North Carolina State University. The University of Georgia. Yara (Norway). Willian Rojo Libuy

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1 Willian Rojo Libuy

2 Por meio deste, gostaria de expressar meus agradecimentos a todos os meus colegas da SQM e da Yara, como também às seguintes instituições por suas relevantes contribuições com fotos e/ou gráficos: North Carolina State University. The University of Georgia. Yara (Norway). Willian Rojo Libuy

3 Introdução A SQM é uma companhia líder na produção de fertilizantes especiais, elaborados através de processos que não prejudicam ao meio ambiente. Fortemente comprometida com o desenvolvimento da agricultura mundial, e em busca constante de novas informações agronômicas, a SQM decidiu editar Crop Kits para diferentes cultivos agrícolas, para que sirvam como diretivas para a obtenção de maiores volumes e melhor qualidade de produção, desta forma beneficiando os produtores, os profissionais da agricultura e os distribuidores. Este trabalho é uma síntese de informações teóricas e práticas, desenvolvidas pelo mundo da pesquisa e pelos grupos de pesquisadores técnicos da SQM, em nível mundial. Importantes comentários e contribuições vieram dos departamentos técnicos do Brasil e do México, sem esquecer a relevante contribuição da equipe técnica de nosso sócio YARA, os quais colocaram todas as suas informações à nossa disposição para a obtenção de um melhor resultado. Por isso, a todos o nosso mais profundo reconhecimento e nossa gratidão. Também gostaríamos de agradecer a todas as instituições de pesquisas agronômicas que foram citadas, garantindo o tão necessário rigor científico a esta publicação. Este Crop Kit tem por objetivo auxiliar no manejo agronômico do cultivo. No entanto, para uma maior exatidão técnica, devido às muitas condições diferentes de cultivo no mundo, é recomendável entrar em contato com as equipes técnicas da SQM e da YARA em seus respectivos países, que, sem dúvida, irão contribuir para a obtenção de uma melhor produção e de um maior rendimento. Este guia de manejo nutricional vegetal especializado foi elaborado em estreita colaboração com nosso sócio YARA. 3

4 4 Conteúdos Apresentação 1 Relação entre o Estado Nutricional do Cultivo e seu Desempenho Produtivo 2 Descrição Do Cultivo 2.1 Origem 2.2 Descrição Botânica 2.3 Tipos De Tabaco 2.4 Áreas De Cultivo 2.5 Solo 2.6 Condição Climática 2.7 Irrigação 2.8 Morfologia Da Planta 2.9 Fenologia Da Planta Germinação E Preparação Da Muda Transplante E Crescimento Na Lavoura 2.10 Parâmetros De Qualidade Indicadores Objetivos Da Qualidade Do Tabaco Cura Nitrosaminas 2.11 Principais Doenças Doenças de Raiz Doenças Fúngicas Da Parte Aérea Doenças Bacterianas Doenças Virais 3 Função Dos Nutrientes 3.1 Nitrogênio 3.2 Fósforo 3.3 Potássio 3.4 Cálcio 3.5 Magnésio 3.6 Enxofre 3.7 Microelementos 4 Informações Sobre Manejo Nutricional Management

5 5 Deficiências Nutricionais Visuais do Cultivo 6 Nutição Especial para as Plantas e Principais Características Dos Fertilizantes 7 Prácticas a Considerar no Plano Nutricional 7.1 Momento Da Aplicação Nitrogênio Fósforo Potássio Cálcio Magnésio 7.2 Alternativas Para o Programa Nutricional Programa Nutricional Granular Programa Nutricional Via Irrigação e Granular 8 Resultados Das Pesquisas 9 Testes De Campo 10 Refêrencia Bibliógrafica

6 6 Apresentação Este Crop Kit aborda o cultivo do tabaco, e abrange 10 capítulos. O capítulo 1 começa por assinalar a importância da nutrição para um bom resultado econômico da safra. Segue com o nº 2, com informações sobre os principais países produtores, sua produtividade, e depois vem a descrição do cultivo, suas necessidades climáticas, edáficas e hídricas. Acrescenta ainda sua morfologia e fisiologia, tipos distintos de tabaco e seus parâmetros de qualidade e, por último, detalhes sobre suas principais doenças. A seguir, no nº 3, há uma descrição da função de cada nutriente no cultivo, continuando com informações sobre um adequado manejo nutricional, assinalando a função específica de cada nutriente no cultivo (capítulo 4). Mais adiante, no capítulo 5, aparecem comentários e descrições das principais deficiências nutricionais, a fim de que sejam facilmente reconhecidas na lavoura. No capítulo 6 aparecem as diferentes alternativas de fertilizantes disponíveis para serem utilizados na lavoura, suas principais características, vantagens e desvantagens de cada um deles. O capítulo 7 apresenta as principais considerações técnicas para uma nutrição adequada e completa, além de distintas alternativas de programas nutricionais. O capítulo 8 mostra os resultados de pesquisas sobre o cultivo do tabaco, com ênfase na produtividade e na qualidade, e na utilização de programas nutricionais completos. O capítulo 9 apresenta alguns resultados de testes de campo e, por último, o capítulo 10 enumera a literatura citada.

7 1Relação entre o Estado Nutricional do Cultivo e seu Desempenho Produtivo A atividade agrícola na atualidade é muito dinâmica e exige muita competência; em conseqüência, os produtores em qualquer parte do mundo podem produzir e exportar suas safras. Assim, cada dia os agricultores precisam ser mais eficientes em sua produção; isso quer dizer produção e qualidade cada vez melhores e aos menores custos possíveis. Para alcançar este objetivo, são múltiplas as variáveis que precisam ser manejadas corretamente, como a adequada escolha da espécie a ser cultivada e a variedade apropriada à região do cultivo, o manejo correto da irrigação, a sanidade das plantas etc. Um papel fundamental para alcançar uma produção maior e qualidade melhor, com relação aos aspectos antes mencionados, é um manejo nutricional adequado. Em vista disto, este manual pretende mostrar alguns elementos técnicos que permitem um manejo melhor do cultivo. Na agricultura atual, é impossível conseguir boas safras, de maneira sustentada, temporada após temporada, sem que se faça o restabelecimento nutricional do solo, que é afetado pela absorção da planta, além de perdas por volatização, lixiviação e absorção, ciclo após ciclo. O manejo balanceado dos nutrientes implica em vários aspectos, como a aplicação dos 13 elementos que a planta absorve via solo e que são definidos como essenciais para seu crescimento. Mas, ao aplicá-los, é preciso levar em consideração as condições edáficas, que podem influir na disponibilidade dos nutrientes no solo. Também devem ser aplicados no momento oportuno e na quantidade exata, o que implica em conhecer os distintos estados fenológicos e as extrações da planta em cada um deles, e é preciso ainda considerar as fontes mais adequadas para cada etapa de crescimento da cultura. Insistimos nisso, porque um manejo correto e balanceado dos nutrientes resultará numa planta sadia, capaz de expressar todo seu potencial genético. É por isso que se pode potencializar o crescimento que seja mais relevante para o objetivo do produtor em cada etapa. Em outras palavras, é uma planta que irá produzir mais e com maior qualidade. Do contrário, sem um programa nutricional bem balanceado, o comportamento da planta fica prejudicado, sendo este um fator determinante para diminuir o rendimento econômico do cultivo, visto que se pode ter uma produção menor, ou uma planta mais propensa a doenças, o que irá resultar em maiores custos de produção, e/ou em qualidade inferior da safra. Portanto, como a nutrição correta é muito relevante para uma planta sadia, uma boa produção e uma alta qualidade são possíveis através de um manejo adequado, resultando 7

