A EXPERIÊNCIA SOCIAL COM O ABORTO PROVOCADO: UMA ANÁLISE EM TERMOS DAS DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES

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1 1 A EXPERIÊNCIA SOCIAL COM O ABORTO PROVOCADO: UMA ANÁLISE EM TERMOS DAS DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES Adriana Pereira dos Santos Universidade Estadual da Paraíba-UEPB Resumo O presente trabalho abordou a experiência social com o abortamento analisando em termos das diferenças entre homens e mulheres. Foram entrevistados 614 estudantes universitários através de um questionário abordando os seguintes aspectos: o posicionamento diante dos argumentos acerca do abortamento, as atribuições de justiça e de punição às situações de abortamento permitidas e não permitidas em lei e a familiaridade com o fenômeno. Em relação ao posicionamento, os homens se mostraram menos conservadores do que as mulheres. Em relação à atribuição de justiça e de punição, os homens mostraram-se mais tolerantes que as mulheres, considerando mais justas e menos passíveis de punição as situações de abortamento propostas no questionário. Em relação à familiaridade, os homens apresentaram uma menor familiaridade com o abortamento do que as mulheres. Esses resultados são discutidos em termos das diferenças de significados das situações de abortamento entre homens e mulheres, supondo-se que para as mulheres o aborto é uma questão existencial concreta que leva a possibilidade de mais conflitos na sua percepção social, ao contrário dos homens, para os quais o aborto seria predominantemente uma questão filosófica. Palavras-chaves: Aborto provocado. Posicionamento. Atribuição de justiça. Atribuição de punição. Familiaridade. Introdução O aborto provocado se configura em um campo de acentuadas divergências no que diz respeito a ser ou não ser correto realizá-lo. Ser contra ou a favor do aborto é também posicionar-se num contexto de regulação dos comportamentos sociais. Essa regulação pode ser exemplificada pela legislação brasileira que considera crime o aborto provocado, ou pela instituição do aborto como pecado grave pela Igreja Católica, passível de excomunhão (FAÚNDES & BARZELATTO, 2004).

2 2 Tomar uma decisão pela realização de um aborto não é simples. Ainda mais quando essa decisão está socialmente estruturada em torno de preceitos religiosos na maioria dos casos extremamente rígidos. Esses preceitos podem até mesmo não fazer parte da doutrina ou crença pessoal de cada um, mas de algum modo estão diluídos na cultura e influenciando as posturas e as opiniões acerca de determinados assuntos. Embora, é preciso destacar, que tais preceitos possam não vir a determinar necessariamente a conduta. Uma coisa é o que se diz que se faz ou faria numa situação, outra coisa é o que realmente se faz. Segundo estimativas da IPPF International Planned Parenthood Federation (2006, p. 7), ocorrem no mundo 211 milhões de gestações por ano, das quais 87 milhões não foram intencionais e 46 milhões terminam em aborto induzido. Do total de aborto induzido, 78% ocorrem em países em desenvolvimento e 96% são realizados de maneira insegura. Em João Pessoa (PB) estima-se que ocorreram entre e de abortos, no ano de 2003, número calculado a partir dos atendimentos realizados em dois hospitais da rede pública de saúde daquela capital (CUNHÃ COLETIVO FEMINISTA, 2004). O impasse colocado na discussão questiona o fato de como é possível em pleno século XXI, com o avanço da tecnologia dos métodos contraceptivos, tantas mulheres ainda engravidarem sem planejamento. Para Faúndes e Barzelatto, (2004, p ) a falta de conhecimento e de acesso aos métodos contraceptivos e a falha destes mesmos métodos estariam entre as razões para a ocorrência de gravidezes não planejadas. O relatório do IPPF (2006) acrescenta ainda que: A desigualdade de gênero, as normas culturais, as práticas religiosas e a pobreza são fatores que, em conjunto, limitam as oportunidades das mulheres e meninas decidirem sobre sua vida sexual e reprodutiva. Isto as deixa sem a opção de dizer não a uma relação sexual, especialmente quando são pobres ou vivem em comunidades marginalizadas. (IPPF, 2006, p. 6).

