AS REDES SOCIAIS ONLINE NA REVOLUÇÃO EGÍPCIA DE 2011: ANÁLISE DA COBERTURA DO ESTADAO.COM.BR E DOS ARTIGOS DE MANUEL CASTELLS NO LA VANGUARDIA

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1 DANIEL FERNANDES AS REDES SOCIAIS ONLINE NA REVOLUÇÃO EGÍPCIA DE 2011: ANÁLISE DA COBERTURA DO ESTADAO.COM.BR E DOS ARTIGOS DE MANUEL CASTELLS NO LA VANGUARDIA Viçosa - MG Curso de Comunicação Social/Jornalismo da UFV 2011

2 DANIEL FERNANDES AS REDES SOCIAIS ONLINE NA REVOLUÇÃO EGÍPCIA DE 2011: ANÁLISE DA COBERTURA DO ESTADAO.COM.BR E DOS ARTIGOS DE MANUEL CASTELLS NO LA VANGUARDIA Monografia apresentada ao Curso de Comunicação Social/ Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Jornalismo. Orientador: Carlos Frederico de Brito d Andréa Viçosa - MG Curso de Comunicação Social/Jornalismo da UFV 2011

3 AGRADECIMENTOS A Deus, antes de tudo, por toda a luz durante toda minha vida. Aos meus pais por todo o sacrifício e por tudo o que fizeram para que esse sonho se realizasse. Os choros, a saudade e o tempo longe valeram a pena. Aos meus tios pelo apoio em tudo, pelo carinho e preocupação. Aos meus primos por tudo o que são e representam para mim. À minha avó Aracy por tudo o que sempre fez por mim. Ao meu avô José, que deixará saudade. À Caroline, meu amor, minha melhor amiga e maior presente. Aos amigos por todas as histórias, pela companhia e por dividir esses quatro anos especiais. Ao meu orientador Carlos, pela paciência, sabedoria e dedicação com que me ajudou. Aos meus companheiros da Coordenadoria de Educação Aberta e à Distância pelos dias de trabalho e amizade que jamais esquecerei.

4 RESUMO O presente trabalho pretende, através da análise das matérias do site e dos artigos escritos pelo sociólogo Manuel Castells no analisar de que forma foi retratada a revolução popular egípcia de 2011 nos discursos de dois distintos formadores de opinião: um meio de comunicação e um acadêmico. Assim, buscamos entender como ambos os discursos analisaram o papel da internet e das redes sociais online durante o acontecimento dos fatos, qual relevância deram a essas e que função essas ferramentas tiveram na revolução considerada por Castells como a primeira grande revolução popular do século XXI. No referencial teórico, abordamos conceitos como o da Sociedade em Rede, de Manuel Castells, para contextualizar o cenário em que hoje se configura nossa sociedade, e o determinismo tecnológico sob a perspectiva de Marshall McLuhan em contraposição à análise de Castells para, assim, buscar melhor esclarecer e contextualizar a discussão proposta. PALAVRAS-CHAVE Redes sociais; Primavera Árabe; Egito; Manuel Castells, O Estado de São Paulo. ABSTRACT Through the analysis of materials from the website and of articles written by the sociologist Manuel Castells found in the following paper intends to study and examine how the popular Egyptian revolution in 2011 was portrayed in the speeches of two distinct opinion makers: one through communication and the other through academics. We seek to understand how both speeches analyze the role of internet and online social networks in the development of this event, specifically on how relevant these tools were and on what functions that they had in the revolution, which is considered by Castells as the first major popular revolution of the twenty-first (21 st ) century. In the theoretical framework, we discuss concepts, such as network societies and Manuel Castells, to contextualize the situation that shapes our society today according to the author, and the technological determinism based on the perspective of Marshall McLuhan, a contrast to the analysis of Castells, in order to better clarify and conceptualize the suggested discussion. KEY-WORDS Social networks; Arab Spring; Egypt; Manuel Castells; O Estado de São Paulo.

5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...06 CAPÍTULO 1 MOVIMENTOS POLÍTICOS NA SOCIEDADE EM REDE A sociedade em rede A política na sociedade em rede O Ciberativismo...13 CAPÍTULO 2 A RELAÇÃO ENTRE TECNOLOGIA E SOCIEDADE NAS PERSPECTIVAS DE MARSHALL MCLUHAN E MANUEL CASTELLS O pioneirismo de McLuhan Manuel Castells e a Galáxia da Internet...18 CAPÍTULO 3 METODOLOGIA Síntese da revolta no Egito Objetos de pesquisa Procedimentos metodológicos...23 CAPÍTULO 4 APRESENTAÇÃO DAS NOTÍCIAS E DOS ARTIGOS Cobertura do site de O Estado de São Paulo..., Análise dos artigos de Manuel Castells em La Vanguardia Análise das matérias e dos artigos...41 CAPÍTULO 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...47

6 Introdução De 25 de janeiro a 11 de fevereiro o mundo presenciou um levante popular massificado contra o governo ditatorial de Hosni Mubarak, no Egito, na chamada Primavera Árabe, que se pode classificar, segundo o sociólogo espanhol Manuel Castells, de a primeira grande revolução do século XXI. A Primavera Árabe foi um enorme levante popular que acabou com governos ditatoriais também em outros países do Oriente Médio além do Egito. Teve início na Tunísia, depois Egito, Líbia e teve protestos massivos também em outros países como a Síria e Bahrein. Sua peculariedade, porém, não está apenas no fato de diversas revoltas como essas surgirem em países geograficamente próximos, ou na proximidade religiosa entre esses, mas sim pela sua forma de organização, fluxo de informação e meio de comunicação. O que essas revoltas tiveram de novo foi o uso da internet e das redes sociais online como plataforma de ação de diversas formas. Tal novidade despertou discursos acalorados sobre a internet, que carrega consigo desde seu advento uma áurea libertadora e democratizadora no que concerne à comunicação, e também refutações dessa empolgação exagerada sobre o uso desse meio para fins políticos. Essa discussão se aproxima da perspectiva do determinismo tecnológico, adotada pelo teórico canadense Marshall McLuhan e outros intelectuais da Escola de Toronto, que acreditavam que a tecnologia se sobrepunha à sociedade. Em contraposição a esta visão está a do sociólogo espanhol Manuel Castells, que enxerga um equilíbrio e uma interação entre as partes. Procuramos através da análise de matérias do site e dos artigos publicados por Castells no analisar de que forma foi tratada a revolta popular por dois tipos distintos de formadores de opinião: um site de um jornal de massa, O Estado de São Paulo (tido como referência jornalística no Brasil) e os artigos de um acadêmico, que tem como um de seus focos de estudo a relação entre a tecnologia e a sociedade, e que publica uma espécie de coluna no site de um também reconhecido jornal, o espanhol La Vanguardia. Através dessa comparação buscamos identificar de que forma o jornal tratou a internet e as redes sociais online durante a narrativa do fato e de que forma Castells também o fez. Também buscamos identificar e apontas diferenças e semelhanças entre os discursos 6

