BIOSSEGURANÇA com ênfase na RDC ANVISA 302

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1 BIOSSEGURANÇA com ênfase na RDC ANVISA 302

2 BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Atitude Bom Senso Comportamento Conhecimento

3 BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL Biossegurança: Conjunto de medidas voltadas para prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços resultantes de uma exposição a um agente de risco.

4 Normas de Segurança Geral Não é permitido na área laboratorial: Proibido: Crianças Ventiladores Rádio Plantas Animais. comer, beber, fumar Jaleco nos refeitórios armazenar alimentos em geladeiras, freezers ou estufas.

5 Normas de Segurança Geral Acesso restrito aos laboratórios: Não permitir a circulação de estranhos sem a devida permissão, estar acompanhado do supervisor; Crachá; Relatar todos os Acidentes e Incidentes.

6 Normas de Segurança Geral Prender cabelos longos; Proteger barba; Evitar o uso de calçados abertos; Manter unhas cortadas; Não usar jóias como: anéis, pulseiras, cordões longos, durante os trabalhos laboratoriais; Evitar o manuseio de lentes de contato durante os procedimentos.

7 BIOSSEGURANÇA/RDC 302 RDC ANVISA N. 302 RDC Resolução da Diretoria Colegiada

8 BIOSSEGURANÇA/ RDC 302 POLÍTICAS : Conjunto de princípios; Orientação, métodos; Padronização, organização; Definição de Regras.

9 BIOSSEGURANÇA/RDC O Laboratório Clínico e o Posto de Coleta laboratorial devem possuir um profissional legalmente habilitado como responsável técnico Em caso de impedimento do responsável técnico, o laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem contar com um profissional legalmente habilitado para substituí-lo.

10 BIOSSEGURANÇA/RDC Todos os profissionais do Laboratório Clínico e do Posto de Coleta laboratorial devem ser vacinados em conformidade com a legislação vigente. Hepatite B; Dupla Viral ( Tétano e Difteria); Definidas pelo PCMSO ou equivalente.

11 BIOSSEGURANÇA/RDC O Laboratório Clínico e o Posto de Coleta Laboratorial devem manter atualizados e disponibilizar, a todos os funcionários, instruções escritas de biossegurança, contemplando no mínimo os seguintes itens: a - normas e condutas de segurança biológica, química, física, ocupacional e ambiental; b - instruções de uso para os equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC);

12 RESPONSABILIDADES EPI Conhecer práticas gerais de segurança laboratorial Conhecer os equipamentos de proteção coletiva e individual (EPI).

13 BIOSSEGURANÇA/RDC 302 Define EPI: Todo dispositivo ou produto, de uso individual, utilizado pelo trabalhador destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

14 USE-OS

15 EPI São ferramentas de trabalho que visam proteger a saúde de funcionários que estão expostos a riscos; Redução da exposição humana aos agentes infecciosos; Redução de danos ao corpo provocados por riscos físicos ou mecânicos; Redução da exposição a produtos e materiais tóxicos; Redução da contaminação de ambientes

16 RESPONSABILIDADE Da instituição: Fornecer os EPI adequados ao trabalho, instruir e treinar quanto ao uso, fiscalizar e exigir o uso e repor os EPI danificados; Do funcionário: Usar e conservar os EPI.

17 EPI Um equipamento adequado de proteção individual ( EPI ) deve ser usado todas as vezes que o trabalho com materiais de risco for realizado; Jaleco Proteção para os olhos e o rosto Luvas Proteção respiratória

18 PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA Máscara: Podem ser chamados também de respiradores, e tem como objetivo, evitar a inalação de produtos químicos, bactérias e gotículas, através das vias respiratórias. Elas podem ser descartáveis ou não, e seu armazenamento deve ser em local seco e limpo. Se usados de forma inadequada podem ser uma fonte de contaminação.

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20 ÓCULOS/ VISEIRA FACIAL Protege os olhos e rosto contra respingos durante o manuseio de materiais, aplicações de medicamentos e procedimentos. Devem ter a maior transparência possível e não destorcer as imagens. Devem proporcionar conforto ao usuário e permitir o uso simultâneo da máscara se necessário.

