera sobre o quanto essa frustração cultural domina o âmbito dos vínculos sociais entre os homens. Segundo o autor, privar o homem de suas pulsões oferece perigos que se não forem compensados podem gerar graves distúrbios (Ibid.). Em Totem e Tabu (FREUD, 1913 [2010]) o mestre nos ensina que a vitória sobre o pai totêmico havia ensinado aos filhos que uma associação entre indivíduos pode ser mais forte que um individuo isolado e que reverenciar a figura onipotente do pai através de seu representante- o totemtrouxe respeitáveis ganhos imaginários de proteção e segurança. A cultura totêmica se baseava nas restrições que os membros tiveram que impor uns aos outros sendo a da proibição da escolha incestuosa de objeto talvez a mais incisiva mutilação que a vida amorosa humana experimentou no curso do tempo (Ibid., p. 67). Cito Freud: O trabalho psicanalítico nos ensinou que são justamente essas frustrações da vida sexual que os indivíduos chamados de neuróticos não suportam. Eles criam, com seus sintomas, gratificações substitutivas, que no entanto causam sofrimento, aos lhes criar dificuldades com o ambiente e com a sociedade [...]. Mas a cultura ainda requer outros sacrifícios além da satisfação sexual (Ibid., p. 71). É a respeito desses outros sacrifícios que a cultura requer, e de suas imposições nos indivíduos desta sociedade que nos ateremos nesse ponto da

24 24 dissertação. A cultura capitalista ocidental elegeu o consumo e o culto à imagem como o novo mito tribal, transformado na moral do mundo contemporâneo. Cito Baudrillard 4 : A nossa volta, existe hoje uma espécie de evidência fantástica do consumo e da abundância, criada pela multiplicação dos objetos, dos serviços, dos bens materiais, originando como que uma categoria de mutação fundamental na ecologia da espécie humana [...] até ao espetáculo permanente da celebração do objeto na publicidade de mensagens diárias emitidas pelos mass media (BAUDRILLARD, 2010, p. 13). Na publicidade, através da mídia de massa à qual o autor se refere, o consumidor pode ler a cada instante, como num espelho, o que ele deveria desejar ter e o que ele deveria ser: bonito, magro, atleta, bem-sucedido profissionalmente, bom filho, marido, pai, rápido, tecnológico e feliz! Ufa! Poderíamos adicionar dezenas de atributos impostos ainda por essa sociedade aos pobres submetidos indivíduos, mas nunca estaríamos fazendo jus à totalidade das imposições da sociedade do consumo. Procuramos modelos e contemplamos nosso próprio reflexo. Mas a que custo isso se dá? O preço da conformação a esses padrões culturais é o distanciamento do ser de si mesmo, uma vez que a sociedade do consumo busca uma homogeneização que é extremamente conveniente aos produtores dos objetos e padrões. Fica fácil supor que para a indústria de vestuário, por exemplo, é muito mais conveniente fabricar roupas nos tamanhos 36 à 42 do que ampliar essa numeração e atender aos indivíduos que não se enquadram nesse padrão. O controle de estoque fica dessa forma mais controlável e a produção se torna facilitada por requerer menos variedade. Os custos de produção diminuem e consequentemente o lucro do fabricante é maior. No varejo ocorre o mesmo fenômeno: as lojas limitam a grade de tamanhos, homogeneizando a clientela e aumentando a eficiência dos estoques e da distribuição. De acordo com Fuks: 4 Sociólogo e filósofo francês

25 25 [...] Espera-se, com isso, que o leitor possa apreender os efeitos subversivos do legado freudiano diante de um mundo que caminha, cada vez mais, na direção do apagar das diferenças e da homogeneização perversa e obscena. Regidos por um narcisismo que ultrapassa o essencial à manutenção da vida, esses fenômenos vêm impondo maciçamente valores absolutos e autodevoradores à civilização, o que requer do analista abraçar com convicção seu lugar na cultura (FUKS, 2007, p. 9). Não é difícil de se deduzir que produzir objetos em larga escala desonera os custos de produção e aumenta os lucros, assim o dito cultural parece ser: Vamos criar padrões nessa sociedade e divulga-los amplamente em todas as mídias como se fossem condição sine qua non para a felicidade, para que os consumidores se sintam compelidos a entrar no padrão e venham adquirir nossos objetos do desejo. Esse parece ser o lema da sociedade capitalista e do consumo, que, sem dúvida, parece querer anular as diferenças entre os indivíduos. Mas por que todos são obrigados a seguir suas determinações? Aliás, são obrigados a seguir essas imposições disfarçadas sob a égide da necessidade? Estaríamos lidando com o desejo travestido de uma imposição cultural? Poderíamos conceber a imagem como o totem do século XXI? Se o século XVIII foi marcado pela objetividade, pelo Iluminismo e pela razão, e o início do século XIX marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo eu, o final do século XX e o início do século XXI são marcados pela globalização da economia, da informação, da comunicação e dos afetos - potencializadas sobretudo pela revolução tecnológica digital. As marcações que o século XXI imprime no psiquismo de cada um se desvelam em sintomas como a banalização do sexo, a frouxidão dos vínculos afetivos, a insegurança, o medo do envolvimento e a depressão em última instância. Mas nem tudo desse século pode ser inferido como negativo para o homem civilizado. Uma matéria publicada na Revista Veja em 13 de fevereiro de 2013 intitulada Direto ao ponto, revela que um estudo publicado em 2012 pelo geneticista Stephen Jones constatou que a bicicleta ampliou em 48 quilômetros o raio de distância que ingleses percorriam

