1 Pós-graduando em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia Manual

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1 Pós-graduando em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia Manual"

Transcrição

1 1 Avaliação da Cinemática da Marcha em um Indivíduo com Discrepâncias Simuladas de Membros Inferiores Érika dos Santos Duarte 1 Pós-graduação em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia Manual Faculdade Ávila Resumo A marcha humana é o mais comum dos movimentos automatizados, e diversas patologias podem alterar suas características. Há estudos que abordam o padrão de marcha em diferentes tipos de patologia, porém são poucos os que analisam a presença de discrepância no comprimento dos membros inferiores. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar como as características cinemáticas da marcha variam em um indivíduo que teve simulados vários níveis de discrepâncias. Desenvolveu-se um estudo exploratório explicativo, de característica pré-experimental com intervenção e acompanhado de uma relevante investigação literária sobre alterações na marcha devido a disparidade dos membros, que compreendeu quatro etapas: confecção das palmilhas ortopédicas que foram utilizadas como meio de intervenção para o estudo, exame de escanometria para averiguar possível discrepância fisiológica, filmagem da marcha com os vários níveis de palmilhas, por fim a análise das filmagens e dos dados retirados das mesmas. Após avaliação das imagens constatou-se alterações nas articulações analisadas: Tornozelo, joelho e quadril. Como resultado do estudo concluiu-se que discrepâncias acima de 3,5cm modificam o tempo das fases da marcha, e discrepâncias de 0,5cm foram suficientes para alterarem as medidas das velocidades angulares. Para tanto seriam necessários estudos com amostragem de maior número para obtenção de dados mais fidedignos. Palavras-chave: Análise cinemática; Marcha; Discrepância de membros inferiores. 1. Introdução Ao longo dos séculos o gênero Homo veio desenvolvendo suas habilidades e com ele sua forma de locomoção, em sua forma mais primitiva, quadrúpede, e atualmente em sua forma mais desenvolvida, bípede, temos um molde de eficiência biomecânica que nos confere liberdade das mãos para manipulação de objetos e explorar o ambiente a nossa volta. Essas alterações promoveram repercussões no desenvolvimento da estrutura osteomioarticular que no caso de aparecimento de assimetrias podem promover graves repercussões (OLIVIERI, 2007). Desta forma existem muitos estudos direcionados no sentido de entender como se dá a locomoção normal do homem, com o objetivo de buscar qual a melhor intervenção para minimizar os desvios instituídos pelas patologias que comprometem a sua principal forma de locomoção, a marcha. A marcha é o mais comum de todos os movimentos do ser humano, que apesar de aparentar ser um movimento simples, automático, é na realidade algo muito complexo e uma das tarefas mais difíceis a aprender pelo homem (GAFANIZ et al., 2006). A locomoção humana é um movimento automatizado que integra todos os segmentos corporais. É um movimento alternado dos membros inferiores juntamente com o tronco e os membros superiores, mantendo simultaneamente a estabilidade no apoio. Ela é considerada um ciclo repetitivo, que tem por característica, uma fase de apoio e uma fase de balanço. 1 Pós-graduando em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia Manual

2 2 A distribuição normal dos períodos de contato com o solo é 60% para apoio e 40% para balanço, e o ciclo pode ser considerado iniciado quando alguma parte do membro de referência faz contato com o solo. O ciclo termina quando essa mesma parte do membro faz contato novamente (PERRY, 2005; O SULLIVAN, 2004; HOPPENFELD, 1999; ARAÚJO et al., 2005). Esta regularidade permite que se estabeleçam critérios objetivos para a distinção entre padrões normais e patológicos. (SACCO, 2001) A função básica e primária dos membros inferiores (MMII) é a deambulação. Por conseguinte, uma parte fundamental da avaliação de quaisquer distúrbios dos MMII consiste em observar de que maneira o problema está afetando a marcha do indivíduo ou do padrão habitual de deambulação. A compreensão de como o comportamento locomotor humano é gerado e regulado representa um importante desafio para diferentes áreas do conhecimento científico (AMADO-JOÃO, 2006). Os MMII têm seu crescimento individualizado, e a discrepância no comprimento de membros inferiores (DCMI) está presente em cerca de 70% da população geral, podendo ser do tipo estrutural (verdadeira) ou funcional (aparente). Apesar da discrepância de MMII ser um freqüente problema no âmbito mundial sua incidência é ignorada. E é uma situação relativamente comum na clínica ortopédica diária. Essa afecção leva à alteração da biomecânica esquelética, na qual encontramos obliquidade pélvica e escoliose, assim como um desequilíbrio músculo-esquelético em todo o corpo, acarretando diversas alterações posturais, inclusive no padrão de marcha (GONZALES et AL., 2005; VERONESI JR; AZATO, 2003). O desequilíbrio global da biomecânica esquelética e de cadeias musculares ocorre devido às compensações ascendentes que o organismo adota para que seja possível manter o apoio bipodal e o alinhamento do campo visual (SONG et al. 1997). Discretas desigualdades já são capazes de causar alguma alteração nos padrões dinâmicos de locomoção e cronicamente nas estruturas do aparelho motor (PEREIRA; SACCO, 2008). Apesar de a discrepância ser um freqüente problema de nível mundial sua incidência é ignorada, e há poucos registros de estudos sobre suas influências na marcha. Considerando esta falta de material informativo, e que os poucos estudos que existem serem controversos, ressalta-se a importância de analisar os efeitos das DCMI e deste estudo para a comunidade acadêmica. A bibliografia atual em relação ao nível de DCMI que promove alterações significativas tanto na postura quanto na locomoção ainda apresenta-se controversa. Alguns autores afirmam que há alterações no padrão de marcha com uma diferença de 2 cm, outros afirma que só a partir dos 3 cm observa-se a diferença. Tendo em vista o exposto neste trabalho realizou-se a analise cinemática da marcha de um indivíduo com simulação de vários níveis de DCMI, com o objetivo de averiguar a partir de qual nível pode ser observado uma alteração nesta característica. A fisioterapia tem um importante papel na avaliação da marcha humana. Existem várias técnicas de análise da marcha onde o fisioterapeuta pode observar quais aspectos de anormalidade estão presentes na marcha alterada. Levando em consideração que Dutton (2007) ressaltou que a análise das fases de apoio e de oscilação da marcha é essencial para determinar os problemas que devem ser tratados durante a intervenção. Dentre elas está a análise biomecânica da marcha, que há como vantagens, face á simples observação visual, a capacidade de quantificar e caracterizar o movimento dos segmentos corporais segundo vários eixos anatômicos, o que muitas vezes não é facilmente detectável ou mesmo visível na observação visual da marcha (SOUSA et al., 2007). Ponderando ser difícil, à observação clínica, analisar estes fenômenos, e quantificar seu grau de afastamento da

3 3 normalidade. Uma sofisticação da análise observacional é a filmagem da marcha do indivíduo, que tem como vantagem a possibilidade de repetir a observação várias vezes, análise em câmera lenta e permite congelamento nítido para análise quadro a quadro (SAAD et al., 1996). Em estudo, Sacco et al. (2007) afirma que a utilização da fotogrametria pode facilitar a quantificação das variáveis morfológicas relacionadas à postura, trazendo dados mais fidedignos do que aqueles obtidos pela observação visual. Esse fato é importante tanto para a credibilidade da fisioterapia clínica quanto para a confiabilidade das pesquisas em reabilitação. Outra vantagem da fotografia digital é a sua possibilidade de conjugação a processos computadorizados de mensuração, tendo como resultado a fotogrametria computadorizada, onde podem ser analisados os padrões de compensação acarretados pela diferença no comprimento de MMII. Para tanto, a escolha da biofotogrametria para analisar as possíveis alterações na cinemática da marcha, foi feita a fim de obter dados mais objetivos quanto aos tipos de alterações encontradas na marcha de indivíduos com DCMI, buscando averiguar como essas alterações variam de acordo com o grau de disparidade. Este trabalho tem como objetivo geral avaliar como as características cinemáticas da marcha variam em um indivíduo com discrepância simulada em MMII. E como objetivos específicos, analisar se ocorrem alterações na cinemática da marcha em um indivíduo com discrepância simulada, e verificar a partir de que porcentagem de discrepância simulada dos MMII ocorre influência nas variáveis cinemáticas da marcha. 2. Fundamentação Teórica A marcha humana é um movimento alternado dos membros inferiores juntamente com o tronco e os membros superiores, que resulta na propulsão da massa corporal (FURTADO et al., s.d). Neste mecanismo, um membro atua como um suporte móvel em contato com o solo, enquanto o membro contralateral avança no ar. O conjunto de movimentos corporais se repete de forma cíclica e os membros invertem os seus papéis a cada passo. A deambulação humana, ou marcha, é um dos componentes básicos do funcionamento independente que costuma ser afetado por processos de doença ou lesão (O SULLIVAN, 2004). Cada ciclo da marcha é dividido em dois períodos apoio e balanço geralmente chamados fases da marcha. A distribuição normal dos períodos de contato com o solo é 60% para apoio e 40% para balanço (PERRY, 2005; O SULLIVAN, 2004; REIDER, 2001). E o ciclo pode ser considerado iniciado quando alguma parte do membro de referência faz contato com o solo. O ciclo termina quando essa mesma parte do membro faz contato novamente (PERRY, 2005; O SULLIVAN, 2004; HOPPENFELD, 1999; ARAÚJO et al., 2005). Este também é o conceito de passada (SAAD et al., 1996). Segundo Sacco (2001), a marcha pode ser definida por comportamentos motores compostos por movimentos integrados do corpo humano. São comportamentos cíclicos que permite estabelecer critérios objetivos para a distinção entre estrutura de movimentos normais e anormais. Estudos científicos que buscam padrões para a marcha normal baseiam-se em identificar parâmetros relevantes para a descrição do ato locomotor. Dentre estes parâmetros, em se tratando de uma categoria de movimentos cíclica e repetitiva, a definição das fases é um passo importante para o início desta análise. 2.1 Fases da Marcha Segundo Ramalho (1995, apud AGUIAR JR; FREITAS, 2004), a fase de apoio está dividida

