SEMINÁRIO. compromisso com o futuro investir na criança

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1 SEMINÁRIO compromisso com o futuro investir na criança

2 compromisso com o futuro investir na criança São Paulo, 2009

3 Governo do Estado de São Paulo José Serra Secretaria de Economia e Planejamento Francisco Vidal Luna Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam Felipe Soutello av. professor lineu prestes, 913 cid. universitária. CEP são paulo. sp fax cepa sp go

4 Sumário Por que e como Investir na Primeira Infância? Marilena Flores Martins, João Augusto Figueiró e Ivan de Oliveira Mello...6 A Exigibilidade dos Direitos Sociais Cepam...19 O Município e a Criança de até 6 Anos Direitos Cumpridos, Respeitados e Protegidos Resumo Unicef...27

5 Por que e como Investir na Primeira Infância? Marilena Flores Martins IPA Brasil Associação Brasileira pelo Direito de Brincar João Augusto Figueiró Instituto Zero a Seis Ivan de Oliveira Mello Aliança Compromisso com o Futuro SUMÁRIO: Por que investir na primeira infância? 2. A legislação brasileira e a criança. 3. Visão da ciência sobre a relação entre o desenvolvimento infantil e a cultura de paz. 4. Propostas para políticas públicas de proteção à primeira infância. 5. Tendências atuais da gestão pública com base na sustentabilidade. 6. Estratégias para a ação com foco nos resultados. 7. Características da gestão de políticas públicas comprometidas com a primeira infância.

6 Por que e como Investir na Primeira Infância? 1. Por que e como investir na primeira infância? Esta cartilha tem o objetivo de informar e convidar à reflexão sobre a primeira infância, isto é, o período que vai desde a concepção até o sexto ano de vida, em razão da imperiosa necessidade de um olhar e uma atitude mais cuidadosos em direção a esse segmento. Propõe-se a apresentar as conclusões de especialistas que reforçam a importância dos primeiros anos de vida, período essencial para a promoção do desenvolvimento humano, social e econômico, de forma a assegurar a sustentabilidade em direção a uma cultura de paz. Pesquisas científicas demonstram que a criança empobrecida, com carências afetiva, econômica e social pode não desenvolver plenamente seu cérebro por causa de ambiente estressante associado à baixa renda. A falta de alimentação adequada, a ausência de interação socioeducativa saudável, de afetividade, de acolhimento familiar e social, de segurança em relação a sua integridade física e afetiva, a falta de estímulos cognitivos, com menos livros, menos leitura, menos jogos e menos oportunidade de participar de eventos culturais, configuram essa realidade. Mundialmente, é consenso que investir na primeira infância assegurará dividendos em um futuro muito próximo, pois é sabido que o desenvolvimento do cérebro acontece muito mais rapidamente nessa fase do que em qualquer outro período da vida. Estudos, e entre eles o do Banco Mundial, afirmam que, cada dólar aplicado em programas para a primeira infância redundará em economia de, pelo menos, sete dólares, em futuros programas de saúde, educação, previdência, assistência social e sistema prisional, combinados com o aumento de produtividade ao longo do tempo. Concluem ainda que as crianças que tiveram acesso à educação infantil foram menos reprovadas no ensino fundamental e obtiveram um aumento de 2% a 6% em seus salários, quando na idade adulta. Em 1990, a comunidade mundial, incluindo o Brasil, foi signatária da Declaração Mundial de Educação para Todos, a qual reconhece que todos os indivíduos têm direito às oportunidades educativas que satisfaçam suas necessidades básicas de aprendizagem e enfatiza que a aprendizagem começa com o nascimento, incluindo a educação infantil e os cuidados na primeira infância como parte da educação básica. Desse modo, a educação nessa fase do desenvolvimento foi declarada como responsabilidade do Estado e não mais pertencendo somente ao domínio privado da família. Dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2008 revelam que apenas 17% das 11 milhões de crianças que se encontram na primeira infância contam com o apoio de algum tipo de instituição, como creches públicas, e que 45,4% das famílias mais pobres, com renda per capita de até meio salário mínimo, têm crianças na primeira infância, com idades de zero a seis anos. O tema do momento é a sustentabilidade e é preciso lembrar que a justiça social é um dos pilares que assegura estarmos no caminho certo. Essa questão certamente passa pela atenção à primeira infância. Portanto, propostas integradas dedicadas à educação e aos cuidados e promoção do desenvolvimento 6

7 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam infantil, mostram-se como importante recurso para reverter o ciclo intergeracional da pobreza, fortalecendo as famílias, suas crianças e as comunidades onde vivem. Pesquisa realizada no Estado de Michigan (EUA) durante 40 anos comprovou que as crianças que tiveram educação pré-escolar apresentaram, em relação às que não tiveram esse recurso: Renda mensal mais alta; Percentagem mais alta de casa própria; Nível mais alto de instrução; Percentagem mais baixa da necessidade de assistência por programas sociais; Número menor de prisões na população jovem; Menor tempo em programas de recuperação escolar, para os que tinham alguma dificuldade de aprendizado. Investir em programas que garantam o desenvolvimento na primeira infância é uma imperiosa necessidade ética, porque assegura as bases para a dignidade humana, e também social e econômica, e exige dos gestores públicos políticas assertivas e integradas, com a participação e fiscalização da sociedade. 2. A legislação brasileira e a criança Os direitos humanos têm sido conquistados em um processo histórico repleto de vicissitudes, por meio do qual as necessidades e as aspirações se articulam em reivindicações e em estandartes de luta antes de serem reconhecidos como direitos. As conquistas não vieram todas de uma vez, mas com o tempo e em etapas, nas chamadas gerações de direitos. A primeira delas trouxe a conquista dos direitos políticos e civis; a segunda geração reconheceu os direitos sociais, econômicos e culturais; e, a terceira, os direitos difusos: direito à infância, ao meio ambiente, à cidade, ao desenvolvimento dos povos. A conquista de direitos assinala que suas bases históricas passam pela mudança de paradigmas e erradicação dos preconceitos. Os direitos da criança apoiam-se, igualmente, na mudança de paradigmas ultrapassados, como o enfrentado no caso da erradicação do trabalho infantil em nosso país. Trata-se de situação que causa enorme prejuízo ao desenvolvimento da criança e que está relacionado a paradigmas culturais: O trabalho infantil é complicado, porque é ruim para a criança, mas também há o fator cultural dos pais, que acham que o filho deve aprender cedo com eles (IBGE-2001/2003). Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU determinou o direito a cuidados e assistência especiais às crianças. Em 1959, retratando a preocupação internacional com o tema, a Declaração dos Direitos da Criança da ONU determina: 7

