Processo n Investigante: Moacyr Canizo de Brito Filho Investigados: Evaldo de Souza Gomes e Gelciomar de Oliveira Cruz SENTENÇA

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1 Processo n Investigante: Moacyr Canizo de Brito Filho Investigados: Evaldo de Souza Gomes e Gelciomar de Oliveira Cruz SENTENÇA Vistos, etc. Cuida-se de ação de investigação judicial eleitoral c/c representação por captação ilícita de sufrágio proposta por Moacyr Canizo de Brito Filho, candidato ao cargo de prefeito pela Coligação Unidos Por Uma Lábrea Melhor, em face de Evaldo de Souza Gomes e Gelciomar de Oliveira Cruz, candidatos eleitos aos cargos majoritários pela Coligação Avança Lábrea. Narra a inicial que os investigados teriam praticados atos que configurariam abuso de poder econômico e político bem como captação ilícita de sufrágio. A petição descreve extensa e desordenadamente fatos que constituiriam abuso de poder político em favor dos investigados com interveniência direita e indireta de servidores da Justiça Eleitoral, em síntese, nos seguintes moldes: a) Denúncia de eleitores indígenas ludibriados por Mesários; b) Problemas técnicos na urna da Seção Eleitoral n 002; c) Violação do lacre da urna da Seção Eleitoral n 73 e o deslocamento da urna ao local de votação 4 (quatro) dias antes da data do pleito bem como fornecimento de alimentação a eleitores pelo Presidente da referida Mesa Receptora de votos para captar ilicitamente sufrágio em favor dos investigados; d) Entrega pelo Chefe de Cartório Eleitoral de mais de 300 (trezentos) títulos eleitorais a servidor municipal no mês de agosto/2012 para distribuição; e) Irregular parceria entre o Chefe de Cartório Eleitoral e o Prefeito Municipal; f) Reunião entre o Chefe de Cartório, o Prefeito Municipal e o primeiro investigado no dia ; g) Entrega irregular de 300 (trezentos) títulos eleitorais na região sul de Lábrea; h) Irregularidades consistentes no fato de terceiros votarem em lugar de eleitores. Relata ainda a inicial diversas condutas caracterizadoras de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, nos seguintes moldes: 1 ) fato ocorrido no dia , consoante o qual os representados teriam, por intermédio de Maria Elizete Cunha Lopes, intentado captar ilicitamente sufrágio das eleitoras Maria da Silva Moreira e Maria Antônia Moreira da Silva mediante a entrega da quantia de R$ 400,00 (quatrocentos reais) e uma caixa d'água; 2 ) fato ocorrido no dia , no qual os representados teriam, por intermédio de Eraldo, um cabo eleitoral, captado ilicitamente sufrágio de Cosme Faustino da Silva, entregando-lhe a quantia de

2 R$ 150,00 (cento e cinquenta reais); 3 ) fato ocorrido no dia , no qual os representados teriam, por intermédio de dois cabos eleitorais e o Major PM Claudemir, captado ilicitamente sufrágio de eleitores em troca de benefício econômico; 4 ) fato ocorrido no dia , os representados teriam, por intermédio de cabos eleitorais, em especial, um porteiro do IFAM (Instituto Federal do Amazonas) captado ilicitamente sufrágios de vários eleitores, entregando quantias de R$ 100,00 (cem reais); 5 ) em data próxima ao pleito, os representados teriam distribuído dezenas de litros de combustível à população, com finalidade de captar ilicitamente votos; 6º) os investigados teriam distribuído cestas básicas por intermédio do estabelecimento comercial denominado Supermercado Souza ; 7º) Distribuição de bens de consumo duráveis pelo estabelecimento Açougue Popular ; 8º) Compra direta de votos pelo investigado Evaldo de Souza Gomes no dia ; 9º) Compra de títulos de eleitores para impedir o livre exercício do direito ao voto; 10º) realização de obra de poço artesiano pelos investigados no dia em troca de promessa de votos para os investigados. Foi relatado na inicial que o amplo esquema foi evidenciado no dia , ocasião na qual Antônio Alves da Costa teria sido flagrado e preso, em cumprimento de mandado de busca e apreensão, de posse de armas de fogo e quantia em dinheiro no valor de R$ ,00 (trinta e quatro mil e quinhentos reais), além de diversas cártulas de cheque, inclusive do investigado Evaldo de Souza Gomes. Historiou que a dimensão do esquema ilícito era tamanho que, no dia , a Agência do Bradesco do município de Lábrea não tinha dinheiro para atender seus clientes em razão de vultosos saques realizados por financiadores da campanha do investigado Evaldo de Souza Gomes. Fundado em tais razões, pleiteou a cassação do registro ou do diploma dos investigados bem como a declaração de inelegibilidade pelo prazo de 08 (oito) anos. Com a inicial juntou, procuração, mídias digitais e documentos (fls. 12/100). Foi determinada a emenda da inicial por não haver sido apresentada com inicial as contrafés e cópias dos documentos a serem entregues aos investigados (fls. 104), tendo o representante atendido à determinação judicial (fls. 105). Os investigados foram devidamente notificados para apresentar defesa. Nas fls. 112/124, foi apresentada defesa pelo investigado Evaldo de Souza Gomes, tendo acostado instrumento procuratório e documentos em contraprova, conforme consta das fls. 125/138. Suscitou as preliminares: 1) de ilegitimidade passiva ad causam, por entender que não pode responder por conduta vedada por não ostentar qualquer vínculo jurídico administrativo com o

