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1 1 JORNAL DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES NÚMERO 125 JUNHO DE 2011 Inscrições abertas para o Congresso Conheça alguns dos palestrantes e coordenadores de oficinas literárias PáginaS 4, 5 e 6 POLÍTICAS CULTURAIS Aziz Ab Sáber indicado para o Prêmio Intelectual do Ano Página 14 Dois assuntos que causaram polêmica nos meios da produção literária: livro didático e reprografia Páginas 8 e 9 Veja os lançamentos de livros de associados. Um dos destaques é a tradução, diretamente do russo, por Luís Avelima, de Fiodor Dostoievski Páginas 16 e 17

2 2 CONVERSA COM O ESCRITOR Escritura tutelada Em cada processo, com o escritor, comparece a juízo a própria liberdade. (Rui Barbosa) A União Brasileira de Escritores repudia veementemente a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que proibiu a distribuição, na rede pública do estado, do livro Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século. Causa estranheza que, só agora, quase 30 anos depois de publicado pela primeira vez, o conto do escritor e associado da UBE, Ignácio de Loyola Brandão que serviu de mote para a decisão do magistrado relator do caso tenha sido considerado indecente e impróprio para crianças na fase pré-adolescente do ensino fundamental e médio. O conto passou ao largo de qualquer contestação durante o tremedal de trevas da ditadura militar. E só agora, quando estamos redemocratizados, recebe o carimbo da proibição. Parece, portanto, que está aberta a jurisprudência para proi- EXPEDIENTE Jornal O Escritor edição n 125, junho de 2011 Publicação de distribuição dirigida para os associados da União Brasileira dos Escritores. Todas as informações podem ser reproduzidas, desde que citada a fonte. Conselho Editorial: Joaquim Maria Botelho Rodolfo Konder Luís Avelima Reginaldo Dutra Gabriel Kwak Renata Pallottini Audálio Dantas Jeanette Rozsas O Escritor 124: Edição: Audálio Dantas Joaquim Maria Botelho Luís Avelima Editoração: Luís Fernando Zeferino bir Bocage, Petrarca, Gregório de Mattos, os autores de contos fesceninos da Roma Antiga e muitos milhares de outros livros. Estarão os educadores tendo a sua liberdade de cátedra ameaçada? Por que, ao que parece, está sendo repassada, dos professores para os magistrados, a tarefa de definir que conteúdo é mais adequado para a formação de repertório que, por sua vez, forma caráter. Data venia, por analogia, e sem considerar que a ação foi impetrada por certa instituição que se diz defensora dos interesses dos consumidores, seria o mesmo que questionar os senhores juízes diante de cenas de sexo explícito, exibidas por certos programas de televisão de baixíssimo nível cultural. Ou, dirão, ouvir estrelas: pesos e medidas são diferentes para avaliar e julgar o conteúdo de uma obra literária e o lixo despejado sem o mínimo de controle de qualidade pelos portais de internet? E as redes sociais? Isto será resolvido pelo Marco Civil da Internet e Diretoria da UBE (biênio março de 2010/março de 2012): Diretoria executiva Joaquim Maria Guimarães Botelho presidente Renata Pallottini primeira vicepresidente Audálio Ferreira Dantas segundo vice-presidente Sueli Carlos secretária geral Maria José Vianna primeira secretária (afastada) Luiz Avelino Lima segundo secretário Nicodemos Neves Sena - tesoureiro geral Gabriel Kwak primeiro tesoureiro Djalma da Silveira Allegro segundo tesoureiro Caio Porfírio Carneiro - secretário executivo Conselho consultivo e fiscal Anna Maria Martins Antonio Carlos Ribeiro Fester Antonio Possidônio Sampaio Fábio Lucas José Carlos Garbuglio Levi Bucalem Ferrari Marisa Lajolo Paulo Oliver Plínio Cabral Rodolfo Konder Diretores departamentais Antonio Francisco Carvalho Moura Campos Célio Roberto Turino de Miranda Cláudio Jorge Willer Deonísio da Silva Dirce Lorimier Fernandes Giselda Penteado di Guglielmo Mariza Baur Antonio Luceni Menalton João Braff Raquel Naveira Paulo de Assunção Edmundo de Carvalho José Eduardo Mendes Camargo União Brasileira de Escritores: Rua Rego Freitas, º andar Vila Buarque. Cep: São Paulo - SP. Telefones: (11) / Site: deixará as crianças a salvo de empedernidos de plantão? São muito preocupantes decisões como a que agora atinge um escritor consagrado como Loyola Brandão e, por extensão, toda a comunidade literária do país. Sem contar que, num outro episódio extra-judicial, Monteiro Lobato foi considerado racista no livro Caçadas de Pedrinho. O tema da vigilância, que já estava na pauta de debates do Congresso Brasileiro de Escritores que a UBE vai realizar em novembro na cidade de Ribeirão Preto, certamente dará muito mais motivação para que nos fortaleçamos em torno da defesa dos direitos de expressão e manifestação cultural. Em 1945, os escritores que participavam do Primeiro Congresso Brasileiro de Escritores estavam ocupados com a própria liberdade de expressão, sufocada por uma das ditaduras que já vivemos. Hoje, quando pensávamos poder avançar para outros temas, supondo superada aquela luta, verificamos que, a cada dia, há um metafórico novo leão a ser combatido. Reiteramos nossa indignação diante desse desserviço para com a nossa ainda adolescente democracia, tão ávida de posturas e procedimentos coerentes com a maturidade que se espera das instituições de um país emergente e até avançado, em outras instâncias de desenvolvimento. Joaquim Maria Botelho CORREIO Caro Presidente: Incrível! 53 anos de UBE e eu, esse tempo todo com ela! Recostei-me, cerrei os olhos e disparei o filme: o clima sóciolítero-político dos dias iniciais da entidade, o esforço para fundir as duas entidades então quase antagônicas o meu nome apontado por ambas para o Conselho (onde fiquei por decênios e de onde não pedi para sair), o ambiente febril com heroísmos nem tanto em momentos difíceis. Mais de meio século! E não méritos eventuais e sim a longevidade fazem-me homenageado. Inclusive, com largo espaço no O Escritor número 20. Mais do que tudo comoveu-me o ver quantos confrades enviaram ao jornal a sua adesão à referência. Pedi desculpas aos que me antecederam na inscrição e na viagem para o quem sabe onde! Estranha essa sensação de que a ampulheta e não a apenas avalisaram a aclamação. Enfim, venha o abraço e cantemos juntos, a vitória da UBE. Por favor, receba pela União, pelo jornal e por todos os missivistas, o agradecimento do veteraníssimo Hernâni Donato. Resposta do presidente: Hernâni, a sua obra fala por si mesma. O aniversário da UBE foi apenas pretexto para uma singela homenagem a você. E aguarde porque teremos outras.

3 UBE O ESCRITOR 3 EVENTO Abertas as inscrições para o Congresso Associados da UBE e interessados em geral podem se inscrever pelo site Mais informações pelo telefone e pelo endereço A União Brasileira de Escritores está com inscrições abertas para o Congresso Brasileiro de Escritores de Escritores, professores, estudantes e amigos do livro, interessados em participar, poderão fazer sua inscrição pelo site ou pelo Logotipo desenvolvido pela equipe de marketing do Uni-SEB COC, parceiro da UBE na realização do evento No ato da inscrição, o interessado deve indicar a oficina e a palestra a que prefere assistir a informação é necessária para dimensionamento das salas, uma vez que os eventos serão simultâneos. Para as mesas redondas e para o debate programados para o dia 12 de novembro o acesso será livre. SÍNTESE DA PROGRAMAÇÃO (consulte programação completa no site congresso) Dia 12 de novembro 14 horas - mesas redondas 20 horas debate Dia 13 de novembro 9 horas oficinas literárias 20 horas: evento cultural com orquestra e lançamento de livros Dia 14 de novembro 9 horas comunicações 14h às 17h - palestras e conferências 20 horas, programa cultural e palestra Dia 15 de novembro 10 horas palestra 11 horas - divulgação da Carta de Princípios do Escritor 11h30 - entrega do Troféu Juca Pato 12 horas encerramento A manhã do dia 13 será dedicada a oficinas literárias. Está aberta também a possibilidade de lançamentos de livros de autores associados à UBE, na noite de 13 de novembro, no saguão principal do evento. Credenciamentos para lançamento devem ser feitos também no ato da inscrição. O evento cultural programado para a noite de 13 de novembro inclui declamação de poemas e crônicas curtas selecionadas. O interessado deve declarar intenção de participar, no ato da inscrição, enviando seu poema ou sua crônica, imediatamente, ao endereço eletrônico As peças inscritas serão analisadas e aprovadas previamente por uma comissão de diretores da UBE. A manhã do dia 14 será destinada a comunicações, nos gêneros ensaio ou texto literário. O interessado deverá, no ato da inscrição, informar o título de sua comunicação e enviar currículo e sinopse de até 500 palavras para o endereço eletrônico A tarde do dia 14 de novembro será dedicada a palestras, que ocorrerão das 14h às 17h, simultaneamente, em salas de aulas com capacidade para 70 pessoas cada uma. (Palestras que tiverem mais inscrições poderão ser deslocadas para ambientes maiores.) Associados da UBE estão isentos de taxa de inscrição. Outros interessados estarão sujeitos a uma taxa de organização de R$ 100,00 (cem reais). Lançamento oficial Está sendo programada uma cerimônia oficial de lançamento do Congresso Brasileiro de Escritores, em Ribeirão Preto. A União Brasileira de Escritores vai assinar protocolo de intenções com os parceiros da entidade na realização do evento: Fundação Instituto do Livro de Ribeirão Preto, Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, Câmara dos Vereadores e Prefeitura de Ribeirão Preto e Uni-SEB COC, esta a instituição que vai sediar o Congresso Brasileiro de Escritores de Nas próximas páginas, o leitor acompanha sinopses e currículos de alguns dos palestrantes e coordenadores de oficinas confirmados. Haverá uma sala de apoio durante os dias 13 e 14, das 13h às 18h. Nesses dias e horários, o agente literário Ralph Peter dará plantão gratuito de atendimento a autores interessados em obter orientações sobre publicação de livros. Ralph Peter é bacharel em Direito e Comunicação Social. Professor universitário e jornalista, apresenta o programa Livros em Revista, que vai ao ar toda quinta-feira, ao vivo, às 17horas, neste endereço: Ralph Peter mantém a coluna semanal Livros em Revista no jornal Empresas & Negócios, tratando do universo livreiro. É também agente literário e atende, gratuitamente, a todos associados da UBE. Consulte-o sem compromisso. Contato: (11)