4 em contato inicial, contato total do pé, médio apoio, desprendimento de retropé e desprendimento de pé. Reider (2001) divide as fases da marcha em: Toque do calcanhar, aplanamento do pé, apoio médio, impulsão, impulso do calcanhar, impulso do pé, fase de apoio e fase de balanço. Amado-João (2006) considera que a fase de apoio é dividida em: Contato inicial, aplainamento do pé, médio apoio, retirada do calcanhar e retirada dos dedos; e a fase de balanço em: Fase de aceleração, fase de balanço médio e fase de desaceleração. O Instituto de Pesquisa e Educação Los Amigos (do Rancho Los Amigos Medical Center), importante centro de reabilitação localizado em Downey, na Califórnia/EUA, desenvolveu uma terminologia diferente, na qual as subdivisões foram redefinidas e nomeadas da seguinte forma: apoio (contato inicial, resposta à carga, apoio médio, apoio terminal e pré-balanço) e balanço (balanço inicial, balanço médio e balanço terminal). Terminologia que também é utilizada por Perry (2005), Saad et al. (1996), Gafaniz et al. (2006) e Cardoso (2008). Neste estudo trabalharemos em cima da terminologia usada pelo Rancho Los Amigos em concordância com outros autores, já citados nesta literatura. Perry (2005) subdivide a fase de apoio em 5 (cinco) etapas, que corresponde de 0 a 60% do ciclo: Primeira etapa contato inicial (0%): Corresponde ao início da marcha quando ocorre o contato do calcanhar com o solo. Observa-se, no membro inferior de referência, que a articulação do quadril está fletida a aproximadamente 30, a articulação do joelho se apresenta em extensão máxima e a articulação do tornozelo está em posição neutra. Segunda etapa resposta à carga (0 a 10%): Corresponde ao aumento da quantidade de carga sobre o membro inferior de referência. A articulação do quadril está neutra, a articulação do joelho apresenta-se fletida a 15 e a articulação do tornozelo está em flexão plantar de 15. Terceira etapa apoio médio (10 a 30%): O momento corresponde à descarga de todo o peso do corpo sobre o membro inferior de referência. Nesta fase, o membro contralateral está em balanço. A articulação do quadril está neutra, a articulação do joelho se apresenta em posição neutra (extensão máxima) e a articulação do tornozelo está em flexão dorsal de 10. Quarta etapa apoio terminal (30 a 50%): A fase corresponde ao deslocamento do peso o corpo para a região anterior do pé (ante-pé) do membro inferior de referência, porém sem a retirada do calcâneo do chão. Nesta fase, o membro contralateral está na fase de toque do calcanhar. A articulação do quadril está em extensão de aproximadamente 30, a articulação do joelho se apresenta em posição de flexão neutra (extensão máxima) e a articulação do tornozelo está em flexão dorsal de 10. Quinta etapa fase de pré-balanço (50 a 60%): O momento corresponde a retirada do calcâneo do solo com peso do corpo colocado na região anterior do pé (ante-pé) do membro inferior de referência. Nesta fase, o membro contralateral está na fase de resposta à carga. A articulação do quadril se estende até aproximadamente 10, a articulação do joelho se apresenta em flexão de 35 a articulação do tornozelo está em flexão plantar de 20. A fase de balanço, por sua vez, é subdividida em 3 etapas (60 a 100% do ciclo): Primeira etapa fase de balanço inicial (60 a 73%): Momento que remete ao início da anteriorização do membro inferior de referência em relação ao corpo. A articulação do quadril se flete até aproximadamente 20, a articulação do joelho de flete a 60 e a articulação do tornozelo está em flexão plantar de 20. Segunda etapa balanço médio (73 a 87%): Corresponde à passagem do membro inferior de referência para diante do corpo. A articulação do quadril se apresenta em flexão de aproximadamente 30 e a articulação do tornozelo chega à posição neutra. Terceira etapa balanço terminal (87 a 100%): Fase correspondente a chegada do membro inferior de referência ao final da fase de balanço terminando o ciclo total da marcha. A articulação do quadril se apresenta em flexão de aproximadamente 30 e as articulações do 4

5 5 joelho e tornozelo estão em posição neutra. Apoio é o termo utilizado para designar todo o período durante o qual o pé está em contato com a superfície, iniciando-se com o contato inicial. O termo balanço aplica-se ao tempo em que o pé está no ar para o avanço do membro, que se inicia no momento e que o é pé elevado da superfície (desprendimento dos dedos). A mesma autora também cita que, para promover as funções básicas necessárias para caminhar, cada passada envolve uma constante mudança no alinhamento entre o corpo e o pé de suporte durante o apoio e o avanço seletivo dos segmentos do membro no balanço. Contacto inicial Resposta de carga Fase de Apoio Apoio médio Apoio terminal Pré - balanço Balanço inicial Fase de Balanço Balanço médio Balanço terminal Fonte: Modificado de Gafaniz et al., (2006) Figura 01 Fases da marcha e suas subfases Para Saad et al. (1996) o ciclo da marcha é dividido em fases para sistematizar seu estudo, posto que a marcha humana compreende uma seqüência de eventos rápidos e complexos, sendo difícil, à observação clínica, analisar estes fenômenos, e quantificar seu grau de afastamento da normalidade. 2.2 Análise Cinemática da Marcha A avaliação da marcha como é considerada atualmente, transformou-se em um importante instrumento de avaliação para médicos, fisioterapeutas, profissionais de esporte, entre outros profissionais da saúde. O entendimento dos mecanismos dinâmicos e reflexos de geração e controle da marcha permitem ao fisioterapeuta uma intervenção mais eficiente para a reeducação da marcha de pacientes. (JOÃO, 2006) A análise da marcha, da locomoção e movimentos humanos pode ser realizada por dois métodos: método qualitativo e método quantitativo. A observação quantitativa da locomoção humana, geralmente é realizada em laboratórios de biomecânica ou laboratórios especializados em marcha humana, sendo iniciada pela observação da execução e então é avaliada objetivamente com base nas medidas obtidas através de algumas técnicas e sistemas que podem levar em conta aspectos antropométricos, cinemáticos, cinéticos, termográficos e/ou eletromiográficos (SANTOS; ZARO, 2006). A avaliação cinemática do movimento humano tem sido utilizada como método de avaliação quantitativa, a qual, por meio da interpretação dos resultados, permite a inferência sobre detalhes do movimento. Tal análise tem sido amplamente empregada nas diferentes áreas de estudo da motricidade humana. (LIMA et al., 2008). Sendo usada para coletar tanto variáveis de tempo e distância da marcha, quanto para padrões de mobilidade (ROMERO et al., 2008). Saad et al. (1996) e João (2006) concluíram que a análise cinemática de marcha oferece dados importantes para a compreensão de distúrbios da locomoção. 3. Fisipatologia da Discrepância de Membros Inferiores O processo de crescimento ósseo é dinâmico e individualizado (CUNHA et al. 1996; VERONESI JR; AZATO, 2003), constatando-se DCMI quando há diferença entre os

6 comprimentos das pernas ou encurtamento verdadeiro causado por alteração anatômica ou estrutural do membro inferior (MI), podendo ser decorrência de um defeito congênito do desenvolvimento (coxa vara), de displasia congênita do quadril, de anormalidades ósseas ou de trauma. (MAGEE, 2004) A DCMI está presente em cerca de 70% da população geral, podendo ser do tipo estrutural (verdadeira) onde existe diferença no comprimento de estruturas ósseas, ou funcional (aparente), como resultado de alterações mecânicas dos membros inferiores (PEREIRA; SACCO, 2008). Para Abraham & Dimon (1992, apud Possi et al. 2005), a discrepância de membros pode ser definida de três maneiras: a) Desigualdade verdadeira: reflexo de uma desproporção entre os componentes ósseos (exemplo: alteração de crescimento, perda óssea). b) Desigualdade aparente: resultante de deformidades secundárias, mesmo havendo proporção óssea (exemplo: contratura em abdução ou adução, resultando em obliqüidade pélvica funcional e discrepância de membros). c) Desigualdade mista: desigualdade que produz um aspecto tanto de uma desigualdade verdadeira quanto aparente. Segundo Magee (2004), para identificar se a discrepância é verdadeira ou funcional, devem ser realizadas medidas dos comprimentos reais e aparentes dos MMII, com fita métrica. Na discrepância funcional, o verdadeiro comprimento dos dois MMII de uma pessoa, quando medidos da espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) até o maléolo medial, é diferente. Na discrepância aparente, os dois MMII, medidos da cicatriz umbilical até o maléolo medial, são de comprimento idêntico (REIDER, 2001; APLEY; SOLOMON, 1998; SANTILI et al. 1998). Os métodos utilizados mais freqüentemente nas avaliações das DCMI são: o clínico, mediante o uso de fita métrica e blocos milimetrados para compensação da desigualdade; radiográfico através de escanografia ou ortorradiografia; e tomográfico, com o uso de escanografia tomográfica e radiografia digital por tomografia computadorizada (SANTILI et al. 1998). Cunha et al. (1996) afirmam que a escanometria é um bom método para o acompanhamento de pacientes com DCMI e tem sido utilizada para fins diagnósticos e também como orientação terapêutica nos mesmos, além de ser o método mais acessível para o diagnóstico e acompanhamento de pessoas com DCMI. As suas vantagens são o baixo custo e a facilidade na execução. Porém, como todo método, apresenta algumas desvantagens, tais como: exige técnica apurada, o indivíduo deve permanecer imóvel e é um exame invasivo devido à irradiação. A desigualdade pode ainda ser classificada quanto a sua magnitude, sendo discreta, moderada, ou grave. As desigualdades discretas têm sido associadas especificamente à fratura por estresse, dor lombar e osteoartrite, e quando uma desigualdade está presente em indivíduos cuja sobrecarga mecânica é acentuada pela sua prática profissional, diária ou recreativa, estas alterações ortopédicas podem se manifestar precoce e gravemente (PEREIRA; SACCO, 2008). Apesar de a discrepância ser um freqüente problema de nível mundial sua incidência é ignorada. Amaya (1997 apud. VERONESI JR; AZATO, 2003) observa que aproximadamente 1:100 indivíduos apresenta dismetria superior a 2cm. Trata-se de uma situação relativamente comum na clínica ortopédica diária, segundo Santili et al. (1998). Tanto Coppola e Maffulli (1998) como Mark (1996) alegam que as causas que acarretam a DCMI, são: Anomalias congênitas, como coxa vara congênita, pseudo-artrose, deficiência congênita femoral ou tibial e mal formações vasculares; Tumores ósseos (tumores malignos, exostose múltipla, displasia fibrosa) e malformações de tecidos moles; Infecções e condições inflamatórias afetando placa de crescimento ou o aumento do suprimento sangüíneo para 6