3 3 Apesar de tratar-se de um crime sujeito à prisão tanto da mulher que aborta, quanto do profissional de saúde ou outra pessoa que a auxilie, ou seja, cúmplice do ato; apesar de o discurso médico reafirmar as conseqüências orgânicas oriundas de um aborto provocado; apesar de muitas religiões, por diversas razões, condenarem; ainda assim existe uma distância imensa entre ideal e real, prescrito e realizado, crenças e comportamento, distância representada pelas estatísticas oficiais sobre abortos no Brasil. E essa distância pode ser ainda maior se forem consideradas as estatísticas reais, que no caso brasileiro não são possíveis de se estabelecer. Esse fato pode estar indicando a existência de uma dupla moral em relação ao aborto. Uma dupla moral relativa ao fato de que muitas pessoas admitem ser contrárias ao aborto numa situação abstrata e generalizada, e favoráveis quando colocadas diante de uma situação concreta de gravidez, seja da própria pessoa, seja de alguém próximo a ela. Essa incongruência promove sofrimento psíquico naqueles que, estando num contexto de necessidade real de um aborto, precisam se reorganizar para dar conta dela. Objetivos Este trabalho teve como objetivos: - descrever, numa amostra de estudantes universitários o posicionamento frente aos principais argumentos do debate atual acerca do aborto provocado; - descrever a percepção social do aborto provocado, em suas dimensões avaliativas: a justiça (o quanto a prática do aborto provocado é justa) e a punição (o quanto a prática do aborto provocado deve ser punida) e - descrever a familiaridade dos estudantes com o aborto provocado. Método Amostra A amostra foi composta por 614 estudantes universitários de ambos os sexos, sendo 58% mulheres e 41% homens. A idade dos participantes variou entre 17 e

4 4 52 anos, sendo a média de idade de 22,6 anos; destes, 2% tinham menos de dezenove anos e 95% menos de trinta anos. Do total de participantes 16,6% declararam não ter nenhuma religião, ao passo que 60,6% se declararam católicos, 13,5% se declararam evangélicos, 4,1% espíritas e 5% outras religiões. Em sua maioria os participantes eram oriundos de famílias de classe média (50%), solteiros (91%) e não exerciam atividade remunerada (70%). Questionário O posicionamento dos estudantes em relação ao aborto provocado foi avaliado através de uma escala do tipo Likert, com 13 itens. A escala variava de 1 a 5, sendo 1 (discordo totalmente) e 5 (concordo totalmente). O participante era solicitado a indicar seu grau de concordância com os itens listados. Os 13 itens reúnem argumentos a favor e contra o aborto provocado, os quais fundamentam o debate sobre o tema na sociedade brasileira. Estes argumentos foram coletados dos projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional acerca do aborto provocado, como também do discurso dos movimentos feministas e dos movimentos contrários ao aborto (SAAR, 2004, CAVALCANTE, & XAVIER, 2006, ASSOCIAÇÃO NACIONAL PRÓ-VIDA E PRÓ- FAMÍLIA, 2007). No processo de validação da escala, os itens foram invertidos no sentido da favorabilidade ao abortamento. A seguir são apresentados os argumentos utilizados no estudo: - O aborto deveria ser considerado uma forma de evitar que a mulher sofra prosseguindo uma gravidez indesejada; - Abortar é um ato de quem não tem amor à vida; - Abortar deveria ser considerado uma decisão individual; - O feto é um ser humano em potencial, portanto, é errado abortar; - Provocar aborto não deveria ser considerado errado quando realizado até o 3º mês de gestação, já que ainda não está formado o sistema nervoso central no feto; - Abortar é negar o dom de ser mãe; - Até 12 semanas de gestação o feto ainda não é uma pessoa formada, portanto, provocar aborto durante este período não deveria ser considerado errado; - Abortar é um ato inconseqüente de quem não se protege nas relações sexuais; - É errado obrigar uma mulher a levar adiante uma gravidez que ela não deseja; - Desde a concepção, existe uma pessoa em formação, com direito à vida;

