TRABALHO SELECÇÕES REGIONAIS ASSOCIAÇÃO ANDEBOL DO PORTO

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1 TRABALHO SELECÇÕES REGIONAIS ASSOCIAÇÃO ANDEBOL DO PORTO Projecto Candidatura: INICIADOS FEMININOS Documento elaborado pelo Gabinete Técnico Porto, 2009/2010

2 TRABALHO SELECÇÕES REGIONAIS ASSOCIAÇÃO ANDEBOL DO PORTO INICIADOS FEMININOS PREPARAÇÃO DESPORTIVA ESPECÍFICA Enquadramento Os técnicos, são na nossa perspectiva um elemento importante no processo de formação dos jovens atletas. Tendo isto em consideração, fazemos o esforço de ter a trabalhar connosco técnicos qualificados e que partilhem das nossas ideias do que deve ser a formação de jovens. Esforçamo-nos para ter técnicos com formação superior em Desporto e Educação Física, conhecedores da modalidade, e com experiência no treino de jovens. O enquadramento da Selecção Regional de Iniciadas da AAP será constituída por: Coordenador Técnico: Pedro Vieira, Director Técnico Regional; Coordenador Desportivo: Mário Carvalho, Vice-Presidente Desportivo da AAP Técnico: Laura Alves, licenciada em Desporto e Educação Física com metodologia andebol, treinadora de andebol com grau 3. Director Desportivo: José Manuel Vinhas, dirigente do Departamento Desportivo AAP Planeamento Esta Selecção irá trabalhar regularmente, uma vez por semana e próximo da competição irá realizar mais que um treino por semana. Os treinos terão a duração de 90 a 120 minutos, depende ainda das disponibilidades dos pavilhões. Ao nível do planeamento, o facto de esta selecção abranger 2 escalões traz-nos algumas dificuldades para conciliar o trabalho, principalmente se esse trabalho for ao fim de semana. Iremos trabalhar com maior ênfase no trabalho técnico, para melhorar as suas competências, essa técnica será o suporte do trabalho táctico que será dado ênfase nas relações de 2 a 3 jogadoras.

3 Os aspectos físicos terão uma preocupação menor embora estejam sempre presentes. Pretendemos treinar com muito boa intensidade de forma a habituar as atletas a um ritmo elevado e haverá momentos do trabalho que os aspectos físicos serão predominantes. OBJECTIVOS Para a AAP -Colocar atletas na Selecção Nacional Juniores C; Para o Atleta - Aperfeiçoar gestos técnicos de base - Melhorar a técnica Individual - Aperfeiçoar a Táctica Individual - Desenvolver do pensamento táctico (Formação da capacidade de tomar decisão em situações de jogo) - Desenvolver as capacidades físicas condicionais Competitivos - Apurar para a Fase Final da PO 32 - Vencer a PO 32 Trabalho a Desenvolver 3 Áreas de Actuação: - Física; - Técnica; - Táctica;

4 Física O andebol é um jogo de invasão, o que leva à necessidade de conquistar os espaços de maior relevo dentro de campo, quer sejam ofensivos ou defensivos, conquistar a posição perante a bola ou a baliza, ter capacidade de contacto para nos mantermos equilibrados e conseguirmos realizar a acção em causa com eficácia ou mantermo-nos prontos para nova acção. Posto isto a condição física tem muito relevo numa modalidade colectiva com estas características, no caso do andebol, o facto de ser uma modalidade onde existe muito contacto físico e que se está a tornar cada vez mais intensa, devida à velocidade de jogo cada vez maior, a condição física dos atletas ganha ainda mais relevo na sua preparação. As capacidades físicas mais importantes para um atleta de andebol são: - Resistência; - Força; - Força explosiva / Potência; - Velocidade; - Velocidade de Reacção; - Flexibilidade; - Coordenação; Sabendo que com o pouco tempo que dispomos com os atletas para trabalhar o desenvolvimento destas capacidades todas seria quase impossível, para tal contamos com a colaboração dos clubes para trabalharem em sintonia connosco. Posto isto, a nossa actuação junto dos atletas que frequentam os trabalhos das selecções regionais irá incidir sobre estas capacidades. Acreditamos que estas são armas fundamentais e que irão sustentar os aspectos técnicos e tácticos a desenvolver assim como irá permitir aos nossos atletas conseguirem resultados no futuro.