8 8 numa melhor relação custo/benefício. Investir um pouco mais em nutrição gera mais lucros para o produtor, que assim diminui o custo unitário da produção, mantendo a qualidade. 2.1 Origem 2 Descrição do Cultivo O Centro de Origem do N. tabacum (Espino, 1988), determinado segundo a distribuição de seus antepassados, em estado silvestre, se considera que sejam os altiplanos do Peru, do Equador e da Bolívia, nos arredores do Lago Titicaca, lugar onde estavam assentadas as antigas civilizações dos Incas e dos Chinchas, que foram as primeiras a cultivar o tabaco, uma vez que ele estava incorporado a suas culturas e mitologias. Embora a origem do tabaco (Nicotiana tabacum L.) se localize nos planaltos Andinos, nos arredores do lago Titicaca, sua difusão como cultivo comercial ocorreu a partir das Antilhas (Cuba e República Dominicana) e na costa leste dos Estados Unidos (Flórida e Virgínia). A produção e o consumo de tabaco pelos índios americanos estavam fundamentalmente baseados na espécie N. tabacum em toda a região sul americana e nas Antilhas, ao passo que a espécie N. rústica era produzida e consumida no México, nos Estados Unidos e no Canadá. Destes lugares, ele foi levado para a Europa por dois tripulantes da primeira expedição de Cristóvão Colombo, Rodrigo de Xerez e Luis de Torres, em meados de novembro de A cronologia da difusão mundial do tabaco parece estar muito bem definida. Nos primeiros anos após o seu descobrimento, as principais referências ao tabaco parecem estar relacionadas com sua difusão e suas formas de utilização pelos habitantes do Novo Mundo, uma vez que já em 1556 o tabaco está presente na França, chegando a Portugal em 1558, à Espanha em 1559 e à Inglaterra em No século XVI, o tabaco chegava à Itália, à Alemanha, aos Países Baixos, à Escandinávia, à Rússia, ao Iran, à África Ocidental e ao Extremo Oriente. Um século após, o tabaco já havia alcançado a Nova Zelândia e a Austrália, sendo assim um cultivo mundialmente difundido, presente nos cinco continentes. O tabaco que começou a ser cultivado pela França e pela Espanha era da espécie N. tabacum, de origem antilhana, ao passo que na Inglaterra e em Portugal foi introduzida a espécie N. rústica, procedente, respectivamente, do Brasil e da Virgínia.

9 Alguns autores consideram que a difusão do tabaco a partir de seu centro de origem começou a uns dois ou três mil anos antes da Nossa Era e que os contatos entre as culturas autóctones resultaram na difusão do milho na direção sul, e do tabaco, na direção norte. A produção, a comercialização e o consumo do tabaco estão fundamentalmente baseados no cultivo da espécie Nicotiana tabacum L., e, em proporção e importância menores, na espécie Nicotiana rústica L., a qual é somente cultivada na Rússia e em alguns países da Ásia. As demais 64 espécies do gênero Nicotiana somente apresentam interesse sob o ponto de vista científico, e algumas delas como plantas ornamentais. 2.2 Descrição Botânica O tabaco (Nicotiana tabacum L.) é um anfidiplóide natural entre a espécie Nicotiana sylvestris Spegazzini e a Comes, e uma das espécies da seção Tomentosae, sendo as espécies N. tomentosa e Pavon, N. tomentosiformis Goodspeed e N. Otophora Griseback as mais freqüentemente consideradas o segundo progenitor. É uma planta perene, que se cultiva anualmente. Sua dotação cromossômica é de vinte e quatro pares de cromossomos. Gerstel (1960), depois de investigações minuciosas, conseguiu determinar que o genoma de N. Tomentosiformis é o que está mais proximamente relacionado com o N. tabacum, de acordo com a freqüência de segregação. Outras evidências parecem apoiar a hipótese de que os progenitores do tabaco são as espécies N. sylvestris e N. tomentosiformis (Espino, 1988; Sheen, 1972). Kung (1976), com base na análise eletroforética da fração I das proteínas do tabaco, estabeleceu que a espécie N. tabacum surgiu em conseqüência da hibridação sob condições naturais do N. sylvestris e N. tomentosiformis, dos quais primeiro resultou o progenitor feminino e a seguir o masculino. Goodspeed (1954) classificou o gênero Nicotiana em três subgêneros, 14 seções e 64 espécies, 45 das quais são de origem americana e 15 são autóctones da Austrália (Garner, 1946). 2.3 Tipos de Tabaco De acordo com as finalidades de sua utilização, diferentes tipos de tabaco foram estabelecidos no decorrer dos anos, e como resultado desta seleção surgiram tipos específicos de tabacos, relativamente diferenciados entre si por sua morfologia, sua composição química e suas propriedades organolépticas. 9

