BIBLIOGRAFIA: Fábio Ulhoa Coelho. Saraiva. André Luiz Santa Cruz Ramos. Juspodivm. 1. DIREITO DE EMPRESA ART. 966 do CC

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1 1 DIREITO EMPRESARIAL DIREITO EMPRESARIAL PONTO 1: Direito de Empresa PONTO 2: Conceito de Empresário PONTO 3: Estabelecimento PONTO 4: Registro BIBLIOGRAFIA: Fábio Ulhoa Coelho. Saraiva. André Luiz Santa Cruz Ramos. Juspodivm. 1. DIREITO DE EMPRESA ART. 966 do CC CC/02 trouxe grandes alterações ao direito empresarial. Direito empresarial é utilizado como sinônimo de direito comercial. 2. CONCEITO DE EMPRESÁRIO ART. 966 CC atual exclui o conceito de comerciante pela figura do empresário. CC/02 tem inspiração no código civil italiano para a conceituação de empresário. No CC anterior havia uma vinculação ao código francês, que separa os atos negociais em dois setores: Troca Direito Comercial ATOS NEGOCIAIS Prestação de Serviços Direito Civil Os atos de troca compunham a essência dos atos de comércio, representavam o núcleo central do direito comercial, quem exercia esses atos era considerado comerciante. Os atos de prestações de serviços (imobiliária, turismo, hotelaria, transporte, prestação de serviços em geral) estavam vinculados às regras civis. A proposta do código civil italiano é juntar essas duas matérias num único regramento, abandonando essa divisão e adotando os chamados ATOS DE EMPRESA, que caracterizam o direito de empresa e, consequentemente, o empresário. Essa proposta leva em consideração as semelhanças entre esses dois setores: profissionais liberais, que visam retornam financeiro e que representam atuações econômicas intermediárias (levam produto ou serviço até o mercado ). Hoje a expressão comerciante não é mais utilizada, deve ser empregada a expressão empresário. DISTINÇÃO ENTRE EMPRESÁRIO E COMERCIANTE:...

2 DIREITO EMPRESARIAL EVOLUÇÃO HISTÓRICA:... EMPRESÁRIO Art Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. O empresário é o sujeito do direito empresarial. Empresário pode ser: a) Empresário Individual b) Empresário Coletivo (Sociedade empresária) O empresário, individual ou o coletivo, atua buscando retorno financeiro da atividade. Esse viés econômico vai servir como delimitador do direito empresarial, de forma que, quem não tiver esse viés econômico não terá espaço no direito empresarial. Assim, as associações e fundações privadas nunca terão espaço no direito empresarial, devido a forma como o direito trata a matéria falta a figura do lucro, do retorno financeiro - Art. 53 e 62 do CC, regem-se pelo CC. Finalidade Econômica: Assim, as associações e fundações podem até exercer o comércio, mas não serão empresárias e lhes incide o CC. Empresário é um profissional, ou seja, ele faz daquela atividade pelo menos uma de suas profissões, a exerce com habitualidade, de regra, não exige exclusividade (embora existam algumas incompatibilidades). O empresário é o titular da atividade e, portanto é ele quem organiza a atividade ou está encarregado de organizá-la, por isso ele atua em nome próprio. Ele assume o risco da atividade. O Conteúdo fático da matéria empresarial é vasto, assim comporta muitas exceções, que não se tratam de ausência dos requisitos de empresário, mas de uma opção legislativa. EXCEÇÕES: ART. 966, único e art. 971 do CC. 2

3 DIREITO EMPRESARIAL Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. Quem exerce atividade intelectual artística, literária e científica. Refere-se às atividades essencialmente intelectuais. As atividades empresariais exigiriam não só intelecto, mas uma base física. a) Artista: 3 Quem expõe as obras dos artistas, é empresário?... b) Literário:. c) Profissional científico: d) Ruralista. Art. 971 do CC. Art O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro O ruralista só será empresário se realizar o seu registro na junta comercial, se não realizar o registro não será empresário. Se não fizer o registro não será regido pelas normas do direito civil sobre direito de empresa. Se o ruralista fizer o registro é denominado empresário, se não fizer o registro é chamado de empresário rural. Esta é uma escolha, uma faculdade do ruralista. EMPRESA/EMPRESÁRIO/ESTABELECIMENTO

4 4 DIREITO EMPRESARIAL Empresário: Empresa: Elementos da empresa: a) b) c) 3. ESTABELECIMENTO Estabelecimento:... TEORIA FRANCESA DO ESTABELECIMENTO:... Não há posição majoritária no que tange ao fundo de comércio. O fundo de comércio não é sujeito de direito, mas objeto do direito. TRESPASSE:... Art Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza. Art Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência. Quem vende o ponto empresarial no período de 5 anos não poderá fazer concorrência com quem adquiriu o estabelecimento. É possível cláusula no sentido contrário, mas ela deve ser expressa. A concorrência é fática, decidida pelo juiz. Art Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a responsabilidade do alienante.

5 DIREITO EMPRESARIAL Quem vende o ponto, de regra, vende os contratos, salvo os contratos personalíssimos. Condição de Sucessor:... Art O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento. Art O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis, e de publicado na imprensa oficial. Art A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL É a pessoa física que exerce a atividade empresária, ou seja, não tem natureza de pessoa jurídica. Por uma questão de comodidade tributária, recebe CNPJ e é tratado como se fosse pessoa jurídica. Sistema de Responsabilidade do Empresário Individual A responsabilidade é pessoal e ilimitada. Não há limitação aos bens da entidade. Responde com bens presentes e futuros, ou seja, o patrimônio é móvel (sempre em movimento). A exceção são os bens impenhoráveis, ex: bens de família; os instrumentos de trabalho do empresário individual (art. 649 do CPC). Art. 591 do CPC e art. 391 do CC. Art O devedor responde, para o cumprimento de suas obrigações, com todos os seus bens presentes e futuros, salvo as restrições estabelecidas em lei. Art Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor. 5 ENTENDIMENTO DO STJ QUANTO O EMPRESÁRIO CASADO PELO REGIME QUE ASSEGURE A MEAÇÃO:...

6 6 DIREITO EMPRESARIAL 4. REGISTRO O registro é obrigatório pelo texto do CC: Art É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. Deve-se interpretar que o empresário individual pode ser de fato ou de direito. O de fato também é chamado de irregular, e caracteriza-se pelo exercício das atividades de empresário sem registro, ex: camelôs. O empresário de direito ou regular é o que cumpre a obrigação de registro na Junta Comercial. Assim, a obrigação de registro é de quem já é empresário. Benefícios do empresário que fizer o registro:... O registro muda o sistema de responsabilidade do empresário?......

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