TEMA 1 PRIMEIROS PASSOS EM PROL DOS SURDOS

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3 TEMA 1 PRIMEIROS PASSOS EM PROL DOS SURDOS

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5 CRÉDITOS Reitor José Carlos Pettorossi Imparato Pró-Reitora de Graduação e Extensão Elaine Marcílio Santos Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Renato Amaro Zangaro Pró-Reitor Administrativo Darcy Gamero Marques Filho Pró-Reitora Adjunta de Graduação e Extensão Mara Regina Rösler (In Memoriam) Diretor Acadêmico Gustavo Duarte Mendes Coordenadores do EAD Abigail Malavasi (Pedagogia) Adamaris Izaura Cavalcanti (Administração) Gerson Tenório dos Santos (Letras) Marcelo Rabelo Henrique (Cursos Superiores de Tecnologia) Coordenadores de Polo Mariangela Camba (Santos) Paulo Cristiano de Oliveira (São Paulo) Paulo Roberto Marcatto (Descalvado) Professor(as) Autor(as) Camilla Alves Gonçalves de Souza Daniela Silva Klemp Revisora Maria Ivone de Ávila Oliveira Equipe do Núcleo de Educação a Distância - NEaD Coordenação Geral Magali Polozzi Supervisor de Design Rafael Vilares Web Designer Vinícius Bianchini Suporte técnico Daniel Lopes Brunno Guerreiro Copyright 2013, Universidade Camilo Castelo Branco UNICASTELO. Nenhuma parte desse material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito. Algumas imagens utilizadas neste trabalho estão livres de direitos autorais, de acordo com a licença Creative Commons.

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7 SUMÁRIO LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS TEMA 1: Primeios passos em prol dos surdos Educação surda 15

8 SUMÁRIO

9 DESTAQUES Durante o texto, você encontrará algumas informações em destaque. Preste atenção: SAIBA MAIS: Serve para apresentar conteúdos, explicações e observações a fim de que você compreenda melhor o tema estudado. IMPORTANTE: Indica conceitos ou explicações que merecem destaque. Fique atento! REFLITA: São questionamentos acerca de aspectos centrais do texto. ANOTAÇÕES: Espaço destinado para suas anotações a respeito do tema estudado. OBJETIVOS: Indicam os conhecimentos a serem desenvolvidos por você durante o estudo de cada tema.

10 A IMPORTÂNCIA DA COM TEMA 1 10

11 TEMA 1 Iniciando nosso diálogo Prezado aluno, No tema 1 da disciplina Linguagem Brasileira de Sinais,trouxcemos a vocês uma breve retrospectiva histórica dos Surdos no mundo e Brasil, colocando em pauta a necessidade de investigar as metodologias educacionais na educação dos Surdos aplicadas no passado e no presente,e de se analisar as consequencias por buscarmos os fundamentos sociologicos e históricos. OBJETIVOS Esperamos que por meio da leitura, você possa: Aproximar-se do mundo dos surdos,por meio da sua história. Identificar o papel da lingua de sinais na educação para Surdos. Vamos iniciar nosso aprendizado! 11