4 4 Veja aqui os escritores que já confirmaram palestras Frei Betto Palestra Os escritores e as ditaduras Dia 14/11/2011 Autor de 52 livros, editados no Brasil e no exterior, Frei Betto nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, ganhou em 1982 o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias Batismo de Sangue. Em 1986, foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, que lhe deram o prêmio Juca Pato por sua obra Fidel e a religião. Foi coordenador da ANAMPOS (Articulação Nacional de Movimentos Populares e Sindicais), participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da CMP (Central de Movimentos Populares). Prestou assessoria à Pastoral Operária do ABC (São Paulo), ao Instituto Cidadania (São Paulo) e às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Foi também consultor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em 2003 e 2004 atuou como Assessor Especial do Presidente da República e coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero. Desde 2007 é membro do Conselho Consultivo da Comissão Justiça e Paz de São Paulo. É sócio fundador do Programa Todos pela Educação. Severino Antônio Oficina Escrever é desvendar o mundo Dia 13/11/2011 Doutor em Educação, autor de A Educação e Conhecimento: uma nova escuta poética ; O Visível e o Invisível ; Redação: Escrever é Desvendar o Mundo ; A menina que aprendeu a ler nas lápides ; Novas Palavras (com Emília Amaral e outros); A Utopia da Palavra ; A Irmandade de todas as coisas, dentre outras obras. SINOPSE: Nesta oficina, ao mesmo tempo prática e teórica, faremos experiências criativas com as palavras, a partir das modalidades clássicas de texto. Exercícios de escrever e de ler - criadoramente, com lógica; lucidamente, com imaginação. A linguagem é dimensão da existência. Não pode ser reduzida a instrumento, nem mesmo a ferramenta para fazer ferramentas. Como escreve Otávio Paz, com sabedoria poética, a palavra é um símbolo que emite símbolos. Pela palavra, o homem é uma metáfora de si mesmo. A partir destes pressupostos, serão feitas algumas sugestões de redação e de leitura, para despertar a capacidade criadora. - experiências de liberação da linguagem e do pensamento; - experiências de descrição: redescobrindo as coisas a partir da redescoberta da própria capacidade de percepção; - experiências de narração: como redescoberta do gosto de criar enredos e personagens as narrativas que vivemos, as que escutamos, as que sonhamos; - experiências de dissertação: para recuperar a alegria de pensar, a paixão de questionar o mundo, com diversos jogos lógico-expositivos. Affonso Romano de Sant Ana Palestra Ler o mundo: um desafio Dia 14/11/2011 Nas décadas de 1950 e 1960 participou de movimentos de vanguarda poética. Em 1965 publicou seu primeiro livro de poesia, Canto e Palavra. Em 1968 participou do Programa Internacional de Escritores da Universidade de Iowa, que agrupou 40 escritores de todo o mundo. Em 1969 doutorou-se pela Universidade Federal de Minas Gerais e, um ano depois, montou um curso de pósgraduação em literatura brasileira na PUC do Rio de Janeiro. Foi Diretor do Departamento de Letras e Artes da PUC-RJ, de 1973 a 1976, realizando então a Expoesia, série de encontros nacionais de literatura. Foi cronista no Jornal do Brasil ( ) e do jornal O Globo até Atualmente escreve para os jornais Estado de Minas e Correio Brasiliense. Algumas de suas obras: O Desemprego da Poesia (ensaio, 1962); Poesia sobre Poesia (1975); Que País é Este? (poesia, 1980); O Canibalismo Amoroso (1984); A Mulher Madura (crônicas, 1986); O Lado Esquerdo do Meu Peito (1993); Fizemos bem em Resistir (1994); Mistérios Gozosos (1994). Entre os prêmios recebidos: Prêmio Pen-Club; Prêmio União Brasileira de Escritores; Prêmio Estado da Guanabara; Prêmio Mário de Andrade do Instituto Nacional do Livro; Prêmio do Governo do Distrito Federal Laura Bacellar Palestra Conversa de uma editora com autores iniciantes 14/11/2011 Laura Bacellar trabalha em editoras desde Começou na Editora Paz e Terra como estagiária e já ocupou todas as funções editoriais de produtora na Hemus a editora chefe na Brasiliense. Fundou e dirigiu o primeiro selo editorial inteiramente dedicado às minorias sexuais, Edições GLS. Escreveu três livros como ghostwriter e um com seu próprio nome, Escreva seu livro guia prático de edição e publicação, pela Editora Mercuryo. Adaptou seis clássicos do inglês, Robinson Crusoé, Drácula, Sherlock Holmes, Frankenstein, Rei Artur e Caninos brancos para a editora Scipione, tem mais dois no prelo e escreveu uma outra obra infantil, Mini Larousse da educação no trânsito, para a Larousse do Brasil em É co-autora, com o índio cariri Tkainã, do livro juvenil Mãe d água pela Scipione em No mesmo ano publicou O mercado gls com Franco Reinaudo pela editora Ideia e Ação. Em 2010 lançou A mãe possível Os caminhos do xamanismo para dissolver a culpa da mãe que não é perfeita com a mestra xamã Carminha Levy. Dá cursos regularmente para autores e editores em instituições como a Universidade do Livro, ligada à Unesp. Mantém o site com.br, que é bastante utilizado por editores para instruir autores que os procuram. Atualmente trabalha como free-lancer para várias grandes editoras e é responsável pela Brejeira Malagueta, a primeira editora dirigida a lésbicas do Brasil. CORREIO Caro Joaquim Maria Botelho Espero que os acertos para a realização do Congresso Brasileiro de Escritores de 2011, estejam correndo de maneira positiva. Eu, entretanto não poderei estar presente, por mais que desejasse participar de tão importante evento. Entrando agora na década dos 90 anos, decidi definitivamente não participar de mais nenhum evento e usar o tempo que me restar (espero mais uma década!), para avançar com a escrita dos livros programados. Já falei com a Profa. Maria Zilda Cunha, excelente sucessora de meus trabalhos na USP, e que antecipadamente aceitou me substituir na coordenação de oficina de Crítica Literária. Com minhas desculpas pela mudança de rumo, aqui deixo meus melhores Votos de total sucesso na organização e realização do Congresso. Cordialmente. Nelly Novaes Coelho Resposta do presidente: Lamentamos, mas entendemos a sua decisão. Já contatamos a dra. Maria Zilda, que aceitou a incumbência de substituí-la.

5 UBE O ESCRITOR 5 Deonísio da Silva Oficina A arte de narrar. Contos de fada, lendas, Dostoievski ou Machado: por que, como e para quem contamos histórias? Dia 13/11/2011 Escritor, Doutor em Letras pela USP, com 34 livros publicados, entre romances e contos (publicados em Portugal, Cuba, Itália, Alemanha, Suécia etc), além de ensaios e livros infanto-juvenis. Seus livros, constantemente reeditados, foram premiados pelo MEC, Biblioteca Nacional etc. Recebeu também o Prêmio Internacional Casa de las Américas. SINOPSE: O complexo, misterioso e divertido mundo dos contos de fada e das lendas está em A arte de narrar. O escritor Deonísio da Silva desconstrói estruturas narrativas para mostrar aos alunos como foram construídas: quais seus personagens solares, temas, problemas, mensagens etc. Segundo ele, esses são os primeiros passos para se escrever romances. Em seu habitual estilo bem-humorado, ele ensina: A avó da menina foi abandonada num asilo florestal. (Des)orientando a filha, a mãe avisa, antes de pedir-lhe que vá fazer uma visita à mãe dela: Cuidado com o lobo!. Lá chegando, a pirralha encontra o feroz animal vestido com a camisola da vovó. Ela o confunde com a vovó. Afinal, a pimpolha sofre das vistas ou a mãe de sua mãe é muito feia e pode ser confundida desse modo? Mas tcham, tcham, tcham! - vem sempre um homem para salvar a mulher, de preferência devastando a floresta e matando os animais. E este é o lenhador! Ou o caçador, dependendo da versão. Mas, esclarece: Não é assim que a história vem sendo lida para e pelas crianças há vários séculos. A leitura é outra! E por quê?. A Oficina vai durar duas horas e os textos utilizados pelos alunos serão fornecidos em forma eletrônica ou impressa. Jorge da Cunha Lima: Palestra Cultura na era digital 14/11/2011 Advogado, administrador de empresas e jornalista. Como poeta e romancista, tem as seguintes obras publicadas: Ensaio Geral (Ed. Martins), Mão de Obra (Ed. Brasiliense), Véspera de Aquárius (Ed. Paz e Terra) e O Jovem K (Ed. Siciliano). Desempenhou também atividades editoriais para casas como a Editora Senac e Imprensa Oficial do Estado. Foi diretor do jornal Última Hora e da revista Senhor- Vogue. Na área cultural pública presidiu a Fundação Cásper Líbero, o Centro Franco-Brasileiro de Documentação Técnica e Científica e o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta (atualmente é vice-presidente). Como secretário da Cultura do governo Franco Montoro, foi um dos principais responsáveis pela realização do Congresso Brasileiro de Escritores de 1985, tendo dado todo o apoio ao seu alcance. Blog: ADRIANA ELIAS Mouzar Benedito Palestra O Saci como ícone de identidade nacional na literatura Dia 14/11/2011 Mineiro de Nova Resende. Jornalista e geógrafo, foi engraxate, aprendiz de barbeiro e de seleiro, caixeiro, calculista, técnico em contabilidade, pesquisador de cultura popular, professor, tradutor de teatro e de livros etc. Trabalhou ou colaborou em cerca de trinta jornais e trinta revistas. Participou da fundação dos jornais Versus e Em tempo e colaborou em várias outras publicações alternativas. Tem 22 livros publicados e participou de três coletâneas. No início da década de 1980, produziu a versão brasileira (em parceira com Henfil) da revista Mafalda, de Quino, pela Global Editora. SINOPSE: Estamos numa fase em que o brasileiro vem perdendo progressivamente o que Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira-lata. E o que propomos é isso: uma afirmação da literatura brasileira, que inclui a abordagem de temáticas brasileiras, o uso de um vocabulário brasileiro e até a antirreforma ortográfica. Mas o que tem o Saci com isso? Em 1917, Monteiro Lobato passeava pelo Jardim da Luz, ponto de encontro da burguesia paulistana, e viu estátuas de nibelungos, fadas, gnomos... E concluiu: parece que estamos perto do Polo Norte! Perguntou: cadê o Saci? Cadê a Iara? Cadê o Curupira? Foi para a redação do Estadinho (vespertino do Estadão) e pediu que os leitores escrevessem contando se nos locais onde moravam tinha Saci e o que ele fazia. Recebeu tantas cartas que publicou um livrão chamado Inquérito sobre o Sacy. E o Saci representa bem o brasileiro: é pobre (nem roupa tem), negro e perneta... e vive alegre, é brincalhão. Além disso, ele era índio na origem, virou negro e ganhou o gorrinho mágico dos europeus. É mesmo a síntese do brasileiro. É ícone do nosso imaginário. E o que seria da literatura sem o imaginário? José Eduardo Mendes Camargo Palestra O projeto Usina de Sonhos Dia 14/11/2011 Natural de Dois Córregos, Estado de São Paulo, é autor de quatro livros de poesia e administrador de empresas. Empresário do setor agroindustrial, é diretor do Departamento de Integração Regional do CIESP e membro do Conselho Superior do Agronegócio da FIESP. Preside o Instituto Usina de Sonhos - instituição de atividades sócio-culturais que utiliza a poesia como agente de transformação do comportamento humano (reconhecido pela UNESCO e MinC). Realiza anualmente o Festival Internacional de Poesia em Dois Córregos, que neste ano teve a sua 5ª edição. SINOPSE: O Instituto Usina de Sonhos foi criado em 1996 na minha cidade natal, Dois Córregos-SP, com a finalidade de disseminar a poesia entre os estudantes locais das escolas publicas e particulares. Devido ao sucesso que obtivemos, conseguimos o reconhecimento e apoio da UNESCO, e elogios oficiais do Ministério da Educação e Cultura e da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. O projeto foi realizado por seis meses seguidos através de oficinas de poesias com industriários, trabalhadores rurais, detentas da cadeia pública, religiosos, comerciários, estudantes e alunos da APAE. Nesta palestra exibiremos um documentário de 71 min., produzido pela Bossa Nova Films, que fala sobre a vida de poetas de Dois Córregos, e que será inscrito em festivais nacionais e internacionais. A. P. Quartim de Morais: Palestra Singularidades do mercado editorial Dia 14/11/2011 Jornalista, articulista e editorialista de O Estado de S. Paulo. Elaborou em 1995 o projeto de implantação da Editora Senac São Paulo. Atualmente é também editor-associado da Global Editora, onde coordena a linha de títulos de ficção e não-ficção para comercialização no varejo. Sinopse: Sob a permanente pressão das transformações impostas pelas novas tecnologias no campo das comunicações e pelo fundamentalismo de mercado decorrente da globalização, a indústria do livro no Brasil enfrenta uma crise de identidade que ameaça colocar em sério perigo o futuro da literatura brasileira. Como reflexo retardado de um fenômeno que se manifesta pelo menos desde os anos 70 no Primeiro Mundo, o big business editorial brasileiro tem intensificado, a partir da virada do século, a tendência a ser gerido como um negócio qualquer, desconsiderando a responsabilidade social que implica o fato de trabalhar com um produto especial, o livro. O resultado disso é que as grandes corporações editoriais brasileiras que atuam no segmento trade, que trabalha com conteúdos de interesse geral destinados à venda basicamente nas livrarias, hoje estão muito mais preocupadas com o desempenho comercial do que com o conteúdo dos títulos que lançam. Enquanto um grande número de escritores iniciantes, e até mesmo daqueles com obras já publicadas, encontram enormes dificuldades para publicar seus livros, as grandes editoras investem centenas de milhares de dólares no pagamento de advances para autores estrangeiros que despontam com sucesso nas listas de mais vendidos no Exterior. A missão de divulgar a literatura brasileira, principalmente o indispensável trabalho de novos autores, acaba ficando quase que completamente sob a responsabilidade de pequenas e médias editoras ou das casas publicadoras sem fins lucrativos.