5 5 - É errado obrigar uma mulher a levar adiante uma gravidez quando ela não tem condições financeiras para criar o filho; - Não é direito da mulher decidir sobre a vida do feto; - Abortar é um pecado contra a lei de Deus. As dimensões da justiça e da punição relativas ao abortamento provocado foram verificadas através de nove histórias de mulheres que provocaram aborto. As histórias foram criadas a partir do levantamento teórico sobre o tema (CAVALCANTE, & XAVIER, 2006; TOQUES DE SAÚDE, 2004; FAÚNDES, & BARZELATTO, 2004, CUENCA CHUMPITAZ, 2003). Nessas histórias, os participantes do estudo deveriam avaliar o comportamento das mulheres naquelas situações em dois níveis: 1) justiça (o quanto o comportamento era justo) e 2) punibilidade (o quanto o comportamento deveria ser punido). Numa escala que variava de 1 a 5, sendo 1 (nada) e 5 (totalmente), os/as participantes avaliaram o quanto que o comportamento da mulher em cada caso foi justo e passível de punição. As histórias apresentadas compreendiam o aborto provocado permitido em lei, ou seja, normatizado (gravidez resultante de estupro, gravidez com risco de morte para a mãe e gravidez com feto anéncefalo) e o aborto não permitido pela legislação brasileira (não normatizado). Dentre as situações de abortamento não normatizado dois aspectos foram considerados: a) situações de abortamento onde as mulheres tinham sua decisão pautada em uma condição externa (falta de condições financeiras para ter mais um filho, medo da reação da família, perda do emprego se prosseguir a gravidez) e b) situações de abortamento onde a decisão estava pautava em um desejo pessoal (projetos de vida incompatíveis com uma gravidez, não querer ser mãe, gravidez na adolescência). Exemplo: Cláudia estava grávida pela sexta vez e provocou um aborto porque não tinha condições financeiras para sustentar mais um filho. - O quanto você acha que o comportamento de Cláudia é justo? O quanto você acha que o comportamento de Cláudia é passível de punição?

6 6 Para verificar o grau de familiaridade/proximidade dos participantes com o aborto provocado, os estudantes foram perguntados sobre o conhecimento de mulheres próximas e desconhecidas que tenham praticado aborto e/ou de homens próximos e desconhecidos cujas parceiras tenham praticado aborto. Exemplos: - Alguma mulher de sua família provocou aborto? - Algum homem de sua família teve/tem namorada, companheira ou esposa que provocou aborto? Procedimento A coleta de dados foi realizada em julho de 2007 através da aplicação de questionário individual aos estudantes em sala de aula 1. Resultados A primeira análise efetuada refere-se ao posicionamento dos estudantes frente aos argumentos acerca do aborto provocado (Figura 1). Como visto acima esse posicionamento foi transformado num indicador de favorabilidade ao abortamento provocado. Observando a Figura 1, verifica-se que há uma tendência ao favorecimento por parte dos homens e uma tendência contrária por parte das mulheres. 30% 29% 41% 37% 33% 30% Homens Mulheres Baixa favorabilidade Média favorabilidade Alta favorabilidade Figura 1: Posicionamento frente ao aborto provocado 1 Eles foram convidados a participar voluntariamente, após a explicação do objetivo do estudo e garantido o sigilo da pesquisa e anonimato dos participantes. A realização da pesquisa foi devidamente autorizada pelo Comitê de Ética na Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba, em maio de 2007.

7 7 A segunda análise refere-se à atribuição de justiça às situações de abortamento permitidas em lei (Figura 2). Como descrito acima, os participantes avaliaram o quanto situações de abortamento permitidas em lei eram justas. Pode-se observar na Figura 2 que o grupo dos homens tende a atribuir uma maior justificação as situações de abortamento permitidas em lei, ao passo que o grupo das mulheres apresenta um posicionamento ambíguo, posicionando-se preferencialmente nos postos medianos da escala de avaliação. 28% 35% 37% 33% 43% 24% Homens Mulheres Baixa justiça Média justiça Alta justiça Figura 2: Atribuição de justiça (Situações normatizadas) A terceira anàlise refere-se à atribuição de justiça às situações de abortamento não permitidas em lei (Figura 3). Do mesmo modo, os participantes avaliaram o quanto as situações de abortamento apresentadas eram justas. Ao contrário das situações normatizadas, observa-se na Figura 3 que o grupo dos homens tende a uma posição mais rigorosa no julgamento das situações de abortamento não-normatizadas, do mesmo modo que o grupo das mulheres. Entretanto, comparando o posicionamento dos dois grupos em relação às situações nãonormatizadas observa-se que as mulheres são muito mais rigorosas em sua avaliação, atribuindo uma baixa justificação a essas situações de abortamento. 37% 33% 30% 32% 45% 23% Homens Mulheres Baixa justiça Média justiça Alta justiça Figura 3: Atribuição de justiça (Situações não-normatizadas)

