Sumário. 12 Dermatologia no esporte: Dermatoses excludentes nas competições esportivas

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2 Sumário Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira 20. Capa: Dermatologistas temem a manutenção de vetos ao Ato Médico Diretoria 2013/2014 Presidente Denise Steiner Vice-presidente Gabriel Gontijo Secretária-geral Leandra D Orsi Metsavaht Primeira secretária Flávia Addor Segundo secretário Paulo R. Cunha Tesoureira Leninha Valério do Nascimento Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral Ano 17 - n.4 - julho - agosto Coordenadores médicos do Jornal da SBD Omar Lupi Aldo Toschi Conselho editorial Denise Steiner Gabriel Gontijo Leandra D Orsi Metsavaht Flávia Addor Paulo R. Cunha Leninha Valério do Nascimento Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MT n Dermatologia no esporte: Dermatoses excludentes nas competições esportivas 36 Povo hospitaleiro espera mostrar tudo o que só Recife tem Redação e edição Erika Drumond Editoração eletrônica Nazareno Nogueira de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17 o andar Centro - Rio de Janeiro RJ CEP: Impressão: Sol Gráfica 2 Carta do Editor 3 Palavra da Presidente 4 Ouvidoria 6 Grape SBD 8 Preste seu Depoimento 10 Defesa Profissional 14 Biblioteca 15 I Simpósio Latino-Americano de Cirurgia de Mohs 18 6 o Simpósio de Cosmiatria e Laser 26 Vitiligo: onde estamos e para onde vamos? 29 Projeto Novo Associado 32 Tecnologia e Medicina 39 Analogias em Medicina 40 Destinos 44 Luto na dermatologia brasileira 46 Regionais 49 Serviços Credenciados 52 Departamentos Jornal da SBD Ano 17 n.4 1

3 Carta do Editor Palavra da Presidente Tempos marcantes Omar Lupi Editor médico do Jornal da SBD Escrevo este editorial com sentimentos mistos. Fico feliz em ver o grande desenvolvimento da dermatologia brasileira, a inserção do projeto Grape na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) recém-realizada no Rio de Janeiro, a mobilização nacional dos dermatologistas nos assuntos de defesa profissional (Lei do Ato Médico, Projeto Mais Médicos etc.) e tantos outros processos científicos e políticos que transformam a SBD na digna representante de nossa especialidade e de cada dermatologista brasileiro. O perfil aguerrido e articulado de nossa atual gestão, com destaque para a atuação firme e decidida de nossa presidente, Denise Steiner, e de nosso vice-presidente, Gabriel Gontijo, nos dão a tranquilidade de que tudo que pode humanamente ser feito em prol da dermatologia está efetivamente sendo realizado. Por outro lado, nos enchemos de tristeza com a partida de nosso querido Prof. Azulay. Ele foi um ícone da dermatologia brasileira e mundial, que marcou época com seu entusiasmo, inteligência e inspiração, e que deixou nosso convívio exatamente no Dia dos Pais. Sou da geração de dermatologistas cariocas que ao ouvir que o professor havia chegado imediatamente procurava a figura de Rubem David Azulay. Fui seu aluno, trabalhei com ele na Santa Casa do Rio de Janeiro (hoje Instituto Prof. Azulay) por mais de uma década, e posso atestar seu caráter ilibado, amor pela dermatologia e enorme coração. Há alguns anos presidi, com muita satisfação, uma edição do congresso de seus ex-alunos, realizado anualmente, e, na época, encerrei o congresso comentando que era uma honra desempenhar essa função em homenagem àquele que é o maior de todos nós dermatologistas. Ex-presidente da SBD por duas vezes, presidiu o Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia (Cilad) e Academia Nacional de Medicina (ANM). Professor titular e emérito de diversas universidades, seu currículo ímpar pode ser mais apreciado na matéria especial deste número feita em sua homenagem. Podemos definir o Prof. Azulay por muitos verbos, como atuar, defender, propor e se posicionar. A ele, porém, não se aplicavam outros tantos, como recuar, desistir ou vacilar. A dermatologia fica mais pobre com a sua partida, a medicina brasileira um pouco mais triste com a sua ausência, e nossas vidas um pouco mais frágeis sem sua inspiração. União e ação Prezados associados, Nós, dermatologistas, como todos os médicos brasileiros, estamos atônitos com a situação atual da saúde em nosso país. Sabemos os sacrifícios que o médico passa para obter seu diploma. Sua dedicação é traduzida por inúmeras noites em claro, pelo afastamento da família e dos amigos, além da aflição ao tratar de pessoas doentes sem contar com infraestrutura adequada. Apesar de tudo isso, injustamente, somos colocados como culpados de todas as mazelas relacionadas à assistência à saúde. Vemos com temor e indignação um governo vetar a Lei do Ato Médico após 12 anos de discussões e de muito trabalho. Esses acontecimentos evidenciam as graves distorções políticas do governo brasileiro. Nesse cenário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vem sendo bastante participativa nos desdobramentos desses impasses que ganham novos contornos a cada dia. Aprofundamos o relacionamento com as entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), entre outras, e temos sido relevantes nas discussões desses grandes temas. A Diretoria da SBD elaborou um documento no qual além de colocar os vetos, com as razões da presidente Dilma para fazê-los, apontou os principais motivos pelos quais somos contra. Nesse texto, é enfatizado o risco que a população corre com a manutenção dos vetos. Riscos elencados em um dossiê completo sobre complicações de procedimentos realizados por não médicos. O documento foi entregue a deputados e senadores, que ficaram bastante sensibilizados. Infelizmente, apesar do empenho dos médicos, o Congresso manteve os vetos da presidente. Vale lembrar que a lei que regulamenta cada profissão norteará as atividades permitidas nas várias áreas de saúde. Agradecemos a todos os associados da SBD que contribuíram e os conclamamos à luta, que continua. Luta por um país melhor, mais cidadão e justo. Denise Steiner Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) (2013/2014) Jovem Dermatologista Bolsa Fide 2013 A SBD anunciará no dia 16 de setembro o resultado da bolsa Fide (Foundation for Internacional Dermatological Education). Os dois dermatologistas vencedores participarão do Meeting da Academia Americana de Dermatologia em 2014, em Denver, Colorado (EUA). Os pré-requisitos para a candidatura foram, entre eles, ter concluído a residência ou especialização médica há menos de três anos; ter fluência em inglês; ter sido aprovado no TED; e apresentar trabalhos publicados. Os ganhadores serão informados por . 2 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 3

4 Ouvidoria Maria Helena Sandoval Ouvidora da SBD CRM 3238/ES RQE 1752 Vice-Presidente da SBD-ES Prezados colegas dermatologistas, A Ouvidoria da SBD continua sendo intensamente demandada como porta de entrada dos anseios dos associados. As questões estão sendo encaminhadas à Diretoria de forma sistemática, sendo acolhidas nos programas em andamento ou com alguma providência extraordinária que se faça necessária. Descrevo a seguir algumas ações realizadas pela Diretoria e que foram temas encaminhados à Ouvidoria. O cenário médico no Brasil está em ebulição com os desdobramentos dos vetos à lei do Ato Médico. Esse é um dos temas que dominaram as manifestações dos dermatologistas que, indignados com a postura do governo, foram para as ruas e fizeram sua voz ser ouvida em diversos fóruns Brasil afora. A SBD manifestou-se não só repudiando os vetos e apoiando as entidades de representação da classe médica como o CFM, a AMB, ANMR e a Fenam, mas também elaborando um dossiê com análise dos dispositivos vetados, as razões dos vetos, as razões fundamentadas e circunstanciadas para suspendê-los, com ênfase nos riscos à saúde da população com a manutenção dos mesmos. Esse documento foi entregue pela presidente e vice-presidente da SBD à Comissão Mista de Parlamentares. Outro tema que motivou intensa comunicação dos associados com a Ouvidoria foi a realização do exame para a obtenção do Título de Especialista em Dermatologia (TED). Houve várias denúncias nas semanas e nos dias que antecederam a realização do Exame sobre falta de perfil de aceitabilidade de inscrições. Foi realizada uma análise crítica de todo o processo, e a Comissão do Título de Especialista já está trabalhando nas normas que irão vigorar para o TED em Entre as sugestões em estudo estão: análise de currículo e prova prática oral, com banca examinadora. Com essa ação a Diretoria da SBD amplia as garantias de qualificação mínima adequada para os postulantes ao TED e investe na valorização do dermatologista como profissional capacitado e atualizado. Nessa mesma direção, a SBD realizou ampla pesquisa com os Serviços Credenciados de todo o Brasil a fim de identificar lacunas e necessidades de apoio para melhorias necessárias e que venham aprimorar a formação dos residentes em dermatologia. Outra pesquisa, essa com os associados, está identificando as aspirações e insatisfações para direcionamento dos esforços da Sociedade. Todos os associados estão sendo chamados a informar seu Registro de Qualificação de Especialista (RQE) para inclusão em nosso portal. Não deixe de atualizar seu cadastro. Essa atuação vem ocorrendo de forma rotineira e teve manifestações significativas dos associados. A relação do médico com os profissionais da área de saúde também mereceu a atenção dos dermatologistas, demandando ação e posicionamento da SBD, que está atuando de forma intensa e em parceria com as demais entidades médicas para fortalecer o posicionamento comum da classe. Não menos importante, mas talvez um pouco pitoresca, foi a necessidade de manifestação da Diretoria da SBD contra a Rede Globo de Televisão na defesa da imagem do dermatologista contra estereótipos criados na novela das nove. As personagens construídas não representam a figura do especialista em dermatologia com nível de admissão nos quadros da SBD, que desenvolve um programa de educação médica continuada capaz de garantir elevado grau de conhecimento técnico aliado ao padrão ético e profissional, ignorados pela emissora em seu folhetim. Em boa hora a Diretoria da SBD formalizou carta de repúdio, registrando o protesto da classe. Outro tema importante é a questão da venda de equipamentos sem registro na Anvisa. Houve denúncia contra uma empresa de laser que teve proibida a venda de seus equipamentos por falta de registro. A SBD posicionou-se divulgando alertas e elaborou uma lista dos aparelhos comercializados no Brasil, com seus respectivos registros na Anvisa, para divulgação no site da SBD. As pressões por soluções instantâneas continuam existindo, e essa cobrança não pode ser atendida com tanta presteza, já que a análise e as precauções devidas nas respostas demandam tempo, que não é concedido por alguns. O balanço, no entanto, é positivo, e essa comunicação viva e instantânea gera direcionadores para a atuação da entidade que representa os dermatologistas e que está atuando firmemente em sua defesa e no atendimento dos anseios e manifestações. Um grande abraço para todos. 4 Jornal da SBD Ano 17 n.4

5 Educação em Saúde Jovens de diversos países passaram pelo estande do Grape, na Igreja São Francisco da Penitência Dom Orani Tempesta durante a JMJ Grape-SBD de Hanseníase (SP) orienta jovens sobre a doença na JMJ, no Rio SBD é a primeira entidade médica a participar de um evento religioso mundial Muitos peregrinos viram o vídeo que abordou os sintomas e tratameto da doença Para Vania Manso, a experiência ajudou a expandir o nome da SBD Milhares de jovens brasileiros e estrangeiros tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho realizado pelo Grape-SBD Hanseníase de São Paulo, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Com o apoio do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, o projeto participou por meio de estande próprio, localizado na Igreja de São Francisco da Penitência, da OFS, Centro do Rio de Janeiro, nos dias 23, 25 e 26 de julho. O objetivo de conscientizar o público, principalmente jovens e crianças, sobre a hanseníase e fornecer informações corretas para que o mito criado pela doença tenha fim foi atingido com êxito. Foi uma ótima oportunidade para divulgar os sinais e sintomas básicos da doença e seu tratamento, e também de divulgar nossa Sociedade Brasileira de Dermatologia, declarou Vania Manso, coordenadora do Grape-SBD Hanseníase SP ao lado de Dilhermando Calil. As pessoas que passaram no estande receberam um kit contendo pasta da SBD, jogos em CD e de memória sobre hanseníase, bloco de anotações, caneta e folders, e pararam no espaço multimídia para assistir a vídeos educativos com headset para dar acessibilidade aos peregrinos que apresentavam dificuldades visuais, cognitivas ou de compreensão do idioma brasileiro. Havia ainda cartazes com informações sobre os sintomas e tratamento da hanseníase e também rodas e grupos de debates sobre temas pertinentes à juventude. Além da SBD, agradecemos a parceria da Fundação Paulista Contra Hanseníase, Programa de Controle da Hanseníase de São Paulo CVE/CCD-SP, Suvis Vila Mariana/Jabaquara-SP e Projeto Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase (Sefras) na elaboração do material educativo para que pudéssemos fazer parte da programação da JMJ, acrescentou. Essa foi a primeira participação da SBD em um evento religioso mundial com a presença do papa. Fomos a única entidade médica e da saúde em geral a participar; conseguimos abordar uma doença milenar e atual, interagir com os jovens e muitas autoridades religiosas e políticas. Mesmo que anonimamente, tivemos a participação de pacientes e seus familiares, que nos disseram como é o seu dia a dia, ajudando A dermatologista Vânia Manso mostra vídeo a uma jovem no que seria mais importante contar às pessoas, informa a coordenadora, acrescentando que a iniciativa rendeu elogios do secretário do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, que solicitou contato futuro do Grape Hanseníase com ele. Para ver mais fotos do evento acesse a página do Grape SBD Hanseníase no Facebook: com/grapesbdhanseniase. 6 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 7