6 6 Ruth Guimarães Oficina Composição de crônica Dia 13/11/2011 Dirce Lorimier e Paulo de Assunção: Palestra Projeto Memória da UBE Dia 14/11/2011 Dirce Lorimier é crítica literária e ensaísta. Doutora em História Social pela USP. Membro da diretoria da UBE e da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA. É co-autora dos livros: Meu Nome é Zé, Antologia de Contos da UBE, Inquisição Portuguesa - Tempo, Razão e Circunstância (Prefácio, Lisboa, 2007). Também é organizadora e co-autora do livro Religiões e Religiosidades - Leituras e abordagens (Arké 2008), dentre outras publicações didáticas. Autora de A Inquisição na América (Arké, 2004) Romancista, cronista, contista e tradutora. Traduziu grande parte da obra de Dostoieviski, do francês, para a Editora Cultrix. Traduziu, diretamente do latim, também para a Editora Cultrix, O asno de ouro, de Apuleio. Como folclorista escreveu livros como Filhos do Medo, sob orientação de Mário de Andrade, e A saga de Pedro Malazarte. Seu romance de estreia, Água Funda, foi lançado em 1946, em São Paulo, no mesmo evento em que foi lançado Sagarana, do seu amigo Guimarães Rosa - uma nova edição está em processo de arte-finalização pela Editora 34. Foi cronista do jornal Folha de São Paulo na década de 60, dividindo espaço, em dias alternados, com Carlos Heitor Cony, Padre Vasconcelos e Cecília Meirelles. Mantém coluna semanal de crônicas no jornal O Vale, de São José dos Campos. Ocupa a cadeira número 22 da Academia Paulista de Letras desde Levi Bucalem Ferrari: Palestra O Escritor e a Política Dia 14/11/2011 Sueli Carlos e Armando Taminato: Palestra O Mutirão Cultural da UBE e a importância da palavra falada na comunicação Dia 14/11/2011 Sueli Carlos é fonoaudióloga com especialidade em Motricidade Orofacial. Poetisa, pintora, diretora da UBE e coordenadora do Mutirão Cultural da União Brasileira de Escritores. Participação nas coletâneas Poetas da Mário de Andrade, III e Poetas de todos os Cantos. Armando Taminato é advogado e também coordenador do Mutirão Cultural da UBE. Antonio Penteado de Mendonça: Palestra O papel das Academias de Letras Dia 14/11/2011 Antonio Penteado de Mendonça é advogado e professor. Atual presidente da Academia Paulista de Letras. Colunista dos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde e Tribuna do Direito. Apresentador de programas na Rádio Eldorado AM. Tem mais de artigos técnicos publicados no Brasil e no exterior. É autor de Crônica da Cidade, Crônicas de Amor e Outras Histórias, Um Passeio pela História do Brasil e de São Paulo, em conjunto com Luiz Gonzaga Bertelli, e A Cidade em Movimento. Levi Bucalem Ferrari é professor de ciências políticas, poeta e ficcionista. Participou da resistência à ditadura militar e foi preso político. É membro da Accademia Siculo-Normanna di Cultura di Palermo e Monreale. Coordenou a implantação do Estado de Rondônia e o Programa Estadual de Desburocratização SP. Recebeu em 1998 o prêmio Melhores do Ano da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, com o livro O seqüestro do senhor empresário. Apresenta o programa Outras Palavras de divulgação literária na Rádio Cultura Brasil. Presidiu a UBE por três gestões. Conferências Estão programadas também duas conferências, na tarde de 14 de novembro: Multiculturalidades: a contribuição de várias culturas para a formação da língua portuguesa Participantes: Antonio Cabrita, escritor moçambicano, e Maurício Melo Júnior, apresentador do programa Leitura, da TV Senado (com mediação de Nicodemos Sena, diretor tesoureiro da UBE) A experiência de regionalização da UBE Participantes: representantes de Seccionais e Núcleos (coordenação de Menalton Braff, diretor de Integração Nacional da UBE) Na sua edição de agosto, o jornal O Escritor trará informações sobre os participantes das mesas redondas, conferências e debate.

7 UBE O ESCRITOR 7 artigo Congresso: por que não? betty milan Claudio Willer é meu amigo de infância. Fomos vizinhos, durante décadas, e marcávamos poeticamente a hora dos encontros : 9h32 ou 12h13 ou... Mostro a ele os meus textos, porque sabe me ler. Inclusive fez os posfácios d O Clarão e d A Trilogia do Amor. Convidei-o para alm oçar, sugerindo que viesse com Joaquim Maria Botelho e convidei outro amigo de infância, Deonísio da Silva. Faríamos um almoço de escritores aqui na Ministro Rocha Azevedo, onde gosto de receber. Uma tradição paulista em vias de desaparição. Durante o almoço, falamos do Congresso da UBE e eu sugeri ao Joaquim uma entrevista para o jornal sobre o livro nos tempos da internet com Jean Sarzana, ex-diretor do Sindicato Nacional dos Editores na França e autor, com Alain Perrot, do livro Impressions numériques Através da entrevista seria possivel abordar questões essenciais. Como, por exemplo, o que mudou na história do livro com a internet. Como devemos nos organizar para defender os direitos autorais, cada vez mais ameaçados pelos operadores que trabalham em escala planetaria. Que livros tendem a desaparecer do mercado e que efeitos a internet tem sobre a literatura. Que parceria entre autores e editores é necessária afim de que o espaço já reduzido da literatura não se reduza ainda mais. Já no dia seguinte, Joaquim me enviou um aceitando a sugestão, dando o número de toques e a data limite para o trabalho 15 dias. Mais que isso, me pedia um texto de duas laudas sobre o que eu espero do próximo congresso da UBE. Um ato generoso, de reconhecimento. No entanto, me perguntei se ele acaso imaginava que sou jornalista... escrevo como máquina automática etc. Ao me perguntar isso, paradoxalmente me dei conta de já ter escrito o equivalente a 6 livros na imprensa (Jornal da Tarde, Folha de S. Paulo, Veja e outros veículos). Uma pergunta sem pé nem cabeça, que me levou a uma segunda pergunta interessante: Por que você trabalhou tanto no jornal se é escritora? Conduzida pelo monologozinho, cheguei no próximo Congresso da UBE. O que espero? Antes de mais nada, uma política de defesa da literatura brasileira, cada vez mais ameaçada pela globalização. Tanto no Brasil, onde as editoras estão com os olhos postos no best seller, quanto no exterior, onde a nossa literatura é pouco e mal editada, em geral, mal traduzida e pouco difundida. Nem mesmo os autores literários que se impuseram são realmente lidos. A língua é o maior tesouro de cada povo e o escritor comprometido com a renovação da língua, ou seja, aquele que trabalha na contramão da comunicação, precisa de apoio. Do contrário, não tem como se dedicar à sua arte, que implica a recusa da língua pobre da mídia e da internet. Tal política de defesa implica boas políticas publicas, com mais bibliotecas e aquisição de livros. Deve insistir numa distribuição análoga à do best seller e numa difusão semelhante à que existe na França, onde, meses antes do lançamento, a obra é apresentada aos jorna- A língua é o maior tesouro de cada povo e o escritor comprometido com a renovação da língua, ou seja, aquele que trabalha na contramão da comunicação, precisa de apoio. listas e aos livreiros e, consequentemente, tem o impacto de uma aparição, se vende e se exporta. Espero ainda uma política junto à Biblioteca Nacional para a exportação da literatura. Porque, como diz Salman Rushdie(1) : «Os escritores são os cidadãos de muitos países: o país limitado e ladeado pelas fronteiras da realidade observável e da vida cotidiana, o reino infinito da imaginação, a terra semiperdida da memória, as federações do coração simultaneamente incandescentes e geladas, os estados unidos do espírito (calmos e turbulentos, largos e estreitos, regulados e desregulados), as nações celestes e infernais do desejo e talvez a mais importante das nossas moradas a república sem entraves da língua». Para exportar, é necessário subvencionar traduções e formar tradutores, pois, na tradição feliz de Mario de Andrade, nós tendemos a estilizar a oralidade e o nosso português não é conhecido no exterior, con- trariamente ao de Portugal. Foi graças a uma ação competente das instituições culturais de Portugal na França - e na Europa em geral, incluindo a Suécia do Nobel - que a literatura de um Saramago, de um Lobo Antunes, de uma Lídia Jorge se impôs. Por que não ir pelo mesmo caminho trilhado pelos lusófonos que se impuseram? Por que não ter a mesma aspiração? Last but not least, espero que o próximo congresso faça o espírito da amizade vigorar, ensinando a ética da qual a literatura tanto depende para existir, a do amigo que, além de ser um pacifista, é um protetor. Ilumina quando a paixão cega. Traz felicidade porque quer o contentamento do outro, respeita a sua liberdade. Infindáveis os exemplos de amizade na literatura. Quero evocar aqui a de Montaigne com la Boetie. Não apenas por causa da frase mais poética sobre a razão da amizade «Porque era ele e porque era eu», mas ainda para lembrar que os dois tinham idéias diferentes sobre o sentimento que os unia. Para Montaigne, a amizade não é somente a aproximação de dois indivíduos, porém a fusão das suas almas. Já La Boetie tem uma concepção racional. Considera que ela resulta de uma mútua estima e se sustenta na integridade dos amigos e na igualdade entre os mesmos. Betty Milan é autora de romances, ensaios, crônicas e peças de teatro. Atualmente é colunista da Veja.