7 7 regiões epifisárias e metafisária, como artrite séptica, artrite reumatóide e osteomielite; Trauma, principalmente em fraturas que causam dano epifisal na placa de crescimento; Condições neuromusculares; Doença de Legg-Perthes e imobilização prolongada por órteses pesadas. Santili et al. (1998) acrescenta que dentre as muitas causas que podem acarretá-la, sem dúvida estão as seqüelas de osteoartrites do quadril, por destruição infecciosa dos elementos articulares, nas disgenesias femorais proximais, nas subluxações e luxações do quadril, etc. Reider (2001) separa as causas entre a discrepância verdadeira e a funcional. A discrepância verdadeira é causada por anormalidades que fazem com que um dos ossos do MI seja, na realidade, mais curto ou mais longo que o osso contralateral, como as deformidades em varo ou valgo do colo do fêmur, as anomalias congênitas do fêmur ou da tíbia ou distúrbios de crescimento do fêmur e da tíbia. As possíveis causas de discrepância aparente dos membros inferiores incluem contraturas na articulação lombossacra devido a escoliose ou outras causas, deformidades pós-traumáticas na pelve e contraturas do quadril em abdução ou adução ou contratura em flexão do joelho. 4. Alterações Decorrentes da DCMI A DCMI exerce tanto o papel de impedimento da biomecânica, como de um fator predisponente para lesões músculo-esqueléticas, além de implicar na alteração da marcha, na postura de pé, oscilação postural, bem como um aumento da incidência de escoliose, lombalgia, osteoartrite do quadril e da coluna, e fraturas por estresse da extremidade inferior (GURNEY, 2002). Com a presença da disparidade há necessariamente uma alteração postural (GONZALES et al., 2005), na qual encontramos obliquidade pélvica e escoliose com um aumento da flexão lateral do tronco em direção ao lado do membro de menor comprimento (YOUNG, 2000 apud GONZALES et al., 2005). Observa-se também uma assimetria no triângulo de Thales, devido a presença de rotações e inclinações laterais do tronco que produz a convexidade do lado do membro maior e reduz do lado menor. (VERONESI JR; AZATO, 2003). Esta afecção acarreta em um desequilíbrio global da biomecânica esquelética e de cadeias musculares devido às compensações ascendentes que o organismo assume para que seja possível manter o apoio bipodal e o alinhamento do campo visual. Para manter este equilíbrio, ocorre um desequilíbrio oposto: Há um encurtamento gerado pelo lado mais curto associado à queda da pelve leva ao alongamento do quadrado lombar do lado mais curto, que irá tracionar a parte inferior das costelas, levando assim um maior tracionamento do peitoral maior e menor, que tracionará o processo coracóide do úmero para frente, ocasionando a lateralidade anterior da escápula e anteriorização do ombro (SONG et al., 1997). Possi et al. (2005), considera que com resultado de uma DCMI podemos encontrar uma escoliose funcional; lesão no nervo ciático; contratura em eqüino do tornozelo do lado encurtado; degeneração tardia do quadril e do joelho; lombalgia; ciatalgia. Gonzales et al. (2005) também avalia que todo este desequilíbrio músculo-esquelético afeta na deambulação do indivíduo, comprometendo no padrão de marcha e no gasto energético. Para Bhave et al. (1999 apud VERONEZI JR & AZATO, 2003), esta disparidade origina um padrão de marcha claudicante. De acordo com Apley e Solomon (1998), a presença de claudicação na marcha pode ser atribuída ao encurtamento de um dos MMII, sendo que a claudicação acontece na perna curta. Para Dahl (1996), avaliamos a marcha do indivíduo com finalidade de se observar os mecanismos compensatórios realizados pelo corpo, como inclinação pélvica e longa flexão do joelho. Possi et al. (2005) afirmam que tal mecanismo compensatório seria adotado na tentativa de equilibrar o comprimento dos membros e desenvolver um padrão de marcha

8 8 simétrico. Segundo Dutton (2007), a DCMI pode gerar desvios de marcha como a inclinação lateral do tronco, afastando o centro de gravidade da articulação do quadril; marcha do quadril, onde a pelve é levantada no lado da perna oscilante, por contração dos músculos espinais e da parede abdominal lateral; controle de dorsiflexão inadequado ( batida do pé ) durante contato inicial para apoio médio. Além disso, flexões de quadril e de joelho exageradas são usadas para levantar o pé mais alto que o normal, para aumentar a liberação do solo resultante da queda do pé; base de caminhada diminuída; no membro longo há pronação excessiva durante apoio médio até apoio final; no membro curto há supinação excessiva durante contato inicial até apoio médio. Estudos realizados por Liu et al. (1998 apud PEREIRA; SACCO, 2008) evidenciaram que sujeitos com DCMI podem adotar uma maior supinação da articulação subtalar, o que resultaria em um pé mais rígido, logo menos apto para amortecer o impacto, e um MI funcionalmente mais longo por aumentar a distância vertical do pé com o solo. Entretanto, espera-se que durante o apoio médio o pé realize a pronação da articulação subtalar com o intuito de absorver o impacto imposto ao membro inferior durante a marcha. Kaufman et al. (1996) cogitaram ainda que essas adaptações utilizadas na tentativa de igualar funcionalmente a desigualdade podem levar a um aumento de sobrecarga em um dos membros favorecendo o surgimento de sintomas e/ou lesões. Raciocínio obtido após analisarem a marcha de crianças com DCMI atestando que desigualdades superiores a 2 cm resultam em assimetria de marcha se comparado com crianças sem desigualdade. Em função das controvérsias encontradas na literatura e por acreditar que desigualdades discretas já são capazes de causar algum tipo de alteração nos padrões dinâmicos da locomoção e cronicamente nas estruturas do aparelho locomotor, é de extrema importância analisar os efeitos dessas desigualdades discretas (PEREIRA; SACCO, 2008) Rösler e Perka (2000, apud POSSI et al. 2005) afirmam que discrepâncias de até 1 cm não provocavam alteração na marcha. Estudos realizados por Dahl (1996) indicam distúrbios na marcha em pacientes adultos com discrepância de 2,5 a 6 cm, porém sem desvio do eixo. Na pesquisa de Coppola e Maffulli, (1998) observou-se que alguns indivíduos podem compensar uma DCMI de 3 cm, enquanto que outras respondem com uma postura corporal anormal, alteração na marcha, e dor. Geralmente, uma perna com 1-2 cm de discrepância no comprimento é bem tolerada. No entanto, algumas pessoas podem sentir-se desequilibradas. Observação que se comparou a investigação de Dahl (1996), que disse que discrepâncias de 1 cm a 1,5 cm são comuns, geralmente não causam qualquer sintoma, e pode não exigir tratamento. Song et al.(1997) constataram que as discrepâncias com menos de 3% do comprimento do MI não foram associadas a compensações; e, quando as discrepâncias eram iguais ou maiores que 5,5%, havia um maior trabalho mecânico e maior deslocamento vertical do centro de massa do corpo. Esse grau de discrepância era manifestado pelo caminhar na ponta dos pés como estratégia compensatória. Indivíduos com menor discrepância usaram uma combinação de estratégias compensatórias para normalizar o trabalho mecânico executado pelos MMII. Através do cálculo de Anderson e Green citado por Aguiar Júnior e Freitas (2009) pode ser calculado o nível de discrepância pela fórmula: Comprimento do - Comprimento do Gravidade = lado maior lado menor x 100 Da assimetria comprimento do lado maior Onde é considerado como uma discrepância a partir de 10% do comprimento do membro.

9 9 5. Materiais e Métodos 5.1 Tipo de Estudo Trata-se de uma pesquisa exploratória explicativa, de característica pré-experimental de estudo com intervenção. 5.2 Amostra A amostra foi constituída de um indivíduo universitário da Universidade do Estado do Pará (UEPA), de 29 anos de idade, do sexo masculino, com estatura de 1,69m, com 70 quilos de massa corpórea, sem nenhum problema ortopédico em MMII, recrutado através de convite de forma oral pelos pesquisadores. O indivíduo foi informado sobre os procedimentos metodológicos e assinou de forma espontânea e previamente, um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, atendendo as normas do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Instituição. 5.3 Procedimentos Primeiramente o indivíduo se submeteu a uma escanometria para averiguar se possuem DCMI significativa, não sendo este achado confirmado. Para simular os diversos graus de discrepância (0,5 cm; 1 cm; 1,5 cm; 2 cm; 2,5 cm; 3 cm; 3,5 cm; 4 cm), foram coladas no calçado (alpercata) do participante, palmilhas de borracha inelástica com tamanho apropriado ao pé do indivíduo com 0,5 cm de espessura, a fim de obter uma análise confiável de todas as alterações acarretadas pelas disparidades de tamanhos diferenciados. A análise cinemática da marcha realizou-se através de filmagens das quais foram retirada as informações como velocidade angular (Vθ), tempo dos ciclos (Tc) e tempo de fases da marcha (Tf). Para isso, foram colados previamente marcadores quadrados de 1,0 x 1,0cm em referência ósseas do MMII listadas na figura abaixo. Visão em perfil Membro inferior Quadril Coxa Perna Pé Fonte: Ricieri, 2006 Referência óssea Espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) Espinha ilíaca póstero-superior (EIPS) Trocânter maior do fêmur Cabeça da fíbula Maléolo medial Cabeça do 5º metatarso Figura 02 Pontos anatômicos do Membro Inferior em perfil Em seguida o sujeito dirigiu-se a uma esteira ergométrica para que realizasse caminhada de velocidade fixa de 1.5 m/s após 5 minutos de adaptação, as filmagens foram efetuadas para obtenção dos filmes. Para efetuar as filmagens foi utilizada uma máquina digital filmadora da marca Sony Cyber- Shot com 7.2 mega pixels, modelo DSC-S650. A mesma foi posicionada a uma distância de 3 metros do plano de obtenção das imagens, de forma que o quadro capturado obtenha apenas a figura da esteira até a cintura escapular do sujeito quando na visão em perfil, considerando que o participante permanecerá apenas de sunga de banho durante a filmagem, para melhor visualização dos pontos anatômicos.

