Sociedade de Construções Soares da Costa, SA RELATÓRIO E CONTAS

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1 Sociedade de Construções Soares da Costa, SA RELATÓRIO E CONTAS 2013

2 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA índice A RELATÓRIO DE GESTÃO Destaques Introdução 1. O Grupo Soares da Costa 2. A Atividade 2.1 Enquadramento 2.2 Ações Estratégicas 2.3 Produção 2.4 Qualidade, Ambiente, Segurança e Saúde 2.5 Atividade Comercial 2.6 Recursos Humanos 3. Análise Económica e Financeira 4. Perspetivas para Principais Riscos 6. Responsabilidade Social Corporativa 7. Factos Relevantes Após o Termo de Exercício 8. Reconhecimento 9. Proposta de Aplicação de Resultados Anexo B POLITICAS CONTABILISTICAS E NOTAS EXPLICATIVAS INDIVIDUAIS 29 C CERTIFICAÇÕES E PARECERES 87 2

3 RELATÓRIO DE GESTÃO A Sede do INE Angola

4 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA DESTAQUES Volume de Negócios (VN) de 346,5 milhões de Euros recua 33,4% face ao valor de 520,0 milhões de Euros do ano anterior, com descida acentuada no mercado doméstico (-60,2%) inerente à conclusão da autoestrada Transmontana e à atividade em Angola (-32,1%) por motivo de atrasos na execução de projetos significativos; O mercado internacional representa 81,1% da atividade em 2013 (68,3% em 2012); EBITDA de -21,5 milhões de Euros (+26,3 milhões de Euros em 2012) reflete o reduzido nível de atividade e fortes constrangimentos à rentabilidade; O registo de ganhos decorrentes da reestruturação da dívida financeira determinam um resultado financeiro positivo de 32,1 milhões de Euros (-28,1 milhões de Euros, em 2012); Perdas de imparidade e provisões afetam significativamente o resultado antes de imposto que ascendeu a -30,4 milhões de Euros (inalterado face ao ano anterior); Resultados líquidos negativos de 31,9 milhões de Euros comparam com -24,3 milhões de Euros no ano anterior; Alteração da composição acionista na casa mãe com a entrada no capital da GAM Holdings concretizada em fevereiro de 2014 e que passou, assim, a deter 66,7% do capital da Soares da Costa Construção, SGPS, SA. Principais Indicadores Financeiros (milhões de Euros) Variação Volume de Negócios 346,5 520,0-33,4% EBITDA -26,5 26,3 - Resultados Financeiros 32,1-28,1 - Resultados antes de Impostos -30,4-30,4 0,0% Resultado Líquido -31,9-24,3-31,0% 4

5 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA introdução O Conselho de Administração da Sociedade de Construções Soares da Costa, SA, no cumprimento do preceituado no Código das Sociedades Comerciais, normas estatutárias e outras disposições legais em vigor aplicáveis, submete à apreciação da Assembleia Geral de Acionistas, o Relatório de Gestão, as contas do exercício e demais documentos de prestação de contas, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de Estes documentos dão conhecimento sobre a evolução dos negócios, o desempenho e a posição financeira da Sociedade, bem como sobre os principais riscos e incertezas com que esta se defronta. As demonstrações financeiras a que este Relatório de Gestão se reporta foram elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS) tal como adotadas pela União Europeia, tendo sido objeto de auditoria nos termos legais e sobre elas emitida a certificação legal de contas e parecer do fiscal único que em conjunto se apresentam. 1 o grupo soares da costa Missão e Valores A Sociedade de Construções Soares da Costa, SA. é a principal empresa de construção do Grupo Soares da Costa. A sua missão consiste em corporizar e dar plena concretização, no âmbito do segmento da construção, à missão do Grupo Soares da Costa de corresponder às exigências do mercado e dos seus clientes, através de um modelo de negócio sustentado, recursos qualificados e motivados, geradores de valor económico, social e ambiental, de modo a proporcionar um retorno atrativo aos acionistas. Também ao nível dos valores a Sociedade incorpora e exterioriza na sua atitude perante o mercado da construção, os valores do Grupo a que pertence: Orientação permanente para o mercado e para a satisfação do cliente; Eficácia e eficiência da gestão; Integridade e ética; Conduta socialmente responsável; Respeito pelo ambiente. Tendo como objetivo permanente a rentabilidade, o êxito da Sociedade e do Grupo Soares da Costa em que se insere baseia-se num crescimento sustentável apoiado numa equipa humana de alta qualidade e numa preocupação de diversificação e inovação em todos os seus projetos. 5