6 Nesta coluna o associado poderá manifestar de forma ética e responsável suas sugestões, insatisfações e experiências com a indústria, na compra de insumos ou equipamentos. Participe! Internacional Fátima Brito (PE) Professora adjunta da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Responsável pelo ambulatório de cosmiatria do Serviço de Dermatologia da UFPE Preste seu Depoimento Oobjetivo desta seção é dar voz ao associado para que ele possa compartilhar suas experiências e sua relação com a indústria farmacêutica. Neste número, a dermatologista Fátima Brito (PE), responsável pelo setor de Cosmiatria do Serviço da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), conta no artigo a seguir como está sendo a introdução da atividade no Serviço, citando os tratamentos clínicos realizados e equipamentos utilizados ao longo do último ano. Em sua opinião, há limitações no ensino e na pesquisa na área de cosmiatria em alguns serviços públicos no Nordeste, mas com ética e trabalho, é possível reverter esse quadro. É evidente o crescimento exponencial do segmento da cosmiatria nos últimos anos e, a ele aliado, da necessidade de profissionais bem preparados e que se mantenham atualizados com as crescentes inovações que ocorrem no setor. Existe uma orientação dos órgãos que regulam as especialidades médicas nessa área, tais como a dermatologia, para preparar adequadamente o profissional fornecendo embasamento teórico e experiência prática. Dessa forma, foram criados ambulatórios especializados de cosmiatria no contexto dos programas de ensino de pós-graduação em dermatologia com o objetivo de oferecer ao profissional conhecimento necessário para avaliar e escolher tecnologias e procedimentos que tenham eficácia, mostrando resultados e possíveis complicações dos procedimentos propostos. Também visam apresentar a legislação regente, indicando ao dermatologista o caminho seguro para exercer essa atividade profissional com ética, qualidade, credibilidade e responsabilidade. Conduzir todos esses preceitos constitui desafio, tendo em vista que se trata de modalidade de ensino de alto custo e reduzida prioridade no âmbito público. Entre os principais custos podemos citar: aquisição da toxina botulínica, preenchedores, volumizadores, equipamentos de laser, luz e LED, além da documentação fotográfica e sistema de computação para armazenamento de dados. Em nossa experiência à frente do Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Nordeste do Brasil, introduzir essa nova atividade consistiu em desafio que, aos poucos, estamos vencendo. No entanto, devido à amplitude de procedimentos, equipamentos e diversidade de materiais, ainda temos muito a conquistar. Iniciamos nossas atividades nessa área em 2007, constando apenas de tratamentos clínicos para rejuvenescimento, melasma e acne. O primeiro procedimento introduzido foi o peeling químico com materiais fornecidos pelas farmácias de manipulação, seguido de toxina botulínica e preenchimentos, que eram realizados esporadicamente quando havia doações da indústria farmacêutica. Há dois anos conseguimos uma parceria entre a SBD Nacional e uma indústria específica para o fornecimento de duas remessas ao ano de toxina botulínica e preenchedores, o que tem otimizado o ensino e o aprendizado nesse seguimento da dermatologia. O laser foi introduzido inicialmente em clínica particular de dermatologia, e, em seguida, deu-se início a uma parceria com a iniciativa privada e o Hospital das Clínicas com o fornecimento de três equipamentos durante o ano. Apresenta-se a seguir breve relato do que conseguimos realizar neste último ano de treinamento em um ambulatório, com quatro horas de funcionamento semanal e equipe composta por um preceptor e quatro residentes de dermatologia. Foram tratados 89 pacientes, sendo 70 mulheres e 19 homens, com idades variando entre de 20 e 71 anos, a maioria (49 pacientes) entre 30 e 60 anos. O fototipo predominante foi o III (43 pacientes), nos quais foram realizados 170 procedimentos estéticos: tratamento com laser (45), toxina botulínica (40), peelings (34), preenchimentos (32) e outros (19) como infiltração intralesional, microagulhamento e Cross. O laser foi indicado para as seguintes condições: rejuvenescimento ablativo da pele; tratamento de cicatrizes de acne e estrias; tratamento de lesões pigmentares e remoção de pelos (hirsutismo, pseudofoliculite e hidrosadenite). Os equipamentos para tratamento com luz e laser foram os seguintes: Laser de CO 2 fracionado Acupulse, Light sheer Duet e Starlux. Realizamos 40 tratamentos com a toxina botulínica, sendo 39 com a finalidade de relaxamento muscular, e um para tratamento de hiperidrose. As marcas utilizadas foram Botox (33) e Dysport (sete). Os peelings foram indicados para cicatriz de acne, rejuvenescimento, melasma e rosácea. Os principais agentes utilizados foram os ácidos retinoico, salicílico, jessner, ATA e essas substâncias combinadas. Realizamos 32 tratamentos com preenchedores, sendo 16 com finalidade de rejuvenescimento facial, dez para cicatriz de acne e seis para volumização facial. As marcas utilizadas foram as seguintes: Metacril (dez), Juvederm (sete), Restylane (sete), Perfecta (quatro), Radiesse (dois) e sem informação (dois). Foram produzidos três trabalhos científicos do tipo relato e série de casos, apresentados em congresso, com os seguintes temas: bioestimulação capilar com LED, complicação e conduta em injeção com colágeno bovino e estudo comparativo entre os hand piece HS e ST em depilação de axila. Diante disso, pode-se concluir: evidente melhoria do ambulatório de cosmiatria da Dermatologia/UFPE ao longo dos últimos cinco anos, apesar das limitações de materiais, substâncias e equipamentos; tendo em vista a necessidade do treinamento dos médicos residentes em dermatologia na área de cosmiatria, todo esforço seria desejável por parte das instituições envolvidas em promover subsídios necessários em prol do ensino e da pesquisa nessa área; observamos prática limitada quando levamos em consideração a diversidade de substâncias e equipamentos disponíveis para as especialidades voltadas para a atuação com tratamentos estéticos; a importância do estímulo da realização e publicação de trabalhos científicos com modelos de estudo de maior credibilidade científica e sem conflitos de interesses. Enfim, podemos observar que existem limitações no ensino e pesquisa na área de cosmiatria em um serviço público do Nordeste do Brasil consistindo em grande desafio, e compete a todos nós, comprometidos com qualidade, ética e responsabilidade, desvendar suas dificuldades. Brasileiros participam de eventos internacionais Muitos associados participaram do Summer Meeting da American Academy of Dermatology (AAD), em Nova York, Estados Unidos, de 31 de julho a 4 de agosto. Na foto, estão os dermatologistas Ricardo Romitti (SP) e Leandro Ourives (AM), que aproveitaram para assistir às aulas sobre Genodermatoses e Malassezioses, respectivamente. Consegui aproveitar bastante o Meeting, declarou Ricardo. Já Leandro, ressaltou que o encontro foi boa oportunidade para atualização. Ricardo Romitti e Leandro Ourives acompanham as novidades do Summer Meeting da AAD, em Nova York ISA III Dermatologistas brasileiros também participaram como palestrantes do III ISA (3 rd Munich International Summer Academy of Practical Dermatology), realizado na cidade de Munich, no final de julho. A doutora Carolina Talhari apresentou dados sobre dermatologia tropical no Brasil, enquanto Omar Lupi falou sobre dermatoses em ambientes aquáticos. Na mesma oportunidade, foi tratado junto à Sociedsde Alemã de Dermatologia a candidatura do Rio de Janeiro para sediar o próximo Congresso Mundial de dermatologia, em Omar Lupi junto com a delegação turca durante o III ISA 8 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 9

7 Defesa Profissional 22 dermatologistas de todo o Brasil se candidatam a conselheiros dos CRMs Para cada CRM serão eleitos 20 conselheiros titulares e 20 suplentes, todos escolhidos por voto direto e secreto O apoio às entidades de classe que representam a dermatologia brasileira, como os Conselhos Federais de Medicina, tem sido cada vez mais ressaltado por todas as Diretorias da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Apenas com o apoio, a união e a luta de todos os envolvidos será possível que o cenário atual marcado pela invasão da especialidade se reverta. Muitos esforços foram despendidos pela atual Diretoria para que várias chapas que concorrem aos cargos de membros titulares (20) e suplentes (20) dos Conselhos Regionais de Medicina de todo o Brasil, tivessem dermatologistas afiliados em sua composição. Médicos dermatologistas de 15 Regionais participaram nas eleições realizadas no início de agosto. É por meio do voto que teremos a oportunidade de escolher quem possa nos representar da melhor forma, observou a Diretoria por meio de newsletter. O voto, obrigatório e secreto, foi feito exclusivamente por correspondência. Os associados tiveram até o dia 7 de agosto para enviar por correio as cédulas de votação. O mandato dos novos membros eleitos terá início no dia 1 o de outubro e duração de cinco anos. Veja no quadro abaixo os representantes das Regionais da SBD que concorreram ao cargo de conselheiro nas chapas dos Conselhos Regionais de Medicina em vários estados: RQE DOS ASSOCIADOS JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NO SITE DA SBD O site da SBD passou a disponibilizar a partir de julho o RQE e a categoria de todos os associados. A alteração é um dos projetos implementados pela atual gestão da SBD e inclui também a reformulação total do portal eletrônico da entidade. Só constará o RQE dos associados que estão no banco de dados recebido em abril deste ano, assim como dos associados que enviaram a informação posteriormente. É muito importante esclarecer que a transferência do associado contribuinte para afiliado não é automática. Conforme disposto no Estatuto da SBD, o associado contribuinte deve solicitar a transferência para a categoria de associado afiliado, mediante a comprovação do registro da especialidade no CRM. Todos os associados que solicitaram já foram transferidos para a categoria de associado afiliado. A Sociedade Brasileira de Dermatologia já fez o levantamento dos associados contribuintes que possuem o RQE, mas que ainda não solicitaram a transferência para a categoria de associado afiliado. Além de já ter enviado um comunicado, a SBD entrará em contato com todos eles para que solicitem a transferência, reforça a Diretoria. Regional Amazonas: Sinésio Talhari e Luis Claudio Dias Regional Ceará: Renê Diógenes Regional Distrito Federal: Joyce Pessoa Ferro Regional Espírito Santo: Leonardo de M. Ferreira e Maria Helena Sandoval Regional Goiás: Adriano Anuar Regional Maranhão: Eduardo Jorge Lago e Ivan Abreu do Figueiredo Regional Mato Grosso: Débora Ormond Regional Mato Grosso do Sul: Elza Garcia da Silva Regional Paraíba: Otávio Sérgio Lopes Regional Pernambuco: Sílvia da Costa Carvalho Regional Paraná: Ewalda Von Rosen e Cristina Maria Aranda Regional Rio Grande do Norte: Sidney Augusto Costa Regional Santa Catarina: André Luiz Rosseto Regional São Paulo: Leontina da C. Margarido, Mário Cezar Pires e Meire Gonzaga Regional Tocantins: Gustavo Alpino (chapa 1) e Alda Cristina Conti (chapa 2) 10 Jornal da SBD Ano 17 n.4

