Desnecessidade de lei para fixação do quadro de empregos de empresas estatais não dependentes *

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Desnecessidade de lei para fixação do quadro de empregos de empresas estatais não dependentes *"

Transcrição

1 Desnecessidade de lei para fixação do quadro de empregos de empresas estatais não dependentes * ASSCOM TCEMG PROCURADOR CLÁUDIO COUTO TERRÃO exmo. senhor Conselheiro relator, Trata-se de recurso ordinário interposto pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais COPASA/MG, Copasa Águas Minerais de Minas S/A e Copasa Serviços de Saneamento Integrado do Norte e Nordeste de Minas Gerais S/A COPANOR e COPASA Serviços de Irrigação S/A, por meio de seus representantes legais, em face da decisão prolatada no Processo n em apenso, no qual se manteve a suspensão de concursos por elas deflagrados (...) até que a Copasa promova o cumprimento das medidas propostas (...), quando deverá encaminhar os editais retificados para análise, inclusive com a aprovação legal dos planos de empregos das entidades, nos termos constitucionais, conforme se infere a fls. 423 do apenso. Nos termos do despacho de fls. 99 e 100, o relator determinou a juntada dos documentos de fls. 101 a 128 e encaminhou os autos ao Órgão Técnico, que produziu o estudo de fls. 130 a 136 e concluiu que (...) as alegações apresentadas pelas recorrentes (...) não são suficientes para motivar decisão diferente daquela proferida no Processo n Conforme despacho de fls. 452, foi determinada a juntada dos documentos protocolizados sob os n e Após a juntada dos referidos documentos pela Secretaria-Geral, em 06/04/2009, vieram os autos novamente ao Ministério Público para análise e parecer. É o relatório, no essencial. Passamos à manifestação. * Parecer emitido pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas acerca do Recurso Ordinário n , de relatoria do Conselheiro Eduardo Carone Costa, interposto contra decisão prolatada no Processo n Pareceres e decisões 197

2 Quanto aos requisitos para a interposição do recurso ordinário, previstos nos artigos 102 e 103 da Lei Complementar n. 102, de 17 de janeiro de 2008, entendemos que, sob o prisma subjetivo, há legitimidade e interesse em recorrer e, sob a ótica objetiva, constatamos a pertinência da recorribilidade da decisão, o atendimento do princípio da unirrecorribilidade, a adequação do cabimento recursal, a singularidade formal e a tempestividade do apelo. Atendidos os pressupostos recursais, passamos à análise de mérito. A fls. 17, as recorrentes pedem o acolhimento do recurso para: a) (...) dispensar a necessidade de lei estadual para fixar o quadro de empregos da Copasa MG e suas empresas subsidiárias, seja mediante declaração incidental de inconstitucionalidade do art. 61, X, da Constituição Estadual em face do art. 60, 4, I e III, da Constituição Federal ou mediante interpretação conforme a Constituição; seja porque o serviço público não pode parar e, como não existe a mencionada lei estadual fixando o quadro de empregos das sociedades de economia mista, deve, assim, em virtude da inércia legislativa, ser aplicada a Constituição Federal, que não impõe esta restrição; e b) para manter a previsão das vagas para os deficientes, na forma como prevista nos editais analisados pelo TCE, bem como reconhecer que à Copasa MG e suas subsidiárias não se aplica a Lei Estadual n /99 e seu Decreto n /06 e, ainda, a Lei Federal n /90, não sendo, portanto, exigível que as recorrentes promovam isenção da taxa de inscrição dos concursos públicos. Percebe-se, de imediato, que um dos pontos nodais para a solução do caso sob exame pressupõe a avaliação de compatibilidade do art. 61, X, da Constituição do Estado de Minas Gerais (CEMG) com a Constituição Federal (CF) e a determinação dos limites normativos impostos por esse dispositivo. Vejamos o que dispõe o art. 61, X, da CEMG: Art. 61. Cabe à Assembleia Legislativa, com a sanção do governador, não exigida esta para o especificado no art. 62, dispor sobre todas as matérias de competência do Estado, especificamente: (...) X fixação do quadro de empregos das empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades sob controle direto ou indireto do Estado. Com efeito, na primeira manifestação do órgão ministerial, fundamentada na evidente literalidade desse dispositivo, concluímos, na linha do que vem sendo decidido até então pelo Tribunal, que haveria necessidade de lei estadual para fixar o qua- 198 Pareceres e decisões

3 dro de empregos das jurisdicionadas. Todavia, tal exegese prescindira da necessária avaliação da compatibilidade desse dispositivo com a Constituição Federal e acabou por se mostrar inadequada, uma vez que se olvidou de uma das lições preliminares de hermenêutica: a de que não se pode interpretar um dispositivo normativo de forma isolada, ou seja, sem cotejá-lo com os demais princípios e regras que compõem o sistema. Nessa nova e necessária perspectiva, parece-nos que o alcance da norma estabelecida pelo dispositivo é mesmo menor do que aquele definido pelos contornos de uma interpretação literal. Nunca é demais destacar que uma das vigas mestras do Estado Democrático de Direito é o princípio da legalidade. Sabe-se que tal princípio, exatamente para enfeixar o agir da administração em seus devidos limites, concretizou-se na Constituição Federal nas suas duas principais facetas, ambas volvidas a limitar a ação estatal para proteção do cidadão. Assim, cabe à lei tanto impor um limite negativo à ação estatal (art. 5, II, CF) autorizando o cidadão a fazer o que ela não proíbe ou a deixar de fazer o que ela não lhe impõe, como impor um limite positivo à administração (art. 37), imputando-lhe a obrigação de agir para cumprir o dever legalmente estabelecido (função administrativa). A regra, portanto, é que as matérias tratadas pelo Estado devem ser estabelecidas por lei em sentido formal-material, isto é, através de instrumento normativo que obedeça a típico processo legislativo aquele elaborado com a necessária e ampla participação do Legislativo. Sabe-se, entretanto, que o próprio constituinte originário, mitigando a participação do Legislativo, estabeleceu exceções a esse modelo e ao próprio princípio da reserva legal em sentido estrito: no primeiro caso, através da coparticipação de outros atores constitucionais, a exemplo da iniciativa privativa de lei; no segundo, autorizando que o procedimento legitimador da decisão estatal seja substancialmente diferente, submetendo a matéria excepcionada a outros instrumentos normativos, cuja natureza jurídica é de lei em sentido material. Sabe-se ainda que essa reserva constitucional originária, caracterizada por atribuições privativas ou exclusivas de um ou de outro poder, não pode ser alterada nem mesmo por via de emenda constitucional, por se tratar de cláusula pétrea, nos termos do inciso X do art. 48 c/c art. 61, 1, II, alínea a, da CF. Seguindo esse padrão, também as matérias relacionadas à administração pública, inclusive à criação de cargos, empregos e funções públicas, devem ser tratadas, em regra, por lei em sentido formal-material. Todavia, há diversas exceções, a exemplo das normas que autorizam o Poder Legislativo a dispor sobre sua própria orga- Pareceres e decisões 199