5 CONTEÚDOS TÉCNICO-TÁCTICOS Técnica Esta característica é a base do jogo, sem o passe, o remate, o drible o jogo não existia. A técnica caracteriza-se por ter nela incluída todas as habilidades necessárias ao jogo de andebol. Táctica É nesta área de intervenção que iremos desenvolver as relações eu bola-colega. A táctica divide-se em duas categorias táctica individual e táctica colectiva. Na táctica individual iremos desenvolver capacidades que estão relacionadas com a tomada de decisão, esta categoria refere-se fundamentalmente a isso mesmo. Referese ao facto de o jogador ter de tomar um conjunto de decisões em jogo como: se passa à esquerda ou direita, se remata, enfim um conjunto muito alargado de decisões que tem de ser tomadas em curtos períodos de tempo e com a maior eficácia possível. A táctica colectiva diz respeito às interacções entre jogadores, aqui vão ser desenvolvidos os sistemas de jogo assim como as regras desses sistemas, dado se tratar de jovens atletas a preocupação neste particular passará pela interacção de 2 a 3 jogadores, tentaremos ensinar os cruzamentos, transformação do sistema 3x3 a 2x4 e permutas. A qualidade dos atletas irá ditar os conteúdos a abordar, não queremos queimar etapas na formação. Técnica Individual - Manejo de bola - Passe de ombro - Recepção a duas mãos (recepção alta, média e baixa) - Drible (com protecção, em progressão, com ambas as mãos, sem controlo visual da bola) - Fintas (com bola e sem bola) - Rotação de Braço - Cruzando o apoio - Remate em Suspensão: ao 1.º, 2.º e 3.º apoio.

6 - Com abertura de ângulo - Remate em Apoio - Remate na Passada Táctica Individual - Desmarcação (criação de linhas de passe válidas e diversificadas) - Tomada de decisão (o que fazer; como fazer) - Iniciação ao Bloqueio - Inversão do Sentido de Circulação - Cruzamento Noções a Reter - Importância do passe e recepção e da posse de bola - Progressão no terreno - Dispersão (ocupação racional do espaço) - Iniciação ao Contra-Ataque (transição defesa/ataque) - Continuidade (Evitar que o portador da bola sofra falta) - Criatividade (Variantes Técnicas e Tácticas de Grupo) - Jogar Sem Bola Conteúdos de Ataque Princípios do Ataque - Pensar antes de receber - Receber a bola em corrida - Atacar no espaço entre 2 defesas (o par e o impar) - Amplitude - Profundidade - Equilíbrio Posicional - Penetrações Sucessivas - Iniciação ao Contra-Ataque - Princípios de transição defesa/ataque

7 Táctica de Grupo Conteúdos de 2 - Passa e Vai - Cruzamento Simples Táctica Colectiva - 3:3 e 2:4 - Passagem de 3:3 a 2:4 Conteúdos Defensivos Princípios da Defesa - Correcto Posicionamento (sempre entre o adversário e a baliza) - Posição básica defensiva - Controlo do Adversário (Proximidade vs Distância) - Comunicação - Triângulos Defensivos - Deslizamento Defensivo - Troca de Marcação - Agressividade (procura constante da bola) - Ataque ao braço activo - Intercepção - Dissuasão - Desarme - Ajuda - Recuperação Defensiva - Reequilibro Defensivo