8 Dermatologia no esporte Dermatoses excludentes nas competições esportivas Por Antônio D Ácri expostas, devam ser afastados de esportes de contato até resolução do quadro. De modo semelhante às infecções por herpes vírus, esquemas profiláticos foram propostos com antifúngicos orais (terbinafina, intraconazol, fluconazol) em situações especiais. 4-6 ESCABIOSE E PEDICULOSE: essas infestações disseminamse facilmente no contato corpo a corpo, assumindo dimensões epidêmicas nas concentrações. As manifestações pruriginosas podem levar a irritabilidade, com possíveis baixas de concentração e rendimento. 7 quanto maiores o contato necessário para a prática desportiva e o risco de disseminação do quadro para outros atletas, maior a necessidade de desclassificação do acometido. Deve ser enfatizado que a postura não é punitiva, mas visa resguardar a integridade física de uma coletividade. 1,4,9 Antonio D Ácri Professor adjunto da disciplina de dermatologia na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e Doutor em dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Algumas condições dermatológicas podem ser responsáveis pela exclusão de atletas de competições esportivas. O risco inerente de contágio leva, a partir de sua detecção e enquanto apresentar lesões ativas, ao afastamento do indivíduo de esportes coletivos, em especial aqueles em que ocorra contato físico estreito, como as lutas. 1 Abordaremos sucintamente as enfermidades de ocorrência mais frequente: HERPES SIMPLES E HERPES DO GLADIADOR: ambos são causados pelo herpes simplex vírus. No herpes simples, as lesões localizam-se com frequência nos lábios, áreas próximas do rosto, bem como genitália e arredores, por meio de vesículas confluentes em placa edemaciada, ou não, cicatrizando em dias, com dor e ardência variáveis. A apresentação clínica denominada herpes do gladiador caracteriza-se por lesões em áreas menos comuns, como braços e pernas, com vesículas raras ou em arranjos bizarros, ou ainda como placa erosada ou eczematizada, em geral em lutadores e outros atletas. Nos esportes de contato, o atleta deverá ser libe- rado somente na fase cicatricial, apenas com crostas e idealmente após resolução completa. Alguns autores têm sugerido o uso profilático de antivirais (aciclovir, famciclovir e valaciclovir) em lutadores nos períodos de treinamento intensivo. 2-4 TINHA DO GLADIADOR: entre as micoses superficiais, as dermatofitoses são muito comuns no ser humano, em especial nas virilhas e nos pés. Embora possam prejudicar o desempenho de atletas nessas localizações, o vestuário dificulta o contágio. O uso da expressão tinha do gladiador decorre do fato de as lesões serem comumente encontradas em atletas quase sempre participantes de luta greco-romana. Ao contrário da apresentação típica na pele glabra, como lesões anulares, centrífugas, com bordo róseo e prurido variável, a tinha do gladiador apresenta-se por meio de placas descamativas e mal delimitadas, às vezes eczematizadas. Pelo aspecto pouco característico, esses indivíduos podem ser tratados repetidamente com corticoides tópicos, sem sucesso e eventual agravamento. Tem sido proposto que atletas com lesões por fungos, em áreas IMPETIGO: causado por germes estafilococos e estreptococos, é de fácil contágio. Recomenda-se o imediato afastamento do atleta. 7 VERRUGA VULGAR E MOLUSCO CONTAGIOSO: em lutas e esportes com intenso contato físico, lesões em áreas expostas podem ser disseminadas. As verrugas causam incômodo para o manuseio de equipamento desportivo, bem como em áreas de pressão, como as plantas. O molusco contagioso nos adultos jovens pode estar relacionado com atividade sexual e ser indicador de promiscuidade, motivando a pesquisa de outras DSTs. 7,8 DOENÇAS EXANTEMÁTICAS: o aspecto difuso facilita o diagnóstico sindrômico, mas a multiplicidade de infecções e a dificuldade de diferenciação com quadro alérgico podem exigir exames complementares nem sempre disponíveis. Sugere-se a exclusão do atleta até seu completo restabelecimento. 7,8 Não é possível aprofundar essas recomendações para cada atividade desportiva. A avaliação médica deve ser norteada pelo bom-senso, entendendo que, REFERÊNCIAS: 1. Moeller, JL. Contraindications to Athletic Participation: Spinal, Systemic, Dermatologic, Paired-Organ, and Other Issues. The Physician and Sportsmedicine. 1996; 24 (9). Disponível em: 2. D Acri, AM. Herpes do Gladiador. JMEx. 2005; 46(4): Howe, WB. Preventing Infectious Disease in Sports. The Physician and Sportsmedicine. 2003; 31 (2). Disponível em: 4. Landry GL, Chang CJ. Herpes and Tinea in Wrestling.Managing Outbreaks, Knowing When to Disqualify. The Physician and Sportsmedicine. 2004; 32 (10). Disponível em: physsportsmed.com/issues/2004/1004/landry.htm 5. Adams BB. Tinea corporis gladiatorum: a cross-sectional study. J Am Acad Dermatol 2000;43(6): Adams BB. Tinea corporis gladiatorum. J Am Acad Dermatol 2002;47 (2): D Acri, AM. Dermatoses excludentes de competições esportivas. JMEx. 2007; 51: Cyr, PR. Viral Skin Infections. Preventing Outbreaks in Sports Settings. The Physician and Sportsmedicine. 2004; 32 (7):33-8. Disponível em: issues/2004/0704/cyr.htm 9. Mitten, MJ. When Is Disqualification From Sports Justified? Medical Judgment vs Patients Rights. The Physician and Sports medicine. 1996; 24 (10). Disponível em: com/issues/1996/10_96/mitten.htm 12 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 13

9 Biblioteca Dermatoscopia Biblioteca da SBD ganhará exposição digital no Congresso de Brasília Desde o dia 20 de outubro de 1933, quando foi inaugurada, a biblioteca da SBD passou por grandes transformações e é um dos grandes símbolos da história da dermatologia brasileira Ana Paula Meski (SP) Diretora de Biblioteca 2013/2014 D urante o Congresso Brasileiro, os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) terão a oportunidade de conhecer alguns fatos marcantes das oito décadas de história da Biblioteca da SBD, contados numa exposição digital e preparada especialmente para ser exibida no maior evento da especialidade. O trabalho teve a participação da diretora da Biblioteca, Ana Paula Meski, da coordenadora da Biblioteca, Vanessa Zampier, e da bibliotecária Rosalynn Leite. A Biblioteca da SBD é considerada a maior e mais completa da especialidade na América Latina, possui acervo raro, com cerca de títulos; trata-se de uma preciosidade que todos os associados devem conhecer e valorizar, observou Ana Paula Meski. A viagem no tempo começará com o resgate de seus fundadores e de ilustres dermatologistas que se empenharam em tornar a biblioteca um espaço valioso para guardar a memória da dermatologia do país. Na sequência, são exibidos achados do acervo raro, como Iconographie des maladies cutanées et syphilitiques (Paris, 1895), doado pela A oportunidade de ser diretora da Biblioteca da SBD na gestão do Dr. Márcio Rutowitsch foi uma honra e um grande ensinamento. Conviver com a bibliotecária Rosalynn Leite, conhecer um pouco da magnitude desse acervo, dar minha pequena contribuição para a evolução, manutenção e acesso dos sócios são passagens e fatos inesquecíveis da minha vida. Considero o acervo da Biblioteca da SBD um patrimônio único, maravilhoso e inestimável e esses 80 anos merecem aplausos e reverências! IVONISE FOLLADOR, BAHIA (2003/2004). Com a palavra, dois ex-diretores família Ramos-e-Silva, ou De l anaphylaxie à l immunité (Paris, 1921), doado por Fernando Rabello, o primeiro presidente da SBD, em 1912, ambas obras assinadas por seus doadores. Em outros livros expostos na mostra, o visitante tem oportunidade de ler dedicatórias, como em Tratamento scientifico da lepra pelo oleo de chaulmoogra e seus derivados (estudo das fl acourtiaceas do Brazil) (1926, Brasil), de autoria de João de Aguiar Pupo e dedicado ao Professor Fernando Terra, bem como de fazer um passeio por gravuras pertencentes a livros do acervo raro, que vão de 1823 a Desde sua fundação, em 20 de outubro de 1933, na Clínica Dermatológica e Sifilográfica da Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, a biblioteca teve 32 coordenadores, sendo Wilson Marques de Abreu (RJ) o que a dirigiu mais vezes: 1948/1949, 1978/1979 e 1980/1981. A SBD deve ser valorizada como um todo, desde sua fundação até os momentos atuais. É um espaço em que trabalham pessoas que deixam suas marcas ilustres para o crescimento de nossa especialidade, salienta a diretora da Biblioteca, Ana Paula Meski. A meu ver, os 80 anos da Biblioteca da SBD constituem um marco científico e cultural para a dermatologia brasileira. Ter sido um dos diretores e ter colaborado para seu crescimento é uma grande satisfação na minha vida profissional. Todos os trabalhos em que estive envolvido ao longo daqueles dois anos foram realizados com o máximo de empenho, tendo repercussão altamente positiva dentro da SBD. Cito um dos principais: as interfaces da SBD com órgãos nacionais, como a AMB, e os internacionais como a ILDS, IFD, AAAD e EADV. PAULO R. CUNHA, (SÃO PAULO) 2005/2006. São Paulo sediará evento inédito na especialidade Cirurgia Micrográfica de Mohs Encontro ocorrerá em conjunto com o I CLAD No dia 17 de outubro, em São Paulo, especialistas brasileiros e estrangeiros em cirurgia micrográfica de Mohs estarão reunidos no Centro de Convenções Rebouças para o I Simpósio Latino-Americano de Cirurgia Micrográfica de Mohs. O encontro inédito será organizado pelo Departamento de Cirurgia Micrográfica da SBD com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sociedade Brasileira de Cirurgia Dematológica (SBCD), Hospital AC Camargo e Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM). As inscrições são gratuitas, e as vagas, limitadas. A programação, dividida em três módulos com duração de uma hora cada, abordará os assuntos: desafios no laboratório, desafios oncológicos e desafios de reconstrução, que ficarão sob a coordenação dos membros do Departamento Roberto Tarlé (SP), Selma Cernea (SP), Eugenio Pimentel (SP) e do vice-presidente da SBD, Gabriel Gontijo (SP). Estarão presentes como palestrantes os experts estrangeiros: Gaston Galimberti e Abel Gonzales (Argentina), Rodrigo Schwartz e Nelson Navarette (Chile) Será realizado pela primeira vez em solo brasileiro o Congresso Latino-Americano de Dermatoscopia (I Clad). A iniciativa, originada no Capítulo de Dermatoscopia do Colégio Ibero-Latino Americano de Dermatologia (Cilad), é organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM) e Núcleo de Câncer da Pele do Hospital A.C. Camargo. Participarão do evento que ocorrerá entre 17 e 19 de outubro, no Centro de Convenção Rebouças, em São Paulo, grandes nomes da dermatoscopia mundial e latino-americana, como Giuseppe Argenziano e Giovanni Pellacani (Itália), Scott Menzies (Austrália), Iris Zalaudek (Áustria) e Lidia Rudnicka (Polônia). Estamos trabalhando na elaboração de programação científica inovadora e de excelência, contemplando todos os campos de aplicação da dermatoscopia, com a presença de expoentes da dermatoscopia mundial e latino-americana, disse o presidente Francisco Paschoal (SP). Evento único, excelente oportunidade de interagir com os expoentes internacionais da dermatoscopia. Apesar de ser um congresso focado apenas em metodologias de diagnóstico por imagem, o programa científico é abrangente e envolve principalmente a oncologia cutânea, mas também as doenças inflamatórias e alopecias, afirma Carlos Barcaui (RJ), um dos membros da Comissão Científica. A inscrição no congresso proporcionará créditos no Programa de EMC-D da SBD e no CNA. O I Congresso Latino-Americano de Dermatoscopia tem o apoio científico do Cilad e da International Dermoscopy Society. e Javiera Anquer (Uruguai), e os brasileiros Luciana Takata Pontes (SP), Francisco Paschoal (SP), Luiz Roberto Terzian (SP) e Guilherme Gadens (PR). O evento é muito importante, os convidados são excelentes. É uma ação muito louvável do Departamento de Cirurgia Micrográfica da SBD, que se mostra bastante participativo e atuante. Saliento também a importância do intercâmbio entre o Brasil e esses estrangeiros para a cirurgia de Mohs no Brasil, observou Gabriel Gontijo. Teremos a possibilidade de realizar trocas de experiência e de conhecimento entre especialistas de diversos países que possuem realidades diferentes da nossa, reforça Selma, lembrando que o I Simpósio Latino-Americano de Cirurgia Micrográfica de Mohs destina-se apenas aos associados quites, residentes e especializandos de Serviços Credenciados da SBD inscritos no I Congresso Latino-Americano de Dermatoscopia (Clad), cujo presidente é Francisco Paschoal, um dos palestrantes do encontro. Para consultar a programação científica e inscrições, acesse o site 14 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 15