3 poder público municipal, devendo ser imputado ao agente público a responsabilidade pelo ato ilícito eventualmente praticado; 2) inépcia da inicial, por entender que deveria ter sido juntado com a prefacial elementos probatórios mínimos a indicar anuência ou prévio conhecimento dos investigados acerca dos supostos ilícitos eleitorais praticados. Como questão prévia, requereu desentranhamento de mídias digitais, impugnando-as em sua forma e conteúdo no aspecto da legitimidade e da licitude por, respectivamente: 1) trataremse de vídeos e imagens imprestáveis para obtenção de qualquer informação clara e inteligível; 2) tratarem-se de prova ilícita, em razão da utilização de gravação ambiental sem o conhecimento dos demais interlocutores, relacionando arestos no sentido de seu posicionamento e pugnando pelo desentranhamento da prova. No mérito, impugnou especificamente os fatos alinhados na inicial. Aduziu sequer conhecer Regina Miranda da Silva, Jaqueline Moreira da Silva, Maria Antônia Moreira da Silva, Maria da Silva Moreira, Cosme Faustino da Silva, Raimundo Nonato de Lima, Francisco Oliveira de Queiroz e Rinjackson Ferreira da Costa, não podendo sofrer efeitos de eventuais irregularidades perpetradas pelos mesmos. No tocante aos fatos envolvendo Maria Elizete de Melo Lopes, Antônio Alves da Costa, José Ribeiro, Francisco Sobrinho do Nascimento, Valdiney Vital de Lima, Joaquim Quintino Neto e Márcio Augusto Moreira de Souza, informou não ser de seu conhecimento que tenham participado ou colaborado de qualquer modo com sua campanha, excepcionando apenas Antônio Alves da Costa o qual teria doado bem estimado em dinheiro, conforme consta de sua prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. Neste prisma, impugnou especificamente as imputações constantes na inicial, refutando qualquer vínculo ou envolvimento em ilícitos pretensamente perpetrados pelas referidas pessoas. Em relação aos eventuais ilícitos realizados por Maria do Socorro Alexandre da Silva, Isvanilde Nascimento de Oliveira, Greycione Gomes de Brito, Alzemar Lopes Paumari, Maria de Fátima da Silva Batista, Cecília Barros Maciel, Edite Lima Maia e Manoel Balbino, impugnou as alegações da inicial referente a seu envolvimento e afirmou expressamente que não houve conhecimento, prévia ciência ou anuência quanto as condutas realizadas pelos mesmos, o que afasta a aplicação de sanções. Justificou que a distribuição de combustíveis a apoiadores para consecução de ato de campanha que não constituí ilícito, por haver consagrado o c. Tribunal Superior Eleitoral, em sua jurisprudência, tratar-se de ato regular de campanha, a resultar afastada a ilicitude indicada pelo investigados. Ao final, pugnou pela improcedência, alegando, por eventualidade, a ausência de potencialidade nos atos descritos na

4 inicial para fins de viciar o resultado do pleito. Nas fls. 141/180, foi apresentada defesa pelo investigado Gelciomar de Oliveira Cruz, a qual foi instruída com os documentos de fls. 175/180. Suscitou as preliminares: 1) de necessidade de formação do litisconsórcio passivo necessário, em particular, do indispensável ingresso no polo passivo dos partidos políticos a que são filiados os investigados bem como a respectiva coligação; 2) ilegitimidade dos investigados no tocante a condutas vedadas do art. 73 da Lei das Eleições, por entender que não ostentavam a condição de agentes públicos por ocasião dos fatos narrados na inicial; 3) inépcia da inicial em virtude da não demonstração de anuência e prévio conhecimento dos investigados acerca dos pretensos ilícitos perpetrados. Levantou questões prévias referentes às mídias digitais, impugnando-as em sua forma e conteúdo no aspecto da legitimidade e da licitude por, respectivamente: 1) tratarem-se de vídeos e imagens imprestáveis para obtenção de qualquer informação clara e inteligível; 2) tratarem-se de prova ilícita, em razão da utilização de gravação ambiental sem o conhecimento dos demais interlocutores, relacionando arestos no sentido de seu posicionamento e pugnando pelo desentranhamento da prova. No mérito, impugnou especificamente todas as alegações alinhadas pelo investigante. Aduziu ter o investigante orientado e manipulado testemunhas para comparecerem à Delegacia de Polícia, ainda mais diante da presença do advogado que subscreve a inicial em todas as assentadas. Relatou que sequer conhece Maria Elizete Cunha Lopes, José Ribeiro, Antônio Alves da Costa, Francisco Sobrinho do Nascimento e Valdiney Vital de Lima, não podendo sofrer efeitos de eventuais irregularidades perpetradas pelos mesmos. No tocante aos fatos envolvendo Isvanilde Nascimento de Oliveira, Alzemar Lopes Paumari, Cecília Barros Maciel, Edite Lima Maia, Manoel Balbino e Maria e Fátima da Silva Batista, pontuou tratarem-se de fatos estranhos ao objeto do processo, cabendo a apuração em sede adequada. Justificou que a distribuição de combustíveis a apoiadores para fins de prática de ato de campanha eleitoral que não constituí ilícito, por haver consagrado o c. Tribunal Superior Eleitoral em sua jusrisprudência tratar-se de ato regular de campanha, a resultar afastada a ilicitude indicada pelo investigante. Neste ponto, indicou que a despesa da prestação de contas da campanha relaciona o referido gasto de campanha. Pugnou, ao final, pela integral improcedência em razão da ausência de prova robusta de captação ilícita de sufrágio ou

5 de abuso de poder econômico e político, requerendo a inquirição de 05 (cinco) testemunhas em audiência instrutória. Funcionando como custos legis, o Ministério Público requereu a realização das seguintes diligências: 1) requisição de informações à Prefeitura de Lábrea acerca da Ordem de Execução de Serviços que consta às fls. 48 dos autos; 2) requisição de informações ao Banco Bradesco acerca da falta de dinheiro em espécie no dia ; 3) determinação de apresentação de informações pelo Cartório Eleitoral acerca de 08 (oito) providências ali referentes aos trabalhos desenvolvidos nas Eleições de Outubro de 2012; 4) requisição à Autoridade Policial de cópia do Mandado de Busca e Apreensão referente ao fato ocorrido no dia e que resultou na prisão de Antônio Alves da Costa, vulgo Antônio Paraíba. Em despacho exarado nas fls. 186/187, foi determinada a regularização da representação postulatória pelo investigado Gelciomar de Oliveira Cruz, deferidas as diligências requeridas pelo Ministério Público Eleitoral e designada audiência de instrução. Nas fls. 188, consta foi certificada a juntada de mídias digitais. Nas fls. 191, o investigante juntou cópias de Termos de Declarações (fls. 192/194). Em petição (fls. 197), o requerido Evaldo de Souza Gomes requereu a inquirição da testemunha Maria Elizete de Melo Lopes, via carta precatória para a Zona Eleitoral da cidade de Goiânia GO, justificando que a mesma encontrar-se-ia em tratamento de saúde. Nas fls. 204/205, foram expedidos ofícios requisitórios ao Secretário Municipal de Administração, Finanças e Fazenda e ao Gerente do Banco Bradesco Agência Lábrea. Nas fls. 206/343, foram juntadas informação n 001/2012, 002/2012, 003/2012, 004/2012, 005/2012, 006/2012, 007/2012, e documentos. Nas fls. 346, foi expedido ofício requisitório à Delegacia Regional do Município de Lábrea. O investigado Gelciomar de Oliveira Cruz ingressou com petição (fls. 351) com vistas a regularizar a representação postulatória, juntando instrumento procuratório (fls. 352). O investigante peticionou (fls. 359), juntando substabelecimento (fls. 360) aos Drs. Miquéias Matias Fernandes, Claudio Davi Batista Nogueira e Miquéias Matias Fernandes Junior. GSAML. Nas fls. 362/363, foi juntado o Ofício nº 0105/2012