4 nização, sobre a criação e extinção de cargos, funções e empregos vinculados aos seus serviços etc., e das que imputam ao Executivo, expressa ou implicitamente, a condução da administração pública, conferindo-lhe o poder de dispor sobre essa matéria, com ou sem a participação do Legislativo, privativa ou exclusivamente. Nesse sentido, a configuração da estrutura administrativa e a escolha da via mais apropriada à consecução das atividades a cargo do Estado, sem dúvida, são atividades privativas do condutor máximo da administração pública, embora essa decisão deva passar, em regra, pelo crivo do Legislativo. Em outras palavras, não há divergência quanto a caber privativamente ao chefe do Poder Executivo a opção pela via que lhe parecer mais adequada a concretizar suas atribuições, através, por exemplo, da prevalência dos institutos da desconcentração ou da descentralização, conferindo maior ou menor flexibilidade à entidade escolhida em face da própria prestação a ser realizada. A questão repousa mais precisamente, portanto, na aferição dos limites de atuação do Legislativo, após a escolha da configuração da entidade estatal que irá executar a parcela especializada da atividade administrativa que tenha sido destacada para uma execução indireta mais flexível. Conquanto dada tipologia de entidade estatal possa, em linha de princípio, ser mais adequada à execução da finalidade pública destacada, dependendo da maior ou menor flexibilidade exigida pela atividade a ser desempenhada (prestação de serviço público, intervenção na economia, exercício do poder de polícia etc.) ou da conveniência ou não da participação de recursos privados no empreendimento (sociedade de economia mista ou empresa pública), o fato é que não tem havido muita rigidez na instituição das pessoas jurídicas que compõem a administração indireta. Nesse contexto, há tanto autarquias desenvolvendo atividade econômica em sentido estrito como há empresas públicas ou sociedades de economia mista prestando serviços públicos exclusivos do Estado, embora o regime jurídico aplicável a cada uma dessas atividades imponha, ao menos no plano lógico-jurídico, a escolha inversa. O relevante, portanto, não é a forma adotada para a consecução da atividade, mas sua essência, ou seja, sua natureza jurídica. Assim, as empresas estatais que desenvolvem atividade econômica em sentido estrito, ou até mesmo as que prestam serviços públicos que não sejam próprios da entidade política à qual estejam vinculadas, devem ter maior flexibilidade administrativa do que as que têm em essência natureza jurídica de autarquia, tal como ocorre com as fundações ou com as empresas estatais dependentes, sejam ou não prestadoras de serviço público. 200 Pareceres e decisões

5 A propósito, cumpre enfatizar que há diversas normas constitucionais, inclusive as que estruturam o subsistema orçamentário, a exemplo do disposto nos arts. 165, 5, inciso I e II, e 169, 1, que sustentam essa linha de raciocínio: a flexibilidade deve estar associada não somente à atividade desenvolvida pela entidade, mas também a sua independência econômico-financeira. Fato, aliás, que foi positivado pela Lei de Responsabilidade Fiscal ao criar o conceito legal de empresa estatal dependente (art. 2, inciso III). Nesse sentido, não nos parece razoável, num exercício de intelecção a contrário senso, que o constituinte originário tenha pretendido conferir ao Legislativo a iniciativa de lei para criação dos empregos públicos vinculados a todas as entidades da administração indireta, salvo as autarquias, cuja iniciativa privativa seria do Executivo (art. 48, X, c/c art. 61, 1, II, alínea a da CF). Nessa ordem de raciocínio, podemos chegar à seguinte conclusão parcial: em linha de princípio, os empregos públicos vinculados à administração direta e autárquica entendendo-se como de natureza autárquica as fundações e as empresas estatais dependentes, são de iniciativa privativa do Executivo e somente podem ser instituídos por lei em sentido formal-material. Todavia, a instituição do quadro de empregos das empresas estatais não dependentes ficaria submetida à decisão do próprio Poder Executivo ou daquele que, por delegação específica de competência, detiver essa atribuição. Parece mesmo um contrassenso pretender que o estabelecimento de parte do regime funcional interno das empresas estatais independentes fique sob responsabilidade do Poder Legislativo, especialmente nas sociedades de economia mista em que já há atuação do Poder Executivo em posição privilegiada à dos demais acionistas, especialmente quando essa empresa atua concorrendo com empresas privadas, ainda que, como no caso das ora recorrentes, para prestar serviço público municipal. Frise-se que se trata de serviço prestado através de concessão pública conferida pelos Municípios a uma empresa vinculada ao Estado de Minas Gerais. Assim, parece-nos que uma interpretação literal do art. 61, X, da Constituição Estadual submetendo à lei a fixação do quadro de empregos das empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades sob controle direto ou indireto do Estado, sem a necessária distinção entre as dependentes e as não dependentes, padeceria do vício de inconstitucionalidade, pois invadiria espaço privativo do Poder Executivo, pretendendo restabelecer como regra aquilo que a Constituição Federal tratou como exceção, como modelo preestabelecido às demais unidades federadas. Noutras palavras, a necessidade de lei estadual para fixar o quadro de empregos das Pareceres e decisões 201

6 empresas estatais não dependentes, ou seja, com a necessária injunção do Poder Legislativo, parece não encontrar raízes no princípio da separação dos poderes. Ressalte-se que, apenas aparentemente, a Constituição mineira seguiu o paradigma federal, conferindo competência privativa ao chefe do Executivo para deflagrar o processo legislativo volvido ao trato da matéria, conforme estabelece o art. 66, III, d: Art. 66. São matérias de iniciativa privativa, além de outras previstas nesta Constituição: (...) III do governador do Estado: (...) d) o quadro de empregos das empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades sob controle direto ou indireto do Estado; (...) Entretanto, o que se verifica de fato é que o constituinte decorrente, conquanto pareça restringir o disposto no art. 48, X, da Constituição Federal, na verdade ampliou os limites originariamente dispostos no seu art. 61, 1, II, cujo preceito imputa a mesma atribuição ao presidente da República, porém a restringe ao âmbito da administração direta e autárquica: Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos tribunais superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 1 São de iniciativa privativa do presidente da República as leis que: (...) II disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; (grifo nosso) Portanto, a interpretação do modelo federal nos levará à compreensão de que o constituinte originário optou por dar ao Executivo a primazia na instituição do quadro de empregos das empresas estatais, independentemente de lei formal-material, em virtude da necessária flexibilidade inerente ao regime dessas entidades. Ressalte-se que, prevalecendo a contrário senso o outro paradigma, o Executivo não teria 202 Pareceres e decisões