8 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam A criança gozará de proteção especial e disporá de oportunidades e serviços a serem estabelecidos em lei ou por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e de dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança. (UNICEF, 1959) Os direitos estabelecidos nas declarações são princípios, mas as convenções definem políticas legislativas que são adotadas pelos Estados parte que assume o compromisso de cumprí-las. E o Brasil é signatário da Convenção dos Direitos da Criança, que completa 50 anos neste ano de A Constituição Federal do Brasil, por sua vez, em seu artigo 227, estabelece que: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar comunitária, além de colocá-los a salvo de toda a forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (BRASIL, 1988) A interpretação do artigo 227 da Constituição Federal nos leva à seguinte afirmação: a questão da criança e do adolescente deve ser tratada, pelo Poder Público, como prioritária e, consequentemente, as ações e os recursos financeiros, nos três níveis da Administração Pública, devem, em princípio, ser definidos segundo essa primazia. Além dos direitos fundamentais inerentes a qualquer ser humano, a criança possui alguns direitos que lhe são especiais por sua própria condição de pessoa em desenvolvimento. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Lei 8.069/90 incorporou os princípios constitucionais e explicitou-os, notadamente nos artigos 4º, 5º, 7º e 16: Artigo 4º: É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária. Artigo 5º: Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão punida na forma da lei, qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. 8

9 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam Artigo 7º: A criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. Artigo 16: O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I - Ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; II - Opinião e expressão; III - Crença e culto religioso; IV - Brincar, praticar esportes e divertir-se; V - Participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; VI - Participar da vida política, na forma da lei; VII - Buscar refúgio, auxílio e orientação. A evolução dos direitos relativos à infância assinala significativa mudança cultural e política, pois passa da postura assistencialista para uma nova proposta: a de cuidar, proteger e educar, legitimando o papel e o compromisso do Estado para com a primeira infância. Essa evolução tem ficado clara em algumas decisões do Supremo Tribunal Federal que tratam da responsabilidade do Estado em questões ligadas à proteção da criança. O cumprimento da lei depende tanto da ação dos gestores públicos quanto da postura ética dos cidadãos, que podem e devem se engajar na defesa dos direitos por ela assegurados. 3. Visão da ciência sobre a relação entre o desenvolvimento infantil e a cultura de paz e não violência Sabemos que o adulto resulta de sua própria natureza, das figuras parentais, da família, dos grupos sociais em que vive, da escola, da cultura e da sociedade, com seus valores, crenças, normas e práticas presentes, principalmente, na primeira infância. O cérebro humano é construído em um contexto que inclui a genética; as influências da vida intrauterina; as experiências durante o nascimento; a amamentação no pós-parto; as vivências dos primeiros dias de vida extrauterina; o tipo de amparo, acolhimento e recepção que teve e de suas relações com as figuras parentais ou seus substitutos; e as condições do ambiente. Se essas primeiras vivências forem favoráveis, o indivíduo desenvolverá capacidade saudável de resistência às experiências de risco em seu ambiente e na superação do estresse e das adversidades que 9

10 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam enfrentará em sua vida. Essa qualidade, que chamamos Resiliência, é utilizada para referir-se a pessoas com bons desempenhos psicológicos, a despeito de vivências negativas das quais poderiam resultar sequelas graves. Outro conceito relevante é conhecido como Salutogênese e designa o conjunto de forças geradoras de saúde. Recomenda-se estimular, potencializar e preservar essas variáveis como uma forma de promover a saúde individual, a coletiva e a social. De acordo com as experiências (físicas e afetivas, positivas ou negativas) pós-natais, é que se formam os novos caminhos neuronais que definirão nossa forma ulterior de funcionarmos no mundo. A gestação desejada, a paternidade responsável, uma estrutura familiar adequada, a presença de amor, atenção e segurança, um apego seguro, a oportunidade de amamentação no seio materno, a proximidade com a mãe, bons exemplos e modelos parentais, convivência familiar segura, disciplina, limites, transmissão de valores e o bom desenvolvimento da autoestima estão entre os fatores que asseguram o comportamento adulto socialmente sadio. O período que vai da gestação até o sexto ano de vida e, particularmente, de zero a três anos é o mais importante na preparação do alicerce das competências, habilidades emocionais e cognitivas futuras. Nesse período é que a criança aprende, com mais intensidade, a fazer, a se relacionar e a ser, e a desenvolver importantes valores a partir de suas relações na família, na escola e na comunidade. Todas as pesquisas, pesquisadores e ciências atuais ratificam a importância vital dessas primeiras interações precoces no desenvolvimento futuro do ser humano. Nota-se, hoje, que a violência 1 é transgeracional. Políticas focadas na primeira infância, aplicadas em outros países, têm mostrado significativo sucesso na redução da violência. Estudos a partir de neuroimagens funcionais, que permitem ver o cérebro em funcionamento, têm demonstrado diferenças significativas entre indivíduos normais e delinquentes e outras pesquisas têm apontado a estreita relação entre a primeira infância traumática e a futura criminalidade. Assim, é de conhecimento que o comportamento agressivo normalmente é fruto da combinação de genes, com o desenvolvimento cerebral anormal e os gatilhos ambientais. Existe trauma mais grave do que uma criança ser vítima, ainda na primeira infância, da negligência afetiva, de maus-tratos, abandono e falta de vínculo com seus familiares ou seus substitutos? Somos resultado de um período fortemente excludente, marcado por grande concentração econômica, de bens, de conhecimento e de cultura e, na contrapartida, marcante negligência afetiva e precariedade no cultivo de valores morais e éticos. Adicionemos a essa receita a pressão consumista contemporânea e 1 Gandhi conceitua violência como qualquer coisa que possa impedir a auto-realização individual, não apenas atrasando o desenvolvimento de uma pessoa, mas mantendo-a estagnada e leva ao retrocesso. E Johan Galtung, norueguês, especialista em mediação de conflitos, afirma, que (...) praticamos violência quando não consideramos a relevância das necessidades básicas, determinantes para a continuidade dos organismos vivos: A Sobrevivência; O Bem-estar; A Liberdade; A Identidade. 10