12 A IMPORTÂNCIA DA COM TEMA 1 12

13 TEMA 1 SAIBA MAIS Monges Beneditinos: Consulte os sites mosteiro.org.br/ e pt.wikipedia.org/wiki/beneditino para ter acesso a outras informações interessantes sobre os monges beneditinos. Pedro Ponce de Leon: O espanhol Pedro Ponce de León ( ) foi um monge beneditino conhecido como o primeiro professor para surdos. Ele fundou uma escola para surdos e ensinava os filhos de aristocratas ricos a escrever e a usar gestos A voz dos surdos está nas mãos. Talvez você ache estranha essa afirmação Talvez você se pergunte: Como pode? Veja, caro aluno, é isso que acontece quando se fala da comunicação desenvolvida pelos surdos, a gesto-visual. É comum vermos pessoas gesticulando umas para as outras, mas poucos pensam sobre a importância que os gestos têm para os surdos. Um dos mais antigos registros a respeito do uso de sinais é do filósofo Sócrates, em 368 a.c, quando, em conversa com seus discípulos, disse: Suponhamos que nós, os seres humanos, quando não falávamos e queríamos indicar objetos uns para os outros o fazíamos como fazem os surdos-mudos: sinais com as mãos, cabeça e demais membros do corpo. (PLATÃO apud BURKE, 1997). Observe que, para Sócrates, os sinais constituem um meio de comunicação diferente da mímica. Esta passou a ser utilizado mais à frente, em 536 d.c., na Itália, pelos Monges Beneditinos para que pudessem cumprir o voto de silêncio. Infelizmente pouquíssima informação foi registrada a respeito do sistema de sinais utilizado pelos beneditinos na época. Girolano Cardano: O Quer saber as contribuições dadas para a educação dos surdos pelo matemático, filósofo e médico italiano Girolano Cardano? Acesse o site br/matematicos/gm1/girolamo_cardano.htm Somente no século XVI, vemos o registro da importância de se fazer algo em prol dos surdos. Até essa época, eles representavam um grupo marginalizado, considerado incapaz de aprender, pois se pensava que a inteligência estava ligada à fala. Devido a essa concepção errônea, eles eram impedidos de se casar, de adquirir bens e de receber herança, caso fossem filhos de famílias abastadas. Nessa época, como não havia nenhuma instituição para acolhê- -los e nenhum método para ensiná-los, o monge beneditino espanhol, Pedro Ponce de Leon, passou a se utilizar de sinais e da linguagem escrita para instruir crianças surdas de famílias ricas, observando resultados positivos nessa educação. Ponce de Leon usava sinais para que o surdo aprendesse a leitura labial. Ele acreditava que isso o faria aprender a usar a própria voz. Os surdos atendidos por Ponce de Leon faziam parte da corte espanhola e essas aulas lhes garantiam o direito de receber seus bens e de usufruí-los. No século XVI, temos o registro de outra importante contribuição para a educação dos surdos realizada por Girolano Cardano, médico e matemático. Ao observar seu próprio filho surdo e outros deficientes au- 13

14 A IMPORTÂNCIA DA COM TEMA 1 ditivos, Cardano constatou que a surdez não comprometia o desenvolvimento da inteligência. Além disso, verificou que o raciocínio de pessoas surdas pode ser expresso por meio da escrita e não somente pela fala. A partir dessa constatação, iniciou-se uma nova fase na educação dos surdos: o ensino de sinais para chegar à escrita. Muitos outros tentaram educar os surdos: alguns pelo método da escrita, como o de Cardano; outros pelo método combinado, como o de Leon. Apesar desses avanços, os surdos continuavam a ser incompreendidos. Esse cenário só começou a mudar com a criação do Instituto L Épée e com o Congresso de Milão. No século XVII, o abade Charles Michel de L Épée praticava ações de caridade para ajudar o surdo marginalizado e incompreendido pelo meio social. A partir do agrupamento desses indivíduos, foi possível a criação da primeira Escola Pública para Surdos em Paris, em Os ideais franceses de uma burguesia capaz de exigir seus diretos contribuíram para que o surdo fosse visto como um cidadão. No dia a dia com os deficientes auditivos, L Épée observou que, para o surdo, os sinais eram como a fala para os ouvintes. Dessa forma, percebeu que a língua de sinais teria a função de ajudar os alunos com deficiência auditiva a aprender a ler e escrever. Por tentar colocar-se no lugar de um sujeito surdo, ele conseguiu perceber a importância que a língua gesto-visual tem para esse grupo de pessoas. REFLITA Nós, educadores, conseguimos considerar as necessidades de nossos alunos surdos? Será possível ajudá-los se não mostrarmos empatia? SAIBA MAIS Charles Michel de L Épée: Charles-Michel de L Épée nasceu numa família abastada, em Versailles. Estudou Direito e voltou sua atenção para a educação dos surdos. Fundou a primeira escola para surdos aberta ao público. Sua metodologia centrava-se na comunicação gestual. Professor Huet: Eduard Huet nasceu em Paris, França, em Sua família pertencia à nobreza. Ficou surdo aos 12 anos em consequência de sarampo. Embora já falasse francês, alemão e português, após tornar-se surdo, aprendeu espanhol. Estudou no Instituto Nacional de Surdos de Paris, onde se formou professor. No Brasil, em 1855, fundou a Escola do Rio de Janeiro para a educação de Surdos, onde atuou como diretor e professor. O método empregado pelo Instituto L`Épée foi tão positivo que vários outros países enviaram professores para observarem a prática das aulas. Esse instituto também passou a formar professores surdos a fim de enviá-los para outros países. No caso do Brasil, nosso primeiro instrutor surdo foi o francês Prof. Huet a convite do Imperador D. Pedro ll para trabalhar na educação de surdos. Esse educador nos trouxe o alfabeto em francês e a língua de sinais francesa, que no dia a dia da primeira Escola para Surdos, fundada em 26 de setembro de 1857, o 14