10 10 As características distintivas dos principais tipos de tabaco são: Virgínia Também conhecido por Flue-Cured, apresenta plantas altas, de folhas grandes e lanceoladas, que adquirem uma tonalidade amarela característica, ao serem secadas em atmosfera artificial a 60º - 70º C; tem sabor e aroma suaves, com conteúdo médio de nicotina e elevado de açúcares. A fumaça de sua combustão é doce e ácida. É utilizado para a fabricação de cigarros e para blends de cachimbo. Sua colheita é feita folha por folha e secado em estufas na base do calor. Burley São plantas de porte alto e folhas grandes, que adquirem tonalidades vermelhas bonitas quando secadas ao ar e acondicionadas ao calor. Se caracterizam por suas propriedades físicas: boa combustão, bom preenchimento e capacidade de absorver os flavores picantes nos blends dos cigarros. Seu sabor é neutro, o que resulta numa vantagem na utilização dos blends nas tabacarias e para cachimbos. Colhe-se a planta inteira, que é secada e curada ao ar. Curado a fogo São plantas de bom porte e folhas de tamanho variável, e quando secadas ao fogo direto adquirem tonalidades escuras e um sabor muito forte. São empregadas para blends de cachimbo, na produção de rapé e tabaco de mascar. Escuro São plantas de porte alto e folhas grandes, as quais, secadas ao ar, em atmosfera natural, e depois de um processo de fermentação, adquirem tonalidades que vão da cor do café com leite ao marrom escuro. Tendem a ter sabor e aroma fortes, alto conteúdo de nicotina, e uma reação alcalina da fumaça. Seu cultivo sob baixas condições de luminosidade resulta em capas para charutos de alta qualidade, que é a mais especializada de todas as produções no universo do tabaco. São usadas nas tabacarias, em blends para cachimbo e em capas para charutos premium. Oriental São plantas de porte baixo, folhas pequenas e numerosas, e que, curadas ao sol, adquirem tonalidades amarelas. Sua principal qualidade é o aroma característico que confere aos blends dos cigarros e de cachimbos nos quais é utilizado.

11 Estes tipos de tabaco são cultivados em grandes áreas, como mostra a figura nº 1. O tabaco do tipo Virginia é responsável por mais da metade do tabaco produzido no mundo, 60%, seguido pelo Burley, com 13%, vindo depois o Oriental, com 12%, e, finalmente, o tabaco escuro, com 6%. Os demais são tabacos distintos, que, juntos, alcançam 9% da produção mundial. Participação mundial dos diferentes tipos de tabaco Escuro 6% Oriental 12% Outros 9% Burley 13% Virginia 60% Figura 1. Participação mundial dos diferentes tipos de tabaco. Sob o ponto de vista das partes do charuto, o tabaco é cultivado para produção de: Miolo É o blend de folhas que forma o interior do charuto e é nesta parte que está a força do mesmo, quer dizer, onde se aplicam as combinações secretas de folhas para conseguir o sabor específico de cada marca. O miolo se forma dobrando as folhas em forma de leque, criando passagens horizontais de ar para facilitar a tragada, assegurando em cada uma das tragadas a totalidade dos sabores do tabaco. É formado por meio de longas folhas de tabaco, que ocupam toda a longitude do charuto (em charutos mecanizados, o miolo é formado por folhas cortadas em pequenos pedaços); nos charutos premium de qualidade, o miolo é formado com folhas grandes para que o charuto tenha o mesmo sabor em toda a sua extensão e para que sua cinza seja consistente. Capote São as folhas do charuto que envolvem o miolo e o mantêm unido, contribuindo para uma boa combustão. O miolo é envolvido com uma folha chamada capote; ela influi no sabor, no aroma e na combustão do charuto, e seu sabor deve ser compatível com o do miolo e da capa. 11

12 12 Capa É a cobertura externa do charuto, que fica à vista e é formada por folhas especiais que dão ao tabaco seu aspecto, cor e aroma. Deve ser atrativa e bem constituída, de textura uniforme e suave ao tato. Figura 2. As partes do charuto: capa, miolo e capote.

13 2.4 Áreas de Cultivo O tabaco está amplamente espalhado pelo mundo, e é cultivado em mais de 120 países. A área total cultivada é de quase 3,9 milhões de hectares, nos cinco continentes. A produtividade média mundial é de 1,64 tonelada por hectare. Os vinte países que mais produzem são responsáveis por 87,7% da área plantada no mundo, correspondendo a 87,6% da produção mundial, como mostra o quadro nº 1. Tabela 1. Os vinte países com as maiores áreas de tabaco. País Produtor Superfície Produção Produtividade (ha) (ton.) (ton./ha) China ,78 Brasil ,98 Índia ,37 Turquia ,87 Estados Unidos ,42 Indonésia ,97 Malawi ,57 Argentina ,79 Grécia ,16 Paquistão ,79 Coréia, Rep. Dem. do Pov ,42 Bulgária ,50 Zimbábue ,00 Tailândia ,03 Itália ,82 Tanzânia, Rep Unida da ,72 Cuba ,02 Filipinas ,42 Bangladesh ,21 Myanmar ,88 Nigéria ,42 TOTAL DOS PAÍSES DE MAIOR ÁREA ,64 TOTAL MUNDIAL ,64 Fonte: Stat. da FAO, China, Brasil e Índia concentram mais de 65% de toda área mundial. O tabaco é cultivado em climas tropicais, subtropicais e temperados, e nas latitudes mais amplas, que vão desde os 45º de latitude Norte aos 37º de latitude Sul. E nas mais variadas altitudes, que vão desde o nível do mar até a 2 mil metros de altura. 13

14 Solo Quando se fala dos solos para o tabaco, realmente se fala das condições edáficas específicas que, dependendo da localização, resultam num tipo determinado de tabaco de excepcional qualidade. No entanto, há características comuns, que sempre estão presentes nos solos aptos para o cultivo do tabaco. Em primeiro lugar, o tabaco exige boas qualidades físicas: uma aeração adequada/ água e, acima de tudo, uma boa drenagem interna, uma vez que este cultivo é muito suscetível a deficiência de oxigenação no entorno da raiz e reage mal tanto ao excesso, como a carência de umidade. Por outra, o tabaco não tolera a presença de lençóis de água perto da superfície. Como regra, o tabaco exige uma reação ácida de moderada a neutra. Nos solos ácidos, a toxicidade provocada por alumínio e manganês baixa a produtividade e, sobretudo, a qualidade das folhas. Em solos onde existem carbonatos, poderá haver deficiência de potássio, que afeta a combustibilidade da folha. O ph ótimo para a produção de tabacos varia entre 5,2 e 6,5. Conforme mostra a figura 3, valores ph subácidos a neutros representam maior disponibilidade nutricional. Influência do ph do solo sobre a disponibilidade de nutrientes GRAU DE ACIDEZ GRAU DE ALCALINIDADE Nitrogênio Fósforo Potássio Enxofre Cálcio Magnésio Ferro Manganês Boro Cobre & Zinco Molibdênio Figura 3. Influência do ph do solo sobre a disponibilidade de nutrientes. Fonte: Yara.