11 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam teremos pavimentado o terreno para a explosão da violência cotidiana, cujo resultado são os modelos predatórios e de dominação que temos transmitido às novas gerações. A violência leva ao retrocesso. E a violência pouco falada começa no período da preconcepção, com fetos indesejados ou rejeitados, decorrentes de um plano nacional ineficaz no controle da natalidade. Continua nas gestações malcuidadas, tensas, desamparadas, ou de partos desnecessariamente cirúrgicos. Evolui com uma primeira infância privada dos nutrientes afetivos fundamentais (acolhimento amoroso, estimulação adequada dos sentidos e aceitação incondicional por parte dos adultos que delas cuidam) para o desenvolvimento saudável do ponto de vista psíquico e social. Há muito sabemos que, as interações precoces envolvendo os aspectos cognitivos e, fundamentalmente, os afetivos são pré-moldes das futuras relações do sujeito consigo, com os outros e com o ambiente em que vive. Será que nos esquecemos desses ensinamentos? A observação de nossa realidade parece responder afirmativamente a essa indagação. A violência nasce com a violência, nutre-se, desenvolve-se e morre com a violência. É necessária, portanto, uma radical mudança de valores em nossa sociedade. Aceitamos como necessário o investimento em infraestrutura física, no Brasil, mas precisamos nos debruçar sobre o desenvolvimento da infraestrutura humana que vai gerir esses primeiros recursos. Há fortes evidências, na literatura científica internacional, de inúmeros problemas que podem ter suas raízes no tipo da estimulação mental, oferecida pelos pais ou cuidadores, aos bebês e crianças na primeira infância, notadamente os transtornos de déficit de atenção e de hiperatividade, transtornos de atenção, de conduta, do controle dos impulsos, de personalidade antissocial e comportamentos violentos. Nessa fase é que também se desenvolve a capacidade de ter empatia, ou seja, de colocar-se no lugar do outro e em sintonia com os seus sentimentos. Podemos avaliar o que ocorre com indivíduos que não têm essa capacidade: para eles, as condutas violentas e agressivas não provocam nenhum mal-estar ou constrangimento, pois não conseguem reproduzir, em si mesmos, os sentimentos e sofrimentos que causam nos outros. 4. Propostas para políticas públicas de proteção à infância Quando falamos em cultura de paz e não violência, estamos nos referindo não somente aos aspectos relativos à saúde física e mental das crianças, mas também, e principalmente, à inclusão social com base no respeito aos direitos individuais e coletivos da infância. Para promover as mudanças que nossa sociedade necessita, principalmente em relação à primeira infância e à sua relação com a cultura de paz, é preciso que os gestores públicos adotem postura proativa e propostas abrangentes. Isso pressupõe trabalhar intersetorialmente, uma vez que a questão abrange diferentes áreas das políticas públicas, entre as quais estão as de saúde física e mental, educação, cultura e lazer, assistência social, segurança, meio ambiente, habitação e planejamento. 11

12 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam Saúde Nesse aspecto, é importante incluir a saúde da gestante e da criança até seis anos e desenvolver estratégias fundamentais à humanização, ao acesso aos serviços e à qualificação da atenção à saúde da mulher e da criança. O aleitamento materno precisa ser incentivado por meio de programas de esclarecimento, com informações continuadas, nos diferentes serviços, que também precisam ser integrados. A atenção especial à adolescente gestante será fator de proteção ao bebê, porque reduz os riscos docorrentes de uma gravidez indesejada a qual, muitas vezes, ocorre em condições adversas para a mãe e também para o bebê. A participação das famílias e da comunidade é fundamental para o controle eficiente dos serviços prestados. A qualificação dos profissionais de saúde é essencial, principalmente para detectar precocemente distúrbios de desenvolvimento, que possam comprometer o aprendizado e resultar em dificuldades futuras. A prevenção de acidentes, notadamente os domésticos, assim como a identificação de maustratos ou violência contra a criança são programas fundamentais, se considerada a alta incidência dessas ocorrências que vêm afetando profundamente o desenvolvimento saudável das crianças. Programas de planejamento familiar, de paternidade responsável, de imunização e de nutrição são essenciais para que se assegure uma atenção eficaz à primeira infância. Educação A educação da criança pequena acontece prioritariamente na família e é complementada pelas instituições comunitárias e os equipamentos públicos. Os avanços da neurociência enfatizam a importância da educação infantil na formação da personalidade e na construção da identidade da criança, bases que influenciarão a sua vida futura, inclusive a capacidade de aprender e de desempenhar os diferentes papéis sociais. A frequência nas instituições especializadas em educação infantil pode ser uma opção da família, mas é dever do Estado oferecer essa oportunidade a toda criança que dela necessite ou por ela demande. Embora seja direito de toda criança, os equipamentos destinados à educação infantil devem estar instalados em locais onde haja maior concentração de famílias de baixa renda, oferecendo serviço qualificado e, se possível, em período integral, de modo a reduzir as condições desfavoráveis ao seu desenvolvimento. Por ser a primeira etapa da educação básica, a educação infantil precisa acontecer com uma proposta pedagógica estimulante e lúdica, que ofereça à criança oportunidades para desenvolver seu corpo, sua mente e alma, de forma indivisível e integrada. Os espaços destinados a ela devem ser adequados em escala e bem equipados. Elas precisam exercitar os seus sentidos, estimular a criatividade, brincar, expressar-se, relacionar-se, mover-se e organizar-se. As famílias devem ter oportunidade de receber orientação adequada, participando ativamente desse processo tanto para que a escola conheça sua cultura, suas expectativas e sistema de valores, quanto 12