10 teraderm Internacional BIOLOGIA DO MELANÓCITO VITILIGO BIOLOGY OF THE MELANOCYTE VITILIGO Terapias e condutas em evento de sucesso e exclusivo para sócios da SBD Terapêutica Dermatológica A última edição do Teraderm foi sucesso no número de participantes, na programação científica e na pontualidade das apresentações, que, segundo um dos coordenadores, Ricardo Shiratsu, proporcio- Primeiro curso de terapêutica dermatológica naram aos participantes dinamismo e democracia nos assuntos abordados, todos com graus de importância semelhantes. Quase dois mil dermatologistas participaram do encontro, realizado no último mês de julho, em São Paulo. O evento foi muito elogiado pelos participantes e pela indústria/patrocinadores, e, com esse sucesso de público, acima de 1.700, começa a tomar dimensões de congresso. Lembramos que realizaremos o VI Teraderm, nos dias 5 e 6 de junho do ano que vem, no Centro Convenções do Shopping Frei Caneca (SP), ressalta Shiratusu. Para a presidente da SBD, Denise Steiner, o 5 o Teraderm ganha importância por discutir temas mais comuns na dermatologia de consultório, como a acne, onicopatias, saúde dos cabelos, cirurgias dermatológicas, novidades em cosmecêuticos e novas tecnologias e tratamentos. É uma programação que contempla todas as vertentes da dermatologia e que serviu para aprimorar ainda mais o conhecimento dos dermatolgistas brasileiros, frisa a presidente. Compacto mas rico em conteúdo, curso abrange toda a terapêutica dermatológica, com o diferencial da transmissão ao vivo das aulas A SBD em parceria com a SBD-Resp e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) realizou o Curso Integrado de Dermatologia, nos dias 2 e 3 de agosto, no Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo. Com intuito de contribuir para o crescimento profissional e para a transmissão de informações atualizadas sobre novas técnicas e conceitos da dermatologia, o curso apresentou cinco módulos, com transmissão ao vivo das aulas teórico-práticas, ministradas por profissionais de grande experiência na área. Os módulos discutidos foram divididos nos seguintes temas: Atualização em Laser, Atualização em Cosmiatria, Atualização em Terapêutica, Pérolas Cirúrgicas e Dermatoscopia. Os dermatologistas associados à SBD e os residentes e especializandos de Serviços Credenciados da SBD que participaram dos dois dias do evento ou assistirem a todas as aulas até o dia 16 de setembro vão ganhar 10 pontos na Comissão Nacional de Acreditação (CNA), além de receber o certificado de participação, emitido pela editora Manole Educação e assinado pelos coordenadores dos cursos, os dermatologistas Cyro Festa Neto, professor titular do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), e Vitor Manoel Silva dos Reis, orientador do curso de pós-graduação do Departamento de Dermatologia da FMUSP e editor associado dos ABD. Os médicos inscritos poderão rever as aulas quantas vezes quiserem, até o fechamento da plataforma do curso, no dia 17 de setembro. III Master Class Vitiligo and Pigmentary Diseases - Brazil 2013 Vitiligo é pauta de evento que levará a São Paulo, em outubro, conceituados especialistas nacionais e estrangeiros no tratamento da doença A terceira edição Master Class Vitiligo and Pigmentary Diseases vai reunir importantes especialistas em vitiligo do Brasil e do mundo para compartilhar as últimas técnicas e pesquisas destinadas ao tratamento da doença. É esperada enorme troca de experiências nas 63 apresentações de dermatologistas de sete países, como, por exemplo, Rússia, Itália, Índia, Eslováquia e Estados Unidos. No encontro, que ocorrerá nos dias 25 e 26 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista, os participantes poderão compreender a biologia dos melanócitos humanos, desenvolver estratégia para diagnosticar todas as formas clínicas de vitiligo, outras doenças relacionadas e distúrbios pigmentares comuns (benignos e malignos), além de identificar as terapias convencionais e inovadoras mais aceitas para o tratamento dos sintomas e dos sinais da desordem pigmentar que desencadeiam a queda da autoestima dos pacientes. Contamos com a participação de todos nesse evento que só tem a engrandecer a nossa especialidade. Nossa intenção é promover a máxima interação entre os dermatologistas brasileiros e estrangeiros na discussão dos avanços mais recentes no tratamento do vitiligo e outras desordens pigmentares, salienta o coordenador do encontro, Paulo R. Cunha. A primeira reunião Master Class Vitiligo and Pigmentar Diseases ocorreu em Barcelona (2011). No ano seguinte, a Espanha foi o país-sede. O encontro no Brasil terá o apoio da SBD Nacional, SBD-Resp, além das sociedades médicas internacionais World Health Academy (WHA), Vitiligo Research Foundation (VRF), European Academy of Dermatology and Venereology (EADV) e o Colegio Iberolatino-americano de Dermatologia (Cilad). LEUCODERMIAS LEUCODERMIAS DESORDENS DA HIPERPIGMENTAÇÃ O HYPERPIGMENTATION DISORDERS Yan Valle (Canadá), presidente do VRF Vitiligo Research Foundation: situação atual e perspectivas Hana Zelenková (Eslováquia) Tratamento com agulhas no vitiligo, Desafios do melanoma: o programa euro do melanoma Robert Schwartz, Michelle Tarbox (Estados Unidos) Vitiligo, perspectivas esclarecedores e Desafios em lesões pigmentadas benignas e malignas: ovelha em pele de lobo e lobo em pele de ovelha Davinder Parsad (Índia) Imunomoduladores Torello Lotti (Itália), presidente da WHA Laser / UVA1 Laser Alba, Vitiligo, o que há de novo PALESTRANTES ESTRANGEIROS Jorge Ocampo (México) Opções de tratamentos ablativos para o melasma Igor Korobko (Rússia) Biologia celular: nicho melanocítico defeituoso e Padrão ouro para bio-banking para vitiligo 16 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 17

11 Cosmiatria e Laser SBD promove 6 o Simpósio de Cosmiatria e Laser em outubro Especialistas mostrarão as principais novidades e perspectivas das áreas cutidos os temas Toxina botulínica; Preenchedores; Cicatrizes hipertróficas e queloides; Laser e luz intensa pulsada; Dismorfia: como lidar?; e Iatrogenia: como evitar? Todos os blocos terão dois coordenadores, escolhidos pela comissão organizadora e pela presidente e pelo vice-presidente da SBD, Denise Steiner e Gabriel Gontijo. São pessoas já acostumadas com essa forma de simpósio e didaticamente compatíveis com a ideia de dinamismo dos blocos. Cada uma dessas duplas escolheu os participantes de seus respectivos blocos, informou Jayme. ÉTICA EM COSMIATRIA O assunto está na pauta do bloco Miscelânea Cosmiátrica, que vai tratar de temas de interesse do dia a dia do dermatologista, sendo também oportunidade para atualização sobre os cuidados com os cabelos e a manutenção da saúde da pele masculina, e para apresentação das perspectivas dos cosmecêuticos, produtos eficazes como coadjuvantes no tratamento do envelhecimento cutâneo, acne, melasma, entre outros, detalha a coordenadora Edileia Bagatin. Carboxiterapia A dermatologista destacou os assuntos que serão abordados na aula Ética em cosmiatria, como a falta de resultados, apesar do custo financeiro elevado para o paciente, pela má indicação principalmente de procedimentos sem embasamento científico envolvendo novidades em geral em equipamentos alguns profissionais não esperam a publicação de bons estudos para adotar e vender tratamentos aos pacientes; indicações equivocadas de tratamentos visando ao retorno financeiro em detrimento da melhor opção, às vezes a ideal, mas sem possibilidades de ganhos equivalentes; o encarar a cosmiatria como ciência médica e, por isso, com necessidade de atualização constante e análise crítica da literatura como em toda a medicina; enfim, a discussão do papel da cosmiatria como área de atuação de uma especialidade médica que é a dermatologia. Antes de se dedicar à cosmiatria, é preciso ser e se comportar como médico e dermatologista, fazendo jus ao juramento feito na conclusão da graduação em medicina, frisa Edileia Bagatin. As inscrições e a programação preliminar estão disponíveis no site da SBD: 18 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Envelhecimento facial global, desafios de tratamento, cicatrizes de acne, laser nas afecções cutâneas, tratamentos extrafaciais, de lesões vasculares e pigmentadas são alguns temas dos 13 blocos que vão compor a programação do 6 o Simpósio de Cosmiatria e Laser da SBD. Coordenado por Jayme de Oliveira Filho (SP), Emmanuel Rodrigues de França (PE), Paulo Barbosa (BA) e Ana Maria Costa Pinheiro (DF), o encontro ocorrerá nos dias 25 e 26 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e promete provocar amplo diálogo científico sobre as novidades das áreas. Nossa ideia é promover uma grande dinâmica durante os dois dias do evento, fazendo com que especialistas experientes e habilitados em cada uma das temáticas abordadas discutam de forma a enriquecer os conhecimentos de todos os participantes, observou Jayme Oliveira Filho, um dos coordenadores. Segundo sua informação, o Simpósio vai alternar temas ligados à cosmiatria com outros pertencentes ao Departamento de Laser, estimulando ainda mais as discussões das dúvidas apresentadas. Também sugerimos que cada bloco traga ao menos um dos temas com exposição em vídeo para facilitação do entendimento dos assuntos abordados, completa. Cada bloco terá cerca de 60 minutos e debaterá seis assuntos seguidos de discussão. Sob coordenação de Alexandre Filippo (RJ), a aula Desafios do dia a dia focalizando os temas Hiperpigmentação periorbital olheiras: combinando técnicas para obter melhores resultados; Rejuvenescendo a região perioral: combinando técnicas para obter os melhores resultados; Toxina botulínica na enxaqueca: você usa? como?; Flacidez da região periorbital: qual é a melhor abordagem?; Siringoma: qual é a melhor técnica?; e Xantelasma: qual é a melhor técnica? mostrará alguns problemas inestéticos de tratamento complicado. Devido à grande evolução da indústria nessa área, novidades são colocadas no mercado, novas técnicas, produtos e tecnologias surgem, acarretando aumento de nossa necessidade de atualização. A programação científica está bem completa e abrangente, e nesse módulo que coordeno com o Dr. Sergio Talarico (SP) discutiremos problemas inestéticos de difícil tratamento, combinação de técnicas e contaremos com a ajuda de especialistas, nos repassando suas experiências e as melhores condutas, explica Filippo. Já no módulo Complicações: como evitar e como tratar, sob a coordenação de Jayme de Oliveira Filho (SP) e Gabriel Gontijo (MG), serão apresentados e dis- CFM solicita à Anvisa e ao Ministério Público que a carboxiterapia seja utilizada como prática terapêtica reconhecida. SBD aprova a medida O Conselho Federal de Medicina (CFM), representado pelo presidente Roberto D Ávila, enviou em abril dois ofícios, dirigidos à Anvisa e à Procuradoria Geral da República, solicitando auxílio para que a prática da carboxiterapia seja utilizada como prática terapêutica reconhecida e, especialmente, não autorizando a utilização de instrumentos cirúrgicos para a realização desse procedimento experimental. O CFM também entrou com representação contra o Acórdão Coffito n. 293, de 16 de junho de 2012, que aprova a normatização e recursos próprios da Fisioterapia Dermatofuncional. Nos documentos, a entidade ressaltou: A carboxiterapia, nas mais variadas especialidades médicas e/ou áreas de atuação, por não ter na atualidade reconhecimento científico, sendo portanto ato médico experimental, não pode ser divulgada nem exercida fora dos parâmetros da Resolução CFM n /12. Assim, a prática é considerada pelo CFM como sem comprova- ção/segurança científica, devendo o médico que utilizar tal técnica seguir os protocolos científicos e éticos estabelecidos na Resolução do CFM 1.982/12, em especial utilizar a prática de forma gratuita e meramente experimental. Contudo, o Conselho Federal de Fisioterapia (Confitto) tem fomentado a prática da carboxiterapia, inclusive tendo baixado normas regulamentando a referida técnica (Acórdão n. 239, de 16 de junho de 2012) e incentivando os fisioterapeutas a utilizarem essa terapêutica. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vem-se empenhando em apoiar o CFM com informações técnicas e está acompanhando de perto as deliberações do Crefitto; agora, a palavra final está com a Anvisa. Como entidade, temos condições de fornecer todo o subsidio técnico e ético; resta agora acompanhar o desfecho, mas iremos até o fim em mais essa luta, esclareceu a primeira secretária da SBD, Flávia Addor. Jornal da SBD Ano 17 n.4 19