6 Em Petição às fls. 370/371, o investigante requereu diligência para a juntada aos autos de fotocópia dos protocolos de entrega do Título Eleitoral das Seções nº 79, 81 e 90. O investigado Evaldo de Souza Gomes peticionou (fls. 373), requerendo redesignação da audiência de instrução. Nas fls. 378/409, o investigado Evaldo de Souza Gomes requereu a juntada de atestados médicos, receitas e exames da testemunha Maria Elizete de Melo Lopes. O investigado Gelciomar de Oliveira Cruz atravessou petição nas fls. 413 para fins de adiamento da audiência instrutória em razão de doença de sua advogada. A audiência instrutória não foi realizada, conforme certidão de fls Em decisão nas fls. 417/418, foi designada audiência instrutória para Foi realizada audiência de instrução (fls. 435/444), ocasião na qual foram inquiridas as informantes Regina Miranda da Silva, Edite Lima Maia, Raimundo Nonato de Lima, e as testemunhas Maria Antônia Moreira da Silva e Maria do Socorro Alexandre da Silva, todas arroladas pelo investigante. Das testemunhas e informantes arrolados pelos investigados, foram inquiridos Antônio Alves da Costa, José Ribeiro do Nascimento e Jordevan Lima de Castro. O investigante desistiu do depoimento da testemunha Cosme Faustino da Silva e os investigados desistiram dos depoimentos das testemunhas Maria Elizete de Melo Lopes, Marcos Augusto Moreira de Souza, José Quintino Neto, Aloísio Pereira da Costa, Francisco Sobrinho do Nascimento e José Pedro Fernandes de Brito. No encerramento da audiência instrutória, foi oportunizada às partes a apresentação de requerimento de diligências, tendo sido deferidas as seguintes: a) juntada da fotocópia de cheque apreendido em poder do senhor Antônio Paraíba; b) juntada de informações emanadas pelo então Chefe Cartório Eleitoral com data de ; c) juntada de fotocópia do Título Eleitoral de Raimundo Lima da Costa; d) juntada de fotocópias dos protocolos de entrega dos títulos eleitorais das Seções 79, 81 e 90; e) juntada de fotocópias das Atas de Votação das Seções 79, 81 e 90; f) a retificação da Certidão de fls. 328, alterando a declaração constatei a aposição da digital do referido eleitor por não ser possível atestar a identidade da digital de fls. 329 como sendo do referido eleitor. Nas fls. 446/696, foram devidamente cumpridas as diligências.

7 698/732. Foram apresentadas alegações finais pelas partes fls. O investigante indicou haver prova suficiente dos ilícitos narrados na inicial, pugnando pela cassação do diploma e pela aplicação da sanção de inelegibilidade pelo prazo de 8 (oito) anos aos investigados. Os investigados, por sua vez, aduziram inexistir prova mínima para abalizar sequer a existência dos ilícitos, pugnando pela integral improcedência. Em vista, o d. representante Ministério Público Eleitoral apresentou parecer, delineando, em apertada síntese, a fragilidade da prova documental e as inconsistências de depoimentos das testemunhas e informantes inquiridos neste Juízo. Indicou que o juízo sancionatório de irregularidades eleitorais não pode nem deve apoiar-se em indícios e conjecturas, demandando firmeza e robustez da prova, pelo que opinou pela improcedência. Nas fls. 780, consta ofício emanado da gerência do Banco Bradesco deste município. Foi determinada a manifestação das partes e Ministério Público acerca do documento de fls. 780 (fls. 782). Nas fls. 792, consta manifestação do investigado Evaldo de Souza Gomes. O Ministério Público manifestou-se nas fls É a suma do necessário. DECIDO. INICIALMENTE, registro, por oportuno que este julgador foi designado para responder cumulativamente pelo Juízo da 12ª Zona Eleitoral por força da Portaria n 1.087, de 21 de novembro de Nessa linha, foram empreendidos todos os esforços para encerrar o presente feito ainda no ano de 2012, inclusive com prolação de sentença de mérito, o que não restou possível. Registra-se ainda que a fase de diligências teve seu encerramento em fevereiro/2013 e os autos somente retornaram conclusos em , em virtude das férias regulamentares deste Julgador no período compreendido entre e , conforme Portarias n 2.582/ PTJ e 169/2013 PTJ, as quais determino sejam juntadas cópias a estes autos. Frise-se ainda que, em razão da juntada de ofício emanada da gerência do Banco Bradesco deste município, foi oportunizada manifestação das partes, retornando os autos em conclusão no dia Passo ao exame do objeto deste processo. Antes de ingressar na análise de algumas preliminares e questões prévias levantadas pelos investigados, cumpre pontuar que os patronos do investigado Gelciomar de Oliveira Cruz