15 TEMA 1 SAIBA MAIS Instituto Nacional de Educação para Surdos: Conheça a primeira escola no Brasil de educação para Surdos acesse ines.gov.br/default.aspx Gallaudet: Thomas Hopkins Gallaudet ( ) nasceu na Filadélfia. Foi um educador pioneiro no ensino para surdos. Em 1805, iniciou seus estudos universitários em Yale, mas, após um encontro casual com uma menina surda, decidiu dedicar-se ao ensino dos deficientes auditivos. Graham Bell: Historicamente, Alexander Graham Bell ( ) é conhecido como o inventor do telefone. Ele foi um cientista, inventor e fundador da companhia telefônica Bell. Além disso, ofereceu várias contribuições para a educação dos surdos. Instituto dos Surdos-Mudos do Rio de Janeiro, atual Instituto Nacional de Educação para Surdos (INES), os surdos brasileiros criaram a nossa língua brasileira de sinais (LIBRAS). O desejo de se comunicar representa uma forte necessidade da alma humana, capacitando-nos para vencer qualquer obstáculo aparente. Verificamos que a postura de escolas como o Instituto L Épée em defender o uso da língua de sinais surtiu ótimo resultado, influenciando o trabalho de vários pesquisadores da comunicação surda, como Gallaudet e Graham Bell, entre outros, que foram a esse Instituto observar os métodos empregados e seus resultados em sala de aula. Outra importante contribuição para a educação dos surdos foi o Congresso de Milão, que ocorreu em 1880, na cidade de Milão, Itália. Esse acontecimento representa o primeiro congresso de âmbito mundial para discutir a maneira de se educar o surdo. Estiveram presentes muitos professores ouvintes e surdos. No evento, discutiu-se qual o melhor método de ensino: língua de sinais; oralista (oral); ou misto, o qual envolve os dois métodos anteriormente citados. Os temas propostos foram: vantagens e desvantagens do internato, tempo de instrução, número de alunos por classe, trabalhos mais apropriados aos surdos, enfermidades, medidas curativas e preventivas, etc. Apesar da variedade de temas, as discussões voltaram-se para as questões do oralismo e da língua de sinais (BORNE, 2002, p. 51). Para essa discussão, compareceram cento e oitenta e dois ouvintes provenientes de várias partes da Europa. Nessa ocasião, ficou claro que o surdo era minoria linguística, pois a sua opinião de nada valeu, prevalecendo o oralismo. Após o congresso, a maioria dos países adotou rapidamente o método oral nas escolas para surdos, proibindo oficialmente a língua de sinais. Começou ali uma longa e sofrida batalha para defender o direito linguístico dos surdos. Ressaltamos que, antes do Congresso de Milão, os surdos não tinham problemas com a educação, pois sua língua natural era valorizada. Havia professores que reconheciam a importância da língua de sinais e o desenvolvimento dos alunos surdos. Entre esses professores, muitos também eram deficientes auditivos. O sujeito surdo dominava a escrita e há evidências de que muitos escritores, artistas e outros sujeitos surdos tenham sido bem-sucedidos. 15