7 sequer iniciativa privativa da lei que viesse promover a instituição desse quadro, o que se nos afigura verdadeiro contrassenso. É bem verdade que o Supremo Tribunal Federal STF vem decidindo, há muito, que as empresas estatais prestadoras de serviço público embora formalmente criadas sob a roupagem de empresa pública ou de sociedade de economia mista têm em regra natureza jurídica de autarquia e, por isso, sofrem maior incidência do regime jurídico administrativo, submetendo-se mais sensivelmente à influência dos princípios e regras de direito público, a exemplo da afetação especial de seus bens, da submissão a regime especial de execução dos bens afetados, da obrigação de manter serviço adequado, da política tarifária etc. Também é verdade, conforme doutrina do Ministro Eros Grau 1, que tanto as empresas prestadoras de serviço público como as que intervêm na atividade econômica em sentido estrito submetem-se mais rigidamente a regras e princípios próprios do regime jurídico administrativo, no que tange ao regime estrutural e funcional interno. Ou seja, apenas quanto ao regime funcional externo da empresa estatal exploradora de atividade econômica estrito senso é que haveria maior flexibilidade para sua atuação, em virtude da incidência necessária de outros princípios constitucionais, entre eles o da livre concorrência que se impõe à atividade privada, como aliás determina o 1 do art. 173 da CF. Dessas duas considerações, consolidadas no precedente firmado pelo STF no julgamento da ADIn , podemos afirmar então que cabe ao Executivo deflagrar, através da iniciativa privativa de lei, o processo que irá se consubstanciar no regime jurídico estrutural das sociedades de economia mista, ou seja, naquilo que tange à delimitação de seu formato institucional, seja prestadora de serviço público, ou não, e ainda atuante em posição de supremacia sobre os demais acionistas no âmbito do regime jurídico funcional interno dessas empresas, pois tais matérias situamse no espaço restrito de sua prerrogativa constitucional. Ademais, sem embargo de as recorrentes serem empresas prestadoras de serviços públicos (art. 175, CF) e não empresas exploradoras de atividade econômica em sentido estrito (art. 173, 1, CF), quadra salientar mais uma vez que os serviços a serem por elas prestados não são de competência exclusiva da entidade política que as instituiu, uma vez que tais serviços são de competência municipal e não de competência estadual. Não se trata, portanto, de opção política do Estado de Minas Gerais pela prestação direta ou indireta de um serviço público de sua competência, mas de uma opção político-administrativa desse Estado por concorrer com a iniciativa privada na obtenção de concessão para prestação de serviço público municipal. 1 GRAU, Eros Roberto. A ordem econômica na Constituição de ed. São Paulo: Malheiros, p Pareceres e decisões 203

8 Por tal razão, embora prestem serviços públicos, entendemos estarem presentes dois elementos fundamentais à submissão dessas empresas a um regime jurídico mais flexível: a não dependência econômico-financeira da entidade política a qual se vincula e o fato de que elas precisam concorrer com empresas privadas para a obtenção da concessão pública a ser conferida pelos Municípios. Assim, a instituição do quadro de empregos das empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades sob controle direto ou indireto do Estado, por lei ordinária, deve-se restringir aos casos em que essas entidades forem dependentes do Estado, pouco importando, portanto, que sejam prestadoras de serviço público ou que intervenham na atividade econômica em sentido estrito, porque nesse caso estaremos diante de verdadeiras entidades autárquicas, refletindo simetricamente o modelo federal instituído para essas entidades. Resta claro, portanto, em virtude do espaço de interpretação até aqui delineado, que o art. 61, X, da Constituição do Estado de Minas Gerais comportaria ao menos duas interpretações possíveis, dentre as quais uma que pode ser considerada inconstitucional, embora as outras possam ser consideradas constitucionais. Dessa forma, entendemos razoável a aplicação da técnica da interpretação conforme a Constituição, sem redução de texto, a fim de preservar as interpretações que sejam compatíveis e evitar uma desnecessária ou imprópria declaração de inconstitucionalidade do dispositivo. Nesse sentido, a norma deve ser interpretada de modo a não alcançar as empresas independentes, ou seja, aquelas que não são subvencionadas pelo Poder Público para as despesas de custeio, pois para isso são adequadamente remuneradas pelas tarifas decorrentes dos serviços prestados, embora possam receber da entidade a qual se vinculam recursos do orçamento de investimento. Portanto, independentemente da existência de lei instituidora do quadro de pessoal das ora recorrentes, parece-nos suficiente para validar a instituição do concurso público deflagrado o ato de governo consubstanciado na autorização da Câmara de Coordenação-Geral, Planejamento e Gestão, porque pautado na delegação operada pelo Decreto n , de 24 de março de Ressalte-se, por óbvio, que essa interpretação não retira do Tribunal de Contas o poder de aferir a adequação dessas contratações com as necessidades da entidade, especialmente no que tange ao número de empregos criados, embora não se trate mais de controle da legalidade formal, restrito a simples subsunção do total de vagas oferecidas ao quantitativo definido pela lei. Trata-se evidentemente de controle muito mais complexo porque volvido à apreciação da legitimidade dos atos, o qual, 204 Pareceres e decisões

9 juntamente com a tutela exercida pelo Poder Executivo sobre os atos da administração indireta, deverá contê-los nos exatos limites autorizados pelo ordenamento. Quanto aos demais apontamentos, as jurisdicionadas pedem, a fls. 17, a manutenção da (...) previsão de vagas para os deficientes, na forma prevista nos editais analisados pelo TCE, bem como o reconhecimento de que à Copasa MG e às suas subsidiárias não se aplica a Lei Estadual n /99 e seu Decreto n /06 e ainda a Lei Federal n /90, não sendo, portanto, exigível que as recorrentes promovam isenção de taxa de inscrição dos concursos públicos. Ao nosso sentir, a interpretação das recorrentes quanto à previsão de vagas para os deficientes é equivocada, porque o art. 1, 1, c/c o art. 2, parágrafo único, da Lei n , de 28 de julho de 1995, prevê a reserva de vagas para cada cargo isoladamente: Art. 1 (...) 1 Sempre que a aplicação do percentual de que trata este artigo resultar em número fracionário, arredondar-se-á a fração igual ou superior a 0,5 (cinco décimos) para o número inteiro subsequente e a fração inferior a 0,5 (cinco décimos) para o número inteiro anterior. Art. 2 (...) Parágrafo único. O edital do concurso público deverá especificar, em separado, a habilitação necessária ao exercício da atividade e o número de vagas destinadas às pessoas portadoras de deficiência, considerando-se o percentual definido no artigo 1 desta lei. (grifo nosso) No que se refere à isenção da taxa de inscrição, o Ministério Público renova a manifestação anterior e opina que as recorrentes providenciem as adequações dos editais ao disposto na Lei n /99, especialmente por considerar que sua imposição preserva a essencialidade do processo competitivo e o princípio da isonomia, concretizado na própria regra de acessibilidade ampla prevista no art. 37, II, da CF/88. Pelo exposto, opina o Ministério Público pelo conhecimento do recurso ordinário e, no mérito, pelo seu parcial provimento, sob o entendimento de que o art. 61, X, da Constituição do Estado de Minas Gerais deverá ser interpretado conforme a Constituição Federal para não alcançar as empresas estatais não dependentes; e de que, portanto, é desnecessária a criação por lei do quadro de emprego das empresas ora Pareceres e decisões 205