7 apresentados, mostrando de que tipo de argumentação se aproximam, isto é se são deterministas ou não. Por se tratar de um tema recente, ainda muito pouco se produziu sobre o tema. Este trabalho tenta, praticamente no calor dos acontecimentos, tentar compreender melhor e analisar tal fenômeno de tamanha proporção, trazendo à luz alguns pontos entre outros tantos que ainda precisam ser melhor explorados. O uso de internet e seus impactos na sociedade há tempos vem sendo estudado, mas uma ação como vista na Primavera Árabe, de uso político dessa ferramenta, ainda não havia ocorrido e, portanto, faz-se necessário buscar compreender de que forma a internet afeta a ordem sociopolítica global e qual foi de fato o papel da web durante o processo. Para isso, primeiramente buscamos entender, sob a perspectiva de Manuel Castells, o uso da internet e o impacto que esse meio de comunicação trouxe para a sociedade, no que diz respeito à interação, mobilização, fluxo de informação, ação política, entre outros aspectos, na chamada Sociedade em Rede. Posteriormente, apresentamos a perspectiva determinista e sua forma de analisar a interação entre sociedade e tecnologia e de que forma a primeira seria condicionada pela segunda, a metodologia adotada para a realização do trabalho, para, em seguida, trazermos os dados apurados junto à uma análise mais aprofundada dos mesmos e as considerações finais tidas através desse estudo. 7

8 1. Movimentos políticos na sociedade em rede Juntamente ao advento da internet, outra forma de interagir socialmente surgiu com esse novo meio de comunicação. Diferentemente de quando foram inventados a televisão e o rádio (veículos de comunicação de massa de extrema relevância na história da humanidade), por exemplo, a internet trouxe também uma mudança na interação social, não somente na produção e consumo de informações. Ao possibilitar ao usuário apenas a necessidade de um ponto de acesso à rede para que esse possa difundir o que desejar, uma maior abertura comunicacional ocorreu. Pessoas que antes não tinham espaço para expôr seus trabalhos, opiniões etc, encontraram em blogs, flogs sites de compartilhamento de vídeos como o Youtube, entre outros, uma grande possibilidade, e, em alguns casos, obtiveram sucesso massificado, sendo depois incorporados pelos grandes conglomerados de mídia globais através de patrocínios, contratações para postagens em portais etc. Além dessa possibilidade maior de difusão de conteúdo, o surgimento das redes sociais online 1, com destaque para Facebook e Orkut, fez com que, através de grupos e comunidades de interesse nessas redes, milhões de usuários de todo o mundo estivessem em contato direto, muitas vezes trocando informações e criando um novo círculo de contatos. Um dos principais estudiosos sobre o tema é o sociólogo espanhol e professor da Universidade da Califórnia, Berkeley, Manuel Castells. Tal processo, segundo Castells, em sua obra A Galáxia da Internet, criou novos padrões de interação social, que passa a ocorrer de forma desmaterializada e desterritorializada, já que no ciberespaço usuários de todo o mundo podem interagir através de perfis e comentários, mas não de uma maneira direta e pessoal. O território e o espaço físico passariam a ser a internet, a rede que conecta esses usuários globalmente. Esse novo tipo de interação, ainda segundo o autor, permite a criação de comunidades formada por sujeitos desconhecidos, ou conhecidos em apenas uma realidade, a virtual. 1 Sites que reúnem pessoas que podem estabelecer contato com demais através de laços de amizade ou interação em fóruns e comunidades dos mais diversos assuntos. 8

9 1.1 A Sociedade em Rede Comunidades virtuais conectam os usuários pelos mais diversos fatores, como gosto musical, artístico, identificação política, identificação com situações e jeitos de ser, entre outros. Assim como no mundo real uma pessoa pode pertencer a diversos grupos distintos, como religião, time de futebol, gosto musical, ideologia política e outros. Também na rede essa diferenciação existe, o que possibilita o contato de pessoas de diversos pensamentos e características distintas, mas que compartilham o mesmo interesse por determinado tema em específico. Nas redes, esses diversos grupos se dividem em comunidades, que são redes de laços interpessoais que proporcionam sociabilidade, apoio, informação, um senso de integração e identidade social. (WELLMAN, 2001, p. 1 apud CASTELLS, 2003.) Essa apropriação da internet pela prática social (CASTELLS, 2003) possibilitou, através da interrelação de membros da rede, uma sociedade em rede, ou uma sociedade cuja estrutura social é feita das redes mantidas pelas tecnologias de comunicação e informação baseadas na microeletrônica (CASTELLS, 2004, p.3 apud RÜDIGER, 2011), com os indivíduos conectados a outros, na web, através de contatos em comuns em redes sociais, ou pela participação em uma comunidade ou fórum de determinado assunto, entre outras maneiras. Além de terem uma rede social mais dispersa, esses indivíduos interagem mais socialmente (CASTELLS, 2003), utilizando-se de suas redes sociais físicas e das redes mediadas por computador. Além do contato já existente fisicamente, o indivíduo pode se conectar também a pessoas de grupos e localidades distintas, mas que compartilham pelo menos um interesse em comum e, com esses, estabelecer relações sociais. Os sites de redes sociais se justificam pela manutenção de redes sociais pré-existentes ou ainda pela emergência de agrupamentos baseados em interesses compartilhados, visões políticas ou atividades em comum. (JANDRÉ e ZAGO, 2010, p.2) Indivíduos de características distintas de pensamento podem estar agrupados por apenas um interesse específico, e isso ampliaria a rede de contatos do indivíduo. Admiradores de rock ou samba, católicos e judeus, entre outros grupos distintos, podem estar conectados, por exemplo, pelo amor a um time ou o ódio a um governo. Com isso, Na identidade pós-moderna, uma das três concepções descritas por Hall, o sujeito não tem uma identidade fixa, pois compartilha simultaneamente de diversos pontos de vista, posicionamentos e opiniões, sejam eles permanentes, temporários ou 9