15 Com ph altos (acima de 7,5), o Fósforo (P), o Ferro (Fe), o Zinco (Zn), o Manganês (Mn), o Cobre (Cu) e o Boro (B) baixam notadamente sua disponibilidade. Com ph menores de 5,5, a disponibilidade geral dos nutrientes diminui no solo. Particularmente, tem-se uma disponibilidade mínima de Fósforo (P) e nenhuma de Molibdênio (Mo). Além do mais, com este ph (ácido) o cultivo poderá ser afetado pela toxicidade do Manganês (Mn), do Alumínio (Al) ou de alguns metais pesados. Esta toxicidade por Manganês é comum em solos ácidos, provocando crescimento lento na planta, folhas cloróticas, ou eventualmente a queda das mesmas. E, ainda, com a alta absorção deste elemento, a planta diminui sua absorção de outros íons, como o Ferro (Fe), o Cálcio (Ca) e o Magnésio (Mg) (Sims e Wells, 1985). Por outra, o comportamento dos fertilizantes no solo permite certa mudança no ph, através de sua reação ácida ou alcalina, que é medida através do índice de acidezalcalinidade (IAB), o qual pode variar a disponibilidade de nutrientes em solução (dentro de certos limites). Se o fertilizante provoca reação ácida, o IAB tem um sinal negativo e equivale aos kg de CaCO3 necessários para neutralizar o efeito de acidez da aplicação de 100 kg deste produto. Se o fertilizante provoca reação alcalina, o IAB tem sinal positivo e equivale aos kg de CaCO3 gerados pelo fertilizante em questão ao ser aplicado. Para efeitos de comparação de fontes, o IAB se expressa por kg de N aplicado, como mostra o quadro 2. Tabela 2. AAI de comparação de fertilizantes. Fertilizante Fonte: Ortega R. AAI/100Kg AAI/100Kg Boronato 32 AG 55 Cloreto de potássio 0 Fosfato diamônico -70-3,9 Fosfato monoamônico -65-5,9 Nitrato de amônio -61-1,8 Nitrato de potássio 20 1,3 Nitrato de sódio 26 1,9 Nitrato simples de potássio 29 1,8 Sulfato de amônio 28 1,9 Sulfato de cálcio ,2 Sulfato de potássio 0 Sulfato de zinco 0 Sulfato ferroso 0 Sulpomag 0 Superfosfato triplo 0 Uréia -83-1,8 15

16 16 A respeito dos efeitos das exigências do tabaco com relação às condições do solo, os diferentes tipos de tabaco podem ser divididos em dois grandes grupos: os tabacos claros, que incluem o Virgínia e os orientais, e os tabacos escuros, sejam curados ao ar ou ao fogo. Para estes efeitos, o tabaco Burley ocupa posição intermediária, aproximando-se dos tabacos claros por suas exigências físicas e de textura, e aos tabacos escuros por suas exigências nutricionais. Os tabacos claros preferem solos de textura mais leve, com menor capacidade de intercâmbio iônico e menor disponibilidade de nutrientes. Os tabacos escuros respondem melhor em solos de textura mais pesada, com alto conteúdo de argila, e níveis medianos de matéria orgânica (M.O.), ao passo que sua reação pode chegar perto da neutralidade. De qualquer forma, a aplicação de matéria orgânica no solo é muito importante para melhorar suas características físicas (estrutura), desta forma favorecendo o aumento da capacidade de intercâmbio iônico (CIC), como pode ser observado na figura 3, e para incrementar a atividade microbiológica, melhorar a capacidade de retenção de água e evitar a lixiviação dos nutrientes em solução. Relação entre CIC e MO no solo CIC em mqe*100gr % de Matéria Orgânica Figura 4. Relação entre CIC e MO no solo. Fonte: Casanova, O, 1999 Faculdade de Agronomia, Montevidéu, Uruguai.

17 Por sua vez, uma melhor capacidade de intercâmbio iônico pode gerar aumento de ph no solo, como pode ser visto na figura 4, o que permite aumentar a disponibilidade dos elementos do solo para sua absorção por parte das plantas. Figura 5. Relação entre CIC e ph. Fonte: Casanova, O, 1999 Faculdade de Agronomia, Montevidéu, Uruguai. As bases de intercâmbio que normalmente são encontradas no solo, são mostradas na tabela 3: Tabela 3. Bases de intercâmbio no solo. Bases de intercâmbio (CIC) Base Cálcio Magnésio Potassio Alumínio Proporção da CIC 65-85% 6-12% 2-5% Less than 5% mg/kg Zinco Ferro Cobre Manganés Boro 0, ,5-1 0,2 1,0 17

18 18 Por outra, a salinidade afeta o cultivo de formas distintas, através do conteúdo salino total e através das toxicidades específicas dos distintos íons (Cloro, Sulfatos, e Carbonatos). O tabaco é uma planta sensível ao excesso de sais, e este problema se expressa num menor tamanho das plantas e das folhas, como resposta à dificuldade crescente de absorver água. Os conteúdos mais altos de sais (cloro e/ou sódio) nas folhas são também prejudiciais para a qualidade do tabaco colhido. Neste sentido, o uso racional dos fertilizantes é muito importante por causa de seu impacto no solo, uma vez que todos os fertilizantes são sais que contêm um índice salino, conforme mostra a tabela 4. De modo que, para evitar um excesso de sais no solo, recomendase o uso de fertilizantes de baixa salinidade. Tabela 4. Indice de Salinidade dos Fertilizantes. Fertilizante N P 2 O 5 K 2 O Índice salino Cloreto de potássio Nitrato de amônio Nitrato de sódio Uréia Sulfato de amônio Nitrato de Potássio Amoníaco anidro Sulfato de potássio Sulfato diamônico Fosfato monoamônico Superfosfato triplo Fonte: Adaptado de Rader L., White L. e Whittaker C.