16 A IMPORTÂNCIA DA COM TEMA 1 REFLITA Agora, pense: Se esse congresso tinha por objetivo discutir a educação dos surdos, a opinião de quem deveria prevalecer: a dos surdos ou a dos ouvintes? É evidente que a opinião dos surdos deveria ser considerada nessa questão. Apesar das decisões tomadas no Congresso de Milão, muitas instituições continuaram a usar a linguagem dos sinais na educação dos surdos, mesmo sob críticas. Uma delas foi o Instituto L Épée. Após esse breve histórico dos primeiros passos em prol dos surdos, veremos algumas explicações a respeito das possibilidades metodológicas e formas adaptadas de ensino para a educação surda. 1.2 EDUCAÇÃO SURDA No princípio da história da educação dos surdos, esses indivíduos eram considerados incapazes de aprender, mas, quando se percebeu que eles tinham essa capacidade, surgiram pesquisas e experimentos referentes a diferentes metodologias e formas adaptadas de ensino. Dentre essas formas, três se destacam: oralismo, comunicação total e bilinguismo. Oralismo O oralismo foi o primeiro método colocado em prática na educação de surdos. Inicialmente, usavam-se sinais para ensinar aos surdos o significado do que estava sendo dito. O oralismo passou a ser empregado devido à dificuldade enfrentada pelo deficiente auditivo para ser aceito pela família e pela sociedade. Assim, esse método não visava apenas atingir o desenvolvimento pleno dos surdos, mas integrá-lo aos grupos sociais. REFLITA Há duas perguntas que exigem reflexão: É possível que uma pessoa surda aprenda o significado de uma palavra pelo uso da voz? E, ainda: uma pessoa surda é igual a uma pessoa deficiente? 16

17 TEMA 1 SAIBA MAIS Teoria linguística gerativista: A gramática generativa é uma teoria linguística elaborada por Noam Chomsky e pelos linguistas do Massachusetts Institute of Technology entre os anos de 1960 e N. Chomsky define uma teoria capaz de dar conta da criatividade do falante, de sua capacidade de emitir e de compreender frases inéditas. Para ele, a gramática é um mecanismo finito que permite gerar um conjunto infinito das frases gramaticais de uma língua, sendo que essa gramática constitui o saber linguístico dos indivíduos que falam uma língua. Para os estudiosos de teoria linguística gerativista, não é possível ensinar a linguagem, mas apenas dar condições para que ela se desenvolva espontaneamente na mente a seu próprio modo (VIOTTI, Evanir de Carvalho, 2008, p.40). Levando isso em consideração, percebemos que os surdos não dispõem de uma situação de ensino capaz de estimular, de forma espontânea, o desenvolvimento da fala. REFLITA Você se lembra de que maneira aprendeu a falar e a organizar suas ideias? Normalmente, a aquisição da linguagem se dá pela convivência com o outro, a partir dos diálogos que ouvimos. Dessa forma, não seria de se esperar que um surdo tivesse dificuldade para desenvolver a linguagem? As técnicas mais utilizadas no modelo oralista são: O treinamento auditivo: corresponde à estimulação auditiva para reconhecimento e discriminação de ruídos, distinguindo sons ambientais de ruídos, sons ambientais e sons da fala. O desenvolvimento da fala: ocorre por meio de exercícios para mobilidade e tonicidade dos órgãos envolvidos na fonação (lábio, mandíbula, língua, etc.), bem como de exercícios de respiração e relaxamento. A leitura labial: representa o treino para a identificação da palavra falada por meio da decodificação dos movimentos orais do emissor. Comunicação Total Nos anos 60s, surgiu o modelo misto, denominado Comunicação Total, o qual compreende o uso da língua de sinais associado à oralização. Esse modelo reacendeu a discussão sobre a importância da língua gesto-visual para o sujeito surdo. Apesar disso, a ideia do oralismo persiste até hoje. Um exemplo é o implante coclear, que tem por objetivo restabelecer a faculdade auditiva. 17