26 26 para encontrar uma namorada no século XIX. Antes da invenção da bicicleta no entanto, a maioria das pessoas se casavam com outras que viviam a poucos quilômetros de distância. Com a popularização dos carros, aviões e principalmente com o advento da internet, a situação de encontrar um parceiro mudou radicalmente: hoje 40 milhões de pessoas estão casadas com pessoas de nacionalidade diferente da sua. Estima-se que um em cada cinco relacionamentos comece hoje pela internet; existem só nos Estados Unidos mais de 1400 serviços de namoro online, um negócio que movimenta 2 bilhões de dólares (Revista Veja, 13/2/13, p. 67). No entanto, caminha em paralelo a essa quebra de fronteiras viabilizada pela Internet e com a autêntica facilidade de se encontrar um parceiro ideal através da Rede, uma banalização do sexo e uma fluidificação nos relacionamentos, que de certa forma podem refletir o medo do envolvimento e a subsequente evitação dos enfrentamentos que qualquer relacionamento exige e ao mesmo tempo ensina, favorecendo o amadurecimento do ser. Seriam os jovens dessa cultura inseguros e imaturos porque são produtos de pais lenientes, que não sabem colocar limites e que não se prestam ao papel de autoridade educadora tão necessário? O medo generalizado do envolvimento pode estar refletindo isso? Conforme dissemos na introdução, segundo Lasch (1979), a forma mais prevalente de fuga contra a complexidade emocional é a promiscuidade, uma tentativa de se atingir uma nítida separação entre o sexo e o sentimento. É o que vemos hoje através da banalização do sexo-, e também pela preferência dos jovens em ficar, ao invés de namorar - nomenclatura que de certa forma embarca um compromisso. O cinema, ou melhor, as artes de forma geral, desde os primórdios tem a qualidade de retratar aquilo que é do humano: o que lhe encanta ou desencanta, suas questões, seu sofrimento, seus vícios e suas virtudes. Um filme, em especial, serve de espelho a algumas das questões que mencionamos até agora que marcam o homem da cultura capitalista ocidental. Shame (título que significa vergonha em português, mas que não teve essa tradução uma vez que

27 27 mantiveram o título original no Brasil), produção cinematográfica inglesa de 2011 do diretor Steve McQueen, retrata sem pudor uma faceta triste do cenário social contemporâneo. O filme inicia-se com um corpo nu. Michael Fassbender, o ator principal da trama, desfila pelos corredores de sua casa. Ele vai ao banheiro, urina, depois caminha em direção à câmera, em cena de nu frontal que revela o sexo ao mesmo tempo em que esconde o rosto. A imagem nunca abandona este corpo, mesmo quando está deitado na cama, com aspecto cadavérico, sob uma luz esbranquiçada. Este início resume bem o conceito do filme: tratar de um corpo, de sua nudez, sem qualquer fetiche ou glamorização. Brandon, o protagonista do filme é um sujeito de trinta e poucos anos, um homem atraente e bem sucedido que mora em Nova York e é assediado constantemente por todas as mulheres devido à sua posição profissional e social e sua aparência. Elas não sabem, mas Brandon é viciado em sexo. No entanto, poucas vezes uma produção com tantas cenas de sexo foi tão pouco erótica ou excitante. O ato sexual, em Shame, é mostrado de maneira incômoda, como um martírio: Brandon, obcecado por sexo, entrega-se às mulheres que cruzam seu caminho como um animal que caminha ao abatedouro. Engana-se quem pensa que a vida deste Don Juan é um paraíso: o rico publicitário é prisioneiro dos próprios desejos, refém de suas pulsões. O sexo não é consequência do afeto, da sedução ou do envolvimento - é apenas uma necessidade fisiológica a ser saciada regularmente, como a sede ou a fome. O filme revela essa compulsão do personagem sem rodeios: quando Brandon vai ao banheiro do trabalho, é sempre para se masturbar; quando uma garota o encontra, eles necessariamente transam, quando ele liga o computador, a página acessada tem invariavelmente um conteúdo pornográfico. O filme mergulha o espectador na vida e nos sintomas do personagem, de modo que não vemos nada além da repetição típica do mecanismo obsessivo, pois na realidade Brandon é um sujeito extremamente solitário e carente que tem pavor de se envolver com outro ser humano, tamanha a sua insegurança, disfarçada sob um estereótipo de um benchmark, um homem dos desejos de qualquer mulher.