10 mesmo contraditórios. Suas posições e relacionamentos são constantemente configurados a partir do contexto social complexo e fragmentado em que interage. Trata-se de um sujeito estratificado, sem referência fixa, mas ativo numa rede de relações em constante alteração. (D ANDRÉA, 2005, p.3) Essa dupla interação, material e virtual, mediada pela internet, e a possibilidade de se conectar à pessoas com os mesmos interesses auxilia também, segundo Katz, Rice e Aspdem (2001), que realizaram uma pesquisa em âmbito nacional, nos Estados Unidos, nos anos de 1995, 1996, 1997 e 2000, um maior ou igual engajamento comunitário e político. Ou seja, por estarem em contato com pessoas de interesse comum, ou que compartilham um mesmo espaço físico comum, por exemplo, as pessoas tendem a demonstrar mais interesse e atividade em relação à comunidade em que estão inseridos e também à política. O espaço material influencia o virtual, assim como o virtual, hoje, exerce também influência sobre o espaço físico. Estamos na presença de uma nova noção de espaço, em que físico e virtual se influenciam um ao outro, lançando as bases para a emergência de novas formas de socialização, novos estilos de vida e novas formas de organização social. (CARDOSO, 1998, p. 116 apud CASTELLS, 2003) Castells (2002) ousa ir ainda mais a fundo em sua análise sobre as alterações de conectividade e relacionamento social. Segundo o sociólogo, a comunidade territorial, material está migrando para as redes, o que traz alterações na maneira como se estruturam as interações. Na tradição da pesquisa sociológica, as comunidades eram vistas como fundadas na partilha de certos valores e de uma organização social. As redes são construídas em função das escolhas e das estratégias dos atores sociais, sejam eles indivíduos, famílias ou grupos. A grande mutação da sociabilidade nas sociedades complexas está, portanto, passando por uma mudança na forma do seu principal laço social: as redes estão substituindo as comunidades territoriais. (CASTELLS, 2002, p.160, apud RÜDIGER, 2011) A partir do momento em que as redes substituem ou complementam de certa forma comunidades e relacionamentos existentes materialmente, a rede ganha papel de relevância, portanto, no que concerne à criação de opinião, mobilização e outros fatores relevantes na constituição da sociedade, assim como consagradas instituições sociais como família, igreja, etc. Além das noções de espaço físico e sociabilidade, também a relação entre a sociedade civil e a política mudou. 10

11 1.2 A política na sociedade em rede A Comunicação sempre foi parte relevante na interação entre política e sociedade. Portanto, o advento de um novo meio de comunicação, totalmente diferenciado dos demais e que, consigo, trouxe diversas alterações relevantes no processo comunicacional, como interação, atuação, informação, recrutamento, organização, dominação e contradominação (CASTELLS, 2003), alterou consideravelmente essa interação. A internet é mais do que um mero instrumento útil a ser usado porque está lá. Ela se ajusta às características básicas do tipo de movimento social que está surgindo na Era da Informação. E como encontraram nela seu meio apropriado de organização, esses movimentos abriram e desenvolveram novas avenidas de troca social, que, por sua vez, aumentaram o papel da Internet como sua mídia privilegiada. (CASTELLS, 2003, p.115) Assim, grupos sociais antes distantes dos meios de comunicação massificados, embora continuem certas vezes ignorados por esses em todas as mídias, inclusive a internet, agora encontraram um espaço onde podem ser encontrados e expôr suas ideias e requisições. Porém, conforme analisa Castells (2001), na rede, a tendência é que grupos sociais dispersos lutem por interesses mais específicos, de nicho, do que amplos. Por exemplo, pelo poder de desmaterializar e quebrar as barreiras físicas e de espaço, a internet pode conectar pessoas de todo o mundo. Assim, pessoas unidas, por exemplo, pela defesa dos direitos homossexuais de diversos pontos de um país ou mesmo do planeta, podem, através do uso da internet, lutarem por sua causa em dois âmbitos: no virtual e no real. No virtual, através de fóruns, blogs, redes sociais, sites e outras maneiras de expôr seus pontos de vista e poderem ser localizados. Porém, tais grupos e reinvindicações podem se materializar, migrarem do espaço virtual, da web, para o espaço físico, como ocorreu nos levantes populares que eclodiram no Egito. Mais uma vez assim a internet se mostra relevante, pois é o meio responsável pela comunicação e organização do grupo. Sem ela o movimento poderia acontecer, mas com uma dificuldade organizacional muito mais elevada pela falta de um instrumento de fácil acesso e largo alcance. Assim, a internet foi apropriada pela prática social (CASTELLS, 2003, p.99). 11