12 Capa Num só grito: a dermatologia se engaja na luta pela qualificação do exercício da medicina no país Médicos em Pernambuco em protesto contra a desqualificação da saúde brasileira. Profissionais do estado também promoveram um mutirão no Memorial da Medicina para atendimento gratuito à população 20 Jornal da SBD Ano 17 n.4 SBD apoia entidades médicas e se posiciona quanto aos vetos da presidência da República ao Ato Médico, ressaltando a necessidade das mobilizações por todo o país, bem como a orientação aos pacientes sobre importância de conhecer a Lei MP 621/13. Manutenção dos vetos pelo Congresso frustra e provoca temor na classe médica A aprovação do projeto Ato Médico pelo Senado Federal, no dia 18 de junho, constituiu grande avanço para a dermatologia brasileira, que há anos sofre com as inúmeras invasões na especialidade, além de uma tranquilidade para a população do país. Em tramitação há dez anos, a Lei MP 621/13 foi tema de mais de 20 audiências públicas, durante as quais foram escutados vários setores da sociedade, entidades representativas de todas as profissões da saúde, entre elas a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), até chegar ao texto final que atende, principalmente, às necessidades da sociedade. No entanto, o projeto, que regulamenta a atividade médica, restringindo à categoria atos como a prescrição de medicamentos e o diagnóstico de doenças, foi vetado pela Presidência da República no dia 11 de julho (veja na p. 26 as razões de alguns vetos e a posição da SBD sobre eles). A notícia caiu como um jato de água fria para as entidades médicas e sociedades de especialidades. A Diretoria da SBD fez pronunciamento aos associados e à população sobre os vetos, frisando que o desconhecimento e desrespeito ao trabalho do Congresso os nortearam. A leitura detalhada da Lei do Ato Médico não mudaria em nada o trabalho multidisciplinar que vem sendo realizado até o momento. O que acontecerá agora? Quem irá preparar toda a equipe para realizar os diagnósticos e tratamentos? Serão os protocolos frios e sem interatividade do Sistema Único de Saúde (SUS)? Vejam como está a situação real da hanseníase no Brasil. Essa situação é mascarada por dados governamentais. A SBD se solidariza, apoia as entidades médicas e lutará até o fim para evitar essa mutilação do Ato Médico que trará, no final, mais prejuízo e risco à população. Conclamo todos os sete mil dermatologistas a participar desse movimento para que possamos reparar essa grande injustiça, assinalou a presidente da SBD, Denise Steiner, no site da entidade, no dia 12 de julho. INVESTIMENTOS BAIXOS NA SAÚDE E QUEDA DE QUALIDADE DE VIDA DOS BRASILEIROS Num governo pautado por falsas promessas, nada é mais difícil do que se deparar com a realidade. Com o passar dos anos, tem ficado cada vez mais nítido o fato de que a saúde é a área mais negligenciada. Em 2012, foi a que mais perdeu dinheiro do Orçamento, com um corte de mais de cinco bilhões, o equivalente a 6% da verba aprovada pelo Congresso. Foram investidos pelo governo apenas 10% do que ele prometera na construção de prontos-socorros, por exemplo. Neste ano, até agora o investimento foi zero. Neste momento crucial para a área da saúde, a Sociedade Brasileira de Dermatologia tem clamado a união de todos os associados para que seja consolidada a luta pela defesa profissional da especialidade. Os associados da SBD entenderam a importância disso e foram às ruas para lutar em defesa da saúde pública do país. É hora de planejarmos as estratégias como um grupo unido, forte, responsável, comprometido e atuante. Todas as Regionais da SBD estão convocadas a participar das ações das entidades médicas em seus respectivos estados, afirmou a Diretoria, que participou de diversas reuniões em São Paulo e em Brasília para analisar os acontecimentos que atingem o exercício da profissão e promover estratégias contra a decisão do governo. No dia 17 de julho, em São Paulo, a presidente da SBD, Denise Steiner, reuniu-se com o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso. No dia seguinte, o dermatologista Rubens Leite (DF) representou a SBD em uma reunião da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), na capital federal. Os diálogos não cessam. Em diversos encontros, as lideranças das entidades médicas de todo o país debateram a votação dos vetos à Lei do Ato Médico e à MP 621, que institui o Programa Mais Médicos (abaixo). No dia 19 de julho, as entidades comunicaram seu desligamento de Comissões e Câmaras Técnicas do Governo nas áreas da saúde e educação. Os exageros recentes dos Conselhos Federais de Biomedicina, Farmácia e Fisioterapia em propor que seus associados possam atuar em atividades próprias do dermatologista (peelings, aplicação de toxina botulínica etc.) são fruto de uma brecha legal inaceitável. A aprovação do Ato Médico corrigiria finalmente essa situação e resguardaria aos médicos dermatologistas a execução desses procedimentos, garantindo à população que apenas profissionais especificamente treinados para esse fim possam exercer os procedimentos estéticos, argumentou Omar Lupi. Jornal da SBD Ano 17 n.4 21

13 Capa Alunos da Policlínica em protesto na Cinelândia, no centro do Rio A luta continua. Entidades médicas vão à justiça contra o Mais Médicos Pietro Novellino e Omar Lupi, respectivamente presidente e 1 o secretário da nova gestão da ANM (2013/2015), prestigiados em sua posse por Gabriel Gontijo, Vice-presidente da SBD, e por Gilvan Alves, Presidente do 68 o Congresso da SBD, em Brasília A MANIFESTAÇÃO DOS JALECOS BRANCOS Equipe da UniRio em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Agência Brasil Uma imagem que sintetiza a revolta da classe médica brasileira A presidente da SBD, Denise Steiner, participou no dia 26 de junho, em São Paulo, de uma reunião com representantes de sociedades e entidades médicas para acertar a realização de uma grande mobilização da categoria contra o anúncio de vinda imediata de profissionais estrangeiros para o atendimento à rede pública. As manifestações e passeatas ocorreram no dia 3 de julho, num movimento único para exigir, acima de tudo, o respeito à boa medicina. Na data, médicos de todo o Brasil e muitos dermatologistas de vários estados brasileiros foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho e melhoria da área de saúde como um todo, bem como declarar-se contra a importação de médicos estrangeiros sem revalidação. Também participaram do protesto professores, residentes e estudantes de medicina. A organização das atividades ficou a cargo das entidades médicas regionais. O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), Academia Nacional de Medicina (ANM), e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) apoiaram o movimento. No Brasil, o Estado responde por 44% dos gastos em saúde, quando em países com sistemas universais como o brasileiro essa quota gira em torno de 80%. O baixo investimento do governo brasileiro na saúde pública, em oposição à importação de médicos estrangeiros sem a revalidação de diplomas e pela adoção de medidas que permitam o exercício da medicina e a qualificação da assistência, foi o centro da discussão. Importantes instituições estiveram representadas na manifestação, como o Serviço de Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, a SBD-RJ e o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle UniRio. As medidas têm por objetivo conscientizar e trazer a público a caótica situação do sistema de saúde brasileiro, e não prejudicar ou dificultar ainda mais a vida da população. A SBD endossa as medidas anunciadas pelos órgãos de classe e incentiva os associados a se engajar nas manifestações que ocorrerem em seus estados, agindo sempre de forma pacífica, prudente e em conformidade com o que for estabelecido pelas entidades regionais, afirmou a Diretoria da SBD. PROTESTOS CONTINUAM Outras manifestações ocorridas nos dias 30 e 31 de julho atingiram o Distrito Federal e 16 estados. Nas datas, a categoria suspendeu os serviços eletivos públicos, poupando os atendimentos de urgência e emergência. No dia 30, médicos se deitaram em frente ao prédio do Ministério da Saúde, em Brasília contra o programa Mais Médicos e os vetos presidenciais ao Ato Médico. No dia 31, a paralisação dos médicos em Pernambuco contou com o mutirão de atendimentos no Memorial da Medicina. Durante todo o dia, foram realizadas consultas médicas nas áreas de cardiologia, clínica médica, pediatria, urologia e dermatologia. Participou um expressivo número de dermatologistas, incluindo preceptores e médicos residentes dos Serviços Credenciados de Dermatologia Centro de Estudo Dermatológico do Recife (Ceder), Hospital Otávio de Freitas, Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e Hospital Oswaldo Cruz. Ainda em 31 de julho, a presidente da SBD, Denise Steiner, representou a SBD em reunião na AMB entre as associações médicas estaduais e presidentes de sociedades de especialidades. Tanto a SBD quanto as demais entidades médicas têm recebido total apoio da Academia Nacional de Me- dicina (ANM) nessa luta profissional. Na foto acima, o vice-presidente da SBD, Gabriel Gontijo, e o presidente do Congresso de Brasília, Gilvan Alves, prestigiam a cerimônia de posse do presidente Pietro Novellino, eleito em julho, e pela terceira vez na história, para mais um mandato de presidente da ANM 2013/2015. Também integra a nova diretoria, como 1 o secretário, o dermatologista Omar Lupi. MAIS MÉDICOS: AÇÃO CIVIL PÚBLICA Iniciado no dia 8 de julho, o programa Mais Médicos tem como meta fixar médicos brasileiros e estrangeiros no interior do país e nas periferias e, para tanto, dispensa a revalidação do diploma para médicos formados no exterior. As entidades médicas protestaram ao pedir um Sistema Único de Saúde (SUS) público, integral, gratuito, de qualidade e acessível a todos. No dia 22 de julho, a AMB, a ANMR, o CFM e a Fenam enviaram carta aberta aos médicos e à sociedade, na qual as entidades médicas nacionais classificam a medida como inócua, paliativa e populista. Um trecho do documento afirma que: É preciso reconhecer que é a falta de investimentos e a gestão incompetente desse sistema que afastam os médicos brasileiros do interior e da rede pública, agravando o caos na assistência. A AMB, a ANMR, a ANM, o CFM e a Fenam assim como outras entidades e instituições, os 400 mil médicos brasileiros e a população, conscientes da fragilidade da proposta de importação não admitirão que se coloque em risco o futuro de um modelo enraizado na nossa Constituição e a vida de nossos cidadãos. Para tanto, tomarão todas as medidas possíveis, inclusive jurídicas, para assegurar o Estado Democrático de Di- reito no país, com base na dignidade humana. No dia 23 de julho, o CFM entrou com uma ação civil contra a União para tentar suspender o programa Mais Médicos. O Conselho questiona a possibilidade de o governo trazer médicos formados no exterior sem que eles passem pela revalidação do diploma e sem a comprovação de domínio da língua portuguesa. Foram propostas outras ações judiciais que atacaram outros pontos do programa. A AMB e a Fenam ajuizaram ações contra a Medida Provisória 621/2013, também em 23 de julho. Desde 2011, as entidades médicas buscavam insistentemente o consenso e apresentavam propostas para a interiorização da assistência. Foram realizadas desde então várias reuniões nos ministérios da Saúde e Educação e, segundo nota das entidades médicas à sociedade: Em todas as oportunidades, mostraram-se dispostas a ouvir os argumentos e posicionaram-se com sugestões concretas para levar o atendimento aos municípios do interior. Entre as soluções encaminhadas, encontram-se a criação de uma carreira de Estado para o médico e outros profissionais do SUS, a implantação de um Programa de Interiorização do Médico Brasileiro e vinda de médicos estrangeiros aprovados no exame de validação de diplomas (Revalida) para atuar em áreas de difícil acesso e provimento. A forma indiferente como as propostas foram tratadas e os constantes ataques aos médicos e suas entidades, transferindo-lhes a responsabilidade pela crise da assistência, que se deve à falta de investimentos, má gestão e corrupção, sinalizaram que o governo não tem interesse em dialogar ou elaborar soluções com a participação dos médicos e outros setores da sociedade. 22 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 23