8 8 POLÍTICAS CULTURAIS Dois temas da literatura que abalaram o bimestre Cláudio Willer comenta livro distribuído pelo MEC com recomendações duvidosas e o debate sobre a reprografia de livros. A polêmica sobre os livro Todos acompanharam a celeuma provocada por este trecho do manual de ensino da língua portuguesa Por uma vida melhor de Heloisa Ramos, distribuído pelo MEC: Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado. Você pode estar se perguntando: Mas eu posso falar os livro?. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião O jornal O Estado de S. Paulo esclareceu, em matéria publicada dia 15/05, que esse livro foi adotado em programas de educação de adultos. Houve erro jornalístico do Jornal Nacional, que deflagrou a polêmica, por não haver esclarecido isso. Não obstante, a articulista Dora Kramer, do mesmo O Estado de S. Paulo, associou tal orientação pedagógica ao modo de expressar-se do expresidente Lula. Outro erro: os Parâmetros Curriculares Nacionais que consagraram uma versão piorada do relativismo sociocultural são de Foram adotados durante o governo Fernando Henrique, na gestão Paulo Renato. Na época, haviame manifestado através deste O Escritor, em um artigo intitulado Em defesa da literatura, de 2002, também on line em br/ag25willer.htm. Felizmente, foram revistos no governo Lula, na gestão Haddad. Ataques descomedidos foram situados na devida perspectiva por José Miguel Wisnik em artigo no jornal O Globo a 21/05; porém, alertando: A norma culta não é nem um mero adereço de classe nem apenas uma variedade à disposição do aluno para ele usar diante de autoridades ou para preencher requerimentos. A educação pela língua não pode ser pensada apenas como um instrumento de adaptação às contingências. A escrita é um equipamento universal de apuro lógico, que está embutido na estrutura de uma língua dada. Iria mais longe: uma expressão como preconceito lingüístico é generalização simplificadora. Pior ainda,este ensinamento (do mesmo livro): [...] as duas variantes [norma culta e popular] são eficientes como meios de comunicação. A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros. Por essa linha de raciocínio, quem seguir a norma culta acabará responsabilizado pela desigualdade social, ou suspeito de ser seu agente. Minha objeção ao baixo populismo no ensino é ética e prática. Quem quiser alguma colocação profissional acima de motoboy, se não for competente na norma culta, irão bater-lhe com a porta na cara. Demandas de ascensão social e segurança econômica são legítimas e devem ser atendidas. Além disso, a crítica ao valor literário e à norma culta como imposição da classe dominante acabou por sacramentar uma relação especular, com professores ensinando aos alunos o que já sabiam e abrindo mão, comodamente, de transmitir novos conhecimentos. Em oficinas literárias também já se viu coordenadores endossando o que viesse, qualquer bobagem escrita pelos participantes: muito bem..! você está se autoexpressando! isso é o mais importante.! Uma procuradora do Ministério Público Federal antecipou que haverá ações na Justiça contra o MEC, pois os responsáveis pela edição e pela distribuição do livro estão cometendo um crime contra a educação brasileira. Aí está uma cabal demonstração de que tudo pode piorar; de que debates partindo de premissas equivocadas podem descam- bar para a confusão total. Como se não bastasse o veto do Tribunal de Justiça de São Paulo ao livro Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século na rede pública de ensino, por causa do conto Obscenidades para uma Dona de Casa de Ignácio de Loyola Brandão. Há integrantes do Judiciário achando, pelo visto, que sabem mais que educadores sobre o que pode ser lido por alunos. Assim vão substituindo, com aplicação, a censura que havia sido ou teria sido extinta pela Constituição de A discussão da reprografia No começo da década de 1980, o editor Caio Graco Prado da Brasiliense, participante ativo nos debates de política cultural (e outros foros importantes) alertava sobre as conseqüências da cópia reprográfica ou xerocópia custar menos que a página do respectivo livro copiado. Na mesma época vi, no balcão de uma copiadora, uma moça encomendar trinta cópias de um exemplar de Diário de um ladrão de Jean Genet, editado pela Nova Fronteira. Comentou ser estudante da PUC e que a professora havia pedido um trabalho sobre esse livro. O roubo dos direitos autorais do diário de um ladrão foi na gráfica e copiadora Alfa, à Rua Antonia de Queiroz, entre Augusta e Frei Caneca. (continua)

9 UBE O ESCRITOR 9 POLÍTICAS CULTURAIS (continuação) Em 1985, participei de uma reunião do CNDA para discutir providências diante do alastramento das cópias reprográficas. A proposta aprovada: taxá-las. Continua, penso, a ser a proposta mais razoável. A lei em vigor encontrou, porém, outra solução. E instaurou a confusão: Capítulo IV Das Limitações aos Direitos Autorais Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: I - a reprodução: (...) II - a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro; No final da década de 1990, por iniciativa de uma entidade, a ABDR, e com nosso apoio, começou o combate à reprografia. A conseqüência: hoje, estabelecimentos da região da Avenida Paulista e Rua Augusta não aceitam copiar livros. Certa vez, tentei copiar-me levei um dos meus livros, precisava da xerocópia de um poema. Livros, não, foi a resposta taxativa e não adiantou argumentar que não havia infração, posto que autor e cliente eram a mesma pessoa. O comércio tem que ser simples; comerciantes não são chegados à sofisticação e refinamento jurídico; melhor perder negócios do que ter polícia baixando na loja; e xerocopiadoras não contratam autoralistas para dar plantão e orientar atendentes sobre o que pode ou não. Em contrapartida, encomendo quantas cópias quiser, do que quiser, a oitenta centavos a página dupla, em um dos inumeráveis estabelecimentos menos conspícuos em São Paulo. E o faço sem culpa: sou pesquisador; por isso, mais xerocópias equivalem a menos manuseio de algum exemplar de biblioteca. Se as restrições em vigor funcionassem, causariam prejuízos à pesquisa, à produção do conhecimento. Principalmente, se atingissem blogs de professores e apreciadores da literatura, nos quais se pode colher qualquer flor ou fruto proibido no exuberante jardim das letras ao qual se tem acesso através do Google. Por exemplo, boas seleções da poesia de Cecília Meireles, cujos herdeiros, notoriamente, dificultam a edição de sua obra e até mesmo a produção e publicação de pesquisas. Uma solução intermediária seria aquela adotada em bibliotecas de boas universidades: cópias, só de livros raros, não encontráveis no mercado; ou então, número limitado de páginas por livro. Mas ao lado, no balcão do diretório acadêmico, prossegue a xerocopiagem geral. E, novamente, seria exigida sofisticação intelectual além da conta dos atendentes de estabelecimentos que xerocopiam. Diante disso, da existência de dois mundos, rigorosamente coexistentes aquele no qual se pode xerocopiar tudo e aquele outro no qual não se pode xerocopiar nada, é o caso de retomar a proposta anterior, aquela da taxação de cópias reprográficas ou xerocópias. E liberar a cópia, inclusive de obra integral, se for parar uso pessoal e não com finalidade comercial. Além disso, é preciso saber se é possível fazer algo no sentido de controlar a reprodução no meio digital, hoje em dia com escala e dimensões muito maiores que a xerocópia ou reprografia mecânica. Há um desvio de ênfase. Nosso problema não é a xerocópia barata, porém o livro caro. Encontro a edição norteamericana ou francesa de um autor norte-americano ou francês em livrarias a preços inferiores à respectiva edição brasileira e isso significa que lá o mesmo livro custa a metade do preço da edição equivalente aqui. Nossos livros são caros porque tiragens são pequenas. Entre outros motivos, por causa da concorrência das cópias. Como romper o círculo vicioso? Não só através de providências jurídicas, porém de políticas culturais públicas: ampliação da subvenção à compra de livros por bibliotecas, patrocínios para a produção de obras de qualidade, melhoras na qualidade do ensino, programas NOTAS Projeto Literário Baiano, antologia idealizada por Valdeck Almeida de Jesus é destaque de no livro Texto e História 2006 a 2011, do PNLL. Contém depoimento de escritores, editores, bibliotecários, agentes culturais, dirigentes públicos, acadêmicos e responsáveis por projetos de leitura e do terceiro setor. Apresentação de Affonso Romano de Sant anna, Juca Ferreira e José Castilho. Doze dos mais consagrados jornalistas brasileiros que também fazem sucesso na literatura participaram do Encontro com Jornalistas Escritores, que aconteceu entre os dias 24 e 27 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, com a curadoria de Audálio Dantas, vice-presidente da UBE. Entre os participantes, Ricardo Kotscho, Zuenir Ventura; Moacir Japiassu e José Hamilton Ribeiro. O escritor Francisco Fernandes de Araújo continua em sua luta em prol da leitura. Na cidade de Campinas, chega à 5ª Campanha Um livro para a redução do analfabetismo funcional. Editores poderiam arriscar mais, competir diretamente com as xerocópias através de edições baratas com tiragens maiores (a exemplo do que já fazem alguns, com seus pocket books ). Cláudio Willer, poeta e crítico, é diretor de Políticas Culturais da UBE. por um sorriso, com distribuição gratuita de obras de sua autoria, para incentivar especialmente àqueles que não têm condições de adquirir livros sem prejuízo de atender às suas necessidades primárias e de sua família. Após dez anos de atuação, divulgando e dando espaço para autores de todos os recantos do país e também de países como Portugal, França, Itália, Estados Unidos e Uruguai, o número 30, de junho de 2001 do Jornal do Enéas encerra sua jornada. Para Enéas Athanázio, seu editor e sócio da UBE, o jornal cumpriu sua missão. Foram dez anos de intercâmbio com centenas de instituições, colaboradores e leitores. Nossa associada Mercedes Cavalcanti tomou posse na cadeira de número 8 da Academia Paraibana de Letras. Foi saudada pelo também acadêmico José Nêumanne Pinto. Mercedes é romancista, contista, poeta e professora da Universidade Federal da Paraíba.