6 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA Referências Históricas As origens da Sociedade remontam a 1918, quando uma pequena empresa que se dedicava à execução de acabamentos de alta qualidade e pinturas a ouro fino foi fundada no Porto. Nas décadas seguintes a empresa expandiu-se fortemente em termos de competências, alcançando a liderança no setor na zona norte do país mas simultaneamente alargando a sua atividade a todo o território. A década de 80 é crucial para o desenvolvimento do Grupo, iniciando-se o seu processo de internacionalização: primeiro iniciando a atividade na Venezuela e mais tarde no Egito, Guiné-Bissau, Angola, Nigéria, Moçambique, Iraque, Argélia, Guiana, Cabo Verde, Macau, Espanha, Alemanha e Estados Unidos. Em finais de 1986 a Sociedade passa a ter as suas ações admitidas a cotação na Bolsa portuguesa. A década seguinte é marcada pela crescente especialização da empresa em grandes obras de engenharia e obras públicas e pela consolidação de uma forte estratégia de internacionalização e diversificação da atividade, que são caraterísticas do Grupo ainda hoje. O crescimento da atividade conduz, em 2002, a uma reestruturação e reorganização da empresa sendo constituída uma sociedade gestora de participações sociais, a Grupo Soares da Costa, SGPS, SA, com capital social de 160 milhões de Euros, ramificada segundo as diversas áreas de atividade em quatro outras sociedades gestoras de participações sociais: construção, concessões, indústria e imobiliária. A partir de meados de 2006 altera-se a estrutura acionista da Sociedade, com a saída da família fundadora e a entrada de um novo acionista maioritário, a Investifino Investimentos e Participações, SGPS, SA, após a concretização de uma oferta pública de aquisição de ações em janeiro de Já após a mudança acionista, no plano estratégico Ambição Sustentável , apresentado em outubro de 2007, o Grupo seleciona as áreas de Construção e Concessões/Serviços como áreas estratégicas de atuação futura sendo uma das seis linhas de desenvolvimento definidas a adequação consequente do seu portefólio de negócios. Nesse âmbito inseriram-se as operações ocorridas durante 2008, de aquisição das empresas de construção Contacto (Portugal) e Prince (Estados Unidos) e o reforço da participação na concessionária de autoestradas, Scutvias. Por sua vez, o plano estratégico Ambições Renováveis 2014, anunciado em setembro de 2010, realinhou as orientações estratégicas do Grupo, salientando-se a componente de diversificação de negócios, estratégia em que se inseriu a aquisição de 57,26% do capital da Energia Própria em finais de Em 2011, tendo em conta as substanciais alterações do contexto macroeconómico, a escassez de financiamento e a forte contração do mercado de construção doméstico, a gestão procedeu ao ajustamento do plano estratégico. 1 Esta atualização direciona as linhas de orientação estratégica para a internacionalização, para a área de negócios da construção e para a sustentabilidade financeira das atividades. Já em 2014, no prosseguimento das diligências e acordos desenvolvidos em 2013, realizou-se em 12 de fevereiro o aumento de capital de setenta milhões de Euros na Soares da Costa Construção, SGPS, SA única acionista da Sociedade a que se reporta este Relatório integralmente subscrito e realizado pelo novo investidor GAM Holdings e que lhe confere a titularidade de 66,7% no capital o que, constituindo um novo marco histórico, proporciona uma nova etapa na vida da Sociedade que, seguramente, resultará refortalecida e ambiciosa. 1 Vide Comunicado no sítio da CMVM 6

7 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA 2 ATIVIDADE 2.1 ENQUADRAMENTO Análise Geral À escala mundial, o ano de 2013 confirmou a tendência de um enfraquecimento do crescimento já revelada nos dois anos anteriores com a permanência de fatores de grande incerteza e de exigentes desafios em várias áreas e blocos económicos do globo. O produto mundial, segundo projeções feitas em outubro de 2013 pelo Fundo Monetário Internacional, ter-se-á expandido 2,9% (3,2% em 2012 e 3,9% em 2011) 2 continuando a ter como motor as economias emergentes e em desenvolvimento, com a Ásia na liderança, uma vez que nas economias avançadas a expansão é bem mais suave (1,2%). Este resultado revela, todavia, sinais de abrandamento no ritmo de crescimento da China, Índia e outras economias emergentes e em desenvolvimento que, por razões cíclicas e estruturais, afastam-se dos níveis máximos de crescimento obtidos nos anos mais recentes. Para 2014 as perspetivas económicas apontam para uma melhoria do desempenho da economia mundial (+3,6%), impulsionada pela melhoria projetada das economias mais avançadas (+2,0%), com um previsível aumento do crescimento nos Estados Unidos e a saída da recessão da Zona Euro, mantendo-se a prevalência do maior crescimento dos mercados emergentes e em desenvolvimento (+5,1%), em resultado de políticas fiscais que se manterão expectavelmente neutras e beneficiando de taxas de juros relativamente baixas. A economia dos EUA terá tido uma expansão no ano findo de 1,6%, dentro das expectativas formuladas um ano antes, podendo em 2014 registar-se uma robustez no crescimento (+2,6%). O acordo entre os principais partidos sobre a política orçamental para os próximos dois anos, uma melhoria da procura do setor privado e a constatação de um efeito riqueza decorrente da valorização dos mercados acionistas são importantes fatores neste relançamento da economia norte-americana, que se traduz na verificação de um perfil decrescente da taxa de desemprego situada em 6,7% em dezembro. A Zona Euro, durante 2013, viveu ainda afetada pelo legado da crise financeira de 2008 que impôs um processo de desalavancagem e acarretou uma fragmentação dos mercados financeiros e acrescida incerteza. Os países periféricos prosseguem políticas orçamentais severamente restritivas visando controlar os défices orçamentais e gerir os riscos que impendem ainda sobre as suas dívidas soberanas. Assim, num contexto em que os níveis de desemprego se mantiveram elevados a Zona Euro apresentou pelo segundo ano consecutivo uma retração do produto (-0,4% em 2013). Para 2014 prevê-se uma recuperação gradual da economia da área do Euro, devendo o PIB aumentar cerca de 1%, melhoria influenciada pela interrupção da quebra da procura interna e pela aceleração do crescimento das exportações. 2 IMF World Economic Outlook Transitions and Tensions, oct