10 10 A câmera foi previamente calibrada sendo feitas filmagens de um esquadro em ângulos conhecidos previamente e mensurados para confecção de fidedignidade da mensuração em filme. Após a obtenção dos filmes os fotogramas que os compõe foram analisados através de programa Corel Draw 12, com o qual foram medidos os ângulos do quadril, joelho e tornozelo na visão em perfil. A Vϴ dos segmentos foi obtida da variação angular observada no início e no fim de cada fase do ciclo da marcha em função do tempo que as mesmas foram cumpridas. Posteriormente esses dados foram tabulados no do programa Microsoft Office Excel 2007 para obtenção dos parâmetros, para posterior análise comparativa no Biostat 5.0 (Teste t para velocidade angular e teste x 2 para porcentagem de fases da marcha). Todo o processo de filmagem, coleta e análise dos dados foram realizados em uma sala da clínica Cardiofisio, que foi reservada apenas para este estudo, sendo fechada e privativa aos pesquisadores e participantes para garantir a privacidade do sujeito. 6. Resultados Na figura 03 observa-se a alteração na porcentagem das fases da marcha, na qual foi realizado o teste x 2 para análise, e encontrou-se uma diferença estatística apartir da compensação de 3,5cm. *SP: Sem Palmilha Fonte: Autor (2009) Figura 03 Porcentagem das fases. As figuras 04 e 05 demonstram a média (Md) e o desvio padrão (DP) da velocidade angular nas fases de apoio e balanceio, em seus vários níveis de compensações medidos em centímetro (cm). Verificou-se que na fase de apoio a Vϴ do tornozelo diminuiu. O joelho não ofertou dados consistentes e o quadril nenhuma alteração significativa. Na fase de balanço a Vϴ do joelho e do quadril tenderam a diminuir, enquanto a articulação do tornozelo mostrou dados flutuantes que não demonstraram coerência. Fase de Apoio Porcentagem das fases (%) Apoio Balanceio SP 70,25 29,75 0,50 65,94 34,06 1,00 67,65 32,35 1,50 58,31 41,69 2,00 59,05 40,95 2,50 57,50 42,50 3,00 56,92 43,08 3,50 54,72 45,28 4,00 51,47 48,53 Velocidade Angular do Tornozelo (graus por segundo) SP 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 Md 22,83 20,51 24,25 19,51 9,56 12,95 15,55 5,47 4,93 DP 7,08 6,40 2,99 1,64 2,61 3,60 5,58 4,64 2,42

11 11 Velocidade Angular do Joelho Md 12,18 10,51 2,27 6,63 6,81 6,96 8,48 14,43 13,73 DP 6,49 5,92 1,07 2,92 1,23 1,33 1,98 4,13 2,41 Velocidade Angular do Quadril Md 34,73 36,60 40,87 33,34 38,38 37,75 33,76 28,19 29,23 DP 3,35 6,51 4,51 1,75 15,48 5,37 1,45 3,17 3,49 Fonte: Autor (2009) Fase de Balanço Figura 04 Velocidade Angular das articulações na fase de apoio Velocidade Angular do Tornozelo SP 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 Md 4,29 7,06 5,30 11,66 20,49 17,40 7,16 3,39 3,03 DP 3,01 6,81 12,81 3,23 5,19 4,82 3,72 1,92 1,08 Velocidade Angular do Joelho Md 1108,00 892,23 963,13 606,57 592,80 598,02 547,21 521,85 465,24 DP 72,76 75,19 107,76 28,83 32,12 12,46 27,37 11,76 14,42 Velocidade Angular do Quadril Md 84,85 79,43 71,58 38,47 40,88 42,20 34,59 35,06 30,33 DP 7,40 6,56 8,96 1,66 4,37 3,20 4,21 4,18 2,09 Fonte: Autor (2009) 7. Discussões Figura 05 Velocidade Angular das articulações na fase de balanço Através da metodologia observou-se que a maior alteração avaliada ocorreu durante as fases de apoio e balanceio. Considerando que a média de porcentagem seria de 60% para apoio e 40% para balanceio, o indivíduo estudado aproximou-se da média apresentando a marcha sem compensação com 29,75% do tempo para apoio e 70,25% para balanço. A alteração mais visível ocorreu durante o encaixe das compensações. Conforme ia aumentando o nível de discrepância, menor era o tempo de apoio e maior era o tempo de balanço, chegando próximo de um índice de 50% para cada fase. Essa alteração aconteceu devido ao lado compensado com palmilha levar maior tempo de apoio, fazendo com que o lado contralateral permaneça em um longo período na fase de balanço. Tais alterações foram analisadas no software Biostat 5.0 através do teste x 2. Durante a avaliação da velocidade angular na fase de apoio, analisou-se que a Vϴ da articulação do tornozelo tendeu a diminuir, os dados da articulação do joelho não foram consistentes, e o quadril não apresentou nenhuma alteração significativa. Esta observação deu-se pelo motivo de que durante o contato com o solo, o membro em apoio estava sem a palmilha não apresentando desta forma nenhuma alteração no quadril. Em relação a articulação do tornozelo, o que pode ter influenciado na velocidade angular foi o contato precoce do membro compensado com o chão, fazendo com que o tornozelo oposto não realizasse incursão maior para o impulso. Durante a fase de balanceio, o tornozelo apresentou dados flutuantes que variou desornadamente. Esta incoerência pode ter ocorrido devido problema metodológico durante as grandes compensações. As articulações do joelho e do quadril tenderam a diminuir, isso

12 12 ocorreu porque a fase de apoio do lado contralateral que tem a compensação passa a ser maior. Através do teste t do mesmo software, durante a fase de apoio, notou-se que as alterações da Vϴ do tornozelo foram após a disparidade de 2 cm (P<0,05). Na articulação do joelho não houve nenhum alteração significativa, enquanto que no quadril surgiu mudança posterior a palmilha de 3,5 cm (P<0,05) Para a fase de balanceio examinou-se que a Vϴ do tornozelo também sofreu alteração após a colocação das compensações de 2 cm (P<0,05), a do joelho aconteceu logo após a colocação da palmilha de 0,5 cm (P<0,05) e a do quadril ocorreu após a diferença de 1 cm (P<0,05). 8. Considerações Finais As filmagens obtidas pelos pesquisadores mostrou que em relação a porcentagem das fases da marcha, encontra-se alteração a partir da discrepância de 3,5 cm, correspondendo com os estudos de alguns autores já citados nesta pesquisa, Coppola e Maffulli, (1998). Sendo o tempo da fase de balanço do membro compensado maior que a contralateral, o da fase de apoio menor que o mesmo. Isso se deve a grande permanência da perna maior em contato com o solo, e seu rápido contato com o chão após a fase de balanço. Através do Cálculo de Anderson e Green também se obteve um resultado comparado ao da pesquisa de Aguiar Júnior e Freitas (2009), pois após 10% da discrepância (representado pela compensação de 3,5 cm) que foram analisadas as alterações significativas. Para a velocidade angular conclui-se que as alterações surgem apartir da disparidade de 0,5 cm, que não se igualou a nenhum dos estudos pesquisados, que relataram que discrepâncias de até 1 cm não originassem nenhum tipo de alteração, porém em nenhuma pesquisa foi citada a análise da Vϴ. Devido a amostra da pesquisa ser com 1 (um) indivíduo, não podemos afirmar definitivamente sobre tais alterações, mas ao que parece os resultados são comparáveis a de outros pesquisadores. No entanto, este recurso necessita ainda de novos estudos para que sua aplicação possa ser garantida com total respaldo científico fazendo-se necessário um estudo com amostra significativa para fazermos afirmações definitivas. Abre-se também uma infinidade de temas que podem ser estudados a partir do que foi analisado nesta pesquisa, principalmente no sentido de investigar sobre outras vertentes da marcha, como gasto energético, desconforto e desvios dos eixos. Referências AGUIAR JÚNIOR, Aderbal Silva; FREITAS Tatiane Marques. Biomecânica da marcha e da postura com calçado de salto alto. Fisioterapia Brasil. v. 5, n. 3, p , mai/jun AMADO-JOÃO, Silvia M. Fisioterapia: Teoria e Prática Clínica Métodos de Avaliação Clínica e Funcional em Fisioterapia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, APLEY, A. G.; SOLOMON, Louis. Ortopedia e Fraturas em Medicina e Reabilitação. 6 ed. São Paulo: Atheneu ARAÚJO, A. G. N.; ANDRADE, L. M.; BARROS, R. M. L. Sistema para análise cinemática da marcha humana baseado em videogrametria. Fisioterapia e Pesquisa. v. 11, n. 1. Jan/abr Disponível: Acesso em: 13 de janeiro de COPPOLA, Cristiano; MAFFULLI, Nicola. Limb shortening for the management of leg length discrepancy. J.R.Coll. Surg.Edinb., 44, February p Disponível: Acesso em: 06 de abril de CUNHA, Luiz Antônio Munhoz et al. Influência do Posicionamento Osteoarticular e dos Possíveis Erros Técnicos nos Valores Obtidos em Escanometrias. Revista Brasileira de Ortopedia. v. 31, n. 3; Março, DAHL, M. T. Limb length discrepancy. Pediatric Clinic North America. 1996; v. 43, n. 4. Agosto, Disponível em: Acesso em: 13 de abril de 2009.