10 10 artigo A tensão ego/sociedade na literatura e nos direitos humanos antonio fester Agi em nome de uma lei muito mais antiga que o rei, uma lei que se perde na origem dos tempos, diz Antígona (Sófocles, séc.iv AC). É a mulher que exerce o direito inalienável de dar sepultura digna ao irmão, cujo corpo o rei mandara jogar fora dos muros da cidade, exposto às aves de rapina, no texto que muitos consideram entre os primeiros, na literatura, a tratar dos direitos humanos, no caso a oposição entre o indivíduo e o estado. Além do teatro grego, os textos bíblicos e muitos outros textos antigos são ricos em fundamentar os direitos humanos. Mas é sobretudo no romance, a partir do século XIX, quando o pobre, a prostituta, os excluídos e outros se tornam personagens literários, que os direitos humanos começam a ser debatidos, como nas obras de Victor Hugo ou nas de Charles Dickens, só para ficarmos em dois exemplos clássicos. No Brasil, os direitos humanos se foram fazendo presentes na literatura da poesia abolicionista de Castro Alves à geração de 30, quando o romance, especialmente o nordestino, se debruçou sobre a carência dos direitos sociais em nosso país. Jorge Amado lastimava a atualidade de Capitães de Areia, de Crianças ainda moram em nossas ruas, continua atual. Hoje, direitos humanos, no Brasil, felizmente já são objeto de políticas públicas, mas ainda causam polêmica, especialmente porque pouco conhecidos e quase nada vivenciados. Afinal, o que são? Os direitos necessários para a satisfação das necessidades humanas fundamentais são os chamados direitos humanos. São os que garantem a dignidade e a integridade da pessoa. São os direitos indispensáveis para que uma pessoa seja realmente uma pessoa. Enfim, direito humano é o direito a ser gente. Como exemplo das necessidades humanas fundamentais, podemos lembrar: viver, respirar, falar, amar, pensar, comunicar, trabalhar, morar, ir e vir (fumar ou ter um automóvel, por exemplo, não é necessidade humana fundamental). E definem o ser humano, na sua dignidade de pessoa, certos atributos como a igualdade, a liberdade (possibilidade de orientar-se pela decisão individual ou grupal), atributos como o direito fundamental à vida e outros (as necessidades básicas) e a subsistência em condições dignas (não basta viver, é preciso viver dignamente). O brasileiro, bem ou mal, sabe o que é liberdade. Mas não tem a menor noção do que seja a igualdade, observa Fábio Comparato. Com uma das maiores concentrações de renda e de terra do planeta, com a escravidão oficial mais longa da história do ocidente, com uma cultura baseada no clientelismo e no parentesco muito mais do que na força de trabalho ou no reconhecimento de competências, a mentalidade dominante, neoliberal e globalizada, faz com que o brasileiro afirme sua identidade muito mais no ter e no ter mais, do que no ser. Dalmo Dallari (O preconceito,1996) observa: avaliar as pessoas e seus atos com base, simplesmente, na condição social, na situação econômica, nas tradições de família, na profissão, na etnia ou nacionalidade, sem conhecer as circunstâncias concretas de cada um, é praticar o preconceito... O preconceito acarreta a perda de respeito pela pessoa humana; restringe a liberdade e pode afetar a decisão livre da maioria dos membros de uma população. Introduz a desigualdade, promove a injustiça e alimenta a discriminação. Cada ser humano é único e irrepetível. Portanto, somos diferentes uns dos outros, nunca desiguais. Somos iguais ontologicamente, sujeitos à mesma condição humana, às mesmas potencialidades, aos mesmos desejos e medos. E há que se ter um raciocínio dialético. Temos o direito a ser iguais sempre que a diferença nos inferiorize; temos o direito a ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracterize. É conhecido na história da literatura o caso de Alfred Dreyfus, capitão francês de origem judaica, acusado de um crime que não cometeu. A França se dividiu entre os que o apoiavam e os que não, o antissemitismo tomou proporções assustadoras, e o texto do escritor Émile Zola, J Accuse, é um marco na história da defesa dos direitos humanos. Anatole France e Theodor Herzl (criador do sionismo) foram outros que o apoiaram. Dreyfus ficou preso por 5 anos. Nos dias de hoje, março de 2011, há uma grande polêmica na França quanto à homenagear ou não a Louis Ferdinand Celine, o segundo melhor escritor, segundo alguns, em termos estilísticos, daquele país no século XX, autor de execráveis obras antissemitas (o primeiro seria Marcel Proust). Os direitos humanos têm como características serem essenciais (inerentes a todo e qualquer ser humano), universais (pertencem a todos os homens, sem exceção), inalienáveis (ninguém pode decidir se o outro é digno de respeito ou não, se é digno de viver ou não) e invioláveis (existem independentemente das leis). Há questionamentos quanto à universalidade, devido às diferenças culturais. A estes, Leonardo Boff respondeu em artigo por ocasião do dia da mulher em 2011, Tolerância zero à mutilação genital feminina, dizendo: O que é cruel é cruel em qualquer cultura e em qualquer parte do mundo. A crueldade, por desumana, não tem direito de existir. A construção dos direitos humanos baseia-se sobretudo no diálogo. A esperança está na dialogicidade, no diálogo que, superando os monólogos a dois, signifique o encontro dialógico de dois sujeitos, trocando seus conhecimentos e construindo e reconstruindo um novo conhecimento e um mundo novo. Para tanto, não podemos nos esquecer de que o diálogo, na cultura grega, racionalista, é uma relação de sujeito e objeto, acabando por significar uma relação de poder, de domínio. Mas na cultura semita, baseada na sabedoria e no coração, segundo Emmanuel Lévinas (Entre Nós Ensaios sobre a alteridade,1993), o sujeito se forma na relação de responsabilidade mútua, na dialogicidade. Permito-me lembrar um dos lemas da educação em direitos humanos, uma frase de Cornélius Castoriadis (A Instituição Imaginária da Sociedade, 1982): a minha liberdade começa onde começa a do outro; a minha liberdade termina onde termina a do outro. Esta máxima pretende se contrapor ao senso comum que diz: a minha liberdade termina onde começa a do outro. Então o inferno seriam os outros, o outro é alguém a quem eu deveria destruir para ampliar a minha liberdade.

11 UBE O ESCRITOR 11 ARTIGO (continuação) destaques Na mesma vertente, as reflexões de Foucault (Microfísica do Poder, 1979). A questão dos direitos humanos não é apenas do embate entre o indivíduo e o estado, mas dos indivíduos entre si, pois o poder (a capacidade de respeitar ou desqualificar o próximo; a capacidade de disciplinar; de produzir individualidades), como o vê Foucault, ou melhor, os poderes, não estão localizados em nenhum ponto específico da estrutura social mas funcionam como uma rede de mecanismos sem limites ou fronteiras. Os direitos humanos constituem um grande progresso da autoconsciência da humanidade (Nazaré Zenaide, A formação em direitos humanos na universidade, 2006) e podem se tornar o ponto de intersecção e consenso entre as diferentes doutrinas filosóficas, políticas, religiosas e culturais. Constituem uma oportunidade efetiva, ainda que precária, de transformar o nosso tempo ou, quanto menos, evitar a barbárie. É farta a produção brasileira empenhada na defesa dos direitos humanos e no resgate da memória recente do país. Exemplos são as obras de Ferreira Gular (Poema Sujo, 1976), frei Betto (Cartas da prisão, 1977; Batismo de Sangue, 1982, e outros), de Gabeira (O que é isso, companheiro?, 1979) e o recém lançado Segredo de Estado O desaparecimento de Rubens Paiva, de Jason Tércio. Os direitos humanos estão presentes na literatura, a qual é um espelho do homem, escreve Sartre (O que é literatura? 1963), para quem, nesta medida, ela se justifica e o homem se identifica. Antonio Candido, em pronunciamento e texto antológicos (O direito à literatura,1988), é veemente em afirmar que a literatura pode humanizar e é um direito de todos, sem exceção: Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável. Alfredo Bosi (História Concisa da Literatura Brasileira, 1970) formula uma tipologia do romance brasileiro a partir de Lucien Goldmann (Sociologia do romance,1964), lembrando que a tensão ego/sociedade funda a forma romanesca e a mantém enquanto tal. Nos romances de tensão transfigurada, o personagem procura ultrapassar tal tensão através da transmutação mítica ou metafísica da realidade, ultrapassando também os limites do gênero romance e tocando a poesia e a tragédia. É o caso de Guimarães Rosa e de Clarice Lispector cuja leitura, mais do que nos fazer ser, nos faz ser-mais. Antonio Fester é conselheiro da UBE. Pela primeira vez, a Jornada Internacional de Mulheres Escritoras homenageou um homem. Fábio Lucas foi agraciado com o troféu Lygia Fagundes Telles, na quarta edição do evento, realizado em São Paulo, nos dias 18 e 19 de maio, no SESC Pinheiros, e nos dias 20 21, em São José do Rio Preto. Participação escritoras da Argentina, Colômbia, Costa Rica, México, Bolívia, Chile e Brasil. Durante a XXIV Reunião Anual da ABEU, em Maceió, foi eleita a nova diretoria da Associação para o biênio , em chapa encabeçada por José Castilho Marques Neto (Fundação Editora Unesp e nosso associado), e eleita por unanimidade. Criação literária frei betto Como sublinha Bartolomeu Campos de Queiros, tudo que existe esta publicação, o computador, a cadeira em que me assento, o cômodo no qual me encontro foi fantasia na mente humana antes de se tornar realidade. Daí a força da literatura de ficção. Também ela foi fantasia na mente do autor e remete o leitor a uma realidade onírica que lhe possibilita encarar a vida com outros olhos. A fantasia é o que impulsiona todos os nossos gestos, atitudes e opções. A ficção funciona como um espelho que faz o leitor transcender a situação em que se encontra. O texto desvela o contexto e impregna o leitor de pretextos, de motivações que o enlevam, aquele entusiasmo de que falavam os gregos antigos, estar possuído de deuses, de energias anímicas que nos devolvem ao melhor de nós mesmos. Toda ficção, narrativa ou poética, é des-cobrimento, revelação. Somos múltiplos e, ao ler, uma de nossas identidades emerge por força do encantamento suscitado pela quintessência da obra ficcional: a estética. A literatura ficcional não tem que ser de esquerda ou de direita. Tem que ser bela. Fazer da ficção um palanque de causas é aprisioná-la numa camisa de força, transformando-a num espelho que não reflete o leitor, reflete o autor e seu proselitismo. A ficção não tem que ser engajada, o escritor sim, tem o dever ético de se comprometer com a defesa dos direitos humanos neste mundo tão conflitivo e desigual. No prólogo do evangelho de João, um dos textos mais poéticos da Bíblia, só comparável ao Cântico dos Cânticos, diz que o Verbo se fez carne. Na arte literária a carne a criatividade do autor se faz verbo. Instaura a palavra, que organiza o caos. No Gênesis, Javé cria o Universo pelo poder da palavra. Ele se faz palavra, manifestação que nos remete, como na obra ficcional, à transcendência (o autor sobrepassa a cotidianeidade ou lhe imprime novo caráter), à transparência (o texto reflete o que está contido nas entrelinhas), a profundência (a narrativa ou o poema nos convida a algo mais profundo do que percebemos na superfície da realidade). Ler ficção é uma experiência extática estar em si e fora de si. Somos alçados ao imaginário, induzidos à experiência da catarse, de modo a oxigenar a nossa psiquê. A estética nos imprime um novo modo de encarar as coisas. Como lembra Mario Benedetti, a literatura não muda o mundo, mas sim as pessoas. E as pessoas mudam o mundo. A estética literária nos envia ao não-dito, à esfera do desejo, suscitando-nos sonhos, projetos, utopias, do encontro com o príncipe encantado (Branca de Neve) ao reencontro amoroso com a opressiva figura do pai (A metamorfose, de Kafka, e Lavoura arcaica, de Raduan Nassar). Como assinala Aristóteles, a poética completa o que falta à natureza e à vida. A arte não se satisfaz com o estado factual do ser. Convida-nos à diferença, à dessemelhança, ao tornar-se. Suscitar em crianças e jovens o hábito da leitura é livrálos da vida rasa, superficial, fútil, e educá-los no diálogo frequente com personagens, relatos e símbolos (a poesia) que haverão de dilatar neles a virtude da alteridade, de uma relação mais humana consigo mesmo, com o próximo, com a natureza e, quiçá, com Deus. Frei Betto é sociólogo e escritor.