14 Capa Veja algumas justificativas do veto ao Projeto de Lei n. 268/2002 e trechos das contrarrazões apresentadas pela SBD ao governo 24 Jornal da SBD Ano 17 n.4 No começo de agosto, o Ministério da Saúde divulgou uma lista da primeira chamada dos participantes do Mais Médicos. Pelo menos médicos dos que tinham concluído a inscrição abandonaram o processo de adesão nessa primeira chamada e, até o dia 7 de agosto, apenas 938 médicos com registro no Brasil homologaram suas inscrições. Isso representa 6,1% das vagas oferecidas em municípios que aderiram ao programa. Em função da baixa adesão dos médicos brasileiros, o governo anunciou no dia 22 de agosto, a vinda de 4 mil profissionais cubanos, que atuaram em serviços de atenção básica em 701 cidades do país. As entidades profissionais condenaram o anúncio feito pelo Ministério da Saúde e temem riscos no atendimento. Para elas, o governo age por interesses político-eleitorais. Engajada contra a decisão do governo, a SBD com o respaldo de sua assessoria jurídica, elaborou documento contendo as razões dos vetos e as contrarrazões para derrubá-los, mostrando os riscos à população caso os vetos sejam mantidos. O dossiê, que também contém vasto material fotográfico documentando situações de complicações dermatológicas resultado de atendimento de pacientes por não médicos, foi entregue pela presidente Denise Steiner e pelo vice-presidente Gabriel Gontijo em audiências com deputados federais e senadores envolvidos com a Lei do Ato Médico realizadas no dia 7 de agosto, em Brasília, onde, em conjunto com as entidades médicas, foi articulada uma reunião com as lideranças partidárias para derrubar os vetos. Os parlamentares receberam as cédulas para votar, ENCONTRO NACIONAL DAS ENTIDADES MÉDICAS A SBD se uniu às entidades médicas para discutir os vetos à Lei do Ato Médico e o enfrentamento da crise na saúde no Enem Extraordinário, ocorrido nos dias 9 e 10 de agosto, na sede da Associação Médica de Brasília (AMBr). Promovido pelo Comitê Nacional de Mobilização das Entidades Médicas (ANMR, AMB, CFM, FBAM, Fenam), o encontro reuniu 500 delegados, sendo 150 representantes das associações médicas e sociedades de especialidades; 150 dos conselhos de medicina; 150 dos sindicatos médicos; e 50 das associações de residentes. Na ocasião, foram debatidas as implicações da medida na graduação e residência médicas. Dossiê técnico analisa os dispositivos vetados pela presidência. Apesar de todos os esforços, em votação apertada, vetos são mantidos até o dia 20 de agosto, pela derrubada dos vetos da presidência. O resultado, no entanto, frustrou à classe médica brasileira. Numa decisão apertada, o Congresso manteve os 10 vetos da presidente Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico. Para derrubada dos vetos era necessário o apoio de 257 deputados e de 41 senadores. A SBD incentivou seus associados a se unir e entrar em contato com os líderes de partidos políticos solicitando que votassem a favor da derrubada dos vetos. Tentamos de todas as formas mas, infelizmente, não foi possível reverter esse quadro. Ainda assim, a SBD frisa que, ao lado das entidades médicas, está atenta às possíveis irregularidades e defende a qualidade da assistência, a boa prática médica e a proteção e segurança da vida e da saúde dos pacientes, disse a presidente Denise Steiner, que compareceu à votação final, ocorrida na noite do dia 20, no Congresso. De acordo com o CFM, a decisão não implica em ampliação das competências e atribuições das outras 13 categorias da área da saúde. As únicas exceções possíveis para que outros profissionais da saúde realizem alguns tipos de diagnóstico e de prescrição ocorrem em situações determinadas em programas de promoção da saúde, combate e prevenção a doenças. Quem realizar atos de diagnóstico e prescrição fora destas situações específicas, deve ser denunciado e, se condenado, pode receber pena de seis meses a dois anos de prisão, conforme estabelece o Código Penal. O CFM também alerta a sociedade para o prejuízo que os vetos da presidente Dilma Rousseff trarão aos pacientes, especialmente aqueles atendidos pelo SUS. Sem a garantia do que estava previsto no texto original do PLS 268/2002, o governo poderá adotar protocolos oferecendo aos pacientes serviços realizados por profissionais sem a devida competência. Inciso I do caput e 2º do art. 4º I formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica; 2º Não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva. Razões dos vetos: O texto inviabiliza a manutenção de ações preconizadas em protocolos e diretrizes clínicas estabelecidas no Sistema Único de Saúde e em rotinas e protocolos consagrados nos estabelecimentos privados de saúde. Da forma como foi redigido, o inciso I impediria a continuidade de inúmeros programas do Sistema Único de Saúde que funcionam a partir da atuação integrada dos profissionais de saúde, contando, inclusive, com a realização do diagnóstico nosológico por profissionais de outras áreas que não a médica. É o caso dos programas de prevenção e controle à malária, tuberculose, hanseníase e doenças sexualmente transmissíveis, dentre outros. Assim, a sanção do texto colocaria em risco as políticas públicas da área de saúde, além de introduzir elevado risco de judicialização da matéria. (...) SBD: Razões para a rejeição dos vetos: riscos à saúde dermatológica da população caso o veto seja mantido A SBD alega que a defesa de que o diagnóstico e tratamento das doenças é um ato médico não significa um ato de cooperativismo, mas sim, revela grande preocupação com a saúde da população. Outros profissionais da área de saúde podem e devem agir de forma integrada com o médico, participando dos protocolos e diretrizes estabelecidas no Sistema Único de Saúde (SUS), no entanto, a formulação do diagnóstico nosológico final e a respectiva prescrição terapêutica devem ser considerados um ato médico, pois apenas o profissional de medicina tem a necessária bagagem científica para atos de tamanha importância para o ser humano. Por outro lado, está claro que a necessidade de tal atuação integrada, como um princípio balizador das ações do SUS, poderia ser perfeitamente veiculada por meio de decreto do Poder Executivo, não inviabilizando, portanto, a manutenção dos programas de prevenção e controle à malária, tuberculose, hanseníase e doenças sexualmente transmissíveis, entre outros, não comprometendo nenhuma das políticas públicas da área da saúde. Incisos I e II do 4º I invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou abrasivos; II invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos; Razões dos vetos: Ao caracterizar de maneira ampla e imprecisa o que seriam procedimentos invasivos, os dois dispositivos atribuem privativamente aos profissionais médicos um rol muito extenso de procedimentos, incluindo alguns que já estão consagrados no Sistema Único de Saúde a partir de uma perspectiva multiprofissional. Em particular, o projeto de lei restringe a execução de punções e drenagens e transforma a prática da acupuntura em privativa dos médicos, restringindo as possibilidades de atenção à saúde e contrariando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema Único de Saúde. O Poder Executivo apresentará nova proposta para caracterizar com precisão tais procedimentos. Inciso I do 5º I aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e intravenosas, de acordo com a prescrição médica; Razões dos vetos: Ao condicionar os procedimentos à prescrição médica, os dispositivos podem impactar significativamente o atendimento nos estabelecimentos privados de saúde e as políticas públicas do Sistema Único de Saúde, como o desenvolvimento das campanhas de vacinação. Embora esses procedimentos comumente necessitem de uma avaliação médica, há situações em que podem ser executados por outros profissionais de saúde sem a obrigatoriedade da referida prescrição médica, baseados em protocolos do Sistema Único de Saúde e dos estabelecimentos privados. SBD: Razões para a rejeição dos vetos: mais riscos à saúde dermatológica da população caso o veto seja mantido e proposta de texto complementar Caso sejam mantidos os três vetos acima, profissionais não médicos estarão autorizados a realizar atos inegavelmente médicos, sem a necessária preparação técnico-científica, podendo acarretar graves complicações e sérios riscos para a saúde da população. Pode-se, por exemplo, explicar a diferença entre aplicar uma vacina ou fazer uma punção venosa (atos não privativos de médicos) e aplicar ácido (peeling químico), toxina, preenchedor e realizar procedimentos utilizando aparelhos de luz intensa pulsada, laser, radiação infravermelha e radiofrequência (estes verdadeiros atos médicos). Jornal da SBD Ano 17 n.4 25

15 Vitiligo É PRUDENTE LEMBRAR QUE NÃO EXISTE O VITILIGO, E, SIM, O PACIENTE COM VITILIGO. O SUCESSO TERAPÊUTICO ESTÁ ESTRITAMENTE RELACIONADO À QUALIDADE DA RELAÇÃO MÉDICO/PACIENTE, À QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE E A SEU INTERESSE EM FAZER O TRATAMENTO NECESSÁRIO E INDICADO. NA MINHA VISÃO, É O QUE PREVALECERÁ NO FUTURO Tania Nely Rocha (MG) CRM 14352/ES RQE 6267 Secretária do Departamento de Psicodermatologia da SBD Vitiligo: onde estamos e para onde vamos? Por Tania Nely Rocha Caros colegas dermatologistas, convido-os a refletir sobre a pergunta que intitula este texto antes de começar a leitura. A seguir, vejam se concordam com minhas opiniões e, se possível, peço que me enviem por * suas considerações pessoais. É certo que durante os últimos anos houve vários avanços no tratamento do vitiligo. Sua patogênese não é ainda totalmente conhecida, embora progressos substanciais tenham sido feitos tanto nesse aspecto quanto no tratamento dessa afecção. Estudos recentes revelam papéis importantes do sistema imunológico e do melanócito em si. O desenvolvimento de um tratamento eficaz para o paciente com vitiligo depende do máximo entendimento dos mecanismos de despigmentação e repigmentação da pele e da excelência e efetividade no relacionamento médico/paciente. A qualidade de pensamentos do indivíduo influencia a pele, incluída a unidade melânica. Os pensamentos são processados no sistema límbico-hipotalâmico e transmitidos à pele, assim como a todos os outros órgãos através dos nervos e da corrente sanguínea, via mensageiros químicos. Esses mensageiros ligam o sistema nervoso central com a pele, estabelecendo-se, assim, o conceito de sistema psiconeuroimunoendocrinodermatológico. Está comprovado, por exemplo, que o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP) tem efeito modulador sobre as células de Langherans, as quais estão em constante contato com nervos epidérmicos que segregam o peptídeo. Também o alfa-msh é potente imunomodulador, inibidor da produção de IL1 e 2 e IFN-gama. Sob ação do estresse, o CGRP inibe a apresentação de antígenos da célula de Langherans, e o alfa-msh age como imunossupressor. Isso embasou a viabilização do alfamelanotide, análogo sintético do MSH, que está em estudo para ser utilizado em vitiligo. Por seu efeito fotoprotetor, a substância foi aprovada na Europa apenas para uso em pacientes com protoporfiria eritropoiética. Para ser indicado no tratamento de pacientes com vitiligo, mais estudos aprofundados ainda precisam ser feitos. Desenvolvidos na Universidade do Arizona e no Centro de Câncer Arizona, o alfamelanotide melanotan-i e melanotan-ii são as duas versões sintéticas de hormônio estimulante de melanócitos. O melanotan- -I é molécula de 13 aminoácidos em arranjo linear, e o melanotan-ii é versão abreviada, circular de melanotan- I. Ambos estimulam a pigmentação cutânea, sem exposição ao sol. O melanotan-ii também levou ao aumento da libido e ereções espontâneas como efeitos colaterais e, portanto, está agora sendo estudado como uma droga para disfunção sexual e erétil. Válido é o tratamento fototerápico com UVB de banda estreita, bem como a fototerapia com excimer laser e excimer lamp 308nm. O Polypodium leucotomos (uma espécie de samambaia) tem sido usado como imunomodulador, antioxidante e fotoprotetor oral no tratamento do vitiligo. Existem artigos publicados sobre o uso de kellin, substância de uso tópico feita com base no extrato da planta Ammi visnaga, em pacientes com vitiligo. Uma pseudocatalase modificada também está em estudo. Transplante autólogo de melanócitos é outra possibilidade terapêutica que deve ser discutida com o paciente quando o vitiligo é segmentar ou apresenta alguma mancha que não repigmentou com tratamentos realizados anteriormente. Feito o transplante autólogo de melanócitos, a associação do excimer laser 308nm ou excimer lamp 308nm pode trazer vantagens, acelerando o processo de pigmentação. (1) Psicoterapia e hipnose podem ser utilizadas para os pacientes que relatam surgimento da doença após estresse emocional ou que não estejam lidando de forma equilibrada com a doença. Homeopatia, medicina antroposófica, fitoterápicos, aromoterapia, cromoterapia, cristais terapêuticos e acupuntura podem ser utilizados para os pacientes adeptos da linha holística, validando a associação da espiritualidade como incentivo para ampliar os recursos internos do paciente. Segurança e custo devem ser sempre levados em consideração. Mesmo medicamentos que podem ser efetivos no tratamento de pacientes com vitiligo e que são considerados naturais, têm suas contraindicações. Exemplo: o Polypodium leucotomos pode levar um paciente com colon irritável a ter mais diarreia e também levar um paciente com diabetes a ter elevação da glicemia. Cada vez mais aprendemos que medicamentos naturais também têm seus efeitos colaterais. É prudente lembrar que não existe o vitiligo, e, sim, o paciente com vitiligo. O sucesso terapêutico está es- tritamente relacionado à qualidade da relação médico/ paciente, à qualidade de vida do paciente e a seu interesse em fazer o tratamento necessário e indicado. Na minha visão, é o que prevalecerá no futuro. Fato é que o dermatologista deve solicitar exames complementares a fim de investigar outras comorbidades associadas ao vitiligo. A comunicação do paciente com um dermatologista atento deve incluir necessariamente a verificação efetiva dos itens: localização e extensão das lesões, fatores de piora ou melhora espontâneas; por que o paciente apresenta a dermatose e por que naquele momento de sua vida? como o paciente se sente ao apresentar a doença? qual o significado da reação das pessoas em relação à doença? Tendo a total certeza do correto diagnóstico, o especialista em dermatologia há que ponderar sobre a forma de comunicar o diagnóstico ao paciente ou aos familiares que porventura o acompanhem na consulta. Sabemos que na maioria das vezes, esse diagnóstico, feito pelo especialista, traz significativo impacto ao paciente e a sua família. Assim, vem ao nosso pensamento: como e quando informar ao paciente o diagnóstico? Usando quais palavras? Uma abordagem cuidadosa nessa fase, reforçando o vínculo com o paciente, possibilitará maior adesão e melhores resultados aos tratamentos propostos. Em artigo por mim publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia, em 2002, resumi conceitos ainda válidos até os dias de hoje. (2) A abordagem pela psiconeuroimunoendocrinodermatologia mostra o caminho e a certeza de que podemos evoluir no presente para colher no futuro. Penso que no futuro ainda haverá o que evoluir, sempre. E você, dermatologista, o que pensa sobre esse tema? REFERÊNCIAS: 1. Rocha, TN, Rocha RH. Excimer laser 308nm no tratamento do vitiligo. Sug. Cosmet. Dermatol ; 2(2): Rocha, TN. Uma contextualização sob a ótica integrativa. An. Bras. Dermatol. vol.78 n.5 Rio de Janeiro, * 26 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 27