10 recorrentes, mantendo-se quanto aos demais pontos a decisão anteriormente proferida por este Tribunal. É o parecer. Belo Horizonte, 17 de junho de Cláudio Couto Terrão Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas 206 Pareceres e decisões

RESPOSTA A QUESTÃO DE ORDEM SOBRE A INCLUSÃO DE MATÉRIA ESTRANHA À MEDIDA PROVISÓRIA EM PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO ENVIADO À APRECIAÇÃO DO SENADO

RESPOSTA A QUESTÃO DE ORDEM SOBRE A INCLUSÃO DE MATÉRIA ESTRANHA À MEDIDA PROVISÓRIA EM PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO ENVIADO À APRECIAÇÃO DO SENADO RESPOSTA A QUESTÃO DE ORDEM SOBRE A INCLUSÃO DE MATÉRIA ESTRANHA À MEDIDA PROVISÓRIA EM PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO ENVIADO À APRECIAÇÃO DO SENADO Em resposta à questão de ordem apresentada pelo Senador

Leia mais

Preliminarmente, o Edital do Concurso Público fez menção expressa de quais os fatos a ensejar a interposição de recurso:

Preliminarmente, o Edital do Concurso Público fez menção expressa de quais os fatos a ensejar a interposição de recurso: Belo Horizonte, 05 de janeiro de 2015. À Comissão Especial do Concurso Público da Prefeitura Municipal de Palmópolis NESTA DO RECURSO Ref.: Recurso Administrativo contra o Edital de Abertura de Concurso

Leia mais

Prof. Cristiano Lopes

Prof. Cristiano Lopes Prof. Cristiano Lopes CONCEITO: É o procedimento de verificar se uma lei ou ato normativo (norma infraconstitucional) está formalmente e materialmente de acordo com a Constituição. Controlar significa

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL João e José são pessoas com deficiência física, tendo concluído curso de nível superior. Diante da abertura de vagas para preenchimento de cargos vinculados ao Ministério

Leia mais

Administração Direta. Empresas Estatais

Administração Direta. Empresas Estatais Ordem Social Ordem Econômica Administração Indireta Administração Direta Autarquia Fundação Publica Direito Público Consórcio Público Direito Público Fundação Publica Direito Privado Consórcio Público

Leia mais

Da reserva de administração, da harmonia entre os Poderes e da iniciativa legislativa

Da reserva de administração, da harmonia entre os Poderes e da iniciativa legislativa Vitória, 07 de julho de 2008. Mensagem n º 156/ 2008 Senhor Presidente: Comunico a V. Exa. que vetei totalmente o Projeto de Lei n 116/2007, por considerá-lo inconstitucional, pois padece dos vícios de

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 3.124, DE 1997

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 3.124, DE 1997 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 3.124, DE 1997 Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Psicopedagogo, cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicopedagogia

Leia mais

Em face do acórdão (fls. 1685/1710), a CNTU opõe embargos de declaração (fls. 1719/1746). Vistos, em mesa. É o relatório.

Em face do acórdão (fls. 1685/1710), a CNTU opõe embargos de declaração (fls. 1719/1746). Vistos, em mesa. É o relatório. A C Ó R D Ã O 7ª Turma CMB/fsp EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA. Embargos acolhidos apenas para prestar esclarecimentos, sem efeito modificativo. Vistos, relatados e discutidos estes autos

Leia mais

Maratona Fiscal ISS Direito tributário

Maratona Fiscal ISS Direito tributário Maratona Fiscal ISS Direito tributário 1. São tributos de competência municipal: (A) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a prestação de serviço de comunicação e imposto

Leia mais

Subseção I Disposição Geral

Subseção I Disposição Geral Subseção I Disposição Geral Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição; II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - medidas provisórias;

Leia mais

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal Administração Direta Fundação Publica Direito Público Consórcio Público Direito Público Fundação Publica Direito Privado Empresa Pública Consórcio Público Direito Privado Sociedade Economia Mista Subsidiária

Leia mais

Nº 4139/2014 PGR - RJMB

Nº 4139/2014 PGR - RJMB Nº 4139/2014 PGR - RJMB Físico Relator: Ministro Celso de Mello Recorrente: Ministério Público do Trabalho Recorrida: S. A. O Estado de São Paulo RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUS- TIÇA DO TRABALHO.

Leia mais

AULA 10 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL

AULA 10 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL Faculdade do Vale do Ipojuca - FAVIP Bacharelado em Direito Autorizado pela Portaria nº 4.018 de 23.12.2003 publicada no D.O.U. no dia 24.12.2003 Curso reconhecido pela Portaria Normativa do MEC nº 40,

Leia mais

ATOS DO PODER EXECUTIVO. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição,

ATOS DO PODER EXECUTIVO. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, ATOS DO PODER EXECUTIVO DECRETO N o 4.520, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2002 Dispõe sobre a publicação do Diário Oficial da União e do Diário da Justiça pela Imprensa Nacional da Casa Civil da Presidência da República,

Leia mais

DECISÃO. Relatório. Tem-se do voto condutor do julgado recorrido:

DECISÃO. Relatório. Tem-se do voto condutor do julgado recorrido: DECISÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DESAPROPRIAÇÃO POR INTERESSE SOCIAL PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. CLASSIFICAÇÃO DA PROPRIEDADE RURAL. INCLUSÃO DE ÁREAS NÃO APROVEITÁVEIS. PRECEDENTE DO

Leia mais

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A UNIÃO DOS ADVOGADOS PÚBLICOS FEDERAIS DO BRASIL UNAFE, pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, associação civil

Leia mais

Superavit financeiro em balanço patrimonial de autarquia como fonte de recurso para abertura de crédito suplementar

Superavit financeiro em balanço patrimonial de autarquia como fonte de recurso para abertura de crédito suplementar RELATOR: CONSELHEIRO MAURI TORRES Superavit financeiro em balanço patrimonial de autarquia como fonte de recurso para abertura de crédito suplementar DICOM TCEMG EMENTA: CONSULTA CONTROLADORIA-GERAL DO

Leia mais

II - Fontes do Direito Tributário

II - Fontes do Direito Tributário II - Fontes do Direito Tributário 1 Fontes do Direito Tributário 1 Conceito 2 - Classificação 3 - Fontes formais 3.1 - principais 3.2 complementares 4 Doutrina e jurisprudência 2 1 - Conceito As fontes

Leia mais

CONSULTA N. 809.491 EMENTA:

CONSULTA N. 809.491 EMENTA: Utilização do saldo positivo da reserva do regime próprio de previdência social para abertura de créditos adicionais suplementares. Arquivamento de notas de empenho pela administração pública CONSULTA

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 19/09/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 759.244 SÃO PAULO RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S) RECDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES)

Leia mais

Princípios da Administração Pública. Direito Administrativo. Princípios da Administração Pública. Legalidade. Impessoalidade.