13 13 DUTTON, Mark. Fisioterapia Ortopédica: Exame, avaliação e intervenção: Referência rápida; tradução: Maria da Graça Figueiró da Silva. Porto Alegre: Artmed, FURTADO, Ana Cláudia et al. Estudo da Marcha Humana em Diferentes Tipos de Calçados. XI Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e VII Encontro Latino Americano de Pós-Graduação Universidade do Vale do Paraíba. s.d. p Disponível em: Acesso em: 09 de abril de GAFANIZ, Ana; LOPES, Gustavo; PIRES, Pedro. Análise Cinemática da Marcha. Dissertação de Mestrado em Engenharia Biomédica. Universidade Técnica de Lisboa Disponível em: acesso em: 10 de setembro de GONZALEZ, D. B.; TÓTORA D. C. B.; MENDES, E. L. Mobilização pelo método maitland para correção da discrepância de membros inferiores: Estudo de caso. Fisioterapia e Pesquisa. v. 12, n. 3; p GURNEY, Burke. Leg length discrepancy. Gait Posture. v. 15, n ; p Disponível em: C&_user=10&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&view=c&_acct=C &_version=1&_urlVersio n=0&_userid=10&md5=524a4882f9fb58bc9a95138e689e0faa. Acesso em: 13 de abril de IUNES, D.H. et al. Confiabilidade intra e interexaminadores e repetibilidade da avaliação postural pela fotogrametria. Revista Brasileira de Fisioterapia. 2005; v. 9, n. 3. p KAUFMAN, KR.; MILLER, MD.; SUTHERLAND, DH. Gait asymmetry in patients with limb-length inequality. Journal of Pediatric Orthopaedics, New York. v. 16, p , Disponível em: Acesso em: 19 de abril de LIMA, C. D. et al. Dois métodos diferentes para análise cinemática dos movimentos de cabeça durante a coordenação viso-cefálica de lactentes. Revista Brasileira de Fisioterapia. v. 12, n. 5, p , set./out MAGEE, D. J. Avaliação músculo esquelética. São Paulo: Manole; p O SULLIVAN, S. B.; SCHMITZ, T. J. Fisioterapia: Avaliação e Tratamento. 2 ed, Barueri, SP: Manole, 2004 PERRY, Jacquelin. Análise de Marcha: Marcha Normal. v. 1. Barueri, SP: Manole, OLIVIERI, Antonio Carlos. Bípedes: Andar sobre dois pés é característica essencial do ser humano. Uol Educação, Disponível em: Acesso em: 20 de novembro de PEREIRA, C. S.; SACCO, I. C. N. Desigualdade estrutural discreta de membros inferiores é suficiente para causar alteração cinética na marcha de corredores? Acta Ortop Bras. v. 16, n. 1, p Disponível em URL: Acesso em: 05 de abril de POSSI, F.Z. et al. Freqüência da Discrepância de Membros Inferiores Após Artroplastia Total de Quadril. Revista Brasileira de Fisioterapia. Vol. 9, No p REIDER, Bruce. O Exame Físico em Ortopedia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, RICIERI, D. Material de Complementação Didática: Curso de Formação em Biofotogrametria/Análise Cinemática Clínica do Movimento. Ricieri Web Estudos, ROMERO V. M. et al. Análise das Variáveis de Distância da Marcha em Pacientes com Acidente Vascular Encefálico. ConScientiae Saúde. v. 7, n. 3. Agosto, SAAD, Marcelo; BATTISTELLA, Linamara R.; MASIERO, Danilo. Técnicas de Análises de Marcha. Acta Fisiátrica. vol. 3, n. 2, p Disponível em: F /vl_03_n_02_23_26.pdf. Acesso em: 21 de março de SACCO, I. C. N. Análise do Andar Normal. Apostila Didática: Biomecânica da Marcha Humana Disponível em: belusp.hpg.ig.com.br SACCO, I. C. N. et al. Confiabilidade da fotogrametria em relação a goniometria para avaliação postural de membros inferiores. Revista Brasileira de Fisioterapia. v. 11, n. 5. São Carlos. Set/Out, 2007.

14 14 SANTILI, Cláudio et al. Avaliação das discrepâncias de comprimento dos membros inferiores. Revista Brasileira de Ortopedia. v. 33, n. 1, p , janeiro SANTOS, Andresa MC; ZARO, Milton. Análise da Marcha Humana. Tecnicouro. p Agosto, SONG, K.; HALLIDAY, S. E.; LITLLE, D. G. The Effect of limb-length discrepancy on gait. J Bone Joint Surg. v. 79, p , Disponível em: Acesso em: 19 de abril de SOUSA, Daniela Sofia S. et al. Análise Clínica da Marcha Exemplo de Aplicação em Laboratório de Movimento. 2º Encontro Nacional de Biomecânica. Portugal. Fevereiro, Disponível em: 20Exemplo%20de%20Aplica%C3%A7%C3%A3o%20em%20Laborat%C3%B3rio%20de%20Movimento.pdf. Acesso em: 21 de março de VERONESI JUNIOR, J. R.; AZATO, M. F. K. Alterações posturais decorrentes da discrepância dos membros inferiores. Fisioterapia Brasil. v. 4, n. 3, maio/junho 2003

AVALIAÇÃO POSTURAL. Figura 1 - Alterações Posturais com a idade. 1. Desenvolvimento Postural

AVALIAÇÃO POSTURAL. Figura 1 - Alterações Posturais com a idade. 1. Desenvolvimento Postural AVALIAÇÃO POSTURAL 1. Desenvolvimento Postural Vantagens e desvantagens da postura ereta; Curvas primárias da coluna vertebral; Curvas Secundárias da coluna vertebral; Alterações posturais com a idade.

Leia mais

EXAME DO QUADRIL E DA PELVE

EXAME DO QUADRIL E DA PELVE EXAME DO QUADRIL E DA PELVE Jefferson Soares Leal O quadril é composto pela articulação coxofemural e a pelve pelas articulações sacroilíacas e pela sínfise púbica. O exame do quadril e da pelve devem

Leia mais

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João Avaliação Fisioterapêutica do Quadril Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Articulação do Quadril: É uma articulação

Leia mais

Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim

Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim Cabeça do fêmur com o acetábulo Articulação sinovial, esferóide e triaxial. Semelhante a articulação do ombro, porém com menor ADM e mais estável. Cápsula articular

Leia mais

DISCREPÂNCIA DE MEMBROS INFERIORES E LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM CRIANÇAS PRATICANTES DE ATIVIDADES ESPORTIVAS

DISCREPÂNCIA DE MEMBROS INFERIORES E LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM CRIANÇAS PRATICANTES DE ATIVIDADES ESPORTIVAS DISCREPÂNCIA DE MEMBROS INFERIORES E LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM CRIANÇAS PRATICANTES DE ATIVIDADES ESPORTIVAS Karine Franciele Toldo 1 ; Priscila Daniele de Oliveira 1 ; Sonia Maria Marques Gomes Bertolini

Leia mais

EXAME DO JOELHO P R O F. C A M I L A A R A G Ã O A L M E I D A

EXAME DO JOELHO P R O F. C A M I L A A R A G Ã O A L M E I D A EXAME DO JOELHO P R O F. C A M I L A A R A G Ã O A L M E I D A INTRODUÇÃO Maior articulação do corpo Permite ampla extensão de movimentos Suscetível a lesões traumáticas Esforço Sem proteção por tecido

Leia mais

Avaliação Goniométrica no contexto do Exame Fisioterapêutico

Avaliação Goniométrica no contexto do Exame Fisioterapêutico Avaliação Goniométrica no contexto do Exame Fisioterapêutico Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Visão Global de uma Avaliação Musculoesquelética

Leia mais

A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos.

A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos. A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos. Autores: Ft Mariana Machado Signoreti Profa. Msc. Evelyn Cristina Parolina A capoeira é uma manifestação

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Existem 2 tipos de artic. encontradas

Leia mais

Semiologia Ortopédica Pericial

Semiologia Ortopédica Pericial Semiologia Ortopédica Pericial Prof. Dr. José Heitor Machado Fernandes 2ª V E R S Ã O DO H I P E R T E X T O Para acessar os módulos do hipertexto Para acessar cada módulo do hipertexto clique no link

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João Disciplina: MFT-0377 Métodos de Avaliação Clínica e Funcional Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Leia mais

Incidência de Disfunção Sacroilíaca

Incidência de Disfunção Sacroilíaca Incidência de Disfunção Sacroilíaca ::: Fonte Do Saber - Mania de Conhecimento ::: adsense1 Introdução A pelve e em especial as articulações sacroilíacas sempre foram consideradas como tendo valor clínico

Leia mais

Considerada como elemento essencial para a funcionalidade

Considerada como elemento essencial para a funcionalidade 13 Epidemiologia e Flexibilidade: Aptidão Física Relacionada à Promoção da Saúde Gláucia Regina Falsarella Graduada em Educação Física na Unicamp Considerada como elemento essencial para a funcionalidade

Leia mais

19 Congresso de Iniciação Científica ANÁLISE CINÉTICA E CINEMÁTICA DO SALTO A PARTIR DA POSIÇÃO ORTOSTÁTICA

19 Congresso de Iniciação Científica ANÁLISE CINÉTICA E CINEMÁTICA DO SALTO A PARTIR DA POSIÇÃO ORTOSTÁTICA 19 Congresso de Iniciação Científica ANÁLISE CINÉTICA E CINEMÁTICA DO SALTO A PARTIR DA POSIÇÃO ORTOSTÁTICA Autor(es) GABRIELA MARGATO Orientador(es) GUANIS DE BARROS VILELA JÚNIOR Apoio Financeiro FAPIC/UNIMEP

Leia mais

Entorse do. 4 AtualizaDOR

Entorse do. 4 AtualizaDOR Entorse do Tornozelo Tão comum na prática esportiva, a entorse pode apresentar opções terapêuticas simples. Veja como são feitos o diagnóstico e o tratamento desse tipo de lesão 4 AtualizaDOR Ana Paula

Leia mais

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 01. Definição A escoliose é uma disfunção da coluna vertebral que provoca uma angulação lateral desta. A coluna é torcida, de modo que cada vértebra gira em torno de seu próprio eixo, causando

Leia mais

AVALIAÇÃO DO QUADRIL

AVALIAÇÃO DO QUADRIL AVALIAÇÃO DO QUADRIL 1. Anatomia Aplicada Articulação do Quadril: É uma articulação sinovial esferóidea com 3 graus de liberdade; Posição de repouso: 30 de flexão, 30 de abdução, ligeira rotação lateral;

Leia mais

CARACTERÍSTICAS POSTURAIS DE IDOSOS

CARACTERÍSTICAS POSTURAIS DE IDOSOS CARACTERÍSTICAS POSTURAIS DE IDOSOS 1INTRODUÇÃO A partir dos 40 anos, a estatura começa a se reduzir em torno de um centímetro por década¹.a capacidade de manter o equilíbrio corporal é um prérequisito

Leia mais

Estudo comparativo entre duas täcnicas de avaliaåço da amplitude de movimento

Estudo comparativo entre duas täcnicas de avaliaåço da amplitude de movimento 1 Estudo comparativo entre duas täcnicas de avaliaåço da amplitude de movimento Joyce Ribeiro Caetano 1 Orientador: Ademir Schmidt ** Resumo Trata-se de uma revisåo de literatura feita por um grupo de

Leia mais

TÍTULO: AVALIAÇÃO POSTURAL POR MEIO DO SOFTWARE SAPO EM IDOSOS CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: FISIOTERAPIA

TÍTULO: AVALIAÇÃO POSTURAL POR MEIO DO SOFTWARE SAPO EM IDOSOS CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: FISIOTERAPIA TÍTULO: AVALIAÇÃO POSTURAL POR MEIO DO SOFTWARE SAPO EM IDOSOS CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: FISIOTERAPIA INSTITUIÇÃO: UNIÃO DAS FACULDADES DOS GRANDES LAGOS AUTOR(ES):

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica do Joelho Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica do Joelho Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica do Joelho Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Articulação Tibiofemoral: É uma articulação

Leia mais

Ligamento Cruzado Posterior

Ligamento Cruzado Posterior Ligamento Cruzado Posterior Introdução O Ligamento Cruzado Posterior (LCP) é classificado como estabilizador estático do joelho e sua função principal é restringir o deslocamento posterior da tíbia em

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada A coluna cervical consiste em diversas