18 A IMPORTÂNCIA DA COM TEMA 1 O segundo método empregado no ensino dos surdos em resposta à insatisfação com o oralismo foi o ensino dos sinais junto com a fala. Essa foi uma maneira encontrada pelos educadores de não quebrar o vínculo familiar com pais ouvintes que não sabiam a língua de sinais, possibilitando- -lhes acompanhar o desenvolvimento de seus filhos e opinar sobre sua formação. Para essa minoria linguística, não foi nada fácil se adaptar a essa situação. Na escola, usavam sinais com amigos surdos; já com professores e pais, utilizavam a língua oral. Muitas vezes, como resultado da voz estranha produzida, negavam-se a falar por temerem tornar-se motivo de chacota. Um grave problema da comunicação total é que ela, apesar de compreender a língua de sinais e a língua oral, não representa nem uma nem outra. Vários autores dizem que o problema é a mistura de duas línguas, isto é, da Língua Portuguesa e da língua de sinais, resultando numa terceira modalidade: o português sinalizado. Essa prática, que também recebe o nome de bimodalismo, encoraja o uso inadequado da língua de sinais, já que ela possui uma gramática diferente daquela empregada na Língua Portuguesa. Para o surdo em fase escolar, isso é algo muito sério. Em escolas de comunicação total, levam-se dois anos para cada série. Mesmo assim, perde-se muita informação, pois se criam recursos artificiais para explicar ideias, conceitos e palavras próprios da língua oral, os quais fazem parte da cultura ouvinte e não da cultura surda. Bilinguismo O bilinguismo constitui a filosofia de ensino defendida por todos na comunidade surda. Essa filosofia representa o uso da língua materna e a aprendizagem da segunda língua. IMPORTANTE Este método possibilita ao surdo ser surdo sem imposição de uma cultura que não é a sua, o que lhe permite ver-se e expressar-se como surdo. Isso tem acontecido por dois motivos: em primeiro lugar, a língua de sinais passou a ser utilizada em sala de aula; por outro lado, os pais aprenderam a usá-la e começaram a empregá-la em casa. 18

19 TEMA 1 SAIBA MAIS Susan Dupor: Susan Dupor, artista americana nascida surda. Suaíli: O Suaíli é a língua nativa de diversos grupos que habitaram ou habitam uma faixa de 250 km da costa leste da África.. Quando a criança surda é privada do acesso a uma língua que lhe possibilite a interação com familiares e amigos, essa criança não constrói vínculos, importantes para seu desenvolvimento. Para sua compreensão reflita na representação feita em cores e imagens da artista surda americana Susan Dupor, que nos mostra uma família ouvinte e sua relação com a criança surda deitada aos pés dos ouvintes, numa posição semelhante a de um cachorro. Quando os pais têm acesso à língua de sinais, a criança surda tem acesso às tradições e à vida social, tão importante para o desenvolvimento dela, como para o de uma criança ouvinte. Para uma pessoa surda, a conversa na língua oral é restrita, mesmo nas conversas mais simples do dia a dia quando há mais de uma pessoa falando. Assim, a plena compreensão dos assuntos falados na maioria das conversas com objetivo social, que estabelece e mantém as relações entre familiares e amigos em jantares, piqueniques e festas, está fora do alcance de um surdo. Para as crianças surdas, os movimentos da boca não representam a língua falada. Para muitos ouvintes, pensar que a tentativa de se fazer entender pela gesticulação labial não atinge o seu objetivo é estranha, mas imagine-se aprendendo uma língua estrangeira como o Suaíli. Você sabem quais populações falam Suaíli? Essa é uma língua com base cultural africana. Agora imagine aprender essa língua somente pela leitura labial, não tendo nenhum conhecimento prévio sobre seu som e as combinações dos fonemas. Essa é uma missão quase impossível, mas um adulto ouvinte pode até conseguir decifrar alguma informação nesse idioma. Agora, imagine uma criança surda que não tenha nenhum conhecimento preexistente sobre os sons da fala resultante do uso dos músculos da face fazer isso. Com certeza, essa é uma missão impossível. Agora imagine a missão da proposta de educação bilíngue para surdos, que é a proposta de ensinar ao surdo a língua oral de seu país na modalidade escrita, entre as várias teorias e modelos propostos para o processo de leitura, você perceberá que em todas elas há uma ferramenta em comum fundamental para o sucesso, o funcionamento pleno da primeira língua (L1) na criança, seja ouvinte ou surda. Ao ser estimulada a leitura, ambas usarão sua primeira língua para encontrar o sentido das palavras reveladas na leitura do texto, usando seus conhecimentos preexistentes para o sucesso como futuros leitores. No uso da língua de sinais com alunos surdos em sala de aula, muitos educadores perceberam que ela é rica para explicar conceitos 19

