Regulamento de Estágio Curricular Obrigatório (Internato)

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1 Regulamento de Estágio Curricular Obrigatório (Internato) 6.ª Edição 2014 Versão Impressa / on-line Prof. Marco Antonio Vaz Capute Presidente da FUSVE Prof. Dr. Marco Antonio Soares de Souza Reitor da USS Prof. Dr. João Carlos de Souza Côrtes Junior Pró-Reitor de Ciências Médicas Prof. Eucir Rabello Coordenador do Curso de Medicina Profa. Paula Pitta de Resende Côrtes Coordenadora do Internato Presidência da FUSVE Praça Martinho Nóbrega, 40 - Centro, Vassouras, RJ Telefones: (24) / / Reitoria da USS Pró-Reitoria de Ciências Médicas Av. Exp. Oswaldo de Almeida Ramos, 280 / Bloco 8 - Centro, Vassouras, RJ Telefones: (24) / Página 1 de 9

2 A PRÓ-REITORIA DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNIVERSIDADE SEVERINO SOMBRA, no uso das atribuições legais e estatutárias, e CONSIDERANDO: A lei , de 25 de setembro de 2008, que reconhece o estágio como ato educativo supervisionado, que visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular como parte do Projeto Pedagógico do Curso, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho produtivo; Que o estágio obrigatório é aquele que, definido no Projeto Pedagógico do Curso, apresenta carga horária como requisito para aprovação e obtenção do diploma; A intenção da universidade em contextualizar o estágio como estratégia pedagógica que possa atender às variadas demandas das novas formas de organização do mundo e do trabalho; A indissociabilidade da teoria e da prática como elementos fundamentais para formação acadêmica e profissional em consonância com a realidade social, faz promulgar o: REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO Parte integrante do currículo de graduação do curso de Medicina é o internato o último período do curso médico, em que o estudante deve receber treinamento prático intensivo, livre de cargas disciplinares acadêmicas, em hospitais de ensino ou instituições de prestação de serviço médico, de modo a assumir progressivamente a responsabilidade do tratamento de pacientes, sob supervisão docente contínua (Parecer. Nº 116/83 SESu) Para cumprir o Internato no curso de Medicina o aluno não poderá estar sujeito à dependência curricular, de acordo com legislação específica. Art Regimento Geral da USS Página 2 de 9

3 ORGANIZAÇÃO: A Comissão de Internato do curso de Medicina será composta: Presidente Pró-Reitor de Ciências Médicas Coordenador do curso de Medicina - professor do corpo docente do curso, indicado pelo pró-reitor de Ciências Médicas e nomeado pelo reitor. Coordenador de Internato - professor do corpo docente do curso, indicado pelo coordenador do curso e nomeado pelo reitor. Professores das áreas de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia-Obstetrícia, Emergência e Saúde Coletiva - professores do corpo docente do curso, indicados pelo coordenador do curso e nomeados pelo pró-reitor de Ciências Médicas. Coordenador do NDE - professor do corpo docente do curso, indicado pelo coordenador do curso e nomeado pelo reitor. DEFINIÇÃO: O Internato é o estágio curricular obrigatório de treinamento em serviço, inserido no Projeto Político Pedagógico do curso de Medicina da Universidade Severino Sombra, em regime unicamente presencial, realizado em serviços próprios do Hospital Universitário Sul-Fluminense ou em Unidades Conveniadas, sob supervisão de preceptoria médica, supervisão docente, durante o período de dois anos. Compreendem, necessariamente, aspectos de práticas nas áreas de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Emergência, Saúde Coletiva e Atenção Básica e deve incluir, preferencialmente, atividades de atenção à saúde em níveis primário, secundário e terciário. OBJETIVO GERAL Propiciar ao futuro médico treinamento teórico-prático, sob supervisão de preceptores e docentes, nos diferentes setores das estruturas de serviço de saúde, para o desenvolvimento de habilidades que garantam uma prática efetiva na utilização dos conhecimentos adquiridos e possibilitem os saberes e competências requeridas a um médico com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a atuar, pautado em princípios éticos, no processo de saúde-doença em seus diferentes níveis de atenção, com ações de promoção, Página 3 de 9