8 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA A Economia Portuguesa A economia portuguesa continua a viver sob os desígnios do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) formalizado em 2011 pelo Estado português junto do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia, conduzindo a uma orientação fortemente contracionista e pro-cíclica da política orçamental num contexto de restrição das condições monetárias e financeiras. Aliando à política orçamental que determina a queda do investimento público o processo de desalavancagem financeira no setor privado, o investimento na economia portuguesa vem cedendo de forma evidente. A Formação Bruta de Capital Fixo revela variações de -16,4%, -6,4% e -5,3%, respetivamente, durante os três primeiros trimestres de O bom comportamento das exportações e um desagravamento do perfil de evolução do consumo interno permitiu que desde meados do ano a economia portuguesa tenha dado alguns sinais de estabilização, após dez trimestres consecutivos de contração. Assim, o Banco de Portugal no seu Boletim de Inverno 4 avançou com uma contração do PIB de 1,5% em 2013, mas englobando um perfil de progressiva recuperação da procura interna, condicionada pela continuação do processo de consolidação orçamental e de desalavancagem do setor privado, projeta crescimentos para a economia portuguesa de 0,8% em 2014 e de 1,3% para Estas projeções assentam ainda num comportamento favorável das exportações, traduzindo um perfil de aceleração da procura externa, a par de ganhos de quota de mercado progressivamente menores ao longo do período de projecção, um ligeiro crescimento do emprego e um aumento da capacidade de financiamento da economia alicerçado pela correção dos desequilíbrios externos que tem sido uma das características mais marcantes do processo de ajustamento da economia portuguesa com a evolução do saldo da balança de bens e serviços a apresentar previsivelmente excedentes durante o período de projeção. Dados recentemente disponibilizados pelo INE 5 colocam a variação do PIB para o conjunto de 2013 em -1,4%, beneficiando do bom comportamento do 4º trimestre que verificou, em termos homólogos, um aumento de 1,6%, após a redução de 0,9% verificada no trimestre anterior. As perspectivas económicas do país continuam a depender da competitividade e da procura externa de bens e serviços portugueses, enquanto as componentes da procura interna deverão permanecer fracas devido aos esforços de redução de dívida tanto no sector setor público como no privado. Em termos de inflação, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma taxa de variação média anual de 0,3% (2,8% em 2012). Excluindo do IPC a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa de variação média passou de 1,5% em 2012 para 0,2% em Já a variação média anual do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) diminuiu para 0,4% em 2013 (2,8% em 2012), traduzindo um diferencial de -1,0 pontos percentuais (p.p.) (0,3 p.p. no ano anterior) face à taxa de variação homóloga do IHPC da Área Euro. 6 A taxa de desemprego mantém-se num nível preocupante tendo-se fixado em 2013 em 16,3% (média anual), o que representa um aumento de 0,6 pontos percentuais relativamente a Beneficiou, todavia, de uma evolução menos gravosa no 4º trimestre do ano, em que a taxa de desemprego estimada foi de 15,3% inferior em 1,6 pontos percentuais à do trimestre homólogo de 2012 e em 0,3 pontos percentuais à estimada para o trimestre anterior o que parece indiciar uma tendência de melhoria. 7 3 Boletim Estatístico - fevereiro de 2014, Banco de Portugal 4 Boletim Económico - Inverno 2013, Banco de Portugal, dezembro de Contas Nacionais Trimestrais Estimativa Rápida, 4º trimestre de 2013 e Ano 2013, INE, 14 de fevereiro de Índice de Preços no Consumidor, dezembro de 2013, INE 13 de janeiro de Estatísticas do Emprego 4º trimestre de de fevereiro de

9 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA Mercado Interno: O Setor da Construção Após vários anos de contração continuada, não foi ainda em 2013 que o mercado nacional de construção conseguiu mostrar capacidade para emergir da profunda crise em que se encontra mergulhado. Pelas características próprias do setor, a requererem um desfasamento médio de cerca de 12 meses em relação às decisões de investimento, os reflexos de qualquer recuperação da economia nacional não se manifestaram ao longo do ano que passou. Com base nos dados publicados em fevereiro de 2014 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), verifica-se que, desde 2008, o mercado da construção não consegue fugir a contínuas quedas do seu Índice Total de Produção, apresentando-se no gráfico seguinte o seu comportamento no último quadriénio. O INE alterou a base das suas séries em outubro de 2013, sendo o valor 100 correspondente à média de Recorde-se, no entanto, que o Índice de Produção em janeiro de 2010 correspondia a cerca de 75% do índice médio em Significa isto que o valor de cerca de 60% da média de 2010 apresentado no extremo do gráfico corresponde a apenas 45% da média de produção em 2005! Índice Total de Produção na Construção Evolução Fonte INE Assim, não surpreende que em 2013 os indicadores da produção do setor da construção traduzam invariavelmente a degradação da procura seja pública ou privada, revelando níveis que se vão apresentando sucessivamente como mínimos históricos. A taxa de variação média dos últimos doze meses do Índice de Produção na Construção foi de -16,3% (idêntica à que se havia observado no ano anterior), em resultado da conjugação de uma variação de -16,6% no segmento de Construção de Edifícios e de -16,0% na Engenharia Civil. 8 O gráfico abaixo apresentado regista por sua vez as variações homólogas permitindo constatar-se nos períodos mais recentes uma desaceleração do ritmo de decrescimento para ambos os segmentos (construção de edifícios e engenharia civil) o que pode indiciar melhores augúrios para o futuro. Na verdade, o segmento da Construção de Edifícios registou uma variação homóloga em dezembro de -14,3% (-14,6% em novembro) enquanto o segmento de Engenharia Civil apresentou uma variação de -14,5% (-15,6% no mês anterior), menos acentuada que nos meses imediatamente anteriores. 8 Índices de Produção, Emprego e Remunerações na Construção, dezembro de 2013, INE, 11 de fevereiro de

10 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA Variação homóloga do Índice de Produção na Construção Evolução Fonte INE Esta recessão traduz-se, naturalmente, no nível de emprego do setor que regista uma variação média nos últimos 12 meses de -15,8%, ou seja ligeiramente menos que proporcional do que a queda da produção e com idêntico reflexo na evolução do índice de remunerações (-15,8%). A forte quebra do consumo de cimento no mercado nacional que regista uma variação acumulada, desde o início do ano e até outubro, de 25,2%, é outro sinal deste quadro recessivo. Neste enquadramento depressivo do setor, merece nota relevante que o Governo tenha, finalmente, reconhecido que: «o esforço de consolidação orçamental e de correção dos desequilíbrios financeiros do Estado Português, no cumprimento dos compromissos assumidos no âmbito do Memorando de Entendimento relativo ao programa de auxílio financeiro externo deve ser acompanhado por uma adequada, criteriosa e consensual definição das prioridades do investimento em infraestruturas que potenciem as capacidades do tecido empresarial português e que contribuam para um processo de ajustamento sustentado e competitivo; «subsistem relevantes constrangimentos ao nível da capacidade de transporte de pessoas e bens»; e que «No horizonte temporal pretende-se que a utilização dos fundos comunitários privilegie o investimento gerador de valor que reduza os custos de contexto da nossa economia e, por essa via, estimule a empregabilidade e a competitividade da atividade económica e do tecido empresarial português» 9, ao criar em agosto de 2013 um grupo de trabalho com o objetivo de apresentar ao Governo as recomendações relativamente ao investimento em Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado, e mais relevante ainda que este grupo de trabalho tenha já colocado o seu Relatório em discussão pública, com um conjunto de trinta projetos estratégicos, o que traduz um bom sinal para o mercado. É certo que, sendo um plano de médio/longo prazo, para além do normal efeito de desfasamento já acima referido, os resultados da implementação desta estratégia só se devem começar a sentir ao nível da produção a partir do próximo ano; também por isso, os indicadores de confiança mais recentes publicados pelo INE no âmbito do Inquérito Qualitativo de Conjuntura à Construção e Obras Públicas, revelando uma tendência de recuperação e de saída do pessimismo generalizado, ainda mantêm uma tónica predominantemente negativa, em particular no que se refere às carteiras de encomendas. 9 Despacho nº A/2013 do Gabinete do Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações 10