12 Essa organização social pode ocorrer através do uso da internet desde a estruturação de um mero flashmob 2 sem maiores pretensões a não ser chamar atenção para aquele ato, até mesmo a manifestantes em prol de uma causa mais específica, que têm em comum a característica de serem frutos de organização e difusão na web. A internet torna-se um meio essencial de expressão e organização para esses tipos de manifestações, que coincidem numa dada hora e espaço, provocam seu impacto através do mundo da mídia, e atuam sobre organizações (empresas, por exemplo) por meio das repercussões de seu impacto sobre a opinião pública. (CASTELLS, 2001, p.117) Por transpor o controle empresarial e estatal da difusão de conteúdo e informação, a internet possibilita a movimentos sociais dominar as mentes, conquistar adeptos de uma causa através de seus espaços na internet, por exemplo (CASTELLS, 2001). Para este autor, esses movimentos pretendem conquistar poder sobre a mente, não sobre o Estado (p.99). Apesar desse caráter mais de nicho do que socialmente amplo, os movimentos e grupos oriundos da web podem também lutar por um motivo maior, como, por exemplo, a queda de um regime, como nos países do Oriente Médio. Os grupos, portanto, devem pensar global, no sentido de tentar propagar sua causa e suas ações para o maior número de pessoas possível, mas agir localmente em relação à sua causa. Apesar do contato ser global e desterritorializado, e muitas vezes a luta ocorrer na internet, as ações devem ocorrer no espaço físico, senão não terão efeito empírico, pois serão incapazes de alterar uma realidade. Essa materialização do ativismo cibernético deve ocorrer localmente, no espaço físico e na sociedade em que o usuário está inserido. (CASTELLS, 2001). Nesse novo ambiente tecnológico de interação e mobilização social, o interesse específico é o controle das mentes e não do Estado (CASTELLS, 2001), justamente pela impossibilidade de se reverter um quadro político somente pela web. Meios de comunicação de qualquer tipo, por si só, não possuem condições de alterar uma realidade material, mas influenciam na opinião pública, cerne da mobilização social, essa sim responsável pelas mudanças. Portanto, a internet é mais útil no nível da formação de opinião do que no nível da tomada de decisão (BUCHSTEIN, 1997, p.260 apud BARROS e SAMPAIO, 2011). 2 Ações coletivas organizadas através da internet que têm como objetivo reunir um grande número de pessoas em prol de uma ação em específica, como vestir-se de zumbi, realizar uma dança em local público, andar de metrô sem as partes de baixo das vestimentas, entre outros exemplos. 12

13 Ao conquistar adeptos, uma causa ganha força, aumenta seu capital social que, quando convertido para o espaço físico, pode obter êxito em seu objetivo, por maior que seja, como ocorreu no Egito, por exemplo. Mesmo que não se materializem, tais movimentos oriundos da rede podem gerar ao menos repercussão nos veículos de massa consagrados, conseguindo assim atingir um público grande. Um exemplo disso foi o movimento oriundo da rede de microblogs Twitter, onde brasileiros insatisfeitos com as denúncias de corrupção que recaíam sobre o presidente do senado José Sarney criaram um movimento de protestos virtuais organizados através da hashtag 3 #forasarney (JANDRÉ e ZAGO, 2010). Apesar de não obterem sucesso em seu objetivo principal, que era fazer com que Sarney perdesse seu cargo público, os manifestantes conseguiram fazer com que seu movimento chegasse às grandes mídias, demonstrando dessa forma a grande insatisfação popular organizada nessa rede social em especial e também na internet de uma forma geral, inclusive através do site que se originou 4 a partir desse momento e que, até hoje, segue em seu objetivo de caçar o mandato e condenar o senador pelo crime de corrupção. Como o movimento não migrou da rede para as ruas, o resultado empírico acabou sendo diferente dos vistos nos países árabes, por exemplo, mas trouxe reverberação pública e política negativa ao senador, sempre envolto em escândalos. Esse fenômeno demonstra que a multiplicidade de sistemas e recursos comunicacionais disponíveis nesses 'espaços' passam a ser apropriações para ações coletivas como uma nova perspectiva de reverberação política. (JANDRÉ e ZAGO, 2010, p.3) O ciberativismo Grupos ativistas existem desde muito antes do advento da internet. Porém, sempre foram dependentes de meios de comunicação de massa sob o controle de grandes corporações midiáticas, ou se utilizavam de meios alternativos como folhetins, rádios comunitárias e 3 Marcação utilizada para identificar o tema de um debate ou assunto, espécie de marcador, que une todos os tweets realizados utilizando a mesma marcação. 4 O endereço do site é: 13

14 outras formas de comunicarem-se que não alcançavam um grande público para tentar difundir suas ideias e sua luta. Porém, com a internet, tais grupos têm um espaço de ação adicional aos tradicionais, e também o mais rico em oportunidades. Através da comunicação via internet é possível mobilizar pessoas e, através desse capital social, conseguir, por exemplo, dinheiro em doações para o auxílio, manutenção e ações do movimento, voluntários etc. Portanto, o ciberativismo tem como principais diferenciais ao tradicional o seu local e formas de ação, e pode ser entendido como uma forma de ação política que se utiliza da apropriação das novas tecnologias na intenção de propor formas de protesto a partir do ciberespaço (GONÇALVES et al, 2008), não restringindo, no entanto, as ações a essa esfera de atividade. (JANDRÉ e ZAGO, 2010, p.4). Com esse novo meio de comunicação massificado ao dispor de um número cada vez maior de pessoas ao redor do mundo, potencializa-se ainda mais a abrangência das mensagens emitidas por esses cibertivistas na web. Com isso, mesmos os grupos tradicionalmente ativos anteriormente ao advento da internet passam a usá-la, pois A acessibilidade de propor, organizar e coordenador ações, como sugerem Rheingold (2002) e Antoun (2004), têm favorecido a dinâmica de formação e ação dos movimentos ativistas. A possibilidade de auto-organização e a redução dos custos sociais em comunicar-se e sociabilizar-se traços inerentes às redes sociais digitais, conferem um caráter espontâneo e móvel aos engajamentos coletivos. (JANDRÉ e ZAGO, 2010, p.4) Além disso, a impossibilidade de dissolução de movimentos baseados na rede (CASTELLS, 2001) auxilia que esses possam agir com maior força. E é assim, ainda segundo Castells, que o ativismo na web mostra seu verdadeiro potencial, na coordenação, comunicação, articulação e angariação de pessoas em prol de uma causa, e tornando esse capital social algo físico, real. Somente dessa forma é possível que esses grupos obtenham êxito em suas reivindicações. Conseguir recursos e pessoas, por exemplo, para uma ação de solidariedade qualquer ou combinar um protesto com milhões de cidadãos, como no Oriente Médio, tornouse, por conta da comunicação mediada por computador, um objetivo menos penoso que outrora. Para que o ciberativismo cumpra seu objetivo, é preciso que os ativistas da rede se aproximem e conquistem a simpatia e o apoio de outras pessoas. Com essa capacidade 14