4 prevenção, recuperação e reabilitação à saúde, na perspectiva da integralidade da assistência, com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, como promotor da saúde integral do ser humano. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Proporcionar vivências continuadas em cenários de prática diversificados sob supervisão de preceptores e docentes; Oferecer ao estudante a oportunidade final para aumentar, integrar e fortalecer os conhecimentos adquiridos ao longo de seu curso de graduação; Incorporar metodologias ativas de ensino-aprendizagem para permitir habilidades em técnicas indispensáveis ao exercício futuro de atos médicos básicos; Ensejar, de maneira mais orientada e individualizada, a aquisição ou aperfeiçoamento de atitudes adequadas em relação ao cuidado aos pacientes; Estimular o interesse nas esferas da promoção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde; Fortalecer e aprofundar a visão dos problemas sociais vividos pela comunidade em que atua e pela população brasileira; Desenvolver a consciência das limitações e responsabilidades da atuação do médico perante o doente, a instituição e a comunidade; Fortalecer a compreensão integral do ser humano e do processo saúde-doença; Possibilitar o desenvolvimento e o hábito de uma atuação médica integrada, não só com seus colegas médicos, mas com os demais elementos que compõem a equipe de saúde; Permitir experiências individuais da interação escola-médica/comunidade, mediante participação em trabalhos extra-hospitalares ou de campo; Representar, por fim, o último período de formação escolar de um médico generalista, com capacidade de resolver ou encaminhar os problemas de saúde da população ou da região a que vai servir, sem prejuízo da aquisição indispensável da noção de necessidade de permanente e contínuo aperfeiçoamento profissional, que poderá levá-lo, no futuro, até a especialização ou docência. METODOLOGIA DE ENSINO Corresponde ao treinamento em serviço sob supervisão de preceptores e professores do curso de Medicina. O Estágio Curricular Supervisionado do Curso de Medicina (Internato) é realizado em serviços próprios do Hospital Universitário Sul-Fluminense ou em Unidades Conveniadas (UPA-Três Rios; UBS das cidades de Vassouras e Engenheiro Paulo de Frontin; Hospital Federal dos Servidores do Estado RJ e Hospital da Força Página 4 de 9

5 Aérea do Galeão RJ). Além das atividades eminentemente práticas, o treinamento é complementado por atividades como sessões clínicas, anatomo-clínicas, clínico-radiológicas, clubes de revistas e cursos sobre atualizações conceituais, que não excedem a 20% da carga horária total, segundo a Resolução CNE/ CES n.º 3, de 20 de junho de O desenvolvimento pedagógico do Interno será acompanhado pela Ficha de Acompanhamento Pedagógica (ANEXO) que deverá ser preenchida diariamente, pelo interno, com todas as atividades realizadas e com a necessária assinatura diária do preceptor, o qual valida o que foi preenchido pelo interno, bem como sinaliza possíveis deficiências surgidas durante sua realização. DURAÇÃO E CARGA HORÁRIA A duração do Internato é de 88 semanas, o que corresponde a um período de dois anos (quatro semestres), e compreende a 22 semanas no nono período; 22, no décimo; 22, no décimo primeiro e 22, no décimo segundo. O Internato apresenta formato modular e cada módulo corresponde a 11 semanas. Durante os três primeiros períodos, 9º, 10º e 11º, o aluno deverá cursar e ser aprovado em seis módulos obrigatórios: Saúde Coletiva, Clínica Médica, Ginecologia-Obstetrícia, Pediatria, Clínica Cirúrgica e Emergência. No 12 º período, o aluno deverá cursar e ser aprovado em dois módulos a serem escolhidos pelo próprio aluno dentre os realizados anteriormente, desde que disponibilizadas vagas pela coordenação do Internato. Em caso de reprovação em um ou mais módulos, a repetição deverá ocorrer no (s) período (s) letivo (s) subseqüente (s) ao 12 º período, sempre respeitando o Calendário Acadêmico vigente. A carga horária é de 3520 horas divididas em atividades presenciais e complementares, desenvolvidas de segunda a sexta-feira, no mínimo, seis horas diárias de atividades práticas em serviço e de duas horas para atualização científica de conhecimentos e procedimentos na área, o que perfaz um total de oito horas por dia. No caso do Módulo de Emergência, as atividades serão de segunda a sábado, e podem ser realizadas em regime de plantão diurno de, no máximo, doze horas em escala definida pela Coordenação do Internato. O internato obedecerá ao Calendário Acadêmico aprovado por sua Coordenação, pela Coordenação do curso e pelo Colegiado do Curso de Medicina. O Módulo de Saúde Coletiva deverá ser realizado, obrigatoriamente, no 9 o período e os Módulos de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia-Obstetrícia e Emergência serão realizados em rodízio definido pela Coordenação do Internato do 9 o ao 11 o períodos. Página 5 de 9