11 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA Mercado Externo Fazemos de seguida uma breve referência ao enquadramento macroeconómico nos principais mercados externos de intervenção direta da Sociedade: ANGOLA Após a abrupta queda nas taxas de crescimento do produto verificada nos anos de , pós crise financeira mundial, que se seguiram a crescimentos anteriores a taxas de dois dígitos, a economia angolana recupera gradualmente o potencial de crescimento com o FMI a estimar um crescimento real do PIB de 5,6% para 2013 (sucedendo a 5,2% verificado no ano de 2012) e com expectativas de maior crescimento para 2014 (6,3%) 10 em consequência da prossecução de ambiciosos programas públicos de investimento. O processo de diversificação da economia revela-se fundamental para reduzir o peso do setor petrolífero na estrutura produtiva, amenizando os efeitos de potenciais choques externos. Por outro lado, a execução coordenada das políticas fiscal e monetária e a estabilidade da taxa de câmbio têm vindo a constituir fatores determinantes para a estabilidade dos preços na economia angolana, prevendo-se que a taxa de inflação média anual em 2013 se tenha situado próximo dos 8%, o que constitui um novo mínimo histórico. MOÇAMBIQUE A atração do investimento estrangeiro e a exploração de recursos naturais têm sido determinantes para elevar o potencial de crescimento da economia moçambicana que beneficia também de uma política orçamental expansionista. Apesar da agricultura continuar a deter um peso muito elevado no PIB a descoberta de grandes reservas de carvão e gás natural tem possibilitado um desenvolvimento extraordinário do setor da indústria extrativa baseado na atração de megaprojetos de investimento. Este ritmo de expansão do crescimento da economia moçambicana debate-se, porém, com constrangimentos significativos ao nível das infraestruturas de transporte. O FMI, para este país, ao contrário do verificado para as previsões de crescimento da maioria das economias da região subsaariana, reviu em alta o crescimento económico em 2013 para 7,0%, sendo de 8,5% a projeção para Segundo dados oficiais do INE o crescimento real do PIB durante o primeiro semestre foi de 6,6%, afetado que foi pela ocorrência das cheias e inundações do princípio do ano. A taxa de inflação média anual medida pelo índice de preços no consumidor em Maputo, Beira e Nampula, as três principais cidades, situou-se em 4,1% (aferida em novembro de 2013), segundo dados do mesmo organismo. No geral, a tendência da inflação continua a ser explicada pela estabilidade do Metical no mercado cambial doméstico e pela evolução dos agregados monetários em linha com o programa monetário, num contexto em que prevalecem em vigor as medidas sobre preços administrados. BRASIL Durante o ano de 2013 o PIB da economia brasileira terá apresentado um crescimento de 2,4%, com projeção de 2,6% para o próximo ano 12, abaixo do crescimento da região da América Latina e do Caribe. A inflação que se tem mantido alta, apontando as últimas projeções para 5,8% (acima do objetivo de 4,5%), tem conduzido à adoção de uma política monetária vigilante e algo restritiva com aumento das taxas de juro de referência. 10 Regional Economic Outlook: Sub-Saharian Africa Keeping the Pace, IFM, outubro Idem 12 Balanço Preliminar das Economias da América Latina e Caribe, CEPAL, Nações Unidas 11

12 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA 2.2 AÇÕES ESTRATÉGICAS Portugal Vivendo na conjuntura atrás descrita, com evidente decréscimo de atividade em Portugal, a estratégia da Sociedade de Construções Soares da Costa, SA, em linha com as suas diretrizes estratégicas, passa claramente por uma aposta nos mercados internacionais. Nesse sentido, a verdadeira questão que se colocou ao longo de 2013 à estrutura nacional da construtora não foi, como seria desejável, como potenciar a criação de valor através da produção em Portugal, mas sim o prosseguimento das alterações necessárias para se adaptar ao reforço de uma das vertentes da sua missão: apoiar a criação de valor através das operações internacionais. Nesta linha, e com um âmbito que vai para além da própria construtora, abrangendo todo o Grupo, foram em 2013 encerrados dois processos chave dentro da implementação desta estratégia de adequação da estrutura: O processo de reestruturação, cuja marca mais importante foi o redimensionamento da estrutura de Recursos Humanos. Este processo foi concluído com sucesso no primeiro semestre do ano; A fusão por incorporação da Construções Metálicas Socometal, SA, sociedade que se dedicava ao exercício das atividades da área metalomecânica, na Sociedade de Construções Soares da Costa, SA. Outra vertente decisiva para a sustentabilidade económico-financeira da atividade tem a ver com o reforço dos meios financeiros e a reestruturação do passivo bancário. Durante o ano de 2013 foi desenvolvido um intenso trabalho ao nível superior de gestão e que culminou proficuamente com a concretização, já no decurso do mês de fevereiro de 2014, da operação de capitalização da Soares da Costa Construção SGPS, SA, detentora da totalidade de capital da Sociedade, com a entrada naquela de um novo acionista de referência a GAM, uma sociedade incorporada no Luxemburgo e controlada pelo Senhor António Mosquito o que representou um refortalecimento da Sociedade e aporta legítimas expectativas de reforço de capacidade no desenvolvimento dos seus negócios. 2.3 PRODUÇÃO Mercado Nacional Apesar da crise, a produção nacional continuou em 2013 a representar uma parcela não despicienda da atividade da empresa. Durante o ano que passou, várias obras em fase de produção deram o seu contributo para este peso no volume de negócios. Dentro destas, destaca-se obviamente a empreitada da autoestrada Transmontana, obra terminada com sucesso em Para além da referida autoestrada, em cuja construção esteve envolvido o agrupamento complementar de empresas CAET XXI, onde a Sociedade tem uma participação de 50%, merece referência ainda que com peso menor ditado apenas pela grandiosidade daquela, a conclusão em 2013 das seguintes obras: Gasoduto de Mangualde-Celorico-Guarda, para a REN; Pousada da Serra da Estrela, para a ENATUR; Bloco de Aljustrel, para a EDIA; Bloco de Pedrógão, para a EDIA; Construção do Alargamento e Beneficiação para 2x3 Vias, do Sublanço Maia / Santo Tirso, da A3, para a Brisa. 12