Princípios da Administração Pública. Direito Administrativo. Princípios da Administração Pública. Legalidade. Impessoalidade. Direito Administrativo Princípios da Administração Pública Armando Mercadante Fev/2010 Princípios da Administração Pública Princípios expressos no caput do art. 37, CF Legalidade Impessoalidade Moralidade

Leia mais

Simulado de Direito Administrativo Professor Estevam Freitas

Simulado de Direito Administrativo Professor Estevam Freitas Simulado de Direito Administrativo Professor Estevam Freitas 01. ( FUNIVESA/SEPLAG/AFC 2009) Assinale a alternativa correta acerca da organização administrativa brasileira. ( A ) Toda a sociedade em que

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria Regional da República da 1ª Região

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria Regional da República da 1ª Região Agravo de Instrumento n 0038084-17.2014.4.01.0000/DF Agravante: União Federal Agravado: Manoel Morais de Oliveira Neto Alexandre Relator: Des. Fed. Souza Prudente RELATOR CONVOCADO: Juiz Federal Carlos

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE NEPOMUCENO

PREFEITURA MUNICIPAL DE NEPOMUCENO Nepomuceno, 18 de agosto de 2014. MENSAGEM Nº 032/2014 Exmo. Sr. Francisco Ricardo Gattini DD. Presidente da Câmara Municipal de NEPOMUCENO MG Senhor Presidente, Com meus cordiais e respeitosos cumprimentos,

Leia mais

Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4

Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4 Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4 Banca: SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO/RJ Edital SMA Nº 84/2010 (data da publicação: 27/09/2010) Carga horária (aulas presenciais): 126 horas

Leia mais

Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul GAB. CONS. MARISA JOAQUINA MONTEIRO SERRANO

Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul GAB. CONS. MARISA JOAQUINA MONTEIRO SERRANO RELATÓRIO VOTO : REV-G.MJMS-1196/2015 PROCESSO TC/MS : TC/116662/2012 PROTOCOLO : 2012 ÓRGÃO : INSTITUTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DE ROCHEDO ASSUNTO DO PROCESSO : CONSULTA RELATOR : CONS. JERSON

Leia mais

SUMÁRIO AGRADECIMENTOS... 17. INTRODUÇÃO... 21 A importância da Lei na sociedade contemporânea... 21

SUMÁRIO AGRADECIMENTOS... 17. INTRODUÇÃO... 21 A importância da Lei na sociedade contemporânea... 21 STF00094362 SUMÁRIO NOTA DO AUTOR... 15 AGRADECIMENTOS... 17 LISTA DE ABREVIATURAS UTILIZADAS... 19 INTRODUÇÃO... 21 A importância da Lei na sociedade contemporânea... 21 CAPÍTULO 1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.280.171 - SP (2011/0144286-3) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRO MASSAMI UYEDA : A C DE A : ANNA CRISTINA BORTOLOTTO SOARES E OUTRO(S) : B L C DE A E OUTRO : CLEBER SPERI EMENTA

Leia mais

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice ÍNDICE

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice ÍNDICE Estrada Dona Castorina, 124 Jardim Botânico Rio de Janeiro RJ CEP: 22460-320 Tel.: 21 35964006 A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 2.576, DE 2000

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 2.576, DE 2000 PROJETO DE LEI Nº 2.576, DE 2000 (Apensos: PL s nºs 4.399, de 2001; 4.505, de 2001; 4.587, de 2001; 5.241, de 2001; 5.843, de 2001; 6.835, de 2002) Dispõe sobre a instalação de fontes emissoras de radiação

Leia mais

CONTROLE CONCENTRADO

CONTROLE CONCENTRADO Turma e Ano: Direito Público I (2013) Matéria / Aula: Direito Constitucional / Aula 11 Professor: Marcelo L. Tavares Monitora: Carolina Meireles CONTROLE CONCENTRADO Ação Direta de Inconstitucionalidade

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015 As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:

Leia mais

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo LEONARDO COSTA SCHÜLER Consultor Legislativo da Área VIII Administração Pública ABRIL/2013 Leonardo Costa Schüler 2 SUMÁRIO O presente trabalho aborda

Leia mais

PARECER/CONSULTA TC-001/2006 PROCESSO - TC-3050/2005 INTERESSADO - BANESTES SEGUROS S/A ASSUNTO - CONSULTA

PARECER/CONSULTA TC-001/2006 PROCESSO - TC-3050/2005 INTERESSADO - BANESTES SEGUROS S/A ASSUNTO - CONSULTA PROCESSO - TC-3050/2005 INTERESSADO - BANESTES SEGUROS S/A ASSUNTO - CONSULTA DISPENSA DE LICITAÇÃO ARTIGO 24, INCISO VIII, DA LEI Nº 8.666/93 NÃO INCIDÊNCIA EM RELAÇÃO A ÓRGÃO OU ENTIDADE INTEGRANTE DA

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Com fundamento na recente Lei n. 1.234, do Estado Y, que exclui as entidades de direito privado da Administração Pública do dever de licitar, o banco X (empresa pública

Leia mais

Responsável (CPF): Nelson Monteiro da Rocha (549.133.147-34)

Responsável (CPF): Nelson Monteiro da Rocha (549.133.147-34) Tribunal de Contas da União Data DOU: 19/07/2004 Colegiado: Segunda Câmara Número da Ata: 25/2004 Texto do Documento: RELAÇÃO Nº 58/2004 - Segunda Câmara - TCU Gabinete do Ministro Benjamin Zymler Relação

Leia mais

: MIN. GILMAR MENDES SÃO PAULO

: MIN. GILMAR MENDES SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.724 SÃO PAULO RELATOR RECTE.(S) ADV.(A/S) RECDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES) ASSIST.(S) ASSIST.(S) ADV.(A/S) : MIN. GILMAR MENDES :LINO INÁCIO DE SOUZA : LUIZ GONZAGA DE CARVALHO

Leia mais

Em revisão 15/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.609 ACRE VOTO

Em revisão 15/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.609 ACRE VOTO 15/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.609 ACRE VOTO O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI: Ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Procurador-Geral da República em face da Emenda

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE

DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE DIREITO ADMINISTRATIVO CONTROLE Atualizado em 12/11/2015 CLASSIFICAÇÕES E SISTEMAS DE CONTROLE CLASSIFICAÇÕES DO CONTROLE Quanto ao posicionamento do órgão controlador: Externo: exercido por um ente que