6 O horário de início e término das atividades de cada Módulo será definido pelo cronograma respectivo. LOCAIS DE ESTÁGIO - O 9 º período, obrigatoriamente, será realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) conveniadas no município de Vassouras e Eng º Paulo de Frontin e no Hospital Universitário Sul Fluminense HUSF; O 10º, 11º e 12 o períodos serão realizados no HUSF ou em hospitais conveniados: Hospital Federal dos Servidores do Estado do RJ - HFSE, Hospital da Força Aérea do Galeão - HFAG e Unidade de Pronto Atendimento - UPA Três Rios. A realização do Estágio em hospital conveniado dependerá da autorização da Coordenação de Internato, de acordo com as vagas disponíveis, adequação pedagógica e critérios de seleção da turma por Coeficiente de Rendimento - CR. O Internato só poderá ser realizado em hospitais conveniados, caso o aluno não apresente pendências acadêmicas; O 12º período também poderá ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde conveniadas de Vassouras e Engº Paulo de Frontin; FREQUÊNCIA O período correspondente ao Estágio Curricular Supervisionado do Curso de Medicina (Internato) prevê a obrigatoriedade do cumprimento integral da carga horária total, não sendo permitido o abono de faltas, que deverão ser repostas de acordo com as regras específicas. Em caso de falta durante o Módulo, o aluno poderá repor até o limite máximo de cinco faltas por Módulo, no período de recesso imediatamente subsequente ao semestre em curso, após autorização da Coordenação do Internato. Para isto, o aluno deverá assinar o Termo de Ciência de Faltas e o Programa de Reposição (ANEXO), determinado pela Coordenação do Internato. Não serão aceitas reposições sem a determinação e ciência da Coordenação do Internato. Caso o aluno não cumpra o acordado no termo previamente assinado de ciência de faltas e o programa de reposição estabelecido, pela coordenação do internato, estará automaticamente reprovado no módulo em questão, sem o direito a realização de novo termo. Em caso de o número de faltas exceder a cinco por Módulo, o aluno poderá apresentar à Coordenação Página 6 de 9

7 do Internato documentação comprobatória que justifique as ausências, a serem avaliadas para se emitir parecer da possibilidade, ou não, de reposição extraordinária. A falta por motivo de saúde deverá ser justificada mediante laudo médico detalhado, com explicação do motivo do afastamento. Quando for excedido o número de cinco faltas por Módulo se não houver autorização para reposição, o aluno será reprovado por frequência. O aluno poderá ser dispensado do registro de frequência para a participação em um evento científico por semestre, desde que comprove a inscrição e a apresentação de trabalho científico. A solicitação da liberação deverá ser encaminhada à Coordenação do Internato, com no mínimo, sete dias de antecedência, sendo a liberação válida apenas nos dias do evento e a comprovação de participação e apresentação do artigo, entregue imediatamente após o término do evento. É permitida a realização de monitoria, bem como de estágios extra-curriculares durante o período de Internato, desde que isto não interfira no cumprimento da respectiva carga horária. Apenas o aluno do 12.º período poderá ser liberado pela Coordenação do Internato em um dia na semana para atividades complementares. A determinação do dia da semana deverá ser definida pelo serviço em que o interno esteja alocado. A verificação e o registro da frequência nos serviços do HUSF são de responsabilidade do supervisor do serviço. Caberá ao Centro de Estudos, o controle das assinaturas de frequência (ou ponto eletrônico) e a distribuição e recolhimento do COMIN (Formulário da Comissão de Internato). A secretaria da Coordenação do Internato será responsável pelo controle e arquivo da documentação produzida. Nas Unidades Básicas de Saúde, o preceptor será responsável pelo controle diário da freqüência, por meio da assinatura do COMIN. Em caso de Estágio Curricular Supervisionado em hospital conveniado, o horário será estabelecido pela Coordenação local, desde que se respeitem os padrões mínimos estabelecidos neste regulamento. No HUSF, o registro de frequência será realizado mediante assinatura da presença no Centro de Estudos ou através do ponto eletrônico, nos horários pré-determinados de entrada e de saída, de acordo com a escala de cada serviço. Na entrada, após a assinatura da frequência, o aluno receberá o COMIN, que deverá ser assinado e carimbado pelo preceptor ou docente do serviço e devolvido ao Centro de Estudos durante o registro de saída. A Ficha de Acompanhamento Pedagógico, devidamente preenchida com as atividades do dia, também deverá ser assinada e carimbada pelo mesmo preceptor que assinou e carimbou o COMIN. Esse documento Página 7 de 9