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22 JALECOS São confecções em tecido de algodão e apropriadas para proteger o corpo de respingos (sangue, secreção), evitando o contato direto com a pele. Devem ser preferencialmente claros, para reduzir absorção de calor.

23 TOUCA Descartável. Protege o couro cabeludo.

24 LUVAS Um dos equipamentos mais importante, pois protege uma das partes do corpo com maior risco de infecção - as mãos; Serve como barreira de proteção dérmica para reduzir a exposição a sangue, fluidos do corpo, produtos químicos e a outros riscos físicos, mecânicos, elétricos e de radiação;

25 BIOSSEGURANÇA/RDC c - Instruções como agir em casos de acidentes ocorridos durante os trabalhos.

26 Procedimentos de Segurança Segurança TODOS os funcionários devem saber : Procedimentos em caso de emergência; Localização dos equipamentos de emergência; Como usar o equipamento de emergência; Nomes e telefones das pessoas responsáveis.

27 EPC Equipamento de Proteção Coletiva Lava-olhos: Devem estar localizados dentro do laboratório e os funcionários treinados para o uso. Deve ser verificado semanalmente para o correto funcionamento. Quando ocorrer acidente com derrame de material nos olhos, estes devem ser lavados por no mínimo 15 minutos.

28 EPC Ducha de segurança: Deve estar montada dentro da área do laboratório em local de fácil acesso por todos os setores. O acionamento deve ser fácil para que funcionários mesmo com os olhos fechados possam acioná-la. Devem ser checadas mensalmente para seu correto funcionamento.

29 EPC Kit de primeiros socorros: Deve estar disponível em todos os setores e constar de material necessário para tratamentos, como pequenos ferimentos na pele ocorridos na área de trabalho. Os funcionários devem ser treinados para o uso.

30 BIOSSEGURANÇA/RDC d - Manuseio e transporte de material e amostra biológica.

31 Procedimentos em caso de derramamento de material infectado Cobrir o local com papel toalha; Colocar a solução desinfetante sobre o papel deixar agir por 30 minutos; Remover o papel toalha, colocar em saco plástico e lacrar, identificando-o; Recolocar a solução desinfetante sobre a área atingida; Deixar agir por mais 10 minutos; Esfregar a área com pano limpo embebido na solução desinfetante; Esterilizar o pano e todo o material utilizado, antes do descarte.

32 Tratamento Interno Sala de expurgo Autoclave exclusiva para material contaminado. Fonte LACEN/PR

33 Presença de agentes biológicos Lâminas e lamínulas não reutilizáveis; Bisturis; ponteiras; Pipetas quebradas, ponteiras; Cacos de vidro; seringas, agulhas; Frascos de vidro contendo secreção/excreção provenientes de análise; Ampolas de indicadores biológicos.

34 Acondicionamento e Identificação dos Resíduos

35 COLETAS LABORATORIAIS NORMAS E ROTINAS

36 Coletas laboratoriais Normas e Rotinas O resultado obtido através do laboratório é consequência da qualidade da amostra recebida, portanto a COLETA, CONSERVAÇÃO e o TRANSPORTE DO MATERIAL devem seguir uma padronização.

37 Considerações Gerais Orientar o paciente quanto ao procedimento que será realizado; Atentar para a anti-sepsia na coleta de todos os materiais clínicos; Obter quantidade suficiente de material permitindo assim uma análise microbiológica completa e fidedigna; O pedido do exame deve ser claro com maior numero de informações possíveis, além de conter dados do paciente (etiqueta) e medicamentos em uso.

38 Condições de segurança Uso do equipamento de proteção individual (EPI) adequado, conforme risco que a coleta for oferecer; Higienização das mãos antes e após a coleta; Todas as amostras devem ser tratadas como potencialmente patogênicas; Usar frascos e transporte adequado;

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40 Condições de segurança Atentar para não contaminar o frasco da coleta e verificar se o mesmo encontra-se bem vedado; Identificar a amostra coletada com os dados do paciente; Encaminhar material imediatamente ao laboratório.