16 Ações da Diretoria SBD dá boas-vindas aos aprovados no TED 2013 durante Congresso Brasileiro Ação faz parte do Projeto Novo Associado da SBD, desenvolvido este ano pela entidade e que reconhece os esforços dos futuros associados na obtenção do título de especialista ta entre os associados, que esperam uma maior aproximação da SBD com seus sócios, iniciando já com os aprovados no TED. Trata-se de uma oportunidade para mostrar a todos os membros da SBD que a Diretoria quer fortalecer a posição do jovem especialista e se aproximar cada vez mais de seus associados, disse. Psoríase Durante o próximo Congresso da SBD, em Brasília, a SBD fará uma cerimônia de boas-vindas aos 329 aprovados no último exame do Título de Especialista em Dermatologia (TED). Na ocasião, haverá um coquetel, e a atual Diretoria da SBD fará a entrega simbólica do Título de Especialista e de um kit de boas-vindas, composto de importantes fascículos para auxílio no início da carreira. Os fascículos abordarão temas sobre montagem de consultório, gestão, planos de saúde, ética e marketing médico e defesa profissional. No material, o aprovado no TED também receberá todas as instruções sobre como requerer o Título de Especialista, como registrá-lo e obter o RQE (Registro de Qualificação de Especialidade), necessário para o médico se divulgar como dermatologista. O projeto foi idealizado pelo vice-presidente da SBD, Gabriel Gontijo, após rever a recente pesquisa feicinco cursos de atualização em psoríase serão realizados em 2013 Os cursos de atualização em psoríase de 2013 vão manter os moldes anteriores e ocorrerão ao longo do ano em cinco cidades brasileiras. O objetivo das aulas é levar a atualização do tema de grande impacto na dermatologia atual para o maior número possível dos associados que vivem no eixo Rio-São Paulo, permitindo uma ampla troca de experiências e informações com os especialistas convidados, altamente gabaritados no manejo de pacientes com psoríase. O primeiro curso do ano foi realizado no dia 22 de junho pela SBD-MS, sob coordenação geral de Marcelo Arnone (SP) e local da presidente da Regional, Elza Garcia. As próximas cidades serão Cuiabá (28 de setembro), Aracaju (5 de outubro), Salvador (22 de outubro) e Rio de Janeiro (30 de outubro). A campanha nacional ocorrerá no dia 29 de outubro e o Simpósio de Psoríase, cinco dias antes, no dia 24, em São Paulo. O Simpósio contará com a presença de palestrantes de todo o país. Será uma grande oportunidade de atualização em psoríase. A programação será bem abrangente, abordando desde a imunopatogênese, passando pelos tratamentos atuais e perspectivas futuras, declararam os dermatologistas Marcelo Arnone e André Vicente Esteves de Carvalho (RS). Jornal da SBD Ano 17 n.4 29

17 Tecnologia e Medicina Políticas de saúde Objetivo do projeto é complementar a formação de dermatologistas de maneira não presencial, incluindo a pontuação em atividades, conforme recomendado pela AMB e CRM, e otimizar a pesquisa multicêntrica e a teleassistência Num diálogo constante com o Ministério da Saúde, a SBD pleiteia a inclusão dos imunobiológicos no tratamento da psoríase moderada a grave em consulta pública Oficina se repetirá no Congresso Brasileiro Chefes de Serviços participam da 1 a Oficina de Teledermatologia da SBD Uma ferramenta instigante, que permite a interação a distância, a disseminação da teleducação e o oferecimento de segunda opinião médica especializada. Essas são algumas características da telemedicina, área que emprega modernas tecnologias de informática e de telecomunicações que cria soluções que podem ser usadas no nível estadual ou nacional para otimizar o processo de saúde das pessoas. Atenta às vantagens que a telemedicina traz ao atendimento à saúde, a SBD em parceria com a Pantene, promoveu no dia 7 de julho, em São Paulo, a 1 a Oficina de Teledermatologia, reunindo 40 chefes de Serviços Credenciados e residentes por eles indicados interessados na área de tecnologia. Organizado pelo coordenador do Departamento de Teledermatologia da SBD, Maurício Paixão, englobou os temas telemobile e ehealth, desenvolvimento de projetos com setores públicos e privados; diagnóstico a distância; experiência em teleassistência; experiência de teleducação como o Moodle e perspectivas, além de atividades práticas hands-on. Com a iniciativa, a SBD abriu uma nova perspectiva de trabalho na dermatologia, que pode ser de grande valia em ações de capacitação profissional e atendimento de pacientes, comentou a presidente da SBD, Denise Steiner. Na ocasião, foram apresentados dois projetos- -piloto focados em pesquisa e assistência: um de teleassistência em Santa Catarina, coordenado por Daniel Holthausen Nunes, que faz diagnósticos de pacientes a distância, e outro sob coordenação de Hélio Miot, e que utiliza a teledermatologia em discussões de casos com residentes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Como demonstração do uso da teleducação, foi apresentada a experiência da Universidade de São Paulo (USP) com a educação médica baseada em casos clínicos a distância. A teledermatologia, portanto, tem potencial estratégico para integração dos Serviços Credenciados e associados, além de facilitar o desenvolvimento de parcerias entre esses Serviços, incluindo a possibilidade de desenvolvimento de projetos com órgãos governamentais em saúde, o que pode representar fonte adicional de fo- mento para as próprias instituições, assinala Paixão. Durante o treinamento também foi apresentado o Ambiente Interativo Educacional (AIE), que permitirá a oferta de aprendizagem não presencial. O sistema utilizará as facilidades e os recursos existentes na teleducação e os disponibilizará em uma plataforma de código aberto e gratuita denominada Moodle. Os Serviços Credenciados e Departamentos irão dispor de ambientes específicos voltados para a aprendizagem de residentes e sócios da SBD. Com o AIE, os residentes e graduandos dos Serviços e, dentro em breve, os associados poderão contar com essa ferramenta educacional, explica Maurício Paixão. O novo ambiente educacional contemplará atividades interativas, como chats, listas de discussão, vídeos e avaliação de conteúdo. A maior integração dos Serviços Credenciados com o uso dos recursos de teleducação, no Moodle, certamente facilitará a troca de informações e otimizará a pesquisa multicêntrica, acredita. A proposta educacional de cada um dos Serviços e Departamentos poderá seguir cronograma próprio, já disponível para uso no Moodle. Dessa forma, o aluno poderá otimizar sua participação nas diversas atividades. O associado da SBD poderá utilizar o ambiente por meio de login e senha. As aulas foram filmadas e, em breve, o conteúdo estará disponível no site da SBD. A segunda oficina está prevista para ocorrer durante o 68 o Congresso Brasileiro de Dermatologia, em Brasília. Ficou disponível até o dia 6 de agosto no site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) consulta pública para inclusão de procedimentos médicos na lista de obrigatoriedade dos planos de saúde. A SBD se manifestou a favor da inserção dos imunobiológicos no tratamento da psoríase moderada a grave, e convidou os associados a fazer o mesmo. No rol de procedimentos atual, já consta o pagamento de imunobiológicos para tratamento de artrite reumatoide. Para a psoríase, o único tratamento coberto até o momento é a fototerapia Puva. 32 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 33

18 Congresso Brasileiro 2014 de 27 a 30 de setembro de 2014 Recife acaba de completar 476 anos de história, arte e alegria Povo hospitaleiro espera mostrar tudo o que só Recife tem Situada na margem esquerda do rio Capibaribe, no bairro da Boa Vista, a rua Aurora era antigamente um pântano de propriedade do comerciante Casimiro Antônio Medeiros, o primeiro a construir naquelas terras, em Jornal da SBD Ano 17 n.4 Com Giovani Oliveira Formada por ilhas interligadas por pontes, Recife tem características geográficas que lhe conferem charme extra. Da extensa orla de Boa Viagem ao Centro repleto de construções históricas, uma série de surpresas se revela ao visitante. São inúmeras as atrações históricas e culturais da cidade, invadida e conquistada pelos holandeses no século 17. O frevo, ritmo batizado assim pelo fervo de seus passos, reflete bem a cosmopolita capital de Pernambuco: Recife é um caldeirão multicultural. A efervescência da cidade, com influências europeias e africanas, encanta quem passa por lá a trabalho ou a passeio. E Recife vem ganhando uma série de atrativos culturais e gastronômicos, bem como incrementando sua rede hoteleira, já no embalo de grandes eventos de que será protagonista, como o 69 o Congresso Brasileiro de Dermatologia, de 27 a 30 de setembro de Pouco antes, a capital pernambucana também será uma das cidades-sede da Copa do Mundo, em junho e julho do mesmo ano. Com forte vocação para o turismo de negócios, Recife destaca-se como importante polo médico e tecnológico, concentrados na Ilha do Leite e no bairro do Recife, respectivamente. Com localização privilegiada, a capital pernambucana está a apenas sete horas de voo da América do Norte e da Europa, e o moderno Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre possui ligações diretas e diárias. Também é muito fácil deslocar-se dentro do país, com inúmeras opções para as capitais nordestinas e para outras grandes cidades brasileiras. As oito pontes que interligam Recife, Princesa Isabel, 6 de Março, Duarte Coelho, Do Limoeiro, Da Boa Vista, Maurício de Nassau, Buarque de Macedo e 12 de Setembro, levam recifenses e turistas a passeios por incríveis cartões-postais da cidade: o tradicional Mercado de São José, onde a diversidade de objetos para decoração fascina quem por ali passa; a Casa da Cultura, antigo presídio que se transformou em centro de artesanato, e o belíssimo Teatro de Santa Isabel, de arquitetura neoclássica, construído diante do Palácio do Governo (Campo das Princesas) e batizado assim em homenagem à santa Isabel de Portugal, rainha de Portugal. No bairro do Recife Antigo, principal ponto turístico da cidade, encontra-se o Shopping Paço Alfândega formado por aproximadamente 80 lojas, onde é possível conversar e tomar um café nas agradáveis livrarias ou contemplar o entardecer de seu terraço, com vista para a cidade anfíbia. Ainda no Recife Antigo encontramos o tradicional passeio de barco para o Parque das Esculturas de Brennand, onde se localiza a Torre de Cristal do Marco Zero, e é possível admirar o mais belo pôr do sol da Veneza brasileira. Os embalos de fim de semana atendem a todos os públicos: nas sextas, a melhor banda cover dos Beatles, a Revolution Beatles Band, anima a Cachaçaria Tradição, na Zona Norte. Aos sábados, a música ao vivo é garantida no UK Pub e, aos domingos, juntar os amigos e conhecer a iniciativa de reciclagem realizada pelo Capibar é uma boa pedida localizado na Zona Norte, o bar retira toda a decoração do Rio Capibaribe. As visitas culturais continuam na Torre Malakoff, Instituto Ricardo Brennand, Forte do Brum, Catedral de São Pedro, Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam), Caixa Cultural, Santander Cultural, Forte das Cinco Pontas, Museu do Homem do Nordeste e Fundação Gilberto Freyre. A Praia de Boa Viagem, além de bares e restaurantes, também começa a explorar atrações mais culturais no Parque Dona Lindu, com teatro, pista de cooper e sala de exposição. A programação no parque, projetado por Oscar Niemeyer, é intensa, com vários espetáculos a céu aberto e famílias promovendo piqueniques aos domingos. Conhecida também pelo efervescente mercado gastronômico, com medalhões como os restaurantes Leite, Wiella Bistrô, Ponte Nova e Oficina do Sabor, Recife possui também deliciosos endereços menos conhecidos para o gourmet que visita a cidade. No Mercado da Encruzilhada, O Bragantino oferece o pastel de nata mais adorado dos recifenses, herança da colonização portuguesa. Junto ao Mercado da Boa Vista, a Padaria Santa Cruz fabrica doces imperdíveis. Uma visita a Olinda pode começar com as famosas tapiocas, no Alto da Sé, e terminar com uma cerveja bem gelada na Bodega do Véio, bar localizado na Cidade Alta e passagem obrigatória no roteiro da cidade histórica. O bolo de rolo é presença constante na mesa do recifense. O mais conhecido é produzido pela Casa dos Frios, que possui unidades na Zona Norte, Zona Sul e no aeroporto. Cidade-irmã e vizinha, Olinda faz parte da Região Metropolitana do Recife e guarda maravilhosos tesouros da arquitetura, com dezenas de igrejas seculares. Destaque para a Igreja da Sé, de onde se tem uma vista belíssima de toda Olinda e também de Recife. O Mosteiro de São Bento é parada de praxe na visita a Olinda. Porto de Galinhas, conhecida como uma das praias mais bonitas do país, merece a visita: a dica é almoçar em algum restaurante maravilhoso da beira-mar, com vista para as piscinas naturais. Mensagem do presidente Pontes de Recife se destacam na cidade As cores da rua do Bom Jesus Um programa científico arrojado, com formatação original e logística inovadora são as ferramentas que norteiam a construção do 69 o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em Recife. Estabelecemos como meta oferecer aos associados da SBD um evento surpreendente, resgatando seu desejo de comparecer ao maior e mais tradicional encontro da dermatologia brasileira, garantindo atualização em sua prática clínica, cosmética e cirúrgica. Para quem pouco conhece, Recife tem hoje a principal economia do Nordeste; é uma cidade em franco desenvolvimento, moderna, rica em arte e cultura, de clima ótimo, graças aos ventos do mar e do rio, sem faltar nunca o tradicional jeito carinhoso nordestino de receber. Já estamos ansiosos por sua chegada! Emerson Andrade - Presidente do Congresso Brasileiro de Dermatologia Recife 2014 Jornal da SBD Ano 17 n.4 37