Leia mais

CURSO DE MUSCULAÇÃO E CARDIOFITNESS. Lucimére Bohn lucimerebohn@gmail.com

CURSO DE MUSCULAÇÃO E CARDIOFITNESS. Lucimére Bohn lucimerebohn@gmail.com CURSO DE MUSCULAÇÃO E CARDIOFITNESS Lucimére Bohn lucimerebohn@gmail.com Estrutura do Curso Bases Morfofisiológicas - 25 hs Princípios fisiológicos aplicados à musculação e ao cardiofitness Aspectos biomecânicos

Leia mais

Componente Curricular: Fisioterapia nas Disfunções Posturais PLANO DE CURSO

Componente Curricular: Fisioterapia nas Disfunções Posturais PLANO DE CURSO CURSO DE FISIOTERAPIA Autorizado pela Portaria nº 377 de 19/03/09 DOU de 20/03/09 Seção 1. Pág. 09 Componente Curricular: Fisioterapia nas Disfunções Posturais Código: Fisio 218 Pré-requisito: --------

Leia mais

TÉCNICAS EM AVALIAÇÃO E REEDUCAÇÃO POSTURAL

TÉCNICAS EM AVALIAÇÃO E REEDUCAÇÃO POSTURAL 13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE (X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA TÉCNICAS

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MINISTRADAS NA DISCIPLINA DE RTM II PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO DISCENTE DE FISIOTERAPIA

A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MINISTRADAS NA DISCIPLINA DE RTM II PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO DISCENTE DE FISIOTERAPIA A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MINISTRADAS NA DISCIPLINA DE RTM II PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO DISCENTE DE FISIOTERAPIA RESUMO SILVA 1, Thays Gonçalves ALMEIDA 2, Rogério Moreira de Centro de Ciências da

Leia mais

Uso de salto alto pode encurtar músculos e tendões e até provocar varizes!!!

Uso de salto alto pode encurtar músculos e tendões e até provocar varizes!!! Uso de salto alto pode encurtar músculos e tendões e até provocar varizes!!! Dores frequentes nos pés, calosidades e vermelhidão são os primeiros sinais de abuso do salto alto e bico fino. Bonitos, elegantes

Leia mais

AVALIAÇÃO DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO Articulação Sinovial Forma de sela Três graus de liberdade Posição de Repouso Posição de aproximação

Leia mais

Semiologia Ortopédica Pericial

Semiologia Ortopédica Pericial Semiologia Ortopédica Pericial Prof. Dr. José Heitor Machado Fernandes 2ª V E R S Ã O DO H I P E R T E X T O Para acessar os módulos do hipertexto Para acessar cada módulo do hipertexto clique no link

Leia mais

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA!

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! SUA MOCHILA NÃO PODE PESAR MAIS QUE 10% DO SEU PESO CORPORAL. A influência de carregar a mochila com o material escolar nas costas, associado

Leia mais

Desvios da Coluna Vertebral e Algumas Alterações. Ósseas

Desvios da Coluna Vertebral e Algumas Alterações. Ósseas Desvios da Coluna Vertebral e Algumas Alterações Ósseas DESVIOS POSTURAIS 1. LORDOSE CERVICAL = Acentuação da concavidade da coluna cervical. CAUSA: - Hipertrofia da musculatura posterior do pescoço CORREÇÃO:

Leia mais

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano.

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano. Biomecânica Parte do conhecimento da Ergonomia aplicada ao trabalho origina-se no estudo da máquina humana. Os ossos, os músculos, ligamentos e tendões são os elementos dessa máquina que possibilitam realizar

Leia mais

Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação. Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015

Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação. Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015 Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015 O que iremos discutir.. Definições sobre o atleta e suas lesões Análise

Leia mais

Exame Fisico do Quadril Celso HF Picado

Exame Fisico do Quadril Celso HF Picado Exame Fisico do Quadril Celso HF Picado Introdução A cintura pélvica é composta pela articulação sacro-ilíaca, pela sínfise púbica e pela articulação coxo-femoral. Esta última corresponde à articulação

Leia mais

Gestão do Risco Ergonômico 6º SENSE. Nadja de Sousa Ferreira, MD PhD Médica do Trabalho

Gestão do Risco Ergonômico 6º SENSE. Nadja de Sousa Ferreira, MD PhD Médica do Trabalho Gestão do Risco Ergonômico 6º SENSE Nadja de Sousa Ferreira, MD PhD Médica do Trabalho Objetivo Objetivo Apresentar os conceitos científicos sobre o Risco Ergonômico e sua relação com o corpo humano. Fazer

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica do Tornozelo e Pé Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica do Tornozelo e Pé Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica do Tornozelo e Pé Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Retropé: Articulação Tibiofibular

Leia mais

HISTÓRICO MÉTODO THERASUIT HISTÓRICO O MÉTODO THERASUIT PRINCIPAIS OBJETIVOS. Profa. Ms. Daniela Vincci Lopes Ruzzon

HISTÓRICO MÉTODO THERASUIT HISTÓRICO O MÉTODO THERASUIT PRINCIPAIS OBJETIVOS. Profa. Ms. Daniela Vincci Lopes Ruzzon HISTÓRICO MÉTODO THERASUIT Profa. Ms. Daniela Vincci Lopes Ruzzon Veste criada em Michigan/USA, por pesquisadores russos. Função: contrapor os efeitos negativos vividos pelos astronautas (atrofia muscular,

Leia mais

3/26/2009 EX E E X R E C R ÍCI C OS S E E PO P ST S U T RA R OS EX ER EX CÍ C CI C OS REAL EA MEN M T EN E MO M DIFI F CAM A M A A PO P STUR U A?

3/26/2009 EX E E X R E C R ÍCI C OS S E E PO P ST S U T RA R OS EX ER EX CÍ C CI C OS REAL EA MEN M T EN E MO M DIFI F CAM A M A A PO P STUR U A? EXERCÍCIOS E POSTURA OS EXERCÍCIOS REALMENTE MODIFICAM A POSTURA? 1 Um vício postural pode ser corrigido voluntariamente com reeducação psicomotora, um desvio postural pode ser corrigido com exercícios

Leia mais

Adutores da Coxa. Provas de função muscular MMII. Adutor Longo. Adutor Curto. Graduação de força muscular

Adutores da Coxa. Provas de função muscular MMII. Adutor Longo. Adutor Curto. Graduação de força muscular Provas de função muscular MMII Graduação de força muscular Grau 0:Consiste me palpar o músculo avaliado e encontrar como resposta ausência de contração muscular. Grau 1:Ao palpar o músculo a ser avaliado

Leia mais

INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA

INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA Prof. Rodrigo Aguiar O sistema músculo-esquelético é formado por ossos, articulações, músculos, tendões, nervos periféricos e partes moles adjacentes. Em grande

Leia mais

Avaliação Postural e Flexibilidade. Priscila Zanon Candido

Avaliação Postural e Flexibilidade. Priscila Zanon Candido Avaliação Postural e Flexibilidade Priscila Zanon Candido POSTURA A posição otimizada, mantida com característica automática e espontânea, de um organismo em perfeita harmonia com a força gravitacional

Leia mais

PREVALÊNCIA DE LOMBALGIA EM ALUNOS DE FISIOTERAPIA E SUA RELAÇÃO COM A POSTURA SENTADA

PREVALÊNCIA DE LOMBALGIA EM ALUNOS DE FISIOTERAPIA E SUA RELAÇÃO COM A POSTURA SENTADA ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 PREVALÊNCIA DE LOMBALGIA EM ALUNOS DE FISIOTERAPIA E SUA RELAÇÃO COM A POSTURA SENTADA Juliana Camilla

Leia mais

Cuidando da Coluna e da Postura. Texto elaborado por Luciene Maria Bueno. Coluna e Postura

Cuidando da Coluna e da Postura. Texto elaborado por Luciene Maria Bueno. Coluna e Postura Cuidando da Coluna e da Postura Texto elaborado por Luciene Maria Bueno Coluna e Postura A coluna vertebral possui algumas curvaturas que são normais, o aumento, acentuação ou diminuição destas curvaturas

Leia mais

PLANO DE CURSO. EMENTA: Disciplina específica que visa embasar a avaliação fisioterápica nos aspectos teóricos e práticos.

PLANO DE CURSO. EMENTA: Disciplina específica que visa embasar a avaliação fisioterápica nos aspectos teóricos e práticos. PLANO DE CURSO CURSO: Curso de Fisioterapia DEPARTAMENTO: RECURSOS TERAPÊUTICOS E FÍSICO FUNCIONAIS DISCIPLINA: SEMIOLOGIA CRÉDITOS: 4 (4 0) PROFESSOR: LEANDRO DE MORAES KOHL EMENTA: Disciplina específica

Leia mais

ECO - ONLINE (EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ORTOPEDIA ONLINE)

ECO - ONLINE (EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ORTOPEDIA ONLINE) ECO - ONLINE (EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ORTOPEDIA ONLINE) DESCRIÇÃO: Aulas interativas ao vivo pela internet. Participe ao vivo, respondendo as enquetes e enviando suas perguntas. Vale pontos para a Revalidação

Leia mais

Abdução do quadril Posição inicial Ação Extensão do quadril em rotação neutra Posição inicial Ação

Abdução do quadril Posição inicial Ação Extensão do quadril em rotação neutra Posição inicial Ação 12) Abdução do quadril - músculos comprometidos da articulação do quadril: glúteo médio, glúteo mínimo, tensor da fascia lata e os seis rotadores externos; da articulação do joelho: quadríceps (contração

Leia mais

MMII: Perna Tornozelo e Pé

MMII: Perna Tornozelo e Pé MMII: Perna Tornozelo e Pé Perna:Estruturas anatômicas Articulações visualizadas Incidências 1- AP Indicação Patologias envolvendo fraturas, corpos estranhos ou lesões ósseas. Perfil Indicação - Localização

Leia mais

Alternativas da prótese total do quadril na artrose Dr. Ademir Schuroff Dr. Marco Pedroni Dr. Mark Deeke Dr. Josiano Valério

Alternativas da prótese total do quadril na artrose Dr. Ademir Schuroff Dr. Marco Pedroni Dr. Mark Deeke Dr. Josiano Valério Alternativas da prótese total do quadril na artrose Dr. Ademir Schuroff Dr. Marco Pedroni Dr. Mark Deeke Dr. Josiano Valério grupoquadrilhuc@hotmail.com Conceito É uma doença degenerativa crônica caracterizada

Leia mais

Síndrome de compartimento de perna pós fratura de tornozelo bilateral: Relato de caso

Síndrome de compartimento de perna pós fratura de tornozelo bilateral: Relato de caso Introdução As fraturas e luxações do tornozelo são as lesões mais comuns do sistema músculo-esquelético 1, e dentre as articulações de carga, o tornozelo é a que apresenta maior incidência de fraturas

Leia mais

Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles, M.Sc.

Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles, M.Sc. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Engenharia Curso de Graduação em Engenharia de Produção ENG 1090 Introdução à Engenharia de Produção Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles,

Leia mais

ESCOLIOSE. Prof. Ms. Marcelo Lima

ESCOLIOSE. Prof. Ms. Marcelo Lima ESCOLIOSE Prof. Ms. Marcelo Lima DEFINIÇÃO A escoliose é um desvio da coluna vertebral para a esquerda ou direita, resultando em um formato de "S" ou "C". É um desvio da coluna no plano frontal acompanhado

Leia mais

Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia

Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia Dr. Leandro Gomes Pistori Fisioterapeuta CREFITO-3 / 47741-F Fone: (16) 3371-4121 Dr. Paulo Fernando C. Rossi Fisioterapeuta CREFITO-3 / 65294 F Fone: (16) 3307-6555

Leia mais

04/11/2012. rígida: usar durante a noite (para dormir) e no início da marcha digitígrada, para manter a ADM do tornozelo.

04/11/2012. rígida: usar durante a noite (para dormir) e no início da marcha digitígrada, para manter a ADM do tornozelo. 04/11/2012 Prolongar o tempo de deambulação independente. Manter a postura correta. Garantir o bom funcionamento das funções cardiorrespiratória e digestiva. Manter a amplitude do movimento. Garantir o

Leia mais

Fisioterapia nas Ataxias. Manual para Pacientes

Fisioterapia nas Ataxias. Manual para Pacientes Fisioterapia nas Ataxias Manual para Pacientes 2012 Elaborado por: Fisioterapia: Dra. Marise Bueno Zonta Rauce M. da Silva Neurologia: Dr. Hélio A. G. Teive Ilustração: Designer: Roseli Cardoso da Silva

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica do Ombro Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional-FMUSP

Avaliação Fisioterapêutica do Ombro Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional-FMUSP Avaliação Fisioterapêutica do Ombro Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional-FMUSP Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Articulação esternoclavicular: É uma

Leia mais

X JORNADA DE FISIOTERAPIA DE DOURADOS I ENCONTRO DE EGRESSOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA UNIGRAN

X JORNADA DE FISIOTERAPIA DE DOURADOS I ENCONTRO DE EGRESSOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA UNIGRAN 65 Centro Universitário da Grande Dourados X JORNADA DE FISIOTERAPIA DE DOURADOS I ENCONTRO DE EGRESSOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA UNIGRAN 66 ANÁLISE POSTURAL EM ADOLESCENTES DO SEXO FEMININO NA FASE

Leia mais

DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL: avaliação postural em adolescentes da faixa etária entre 11 a 16 anos

DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL: avaliação postural em adolescentes da faixa etária entre 11 a 16 anos DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL: avaliação postural em adolescentes da faixa etária entre 11 a 16 anos CAROLINE GONSALEZ FLAVIO PILOTO CIRILLO JULIANA THIEMI IMANO KAMILLA FERNANDES LINS SP 2009 DEFORMIDADES

Leia mais

Tabela 1. Perimetria de membro inferior. Tabela 2. Força muscular de quadril e joelho. Tabela 3. Goniometria ativa de quadril e joelho.

Tabela 1. Perimetria de membro inferior. Tabela 2. Força muscular de quadril e joelho. Tabela 3. Goniometria ativa de quadril e joelho. Introdução O fêmur é um osso tubular longo que se estende do quadril proximalmente ao joelho distalmente. Ele não é somente o mais longo e forte, mas também o mais pesado osso do corpo humano. 1 A articulação

Leia mais

PILATES E BIOMECÂNICA. Thaís Lima

PILATES E BIOMECÂNICA. Thaís Lima PILATES E BIOMECÂNICA Thaís Lima RÍTMO LOMBOPÉLVICO Estabilidade lombopélvica pode ser definida como a habilidade de atingir e manter o alinhamento ótimo dos segmentos da coluna (lombar e torácica), da

Leia mais

O IMPACTO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL NO AUMENTO DA FLEXIBILIDADE

O IMPACTO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL NO AUMENTO DA FLEXIBILIDADE O IMPACTO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL NO AUMENTO DA FLEXIBILIDADE UM ESTUDO QUANTO À APLICABILLIDADE DO PROGRAMA PARA COLETORES DE LIXO DO MUNICÍPIO DE NITERÓI ALESSANDRA ABREU LOUBACK, RAFAEL GRIFFO

Leia mais

O AGACHAMENTO AGACHAMENTO É UM PADRÃO DE MOVIMENTO PRIMITIVO

O AGACHAMENTO AGACHAMENTO É UM PADRÃO DE MOVIMENTO PRIMITIVO O AGACHAMENTO O agachamento é um dos movimentos mais utilizados no treino desportivo, mas um dos menos compreendidos e pior utilizado. Deixo um conjunto reflexões que para alguns poderão ser um pouco polémicas

Leia mais

Luxação da Articulação Acrômio Clavicular

Luxação da Articulação Acrômio Clavicular Luxação da Articulação Acrômio Clavicular INTRODUÇÃO As Luxações do ombro são bem conhecidas especialmente durante a prática de alguns esportes. A maior incidencia de luxção do ombro são na verdade luxação

Leia mais

Sandro Reginaldo Presidente da SBOT-GO

Sandro Reginaldo Presidente da SBOT-GO ORTOPÉDICA PARA O JORNALISTA ESPORTIVO AGRADECIMENTOS Secretaria Municipal de Esporte e Lazer Agradecemos o apoio imprescindível do presidente da Associação Brasileira de Traumatologia Desportiva e médico

Leia mais

INFLUENCIA DA FLEXIBILIDADE NO SALTO VERTICAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL MASCULINO

INFLUENCIA DA FLEXIBILIDADE NO SALTO VERTICAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL MASCULINO ROGER MARCHESE INFLUENCIA DA FLEXIBILIDADE NO SALTO VERTICAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL MASCULINO Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso em Especialização em Ciência do Treinamento Desportivo

Leia mais

FISIOTERAPIA EM PACIENTE AMPUTADO DE MEMBRO INFERIOR PRÉ E PÓS PROTETIZAÇÃO

FISIOTERAPIA EM PACIENTE AMPUTADO DE MEMBRO INFERIOR PRÉ E PÓS PROTETIZAÇÃO FISIOTERAPIA EM PACIENTE AMPUTADO DE MEMBRO INFERIOR PRÉ E PÓS PROTETIZAÇÃO LARISSA BARRETO 1, NATÁLIA DOS ANJOS MENEZES 1, Profa. Dra. DEISE ELISABETE DE SOUZA 2. 1- Acadêmica do Curso de Fisioterapia

Leia mais

Treino de Alongamento

Treino de Alongamento Treino de Alongamento Ft. Priscila Zanon Candido Avaliação Antes de iniciar qualquer tipo de exercício, considera-se importante que o indivíduo seja submetido a uma avaliação física e médica (Matsudo &

Leia mais

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional-FMUSP. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional-FMUSP. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João Avaliação Fisioterapêutica do Cotovelo Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional-FMUSP Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Articulação ulnoumeral ou troclear:

Leia mais

VOCÊ CONHECE SUA PISADA?

VOCÊ CONHECE SUA PISADA? ANO 2 www.instituodetratamentodador.com.br VOCÊ CONHECE SUA PISADA? Direção: Dr José Goés Instituto da Dor Criação e Diagramação: Rubenio Lima 85 8540.9836 Impressão: NewGraf Tiragem: 40.000 ANO 2 Edição

Leia mais

Construção da tabela referencial para o banco de flexibilidade KR. Introdução

Construção da tabela referencial para o banco de flexibilidade KR. Introdução Construção da tabela referencial para o banco de flexibilidade KR Silvano Kruchelski Especialista em Didática do ensino Superior PUCPR Secretaria Municipal do Esporte e Lazer/ Programa Curitibativa Curitiba

Leia mais

EXERCÍCIOS SISTEMA ESQUELÉTICO

EXERCÍCIOS SISTEMA ESQUELÉTICO EXERCÍCIOS SISTEMA ESQUELÉTICO 1. Quais as funções do esqueleto? 2. Explique que tipo de tecido forma os ossos e como eles são ao mesmo tempo rígidos e flexíveis. 3. Quais são as células ósseas e como

Leia mais

PROVAS NEUROMUSCULARES 1 2009

PROVAS NEUROMUSCULARES 1 2009 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE UNIDADE DE TRAUMA ORTOPÉDICO Hospital Universitário Miguel Riet Corrêa - Rua Visconde de Paranaguá, 102 Rio Grande, RS CEP 96200/190 Telefone:

Leia mais

AVALIAÇÃO POSTURAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL

AVALIAÇÃO POSTURAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL AVALIAÇÃO POSTURAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL Daniela da Silva Gonçalves Dias 1,Mariane Cristina Silva 2, Maria das Graças Bastos Licurci 3 1 Universidade do Vale do Paraíba(UNIVAP), Avenida Shishima Hifumi,

Leia mais

RESUMO. Palavras chave: análise postural, software Alcimagem, desvios laterais.