19 2.6 Condição Climática O tabaco é uma cultura tropical. Por isso, é sensível a temperaturas baixas e a geadas. Ele é cultivado num grande número de climas. No entanto, precisa de 90 a 120 dias sem geadas para um bom desenvolvimento. Na etapa do canteiro, ele precisa de temperaturas superiores a 16º C, ao passo que durante o seu desenvolvimento na lavoura a temperatura ideal situa-se entre 19º C e 28º C, segundo Burke, citado por Comis (1996). A temperatura tem grande influência sobre o tabaco, a tal ponto que influencia a área foliar da planta, como se pode observar na figura 6: Figura 6. Efeito da temperatura na superfície foliar. Fonte: Raper et al. E Agron J., Mais precisamente, culturas sob um regime de temperaturas mais altas (entre 26º C e 30º C) apresentam superfície foliar maior do que as cultivadas em temperaturas mais baixas (entre 14º C e 18º C). Especialmente na parte superior das plantas, a situação em questão, assinalada na mesma figura, é constatada a partir da 8ª folha até a parte extrema superior. Ao passo que na parte baixa da planta (da 8ª folha para baixo), as plantas não apresentam diferenças em sua superfície foliar, independente do regime térmico ambiental. Ao mesmo tempo, temperaturas mais altas geram maior número de folhas na planta, como mostra a figura nº 6. Nela podemos ver que o número de folhas aumenta em proporção direta com a temperatura do cultivo, chegando a mais de 40 folhas por planta quando a temperatura média do dia é de 34º C, e a média noturna é de 30º C. 19

20 20 Figura 7. Efeito da temperatura no número de folhas por planta. Fonte: Raper et al. E Agron J., Por outra, também foi estudado o efeito da temperatura no peso específico da folha e os resultados são mostrados na figura nº 8: Figura 8. Efeito da temperatura no peso específico da folha. Fonte: Raper et al. E Agron J., 1971.

21 O quadro nos mostra que plantas cultivadas num regime térmico entre 14º C e 18º C produzem folhas com peso específico maior que aquelas plantas cultivadas em temperaturas mais elevadas. Independentemente da posição das folhas no pé, e à medida que aumenta o regime de temperaturas, o peso específico vai diminuindo. O tabaco é um cultivo de dia neutro e, por isso, não é influenciado pelo comprimento do dia para desenvolver seus processos e suas etapas fenológicas. No entanto, o tabaco requer dias claros para expressar melhor seu potencial produtivo. Durante o período da colheita, o ideal é um clima seco, que facilita a expressão aromática da planta. Também facilita o processo da cura da folha. Além de influir na duração do ciclo vegetativo, o clima afeta a qualidade do produto e a produtividade da safra (Marinez, 2005). 2.7 Irrigação Como planta de grande desenvolvimento vegetativo e de ciclo de crescimento curto, o tabaco é exigente tanto em termos de água como em elementos nutritivos. A irrigação é um importante componente para a produção de tabaco de qualidade. A planta é geralmente tida como tolerante à seca. E produz melhor com a falta de água do que com o excesso. Isto acontece porque a raiz é muito suscetível a condições de solos saturados. Contudo, ambos os fenômenos, a falta e o excesso de água, geram problemas para o cultivo. Na medida em que a falta de água resulta numa redução da produtividade e num produto de pouca combustibilidade, o excesso gera diminuição de nitrogênio protéico nas folhas, aumento do conteúdo de Potássio e diminuição de Cálcio e Magnésio. O uso da irrigação pode modificar as propriedades físicas e químicas na cura das folhas. A irrigação pode aumentar os níveis de açúcar da folha de tabaco e diminuir os níveis de nicotina. Segundo Jones G., 1996, uma seca tende a causar um aumento dos níveis de nicotina e uma folha mais encorpada, além de melhorar o sabor. Ao passo que um excesso de água gera redução nos níveis de nicotina, tornando a folha mais fina e de sabor inferior. Com a irrigação se consegue melhor desenvolvimento das raízes, que pode levar a aumento de 15% em volume de produção, por causa da maior absorção de água e de nutrientes. Folhas maiores são produzidas em comparação com cultivos que dependem unicamente da água da chuva para seu desenvolvimento. Um manejo adequado da irrigação para uma colheita máxima implica em manter o solo sempre a 50% de sua Capacidade de Campo nos primeiros 60 centímetros de profundidade. De modo que a planta não tenha dificuldade em extrair a água, mas também não fique inundada. 21

22 22 A Capacidade de Campo (como se pode ver na figura 9) varia de solo a solo, mas se encontra aproximadamente em 30kPa e pode variar entre 5-40kPa). Para o controle disto pode-se usar tensiômetros, que indicam quando o solo necessita de água Potencial Hídrico do solo (kpa, log) Água retida pelo solo Ponto de Murchamento Permanente Capacidade de Campo Conteúdo de Umidade (%vol) Figura 9. Potencial Hídrico do solo. Moore e Tyson, 1998, reportam que a irrigação do tabaco antecipa a floração e resulta num menor número de brotos secundários depois de cortar a inflorescência floral. Os mesmos autores assinalam que, depois do transplante, para as condições de Geórgia (USA), a irrigação das plantas pode ser dividida em várias etapas: crescimento precoce, que vai do transplante até atingir 30 cm de altura (2 a 4 semanas após o transplante), onde a demanda de água é crescente, mas sem chegar ao máximo; crescimento rápido, a partir dos 30 cm de altura (4 a 10 semanas depois do transplante) até o botão floral, quando a demanda de água é máxima e onde um suprimento adequado resulta numa boa produção; finalmente, a etapa da colheita, quando a aplicação de água é novamente diminuída. A primeira irrigação deve preferivelmente ser feita após o transplante, para evitar a compactação do solo. Neste caso, recomenda-se aplicar meia polegada (12,5 mm) de água, a fim de umedecer o perfil até abaixo das raízes. Depois, se recomenda continuar com 15 a 20 mm por semana.