13 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam para que tenham acesso a informações atualizadas e consistentes sobre o desenvolvimento infantil e a melhor forma de participar do mesmo. Os professores precisam, além da habilitação especializada, de capacitação continuada, que lhes assegure o acesso às bases científicas do desenvolvimento integral da criança, às práticas metodológicas que melhor atendam às demandas educacionais e às múltiplas linguagens da cultura da criança e que podem complementar o seu trabalho. Assistência social A área da assistência e desenvolvimento social, com programas voltados aos pais de filhos com idades entre zero e seis anos, deve lhes oferecer capacitação, orientá-los e dar-lhes apoio para a educação de seus filhos e, quando necessário, acompanhada por serviços de complementação de renda, assistência jurídica e de suplementação alimentar, principalmente nos casos de pobreza, violência doméstica e desagregação familiar extrema. Para as crianças em situação especial, devem ser disponibilizados o acolhimento institucional qualificado, os programas de família acolhedora ou o sistema de adoção. O apoio às famílias deve incluir política social que erradique a miséria e a pobreza, supere o assistencialismo, o individualismo e a visão setorizada das necessidades das pessoas, com acesso aos bens essenciais e culturais de forma ampliada, para que elas possam exercer com competência o seu papel na criação e na educação das suas crianças. Brincar O acesso ao lazer e à cultura complementa a ação educativa voltada para a criança e sua família, sendo o brincar a sua maior expressão, por reunir as condições necessárias para que o desenvolvimento infantil se processe de maneira afetiva e harmoniosa. A oferta permanente de desafios e os contatos proporcionados pela atividade lúdica desenvolvem a inteligência e facilitam a formação de vínculos positivos com os adultos, influenciando a sua vida futura. Brincar estimula a criatividade e proporciona a descoberta do significado na vida de cada um, aumentando a capacidade da criança de atuar em grupo, sua competência para lidar com desafios e frustrações e desenvolvendo o humor, alicerces importantes da autoestima, o que certamente favorecerá o surgimento de indivíduos mais resilientes e equilibrados. Os espaços para brincar estão cada vez mais escassos, embora a existência deles seja de fundamental importância para que essa atividade aconteça. Está comprovado que brincar em espaços externos, em contato com a natureza, com tempo, liberdade e na companhia de outras crianças, oferece estímulos constantes e variados, desenvolvendo a coordenação motora, a imaginação, a inteligência e a criatividade. E ao colaborar para a socialização da criança, que troca experiências, cria vínculos com outras crianças e com adultos, aprendendo a ser solidária e a respeitar as diferenças. 13

14 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam As crianças pequenas podem contar também com espaços internos para brincar que devem ter instalação e equipamentos adequados, como as brinquedotecas, espaços que estimulam a brincadeira infantil disponibilizando para as crianças diferentes materiais, brinquedos e jogos. O importante é que as crianças se sintam livres para fazer suas escolhas e brinquem de forma espontânea. Disponibilizar esses espaços de brincar e promover a capacitação dos profissionais, para que utilizem as atividades lúdicas como instrumento privilegiado, são atitudes que demonstram não somente respeito à cultura da criança, mas também reconhecem o direito delas de ter acesso a atividades lúdicas e culturais, como assegura o artigo 31 da Convenção dos Direitos da Criança ONU. Meio Ambiente Conjunto de condições e significados que rodeiam a vida das pessoas, o meio ambiente influencia na sua formação. No caso da criança, pode ser estimulante, inibidor e fator condicionante do seu desenvolvimento. Existe uma relação direta entre o meio ambiente e o desenvolvimento saudável, não só em razão dos riscos a que uma criança fica exposta pela falta de saneamento básico, como também pela necessidade de convívio permanente com a natureza preservada e com tudo o que de positivo ela oferece. Crianças que vivem em áreas de invasão, com ambientes insalubres, más condições habitacionais, esgotos a céu aberto e quase nenhuma oportunidade de desfrutar dos benefícios da natureza, têm problemas de saúde e também sofrem limitações que influem negativamente em sua vida futura. A desigualdade social aprofunda-se com a desigualdade ambiental. Por essa razão, as políticas adequadas de ocupação, aliadas a programas habitacionais que prevejam espaços para brincar livremente, beneficiarão as crianças, seus pais e os educadores, que poderão dispor de locais para favorecer o convívio multigeracional e a aprendizagem experiencial. A educação ambiental, começando na educação infantil, para criar uma cultura de preservação dos recursos naturais, respeito ao meio ambiente, destinação responsável dos resíduos, consumo consciente entre outros, contribuirá concretamente para a sustentabilidade do presente e do futuro. Segurança As ações de proteção à criança vulnerável ou vítima de violência sexual e tráfico para fins sexuais precisam ser desenvolvidas em parceria com os diferentes setores para a sua real efetividade, incluindo a área judiciária. É estratégico desenvolver programas de enfrentamento à violência contra a criança, utilizando a escola como base operacional e focando na capacitação dos educadores, pais e gestores, para que conheçam os múltiplos aspectos dessa questão atual e delicada. A participação da mídia deve ser considerada, nas propostas que visem a inibição da violência contra a criança e também em seu papel de incentivo ao consumo consciente. As crianças, por não terem ainda apurado o seu espírito crítico, são as mais vulneráveis aos apelos do mercado e sofrem 14