20 A IMPORTÂNCIA DA COM TEMA 1 concretos e abstratos, pois, por usar um quadro semântico visual, que, na língua gesto-visual, corresponde a descrever situações e pessoas, o assunto em questão torna-se compreensível até para quem não conhece os sinais. Não há correspondência direta para todas as palavras em língua de sinais, e o contrário também acontece. Muitas vezes, encontramos um sinal que corresponde a uma frase ou uma sentença na língua escrita. Com a língua de sinais como primeira língua, o surdo tem um feedback constante para a sua fala. Ele compreende o que está sendo dito, visto que tem sua língua materna como referência. Considerando que o aluno surdo é um individuo sociocultural interativo e que se constitui nas relações sociais por meio da língua de sinais, encontraremos na sala de aula um professor bilíngue. Consequentemente, a relação professor-aluno será constituída por um grupo social, instituído por valores e culturas de uma sociedade envolvente. Quem é esse educador bilíngue? Que concepção do homem, de mundo, de história, de escola, de aprendizagem, de desenvolvimento, de deficiência temos nós? Que escola queremos? Que inserção queremos? Que exclusão queremos? Que exclusão não queremos? Por quê? Esses são alguns dos importantes questionamentos a serem respondidos para que aconteça a verdadeira prática educativa possibilitando a inserção sociocultural dos alunos, como citado por Padilha (2006), em suas pesquisas quando cita a importância de um profissional com visão crítica do mundo e em busca de respostas. E este profissional juntamente com a escola criará condições para a inovação, para a autoconstrução do conhecimento para o aluno surdo, entre a língua materna e a segunda língua no processo de alfabetização. Algumas prefeituras têm articulado medidas para garantir ao aluno surdo o acesso à educação por meio da língua de sinais no ambiente escolar. Exemplo disso é a Secretária da Educação da cidade de São Paulo que, no dia 10 de novembro de 2011, assinou o decreto , criando as Escolas Municipais de Educação Bilíngues para Surdos (EMEBS), nessa cidade. Neste ponto, finalizamos este importante Tema! Não deixe de realizar as leituras complementares indicadas ao longo do texto. Vamos em frente! Ainda existem muitos aspectos a serem estudados sobre a Educação Surda. 20

21 TEMA 1 RECAPITULANDO Ao longo das nossas articulações anteriores enfocamos em como a Lingua de Sinais é importânte para o sujeito Surdo,desde os dias dos Monges Beneditinos que já tinham por habito cumprir o voto de silêncio,se aperceberam da importância dos Sinais para o Surdos que até então eram vistos como incapazes. Apartir do seculo XVI, deram inicio aos registro sobre o uso da lingua de modalidade gesto/visual e das pesquisas a respeito da comunicação e metodologias de ensino as pessoas surdas,impulsionados pelas ações de caridade e também por interesses familiares como ocorreu com o medico e matemático Girolano Cardano, que teve suas pesquisas embasada nas observações do seu proprio filho surdo. O pesquisador pioneiro na educação de surdos foi abade Charles Michel de L Èpée, que por meio de suas pesquisas mobilizou a sociedade francesa de sua época e organizou a primeira escola publica para Surdos de Paris, em Nesta escola a ferramenta principal usada em sala de aula foi a lingua de sinais, e os profissionais e pesquisadores dessa instituição passaram a ser referência para educadores de diversos paises como pr exemplo o Brasil, nosso primeiro instrutor Surdo foi o Profº Huet, ex-aluno do instituto L Epee. O marco para as pesquisas da educação de Surdos foi o congresso de Milão em 1880, na cidade de Milão na Italia, onde por voto da maioria dos presentes que eram educadores ouvintes se decidiu a importância da reabilitação da fala desde o ambiente escolar para o aluno surdo. Apartir de então temos registros da metodologias de ensino; oralismo, comunicação total e bilinguismo. A metodologia de ensino do Oralismo se constitui da pratica da articulação correta de cada som, se procurava usar de repetições em sala de aula até conseguir o resultado desejado,neste momento não se usava a lingua de sinais ferramenta de apoio, como o pasar do tempo os resultados apresentados não foram satisfatório em resultado das novas discussões deu-se inicio a metodologia de ensino Comunicação Total. A Comunicação Total era o uso da lingua de sinais como apoio a reabilitação da fala e dentro da sala de aula era também usada como ferramenta para se ensinar a escrita da lingua oral/ auditiva. O resultado da praticva simultânea de sobrepor a estrutura da lingua oral no uso da lingua de sinais,mais uma vez não foram satisfatórios, e até hoje os surdos contestam a mistura de duas linguas. De todas as metodologias a única que começou a focar a importância de se saber quem é o sujeito surdo e sua construção subjetiva foi a do Bilinguismo, que tem por objetivo a aquisição e 21