15 massificada e barata de se comunicar, diversos grupos com focos de ação distintos vêm usufruindo da internet para exercer o ciberativismo, conquistando mentes, adeptos, que se tornam, como já mencionado, o capital social do grupo. Tal capital é interessante no aspecto virtual e físico. No virtual porque muitos desses adeptos acabam passando informações e conteúdos referentes ao grupo que pertence à toda uma rede de contatos que ele possui, principalmente nas redes sociais, e também através de algum espaço que possa ter ocasionalmente, como um blog, etc. Tal transmissão de conteúdo se dá da mesma forma como na vida real, através de uma rede de contatos, porém com um maior alcance, já que mesmo contatos distantes e não tão próximos recebem conteúdos. São as diferentes relações sociais entre os indivíduos em redes sociais na Internet que estabelecem os fluxos de informação que circulam na rede. Nesse contexto, é notável o papel desempenhado pelos laços fracos para o espalhamento de uma informação (GRANOVETTER,1973), na medida em que eles permitem que uma determinada informação atinja mais pessoas. São esses laços os responsáveis por manter a rede interconectada e fazer com que a informação atinja pontos cada vez mais distantes na rede. (JANDRÉ e ZAGO, 2010, p.10) Politicamente, os cidadãos unidos na rede, seja através de redes sociais ou por um engajamento mais sério, como no caso do ciberativismo, possuem um poder relevante em suas mãos, por poderem através da união de suas ações e opiniões, promover determinada discussão, pautar a grande mídia, causar constrangimento público a políticos, entre outras formas relevantes de manifestação e demonstração do poder popular na rede. Portanto, assim como os movimentos exclusivamente online dificilmente conseguem resultados materiais, como se pode observar na comparação dos casos do #forasarney e da Primavera Árabe, onde um se restringiu a ações apenas na internet e no outro houve migração do espaço virtual para o físico, também a internet não pode oferecer um conserto tecnológico para a crise da democracia (CASTELLS, 2001, p.132), mas serve como ferramenta de suma importância nesse processo, a partir do momento que beneficia o regime e os cidadãos, através do livre acesso à produção e consumo de informação e espaço de interação e mobilização social em prol de determinado assunto. No próximo capítulo, analisaremos mais a fundo o impacto provocado pela tecnologia nas relações sociais de uma maneira geral sob as diferentes perspectivas de Manuel Castells e Marshall McLuhan. 15

16 2. A relação entre Tecnologia e Sociedade nas perspectivas de Marshall McLuhan e Manuel Castells O presente trabalho visa analisar um acontecimento global político e importante, a chamada Primavera Árabe, com enfoque no Egito, para tentar analisar como a relação da sociedade com as tecnologias de comunicação e informação foram abordadas pelos meios de comunicação e por acadêmicos em um momento em que se dá grande destaque às tecnologias digitais. Com o surgimento da internet e das redes sociais online, os estudos sobre a relação entre sociedade e tecnologia voltaram com certa força, e muito se discute os impactos que a web poderá causar na sociedade de uma maneira geral. Para tentar entender sobre essa tensa relação dos discursos sobre as revoltas populares no Egito, é necessário que se compreenda a priori as diferentes perspectivas adotadas por autores-chave nos estudos da tecnologia e da sociedade. Optamos neste capítulo por resgatar os conceitos de Marshall McLuhan, que através de suas teorias indicou que a sociedade estava condicionada à tecnologia, e também de Manuel Castells, intelectual contemporâneo que, assim como McLuhan, estuda os impactos que as tecnologias causam na sociedade, mas de uma forma bem distinta. 2.1 O pioneirismo de Mcluhan Os estudos da relação entre sociedade e tecnologia sofreram grandes alterações após o surgimento da chamada Escola de Toronto, tendo como principal pensador o filósofo Marshall McLuhan. Nascido no dia 21 de julho de 1911, na cidade de Edmonton, Canadá, lecionou por quase 33 anos na Universidade de Toronto. Através de seus estudos, desenvolveu uma teoria que estabeleceu uma relação extremada entre o desenvolvimento tecnológico, principalmente dos meios de comunicação, e o progresso e configuração da sociedade 5. Segundo a teoria de McLuhan, a sociedade estaria condicionada a um determinismo tecnológico, em que os itens desenvolvidos pelo homem passariam a desempenhar papel estruturante nas relações sociais, na formulação do pensamento, na sensibilidade em relação a 5 Em função da limitação deste estudo, optamos por concentrar leituras em autores que analisam e discorrem sobre a obra e as perspectivas de Marshall McLuhan. 16

17 determinado fato e também na junção de todo o globo através dos cabos e das tecnologias infocomunicacionais em uma grande aldeia global. Outro conceito que se destaca dentro do pensamento do filósofo é o fato de que o meio é a mensagem. Segundo essa ideia, nos meios de comunicação, a mensagem tem de se adaptar ao meio pela qual será propagada, sendo que se for expressa da mesma forma, mas por meios distintos, terá diferenças sensoriais para o receptor. Por exemplo, uma mensagem propagada oralmente será percebida de maneira distinta se transmitida através da radio ou da teledifusão. Portanto, por ter de moldar-se e ser assimilada diferentemente por conta dos meios de comunicação, a mensagem na verdade acaba se tornando o meio. Além disso, em sua análise na relação entre homem x máquinas, McLuhan considerava ainda que uma tecnologia meramente por existir, por si só, altera a vida humana, que passa a moldar seus atos baseados nessas novas ferramentas disponíveis. Isso ocorre, porque a mensagem de qualquer meio ou tecnologia é a mudança de escala, ritmo ou padrão que introduz na vida humana (MCLUHAN, 1965 apud LIMA, 2001, p.5 ). Considerando tais conceitos, o autor indica que a tecnologia é assim de extrema relevância no que diz respeito à associação, à sociabilização e também às ações humanas, já que o homem e, portanto, a sociedade, moldam-se a partir de uma nova invenção. Segundo a visão determinista da qual Mcluhan faz parte, o homem passaria a ser dependente das tecnologias para serviços que outrora não requisitavam a existência das mesmas. Porém, com a facilitação provinda dessas ferramentas tecnológicas desenvolvidas, o homem substitui e de certa forma apaga o conhecimento prévio que possuía e passa a relacionar a realização de determinado fato à alguma tecnologia, relegando a um status de ultrapassado a forma até antes utilizada. Dessa forma, o desenvolvimento humano e da sociedade de uma maneira geral estaria ligado historicamente a partir do advento de novas tecnologias das mais diversas espécies, desde o surgimento do alfabeto, por exemplo, até a internet. Dessa forma, segundo os teóricos deterministas, ao invés, por exemplo, de explicar o surgimento do pensamento racional, da ciência moderna ou da idéia de nação a partir de alguma mudança social maior como a cidade democrática ou a crise da tradição católica, os autores tentam articulá-las com o aparecimento do alfabeto ou da imprensa, respectivamente. (VAZ, 2002, p.1) 17