12 12 ALGUMA POESIA Poetas da UBE (I) Uma análise da poesia, nas escolas, nas ruas, nos bares. O autor observou, em todos esses ambientes, a poesia retratada por associados da UBE. DJALMA ALLEGRO A poesia está morta mas juro que não fui eu, afirmava o poeta José Paulo Paes, em 1988, e continuou a fazer e traduzir versos até o fim da vida. A previsão da morte da Poesia é secular. A cada alteração da estética poética, voltam os preparativos do enterro da Poesia. Aconteceu depois do Classicismo, do Romantismo e quantas vezes mais. Na época em que Baudelaire publicava, paulatinamente, os seus Pequenos Poemas em Prosa; após a Semana de Arte Moderna, em 1922, o povo brasileiro também decretava o falecimento dramático da Arte Poética. Mas, qual!, papo furado que vem desde a poeta Safo, em 700 a.c. Houve mesmo a imposição de um poeta que dizia: A Poesia é! / o resto é literatura. E perpetuava em uma Flor de Pedra a sua eternidade: A poesia ali tornada Pedra medra A contemplar o templo Do lindo olimpo A poesia ali Pousada ousada Vértice e vórtice De tudo Como uma verde verdade Boceja o largo letargo Da eternidade Noutro dia, na Vila Madalena, após uma noite de autógrafos (de um poeta, claro), eu vinha conjecturando nessas coisas de morte da Poesia, do fim do livro pelo computador, quando encontro meu parceiro, diretor da UBE, jornalista e pesquisador emérito, e prosseguimos o papo, escondidos atrás de um copo de uísque; ele com seus números, eu com minha filosofia. A quantidade de entidades que congregam intelectuais, escritores, poetas de todos os estilos é desmedida em todo o Brasil. Todas as Capitais possuem academias de letras, oficiais e amadoras, cada cidade do Interior, idem. Proliferam os clubes literários e as mais variadas associações. Então, onde está a morte da Poesia, que os abutres tanto anunciam? A verdade é que não há leitores. A demanda é menor do que os fabricantes. Há, sim, uma parte do Ensino tentando assassinar a Poesia (e a Literatura, de forma geral). Há governantes híbridos que sequer pensam nisso. Muitos professores tiraram a Poesia do currículo. E enquanto o meu amigo Gabriel me espantava com suas estatísticas, eu pensava derrotado : pobre Brasil! Ainda bem que eu sou sócio da UBE e essa União de Escritores está sempre atenta às calamidades, insurge-se contra a incultura do País e busca dar alento ao bom Ensino. Mas, não vamos falar de desgraças. Vamos voltar aos fabricantes de Poesia e à pujança de poetas que poderiam nutrir esta Nação, se houvesse mais e mais leitores. Sem estatísticas, porque poucos órgãos pensam nisso, eu e meu parceiro debulhávamos a quantidade de livros de poemas que têm seus lançamentos todos os dias, a ponto de não se poder comparecer em todos. E começamos a contar e lembrar. A cada mês vem o Boletim da Pensão de Jundiaí, com convite para dois, três lançamentos, vem o jornal Linguagem Viva, com uma série, com resenhas desse ou daquela poeta, que acontece aqui, no Interior do Estado, no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, etc. Vários. Várias estéticas, Vários gostos. Várias tendências. Até o Modernismo, havia a estética filosófica da escola, assim, os arcádicos faziam o idílio bucólico, os românticos sofriam o mal de siècle, os parnasianos impunham o realismo, o esforço da forma, os simbolistas, a mística religiosa e sabor da morte, em homofonia das palavras, e o modernismo quebrou tudo, as rimas, os sonetos, a forma, trouxe a pilhéria revolucionária contra o acento estrangeiro, exacerbou o modismo, revelou o pau-brasil, veio o pós-moderno sem qualificação definida e por aí vai. Cada poeta, hoje é uma ilha. Escreve o que acha interessante, do jeito que quiser, com ou sem preocupação de forma, mas sempre com o objetivo de transmitir ao leitor o que lhe vai na alma. Agora, depois de tanta conjectura, vamonos ater aos poetas da UBE. Uma profusão de talentos. A começar por nossa vice-presidente Renata Pallottini, poeta e dramaturga, premiadíssima, cuja coragem iluminou os anos-de-chumbo: Todos partiram: os que liam e os que escreviam. Os que sorriam e os que calculavam. Os que brilhavam e os que sofriam. Todos foram de partida. Mudou-se a vida. Hoje estão vivos os que se calam. Os que concordam que estão concordes. Quando se acorda mandam dormir quem nos acorda. Partiram os que cantavam e os que cantando despertavam. Partiram os que falavam e que falando explicavam. Partiram os que lidavam com brinquedos de palavras; e que brincando ensinavam. Partiram. E no entretanto havendo gente de menos o mundo ficou mais apertado. A doçura dos Ponteios da Madrugada de Chico Moura Campos, quando fala de Poeta e Poesia: O poeta é ebulição. Ou se outra imagem o poeta é éter que se evapora mesmo sob a aparência balsâmica. O Nada é seu Norte onde se rende e se abastece. A poesia é o mais completo vazio a cada instante preenchido com tudo que a vida nos dá. É o sem explicação. Um sentimento corpóreo: Como o fenômeno de existir. (continua na página seguinte) Djalma Allegro é poeta, embora atue como advogado. É diretor da UBE.

13 UBE O ESCRITOR 13 ALGUMA POESIA Poetas da UBE (II) E o Gole, de Betty Vidigal? Tome um gole de mim que te sustente por mais uma semana, um mês talvez. Um hausto de palavras transparentes, tela translúcida através da qual me vês como uma silhueta, simplesmente. Uma mulher que pensas conhecer? Me deixa bêbada de ti. Por um momento, quando te afastas, sei que vou morrer de uma ressaca dessas violentas, que fazem viciados renitentes jurarem a si mesmos nunca mais beber. Mas sei e sabes que estou sempre aqui, e que sou e serei reincidente. Assim, também, a Solidão de Rosani Abou Adal : Deitar na cama com um homem invisível sem sonhos sem sono A música propensa no Adágio de Neide Arcanjo: Repenso o passado e a música recorta tua figura naquele umbral fechado. Talvez de branco estivesses não sei ou de um verde sigiloso e breve que jamais esquecerei. Johannes Brahms faz-te desfilar no tapete em frente. Da visita crepuscular que concede o tempo nem sabes e nem consentes. São tantos os estilos e tão longa a lista que queremos lembrar, mas a noite vai alta e o tempo se esgota. Como esquecer tanta gente? Como deixar sem registro as Luas de Júpiter de Beatriz Amaral e o se Ricercari: eu disse alaúde e súbito ouvi todas as cordas se afinarem também vi contra as pedras um barco narrativo perdidos remos, pares, réguas o choque das pa lavras explodindo no ambíguo precipício sem resposta Ou o Espectador, visto do Parapeito Vital de Vânia Clares : De um postigo assisto a fatos, cenas e pessoas que assimilo, sugo e sirvo como há mil anos. Todos os ferrolhos capazes, atados, garantem camuflar meus medos e retardar a visão do infinito. Nada poderá, nem mesmo amor, derrubar a porta e enfrentar seguir: só se abrirá do lado de dentro. : A dicotomia do Anjo, de Raquel Naveira Anjo barroco, oco por dentro, ouro por fora. Anjo torto que acompanha o poeta até o horto. Anjo louco, preso no candelabro, no descalabro do verso. Anjo de oratório, de capela, de sala de música, qualquer dia desvendo o enigma do teu sexo. Ou ainda atender A Pedidos, de Flora Figueiredo : Querem um verso, mas não sou capaz. Vejo a palavra fraturar as entrelinhas, tento soldá-las, mas não são minhas. Rompeu-se o verbo e me deixou pra trás. A não exaltação da conspícua análise de A Mulher e o Espelho, da poeta Giselda Di Guglielmo: Quem é essa mulher a me olhar cinicamente dentro do espelho? De quem são os olhos cercados por rugas insinuantes que neles fizeram seu ninho e a boca esquecida há muito tempo do sabor do beijo? Quem é essa mulher cujos cabelos em vôos rasantes não mais esvoaçam como pássaros? Essa mulher não existe. A mulher que existe tem olhos brilhantes boca com perfume de beijos e cabelos que já atingiram o infinito. A noite ia alta, a nossa lista não chegou à metade, era preciso ir. À saideira, ainda trouxe mais uma. Eunice Arruda a fértil poeta de sempre, que acaba de lançar Debaixo do Sol. Ah! temos de fazer outra rodada. registro O escritor Menalton Braff, também diretor da UBE, tem seu nome incluído entre os melhores escritores brasileiros. Seu livro Bolero de Ravel é finalista do prêmio São Paulo de Literatura, um dos mais importantes prêmios brasileiros na atualidade, e também do Portugal Telecom para melhor trabalho em língua portuguesa. Em preparo o III Encontro Catarinense de Escritores de Alfredo Wagner e Região, previsto para 2 e 3 de setembro de 2011, com escritores de 3 países, 5 estados e mais de 30 municípios. A organizado é da Academia de Letras do Brasil. Informações:

14 14 Apesar do nome de origem árabe, Aziz Nacib Ab Saber é paulista de São Luiz do Paraitinga, no Estado de São Paulo. Geógrafo, é professor emériartigo UBE indica Aziz Ab Sáber para o Troféu Juca Pato Esta edição de O Escritor foi fechada antes da data de encerramento das indicações para o Prêmio Intelectual do Ano troféu Juca Pato, 30 de junho. Isto porque a nossa parceira, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, tem cronograma de impressão que não poderia esperar para divulgarmos todos os candidatos indicados. Até o dia do fechamento desta edição, apenas o associado Francisco Moura Campos havia encaminhado correspondência, subscrita por 30 (trinta) associados da UBE nacional, como reza o regulamento, indicando o nome do geógrafo, professor e ambientalista Aziz Ab Sáber para o prêmio de Intelectual do Ano. Entre os nomes que apoiam a indicação estão Antonio Candido, Cláudio Willer, Fábio Lucas, Frei Betto, Levi Bucalem Ferrari e Marisa Lajolo. Temos notícias de que movimentações para indicação de outros candidatos estavam ocorrendo na Paraíba e no Rio de Janeiro, mas não foram efetivadas em tempo de serem noticiadas. Caso se concretizem, serão divulgadas no site www. ube.org.br Eleições Em consonância com o Art. 5º do regulamento (que pode ser consultado no site da UBE), a Secretaria da UBE imprimirá e emitirá as cédulas. Os associados e outros capacitados a votar pelo regulamento terão 30 (trinta) dias para votar em pessoa, na sede da UBE ou para postar o voto pelos Correios. O período de votação será encerrado no dia 15 de agosto de O candidato LUIZ FILIPE BARCELOS O professor Aziz é um dos mais antigos e dedicados defensores da preservação ambiental no Brasil. to da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Concebeu teorias e projetos inovadores relativos à geografia brasileira, contribuindo para com a compreensão e preservação do nosso meio ambiente. Já recebeu o Prêmio Santista e o Prêmio Almirante Álvaro Alberto, oferecido pelo CNPq. Também recebeu, entre outros, o Prêmio Internacional de Ecologia de 1998 e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente de Publicou, em 2010, Leituras indispensáveis 2, pela Ateliê Editorial, em prosseguimento a um projeto voltado para a formação cultural dos jovens universitários. É uma série de textos que envolvem temas como sustentabilidade, políticas sociais, ambientalismo e economia. Seus principais livros: Ecossistemas Brasileiros, Domínios da natureza no Brasil - potencialidades paisagisticas, Litoral Brasileiro, São Paulo: ensaios entreveros, Amazônia: do discurso a práxis, Áreas de circudesnudação periférica pós-cretácea, A Terra Paulista, O homem do terraço de Ximango, Espaços ocupados pela expansão dos climas secos na América do Sul, por ocasião dos períodos glaciais quaternários, Domínios geomorfológicos da América do Sul: primeira aproximação, O homem na América Tropical: estoques raciais em contato e conflito. TV Cultura apoia o Prêmio Intelectual do Ano