8 8 A quarta análise realizada refere-se à atribuição de punição às situações permitidas em lei (Figura 4). Os participantes avaliaram o quanto situações de abortamento normatizadas eram passíveis de punição. Observa-se na Figura 4 uma tendência a atribuir uma baixa punição às situações de abortamento normatizadas tanto no grupo dos homens quanto no grupo das mulheres, com uma ligeira vantagem na tolerância para o grupo dos homens. Entretanto, chama atenção o fato de que os dois grupos estão praticamente divididos entre punir e não punir essas situações de abortamento, uma vez que essas são situações permitidas pela lei. 41% 22% 37% 38% 31% 31% Homens Mulheres Baixa punição Média punição Alta punição Figura 4: Atribuição de punição (Situações normatizadas) A quinta análise efetuada refere-se à atribuição de punição às situações não permitidas em lei (Figura 5). Do mesmo modo que naquelas situações normatizadas, os dois grupos igualmente se dividem entre punir e não punir. Essa ambigüidade faz mais sentido em relação às situações não-normatizadas, por definição passíveis de um conflito normativo. Entretanto, destaca-se nestes dados as dificuldades da sociedade no trato com a problemática do abortamento, as ambigüidades de posicionamento e julgamento que a caracterizam.

9 9 32% 35% 33% 37% 28% 35% Homens Mulheres Baixa punição Média punição Alta punição Figura 5: Atribuição de punição (Situações não-normatizadas) A última análise realizada diz respeito à familiaridade com o abortamento (Figura 6). Para indicar o grau de familiaridade com o abortamento, os participantes foram solicitados a informar quantas pessoas conheciam que tinham vivenciado situações de abortamento. Os dados da Figura 6 permitem supor uma tendência a um maior contato social das mulheres com a problemática do abortamento. Entretanto, chama a atenção a proximidade de ambos os grupos com pessoas envolvidas com a prática do abortamento, o que indica a grande extensão que esse problema assume na sociedade brasileira. 39% 28% 33% 33% 33% 35% Discussão e conclusão Homens Mulheres Baixa familiaridade Média familiaridade Alta familiaridade Figura 6: Familiaridade com o abortamento A partir dos resultados encontrados é possível tecer algumas considerações no que diz respeito à experiência social com o abortamento provocado. Em relação ao posicionamento, os homens se mostraram menos conservadores do que as mulheres. Tal resultado corrobora um estudo realizado por Duarte, et al. (2002) com um grupo de

10 10 homens de uma comunidade universitária, no qual analisou-se a perspectiva deles acerca do aborto provocado. A amostra foi composta de 361 homens entre docentes, estudantes e funcionários que viviam em união legal ou consensual. A partir dos dados encontrados, os autores concluíram que houve uma maior aceitação da interrupção da gestação nos casos permitidos pela lei e nas situações em que as mulheres não tinham condições emocionais para levar a gravidez adiante ou não desejavam o filho (DUARTE, et al., 2002). Vieira (1999) realizou um estudo com 583 mulheres onde elas responderam, entre outros temas, sobre algumas questões relativas ao aborto. Nos resultados encontrados pela autora 82% das participantes do estudo concordaram que o aborto é pecado grave. Cerca de 69% daquelas mulheres discordaram que o aborto possa ser acessível a toda mulher que decida interromper uma gravidez. Na mesma direção, 66,8% delas discordaram fortemente do aborto no caso de gravidez resultado de falha do método contraceptivo. E a única circunstância em que o aborto seria aceito, por 69% das participantes, foi no caso em que a vida da mulher está posta em risco (VIEIRA, 1999). Tais dados são consoantes aos resultados encontrados no estudo aqui apresentado. Em relação à atribuição de justiça e de punição, os homens mostraram-se mais tolerantes que as mulheres, considerando mais justas as situações de abortamento propostas no questionário, ainda que em relação à punição essa diferença esteja indicada apenas no que se refere às situações de abortamento normatizadas. Esses resultados são discutidos em termos das diferenças de significados das situações de abortamento entre homens e mulheres, supondo-se que para as mulheres o aborto é uma questão existencial concreta que leva a possibilidade de mais conflitos na sua percepção social, ao contrário dos homens, para os quais o aborto seria predominantemente uma questão filosófica. César, et al (1997) realizou um estudo com mulheres em idade fértil (15 a 49 anos). Destas 20% já haviam tido pelo menos um aborto, um terço dos quais provocado. Perguntadas sobre a legalização do aborto, 30% delas disseram favoráveis.