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2011.0000073868 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 9141018-46.2006.8.26.0000, da Comarca de Campinas, em que é apelante UNIMED CAMPINAS COOPERATIVA DE TRABALHO

Leia mais

Proposição: Projeto de Lei e Diretrizes Orçamentárias. a) O Excelentíssimo Relator da Lei de Diretrizes

Proposição: Projeto de Lei e Diretrizes Orçamentárias. a) O Excelentíssimo Relator da Lei de Diretrizes NOTA TÉCNICA CONJUNTA Associação Nacional dos Procuradores da República Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios Associação Nacional

Leia mais

Instrutor: Marlon L. Souto Maior Auditor-Fiscal de Contas

Instrutor: Marlon L. Souto Maior Auditor-Fiscal de Contas TREINAMENTO AOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DE RORAIMA Módulo: Processos e Técnicas Legislativas Noções Básicas de Direito Administrativo e Administração Pública Instrutor: Marlon L. Souto Maior Auditor-Fiscal

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

Direito Tributário. Aula 05. Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho

Direito Tributário. Aula 05. Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Direito Tributário Aula 05 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades, conteúdos multimídia

Leia mais

N o 8683/2014-AsJConst/SAJ/PGR

N o 8683/2014-AsJConst/SAJ/PGR N o 8683/2014-AsJConst/SAJ/PGR Relator: Ministro Marco Aurélio Requerente: Procurador-Geral da República Interessados: Governador do Estado de Sergipe Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe O PROCURADOR-GERAL

Leia mais

EIXO 3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. D 3.3 Fundamentos do Direito Público (20h) Professores: Juliana Bonacorsi de Palma e Rodrigo Pagani de Souza

EIXO 3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. D 3.3 Fundamentos do Direito Público (20h) Professores: Juliana Bonacorsi de Palma e Rodrigo Pagani de Souza EIXO 3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA D 3.3 Fundamentos do Direito Público (20h) Professores: Juliana Bonacorsi de Palma e Rodrigo Pagani de Souza 29 e 30 de setembro, 01, 05, 06 e 07 de outubro de 2011 ENAP Escola

Leia mais

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 I - RELATÓRIO

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 I - RELATÓRIO COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 Altera a Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980, para incluir o segurogarantia dentre os instrumentos de garantia nas ações de execução

Leia mais

1. Das competências constitucionais sobre matéria condominial e urbanística.

1. Das competências constitucionais sobre matéria condominial e urbanística. REGISTRO DE IMÓVEIS DE LAJEADO - RS Fluxograma constitucional-urbanístico-condominial e anotações Luiz Egon Richter 12 1 1. Das competências constitucionais sobre matéria condominial e urbanística. A Constituição

Leia mais

OS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL E A RESPONSABILIDADE DOS CONSELHEIROS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL

OS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL E A RESPONSABILIDADE DOS CONSELHEIROS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL OS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL E A RESPONSABILIDADE DOS CONSELHEIROS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL O Regime Próprio de Previdência Social RPPS, de caráter contributivo, é o regime assegurado

Leia mais

CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL. (Do Deputado Robério Negreiros) ~1.. ::J ".,,.",

CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL. (Do Deputado Robério Negreiros) ~1.. ::J .,,., CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL EMENDA N 1 /2015 (MODIFICATIVA) (Do Deputado Robério Negreiros) Ao Projeto de Lei no 145 de 2015 que "Dispõe sobre a publicação mensal, em diário oficial e outros

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL AO ILUSTRÍSSIMO SENHOR SÉRGIO FRANKLIN QUINTELLA VICE-PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS RECOMENDAÇÃO 1. Considerando que a Constituição Federal de 1988 atribui ao Ministério Público, nos termos do

Leia mais

Outrossim, ficou assim formatado o dispositivo do voto do Mn. Fux:

Outrossim, ficou assim formatado o dispositivo do voto do Mn. Fux: QUESTÃO DE ORDEM Nos termos do art. 131 e seguintes do Regimento do Congresso Nacional, venho propor a presente QUESTÃO DE ORDEM, consoante fatos e fundamentos a seguir expostos: O Congresso Nacional (CN)

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EDcl no MANDADO DE SEGURANÇA Nº 13.873 - DF (2008/0219759-2) RELATOR EMBARGANTE ADVOGADA EMBARGADO PROCURADOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES : INSTITUTO NOSSA SENHORA DO CARMO : PRISCILLA TRUGILLO MONELLO

Leia mais

2ª FASE OAB CIVIL Direito Processual Civil Prof. Renato Montans Aula online. EMBARGOS INFRINGENTES (Art. 530 534 do CPC)

2ª FASE OAB CIVIL Direito Processual Civil Prof. Renato Montans Aula online. EMBARGOS INFRINGENTES (Art. 530 534 do CPC) 2ª FASE OAB CIVIL Direito Processual Civil Prof. Renato Montans Aula online EMBARGOS INFRINGENTES (Art. 530 534 do CPC) Cabe de acórdão não unânime por 2x1 3 modalidades: a) Julgamento da apelação b) Julgamento

Leia mais

Natanael Gomes Bittencourt Acadêmico do 10º semestre de Direito das Faculdades Jorge Amado

Natanael Gomes Bittencourt Acadêmico do 10º semestre de Direito das Faculdades Jorge Amado ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Natanael Gomes Bittencourt Acadêmico do 10º semestre de Direito das Faculdades Jorge Amado Resumo: A Administração Pública se liga ao interesse público e às necessidades sociais,

Leia mais

Controladoria-Geral da União Ouvidoria-Geral da União PARECER. Recurso contra decisão denegatória ao pedido de acesso à informação.

Controladoria-Geral da União Ouvidoria-Geral da União PARECER. Recurso contra decisão denegatória ao pedido de acesso à informação. Controladoria-Geral da União Ouvidoria-Geral da União PARECER Referência: 7400.011101/201-6 Assunto: Restrição de acesso: Ementa: Órgão ou entidade recorrido (a): Recorrente: Recurso contra decisão denegatória

Leia mais

NOTA TÉCNICA JURÍDICA

NOTA TÉCNICA JURÍDICA 1 NOTA TÉCNICA JURÍDICA Obrigatoriedade de dispensa motivada. Decisão STF RE 589998 Repercussão geral. Aplicação para as sociedades de economia mista e empresas Públicas. Caso do BANCO DO BRASIL e CAIXA

Leia mais

5Recurso Eleitoral n. 153-81.2012.6.13.0021 Zona Eleitoral: Recorrentes:

5Recurso Eleitoral n. 153-81.2012.6.13.0021 Zona Eleitoral: Recorrentes: 5Recurso Eleitoral n. 153-81.2012.6.13.0021 Zona Eleitoral: 21ª, de Bambuí Recorrentes: Ministério Público Eleitoral Coligação Todos Juntos por Bambuí Recorrido: Lelis Jorge da Silva Relatora: Juíza Alice