28 28 A entrada da irmã do personagem na história poderia apresentar um contraponto simétrico (se ela fosse conservadora ou inibida, talvez), mas apenas adiciona uma outra faceta subjetiva para tornar mais complexo o tema da vergonha, escancarada já no título do filme (Shame). Sissy, a irmã, interpretada por Carey Mulligan, também tem uma dependência, e uma compulsão, mas no caso dela, o problema é de ordem afetiva. Pela natureza volátil e possessiva de Sissy, e pelo caráter sexualizado de Brandon, nenhum dos dois consegue ter uma relação amorosa estável, saudável. Os dois também não possuem vínculo afetivo fraternal entre si, são cerimoniosos e não suportam a incômoda companhia um do outro. Uma triste cena do filme revela que Brandon não é capaz de transar nem com a gentil colega de trabalho, ele sacia-se apenas com prostitutas e mulheres com as quais tem relacionamentos fugazes, pois quando alguma mulher apresenta a mínima possibilidade de envolvimento, o mecanismo de defesa entra em cena e ele foge. A convivência entre os irmãos Sissy e Brandon é controvertida e explosiva; em determinada cena do filme os dois se envolvem num ato que configura uma clara insinuação incestuosa. Sem sentimentalismo nem apelo ao erotismo, Shame compõe uma imagem triste e cruel do sexo unicamente como forma de desempenho e descarga biológica. A obra fala da dificuldade de envolvimento, da frouxidão (e confusão) dos laços fraternais e afetivos de uma sociedade que privilegia a imagem, é superficial nas trocas afetivas e sobretudo teme a dor que o envolvimento pode causar. O personagem se esconde como sujeito atrás de um vício pelo sexo, escolhe voluntariamente interagir apenas com prostitutas e companheiras virtuais e sobretudo sofre miseravelmente de sua própria escolha. Destacamos o exemplo trazido através desse filme porque ele ilustra uma série de características das subjetividades na sociedade contemporânea. Nas últimas décadas constituiu-se uma nova cartografia do social onde evidencia-se a fragilidade dos laços sociais, onde sobrelevam vínculos ditos líquidos que geram insegurança e desejos conflitantes: de um lado há o desejo de estreitar os laços com o outro, mas flutua em paralelo o desejo de mantê-los frouxos, anseio

29 29 estreitamente vinculado ao medo do envolvimento. Zygmunt Bauman 5, um dos mais perspicazes sociólogos em atividade, investiga de que forma as relações humanas se tornam cada vez mais flexíveis, gerando níveis de insegurança significativamente maiores nos indivíduos. Segundo o autor, a sociedade atual vem dando prioridade aos relacionamentos virtuais, os quais podem ser tecidos e desmanchados com igual facilidade e frequentemente sem que isso envolva nenhum contato além do virtual. Bauman levanta a hipótese de que não sabemos mais manter laços a longo prazo. Segundo ele, a modernidade líquida em que vivemos traz consigo uma incomum fragilidade nos laços humanos (Bauman 2004). Além da questão da fragilidade dos laços humanos levantada por Bauman como sendo um dos componentes da sociedade pós moderna, ilustrada brevemente através do filme Shame, buscaremos melhor compreender o sujeito na clínica atual, contextualizando-o na sociedade Ocidental contemporânea. Classificada como sociedade do consumo, da abundância, do amontoamento ou da multiplicação de objetos, como descreve Jean Baudrillard (2010) -, ou de sociedade narcísica, fora-de-si, autocentrada, da performance (Birman, 2009, 2010; Lasch, 1979),, do espetáculo (Guy Debord, 1997 [1967]); inserida no discurso capitalista, como nos demonstrou Lacan em sua teoria dos discursos, a cultura imagética na qual vivemos contribui para a constituição do Eu na atualidade, como dissemos anteriormente, através da divulgação de seus valores, amplamente propagados pela intervenção dos dispositivos da mídia. O sujeito é atravessado por uma enxurrada de mensagens advindas da televisão, das revistas, dos filmes e etc. que lhe impõem padrões de todas as espécies (de beleza, de magreza, de juventude, de performance) -, além da determinação de valores, bens de consumo, crenças, condutas morais ou religiosas e etc., que passam longe de sua percepção consciente e por isso frequentemente o sujeito nem as questione. A sociedade imagética reduz o sujeito à vítima de uma torrente de determinações tirânicas que o oprimem, 5 Sociólogo polonês, professor na Universidade de Leeds, Inglaterra, especialista na modernidade e autor dos termos líquidos.

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