22 A IMPORTÂNCIA DA COM TEMA 1 desenvolvimento de uma lingua materna, sendo essa para os surdos a lingua de sinais, para depois se dar inicio a aquisição da segunda lingua que será a de modalidade oral/auditiva, do país de origem do Sujeito Surdo. No proxímo tema iremos retomar as dicussões sobre a educação de surdos, mas como o foco em saber o que é a identidade surda: cultura surda e língua de sinais, e quais são os direito garantidos trazidos pela legislação a educação de surdos. 22

23 REFERÊNCIAS BAKHTIN, M. Marxismo e Filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, BORNE, Rosiclélia Maria Malucelli. Representações dos surdos em relação à surdez e implicações na interação social. Dissertação de Mestrado em Distúrbios da Comunicação. Universidade Tuiuti do Paraná. Curitiba, BURKE, Peter, PORTER, Roy. Linguagem, Indivíduo e Sociedade. Editora UNESP. 1ª Edição CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Linguística. São Paulo. Editora Scipione, CAGLIARI, Luiz Carlos. Análise fonológica. São Paulo: Mercado de Letras, FERNANDES, Eulália. Linguagem e surdez. Porto Alegre. Editora Artmed, FERREIRA BRITO, L; LANGEVIN, R. Sistema Ferreira Brito-Langevin de Transcrição de Sinais. n: FERREIRA BRITO, L. Por uma gramática de língua de sinais. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, FERREIRA, L. Legislação e a Língua Brasileira de Sinais. Ferreira & Bergoncci consultoria e publicações, São Paulo, GIORDANI, Liliane F. Quero escrever o que está escrito nas ruas : representações Culturais da escrita de jovens e adultos surdos. Tese de Doutorado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, GOLDELF, Márcia. Criança Surda. São Paulo: Plexus, GUMPERZ, J.J& LEVINSON, S.C.Rethinking linguistic relativity. Cambridge University Press: Cambridge, KARNOPP, Lodenir; QUADROS, Ronice Müller de. Educação infantil para surdos. In: ROMAN, Eurilda Dias, STEYER, Vivian Edite (Org.) A criança de 0 a 6 anos e a educação infantil: um retrato multifacetado. Canoas KARNOPP, L. B. Aquisição do parâmetro configuração de mão na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS): estudo sobre quatro crianças surdas, filhas de pais surdos. Porto Alegre, PUC: Dissertação de Mestrado, MACHADO, PAULO CESAR. A Política Educacional de Integração/Inclusão: Um Olhar do Egresso Surdo. Paulo Cesar Machado - Florianópolis: Ed. Da UFSC, PADDEN, Carol; HUMPHRIES, Tom. Deaf in America: voices from a culture. Cambridge, Massachusets e Londres: Harvard University Press,

24 REFERÊNCIAS PADILHA, A. M. L. Como as crianças aprendem a se tornar leitoras e produtoras de texto? [s.l.]: 2006, Mimeo. PERLIN, Gládis. O lugar da cultura surda. In: THOMA, Adriana da Silva; LOPES, Maura Corcini (orgs). A invenção da surdez: cultura, alteridade e diferença no campo da educação. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, QUADROS, Ronice Muller de. Educação de Surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre: Editora Arte Médicas, QUADROS, Ronice M. & KARNOPP, Lodenir B. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: ArtMed, SAUSURRE, F. Curso de linguística geral. 20ªed. São Paulo: Cultrix, [1916], SILVA, Thaïs C. Fonética e fonologia do português. São Paulo: Contexto, STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: Editora da UFSC, VIOTTI, Evanir de Carvalho. Introdução aos estudos linguísticos. (USP). Florianópolis VYGOTYSK, L. S. Pensamento e Linguagem. Lisboa: Antídoto

25 Anotações ANOTAÇÕES Chegou a sua vez! Aproveite o momento para sintetizar o que foi abordado neste tema, identificando as ideias principais. Lembre-se de que essa é uma atividade de sistematização dos conceitos compreendidos, por isso você pode desenvolvê-la aqui em Anotações, ou se preferir, em seu Diário Reflexivo, disponível no Ambiente Virtual da Disciplina. 25

26 Anotações 26

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