Leia mais

Características das Autarquias

Características das Autarquias ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Professor Almir Morgado Administração Indireta: As entidades Administrativas. Autarquias Define-se autarquia como o serviço autônomo criado por lei específica, com personalidade d

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.266.016 - DF (2011/0165343-2) RELATOR : MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO RECORRENTE : EDINAURA DOS SANTOS NASCIMENTO ADVOGADO : CLÉCIO VIRGÍLIO DE ANDRADE - DEFENSOR PÚBLICO E

Leia mais

SENTENÇA. 1004424-84.2015.8.26.0053 Procedimento Ordinário - Anulação de Débito Fiscal L Fazenda Publica do Estado de São Paulo

SENTENÇA. 1004424-84.2015.8.26.0053 Procedimento Ordinário - Anulação de Débito Fiscal L Fazenda Publica do Estado de São Paulo fls. 134 SENTENÇA Processo nº: Classe - Assunto Requerente: Requerido: 1004424-84.2015.8.26.0053 Procedimento Ordinário - Anulação de Débito Fiscal L Fazenda Publica do Estado de São Paulo Juiz(a) de Direito:

Leia mais

Art. 1º - Ficam acrescidos ao artigo 1º da Lei Municipal nº 1.424, de 25 de março de 2010, os incisos III e IV:

Art. 1º - Ficam acrescidos ao artigo 1º da Lei Municipal nº 1.424, de 25 de março de 2010, os incisos III e IV: PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº. 001 /2015 Altera a redação do artigo 1º da Lei Municipal nº 1.424, de 25 de março de 2010, ampliando as hipóteses de isenção de pagamento de taxa de inscrição em concursos

Leia mais

LEI COMPLEMENTAR Nº 97, DE 9 DE JUNHO DE 1999. Dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas.

LEI COMPLEMENTAR Nº 97, DE 9 DE JUNHO DE 1999. Dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas. LEI COMPLEMENTAR Nº 97, DE 9 DE JUNHO DE 1999 Dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta

Leia mais

Poderes Administrativos. Professora: Paloma Braga

Poderes Administrativos. Professora: Paloma Braga Poderes Administrativos Professora: Paloma Braga Poderes Administrativos - Conceito São os meios ou instrumentos através dos quais a Administração Pública exerce a atividade administrativa na gestão dos

Leia mais

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 ASPECTOS HISTÓRICOS Em passado remoto, o Estado de São Paulo tentou instituir a cobrança do ICMS na importação de mercadorias e o fez por decreto.

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATORA: Senadora ANA AMÉLIA

PARECER Nº, DE 2015. RELATORA: Senadora ANA AMÉLIA PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, sobre o PLS nº 407, de 2012, do Senador Eduardo Amorim, que altera a Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007, que dispõe sobre o transporte rodoviário

Leia mais

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR):

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): PROCESSO Nº: 0806690-65.2014.4.05.8400 - APELAÇÃO RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): Trata-se de apelação interposta pelo Conselho Regional de Corretores de

Leia mais

RECOMENDAÇÃO n.º 06/2014

RECOMENDAÇÃO n.º 06/2014 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA BAHIA Procedimento Preparatório Autos n.º 1.14.000.002855/2013-57 RECOMENDAÇÃO n.º 06/2014 NO ESTADO DE DIREITO GOVERNAM AS LEIS E NÃO OS HOMENS. VIGE

Leia mais

IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2012.50.01.001991-0

IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2012.50.01.001991-0 Nº CNJ : 0001991-31.2012.4.02.5001 RELATORA : JUÍZA FEDERAL CONVOCADA CARMEN SILVIA LIMA DE ARRUDA APELANTE : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - ESPÍRITO SANTO ADVOGADOS : LUIS ROBERTO BARROSO E OUTROS APELADO

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 0 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 152 - Data 17 de junho de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.

Leia mais

A legitimidade da CNseg

A legitimidade da CNseg 18 A legitimidade da CNseg Para provocar o controle abstrato de constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal FELIPE MONNERAT 19 A Constituição Federal de 1988 prevê mecanismos de controle da compatibilidade

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA ADVOGADO : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(S) EMENTA DIREITO SINDICAL. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL. ART. 8º, IV, DA CF/88. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PUBLICAÇÃO

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO APELAÇÃO CÍVEL nº 0007033-40.2009.4.03.6100/SP APELANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL APELADO: UNIÃO FEDERAL RELATORA: Desembargadora

Leia mais

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PRAÇA DA REPÚBLICA, 53 - FONE 255-2044 - CEP 01045-903 FAX Nº 231-1518

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PRAÇA DA REPÚBLICA, 53 - FONE 255-2044 - CEP 01045-903 FAX Nº 231-1518 CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PRAÇA DA REPÚBLICA, 53 - FONE 255-2044 - CEP 01045-903 FAX Nº 231-1518 Deliberação CEE nº 09/95 Dispõe sobre delegação de Competências aos Conselhos Municipais e Regionais

Leia mais

www.concursovirual.com.br

www.concursovirual.com.br DIREITO ADMINISTRATIVO TEMA: CONHECIMENTOS GERAIS CORREIOS/2015 CONHECIMENTOS GERAIS ESTADO UNITÁRIO - PODER CENTRAL (França) ESTADO COMPOSTO ESTADO UNITÁRIO (Formação histórica) ESTADO REGIONAL MENOS

Leia mais

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 446, DE 2008

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 446, DE 2008 MEDIDA PROVISÓRIA Nº 446, DE 2008 (MENSAGEM Nº 865, DE 2009) Dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.423, DE 2009 Acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, estabelecendo

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO Origem: PRT 4ª Região Santa Cruz do Sul/RS Interessado(s) 1: SINDITAXI Sindicato dos Taxistas de Santa Cruz do Sul Interessado(s) 2: Município de Sobradinho Assunto(s): Liberdade e Organização Sindical

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA EMENTA PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO EXERCIDO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. COMPROVAÇÃO POR MEIO DE FORMULÁRIO PRÓPRIO. POSSIBILIDADE ATÉ

Leia mais

R E L A T Ó R I O. A Senhora Ministra Ellen Gracie: 1. Eis o teor da decisão embargada:

R E L A T Ó R I O. A Senhora Ministra Ellen Gracie: 1. Eis o teor da decisão embargada: EMB.DECL.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.572-8 BAHIA RELATORA EMBARGANTE(S) ADVOGADO(A/S) EMBARGADO(A/S) ADVOGADO(A/S) : MIN. ELLEN GRACIE : TELEMAR NORTE LESTE S/A : BÁRBARA GONDIM DA ROCHA E OUTRO(A/S)

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Ementa sobre Repercussão Geral DJe 08/10/2010 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 16/09/2010 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 580.963 PARANÁ RELATOR RECTE.(S) PROC.(A/S)(ES) RECDO.(A/S)

Leia mais

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL 2379] ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304 1. PETIÇÃO DA CREDORA AUNDE BRASIL S/A. [mov. Considerando que não há previsão legal

Leia mais

Controlar a constitucionalidade de lei ou ato normativo significa:

Controlar a constitucionalidade de lei ou ato normativo significa: Conceito Controlar a constitucionalidade de lei ou ato normativo significa: a) impedir a subsistência da eficácia de norma contrária à Constituição (incompatibilidade vertical) b) conferir eficácia plena

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.191.881 - RJ (2010/0080549-7) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : RECOMEX REPRESENTAÇÃO E COMÉRCIO EXTERIOR LTDA ADVOGADO : ALBERTO DAUDT DE OLIVEIRA E OUTRO(S)

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 06/12/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.511 SÃO PAULO RELATOR RECTE.(S) PROC.(A/S)(ES) : MIN.