15 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam as consequências do excesso de consumismo, cujos resultados são o amadurecimento e a erotização precoces, a obesidade, o consumo precoce de alcool e drogas, dentre outros resultados que causam sérios danos ao seu desenvolvimento. O longo tempo que as crianças ficam diante das telinhas tevê, computador ou videogame tem exercido sensível influência em seu desenvolvimento. Quando o assunto é a infância, estamos falando sobre o nosso futuro. Se não tivermos um presente que respeite a condição da criança, de fazer descobertas no seu próprio tempo, estaremos comprometendo o seu futuro. Pais, cidadãos motivados e envolvidos, e educadores capacitados são protagonistas indispensáveis na construção de um cenário de garantia dos direitos das crianças e jovens, contribuindo positivamente para o futuro do nosso planeta. 5. Tendências atuais da gestão pública com base na sustentabilidade As políticas públicas voltadas à primeira infância seguem tendências que precisam ser discutidas e explicitadas, se quisermos alcançar os resultados esperados. A sustentabilidade, que todos sabemos ser um processo, fundamenta-se em algumas premissas: Estar atento ao manejo dos recursos naturais e à preservação da biodiversidade; Ser equânime e justo nas relações econômicas entre os diferentes setores, como também na distribuição da riqueza nacional entre os diferentes segmentos sociais; Ser economicamente eficiente; Respeitar a cultura local; Favorecer a participação política e democrática de todos os segmentos (homens, mulheres, crianças, incluindo os grupos socialmente mais vulneráveis), proporcionando o exercício da cidadania; Atuar intersetorialmente. A gestão sustentável pressupõe o trabalho interdependente entre os três setores: social, ambiental e econômico. A intersetorialidade propicia a articulação de recursos, saberes e experiências no planejamento, na realização e avaliação das políticas públicas, seus programas e projetos, com o objetivo de obter resultados integrados em situações complexas. Alguns setores que agem de forma interligada para o atendimento à infância pertencem às esferas pública e privada. O setor legislativo, por exemplo, se encarrega das leis complementares e regulatórias que embasam as ações relativas aos direitos das crianças e aos deveres do Poder Executivo e da família. Na esfera do Poder Executivo, podemos elencar as áreas de Planejamento, Educação, Saúde, Esporte 15

16 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam e Lazer, Assistência Social, Trabalho, Meio Ambiente e Cultura, como estratégicas para uma política de atenção e proteção à primeira infância. Na área privada, desempenha papel fundamental o mercado, ou a área do desenvolvimento econômico, principalmente as empresas com responsabilidade social, além das organizações da sociedade civil, de caráter comunitário, incluindo as redes sociais. Os organismos de deliberação, pactuação e controle social, como é o caso dos conselhos consultivos e deliberativos, são importantes no controle social, bem como os organismos multilaterais internacionais, que financiam as políticas públicas e advogam a defesa dos direitos básicos de cidadania. Uma política pública atual, e que tenha como meta a sustentabilidade das suas ações, leva o usuário ou a sua família a conquistar autonomia em relação a ela, com participação cidadã, desenvolvendo inclusive o seu protagonismo e utilizando a capacitação de todos os atores como fator de permanência dos seus resultados. 6. Estratégias para a ação com foco nos resultados Uma política pública comprometida com os resultados monitora o processo e as ações com visibilidade e transparência, assim como pratica a avaliação sistemática dos programas, serviços e benefícios. Assim como a atuação intersetorial, o trabalho em rede é estratégico, se o considerarmos como um instrumento altamente eficaz na mobilização de ações coletivas. As redes fazem a interconexão entre os setores público e privado, com benefícios mensuráveis, tais como: Desempenhar importante papel político no processo de transformação. Oferecer visibilidade e credibilidade. Facilitar o planejamento das políticas públicas. O monitoramento e a avaliação dependem da constituição de indicadores que são importantes porque facilitam a compreensão de determinada situação, geram informações, são confiáveis e suscitam reflexões. Eles devem ser definidos na etapa inicial da elaboração dos programas e têm por finalidade: Sugerir ou apontar para a situação-problema evidenciando potenciais de transformação da realidade. Conectar o planejamento do desenvolvimento que se busca com o que a realidade nos oferece, por meio do diagnóstico prévio. Para bem cumprir seu papel, o monitoramento e a avaliação dos componentes estruturais e operacionais de uma política pública referem-se a um conjunto de ações com vistas à maximização da qualidade dos serviços, da eficiência, eficácia e efetividade no atendimento a seus usuários. 16