18 Tal perspectiva exagera em sua conceituação ao colocar um caráter significativo às novas tecnologias e minimizar os fatores sociais, históricos e antropológicos, de suma relevância na definição de uma sociedade, de sua cultura, seus hábitos. Em uma sociedade onde o grau de interação com outros fatores está evidentemente presente, é difícil justificar uma insistência na tecnologia ou mídia como o fator fundamental das transformações sociais. (LIMA, 2001, p.9) Porém, antes do surgimento das teorias de McLuhan e da Escola de Toronto, a análise da tecnologia em sua relação com o homem era praticamente nula, relegando assim um fator constituinte da sociedade, assim como os supracitados. McLuhan traz importantes análises e teve como seu principal mérito o fato de trazer à academia, principalmente à História, Sociologia e Comunicação, a importância de se analisar como tecnologias (no caso, as eletrônicas, como rádio e TV) alteram questões como sociabilidade, interação, difusão de notícias, opinião pública, mobilização social, entre outros aspectos. McLuhan mesmo em seu tempo enfrentou críticos de sua análise e sua polarização em relação à sua teoria. Tecnologias e meios de comunicação são integrantes da sociedade e são desenvolvidos com propósitos, por uma causa, tendo em vista algum objetivo. Isso é o que levou o sociólogo Stuart Hall, por exemplo, a afirmar que os meios reproduzem a estrutura de dominação e subordinação que caracteriza o sistema social como um todo (HALL,1975 apud LIMA, 2001, p.8), ao contrário do que afirmava McLuhan, de que o meio seria o responsável pela moldagem e controle das formas das associações humanas (LIMA, 2001). Hall polariza inversamente a afirmação de McLuhan, afirmando que apenas a sociedade é condicionante da tecnologia, e que esta serve apenas para manter e reproduzir um sistema já vigente, ao contrário do que afirma o filósofo da Escola de Toronto, que considera a tecnologia como o meio que configura e mantém a sociedade como é. Para Lima (2001), ao rebater McLuhan, Hall recai no mesmo tipo de argumentação, em que a balança pende mais para um lado, fazendo com que um se sobreponha ao outro, ou seja, que sociedade ou tecnologia sejam itens condicionantes um do outro. Tal pensamento, de que a tecnologia estaria sob a influência humana era preponderante até o surgimento das teorias de McLuhan. Apesar de seu exagero e das diversas críticas e refutações à sua análise, McLuhan tem grande relevância na atuais análises entre essa relação, pois 18

19 a hipótese radical do Determinismo Tecnológico é talvez extremista mas o seu radicalismo ajuda a nos tirar da nossa complacência e dirige nossa atenção para um conjunto de fatos e possíveis conexões causais previamente negligenciadas. Como um modo sugestivo de olhar para o desenvolvimento social o determinismo deve ter seu valor, apesar do seu factualismo inadequado (FINNEGAN 1975, apud LIMA, 2001, p.9). 2.2 Manuel Castells e a Galáxia da Internet Através do pioneirismo dos deterministas em tentar estabelecer uma relação entre sociedade e tecnologia, diversos outros estudos surgiram posteriormente, em muitos casos inclusive tentando desconstruir a ideia original. Enquanto o primeiro passo ficou por conta dos teóricos da Escola de Toronto, principalmente de McLuhan, análises mais aprofundadas foram surgindo com o passar dos tempos e englobam hoje um meio ainda inexistente quando se originou os preceitos deterministas: a internet. Em 1962, no Canadá, Marshal McLuhan lançava seu segundo livro, a Galáxia de Gutemberg, que deu destaque para seus estudos que seguiram principalmente na década de 60, quando lançou mais quatro outras obras, e com isso, seu nome e suas ideias são até hoje discutidas e utilizadas, tendo tornado-se assim, portanto, de extrema relevância acadêmica. Prova disso é a obra do sociólogo espanhol e professor na Universidade da Califórnia, Berkeley, Manuel Castells, entitulada A Galáxia da Internet, inspirada no livro de McLuhan, que traz uma análise extensa sobre a internet em vários cenários: econômicos, sociais, políticos etc. Em essa e outras obras, Castells (2003) dialoga com os estudos e as teorias de McLuhan, mas aborda a relação Sociedade versus Tecnologia de uma maneira bastante diferenciada. Enquanto alguns intelectuais contrários à teoria do determinismo tecnológico contra-argumentavam fazendo um discurso inversamente extremado (LIMA, 2001), Castells traz à tona uma análise que considera os dois fatores como sendo relevantes e constituintes do mundo em que vivemos. Para Castells, "a tecnologia é a sociedade e a sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas ferramentas tecnológicas" (2000, p.25). Dessa forma, Castells (1999) afirma que se trata de uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que as tecnologias alteram o modo de vida dos homens, o modo como os homens as vivenciam, também as moldam. De acordo com seu ponto de vista, a inovação tecnológica condiciona e não determina - os modos de viver e pensar da sociedade; 19