23 Após isto, os suprimentos de água vão aumentando até o ponto de demanda máxima (5 a 6,5 mm por dia), num período que vai desde a sexta semana até a décima semana após o transplante, conforme mostra a figura n 10. Durante este período, um adequado suprimento hídrico é de vital importância para uma boa produtividade e boa qualidade Uso da água por dia (cm) Semanas após o transplante Figura 10. Manejo da água no tabaco. Fonte: Harrison e Whitty, 1971, citado por Moore e Tyson Quando a planta tiver atingido seu tamanho final e durante a colheita, ela deve receber suprimento hídrico, embora em quantidades menores em comparação às etapas anteriores. Isto ajuda a produzir uma folha mais grossa e mais encorpada. A safra toda pode chegar a consumir entre 4 e 6 mil metros cúbicos de água por hectare, dependendo da duração da safra, das características do solo, da condição climática e do manejo. Uma das formas para definir quando se deve regar o cultivo é pela utilização da bandeja de evapotranspiração classe A, cuja forma correta de instalação foi definida internacionalmente. A água a ser aplicada corresponde à evapotranspiração real do cultivo (Etc), que é calculada considerando-se a evaporação da bandeja (mm/dia) (Eb) multiplicado por um coeficiente de cultivo (Kc) e multiplicado por um coeficiente de bandeja (Kp). Etc = Kc x Kp x Eb 23

24 24 O coeficiente de cultivo (Kc) para cada etapa do tabaco é como segue: durante o estado inicial (primeiros 10 dias), 0,3 a 0,4 durante o estado de desenvolvimento (entre 20 e 30 dias), é 0,7 a 0,8 ao atingir a metade do período de cultivo (entre 30 e 35 dias), é 1,0 a 1,2 no período final do cultivo (entre 30 e 40 dias), é 0,75 a 0,85 Enquanto isso, o coeficiente de bandeja (Kp) normalmente se situa entre 0,6 e 0,8. Por outra, Maw, Standell e Mullinix, 1997, nos reportam uma curva de evapotranspiração do cultivo para as condições de Geórgia, conforme mostra a figura n 11, onde as temperaturas mínimas foram de 10 C no começo do período e chegaram a 22 C no final. As temperaturas máximas chegaram a 26 C no começo da temporada, alcançando a 35 C no final. A precipitação pluviométrica foi de 371 mm durante as 20 semanas após o transplante. Figura 11. Evapotranspiração do Cultivo e Evaporação de Bandeja no Tabaco. Fonte: Maw, Standell e Mullinex, 1997.

25 Neste caso, os autores diretamente indicam a evapotranspiração da safra E(t), mas também a evaporação de bandeja E(p), porque, ao dividir E(t) por E(p), podemos imediatamente conseguir o produto de Kc x Kp (a multiplicação de ambas as constantes) para fazer o cálculo de lâmina de água a ser aplicada de forma direta, isto é, somente usando a evaporação da bandeja e a constante que aparece na tabela 5: Tabela 5. O constante (Kc x Kp) no tabaco da Geórgia. Semana E (t)/e(p)=kc*kp 6 0,19 7 0,54 8 0,76 9 0, , , , , , , ,83 Fonte: Elaboração própria a partir de Maw, Standell e Mullinex,1997. Neste caso, devemos levar em conta que as condições climáticas são distintas, fazendo com que os valores possam variar, permanecendo no entanto como um excelente guia para trabalhar. 25

26 Morfoligia da Planta A raiz principal da planta de tabaco se ramifica rapidamente para formar um sistema radicular densamente fasciculado e não muito profundo, como mostra a figura nº 11. Todavia, sob condições apropriadas de cultivo, ela pode chegar a uma profundidade e a um raio (crescimento lateral) de 1,5 metros. Figure 12. O tabaco tem um sistema radicular densamente fasciculado. O desenvolvimento do sistema radicular e sua morfologia sofrem forte influência das propriedades do solo e das técnicas de transplante; e talvez por esta razão 90% a 100% do peso das raízes se encontra distribuído nos primeiros 30 centímetros do solo. O peso das raízes é determinado pela característica das variedades, pela fertilidade do solo e pelas práticas culturais, entre as quais as de maior importância são a fertilização, a irrigação, o desbaste e a forma e o momento de fazer o camaleão. O talo apresenta

27 uma seção poliédrica, que é muitas vezes definida como o resultado da fitotecnia empregada (desponte). Sua resistência mecânica não é elevada e freqüentemente não resiste ao volume de folhas produzidas pela planta. Sob condições normais de cultivo, a planta chega a uma altura de um a dois metros, com uma produção de folhas variando entre quinze a vinte e cinco por planta (Martinez, 2005). A planta de tabaco tem a propriedade de produzir gemas axilares endógenas, as quais, ao se desenvolverem, podem se transformar em flores perfeitas. A inflorescência do tabaco é uma panícula terminal. A corola cresce a uma grande distância do cálice, o que é muito característico; ela não tem pétalas e seu formato se parece com um cilindro alongado, dividido em cinco lóbulos em seu distal final. A cor das pétalas da espécie N. tabacum é rosada, e raras vezes branca ou amarelo-pálida. Os cinco estames estão unidos à base da corola e possuem anteras de formato oval. O estigma se encontra no final de um grande estilo, que cresce sobre a abertura da corola. O comprimento dos estames é variável, mas geralmente estão acima do estigma. As folhas do tabaco têm predominantemente um formato oval, brotam diretamente do talo e têm uma aparência fosca, com pilosidade abundante. Sua cor varia do verde claro nas variedades Virgínia a verde intenso nas variedades do tipo Escuro Curado ao Ar. O formato da folha, seu ângulo de inserção, a forma de união com o talo (peciolada ou séssil), a simetria da folha, suas dimensões e a relação entre seu comprimento e sua largura são as peculiaridades mais importantes da folha que caracterizam e diferenciam os diferentes tipos de tabacos e, freqüentemente, as variedades dentro de um mesmo tipo. O tabaco é uma planta dicotiledônea e vivaz, que rebrota ao ser cortada. Suas folhas, como mostra a figura nº 12, são lanceoladas, alternadas e pecioladas. Suas flores são hermafroditas, freqüentemente regulares. Suas raízes são penetrantes, embora a maioria delas se encontre na parte superior e mais fértil do solo. 27

28 28 Figura 13. Parte aérea da planta de tabaco. Por suas dimensões, a densidade da safra utilizada comercialmente vai de 10 mil a 25 mil plantas por hectare, dependendo da latitude, do tipo de tabaco e do destino da produção. O número normal para o Flue-Cured são 16 mil plantas por hectare. Distâncias menores entre as fileiras na lavoura (maior densidade) geram um tabaco de folhas de menor tamanho, mais finas e com menor conteúdo de nicotina, ao passo que, com menores densidades na lavoura, obtém-se o efeito contrário (Jones. G, 1996). A posição das folhas é de grande importância na planta, uma vez que ela representa diferentes graus de produtividade. De acordo com a figura 14, a posição da folha no pé representa uma determinada parte da produção da planta, dependendo da altura ou da posição em que se encontra. Na figura anterior pode-se verificar que quase 80% da produção está concentrada entre a 5ª e a 18ª folha.