13 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA De entre outras obras plurianuais que se encontram em execução e são dignas de nota pela sua dimensão, e que terminarão em 2014, podemos citar as seguintes: Adutora Moura/Safara, para as Águas do Alentejo; ETAR de Paço de Sousa, para a Simdouro; Hotel Sana Evolution, para a Aziparque; Tróia Resort para o Grupo Pestana. Angola O mercado de Angola assume-se como um mercado estratégico primacial na atividade da Sociedade, onde esta com presença ininterrupta há mais de três décadas, atingiu elevado patamar de prestígio e reputação, designadamente no segmento de construção de edifícios, com a construção de projetos de grande importância e significado nos diversos subsegmentos: residencial, comercial e de escritórios. No ano de 2013 depararam-se algumas dificuldades inesperadas de planeamento da produção em consequência de projetos que tendo sido concursados e até contratados acabaram anulados ou suspensos, alguns dos quais sem data prevista para o seu início. Acresce que, conforme já referido em relatórios intercalares, os atrasos verificados no início da execução das obras de requalificação das Encostas da Boavista e Sambizanga, que se iniciou apenas em março e de forma condicionada, do projeto habitacional para a Angola LNG, no Soyo, e das infraestruturas e edifícios administrativos do Polo Industrial da Fútila, em Cabinda, que apenas se iniciou no final do ano, implicaram efeitos nefastos na normal distribuição da atividade produtiva originando descontinuidades e menores ritmos de trabalho cujos impactos se procuraram atenuar mas que acabaram por influenciar de modo importante o volume de negócios, conforme se verificará em capítulo próprio. O mercado angolano, apesar do exposto, manteve em 2013 o seu papel de primeiro mercado com mais de duas dezenas de obras significativas ativas, merecendo especial referência os seguintes projetos concluídos: Requalificação da Baía de Luanda, para a Sociedade Baía de Luanda; Novo edifício sede do INE em Luanda; Restauro e construção do Museu das Forças Armadas de Angola. Entre as obras de maior relevância na produção e volume de negócios do ano, para além das acima referidas, apontam-se as seguintes: Edifício Sede do BESA, 2ª fase, em Luanda; Museu da Ciência e Tecnologia em Luanda, para o GOE; Luanda Towers, para a Vista Club; Requalificação das Encostas da Boavista e Sambizanga, em Luanda, para o Ministério do Urbanismo e Construção; Novo edifício de escritórios, em Luanda, para a Companhia de Seguros AAA; Edifícios Muxima Plaza em Luanda, para a Prominvest; Torres Dipanda em Luanda, para a Novinvest; Edifício no Lobito, para o BESA; Sedes Provinciais do INE, em Malange, Huambo e Benguela; Diversos trabalhos em Luanda, para a SONILS; Centro Cultural do Huambo, para o Governo Provincial. 13

14 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA Moçambique Em Moçambique, outro mercado de permanência histórica da Soares da Costa, importa no contexto deste relatório referirmo-nos apenas à atividade referente ao estabelecimento estável da Sociedade, uma vez que a atividade de construção do Grupo Soares da Costa neste território estende-se à subsidiária de direito moçambicano, Soares da Costa Moçambique, SARL, cujo capital é detido na proporção de 80% pela Soares da Costa Construção, SGPS, SA. No ano de 2013, a atividade da Sociedade de Construções Soares da Costa SA, em Moçambique, conheceu um incremento assinalável quer ao nível do volume de negócios, quer ao nível da carteira de encomendas. Em 2013 prosseguiram a bom ritmo os trabalhos nas obras anteriormente adjudicadas e transitadas do ano anterior. Assim: Na nova ponte de Tete foi concluído em outubro o tabuleiro em betão, estando igualmente terminadas as obras em betão dos viadutos de aproximação. Decorrem, com algumas limitações, alheias ao construtor, os trabalhos nas estradas de acesso. É expectável a conclusão deste projeto durante 2014; Projeto da aerogare de Pemba: encontra-se em fase final de conclusão, prevendo-se que à data da disponibilização deste relatório já tenha entrado em funcionamento; Lotes 2 e 3 da EN 221: foram concluídas as terraplanagens, a execução do solo-cimento está praticamente concluída e foram iniciados os trabalhos de revestimento superficial duplo. A conclusão deste projeto está prevista para o 2º trimestre de Por outro lado, foram iniciados no presente exercício os seguintes empreendimentos: Execução de trinta pontes ferroviárias no Corredor de Nacala, para a CDN (participada da Companhia mineira Brasileira, Vale); este contrato foi no final de 2013 ampliado com mais doze pontes, constituindo este projeto, nesta altura, o maior desafio que a empresa tem em Moçambique. Execução de nove pontes rodoviárias para a ANE Administração Nacional de Estradas, nas províncias de Manica e Sofala. Este projeto de conceção/construção, e que foi angariado em 2012, tem a execução das tarefas relacionadas com a conceção terminadas, tendo sido montado o estaleiro da obra; a grande maioria do volume de trabalhos será realizado em Aproveitando ainda a capacidade instalada em Moçambique, a empresa tem em execução uma obra de construção de 11 quilómetros de estrada e duas pontes na Suazilândia, projeto angariado em finais de Em abril de 2013 foram iniciados os trabalhos tendo sido já realizados trabalhos assinaláveis na estrada e os pilares e encontros da ponte principal de Siphofaneni. Brasil A atividade neste país foi exercida em 2013 essencialmente através da Linha 3 Construções Ltda. uma sociedade em que participam em quotas iguais (50%) as empresas Soares da Costa Brasil Construções Ltda. e a Gutierrez Empreendimentos e Participações Ltda. A Soares da Costa Brasil Construções, Lda, é detida em 99% pela Sociedade a que se reporta este relatório. A referida sociedade concluiu em agosto de 2013 o projeto da Linha 3 da Fábrica de Cimentos de Cezarina, em Goiás, linha de toneladas/dia, para a Cimpor Brasil, que fora iniciada em abril de 2012, num valor de 57,8 milhões de Reais. Esta sociedade está também a participar na obra de ampliação da aerogare do Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas, São Paulo, para o consórcio construtor Viracopos (CCP) que, tendo-se iniciado em finais de 2012, tem data prevista de conclusão em finais de março de Existe ainda potencial de contratação de mais obras no âmbito do plano de investimentos da concessões do Aeroporto de Viracopos no ano de