8 regularizaram a representação processual da parte em sede de audiência instrutória. A parte conferiu mandato apud acta aos seus advogados, não tendo havido naquele momento qualquer impugnação ou insurgência do investigante quanto à regularização da representação processual da parte para fins de aplicação dos efeitos da revelia (vide fls. 435). Verifico que foram suscitadas pelos investigados 4 (quatro) preliminares, as quais demandam o exame prévio ao mérito da lide. I PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA No tocante à preliminar de ilegitimidade passiva ad causam, em relação à prática de condutas vedadas previstas no art. 73, IV, da lei n 9.504/97, defendem os investigados que as sanções pela prática de condutas vedadas dirigem-se exclusivamente aos agentes públicos que se candidatam a cargos eletivos, não podendo aplicar-se a eventuais candidatos que não ostentam a referida condição. Contudo, o 5 do art. 73 da Lei n 9.504/97 estabelece que nos casos de descumprimento do disposto nos incisos do caput e no 10, sem prejuízo do disposto no 4, o candidato beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma. O expresso regramento legal assentou-se no entendimento jurisprudencial majoritário de que candidatos podem ser punidos por ilícitos consistentes em conduta vedada praticada por terceiros em seu benefício, mesmo que não ostentem a condição de agentes públicos. Nesse sentido, confirase o aresto abaixo colacionado: RECURSO ORDINÁRIO. ELEIÇÕES DEPUTADO FEDERAL. REPRESENTAÇÃO. CONDUTAS VEDADAS. ATO PRATICADO ANTES DO REGISTRO DE CANDIDATURAS. POSSIBILIDADE. BENEFICIÁRIOS. LEGITIMIDADE ATIVA. PUNIÇÃO POR FUNDAMENTOS DISTINTOS. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. ART. 73, I E II, DA LEI 9.504/97. NÃO CARACTERIZAÇÃO. 1. As condutas vedadas previstas no art. 73, I e II, da Lei 9.504/97 podem configurar-se mesmo antes do pedido de registro de candidatura, ou seja, anteriormente ao denominado período eleitoral. Precedente. 2. Segundo o art. 73, 5º e 8º, da Lei 9.504/97, os candidatos podem ser punidos por conduta vedada praticada por terceiros em seu benefício e, portanto, são partes legítimas para figurar no polo passivo da correspondente representação. Precedente. 3. Não ocorre bis in idem se um mesmo fato é analisado e sancionado por fundamentos diferentes - como na presente hipótese, em que o ocorrido foi examinado sob o viés de

9 propaganda eleitoral extemporânea e de conduta vedada. Precedente. 4. A caracterização da conduta vedada prevista no art. 73, I, da Lei 9.504/97 pressupõe a cessão ou o uso, em benefício de candidato, partido político ou coligação, de bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios. Já a conduta descrita no inciso II do mesmo artigo pressupõe o uso de materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que exceda as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que integram. 5. Na espécie, a despeito de o primeiro recorrido ter promovido audiência pública na Câmara Municipal de Sorocaba/SP com distribuição de brindes, não houve promoção da candidatura do segundo recorrido. 6. Recurso ordinário não provido. (TSE; RO - Recurso Ordinário nº são paulo/sp ; Acórdão de 22/03/2012; Relator(a) Min. FÁTIMA NANCY ANDRIGHI) Em verdade, volta-se a norma legal impedir que a estrutura pública seja utilizada em favor de candidaturas, pouco importando se o beneficiado mantenha ou não vínculos de natureza administrativa com a municipalidade. O exame do preenchimento dos requisitos configuradores da prática de conduta vedada deve ser reservado ao mérito. Deste modo, afasto a preliminar levantada. II - PRELIMINAR DE INEPCIA DA PETIÇÃO INICIAL No tocante à preliminar de inépcia da inicial, estabelece o art. 22 da Lei Complementar n 64/90 que qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político. Na inicial, o investigante descreve fatos que configuram em tese ilícitos eleitorais, junta relevante acervo documental, arrola testemunhas, o que reverbera em reconhecer-se a existência de um mínimo de elementos para processamento e instrução do presente feito. Com efeito, a lei demanda para abertura de instigação judicial eleitoral um plexo mínimo de alegações fundadas em elementos indiciários da prática de ilícitos para justificar o exame de fatos sob a via judicial,

10 deixando à instrução probatória em Juízo a necessária complementação da prova sob o crivo do contraditório, o que inclui a comprovação do liame subjetivo (anuência e/ou conhecimento) para responsabilização do candidato. Nesse sentido: RECURSO CONTRA EXPEDIÇAÕ DE DIPLOMA. ELEIC O ES CAPTAC A O ILI CITA DE SUFRA GIO. ABUSO DE PODER POLI TICO E ECONO MICO. USO INDEVIDO DOS MEIOS DE COMUNICAC A O. [ ] 2. Para que a petiçaõ inicial seja apta, e suficiente que descreva os fatos e leve ao conhecimento da Justiça Eleitoral even tual pra tica de ilićito eleitoral. A anaĺise sobre a veracidade dos fatos configura mateŕia de meŕito (AgRg no Ag no 4.491/DF, Rel. Min. Luiz Carlos Madeira, DJ de ) (REspe no /PR, de minha relatoria, DJ de ). No caso, a exordial descreve fatos que configuram, em tese, abuso de poder e captaçaõ ilícita de sufra gio, os quais legitimam o ajuizamento de recurso contra expediçaõ de diploma, nos termos do art. 262, IV, 222 e 237 do Co digo Eleitoral e do art. 41-A da Lei no 9.504/97. [ ] (TSE, Recurso Contra Expedição de Diploma n.o 698, de , Rel. Min. Felix Fischer Deste modo, afasto a preliminar levantada por haver elementos suficientes para abertura de ação de investigação judicial eleitoral. III DA NECESSÁRIA FORMAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO Na Defesa do investigado Gelciomar de Oliveira Cruz, foi levantada questão prévia referente à necessidade de formação do litisconsórcio passivo necessário, em particular, em razão do indispensável ingresso no polo passivo dos Partidos Políticos a que são filiados os investigados bem como a respectiva coligação. Cuida-se de preliminar nitidamente irrazoável que não conta com o menor amparo na jurisprudência consolidada do c. TSE, o que é reconhecido na própria defesa do investigado (fls. 145/146). De fato, o interesse jurídico da agremiação partidária não alcança a defesa da obtenção legítima do mandato eletivo de candidato eleito pela sua sigla, mas apenas e tão somente a manutenção do mandato alinhado ao vínculo de filiação em razão dos preceitos da fidelidade partidária. Em que pese o fato de se reconhecer aos partidos e/ou coligações, em razão do interesse público na lisura do processo eleitoral, a legitimidade para questionar o mandato obtido por terceiro não filiado aos seus quadros em contrariedade às regras eleitorais, não se concebe que participem necessariamente da