8 Sistemas Defensivos Sugeridos - Sistema Defensivo Individual - 3:2:1-5:1-3:3 Guarda-Redes O guarda-redes irá ter atenção individualizada pois é um posto específico com características muito próprias. Os aspectos técnicos terão maior relevância nesta idade pois os aspectos tácticos como cooperação com bloco, oferecer um lado da baliza para convidar o adversário a rematar para lá reduzindo assim a iniciativa do rematador irão aparecer de forma esporádica para já, embora sejam armas que iremos abordando mas sem grandes planeamentos ou objectivos. Os aspectos técnicos a desenvolver são: - Posição Base - Pré-Defesa - Deslocamentos - Defesa Alta, Baixa e Baixa em queda e meia altura - Contra-Ataque (directo, apoiado e com a sua participação) Ênfase especial na Flexibilidade, capacidade física condicional assim como na coordenação. Orientações Metodológicas para o grupo de trabalho - Espírito e elevação de Equipa - Todos os Atletas devem participar nos treinos e jogos para os quais são convocados. - Circulação dos Jogadores por vários postos específicos - Exigir qualidade de passe; recepção e remate Meios de Treino Exercícios: Variedade de Exercícios - Exercícios que privilegiem o sucesso com oposição:

9 - Igualdade Numérica -> Jogo Condicionado - Superioridade Numérica - Jogo Reduzido (n.º jogadores, limitações do terreno de jogo) - Jogo Condicionado (ex: sem drible, defensores com mãos atrás das costas) - Jogo Formal Jogos Recomendados com competição em todos eles: - Jogo dos 10 passes - Jogo da bola ao capitão - Jogo de entrega da bola - Jogo Golos de Cabeça - Jogo Andebol Rugby - Jogo das 4 balizas (golo: Apenas com passe picado) Variantes: - Passe picado obrigatório - Passe para a frente obrigatório - Má recepção = Perda de posse de bola - Bitoque = Perda de posse de bola - Passe a 2 mãos obrigatório Este trabalho terá sempre por base um pensamento de formação e como tal, antes de tudo isto há a preocupação com um desenvolvimento harmonioso e multilateral dos atletas. Outro objectivo é desenvolver atletas capazes de pensar/analisar o jogo e a partir disso tomar decisões. Evitar mecanismos demasiado fechados onde não há espaço para a criatividade e para a capacidade de decidir em função de variantes. Ou seja não queremos máquinas a jogar mas sim atletas a pensar o jogo e a decidir. Na abordagem a estes temas, irão ser usados exercícios de carácter mais analítico, formas jogadas e em jogo reduzido. Iremos ainda dentro dos possíveis aliar o trabalho das capacidades físicas ao trabalho técnico e à táctica. Não esquecendo a importância do desenvolvimento das capacidades físicas de forma analítica. Teremos, durante todo o processo, presentes as palavras do Professo José Soares quando refere que é preciso treinar para treinar para jogar. E as directrizes dadas pelos técnicos da Federação aquando as acções técnicas para os técnicos das selecções regionais.

10 Listagem de Atletas AAP Iniciados Femininos Nome Clube Nº CIPA Data Nascimento P. E. Mão Dominante Rita Vilar (Iniciada) Sta Isabel Pv Dta Mariana Simões (iniciada) Sta Isabel ª L Dta Joana Silva (iniciada) Sta Isabel ª L Dta Ana Lia (infantil) Sta Isabel ª L Dta Maria Pinheiro (infantil) Palmilheira Uni Dta Mariana Bastos (infantil) Palmilheira ª L Dta Mariana Lima (iniciada) Col. Gaia Pe Dta Joana Mota (iniciada) Col. Gaia Gr Dta Iara Guedes (infantil) Col. Gaia Pv Dta Sónia Bica (infantil) Col. Gaia ª L Dta Catarina Ruela (infantil) Col. Gaia ª L Dta Patrícia Fernandes (iniciada) S. Felix LE Dta Sara Ferreira (iniciada) S. Felix C Dta Jéssica Rocha (iniciada) S. Felix PD Esq Joana Ferreira (iniciada) S. Felix LD Dta Joana Rodrigues (iniciada) S. Felix PE Dta Catarina Pontes (iniciada) S. Felix Piv Dta Inês Soares (iniciada) S. Felix C Dta Daniela Soares (infantis) S. Felix LE Dta Joana Queiróz (infantis) S. Felix Gr Dta Beatriz Lacerda (iniciada) Garrett 1996 Pta Dta Beatriz Estevão Garrett 1997 Ld/pv Dta Catarina Estevão Garrett ª L Dta Sara Costa Garrett ª L Dta Barbara Ribeiro Garrett 1997 Gr Dta

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