20 da mesma maneira que a sociedade condiciona o desenvolvimento da tecnologia, dependendo das aplicações e usos que faz dela. (PORTO, 2007, p.3) A tecnologia não é meramente determinada pela sociedade, mas, como é fruto de produção intelectual humana e investimento de capital, a sociedade possui a capacidade de ditar o ritmo do desenvolvimento tecnológico, de acordo com seus interesses e necessidades (CASTELLS, 2000). Assim, (...) percebe-se que, segundo Castells (2000), a habilidade ou inabilidade das sociedades dominarem a tecnologia é capaz de traçar seu destino. Em outras palavras, a tecnologia pode não determinar a evolução histórica e transformação social da sociedade, mas ela incorpora a capacidade de transformação das sociedades, bem como os usos que as sociedades decidem dar ao seu potencial tecnológico. (PORTO, 2007, p.3) Conforme afirmou Vaz (2001), enquanto deterministas tentam explicar amplas mudanças históricas e sociais com enfoque nos avanços tecnológicos, as análises de Castells trazem à tona uma relação mútua, de troca, em que a tecnologia é uma ferramenta, uma condicionante da sociedade, como afirma Porto (2007). Assim, a tecnologia ganha na teoria de Manuel Castells o papel de destaque outrora minimizado nas análises pré-mcluhan e vigora como parte integrante de outros fatores relevantes para a constituição de uma sociedade, como sua história, a cultura e costumes de seu povo, o local onde essa está inserida, entre outros. A tecnologia, porém, aparece como de suma importância para grandes alterações sociais, principalmente por ser uma ferramenta para uso humano e incorporar a capacidade de transformação das sociedades. O próprio termo cunhado por Castells, Sociedade em Rede, por exemplo, mostra que as configurações sociais estão se alterando e nos tornando essa sociedade conectada por conta de diversos fatores além da tecnologia - entre eles o próprio sistema capitalista, que passa a ser também dependente das tecnologias de comunicação para que as empresas, bancos e bolsas ao redor de todo o globo possam realizar suas operações e movimentar a economia global - sendo ela apenas mais uma entre as condicionantes. Ou seja, a internet é fruto e ao mesmo tempo responsável pela configuração do mundo em que vivemos, do funcionamento de nossa economia, etc; pois surgiu a partir de uma configuração nova implicada pelas frequentes mudanças do capitalismo e foi quem operacionalizou o sistema atual de comunicação e informação global, configurando-nos num novo cenário de interação social. Para o autor, a internet possibilitou uma transição do 20

21 capitalismo industrial para o informacional. A diferença entre esses dois tipos de capitalismos seria que o Industrialismo é voltado para o crescimento da economia, isto é, para a maximização da produção; o Informacionalismo visa o desenvolvimento tecnológico, ou seja, a acumulação de conhecimentos e maiores níveis de complexidade do processamento de informação (CASTELLS, 1999, p.35 apud RÜDIGER, 2011, p.135) Contudo, segundo Rüdiger (2011), as análises do sociólogo espanhol apresentam problemas, pois Castells se propõe, assim, a ser complexo e não determinista, como se tornou moda afirmar, mas, vendo bem, por aí se enreda nessas análises da Internet onde a tomada de partido sociológico pelo realismo crítico e uma atitude analítica orientada por uma ideia formal de reflexividade, embora bastante sistemática, conduz à falta de conclusões substantivas, senão à esterilidade interpretativa (...) (RÜDIGER, 2011, p132) Além de pouco substantivas e estéreis, para Rüdiger, apoiado nas afirmações de Frank Webster (1995), as ideias de Castells configuram-se também, de certa forma, deterministas, pois, apesar de afirmar que a tecnologia não é uma determinante da sociedade, a afirmação de que a tecnologia é a sociedade (CASTELLS, 2000, p.25), por ela penetrar por toda a extensão das relações sociais e modificar nossos sistemas e padrões de experiência (CASTELLS, 2000, p.35 apud RÜDIGER, 2011, p.136), configura uma ideia que supervaloriza a tecnologia em detrimento da sociedade. Neste capítulo, procuramos, com base em dois importantes autores, apresentar e problematizar a questão do determinismo tecnológico. A seguir, analisamos dois discursos um jornalístico e outro acadêmico sobre um evento social de grande relevância os eventos da chamada Primavera Árabe no Egito e, entre outros aspectos, procuramos identificar como a tensa relação entre tecnologia e sociedade é apresentada nesses textos, tentando identificar e apontar semelhanças e diferenças nos discursos analisados. 21

22 3. Metodologia Esta pesquisa tem como objetivo comparar, através da análise das matérias do site e dos artigos publicados pelo acadêmico espanhol Manuel Castells no site espanhol de que forma as redes sociais foram retratadas durante a narrativa e a análise da revolução popular egípcia que, em janeiro e fevereiro de 2011, derrubou do poder o ditador Hosni Mubarak. A partir da análise de um veículo de comunicação de massa, um dos mais acessados do Brasil, e dos artigos publicados por Castells, tido como um dos principais acadêmicos das Ciências Sociais atualmente, busca-se identificar se a maneira de ver, a importância dada e o aprofundamento da questão nas matérias e nos artigos coincidem ou divergem, e apontar justamente a diferença entre o ponto de vista acadêmico e o jornalístico. Dessa forma, pretende-se ver qual o status que as redes sociais tinham antes dos acontecimentos e como as mesmas foram avaliadas durante e após os fatos por um veículo de comunicação e um acadêmico. 3.1 Síntese da revolta no Egito Motivados pelo sucesso do movimento popular que depôs do poder o ditador tunisiano 6, Zine el-abidine Bem Ali, os egípcios saíram também às ruas inspirados não só no êxito obtido pelos cidadãos tunisianos, mas também na forma de se organizar; através das redes sociais. Embora protestos localizados e de grupos específicos já existissem contra o governo ditatorial de Hosni Mubarak, que por quase 30 anos governou o país, protestos massificados e de larga escala não haviam sido registrados. Porém, devido a insatisfação popular com as deficiências nos serviços oferecidos pelo governo, a violência policial, leis de estado de exceção, alto índice de desemprego e também o desejo de aumento no salário mínimo, somado a morte de um jovem, Jalid Said, espancado por policiais por ter divulgado um vídeo no YouTube onde membros da polícia egípcia recebiam propina de bandidos, a população local abraçou uma causa - derrubar do poder Mubarak - e decidiu por ela lutar. 6 Informações sobre a chamada Revolução de Jasmim podem ser encontradas no link: 22