11 defesa dos interesses em ação impugnativa apenas para a proteção do mandato eletivo eventualmente eivado de vícios por ser interesse vinculado essencialmente ao candidato que deve demonstrar a legitimidade da obtenção do cargo público. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AIJE. PARTIDO POLÍTICO. BENEFICIÁRIO DA CONDUTA ABUSIVA. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. INEXISTÊNCIA. SÚMULA Nº 182/STJ. INOVAÇÃO DE TESE RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃOCONSUMATIVA. DESPROVIMENTO. 1. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o partido político não detém a condição de litisconsorte passivo necessário nos processos nos quais esteja em jogo a perda de diploma ou de mandato pela prática de ilícito eleitoral. 2. A AIJE não exige a formação de litisconsórcio passivo necessário entre o beneficiado e aqueles que contribuíram para a realização da conduta abusiva. Precedentes. 3. Para que o agravo obtenha êxito, é necessário que os fundamentos da decisão agravada sejam especificamente infirmados, sob pena de subsistirem suas conclusões. 4. O agravo regimental não comporta inovação de teses recursais, ante a preclusão consumativa, devendo a matéria impugnada constar anteriormente do recurso especial. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (TSE; AgR-AI MG; Relator(a): Min. MARCELO HENRIQUES RIBEIRO DE OLIVEIRA; Julgamento: 02/03/2011; Publicação: DJE - Diário da Justiça Eletrônico, Data 25/04/2011, Página 51) Nessa linha, no aspecto da formação do litisconsórcio passivo necessário em Ação de Investigação Judicial Eleitoral, a jurisprudência do c. TSE volta-se a firmar a sua indispensabilidade apenas e tão somente em relação aos componentes de uma mesma chapa majoritária. Note-se que, até mesmo nesses casos, claudicou por anos a jurisprudência do excelso pretório eleitoral, firmando-se, por fim, no sentido de que demandas eleitorais para cassação de registro ou diploma devem ser propostas contra todos os integrantes da chapa majoritária face aos efeitos necessários da decisão judicial, que atingem diretamente todos os sujeitos que compõem a mesma. Nesse sentido: Investigação judicial. Abuso de poder. Conduta vedada. Decadência. 1. A jurisprudência está consolidada no sentido de que, nas ações eleitorais em que se cogita de cassação de registro, de diploma ou de mandato, há litisconsórcio passivo necessário

12 entre os integrantes da chapa majoritária, considerada a possibilidade de ambos os integrantes serem afetados pela efica cia da decisão. [...] (Ac. De 1º no AgR-REspe n , rel. Min. Arnaldo Versiane. No mesmo sentido: TSE AgR-REpse n 35831; Respe n Por tais razões, afasto a preliminar levantada. IV DA PROVA ILÍCITA - Questão prévia No tocante às imagens e áudio constantes das mídias juntadas, tenho que, além da sofrível qualidade do áudio, houve ilícita coleta da prova. Ora, no direito pátrio, há vedação expressa de índole constitucional no tocante ao anonimato (art. 5, IV, da CF/88), vez que o sistema constitucional fundamenta-se na liberdade vinculada à noção de responsabilidade, nos moldes do art. 5, V e X, da CF/88. Ora, a ampla plêiade de direitos e garantias constitucionais volta-se a proteger o cidadão de modo a garantir a liberdade na prática de atos em geral bem como amparar a ampla expressão do pensamento, o que elide, a nosso ver, a atuação exclusiva e deliberada sob o manto do anonimato para incriminar terceiros. No caso em tela, não houve identificação dos interlocutores responsáveis pelas gravações, que permaneceram no estado de anonimato, não se sabendo quem efetivamente realizou as gravações das mídias e sob que condição o fez. Assim, resulta concluir forçosamente que a apresentação das mídias em Juízo constituem interceptação ambiental realizada por terceiros, a demandar prévia autorização judicial, que não foi sequer requerida. Nesse sentido: A gravação de conversa, efetuada por um dos interlocutores, é prova lícita, desde que não seja, por força de lei, sigilosa (RESPE SP). (TSE - AC. n 28062, Re. Mm. Marcelo Ribeiro de ). A gravação de conversa entre dois interlocutores, feita por um deles, sem conhecimento do outro, com a finalidade de documentá-la, futuramente, em caso de negativa, nada tem de ilícita, principalmente quando constitui exercício de defesa. Precedentes. (STF - AI - AgR , Re. Mm. Ricardo Lewandowski, j ). Agravo regimental em recurso especial. Captação ilícita de sufrágio. Prova consubstanciada em gravação ambiental. (..) 4. A gravação ambiental realizada por um dos interlocutores é prova válida.

13 ( ) 7. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (Agravo Regimental no Recurso Especial Eleitoral n , rei. Mm. Carmen Lúcia, de ). RECURSO ESPECIAL. REPRESENTAÇÃO. CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO. PROVA. ILICITUDE. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ART. 50, XII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ORDEM JUDICIAL. AUSÊNCIA. CONTAMINAÇÃO DAS DEMAIS PROVAS. INCIDÊNCIA DOS VERBETES SUMULARES Nos 71STJ e 2791STF. 1. A gravação clandestina feita por um dos interlocutores, sem conhecimento do outro, não constitui interceptação vedada pela Constituição da República, sobretudo quando se destine a fazer prova, em juízo ou inquérito, a favor de quem a gravou. 2. No caso dos autos, não é possível saber se quem forneceu a mídia seria a própria pessoa constante da gravação, ou seja, não há como aferir se houve anuência de um dos interlocutores. ( ) 4. Recurso especial desprovido. (Recurso Especial Eleitoral n , rei. Mm. Marcelo Ribeiro, de ). Representação. Captação ilícita de sufrágio. Art. 41-A da Lei n Segundo tem decidido o Tribunal, o desconhecimento da gravação de conversa por um dos interlocutores não implica nulidade da referida prova. ( ) Recurso especial a que se nega provimento. (Recurso Especial Eleitoral n , de minha relatoria, de ). Para a validade da prova, demandava-se a identificação dos interlocutores e sob que condição atuava na documentação do fato, sob pena de restar caracterizada a interceptação ambiental, que depende de prévia autorização judicial. Verifica-se ainda que, em uma das mídias juntadas, o responsável pelas gravações dirigiu-se à casa do investigado com a exclusiva finalidade de documentar a sua própria solicitação de indevida vantagem pecuniária. Ou seja, o anônimo responsável pelas filmagens ingressou na casa do primeiro investigado e solicitou-lhe reservadamente indevida vantagem, acreditando estar documentando a prática de um ilícito para fins de utilizar a mídia neste processo. Neste aspecto, tenho presente a aberrante ilicitude da prova produzida uma vez que o responsável pelas gravações induziu e participou ativamente na prática do pretenso ilícito, não podendo beneficiar a si ou a terceiros com sua própria torpeza, ainda mais diante do entendimento esposado no enunciado de sumula de jurisprudência n 145 do STF. Nisto compreende-se a razão de seu anonimato.