17 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam 7. Características da gestão de políticas públicas comprometidas com a primeira infância Desde a Constituição de 1988, as políticas públicas têm caráter universal e passaram, em sua maioria, a ser descentralizadas, isto é, acontecem no município sob a responsabilidade da gestão local. Para que atinjam os objetivos a que se propõem, devem adotar alguns mecanismos que assegurem a participação democrática dos interessados e articular-se intersetorialmente com os demais programas voltados para o mesmo segmento. Assim, os gestores das diversas políticas municipais focadas na primeira infância devem apresentar algumas características para que o seu comprometimento e a ação dos executores alcancem os resultados necessários e esperados. São elas: Ter compromisso ético com a efetividade dos programas. Realizar análise situacional e prospectiva permanentes. Ter disposição para inovar. Contribuir para a formação de redes intersetoriais. Oferecer possibilidade de negociação e de articulação. Articular esforços entre múltiplas instituições. Ter capacidade para gerenciar complexidade, variabilidade e incertezas. Ter capacidade de liderança e de tomada de decisões. Dar abertura para incorporar as diferentes formas de participação social. Ter foco nos resultados sem descurar dos processos. Operar sistema de monitoramento e avaliação O futuro dependerá do que fizermos agora. E, certamente, há muito por fazer. É fundamental perguntar que mundo pretendemos deixar para as futuras gerações e o que estamos fazendo no momento nesta direção. É chegada a hora dos políticos, governantes, indivíduos, e a sociedade como um todo, incluírem a primeira infância em suas pautas e agendas de trabalho: Definitivamente, lugar de criança é no orçamento. O novo cenário exige o resgate de valores essenciais à vida em sociedade, como é o caso da ética, do amor e do respeito às diferenças. É impossível, hoje, falar em desenvolvimento de uma nação como o Brasil sem considerar a importância de políticas públicas voltadas para a promoção de uma infância saudável. Somente assim será possível obter a convivência social solidária. 17

18 A Exigibilidade dos Direitos Sociais Cepam

19 A Exigibilidade dos Direitos Sociais Os direitos sociais surgiram com a chamada segunda geração de direitos e traduzem direitos prestacionais do Estado em relação ao cidadão. Ou seja, a obrigação de fazer do Estado. Tradicionalmente, quando alguém acionava o Judiciário para exigir do Estado uma prestação não realizada, como vaga em creches ou hospitais, recebia como resposta que o Judiciário nada podia fazer, uma vez que esses direitos dependiam, para sua efetivação, do desenvolvimento de políticas públicas, responsabilidade dos Poderes Legislativo e Executivo. Já há alguns anos, o Supremo Tribunal Federal, que é o órgão máximo do Poder Judiciário em relação às questões constitucionais, vem assumindo outra postura. Quando alguém não consegue usufruir de um direito em razão da inoperância estatal, como, por exemplo, matricular o filho em uma creche, o STF responsabiliza o Estado, e obriga ao fornecimento da vaga. Essa nova postura certamente implica que o Poder Executivo também reavalie suas opções de investimento, priorizando, de fato, o atendimento dos direitos mínimos do cidadão. O que o Supremo Tribunal Federal denomina mínimo existencial, e que está ligado ao respeito à dignidade da pessoa humana, não pode ser adiado. Para demonstrar essa posição, transcrevemos decisão proferida em razão de uma disputa com o Município de São Paulo, pelo direto à creche. Resumidamente, o Ministério Público ingressou com ação exigindo vaga em creche para uma determinada criança. O Tribunal de Justiça do Estado, em uma visão mais conservadora, afirmou que não podia obrigar o Poder Público ao fornecimento da vaga por tratar-se questão dependente de política pública. Já o Supremo Tribunal Federal reformou a decisão, dando razão ao Ministério Público e obrigando o município a fornecer a vaga. Recurso Extraordinário / SP - São Paulo Relator: min. Celso de Mello Julgamento: 14/3/2006 EMENTA: CRIANÇA DE ATÉ SEIS ANOS DE IDADE. ATENDIMENTO EM CRECHE E EM PRÉ-ESCOLA. EDUCAÇÃO INFANTIL. DIREITO ASSEGURADO PELO PRÓPRIO TEXTO CONSTITUCIONAL (CF, ART. 208, IV). COMPREENSÃO GLOBAL DO DIREITO CONSTITUCIONAL À EDUCAÇÃO. DEVER JURÍDICO CUJA EXECUÇÃO SE IMPÕE AO PODER PÚBLICO, NOTADAMENTE AO MUNICÍPIO (CF, ART. 211, 2º). RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. - A educação infantil representa prerrogativa constitucional indisponível, que, deferida às crianças, a estas assegura, para efeito de seu desenvolvimento integral, e como primeira etapa do processo de educação básica, o atendimento em creche e o acesso à pré-escola (CF, art. 208, IV). - Essa prerrogativa jurídica, em consequência, impõe, ao Estado, por efeito da alta significação social de que se reveste a educação infantil, a obrigação constitucional de criar condições objetivas que possibilitem, de maneira concreta, em favor das crianças de zero a seis anos de idade (CF, art. 208, IV), o efetivo acesso e atendimento em creches e unidades 19