15 UBE O ESCRITOR 15 quem ganhamos Novos associados da UBE atividade Ciclo de estudos do Mutirão Cultural da UBE Baco Figueiredo Conheça os autores que recentemente ingressaram nos quadros da União Brasileira de Escritores. Fídias Telles de Carvalho Marlene Bernardo Cerviglieri Paulo Dias Neme Carolina Estrella João Raimundo da Silva (João Dico) Mouzar Benedito Roldão Aires Elisa Alderani Ciancaglini Marcelo de Oliveira Souza (Som) Nelson Jacintho Severino Antonio Alfredo Rossetti Fabiano Leite de Santana Mária Celia Barbosa Reis da Silva 4070 Noemia Meireles Nocera Tito Damazo O Mutirão Cultural da UBE iniciou atividades há 13 anos. Sua existência é fruto tanto da demanda como da constatação dos que a idealizaram e, consequentemente, da imperiosa criação de um movimento que determinasse, mesmo que inicialmente, o despertar de uma consciência crítica através de atividades culturais, de debates e de oficinas diversificadas, objetivando, assim, abrangência holística. Se essas proposituras foram sonhadoras ou pretensiosas para alguns, elas se tornaram viáveis e verdadeiras pela determinação demonstrada pelos que se propuseram tornar a pretensão uma realidade. O Mutirão Cultural teve seu atestado de nascimento através da carta de proposituras, do escritor Carlos Frydman, dirigida em 1998 ao presidente em exercício da UBE, professor e crítico literário Fábio Lucas, onde constatamos a contínua perda da identidade nacional, fruto de uma mídia tão perversa que determina no povo, além do condicionamento, a incapacidade crítica. Isto é: aceitar tudo tão implicitamente, tornando o ser humano mero receptor como a própria TV. O histórico do Mutirão Cultural é denso e rico porque existe em nossa atuação reciprocidade e troca permanente de ensinamentos com o povo que nos frequenta. Daí, os documentos e textos que acumulamos são éticos e moralmente comprovados no decurso de nossas atividades e postura de militantes culturais. Atualmente, o Mutirão Cultural da UBE mantém intercâmbio cultural com a Pontifícia Universidade Católica PUC - Centro de Estudos de História da América Latina- CEHAL, Campus Monte Alegre, Perdizes, com atividades aos sábados pela manhã, e na Associação Comercial de São Paulo - Distrital Centro, na Liberdade, às sextas feiras à tarde. Em ambas, ministramos o ciclo de estudos: Técnicas de Oratória - Dr. João Meireles Câmara, com os orientadores: Dr. João Meireles Câmara, Dr. Armando Taminato e Drª. Sueli Carlos, palestras e conferências com convidados de renome nacional e internacional. (informações: Ass. Comissão diretora do Mutirão Cultural da UBE

16 16 novidades Lançamentos de livros de associados da UBE Todos os associados são bem-vindos para divulgar seus lançamentos nesta página. Basta enviar a capa digitalizada, com sinopse, para ou enviar um exemplar para o endereço postal que consta do expediente Poemas/Versek, Alice Spíndola, Projeto UBE-RJ-Tradução Edição bilíngüe (português/húngaro) com poemas da escritora mineira de Nova Ponte radicada em Goiânia, taduzidos por Lívia Paulini também escritora húngara radicada em Belo Horizonte. Poemas que revelam uma escritora importante no cenário da poesia brasileira. Depois do inverno, a primavera - B.W. Marinho Martins, Ottoni Editora Em 2ª edição o ituano Benedito Walter Martinho Martins lança este romance que conta a estória de amor vivida por um casal jovem durante a chamada Guerra das Malvinas. Garota apaixonada em apuros, Carolina Estrella, Foliocriação. Para Pedro Siquara, um livro de linguagem simples e moderna, que narra uma aventura romântica de uma adolescente decidida, de personalidade forte, mas como muitas outras passa por dúvidas, incertezas e sonhos. Eternamente..., Ceiça Esch, Artpop o livro traz em cada poema o desejo de eternizar sentimentos ímpares que cicatrizam a alma humana, escreve Izabelle Valladares, e Ceiça Esch trabalha sua linguagem de forma simples e elegante. A lagartixa voadora, Ceiça Esch, All Print Editora Com ilustrações de Danilo Marques, mais uma obra de Ceiça dirigida ao público infantil e que conta a história de uma lagartixa cujo sonho maior é voar. Antologia Brasileira Diamantes (I), Fídias Teles (org), Berthier reunião de contos, crônicas, poemas, pensamentos de escritores brilhantes e resistentes, como diz seu organizador. Entre os participantes Frederico Carvalho, Bárbara Kleinunbing Zaniol, Anna PortoJanete Veiga, José Bezerra de Araújo e o próprio Fidias Teles. As verdades contra os fracassos da vida (Por uma Pedagogia Antropológica), Fídias Teles, Alternativa - Segundo o autor sua intenção ao publicar esta obra é colocar as verdades contra os fracassos da vida, atitude que só pode triunfar, do ponto de vista educacional, por vias de uma Pedagogia Antropológica. Cisquinho, a formiguinha, Geni Pires de Camargo Prado, Scortecci Editora Livro dirigido ao público infantil. A história de uma formiga arteira que quase se afogando é ajudada por sua amiga Lu. A moral: toda boa ação deve ser recompensada Gente Pobre, Fiodor Dostoievski, tradução do russo de Luís Avelima Editora Letra- Selvagem - neste livro Dostoievski não se contenta em descrever o ambiente de um dos bairros mais miseráveis de São Petersburgo, mas que realiza uma incisiva e subterrânea sondagem psicológica da humanidade humilhada e ofendida que se observa em todos os seus romances. Minas em pedaços: os movimentos separatistas nas gerais, Hugo Pontes, Sulminas Gráfica e Editora Demonstra, desde a formação da província, depois Estado, que Minas Gerais foi constituída geograficamente em cima de áreas de capitanias hereditárias, pertencendo inicialmente à capitania do Rio de Janeiro, depois São Paulo. Poesia, Ensaio & Novela, João Barcellos, Edicon reúne, entre participações poéticas de intelectuais, textos que mostram a luz total de um João Barcelos que, para Carlota Moreyra pensa e repensa a humanidade pelo ato crítico e construtivo com o afazer filosófico e sociocultural. Palavras Essenciais Vol.6 Humanismo Educação &... Justiça histórica, João Barcellos e outros, Edicon Nesta edição pode-se

17 UBE O ESCRITOR 17 ler o grito sociocultural de outra intelectualidade,: a intelectualidade não-engajada, livre das amarras das ditaduras corporativas, É o grito de quem vive a construir caminhos novos para a liberdade. Textos de João Barcellos, Alfredo Pinheiro Marques, J.C. Macedo, Manuel Reis, Carlota M. Moreyra, Fê Marques, Maria C. Arruda, Alfredo Pinheiro Marques e Mário G. de Castro. Minha vida... escrevo para recordar, recordo para viver, João Dico, Literarte Memórias de um nordestino cujas origens estão fincadas no Piauí. O livro é resultado de sua volta ao estado de origem, de onde saiu no início dos anos 60 para se fixar na cidade de São Paulo. Bons momentos de poesia. Amália, Amariles e as borboletas, Loreni FernandesGutierrez - Para Hygia Therezinha Calmon Ferreira Amália significa repositório de ensinamentos, proteção. Amarílis simboliza a herança ancestral, o mistério e a revelação, dentro e fora da natureza, devastada ou acolhedora, renovada e sustentável. As borboletas representam o arcabouço, a iniciação e a transcendência. Conto & Reconto, Marcelo Souza, Celeiro de Escritores. Reunião de contos que tratam de aspectos do cotidiano, vivências do próprio autor cuja imaginação criadora flui mostrando instantes de ficção que bem poderiam ser um belíssimo reconto da realidade. Trem doido, Mouzar Benedito, Limiar O autor relata histórias de andanças de trem pelo Brasil adentro, memórias de sua infância mineira, casos do curso de Geografia da USP, seu encontro com a poetisa Cora Coralina, com pessoas que passaram pela sua via na profissão de jornalista. Um rico painel da diversidade cultural brasileira. Osso e ferro velho, Nege Além Scortecci Editora - Reunião de contos escritos em épocas distintas, alguns já publicados em antologias e jornais, outros inédito. Prefácio assinado por Caio Porfírio Carneiro que atenta para a marca personalíssima de contar de Nege Além. Mangá Tropical, Um Estudo de Caso, Patrick Raymundo de Moraes, Editora Otimismo - o livro traz um estudo sobre a influência da narrativa e estética de mangás em quadrinhos brasileiros, usando-se de um estudo de caso, tendo o almanaque Mangá Tropical, da editora Via Lettera, como início e centro deste estudo. Fatos Históricos de Piracicaba, Paulo Dias Neme, BH Gráfica e Editora - Como o título explicita, o autor percorre a história dessa importante cidade paulista desde o período que antecede a colonização. O livro ainda conta com uma seleção de poemas que homenageiam a cidade. O genial Jorge Luis Borges, textos selecionados e traduzidos por Rodolfo Konder, que atestam a genialidade referida no título. Entre os textos A Moeda de Ferro, O Elogio da Sombra, Os Conjurados e História da Noite. Sombras da noite: contos para a juventude, Wilson Pires Ferro, Lithograf - 0 livro reúne 33 contos de temática variada, concebido sob o signo das sombras que, nascendo da interceptação da luz, povoam a noite e a natureza humana, ziguezagueando pelas ruas com os bêbados, acompanhando os assassinos pelas estradas da vida (...), inspirando a imaginação das almas sensíveis João Bolão, Ricardo Filho, Editora Melhoramentos com ilustrações de Ângelo Abu o livro traz João Bolão, personagem simpaticíssimo, quer que jogar um bolão, em vez de ser gozado pelos colegas por causa do sobrepeso (..) mas não é nada fácil para um garoto vencer as inseguranças e amadurecer sem ficar meio passado, né? Oficina Natureza, Nilva Ferraro, Editora AGE Por que Oficina Natureza? Porque a natureza cria, fabrica, elabora maravilhas, para nos oferecer de bandeja e nos fazer mais felizes. O livro foi inspirado nas belezas de São José dos Ausentes, RS, e é um cântico a sua prodigiosa natureza, com seus campos e cânions. O menino quase perdido, Francisco Miguel de Moura Edições Cirandinha 30º livro do conhecido poeta e prosador pauiense, pode ser lido como crônica, conto, romance ou apenas memorial de infância. É um trabalho telúrico, que mostra uma linguagem segura e confirma o poeta como uma das importantes vozes da cultura piauiense; Chez Mme. Maigret, Renata Pallottini Global Editora - Trama policial que tem Paris e o Rio Sena como de fundo. Renata dá voz a Louise, viúva do conhecido comissário Jules Maigret, que procura se firmar como dona do seu destino, investigando um crime em que seu marido estava trabalhando e em cujas circunstâncias ela havia involuntariamente se envolvido.