14 Deste modo, resulta comprovado que as referidas provas foram obtidas por meios ilícitos pelo que determino o desentranhamento das mídias consistentes nas imagens e áudio captadas juntadas nas fls. 189 e sua colocação na capa dos autos para devolução ao investigante após o transito em julgado desta decisão. V - DO MÉRITO Tenho em pontuar, inicialmente, que a petição inicial não se revestiu da melhor técnica, vez que o articulado dos fatos e sua sequência expositiva não permitem depreender uma ordem argumentativa lógica. A desordenada narrativa atrapalha em muito a compreensão da pretensão do investigante, em especial, o nexo lógico a encadear os fatos e os sujeitos que participaram dos mesmos. No conjunto dos fatos alinhados na inicial, passo ao imediato exame daqueles que atinem à ausência de lisura da Justiça Eleitoral. V.1 ABUSO DE PODER POLÍTICO Os fatos referentes ao abuso de poder político dirigemse essencialmente a apontar a utilização da estrutura da Justiça Eleitoral em favor das candidaturas dos investigados. As alegações do investigante chegam a ultrapassar o limite do razoável, descambando para o campo das paixões políticas, as quais tem lançado a humanidade em conflitos históricos que desafiam a própria racionalidade. Neste aspecto, as alegações da inicial são, no mínimo, inteiramente irresponsáveis, permitindo vislumbrar que o investigante e seus correligionários, insatisfeitos com o resultado do pleito, passaram a endossar vergonhosos boatos que repercutiram nos ânimos população local e resultaram em vultosos protestos diante do Cartório Eleitoral da 12ª Zona. Ao analisar os desordenados fatos da inicial no que pertinem ao Judiciário Eleitoral, nota-se que o motivador dos protestos contra o trabalho do Poder Judiciário era a crença quase generalizada de favorecimento à candidatura dos investigados pela estrutura e pessoal da Justiça Eleitoral. É lamentável, muito lamentável, que o investigante tenha endossado tais absurdos, inclusive trazendo-os a lume neste feito. Esperase de qualquer postulante a cargos do Poder Executivo o mínimo de responsabilidade, cautela e conhecimento das regras que regem o processo eleitoral a fim de que não se omita diante de abusos na manifestação de pensamento de correligionários em desfavor do Judiciário Eleitoral, gerando insegurança e confusão no seio da sociedade.

15 a) Denúncia de eleitores indígenas ludibriados por Mesários: As alegações vão desde pálidas afirmações de aliciamento de eleitores por mesários até indução de voto de indígenas. O sofrível nível das argumentações fica bem evidenciado pelo relato da manipulação do quadro de mesários desta Justiça por membro do Executivo Municipal que teria engendrado um complexo esquema de apoio à candidatura dos investigados e orquestrado trabalho de indução de indígenas. Confira-se: Índios foram enganados pelos Presidentes de Mesa e Mesários, pois a grande maioria foram escolhidos pelo Secretário de Educação Sr. Valdinei, que participou ativa e diretamente nas ações de treinamento dos mesmos, principalmente os que iriam trabalhar na Zona Rural do Município, sob comando do Chefe de Cartório da Justiça Eleitoral de Lábrea Sr. Marcos Kawamoto. Como funcionava a fraude? Índio não sabia votar, [sic] O Presidente perguntava em quem ele iria votar? Ele respondia Mabi, [sic] ai ele [sic] Presidente [sic] apertava o 15 e mandava o índio confirmar, [sic] quando aparecia na tela o rosto de Evaldo, índio entrava em desespero e chorava, [sic] por isso a revolta da população, [sic] todos tem conhecimento da atitude inescrupulosa desse grupo. (fls. 06) Após examinar com muita acuidade toda a prova produzida e a legislação aplicável à espécie, tenho que as referidas alegações são, no mínimo, teratológicas. Não se concebe como alguém, sem qualquer lastro probatório, tenha engendrado tamanho despautério, que atenta nitidamente contra a imagem do Poder Judiciário. Primeiro, em absoluta oposição ao absurdo relato do investigante, há regramento legal específico para composição da lista de mesários, inclusive com causas de impedimento de integrantes e prazo de impugnação dos nomes, conforme consta da arts. 7º a 14 da Resolução TSE n , de 14 de dezembro de Contudo, o investigante parece nem sequer conhecer a existência de um procedimento de formação do quadro de mesários, no qual é oportunizado aos partidos e coligações participar ativamente na fiscalização. Assim, não se tem palavras para descrever a gênese da execrável ideia de que Valdeinei Vital de Lima seria o responsável pela formação do quadro de mesários desta Zona Eleitoral. Aqui, é preferível o silêncio pela sua

16 eloquência. Segundo, não houve sequer uma prova de que os Presidentes de quaisquer Seções Eleitorais tenham induzido indígenas a votar nos investigantes. Não há menor evidência de que tais fatos tenham ocorridos e, frise-se, percebe-se que os mesmos foram gestados propositalmente para desestabilizar a imagem do Poder Judiciário Eleitoral perante correligionários frustrados com a derrota do investigante. Ora, aos partidos e coligações é conferido o direito de indicar fiscais para acompanharem os trabalhos de votação nas seções eleitorais, sendo certo que, ao examinar todas as atas das Mesas Receptoras de votos juntadas neste processo nada se encontra quanto a impugnações e irregularidades consignadas por quaisquer fiscais de partidos e coligações. Deste modo, resulta evidente que as alegações não encontram base probatória mínima. b) Problemas técnicos na urna da Seção Eleitoral n 002: Foi alegado pelo investigante haver ocorrido falha na urna eletrônica da Seção Eleitoral n 002, consistente no não aparecimento da foto do candidato após o eleitor teclar o número correspondente. Inicialmente, não houve registro na Ata da Mesa Receptora n 002 de qualquer irregularidade desta natureza (fls. 332), sendo certo que o registro em Ata da Seção é o meio adequado dos fiscais dos partidos e coligações fazerem constar irregularidades relevantes para posterior deslinde no Juízo Eleitoral, porém, contraditoriamente argui-se irregularidade baseado apenas e tão somente em elementos estranhos às formalidades do processo eleitoral. Ademais, é, no mínimo, curiosa a atitude do investigante de trazer situação esdrúxula ao conhecimento do Poder Judiciário sem base mínima para abalizar alegações de abuso de poder político, vez que não se concebe como um mero defeito técnico em uma urna eleitoral tenha maiores implicações no processo eleitoral ou possa ser creditado aos investigados. c) Violação do lacre da urna da Seção Eleitoral n 73 e o deslocamento da urna ao local de votação 4 (quatro) dias antes da data do pleito bem como fornecimento de alimentação a eleitores pelo Presidente da referida Mesa Receptora de votos para captar ilicitamente sufrágio em favor dos investigados: Mais uma vez constata-se haver meras alegações sem lastro probatório mínimo. Com efeito, o investigante restringiuse a alinhar inverídicas assertivas que maculam a Justiça