8 poderá ser utilizado como instrumento adicional no Controle da Frequência do Aluno. Em caso de extravio da Ficha de Acompanhamento Pedagógico ou COMIN, deverá ser elaborada pelo interno uma solicitação ao Colegiado de Curso para reposição desses documentos. O Colegiado, a partir da solicitação, decidirá a conduta a ser adotada pela Coordenação do Internato. No HUSF e nas Unidades conveniadas serão respeitadas as regras estabelecidas pela Coordenação local, previamente informadas à Coordenação do curso. AVALIAÇÃO Ao final de cada Módulo, o aluno será avaliado por meio de avaliações conceituais e cognitivas que formarão a média modular. Avaliação Conceitual: O interno será avaliado pelos preceptores e pelo supervisor da Clínica ao final de cada Módulo. Sendo o supervisor o responsável por fornecer a média conceitual à Coordenação. O conceito a ser atribuído deverá seguir os critérios estabelecidos na Ficha de Avaliação Periódica do Estágio Curricular Supervisionado - FAPECS vigente (ANEXO). Avaliação Cognitiva: É formada por prova escrita, com questões objetivas correspondentes ao Módulo cursado. A prova cognitiva seguirá os seguintes critérios: Ao final de cada Módulo, os alunos do Internato realizarão uma avaliação cognitiva formada por 40 questões objetivas, referentes ao Módulo cursado. As questões objetivas (valor 10 pontos no total) serão de múltipla escolha, com cinco alternativas por questão, igualmente com enfoque na prevenção, quadro clínico, complicações, diagnóstico e tratamento das principais intercorrências clínicas em cada Módulo. O conteúdo programático de cada avaliação modular contemplará de 15 a 20 itens, de acordo com cada módulo, pré-definidos pela Comissão de Avaliação do Internato, formada por professores, preceptores, supervisores e Coordenação do Internato. Página 8 de 9

9 Imediatamente após o término da avaliação cognitiva serão divulgados: o gabarito, o prazo para recurso e a data de liberação dos resultados. Durante o Internato deverão ser realizadas oito avaliações, uma por Módulo. Em caso de reprovação no Módulo, o aluno deverá repeti-lo e ser submetido à nova avaliação ao final deste. A avaliação de segunda chamada será realizada ao final do próximo módulo em curso. Sendo assim, o aluno fará duas avaliações cognitivas: uma referente ao módulo cursado e outra referente a segunda chamada, respeitando o procedimento presente no regimento da USS no que diz respeito ao direito a segunda chamada. Média Modular: Será obtida por meio da soma da avaliação conceitual (peso 6), com a avaliação cognitiva (peso 4). O aluno que não obtiver média modular igual ou superior a sete (7,0) será considerado reprovado. Em caso de reprovação o aluno deverá refazer o Módulo no mesmo hospital, UBS ou UPA da reprovação, exceto em casos autorizados pela Coordenação do Internato. DISPOSIÇÕES GERAIS Os casos omissos serão julgados pela Comissão de Internato, cabendo recurso ao Colegiado do Curso de Medicina, em segunda Instância, e em Instância Superior, ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE). O presente regulamento entrará em vigor após sua aprovação pelo Colegiado de Curso, CONSEPE e consequente homologação pelo Conselho Universitário (CONSU), revogando-se as disposições em contrário. Vassouras Página 9 de 9

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