Leia mais

DECISÃO. Relatório. 2. A decisão impugnada tem o teor seguinte:

DECISÃO. Relatório. 2. A decisão impugnada tem o teor seguinte: DECISÃO RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECLAMAÇÃO PROCEDENTE. Relatório 1. Reclamação, com pedido de antecipação de tutela, ajuizada

Leia mais

PARECER Nº, DE 2012. RELATORA: Senadora MARIA DO CARMO ALVES

PARECER Nº, DE 2012. RELATORA: Senadora MARIA DO CARMO ALVES PARECER Nº, DE 2012 Da COMISSÃO DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTE, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 504, de 2011, do Senador Humberto Costa, que altera o parágrafo único do art.

Leia mais

POLÍCIA CIVIL DO RJ- FEC www.beabadoconcurso.com.br Todos os direitos reservados. - 1 -

POLÍCIA CIVIL DO RJ- FEC www.beabadoconcurso.com.br Todos os direitos reservados. - 1 - f POLÍCIA CIVIL DO RJ- FEC www.beabadoconcurso.com.br Todos os direitos reservados. - 1 - DIREITO ADMINISTRATIVO SÚMARIO UNIDADE 1. Direito Administrativo: conceito, fontes, princípios. Conceito de Estado,

Leia mais

ESTATAIS. SERVIDOR PÚBLICO. INTELECÇÃO DO INCISO XII DO ARTIGO 178 DA LEI N.º 10.098/94. PARECERES 6.871, 8536, 8.977 E

ESTATAIS. SERVIDOR PÚBLICO. INTELECÇÃO DO INCISO XII DO ARTIGO 178 DA LEI N.º 10.098/94. PARECERES 6.871, 8536, 8.977 E PARECER N.º CONSELHEIROS DE ESTATAIS. SERVIDOR PÚBLICO. INTELECÇÃO DO INCISO XII DO ARTIGO 178 DA LEI N.º 10.098/94. PARECERES 6.871, 8536, 8.977 E 8.978. A Senhora Procuradora-Geral Adjunta solicita reexame

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER Nº 12672

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER Nº 12672 PARECER Nº 12672 Faixas de domínio marginais às estradas de rodagem cuja exploração é objeto de contrato de concessão. Uso por particulares, sem exclusividade. Autorização. Competência. Licitação. Expondo

Leia mais

Da competência privativa da União para legislar sobre seguros

Da competência privativa da União para legislar sobre seguros Da competência privativa da União para legislar sobre seguros A autonomia das entidades federativas pressupõe repartição de competências para o exercício e desenvolvimento de sua atividade normativa. (HORTA,

Leia mais

O Saneamento Básico em Regiões Metropolitanas Um olhar sobre o Estatuto da Metrópole

O Saneamento Básico em Regiões Metropolitanas Um olhar sobre o Estatuto da Metrópole O Saneamento Básico em Regiões Metropolitanas Um olhar sobre o Estatuto da Metrópole V I C T O R C A R V A L H O P I N T O C O N S U L T O R L E G I S L A T I V O D O S E N A D O F E D E R A L Constituição

Leia mais

CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS

CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS 1. LEGISLAÇÃO - Fundamentação Constitucional: Art. 241 da CF/88 - Fundamentação Legal: Art. 116 da Lei 8.666/93, 2. CONCEITO - CONVÊNIO - é o acordo firmado por entidades políticas

Leia mais

PROCESSO - TC-3526/2007 INTERESSADO - INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DA SERRA ASSUNTO - CONSULTA

PROCESSO - TC-3526/2007 INTERESSADO - INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DA SERRA ASSUNTO - CONSULTA PROCESSO - TC-3526/2007 INTERESSADO - INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DA SERRA ASSUNTO - CONSULTA RECURSOS PREVIDENCIÁRIOS - DISPONIBILIDADES DE CAIXA - OBRIGATORIEDADE DE APLICAÇÃO

Leia mais

ATA DE ADSSIMIBILIDADE RECURSO ADMINISTRATIVO

ATA DE ADSSIMIBILIDADE RECURSO ADMINISTRATIVO ATA DE ADSSIMIBILIDADE RECURSO ADMINISTRATIVO PROCESSO LICITATÓRIO N 128/2015 PREGÃO PRESENCIAL N 072/2015 LICITANTE RECORRENTE: LIFEMED INDUSTRIAL DE EQUIPAMENTOS E ARTIGOS MÉDICOS HOSPITALARES S.A. LICITANTE

Leia mais

PROCESSO - TC-1074/2006 INTERESSADO - PREFEITURA MUNICIPAL DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM ASSUNTO - CONSULTA

PROCESSO - TC-1074/2006 INTERESSADO - PREFEITURA MUNICIPAL DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM ASSUNTO - CONSULTA PROCESSO - TC-1074/2006 INTERESSADO - PREFEITURA MUNICIPAL DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM ASSUNTO - CONSULTA CRÉDITOS SUPLEMENTARES - EXISTÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO PARA SUPLEMENTAÇÃO DE DETERMINADA IMPORTÂNCIA

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 2ª CÂMARA

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 2ª CÂMARA 1/5 Origem: Paraíba Previdência - PBprev Natureza: Revisão de Aposentadoria / Verificação de Cumprimento de Acórdão Aposentado: Yanko Cyrillo Responsável: Hélio Carneiro Fernandes Presidente da PBprev

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL : Fábio é universitário, domiciliado no Estado K e pretende ingressar no ensino superior através de nota obtida pelo Exame Nacional, organizado pelo Ministério da

Leia mais

DECISÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações:

DECISÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 27 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) :ASSOCIACAO NACIONAL DAS FRANQUIAS ADV.(A/S) INTDO.(A/S) ADV.(A/S) INTDO.(A/S) POSTAIS DO BRASIL :MARCELO

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL SENTENÇA Nº 1038 -A/2014 (TIPO A) PROCESSO Nº 40206-85.2014.4.01.3400 CLASSE: 2100 MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL IMPETRANTE: CLÍNICA MEDICA W LTDA IMPETRADO: PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Leia mais