17 Eleitoral sem trazer aos autos qualquer elemento que permita a sua adequada análise. A carga e lacre das urnas eleitorais são realizadas em data e local previamente determinados pelo Tribunal Regional Eleitoral, contando a solenidade com a presença obrigatória do Juiz Eleitoral e do Promotor Eleitoral. O ato é público e todos os representantes de partidos e coligações podem se fazer presentes para acompanhar a regularidade dos procedimentos adotados. Em relação à 12ª Zona Eleitoral, o ato foi realizado no dia (fls. 340/342) e todas as intercorrência foram registradas em ata. Todavia, nesta não houve qualquer menção de ausência de lacre em qualquer urna da 12ª Zona Eleitoral, incluindo-se a da Seção n 73. A alegação é totalmente refutada pela prova dos autos, ainda mais quando se observa que nada foi consignado pelos fiscais dos partidos e coligações na Ata da respectiva Seção (fls. 333). Aqui, as alegações revelam aquele antigo questionamento infundado da confiabilidade da urna eletrônica pelos perdedores no processo eleitoral. De fato, os vencedores nunca mencionam ter qualquer dúvida quanto à legitimidade do resultado das urnas eletrônicas, mas os que não logram êxito em suas campanhas, estão sempre, de uma forma ou de outra, a questionar a confiabilidade do voto eletrônico e dos procedimentos da Justiça Eleitoral. Finalmente, no tocante ao oferecimento de alimentação a eleitores pelo Presidente da Mesa Receptora de Votos da Seção n 73, trata-se de alegação extremamente temerária e sem qualquer lastro probatório, que não merece maiores incursões. d) Entrega pelo Chefe de Cartório Eleitoral de mais de 300 (trezentos) títulos eleitorais a servidor municipal no mês de agosto/2012: Cuida-se de alegação consistente na irregular entrega de 300 (trezentos) títulos eleitorais pelo então chefe de cartório eleitoral ao servidor municipal Jordevan Lima de Castro. Segundo colhe-se dos depoimentos de fls. 79 e 436/437, a distribuição dos títulos teria sido realizada em conjunto com uma ação do município denominada Renda Mais. Inicialmente, releva notar que Edite Lima Maia dirigiuse à Delegacia de Polícia desta cidade e prestou depoimento perante a Autoridade Policial em , relatando irregularidades em distribuição de títulos eleitorais. Neste aspecto, resulta curioso que, tendo o fato ocorrido em agosto/2012, a informante tenha apresentado formalmente as denúncias de eventuais ilicitudes à Autoridade Policial dias após a proclamação do resultado das Eleições. Some-se a tanto que o

18 seu motivador encontra-se intrinsecamente vinculado a paixões político-partidárias, conforme revelou no depoimento prestado em Juízo. Confira-se, ipsi litteris: Que em relação ao presente processo, tem interesse que a Justiça seja feita; Que a noção pontual de Justiça neste feito para a depoente seja a cassação dos representados pela compra de votos (fls. 436) Restou consignado no mesmo depoimento que a informante não chegou a ter conhecimento se a entrega dos títulos foi realizado em contexto de cunho político-eleitoral, declarando apenas a sua impressão de irregularidade bem como que as localidades a que se deslocou Jordevan Lima de Castro distavam em média 2 (dois) a 3 (três) dias da sede do município. Nesse sentido, releva transcrever trecho do opinativo ministerial, in verbis: Ora, culto juiz é natural, em razão das peculiaridades locais que o trabalho da Justiça Eleitoral seja realizado com o apoio do Poder Público Municipal principalmente aquele trabalho realizado nas comunidades mais distantes da sede do município tendo a própria denunciante em suas declarações de fls. 436 informado a este Juízo não saber informar se a distribuição dos títulos teve cunho político-eleitoral e que a região onde eles seriam entregues aos eleitores dista 02 a 03 dias de barco da sede do município sendo uma região de difícil acesso (fls. 774) Noutro giro, em diligência determinada por Este Juízo, foi prestada a Informação n 001/2012, na qual descriminou-se todos os dados objetivamente aferidos nos arquivos da 17ª Zona e justificados todos os procedimentos adotados. Os dados coletados não permitem aferir sequer a existência de indícios mínimos de irregularidades (fls. 206/296). O que se observa, em verdade, no caso em tela, são paixões político-eleitorais a impulsionar ataques ao trabalho de servidores da Justiça Eleitoral, buscando-se qualquer traço mínimo de pseudo irregularidade para achincalhar o processo eleitoral. e) Irregular parceria entre o Chefe de Cartório Eleitoral e o Prefeito Municipal: Para fins de transporte e deslocamento de Mesários, equipe de apoio e eleitores, a Lei n 6.091/74 concede à Justiça Eleitoral o poder de requisitar embarcações que viabilizem o