23 Através das redes sociais deram-se os primeiros passos para que esse objetivo fosse realizado. Através do exemplo tunisiano, as pessoas passaram a se organizar em fóruns, comunidades, blogs, redes sociais e a discutir a situação do país. Além disso, protestos se organizaram nas redes e dominaram as ruas da cidade no dia 25 de janeiro, onde os manifestantes permaneceram até 11 de fevereiro, data em que o ditador renunciou ao cargo e um governo provisório se instalou. 3.2 Objetos de pesquisa Os objetos de análise do trabalho são os textos produzidos pelo site do jornal O Estado de São Paulo no período que vai do dia 24 de janeiro a 12 de fevereiro, ou seja, o dia anterior ao início dos protestos no Egito e o dia seguinte à queda do ditador local Hosni Mubarak, juntamente aos artigos publicados pelo sociólogo espanhol Manuel Castells no site do também espanhol La Vanguardia. O primeiro objeto de análise foi selecionado primeiramente por sua história e credibilidade no cenário jornalístico nacional, onde figura entre os principais veículos do Brasil, e também internacional 7. Outro fator relevante para a seleção do site foi o número de matérias no período analisado (26) e também o fato do jornal ter enviado dois repórteres, Gustavo Chacra e Jamil Chade, para fazerem a cobertura diretamente do local, o que possibilita uma análise maior da produção de conteúdo do próprio jornal em detrimento das matérias advindas de grandes agências internacionais de notícias, como AFP, BBC e Reuters. Já o sociólogo Manuel Castells 8 foi selecionado por figurar entre os mais ativos e prestigiados acadêmicos que analisam os impactos das novas tecnologias e dos novos meios de comunicação na sociedade, principalmente a internet e com ela as redes sociais. Devido à sua área de estudo, portanto, Castells foi bastante atuante durante o período da chamada Primavera Árabe, quando, por meio de artigos publicados em sua coluna no site 9, analisou os fatos praticamente quando de seus acontecimentos. 7 A história do jornal pode ser lida no link: 8 Breve artigo sobre Manuel Castells pode ser lido no link: 9 A história do jornal pode ser lida no artigo da Wikipedia em espanhol: 23

24 Desta forma, com uma análise mais próxima do fato ocorrido, é possível realizar o contraponto da análise do sociólogo baseado em toda sua carga teórica e conhecimento em relação ao tema, e do jornal, que, apesar de trazer uma análise bastante diferente da de Castells, também atribuiu ao longo da cobertura um papel um simbolismo para as redes sociais e a internet. 3.3 Procedimentos metodológicos Para localizar o tema desejado no site de O Estado de São Paulo, a busca foi realizada através da digitação das palavras, em conjunto, redes, sociais e Egito. Desta forma, buscou-se trazer todas as matérias em que o tema desejado para análise estivesse contido na notícia, durante o tempo delimitado. Ao todo foram encontradas 77 matérias na busca inicial no site. Porém, após uma varredura e leitura de todas as notícias e artigos de opinião encontrados, verificou-se que alguns dos itens encontrados no primeiro instante não se encaixavam ou por terem um formato diferenciado, que não utilizam o texto, como podcasts e vídeos, por exemplo, ou por fugirem ao enfoque da busca (as redes sociais e seu papel na revolta popular egípcia). Com isso, buscou-se selecionar 26 matérias e dar enfoque a como as redes sociais foram mencionadas no material analisado. Para isso, analisou-se em que posição hierárquica apareceram, se no lead da matéria ou em uma declaração, por exemplo; como foi colocada e classificada através do texto dos jornalistas e nas declarações de terceiros presentes nesses textos, para, assim, tentar alcançar uma maneira de se visualizar como se deu o processo de debate e alteração da importância dada as ferramentas durante o decorrer desses 18 dias de análise. Já os artigos selecionados de Manuel Castells são aqueles publicados no período com o enfoque da análise voltado para o eixo de discussão do trabalho. Ao todo, três foram encontrados, num período que vai de 29 de janeiro a 16 de fevereiro, ou seja, quatro dias após o início dos protestos e 14 dias após o seu final. Apesar de estar alguns dias distantes do início e fim do fato, os textos foram realizados no calor dos acontecimentos, com distanciamento para análise relativamente curto. Buscou-se com isso, portanto, trazer uma análise mais aprofundada de um grande acadêmico, mas que 24

25 não estivesse tão distante, ou fria, do acontecimento do fenômeno analisado para justamente poder contrapor o discurso acadêmico de Castells às matérias noticiosas e também aos artigos de colunistas encontrados no site de O Estado de São Paulo. A apresentação da análise dos dados encontrados foi feita através do tempo de acontecimento dos fatos, narrando a cada dia em que houve matérias encontradas o transcorrer da cobertura e as transformações que sofreu ao longo dos dias o papel dado às redes sociais. 25

26 4. Apresentação das notícias e dos artigos Cobertura do site de O Estado de São Paulo No dia 24 de janeiro, o site do jornal o Estado de São Paulo trouxe a matéria Cresce pressão na Tunísia por saída de Premiê 10, produzida por Andrei Netto, correspondente do grupo em Paris, que tratava sobre o aumento na pressão sobre o governo tunisiano após a revolta no país. Além disso, abordava também o fato de cidadãos egípcios estarem, através das redes sociais, marcando protestos para o dia seguinte no país, numa tentativa de repetir as ações que surtiram efeito na Tunísia e que também teriam sido combinadas através das redes sociais. Dessa forma, é possível visualizar que, mesmo antes de seu início, a imagem dos protestos populares que tomaram conta do Egito estava atrelada às redes sociais, como é possível visualizar no seguinte trecho, presente no último parágrafo da primeira matéria da cobertura desse acontecimento. No Cairo, manifestações estão sendo convocadas em redes sociais na internet para amanhã. No dia seguinte, dia 25 de janeiro 11, em outra matéria feita pelo próprio jornal, o tema são os protestos que, combinados dias antes nas redes sociais, se concretizaram e tomaram conta da ruas de todo o país, deixando três mortos durante as manifestações. Em um trecho, assim como no dia anterior, o assunto é ligado aos protestos tunisianos justamente por terem sido combinados e fomentados através de redes sociais. Assim como no país vizinho, as manifestações foram combinadas por meio de redes sociais como o Twitter e o Facebook. É possível notar a partir dessas duas conexões nas matérias em relação à Tunísia feitas logo nos primeiros dias que o assunto redes sociais e protestos estariam ligados por todo o restante da cobertura, justamente pelo fato de o exemplo tunisiano ter contagiado outros países e servido de exemplo de que o povo unido tem poder de reverter até mesmo quadros

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