18 18 memória Janaína conta a história do pai, Tito Batini Esta matéria, escrita especialmente para o jornal O Escritor, faz parte da biografia de um dos fundadores da UBE, sob o título de Re-cordis janaína batini Quando decidi fazer um roteiro sobre a vida e obra de Tito Batini já sabia que a tarefa seria árdua, mas também prazerosa. Afinal, teria de discorrer sobre política, ecologia, jornalismo, esporte, cinema, artes plásticas e literatura, assuntos intrínsecos na vida do escritor. Mas em meio a tanta diversidade, nunca me perguntei o porquê de ter definido a UBE como um capítulo à parte. Quando Joaquim Maria Botelho me pediu gentilmente um artigo para O escritor, me dei conta das tantas lembranças compartilhadas naquele andar do prédio da Rua 24 de Maio, em São Paulo, porque a UBE era mais que literatura, era o cerne da cultura, da crítica social, um espaço para análise da vida. E foi ali, onde era a sede da UBE, que desfilaram as mais influentes personalidades da vida literária brasileira, e onde fui encaminhada para a formação em humanidades. Minha relação com a UBE começou muito cedo. Nos idos de 70, ainda bem criança, já tentava acompanhar os passos largos (e não lentos), de um homem gigante, de pernas longas, nas andanças pelo centro da cidade. Pelo menos uma vez por semana, Tito Batini me pegava pela mão, subíamos em um elétrico que, depois de uma hora de percurso tranquilo e sonolento, estacionava na Avenida Cásper Líbero. De lá, caminhávamos a pé até o Largo do Paissandu, onde ainda existe o Ponto Chic, tradicional lanchonete paulista, e Tito sempre lembrava que ali conhecera o autor do famoso sanduíche Bauru. Na sede da UBE, à rua 24 de Maio, Eduardo Sucupira, Tito Batini, Caio Porfírio Carneiro, Stella Carr e Ibiapaba Martins A esta altura já estávamos próximos da Igreja do Rosário, do monumento à Mãe Preta; cruzávamos a São João e desembocávamos na Rua 24 de Maio e, de lá, seguíamos até o número 250. O percurso era completado depois de muitas paradas. Batini acenava e cumprimentava muitas pessoas que eu dificilmente conseguia distinguir e, frequentemente, ouvia a expressão Salve Batini!, retribuída com serenidade. Entre cumprimentos, buzinas, sirenes, guardas de trânsito, vendedores pululando nas calçadas e homens- sanduíche anunciando abreugrafia, carteira de trabalho, compra-se ouro, continuávamos o nosso percurso. Grande observador que era, Tito sempre chamava minha atenção para algum detalhe. Levava-me para contemplar bonecas de porcelana vestidas de chinesas que coloriam as vitrines do quadrilátero (24 de Maio, Barão de Itapetininga, Dom José de Barros e av. Ipiranga). Às vezes, parava para me comprar uma cocada de fita, neste roteiro singular. E, finalmente, chegávamos ao número 250, onde éramos recepcionados por um corredor comprido de mármore. Um ascensorista uniformizado de azul e quepe de frisos dourados gentilmente nos convidava para uma viagem de poucos segundos em elevador muito largo, até o 13º andar. Era tempo suficiente para uma palavrinha sobre literatura, política, o noticiário do dia e, às vezes, futebol: E o nosso Corinthians? Não raro, tínhamos ao nosso lado Raimundo de Menezes, Abguar Bastos, Pascoal Mellantonio, Aluisio Sampaio, Dalmo Dallari, Fábio Lucas, Miguel Abellá, Judas Isgorogota, Mário Donato e Clóvis Graciano, nomes gravados em minha memória entre tantos outros que pelo menos uma vez por semana compunham esse cenário. No 13º andar, do lado esquerdo, uma porta de madeira escura dava entrada ao amplo salão. No lado direito, uma porta de vidro com a inscrição Secretaria. Era ali que eu passava as minhas tardes. Havia sofás de couro na cor verde-escuro, mesas centrais com cinzeiros do tamanho de pratos e quadros nas paredes que eu não conseguia distinguir. J.P.Andrade

19 UBE O ESCRITOR 19 memória (continuação) Uma enorme varanda se abria para um mosaico de janelas e antenas e, também, dava para vislumbrar um pequeno recorte do Edifício Copan. O ambiente acolhedor embalava as siestas de senhores muito elegantes que passavam por ali, depois do almoço. Lá pelas 16 horas, já se ouvia rumores de alguns associados, colaboradores e dirigentes que chegavam para a reunião semanal, que começava por volta das 18 horas. Na secretaria, estava sempre uma figura ávida e emblemática, sentada sob um retrato de Olavo Bilac. Certa vez perguntei não seria a mesma pessoa, tal a semelhança. Era Caio Porfírio Carneiro, de palavras rápidas, com sotaque nordestino e sempre de prontidão. Escritor e secretário emérito da UBE, ali Caio organizava tudo. Atendia aos quase mil associados, colaboradores e aspirantes a escritores naquele aparelho de telefone negro, com o trim, trim inconfundível. Muito assoberbado, andava de lá para cá e lidava com fichários muito compridos, guardados em arquivos de aço pintados de verde. Compunham ainda o ambiente as pesadas máquinas de escrever Remington e Olivetti, espalhadas pelas mesas. Sempre que ouço a música de Leroy Anderson (Máquina de Escrever) me vem à memória esse som característico das minhas tardes na UBE. E, às vezes, com o sono de criança, que nos primeiros anos de escola acordava às 6 da manhã, faziam lembrar as madrugadas produtivas de Tito Batini, que nos embalava com os tec, tec, tec de uma miúda Olivetti de cor laranja. Era dali que saiam inúmeras páginas escritas e reescritas de originais dos romances O Modelador de Máscaras, Menino do Arroio Grande e o livro editado pela Unicamp, Memórias de um Socialista Congênito, publicado postumamente em Também ficou gravado nas minhas lembranças do antigo andar da UBE, o auditório solene, local dos principais encontros e discussões da época. Nas paredes, molduras delimitando rostos de homens sérios, testemunhas dos debates e deliberações da mais importante entidade representativa da literatura brasileira. Mais tarde pude identificar que se tratava de uma exposição de fotos dos fundadores, membros, escritores e presidentes da UBE, entre eles Menotti Del Picchia, Monteiro Lobato, Carlos Drumond de Andrade, Sergio Milliet e outros de quem não já não me recordo. Palco de numerosos encontros, o auditório da UBE dava margem a mesas redondas dos assuntos mais diversos da atualidade brasileira: manifestos a favor do meio ambiente; contra a construção de usinas atômicas; ciclo de debates sobre filosofia, economia, sociologia, literatura nacional e internacional; discussão sobre direitos humanos na década bastante conturbada de Lembro-me que ainda nessa sede fora instalado, em 1980, o Centro de Estudos e Divulgação de Moçambique, país que havia se tornado independente de Portugal em 1975, depois de um conflito que durou 10 anos. A UBE, principal representante da literatura nacional, também premiava os escritores que mais se destacavam durante o ano e promovia concursos literários, homenagens, lançamentos de livros, exposição de artes. E foi ali que assisti à entrega do Prêmio Intelectual do Ano - Juca Pato ao escritor, sociólogo, historiador e brasilianista Sérgio Buarque de Hollanda, acompanhado de dona Maria Amélia e filhos. Seu discurso começou com uma brincadeira: Antes, quando encontravam meu filho, diziam que o pai dele era o Sérgio Buarque de Hollanda. Hoje, para quem não me conhece, eu sou o pai do Chico... Na verdade, estava ali, diante dos meus olhos, o escritor, intelectual, historiador, brasilianista e um dos maiores ícones da cultura brasileira do século XX. Anos antes, também presenciei a entrega do prêmio ao jurista e defensor dos direitos humanos, Sobral Pinto, ao ex- presidente Juscelino Kubitschek e ao jurista Dalmo Dallari, todos nos anos 70, no tempo em que o prêmio tinha um efeito dinamizador, induzindo à reflexão e à produção de conhecimento e sua relação com o tempo presente. As homenagens e discursos tinham ao fundo uma cortina amarelada que cobria um vidro de uma pequena sala recheada de livros infantis. Desta sala surgia, às vezes, um homem de óculos e muito sorridente, que nos entregava gibis e revistas de pintar, doces e balas, homenageando as poucas crianças que por ali passavam. Era o poeta Eduardo de Oliveira, que tenho sempre na memória. A UBE era um espaço para o lançamento de livros. Foi lá que, em 1980, Jacob Bazarian lançou O Problema da Verdade, que ainda guardo comigo, e ajudoume a compreender alguns princípios filosóficos e contribuir para dar rumo à especialização que seguiria anos mais tarde. Chamava a atenção também, um busto de bronze com uma cabeça muito grande e a inscrição Sérgio Milliet. E nas tardes das quartas-feiras, o concorrido bar do Franco concentrava rodas de conversas com alguns dos mais ilustres representantes da literatura brasileira. Presenciei bate-papos entre Heitor Ferreira Lima, Hermínio Sacchetta, Cláudio Willer, Hernani Donato, Celso Alencar e alguns dos novos poetas que surgiam. Também acompanhei na sede da UBE a eleição de 1988, de que faziam parte Fábio Lucas, Enio Squeff, Luis Avelima, Roniwalter Jatobá, José Antonio Segatto, Antonio Romane, Erorci Santana, Stella Carr e Walnice Nogueira Galvão, entre outros. Lembro-me que de alguns itens da proposta, baseados na Carta do Escritor, que lutava em defesa da herança literária, científica e artística; contra qualquer forma de preconceito de língua, raça, nacionalidade e ideologia; pelas liberdades democráticas, pela coexistência pacífica dos povos, baseadas no intercâmbio econômico, científico e cultural; pelos direitos de autor e da promoção da defesa dos seus interesses; da organização do arquivo cultural da UBE e ampliação do Museu do Escritor; congregação de tradutores, autores de histórias em quadrinhos e cordel, entre outros. O inesquecível aroma de madeira nobre daquele ambiente acolhedor, a presença daquelas personalidades, povoando meu mundo ainda infantil, que se destacavam como homens elegantes e as poucas mulheres que mais tarde seriam reconhecidas como grandes expoentes da literatura nacional, como Lygia Fagundes Teles, Ruth Rocha, Ruth Guimarães, Antonieta Dias de Moraes, Eunice Arruda, Renata Pallotini, Anna Maria Martins, Rosani Abou Adal, e algumas outras de quem, infelizmente, os nomes me fogem. As discussões eram acaloradas, de discursos exaltados. Construía-se ali, a cada reunião na sede da UBE, os alicerces de uma literatura que se tornou expoente de toda uma geração. Ao final da noite, em meio a tantas despedidas somadas ao cansaço de uma menina que já não conseguia manter os olhos abertos, depois de tanta agitação, tomava as mãos de Batini, e lá seguia de volta para casa, o mesmo trajeto, agora silencioso, personagens taciturnos,com novas luzes e sombras. Janaina Batini é editora, pesquisadora, socióloga e produtora cultural. Filha de Tito Batini.

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