19 pleito, o que é ainda mais justificável diante das peculiaridades físicas e geográficas da região amazônica. Neste aspecto, os documentos de fls. 344/345 revelam que foram cedidas embarcações pela municipalidade para viabilizar a realização pleito. Verifica-se que o investigante chegou absurdamente a afirmar a desídia do d. Promotor de Justiça, porém, não fez acostar aos autos um mínimo a abalizar suas alegações. Não satisfeito em acusar de parcialidade servidores e estrutura da Justiça Eleitoral, o investigante entendeu em questionar o trabalho do próprio Promotor Eleitoral. Neste ponto, muito lúcido foi o opinativo ministerial em indicar que o Chefe de Cartório Eleitoral nunca conseguiria viabilizar o pleito caso estivesse a favorecer qualquer das candidaturas. Trata-se de pseudo-irregularidade levantada pela parte sem substrato mínimo nos autos, que merece severo reproche, por ser mui questionável as razões que motivaram o investigante a levantar pecha contra os trabalhos da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral. f) Reunião entre o Chefe de Cartório, o Prefeito Municipal e o primeiro investigado no dia : Ao examinar os autos, observa-se alegação da realização de uma reunião entre o Chefe de Cartório, o então Prefeito Municipal e o investigado no sentido de organizar a distribuição de (hum mil e trezentos) títulos às vésperas do pleito eleitoral. A alegação lastreia-se unicamente em notitia criminis constante da representação n No referido procedimento, foi veiculada notitia criminis em petição escrita nos seguintes termos: os Representados os entregariam a pessoas de sua estreita confiança, para que possam votar em nome dos respectivos titulares; [sic] maculando dessa maneira, a lisura do Pleito (fls. 305). Vale dizer, os (hum mil e trezentos) títulos seriam entregues a terceiros que exerceriam o direito ao voto em lugar dos verdadeiros eleitores. É, no mínimo, curioso que tamanha irregularidade tenha efetivamente acontecido e não se tenha conseguido levantar um elemento idôneo a comprova-la. Com efeito, ao tomar ciência da notitia criminis, o Dr. Jorsenildo Dourado, com o zelo e competência que lhe são conhecidamente peculiares, em um singelo despacho determinou a realização de diligência para apurar o quantitativo de títulos eleitorais em poder do Cartório da 12ª Zona (fls. 309). Constatou-se, no resultado da diligência, que, na

20 ocasião, não havia em Cartório sequer um terço do número de títulos eleitorais indicados na denúncia levada ao seu conhecimento, o que reverbera no reconhecimento da fragilização dos argumentos do investigante. Não bastasse isso, três fatores devem ainda ser sopesados na análise da argumentação do investigante. Primeiro, diferente do que imagina o investigante, o título de eleitor, por si só, não autoriza o exercício do direito ao voto, vez que no momento da votação, além da exibição do respectivo título, o eleitor deverá apresentar documento de identificação com fotografia (art. 91-A, caput, da Lei n 9.504/97). Segundo, aos partidos e coligações é dados acompanhar e fiscalizar os trabalhos das Mesas Receptoras de Votos e impugnar eleitores que não apresentem documentação mínima para exercício do direito ao voto. Terceiro, alegar que foram subtraídos (hum mil e trezentos) títulos eleitorais no universo do colégio eleitoral da 12ª Zona e não indicar sequer um eleitor que tenha sido vítima da referida fraude é dado suficiente de que as alegações são meras confabulações. Finalmente, não foi produzida qualquer prova pelo investigante no sentido da realização da referida reunião, tratando-se de mera alegação não comprovada. Por tais razões, tenho ser impossível emprestar-se qualquer crédito às alegações trilhadas neste tópico. g) Entrega irregular de 300 (trezentos) títulos eleitorais na região sul de Lábrea: Examinando os documentos de fls. 297/301, constata-se que os referidos títulos eleitorais foram regularmente entregues pelo servidor municipal Jairo Santos de Lima, que estava cedido à Justiça Eleitoral. A viagem foi devidamente autorizada e custeada pelo Tribunal Regional Eleitoral, conforme indicado na Informação n 001/2012 (fls. 206). Ademais, ao examinar os autos, nota-se que o interesse do investigante acerca deste fato somente correu após a proclamação dos eleitos (fls. 321), a denotar que, no momento da consecução das atividades pelo servidor, não houve sequer suspeita de que este estivesse atuando com fins políticopartidários. Com efeito, a própria forma como o fato foi articulado na inicial permite depreender que se trata de uma conjectura de ilícito, sem o mínimo de dados indiciários a abalizá-lo.

21 Tenho assim, data maxima venia, que as alegações não restaram comprovadas. h) Irregularidades consistentes no fato de terceiros votarem em lugar de eleitores: Cuida-se de alegações fundadas no fato de que as eleitoras Isvanilde Nascimento de Oliveira e Maria de Fátima da Silva Batista não teriam exercido o seu direito ao voto em razão da constatação de que terceiros teriam votado em lugar das mesmas sob os auspícios dos componentes das respectivas Mesas Receptoras de Votos. De logo, afasta-se as alegações do investigante pela simples análise das Atas das Seções n 004 e 086 (fls. 336 e 338), nas quais nada restou consignado acerca de problemas com as referidas eleitoras. Não bastasse isso, propositalmente, o investigante passa ao largo a noção de que um processo eleitoral guarda em si relevante complexidade. Muitos são os agentes envolvidos na consecução das mais diversas atividades de natureza pública, ocorrendo, em muitos casos, equívocos decorrentes de conjunturas muito específicas, comuns àqueles que exercem gratuitamente um munus de natureza pública. O serviço eleitoral prestado por mesários não conta com remuneração direta, sendo que o quadro convocado é composto de cidadãos de vários níveis sócio-culturais. Nesse intrincado conjunto de atividades executadas pela pessoa comum, os equívocos e erros são muitas vezes inevitáveis e, na medida do possível, servidores de carreira da Justiça Eleitoral tentam dar amparo e corrigir falhas. Contudo, daí pretender criar artificialmente fatos e creditar conluio e má fé contra todas as evidências em contrário, é, em verdade, buscar justificativa para o inconformismo. Em verdade, a petição inicial consubstancia-se em peça na qual o investigante ataca a tudo e a todos no deliberado intuito de fazer prevalecer a tese de que os investigados teriam obtido apoio implícito de integrantes do Judiciário Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral. V.2 - ABUSO DE PODER ECONÔMICO E CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO A petição inicial da investigação judicial narra uma plêiade de fatos tendentes a demonstrar que os investigados teriam movimentado vultosa quantia em dinheiro e bens para compra de votos, títulos de eleitor, carteiras de identidade, com a finalidade de obter votos em favor de suas candidaturas bem como

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