20 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam de pré-escola, sob pena de configurar-se inaceitável omissão governamental, apta a frustrar, injustamente, por inércia, o integral adimplemento, pelo Poder Público, de prestação estatal que lhe impôs o próprio texto da Constituição Federal. - A educação infantil, por qualificar-se como direito fundamental de toda criança, não se expõe, em seu processo de concretização, a avaliações meramente discricionárias da Administração Pública, nem se subordina a razões de puro pragmatismo governamental. - Os municípios - que atuarão, prioritariamente, no ensino fundamental e na educação infantil (CF, art. 211, 2º) - não poderão demitir-se do mandato constitucional, juridicamente vinculante, que lhes foi outorgado pelo artigo 208, IV, da Lei Fundamental da República, e que representa fator de limitação da discricionariedade político-administrativa dos entes municipais, cujas opções, tratando-se do atendimento das crianças em creche (CF, art. 208, IV), não podem ser exercidas de modo a comprometer, com apoio em juízo de simples conveniência ou de mera oportunidade, a eficácia desse direito básico de índole social. - Embora inquestionável que resida, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo, a prerrogativa de formular e executar políticas públicas, revela-se possível, no entanto, ao Poder Judiciário, ainda que em bases excepcionais, determinar, especialmente nas hipóteses de políticas públicas definidas pela própria Constituição, sejam estas implementadas, sempre que os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político-jurídicos que sobre eles incidem em caráter mandatório, vierem a comprometer, com a sua omissão, a eficácia e a integridade de direitos sociais e culturais impregnados de estatura constitucional. A questão pertinente à reserva do possível. Doutrina. DECISÃO: O presente recurso extraordinário foi interposto contra acórdão, que, confirmado, em sede de embargos de declaração (fls. 126/129), pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado (fls. 103): RECURSO - APELAÇÃO INTERPOSTA PELA MUNICIPALIDADE DE SÃO PAULO, OBJETIVANDO DENEGAÇÃO DO MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO PELO PROMOTOR DE JUSTIÇA EM BENEFÍCIO DE MENOR PARA A OBTENÇÃO DE VAGA EM CRECHE MUNICIPAL. - Com a remessa dos autos a este Tribunal, considera-se interposto o recurso de ofício. - A conveniência e a oportunidade de o Poder Público realizar atos físicos de administração cabe, com exclusividade, ao Poder Executivo, não sendo possível ao Judiciário, sob o argumento de estar protegendo direitos coletivos, ordenar sejam efetivados. - Precedentes jurisprudenciais do Superior Tribunal de Justiça. Recursos providos. A parte recorrente sustenta que o acórdão ora impugnado teria transgredido o preceito inscrito no art. 211, 2º, da Constituição da República. O exame desta causa, consideradas as razões subjacentes à decisão que proferi no julgamento do RE /SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, convence-me da inteira correção dos fundamentos, que, invocados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, informam e dão consistência ao presente recurso extraordinário. É preciso assinalar, neste ponto, por relevante, que o direito à educação - que representa prerrogativa constitucional deferida a todos (CF, art. 205), notadamente às crianças (CF, arts. 208, IV, e 227, caput) - qualifica-se como um dos direitos sociais mais expressivos, subsumindo-se à noção dos direitos de segunda geração (RTJ 164/ ), cujo adimplemento impõe, ao Poder Público, a satisfação de um dever de prestação positiva, consistente num facere, pois o Estado dele só se desincumbirá criando condições objetivas que propiciem, aos titulares desse mesmo direito, o acesso pleno ao sistema educacional, inclusive ao atendimento, em creche e pré-escola, às crianças 20

21 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam de zero a seis anos de idade (CF, art. 208, IV). O eminente PINTO FERREIRA (Educação e Constituinte, in Revista de Informação Legislativa, v. 92, p. 171/173), ao analisar esse tema, expende magistério irrepreensível: O Direito à educação surgiu recentemente nos textos constitucionais. Os títulos sobre ordem econômica e social, educação e cultura revelam a tendência das Constituições em favor de um Estado social. Esta clara opção constitucional faz deste ordenamento econômico e cultural um dos mais importantes títulos das novas Constituições, assinalando o advento de um novo modelo de Estado, tendo como valor-fim a justiça social e a cultura, numa democracia pluralista exigida pela sociedade de massas do século XX. Para CELSO LAFER (A Reconstrução dos Direitos Humanos, p. 127 e 130/131, 1988, Companhia de Letras), que também exterioriza a sua preocupação acadêmica sobre o tema, o direito à educação - que se mostra redutível à noção dos direitos de segunda geração - exprime, de um lado, no plano do sistema jurídico-normativo, a exigência de solidariedade social, e pressupõe, de outro, a asserção de que a dignidade humana, enquanto valor impregnado de centralidade em nosso ordenamento político, só se afirmará com a expansão das liberdades públicas, quaisquer que sejam as dimensões em que estas se projetem: (...) É por essa razão que os assim chamados direitos de segunda geração, previstos pelo welfare state, são direitos de crédito do indivíduo em relação à coletividade. Tais direitos - como o direito ao trabalho, à saúde, à educação - têm como sujeito passivo o Estado porque, na interação entre governantes e governados, foi a coletividade que assumiu a responsabilidade de atendê-los. O titular desse direito, no entanto, continua sendo, como nos direitos de primeira geração, o homem na sua individualidade. Daí a complementaridade, na perspectiva ex parte populi, entre os direitos de primeira e de segunda geração, pois estes últimos buscam assegurar as condições para o pleno exercício dos primeiros, eliminando ou atenuando os impedimentos ao pleno uso das capacidades humanas. Por isso, os direitos de crédito, denominados direitos econômico-sociais e culturais, podem ser encarados como direitos que tornam reais direitos formais: procuraram garantir a todos o acesso aos meios de vida e de trabalho num sentido amplo (...). O alto significado social e o irrecusável valor constitucional de que se reveste o direito à educação infantil - ainda mais se considerado em face do dever que incumbe, ao Poder Público, de torná-lo real, mediante concreta efetivação da garantia de atendimento em creche e préescola às crianças de zero a seis anos de idade (CF, art. 208, IV) - não podem ser menosprezados pelo Estado, obrigado a proporcionar a concretização da educação infantil em sua área de competência (WILSON DONIZETI LIBERATI, Conteúdo Material do Direito à Educação Escolar, in Direito à Educação: Uma Questão de Justiça, p. 236/238, item n. 3.5, 2004, Malheiros), sob pena de grave e injusta frustração de um inafastável compromisso constitucional, que tem, no aparelho estatal, o seu precípuo destinatário. Cabe referir, neste ponto, a observação de PINTO FERREIRA (Educação e Constituinte in Revista de Informação Legislativa, v. 92, p. 171/173), quando adverte - considerada a ilusão que o caráter meramente retórico das proclamações constitucionais muitas vezes encerra - sobre a necessidade de se conferir efetiva concretização a esse direito essencial, cuja eficácia não pode ser comprometida pela inação do Poder Público: O direito à educação necessita ter eficácia. Sendo considerado como um direito público subjetivo do particular, ele consiste na faculdade que tem o particular de exigir do Estado o cumprimento de determinadas prestações. Para que fosse cumprido o direito à educação, seria necessá- 21