29 Efeito da posição da folha no rendimento Porcentagem da colheita (%) ,2 3,4 5,6 7,8 9,10 11,12 13,14 15,16 17,18 19,20 Posição da folha Porcentagem da colheita Figura 14. Efeito da posição da folha no rendimento. Fonte: Brown e Terril, Fenologia da Planta Germinação e Preparação da Muda O processo de crescimento e de desenvolvimento da planta de tabaco começa com a germinação das sementes, que são minúsculas em tamanho, e 10 mil sementes pesam apenas um grama (Agenda do Salitre, 2001). Para uma germinação acima de 90%, é preciso usar sementes peletizadas de alta qualidade, com garantia de alta porcentagem de germinação (Smith, Peedin, Yelverton Y Saccer, 1988). Os mesmos autores assinalam que, para uma boa germinação, a semente necessita de umidade e de temperaturas uniformes, entre 21º C e 24º C, por um período de sete a dez dias. E logo depois que a maior parte da semente tiver germinado, a temperatura poderá variar entre 13º C e 15º C durante a noite, e entre 27º C e 29º C durante o dia. O processo de germinação e o primeiro estágio de crescimento, até que a muda chegue até o ponto de ser transplantada, leva entre 6 a 8 semanas, conforme mostra a figura

30 30 Estágios de desenvolvimento da Muda 45 a 80 dias Semente Duas folhas expandidas Quatro folhas expandidas Muda Transplante Estágio 0 Estágio 1 Estágio 2 Estágio 3 Estágio 4 7 a 20 dias 40 a 60 dias Figura 15. Estágios de desenvolvimento da Muda. Fonte: North Carolina State University. Atualmente, existem sistemas avançados para o desenvolvimento das mudas, e estes incluem a utilização de estufas, os sistema float e o sistema de bandejas aéreas para a produção de mudas, conforme mostra a figura 16. Figura 16. Sistemas para o desenvolvimento de mudas.

31 As mudas também podem ser produzidas em canteiros, um sistema com menos tecnologia, mas que produz resultados aceitáveis. Neste caso, recomendam-se 200 metros quadrados de sementeira por hectare de tabaco a ser cultivado, com densidade de 400 plantas por metro quadrado, a fim de garantir o transplante num período curto de tempo e com mudas de tamanho adequado. De qualquer modo, um número suficiente de mudas deve ser garantido, caso haja problemas de germinação. Juntamente com a temperatura, a umidade e a nutrição são fundamentais nesta etapa. É importante usar um substrato capaz de drenar os excessos de água, tendo em vista que as irrigações devem ser freqüentes neste período, a fim de evitar que as plantas desidratem. Este substrato deve ser umedecido totalmente antes da semeadura. A planta de tabaco é sensível ao excesso de sais; por isso, é conveniente conhecer as características da água que temos à disposição, desta forma evitando a presença de bicarbonatos, cloretos e o excesso de sódio, uma vez que estes poderiam queimar a folhagem da muda em crescimento. Durante esta etapa, a muda desenvolve tanto a parte aérea como suas raízes. O manejo técnico deve tentar intensificar o crescimento do sistema radicular, de modo que seja capaz de suportar o estresse do transplante, provocando crescimento rápido das raízes, que se refletirá no desenvolvimento da planta na lavoura. Segundo estudos realizados por Caruso, Pearce e Bush, 2000, a maior taxa de crescimento do sistema radicular, em mudas desenvolvidas em estufas, ocorre entre os dias 24 e 40 após a emergência, com temperaturas entre 21º C e 24º C. A nutrição, nesta etapa, segundo recentes pesquisas, deve ser feita a partir da segunda semana após a germinação, com elementos solúveis, numa relação de N:P2O5:K2O 3:1:3.; acrescentando uma concentração de 100 e 150 ppm de N., e quatro semanas depois a mesma relação deve ser aplicada, com 100 ppm de N. Como prática cultural, a folhagem da planta é podada durante as primeiras semanas de crescimento, conforme mostra a figura 17. De acordo com Smith, Peedin, Yelverton e Saccer, 1988, isto é recomendado para aumentar a resistência das plantas na hora do transplante e para obter uniformidade no comprimento e no diâmetro do talo. Este último é especialmente importante no caso de transplantes mecanizados. 31

32 32 Figura 17. Exemplo sobre a poda das folhas na planta. Fonte: X Seminário Tabaco SQM. Os mesmos autores também assinalam que a poda pode ser utilizada para retardar o transplante, caso a lavoura não esteja em condições favoráveis. Eles também afirmam que o mais apropriado para maximizar as plantas utilizadas é fazer três a cinco podas. No entanto, há produtores que fazem bem mais podas. Não obstante, é preciso ter cuidado com a severidade da poda, uma vez que pesquisas realizadas na Virgínia, por David Reed, demonstraram que podas severas (a 1,25 cm acima da gema de crescimento), diminuem o comprimento do talo, e não aumentam seu diâmetro. Isto pode acarretar crescimento menor na lavoura e retardamento da época de floração. Atualmente, recomenda-se iniciar a poda com intervalos de três a cinco dias, quando as mudas estão 5,0 a 7,5 cm acima da bandeja, e fazer o corte a 3,5 cm acima da bandeja Transplante e Crescimento Na Lavoura Uma vez que a lavoura e as mudas estão prontas, como mostra a figura 18, elas devem ser levadas ao campo.

33 Effect of the Position of the Leaf on Yield Figura 18. Diferentes sistemas de mudas. Fonte: Willani S. X Seminário Tabaco SQM. Ocorre um estado de estresse pós-transplante, que pode durar até 15 dias, dependendo das condições climáticas e das mudas. Uma vez que este processo estiver superado, as mudas começam a desenvolver sua estrutura rapidamente, conforme mostra a figura 19. Esquema dos distintos estágios fenológicos 30 days 50 days 30 days Semana pós-transplante Figura 19. Esquema dos distintos estágios fenológicos. A raiz tem uma etapa de crescimento que dura pelo menos os três primeiros meses do ciclo de crescimento, conforme mostra a figura 20, e durante os quais, em cinco semanas quer dizer, da 7ª a 12ª, quase quintuplica sua matéria seca, fato que mostra que há uma taxa muito elevada de crescimento durante este período. 33