15 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA Para além da participação direta na Soares da Costa Brasil Construções Ltda. e por via desta indiretamente na referida Linha 3 Construções, Ltda. a sociedade registou no Brasil uma sucursal autorizada a funcionar neste país pela Portaria nº 12, de 14 de junho de 2011, do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior. Continuando a dar passos importantes em termos de resposta às exigências habilitacionais dos editais dos concursos públicos nacionais, quanto à capacitação técnica por via do registo de novos atestados de obras da Sociedade junto ao CREA, existem legítimas expectativas relativamente à participação em contratos de construção dos programas de investimento estaduais e da união já anunciados e decorrentes das necessidades de infraestruturas no Brasil. O contrato de construção de casas populares e respetivas urbanizações no Estado do Ceará, num valor de 84 milhões de Reais, angariado pela sucursal, e com início dos trabalhos prevista para março de 2014 aguarda a homologação por parte do Governo do Estado de Ceará. Regista-se, assim, uma progressão gradual da atividade no Brasil que, todavia, não se repercute em termos numéricos de volume de atividade nas demonstrações financeiras individuais que acompanham este relatório uma vez que esta não foi diretamente desenvolvida pela Sociedade. Outros Mercados A atividade internacional da Sociedade de Construções Soares da Costa, SA encontrou-se, em 2013, essencialmente centrada nos mercados que, pela sua importância, já foram acima objeto de abordagem específica. No entanto, a busca de novas oportunidades conduziu à execução de outras empreitadas, em mercados não core, mas que têm potencial de desenvolvimento futuro. Destas obras, destacam-se aqui três: Projeto de conceção-construção dos nós de ligação entre o Aeroporto Internacional de Mascate e a Via Expresso de Mascate, no Sultanato de Omã; Reabilitação da Estrada Nacional nº 1, na República de S. Tomé e Príncipe; Banco Central de São Tomé e Príncipe. A primeira, adjudicada em 2012, em execução através de uma unincorparted joint-venture (consórcio) da sociedade com a Oman United Engineering Services L.L.C., encontra-se bastante avançada e tem o seu fim previsto durante o 1º semestre de A segunda, adjudicada em 2013, está em plena execução. Quanto à última, que também foi adjudicada em 2013, espera-se ter garantidas as condições que permitam o seu início no primeiro trimestre de Na Roménia, o contrato para a obra Constructia Variantei de Ocolire Tecuci cujo cliente é a autoridade Nacional de Estradas da Roménia (CNADNR - Compania Nationala de Autostrazi si Drumuri National din Romania SA) foi unilateralmente rescindido por este, em outubro de Neste quadro, não existe atividade produtiva em curso sendo propósito da gestão descontinuar a atividade neste mercado que apresentou características particularmente difíceis. 2.4 QUALIDADE, AMBIENTE, SEGURANÇA e SAÚDE Na primeira quinzena de 2014 foram realizadas as auditorias externas de renovação dos Sistemas de Gestão da Qualidade (NP EN ISO 9001:2008) e de Gestão Ambiental (NP EN ISO 14001:2012). O Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (NP 4397:2008 e OHSAS 18001:2007), foi também auditado, tratando-se, neste caso, de uma auditoria de acompanhamento. As três auditorias externas realizadas tiveram resultados positivos, tendo garantido a manutenção das Certificações da empresa nessas três áreas de gestão. 15