11 11 Entre outros fatores, como a idade e uma maior escolaridade, os autores do estudo estabeleceram uma relação positiva entre a favorabilidade a legalização do aborto e o fato de já ter passado por uma situação de aborto provocado. Segundo os autores, essa relação poderia ser explicada pelas complicações pós-aborto nos casos de procedimentos inseguros (CÉSAR et al.,1997) Passar por uma situação de aborto indicaria que há um olhar diferenciado sobre a questão. Não se trata mais de emitir uma opinião ancorada no plano do abstrato, mas sim, estruturada na vivência concreta do aborto desde a tomada de decisão até a sua realização, com suas possíveis e variadas conseqüências. Num outro estudo, Osis, et al. (1994) chegaram à conclusão de que a opinião das mulheres sofria a influência de dois vetores:...por um lado o consenso social sobre o que é moralmente correto em relação ao aborto, e por outro lado atua o ter passado por uma situação em que, ao menos, considerou-se a possibilidade de interromper a gravidez. Em contrapartida, González de León Aguirre e Salinas Urbina (1997) realizaram um estudo com 96 estudantes de Medicina do México investigando as posturas dos mesmos frente ao aborto provocado. Interessante nesse estudo, segundo seus autores, foi o fato das mulheres apresentarem uma postura mais conservadora do que os homens. Para eles, essa postura mais conservadora estaria relacionada a interiorização dos padrões e estereótipos aceitos sobre as mulheres e a maternidade. Acrescentam ainda que o fato de ser mulher nao implica numa postura mais clara sobre o fenômeno do abortamento ou mesmo uma atitude mais compreensiva e solidária com aquelas que optam pelo aborto. Vale salientar que em relação à familiaridade, os homens apresentaram uma menor familiaridade com o abortamento do que as mulheres. Considerando o exposto neste artigo, percebe-se a complexidade inerente ao posicionamento e a percepção do fenómeno do abortamento. Essa complexidade se intensifica e se diferencia para homens e mulheres, já que para os primeiros o abortamento se configura num campo abstrato, enquanto que para aquelas o abortamento alcança o próprio corpo e o direito de decidir sobre o mesmo. Assim, se

12 12 faz compreensivel o conflito vivido em posicionar-se seja numa situação real de abortamento, seja numa situação hipotética. Referências ASSOCIAÇÃO NACIONAL PRÓ-VIDA E PRÓ-FAMÍLIA. Disponível em: [Acesso em: 27/04/2007]. CAVALCANTE, A., & XAVIER, D. [orgs]. Em defesa da vida: aborto e direitos humanos. São Paulo: Católicas pelo direito de decidir, CÉSAR, J. A. et al. Opinião de mulheres sobre a legalização do aborto em município de porte médio no Sul do Brasil. Revista Saúde Pública. v. 31, n.6, 1997, pp CUENCA CHUMPITAZ, V. A. Percepções femininas sobre a participação do parceiro das decisões reprodutivas e no aborto induzido. Dissertação. Mestrado em Saúde Pública. Fundação Oswaldo Cruz.. Rio de Janeiro, p. CUNHÃ COLETIVO FEMINISTA. Panorama da assistência obstétrica nos serviços públicos do município de João Pessoa. Relatório de pesquisa, Disponível em: [Acesso em 20/07/2007]. DUARTE, G. A. et al. Perspectiva masculina acerca do aborto provocado. Revista de Saúde Pública. v. 36, n. 3, 2002, pp FAÚNDES, A. & BARZELATTO, J. O drama do aborto: em busca de um consenso. Campinas: Komed, GONZÁLEZ DE LEÓN AGUIRRE, D., & SALINAS URBINA, A. A. Abortion and physicians in training: the opinion of medical students in Mexico City. Cadernos de Saúde Pública. v. 13, n. 2, 1997, pp INTERNATIONAL PLANNED PARENTHOOD FEDERATION IPPF. Morte e Negação: Aborto Inseguro e Pobreza. Nova Iorque EUA, Disponível em: roductid= [Acesso em: 27/07/2007]. OSIS, M. J. D. et al. Opinião das mulheres sobre as circunstâncias em que os hospitais deveriam fazer abortos. Cadernos de Saúde Pública. v. 10, n. 3, 1994, SAAR, E. Aborto no Congresso Nacional. Toques de Saúde. nº 4. Cunhã Coletivo Feminista: João Pessoa PB, 2004, pp

13 VIEIRA, E. M. As atitudes das mulheres em relação ao aborto e ao uso de métodos anticoncepcionais influenciam na sua opção pela esterilização? Cadernos de Saúde Pública. v. 15, n.4, 1999, pp

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