34 34 Figura 20. Média de Matéria Seca do sistema radicular da Planta de Tabaco. Fonte: Ensaio de Anton Scholtz, South African Golden Leaf, África do Sul. Estes fatos são confirmados por testes realizados no Brasil, onde as raízes de plantas produzidas de formas distintas dobraram seu peso in natura entre o segundo e o quarto mês após o transplante (Sérgio Willani, Seminário Tabaco 2005). Também testes feitos na Geórgia, pelos autores Maw W., Standell J. e Mullinix G, 1997, indicam que a principal época de crescimento das raízes ocorre antes da 11ª semana após o transplante (dois meses e meio após o transplante). A quantidade de raízes desenvolvidas define o crescimento da etapa seguinte, que é o crescimento aéreo (Collins, 2001). Logo após o começo do crescimento das raízes, com uma certa defasagem de tempo, inicia-se um rápido desenvolvimento da folhagem, a partir do segundo mês após o transplante. Isto também é confirmado por um estudo realizado na Geórgia, onde os autores indicam que, logo depois que o principal crescimento das raízes ocorre, se desencadeia o crescimento da folhagem, enfatizando a necessidade do crescimento das raízes antes que se inicia o crescimento aéreo. O crescimento aéreo se intensifica nesta etapa, alcançando sua maior expressão entre a quinta e a duodécima semana após o transplante, conforme pode ser visto na figura 21, período em que 86% da matéria seca aérea é formada, de acordo com informações encontradas em tabaco Flue-Cured na África do Sul. E é novamente intensificada logo após a aparição e a poda dos botões florais, que acontece na nona semana, durante

35 a qual há um acúmulo de crescimento de matéria seca nas folhas. Durante este período (entre a 9ª e a 12ª semana) há um acúmulo aéreo acima de 40%. Figura 21. Média de Matéria Seca nas Partes Aéreas da Planta de Tabaco. Fonte: Ensaio de Anton Scholtz, South African Golden Leaf, África do Sul. Segundo Collins, 2001, quando o tabaco Virgínia inicia a floração (como mostra a figura 22), é o momento de fazer o desponte (remoção do botão floral) e o controle dos brotos. Por sua vez, a colheita deverá começar duas semanas mais tarde. 35

36 36 Figura 22. Sinergia e antagonismo na toma de nutrientes na zona da raiz da planta entre cation E as fontes de nitrato e amônia. A remoção do botão floral permite um maior crescimento ao resto da planta, uma vez que toda a água e os nutrientes para seu desenvolvimento se redistribuem, tanto para a raiz como para a folhagem. Da mesma forma, a remoção dos brotos (crescimentos secundários) permite uma maior expansão às folhas em crescimento e uma folhagem mais vigorosa. Tão logo que estes procedimentos são finalizados, a planta entra numa fase importante de crescimento aéreo, seja em altura, em tamanho ou extensão das folhas. Normalmente, a planta de tabaco Virgínia atinge seu ciclo de crescimento em mais ou menos 90 dias, ao passo que o tabaco Burley leva 120 dias, após os quais a colheita começa. O processo de colheita poderá levar de 5 a 7 semanas, dependendo do estado do cultivo e das condições climáticas. Sob condições normais, segundo Hawks, 1980, as folhas de tabaco amadurecem da parte basal até a parte apical da planta, mais ou menos de duas a quatro folhas por semana. Isto significa que o ritmo da colheita é de duas a quatro folhas por semana. Em outras palavras, os extremos da colheita (dependendo da densidade das plantas e do número de folhas maduras por semana) poderiam estar entre 20 e 100 mil folhas por hectare por semana. Segundo o mesmo autor, este processo é o que mais exige mão-de-obra e deve, portanto, ser devidamente preparado para evitar atrasos na colheita. Uma folha de tabaco está pronta para ser colhida logo que tiver atingido seu tamanho máximo e seu peso ideal, e quando começa a sentir falta de nitrogênio, isto é, quando começa a dar sinais de clorose, como mostra a figura 23.

37 Figura 23. Estado de Maturação das Folhas para serem Colhidas Parâmetros de Qualidade A qualidade do tabaco, definida como complexo de propriedades químicas, físicas e organolépticas, que se transformam durante a pirólise e produzem um determinado conjunto de sensações, que um fumante considera prazerosas, é o resultado da produção agrícola da matéria-prima (folha de tabaco) e sua transformação ocorre durante os processos de cura, fermentação e tecnológicoindustrial. Tem sido dito muitas vezes que o processo de produção do tabaco, da sementeira à indústria (especialmente quando é destinado à fabricação de cigarros), está mais próximo da arte do que da tecnologia; embora a ciência e a técnica moderna possam dar melhorias substanciais às tecnologias tradicionais. Praticamente todas as práticas agrícolas têm influência sobre a qualidade do tabaco, a começar pela escolha do ecossistema (clima, solo e vegetação) no qual a folha será produzida, passando pela seleção do tipo de tabaco e das variedades usadas, até o sistema de fertilização, infra-estrutura da lavoura, uso da irrigação e práticas fitotécnicas (manejo técnico). 37

38 Indicadores Objetivos da Qualidade do Tabaco Os indicadores que caracterizam a qualidade dos diferentes tipos de tabaco são vários, mas em geral podem ser agrupados em três grupos de critérios (Tso, 1990): Critérios organolépticos Tamanho das folhas Cor Uniformidade Presença de matérias estranhas Danos foliares Textura Corpo Maturidade Odor Sabor Nível foliar Critérios físicos Fator de enchimento Resistência mecânica Higroscopicidade Rendimento em fibra Combustibilidade Critérios químicos Conteúdo de açúcares Nicotina Extrato de éter de petróleo Alcalinidade do extrato aquoso da cinza Nitrogênio total Nitrogênio protéico Amido Acidos voláteis Bases voláteis totais

39 A qualidade da capa Nos tabacos escuros, a avaliação da qualidade depende do destino industrial final do produto. No caso da produção de charutos, existem diferenças marcantes entre os critérios de valorização das folhas que se destinam a capas e ao preenchimento. A produção de capas para charutos premium é provavelmente a mais especializada das produções da agroindústria tabaqueira. A folha para este fim se valoriza de acordo com seu/sua: Tamanho Forma Cor Textura Corpo Combustibilidade Elasticidade Oleosidade Brilho Ausência de danos e manchas na superfície A qualidade do filler As folhas destinadas para filler ou preenchimento dos charutos são avaliadas por: Tamanho Cor Combustibilidade Textura Corpo Força Conteúdo de nicotina Muitas variáveis influem na qualidade das folhas de tabaco. E para as mencionadas anteriormente, é preciso acrescentar que cada parte da planta cultivada produz folhas de qualidades distintas, conforme mostra a figura

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