RESUMO. Palavras chave: análise postural, software Alcimagem, desvios laterais. ANALISE COMPARATIVA DA POSTURA DOS ACADÊMICOS DOS CURSOS DE DIREITO, CIÊNCIAS CONTÁBEIS, FISIOTERAPIA E EDUCAÇÃO FÍSICA DAS FACULDADES SUDAMÉRICA DE CATAGUASES-MG Fernanda Martins Cazeta Lacerda Graduada

Leia mais

FUTURO DO GOLFE = NÃO SE BASEIA SOMENTE NA CÓPIA DO SWING PERFEITO - MECÂNICA APROPRIADA - EFICIÊNCIA DE MOVIMENTO

FUTURO DO GOLFE = NÃO SE BASEIA SOMENTE NA CÓPIA DO SWING PERFEITO - MECÂNICA APROPRIADA - EFICIÊNCIA DE MOVIMENTO FUTURO DO GOLFE = NÃO SE BASEIA SOMENTE NA CÓPIA DO SWING PERFEITO - MECÂNICA APROPRIADA - EFICIÊNCIA DE MOVIMENTO CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS - Flexibilidade - Estabilidade - Equilíbrio - Propiocepção

Leia mais

Lesoes Osteoarticulares e de Esforco

Lesoes Osteoarticulares e de Esforco Lesoes Osteoarticulares e de Esforco Dr.Roberto Amin Khouri Ortopedia e Traumatologia Ler/Dort Distúrbio osteoarticular relacionado com o trabalho. Conjunto heterogênio de quadros clínicos que acometem:

Leia mais

MELHORA DAS DORES CORPORAIS RELACIONADA Á PRÁTICA REGULAR DE HIDROGINÁSTICA

MELHORA DAS DORES CORPORAIS RELACIONADA Á PRÁTICA REGULAR DE HIDROGINÁSTICA 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA MELHORA DAS

Leia mais

JOELHO. Introdução. Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga

JOELHO. Introdução. Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga JOELHO Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga Introdução Articulação muito frágil do ponto de vista mecânico e está propensa

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ORTOPEDISTA. Referentemente à avaliação do paciente vítima de politrauma, é correto afirmar, EXCETO:

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ORTOPEDISTA. Referentemente à avaliação do paciente vítima de politrauma, é correto afirmar, EXCETO: 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ORTOPEDISTA QUESTÃO 21 Referentemente à avaliação do paciente vítima de politrauma, é correto afirmar, EXCETO: a) O politrauma é a uma das principais causas

Leia mais

1. CONSIDERAÇÕES SOBRE A MARCHA EM CASOS DE FRATURAS DO MEMBRO INFERIOR.

1. CONSIDERAÇÕES SOBRE A MARCHA EM CASOS DE FRATURAS DO MEMBRO INFERIOR. 1. CONSIDERAÇÕES SOBRE A MARCHA EM CASOS DE FRATURAS DO MEMBRO INFERIOR. Quando ocorre uma fratura envolvendo o membro inferior, a reeducação do padrão de marcha normal até o nível da função anterior à

Leia mais

PROTETIZAÇÃO E TIPOS DE PRÓTESES

PROTETIZAÇÃO E TIPOS DE PRÓTESES PROTETIZAÇÃO E TIPOS DE PRÓTESES PROTETIZAÇÃO (A) OBJETIVOS GERAIS - Independência na marcha e nos cuidados pessoais - Adequação física e emocional quanto ao uso da prótese OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Cicatrização

Leia mais

O treino invisível para aumento do rendimento desportivo

O treino invisível para aumento do rendimento desportivo O treino invisível para aumento do rendimento desportivo Carlos Sales, Fisioterapeuta Federação Portuguesa de Ciclismo Luís Pinho, Fisioterapeuta Federação Portuguesa de Ciclismo Ricardo Vidal, Fisioterapeuta

Leia mais

Avaliação das alterações posturais em pacientes submetidas à mastectomia radical. modificada 1. Resumo

Avaliação das alterações posturais em pacientes submetidas à mastectomia radical. modificada 1. Resumo Avaliação das alterações posturais em pacientes submetidas à mastectomia radical modificada 1 Fernanda Bulgarelli 2 Karina Brongholi 3 Melissa Medeiros Braz Resumo No contexto atual da sociedade em que

Leia mais

Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur

Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur Prof André Montillo Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur Fraturas Proximal do Fêmur: Anatomia: Elementos Ósseos Cabeça do Fêmur Trocanter Maior Colo

Leia mais

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING O Curso de Formação em Iso Stretching é ministrado pelo fundador da técnica, o osteopata e fisioterapeuta francês Bernard Redondo. O método Iso Stretching foi desenvolvido

Leia mais

Academia Seja dentro ou fora da Academia, nosso Clube oferece espaços para manter a saúde em dia e o corpo em forma

Academia Seja dentro ou fora da Academia, nosso Clube oferece espaços para manter a saúde em dia e o corpo em forma Projeto Verão O Iate é sua Academia Seja dentro ou fora da Academia, nosso Clube oferece espaços para manter a saúde em dia e o corpo em forma por rachel rosa fotos: felipe barreira Com a chegada do final

Leia mais

1) PANTURRILHAS. b) Músculos envolvidos Gastrocnêmios medial e lateral, sóleo, tibial posterior, fibular longo e curto, plantar (débil),

1) PANTURRILHAS. b) Músculos envolvidos Gastrocnêmios medial e lateral, sóleo, tibial posterior, fibular longo e curto, plantar (débil), 1 1) PANTURRILHAS 1.1 GERAL De pé, tronco ereto, abdômen contraído, de frente para o espaldar, a uma distância de um passo. Pés na largura dos quadris, levar uma das pernas à frente inclinando o tronco

Leia mais

4.6 Análise estatística

4.6 Análise estatística 36 4.6 Análise estatística Na análise dos dados, foi utilizado o programa estatístico SPSS, versão 11.5 (Windows). Inicialmente, apresentou-se o resultado geral do grupo dos adolescentes obesos e de eutróficos,

Leia mais

Unidade didática de Ginástica

Unidade didática de Ginástica Livro do Professor 5 Unidade didática de Ginástica Objetivos gerais da Ginástica Compor e realizar as destrezas elementares de solo, aparelhos e minitrampolim, em esquemas individuais e/ou de grupo, aplicando

Leia mais

A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos

A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos Fisioterapeuta: Adriana Lopes de Oliveira CREFITO 3281-LTT-F GO Ergonomia ERGONOMIA - palavra de origem grega, onde: ERGO = trabalho e NOMOS

Leia mais

MODIFICAÇÕES NA FLEXIBILIDADE E NA FORÇA MUSCULAR EM PACIENTES COM DOR LOMBAR TRATADOS COM ISOSTRETCHING E RPG

MODIFICAÇÕES NA FLEXIBILIDADE E NA FORÇA MUSCULAR EM PACIENTES COM DOR LOMBAR TRATADOS COM ISOSTRETCHING E RPG 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 MODIFICAÇÕES NA FLEXIBILIDADE E NA FORÇA MUSCULAR EM PACIENTES COM DOR LOMBAR TRATADOS COM ISOSTRETCHING E RPG Fábio Alexandre Moreschi Guastala 1, Mayara

Leia mais

ESTIMULAÇÃO SENSÓRIO-MOTORA NO RECÉM-NASCIDO. Greice Correia Burlacchini Castelão

ESTIMULAÇÃO SENSÓRIO-MOTORA NO RECÉM-NASCIDO. Greice Correia Burlacchini Castelão ESTIMULAÇÃO SENSÓRIO-MOTORA NO RECÉM-NASCIDO Greice Correia Burlacchini Castelão INTERVENÇÃO PRECOCE Forma de potencializar a interação da criança com o ambiente através dos estímulos VISUAIS, AUDITIVOS

Leia mais

TÍTULO: INCIDÊNCIA DE LESÕES NO JOELHO NA POPULAÇÃO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO ENCAMINHADA PARA REABILITAÇÃO

TÍTULO: INCIDÊNCIA DE LESÕES NO JOELHO NA POPULAÇÃO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO ENCAMINHADA PARA REABILITAÇÃO TÍTULO: INCIDÊNCIA DE LESÕES NO JOELHO NA POPULAÇÃO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO ENCAMINHADA PARA REABILITAÇÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: FISIOTERAPIA INSTITUIÇÃO: UNIÃO

Leia mais

A Escoliose e suas Formas de Tratamento

A Escoliose e suas Formas de Tratamento A Escoliose e suas Formas de Tratamento? *Lucia Alves Vital Sampol? ** Antonio Vital Sampol *l Fisioterapeuta formada UNIGRANRIO ** Professor Unifoa e Celso Lisboa na Disciplina de Órteses e Próteses RESUMO

Leia mais

Lembramos, no entanto, que a Deficiência Física, não está contemplada na sua totalidade, existindo outros CIDs não listados e que sofrerão análise.

Lembramos, no entanto, que a Deficiência Física, não está contemplada na sua totalidade, existindo outros CIDs não listados e que sofrerão análise. Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Em função de ocorrer dúvidas em relação ao encaminhamento do benefício do passe-livre intermunicipal,

Leia mais

Odirlei J. Titon e André Luis David

Odirlei J. Titon e André Luis David Odirlei J. Titon e André Luis David Manobras prova prática de Ortopedia Coluna Cervical - Roger Bikelas semelhante ao Lasegué de membro inferior, dor irradiada para membros. Cervicobraquialgia. - Nafziger

Leia mais

Palavras Chave: Fisioterapia preventiva do trabalho; LER/DORT; acidente de trabalho, turnover.

Palavras Chave: Fisioterapia preventiva do trabalho; LER/DORT; acidente de trabalho, turnover. A eficácia da fisioterapia preventiva do trabalho na redução do número de colaboradores em acompanhamento no ambulatório de fisioterapia de uma indústria de fios têxteis Rodrigo Mendes Wiczick (UTFPR)rodrigo_2006@pg.cefetpr.br

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DA INCIDÊNCIA DE LESÕES ESPORTIVAS DURANTE OS 53º JOGOS REGIONAIS

CARACTERIZAÇÃO DA INCIDÊNCIA DE LESÕES ESPORTIVAS DURANTE OS 53º JOGOS REGIONAIS CARACTERIZAÇÃO DA INCIDÊNCIA DE LESÕES ESPORTIVAS DURANTE OS 53º JOGOS REGIONAIS Beatriz de Vilas Boas de Oliveira 1, Keyleytonn Sthil Ribeiro 2 1 Faculdade de Pindamonhangaba, Curso de Fisioterapia, biavilasboas@yahoo.com.br

Leia mais

Artrodese do cotovelo

Artrodese do cotovelo Artrodese do cotovelo Introdução A Artrite do cotovelo pode ter diversas causas e existem diversas maneiras de tratar a dor. Esses tratamentos podem ter sucesso pelo menos durante um tempo. Mas eventualmente,

Leia mais

INFLUÊNCIA DA HIPOCONVERGÊNCIA OCULAR NA POSTURA CRANIOCERVICAL E NO RECRUTAMENTO DOS FLEXORES PROFUNDOS CERVICAIS EM INDIVÍDUOS ASSINTOMÁTICOS

INFLUÊNCIA DA HIPOCONVERGÊNCIA OCULAR NA POSTURA CRANIOCERVICAL E NO RECRUTAMENTO DOS FLEXORES PROFUNDOS CERVICAIS EM INDIVÍDUOS ASSINTOMÁTICOS INFLUÊNCIA DA HIPOCONVERGÊNCIA OCULAR NA POSTURA CRANIOCERVICAL E NO RECRUTAMENTO DOS FLEXORES PROFUNDOS CERVICAIS EM INDIVÍDUOS ASSINTOMÁTICOS Bruno Meloni de Moraes, Fisioterapeuta, Graduado pelo Centro

Leia mais