Herpesvírus linfotrópicos: CMV e EBV. Prof. Dr. Eurico Arruda Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP

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1 Herpesvírus linfotrópicos: CMV e EBV Prof. Dr. Eurico Arruda Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP

2 Citomegalovirus Icosaédrico, nm de diâmetro, 162 capsômeros hexagonais, envelopado, com DNA de fita dupla com cerca de 230 kb e 200 ORFs gb é a mais importante glicoproteína do envelope Um único sorotipo com quatro variantes genotípicas: genotipos gb-1 a gb-4 O genotipo gb 1 é o de maior significado clínico

3 Epidemiologia Distribuição ubíqua, soropositividade em adultos jovens é >90% em países em desenvolvimento, e 40%-80% em países desenvolvidos. A vasta maioria das infecções são subclínicas. Infecções são mais graves em fetos, neonatos, idosos, imunocomprometidos.

4 Epidemiologia Infecção primária é geralmente na infância (60% nos primeiros 6 m de vida), provavelmente pelo leite materno Infecção primária: 80% em creche vs. 20% em casa).

5 Citomegalovirose Após infecção primária pela via salivar (ou parenteral, transfusional e sexual) o vírus é excretado prolongadamente na saliva e na urina CMV infecta linfócitos (B e T), monócitos e leucócitos polimorfonucleares, além de vários epitélios, fibroblastos e endotélio Latência em células CD34+ progenitoras da M.O. e macrófagos Citomegalovirose: Congênita e Pós-natal

6 Citomegalovirose congênita É a mais comum das infecções congênitas: 3% dos nascidos vivos em Ribeirão Preto, 1% nos EUA O,1% de todos os nascidos vivos nos EUA e UK têm alguma sequela de CMV congênito Infecção no primeiro trimestre em geral causa aborto ou dano neurológico fetal permanente

7 Citomegalovirose congênita Mãe com infecção primária, ou reativação, durante gestação Doença de Inclusão Citomegálica inclui: hepato-esplenomegalia, microcefalia, retardo mental, surdez neural, púrpura trombocitopênica e anemia hemolítica (hiperesplenismo)

8 Citomegalovirose congênita Microcefalia

9 Citomegalovirose congênita Calcificações intracranianas Corio-retinite

10 Citomegalovirose congênita Excreçao prolongada de vírus na Urina (anos), com células em olhode-coruja.

11 Citomegalovirose pós-natal Perinatal: via secreções vaginais ou leite materno = em geral assintomática. Transfusional = síndrome de mononucleose infecciosa, com rash e febre Oportunista = reativação de CMV latente: febre, pneumonia, retinite, hepatite, artrite, encefalite, colite ulcerativa

12 RETINITE

13 PNEUMONIA

14 PNEUMONIA -Infiltrado linfomonocitário - Proliferação de fibroblastos - Inclusões nucleares gigantes

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17 Citomegalovirus Diagnóstico: PCR, Isolamento em cultura de células Antigenemia por imuno-histoquímica

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19 Citomegalovirus Tratamento: Ganciclovir (1a escolha) Foscarnet (2a escolha)

20 Caso Clínico Uma semana depois de uma famosa festa a fantasia, um aluno do 2º ano de medicina da USP apresenta febre, fadiga e dor de garganta. Ao exame físico havia exantema máculo-papular difuso, sinais inflamatórios e secreção na garganta, petéquias no palato mole, linfadenomegalias cervical, axilar e epitroclear. O fígado estava a 2 cm do rebordo costal e o baço a 4 cm, com consistências normais.

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22 Caso Clínico O esfregaço do sangue periférico mostrou linfocitose com 80% de atipias.

23 Vírus de Epstein-Barr Causa mais frequente de mononucleose infecciosa Outras doenças associadas a EBV: Linfoma de Burkitt, Carcinoma de Nasofaringe (NPC) Icosaédrico, envelopado, com DNA de fita dupla com cerca de 172 kb e 100 ORFs Distribuição mundial

24 VÍRUS DE EPSTEIN-BARR -Transmissão através de secreções orofaríngeas - Detectável em secreções vaginais: possibilidade de aquisição via sexual - Disseminação sistêmica, com gamopatia policlonal, profunda ativação de células T CD8+

25 Vírus de Epstein-Barr Infectam células epiteliais da faringe (ciclo lítico) e linfócitos B (latência). Expressam em linfócitos B genes de latência que resultam em proteínas EBNA1-6 e transcritos LAT.

26 ISH PARA GENES DE LATÊNCIA DE EBV EM AMÍGDALA DE PACIENTE PORTADOR CRÔNICO

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28 DIAGNÓSTICO ANTICORPOS HETERÓFILOS (Monotest) ELISA para Ag de capsídeo (Anti-VCA) PCR pode ser usada para medir carga viral em pacientes com doença linfo-proliferativa póstransplante

29 Acyclovir TRATAMENTO Imunoglobulina hiperimune anti-ebv em pacientes transplantados

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