16 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA Do texto do relatório da equipa auditora da APCER transcreve-se o seguinte trecho sobre o desempenho dos Sistemas, bem revelador da coerência e solidez que a Sociedade de Construções Soares da Costa, SA continua a manter nestas áreas: A equipa auditora constatou que os sistemas de gestão continuam a evidenciar consistência na sua implementação e conformidade com os requisitos normativos e legais proporcionando confiança no que respeita aos compromissos assumidos nas políticas da qualidade, ambiente e segurança. No mesmo documento, são também assinalados como aspectos particularmente positivos o esforço da organização e dos elementos auditados na manutenção da integridade do Sistema de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança, face às alterações em curso na empresa e ainda o nível de competência evidenciado pelas equipas da qualidade, ambiente e segurança. Pode assim comprovar-se, em sede de auditoria externa, que a empresa manteve em 2013 os níveis de rigor e qualidade ao nível da implementação dos sistemas de gestão da QASS que tem colocado à disposição do mercado. Na sequência da fusão da metalomecânica do Grupo anteriormente designada Construções Metálicas Socometal, SA, na Sociedade de Construções Soares da Costa, SA, foi iniciado um processo de fusão dos Sistemas de Gestão correspondentes. Também constitui facto relevante ocorrido em 2013 a mudança do Estaleiro Norte, anteriormente sediado em S. Félix da Marinha, para as instalações da Rechousa, o que implicou um esforço acrescido, principalmente nas matérias de Segurança e Ambiente, por forma a manter, nas suas novas instalações, o reconhecido nível de eficiência daquela actividade. Finalmente, deverá registar-se aqui que o bom desempenho efectivo da área de Segurança no Trabalho, conseguindo obter, naquele indicador que é mais importante pelas implicações na segurança dos nossos colaboradores Índice de Gravidade um valor de 0.33, que o enquadra no patamar de Muito Bom, abaixo de 0.50, definido pela OIT (Organização Internacional do Trabalho). 2.5 ATIVIDADE COMERCIAL Julga-se suficientemente retratado nas secções anteriores o panorama depressivo do mercado da construção em Portugal. Tal contexto tem expressão natural na escassez generalizada de concursos, o que vem conduzindo a um aviltamento dos preços, e ainda na reduzida taxa de decisão dos concursos lançados. A exígua dimensão da procura atual do mercado nacional não constitui, pois, suporte da atividade das empresas de construção nacionais que veem no reforço da aposta internacional a base de sustentabilidade do seu futuro. Na realidade, o mercado em 2013 caracterizou-se por uma enorme escassez de investimento em Portugal, o que conduziu a que as empresas de construção que não tinham cimentada a sua actividade internacional, na luta pela sobrevivência, optassem por uma fuga para a frente que se traduziu na completa degradação dos níveis de rentabilidade. Esta realidade resulta agravada pela ineficácia efetiva do sistema de alvarás no nosso país que não garante a diferenciação qualitativa necessária, e por alguma complacência quanto à efectiva implementação de Sistemas de Apoio e Gestão quando se trata de empreiteiros de menor dimensão. Numa atitude incompreensível, aceita-se que um pequeno trabalhe praticamente sem estrutura de apoio, mas exige-se a cada um dos grandes que responda com uma eficiência que acarreta necessariamente custos acrescidos, que na conjuntura existente não são susceptíveis de repercussão no preço. Já anteriormente, quando falámos da conjuntura, se manifestou a esperança de que esta situação seja alterada nos próximos anos, pelo restabelecimento de um nível de investimento minimamente adaptado ao mercado. Mas essa alteração só revelará resultados efetivos se for acompanhada por medidas complementares: a tantas vezes falada mas nunca concretizada criação da classe 10 de alvará, com regras exigentes e garantias de qualidade consentâneas nomeadamente na execução de obras de grande complexidade técnica, terá que ser finalmente conseguida. 16

17 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA A atividade comercial das estruturas sediadas em Portugal da Sociedade de Construções Soares da Costa, SA esteve ao longo de 2013, por isso, inevitavelmente orientada para a atividade internacional. Não obstante, constituindo-se como garantia de futuro da actividade da empresa em Portugal, destacam-se aqui quatro das adjudicações realizadas no mercado nacional: Ampliação do Hotel da Ribeira, no Porto, para o Gupo Pestana; Pousada de Lisboa, na Praça do Comércio, para o Grupo Pestana; Construção de Bloco Industrial para a Groz Beckert; ETAR de Beja, para as Águas do Alentejo. Em Angola o ano de 2013 veio a revelar-se em termos de investimento público algo dececionante dada a reduzida taxa de execução orçamental. Este facto arrastou também o mercado privado que conheceu uma forte contenção. Também, o mercado privado conheceu expressiva contenção tendo-se verificado que um número significativo de projetos, que haviam sido lançados e concursados vieram, posteriormente, a ser anulados ou suspensos pelas entidades promotoras a aguardar melhores oportunidades para a realização do investimento. Em particular no mercado de Luanda e no segmento das obras de construção de edifícios, verificou-se uma diminuição acentuada (cerca de 25%), mas também um aumento da concorrência e uma consequente descida dos preços de construção e margens. Elencam-se seguidamente as obras mais significativas adjudicadas ao longo do ano de 2013: Edifício sede do BESA Fase 2 arquitetura e especialidades; Projeto de escritórios e comércio Rainha Ginga, para a Hightown Real Estate Investments; Obras de instalações industriais para a SONILS; Embasamento e estrutura do edifício B do Empreendimento LUMEJ para a Prominvest; Construção do Edifício Sede da Empresa Nacional de Electricidade (ENE); Construção do Edifício Frederico Welwitsch, para comércio, escritórios e habitação em Luanda; Segundo edifício do Data Center da Movicel em Talatona; Construção do Instituto Superior Politécnico do Huambo, para a Universidade Lusíada. Em Moçambique, num contexto fortemente dinamizado pelos investimentos externos em áreas como os recursos minerais (carvão) e gás natural, têm surgido diversas oportunidades de negócio, às quais a Soares da Costa tem dedicado a atenção que merecem, esforçando-se por penetrar nesses nichos de oportunidade, à custa de investidas comerciais e candidatura a concursos públicos ou por convite, na perspetiva do engrandecimento da atividade e do incremento do volume de negócios neste mercado emergente. Durante o ano de 2013 foram adjudicadas importantes obras de construção, a saber: Execução de trinta pontes ferroviárias no Corredor de Nacala para a CDN (participada da Companhia mineira Brasileira, Vale). Este contrato celebrado em abril de 2013 viria no final do ano a ser ampliado abrangendo a execução de mais doze pontes. Projeto designado Drilling Campaign Civil Works para a Anadarko, na província de Cabo Delgado; consiste num conjunto de estradas rurais e plataformas para instalação de equipamento de perfurações para Gás. Este projeto permite à empresa ter um estaleiro em Cabo Delgado, a partir do qual se espera possam vir a ser desenvolvidos outros projetos. 17