41 Identificação das Amostras Nome Idade Médico Tipo de amostra Exame solicitado Data e hora da coleta Justificativa (dados clínicos)

42 HEMOCULTURA Coletar antes da administração de antibiótico; Lavar as mãos e secá-las, usar luvas; Remover os selos da tampa dos frascos de hemocultura e fazer a assepsia previa com álcool 70%; Garrotear o braço do paciente e selecionar uma veia adequada. Esta área não deverá ser mais tocada com os dedos;

43 HEMOCULTURA Fazer a anti-sepsia da pele com álcool 70% de forma circular e de dentro para fora; Coletar a quantidade de sangue e o número de amostras recomendadas de acordo com as orientações do laboratório (2 amostras de 10ml) ou conforme solicitação medica; Identificar cada frasco com todas as informações padronizadas e enviar ao laboratório juntamente com a solicitação médica devidamente preenchida.

44 HEMOGRAMA Jejum 8 horas: maioria dos exames; Jejum 12 horas: TRIGLICERIDEOS E COLESTEROL. OBS.: Pode tomar água.

45 PONTA DE CATETER INTRAVASCULAR Fazer uma rigorosa anti-sepsia da pele ao redor do cateter com álcool 70%; Remover o cateter e, assepticamente cortar 5 cm da parte mais distal, ou seja, a que estava mais profundamente introduzida na pele; Colocar o pedaço do cateter em frasco estéril; Encaminhar imediatamente ao laboratório.

46 FERIDAS, ABCESSOS E EXSUDATOS Proceder a limpeza com solução fisiológica; Coletar o material localizado na parte mais profunda da ferida, de preferência aspirado com seringa tipo insulina. Quando a aspiração da secreção não for possível utilizar swabs (menos recomendado); Identificar o swab com o tipo de material.

47 ESCARRO Orientar o paciente sobre a importância da coleta do escarro e não da saliva. As amostras de saliva são impróprias para análise bacteriológica, pois não representam o processo infeccioso; Colher somente uma amostra por dia, se possível o primeiro escarro da manha, antes da ingestão de alimentos; Orientar o paciente para escovar os dentes, somente com água (não utilizar creme dental) e enxaguar a boca varias vezes, inclusive com gargarejos;

48 ESCARRO Respirar fundo várias vezes e tossir profundamente, recolhendo a amostra em um frasco de boca larga. Se o material for escasso, coletar a amostra depois de nebulização; Encaminhar imediatamente ao laboratório.

49 SECREÇÃO DE OUVIDO Remover secreção superficial com um swab umedecido em soro fisiológico e obter material com outro swab fazendo rotação no canal. SECREÇÃO OCULAR Desprezar a secreção purulenta superficial e coletar com swab o material da parte interna da pálpebra inferior.

50 SECREÇÃO VAGINAL Não estar menstruada; Não realizar higiene intima, nem aplicar cremes vaginais na véspera da coleta; Três dias de abstinência sexual. SECREÇÃO URETRAL Desprezar as primeiras gotas da secreção; Coletar a secreção purulenta de preferência pela manha, antes da primeira micção ou há pelo menos duas horas ou mais sem ter urinado; Coletar com swab estéril; Encaminhar imediatamente ao laboratório.

51 UROCULTURA EM CRIANÇAS OU PACIENTES INCONTINENTES Realizar a higiene do períneo e genitais; Para a coleta da urina, fazer uso de saco coletor estéril, refazendo os cuidados de higiene do períneo e a troca do saco coletor a cada 30 minutos. EQU Primeira urina da manha, desprezar o primeiro jato, colher jato médio e encaminhar ao laboratório em ate 30 minutos. FEZES COPROCULTURA: coletar a amostra e enviar imediatamente ao laboratório. Não colocar em geladeira.

52 Horário para entrega das coletas Preferencialmente na primeira hora da manhã 9h.

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