19 Analogias em Medicina A coluna Analogias em Medicina tem significativa utilidade prática, particularmente por seu papel didático-pedagógico e por facilitar a compreensão de diversos processos patológicos que acometem o ser humano. Muitas vezes coloquial e/ou restrita ao diálogo entre médicos e outros profissionais envolvidos, mantém-se dentro das normas éticas. José de Souza Andrade Filho Patologista HFR/BH Professor de patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e membro da Academia Mineira de Medicina Golpe de Sabre O sabre é um tipo de espada curta, reta ou curva, que corta apenas de um lado, isto é, espada de um só fio. Tem sua origem na cavalaria oriental e ocidental. O comprimento original da lâmina era o ideal para atingir tanto cavaleiros como elementos da infantaria inimiga. Configura modalidade olímpica desde a primeira edição, em 1896, dos jogos olímpicos, em Atenas. O primeiro campeão foi um grego. Em geral, os maiores sabristas são do leste europeu e de países como Rússia, Ucrânia e Hungria, porém grandes nomes da Europa ocidental também podem ser citados, entre eles esgrimistas da Itália, França e Alemanha. Na esclerodermia do tipo linear, a lesão se apresenta como faixa atrófica de disposição linear, localizada na face, principalmente na região frontal, no tórax ou numa extremidade. Essa faixa, configurando um sulco, às vezes com a margem elevada de um lado, foi denominada golpe de sabre ou mais comumente em francês en coup de sabre, pelo fato de se assemelhar à marca de uma cicatriz produzida pelo corte de um sabre (em inglês, a scar from a saber cut). O aspecto clinicopatológico é muito característico, não requerendo praticamente diagnóstico diferencial segundo muitos dermatologistas. A ilha do tesouro é um dos clássicos da literatura infanto-juvenil e foi escrito pelo escocês Robert Louis Stevenson, em Trata-se de um livro sobre piratas e tesouros enterrados. Como curiosidade, foi nesse livro que pela primeira vez apareceu um mapa do tesouro, marcado com um grande X, hoje tão comum nesse tipo de história. Foi também nessa obra que o conhecido estereótipo de pirata aquele com perna de pau e um pequeno papagaio no ombro apareceu e se tornou tão popular. Na página inicial do romance, quando o autor explica por que decidiu narrar a história da ilha, há referência a um velho marinheiro bronzeado... um homem forte e pesadão... tinha as mãos cheias de cicatrizes, e a cutilada de um golpe de sabre, de um branco sujo e lívido, cortava-lhe a face. Nesse caso, muito provavelmente a cicatriz resultara de alguma luta entre piratas, no entanto o quadro clínico da esclerodermia linear recorda a cutilada de um sabre. Sabre na canela A tíbia, excetuando o fêmur, é o maior osso do corpo humano que suporta peso. Em algumas doenças a tíbia sofre deformidades e curvaturas anormais, principalmente sob a forma de arqueamento e convexidade anterior. Tais deformidades configuram quadros anatomopatológicos e radiológicos extremamente úteis ao reconhecimento da doença. Na chamada sífilis congênita tardia, a periostite na tíbia provoca neoformação excessiva de tecido ósseo na sua superfície anterior (hiperostose) e encurvamento pela deposição maciça de osso de origem perióstica, coexistindo alargamento e achatamento das regiões corticais laterais. Essas alterações produtivas e reacionais em resposta à infecção pelo espiroqueta (Treponema pallidum), resultam em arqueamento/abaulamento e curvatura anterior distintos da peça óssea, lembrando a lâmina de um sabre. Esse quadro anatômico/radiológico recebeu a denominação de tíbia em sabre ou em bumerangue. A doença óssea de Paget ou osteíte deformante foi descrita e estudada pelo médico inglês Sir James Paget (1876). É distúrbio comum, ocorrendo em três a 4% de indivíduos de meia-idade e atingindo 10% na nona década, e apresenta maior prevalência na Inglaterra, Europa ocidental, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia. Trata-se de doença que compromete a remodelação do esqueleto. A anormalidade primária parece ser um aumento na reabsorção óssea pelos osteoclastos. Jaffe (Diseases of bones and joints, Lea & Febiger, 1972) refere-se à tíbia em lâmina de sabre na doença de Paget (Figura 1). Figura 1: Tíbia em sabre na doença óssea de Paget Jornal da SBD Ano 17 n.4 39

20 Destinos Os novos ventos de Istambul Mesclando cosmopolitismo e história, Istambul tem vistas belíssimas, inúmeros palácios e bazares surpreendentes A Torre de Gálata transpira uma história fascinante Detalhe do Palácio Topkapi, um luxo Única cidade do mundo situada em dois continentes Europa e Ásia, Istambul (Turquia) apresenta incrível mistura de Oriente e Ocidente em seus anos de história. Já foi capital dos impérios romano, bizantino e otomano. Anexada ao Império Romano no ano 73 e transformada em sua sede oriental em 330, foi rebatizada Nova Roma pelo imperador Constantino, mudando a seguir para Constantinopla, a todo-poderosa capital do Império Bizantino. Depois disso, foi capital do Império Otomano até a Turquia declarar sua independência, em Com 12 milhões de habitantes, Istambul vive uma efervescência cultural pela mistura de estilos que nela convivem, trazidos sobretudo por sua juventude, que em grande parte teve experiências acadêmicas em cidades europeias Londres, Berlim, Paris. Cerca de 95% da população mora no lado asiático do país, mas a cidade é considerada europeia, e tudo indica que será a maior da Europa em Istambul espalha-se ao longo dos 35 quilômetros do Estreito de Bósforo, que liga o Mar de Mármara ao Mar Negro, sendo a única passagem da Rússia, Ucrânia e Geórgia para o Mediterrâneo. Bósforo quer dizer garganta, e a cor de suas águas é azul-marinho. Ao longo de suas margens pode-se apreciar uma maravilhosa mistura de passado e presente, modéstia e luxo. O visitante poderá observar hotéis modernos, pequenas aldeias de pescadores, palácios, casas de veraneio feitas em madeira. A me- lhor forma de ver o estreito é de barco, saindo do porto de Eminönü, de uma margem à outra, entre a Ásia e a Europa. A Torre de Gálata, a mais antiga de Istambul, foi construída em 528 pelo rei Bizâncio e mede 61 metros de altura. Em seu topo funcionam um restaurante e uma sala de festas, de onde se podem apreciar o Chifre de Ouro (mar estreito de águas calmas e profundas, com aproximadamente sete quilômetros de comprimento que divide em dois o lado europeu) e a parte antiga da cidade. Construído a pedido do sultão Fatih Mehmet, o Palácio Topkapi foi o primeiro dos sultões otomanos a funcionar como residência e centro administrativo para o império otomano e é um dos maiores do mundo. Cercado por muralhas, tem área de 700 mil metros quadrados (cerca de duas vezes maior que a área do Vaticano). Entre 1607 e 1616, a Mesquita Azul foi construída em local estratégico para sobrepor o poder do islã ao cristianismo: em frente à Basílica de Santa Sofia (Aya Sofia). A dupla de construções forma o cenário mais impressionante de Istambul. Uma das mesquitas mais belas do mundo, tem seis minaretes bem altos e uma verdadeira cascata de cúpulas. Fora do período das orações, é possível visitar seu interior, detalhadamente adornado por mosaicos, nos quais o azul é a cor predominante. A mesquita também é conhecida pelo nome Sultan Ahmet Camii. O apelido azul se deve aos tons azulados dos azulejos que a recobrem, vindos de Iznik. A Aya Sofya construída entre 527 e 537 pelo imperador Justiniano reafirmou o poderio de Roma e do cristianismo. Após a queda de Constantinopla perante o Império Otomano, no século 15, foi convertida em mesquita. Hoje o imponente edifício é um museu, no qual as cúpulas e paredes pintadas são a maior atração. Do outro lado da rua, a Cisterna da Basílica, também construída por Justiniano em 532, merece ser vista. Escorada por colunas em vários estilos, servia para abastecer o glorioso Palácio de Topkapi. O Palácio Topkapi foi o local onde diversos sultões otomanos viveram entre os séculos 15 e 19. É lindo e merece a visitação. Entre os jardins e pátios do palácio, distribuem-se vários pavilhões que abrigam os cômodos em que se desenrolava a vida de seus habitantes e também salas que guardam o tesouro dos soberanos. Numa ampla área sobre o Bósforo, diversos salões, jardins, pavilhões e pátios foram sendo construídos, em uma sucessão mágica de obras-primas da arquitetura e das artes aplicadas. Um dos destaques de Topkapi é o impressionante acervo do palácio, acumulado durante quase 500 anos de poderio otomano. A coleção de arte engloba preciosidades como tapetes, relógios, cerâmicas, cristais e pratarias. Outro ponto interessante é o harém, a área em que residiam as mulheres, as concubinas e os filhos do sultão. Não deixe de passar pelos Pavilhões Gêmeos, o Salão Imperial e a Sala de Jantar de Ahmet III. Já o Grande Bazar, é um enorme labirinto por onde se distribuem mais de quatro mil lojas, formando o maior mercado de badulaques de Istambul. Luminárias, narguilés, roupas, joias, tapetes, almofadas, louças, cerâmicas... Adentra- -se o Grande Bazar por diversas entradas, como o Portão Oruculer (que liga o mercado de tecidos ao de especiarias), o Portão Nuruosmaniye (com acesso ao bonde Cemberlitas, junto à área de ouro e pratas) e o Portão Beyazit (para o Bazar de Livros, próximo à área de couros e pratarias). A Istklal Caddesi, rua mais conhecida por possuir lojas mais populares, o bondinho elétrico, além da igreja de Santo Antônio, a maior de Istambul, termina na praça Taksim, bastante movimentada pelo comércio tanto de dia quanto à noite. Lá estão as embaixadas da Suécia, Dinamarca, França e Rússia. Para quem quer relaxar, a sugestão é o hamam, as famosas casas de banho turco. As opções são inúmeras e nem todas têm boa reputação. As duas boas opções são o Cagaloglu Hamami ou o Cemberlitas Hamami. Ambos são velhos conhecidos dos turistas e belíssimos. Uma coisa é certa: os protestos recém-ocorridos em Istambul não afetaram a rotina dos guias de viagem ou o roteiro dos turistas pela maior cidade turca. E o povo brasileiro é um dos que mais visitam essa bela cidade. Desde 2009, quando a companhia aérea Turkish Airlines lançou voos diretos entre São Paulo e Istambul, o destino vem batendo recordes. 40 Jornal da SBD Ano 17 n.4 Jornal da SBD Ano 17 n.4 41

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