18 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA No Brasil a atividade comercial foi desenvolvida em duas direções: Pela sucursal, na procura de parcerias em concursos públicos a fazer valer a qualificação técnica com base no acervo técnico e de conhecimento registado no CREA no Brasil, estando a empresa em condições de participação em concursos nacionais (abertos a empresas estrangeiras autorizadas a operar no Brasil) tendo já sido apresentadas várias propostas no Estado do Ceará; Pela participada Linha 3 Construções Ltda. prioritariamente dirigida a projetos industriais de clientes privados, tendo sido apresentadas várias propostas em resposta a convites provenientes designadamente da ação comercial do parceiro Gutierrez Empreendimentos e Participações, Ltda. Durante o ano de 2013 apenas foram contratados dois importantes projetos adicionais, com o consórcio construtor Viracopos para a construção do Pier B e bem assim o já referido projeto de construção de 1890 casas populares no Estado do Ceará que aguarda a ordem de serviço, não se tendo atingido os objetivos de angariação de carteira de obras pretendidos apesar do elevado número e valor das propostas apresentadas. Carteira de Encomendas A carteira de encomendas da Sociedade no final do exercício de 2013 ascende a 464 milhões de Euros dos quais cerca de 90% refere-se a obras a executar no mercado externo, conforme quadro seguinte (milhões de Euros) dez % dez % Variação Portugal 48,907 10,5% 184,723 26,2% -73,5% Angola 327,814 70,7% 397,898 56,5% -17,6% Moçambique 71,288 15,4% 83,523 11,9% -14,6% Roménia - 0,0% 11,029 1,6% - Outros 15,629 3,4% 26,566 3,8% -41,2% Total 463, ,0% 703, ,0% -34,1% 2.6 RECURSOS HUMANOS Durante o decurso do 1º semestre de 2013 deu-se continuidade ao processo de reajustamento, iniciado em 2011, do número de colaboradores à nova realidade do mercado de trabalho no setor da construção civil, sobretudo em Portugal. Recrutamento e Seleção de Pessoal Numa perspetiva de valorização do capital humano existente na organização, o recrutamento interno foi a estratégia prioritária para resolução das necessidades de recursos humanos identificadas, ao longo de A mobilização de recursos internos registou-se essencialmente para projetos internacionais. Foram desenvolvidos 128 processos de expatriação. O recurso ao recrutamento externo assumiu caráter excecional tendo sido desenvolvido em relação à Sociedade apenas um processo de recrutamento externo. 18

19 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA Avaliação de Desempenho A Avaliação de Desempenho é um sistema já integrado na cultura organizacional do Grupo, pelo que, e apesar das alterações organizacionais registadas em diversas estruturas, foram desenvolvidas as diversas fases do processo de avaliação. Formação A formação é uma vertente que se reveste de crucial importância na gestão dos recursos humanos e que se manteve sob atenção durante o ano de Entre as ações desenvolvidas neste âmbito destacam-se as seguintes: Inglês No início do ano de 2013, realizou-se em Angola uma ação de formação de Inglês que envolveu a deslocação de um formador de Portugal até Luanda. O objetivo desta ação foi desenvolver competências de comunicação neste idioma num grupo de formandos da Sucursal da Sociedade em Angola. Formação Interna Esta é uma tendência na organização de formação dos últimos anos, e associa- -se não só à gestão de recursos financeiros limitados, mas também à valorização do conhecimento interno, pois dispomos de recursos tecnicamente habilitados, e com competências pedagógicas desenvolvidas, além do importante conhecimento da nossa realidade de negócio, fundamental para a customização da formação. Em 2013, esta aposta foi mantida, nomeadamente com a organização de ações de formação sobre MS Excel e SAP. Formação sobre nova Legislação/Regulamentação A adaptação de procedimentos e práticas a desenvolvimentos legislativos é uma prioridade para a organização. Neste âmbito, em 2013, desenvolveram-se iniciativas formativas a propósito do novo Regime de Bens em Circulação. Pós-Graduação em Engenharia da Soldadura Por forma a adaptar a Sociedade de Construções Soares da Costa à conformidade dos requisitos da Marcação CE, concretizou-se o investimento na especialização de um colaborador na área da soldadura, através da frequência de uma Pós-Graduação. Estágios Concretizando a política de responsabilidade social do Grupo a Sociedade de Construções Soares da Costa acolheu seis estágios curriculares ao longo do ano de Foram proporcionados cinco estágios na Direção Geral Técnica e um na Direção de Produção. Através destes estágios curriculares, os estudantes tiveram a possibilidade de desenvolver conhecimentos em contexto de trabalho, num processo orientado por profissionais altamente qualificados. Número de Colaboradores Em 31 de dezembro de 2013 trabalhavam na Sociedade colaboradores, discriminados de acordo com a seguinte tabela: 19

20 RELATÓRIO E CONTAS 2013 SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES SOARES DA COSTA, SA Tipo de Função Dirigentes Quadros Superiores Quadros Médios Quadros Intermédios Prof. Altamente Qualificados e Qualificados Prof. Semi Qualificados Prof. Não Qualificados Praticantes e Aprendizes Total Ao quadro anterior há que adicionar os colaboradores contratados localmente nas diferentes sucursais e delegações estrangeiras da Sociedade em número de à data do fecho do exercício (1.506 em 2012). 3 ANÁLISE ECONÓMICO-FINANCEIRA Neste capítulo passa-se a analisar e comentar os aspetos de maior relevo relativos à situação económico-financeira e ao desempenho da Sociedade durante o ano de 2013, em complementaridade da informação pormenorizada constante das peças contabilísticas que acompanham este relatório: Volume de Negócios (VN) O volume de negócios da Sociedade atingiu em 2013 o valor de 346,5 milhões de Euros o que representa uma descida de 33,4% relativamente ao valor verificado no ano anterior. O quadro que se segue evidencia a sua desagregação por mercados geográficos em análise comparativa com o ano anterior: (milhares de Euros) 2013 % 2012 % Variação Portugal ,9% ,7% -60,2% Angola ,8% ,6% -32,1% Moçambique ,8% ,2% 44,3% Outros ,8% ,5% 355,8% Total ,0% ,0% -33,4% A descida muito pronunciada no mercado doméstico é o factor mais saliente, tendo decrescido significativamente em termos relativos (passando de 31,7% para 19,2%) o seu contributo para o VN global. Além da depressão do setor da construção e obras públicas a que se assiste em Portugal, já profusamente ilustrada em capítulo anterior deste relatório e de que a Sociedade também sofre as consequências, importa salientar a conclusão durante o 1º semestre deste ano da obra de referência que constituiu a autoestrada Transmontana. Assim, este projeto contribuiu em 2013 para o VN em 24,9 milhões de Euros quando em 2012 o seu contributo foi de 83,8 milhões de Euros. 20

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