22 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam rio que ele fosse dotado de eficácia e acionabilidade (...). O objetivo perseguido pelo legislador constituinte, em tema de educação infantil, especialmente se reconhecido que a Lei Fundamental da República delineou, nessa matéria, um nítido programa a ser implementado mediante adoção de políticas públicas consequentes e responsáveis - notadamente aquelas que visem a fazer cessar, em favor da infância carente, a injusta situação de exclusão social e de desigual acesso às oportunidades de atendimento em creche e pré-escola -, traduz meta cuja não realização qualificar-se-á como uma censurável situação de inconstitucionalidade por omissão imputável ao Poder Público. Ao julgar a ADPF 45/ DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, proferi decisão assim ementada (Informativo/STF 345/2004): ARGUI- ÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE CONS- TITUCIONAL DO CONTROLE E DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM TEMA DE IMPLEMEN- TAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, QUANDO CONFIGURADA HIPÓTESE DE ABUSIVIDADE GOVERNAMENTAL. DIMENSÃO POLÍTICA DA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA AO SU- PREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOPONIBILIDADE DO ARBÍTRIO ESTATAL À EFETIVAÇÃO DOS DIREI- TOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E CULTURAIS. CARÁTER RELATIVO DA LIBERDADE DE CONFORMA- ÇÃO DO LEGISLADOR. CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO, EM FAVOR DOS INDIVÍDUOS, DA INTEGRIDADE E DA INTANGI- BILIDADE DO NÚCLEO CONSUBSTANCIADOR DO MÍNIMO EXISTENCIAL. VIABILIDADE INSTRU- MENTAL DA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO NO PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO DAS LIBER- DADES POSITIVAS (DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE SEGUNDA GERAÇÃO). Salientei, então, em tal decisão, que o Supremo Tribunal Federal, considerada a dimensão política da jurisdição constitucional outorgada a esta Corte, não pode demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivos os direitos econômicos, sociais e culturais, que se identificam - enquanto direitos de segunda geração (como o direito à educação, p. ex.) - com as liberdades positivas, reais ou concretas (RTJ 164/ , Rel. Min. CELSO DE MELLO). É que, se assim não for, restarão comprometidas a integridade e a eficácia da própria Constituição, por efeito de violação negativa do estatuto constitucional motivada por inaceitável inércia governamental no adimplemento de prestações positivas impostas ao Poder Público, consoante já advertiu, em tema de inconstitucionalidade por omissão, por mais de uma vez (RTJ 175/ , Rel. Min. CELSO DE MELLO), o Supremo Tribunal Federal: DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO - MODALIDADES DE COMPORTAMENTOS INCONSTITUCIONAIS DO PODER PÚBLICO. - O desrespeito à Constituição tanto pode ocorrer mediante ação estatal quanto mediante inércia governamental. A situação de inconstitucionalidade pode derivar de um comportamento ativo do Poder Público, que age ou edita normas em desacordo com o que dispõe a Constituição, ofendendo-lhe, assim, os preceitos e os princípios que nela se acham consignados. Essa conduta estatal, que importa em um facere (atuação positiva), gera a inconstitucionalidade por ação. - Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exequíveis, abstendo-se, em consequência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse non facere ou non praestare, resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida 22

23 Fundação Prefeito Faria Lima - Cepam efetivada pelo Poder Público. - A omissão do Estado - que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional - qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental. (RTJ 185/ , Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) É certo - tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (Informativo/STF 345/2004) - que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário - e nas desta Suprema Corte, em especial - a atribuição de formular e de implementar políticas públicas (JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976, p. 207, item 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Impende assinalar, no entanto, que tal incumbência poderá atribuir-se, embora excepcionalmente, ao Poder Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político-jurídicos que sobre eles incidem em caráter mandatório, vierem a comprometer, com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame. Não deixo de conferir, no entanto, assentadas tais premissas, significativo relevo ao tema pertinente à reserva do possível (STEPHEN HOLMES/CASS R. SUNSTEIN, The Cost of Rights, 1999, Norton, New York; ANA PAULA DE BARCELLOS, A Eficácia Jurídica dos Princípios Constitucionais, p. 245/246, 2002, Renovar), notadamente em sede de efetivação e implementação (sempre onerosas) dos direitos de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais), cujo adimplemento, pelo Poder Público, impõe e exige, deste, prestações estatais positivas concretizadoras de tais prerrogativas individuais e/ou coletivas. Não se ignora que a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais - além de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de concretização - depende, em grande medida, de um inescapável vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a alegação de incapacidade econômico-financeira da pessoa estatal, desta não se poderá razoavelmente exigir, então, considerada a limitação material referida, a imediata efetivação do comando fundado no texto da Carta Política. Não se mostrará lícito, contudo, ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo artificial que revele - a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa - o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de existência (ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Informativo/STF 345/2004). Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da reserva do possível - ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível - não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando, dessa conduta governamental negativa, puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. Daí a correta observação de REGINA MARIA FONSECA MUNIZ (O Direito à Educação, p. 92, item 3, 2002, Renovar), cuja abordagem do tema - após qualificar a educação como um dos direitos fundamentais da pessoa 23

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